Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2014 | 02h03

Aumento da taxa Selic

Durante a campanha eleitoral a presidente Dilma Rousseff debateu, com veemência semântica, a diferença entre autonomia e independência do Banco Central (BC). Ao aumentar a taxa Selic logo na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) posterior à reeleição, ficou claro que, para o governo do PT, o BC tem de se manter submisso aos interesses políticos momentâneos do Poder Executivo.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

Pessimistas

Também durante a campanha Dilma e Guido Mantega cansaram de repetir que a economia ia bem, a inflação estava controlada e o Brasil iria continuar crescendo. E quem discordava era tachado de pessimista. Então, por que apenas três dias após a eleição o BC elevou a taxa Selic de 11% para 11,25% ao ano? Prefiro ser pessimista a ser otária.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Estelionato eleitoral

Como posso respeitar a presidente do meu país se em menos de três dias ela é desmentida das palavras com que atacou seus adversários? Vejamos. Disse que não havia inflação e aumentar juros prejudica os mais pobres - e aumentam os juros para 11,25%. Disse que ter o Banco Central independente é proteger os banqueiros, infernizando Armínio Fraga, ex-presidente do BC no governo FHC; falou tão mal dos banqueiros e bancos e agora, correndo atrás do prejuízo, quer chamar - pasmem! - alguém do setor financeiro para ser seu ministro da Fazenda. É muita cara de pau, tem de haver um Conar para políticos como dona Dilma do PT, a fim de que não enganem a população desinformada.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Questões de ordem

E se a Selic tivesse sido aumentada na quarta-feira da semana passada? E os banqueiros tirando comida da boca das criancinhas? E as taxas dos juros? E a herança maldita? E as pesquisas eleitorais? E...? E onde é que ficou a coragem para esse aumento?

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Justiça seja feita

O Banco Santander tem o dever de contratar a analista demitida. Ela estava certa!

MOISES GOLDSTEIN

moisesgoldstein1@gmail.com

São Paulo

Choque de realidade

Parte dos analistas acha que o BC finalmente deu uma demonstração de independência com relação ao Planalto e por essa razão surpreendeu o mercado elevando a Selic. Mas os mais atentos aos movimentos da alta e bem difusa inflação no País criticam o BC por ter sido, lá atrás, conivente com a política econômica do governo, que irresponsavelmente privilegiou o consumo com crédito farto, mesmo que acima da capacidade do bolso do trabalhador. E agora não adianta chorar: hoje, com esta alta da Selic, temos os juros reais mais altos do mundo. Contas públicas na UTI, nível de investimento mais baixo dos últimos 30 anos e a economia totalmente estagnada, mas o que mais angustia é que teremos esse mesmo governo por mais 50 meses.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Inesperada?

A medida "inesperada" do BC elevando a Selic para 11,25% três dias após a eleição não foi surpresa para os que votaram contra a reeleição da presidente: 49 milhões de eleitores. Atrás dessa abrupta medida outras virão, como reajuste dos combustíveis, dos transportes e da energia, carros-chefes para a escalada geral de preços e serviços, estancados com a clara finalidade de mascarar o índice inflacionário e garantir mais quatro anos de poder. Mas qual é o problema? Nenhum. A maioria venceu e não está nem aí para o andar da carruagem. Embora a presidente insista que o Brasil não está dividido, contrariando o resultado das urnas, a cisão existe, é clara e irrefutável: "nós", os pagadores de impostos, e "eles", os recebedores de benesses do governo.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

CPMF

Já estão falando em aumentar impostos e voltar a CPMF. Em momento algum se ouve falar em reduzir despesas governamentais com viagens ou cortar ministérios. Mais uma vez, nós pagando a conta.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Reeleição

Falta d'água, calor sufocante, inflação subindo, produto interno bruto (PIB) diminuindo, corrupção descarada, Dilma reeleita. O que mais nos falta acontecer?

ANNA CAROLINA MEIRELLES

annacmeirelles@gmail.com

São Paulo

Discursos da vitória

Dilma: "Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e a todos os brasileiros para nos unirmos em favor do futuro de nossa pátria (...)". Muito semelhante aos discursos de Hitler, Fidel, Chávez, Morales, Maduro...

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Eleição inusitada

Os vitoriosos (Dilma e Lula) moralmente derrotados e os derrotados (Aécio e Marina) moralmente vitoriosos.

DAGMA PAULINO DOS REIS

dagrey@terra.com.br

Campo Grande

SEGURANÇA PÚBLICA

PM x vândalos

Juiz veta uso de balas de borracha em ato (30/10, A21). Todos sabemos que em qualquer reintegração de posse é normal haver confronto com a PM, como também quando é preciso conter atos de vandalismo de manifestantes. Agora, querer o magistrado ditar normas à polícia, no meu entender, não tem cabimento. Deveriam as regras ser iguais para a parte contrária - por exemplo, não atirar paus, pedras, coquetéis molotov, nos agentes da lei, etc. Se a moda pegar, os baderneiros vão deitar e rolar.

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Bala de borracha não pode, depredar pode. Antes de reprimir o policial precisa se identificar para os encapuzados: patente, unidade, número, nome. É o fim! Ainda vou ver cachorro voar...

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

AUMENTO DOS JUROS

Será que, com o aumento da taxa básica de juros, a Selic, de 11% para 11,25% ao ano, Dilma Rousseff poderá aumentar de 39 para 41 o número de seus ministérios? Ou novos aumentos da Selic virão nos próximos meses? Pois esta é a fórmula do PT para combater a inflação: aumentam-se os gastos públicos e, em seguida, aumenta-se a taxa Selic. E vamos que vamos, para o fundo do poço. Cumprimento todos os eleitores que contribuíram para a reeleição da presidente Dilma e espero que gostem do primeiro presente que estão recebendo dela: aumento dos juros do cheque especial. Afinal, merecem. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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A SELIC APÓS AS ELEIÇÕES
 
O Banco Central, dias após as eleições, eleva a Selic para 11,25%, querendo demonstrar possível independência e desejo de reduzir a inflação. É claro que não é o bastante, mas demonstra que o que deveria ser feito não o foi antes das eleições. Eis que o caminho de nossa presidente precisa ser pautado de acordo com os desejos maiores dos quase 50 milhões de eleitores dos Estados produtivos, ou seja, precisa fazer muito mais para inspirar credibilidade, esquecendo o populismo seguido até antes das eleições. Mesmo com dor no coração, se quiser governar sem retumbantes protestos de rua e nas atividades produtivas, precisará realizar o enterro do “entulho populista”, devendo, ainda, lembrar-se de que a esmola precisa sempre lembrar-se de quem a dá. E o governo distribuidor das esmolas precisa arrecadar das atividades produtivas, porque o PT e coligados nada produzem. Aliás, só consomem e sugam o Estado. É bom que se aguarde para ver o quanto mais está a presidente disposta a fazer.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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CHEQUE ESPECIAL

A taxa do cheque especial chegou ao absurdo patamar de 183% ao ano, 27 vezes a inflação anual hoje, de 6,75%. Será que não existe no Código de Defesa do Consumidor algum mecanismo que impeça a venda de um produto tão lesivo ao bolso do cidadão como esse? O pior de tudo é que o cheque especial é anunciado maciçamente e oferecido abertamente pelos bancos. Em minha opinião, é o mesmo que oferecer drogas. Quem entra nele, para sair é quase impossível.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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UMA SEMANA DE DERROTAS

A vitoriosa presidente garantiu que o Brasil vai muito bem, que a inflação está bem controlada, que o setor econômico está em progresso, etc. Passados dois dias da eleição, a taxa Selic foi aumentada e os deputados federais derrubaram o esquisito decreto do governo que regulamentava os conselhos populares. A realidade começa a ser posta em evidência depois de longa campanha (em que se fez “o diabo” com informações falsas). Vamos ver, agora, como vão acabar os processos contra os corruptos da Petrobrás. No caso do mensalão, com a prisão domiciliar do chefe do esquema condenado aqui, a Itália simplesmente seguiu o que o presidente Lula fez com o assassino condenado lá e libertado aqui, Cesare Battisti, e libertou o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Dilma terá muito mais trabalho do que imaginava com a vitória.  

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br
Americana

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CONTAS EM ALTA

A impressão que se tem é de que estamos em pleno período inflacionário daquele que antecedeu o Plano Real. Agora a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um reajuste cavalar de 54% nas contas de energia no Estado de Roraima. Essa é mais uma triste história que se põe na conta das perversidades petistas. Lembre-se que, em fevereiro de 2013, a presidente Dilma, na base do engana-trouxa, reduziu na canetada o preço da energia elétrica em torno de 20% para o consumidor final. Não deu certo, e hoje, depois de eleita para mais um mandato, impiedosamente reajusta o serviço para esse Estado em 54%. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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POLÍTICA ECONÔMICA

O quase ex-ministro Guido Mantega, que está de “aviso prévio” há algum tempo, depois de afirmar que a eleição de dona Dilma atesta o acerto da política econômica do País, poderá, quando vencer o aviso, trabalhar na “Turma do Didi” ou no Circo Wostok. Se preferir, poderá fazer um curso pelo Pronatec de Mágicas Contábeis Contemporâneas.

Luiz F. de Assis Salgado salgado@grupolsalgado.com.br
São Paulo

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AVAL

Dilma é mesmo boazinha. Aumentou os juros só para proteger os pobres! Na dúvida, perguntem ao Lula... 

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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DILMA REELEITA

O mais triste dessa história é que Lula deve voltar em 2018. Daí adeus Brasil, se não for para o buraco antes!

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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VOLTA EM 2018

Lula disse esta semana que voltará em 2018 a disputar as eleições. Volte, sim, e apanhará novamente em São Paulo.
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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NEOCORONELISMO

Lula está em campanha. O proletário mito de ontem se transformou em coronel poderoso. Seu quintal é a grande massa dependente do Estado, constituída de recebedores de PACs e bolsas e de apaniguados dependentes da “burra” do BNDES e de privilégios. Esse é o neocoronelismo em ação, do “é dando que se recebe”, travestido em discurso de esquerda. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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PROCURAÇÃO

Então quer dizer que dona Dilma está exercendo a Presidência por procuração de Lula? É isso?

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br
São Paulo

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ESTAMOS MAL

Aí está a completa inutilidade do partido PT: não há sequer um elemento que o “chefe” possa preparar para substituir “o poste” que ele mesmo colocou no poleiro. Já está admitindo que “tem de entrar na ativa”, se não quiser que o poste esculhambe mais o que está aí. Em 2018 vamos assistir a um velho político disputando de novo a eleição, já perto dos 80 anos. É porque o PT e seus aliados, na própria opinião do “chefe”, não têm quem o substitua. Em matéria de políticos, estamos realmente mal, confundindo Jesus com Genésio.

Ariovaldo Batista arioab06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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ERRO ESTRATÉGICO

Lula está cometendo um erro estratégico. O certo seria ele voltar após uma gestão do PSDB (com a casa arrumada). Então ele teria quatro anos para estragar tudo novamente.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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REELEIÇÃO E MEDO

Grande parte do eleitorado mostrou-se conivente com a maneira trituradora, inescrupulosa e quase desumana com que os presidentes Dilma e Lula (juntos como unha e carne) disputaram e venceram essa eleição. Na mente dos que compunham a resistência ao seu “modus operandi”, sobram destroços morais e o medo de fantasmas futuros, perambulando num tempo em que: 1) o roubo e a mentira serão amplamente toleráveis; 2) a miséria humana será premiada, em vez de combatida; 3) a imprensa, um dos olhos da sociedade, estará cega; 4) trabalhadores abnegados, empregadores e empreendedores serão punidos e espoliados. Que pânico: é tudo aquilo que o PT dizia lutar contra. Os “presidentes eleitos” precisarão de muita psicologia e atitude para afastar fantasmas do medo e ressuscitar a esperança verdadeira – o duro do medo é isto: criar é fácil, mas tirar é tão difícil.

Guilherme Junqueira guineuro@yahoo.com.br
Bauru

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AS FÉRIAS DE DILMA

A presidente Dilma embarcou para um descanso na Bahia, alegando estar muito cansada e tendo o desplante de comentar o telefonema recebido de Barack Obama, recomendando-lhe que tirasse mais do que três dias de descanso, com a seguinte pérola: “Acho que lá eles têm o hábito de tirar um tempo maior”. Presidente, pelo amor de Deus, a senhora não comparece ao gabinete desde 19 de setembro! Quatro anos são pouco tempo para tanta coisa a ser feita: o cumprimento de todas as promessas de campanha, acrescidas de tudo aquilo que não foi feito nos quatro primeiros anos de mandato. Bora trabalhar, presidente! 

Paula L. N. Vianna plnvianna@terra.com.br 
Campinas

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DILMA NA BAHIA

Cuidado com o banho de mar, pois pode aparecer uma lula gigante!
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo

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A SOLIDÃO DO PODER
 
Quem detém poder, como a presidente Dilma Rousseff, busca a solidão para refletir e tomar decisões, nem sempre fáceis. A solidão, estando longe das perturbações de ministros, subordinados e outros querubins, permite que se ouça a voz da consciência. Este estar em solidão para refletir e tomar decisões acertadas e importantes para todos os brasileiros é o que Dilma deixou transparecer ao falar que seu interlocutor, em momentos difíceis, será sua imagem diante do espelho. Bravo, senhora presidente! Apenas lembrando que, diante do espelho, o destro é canhoto e este, destro (com o perdão pela cacofonia). 
 
Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com  
São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL LIMPA?

O senador Humberto Costa (PT), de Pernambuco, um dos piores ministros da Saúde da história do governo Lula, vem a público dizer “que a presidente Dilma não baixou o nível, nem pela internet”. Não somos inocentes! Olhe para o seu Estado, onde mulheres parturientes estão em macas nos corredores e no chão em hospitais aguardando atendimento. Deixe de ser político cego. Trabalhe pelo menos pelo seu Estado, já que pelo Brasil não o faz.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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AS PONTES DE DILMA ROUSSEFF

Quem até uma semana atrás fez “o diabo” na campanha e só conseguiu a reeleição no fotochart, por apenas um focinho, agora estende a mesma mão com que agrediu os adversários para propor diálogo amistoso e a reconstrução das pontes destruídas? Quem te viu, quem te vê, “Dilminha paz e amor”.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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HISTÓRICO

Se formos depender das “pontes” que Dilma precisa “construir” para governar, pelo seu mandato passado já sabemos: nada será construído. Ou seja, será o mesmo marasmo de sempre, com grandes possibilidades de voltarmos para trás.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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CONCLAMAÇÃO AO DIÁLOGO

O discurso de Dilma Rousseff é o futuro do pretérito.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com 
Belém

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QUEM DESTRUIU PONTES QUE AS CONSTRUA

Em suas considerações, o colunista Eugênio Bucci (“As pontes de Dilma”, 30/10, A2) acerta quando demonstra preocupação com o futuro de um Brasil dividido pela polarização entre PT e PSDB, mas erra ao afirmar que o candidato da oposição Aécio Neves, que sofreu ao longo da campanha todo tipo de calúnias e ataques pessoais, deva propor a construção de pontes que levem a um bom entendimento com o agressor. Em momento algum o candidato oposicionista lançou qualquer tipo de ofensa baseada em mentiras e calúnias pessoais contra a candidata do PT, atendo-se somente a constatar fatos reais e lamentáveis sobre os desmandos do governo. É fácil sugerir paz e serenidade a um candidato que foi sistematicamente ofendido durante a campanha mais suja de que se tem notícia lançada pelo partido que venceu as eleições, mesmo sob a suspeita de fraude, quando se está do lado de fora. Se existe alguém que deve propor pontes de diálogo é a candidata vitoriosa, cujo lema principal de campanha foi dividir o País entre ricos e pobres, brancos e negros e patrões e empregados.

Peter Cazale Pcazale@uol.com.Br 
São Paulo 

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O ESCORPIÃO E O SAPO

No calor da vitória (apertada, mas ainda sim uma vitória), a atual presidente, não ignorando que por obra dela, de seu antecessor e do partido que lhes empresta legitimidade eleitoral este país chegou a um estágio de profunda divisão, lança acenos de reconciliação nacional. Os que conhecem um pouco mais a fundo a genética petista ficam, evidentemente, com um pé atrás. Enxergar virtudes no contraditório não é, nunca foi e, provavelmente, nunca será uma virtude do petismo. Eu, aqui também descontente (embora felicíssimo pelo fato de que nossa incipiente democracia cada vez mais dá mostras de um vigor altamente desejado), me incluo entre os que estão pagando para ver até onde irá essa disposição para o diálogo com a sociedade. Esta conversa toda me faz lembrar da famosa fábula do escorpião e do sapo. Tomara que o sapo (a parcela da sociedade que espera algo de diferente deste novo governo de Dilma), ao aceitar conduzir para o outro lado da lagoa sobre suas costas o escorpião (o PT), não leve a ferroada fatal, que implicaria o naufrágio das aspirações mais prementes de expressiva parcela dos brasileiros.

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br 
Mogi Mirim

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MUDANÇA COM DILMA?

Infelizmente, a mentira venceu. Quem votou na “madame” vai ter quatro anos para se arrepender.

Benedito Mendonça 
São Paulo

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A OPOSIÇÃO NO REENCONTRO NACIONAL 
 
A reforma política que Dilma Rousseff vai propor precisa ser ampla, geral e irrestrita. É bom começar pela montagem da equipe do novo governo, sem o inchaço e o loteamento de ministérios para atender ao apetite de pessoas e grupos em troca da formação da fisiológica base de sustentação. As grandes transformações do País dependerão do trabalho sério da oposição, que tem de ser um grupo comprometido com os interesses nacionais, sem, jamais, atuar com revanchismo ou movido pelo interesse próprio ou disposto a vender seu apoio ao governo. O povo precisa acompanhar, sugerir e fiscalizar o trabalho dessa oposição. O financiamento das campanhas e a vida dos partidos políticos têm de passar por completa reengenharia, para daí surgir um formato em que candidatos e instituições não tenham de recorrer à corrupção e a outros maus hábitos econômicos. O combate à corrupção tem de ser exemplar e explícito, e ela tem de ter as penas agravadas. Na economia há que se encontrar a melhor forma de parceria entre o governo e as forças produtivas para que então se possa promover o encontro cada vez mais efetivo entre o capital e o trabalho, sem que um tente subjugar o outro. Há que ouvir os reclamos da sociedade, inclusive dos movimentos sociais, mas não permitir que forças estranhas ou puramente ideológicas roubem as bandeiras e continuem tentando produzir o caos com o confesso objetivo de, com isso, derrubar o regime. Na segurança pública é preciso, além de investimento, a mudança de estratégias para que o povo possa voltar a viver com tranquilidade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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ELEIÇÃO E FUTEBOL

Desesperar jamais! O segundo lugar não é tão ruim: garante uma vaga na Libertadores. 
  
Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br 
Santos

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MINHA ÚLTIMA OPINIÃO

Após o resultado das eleições de 26/10/2014, quero dizer que deixarei de opinar sobre a política brasileira. Eu cansei. O brasileiro merece esta porcaria de governo. Desde 27/10 não assisto mais a telejornais (os grupos estão todos comprometidos com o sistema), não escutarei mais jornais em rádios (pelo mesmo motivo das TVs) e nos jornais apenas acompanharei assuntos políticos, a fim de ficar atualizado sobre o dia a dia. Confesso que estou enojado do meu povo, em particular dos mineiros, cariocas e dos covardes e omissos que se abstiveram de votar, além dos que saíram de casa para anular o voto. Isso não é protesto, é omissão. E estou mais indignado ainda porque soube que, quando a diarista de minha casa foi votar, chegou à zona eleitoral e descobriu que já haviam votado por ela. Foi orientada a ir ao TRE de Curitiba, e sabem o que a moça de lá disse a ela? Que não se preocupasse, pois a multa para justificar o voto é somente de R$ 3,00. E soube do mesmo problema com uma outra pessoa, em Joinville (SC). Pergunto: isto é um país sério? Para mim chega, o Brasil votou na corrupção, no atraso e não quer saber de mudar. Estamos virando uma Venezuela, e a oposição só faz marola.

José Saez jsaez2007@gmail.com  
Curitiba 

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A MAIORIA DE DILMA ROUSSEFF

Se são crime práticas sobre o comprometimento de votos numa eleição, mediante o oferecimento de vantagens, então nada é mais explícito para caracterizar como delito o oferecimento de bolsas (família, escola, etc.). Na atual realidade brasileira, em que a miséria absoluta ainda se faz presente, torna-se necessário esse processo distributivo com dinheiro do povo, mesmo que paliativo. Entretanto, por estar fortemente caracterizada a retribuição da vantagem recebida, por meio do voto, seja ele dado como gratidão ou medo de perder o benefício, então o beneficiário fica moral, ética e legalmente impedido de votar. Quem recebe benefício público direto e pessoal não poderia votar. Essa prática é o mais flagrante exemplo do “toma lá dá cá”, cuja consequência influenciou de modo inequívoco o resultado constatado na última eleição. A candidata não foi, de fato, eleita pela maioria do povo brasileiro.

Fernando Nicolau Purchio ferpurchio@yahoo.com.br 
São Paulo

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A APURAÇÃO DAS URNAS

Acompanhei as entrevistas antes das apurações das urnas pela televisão e vi a cara de derrota do deputado federal pelo PT Arlindo Chinaglia, mas logo ele retorna ao estúdio com o semblante alegre, minutos antes de ser divulgado o resultado das urnas. Como pode o candidato Aécio Neves, em vantagem até as l9h32, e, logo após, aparecer em segundo lugar? O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não explica essa inversão, comentada no caderno eleitoral do jornal “O Estado de S. Paulo”, em quem confio. Será que o povo precisa voltar às ruas para exigir a saída deste partido, que só trouxe retrocesso e atraso em todas as áreas deste país?

Pedro Genésio Ramos pgrramosmed@yahoo.com.br 
São Paulo

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FÓRMULA MÁGICA

O lulopetismo fascista descobriu a fórmula eletrônica antiderrota. Mas, para que funcione, é fundamental ter um dirceuzista no controle do TSE. Desta vez funcionou. Abre teu olho, Brasil, antes que seja tarde.

Renato Pires repires@terra.com.br 
Ribeirão Preto

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FIM DA POLARIZAÇÃO?

Os primeiros movimentos do PMDB pós-reeleição votando contra o decreto dos conselhos populares e posicionando-se contra o plebiscito para a reforma política, na minha percepção, além ser uma demonstração de força para Dilma e o PT, podem indicar que desejam o Planalto em 2018. O PSDB, que fez uma pífia oposição nestes 12 anos, e convivendo com suas briguinhas de comadre internas, com egos sem tamanho e deixando para os 47 minutos do segundo tempo a indicação de candidato à Presidência, tem de pôr as barbas de molho. A polarização PT/PSDB estará chegando ao fim?

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com 
Santana de Parnaíba

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NAS ENTRELINHAS

Dá para ver na atual “rebelião” do PMDB contra o novo governo Dilma algum momento de altruísmo e amor ao Brasil? Está claro que existe um recado implícito nas derrotas patrocinadas do governo no Congresso. Ou dá-se um jeito de barrar imediatamente as investigações das delações premiadas dos principais envolvidos nos roubos à Petrobrás, em que o PMDB está envolvido até a alma, ou quem fará “o diabo” para acabar com o governo, derrubando qualquer intenção de retorno do “mentor”, que já está em campanha para 2018, serão eles. Afinal, quem manda no Brasil mesmo? Os coronéis do atraso que já vêm fazendo suas crias. Balela quem do PT ache que são seus “maravilhosos” programas sociais roubados do PSDB que fizeram a diferença, ainda mais agora, que encolheram mais ainda e o PMDB é o manda-chuva. Com certeza grandes negociações estão em curso na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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VITÓRIA NAS URNAS, DERROTA NO CONGRESSO

Os deputados federais custam mais do que R$ 80,00 para serem comprados para votar pró Dilma.

Wilson Solani Brinkmann wsbrink@terra.com.br 
Atibaia

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BOI NOS ARES

O governo espera que o dinheiro desviado da Petrobrás seja devolvido aos cofres públicos. Na minha opinião, é mais fácil ver revoadas de bois pelos céus do Brasil do que ver o dinheiro roubado voltar à suas origem.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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MENSALEIROS CONDENADOS

Interessante: após o término das eleições e com a vitória do PT, foram “conclusos os autos” de José Dirceu solto, José Genoino solto, Delúbio Soares solto e Henrique Pizzolato solto pelos campos da Toscana. Respondam-me: quem paga os advogados para estes ex-réus e quem paga as contas do dia a dia destes senhores? Será que teremos o mesmo fim para o caso da Petrobrás?

Nelson do Nascimento Cepeda fazoka@terra.com.br 
São Paulo

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CASO PIZZOLATO

Senhor Rodrigo Janot, procurador-geral da República, por favor, não insista na extradição de Pizzolato para o Brasil, deixe-o ficar na Itália. Nosso país estará reduzindo despesas, evitaremos cama, mesa e banho, além de transporte e deslocamento de agentes para acompanhá-lo e ainda correremos o risco de vê-lo alegre, leve e solto, flanando por Brasília, gozando da impunidade em troca de silêncio perpétuo.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André 

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AO PÉ DA LETRA
 
Adágio popular: aos amigos, os favores da lei; aos inimigos, os rigores da lei. Aqui, no Brasil, o provérbio é seguido ao pé da letra. A Roberto Jefferson, delator do mensalão, mesmo com problemas de saúde, além de não ser beneficiado pela delação premiada, o STF negou o pedido para cumprir prisão domiciliar; enquanto isso, para não chamar tanto a atenção, outros mensaleiros estão sendo beneficiados.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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INCOMPARAÇÕES

Respeitando a opinião alheia, permito-me discordar de alguns comparativos depreciativos feitos à Itália e sua Justiça publicados, no que diz respeito à negação da extradição do condenado Pizzolato. Existem ou não acordos de extradição e cada país tem suas regras e autoridades judiciárias, além do fato de o condenado ter dupla cidadania, o que não era o caso de Cesare Battisti. O condenado em questão, como todos os demais do mensalão, julgou-se injustiçado, o que, segundo ele, justificou seus atos. No momento do final do julgamento, o festival de condenações, prisões, habeas corpus, entre outras brechas jurídicas, típicas do Judiciário brasileiro, propiciou ao condenado a liberdade, quando, além de arquitetar sua fuga, falsificar documentos (que não são de conhecimento como conseguiu e a punição dos responsáveis) e assim concretizar sua fuga por meios e ajudas ainda não transparentes. Entrou sorrateiramente com documentação falsa na Europa, via Espanha, onde segundo informações da época tinha “economias” depositadas. Ficou preso por quase um ano na Itália e ainda não poderá levar uma vida regular e normal por algum tempo, segundo informações, pois, além de falsificações, tirou identidade em Treviso, alegando ter sido roubado. Lá como cá, há recursos, e um novo julgamento talvez ocorra daqui a um ano, rituais similares na Justiça dos dois países, e seus advogados similarmente usam todos os recursos e brechas possíveis. Para relacionar inapropriadamente isso ao caso Battisti, condenado na Itália por terrorismo à prisão perpétua, é preciso que se esclareça e se relembre que o STF em 2009 deu parecer favorável e autorizou a extradição do mesmo para a Itália, o que deveria ser concretizado por decreto presidencial, que não ocorreu simplesmente porque em nota do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou que o então presidente Lula determinou não conceder a extradição, a meu ver com aquele ranço terceiro-mundista de independência e autoafirmação, pessoal e nacionalista.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 
São Paulo

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POLÍTICA INTERNACIONAL

Nos últimos 12 anos o governo federal tem sido um fiasco em termos de política internacional. Extraditou dois pugilistas cubanos que pediram asilo ao Brasil e, paradoxalmente, concedeu asilo a Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália, o que culminou com a libertação de Pizzolato pela Justiça italiana, em claro revanchismo do governo daquele país. Além disso, tem dado pitacos desnecessários e hilários em assuntos distantes da nossa realidade – o mais recente foi a sugestão de “dialogar” com os militantes sanguinários e decapitadores do Estado Islâmico. É fundamental reconstruir e manter uma boa imagem perante a comunidade internacional e é imperativo que a presidente tenha isso como meta.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo 

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NAS CADEIAS DO BRASIL

Em um único dia, duas notícias se destacaram: a Itália negou a extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, por causa das más condições das prisões brasileiras; e Suzane Von Richthofen se casa, na prisão, com uma mulher condenada por sequestro. Preciso dizer mais alguma coisa?
 
Angela Caracik angelacaracik@terra.com.br  
São Paulo

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