Fórum dos Leitores

SEGUNDO TURNO

O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2014 | 02h04

Houve fraude ou não?

Queremos saber e temos direito a uma resposta, se é que vivemos em democracia plena. Por que Luiz Eduardo Greenhalgh postou no Facebook já às 19h32 que Dilma Rousseff havia vencido? Como ele soube antes de todo mundo, se nesse momento o gráfico mostrava Aécio Neves ainda na frente? Está lá na página desse senhor e uma pessoa de sua lista ainda pergunta como ele poderia saber se o TSE só iria dar o resultado às 20 horas. Note-se que ainda faltavam 11% das urnas para computar, incluídas as do Acre, onde Aécio venceu. Para Dilma vencer a partir dali, segundo informado, seria necessária uma Bahia inteira votando nela. Ninguém está pedindo recontagem, mas auditoria. Por que estão tratando esse tema como se fosse um ataque à democracia? Como assim? Se não tenho o comprovante do meu voto, não terei eu de estar insegura quanto à lisura do pleito, dado o relato de inúmeras irregularidades ocorridas com urnas por todo o Brasil? Antidemocrático é impedir que milhões de eleitores passem mais quatro anos com esta dúvida: houve ou não fraude nesta eleição? Se o TSE negar a auditoria, aí sim, teremos a certeza de que estão nos escondendo alguma coisa.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Eterna suspeita

De fato, se o TSE negar o pedido de auditoria do PSDB, a dúvida de fraude vai permanecer na História do Brasil, visto que o sistema de votação eletrônico não é seguro e o PT deixou bem claro que faria o "diabo" para permanecer no poder.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Quem tem medo?

Li no Estadão (30/10) as palavras do jovem e talentoso deputado Carlos Zarattini (PT-SP): "A ação movida pelo PSDB pedindo ao TSE auditoria nas eleições com base na insatisfação do eleitorado em redes sociais tem a finalidade de alimentar tensão com o objetivo de manter o clima de disputa e acirramento". Pois é, quando o político fica muito tempo afastado do sentimento do povo, ele se torna arisco a qualquer tipo de manifestação, vendo golpismo e revanchismo em qualquer manifestação popular. E fica tudo mais complicado quando o político que até tem um caminho promissor tem que se indispor com o eleitor para falar pelo dono do seu partido, que de tão impopular se esconde e põe bonecos de ventríloquo para criticar um desejo que expressa o pensamento de boa parte da sociedade. A eleição foi legítima? Então quem tem medo de auditoria?

LEON DINIZ

leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

Milicianos

Nesta eleição ficou provado que os militantes do PT são na verdade milícia. Deus nos salve!

JULIO WALDER

julio.walder@gmail.com

Santos

Aí tem...

Quanto mais o PT se abespinha com o pedido de auditoria, mais podemos desconfiar, principalmente porque a criatura conjurou o anjo das trevas e o criador disse que a oposição não sabia do que eles seriam capazes, para vencer. Ora, se não há nada a esconder... Mas há, não é?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Simplesmente a verdade

A auditoria requerida pelo PSDB pretende simplesmente a certificação definitiva do bom funcionamento das urnas, do sistema e do resultado proclamado. Quem tem medo da verdade? Petição anterior do PSDB, antes das eleições, para divulgação, entre outros fatos, do índice de desmatamento da Amazônia e do estado fiscal da União, foi indeferida, também por falta de provas, que agora vêm à tona. Não nos parece correto que o ministro corregedor, João Otávio de Noronha, se pronuncie no sentido de que o plenário do TSE examinará o requerimento, mas já adianta sua posição contrária. Não há dúvida quanto ao seu impedimento para julgar. Tivemos na eleição de George W. Bush recontagem de votos na Flórida, que teria dado a vitória a Al Gore não fossem atos truculentos acompanhados de um formalismo deformante da Suprema Corte, episódio memorizado no cinema americano. Mas o Brasil é o país da infalibilidade do governo e das instituições, questioná-las é crime de lesa-pátria, incitamento à desordem.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Auditoria já!

O Brasil confiou no PT - eu não, nunca! - e o PT patrocinou o mensalão, com vários de seus dirigentes indo para a cadeia. Patrocinou muitos outros escândalos e a obra-prima de corrupção que é o petrolão, apenas a ponta do iceberg do Sistema Nacional de Corrupção, a principal "instituição" da era petista. Fez uma campanha eleitoral baseada na mentira, na agressão, no terrorismo eleitoral e na total falta de escrúpulos. Por que deveríamos agora confiar num sistema de votação e apuração sobre o qual existem milhares de denúncias - e não apenas nas redes sociais -, sistema esse que não foi adotado em nenhum país sério e é supervisionado por um TSE cujo presidente foi advogado do PT? Auditoria já!

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Impossibilidade de auditar

Seria cômico se não fosse trágico. Faz 18 anos que o Fórum do Voto Eletrônico, entidade não partidária (www.votoseguro.org), vem advertindo que nossas urnas são sujeitas a falhas e/ou fraudes e o eleitor não tem como saber se seu voto foi corretamente computado; que elas são as mais atrasadas do mundo, pois seus resultados não podem ser auditados (nos dez países onde se realizam eleições eletrônicas há impressão paralela do voto, para conferência estatística). Há anos preveni inúmeros deputados e até um secretário tucano. Em Brasília, nas "cerimônias eleitorais", só o PDT compareceu este ano. Ou os partidos sabem que nossa urna não oferece segurança, e nesse caso são coniventes, ou não sabem e são incompetentes por acreditarem na propaganda do TSE. Que bom que o PSDB acordou! Agora é tempo de colaborar no aperfeiçoamento de nossas urnas, para tornarmos os resultados confiáveis. A democracia agradece.

WALTER DEL PICCHIA, professor titular da Escola Politécnica da USP

wdeltapi@gmail.com

São Paulo

Exame de consciência

Seria inteligente se o PSDB solicitasse uma auditoria interna. Talvez encontrasse as respostas para as perguntas: como ser oposição e por que Aécio Neves perdeu em Minas Gerais?

ROGÉRIO PROENÇA RIBEIRO

roger_fani@hotmail.com

Araras

TEMPORADA DE AUMENTO DE PREÇOS

O aumento de 0,25 na taxa Selic, que permanecia imóvel nos seis meses que antecederam as eleições, é visto pelo mercado como uma tentativa de Dilma Rousseff de recuperar a credibilidade da sua política econômica, além de ser uma medida para combater a alta inflação, já bastante sentida pela população e que era insistentemente negada e tratada pelo governo como estando dentro da meta. Preparem seus corações e seus bolsos, porque agora, com a eleição ganha, vai começar a temporada de aumentos de índices e preços para colocar o Brasil real mais próximo do Brasil do PT, já que não há mais razões para segurar os represamentos. Virão aumentos da gasolina, das tarifas de energia e por aí afora.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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RESSACA

Placar apertado no Banco Central (4 a 3) pelo aumento da Selic. É a primeira reunião sem unanimidade em muitos anos. Isso significa que Dilma, nestes dias pós-eleitorais e anticatástrofe, "permitiu" alguma autonomia ao BC. É só ressaca, vai passar.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br 
Salvador

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CALMANTE

A presidente Dilma declarou que aumentará o preço da gasolina para acalmar o mercado. Será que as pessoas que votaram nela e dependem da gasolina para trabalhar continuarão calmas?

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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OS FRUTOS

Durante a campanha eleitoral, de forma insidiosa, a presidente abusou de mentiras, enganações e outros atributos petistas. Agora começa a colher os frutos. A arrecadação de impostos e contribuições federais de setembro foi de R$ 90,7 bilhões e, descontada a inflação, até agora no ano são R$ 862,5 bilhões, correspondendo a míseros 0,7%, muito pouco se comparado ao esperado 3,5% sobre o qual o governo petista programou gastos recordes neste ano eleitoral. Vale lembrar que, desde 2102, os tributos mostram desempenho decrescente e, mesmo diante da desaceleração da economia, cujo corolário fiscal é a menor arrecadação, o delírio econômico do governo indica no orçamento para o ano próximo 4% de crescimento na arrecadação. Notícias ruins já começaram, não faltarão outras, e os maiores prejudicados serão aqueles que acreditaram por boa fé e ou por conveniência nas palavras da presidente.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo 

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O AVESSO

A declaração de Guido Mantega de que a vitória mostrou que o povo aprovou sua política econômica é o reverso do avesso.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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SURPRESAS PÓS-ELEIÇÃO

Depois do surpreendente aumento da taxa Selic para 11,25%, a maior do mundo, é bem provável que o Armínio Fraga seja convidado para ocupar o Ministério da Fazenda.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br  
São Vicente 

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PARA SURPREENDER

Na  busca de sugestões de nomes para substituir Guido Mantega, a presidente Dilma passou a assistir diariamente ao programa “A Fazenda”, da TV Record. Leva chance de surpreender o mercado...

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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DITADO

É impressionante nossa presidente Dilma: nossa economia está em frangalhos, mas  ela  em  momento algum admitiu ou admite erros na condução da política econômica. Gostaria de saber o que ela acha e pensa daquele velho ditado: “Errar é humano, persistir no erro e não admiti-lo é burrice”.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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CUSTO BRASIL

Agora que temos a definição por mais quatro anos de quem vai comandar as ações no País, gostaria muito de saber qual a proposta para melhorar o famoso Custo Brasil. O poder de compra do brasileiro está muito, mas muito abaixo de qualquer outro país, amigos estrangeiros acham que viver no Brasil é muito caro. Não estou fazendo qualquer relação com a conversão da moeda, mas com relação ao poder de compra. Se um alemão, por exemplo, ganhar 3 mil dinheiros, ele tem mais poder de compra e vive com mais qualidade de vida do que um brasileiro que ganha os mesmos 3 mil dinheiros. Outro ponto que preocupa é a famosa infraestrutura, no que infelizmente nada se faz. Não temos “linhas de trem” para as principais capitais do País ou mesmo para os principais portos. Lamentável e sem qualquer perspectiva de mudança.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com
São Paulo

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CREDIBILIDADE E ECONOMIA
 
Insiste a presidente eleita em postergar a escolha dos ministros da Fazenda, Planejamento e dirigentes do Banco Central, desejando, por ora, diálogo. Entretanto, a classe produtiva deste país quer diálogo, mas acompanhado de ações. Daí que sua equipe econômica não está a merecer o crédito necessário para captar e catalisar investimentos nacionais e alienígenas. De outro lado, precisa ela lembrar-se de que o País está dividido, ficando a metade que votou no candidato vencido no âmbito do setor produtivo nacional, valendo, ainda, ressaltar que partido político não produz emprego nem cria empresas: só consome, juntamente com os programas tipo Bolsa Família. Relembre-se ainda que o capital deseja sempre lugar seguro e confiável, e o Brasil, no momento, não tem tais condições, que são essenciais para os investidores.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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A HORA DO MINISTÉRIO

Após a reeleição da presidente, o que está na ordem do dia é a nomeação dos ministros, especialmente o da Fazenda. Lamentavelmente, não se fala na redução e otimização desse almanaque de ministérios e secretarias, muitos criados para, por tabela, obter mais tempo de TV, que foi usado na propaganda cínica, aética e alarmista a que assistimos. Se tudo continuar como está, é prova de que – apesar de agora ter sido eleita por ela mesma, e não pelo Lula, como foi no primeiro mandato – ela continuará refém do partido e de seu mentor, o que é triste, pois eles já mostraram que não têm um projeto de Brasil, mas de poder. As provas disso são o mensalão e o petrolão, para ter recursos para as campanhas, e, não esqueçamos, jamais, a estrela do PT na lapela de Lula e no jardim do Palácio da Alvorada, logo que assumiu seu primeiro mandato, em vez de a bandeira do Brasil. 
  
Luiz Sérgio Silveira Costa lsergio22@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ENTENDIDOS

Quero informar que, depois de muito estudo e diversas opiniões, cheguei à conclusão de vários nomes para o novo ministério da coligação vencedora no ultimo pleito. Vamos a eles: Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Carlinhos Cachoeira e Nestor Cerveró. Deve ter mais alguns ainda a serem analisados. Convenhamos, é um pessoal que entende de finanças e sabe onde, principalmente, “buscar” dinheiro.

Carmine Mario Buonfiglio krminegoodson@gmail.com 
Santos

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LISTA

Dona Dilma, faço algumas sugestões de nomes para a senhora convidar para o ministério: Eduardo Suplicy, Tarso Genro, Agnelo Queiroz, Olívio Dutra, Alexandre Padilha, Gleisi Hofmann. E de convidados para a posse: Mugabe, Ortega, Kim Jong Un, Evo, Maduro, Correa, Castro e um representante do Estado Islâmico. Certamente Lula concordará.

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com 
Guarujá 

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ALIADOS
    
Os eleitores de Dilma estão felizes! Ela prometeu novas nomeações para combater a praga da corrupção que já dura 12 anos: para o Ministério da Fazenda, Jader Barbalho; para o Banco Central, Paulo Maluf; para o Planejamento, José Dirceu; para a presidência da Petrobrás, João Paulo Cunha ou Valdemar Costa Neto. A novidade anunciada foi a criação de um superministério (o 40.º) para fiscalizar todos os órgãos e empresas que recebem verbas públicas. O novo ministério terá o dobro de vagas (para abrigar os cabos eleitorais de 2014) e será ministrado pelo maior marqueteiro dela, o onisciente Luiz Inácio. A partir dessas nomeações seus eleitores estarão certos de que o Brasil voltará a crescer e todos ficarão muito ricos.
 
Abílio Teixeira abilioteixeira@bol.com.br  
Brasília 

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LULA VARGAS

Ouvem-se rumores de que haverá uma substancial troca de cadeiras nos cargos de ministros do próximo governo, cerca de 2/3 mais precisamente. Conta-se ainda por aí que o mais importante interlocutor para assessorar a mudança será o ex-presidente Lula. Considerando que ele governou de direito por 8 anos, teve forte presença nos 4 anos seguintes e a terá nos próximos 4 anos, pode-se dizer que estamos diante de um redivivo Vargas, o ditador pai dos pobres até hoje cultuado inclusive pelo próprio Lula. Quem viver verá!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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O PAÍS DO FUTURO?

Que pena, o Brasil voltou a ser o país do futuro, só que agora o futuro que nos espera é de desencanto, desesperanças, valores ao revés, onde estudo e honestidade não valem nada e mentir e roubar são a regra desde o mais alto posto do Estado até a última camada da população. Que país é este?

Antonio di Stasi antoniodistasi@yahoo.com.br 
São Paulo

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ELEIÇÃO

Bem vindos a 2010. Brasil, o país do passado.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  
São Paulo

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MANIA DE PODER

Lula já está pensando em 2018, nem bem começou o segundo mandato de Dilma, infelizmente para nossa decepção, inclusive com relação a Minas Gerais, berço de Aécio Neves, que foi abandonado por seus conterrâneos. O ex-presidente diz que vai interferir muito mais no governo Dilma e se declara candidato para 2018. Pois, de minha parte, eu gostaria de ver como seus oponentes pessoas em melhores condições para conduzir os destinos de nosso país, como, por exemplo, Joaquim Barbosa e tantas outras figuras mais capacitadas como Elen Gracie, Eliana Calmon, José Serra, Celso Lafer. Procurando, acharemos mais homens e mulheres que, no governo, não nos farão passar vergonha. O PT já cansou e o novo período servirá para denegrir ainda mais a sua imagem, porque, tal como o escorpião, é de sua natureza continuar sendo o que sempre foi.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André 

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CAMPANHA

O PT já lançou a candidatura de Lula para 2018. Já imagino a campanha: vai terminar a transposição do Rio São Francisco, vai tirar o trem-bala do papel, vai construir 6 mil creches, 800 aeroportos, todos os corruptos do governo vão ser punidos, “doa a quem doer”, etc., etc. Pior, isso não é uma gravação.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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COMBATE À CORRUPÇÃO

Quando Dilma Rousseff diz “doa a quem doer”, ela vai se machucar!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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FICARÁ IMPUNE?

A mocinha flagrada por uma emissora de TV ofendendo o goleiro Aranha com atitudes racistas poderá pegar um tempo de cadeia, será impedida de entrar em estádios durante os jogos do Grêmio, eventualmente usar tornozeleira eletrônica, em caso de reincidência ou descumprimento. O sr. Luiz Ignácio Lula da Silva fez inúmeras declarações igualmente abjetas, jogando uma parcela do povo contra a outra, provocando uma quase divisão entre “nós e eles”, em atitudes preconceituosas, de cunho igualmente discriminatório, entre as classes sociais, divulgadas várias vezes em todas as mídias. Merece também ser julgado. Preconceito, racismo, discriminação são crimes, puníveis por lei. Nossa Constituição reza que todos são iguais perante a lei, mas tem uns mais iguais que os outros. Ficará impune e, com certeza, alegará que de nada sabia.

Wilson Solani Brinkmann wsbrink@terra.com.br 
Atibaia 

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O CANTO DA SEREIA

Passadas as eleições, o cidadão começa a digerir o que era campanha e o que é verdadeiro, ou seja, um Brasil cor de rosa pintado por Dilma e o Brasil real que mostra suas deficiências. Na satanização da campanha, Dilma afirmou que a inflação estava controlada e que a economia ia bem e que a oposição era quem iria acabar com a vida dos brasileiros. No Brasil real, os juros aumentaram, a energia elétrica também, vêm aí a privatização de aeroportos e o aumento da gasolina para reforçar o caixa da Petrobrás, a maior estatal que foi roubada durante os governos Lula/Dilma. Aos poucos os eleitores do PT vão experimentar o gosto amargo dessa decisão equivocada. E quem sabe numa próxima eleição aprendam a se informar para não se deixar levar pelo canto da baleia, digo sereia.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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TETRA

As derrotas do PSDB para o PT me fizeram recordar uma triste história vivida pelo Sport Clube Corinthians Paulista, que ficou na fila 20 anos, de 1957 a 1977, para reconquistar título de campeão paulista. Em reuniões de simpatizantes do time, o ritual todos os anos, depois de mais uma derrota, era sempre o mesmo: esfregavam-se as mãos e diziam “o ano que vem é nosso”, motivo de chacota de outras torcidas que viam seus times ano sim, ano não, sagrarem-se campeões. Pois bem, quatro pleitos presidências se foram e o PSDB “conseguiu” ser tetra em derrotas consecutivas. E isso tem nos obrigado a ouvir gracejos, risos marotos, piadas e comentários indigestos de petistas que sarcasticamente afirmam, parafraseando um locutor esportivo, que ganhar é bom, mas do PSDB, além de fácil, é muito melhor. É muita humilhação. Se este ano fizeram o inferno para manter o poder, o que dizer em 2018 com o “capeta” diretamente na disputa pelo trono das vaidades? Será que “2018 é nosso” ou vamos ter de amargar nova derrota? Dependerá do trabalho sério, ferrenho e inteligente que a oposição exercerá na próxima legislatura.  

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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TROQUEMOS O DISCO
 
As eleições encerraram-se. Vamos mudar de assunto?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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REPRESENTAÇÃO

Não sou PT, sou PSDB, mas concordo com o PT nestes questionamentos sobre a representatividade em vigor no País. O povo elege seus representantes para propor e aprovar leis que regem a nossa vida, além de fiscalizar as ações do governo. Para o PT esse sistema representativo não funciona, e não funciona mesmo, muitos dos congressistas somente representam a si mesmos, seus amigos e familiares; o povo, só quando houver um tempinho sobrando.  

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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O TROCO DO PMDB

O presidente da Câmara federal poderá dar o troco ao favor que o ex e a atual presidente da República deram em sua eleição já no Rio Grande do Norte. A facada foi grande, devolva-a fazendo “acelerar” a CPI da Petrobrás.
 
Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com 
São José dos Campos

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DEMOCRACIA EM ALTA

Quanto aos conselhos populares, é de bom alvitre que se saiba que se pode muito, mas não tudo. O Brasil não é uma República bolivariana ou algum assemelhado qualquer. O Brasil é Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. O Brasil é DEMOCRACIA, com todos os defeitos que possa ter. Parabéns à Câmara dos Deputados e ao PMDB em particular. Vale lembrar ainda que “não se governa sem o PMDB”.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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GILBERTO, O ‘ANACRÔNICO’

Ao ver a derrubada do diabólico Decreto 8.243, diploma imposto pela presidente Dilma à margem da Constituição federal, visando a implantar um sistema de “sovietes” (comunistas) no País, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, saiu-se com esta: “Nada mais anacrônico, contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro, que é de participação”. Boa tentativa, senhor ministro, mas poupe-nos das falácias com que o senhor e sua grei comunista nos brindam no cotidiano da vida nacional. Quem está contra os “ventos da história” é o senhor e sua corriola da foice e do martelo, talvez ignorando que o muro caiu em 1989 e muitos daqueles que um dia foram escravizados sob a bandeira totalitária que vocês orgulhosamente empunham, chegaram a banir propaganda comunista, tal a fobia à simples menção do nome desse sistema político que ainda tanto encanta gente anacrônica (como o senhor) que vê o comunismo como “progressista”, mas que, para mim e outras dezenas de milhões, representa o atraso dos atrasos – o que, aliás, não é difícil de constatar pelo que estão a exibir os números de nossa economia, assim como a de outros, na América Latina, que seguem as diretrizes do Foro de São Paulo. Todos estamos fartos de saber sobre os “progressos” proporcionados pelo regime de seus sonhos – que o digam Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e alguns outros pobres reféns do anacronismo socialista, hoje vendendo almoço para comprar jantar. Que ninguém se engane: o Brasil não é composto só por dependentes rudes e incultos de seus projetos assistencialistas caça-votos. O senhor, que se diz cristão (?!), tente calçar as sandálias da humildade e deguste o claríssimo recado que as parcelas mais lúcidas do eleitorado deram ao PT, subtraindo-lhe quase duas dezenas de cadeiras no Parlamento, fazendo Dilma perder em todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste (as regiões mais desenvolvidas do País) e empurrando a pregação esquerdista sectária de seu partido bolchevique para os grotões mais anacrônicos da Nação. Foi uma boa tentativa, meu caro Gilberto Carvalho, mas... como diria a rapaziada aqui, do meu bairro: perdeu, playboy! O Brasil quer, sim, mudanças, e urgentes, não golpes institucionais de inspiração castrista ou chavista, travestidos de ditosos avanços institucionais. Espero que tenha entendido. Caso contrário, peça ajuda que eu desenho.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo 

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FELIZ NATAL

Enquanto mais de 10 milhões de brasileiros aposentados do INSS tentam encontrar solução para conseguir sobreviver com um salário de pouco mais de R$ 700,00 mensais, nossos congressistas planejam  pegar carona no reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e elevar seus vencimentos de R$ 26,6 mil para R$ 35,8 mil. Pior que isso é ter de ouvir de muitos políticos que o Brasil é um país para todos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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ATRASO

O salário dos diplomatas (31/10, A8) anda atrasado, e sindicato da classe estrilou. Pensaram como eu, se esse mesmo “evento” ocorrer na Câmara e no Senado? Reconheço, sou cruel!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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PALÁCIO DO CATETE

Ao passar pelo centro histórico do Rio de Janeiro, assim como pelos monumentos que contam e marcam o passado do Brasil, sinto o desleixo que existe quanto ao patrimônio do Palácio do Catete. Tenho vergonha de mostrar aos mais jovens o espaço onde habitaram vários presidentes até a mudança da capital para Brasilia. Os jardins do Catete viraram um mafuá, pois ali se encontram brinquedos próprios para parques e tendas que lembram a instalação de um circo. Sinceramente, o pichamento das paredes que estão de frente para a rua não enaltece o monumento e passa a ideia de decadência para os estudantes e jovens. Um país que não se orgulha de sua história não pode ter o sentido de dignidade para o seu futuro. Para este espaço vale o dito popular: coruja que não gaba o toco, pau nela. 
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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OS SALÁRIOS NA USP

Não tenho nenhuma ligação com a Universidade de São Paulo (USP) e muito menos com os seus professores, mas penso que os vencimentos dos mesmos, acima dos vencimentos do governador do Estado, não deveriam causar tanta celeuma e certa indignação de setores da nossa sociedade. A USP é reconhecidamente a melhor universidade do País e, com certeza, isso se deve à excelência do seu corpo docente. Se o País precisa crescer economicamente e modernizar a sua indústria e as suas instituições científicas, será imprescindível pagar decentemente os seus professores, não só os da USP, como os de toda a cadeia da educação dos brasileiros. Segundo informou matéria do “Estadão” da semana passada, alguns mestres da USP estariam recebendo vencimentos acima de R$ 20.667,00, que é o salário atual do governador. Já o deputado federal por São Paulo Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, recebe um salário de R$ 26,7 mil por mês, fora os benefícios. Nada contra o deputado federal em questão, muito pelo contrário, pois é um dos poucos que cumpre com a sua obrigação naquela Casa totalmente desprestigiada pela população. Os vereadores de São Paulo, já em 2013, recebiam pouco mais de R$ 15 mil, fora as mordomias a que têm direito, e nesta atual legislatura aprovaram, até esta data, 411 leis, sendo 143 com a sanção do presidente da Câmara, o mesmo número, por coincidência, daquelas destinadas a datas festivas e eventos diversos como a Lei n.º 15.741, de 15/5/2013, de autoria dos vereadores do PSD David Soares, Antônio Goulart e Juscelino Gadelha instituindo o Dia da Independência Corintiana, seja lá o que significa isso. Por esses poucos dados, parece-me que a legislação brasileira a respeito dos vencimentos estipulados aos servidores públicos, eleitos, concursados e comissionados, precisa ser corrigida, para que os maiores vencimentos não sejam destinados aos parlamentares, mas, sim, aos professores, cientistas e técnicos especializados que realmente poderão alavancar o progresso do País e a cultura e o bem-estar de seu povo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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FALTA D’ÁGUA
 
Nosso Estado e a capital, pelo seu gigantismo, onde se concentra uma população de milhões de habitantes, exigem uma demanda de água extraordinária, mas como a estação de chuvas deste ano não correspondeu às médias históricas de contribuição natural, isso deixou os reservatórios da Sabesp que nos atendem com níveis críticos, praticamente secos, como o Cantareira. Daí vem a pergunta: se a próxima estação chuvosa também não corresponder às expectativas, como é que viveremos sem água? A não ser que esta estação propicie contribuições excepcionais que até mesmo chamaríamos de centenárias ou milenares. Do contrário, se a próxima for seu normal histórico previsto, mesmo assim não reporá os volumes operacionais necessários para recuperar os reservatórios. Nesta incerteza e para evitar um caos até o fim do ano, por que governo estadual e municipal não antecipam as férias escolares, fechando o ano letivo até o dia 15 de novembro com uma prova? As empresas da região metropolitana que puderem colaborar fechariam acordo com seus funcionários para dar férias a partir de dezembro, para que possam viajar com  seus familiares  para regiões do País onde não há crise, como aqui.  Creio eu que o governo ainda não sentiu que poderemos chegar ao caos em busca de água, que pode gerar violência entre a população. Então por que não tomar medidas para diminuir o número de habitantes aqui? E não pode demorar, porque poderá ser tarde demais. 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo 
                         
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ÁGUA E ENERGIA

Talvez alguém deva perguntar: será melhor ficar vivo à luz de velas ou morrer de sede assistindo à novela na TV? P.S.: ainda temos água na hidrelétrica. Em 2015 a seca deve continuar.

André Luiz Bellen Leite andrebellen@gmail.com 
Jacareí

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CRISE HÍDRICA EM AMERICANA

A cidade de Americana, interior de São Paulo, está contribuindo para amenizar a crise hídrica que afeta todo o Estado. A população, para economizar água, decidiu que toda vez que for ao banheiro para fazer o número um (também conhecido como xixi ou urina), não vai mais dar a descarga, pois o número um é mais incolor e inodoro do que a água que sai das torneiras. E não adianta reclamar para o prefeito, ex-prefeito, prefeito, ex-prefeito, prefeito, e atualmente ex-prefeito Diego Denadai, pois ele está apenas interessado em entrar para o “Guinness”, quebrando o recorde do político mais cassado e “descassado” do mundo num mesmo mandato. E vamos que vamos, até a cidade sofrer um surto de virose em decorrência da má qualidade da água.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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S.O.S. ÁGUA SÃO PAULO

Em cada catástrofe climática sofrida no Estado de Santa Catarina, sempre se observou a solidariedade dos paulistanos. Agora é a hora de os catarinenses reconhecerem esta ajuda e tomarem atitudes. Ideias simples que podem ser eficazes. Exemplo: todo caminhão que vier de outro Estado, ao passar por pedágios na divisa com São Paulo, descarregará 500 litros de água. Podem receber algum desconto no pagamento do pedágio (se houver a parceria das concessionárias). Como descarregar rápido? Abrem-se as comportas do tanque como fazem os graneleiros. Outros veículos, igualmente podem contribuir, levando galões com 50 litros a 100 litros de água. Os aviões, em escalas em São Paulo, não podem ser reabastecidos. Já devem vir com água de outros Estados. Trens podem trazer água do interior. Quando você é convidado para ir à casa de um amigo, não leva uma lembrança? Um bom agrado, uma bebida? Então, agora, podemos levar água aos paulistanos. Se eu voltar a São Paulo neste mês, vou levar um galão de água para amigos que moram na Lapa. Outro galão, para o amigo Rizzo, do Mercado Municipal.  Água mineral é o que não falta em Santa Catarina. O Brasil depende de São Paulo. Isso não é publicidade. Eu não vendo água. Sou apenas um cidadão brasileiro. E posso fazer a minha parte.  

Valdemar Sandri atendimento@atacadovitoria.com.br 
Florianópolis 

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A GRAVE QUESTÃO DO LIXO

Lixo não pode ser tratado com tanto luxo, como nos mostrou Washington Novaes ("Nos caminhos do lixo não há atalhos sem preço", 31/10, A2). Ou talvez possa. Os números do descarte são enormes, pois é o lema da sociedade moderna, na qual até a própria vida é descartável. Dentre as várias tentativas e discussões, não vejo a questão do marketing envolvida. Devido a nosso complexo de vira-lata, ainda presente, não conseguimos propor estratégias de conquistar consumidores mais conscientes por meio de uma propaganda que mostre, por exemplo, que tal produto tem um ciclo de vida definido e controlado e o consumidor terá certeza de que os resíduos dali gerados serão devidamente tratados e mitigados. Mesmo que venha a pagar um pouco mais por isso. Países com políticas mais severas atingiram esse nível por rigorosa combinação de fiscalização e conscientização, falando mais alto o ataque aos bolsos por meio de multas.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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A MULTA (PESADA) E A IMPUNIDADE

O aumento no valor das multas de trânsito, que passam para R$ 1.915,40, nos casos de racha e outros procedimentos gravíssimos, e para R$ 957,70, nas ultrapassagens pelo acostamento, é, sem dúvida, um esforço para reduzir o número de ocorrências dessa natureza. Mas não passará de medida arrecadatória se não estiver conjugada com fiscalização eficiente e rigor na aplicação das punições. A Lei Seca, criada com tanto alarde – convenhamos – não produziu todos os efeitos que dela se esperava porque não há recursos para a fiscalização efetiva. O mesmo se dará com os rachas e as outras infrações que agora passam a custar mais caro. Pouco vai beneficiar o trânsito, mas servirá para engordar os cofres do governo. Mais do que multas elevadas, fiscalização intensiva e outras medidas de repressão, o trânsito brasileiro precisa de educação. O motorista tem de ser conscientizado de que o veículo mal utilizado é uma arma mortífera e ele, quando comete excessos, se transforma em assassino, sabendo que seu crime não restará impune. Só multar não basta... 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo

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NOVA LEI, NENHUM EFEITO

O novo aumento das multas para ultrapassagens e veículos não terá qualquer efeito prático na redução de acidentes, tal como desejam os desprovidos idealizadores da "genial ideia". Trata-se de mais uma idiossincrasia produzida por quem acha que "lei resolve tudo", ao invés de atacar a verdadeira causa dos acidentes alegados. Ela foi concebida, como sempre sói acontecer, por quem não entende absolutamente nada de trânsito, de quem não tem qualquer experiência para legislar sobre o tema, não sabe transitar em rodovias e por quem não sabe das consequências que verdadeiramente virão com a fiscalização de mais essa barbaridade: ampliar indústria da multa em larga escala, continuidade das colisões frontais e inconformidade da inversão da ordem natural das coisas. Quem tem um mínimo de experiência ao volante e mínimo senso de julgamento sabe que as ultrapassagens mais intranquilas são feitas por motoristas que não aguentam ficar por enorme tempo em longas filas indianas causadas por caminhões a 40 km/h ou menos, em perigosíssima retenção de tráfego e grande impaciência nos condutores que se disporão, enfim, a realizar a manobra de toda forma. E esses veículos lentos, os 1.0, caminhões com excesso de carga, carros velhos, vans e ônibus precariamente conservados que não sofrem qualquer tipo de fiscalização rigorosa, tal como deveriam? O traçado sinuoso e estreiteza das pistas de 50 anos atrás, nas federais, então, quem ousaria modernizar? Por que não investir em construção de faixas adicionais de ultrapassagens em subidas, como dever óbvio dos órgãos competentes? E mais: como ficará o tráfego atrás dos "treminhões" de cana de açúcar, com 80 m de comprimento e velocidade média de 30 km/h? Criminalizou-se a vítima que compra autos com recursos suficientes de potência, frenagem, estabilidade e segurança passiva; que paga seus impostos e que tem necessário discernimento de tráfego, sem retê-lo com o comportamento denominado "mão-dura", acima mencionado. Muitas das faixas contínuas, some-se a isso, são instaladas em lugares sem necessidade, com falta de rigor técnico. Não há velocidade mínima regulamentada, para piorar.  Por fim, cito frase  que ouvi de um  carreteiro há mais de vinte anos, ainda atualíssima: "Se as ultrapassagens com colaboração de quem vem em sentido contrário fossem proibidas, haveria uma fila indiana de São Paulo a Curitiba." Nada mais apropriado para contrapor à miopia de parte desses "gênios especialistas" em idealizar bobagens...
 
Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br 
São Paulo

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HOMENS E CÃES
 
Em nosso cotidiano podemos perceber que a população de cães está crescendo de modo assustador e preocupante, principalmente nos lares brasileiros. Do ponto de vista sociológico, o cão está ocupando o mesmo espaço dos humanos, visto que consome alimentos na mesma proporção do ser humano, recebe o mesmo tratamento tanto médico quanto social que nós, humanos. Fazendo uma reflexão sobre o censo, seria até interessante realizar também o levantamento da população de cães, pois o mesmo impacta fortemente sobre o consumo de produtos de limpeza, alimentos e acessórios. Do ponto de vista educacional, tenho notado que não está sendo dada devida atenção sobre a educação dos proprietários de cães, pois as calçadas da cidade estão impossíveis de serem utilizadas por pedestres, sem que se pisem em excrementos destes animais. Desta forma, somos obrigados a transitar no leito da rua, onde se encontra em melhores condições que a calçada. Onde estão os direitos humanos, quando não se pode utilizar a via apropriada para pedestres? Somente há direitos dos animais?
 
Carlos Hashimoto carlos.hashimoto@uol.com.br 
Santos

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