Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2014 | 02h04

A didática da Papuda

Interessante como alguns meses de cana podem ser didáticos para pessoas que tinham o mau hábito da arrogância. Os que estão alcançando o aconchego do lar não ousaram movimento de braço levantado, saíram quietinhos, como manda a boa educação.

LUIZ CASADEI MANECHINI

travessi@uol.com.br

Cotia

E o dinheiro? O crime não compensa? Para alguns, no Brasil, compensa, e muito. Significa "lar, doce lar", não mais Papuda.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Dr. Dirceu e o SPTF

Como fez anteriormente com membros políticos do mensalão (os operacionais continuam na cadeia), o SPTF (nova sigla do Supremo Tribunal Federal após a saída de Joaquim Barbosa) mandou o ministro (vai voltar a ser, o ParTido venceu) dr. José Dirceu repousar em casa. O "dr." se deve a ser ele, legalmente, advogado (ao contrário do sr. Barbosa). Uma decisão aparentemente legal, mas para ter direito a ela o SPTF precisou inocentá-lo, posteriormente, de condenações que impediam o benefício. De fato, a "justiça" prevalece...

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

STF

Submissão

O advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, declarou que "não há ninguém na sociedade brasileira que ache que os ministros do Supremo Tribunal são subordinados à Presidência da República". O sr. Luís Inácio não seja ingênuo ou sarcástico, sabe bem que são milhões os brasileiros que têm certeza que alguns ministros são totalmente subordinados à Presidência ou aos PeTralhas. E isso é muito fácil de comprovar, é só ver as decisões que tomaram quando do julgamento do mensalão e outras questões de interesse do ParTido. Somos pelo menos 50 milhões de brasileiros contra essa corja que está dilapidando o Brasil e é encoberta pelo STF.

SERGIO LUÍS DOS SANTOS

sersan@netpoint.com.br

São Paulo

Quero deixar bem claro que o ministro Luís Inácio Adams não me representa quando diz que não há ninguém na sociedade hoje que ache que os ministros do STF são subordinados à Presidência da República, mesmo sabendo que sete dos dez atuais foram nomeados por Lula ou por Dilma Rousseff. Sem contar que a vaga do ministro Joaquim Barbosa vai aumentar o número de indicados pelo PT.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Só magistrados

A sociedade, bem como os magistrados e suas associações, deveriam fazer campanha por uma PEC no sentido que o presidente da República só possa indicar juízes ou desembargadores, em atividade, para os tribunais superiores. Sabemos que em outros países há escolha à vontade dos governantes, todavia no Brasil essa prática se tornou nociva, com a escolha de "amiguinhos íntimos" dos governantes de plantão. Além do mais, é inadmissível que alguém chegue às mais altas Cortes do País sem nunca ter sido sequer juiz substituto de uma pequena comarca ou nunca ter sido aprovado em concurso público da área jurídica.

HEITOR VIANNA P. FILHO

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

AUDITORIA NO TSE

Pedido 'temerário'

Para Janot, pedido de auditoria é 'temerário' (Estado, 4/11, A8). Manifesto minha total indignação por mais essa declaração do procurador-geral da República. O dr. Rodrigo Janot sabe muito bem que as manifestações que estão ocorrendo Brasil afora fazem parte da democracia. E mais: nas redes sociais há várias denúncias de material com conteúdo eleitoral, inclusive pen drives, que foi encontrado jogado no lixo. A meu ver, isso tudo tem de ser amplamente investigado para que não paire nenhuma dúvida sobre o processo eleitoral eletrônico. Ademais, já estamos nos aproximando de 40% de abstenções, votos nulos e em branco e se continuarmos nessa toada logo ultrapassaremos os 50%. E aí será o fim do processo eleitoral no Brasil. Diante disso e por tudo isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve, sim, proceder com urgência à auditoria nas eleições de 2014. E já!

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

Falsos fantasmas

Causa-me surpresa a posição do sr. Janot. Não sabia eu que a nossa democracia é tão frágil que pedido como o do PSDB abala os pilares do regime ou causa instabilidade. Ora, convenhamos, é um direito do PSDB a solicitação feita. Então, cumpra-se! Simples assim. Como cidadão, quero que a lei seja seguida. E não me venha o sr. Janot criar falsos fantasmas políticos. Se a nossa democracia não suportar um pedido como o feito pelo PSDB, então o problema é mais grave e mais fundo, caro procurador.

ANGELO RAPOSO

angelo.raposo@uol.com.br

São Paulo

Afinal, medo de quê?

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem medo de quê? Diz que uma revisão da votação (não é recontagem dos votos) é "especulação sem seriedade". Foi mais longe, alega ser "uma imprudência a toda prova, criando uma situação de instabilidade social e institucional". Mas por que esse medo todo, idêntico ao demonstrado pelo PT? Se não há o que temer, faça-se a revisão da votação. Ou há?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

De imprudência

Acho que o procurador-geral da República se equivoca ao considerar imprudência o pedido do PSDB para auditar o resultado das eleições. Imprudência é continuarmos "diuturna e noturnamente" questionando se os votos consignados foram corretamente contabilizados para o candidato da nossa escolha e se ao final foram totalizados. É só isso que 51 milhões de eleitores humildemente pedem, por intermédio de um dos partidos da coligação derrotada nas eleições.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

O povo desperta

Enquanto o povo demonstra maturidade, não aceita "contos de fadas" e exige recontagem dos votos angariados de forma duvidosa no segundo turno, a oposição, liderada pelo PSDB, recua... Queremos novos líderes, abaixo o teatro, abaixo a vaselina!

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Entra governo, sai governo petista e os caciques indicados na máquina pública vão tombando por causa dos ditos malfeitos. A Petrobrás, ex-vaca sagrada da República Petista, vem sofrendo uma higienização não pelo comando governamental, e, sim, pelas denúncias que se multiplicam e nos envergonham, sem contar os prejuízos a seus incautos investidores. Depois de “Paulinho” de Lula, Nestor Cerveró, Jorge Zelada, João Vaccari Neto (intermediário), etc., agora é a vez de Sergio Machado, da Transpetro, que se licenciou da presidência da subsidiária da Petrobrás, a pedido da auditoria da Price Waterhouse Coopers, por ter sido envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. Se a auditoria internacional puder trabalhar, imagens negras cobrirão os céus de Brasília.

João B. Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com
Barueri

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QUEM INDICA

É estarrecedor que o indicado de Renan Calheiros, o indicado de José Dirceu e o indicado de Lula estejam envolvidos até a alma no escândalo da Petrobrás e ninguém fale nada da indicada de Dilma Rousseff, que continua alegremente na presidência da empresa. Até quando o Brasil vai sofrer com essas indicações políticas para cargos técnicos? 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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PADRINHO E AFILHADO

Por que tanta preocupação, pois quem tem padrinho não morre pagão, só pede demissão. Deu "prá" entender?

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava 

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DÚVIDA

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, disse que estava sendo "injustamente acusado" e negou envolvimento em corrupção na Petrobrás, mas, por via das dúvidas, pediu afastamento do Conselho da Hidrelétrica de Itaipu. Ora, ora, ora...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  
São Paulo

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BREJO

A primeira baixa que a delação premiada provocou: a  Vaca(ri) foi pro brejo.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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O TAMANHO DO PREJUÍZO

Dados divulgados na imprensa: custo inicial da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, US$ 2,5 bilhões; custo  atual, US$ 18 bilhões. Custo inicial  do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí,  US$ 6,5 bilhões; custo atual, US$ 44 bilhões. Soma dos custos: US$ 62 bilhões. A propina, segundo Paulo Roberto Costa, era de 3%, o que daria US$ 1,86 bilhão. Ele devolveu US$ 25 milhões, ou 0,02% do total supostamente recebido. Isso não representa nada. Onde está o resto? Ele enrolou legal a Polícia Federal, o Ministério Público, o juiz de Curitiba e o Brasil inteiro. Acorda, gente. Com um detalhe: nunca vi propina de 3%. Segundo as más línguas, era de no mínimo 10%.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SILÊNCIO

Silêncio total da parte de Lula a respeito da delação premiada que envolve seu nome. Não disse uma palavra, como de consume, e não contesta as denúncias. Do senhor Rui Falcão, a respeito da auditoria na contagem dos votos na eleição presidencial, pedida pelo PSDB, tudo isso lembra o filme “Meu Passado me Condena”.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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PUNIÇÃO – DO MENSALÃO AO PETROLÃO
 
Perante a opinião pública, após sete anos de postergação, a Justiça foi um fiasco. Dos 39 envolvidos no mensalão, a maioria foi absolvida e os apenados o foram simbolicamente e com privilégios, além de, aos poucos, todos estarem sendo libertados.  Isso aconteceu e acontece no Supremo Tribunal Federal (STF), a maior instância do Judiciário brasileiro. Por isso e por outras é que, perante a opinião pública, o Judiciário tem pouca credibilidade e tais decisões estimulam o serial de malfeitos. Fala-se que o Petrolão envolve o montante de R$ 10 bilhões (é grana para encardir) em desvios que fazem o premio da Mega-Sena da Virada (R$ 230 milhões em 2013) se tornar gorjeta de restaurante. Quem sabe, para desestimular o incontido crescimento de falcatruas e melhorar a imagem do judiciário, os pegos com a boca na botija do Petrolão sejam punidos exemplarmente? Espera-se que sim, ainda mais porque tem gente graúda envolvida.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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INSTABILIDADE POLÍTICA

O transcurso, o mais rápido possível, da Operação Lava Jato será a única maneira de identificar, processar e encarcerar os corruptos do PT, de seus aliados e salvar o Brasil. Caso contrário, o País entrará numa fase muito grave de instabilidade política.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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DEPOIS DAS ELEIÇÕES

Fácil entender por que o PT está, desesperadamente, tentando boicotar a imprensa livre e a internet: por meio desses veículos da democracia nos inteiramos de toda a perversidade e da corrupção envolvendo o partido, que vende a alma ao diabo para permanecer eternamente no poder. Acompanhamos várias denúncias comprovadas de fraudes nas eleições deste ano, inclusive especialistas mostrando que países desenvolvidos não querem a urna eletrônica por ela não ser confiável e que esta só vigora – por razões óbvias – nos países sul-americanos, eivados de corrupção e desrespeito à Constituição, como Venezuela, Cuba e Brasil. Um aviso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a seus ministros: não é o PSDB que quer uma auditoria da votação, são os 51 milhões de eleitores que não votaram no PT. O PSDB apenas nos está representando. E, como cidadão, eleitores, trabalhadores (de verdade e de fato) e pagadores de impostos abusivos, reiteramos: queremos o procedimento padrão de lisura e imparcialidade que todos os magistrados devem ter, para ter condições de representar seres humanos pensantes, e não apenas urnas eletrônicas.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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A REGULAÇÃO DA MÍDIA

O que eu acho estranho neste pessoal que defende tanto a tal regulação da mídia é que nenhum deles fala em rever a questão das concessões de rádios e TVs que são propriedade de políticos. 

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br 
São Paulo

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O PT E A IMPRENSA BRASILEIRA

Dilma Rousseff, que lutou durante a ditadura pregando a liberdade de expressão, hoje tem seu próprio partido político indo contra suas raízes idealistas. Dizer que a "presidenta" não pode se deixar seduzir com o que propõe Valter Pomar (PT) é apoiar a jovem radical de esquerda, que hoje – em vista da grande frente oposicionista – tenta mudar seu governo e manter uma democracia que favoreça ambas as partes. 

Maria Massi de Brito mariamassib@gmail.com 
Paranavaí (PR)

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O DIÁLOGO DE DILMA

Dilma assegura que pretende governar para todos os brasileiros e abrir canais de diálogo com a sociedade e o Congresso. No fundo, um veemente grito de socorro, tendo de arcar com a sua própria herança de sombrias consequências da rapidamente crescente  instabilidade econômico-social do País, motivada  por sua desventurada governança. A primeira reação da oposição foi avessa a essa insinuação, como revelado pelas palavras de FHC (“Estadão”, 2/11, A2). Entretanto, deve-se reconhecer que, nas atuais circunstâncias, a tomada das intrigadas e penosas medidas essenciais para que o País possa recuperar a sua normalidade econômica e ética exigiria o mínimo de uma união política das partes hoje antagônicas. Assim, a oposição poderia comprometer a sua colaboração, mas sujeita a condições prévias aceitas pelo governo, como, por exemplo, incumbir um grupo de prestigiosos  economistas do País de submeter ao governo um plano de curto, médio e de longo prazos, objetivando restaurar as condições econômico-sociais do País, seu crescimento, moralidade e credibilidade. Caberá à presidente Dilma aprovar os principais conceitos do plano amplamente divulgado, ou, caso contrário, terá de enfrentar a inabalável oposição da maior parte da população brasileira.  

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com 
São Paulo

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AÉCIO NEVES NO SENADO
 
O senador Aécio Neves reiniciará suas atividades no Senado da República com um discurso duro e relativo ao aceno de Dilma Rousseff sobre a convivência entre os contrários. Na verdade, a convivência democrática é importante e essencial aos governantes e ao País, desde que o diálogo não reprima os atos normais e necessários de oposição, porque a finalidade dos oponentes é exatamente zelar e velar pela coisa pública, demonstrando, inclusive, ao governante responsável onde estão os vícios e os fatos delituosos de apurações necessárias. Não há dúvida de que as oposições poderão manter uma convivência harmônica se a presidente for eficiente ao responsabilizar aqueles que não respeitaram o erário ou realizar uma administração pautada em realizações corretas e despidas de corrupção. É o tempo que vai dizer se o aceno poderá ser correspondido.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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GOLPISMO

Afinal, quem são os verdadeiros golpistas? Os petistas de plantão estão chamando o PSDB de golpista e de querer um terceiro turno, pelo fato de terem pedido uma auditoria nos resultados das eleições, diante de tantas irregularidades apontadas pelo Brasil a fora e pelo modus operandi da Justiça Eleitoral neste pleito, na pessoa do ex-advogado do PT, o ministro Dias Toffoli. Algumas normas foram mudadas sem que até agora esse feito seja explicado ao povo brasileiro. Mas, na verdade, quem realmente vive querendo dar um golpe em nossa democracia é justamente quem acusa, e vive ensaiando uma forma de impedir a imprensa livre, sugerindo uma assembleia constituinte, o aparelhamento estatal, entre outras medidas que estão bem explicitadas nos objetivos do Foro de São Paulo, e a tal “Pátria Grande” dos bolivarianos. Afinal, quem realmente está sempre usando subterfúgios com decretos, com medidas provisórias, tentando plebiscito, etc., é o governo petista. 

Leila E. Leitão
São Paulo 

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DESATANDO NÓS
  
Em matéria de primeira página de domingo (2/11), o “Estado” dá que apenas 15% dos deputados estaduais vitoriosos no último pleito “nunca exerceram nenhum mandato eletivo e realmente estrearam nas urnas em 2014, um ano após os protestos (...) que pregavam a renovação política”.  O texto, baseado em reportagem de Edgar Maciel,  parece sugerir uma contradição entre o que pediram as ruas em junho de 2013 e o que de fato ocorreu no pleito de 2014 (uma baixa "renovação"). A leitura que faço desse aparente paradoxo é, todavia,  diversa. O que, de fato, demandava o grito das ruas de 2013 parece-me que seria não propriamente a renovação dos “nomes” que compõem as Casas Legislativas – a troca pura e simples de veteranos por novatos, mantendo-se intocado o sistema eletivo –  mas, isto sim, a reforma das regras que informam e presidem o sistema eleitoral vigente, a par de outras que dizem respeito à questão federativa, violentada de forma violenta desde o famigerado "Pacote de Abril" de 1977. Essas, sim, são as questões magnas que a todos os brasileiros preocupam e sobre as quais o estamento político deveria se debruçar, procurando fazer os aperfeiçoamentos que visassem a aproximar eleitores de eleitos. A regra clássica da democracia “one man, one vote” não passa de uma quimera no Brasil, onde o voto de um único cidadão de Roraima – por vezes dependente de bolsas e assistencialismos – vale mais que o de cem paulistas, e é contra absurdos desse naipe que (entre outras coisas)  saímos às ruas em protesto. Já passou da hora de fazer uma ampla reforma política que corrija essas e outras distorções e aperfeiçoe nosso processo democrático, escoimando as imperfeições e, assim, procurando estreitar os vínculos entre representantes e representados. Esse verdadeiro nó da representação – que passa pela questão federativa – é, hoje, central e, talvez, constitua o grande encravo de nossa incipiente democracia. Esperamos que seja urgentemente desatado, no bico da pena, de forma inteligente e serena, e sem golpes de espada. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

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A RENOVAÇÃO DO PARLAMENTO

Número de estreantes eleitos cai 26%. Tomando como ponto de partida de comparação os Legislativos eleitos a partir de 1982, a taxa de renovação líquida, isto é, dos que ocupam o cargo do Poder Legislativo em questão pela primeiríssima vez descontados até mesmo os que foram suplentes em exercício (no caso a Assembleia Legislativa) tende a ser ainda menor do que a apresentada na matéria “Número de Estreantes Eleitos para Assembléias cai 26%”. Ademais, a idade média dos parlamentares vem aumentando. Tal realidade em si mesma não é indicador de vitalidade do sistema democrático nem de sua fragilidade. O problema, sim, da continuidade ou renovação reside no principal fato de que a esmagadora maioria do eleitorado não fiscaliza o trabalho parlamentar e, assim, como consequência, nos deparamos com as seguintes situações: 1) parlamentares de grande atuação por vezes não são reeleitos; 2) parlamentares de grande visibilidade fora da atuação parlamentar são reeleitos, ainda que destituídos de atuação parlamentar relevante; 3) estreantes são eleitos mesmo que destituídos de significativa autuação política e social anterior. Finalmente, a principal questão desta realidade está no processo de seleção dos partidos, como na alta fragmentação partidária e na legislação em vigor atualmente.

Rui Tavares Maluf rtmaluf@uol.com.br 
São Paulo

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TOMA LÁ, DÁ CÁ

Sou radicalmente contra vinganças, mas uma “retaliação” do Henrique Alves (PMDB), atual presidente da Câmara dos Deputados, que perdeu a eleição para o Robinson Faria (PSD) disputando a governança do Rio Grande do Norte, viria em boa hora, principalmente levando-se em conta que o adversário dele nem era do PT para merecer uma “mãozinha” tão generosa do ex-presidente Lula. Sem mandato a partir de 31 de dezembro, Henrique Alves poderia, em dois meses, fazer “o diabo” para complicar a vida da afilhada dele que acaba de subir no “caixote” para exercer o seu segundo mandato como presidenta eleita por pouco mais da metade dos brasileiros.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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CONSELHOS POPULARES

O editorial "O espírito da coisa" (3/11, A3) é muito importante para desmascarar o ministro Gilberto Carvalho (PT) da falácia de "ampliação dos mecanismos de participação social", e eu digo que é apenas de controle do povo desavisado. Quando o sr. Serra foi eleito prefeito de São Paulo, quiseram impor os tais "conselhos". Fui ver o que era, pois já suspeitava dos seus objetivos ou fins. Não floresceu a ideia, mas os mais organizados para a votação eram do PT. Sr. Fernando Haddad eleito, voltam as ideias de conselho. Novamente fui ver como era feito: 1) A pessoa, para participar, tinha de ter a assinatura, RG e o número do título de eleitor de 100 pessoas, para ser indicada a concorrer à eleição. Isso por si só já é um complicador. 2) No dia da eleição, fui votar e, se não houvesse perguntado para amigos e pesquisado, não saberia em quem votar. Não houve divulgação. No colégio onde votei nem a lista dos candidatos com seu número havia. Perguntei às mesárias o que seria se eu não trouxesse "minha cola". Elas falaram que não podiam informar nada e que eu não votaria. Votei e tenho meu comprovante. Não foram eleitos! Seria uma pauta para o jornal fazer o levantamento dos eleitos e sua filiação ou simpatia a que partidos, além de ver o que já fizeram. A oposição continua dormindo e desorganizada.

Tânia Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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CONSELHO MANHOSO E ÚTIL 

“Conselho Participativo” justifica-se em nível local, somente, pelo direito de vizinhança. Sendo que, na cidade de São Paulo, metade dos membros de conselhos é da prefeitura, que detém o voto de Minerva, fica claro que o poder total é do Executivo – seja qual for a matiz política do prefeito. Além disso, a sociedade civil é representada por organizações de interesses diversos o que dificulta a convergência dessa metade de participantes. Nessas condições, a prefeitura é hegemônica – o que posso afirmar na qualidade de participante em Comitê de Operação Urbana. Tal experiência permite-me concordar plenamente com o editorial (3/11, A3), pois, estendendo a experiência em nível estadual ou federal, é fácil de entender que se trata de mais um projeto do minoritário PT para submeter a seu jugo o Poder Legislativo, ou seja, a base aliada e a oposição, e, ainda, toda a população brasileira. 

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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‘PETIÇÃO OU BESTEIROL?’

Discordo do editorial do “Estadão” (“Petição ou besteirol?”, 1/11, A3) que critica e reclama da atuação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DEPESP), sobretudo no caso da proibição do uso de balas de borracha nas manifestações populares em São Paulo. A DEPESP é uma instituição pública democrática, pluralista, que defende os direitos humanos, a cidadania, inclusão social, democracia e o Estado Democrático de Direito. Defende os mais fracos e menos favorecidos da sociedade. Busca a construção de uma sociedade livre, democrática, fraterna e solidária, e não a manutenção do status quo, com suas mazelas e injustiças. Oxalá tenhamos no Brasil mais instituições públicas transformadoras e com o alto nível de excelência na sua atuação, como é a DEPESP, modelo e exemplo a ser seguido pelas demais carreiras jurídicas do País.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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DEFENSORIA PÚBLICA X POLÍCIA MILITAR

Com um arrazoado de 139 (!) laudas, a Defensoria Pública de São Paulo apresentou ação civil pública em que pede que o Judiciário expeça uma ordem para limitar a atuação da Polícia Militar nas manifestações públicas. É o que nos é revelado pelo "Petição ou besteirol" (1/11, A3). A autoridade superior da Defensoria deveria poupar a população paulista dessa petição extensamente vexatória. Realmente, tamanho absurdo necessita de muito blá blá blá, mesmo jurídico. Se a Defensoria acredita que a Polícia Militar é um instituição arbitrária e animalesca, que seus membros assumam, então, nas ruas, a defesa dos cidadãos, a paz e a ordem públicas. Que venham para as ruas e substituam os policiais militares na atividade do policiamento ostensivo, e intensivo. Que, nas ruas, venham ensinar e mostrar como os policiais militares devem agir. Que, nas ruas venham demonstrar a mesma coragem e audácia com o que redigiram nas 139 folhas da petição inicial. Aliás, essa possibilidade dos membros da Defensoria Pública passarem a atuar nas ruas se justifica pela melhor remuneração que desfrutam, de forma que por aí já são estimulados a atuarem de forma muito, muito melhor, no policiamento ostensivo, do que os policiais militares.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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BALAS DE BORRACHA

Todos nós sabemos que a Polícia Militar de São Paulo apenas agiu com balas de borracha quando as passeatas foram invadidas pelos black blocs, que saíram arrasando com tudo à volta. Isso está implícito na Constituição. Polícia é para agir em defesa dos bens públicos e privados e manter a ordem pública. Portanto, essa melenga toda levantada pelo Ministério Público de São Paulo para impedir o uso de balas de borracha só pode ter uma explicação: os chefes dos black blocs estão entre eles. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br  
São Paulo

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A CRISE NO SISTEMA PENAL

Juízes, promotores e defensores públicos reclamam de que eles são em número insuficiente e que é necessário aumentar os seus efetivos para resolver a crise no sistema penal brasileiro. Mas como fazer isso com os salários elevadíssimos que eles recebem? O orçamento do Judiciário não dará conta de tanta gastança. A verdade inexorável é muito simples: para uns viverem em palácios como marajás, muitos têm de viver em masmorras. Essa é a triste realidade de nosso país.

Aloísio de Araújo Prince aloisioprince46@gmail.com 
Belo Horizonte

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JUDICIÁRIO NO LIMITE

A teoria da destruição do Judiciário (“A fadiga da magistratura”, 3/11, A3) deveria ser substituída pela reconstrução, com uma análise profunda sobre o sucateamento da máquina, a perda salarial e o desestímulo ao cargo demonstrado pelos concurseiros. De todos os poderes, é o mais democrático e sem dúvida o mais adiantado, basta ver os números de pesquisas e as centenas de intervenções feitas para suprir as lacunas ou desmandos do Executivo e do Legislativo. A lentidão não é fruto do trabalho artesanal do magistrado, mas produto de um sistema que gera litígio. Se não formos capazes de discutir o Judiciário de amanhã, nos apequenaremos com farpas distribuídas para todos os lados, com sinais evidentes de que as críticas devem sempre prosperar contra o corporativismo, porém com pensamentos e ideias que fortaleçam a Justiça do País.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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UM TRIBUNAL CHAVISTA

O único ministro do TSE não indicado pelo PT, Gilmar Mendes, alerta que o STF pode vir a se virar contra o povão e trabalhar cada dia mais em função dos desmandos do PT e de seus parasitas, ou seja, vai virar uma nova Venezuela, onde o presidente faz o que quer sem ninguém o incomodar. E importante o povo, mesmo os petistas, ficar atento, afinal de contas, numa democracia isso é intolerável.

Anibal Vilari anibalvilari@bol.com.br 
São Paulo

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A CORTE DO PT

Mesmo com 10 ministros do STF indicados pelo PT, num total de 11 ministros, nosso regime político continua sendo democrático? Oposição, acorde enquanto há tempo, desperte do sono profundo. Nós, o povo brasileiro, precisamos de opositores fortes, e não de bananas. Queremos gente que grite, que brigue, que lute e que nos represente com garra.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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O VOTO FINAL

Agora que as eleições se foram, que tal o sr. ministro Gilmar Mendes dar o voto sobre o investimento, digo, doações de empresas a partidos políticos? Afinal, ele já teve tempo suficiente para terminar com a tal "vista" ao processo. Ou ele está esperando por algo mais?

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso@uol.com.br 
Santos

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BRASIL-AMÉRICA DO SUL

Quero cumprimentá-los pela matéria "Lula defende expansão de aliança com países vizinhos" (1/11, A6). Antes de tudo, serve muito mais para um alerta, um aviso para que se enxergue ao longe que já está perto. O sr. Lula aproxima-se do seu objetivo: consubstanciar uma futura ditadura disfarçada em democracia. Belo Carnaval. A senhora Dilma veste-se com as palavras de seu nobre orientador. Diz este que o posicionamento de sua marionete deve ser a busca do fortalecimento da Nação com seus vizinhos. Evidencia-se que a locomotiva desta composição é Cuba. Esta é realmente a meta final pretendida: ditadura à vista. Acordem, por favor!

Heitor Azevedo heitorazev@gmail.com 
São Carlos

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ORDENS DELE

Lula continua dando as ordens no governo. Agora, a mais nova dele é para que Dilma tenha uma aproximação maior com os países vizinhos, para fortalecer a economia da América do Sul. O que esses países podem contribuir com o Brasil, se não com a miséria, o tráfico de drogas, os regimes ditatoriais, a taxação dos produtos brasileiros e tantas outras coisas que não nos interessam? O que ele quer é, sim, fortalecer a manutenção do PT no governo.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br  
São Paulo 

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O QUE LULA PRETENDE

Violentar as empresas de Estado está longe do que este líder, Lula, tenta fazer em segregação, e, pior, com a sociedade. Longe, muito longe de Nelson Mandela. É o que se depreende do uso da rede para defender: os do Sul e os do Norte, nós e eles, brancos e negros, os que estudam e os ignorantes, os dos partidos e os outros. 

Aluisio de Souza Moreira asmoreiralu@gmail.com 
Santos

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FUTURO

Virará o Brasil uma Burkina Faso? Cubão, Venezuelão,  Bolivião  e  Equadorzão já somos.

Sérgio Aranha da Silva Filho aranhafilho@aasp.org.br 
Garça

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LULA E NOSSOS VIZINHOS

O onisciente Lula, desta vez voltando-se sobre política externa, prega da "expansão de parcerias entre o Brasil e a América do Sul para o fortalecimento da região sem prejuízo da continuidade das relações comerciais com os EUA e Europa". Quanto na América do Sul continuando nossas relações com a Argentina, Bolívia e Venezuela, continuarão os prejuízos com a primeira, e não pagamentos desde desapropriações até dívidas pelas duas outras. Sobre as demais do continente, lembrando Garrincha, vem a pergunta: "Já foi combinado com eles?". Decerto não. Aliás, alguns, como Chile, Colômbia, Peru e até o "pobre" Paraguai, cujas economias vão bem melhor que a nossa, simplesmente porque ignoram o bolivarianismo, preferindo a vida de seus nacionais, só se interessariam em negociar conosco se tiverem vantagens, uma vez não serem assistência socioeconômica do petismo, e por isso vão muito bem. Todavia, independentemente de mandar e ainda não ter cargo formalizado no novo governo Dilma, o ex-presidente estaria se precipitando de forma desrespeitosa ao ministro de fato das relações exteriores.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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GRUPO SOCIALISTA-BOLIVARIANO E O MST

Conforme notícias de Brasília, o líder da oposição no Congresso Nacional, deputado federal Ronaldo Caiado (DM-GO), entrou com requerimento de convocação (30/10) aos ministros Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) e Laudemir André Miiller (Desenvolvimento Agrário) exigindo explicações sobre um convênio assinado entre o governo venezuelano e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). De acordo com a imprensa oficial do governo Maduro, um grupo socialista-bolivariano está no Brasil para treinamento e desenvolvimento de comunidade a unidades do MST no Paraná e em São Paulo. Será que essa conversa de ajuda no campo não esconde interesses muito mais sombrios de uma invasão silenciosa no País, além de ser uma afronta à nossa Constituição?
 
Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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AQUECIMENTO GLOBAL

O 5.º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, de 2/11/2014, aponta que as nações têm agora muito pouco tempo para agirem concretamente para diminuir o aquecimento global, pois do contrário não haverá mais o que fazer. E o limite para que persistam as condições normais de existência da humanidade é zerar a emissão de dióxido de carbono até 2100. O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, fez várias afirmações que demonstram o perigo que a humanidade está correndo, tais como “temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. O relatório mostra isso. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”. “Não existe plano B porque não há planeta B”. O relatório ponta que “A acumulação de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera alcançaram níveis sem precedentes nos últimos 800 anos”. Itens importantes do texto original sofreram interferência de representantes de governos presentes aos debates, como se a situação permitisse alternativas. Entre eles o que aponta a possibilidade de acréscimo de 7,8º C, até 2100, se a concentração de dióxido de carbônico equivalente na atmosfera superar 1 mil partes por milhão e o limite estipulado pelos cientistas é impedir o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2º C, uma meta única. Ainda em maio de 2013 a revista Veja publicou que o Observatório Mauna Loa do Havai, constatou que a referida concentração já havia ultrapassado 400 partes por milhão pela primeira vez, ou seja, mais de 40% da catástrofe total. E nós já estamos sentindo esses efeitos no Brasil, pois o clima inegavelmente vem se alterando, ainda neste ano a estiagem afetou regiões que normalmente não eram castigadas com tanta intensidade como, por exemplo, a região metropolitana de São Paulo e o Sudeste em geral. Nossos governantes, em todos os níveis, não se aperceberam do perigo iminente e tratam o desmatamento de maneira leniente. E nós temos sob a nossa responsabilidade a maior floresta do planeta. Em São Paulo árvores do que resta da Mata Atlântica continuam sendo abatidas centenas de espigões projetados pelas construtoras imobiliárias, além de novos assentamentos, novos aeroportos etc., e o novo Plano Diretor vai piorar a situação com algumas das novas permissões.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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PLANO B PARA O PLANETA

O sr. Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, é coreano, o sr. Rajendra Pachauri, diretor do IPCC, é indiano. Será que esses dois senhores podem dizer com quanto suas respectivas nações contribuem para a existência da ONU? Segundo consta, apenas as sete nações suas "fundadoras" de fato contribuem com algo significativo, se nem sequer “falam alto" nas famosas reuniões cheias de acordos que nem sequer saem do papel. A ONU foi criada para a reconstrução dos estragos da guerra e evitar novas, fez a primeira parte de forma honrosa, hoje é uma matrona esclerosada que na realidade funciona como uma grande ONG de caridade pública. Não elimina guerra alguma, não tem nada o que reconstruir e é dirigida por países que nem sequer significam grande coisa na sua existência financeira. Não se questionam eventuais méritos dos dois senhores, mas a inutilidade cara que é a ONU hoje. A questão ambiental é questão de moral e ética dos governantes, que ainda estão no nível dos caciques e pajés da época de Adão e Eva. Além disso, é uma questão de gestão das grandes cidades, cujos municípios são meros “cabos eleitorais” dos presidentes, reis e caudilhos que hoje comandam o mundo, tendo como pajés os "economeses", nada mais do que colarinhos brancos dos banqueiros. As grandes e caras reuniões do IPCC são nada mais do que o "pão e circo" que teve como resultado a falência do Império Romano. 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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PLANETA, RESPONSABILIDADE DE TODOS

A sensação que tenho é de que alguma coisa não está dando certo. Todos os anos a imprensa divulga os resultados do desmatamento na Amazônia. Os dados são sempre estarrecedores. Os âncoras dos jornais de rádio e TV dizem: "No ano passado foram desmatados o equivalente a xis campos de futebol na floresta amazônica". E fica por isso mesmo. Nada acontece. Nestes últimos meses a imprensa está trazendo diuturnamente notícias sobre a seca no Sudeste. Falam frequentemente que é necessário economizar água. É quase como pregar no deserto. Enquanto a minha família está orientada a dar descarga na privada somente à noite, a não lavar o carro, tomar banho em 3 minutos, um homem no prédio em frente ao meu lava a sua enorme área de lazer constituída de uma piscina semi-olímpica e uma quadra de tênis com máquina tipo lava-jato. Acho que alguma coisa urgente do tipo multa com fiscalização severa e conscientização da população pela mídia precisa ser feito. Li num estudo do Inpe, “O Futuro Climático da Amazônia”, que a redução do desmatamento não basta para garantir as funções climáticas do bioma. Em 40 anos foram destruídas cerca de 2 mil árvores por minuto. A floresta ajuda a formação de chuvas em ar limpo. Segundo o sr. Antonio Donato Nobre (Inpe), cada árvore com uma copa de 10 metros retira das profundezas da terra cerca de mil litros d'água diariamente, que são lançados na atmosfera em forma de vapor. Peço aos senhores que chamem os governantes para uma mobilização séria sobre o tema acima. A imprensa sempre teve um papel importantíssimo na condução das multidões para o bem comum.

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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DESMATAMENTO

Um dos mais graves problemas do Brasil, a condição da Floresta Amazônica, apareceu na imprensa só por um dia. Não há um empenho da sociedade civil nem das ONGs WWF, SOS Mata Atlântica, etc. Por que Antônio Nobre não publicou o trabalho a dois meses das eleições? Teria sido demitido do Inpe? As metas necessárias de desmatamento zero e reflorestamento imediato não foram abordadas por nenhum partido.  O reflorestamento das cabeceiras do Rio São Francisco também não.
 
Harald Hellmuth hhellmuth17@gmail.com
São Paulo 

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REFLORESTAMENTO

Mais de 5 mil quilômetros de matas foram destruídas na Amazônia entre 2012 e 2013. Visto que em 2014 esse número cresceu até o limite do suportável para não prejudicar o bioma e reduzir o volume de chuvas em todo o continente, tais dados não foram destacados e divulgados antes das eleições. Já em 2012 a revista “Exame” publicava matéria sob o título "Desmatamento da Amazônia afeta regime de chuvas", em todo o País, fundada em estudos de pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Urge que se inicie o reflorestamento da Amazônia legal, sob um governo que foi responsável por toda essa degradação. Haverá esperanças? 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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A RECUPERAÇÃO DO CANTAREIRA

Muito se tem noticiado sobre volume morto, racionamento, PSDB como culpado pela seca, etc. Que culpa tem o governo, se os três rios não produzem o suficiente? A verdade é que a Região Sudeste está seca. O Tietê está com a hidrovia parada já há mais de 10 meses, o São Francisco está secando e todas as represas estão quase a zero. O Cantareira, para se recuperar, além de receber mais água dos três rios, terá de ter ajuda da população. As prefeituras das cidades do Estado de São Paulo terão de votar urgentemente uma lei mudando o código que rege as obras nas cidades, para somente conceder o habite-se às obras, desde casas e prédios populares e todo e quaisquer prédio residencial, comercial e industrial, que instalarem metais sanitários com dosadoras/temporizadoras no prédio todo e, principalmente, em todos os banheiros. Com as torneiras dosadoras nas pias e lavatórios a economias será muito maior. Com a palavra, as autoridades competentes: federais, estaduais e municipais, sem cor de partido político que se interessarem pela ressurreição do Cantareira.

Gilberto de Oliveira gilbertopai@uol.com.br
São Paulo

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DESPERDÍCIO NA PRAIA

Vivemos em um momento de crise hídrica em que, por falta de chuvas, os mananciais, represas, etc. que abastecem a população estão em níveis baixos nunca vistos, ocasionando para alguns moradores, indústrias, etc. a falta deste precioso líquido. Mas, infelizmente, em Santos a municipalidade junto com os moradores deve desconhecer este fato ou age daquela maneira bem brasileira de que "aqui não está faltando água, os outros que se danem". É lamentável ver nesta época o desperdício nos chuveiros e torneiras instalados nas praias. Lava-se de tudo: pranchas, roupas, cachorros, copos, etc., para não falar dos demorados banhos com direito a sabonetes e shampoos. Ora, não estava na hora de dar uma freada nesta situação? Normalmente, acho um absurdo uma camada da população financiar essas atitudes. Nesta época é inadmissível manter essa situação. Está na hora de a municipalidade começar a cobrar por estes abusos.

Marcelo Pires marcelopires45@hotmail.com
Santos

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