Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2014 | 02h03

Sui generis

Só no Brasil! Investigados pela Polícia Federal querem negociar a devolução do dinheiro roubado. A presidente reeleita cogita de um banqueiro no Ministério da Fazenda - na campanha eleitoral dizia que nenhum banqueiro a "bancava". Os juros do cheque especial são os mais altos desde 1999. A carne aumentou desde janeiro 12,5% em média. A Vale deu um prejuízo em 2014 de quase R$ 4 bilhões. Parlamentares cujos partidos tiveram as suas bancadas aumentadas querem mais ministérios. E a presidente está em férias na Bahia, depois de não trabalhar 40 dias durante a campanha. Só rindo...

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Ficou 40 dias sem trabalhar, agora férias na base naval de Aratu, e o País com inflação, juros, etc., disparando? Lembra-me o Sarney em fim de mandato presidencial lendo debaixo de um manacá e a inflação a 80%. Deu no que deu. Assim não é possível.

HELIO NOGUEIRA

helio.nogueira@icloud.com

São Paulo

Mentiras deslavadas

Na campanha a presidente Dilma Rousseff enfatizava que tudo estava bom, "fizemos" isto e aquilo, e muitas outras coisas, sempre enaltecendo em demasia o seu governo e o de seu antecessor. Passada a eleição as verdades começam a vir à tona. O déficit das contas públicas atesta que muito do que foi dito não passa de balelas e inverdades. O déficit alcançou em setembro a astronômica soma de R$ 2,791 bilhões e assustou não só economistas e empresários, mas toda a Nação brasileira. A causa é conhecida: o País está paralisado economicamente. Discursos de palanque são desmascarados pela realidade dos fatos. A presidente terá de explicar o porquê de mentir tanto para o povo.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

CISÃO NACIONAL

Depois do PT

Digam o que disserem, o Brasil está dividido. E não é meio a meio, pois a presidente foi reeleita por apenas 38% dos eleitores - o restante votou em Aécio Neves, ou não votou, ou votou em branco. Dilma não reconhece, mas sabe que existe uma divisão, sim. E quem sempre incentivou essa divisão foi o PT, foi sua campanha suja, em que o oponente não era visto como um divergente, mas como alguém que teria de ser destruído. Os petistas sempre operaram com dossiês e chantagens, mas desta vez se excederam. O que foi falado de mentiras, as agressões horrorosas - de dar enjoo! Lula foi um dos principais arautos dessa destilação de ódio. Logo ele, que usou e abusou da coisa pública para seu usufruto e/ou de sua família. A divisão está aí e eles não podem negar. O Brasil nunca mais será o mesmo depois do PT. E não será melhor.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@homail.com

São Paulo

Brasil dividido

Quem o unirá? Lula e Dilma não têm como. Ele criou o "nós contra eles", ela pegou carona no separatismo. Dinamitadores de pontes não se transformam - imediatamente após a apuração da eleição - em construtores. Ouvirão os militantes: "O povo não é bobo, abaixo o engodo!".

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

AUDITORIA ELEITORAL

Urnas eletrônicas

Que eu saiba, é a primeira vez que se pede verificação na apuração eletrônica das nossas eleições. Algum dia tinha de ser! Tivesse Aécio Neves vencido por margem tão estreita, o PT teria feito o mesmo. Longe de ser contra a democracia, vejo esse pedido como iniciativa muito oportuna. É verdade que o sistema anterior permitia fraudes e o partido com maior número de fiscais Brasil afora levava vantagem. Não sou contra a votação eletrônica, mas deve haver transparência total e sempre. O risco é enorme. Agora é muito mais fácil, para quem detém as senhas do software, alterar os resultados. Ora, alguém tem de ter essas senhas. Como a ocasião faz o ladrão, a tentação de dar um jeitinho é muito grande.

LUIZ R. DE BARROS SANTOS

luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

Oposição envergonhada

A oposição, leia-se PSDB, é realmente fraca, para não dizer covarde. Pede auditoria na eleição com as faces vermelhas de vergonha, quase pedindo desculpas. Se o PT tivesse perdido, por qualquer diferença que fosse, Lula e asseclas estariam vociferando raivosamente. Não pediriam auditoria, não; diriam tantas mentiras que o povo duvidaria do resultado da eleição. Acorda, oposição! Não é necessário utilizar os métodos desonestos do rival. Mas sua obrigação é ser oposição. Respeitar os seus eleitores. Eles fizeram a sua parte.

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Stalin fazendo escola?

A meu juízo, faz todo o sentido o pedido de auditoria do processo de contagem dos votos desta eleição presidencial. Ao que saiba, só Brasil e Venezuela - convenhamos, países sem grande tradição democrática - adotaram tal sistema. Na eleição de Nicolás Maduro a vitória da situação veio por diferença mínima e logo depois trataram apressadamente de incinerar as "provas do crime" (eleitoral), tornando impossível qualquer investigação séria. A oposição estrilou, pediu recontagem, mas deu em nada. Meses depois saíram às ruas em protesto e o governo só não caiu porque, antevendo os tempos à frente, Hugo Chávez já havia tratado de militarizar o Estado, chegando ao cúmulo de importar assessores cubanos para a "segurança do regime" e criar a Guarda Nacional Bolivariana (GNB), etc., facilitando a permanência no poder a contragosto da maioria. É esse o país onde Lula vê "excesso de democracia". No Brasil ainda não chegamos ao ponto de se criar uma GNB, mas o MST e outros braços do PT, todos sabem, estão fortemente armados para "qualquer eventualidade" - entenda-se a defesa da revolução socialista no País. O processo eleitoral dito eletrônico pode ser célere, mas é duvidoso. E entre confiança e celeridade... Se o processo de votação e contagem de votos fosse minimamente confiável, as grandes potências ocidentais já o teriam adotado, com a cautela de que o voto fosse impresso e confiado ao eleitor para os devidos fins. Mas não o fizeram após todos estes anos em que a informática deu tantos e tamanhos saltos. Por quê? Simples: o processo é 100% passível de fraude. Por fim, e sabendo dos pendores ideológicos do PT, lembro célebre frase de um ídolo de sua grei, o carniceiro soviético Joseph Stalin, dirimindo qualquer dúvida sobre o tema: "Quem decide são os contadores de votos, não os votantes". É preciso acrescentar algo mais?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ARQUIVO VIVO

Sendo o doleiro Alberto Yousef peça-chave da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, com um histórico de dois ataques cardíacos e com grave risco de sofrer algum tipo de atentado pelo que conhece do esquema de corrupção na Petrobrás, ele deveria ser tratado com todos os meios disponíveis. Se qualquer político corrupto é levado às presas para ser tratado nos melhores hospitais privados do País ao menor sintoma de mal-estar, é de vital importância que um arquivo (ainda) vivo como é Alberto Youssef, com as informações que tem, seja transferido de forma imediata e permanente ao hospital Sírio-Libanês, e permaneça lá com esquema especial de proteção até o fim das investigações e até que os principais envolvidos estejam presos, "doa a quem doer". Por muito menos Celso Daniel e Toninho do PT foram assassinados.

Humberto Boh hubose@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

A Petrobrás está questionando o delator e ex-diretor Paulo Roberto Costa e põe sob suspeita diretores nomeados por Lula da Silva. Tome muito cuidado, senhor Paulo Roberto Costa, pois veja como acabaram os casos de Celso Daniel, prefeito de Santo André, e de Toninho do PT, prefeito de Campinas. Para eliminar eventuais dúvidas, é só consultar o ministro Gilberto Carvalho e o condenado no mensalão José Dirceu, já que ambos sempre foram sempre muito amigos desses dois prefeitos.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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INSÔNIA

Diante de tantas delações premiadas, pelas bandas de Curitiba e de Brasília, tenho certeza de que dezenas de políticos estão perdendo o sono por este Brasil afora. Até no ABC paulista.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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O DESCONHECIDO

Depois de tantas denúncias contra a Petrobrás e de acompanhar tantas entrevistas com políticos e suspeitos, cheguei à conclusão de que a pessoa menos conhecida em Brasília é Alberto Youssef.  Ninguém do Congresso e de outras rodas da política o conhece e dele nunca ouviu falar...

Valdir Pricoli  cambuci@yahoo.com

São Paulo

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PRÓXIMOS PASSOS

Pelo noticiado, parecia que havia muita preocupação da Procuradoria-Geral da União (PGR) com a influência que revelações das investigações e/ou ações penais decorrentes da Operação Lava Jato pudessem ter sobre o ânimo dos eleitores. Agora, que já está reeleita Dilma, penso que a sociedade tem o direito de saber para onde as coisas vão. Ou não vão?

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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PROMESSA VÃ

Dilma prega combate à corrupção (27/10, H2). Como ela fará para manter a sua base aliada e o aparelhamento da máquina pública, se cumprir a sua promessa de acabar com a corrupção?

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 

São Paulo

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ENTRE AMIGOS

Caso Dilma Rousseff vá mesmo atrás dos corruptos, vai promover um encontro entre amigos!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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UM BOM COMEÇO

Agora, que finalmente a presidente Dilma está prometendo combater a corrupção, que tal começar pela transparência total dos gastos com cartões corporativos? O argumento de “segurança nacional” para esconder esses gastos não tem lógica nem convence. O mau uso do dinheiro público e o enriquecimento sem comprovação ou justificativa são o pior da corrupção. Se quer de fato acabar com esse mal, comece por aí, sra. presidente!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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AUDITORIA NA PETROBRÁS

A verificação da corrupção na Petrobrás está sendo contratada com uma empresa dos EUA e outra brasileira. Pelos atos passados, estou supondo que os estrangeiros serão pagos em dólar, com remessas ao exterior.  Estou estimando um valor de R$ 50 milhões para os americanos e R$ 25 milhões para os brasileiros. As viagens dos EUA para o Brasil, semanais, serão em primeira classe, para os auditores e seus familiares, que passarão os períodos nas praias do Rio de Janeiro. Segundas, terças, sextas, sábados e domingos não se trabalha, porque ninguém é de ferro, né? A estadia será em hotéis 200 estrelas, estendidas para as esposas e filhos. Lógico que as babás virão na classe executiva e usarão apartamentos simples no hotel. Temos de ser econômicos, afinal. A comissão será de 3% e a propina, de 30%. O resultado da auditoria dirá que o culpado é Fernando Henrique Cardoso, por não haver privatizado a Petrobrás. A equipe brasileira deverá ficar em Salvador, já que ninguém é de ferro e para não dar ciumeira em relação aos americanos. Pergunto: não seria melhor deixar como está para não aumentar a corrupção? Afinal, ninguém vai devolver o dinheiro roubado nem irá para a cadeia, não é mesmo?

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

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REFORMA ESTRUTURAL NAS ESTATAIS

Os governantes e seus prepostos nas estatais não se corrompem sozinhos. Está correta a presidente Dilma quando, partindo dessa premissa, propõe o rigor da lei para punir também os corruptores. Neste mesmo raciocínio, indo direto à origem dos problemas, julgo mais do que oportuna uma mudança na Lei das S/As no que se refere às empresas de economia mista, estejam elas no plano federal, estadual ou municipal. O caso da Petrobrás é emblemático, o sr. Paulo Roberto Costa só foi guindado ao posto que ocupou por longos anos porque foi ali colocado por um Conselho de Administração totalmente descompromissado com a perpetuidade e os resultados financeiros da empresa. O que o Congresso deveria fazer é – antecipando-se ao Executivo – impor regras para que o Estado se faça presente no Conselho de Administração das empresas, e não apenas o governo e seus aliados. Regras como essa, praticadas nos países do Primeiro Mundo, estendidas às agências reguladoras, são o sinal que o mercado e o povo esperam para ver até que ponto é real o compromisso do novo governo com o fortalecimento de nossas instituições e, consequentemente, com o desenvolvimento do País.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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OUTRA MENTIRA DE LULA

Infelizmente, as urnas premiaram a campanha de ódio e mentiras do PT. Dilma Rousseff, assim, terá mais um período de quatro anos à frente da Presidência da República – isso se não for tragada antes pelo escândalo da Petrobrás, hipótese nada desprezível à luz do depoimento do doleiro Alberto Youssef no qual ele afirmou que Lula e a presidente tinham pleno conhecimento do achincalhe promovido por petistas e aliados dentro da nossa maior empresa. Mas não é pelo fim da jornada eleitoral que a companheirada vai deixar de praticar, com assombrosa frequência, um dos seus esportes prediletos: mentir. Foi o que fez Lula, em vídeo gravado para o seu instituto. Nele, o dono do partido que há 12 anos comanda o País acusa Aécio Neves de "dizer o tempo todo para acabar com o PT" durante a campanha. Essa é só mais uma das 200 mil mentiras que esse senhor já contou nas últimas semanas. O que Aécio, um verdadeiro democrata, falou é que era preciso acabar com o governo do PT, interrompendo assim o longo período da sigla no Palácio do Planalto em nome de maior eficiência e moralidade na gestão pública. Assim, Lula, um não-democrata, pela enésima vez põe em prática a máxima de Lênin de acusar os outros do que você faz: quem certa vez pregou a extinção de um partido legitimamente constituído foi ele próprio, quando, em 2010, visivelmente alterado, berrou que era necessário "extirpar o DEM da política brasileira". Foi esse tipo de raciocínio fascista, capaz, inclusive, de insanamente chamar os tucanos de "nazistas", que saiu vencedor no domingo. Pelo menos esse pleito deixou claro que o Brasil decente – que hoje soma o vistoso número de 51 milhões de pessoas – está cada vez menos disposto a aturar a empulhação deste governo por muito mais tempo. Na próxima, a tendência é de que ele seja a maioria. E aí finalmente nós, os indignados, respiraremos aliviados e vislumbraremos a volta do País a uma trajetória mais auspiciosa e afastada da mediocridade alimentada pela incompetência e falta de apego à democracia de Lula e sua turma.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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LULA EM CAMPANHA

Lula disse, em vídeo na internet, que “as ofensas contra o PT durante o processo eleitoral ajudaram a disseminar o ódio”. “Você pode não gostar do PT, mas tem de respeitar o PT”, disse ele. Logo ele, o maior disseminador do ódio contra os oponentes. Lula tem seu valor: ataca, desagrega, desconstrói, desrespeita e dissemina rancor e, sem o menor pudor, posa de bom moço e debocha das pessoas.

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

Pompéia

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E AGORA, JOSÉ?

Aquilo que já era dado como certo por qualquer cristão que entenda como funciona a economia capitalista, em termos da incompetência quanto ao gerenciamento do País, e da consequente deterioração de seus indicadores, ficou ainda mais claro com a divulgação dos números da economia brasileira de outubro. Ao contar como certo que a galinha dos ovos de ouro (a economia internacional crescendo e mantendo altos os preços das nossas commodities) do primeiro mandato do governo petista continuaria bancando as políticas assistencialistas com base no desenvolvimento do mercado interno via importações, o governo fez o que diz considerar pecado: especulou – e pior, errou a aposta! E, pior ainda, distribuiu o lucro que considerava certo e que vê agora escapar-se entre seus dedos deixando passivos a descoberto! Parece que não aprenderam nada com a história, mesmo tendo José Sarney como conselheiro espiritual. E agora, José? Vamos torcer para que Deus seja realmente brasileiro, embora não acredite muito que isso resolva. Afinal, o papa é argentino e vejam como está a situação por lá...

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jaú

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AS ALIANÇAS DO GOVERNO

O voto de José Sarney em Aécio Neves, conforme mostra vídeo na internet, não é nenhuma surpresa. Demonstra bem o espírito que sempre norteou o coronelismo: interesses exclusivamente pessoais, suprapartidários. Ao aliar-se a Sarney, há 12 anos, o ex-presidente Lula não hesitou em fazer uso da máxima "os fins justificam os meios". Não está na hora de o PT fazer um exame de consciência e rever suas alianças?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NOVO MANDATO AO PT

O povo disse sim ao descaramento, ao cinismo, à demagogia barata, à pouca-vergonha, à corrupção desmedida e irrefreável, aos impostos extorsivos, à falsa moral, ao autoritarismo, à truculência, ao desrespeito às leis, à irresponsabilidade, etc. Triste povo brasileiro, que não tem a mínima qualidade de vida, mas insiste em manter a mordomia dos políticos corruptos. Pobre povo brasileiro, que, mesmo sem ter o que comer, opta por bancar o caviar dos poderosos. Metade da Nação está em luto. Morreram nossas esperanças de fazer do Brasil um país mais justo, mais humano, menos vergonhoso, enfim, um país melhor. Que pena!

Iara Moraes iaramoraes1@hotmail.com

Bragança Paulista

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ARMAS EM CAMPANHA

Aécio Neves teve a maior votação da oposição desde que o PT ganhou o poder em 2002. E começou a crescer e até passar à frente da candidata do governo quando aumentou o tom de voz, deixando aquela lenga-lenga teórica, e mostrando, de fato, o inconformismo de toda a sociedade. Mas bastou "aceitar" o fim dos ataques, que começaram, como sempre, com o PT, para que a adversária voltasse a ficar na frente e ganhasse as eleições. Pode parecer mera coincidência, mas numa guerra, e estamos numa verdadeira guerra, não se combate o inimigo com flores ou discursos pragmáticos. Que a oposição saiba, afinal, o que tem de fazer pela frente para nos livrar de tantas barbaridades. As armas têm de ser as mesmas.

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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AINDA O VOTO DE CABRESTO

O resultado dessas últimas eleições ratificou uma lógica perversa que move a política e, por que não, a economia brasileiras: por razões históricas São Paulo e mais alguns estados do Sudeste e do Sul arrecadam a maior parte dos impostos que todos sabem para onde se destinam. Só que são os beneficiários das bondades do governo federal que, em última análise, elegem os nossos presidentes. E são estes que, por sua vez, continuam fazendo caridade com o chapéu alheio, num "looping" infinito. O PT reeditou, em grande estilo, a lamentável prática do coronelismo do Nordeste. Só que agora a compra de votos está centralizada em Brasília e a distribuição da Bolsa Família substituiu com vantagens a entrega de dentaduras e farinha. Também concordo que não deve haver discussões entre sulistas e nortistas, muito menos inúteis troca de ofensas. Só peço que algum grupo político sério se proponha a liderar o início de um movimento separatista, quando então nós, paulistas, e quem mais quiser nos acompanhar poderemos traçar o nosso próprio destino.

Renato Luis C. Gagliardi renatolgagliardi@gmail.com

Campinas

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PAGADORES E RECEBEDORES

O recado das urnas foi um só: Estados pagadores x Estados recebedores, melhor: pagadores de impostos x recebedores do Bolsa Família. Como exemplo, cito São Paulo, que arrecadou R$ 286 bilhões, ou seja, quase R$ 1 bilhão por dia, mas a União retorna apenas 10% dos recursos que gerou, uma astronômica injustiça com os paulistas. Enquanto os cidadãos dos Estados pagadores geram riquezas, os demais Estados permanecem nas trevas do coronelismo e falso assistencialismo. Manter esta relação de Estados pagadores e recebedores é prejudicial ao desenvolvimento das próprias regiões, pois retira os incentivos geradores de riqueza com o próprio esforço, para garantir a esmola do Estado paternal, gerando uma eterna dependência de seus cidadãos, acirrada pela atitude pregada na campanha de Dilma: o “nós” contra “eles”. A tática atual é de um governo espoliador e coronelista, que mantém as regiões mais pobres na atual situação, oferecendo a esmola do Bolsa Família como o mais sórdido meio de cegar e manter seu eleitorado, como provaram as urnas. Assim, Dilma é a atual presidente do Brasil, mas não representa 48,7 milhões, com os quais não haverá conciliação, até porque, infelizmente, usou a tática do terrorismo e do ódio entre os brasileiros.

Glória Anaruma glória.anaruma@gmail.com

Jundiaí

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AGRADOS

Para quem não entendeu bem os agrados nos últimos dias de Barack Obama para Dilma, cabe rememorar o que há meio século Leonel Brizola já propalava: “Se é bom para os Estados Unidos, é ruim para o Brasil”.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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PONTES

Já começaram as “pontes” que Dilma pediu em seu discurso no dia em que “ganhou” as eleições. Chega ao Brasil o ministro venezuelano dos “movimentos sociais”, Elias Jaua, do Ministério Socialista e das Comunas, para firmar “acordos” com o MST com o consentimento da “presidenta” recém-reeleita. O objetivo desse acordo é o treinamento e desenvolvimento da produtividade comunal. Seguem as palavras do venezuelano em entrevista aos que o receberam: segundo Jaua, os “acordos têm o objetivo de incrementar a troca de experiências e formação para fortalecer o que é fundamental numa revolução socialista, que é a formação da consciência e a organização do povo para defender suas conquistas e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista”. Ainda bem que o nosso Congresso Nacional está cortando o mal pela raiz e já defenestrou o monstrengo bolivariano Decreto 8.243 de Dilma, mesmo porque o que teria o governo venezuelano, que levou o seu país ao caos, a nos ensinar? Essa foi a primeira das providências, mas olhos abertos, pois a luta deles para transformar o Brasil numa Venezuela deve continuar.

Leila E. Leitão

São Paulo

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TERROR ELEITORAL

A candidata e presidente Dilma Rousseff caracteriza como terrorismo eleitoral a atuação da revista “Veja” ao publicar que ela e o ex-presidente Lula tinham conhecimento do esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, dando a público trechos do depoimento do doleiro Alberto Youssef. Eis que, cumprindo a sua missão jornalística, a revista agiu eticamente e em proveito da população votante deste país. Nesta fase do processo eleitoral, seria injustificável a omissão da revista, deixando os fatos para a publicação após as eleições. Uma presidente e candidata não poderia se omitir, tendo conhecimento dos delitos, e a sua atuação, após as comprovações em eventual processo, estará comprometida mesmo que eleita, porque ficará sujeita à decretação de impedimento pelo Poder Legislativo. Por muito menos que isso outros presidentes já perderam o mandato.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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BOAS NOTÍCIAS

A todos vocês que leem os jornais, as revistas e assistem aos noticiários televisivos, um alento. Um grande alento. Vem aí a regulação da mídia! O controle social da mídia, tão propalado, perseguido, ansiado e sonhado por Lula e seus sequazes. Lula designou o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) para encaminhar a tão sonhada regulação da mídia, em bom tempo, engendrada por políticos renomados, entre eles José Dirceu. Não se preocupem, porém. "Elles" já declararam que não vão mexer no conteúdo do que se escreve. Vão apenas e tão somente regular o fornecimento de papel. Quer dizer: se determinado veículo de informação ultrapassar os limites do razoável (“elles” é que decidirão quais são esses limites, claro!), terão sua cota de papel reduzida. Ah, bom! Ainda bem que não vão mexer no conteúdo, mesmo porque, do jeito que as coisas caminham, não haverá conteúdo a ser colocado no papel. Aprovada a regulação, nunca mais ficaremos revoltados com a criminalidade, que desaparecerá; com problemas na saúde, que serão resolvidos; com as estradas esburacadas. Somente serão filmadas as que estiverem em bom estado. A educação finalmente, ficará uma beleza! O paraíso finalmente está a caminho. P.S.: Talvez o "Estadão" não consiga papel para transcrever trechos de “Camões” ou receitas de bolo, como fazia no tempo da ditadura militar. Quem (sobre)viver verá!

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

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PIADA DE MAU GOSTO

Realmente, é muita sensibilidade política e social da sra. Rousseff querer nomear um ex-frequentador de bordéis, o sr. Ricardo Berzoini, para tocar adiante o projeto de censura disfarçada da mídia, tão desejado e perseguido pela agenda petista – e que o diga o sr. Rui Falcão (sobrenome é destino?), ele mesmo jornalista de profissão (não pasmem vocês) e que não pensa em outra coisa. O petismo até perde a categoria dos jornalistas profissionais (que, aliás, por inclinação natural sabermos são quase todos mesmo de esquerda, com raras e inteligentes exceções), mas não perde a piada, que neste caso é mesmo de mau gosto, inclusive para jornalistas militantemente de esquerda.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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A LIBERDADE INTOCÁVEL

Está na hora de os jornalistas se rebelarem e se pronunciarem com toda veemência possível. Até quando ainda vão ser ouvidas as falações governamentais para a regulação dos meios de comunicação? Até quando? Sabe-se que de forma e com palavras veementes a Constituição vigente assegura e garante a liberdade de opinião e a liberdade de imprensa. Por que então essa insistência de criar mecanismos para controlar a liberdade de informar? É realmente hora de abater esse projeto espúrio de calar a boca de quem, por natureza, tem a missão e a obrigação profissional de informar, esclarecer, expor, opinar – para duas gerações pelo menos, são inesquecíveis as páginas e espaços em branco do jornal “O Estado” durante o período sufocante do governo militar. A proposta de regulação econômica da mídia não se presta a outra coisa senão para instituir aqui a escandalosa mordaça do silêncio obrigatório a respeito de mazelas íntimas e os escândalos governamentais. Calar a imprensa é coisa própria de governos ditatoriais. Só o jornalismo investigativo livre, sem peias, pode levar ao conhecimento dos brasileiros os casos de doenças administrativas patológicas como são os casos de corrupção, ativa e passiva, quase endêmica, que assola este país e que tanto aflige os cidadãos de bem, conspurcando a cidadania brasileira. Está na hora, sim, se não o fizerem as associações da área jornalística, de cada um dos jornais assumirem uma posição contrária à proposta de, direta ou indiretamente, ser sufocado o intocável direito fundamental de informar inerente da atividade jornalística, fazendo os brasileiros sentirem e saberem que poderão vir a ser traídos por aqueles a quem deram seu voto.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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DILMA COM DILMA

Só Dilma Rousseff, e mais ninguém, quer o sr. Ricardo Berzoini no Ministério das Comunicações, com a missão de controlar e calar a mídia. Ninguém quer a presidente Dilma indicando o chefe da Polícia Federal (PF) e escolhendo quem ou o quê a PF pode investigar. Ninguém quer os tais conselhos populares bolivarianos. Ninguém quer que a Petrobrás faça uma investigação interna e sigilosa, onde certamente vão atestar que a maior empresa do País é administrada de forma proba e ilibada. Ninguém quer a volta dos mensaleiros libertos aos quadros do governo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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AGRESSÃO AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Hoje uma ala da sociedade aprendeu a pensar e argumentar. Por isso a militância petista vem se irritando tanto. Demoniza os meios de comunicação democráticos que não se limitam apenas a repassar notícias aliadas ao poder, mas fazem o bom jornalismo mostrando a verdade doa a quem doer. Triste ver a Globo, Editora Abril, “Estadão” e outros meios de comunicação pelo Brasil afora sendo vergonhosamente insultados e vandalizados. Eles não estão preparados para o diálogo e para a democracia. Lula é o político que mais incita esta luta contra o bom jornalismo, além da de classes. Muito triste que um político dessa estirpe ainda tenha voz e influência nesse sentido.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O POVO NÃO ESTÁ PRONTO

 

Dilma foi massacrada pelos meios de comunicação escrita, falada e televisiva, durante quatro longos e tenebrosos anos, inclusive nas seções dedicadas aos leitores, em particular as do “Estadão”. A última edição da revista “Veja” publicou extensa matéria sobre os escândalos da Petrobrás, citando nominalmente a presidente Dilma e seu criador, o ex-presidente Lula. Eis que Dilma foi reeleita e sua quadrilha ficará mais quatro longos anos depenando o que resta do Brasil. Infelizmente, temos de concordar que o povo brasileiro não está preparado para votar, como bem disse Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DESPACHANTES

As mais recentes ações do TSE e do STF me fazem pensar que essas duas entidades se transformaram em despachantes do governo federal. Apenas isso. Enquanto tivermos o STF (e por consequência todo o Poder Judiciário) nas mãos do Executivo e aprovados pela máfia do Senado, não temos democracia, segurança jurídica e ética no País. Se vamos fazer uma reforma política no Brasil, devemos começar por aí.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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ENGAVETADOR DA REPÚBLICA

Em governos anteriores ao de Lula, inclusive o de FHC, o PT apelidou de engavetador-geral da República o procurador-geral que, segundo o PT, engavetaria processos supostamente desfavoráveis ao governo. E Dilma, durante os debates, por mais de uma vez, afirmava que no governo dela acusados foram condenados e presos. Enumerou vários processos de outros governos que não resultaram em prisões. Entre eles o do Sivam, o da “Pasta Rosa”, o do Metrô e outros mais. Após cada citação, dizia, “todos soltos”. Em janeiro de 2003, a tal gaveta ficou sob o controle do PT. 12 anos bastariam para ter esvaziado a gaveta, julgado os envolvidos e encaminhado para o presídio os tais pretensos culpados. Onde estava Lula? Onde estava Dilma, que não tomou providências que reclamavam de governos anteriores?

Mario Helvio Miotto miottohmario@gmail.com

Piracicaba

 

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FIM DE CAMPANHA

O que deve ter deixado Dilma feliz com o fim da campanha eleitoral foi não precisar mais ficar sorrindo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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COMO ESPERADO, PIZZA

 

Segundo asseverou o ex-ministro Joaquim Barbosa ao tempo do julgamento da Ação Penal 470 (mensalão), seu colega de corte, o ministro Ricardo Lewandowski, incumbido da revisão do referido processo, seria “advogado de defesa” por suas posições no curso dos trabalhos, sempre procurando “amaciar” para os acusados. Hoje, o referido revisor é presidente do STF. Sendo assim, não surpreende que, passados dois dias após definido o resultado das urnas que deram vitória a Dilma Rousseff, o STF tenha – por mera coincidência – autorizado o regime domiciliar ao notório José Dirceu – já beneficiado com abatimento de pena em decisão proferida em sede de embargos infringentes. E assim a sociedade, incrédula, vê todos os mensaleiros se safando das “grades”: seis já cumprem pena em confortável “prisão domiciliar”, devendo o mensaleiro Valdemar Costa Neto a eles também se juntar em breve. Cinco cumprem pena em regime “semiaberto”, mas em breve também terão sua “progressão de regime”.  Sete seguem presos no sentido estrito do termo e um (Henrique Pizzolato) está agora, livre, leve e solto, em território italiano. Uma palavra de esperança a todos esses injustiçados: agora que baixou a poeira das eleições e que um novo ministro pró-PT está para ser nomeado por Dilma para compor a Corte Suprema, virá a revisão criminal, instituto que, se não livrar a todos, livrará a grande maioria do atual desconforto. Tenham só um pouco de paciência, companheiros. Para Pizzolato, a agonia já acabou. Para todos os demais, o forno a lenha já está sendo aquecido e a massa, devidamente preparada. Quanto ao champanhe, fiquem tranquilos: será debitado da conta das “sobras de campanha”.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CORTE SUBJUGADA

Um a um do chamado núcleo duro do PT, réus na Ação Penal 470, mais conhecida como mensalão, Genoino, Delúbio, João Paulo Cunha foram sendo soltos, e agora o processo culminou com a libertação do chefão da quadrilha, como era chamado durante o julgamento: Zé Dirceu, cuja progressão de regime ocorreria somente em 12 de março de 2015. Mas, como ele labutou muito nesse período em que esteve na Papuda, ganhou seu presente de Natal antecipado, pelo Papai Noel Barroso. Alguns ministros do STF ajudaram Barroso a desconstruir todo o trabalho primoroso e extenuante levado a cabo pelo grande ministro Joaquim Barbosa. Diante de todas as decisões de soltura desses réus, constatamos que a mais alta corte do País, na figura do ministro Barroso, está completamente subjugada.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

São Paulo

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NOVOS MINISTROS

Passado o período eleitoral que culminou com a consagração da sra. Dilma Rousseff à reeleição ao cargo de presidente da República, e em face da liberdade dada a José Dirceu e a companheiros do mensalão petista pelo STF, chegou a hora de começar a escolher seus novos ministros recém-chegados da privação de liberdade, visando a formar uma nova equipe de governo. Nada mais justo, tendo em vista um governo que luta pelas minorias, inclusive pela ressocialização de ex-presidiários, dando abrigo, emprego e renda para que voltem ao convívio em sociedade e regenerados.

Luciano de Paoli lpaoli@uol.com.br

São Paulo

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CARNAVAL

Tendo a toga como estandarte e Zé Dirceu como diretor de harmonia, o Bloco da Impunidade tá de volta à avenida...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A VOLTA DELES

As penas mais duras do mensalão foram para os executores das remessas, ordenadas pelos políticos no poder, da grana desviada por eles. Tais executores ficam na cadeia, pois alguém tem de ser punido. Os mandatários já estão indo para casa, como o chefe Dirceu e os outros. Realmente, manda quem pode e quem faz fica na cadeia. Eles voltaram. E ganharam a eleição...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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NOTA ZERO

Lamentável a decisão da Justiça italiana de mandar soltar o criminoso Henrique Pizzolato, condenado pelo STF no escândalo do mensalão. Pizzolato deveria ser extraditado e cumprir sua pena no Brasil. Na pior das hipóteses, que ficasse preso e cumprisse a pena na Itália. Mandar soltá-lo – um corrupto responsável pelo desvio de milhões de reais dos cofres públicos brasileiros – é um desrespeito às leis e à Justiça brasileiras e uma decisão infeliz, que apenas incentiva o crime e a impunidade. Nota zero para a Itália.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O TROCO

O troco demorou mais veio. Cesare Battisti, condenado na Itália a prisão perpétua por terrorismo e quatro assassinatos, foi pelo STF, a pedido do governo italiano, extraditado a fim de no seu país cumprir a sua pena. Todavia, devido às afinidades políticas de Cesare Battisti e o então presidente Lula, no último dia de governo deste, ele decidiu não atender ao STF, não permitindo a extradição. Tanto o povo italiano como o seu governo até hoje não se conformam com a decisão de Lula. Agora chegou a hora do troco: o governo italiano decidiu inocentar Pizzolato dando a liberdade de continuar vivendo livre na Itália, por ser considerado seu cidadão.  Finalmente, os que saíram ganhando e estão felizes foram os de extrema esquerda, tanto do Brasil como os da Itália. Os petistas pela libertação de Pizzolato e os remanescentes dos terroristas italianos pelo seu líder. Quando Lula estiver fazendo as suas andanças pela Itália com certeza vai ficar hospedado na mansão de Pizzolato que está cheio da grana.

  

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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GRATIDÃO

Lula está eternamente agradecido pela decisão do governo italiano de não extraditar o bandido ladrão Pizzolato. Nada que ver com o caso Battisti.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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RETALIAÇÃO

O resultado do julgamento de Pizzolato na Itália era esperado, pois não deixa de ser uma retaliação a quando o ex-presidente Lula, contra a decisão do STF, deu guarida a um assassino, condenado em seu país que hoje perambula pelo Brasil livre e solto (Cesare Battisti). Se realmente o Brasil tem interesse na extradição do ladrão, já condenado pela nossa Justiça, sugiro que proponha à Itália a troca dos dois bandidos. Será que o Brasil tem mesmo interesse na extradição ou já estará preocupado em criar nova delação premiada, tirando debaixo do tapete novo escândalo envolvendo o governo e seus pares? É pagar para ver, pois Pizzolato e Battisti continuarão livres e soltos, gozando das benesses de "ex-prisioneiros políticos".

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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PRECEDENTE

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a negativa de extradição de Henrique Pizzolato, decidida pela Justiça italiana, baseada na má qualidade das cadeias daqui de Pindorama, abre um perigoso precedente e dificultará a solução de pedidos semelhantes feitos pela Justiça brasileira. Esqueceu-se, porém, de mencionar que abertura de precedente realmente perigoso foi manter em liberdade no Brasil, por decisão do então presidente Lula, contrariando pedido semelhante, formulado pelo governo italiano, um bandido, Cesare Battisti, condenado por aquele governo por crimes hediondos de terrorismo. Sr. procurador-geral, seria interessante que revisse seus critérios de precedentes perigosos.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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EXTRADIÇÃO DE CRIMINOSO

Cabe lembrar ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quem abriu um precedente perigoso foi o governo brasileiro ao não extraditar o condenado Cesare Battisti, fundado em temor de perseguição política na Itália. A Justiça italiana, com razão, deu resposta à altura, tendo em vista o princípio internacional de reciprocidade. 

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA QUEM VOTOU NO PT

Você teve coragem de votar no PT, o.k. Gostaria de saber se você tem a coragem de pegar todas as manchetes dos principais jornais e revistas deste país, com os relatos dos roubos do mensalão e do petrolão, e dar ao seu filho de 12 a 18 anos ler, e, após a leitura dele, você dizer “eu votei nessa gente, filho”. Gostaria de ver a reação nos olhos dele olhando para você e te perguntando por que você votou neles. Saiba que a sua resposta será o parâmetro que ele vai usar deste dia em diante, para você, para sua família e para a sociedade inteira, isso se ele não quiser provar para o mundo que é melhor do que você em questão de princípios, que poderão vir dos avós ou dos amigos.

 

Moacyr Ferrazzini Junior moacyrferrazzinijr@uol.com.br

Guarulhos

 

 

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