Fórum dos Leitores

RECONTAGEM DE VOTOS

O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2014 | 02h04

Quem não deve não teme

O PSDB pede ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) auditoria na eleição presidencial (segundo turno), causando forte reação de lideranças do PT, sob a alegação absurda de que isso é forçar um terceiro turno, um desrespeito ao TSE e ao processo democrático. Até o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, João Otávio de Noronha, que deveria ser o maior interessado em tal verificação, adverte que ela pode ser prejudicial à democracia (31/10, A1 e A4). Ora, muito ao contrário, dúvidas sobre a lisura das eleições é que fazem mal à democracia. Tamanha reação faz lembrar o caso do cidadão que garante não ser o responsável por uma gravidez, mas se recusa veementemente a fazer um teste de DNA.

FAUSTO RODRIGUES CHAVES

faustochaves@uol.com.br

São Paulo

Prejudicial é a dúvida

Para o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, o pedido de auditoria do PSDB pode ser prejudicial à democracia... Prejudicial à democracia é a dúvida, pois quem não deve não treme!

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

Mistérios

Ao saber, antes da realização das eleições, que o candidato Aécio Neves (PSDB), caso eleito, pretendia mandar fazer uma auditoria no Banco do Brasil e também na Caixa Econômica Federal, a presidenta da República alegou que tal medida poderia prejudicar aqueles que recebem benefícios sociais por meio dos cartões desses bancos. Agora, ao ser pedida ao TSE uma auditoria na eleição presidencial, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral alega que esse pedido pode ser prejudicial à democracia. Realmente, há mais mistérios entre os céus e o reino tupiniquim além do que possa imaginar nossa estupefação!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Reação sintomática

Terceiro turno, desrespeito ao TSE, prejuízo à democracia... Blá-blá-blá! Essa reação teatral - especialidade da casa - de alguns políticos petistas ao pedido de auditoria na eleição presidencial feito pelo PSDB mostra que eles consideram o Tribunal Superior Eleitoral não um órgão do Estado, mas uma propriedade deles. Também contraria o adágio que diz que quem não deve não teme. Por último, não tem nada de republicana.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

Lá e cá

Frase de José Mujica, presidente do Uruguai: "Aqueles que ganham a eleição não são os donos do país". No Brasil, o PT acha que sim.

EUNICE MARINO

eunicemarino@oi.com.br

Guaxupé (MG)

Chororô

Recorrem à contagem novamente. Sem espírito algum de derrota. Carlos Sampaio, está mais do que na hora de você dar atenção aos problemas de Campinas. Junte sua turma e vá chorar na Cantareira. Até 2018.

JOÃO ROBERTO TEIXEIRA

joaoroberto@skn.com.br

Santa Bárbara d'Oeste

Desconfiança

Desconfiar daqueles que já deram tantas provas de que não são confiáveis é o mínimo que o PSDB deve fazer. E demorou muito para fazê-lo. Petistas vão espernear, como sempre. Mas se o processo é democrático, não há nenhum desrespeito nem excede nenhum limite. Os antecedentes petistas exigem a auditagem. O que o PT não faz para permanecer no poder... E não será nenhuma surpresa para ninguém se a vitória de Aécio Neves for confirmada.

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Estelionato eleitoral

O pedido de auditoria nos processos de votação e totalização feito pelo PSDB ao TSE é legítimo e necessário. Há numerosos indícios de que algo muito grave pode ter acontecido. Além de casos de mau funcionamento das urnas, material de seções eleitorais achado nas ruas, possibilidade real, já muito discutida, de fraudar os softwares das urnas, causou-me perplexidade a operação fechada numa sala do TSE onde ocorre algum processo de controle da totalização, aparentemente controlado pela área de TI. Sou consultor na área de informatização e tenho 50 anos de história no setor. Esse processo não deveria ser operado por técnicos de TI, mas por operadores sem possibilidade de interferir nos programas! Fez muito bem o PSDB em exigir a auditoria.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Apoio à auditoria

Apoiamos plenamente o pedido do PSDB de investigação dos resultados da eleição presidencial de domingo último. Não apenas pela diferença de fuso horário entre os Estados do Acre e do Amazonas, mas pela ampla possibilidade de esse sistema de votação eletrônica não ser seguro. Pois se o fosse países europeus e os EUA já estariam utilizando esse mecanismo desde a criação da internet. Enfrente, PSDB. Nesse mato tem coelho.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Urna e democracia

O PSDB pede auditoria na eleição e cabe ao TSE esclarecer o formato aos brasileiros. Urna eletrônica sem voto impresso de controle que permita auditoria eficaz somente é usada no Brasil. Urna eletrônica de qualquer tipo, violável, não é usada em país não hegemônico - por exemplo, a Índia parou de usar, Israel não usa, a França testou e reprovou. Qualquer reforma política brasileira, democrática, deve incluir voto impresso depositado em urna na seção eleitoral, ou melhor, voto manual. Fora a urna eletrônica!

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Comprovante impresso

O sistema de votação eletrônica pode-se mostrar muito eficiente, mas atualmente não é passível de auditoria, pois não existe nenhum documento físico que comprove os resultados tabulados e divulgados. Necessita-se de melhoria. Poderia ser incorporada ao sistema a impressão de um comprovante dos candidatos votados (sem identificação do eleitor, mas com nome, número e código de barra do candidato) para posterior conferência. Somente assim estaria garantida a legitimidade do sistema. O comprovante impresso serviria para o eleitor conferir o seu voto e depois o depositaria numa urna física.

EDSON KITAMURA

ekitamura@yahoo.com.br

São Paulo

*

AUDITORIA NA ELEIÇÃO

O PSDB pediu auditoria nas eleições com base em comentários de redes sociais que alegam desconfiança e puderam em dúvida o processo de votação e a totalização dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nada mais justo, porque, se alguém merece satisfação, é a própria sociedade, não estas agremiações corruptas. E os atuais dirigentes devem isso a ela. Não demorou muito, já começam a aparecer os primeiros sinais de covardia de um grupo que se diz oposição. Parece que faltaram homens com H para levar adiante a proposta inicial. Já começaram a pôr toalhas quentes no assunto, com o surgimento dos primeiros puxa-sacos dizendo que a coisa não é bem assim. O ex- governador de São Paulo já disse que Aécio Neves perdeu a eleição porque teve menos votos do que dona Dilma. Isso, na minha opinião e na de mais de 200 milhões de brasileiros, é óbvio. Se Aécio Neves tivesse obtido mais votos do que a dona Dilma, teria ganhado as eleições. Alguém discorda dessa conclusão? Decididamente somos um país de covardes, de corruptos, de antiéticos, de imorais, dignos de Terceiro Mundo. Do que o PSDB tem medo?

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com  

São Paulo

*

OPORTUNO

Nada mais justo e oportuno foi o pedido do PSDB de auditoria no TSE, relativamente aos resultados da eleição presidencial. Os boatos e fatos narrados às dezenas em todo o País autorizam as desconfianças do resultado, aliás, só divulgados a partir das 20 horas do dia 26. Os ministros do TSE, que se manifestaram contrariamente à providência, devem entender que a medida enaltece, e não diminui, a democracia, porque esta pressupõe o direito de reclamar e de duvidar, inclusive. Aliás, os partidos políticos da oposição agiram com ética, porque poderiam impugnar o ministro Dias Toffoli na presidência do TSE, por ocasião do pleito, porque foi advogado do PT durante anos e anos, razão pela qual se tornou ministro, mesmo tendo sido reprovado em dois exames para a magistratura. E que a auditoria se aprofunde nos fatos e nos meandros dos fatos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

A REAÇÃO DO TSE

Lamentável que magistrados do TSE se valham da desqualificação, como faz o PT, para atacar quem ouse questionar os processos de sua responsabilidade. Invadem-se sistemas do Pentágono e da Casa Branca, nos EUA, e não é admissível que o mesmo aconteça no TSE brasileiro? Dentro do espírito democrático, que deveria predominar em qualquer tribunal, admitir a necessidade de investigar quaisquer denúncias que coloquem sob suspeita a segurança do processo como um todo atua mais a favor do que contra a democracia. Demonstre o TSE, de forma pública, a segurança do sistema do voto eletrônico. Assim é que se respeita a democracia.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

*

DESCONFIANÇA

Parece que o sr. José Otavio, corregedor da Justiça Eleitoral, ficou possesso que o PSDB pediu vista do resultado eleitoral. Disse que é prejudicial à democracia. Ora, por que temos de acreditar no resultado das urnas? Já há motivos suficientes para desacreditar do resultado final.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

*

ATITUDE PEQUENA

O PSDB deve estar brincando. Pediu auditoria especial da eleição presidencial, em razão de dúvidas levantadas nas redes sociais. Eu não acredito. Nem partido nanico faz isso. Isso é choro de perdedor. Em vez de verem por que perderam em Minas, no Rio e que no Norte e Nordeste eles não existem, ficam com estas atitudes pequenas. Não queria Dilma reeleita, mas diante dessa atitude ridícula do PSDB, foi até melhor.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

BASEADO EM QUÊ?

Esta petição do PSDB, para que o TSE abra uma auditoria sobre a apuração das urnas nesta eleição presidencial, pode ser um tiro no pé. Qual foi o motivo que levou os tucanos a duvidarem deste resultado das urnas? No mínimo, os eleitores de Aécio Neves deveriam ser informados pela cúpula do PSDB se houve alguma ilicitude no resultado final do pleito. E, se é tão grave assim, por que então o próprio governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, diz desconhecer a motivação do seu partido para recorrer ao TSE? Tudo está muito estranho, ou os tucanos se apropriaram do vírus petista de não reconhecer derrotas eleitorais? Agora, se o objetivo do partido de Aécio é ocupar mais espaço na mídia, seria mais conveniente para a sociedade brasileira que os tucanos não esmoreçam e coloquem os alojados do Palácio do Planalto nas barras dos tribunais, por serem coniventes com mais este escândalo revelado pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, que resultou, segundo investigações, no desvio de R$ 10 bilhões da Petrobrás.    

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

ELEITORES EM DÚVIDA

O consultor jurídico do PT diz que a petição do PSDB que solicita uma auditoria dos votos do segundo turno, apresentada à Justiça Eleitoral, “é vergonhosa”. Fraudar as eleições não seria? São inúmeros os fatos concretos que não podem deixar os eleitores em dúvida. Por que não sugere ao desgoverno petista fazer um “plebiscito, referendo ou indagação oficial” junto ao povo brasileiro para tirar qualquer dúvida? Na atualidade, qualquer cidadão brasileiro, do mais culto ao menos instruído, sabe que tudo o que é ilícito, imoral, toda fraude e corrupção é com o PT mesmo. Será que dá para provar o contrário? O consultor jurídico já teve o seu minuto de “fama”, teria sido melhor se ficasse calado. O que é vergonhoso mesmo? 

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

*

NADA A TEMER?

É justo e esclarecedor o pedido do PSDB ao TSE para uma auditoria na eleição presidencial, pois com o PT no poder tudo é possível. Diz o ditado "quem não deve não teme".

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

*

INCORRETO

Não votei na Dilma. Não voto no PT. Mas questionar o resultado da apuração não é democraticamente correto. Senador Aécio deve interferir impedindo.

Roberto Cerveira rcerveira@aasp.org.br

São Paulo

 

*

PULGA ATRÁS DA ORELHA

Pergunta que não quer calar: se o sistema de voto eletrônico é tão seguro, por que o Brasil é o único país do mundo a adotá-lo plenamente? Por que países do Primeiro Mundo não o fazem?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

RECONTAGEM DOS VOTOS

Quem votou com o coração à esquerda, o bolso à direita e a consciência no centro pede uma recontagem por razões de segurança democrática.

Ina Ouang inaouang@gmail.com

São Paulo

*

ELEIÇÕES SOB SUSPEITA

Apelar ao TSE para pedir auditoria nas eleições é o mesmo que pedir à raposa que comeu as galinhas que investigue quem as comeu.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

A DIVULGAÇÃO DO RESULTADO

É evidente que a apuração dos fatos sobre a contagem dos votos deve ser efetuada rapidamente. Mas num futuro próximo não seria mais fácil o Acre adiantar seu horário de votação em 3 horas? Acredito que é melhor o Acre seguir o Brasil antes que este siga aquele.

Heitor Azevedo heitorazev@gmail.com

São Paulo

*

ACONTECEU NUMA SEÇÃO ELEITORAL

Meu título eleitoral tem o n.º de inscrição 313.626.903.96, zona 047, seção 0197, da cidade de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro.  Denuncio que, no momento em que entrei na sala para votar, assisti a um questionamento entre os componentes da mesa e o cidadão que me antecedeu, Sebastião Alves de Faria, com o seguinte diálogo: “O senhor já votou.” “Eu não, ainda não votei.” “Está aqui, assinado.” “Essa assinatura não é minha.” Deram um jeitinho e ele votou. Segundo conversação no local, outros casos parecidos já tinham acontecido.

 

Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

*

LEGITIMIDADE DA ELEIÇÃO

Passada a adrenalina que tomou conta dos brasileiros por ocasião das eleições para presidente, o resultado nos leva à reflexão: a eleição para presidente foi legítima? Analisando friamente, deixando a emoção de lado, chega-se à triste conclusão de que falta legitimidade ao novo mandato da presidente. Se é certo que nem tudo o que circular pelas redes sociais é real, também é certo que o PT fez “o diabo” para vencer a eleição presidencial, segundo as próprias palavras da eleita. Houve compra de votos por meio das ações do governo, de duas formas: uma, direta, enaltecendo os benefícios criados pelo PSDB e criticados pelo PT com forma de exercer o coronelismo e comprar votos; a outra forma de agir foi subreptícia, velada, por meio de ameaças anônimas. O aparato governamental foi colocado à disposição do PT na campanha, numa clara e flagrante demonstração de malversação do dinheiro público, capaz de ensejar ação de improbidade. Os Correios, por meio de seus funcionários, foram forçados a fazer campanha para a eleita, além de boicotarem os demais candidatos. No caso de Minas Gerais, esse fato foi comprovado à exaustão. Isso apenas para comentar os assuntos veiculados pelas redes sociais, que de uma ou outra forma vieram a ser comprovados. O aparelhamento do Estado pelo PT é algo inconteste, pois o Ministério Público Eleitoral, ao que se tem notícia, simplesmente se omitiu. Ainda sobre o aparelhamento do Estado, a Justiça Eleitoral, sob o frágil, anêmico e inconsistente argumento de diferença de fuso horário em relação ao Acre – terceiro menor colégio eleitoral do País, ou 0,35% dos eleitores –, não permitiu a divulgação de resultados parciais, pois poderia influir no ânimo do eleitor. Enganar quem, cara-pálida? Isso sem falar que depois de a candidata eleita ter usado e abusado de mentiras, baixarias e outros recursos escusos, quando, no segundo turno foi vítima desses ataques e começou a fazer efeito junto ao eleitorado, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu a tática criada pelo próprio PT. Conclui-se, pois, que esta eleição não foi ética nem legítima.

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

*

FALTA PEDIR DESCULPAS

Tenho lido e ouvido muita coisa sobre o momento presente, pós-eleitoral, em que a vencedora, Dilma, e um bando de bajuladores que a parabenizam, inclusive na mídia, dizem e enfatizam que é o momento da conciliação nacional. O "nós" e "eles" era pura bravata. Era só da boca para fora, não tinha seriedade, era só para convencer os mais ignorantes de que o adversário era “filhinho de papai”, “nazista”, ofensor de mulheres, bêbado, drogado, administrador incompetente e odiado por seus conterrâneos, aos quais enganou apropriando-se de patrimônio público em proveito próprio. Não seria o caso de, pelo menos, Dilma pedir desculpas pelas graves ofensas ao adversário e à Nação e reconhecer que, sim, fez “o diabo” para vencer pela magérrima margem que conseguiu abocanhar?

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

*

PT

Sou paulistano, filho de nordestina, olhos verdes, estudado, bem informado e vivo de juros. Enfim, a “elite”. Que este ódio e preconceito que vocês, gentalha do PT, disseminaram pelo País um dia se voltem contra vocês.

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

*

FALA DEMAIS

A criatura tem o mesmo hábito do criador: falar demais. Dona Dilma Rousseff acha que a sua vitória se deve à sabedoria dos que votaram nela e que o triunfo de Alckmin, Aécio e Serra em São Paulo se deve à ignorância do povo paulista. Que absurdo! Ainda não ganhou nada na legalidade, e vai se arrepender. Falou demais!

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

OS NORDESTINOS E SÃO PAULO

São Paulo sempre recebeu nordestinos. Uns buscando empregos, outros buscando bons hospitais, outros apenas usufruindo o lazer que São Paulo oferece. Não duvido de que nosso atual governador é um homem honrado e faz um governo que acabou de ser aprovado pela maioria. Louvável tudo isso. Mas, por outro lado, quanta ingenuidade... ou falta de boa assessoria! Quando um deputado petista diz o que disse sobre São Paulo e os nordestinos, o governador se cala? Quando ele vai dizer que São Paulo sempre acolheu bem os nordestinos? Em 2018, quando ele estiver enfrentando as mesmas acusações que Lula fez a Aécio em 2014? Que falta de visão! Que desperdício de ocupação de espaço! Seria por isso que o PSDB não consegue o poder central desde o governo Fernando Henrique?

Luiz C. L da Cunha lcldacunha@gmail.com

São Paulo

*

ANOMALIA ELEITORAL

A forte concentração de votos para Dilma nas regiões mais irrigadas pelo Bolsa Família (BF) pode não ser mera coincidência. Sendo o BF um programa de partido (PT), e não de Estado, porém pago com recursos do contribuinte, esse fato chama a atenção e merece uma consideração de extrema importância. Qual a participação desses votos nas pesquisas e no resultado final? É legítima uma eleição cujo vínculo monetário é tão forte em favor de um partido e seu candidato? Sugiro uma urgente pesquisa pós-eleição, adotando os mesmos parâmetros de segmentação amostral e quantitativos das prévias, porém com e sem beneficiários do BF. Se os resultados forem próximos, poderemos respirar aliviados, mas se houver polarização significativa receio que teremos de invalidar os resultados e considerar essa anomalia num terceiro turno. A democracia é o bem maior, e merece ser preservada.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

BOLSA FAMÍLIA

O Bolsa Família não diminui a pobreza, e, sim, aumenta a ociosidade.

Antonio C. F. Rainho antoniofrainho@gmail.com

São Paulo

*

SACO CHEIO

O vídeo mostrando José Sarney supostamente votando em Aécio Neves dá sinais de que até o velho cacique está de saco cheio.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

JBS FRIBOI

Depois de ler a notícia de que juiz da oitava vara do Tribunal Regional Federal da primeira região de Brasília impôs multa ao Ministério da Agricultura por estar dificultando os frigoríficos menores a fazerem suas exportações de miúdos, medidas que estariam favorecendo o Frigorífico JBS, dono da Friboi, começo a acreditar no que se ouve por todos os lugares, que, realmente, a Friboi é do filho de Lula.

M. Faustino m_faustino@uol.com.br

São Paulo

*

RECADO DA OPOSIÇÃO

Bem vindo o discurso enérgico e enfático de terça-feira, no Congresso, do senador Aluizio Nunes Ferreira refletindo a expressiva força recebida pela oposição na eleição. Essa força, segundo ele, aponta para uma marcação cerrada nos atos e declarações do governo federal reeleito. Apesar do voto de confiança, desde já, aguardemos pelas ações e posicionamentos efetivos ante os fatos futuros, especialmente a essa incompetência geral e corrupção sistêmica. Aguardemos ações concretas que endossem esse discurso de terça-feira e, assim, iniciar uma relação de confiança e respeito com os milhões de votantes do dia 26/10 e transformar esse ativo numa força sustentável, sem se dispersar por decepções. Menos palavras e discursos enfáticos e mais ações concretas.

Renato R Pierri Renato.pierri@cerp.com.br

São Paulo

*

NAS PEDRINHAS E NA PAPUDA

Os jornais noticiaram que Dilma recebeu todos os votos da miserável Penitenciária das Pedrinhas, no Estado dos Sarney. Não li, porém, nada sobre o seu desempenho na Papuda, onde tem grandes amigos. Aliás, Gilberto Carvalho, que se despede do Planalto e ainda não vai para a Papuda – mas sabe de tudo, inclusive de Celso Daniel – insurge-se, indignado, contra a decisão da Câmara de rejeitar os sovietes petistas. E eu me pergunto: mas que diabo, quantos votos este camarada tem?

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

*

O DECRETO DERRUBADO

A Câmara dos Deputados, em votação simbólica dos líderes, aprovou um projeto que susta os efeitos do delirante decreto lulopetista que procura vincular decisões governamentais de interesse social à opinião de conselhos ou equivalentes de participação popular, tal qual Fidel Castro implantou em Cuba. Cabendo ao Senado dar a palavra final na sustação do serviente decreto presidencial, e para o líder do petismo na Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), tratou-se de "birra" eleitoral. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff (PT) irá defender, no segundo mandato, a regulação econômica da mídia, em outras palavras, o alvo será a Rede Globo, atendendo ao efeito "orloff" da Argentina pela cumpanheira Cristina Kirchner com o Grupo Clarín, vingança pela independência da empresa no cumprimento do dever de informar, ao que adiciona o execrável exemplo que vem da Venezuela pelo emocionalmente instável Nicolás Maduro, dificultando a compra de papel imprensa pelos jornais, quando não os levando a serem vendidos a partidários do seu anárquico governo. A obstinação petista continua a mostrar-se, quando suas vontades não são satisfeitas, do contínuo ranço até na ausência de criatividade na cópia de tudo o que há de pior na América bolivariana.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

DIVERGÊNCIA PÓS-ELEITORAL

A divergência pós-eleitoral por certo foi um dos motivos para que os parlamentares federais derrubassem o decreto presidencial que cria os conselhos populares. Que já atuam em vários Estados e em nível nacional, com muitas dificuldades, e são importantes para o controle de atividades dos Executivos. E, para alguns deputados, por certo, serviriam como fiscais de suas atuações, o que para eles é inaceitável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

NA MARRA

Li entrevista do ministro Gilberto Carvalho em que nitidamente dá a entender que vai implantar os conselhos populares meio que na marra. Disse também que a rejeição pelo Congresso da regulamentação desses conselhos é retaliação por quem perdeu a eleição. Conselho popular num país com tão baixa escolaridade é criar o quarto poder para ser manipulado por quem está no poder. Bem ou mal, competentes ou não, ainda é melhor numa democracia os Três Poderes constituídos exercerem livremente esses poderes. Espero, como um democrata que sou, que o Congresso e o Supremo Tribunal Superior não permitam a criação deste quarto poder. O PT não é confiável como partido para agir democraticamente e, quanto mais poder tiver, mais vai diminuindo as liberdades das instituições, quer ser de imprensa quer ser política. Vimos nesta eleição como o terrorismo de mentiras foi utilizado na campanha petista, principalmente contra Marina Silva, no primeiro turno, e Aécio, no segundo. O PT viu, mesmo assim, a derrota muito perto e querem agora encontrar mecanismos que possam ser manipulados. Vão com certeza controlar a imprensa, porque para eles imprensa boa é só aquela que os elogia. Espero que a oposição tenha muito cuidado com a proposta de união, porque podem estar apenas sendo cooptados. Quem quer união não deixa de fazer referência ao seu adversário no discurso de vitória. Mesmo ganhando, continuam raivosos.

Francisco A. Pereira Lima faugplima@gmail.com

São Paulo

*

CONTRARIANDO O ‘SENADOR’ GILBERTO CARVALHO

“Ela ser derrubada na Câmara não surpreendeu, da mesma forma que não surpreenderá se ela for derrubada no Senado Federal.”

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

A QUEM PENSA ENGANAR?

O ministro Gilberto Carvalho, e sua habitual ironia para disfarçar a raiva, qualifica de "anacrônico" colocar-se contra a vontade popular, referindo-se à derrota no Congresso do decreto presidencial que instituía os tais conselhos participativos. Pergunto: que vontade popular é essa, ministro, se uma grande parte dos que deram a vitória à Dilma é de votos de cabresto, votos estes que vocês conseguiram manter graças à mentira mais abjeta, de que seus oponentes iriam retirar-lhes os benefícios? Essa gente humilde, antes domesticada pelos coronéis regionais e agora pelo neocoronelismo lulista, nem sabe o que é isso e nem sequer leu um jornal na vida. Nem vontade pode ter, condenada que está à desinformação permanente, à impossibilidade de ampliar seus horizontes para desenvolver algum tipo de espírito crítico. A única luta que conhece é a da sobrevivência. Já quanto à vontade dos 51 milhões que votaram contra vocês, e sem chantagem, sem medo de perder alguma coisa, mas com desejo de mudança dessa política feita de corrupção e impunidade, sem contar a incompetência, estes querem, sim, que seus representantes por eles eleitos sejam os porta-vozes de seus anseios, como deve ser numa democracia de verdade, sem mentiras, sem armadilhas, sem intenções escusas. O ministro está pensando que todo mundo que não votou em Dilma é idiota? Chega de sua peçonha, ministro, e lembre-se de que hoje existem metade dos eleitores atentos e vigilantes tomando conta da democracia em nosso país, e de lupa, vigiando cada ação de vocês neste novo mandato. Aqui não é a Venezuela, não, e nem mesmo os beneficiários do Bolsa Família acreditam que Lula seja Papai Noel ou Dilma a fada madrinha. Abro uma exceção para os militontos de sua seita, o PT.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

*

EXPLICANDO O INEXPLICÁVEL

Temos de cumprimentar os membros do PMDB que se juntaram à oposição e votaram contra o projeto de lei de ditadura comunista que o PT queria impor ao Brasil. Dilma aproveitou o oba-oba da vitória nas eleições para impor a reforma de ditadura comunista que, se aprovada, juntaria o Brasil a Cuba e à Venezuela. No entanto, parte do PMDB se manifestou contra e juntou-se à oposição para dar um basta neste projeto que seria vergonhoso para os brasileiros, se aprovado no Congresso. Penso que ela queria fazer os três braços comunistas na América do Sul. Precisamos ficar atentos, porque a ordem do PT é calar a imprensa, que por enquanto ainda é o que temos de bom no País. Temos como exemplo a Venezuela, que, depois de calar a imprensa, fez seu povo tornar-se ainda mais sofredor. Diante de tudo isso, ainda vêm Gilberto Carvalho, Humberto Costa e tantos outros do PT quererem explicar o inexplicável, sempre querendo enganar o povo.

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

*

DEPOIS DOS ATAQUES

Depois desta vitória do retrocesso e das mentiras, ataques pessoais, corrupção, venezuelização, etc., virão os aumentos da gasolina, a imposição da dieta dos ovos, do aumento da energia elétrica, da alimentação, da corrupção lulopetista, do assistencialismo daqueles que votaram naquilo que aí está e são sustentados por cerca de 44% do PIB nacional que votou em Aécio, contra esta pouca vergonha que se instalou no poder faz 12 longos e tenebrosos anos. O Brasil teve uma enorme possibilidade, chance de ouro para sair do fundo do poço em que foi colocado pelo PT e seus coligados, mas decidiu pelo continuísmo da corrupção desenfreada, por políticos desqualificados, por falcatruas recorrentes e política externa decadente além de aparelhamento de todo o nosso Judiciário. Ainda há uma leve esperança de que as delações premiadas de Costa e Youssef levem aqueles que assaltaram a Petrobrás a pagar com o maior dos rigores da lei, com seus cargos, sejam eles quais forem. Mais uma observação pertinente: basta ver de onde vieram os mais contundentes elogios à reeleição de Dilma: Evo Morales, Nicolás Maduro, Raphael Correa, Cristina Kirchner, etc. Todos líderes bolivarianos falidos e líderes cocaleiros. Como diz o velho ditado: a esperança é a última que morre. Vamos acreditar nele e vamos em frente, por um Brasil decente.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

*

BRASIL, MOSTRA A TUA CARA!

Aumento da taxa básica de juros, a Selic, baixo crescimento econômico, meta do superávit de 2014 será revisada, contas públicas no vermelho... Será que acabou o estoque de pó de arroz e o governo decidiu não maquiar os números? Agora entendi por que Dilma viajou para a Bahia. Ela espera que até o seu retorno a Brasília os brasileiros que a reelegeram tenham se esquecido de que foram enganados durante as propagandas eleitorais e nos debates. E, por falar em férias, quando terminarão as férias de Graça Foster? Muitas saudades de Cazuza e nenhuma de Chico Buarque de Holanda.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

O DIA SEGUINTE

Pela primeira vez, desde 1994, o governo Dilma gastou mais do que arrecadou. As despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, ou seja, um rombo de R$ 15,7 bilhões. Os primeiros afetados? A indústria e o comércio. A maquiagem dos números exibida na campanha de Dilma traz à tona a dura realidade. Aqueles que criticavam os gastos do governo foram chamados de pessimistas, pois avistavam as consequências de uma má gestão. No entanto, depois das eleições, as notícias otimistas do governo estão sendo expostas. Qual a saída, um aumento de impostos? Quem sabe, já temos a carga tributária mais elevada do mundo e essa notícia otimista do governo deve encher de esperança o coração daqueles que votaram pela manutenção do mesmo e também daqueles que não compareceram às urnas achando que não seriam afetados pelos erros desse desgoverno. Enfim, um caminho que se avistava antes das eleições e só foi mostrado agora, o “day after” do Brasil.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

SELIC X INFLAÇÃO

Outra vez obrigados a aplicar um analgésico com severos efeitos colaterais para mitigar as dores dessa crônica doença causada pelo vírus de descontrolados gastos públicos, o arcaico e obsoleto sistema tributário, os componentes do afamado custo Brasil e o crescente déficit fiscal e da imensa dívida pública. Será finalmente combatida essa dolorosa enfermidade pelo novo governo Dilma?

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

*

HORA DA VERDADE

Dilma afirmou na campanha que não havia inflação no País. Afirmou também que alta de juros é coisa de quem é amigo de banqueiro. Que combater a inflação prejudica os pobres. Afirmou também... O que vemos é que a mentira virou regra e quem cobra do PT a coerência? Como explicam estes resultados horrorosos de nossas contas?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

*

ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS

Após o aumento da taxa Selic para 11,25% logo na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, não apenas ficou claro que o Banco Central (BC) terá de se manter submisso aos interesses políticos momentâneos do Poder Executivo, como bem destacou o leitor sr. Luigi Petti ("Aumento da taxa Selic", "Fórum dos Leitores", 31/10), como também terá de aguardar a colaboração da política fiscal do governo na administração das receitas, já que o árduo desafio de combater a inflação e restaurar a credibilidade do setor econômico esbarrará, por outro lado, na intrincada tarefa de enfrentar o enorme rombo nas contas públicas, que apresentou um déficit primário de R$ 25,491 bilhões em setembro, o maior já registrado desde dezembro de 2008, quando apresentou um saldo negativo de R$ 20,951 bilhões. O difícil mesmo será o governo Dilma tão cedo resgatar a economia brasileira dessa UTI.

 

Emanuel Angelo Nascimento  emanuellangelo@yahoo.com.br 

São Paulo

*

ELETRICIDADE: BRASÍLIA X BRASIL

 

Como solução para os problemas o setor elétrico, sugerem os senhores Adriano Pires e Rafael Schechtman (“Dilma contra Dilma no setor elétrico”, 31/10, B2) a imediata revisão da Medida Provisória (MP) 579/12, que, pretendendo baratear as tarifas, resultou em perdas a todos os seus agentes, incluindo contribuintes e consumidores. Nestas alturas, não serão meros remendos em decretos e medidas provisórias que farão o País encontrar o ambiente de negócios ideal para atrair investimentos na infraestrutura e, ao mesmo tempo, resultar em ganhos para a população em termos de qualidade, disponibilidade e preço. A questão é importante demais para ficar apenas no exame de um dispositivo legal feito às pressas e de forma desconexa e atabalhoada. O início de um novo governo, que pretende patrocinar ideias novas, é propício a um grande debate sobre novos rumos para o setor elétrico nacional. Minha proposta é buscar inspiração em países territorialmente grandes e com as mesmas diversidades socioeconômicas do Brasil, como os EUA, que não têm um, mas vários modelos setoriais e – destaque-se – com “poderes concedentes” descentralizados, normalmente por bacias hidrográficas, com empresas genuinamente públicas (estatais, e não governamentais) para serem as depositárias das concessões vencidas. Se o desejo de mudanças é realmente genuíno, não há melhor momento para – respeitando os contratos – substituir o centralizado, gordo e caro modelo do setor elétrico nacional.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

 

*

FUTEBOL – A QUEDA DA LUSA

Lamentável que a tradicional A. A. Portuguesa de Desportos (Lusa) tenha sido rebaixada para a Série C do Brasileirão 2015, com 6 rodadas de antecipação. O clube é o lanterna da Série B, onde faz uma campanha pífia e humilhante. A desorganização, incompetência e o amadorismo dos cartolas da Lusa levaram o clube ao fundo do poço. Em 2013, eles já mostraram seu total despreparo e levaram a Lusa ao rebaixamento para a Série B. Confirmando o que todos já sabiam, agora afundaram ainda mais o clube, que irá penar na Série C em 2015. A Lusa foi fundada em 1920, já teve grandes equipes, foi campeã do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955, campeã paulista de 1973 (ao lado do Santos), vice brasileira de 1996 e revelou grandes craques pro futebol brasileiro e mundial. Oxalá o clube aprenda a lição com seus erros, se organize, reestruture e se reinvente, para que possa voltar no futuro à elite do nosso futebol. Força, Lusa!

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

DE UM TORCEDOR

Pouco mais de dez meses se passaram do grande golpe recebido em dezembro de 2013. Para quem já foi Tri-Fita Azul, teve grandes craques na Seleção, conquistou títulos importantes e trouxe também muitas alegrias, chegamos realmente ao fundo do poço. Mesmo recentemente, não muito longe, a BarceLusa de 2011, quase que imbatível, se transformou no IbisLusa de 2014, com 18 derrotas e apenas 3 vitórias em 33 jogos. No entanto, 10 meses depois, o sentimento é bem diferente. A tristeza e o golpe duro do final de 2013 abriram espaço para a ojeriza ao máximo da incompetência na gestão. Isso mesmo: incompetência máxima na gestão de um clube, o pior do que se pode ter. Se havia algo a ser conquistado, nós conquistamos em 2014: maior número de técnicos numa temporada, maior quantidade de jogadores contratados, maior número de derrotas seguidas da história, pior campanha da Lusa de todos os tempos, pior gestão do clube desde a sua fundação em 14 de agosto de 1920. Conseguiram o impossível, chegamos ao fundo do poço. Mas não tem como piorar mais. A tristeza para quem amou, ama e sempre amará este clube abre espaço à ironia a uma gestão recheada de falhas grotescas e básicas. Parabéns a todos aqueles e aquelas que contribuíram para mais este momento maravilhoso da nossa Lusa. Parabéns a esta incompetência plena e máxima. Inesquecível e espetacular! Parabéns por propiciarem este nosso "acesso" à Série C! Mas, por favor, agora chegou a hora da partida. Por obséquio, abandonem o Canindé; vão embora para sempre. Deixem para quem entende e, verdadeiramente, ama este clube, tomar as iniciativas necessárias para o reerguimento deste clube maravilhoso. Que venha Madureira, Tupi, Tombense, Guarani, Guaratinguetá, Londrina, Confiança, Caxias e Fortaleza! Que venham homens (e porque não mulheres) para administrarem com coração, com profissionalismo e com excelência, a nossa Associação Portuguesa de Desportos. Que venha 2015! Que se inicie em 2015 o reerguimento da nossa querida Lusa. Ponto inicial.

David de Pinho Filho david_de_pinho_filho@hotmail.com

São Paulo

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.