Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2014 | 02h04

Superávit primário

Nunca pensei que veria na prática a aplicação do sábio ensinamento do profeta: "Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai à montanha". Como o governo federal não vai conseguir atingir a meta de superávit primário, a solução é fazer a meta de superávit primário diminuir até o valor que o governo vai conseguir atingir. Será que o Congresso Nacional vai aceitar numa boa essa desmoralização da Lei de Responsabilidade Fiscal? A oposição tem de fazer de tudo para impedir que o Legislativo aceite esse absurdo, cuja intenção é permitir que o governo deixe de economizar 1,9% do PIB, objetivo estabelecido por ele próprio para o ano de 2014. Não tem o menor sentido o Congresso deixar de tratar de outros assuntos muito mais importantes para o País do que gastar seu valioso tempo para fazer Dilma Rousseff aparecer bem na foto de final de ano com essa meta "cumprida" por meio de uma lipoaspiração. Deve trancar pautas, convencer descontentes e usar o peso dos quase 50% de eleitores que não aguentam mais tanta desfaçatez e incompetência deste governo. Fazer exatamente o que o PT faria se a situação fosse inversa.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Rombo

Lula e o seu PT sempre se vangloriaram de que durante a gestão dele foi quitado tudo o que o Brasil devia ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Em contrapartida, eles criaram um rombo recorde nas contas públicas, superando a série histórica iniciada em 1996, atingindo mais de R$ 20 bilhões!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Outra vez

Déficit de R$ 15,7 bilhões em setembro. E em outubro a maioria ainda pediu bis para essa gestão incompetente.

ODILON OTAVIO DOS SANTOS

Marília

Economia manipulada

O novo ministro da Fazenda - se é que algum "maluco" vai aceitar o convite de Dilma - deverá ser um ilusionista, um mágico de rua para manipular dados, explicar os aumentos inexplicáveis e os que travam a economia, que já estão no gatilho, basta apertá-lo. Exemplo: o aumento da gasolina, adiado até que as usinas de etanol virassem sucata - e os canaviais necessitando de replantio, justamente agora, época de estiagem, que pode durar anos. O PT fez a lição de casa elegendo Dilma duas vezes e deixando o Brasil numa situação delicada, para não dizer desesperadora. Se alguém tiver a fórmula mágica para salvar o Brasil pode ganhar o Nobel de Economia em 2015.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Indicação de Meirelles

A cogitada indicação de Henrique Meirelles para a pasta da Fazenda significaria dizer que Lula interditou a presidente Dilma como incapaz e nomeou um curador para a gestão econômica do País. Será que ela aceita? E ele?

RUBEM DE FREITAS NOVAES

rfnovaes@uol.com.br

Rio de Janeiro

Enorme abacaxi

Os apoiadores da candidatura do senador Aécio Neves devem elevar as mãos aos céus e agradecer por ele não ter sido eleito presidente, pois o abacaxi que Dilma terá de descascar não é pequeno nem fácil - tendo em vista que não há mais como manobrar o dinheiro do Tesouro Nacional, nem aplicar mais o Refis, ou vender mais plataformas de petróleo fantasmas, ou dar "pedaladas" ao vento, muito menos utilizar qualquer outra manobra econômica criativa. A situação está periclitante e as promessas de campanha de Dilma serão cobradas pela oposição e pelos 50 milhões de eleitores que não votaram nela. É a primeira vez que um presidente deixa para si próprio tão significativa herança maldita. Boa sorte, "presidenta"!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Brasil dividido

Infelizmente, chegamos a isto: o tripé herdado de FHC por Lula, e que deu certo, era câmbio flutuante, meta para inflação e responsabilidade fiscal. Agora o tripé mudou para incompetência, autoritarismo e corrupção. E as coisas vão continuar sendo ditadas pela barriga, e não pela cabeça. Com isso o Brasil fica mais clara e definitivamente dividido em sustentados e sustentadores. Isso não pode dar noutra coisa senão numa recessão sem saída. É esperar para ver.

MIGUEL PELLICCIARI

emepe01@uol.com.br

Jundiaí

Só desconfianças

Li ontem, com indignação aumentada, que o Planalto já trabalha para aparelhar o TCU, colocando um substituto "amigável" no lugar do ministro José Jorge - que se aposentará -, atual relator dos processos de investigação na Petrobrás, entre eles, a polêmica compra de Pasadena. E a presidente Dilma dizia peremptoriamente em campanha que o PT nada engaveta... Vamos entrar numa nova era de acobertamentos de falcatruas ou as acusações de Alberto Youssef serão rapidamente investigadas e julgadas a tempo de sanar nossas instituições? A propósito da prisão do doleiro, será esse o motivo de Padilha e outros candidatos petistas estarem devendo quantias vultosas referentes a suas campanhas, ou seja, a torneira fechou com a contenção de Youssef?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Corrupção

Com tanta corrupção, quando esgotados os recursos naturais, o governo passará a dilapidar o "volume morto" do Tesouro?

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Agenda bolivariana

Afinal a que veio ao Brasil o sr. Elias Jaua, vice-presidente de Desenvolvimento de Socialismo Territorial da Venezuela? Notícia veiculada no final da semana passada dizia que ele viera acompanhar a esposa numa consulta médica da qual resultou a internação da senhora num hospital de São Paulo. Mas em nota veiculada domingo o próprio Jaua diz que estava no Brasil cumprindo agenda de trabalho! E o Itamaraty não sabia de nada! Se já na primeira hipótese o político venezuelano não teria tido a cortesia de informar a sua vinda às autoridades brasileiras, na confissão posteriormente feita de que aqui estava a trabalho ele desconsiderou totalmente as regras diplomáticas! Ele veio a trabalho? Onde? Com quem? Que tipo de trabalho teria o sr. vice-presidente de Desenvolvimento de Socialismo Territorial no Brasil? Mais uma vez o nosso governo petista se submete aos desmandos dos vizinhos bolivarianos.

AUGUSTO M. DIAS NETTO

diasnetto@terra.com.br

São Paulo

PLANOS DE SAÚDE

Sofrível a resposta do diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, sobre as negativas dos planos de saúde (“Número de queixas contra os planos de saúde que recusam atendimento quintuplica”, 3/11, A13). Diz ele: “Por um lado, o cidadão está buscando mais os seus direitos e reclamando mais para a agência. Hoje em dia já estamos recebendo mais queixas do que todos os Procons do País. Por outro lado, o número de beneficiários de planos vem aumentando e algumas operadoras têm dificuldades de acompanhar essa demanda”. O que o cidadão está buscando é o seu direito de usar o plano, pois faz um seguro e, mais adiante, percebe que quase todos os contratos com bons hospitais, médicos ou laboratórios são cortados. Quando liga para saber por que tal laboratório não atende mais meu plano, a resposta é “porque eles não nos pagam”. Se o cliente não paga, tem seu plano cortado, o que é justo; e aqueles que pagam, mas têm seus direitos cortados sem nenhum aviso? Não seria a hora de a ANS interferir nesse abuso e exigir que as operadoras de planos cumpram seus contratos? Culpar o aumento de beneficiários não parece uma boa desculpa, pois, se a empresa não dá conta de atender o cliente, que não faça contrato com ele. E dizer que a ANS recebe muitas reclamações ajuda em quê? Quem paga um plano de saúde quer ser atendido. Resta saber qual o papel da ANS, fiscalizar os planos ou fechar os olhos para os abusos cometidos?
  
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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RECLAMAÇÕES QUINTUPLICARAM

Uma das mais vergonhosas relações existentes de prestação de serviço em nosso país, os planos de saúde, que usurpam frequentemente seus clientes, em três anos viu crescer as reclamações em cinco vezes. E a tendência é só aumentar, se não for realmente feita uma reforma na legislação. Mas, como todo empreendimento milionário neste país, a bancada da saúde está sempre a postos para deixar as coisas como são e os planos de saúde, cada vez mais ricos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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MANIFESTAÇÃO NA PAULISTA

O governador Geraldo Alckmin, diante da manifestação popular de sábado na Avenida Paulista – em que se pregavam a recontagem dos votos da eleição presidencial, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a “intervenção militar” –, disse: “As pessoas têm o direito de se manifestar, mas é evidente que nós, que lutamos tanto pela democracia, não podemos aceitar esse tipo de coisa. A democracia precisa ser fortalecida”. Bonito, mas trágico no sentido de não entender que o Partido dos Trabalhadores (PT) usa da democracia para impor suas ações bolivarianas. E já deu mostras disso ao dominar o Congresso Nacional com verbas e corrupção – e em breve fará o mesmo com o Judiciário, leia-se Supremo Tribunal Federal (STF), com novos ministros que lhe obedecerão e que o Senado aprovará, como o notório Dias Toffoli, duas vezes reprovado em concursos para a magistratura, mas que lá está, a serviço do PT, seu ex-cliente.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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ATO CONTRA DILMA

Fico triste quando vejo este tipo de manifestação em defesa do militarismo ou do impeachment da presidente. Certamente, esses manifestantes não conhecem a história do Brasil nem tampouco as consequências de um impeachment. A maior manifestação ainda deve ser dada nas urnas.

Rogério Proença Ribeiro roger_fani@hotmail.com  
Araras

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MOTIVO DE PIADA

Patética e risível a passeata de meia dúzia de gatos pingados na Avenida Paulista, pedindo o impeachment da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT). São golpistas de terceira categoria, maus perdedores e frustrados que não respeitam a vontade popular, a soberania do povo e querem ganhar eleição no grito. Alguns incautos ainda tiveram o desplante de levar cartazes pedindo a volta da ditadura militar no País. Palhaçada pouca é bobagem. Só rindo mesmo. A direita perdeu completamente a noção do ridículo e virou motivo de piada.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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DENTRO DA LEGALIDADE

Entendo, concordo e apoio as manifestações de protesto dos que se sentem incomodados com a possibilidade de estarem sendo governados por pessoas que têm sido alvo de importantes acusações de participação em procedimentos ilícitos e altamente danosos à Nação. Não dá para conviver com essa dúvida. Entretanto, acho contraproducente e inconveniente algumas bandeiras que se levantam no meio desses manifestos. Seja por ingênuos ou por infiltrados manifestantes. Bandeiras estas que contribuem somente para tumultuar e confundir as convicções da maioria bem intencionada dos seus participantes e que podem surtir o mesmo efeito que a ação dos “black blocs” no período que sucedeu os manifestos de junho de 2013. Não concordo que seja necessário convocar militares para resolver o problema. Não defendo golpe de Estado. Acho que há motivos de sobra para a sociedade, por meios democráticos, promover julgamentos de ilícitos e, havendo condenação, remover do poder os políticos condenados. Isso se atendida a hipótese fundamental de que sua culpa fique comprovada em julgamentos justos, desapaixonados e livres de manipulação. Daí a importância que têm os líderes da oposição para impedir que os acusados possam querer influenciar decisões pelo uso dos mecanismos que detêm pela sua condição de “donos do poder” do momento. Fora da legalidade, acho que a chance maior é de acabarmos trocando o roto pelo remendado. E isso não acho nem um pouco interessante para ninguém que queira um Brasil melhor de verdade.

Hélio A. Ferreira hafstruct@gmail.com 
São Paulo 

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GOVERNO DILMA

Paulistas nunca foram acomodados. Imigrantes e emigrantes, inconformados com as condições que lhes eram impostas em seus locais de origem, aqui prosperaram. Nossa população foi constituída com espírito desbravador, empreendedor e libertário. Lula conseguiu se destacar na política, como mito das esquerdas, graças ao respeito a esses fatores. Manifestações jamais serão feitas contra a pessoa Dilma, mas contra o que representa: um governo pautado pela mediocridade, pela corrupção leniente e pelo aparelhamento da máquina estatal. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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O ESSENCIAL

Quanta celeuma por causa de meia dúzia de pessoas que pediram a volta do militares na passeata! O essencial ficou de lado: a clara demonstração de insatisfação do povo com os últimos acontecimentos nacionais. Enquanto isso, ninguém fala da invasão dos militares de Cuba, Venezuela e de países bolivarianos no Brasil, para ensinar os ditos movimentos sociais dos “sem alguma coisa” as técnicas de guerrilhas. O Exército não deve voltar para governar. Mas o povo deve apoiá-lo para que cumpra seu papel na manutenção da ordem e no alertar, com atitudes e palavras, os que pretendem instalar um modelo bolivariano ou cubano no Brasil. Devem deixar claro a todos que “ordem e progresso” impõem limites, que devem ser obedecidos, e o Exército existe para fazer com que sejam. Por isso tudo, não merecem a pecha de “débeis mentais”, usada pelo líder do PT no Senado, os que lutaram contra o projeto dos “conselhos populares” que objetivavam submeter a Nação às experiências bolchevistas e bolivarianas, que se constituíram em verdadeiros desastres nos países onde foram adotados.

João Alberto Ianhez ianhezrp@netpoint.com.br
Boa Esperança do Sul

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DESTAQUE ERRADO

Impressionantes a hipocrisia e a desfaçatez de parte da sociedade brasileira: em vez de ressaltar a forma, legítima, autêntica, ordeira e sem qualquer risco ao patrimônio público das manifestações ocorridas em 1 de novembro, preferiu-se apenas dar destaque a cartazes isolados sobre intervenção militar, enquanto o alvo, que é um governo mergulhado em grosseiros e imensos roubos ao erário, envolvido com manipulação do processo eleitoral por meio dos Correios, lotado de denúncias de fraude eleitoral e compra de votos, não teve nenhuma menção da mídia.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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RECONTAGEM DOS VOTOS

Partindo do pressuposto de que quem não deve não teme, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tem motivos para negar uma auditoria no sistema de apuração eleitoral utilizado no segundo turno, inclusive para não deixar que as centenas, talvez milhares, de denúncias que estão circulando Brasil afora, a respeito das urnas eletrônicas, manchem ainda mais uma eleição que já entrou para a História como uma das mais baixas que já presenciamos, com destaque para a omissão do TSE nos casos de flagrante difamação e calúnia contra adversários pela candidata oficial. Não vejo nada de antidemocrático na solicitação de auditoria pelo PSDB, pois não custa lembrar que há relatos de que houve casos até de pessoas mortas que tiveram seus votos computados no Nordeste. Em caso de negativa deste TSE aparelhado, talvez seja preciso levar a solicitação para a Organização dos Estados Americanos (OEA), denunciando ao mundo que há algo de podre na República Federativa do Brasil.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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IMPASSE

Para o ministro corregedor do TSE, João Otávio de Noronha, falta seriedade a pedido de auditoria das eleições que foi feito pelo PSDB. Segundo ele, “não somos a Venezuela e a Bolívia”, declaração que vai gerar imediatos protestos das duas nações citadas. Entendo que seja um direito do partido pedir essa auditoria, e que a mera qualificação como “sem seriedade” para o mesmo não vai resolver o impasse criado por este sistema de apuração das urnas eletrônicas, que é uma verdadeira caixa preta. Quanto a não sermos a Venezuela e a Bolívia, concordo com o ministro, mas, certamente, estamos fazendo uma força imensa para chegarmos lá.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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CAROÇO NO ANGU

Acho muito estranha essa excessiva preocupação dos petralhas em relação ao pedido de auditoria feito pelo PSDB ao TSE, em relação ao processo eleitoral que reelegeu Dilma Rousseff. Afinal, dentro do princípio de que “quem não deve não teme”, os petralhas deveriam estar satisfeitos, pois a tal auditoria, se for realizada, serviria para dirimir todas as dúvidas sobre o processo eleitoral vigente no Brasil, tão intensamente contestado nas redes sociais. Estou começando a achar que toda essa falsa indignação da petralhada possa estar escondendo algum receio de que o TSE, se trabalhar direito, descubra que “debaixo deste angu tem caroço”.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com 
Recife 

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QUEREMOS CONFIANÇA

Será que realmente existem processos e sistemas totalmente seguros? O pedido de auditoria nas urnas eletrônicas, feito pelo PSDB, não é absurdo, pelo contrário, poderia fortalecer ainda mais a confiança no processo e nos resultados. Uma das maiores potências tecnológicas e democráticas do mundo, os EUA, não implementou o sistema em seu processo eleitoral e continua até hoje com os velhos e confiáveis formulários de papel. Podemos confiar num sistema eletrônico rejeitado por uma das maiores democracias do mundo?

Marcelo Rufino Bonder marcelobonder@hotmail.com 
Paraguaçu Paulista 

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MERECEMOS TRANSPARÊNCIA

Achei no mínimo muito suspeito o TSE, que é presidido por um ex-advogado amigo do PT, conduzir a apuração dos votos, como o fez, numa sala fechada e só divulgando o resultado no último minuto, sem resultados de boca de urna. Tendo em vista a forma sórdida e inescrupulosa da campanha do PT, em que o vale-tudo foi permitido para manter o poder, acredito, sim, que o resultado pode ter sido manipulado. Como brasileira, eleitora, pagante de impostos, acho que o povo brasileiro, ou pelo menos 50 milhões de votos dados a Aécio Neves, merece transparência. O TSE não nos deve negar esse direito. 
   
Maria de Fátima Pereira Niccioli mfpniccioli@hotmail.com  
Jacutinga (MG)

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AUDITORIA NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Com Lewandowski no STF e Toffoli no TSE? Piada de mau gosto?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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‘A ELEIÇÃO INTERMINÁVEL’

Sobre o artigo de Cláudio Couto de 1/11, página A6 (“A eleição interminável”), gostaria de fazer somente duas indagações ao autor. Primeira, será que no sistema central do TSE existe um catálogo que controla todos os disquetes das urnas? Segunda: no fim da eleição, no momento da transmissão, o sistema efetua uma verificação se o disquete que está transmitindo os dados consta do catálogo? Acredito que, se não houver esse tipo de controle, é possível, sim, que o sistema possa receber dados de natureza duvidosa, previamente elaborados.
 
José da Silva jsilvame@hotmail.com 
Osasco

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ELEIÇÃO NO SÉCULO 21

Com o requerimento de auditoria do processo eleitoral, o PSDB atende ao pedido de milhares de eleitores que entraram em contato com o partido solicitando que este tomasse alguma providência diante de determinadas denúncias circulantes nas redes sociais. Assusto-me em notar a pressa com que o colunista Cláudio Couto (“A eleição interminável”) categoriza essas denúncias como “bochichos conspiratórios”, sem mesmo saber se existem ou não provas relacionadas às denúncias. Muitos eleitores apontam, sim, provas, que não sabemos serem confiáveis. Devem ser verificadas. A partir daí poderemos julgar se lidamos ou não com fatos concretos. Para mim, eleitora e cidadã, um fato absolutamente concreto consiste na figura do presidente do TSE, uma pessoa com intensas ligações partidárias, que não me inspira a confiança necessária na isenção de suas posições. Além disso, nas redes sociais, assim como por onde circulam pessoas, encontramos todo o tipo de colocação, das mais absurdas às mais valorosas. O articulista Cláudio Couto se apequena em desconsiderar a qualidade da notícia que de lá pode advir. Que seja bem-vindo ao século 21.

Mariana Mies Spina marianali@uol.com.br 
São Paulo

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PONDERAÇÃO

Foi com pesar que li que o cientista político Claudio Couto não escreverá mais sua coluna aos sábados. Em tempos de achismos, a análise bem ponderada do autor fará falta.

Gabriel Bento Madeira gabriel.bento@gmail.com 
São Paulo

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URNAS ELETRÔNICAS

Há muito tempo se fala sobre serem as urnas eletrônicas violáveis, ou seja, passíveis de seus resultados não expressarem a realidade do que foi nela votado. Particularmente, na eleição recente, com disputa acirrada e vitória alcançada com margem mínima de votos, as suspeitas recrudesceram e inundam as páginas sociais. Principalmente porque a finalização dos votos foi feita no interior do TSE e comandada pelo seu presidente, ex-advogado do PT. Sendo assim, por que não tirar essa dúvida, que passa pela cabeça de milhões de brasileiros? Por que não proceder a uma auditoria e calar de vez as especulações? É a pergunta que não encontra resposta.

Nilton Soares soares@niltonsoares.com.br 
Salto

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PEDIDO PERTINENTE

Discordo do ministro João Otávio de Noronha quando este afirma não ter nada que comprometa a lisura da contagem geral dos votos. Os comprometimentos já começam na indicação do ministro Toffoli para o STF, que ocorreu por simples capricho do presidente Lula, já que a exigência de notório saber jurídico deixou muito a desejar, considerando que o ministro não passou em dois exames para juiz. Só aí se pode concluir que o ministro deve um favor quase impagável a seu benfeitor.  Também tenho de discordar do deputado federal Carlos Sampaio, em quem votei, que por motivos que desconheço atestou sobre a imparcialidade demonstrada pelo ministro Toffoli. Não consigo ver toda essa imparcialidade porque, como presidente do TSE, inúmeras vezes imploramos para que nos concedesse comprovante em papel nas urnas eletrônicas, pedido esse que nos foi negado peremptoriamente. Se nos tivesse concedido os comprovantes, teria evitado todos esses questionamentos posteriores. Isso sem lembrar que ele não disse absolutamente nada quando a candidata oficial usou o Palácio da Alvorada para conceder entrevistas durante a campanha e o avião presidencial para suas viagens de campanha. Quanto aos rumores na rede social, devo dizer que presenciei uma irregularidade quando fui votar no segundo turno. Minha fila atrasou um pouco porque alguém já tinha votado no lugar de um advogado (Felipe Delmanto) aqui, no Itaim Bibi. Portanto, acho que o pedido do PSDB é muito pertinente, sim.

Candida Luisa Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com 
São Paulo

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A APURAÇÃO NO TSE

Isto é Brasil. Durante a apuração da eleição para presidente da República entre Aécio e Dilma, enquanto o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio Noronha, afirmava que somente um pequeno grupo do TSE assistia minuto a minuto a totalização dos votos, o secretário de Tecnologia da Informação, Gilseppe Janino, dizia que a ordem era de que não passasse informação nem se tivesse uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal. Doeu comprar os jornais no dia seguinte e ver estampado em suas páginas: “Trinta técnicos assistiram à virada de Dilma às 19h32”. Certamente, esses técnicos foram escolhidos a dedo, como a maioria dos ministros do STF que julgaram o mensalão. Estaremos nas ruas cobrando a verdade, somente a verdade. O tempo vai nos esclarecer as dúvidas.
  
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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QUAL É O MAL?

Não vejo mal nenhum em pedir uma auditoria dos votos do 2.º turno da eleição presidencial. As pessoas estão pedindo, portanto qual é o mal? Penso que o PSDB só cumpriu com o que foi solicitado a ele. E quando falam que este sistema de urna eletrônica é de grande lisura, também não acredito. Aqui, no Brasil, não dá para acreditar em nada. Ainda mais depois de 12 anos de PT.

Maria Alexandrina P. Neves nevesreis@terra.com.br 
São Paulo

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DESCRENÇA GENERALIZADA NO PAÍS

O partido PSDB tem dúvidas sobre a lisura das eleições; falta confiança do empresariado na condução da economia do País; a população em geral não acredita na honestidade dos políticos e nas instituições públicas em geral, e a população não acredita até na lisura da loteria esportiva. Nesse cenário de descrença generalizada, a grande salvação da sociedade brasileira é a liberdade de imprensa, e os meios de comunicação em geral.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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A DÚVIDA PERMANECE

Mesmo que do TSE negue o pedido de auditoria nas eleições, a dúvida de fraude vai permanecer na história do Brasil, visto que o sistema de votação eletrônico não é seguro e que o PT faria “o diabo” para permanecer no poder.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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RESULTADO DA ELEIÇÃO

La mano del diablo?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net  
São Paulo

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‘DEMOCRACIA E ÓDIO’

Obviamente, a opinião de um articulista do jornal não necessariamente reflete a posição do jornal.  Entretanto, o artigo de Marcelo Rubens Paiva de sábado me causou espanto (“Democracia e ódio”, 1/11, C10). Cheio de ira, cita e condena veementemente colocações de Deborah Salomão, possivelmente escritas fora de contexto.  Para mostrar erudição, o autor faz também citações, também fora de contexto, de vários filósofos.  Talvez pela gratidão pessoal que tem ao atual governo com relação à triste história de seu pai, conclui o texto que a administração atual não é corrompida e que a imprensa não sofre constrangimentos crescentes do governo, sugerindo que a democracia neste país anda muito bem. O meu espanto é que diariamente o “Estadão” apresenta notícias bastante bem fundamentadas e baseadas em fatos concretos, denunciando justamente um sem número de atentados à nossa democracia. Eu tinha a impressão de que, se houvesse mais leitores do “Estadão”, teríamos mais eleitores conscientes e engajados.  

Marcelo F. Gaal Vadas mgvadas@terra.com.br
São Paulo

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INJUSTO

Li a coluna de Marcelo Rubens Paiva no “Estado”. Poderia ter passado em branco, como várias outras, mas não passou. Fiquei espantada com o tom pretensioso da coluna, citando filósofos que provavelmente devem estar se revirando no túmulo neste momento. Tudo para defender a vitória do PT, seu partido desde sempre. Para isso, se utiliza do poder da imprensa e passa como um trator por cima de uma quase desconhecida Deborah Salomão, que num momento de raiva e emoções exacerbadas postou um vídeo infeliz. Desqualifica a moça, usando seu currículo na TV e, em meio às citações de filósofos, acentua um contraste que serve mais para humilhar do que defender alguma ideologia. Quer queiram os petistas ou não, quem levantou o ódio na disputa foi Lula, que falava o que queria e não podia, em qualquer lugar, para qualquer público e em qualquer hora. Um papel sujo a que se prestou e que não passou despercebido pela população. Na vitória, não houve apaziguamento. Continuou-se um discurso oco, sem propostas consistentes de união. Diminuir o sentimento de desânimo e frustração desta outra metade derrotada da população (e que não se esqueça ainda que houve 20% de abstenções) é não reconhecer um sentimento de toda uma classe que  paga impostos altíssimos e não recebe nada em troca, pelo contrário, vê cada vez mais seus direitos sendo diminuídos. É isto o que me preocupa: que a falta de observação clara, sem preconceito e com boas intenções daqueles que venceram nos levem mais uma vez para aquilo que tanto repudiamos. Uma briga improfícua, que desvirtua e destrói nossa sociedade. Aquela pela qual o pai de Rubens Paiva lutou bravamente! Não foi apenas a Deborah que se excedeu. Foram vários artistas e anônimos que expressaram seu desânimo em redes sociais. Injusto usar uma máquina de imprensa para desqualificar uma pessoa.

Flávia Dias Gaal Vadas fvadas@terra.com.br
São Paulo

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ELITE PODRE

Lendo o artigo de Marcelo Rubens Paiva no sábado, denoto que muita gente quis aparecer nestas eleições dizendo que são ricos e que mudariam de país, tais como Lobão e essa atriz Deborah Albuquerque. Quem é ela para falar aquilo? Criação exemplar que ela teve... Ora, verificamos o seguinte: a imprensa paulista bem que tentou, mas não foi o suficiente para derrubar o PT do poder, e ainda fala de aparelhamento. E o PSDB no Estado de São Paulo é o quê, então? 25 anos de poder e nada. Paulo Maluf, em poucos anos, fez mais obras de infraestrutura e sociais que esse partido. Pois bem, o tipo de eleitorado que é assustador depois da vinda das redes sociais. O Facebook aos poucos revela a personalidade de cada indivíduo. O que mais deixa indignado: esses que pertencem à elite podre ou se fazem de inteligentes olham para esse governo de que o povo, principalmente o nordestino, vivem de “Bolsa Família”, de esmola, de miserável, etc. Isso é pensar pequeno. Quando um pobre pôde viajar tanto de avião? Será que é por isso que essa classe nojenta quer a volta do PSDB, para que governem para poucos (rico cada vez mais rico e pobre cada vez mais pobre)? Quando um aluno de escola pública teve a chance (por ser melhor) de estudar lá fora como intercâmbio do Ciência sem Fronteiras? Ou seja, quando se fala que no Nordeste e no Norte a informação que chega lá é muito pouca, eu digo que na Região Sudeste a informação é demasiadamente passada para a população local, e eles, na minha opinião, ficam alienados (pulverizada pela mídia a custo de interesses escusos). Gostei muito das ponderações teóricas e filosóficas de Marcelo Rubens Paiva sobre as democracias. Mas a realidade é esta no Brasil: é duro querer vender uma imagem fictícia e a maioria querer aceitá-la. Em que teoria ou filosofia você encaixaria nesse tipo de sentimento? Para imprensa paulista vale aquele ditado, e que talvez está seguindo à risca, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Joao Francelino O. Jr. francelino.joao@gmail.com 
Guarulhos

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EXPLOSÕES DE ÓDIO

Oportuno o comentário de professor da Unicamp Leandro Karnel sobre “O ódio nosso de cada dia”, em que discorre sobre a ressaca após o segundo turno das eleições (“Aliás”, 2/11, E8). Concordamos com todos os que pensam como nós e odiamos todos os que de nós discordam, segundo o mestre, que faz uma boa análise das raízes desse comportamento.

Flávio Tiné flavio.tine@gmail.com
São Paulo

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AINDA QUE TARDIAMENTE

O excelente artigo do ex-presidente e estadista Fernando Henrique Cardoso (“Diálogo ou novas imposturas”, “Estadão”, 2/11, A2) recoloca os “pingos nos is” dos fatos políticos das últimas duas décadas. Ainda que tardio, pois não ajudou a materializar-se o dístico da bandeira mineira “Libertas Quae Sera Tamen”, libertando-nos desta horda de mentirosos e impostores que fazem “o diabo para ganhar uma eleição”, certamente contribui para o registro da história contemporânea. Com o complemento de outros excelentes artigos e editorias das páginas A2 e A3 da mesma edição (“A democracia brasileira”, de Gaudêncio Torquato, e os editoriais da página A3), o “Estadão” nos brinda com uma síntese destes nossos tempos, obrigando-nos a incluí-lo em nossos arquivos históricos. 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo
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OLHO VIVO

Cumprimento Fernando Henrique Cardoso pelo brilhante e verdadeiro artigo, escrito com maestria, no domingo. Não poderia expor de forma tão clara e cristalina tudo o que temos acompanhado de forma tão estarrecedora. Convoco Lula ou Dilma, de quem jamais vimos uma linha sequer escrita, a contestar tal artigo, pois a única coisa que sabem fazer melhor que quaisquer outros é pregar mentiras, tapeações e ofensas. Olho vivo, agora, para as manobras na tentativa de afastar o excelente juiz dr. Sérgio Moro, que desvendará toda a quadrilha.

Claudete Nunes nunes.claudete@yahoo.com.br
São Paulo

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EXPECTATIVA DE DIÁLOGO

O texto de FHC é elegante (2/11, A2). Mas não considera que a democracia, para funcionar, requer que todos se comportem de forma democrática. O PT não faz assim. O projeto é subverter e se apoderar do poder para sempre. Existe até teoria para isso. Mas ainda não se formulou uma teoria para se defender disso. Então não se sabe como proceder. É esta aflição que leva a demonstrações, que por si só não resultam em nada. O rancor às impropriedades, se não fraudes, praticadas é justo. E na história sempre pode acontecer um resultado novo produzido por uma nova experiência de indignação.
  
Harald Hellmuth hhellmuth17@gmail.com
São Paulo

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‘DIÁLOGO OU NOVAS IMPOSTURAS’

Apesar de concordar com cada palavra e vírgula que FHC escreveu em “Diálogo ou novas imposturas”, me vem à cabeça a pergunta que não quer calar: por que essas declarações tão verdadeiras e esclarecedoras não foram feitas em horário eleitoral? Se posso dizer alguma coisa de bom do presidente Lula é que ele apoiou incondicionalmente sua candidata e trouxe para si mesmo a tarefa de atacar, inclusive vergonhosa, injusta e mentirosamente, o candidato Aécio Neves. Vou continuar votando no PSDB e torcendo e rezando para que a atual situação do Brasil se reverta, mas não posso deixar de dizer que a presença de FHC no horário político fez muita falta e me atrevo a dizer que devo cobrar essa ausência. Há duas semanas, enviei e-mail ao comitê central do PSDB cobrando essa participação, que não tenho a menor dúvida de ter ocorrido nos bastidores, mas neste momento e pela gravidade da situação, deveria ter sido pessoal e intransferível. Ninguém poderia dar maior carta de fiança e recomendação ao candidato Aécio do que Fernando Henrique. Que não nos falte agora, quando temos à frente um cenário negro de tantas contradições e embates.

Valéria M. B. Bariani valeriabariani@yahoo.com.br       
São Paulo

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BAIXO PRAZO DE VALIDADE
 
É impressionante o baixíssimo “prazo de validade” das promessas de Dilma Rousseff, em má hora reeleita para continuar sua obra inacabada: afundar o País, quem sabe alinhando-o à Argentina ou à Venezuela chavista. Pois que, nem bem passou uma semana do discurso em que S. Exª, reeleita, pregou “pontes”, “união”, “diálogo” e combate sem tréguas à corrupção, já trata de se movimentar não para apurar, como prometido, os incontáveis “malfeitos” que na Petrobrás insistem em vir à tona com mais força do que jorra o óleo do pré-sal, mas, sim, para assegurar, no Tribunal de Contas da União (TCU), a presença de um nome “amigável” em substituição ao de José Jorge, atual relator da investigação sobre a desastrosa compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA, que está em vias de se aposentar. Seu substituto deverá ser escolhido a dedo para evitar, como já somos informados, dissabores ainda maiores do que aqueles que já vem amargando o Planalto em relação à empresa que um dia foi motivo de orgulho dos brasileiros, e hoje, sob a administração petista, endividada, com nota de crédito rebaixada e perdendo valor de mercado,  insiste em verter notícias que pouco têm que ver com os cadernos de Economia e muito com coisas próprias das páginas policiais dos principais veículos da mídia. São esses que “fazem o diabo”, tramando nos bastidores, com o fim de varrer seus “malfeitos” para debaixo do tapete, os mesmos que juram a um povo néscio e desinformado querer pôr tudo em pratos limpos, doa a quem doer. Acredite quem quiser.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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O ‘PETROLÃO’ E A RELAÇÃO BRASIL-EUA

Pela fúria com que os petistas reagiram contra a mais nova denúncia de escândalo na Petrobrás, o “Petrolão”, denunciado pela revista “Veja”, tendo como cúmplices da roubalheira na estatal ninguém menos do que a presidente da República e seu mentor, não é de estranhar que haja grande dificuldade do governo Dilma no reatamento de relações com os EUA. Afinal, foram eles que espionaram a Petrobrás pouco antes de as notícias de desvios virem a público pela mídia brasileira, e não se sabe ao certo se foi em razão de uma eventual troca de informações entre os dois lados que foi deflagrada a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que culminou com a prisão do doleiro Alberto Youssef e de seus comparsas. Todavia, sabe-se que tecnologia os yankees têm de sobra para se darem ao trabalho de roubar segredos tecnológicos via NSA, a Agência de Segurança Nacional. O mais provável é que o bondoso Tio Sam, em respeito a seus conterrâneos, tenha dado uma espiada na estatal, alertando-os sobre prejuízos iminentes que teriam investindo numa empresa deficitária e loteada, fato que hoje é amplamente constatado pelos infelicitados investidores brasileiros que, incentivados por Lula, sacaram dinheiro do Fundo de Garantia para comprar ações da companhia. Que não se iludam os caçadores de bons negócios, pois, com a vitória do PT nestas eleições, teremos muito mais do mesmo.

Paul Forest paulforest@uol.com.br 
São Paulo

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DE VOLTA DAS FÉRIAS

Dilma Rousseff desembarcou do helicóptero, de volta das férias, com pose bem estudada, mas nada convincente, carregando o livro sobre Getúlio Vargas em lugar de uma bolsa. “Menos”, dona Dilma! Imagina-se que sua leitura esteja mais para a biografia de Chávez.

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br 
São Paulo

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EXIGINDO EXPLICAÇÕES

De uma penada, dona Dilma Rousseff reduziu as tarifas de energia elétrica em 18% para os consumidores residenciais e em até 32% para a indústria, agricultura, comércio e setor de serviços, e de uma peitada “ofereceu” a todas as transmissoras e distribuidoras de energia elétrica, que tinham contratos vencendo em 2017, a possibilidade de renovarem as concessões antecipadamente, impondo-lhes novas condições de receberem menos pelos serviços prestados. Em vista disso, essa administração “pessoal” da presidenta bagunçou de tal maneira o setor elétrico que acabou gerando dívidas impagáveis, desestruturando a economia do País. E agora? Como é que ficamos? Afinal, o que é mais importante, um “solitário” Fiat Elba, do Fernando Collor de Mello, ou o fechamento de montadoras de veículos e indústrias de alumínio no País?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MÊS NOVO, PROBLEMAS CRÔNICOS

Neste início do mês de novembro, apesar das tão esperadas chuvas que chegam e trazem um novo alento contra a dura estiagem que assola o Sudeste, no noticiário econômico, a pesquisa semanal “Focus”, do Banco Central, indica que o mercado prevê um PIB de 0,24% em 2014, contra o anterior divulgado de 0,27%. Para a inflação, previsão de 6,45% no final de dezembro, bem no “teto da dor” do bolso do trabalhador. Já a balança comercial segue bem alinhada ao quadro desolador em que se encontra o inferno astral da nossa economia e tem o pior resultado para um mês de outubro, apresentando um déficit de US$ 1,174 bilhão. Porém, no acumulado do ano, é negativo em US$ 1,871 bilhão. Se juntarmos a esses números o quesito competitividade, o Brasil, entre 189 países pesquisados, está na 120.ª posição. Esta mesma nação, que há duas décadas detinha 4% do PIB mundial, tem hoje apenas 3%. E a nossa indústria, que também apresentava a envergadura de 29,5% de participação do nosso PIB, hoje não passa dos medíocres 13,1%. Muda, Brasil, ou caímos todos! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos 

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INFLAÇÃO E EMPREGOS

Mentira tem perna curta! Na propaganda eleitoral do PT à reeleição de Dilma, dizia-se que a inflação está sendo mantida alta para preservar os empregos na indústria. Mentira, mentira. Se não fosse a habilidade do sindicato dos metalúrgicos de São Caetano e do seu presidente, Cidão, para negociar com a GM a permanência dos trabalhadores, mesmo que em lay-off, certamente centenas de pais de família estariam no olho da rua a esta hora. Essa é a política econômica nefasta que Dilma e o PT estão fazendo no País, que só tem prejudicado empresários e, especialmente, trabalhadores.
 
Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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TARIFAÇO, GOVERNABILIDADE E ESPERANÇA

Terminada a fantasiosa campanha eleitoral, o brasileiro experimenta agora o período das “maldades”. Proclamado o resultado, vieram o aumento dos juros, a confissão de descontrole na inflação e toda uma gama de informações de baixo desempenho econômico. Sempre foi assim. O Plano Cruzado manteve o congelamento de preços até 15 de novembro de 1986, quando o partido do governo (PMDB) elegeu os governadores dos principais Estados e quase dois terços da Câmara dos Deputados, do Senado e das Assembléias Legislativas. Seis dias depois, em 21 de novembro, o governo lançou o Plano Cruzado II, e voltou a inflação. Os eleitos precisam resgatar e materializar aquilo que propuseram em campanha, sob pena de, se não o fizerem, enfrentar problemas. As manifestações ocorridas nos últimos dias em diferentes pontos do País são, de certa forma, preocupantes. Dilma e os governadores têm de ser hábeis para governar e atender à pauta de reivindicações populares. O Parlamento – Senado, Câmara dos Deputados e Assembléias – não pode ignorar a necessidade de se estabelecer um pacto nacional pela governabilidade e solução dos graves problemas que acometem o País. É preciso olhar mais para o horizonte e menos para o próprio umbigo. Independentemente de quem governa, o povo quer trabalho, educação, saúde, segurança e todos os serviços que o governo tem obrigação de lhe prestar. Sem isso, a governabilidade poderá se tornar cada dia mais difícil.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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CRISE DO ETANOL

Para não quebrar a rotina das lambanças da desastrosa desadeministração em que se atolaram o PT, o PMDB e seus áulicos, conhecidos como aliados, a produção de etanol sofre a pior crise em 30 anos. Sertãozinho (SP), durante os anos de 2003 a 2008, cresceu a uma média de 10% ao ano, com a explosão de carros flex. Em grande parte, essa crise se deve à política de controle de preços da gasolina pelo governo. O etanol, comparado à gasolina, reduz em 89% as emissões de CO2. No índice Firjan de desenvolvimento municipal, Sertãozinho caiu do 4.º para o 54.º lugar. São Paulo responde por 60% da cana plantada no Brasil. Os usineiros esperam que o governo anuncie o aumento de 25% para 27,5% da adição de etanol na gasolina em 2015. Favorecido por fatores climáticos, amparado pelo governo, o que seria o mais revolucionário programa de biodiversidade do planeta não passa de um risco constante para os industriais que investem nessa empreitada. Que o governo atente para esta realidade: nos últimos quatro anos 26 usinas fecharam em São Paulo. Lembram-se da propaganda “Carro a álcool, você ainda vai ter um”.
  
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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UM NOME FORTE

Nome forte e com credibilidade para o Ministério  da Fazenda chama-se Henrique Meirelles. Quem sabe? Até pode ser!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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OS SALÁRIOS DO SUPREMO

O Supremo Tribunal Federal (STF) se dá o direito e manda incluir no Orçamento da União o aumento dos seus próprios salários, que devem estar defasados. Em contrapartida, os salários dos aposentados da iniciativa privada que contribuíram 30/35 anos sobre dez salários mínimos, se recebem sobre o teto máximo, não chega a 7 salários mínimos nos últimos anos. Ao invés de pelo menos terem os seus proventos reajustados pelos índices de inflação, vão decrescendo. Será que os direitos não são iguais para todos os brasileiros? Uns com tanta tranquilidade têm aumento de salário, enquanto muitos “outros” ficam apenas na ansiedade e na esperança de dias melhores. Enquanto i$$o, os “rombos” e a roubalheira do desgoverno, dos Três Poderes, das estatais e dos políticos crescem. Isto é o Brasil!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo   

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INOPORTUNO E IRRESPONSÁVEL 

Acho inoportuno e irresponsável o pleito dos ministros do STF para aumento salarial. Inoportuno porque um reajuste desta monta não se limita somente aos seus salários, pois, a partir dessa providência, o aumento repercute em toda a magistratura federal, estadual, no Ministério Público, no teto do funcionalismo federal, estadual e municipal, nos tribunais de contas, no Poder Legislativo, Executivo e em órgãos afins. Irresponsável porque, cientes dessa repercussão, ainda assim insistem em tamanho absurdo. São os mais altos salários do País e quiçá do mundo. Se o paradigma dos ministros é os honorários dos  advogados com os quais se encontram nos tribunais, que peçam demissão e vão advogar. Não faltarão clientes.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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‘A FADIGA DA MAGISTRATURA’

Li, entre perplexo e estarrecido, no “Estadão” de ontem, que “há um grau de tendência ao suicídio altíssimo entre juízes em geral” (“A fadiga da magistratura”, página A3). E isso com todos os tipos de auxílio enumerados pelo jornal, afora férias. Esses que julgam desfrutam, na qualidade de funcionários públicos, os maiores salários do País, e para o ingresso na carreira se submetem a exames psicotécnicos. A esmagadora maioria do povo vive de salários, sem contar com os mesmos auxílios da magistratura, e se “mata”, se “mata”, sim, de trabalhar dia e noite. Juízes física e espiritualmente sensatos e eficientes não pensam em suicídio. O erro desse desequilíbrio está na porta de entrada. Ao contrário dos juízes do passado, muitos hoje encaram a nobre missão como emprego e  privilégios decorrentes. Haja, Deus!

Benedito Antonio Dias da Silva beneadvdiasdasilva@terra.com.br 
São Paulo

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REAJUSTE JUSTO?

Gostaria de saber, como cidadão brasileiro, o que dá à Exma. Sra. juíza Rosa Weber, do STF, o direito de reivindicar um aumento salarial de 22% (de R$ 29,4 mil para R$ 35.919), quando a grande maioria dos trabalhadores brasileiros tem os seus salários reajustados pelo índice oficial do Brasil, ao redor dos 6,5%. Não questiono o fato de submeter à análise pelo Congresso as propostas orçamentárias originais. Mas, do jeito que a notícia foi veiculada pelo “Estadão”, tem-se a impressão de que, com a medida, a juíza está se aproveitando da situação para legislar em causa própria. Afinal, nem tudo o que é legal é ético, certo? E o STF, como autoridade máxima da nossa Justiça, deveria ser o primeiro a dar o bom exemplo, não? Assim fica difícil. 

Ubirajara Costa ucostajr@uol.com.br 
Campinas

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UMA PÁGINA PERDIDA

Infeliz e desrespeitosa a comparação do sr. Carlos Alberto Parreira dos 7 a 1 de Brasil x Alemanha com a queda das Torres Gêmeas (1/11, D3) – que o digam familiares, amigos e conhecidos de vítimas daquele ato terrorista. Nas torres, todos estavam trabalhando quando foram surpreendidos pelos golpes fora da compreensão de qualquer ser humano. No futebol, entraram em campo jogadores sem talento para participar de uma Seleção Brasileira e pouquíssimos craques mal distribuídos em campo. Seguramente, 90% dos brasileiros que consideraram a Copa das Confederações um milagre nenhuma lágrima derramaram. Comissão técnica e jogadores receberam, com sorriso ou lágrimas de alegria, seus prêmios e pagamentos.

Valdimir Piovezan pioanalucia1@hotmail.com 
São Paulo

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VERBORRAGIA

Estarrecedora a comparação entre a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa e a queda das Torres Gêmeas feita por Parreira. A que nível de raciocínio lógico e moral chegamos. Tal afirmação leva-me a concluir que este senhor é um idiota verborrágico e que seu DNA deve ter traços do molusco-petista.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 
São Paulo

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CONSCIÊNCIA NEGRA

Em mês comemorativo ao dia da Consciência Negra, cumprimento a equipe futebolística Ponte Preta, por ser o primeiro time a fazer parte da história contra a discriminação étnica no Brasil. Em 11 de agosto de 1900, data escolhida em homenagem à Cia. Paulista de Estradas de Ferro, a Ponte Preta foi fundada pelo alemão Theodor Kutter, pelo austríaco Nicolau Burghi e pelos brasileiros Alberto Aranha, Antonio de Oliveira, Dante Pera, Luiz Afonso, Luiz Garibaldi Burghi, Hermenegildo Wadt, João Vieira da Silva, Miguel do Carmo, Pedro Vieira, Zico Vieira e o ferroviário Miguel do Carmo, com o apelido de Migué, que foi o primeiro negro a vestir uma camisa de futebol na terra da bola com a camisa alvinegra. Miguel do Carmo nasceu no dia 10 de abril de 1885 em Jundiaí (SP), três anos antes do fim da escravidão no Brasil, foi um dos 13 fundadores da A.A.P.P. com apenas 16 anos de idade, foi ferroviário da CPT e faleceu em 1932, aos 47 anos. Parabéns Campinas! E parabéns Ponte Preta!

Carlos Alberto Ebert Burghi c.burghi@yahoo.com.br 
Americana
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