Fórum dos Leitores

PÓS-ELEIÇÃO

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2014 | 02h04

Desmontar palanques?!

Era só o que faltava! Sem ruborizar, Dilma Rousseff diz que é hora de desmontar palanques em busca de diálogo. Literalmente acuada, mas não envergonhada, a presidente, que há quatro anos produz um governo desastroso fazendo descarrilar o trem da nossa economia, desde sua posse em janeiro de 2011 não desce do palanque dos discursos improdutivos! O melhor seria Dilma reconhecer que jamais dialogou com transparência com a sociedade, tampouco respeitou as regras de mercado, e por essa razão prejudica drasticamente o desenvolvimento do País. O tal diálogo pretendido pelo Planalto é o do papo de botequim, o que vai do nada a lugar nenhum! Dialogar com a oposição republicanamente pressupõe a apresentação de propostas sérias pelo Executivo que contemplem exclusivamente o bem comum.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Diálogo difícil

Só o fato de Dilma nem ter mencionado o nome do seu adversário Aécio Neves no discurso de vitória já nos mostra o nível de estadista da "presidenta". É com essa arrogância que pretende chamar ao diálogo? A oposição deve, sim, ir a fundo na questão da denúncia do doleiro Alberto Youssef envolvendo Dilma Vana e Luiz Inácio, em que acusa os dois de conhecerem o grandioso esquema de corrupção instalado pela quadrilha do PT na Petrobrás. A oposição desta vez não deve temer pela governabilidade, como ocorreu quando veio à tona o caso do mensalão, levando a denúncia até os envolvidos darem com os ossos na Papuda.

HUMBERTO BOH

hubose@gmail.com

São Paulo

Condições mínimas

Dilma quer diálogo com a metade do Brasil que ajudou a dividir com ódio e preconceito na sua campanha (já pediu o mesmo na ONU para o Estado Islâmico...). E nos deu o benefício de nos considerar amadurecidos democratas. Eu devo ser, pois com 80 anos me arrastei de andador para votar nos dois turnos. Pertencente à elite branca da odiada classe média, imponho condições mínimas para tal: comprove sua inocência na acusação de conivente com a corrupção na Petrobrás; expulse os culpados do PT e leve-os aos tribunais; recicle-se e amadureça politicamente, abandone a fantasia de criar sovietes manipulando plebiscitos; esqueça o jargão da antiga "coração valente" usado nos aparelhos terroristas e trate com educação seus subordinados; e, pelo amor de Deus, pare de se intitular "presidenta" - um marketing que ofende a gramática, dá mau exemplo aos jovens estudantes e munição aos áulicos.

ATHOS EICHLER CARDOSO

athosec@gmail.com

Brasília

Recado

O PSDB tem de entender de uma vez por todas que é um partido de oposição e como tal tem de se comportar. Chega de ficar em cima do muro. Aécio deu uma boa guinada, continue assim. Não votei nele para, a um aceno da presidente, tudo acabar em pizza. Nada de tomar chazinho no Planalto, aí subentendido "diálogo e união", seja lá o que ela quis dizer com isso. O PT promoveu a desunião pregando o "nós x eles", "norte x sul", "ricos x pobres". Quem pariu Mateus que o embale. Temos 2018 pela frente, se até lá a vaca não tiver ido para o brejo de vez.

MARISA D. S. AMARAL

gatarada@uol.com.br

São Paulo

Ano da virada

As perspectivas imediatas não são nada alvissareiras: inflação em alta, desindustrialização, desconfiança e perda de credibilidade no âmbito internacional, déficit no balanço de pagamentos, desvalorização do real, aumento do preço dos combustíveis e da energia elétrica, gastos governamentais incontroláveis, infraestrutura péssima, corrupção inimaginável, saúde, segurança, educação... etc., etc. Ganhar agora a eleição teria sido bom, mas traria um grande problema: o de levar a culpa por tudo. O ano de 2018, esse, sim, será o da virada que evitará o socialismo bolivariano do Foro de São Paulo!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Pró-ditadura

O documento emitido pelo PT é o maior absurdo. Como disse o Estado, eles deixaram cair a fantasia. O que querem é uma ditadura comunistoide/fascistoide. O que querem dizer com "controle democrático do Banco Central"? Ou da mídia? O PT ofendeu 51 milhões de brasileiros chamando-os de racistas, homofóbicos, machistas e adoradores do golpe militar. Deixa claro que o partido odeia as liberdades democráticas. É isso que elegemos para governar nosso país? Esta é uma hora de muita reflexão e cautela. Não podemos virar uma ditadura de esquerda (nem de direita, nem de centro, nem de nada). Ditadura, não!

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Vamos às armas

Parece-me que o PT acusou o golpe de mais de 50 milhões de brasileiros que não concordam com o que esse partido fez com o nosso país. O pedido para que a militância petista "pegue as armas", em referência às redes sociais, mídias eletrônicas e afins (será que é apenas isso mesmo ou existem segundas intenções nesse pedido?), demonstra que o desespero está batendo à porta do lulopetismo. Apenas para lembrar aos integrantes da "seita": nós, trabalhadores deste país que somos honestos, acordamos cedo, saímos para trabalhar, gerar riqueza, pagar os impostos e não dependemos de nenhuma "bolsa" compradora de votos, também dispomos das mesmas armas, sejam elas quais forem. E que fique bem claro: estamos dispostos a usá-las para evitar a proliferação dessa seita pelo nosso país.

CARLOS EDUARDO N. SEVERO

optikad@optikad.com.br

Atibaia

Dúvidas pertinentes

Será que a convocação feita pelo PT à militância para que "se arme" tem que ver com aquela arma de fogo apreendida com a babá do vice-presidente e ministro venezuelano "para o Poder Popular", Elías Jaua (24/10), ao desembarcar em Guarulhos? Falando nisso, o que tal autoridade veio de fato fazer aqui, no Brasil?

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Convênio MST-Maduro

A mídia noticia convênio a ser assinado, formalmente, entre o MST e o governo bolivariano da Venezuela. Mas como? O MST faz o diabo antes e depois de eleições e não responde judicialmente porque não existe formalmente! Melhor descobrir o signatário que responde no plano internacional pelo "movimento" e tomá-lo como dirigente formal.

PAULO MELLO SANTOS

policarpo681@yahoo.com.br

Brotas

MUDA, BRASIL

Melhor do que o primeiro discurso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), após a sua derrota nas eleições, foi a sua resposta ao líder do governo, senador Humberto Costa (PT-PE) que lhe pediu a palavra para sair em defesa da presidenta reeleita. Aécio foi brilhante enfatizando a defesa da democracia e da liberdade de expressão. Empolgou.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br
Monte Santo de Minas (MG)

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CRÍTICAS E ATAQUES

O senador Humberto Costa, do PT, já se aproxima dos quatro anos no Congresso Nacional e nunca fez nada por Pernambuco. Mas crítica é com ele! Não tem nenhum projeto para beneficiar o povo pernambucano. Seu partido fala em seu nome para disputar a prefeitura do Recife em 2016, mas, no meu entender, será mais outra derrota do senador, como ocorreu antes. Espero que o eleitor se lembre disso e não vote nesse político que só sabe atacar.

Manoel Limoeiro www.grupounidoderodafogo.blogspot.com.br
Recife

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RESPONSABILIDADE PELOS VOTOS CONQUISTADOS

Sr. Aécio Neves, conforme sua próprias palavras, perdemos vencendo. Sua responsabilidade é muito grande. A luta não será fácil e terá de ser uma luta de todos os dias. Tolerância zero. Temos de imitar o belíssimo exemplo do menininho de Amsterdam que, vendo um furinho no dique que protegia o país da invasão do mar e não vendo ninguém por perto a quem pedir ajuda, passou a noite tampando o buraquinho com o dedo até que chegasse alguém para avisar o pessoal para vir fazer o conserto. Ele sabia que se a água continuasse a vazar o buraco ia aumentando e o dique podia se romper, acabando com o país. Diante do nosso atual quadro político, qualquer coisa que deixemos passar será um grande buraco aberto nas nossas defesas. Não podemos ser uma oposição omissa ou conivente. Quem não concordar que assuma sua posição e mude de partido. Aliás, precisamos ter cuidado com os infiltrados. Têm azul na cara e outra cor no coração. Cuidado! Por uma pequena diferença de votos o senhor não é nosso presidente. Pois bem, junto com os políticos que, como nós, querem um Brasil melhor para todos, aja como se o fosse. É o que mais de 50 milhões de brasileiros esperam. Vamos que vamos com a mudança!

Teresinha A. O. Carvalho teresinhaaoc@terra.com.br
São Paulo

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AS CONTAS DO GOVERNO

Não foi surpresa a divulgação, cinco dias após as eleições, do desastroso resultado fiscal de 2014. Já com os números em mãos, o governo ficou “na sua”, esperando apenas passar a etapa das urnas, quando apostava que a desinformação e/ou a incapacidade de discernimento do povão lhe conferisse mais quatro anos no Planalto. O Brasil vive um drama fiscal de sérias proporções, mas o eleitor – preocupado não com os dados do Tesouro, mas com a tabela do “Brasileirão” – não se dá conta disso. Há poucos anos, o superávit primário era superior a 3% do produto interno bruto (PIB). Aliás, foi assim sob Lula, época do “boom” e da bonança financeira. Com Dilma Rousseff, o "primário" foi minguando. Ainda em janeiro falavam em 1,9% do PIB – melhor do que nada, mas pouco. O tempo passou e viram que não daria pé. Agora, que não temos um superávit, mas, sim, um déficit de bilhões, evidenciou-se o estelionato, já que optaram por não divulgar esses números. Vale especular se o eleitor repudiaria o PT caso tivesse essa informação. Primeiro, porque não entende a dimensão do problema da erosão fiscal em sua vida. Só consegue perceber que as coisas vão mal quando vai à feira e vê os preços dispararem. Depois, porque o marqueteiro do Planalto se incumbiria de neutralizar o dado adverso. Talentoso como é, mudaria de assunto, jogando areia nos olhos de uma população incauta e desinformada. O eleitorado vive a anos-luz de estabelecer uma ligação entre a erosão das contas públicas e a perda de sua qualidade de vida. E é essa, em grande parte, a razão de o PT seguir no mando.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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NA UTI

Após o aumento da taxa Selic para 11,25% logo na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, não apenas ficou claro que o Banco Central (BC) terá de se manter submisso aos interesses políticos momentâneos do Poder Executivo, como bem destacou o leitor sr. Luigi Petti (“Aumento da taxa Selic”, “Fórum dos Leitores”, 31/10), como também terá de aguardar a colaboração da política fiscal do governo na administração das receitas, já que o árduo desafio de combater a inflação e restaurar a credibilidade do setor econômico esbarrará, por outro lado, na intrincada tarefa de enfrentar o enorme rombo nas contas públicas, que apresentou um déficit primário de R$ 25,491 bilhões em setembro, o maior já registrado desde dezembro de 2008, quando apresentou um saldo negativo de R$ 20,951 bilhões. O difícil mesmo será o governo Dilma tão cedo resgatar a economia brasileira dessa UTI.
 
Emanuel A. Nascimento  emanuellangelo@yahoo.com.br
São Paulo

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NÃO HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL

De fracasso em fracasso (que não é um samba canção) o Brasil dança e vê um futuro negro pela frente. A cesta de ingredientes da herança maldita do PT agora deixa também um rombo estarrecedor de R$ 15,7 bilhões de déficit primário. O pior desde 1997. O superávit primário prometido pelo governo federal neste ano deveria ser de R$ 80,8 bilhões, e, para alcançar esse montante nos últimos três meses do ano, precisaria economizar R$ 96,5 bilhões. Uma tarefa impossível. Nem vendendo a desmoralizada Petrobrás, que já está como seu valor de mercado na bacia das almas, seria possível alcançar esse montante. E, como pouca desgraça é o que não se produz no reino petista, também o déficit nominal público tem um índice cavalar de 4,9% do PIB. Para ter uma ideia do que esse número representa, os países da zona do euro que estão em crise têm um déficit nominal de apenas 2,9%. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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POLÍTICA ECONÔMICA ERRADA

“Um país no vermelho” é o que diz editorial do “Estadão” (1/11, A3). Na verdade, o País já está no vermelho desde a ascensão do lulupetismo ao poder. Precisamos urgentemente resgatar as cores patrióticas verde e amarelo, para o bem do Brasil e a união do seu povo.
 
Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br 
São Roque 

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TUDO TEM LIMITES

Lamentável que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha pedido a inclusão do aumento salarial de juízes e promotores de Justiça no Orçamento de 2015, o que causaria um aumento nos gastos públicos de R$ 17 bilhões ao ano. O salário de ministro do STF passaria dos R$ 35 mil mensais e o efeito cascata traria enorme rombo às contas públicas. O Judiciário não pode legislar e muito menos decidir em causa própria, de forma corporativista. Não é por aí. A sociedade brasileira está cansada de pagar altos salários e uma série de benesses e privilégios aos membros do Judiciário e do Ministério Público, que já gozam de 60 dias de férias e auxílios-moradia e alimentação, licença-prêmio e outros penduricalhos, tudo isso pago com o dinheiro do povo. Tudo tem limites.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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NA PINDAÍBA

Além do reajuste salarial pleiteado pelo Judiciário, tem também o auxílio-moradia de R$ 4 mil, porque é simplesmente impossível conseguir um teto decente para morar com os proventos mensais de R$ 35.919,00.

Fernando Moreno frodg434@hotmail.com 
São Paulo

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AGILIDADE

Impressionante a rapidez da ministra Rosa Weber, do STF, quando o assunto envolve algo em benefício da própria classe, determinando que as propostas orçamentárias do Poder Judiciário e do Ministério Público para 2015 sejam analisadas na íntegra pelo Congresso e encaminhadas à Presidência da República. Será que é porque nas propostas estão incluídos reajustes para ministros e juízes? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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QUANDO O JUDICIÁRIO É LENTO

Depois do descaso com os poupadores dos planos econômicos Bresser, Collor e Verão, que já dura décadas, a desaposentação também está sendo tratada com desdém pelos senhores ministros do STF. Ora não há quorum suficiente, ora é necessário um estudo mais aprofundado, mas o fato é que não há o menor interesse de nossa instância maior do Judiciário em resolver o problema que poderia dar um alívio maior a milhões de aposentados que continuam trabalhando para complementar seu parco benefício. O reajuste dos senhores ministros do Supremo foi decidido e definido em tempo recorde, e o dos parlamentares também vem a toque de caixa. Mas, quando se trata dos pobres aposentados, a lentidão é um fato. E o pior é que alguns ministros ainda se posicionam contra essa legítima aspiração. Tais ministros foram indicados pelo Partido dos Trabalhadores, mas acabaram virando as costas para estes trabalhadores. São dois pesos e duas medidas neste país de falta de solidariedade, de comprometimento e de justiça. E a nós, aposentados, só resta rezar para que Deus ilumine a cabeça destes homens, para que eles reconheçam o direito de quem lutou sua vida inteira para ter uma velhice digna e mais confortável. Onde estão as centrais sindicais, os órgãos de defesa dos aposentados e os senhores parlamentares, que só nos procuram em época de eleição?  

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 
São Paulo

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MAIS DO MESMO À FRENTE

“Cada povo tem o governo que merece.” Essa frase é do filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821). Foram os Estados mais pobres, quase miseráveis, que elegeram e reelegeram políticos descaradamente corruptos. Eleitores que trocam seus votos por bolsas e outros benefícios imediatistas merecem continuar morrendo nas filas dos hospitais ou sendo mortos pela violência urbana. Para eles, não interessam os “cabides de emprego” nos 39 ministérios e nas estatais brasileiros; os assaltos aos cofres públicos; a impunidade dos bandidos do colarinho branco (cumprem prisão domiciliar e dividem as multas). Esses eleitores, como mulher de malandro, vão continuar apanhando por mais quatro anos. E nós, contribuintes assaltados pelos impostos extorsivos, continuaremos a pagar os altos salários dos funcionários fantasmas ou não. Aqueles que estão desempregados anotem aí o salário mensal do presidente do Banco do Brasil: R$ 62,4 mil por mês. Já imaginaram quanto o Brasil gasta (nós) com os muitos outros “cabides de emprego”? Só nos resta amargar mais quatro anos de escândalos financeiros e, quem sabe, a implantação de uma ditadura pseudosocialista, em que só a minoria no poder tem direito a tudo.
  
Abílio Teixeira abilioteixeira@bol.com.br 
Brasília

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É VERDADE OU MENTIRA?

Onde estão nossos representantes? No Congresso, no Judiciário, na OAB, nos militares? Afinal, quem governa não são aqueles que arrecadam nossos impostos e vivem à nossa custa, governo sem oposição não existe nem nos países sérios. Portanto, vamos nos unir e reivindicar nossos direitos de cidadãos e apoiar o PSDB no pedido de auditoria das eleições – ou se vai esperar o povo voltar às ruas para reivindicar? Recém-eleita, a presidente Dilma Rousseff já viu subirem os juros (taxa Selic), desvalorizar o real e o PIB despencar mais abaixo do nível da campanha eleitoral mentirosa que a elegeu. O povo quer saber, eu quero saber, se o que anda circulando nas redes sociais da internet é verdade ou mentira. 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br 
São Paulo

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EVIDÊNCIAS

“Mestre, se o sistema das urnas eletrônicas estava cercado de toda segurança, como a oposição quer auditoria alegando que houve fraude?” “Elementar, meu caro Watson”, diria Sherlock Holmes, veja os fatos: no final da tarde só estava ocorrendo apuração para governador em segundo turno. A presidencial estava parada. Jamais havia acontecido isso neste país. As emissoras de TV ficaram cozinhando o galo, enchendo linguiça e passando o tempo. Só depois das 20 horas os primeiros resultados oficiais já indicavam a vitória de Dilma Rousseff. Com o argumento pífio do horário da eleição no Acre, o TSE, por intermédio do petista Antônio Dias Toffoli, criou a apuração secreta, numa sala reservada e sem nenhuma autoridade fiscalizadora. Assim é que os Tribunais Regionais Eleitorais divulgavam os votos para governador, mas a apuração presidencial era enviada para a sala reservada. Nos Estados onde a eleição de governador já havia sido garantida no primeiro turno, não houve fiscalização dos partidos, de nada. Dilma estava perdendo para Aécio até 80% da apuração. No finalzinho, Dilma ganhou por pequena margem em Estados sem segundo turno. “Meu caro Watson”, instigante mesmo foi Aécio Neves perder em Pernambuco, onde o PSB conseguiu fazer o governador no primeiro turno. Elementar.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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ELEIÇÃO SOB SUSPEITA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse em seu parecer sobre a auditoria nas urnas “que os partidos poderiam, antes das eleições, ter pedido acesso aos sistemas eletrônicos de votação e, ao final, boletins em seções de votação e registros referentes ao sistema de totalização”. Concordo plenamente e seria muita inocência da oposição não ter se preparado para a abertura das urnas. É bom dizer também que essa deveria ter sido uma providência do TSE, informar a todos sobre a lisura do processo. Convém lembrar que nas eleições para presidente, curiosamente, não houve pesquisa de boca de urna, além do atraso de 3 horas na divulgação da apuração. Na sala de informática do TSE para totalização dos votos, só havia 30 pessoas, todas do TSE e nenhum técnico ou fiscal dos partidos. O presidente do TSE foi advogado do PT e a candidata reeleita disse que “faria o diabo” para se reeleger. Um cenário ótimo para fraudes. Ainda que fazer “o diabo” para ganhar tenha sido uma estratégia abominável, a oposição também deveria ter feito o diabo para fiscalizar a contagem de votos, conhecendo a capacidade do PT.  Por muito menos Collor sofreu impeachment, e, neste caso, o PT comandou a saída do presidente. Hoje falar em impeachment é golpe. Como as coisas mudaram...

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo
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NEGAR POR QUÊ?

Causa espécie o deselegante pronunciamento do corregedor eleitoral, dr. João Nogueira, e também a atitude truculenta do procurador-geral da República, dr. Rodrigo Janot, no sentido de depreciar o pleito deduzido pelo competente e vigilante deputado federal dr. Carlos Sampaio, que tem por objetivo a realização de auditoria, para que seja corroborada a fidelidade do recente processo eleitoral. Afirmaram que a medida postulada põe em risco a democracia, atentando contra a segurança e a tranquilidade da República. Sucede que as autoridades em comento omitiram-se em relação aos personagens que provocaram a discórdia, promoveram a cizânia, dando ensejo à desconfiança, e, em última análise, ao pedido de auditoria, quais sejam: o guru Lula e a criatura Dilma. Com efeito, a presidente, mantendo-se no cargo e usando e abusando da máquina pública, afirmou que "faria o diabo" (e fez) para vencer as eleições, enquanto Lula "incorporou o capeta" acirrando os ânimos, pregando a luta entre a "elite branca sulista" e a "miséria negra nordestina"; é "nóis contra eles"; o "filhinho de papai" que agride mulheres indefesas (logo a Dilma, que bateu sem dó em Marina, a coitadinha) não poderia vencer, caso contrário acabaria com os projetos sociais... As autoridades acima referidas, para inviabilizar a pretensão, utilizam-se da velha tática esquerdista de desmoralizar o debatedor oponente, ao invés de discutir em alto nível o tema agitado pelo opositor. Tal postura abala a convicção daqueles, como nós, que confiávamos na invulnerabilidade das urnas eletrônicas, razão pela qual temos o direito de exigir resposta convincente e isenta, para que sejam dirimidas e afastadas eventuais dúvidas. O que abala a democracia e põe em risco a tranquilidade social é a obstinação desmedida e arrogante, em impedir a averiguação, caracterizando a prepotência de quem atua de modo parcial.

ULISSES NUTTI MOREIRA ulissesnutti@uol.com.br
Jundiaí

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PARA PROCURADOR, PEDIDO DO PSDB É ‘TEMERÁRIO’

Segundo o dicionário “Aurélio”, temerário tem como significados "arriscado, arrojado". Qual seria o risco? Descobrir que não houve qualquer irregularidade, tentativa de manipulação de resultado, destruição de conteúdo das urnas? Creio que não seria algo arriscado, muito pelo contrário: a oportunidade de conhecer eventuais fragilidades do sistema e corrigi-lo, ou que o sistema é o mais seguro possível. "Arrojado" até acredito que o pedido do PSDB o seja, considerando que, como oposição, permaneceu muito quieto quando o escândalo do mensalão estourou nas adjacências da sala presidencial, no Palácio do Planalto. O atual procurador-geral deve se lembrar de que este país, antes do mensalão, passou pelo processo de impedimento de um presidente da República; mesmo com vitórias nos primeiros turnos, com enorme vantagem de votos, o PT sempre gritou "Fora FHC" e ninguém viu nisso risco de instabilidade política e social. Mesmo com condenações dos membros do governo, na Ação Penal 470, o partido hegemônico saiu-se vitorioso nas eleições de 2006 e de 2010. Mesmo com o Petrolão rondando o Palácio do Planalto, idem. Portanto, o único risco seria descobrir quão frágil é o sistema do voto eletrônico. Então, o mais "republicano", na visão do procurador-geral da República, é não auditar nada? Não confia S.Exa. nas instituições de seu país?

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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O MITO DA INVIOLABILIDADE DAS URNAS

As cartas publicadas no “Fórum dos Leitores” esta semana, em sua maioria, tratam do pedido do PSDB para que seja realizada uma auditoria no segundo turno da eleição para presidente da República e a tendência do TSE de recusar o pedido. E me atenho, entre tantos outros, ao e-mail do professor Walter Del Picchia, da escola politécnica da USP, sob o título “Impossibilidade de auditar”, que esclareceu que o Fórum do Voto Eletrônico, entidade não partidária, vem advertindo que nossas urnas são sujeitas a falhas e/ou fraudes e o eleitor não tem como saber se o seu voto foi corretamente computado, e que elas são as mais atrasadas do mundo, pois seus resultados não podem ser auditados. Para completar a informação do professor, eu acrescentaria que o fato é obvio ululante. Se até o sistema do Palácio do Planalto, e mais, o sistema do governo norte-americano e do Pentágono, foram invadidos, por que apenas as urnas do TSE seriam invulneráveis, como quis induzir a propaganda do TSE exaustivamente anunciada nos canais de televisão durante as eleições? Não dá para acreditar que apenas o nosso país possui uma tecnologia tão avançada, mas que apenas só um outro país a utiliza, enquanto nenhum dos países mais desenvolvidos do mundo adota tal sistema. É muita ingenuidade do governo achar que as camadas mais esclarecidas da população, de todas as classes sociais, irão acreditar nessa história da carochinha de que pedir auditoria, como fez o PSDB, é atentar contra a democracia. E o TSE não deveria estar inclinado a não aceitar o pedido do PSDB, mas, ao contrário, deveria ser o primeiro a concordar, a menos que sabem seus ministros que a inviolabilidade é uma balela, como aparenta ser, ou, como afirmou o professor Walter Del Picchia, que elas são impossíveis de auditar. Cabe lembrar ainda que o senador Álvaro Dias vem realizando uma investigação sobre os resultados das loterias da Caixa Econômica Federal, em vista de que é comum que grandes prêmios acumulados normalmente saem para uma só pessoa em cidades pequenas deste país. Ele já conseguiu constatar que determinadas pessoas já ganharam dezenas de vezes tais prêmios polpudos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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‘O DIABO’ ESTÁ NOS DETALHES
 
Quando leio e escuto gente qualificada querendo dizer que o PSDB não deve pedir a auditoria na eleição do segundo turno e vemos que em três dias tudo desaba no governo Dilma-Lula (PT) (aumentos de juros-taxa Selic, metas fiscais das contas públicas não serão cumpridas, pior rombo mensal desde 1996, aumento de despesas do governo), revolto-me. Isso porque ainda não anunciaram os aumentos de gasolina, eletricidade, tributos outros, etc. Isso é mais do que suficiente para imaginar o tamanho do desespero do PT e de aliados em perder a eleição se isso fosse divulgado. Então é justo fazer uma auditoria, pois, como disseram, fariam, e fizeram, “o diabo” para se eleger. E o diabo está nos detalhes... talvez nas urnas eletrônicas.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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PROFÉTICO

Em 13 de setembro, enviei ao “Estadão” a seguinte pequena missiva: “As pesquisas indicam que, quanto maiores são as denúncias de corrupção e incompetência no governo federal, maior é a aprovação do eleitorado ao governo Dilma. Estranho, né? A menos que tais pesquisas sejam já uma minifraude preparatória para a megafraude a ser perpetrada nas urnas eletrônicas e avalizada pelo TSE de Toffoli e referendada pelo STF de Lewandowski”.  Terminada a disputa eleitoral, vejo quão proféticas foram minhas palavras de um mês atrás.

Ronaldo Gabeira Ferreira rgabeira@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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MENTE INQUIETA

Inúmeras foram as manifestações de pessoas que desconfiam da seriedade da apuração do sorteio dos jogos ofertados pela Caixa Econômica Federal – os quais, diga-se por oportuno, movimentam uma quantidade fantástica, e determinado jogo acumula, acumula e sai para apenas um sorteado, geralmente em locais bem distantes das grandes cidades –, e agora vem a população levantar suspeitas sobre a lisura da apuração do pleito presidencial nas urnas eletrônicas. Que outros país adotaram as tais urnas? Eu finalizo e deixo para ilações: depois do escândalo da Petrobrás, verdadeira alquimia entre a informatização e registros contábeis, como fica nossa mente?

Paulo Costa costa-paulo@ibest.com.br 
São Paulo

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O FANTASMA DA FRAUDE

Se não houvesse problema na apuração, os vencedores (?) seriam os maiores interessados na auditoria, para, definitivamente, legitimarem o pleito. Ao invés, com pensamentos temerosos, preferem entrar para a História como protagonistas de uma eleição fraudada. Não bastassem os problemas que nós, brasileiros honestos, já temos, agora temos de viver com o fantasma de eleições desonestas. Isso aqui já, já vai virar uma Burkina Fasso. Eu avisei!

Sérgio Aranha da Silva Filho aranhafilho@aasp.org.br 
Garça

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EXTREMISMO EXACERBADO

Dilma Rousseff teve 38% dos votos dos brasileiros, sendo uns 20% transferidos dos eleitores do majoritário PMDB, uns 5% dos demais partidos aliados, e, talvez, somente uns 13% do minoritário PT. Não há por que aceitar a pretensão descabida do minúsculo PT em maior influência na gestão de Dilma (4/11, A1 e A6), já que todos sabemos que os seus militantes, ou até milícias, pretendem escravizar mais de 80% de brasileiros – tanto os que transferiram seus votos da base aliada quanto os que não votaram no PT. O PMDB, o partido majoritário em nível dos Legislativos e em inúmeros governos de Estados, é a favor do comunismo-fascismo petista exacerbado desde a eleição? Se não é, o PMDB tem de assumir o seu papel majoritário na coligação e brecar a nefasta pretensão petista de instauração do totalitarismo no Brasil. 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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O DIFÍCIL FUTURO DE DILMA

Depois de uma vitória apertada conquistada pela “desconstrução” de seu oponente Aécio Neves, com um tempo de TV imensamente maior, Dilma Rousseff volta ao palácio do governo. Vai encontrar um país em frangalhos, com sua economia naufragando com déficit fiscal em R$ 20 bilhões, desastre no crescimento da economia, piora na inflação e na balança comercial, o pior resultado em 16 anos. Não atingindo a meta de superávit fiscal, arriscando-se a infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal, obrigará o Congresso a mudar o índice para poupá-la. Dilma enfrentará um Parlamento pouco amigável, com um bloco de partidos nanicos – 140 membros – buscando ascensão. O maior problema, no entanto, será o seu envolvimento nos crimes cometidos na Petrobrás, pois que, segundo um participante confessou, ela e Lula estavam cientes do que estava se passando. Esse quadro, principalmente o fato de que até o seu impeachment pode ser decretado em razão do tema Petrobrás, deixa uma visão difícil neste segundo mandato. Quanto ao futuro político do País, depois da tentativa de aprovação do projeto dos “sovietes” e de suas diretrizes sobre a economia, fica a impressão de que a má gestão na economia foi proposital. Para ser transformado em socialista, o País não pode estar com uma boa saúde econômica, caso contrário, haverá – como ocorre no Brasil – grande resistência, como ficou demonstrado na eleição. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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ÂNIMOS EXALTADOS

Ao cobrar da presidente Dilma mais controle sobre o Banco Central, regulamentação da mídia (leia-se censura) e um discurso "mais à esquerda", a executiva do PT fomenta, desta forma, o aparecimento e desenvolvimento de grupos radicais de direita e suas terríveis consequências. Ou seus membros carecem de bom senso ou sabem muito bem o que estão fazendo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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IMPRENSABRÁS

Francamente, a ideia de uma ala radical e minoritária do PT de lançar um jornal diário de massas e uma agência de notícias destinados a dar apoio à atuação do campo democrático é deveras preocupante. Indica, às claras, a manifesta intenção do governo de manipulação da opinião pública por meio da imprensa, seguindo fielmente a cartilha do que ocorre em regimes ditatoriais como a Rússia, a China, Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina em breve, entre outros. No Brasil, que em pleno século 21 ainda registra alta taxa de analfabetismo funcional e baixíssimo nível de educação, ter o controle e a edição de notícias favoráveis ao governo para dourar a pílula que a realidade teima em contradizer é meio caminho andado para o agravamento da situação. Todo cuidado é pouco.

J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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ETERNA VIGILÂNCIA

Neste seu último mandato, tudo indica que Dilma Rousseff (e os radicais do seu partido) cuja formação ideológica é marxista, tentará implantar sorrateiramente algumas de suas ideias socialistas em nosso país, por meio de conselhos populares, plebiscitos, reforma política esquerdista, controle da mídia, etc. Ela se sente devedora as suas convicções políticas desde seu tempo de guerrilheira. Confiamos em que nossos congressistas, independentemente do partido a que pertençam, estejam alertas na defesa do bem-estar de nosso povo e da genuína democracia. Lembrem-se de que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com 
Campinas

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MUDARAM AS MOSCAS

Lendo o noticiário, é desanimador ver que as informações não são boas. Henrique Alves (PMDB) perde a eleição no Rio Grande do Norte e quer ser ministro; Miguel Rossetto aparece na lista de ministeriáveis, entre outras articulações, para acomodar aliados em ministérios. Pelo andar da carruagem, continuaremos com um Poder Executivo obeso e despreocupado com desafios, e não será surpresa que surjam novas pastas para satisfazer outros esfomeados pela boquinha no circo petista. E nós, os palhaços não inclusos nesse picadeiro, pagamos a conta.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com  
São Paulo

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CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

O nobilíssimo Rui Falcão, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, diz que o partido vai processar o “Paulinho” da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, amigão do ex-presidente Lula, em razão de seus depoimentos sobre a corrupção na Petrobrás em acordo de delação premiada. Correto mesmo seria o partido processar quem fez tanta maracutaia na Petrobrás e ainda usou essa grana toda para corromper e comprar tudo e todos. Isso é o que deveria ser feito, e não processar “Paulinho”, que agora denuncia tudo. 
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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DELAÇÃO PREMIADA

O ilustre causídico dr. José Roberto Batochio diz-se contrário a todo o tipo de delação (“Estadão”, 4/11, A4). Concordo plenamente com a declaração de sua senhoria, quando a delação for infundada e contra pessoa de bem. Caso a delação tenha fundamento e vise a membros da camarilha de marginais que emporcalha a Nação, delação premiada ou não, merece o agradecimento da cidadania por seu caráter ético, moral e cívico. Torpes dão a mentira e a omissão das pessoas de bem.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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A VENEZUELA É AQUI

O ministro venezuelano para as comunas e os movimentos sociais, Elias Jaua, que entrou no Brasil sem avisar o nosso governo e o Itamaraty, veio sorrateiramente e assinou documentos com o MST e com outros movimentos sociais, e ainda por cima a sua empregada doméstica foi detida no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por porte ilegal de armas. Além de todos esses fatos escabrosos, a esposa dele tinha uma consulta marcada no Hospital Sírio-Libanês, foi atendida de pronto e operada em caráter de emergência. Depois da cirurgia, o ministro venezuelano decidiu trazer também para o Brasil a sogra, os filhos e a babá. Ora, só posso entender que já estamos num país bolivariano sob pleno comando da Venezuela e de Cuba!
 
Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté

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CRUZES!

Acompanhante de estrangeiro é presa em flagrante com arma ilegal; proprietário confessa oficialmente, pede desculpas, acusa terceiros e embarca livremente de volta a seu país de origem. A Venezuela, claro.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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A CHUVA E AS INUNDAÇÕES

A tão esperada chuva começou a aparecer em São Paulo. E na cidade começaram as inundações. O prefeito do PT, Fernando Haddad, nada fez antecipadamente para desobstruir os bueiros. Aliás, nestes dois anos, só o que vimos foram faixas vermelhas nas ruas, muito mal planejadas, e mais nada. Este prefeito foi a pior escolha que os paulistanos já fizeram, ganhou de Marta Suplicy em incompetência. Até bandeiras do PT pendurou no prédio da Prefeitura de São Paulo, que é público, uma falta de ética e de vergonha, comum aos candidatos desse partido. Será que sobreviremos ao PT?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 
São Paulo

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CHOVEU

Será que a desculpa do prefeito Haddad pelo caos causado pelas chuvas é de que há mais de 80 anos não chove tanto?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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CONTRA OS CÉUS

Desde sábado, no Largo da Batata, quando choveu durante protesto político usando a seca como gancho, a petralhada está se rasgando e já começou a desqualificar São Pedro.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo

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NAS CICLOFIXAS

As faixas para andar de bicicleta estão proliferando em toda a congestionada São Paulo, piorando muito o trânsito dos demais veículos na cidade. Aos domingos, o pessoal pedala nas faixas organizadas pela CET, portanto, só falta o prefeito Haddad convencê-los a andar de bicicleta nos demais dias da semana, pois o que se vê são espaços tomados dos demais veículos inclusive motocicletas, entregues inteiramente às moscas. Prefeito Haddad, o senhor vai se enrolar com essas faixas e virar a primeira múmia da dinastia petista. Ainda bem que faltam pouco mais de dois anos.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br 
São Paulo

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O DESAFIO DAS GRANDES CIDADES

Especialistas dizem que governar bem um país é cuidar principalmente da qualidade de vida nas grandes cidades. Essa é certamente uma das nossas grandes vulnerabilidades, posto que nossas megalópoles estão carentes da maioria dos itens qualitativos como mobilidade urbana, saúde, moradias dignas e segurança pública. Urge, assim, que todos os nossos governantes sejam pressionados, no sentido de resolver ditas carências, evitando um caos urbano de que ninguém estará livre. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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GOVERNO FROUXO

Pois é. O setor que não precisa de subsídios, o automobilístico, tem o dobro do concedido ao transporte público. Preferem engarrafamentos quilométricos, de até 800 km de extensão, a proporcionar um conforto ao cidadão. Em São Paulo, o usuário do transporte público precisa de 3 horas para ir ao trabalho e outras tantas para voltar, e ainda viaja feito numa sardinha em lata. Política econômica totalmente errada. Subsidiando um setor que nem peso significativo tem no PIB. Qualquer ameaça do setor em dispensar empregados ou dar férias coletivas, o governo treme e se curva. Governo frouxo. Deixa desempregar. O importante é o bem do cidadão que usa o transporte público. O importante é colocar na mesa do cidadão comida barata, e não automóveis. Automóvel não é gênero de primeira necessidade. Nem de segunda.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O CUSTO DE UMA VIDA

As tragédias provocadas pelos acidentes de trânsito motivam os legisladores a aumentar o valor das multas, em detrimento da melhoria das condições de sinalização, qualidade e segurança das vias públicas. Quantos mais ainda terão de pagar com a própria vida por mais esta irresponsabilidade oficial?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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OBRIGADO, ‘ESTADÃO’

Tenho 63 anos e é a primeira vez que me dirijo a algum órgão de imprensa, seja por telefone, carta ou e-mail. Fico feliz de que seja para lhes agradecer. Seus editoriais, principalmente de uns dias para cá, têm tido a contundência que o momento exige. Num momento em que tantos procuram a via fácil do “entendimento”, o Estadão tem falado a respeito não só do que aí está, mas, principalmente, do que pode vir.

Miguel F. Coatti paioldobicho@terra.com.br
São Paulo

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