Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2014 | 02h05

Mais uma vitória do PT

Alívio nas hostes petistas: o mensaleiro Henrique Pizzolato não será extraditado.

ROBERTO ALIBERTI

robertoaliberti@uol.com.br

São Paulo

Mensalão e impunidade

Pobre Itália! Além de sofrer com os mafiosos, acolhe e dá liberdade a um sentenciado no Brasil por corrupção e desvio de dinheiro público. Agora Pizzolato tem todo o tempo para desfrutar as belas paisagens italianas, gastando sua parte do dinheiro proveniente do seu crime. É o troco que foi dado ao também pobre Brasil por não expatriar Cesare Battisti, sentenciado como criminoso pela Justiça italiana, por decisão do "gênio" do nosso país, ao fim do seu período na Presidência da República. É incrível, mas as negativas de extradição de ambos os países só beneficiaram os criminosos, que seguem levando a vida leve e solta. Fatos como esses levam a pensar que o crime compensa, sim. Pode custar bastante, mas não resulta em pena a cumprir. Belos exemplos para a juventude seguir!

ADIB HANNA

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

Revanche

Impossível não associar a decisão brasileira a favor de Battisti com a decisão italiana sobre Pizzolato. Revanche no mundo globalizado da impunidade. Lá e cá, todos livres e soltos.

RUBENS MUNIZ FERRAZ

rferraz4@uol.com.br

São Paulo

Troca justa

Para a Justiça italiana, foi uma troca justa: lá eles ficam com o estelionatário e nós, aqui, ficamos com o terrorista assassino! Alguma coisa em comum? Claro, o patrocínio do PT a ambos. E ainda há quem acredite que isto aqui vai melhorar!

HAROLDO EUSTÁQUIO ROCHA

haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

Usufruto

Certamente a Itália nos deu o troco quanto ao caso Battisti, mas com certeza nossas autoridades não farão o mínimo esforço para que o mensaleiro Henrique Pizzolato retorne ao País. Já imaginaram se ele também resolve fazer delação premiada? Teríamos muitos políticos e petistas apavorados! Mas como no Brasil o crime compensa, ele vai usufruir a grana roubada e desviada para a Europa e por aqui mais um petista envolvido em falcatruas vai para o desfrute em casa... Para finalizar, gostaria de saber: quando é que toda essa grana que foi surrupiada da população brasileira será devolvida?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Mandante

Pizzolato teve mais sorte que Celso Daniel. Ele disse que fugiu para salvar a própria vida, e isso todos sabem. O que ninguém sabe é de quem ele fugiu.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Porteiras abertas

Sobre as condições proclamadas dos "cidadãos" Henrique Pizzolato, livre na Itália, e José Dirceu, que vai cumprir a pena dele em casa, pode-se seguramente visualizar a abertura das porteiras, mesmo, literalmente. É a verdadeira "farra do boi". Quem mais ou o que mais devemos esperar desse "novo governo", cada vez mais aparelhado?

JOÃO MANOEL JODAS

joao.jodas@terra.com.br

Santo André

Credenciais

José Dirceu tem as credenciais perfeitas para ser o poste nas próximas eleições presidenciais.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Merecemos?!

Triste Brasil o que deixaremos de herança para os nossos filhos e netos. Henrique Pizzolato sai da cadeia e continuará em liberdade na Itália. José Dirceu deixa a prisão em menos de dois anos e não se duvide que será convidado a integrar o novo governo petista. Um país que aceita e convive tão bem com o crime, a corrupção e a mentira merece mesmo mais quatro anos de Lula e Dilma Rousseff.

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

As 'pontes' do PT

Reeleita, Dilma discursa pregando união e "diálogo amplo com todas as forças produtivas"... Diz que o clima é de "construção de pontes, e não de buscar diferenças entre as pessoas". Curioso... Será essa a mesma que conjugou o verbo dividir em todos os tempos, começando por dividir o palanque com o padrinho cuspidor de fel, acusando Aécio Neves de ser "cheirador de cocaína" e "espancador de mulheres" e que, caso eleito, extinguiria o Bolsa Família? Será essa a Dilma que até ontem só fazia dividir o País entre ricos e pobres, norte e sul, proprietários e sem-terra, vergastando as odiosas "elites" num discurso sectário do "nós contra eles"? Sinto muito, S. Exa. não me fale em "pontes" porque a praia dela é a da divisão. Sempre foi e sempre será. Poupe-me de seu populismo demagógico de resgate da "paz" e do "amor" após literalmente, como prometido, "fazer o diabo" para atingir seu desiderato. Todos nós aqui do Sul, Sudeste e Centro-Oeste (onde ela foi fragorosamente derrotada) estamos carecas de saber que a principal "ponte" que seu partido sempre sonhou em construir é a que facilitará a importação para o nosso país das "instituições" antidemocráticas de Cuba - tal qual já fizeram na Venezuela seus camaradas Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Este último já lhe enviou efusivos cumprimentos pelo êxito alcançado com os dizeres: "Vitória dos povos da América Latina e do Caribe". Ora, o Caribe integra a América Latina, Maduro referia-se a Cuba, evidentemente. Para bom entendedor, pingo é letra. Não conte comigo nem com os brasileiros conscientes e amantes da odiosa democracia "burguesa" para auxiliá-la na construção da ponte que levará o Brasil ao seu socialismo falido, intolerante e totalitário.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Dividir para dominar

A vitória da candidata Dilma fica parecendo a vitória de Pirro, visto que foi derrotada nos mais importantes colégios eleitorais do País. Que são os que mais contribuem para o produto interno bruto (PIB). Houve uma tentativa de jogar o Norte e o Nordeste contra o Sul e o Sudeste. Somos todos brasileiros, lamentável esse jogo sujo. Será que esta tentativa não é de propósito, para realmente nos separar? Para quê? Para melhor dominar?

EVERARDO MIQUELIN

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

DILMA E O CONGRESSO

Bastou essa vitória apertadíssima de Dilma Rousseff nas urnas, mostrando que existe um enorme desgaste do PT perante os eleitores, para que o Congresso Nacional rapidamente derrubasse o decreto que criava os tais conselhos populares e impusesse à presidente a sua primeira derrota pós-eleição, prenúncio de muitas que certamente virão. Podemos esperar que a base governamental no Congresso vá ficar muito mais arredia para votar com o governo. Principalmente agora, quando a opinião pública deu mostra de que está muito mais atenta ao que se passa na política e por ter se tornado quase impossível, neste momento, a implantação de novos esquemas de cooptação de parlamentares, como os que foram criados no mensalão e no petrolão.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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CONSELHOS POPULARES

Dilma tentou ganhar no papo. O Congresso deu-lhe um sopapo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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BOLIVARIANISMO REJEITADO

Vencida a batalha eleitoral, é hora de cuidar da divisão do butim e dos despojos, que neste caso não são os bens do inimigo, mas os nababescos cargos nos ministérios, nas secretarias ou em alguma das mil e uma tetas que existem no governo e mais tantas quantas uma penada possa criar. O aparelhamento e o loteamento, que sempre foram a marca do governo petista, continuarão ativos. Se não é fogo de palha ou apenas um mal estar, a Câmara dos Deputados derrubou o Decreto 8.243, dos conselhos populares. Leiam o artigo 1.º do decreto: “Fica instituída a Política Nacional de Participação Social (PNPS) com o objetivo de fortalecer (...) a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. O inciso II do artigo 3.º se completa com requintes de retórica e dialética complicando-se. Bolivarianismo imposto na cara de pau. A presidente reeleita trata agora da reformulação do gabinete, sabendo que todos os 39 são ecléticos na sua arte. Cada um muda de ministério como muda de camisa. A meritocracia é jogada no ralo. Aos que esperam algo de novo do velho governo, reflitam: “Quando o Estado está a serviço de um partido, em detrimento da Nação e do povo, o barco continuará sem bússola e sem timoneiro hábil”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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A FORÇA DO PMDB

Como se esperava, o PMDB rechaçou a ideia de um plebiscito para a reforma política, uma tentativa do PT para encaminhar o País ao regime “bolivariano”. Da mesma forma, a Câmara dos Deputados, liderada pelo PMDB, derrotou o Decreto 8.243, da organização dos “sovietes”. Foram duas derrotas do PT e do plano de Lula de nos transformar num país “bolivariano”. Para Lula e o PT obterem êxito nos seus planos, teriam de, definitivamente, vencer o PMDB e agora também o reforçado PSDB, o que é improvável. Dilma poderá comprar alguns dos deputados e senadores para seus projetos, como tem feito, exceto quando esses projetos buscarem mudar o regime. Na realidade, o Congresso Nacional atrapalha os planos do PT e da esquerda. Enquanto o PMDB e o PSDB estiverem lá, Lula e Dilma não conseguirão implantar o regime “bolivariano” em nosso país. Diz Gilberto Carvalho que “a derrota” na Câmara não os abate. Apenas liquida com a tentativa dos “sovietes”, que são um caminho para a sovietização. Provavelmente, na próxima legislatura, a vida de Dilma será mais difícil, porque a oposição estará fortalecida. Mas o Congresso precisa mudar, deixando de “lucrar” com os projetos do governo para fiscalizá-lo como “manda” a Constituição.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Plebiscito ou referendo? Como diz o velho filósofo radicado no Planalto central, “ninguém governa sem o PMDB”. Afinal, é filósofo ou profeta?

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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O DECRETO DERRUBADO
 
Em fins de maio do ano corrente a presidente reeleita editou decreto instituindo instâncias populares e submetendo até direitos a apreciações prévias de conselhos populares à moda do finado Hugo Chávez, em seus devaneios bolivarianistas. Na Câmara federal, a base aliada deste governo, juntamente com a oposição, derrubou o decreto, fazendo prevalecer não só o Parlamento e o Poder Judiciário, como a Constituição da República. Esta, saliente-se, impede que qualquer decisão fora do Poder Judiciário seja excluída de sua apreciação, consubstanciando direito e garantia individual do cidadão. De outro lado, além de pretender sobrepujar a Lei Maior e o Poder Judiciário, o decreto passaria por cima do Poder Legislativo, alcançando direitos e interesses individuais tutelados por leis especiais. O nosso Parlamento merece aplausos pela atuação correta e legal. Doravante, também, cada brasileiro responsável deve lutar pela remoção do “entulho populista”.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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NADA MAIS ANACRÔNICO

Palavras do (quase) ex-ministro Gilberto Carvalho sobre a derrota imposta pelo Congresso à presidente Dilma, rejeitando os conselhos populares: “A meu juízo, nada mais anacrônico, nada mais contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro, que é a vontade da participação (sic)”. Já a meu juízo (e no de milhões de outros brasileiros esclarecidos), sr. Gilberto, nada mais anacrônico do que, em 2014, tentar reeditar no Brasil os conselhos populares (leia-se sovietes) bolchevistas criados por Lênin, que cunhou o lema de ordem “todo poder aos sovietes”, na segunda revolução de 1917, como sinal para a derrubada do governo democrático-burguês de Kerenski. Sintomaticamente, votaram a favor dos “sovietes brasileiros” apenas o PT, que os inventou (provavelmente em consonância com o cubano-bolivariano Foro de São Paulo, a que se vincula), o PCdoB (stalinista, maoísta, albanês?) e o Psol (trotskista?). A vontade irreversível do povo brasileiro, sr. Gilberto, é ver fora do poder quem ainda não aprendeu com os erros do passado – e por isso continua a repeti-los.
 
Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com 
Rio de Janeiro

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QUE SEJA UM BOM COMEÇO

Mais do que sustar a validade do Decreto n.º 8.243, que submete a administração pública aos conselhos e retira poderes do Parlamento, a revogação do decreto pode representar o começo de um novo tempo para a Câmara dos Deputados. Espera-se, no entanto, que essa postura não seja apenas uma valorização do passe para vendê-lo mais caro na hora da formação do novo governo e da sua fisiológica base aliada. O procedimento adesista adotado desde a abertura democrática é o grande responsável pela má imagem que hoje a população faz dos políticos. Quando recebem cargos e benesses e, em troca, passam a votar com o governo, deputados e senadores perdem a representatividade e o grande perdedor é o País, que fica à mercê da vontade exclusiva do governo. O senador Aécio Neves, com o seu desempenho nas eleições presidenciais, tem o dever de fazer o contraponto no Congresso e, com a oposição, realizar um trabalho construtivo de fiscalização do governo e avanço das reformas de que o País necessita. É a grande hora de promover as reformas que o Brasil reclama acima dos interesses partidários ou ideológicos. A democracia tem de ser um bem de todo o povo, e não só da classe política, de partidos ou de aproveitadores. Quanto aos conselhos, que sejam apenas consultivos, pois os poderes constitucionalmente estabelecidos são apenas três: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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DECRETO 8.243

A derrubada dos conselhos populares na Câmara foi “vitória de Pirro” ou derrota da Pirraça?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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VIVA A REPÚBLICA!

Os princípios democráticos da República Federativa do Brasil venceram o embate contra o PT. Com o veto ao decreto que instituía a consulta obrigatória de órgãos do governo aos conselhos populares, algo que deixaria nosso Estado assemelhado aos regimes ditatoriais, a Câmara dos Deputados mostrou-se firme contra a ditadura. Tal projeto petista iria desrespeitar toda a vontade da nação brasileira exercida por seus eleitos representantes no Congresso Nacional, vinculando e condicionando decisões da esfera administrativa a grupos politicamente enviesados, como a CUT e o MTST. Viva a democracia. Fora PT, abaixo a ditadura.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com
São Paulo

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O FIM DA CPI

A cpi, isso mesmo, com letra minúscula, da Petrobrás, em razão da insignificância de seus integrantes, vai encerrar seus “trabalhos” em dezembro, sem avanço nas apurações das denúncias de corrupção na petroleira. Nenhuma novidade, já sabíamos disso desde a colheita das assinaturas. Não passou de uma trama do governo do PT e seus aliados para tentar encobrir a roubalheira na estatal e facilitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Terminada a eleição, chegaram à conclusão de que não têm competência para competir com a Polícia Federal (PF) e com o Ministério Público nas investigações. Para que, então, encerrar só em dezembro essa comissão, que na realidade só comeu tempo e dinheiro? Tem de ser encerrada de imediato, mesmo porque o seu relator, deputado Marco Maia (PT-RS), não terá dificuldade nenhuma em elaborar o relatório, que, ao contrário do que falou, se resumirá a no máximo meia página repleta de “eu não sabia”, “não fui eu”, “eu nego o envolvimento com fulano ou ciclano”. Triste e rápida conclusão. Mas o deboche maior com a nossa cara ficou para o final. Disse o relator: “Quem quiser outra CPI que colha novas assinaturas, 2015 será outro tempo, outra legislatura”. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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ATITUDE

A presidente Dilma foi reeleita e sentiu a voz do povo. Em seu discurso após o resultado das eleições, ela apresentou sua visão e seu sentimento sobre o que deverá ser seu próximo mandato: reforma política, controle da inflação, retomada do crescimento, punição dos corruptos, valorização da educação, da cultura, entre outras ações urgentes. Um gesto claro e concreto que ela deveria ter para consolidar, fortalecer e dar credibilidade à sua palavra seria mudar imediatamente todo o seu ministério e demitir sumariamente toda a diretoria da Petrobrás.  
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro 

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SERIEDADE

Com referência à roubalheira que campeia solta na Petrobrás, se o Brasil fosse um país sério, Dilma estaria amargando um processo de impeachment e Sergio Gabrielli e Graça Foster, ex e atual presidentes da Petrobrás, estariam na cadeia.

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com
São Paulo

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CONDENADOS NO MENSALÃO

Henrique Pizzolato fica livre na Itália; José Dirceu recebeu autorização do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir o resto de sua pena em casa; José Genoino, irmão do deputado conhecido como o homem dos dólares na cueca, já está em prisão domiciliar há algum tempo. Agora só falta Pizzolato assumir a presidência do Banco do Brasil na Itália, Dirceu voltar para a Casa Civil e Genoino assumir a presidência do PT. Tudo certo, tudo lindo, do jeito que o diabo gosta.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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O CRIME COMPENSOU

Manchetes do “Estadão” desta semana pós-eleição: Pizzolato fica livre na Itália e Zé Dirceu vai cumprir pena em casa. Quem falou que o crime não compensa no Brasil? Ninguém devolveu nada do que foi roubado e o partido deles ainda ganhou a eleição. Foi só o ministro Joaquim Barbosa deixar o STF para os mensaleiros deitarem e rolarem. Viva o Brasil!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 
Eldorado

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PRIVILÉGIO E JUSTIÇA

O ministro Barroso, do STF, acaba de cometer um ato de preconceito contra todos os detentos do Brasil. Por que só o Zé Dirceu vai prá casa? Que se abram as portas de todas as celas e de todas as prisões do País e que todos os presos voltem para casa. É questão de justiça.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo 

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ANTESSALA DA CORRUPÇÃO

72 horas após a reeleição de dona Dilma, José Dirceu já saiu da prisão e passa a ser um forte candidato a ministro da Casa Civil. Não duvide. Este antro de corrupção há 12 anos atrai e continua atraindo tudo o que há de mais podre no baixo meretrício da política nacional. É a antessala da corrupção.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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SUPREMA INDIGNAÇÃO

Depois de ter devorado o dinheiro público e ficado pouco mais de 11 meses preso, o condenado obtém, sem devolver nada ao erário, o benefício da prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Barroso. O Brasil não conseguiu, ainda, extraditar Pizzolato da Itália e continua no grave prejuízo do dinheiro desviado. Enquanto o crime compensar, a corrupção, cujo combate foi tão alardeado nas campanhas eleitorais, jamais será varrida deste país.
  
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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PADRÃO PT

Com a prisão domiciliar, vergonhosamente concedida a José Dirceu, e a liberdade concedida a Pizzolato na Itália, o segundo governo de Dilma ganha dois nomes de peso para compor ministérios e diretorias de estatais, bem no padrão PT. Eu temo pelo futuro do Brasil.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com 
São Paulo

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NAS MASMORRAS BRASILEIRAS

Pizzolato fica livre na Itália e Dirceu vai cumprir pena em casa. Mais uma prova de que, neste Brasil, quem fica na cadeia, injustamente e sem ter seus direitos respeitados, são negros e pobres. Mais ainda: meu marido continua preso, sem haver provas do delito. Como pode? Pedimos ao Tribunal de Justiça de São Paulo, em 1/7/2014, revisão criminal, mas em setembro de 2014 um funcionário do tribunal havia saído de férias, o que deveria levar o processo a outra repartição. Agora ele voltou, mas o relator também saiu de férias. E a tal da progressão penal é um absurdo: documentos demoram para ser vistos pelo juiz e, mesmo tendo cumprido o lapso de 1/6 da pena inicial, já quase terminando mais 1/6, vai-se ficando assim. Somos meros números entre os 560 mil presos deste país. Graças a Deus muitos órgãos e outros países estão de olho no Brasil, inclusive a ONU. Conseguimos julgar, mas não sabemos punir humanamente. Pena que não temos dupla cidadania, pois parece que só mesmo fugindo para não cairmos nas masmorras deste país. Socorro! A quem devo recorrer para que soltem o meu marido?

Elisete Serres Pacheco elisecontab@superig.com.br 
Itaberá 

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HENRIQUE PIZZOLATO

Três modalidades criminosas – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato – foram as causas de sua condenação a mais de 12 anos de prisão. Para não ser preso, Henrique Pizzolato fugiu para a Itália. Mas lá ele foi preso por crime contra as próprias leis italianas. E naquele país um pedido de extradição (dupla nacionalidade, porém) foi julgado e negado na terça-feira, pedido esse feito pelo Brasil, para que ele voltasse para o Brasil e aqui cumprisse sua pena como deve ser cumprida. Opondo-se ao pedido, Pizzolato alegava, como não poderia deixar de ser, doença (problemas psiquiátricos), a má situação dos presídios no Brasil e o medo de ser assassinado. Ora, o que uma prisão ele pensa que é: um hotel quatro estrelas? E, depois, tem ele noção do mal que causou à população deste país por causa do dinheiro público desviado para o bolso de alguém, inclusive o próprio? Ser e ficar preso seria, pois, a consequência inevitável de sua atividade criminosa: pego e preso na fuga, aqui deveria cumprir a pena que lhe foi aplicada pelos crimes que praticou e dentro dos presídios disponíveis no Brasil. 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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EXTRADIÇÃO NEGADA

Com muito repúdio, contesto a decisão da Justiça italiana. Os presídios brasileiros, para criminosos de colarinho branco e cifras douradas, são bem diferentes, em termos de tratamento de direitos humanos, dos presídios para presos comuns. 

Vanderlei Pereira de Jesus pvanderlei@hotmail.com 
São Paulo

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RISCO DE VIDA

“Pizzolato deixa prisão na Itália e diz que fugiu do Brasil para salvar sua vida.” Conhecendo os métodos e o resto da quadrilha, ele não quis correr o risco de vir a ser um outro Celso Daniel ou Toninho do PT. Quem tem, tem medo. Abre o olho, Alberto Youssef.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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ALIENADO
 
É estarrecedor que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não admita que a negativa de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato seja total retaliação da Itália ao governo brasileiro – após este conceder asilo político ao italiano Cesare Battisti. Pior ainda é o procurador-geral reconhecer com subserviência que o único obstáculo à extradição seja o próprio sistema carcerário brasileiro, criticado a decisão da Justiça italiana. Quer dizer: os estrangeiros têm mais autoridade para avaliar as condições do nosso sistema prisional.
 
Sharlon Schmidt Renzi sharlon.sr@uol.com.br 
Brusque (SC)

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O TROCO

Os italianos nos deram o troco, nós ficamos com Battisti e eles ficam com Pizzolato (bandido por bandido...). Do mesmo modo, como Guido Mantega está desempregado e Tiririca vai deixar de fazer suas palhaçadas na TV, Mantega poderia ocupar seu lugar (é o que melhor ele sabe fazer).

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com 
São Paulo

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O SEGUNDO MANDATO
 
O mapa eleitoral do segundo turno das eleições deixou bem claro que, onde o assistencialismo parasitário – marca dos governos petistas – mais encabresta, em particular nas Regiões Norte e Nordeste, mais assertivo foi o apoio ao continuísmo petista, e o Brasil que se exploda com seus déficits, travas ao crescimento econômico, inflação e corrupção generalizada. Já nas regiões onde há mais informação e onde o eleitor é mais independente, pensa com a parte do corpo destinada para este fim (a cabeça) e sonhava com a alternância no mando, a supremacia de Aécio Neves foi indiscutível: casos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e alguns outros. Ao fim, tudo faz crer, prevaleceu o voto do medo: o de eleger alguém que poderia subtrair do eleitor o benefício advindo do maior programa de compra de votos de todos os tempos. Com todo o assistencialismo, demagogia, terrorismo e mentiras veiculados em sua campanha, Dilma venceu. Mas foi por pouco, muito pouco. Meus cumprimentos à “máquina”, aparelhada, que soube fazer bom uso do dinheiro que choveu – todos imaginam como a ver pelas últimas denúncias – nos cofres do PT, sigla que soube fazer nesta campanha (a mais deplorável de todos os tempos) o que o PT faz de melhor: terrorismo. Em seu novo mandato, Dilma vai assumir um país profundamente dividido, endividado, estagnado e com uma herança maldita herdada de si mesma – e com um Congresso Nacional não tão camarada quanto o que teve até agora. Que tenha muito boa sorte em seu novo mandato. Vai precisar.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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VITÓRIA SIMILAR À DERROTA

Dilma está entrando num segundo mandato com péssimo cenário nacional, que ela mesma aprontou: economia em queda; inflação em alta; tarifas públicas represadas; mercado financeiro desconfiado; novo Congresso de maior dificuldade de negociação; pressão de servidores – especialmente juízes – por mais vantagens; processo do petrolão que não para; dívida de bilhões com o fundo Aerus, da Varig, já causa perdida para o governo e em última instância. Ela mesma, no período eleitoral, editou medida provisória prorrogando incentivos fiscais até dezembro de 2015, abrindo mão de R$ 30 bilhões em impostos. E ainda culpa a imprensa, que apenas divulga e não cria fatos, como os relatos do doleiro Youssef.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)

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BOLSA FAMÍLIA E ELEIÇÃO

Analisando o número de Bolsas Família fornecidas aos eleitores pelo governo, comparando-o com a distribuição de votos em seu favor, constata-se nitidamente que Dilma foi eleita pelo Bolsa Família, com ênfase do Norte e no Nordeste do País. Assim, sugiro duas situações: ou a divisão do País em Brasil Sul e Brasil Norte ou a suspensão dos votos de quem estiver, no período das eleições, recebendo ajuda financeira do governo. Só assim será interceptada a sanha de Lula em busca de se perpetuar no poder.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br 
Monte Alto

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HISTÓRIA DO BRASIL

É lamentável que alguém proponha a divisão do Brasil, como decorrência do resultado de uma eleição. Certamente, a pessoa que propõe esse absurdo não conhece a História do Brasil, nunca ouviu falar em Duque de Caxias nem sabe quem foi JK, que construiu Brasília para que o Brasil seja um só.

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com
Vitória

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FAZENDO CONTAS

Dilma teve 54,5 milhões de votos. Aécio teve "só" 51 milhões, que, somados aos 37,27 milhões de eleitores que não foram votar, anularam o voto ou votaram em branco, totalizam 88,27 milhões de eleitores que não votaram em Dilma, ou seja, 33,77 milhões a mais do que os que votaram nela. E isso porque no Brasil o voto é obrigatório. Imaginem se não fosse.
  
João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br 
São José dos Campos 

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DE NOVO NA BASE DOS 3%

A diferença entre 51% (PT e partidos associados) e 48% (PSDB e coligados) resultou nos cabalísticos 3%...

Luiz C. Bissoli tiocaio17@gmail.com 
São Paulo

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OPOSIÇÃO PARA VALER

Que Aécio Neves entenda que a metade do Brasil que confiou em suas propostas exige que ele lidere sem temor a oposição ao governo de dona Dilma Rousseff e vigie estreitamente seus desmandos e puna seus crimes. É o mínimo que ele pode fazer com a responsabilidade que lhe foi ofertada pelas urnas. 

Eliana Pace pacecon@uol.com.br
São Paulo

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A VONTADE DA MAIORIA

Há motivos, sim, para comemorar. Nestas eleições a verdadeira democracia foi posta em prática pela maioria das pessoas, principalmente por meio das redes sociais, expondo suas posições políticas, fundamentado-as conforme seu entendimento. Democracia é justamente isso. É o cidadão poder expor suas opiniões e confrontá-las com opiniões diferentes. O voto consciente é aquele que se fundamenta nas convicções pessoais. Nota-se que ainda há muitas pessoas que sentem constrangimento em manifestar suas opiniões políticas. Muitas vezes por vergonha. Esses são aqueles que defendem a não confrontação de ideias e usam o jargão que diz que política não se discute. Mas cerne da política é a confrontação de ideias. Se não houvesse a divergência de ideias, não haveria política. Todos já pensariam uma só coisa e as decisões seriam tomadas atendendo a esses pensamentos unânimes. É justamente por pensarmos diferentes que há a necessidade da política. É por meio dela que chegamos a um denominador comum chamado vontade da maioria. Que Deus abençoe nosso Brasil e que nossa democracia continue amadurecendo. Quanto ao resultado das eleições 2014, fez-se a vontade da maioria, mas quero expor minha posição pessoal com uma frase do pensador Victor Hugo (autor da célebre obras "Os miseráveis". Ele viveu numa época pós-absolutismo e nascimento das primeiras democracias. “Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há certa cumplicidade vergonhosa.”
 
Rivelino Fortuna rivelinofortuna@gmail.com 
São Paulo

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DERROTADOS, MAS VIVOS

Esforcei-me para que Aécio Neves fosse eleito. Infelizmente, prevaleceu a vontade da massa comprada e sustentada pelo lulopetismo. Uma maioria contaminada pela pior moléstia da humanidade chamada Partido dos Trabalhadores. Serão cada vez mais sugados, terão cada vez menos acesso a educação, saúde e aos bens públicos essenciais para uma vida digna, para sempre dependerem das migalhas proporcionadas por "nós" e serem maioria. Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, de 1513 (em 1513!), capítulo XVIII, escreveu: “Os homens são tão simples e obedecem tanto às necessidades presentes que quem engana achará sempre quem se deixe enganar”. É responsabilidade de "eles", do qual faz parte mais de 48% do povo brasileiro, cidadãos também chamados de “elite branca”, “filhinhos de papai”, “imprensa golpista”, “coxinhas”, “capitalistas”, discordarem desse grande "panem et circenses", não serem meros espectadores ou atribuidores de culpa, mas combatentes do grande mal. Vamos fazer nossa parte (e cada um sabe qual pode ser a sua). 2018 poderá ser diferente, só dependerá de nós. 

Paulo Henrique Torres paulo.h.torres@hotmail.com
São Paulo

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DIÁLOGO

Para haver diálogo com a sociedade, como diz querer a presidente, o primeiro a ser feito é o julgamento dos delitos perpetrados nos últimos três quadriênios pelos quadrilheiros que se apossaram do Estado. Antes do julgamento não pode haver conversa. Desculpe-me o senhor embaixador Rubens Barbosa, mas o que há não são rixas, são crimes que precisam ser apurados e cujos responsáveis devem ser exemplarmente punidos, especialmente os cínicos que alegam nada saber sobre os casos. Diálogos civilizados são viáveis entre pessoas de bem. Com marginais como nossos quadrilheiros, só ingênuos e cultores do "politicamente correto" podem imaginar sua eficácia e viabilidade. Quando se apresentarem interlocutores respeitáveis, será possível iniciar as conversações. Por enquanto, o que precisamos é de uma quarentena saneadora.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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MISTURA DE SENTIMENTOS

Escrevo logo após a vitória de Aécio Neves nas eleições e a reeleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil. Escrevo sobre o paradoxo da vitória de Aécio Neves e da reeleição de Dilma Rousseff, com uma forte mistura de sentimentos. Melancolia pelos 48% de votos ao candidato do PSDB. Alegria por um resultado muito acima do esperado. Satisfação pela sinceridade da citação de São Paulo ("combati o bom combate") por Aécio. Amargura pela forma como as campanhas foram conduzidas, mas nenhuma dúvida sobre a liberdade de escolha das pessoas. Desgosto por ver o PT novamente no poder. Culpa por não ter militado nem ter procurado convencer as pessoas a votarem em Aécio (faltou tão pouco...). Forte apreensão por causa dos eleitores (27%!) que se abstiveram ou anularam o voto. Preocupação por causa dos inúmeros eleitores que não votaram a favor de um candidato, mas contra o outro. Tristeza profunda pela divisão do País. Decepção pela incapacidade de o PSDB falar a um desejo profundo de justiça que anima todos os brasileiros. E quando a sensação de impotência e desânimo diante do poder manipulatório da propaganda petista ameaçava vencer meus outros "sentimentos pensantes", ouvi-me dizer: nos próximos quatro anos é preciso trabalhar para que o PT deixe o poder. Não. O paradoxo da vitória de Aécio e da reeleição de Dilma me diz outra coisa. Diz que é preciso trabalhar sem descanso para que a política volte a ser a busca do bem comum, não a busca do bem de um partido. Há muito trabalho pela frente. Não é hora de desanimar, mas de assumir responsabilidades. Tudo conta, tudo importa: cada dia dos próximos quatro anos, cada pequena ação que garanta a liberdade humana contra a ideologia. É preciso trabalhar para que haja uma autêntica cultura política no País. É preciso trabalhar para que haja uma verdadeira formação política no País. É preciso trabalhar para que a política volte a ser Política. Para que o Brasil assuma a responsabilidade de ser um país forte e em paz, num mundo que parece estar vivendo em chamas.

Juliana P. Perez perez.usp@gmail.com
São Paulo

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MUITO TRABALHO PELA FRENTE

Eu tinha esperança de que, com Aécio, teríamos 50 anos em 5, sem reeleição. Seria um novo Juscelino, que fez Brasília, a Belém-Brasília, fincou as bases da indústria automobilística, etc. Reelegeu-se Dilma e já no dia seguinte o mercado financeiro levou o dólar aos níveis de 2008... Ô dó! Com tanta tecnologia, tanta facilidade de comunicação e tanto dinheiro, nada de concluir a Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco, as usinas iniciadas. “Taca-le pau, Dilma!”. 
 
Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br  
São Paulo

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ECONOMIA PÓS-ELEIÇÃO

“Bolsa cai e dólar vai a R$ 2,52 após eleição” (“Estadão”, 28/10). O Brasil é o único país no mundo onde grande parte da população pode nascer, crescer, viver uma vida, envelhecer e morrer sem nunca ter procurado um trabalho e, deste modo, jamais aparecendo nas estatísticas como desempregado. Para que essa conta seja paga, são necessários muita confiança, estabilidade, investimento, formação profissional e trabalho. Por favor, PT, não mate a galinha dos ovos de ouro, que tem pagado a conta e permitido sua manutenção no poder.

Délcio Nogueira dos Santos delciosantos@gmail.com 
São Paulo

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POLÍTICA ECONÔMICA APROVADA?

Um dia após as eleições, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi à televisão e despudoradamente disse que o resultado da reeleição mostra a integral aprovação da política econômica do governo Dilma. Aqui, cabe um parêntesis: 40% dos votantes em Dilma não leem e não entendem conceitos econômicos, salvo de receberem as benesses do Bolsa Família. É possível perceber que o fisiologismo continuará sendo a marca do próximo governo, e, com isso, pobres dos brasileiros que suam a camisa para manter este Brasil de pé. Como restabelecer a confiança interna e externa, se o partido não tem nomes com competência e bom trânsito na sociedade brasileira e tampouco em organismos internacionais? O principal ingrediente agora se chama credibilidade: não creio e tampouco vejo chance de o governo conseguir mudar o panorama atual, tão mal assessorado como está e sem auxiliares que possam assumir a identidade de atitudes que a comunidade interna e externa tanto reclamam. Acredito, sim, em mais quatro anos perdidos!
 
Haroldo Eustáquio Rocha haroldoerocha@ig.com.br 
São Paulo

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DISTORÇÃO ANALÍTICA

Será que o ministro Guido Mantega, em sã consciência, acredita, mesmo, que todas as suas “trapalhadas” foram aprovadas por mais da metade do povo brasileiro?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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AVISO PRÉVIO

Guido Mantega e Mano Menezes estão na mesma situação, fizeram tudo o que o chefe mandou, mas, mesmo assim, foram mandados embora e estão cumprindo o maior período de aviso-prévio já visto no Brasil: 90 dias.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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O PT E O PLANO REAL

A hora é agora, de mostrar que o PT, desde sempre, foi contra a estabilidade econômica do Brasil, conquistada em 1994, chegando inclusive a chamar o Plano Real de “estelionato eleitoral”. Este foi o mesmo plano que acabou com a hiperinflação, trouxe estabilidade ao País e foi o alicerce do progresso e do crescimento econômico do Brasil.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br 
São Paulo

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A CONTA NÃO FECHA

A Receita divulgou a arrecadação de impostos e contribuições federais de setembro, que alcançou R$ 90,7 bilhões. Um recorde para o mês. Porém, no acumulado de 2014, o crescimento é de apenas 0,7%, ante 3% estimado pelo Planalto. Esse número seria pior se o governo não tivesse arrecadado R$ 7,1 bilhões com o Refis (parcelamento de impostos atrasados das empresas).  Mas, como as despesas desta gestão Dilma crescem no ritmo perigoso e irresponsável de 7%, certamente as contas não vão fechar neste ano sem que o endividamento público federal se alastre pelo fundo do poço. A persistir essa falta de excelência administrativa de Dilma, que teima em gastar mais do que arrecada, este requentado governo petista, que democraticamente ganhou nas urnas mais um mandato, vai ter de recorrer ao aumento de impostos já a partir de 2015.  E como consequência, vamos ter juros mais altos, mais inflação, menos investimentos, menos consumo e o fantasma do desemprego batendo às portas da classe trabalhadora. Ou seja, a presidente não permitindo a divulgação destes números citados acima antes do segundo turno, o que também ludibriou os seus eleitores, só piora sua credibilidade, que já é minúscula.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A CRISE DO ETANOL

Cumprimento o jornal “O Estado de S. Paulo” pelo esclarecedor editorial “O tamanho da crise do etanol”, publicado na página A3 da edição de 25 de outubro. Preciso, o texto expõe a preocupante situação do setor sucroenergético do Brasil, lembrando que o endividamento das usinas deverá somar R$ 77 bilhões, segundo estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), superando o faturamento projetado de R$ 70 bilhões para a safra 2014-2015. O setor foi atingido por políticas equivocadas do governo federal, que segura desde 2011 o preço da gasolina e passou a priorizar o petróleo ao invés do etanol.

Arnaldo Jardim, deputado federal deputado@arnaldojardim.com.br 
Brasília

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BOAS ANÁLISES, MAS ESTÉREIS

Interessantes as opiniões dos pensadores sobre nosso futuro apresentadas no caderno “Aliás” de domingo 26/10 (“Formuladores do futuro”, de Roberto Romano; e “O caminho da inclusão”, de Jessé de Souza). É pena que ambos ficaram na divagação filosófica de analisarem suas bandeiras ou as do antagonista sem se importarem realmente em qual seria a melhor opção para o País. Nenhum dos dois comentaristas citou a educação como fonte renovadora e revolucionária. E não se trata da educação propalada de currais de crianças, de tempo integral, nem das fábrica de apertadores de parafusos engravatados, ou qualquer outra enganação que os atuais políticos apresentam pensando unicamente nos métodos de gastar as obrigatórias verbas constitucionais, buscando unicamente as que lhes deem maior visibilidade eleitoral. Falo na educação de base, de ensinar as crianças a aprender a observar todas as opções possíveis, ensinar aos jovens como escolhê-las prevendo as consequências de suas escolhas, e aos adultos o respeito às leis e aos direitos fundamentais dos indivíduos. De uma educação formativa, e não informativa. Não é com as esmolas distribuídas aos menos favorecidos que se conserta uma sociedade. Com certeza, são necessárias como meio de aliviar as tensões geradas pela gritante diferença nesta que vivenciamos. Mas só a educação pode corrigi-la de maneira perene. Enquanto esses nossos pensadores só divagarem, nossos políticos se esquivarão de assumir uma verdadeira postura de mudança e de reformas sociais. Nossos políticos são pobres, mas nossos pensadores não derramam riqueza alguma. 

Itacir Ferreira sassata@terra.com.br 
Limeira 

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EDIÇÃO DE DOMINGO

Muito bacana a edição de domingo do “Estadão”, em especial o quadro de diferenças entre os projetos/temas trazidos pelos presidenciáveis. Cumprimento a postura transparente do jornal em deixar clara sua visão política por meio de seu editorial, mas também de proporcionar uma análise crítica, inteligente e plural por meio de seus textos, fotos e vídeos. Independentemente da postura política que possamos adotar, é este o jornalismo que nos leva até as notícias para consolidarmos, modificarmos e aprofundarmos nossa compreensão de Brasil e de mundo.

Renata Leon renattaleonel@gmail.com 
Brasília

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UM ALENTO

Foi um alento abrir a página 2 do “O Estado de S. Paulo” de terça-feira, 28 de outubro de 2014, e poder ler os dois artigos de seus articulistas Carlos Matheus e Rubens Barbosa, analisando “A lentidão das mudanças” e “O dia seguinte”. Poder contar com as impecáveis análises históricas e político-sociais de suas colocações, sem dúvida, nos ajuda a entender este momento especial pós-eleições que estamos vivenciando. Mas, acima de tudo, nos dão a certeza de que com dois brilhantes intelectuais como eles nem tudo está perdido neste universo de nulidades que nos cerca e que, a despeito de nossos esforços, se perpetua. Agradeço ao jornal pelo seu trabalho em dar a nós, seus leitores, sempre o “nec plus ultra” em todas as suas páginas, diariamente.

Maria Carolina Forbes Alves de Lima carolaal@uol.com.br 
São Paulo

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ELEIÇÃO 2014

Tudo bem, passou. Pode ser um capítulo diferente? Ou apenas continuação de uma ruína? A excelentíssima presidente (presidente, porque presidenta não existe, é uma aberração do Português) pode ser uma solução para este país à deriva, desde que elimine a corja de corruptos que tem no seu partido. Eu não gosto é do PT, que de Partido dos Trabalhadores não tem é nada! Eu sou trabalhadora e não faço parte disso. O meu sustento é com o suor do meu trabalho, graças a Deus. Assim como qualquer brasileiro deveria fazer, é deixar as bolsas da vida para quem realmente precisa. Sabem por que a nossa previdência tem um gigantesco rombo? Porque tem muita gente que não está doente coisíssima nenhuma e está afastada, gastando o que poderia ser a aposentadoria de um trabalhador honesto em baladas e coisas fúteis. O que eu quero, meus senhores, é pedir por mudança. E não deixar as coisas como estão. Fazer a manutenção correta daquilo que já existe é criar coisas novas e benéficas para a população. As pessoas não se dão conta disso. Preferem deixar como está. Não culpo quem deu a vitória a Dilma, não perdi meu voto. Ainda tenho a mesma esperança de que este país pode mudar. Mas, agora, com a consciência da população.
 
Ariana Oliveira  oliveira.ariana@gmail.com
São Paulo

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E AS DENÚNCIAS?

Mudando um pouco de assunto agora, presidente Dilma, quando é que a senhora pretende responder às denúncias veiculadas pela revista “Veja” no último fim de semana? Não esqueceu, não é?

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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ORTOGRAFIA

Novamente o professor Ernani Pimentel insiste na mudança de ortografia, eliminando, entre outros, os CH, S, Ç, etc. É bem provável que ele consiga, pois com um Congresso comprometido e culto como o nosso, que tem em seus quadros os grandes pensadores Tiririca, Bebeto, Romário, entre outros, esperar o quê? O próximo ato da presidente será nomear Lula para o Ministério da Educação e lançar o novo programa denominado AÇO, ou seja Abitação, Çaúde e Onestidade.

José Fernandez Rodriguez rodriguez1941@gmail.com 
Santos

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