Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2014 | 02h03

Espantoso!

Miséria no Brasil aumentada, meta da inflação estourada, balança comercial negativa, contas públicas deterioradas, indústria paralisada, crescimento do PIB quase zerado, saúde e segurança andando de ré... O que foi mesmo que a presidente Dilma Rousseff fez nesses seus quatro anos de governo além de afundar o País? Ah, ganhou as eleições!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Pobreza extrema

Dados do Ipea indicam que a pobreza extrema parou de cair em 2013. Alguém se lembra do discurso de posse do Lula, em que ele falava do Fome Zero?

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Mais miséria

De fato, segundo dados divulgados pelo Ipea, nos governos petistas a miséria - daqueles que têm menos de R$ 70 por mês, levantados pela Pnad - aumentou em 370 mil indivíduos desde 2004. Isso equivale ao município de São Caetano (SP). Tais dados não foram publicados antes por causa das eleições, o que ocasionou o pedido de demissão do diretor Herton Araújo, em outubro. E conforme informação do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade também em outubro, a pobreza parou de cair no País. Aparentemente, o governo Dilma não tem sido muito favorável aos pobres. Isso deve piorar com o aumento da inflação.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Um dos motes da campanha eleitoral de Dilma era o de que ela iria continuar governando para os pobres (como se ricos fossem uma pestilência). Mas os dados do Ipea, aqueles cuja divulgação foi proibida às vésperas da eleição, mostram que a miséria cresceu entre 2012 e 2013, em pleno governo Dilma. Se a presidente dá valor à sua credibilidade, é preciso uma explicação imediata. Dizer que os dados não são oficiais é ladainha.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Propaganda enganosa

Há 12 anos no "pudê", o PeTelulismo consegue fazer o índice de miseráveis voltar a subir no Brasil. Exatamente o contrário do que Dilma explorou e se vangloriou durante sua campanha para a reeleição. Estranho, né...?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

PÓS-ELEIÇÃO

Como vencer e perder

Disse a presidente Dilma Rousseff: "É preciso saber ganhar, da mesma maneira que é preciso saber perder". Mas mais importante que esse dito é saber ganhar com honestidade, sem precisar caluniar os adversários e, principalmente, sem contar com o auxílio escuso das ineficientes urnas eletrônicas nas mãos de quem não admitia serem elas testadas para dirimir dúvidas quanto às suas vulnerabilidades e ao sistema completamente arcaico.

MARIA DO CARMO LEITE ALVES

m.carmo1946@bol.com.br

São Paulo

Duas faces

O senador Aécio Neves cobra do governo investigação de atos de improbidade e de corrupção e a presidente responde que é preciso saber perder?! Então, quem representa, na oposição, 51 milhões de votos não tem o direito de cobrar investigações e punição para corruptos? Fica patente, assim, que a democracia petista tem duas faces: uma do partido e outra para usar contra os adversários. Ressalte-se que Aécio, como líder da oposição, não só tem o direito de exigir apurações e investigações, como tem também o dever de postulá-las, ficando o governante sujeito a penalidades legais em caso de omissão - crime de prevaricação. Na verdade, é uma satisfação para o povo brasileiro que tenhamos doravante uma oposição firme e corajosa, submetendo os corruptos a uma fiscalização de há muito desejada e esperada.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Oposição fortalecida

Grande parte do eleitorado brasileiro optou pelo fortalecimento da democracia e disse não ao governo do PT nas urnas. Para nossa salvação, tudo indica que teremos, sim, uma oposição ativa, que vai saber ouvir a voz do povo que clama por mudanças. Que os partidos oposicionistas se articulem na defesa dos interesses dos brasileiros e fortaleçam a nossa democracia, pois o Brasil precisa avançar.

MARCELO RUFINO BONDER

mbonder@Cocal.com.br

Paraguaçu Paulista

BOLIVARIANISMO

Brincando com fogo

Hilária a reação do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, que viu "estranheza" na presença em nosso país do sr. Elías Jaua, ministro das Comunas e Movimentos Sociais da Venezuela. Ora, um alto funcionário de um governo estrangeiro vem ao Brasil sem avisar, mente sobre os seus objetivos no País e vai se encontrar com o MST para assinar convênio sobre "Treinamento, Organização e Conscientização do Povo para a Revolução" não é caso para "estranheza", mas sim de veementes protestos! Isso nos mostra que os bolivarianos já nos consideram extensão de seus territórios. A propósito, como ficou o caso da babá da filha desse senhor, encontrada com um revólver ao passar pela alfândega brasileira? Estão brincando com fogo!

CESAR ARAUJO

cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

Subordinação

O fato de o ministro das Comunas e Movimentos Sociais da Venezuela ter vindo ao Brasil e se achado no direito de firmar, como o fez, convênio com o MST, sem conhecimento do governo federal, deixa-nos a impressão de que a nossa Presidência já está subordinada ao governo bolivariano de Nicolás Maduro.

FLÁVIO JOSÉ R. DE AGUIAR

flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

Lições venezuelanas

O que será que a Venezuela tem para nos ensinar? Só se for como afundar mais depressa do que já estamos indo sob o governo do PT, nestes últimos anos. Os venezuelanos vão nos ensinar como formar milícias e também como ficar sem papel higiênico, tal como ocorre por lá? Chega aqui um tal Elías Jaua, sem avisar, traz uma babá portando um revólver de calibre 38 e tudo fica bem. Onde estão e o que são o Itamaraty, a Polícia Federal e o próprio governo? E vem a dona Dilma dizer que é preciso "saber perder"... Eu diria que também é preciso saber ganhar, sem que para isso se apele para caminhos tortuosos e mentiras deslavadas.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

BRASIL REAL

Aquele maravilhoso país virtual, o Brasil do discurso do PT, onde tudo eram flores, onde a economia estava sendo bem conduzida, onde a miséria absoluta estava erradicada, onde a corrupção era combatida sem quartel e onde se punia quem errava doesse a quem doesse, deu lugar ao Brasil real, onde sérios problemas pipocam, onde as taxas de juros são as maiores do planeta, onde estão sendo liberados aumentos de preços administrados pelo governo, pressionando a inflação e fazendo com que aumente o número de miseráveis, e onde corruptos são forçados a entregar os altos cargos que ocupavam no Conselho de Administração da Itaipu Binacional, na Transpetro e no Banco do Brasil. Tudo isso depois das eleições, já que não há mais necessidade daquela propaganda enganosa para engabelar eleitores incautos.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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O MISTERIOSO AUMENTO NOS COMBUSTÍVEIS

Uma verdadeira gracinha a declaração da presidente da Petrobrás, Graça Foster, quando afirmou categoricamente que aumento de combustível não se anuncia, e, sim, se pratica. Exatamente como fez com seus bens pessoais, não anunciou as doações e simplesmente os doou. Muita audácia nessa declaração.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava 

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CORRIGINDO A FRASE

“Reajuste de combustível não se anuncia; pratica-se”. Dadas as circunstâncias, podemos parafrasear a (sem) Graça Foster, dizendo: “De falcatrua não se desiste; pratica-se”.

Carlos Renato Napoleone crnapoleone_50@itelefonica.com.br
Agudos 

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‘REAJUSTE NÃO SE ANUNCIA, PRATICA-SE’

Corrupção não se denuncia, acoberta-se.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DESRESPEITO

Qualquer cidadão merece respeito. A fala e a foto da sra. Graça Foster (5/11) demonstraram desrespeito e prepotência: “Reajuste não se anuncia, pratica-se”. Apesar do imbróglio da Petrobrás, para dizer o mínimo, Graça Foster, falando assim, parece soberana, prepotente e acima do bem e do  mal. Será que ouviu da ministra Marta Suplicy que a senhora é uma deusa?

Marisa Cardamone mcardam@terra.com.br
São Paulo

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PANE NO SETOR ELÉTRICO

Quem não se lembra dos  apagões sofridos nos últimos anos? Em um deles, pela gravidade, o Planalto chegou a declarar que “raios provocaram blecaute”. Algum tempo depois, a presidente Dilma declarou em alto e bom som que “sistema elétrico brasileiro é a prova de raios”. Pois ontem, no caderno de Economia do “Estadão”, conhecemos os motivos das interrupções: o governo estrelado não paga ninguém , só recebe (“Com rombo recorde, empresas do setor elétrico vão à Justiça contra o governo”). 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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RUMOS DA ECONOMIA

Enquanto os dados da economia brasileira apontam que a produção industrial caiu 0,2% em setembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desabam no mesmo ritmo o nível de confiança dos investidores estrangeiros em nossos mercados e também a credibilidade de quem produz. A indústria, infelizmente, vai perdendo significativamente o seu poder de competitividade com a falta de investimentos no setor e em setores estratégicos de nossa economia. Antes de ser reeleita, a presidente Dilma Rousseff preferiu adotar o discurso de que tudo andava muito bem no País das maravilhas. No entanto, não é esse o legado de seu primeiro mandato na Presidência da República. A disparada da inflação, o péssimo crescimento do PIB brasileiro em 2014, as altas taxas de juros, o não cumprimento da meta fiscal, o rombo nas contas públicas, entre outras marcas do atual governo do PT, estão praticamente levanto a economia do Brasil para a UTI, sem perspectivas de produtividade e de crescimento. O difícil será engolir toda essa incompetência por mais quatro anos. 

Emanuel Angelo Nascimento  emanuellangelo@yahoo.com.br 
São Paulo

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DISCURSO NO SENADO

A campanha eleitoral terminou. Mas não para o candidato derrotado Aécio Neves, que, no seu primeiro pronunciamento ao retornar ao Senado, faz acusações ao atual governo, citando os problemas da Petrobrás. Por que ele não dá um exemplo marcante, exigindo o julgamento de sua atitude em relação às verbas do aeroporto particular construído com verbas públicas e também à pautação do processo do mensalão mineiro? 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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NA OPOSIÇÃO

O discurso do derrotado Aécio Neves na tribuna do Senado mostra o quanto a classe política é incoerente. Se ele quer transparência do governo federal, deveria ter dado exemplo em seus dois governos aqui, em Minas. Nessa época, abri três demandas no serviço Minas on Line (portal de informações do governo mineiro), duas delas para solicitar dados sobre os custos de campanhas publicitárias do governo de Minas (protocolos 22302 e 22389) e outra solicitando acesso às planilhas de custos da Cidade Administrativa (protocolo 33275). A única que teve um retorno foi a última, quando perguntaram literalmente “você trabalha em algum órgão da mídia? Por favor, pedimos que esclareça qual o objetivo da solicitação”. Quando respondi que eu era um cidadão em busca de informações, mandaram a resposta: “As planilhas não estão disponíveis para o público”. Como é bom ser oposição... 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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INVESTIGAÇÃO

Aécio Neves quer pedir abertura de nova CPI da Petrobrás. Até aí, tudo bem, ele está fazendo o seu papel de senador e de suposta oposição, quando derrotado para o pleito presidencial. Mas o nobre senador poderia pedir a abertura de uma CPI, também, para investigar a corrupção que assolou o metrô de São Paulo, afinal ele foi vitorioso no Estado de São Paulo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com  
Casa Branca

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DESCRÉDITO

Aécio é desinformado, como asseverou FHC, ou desmerecedor de qualquer crédito, além de hipócrita. Como ele fala em resistir contra a corrupção numa tarde e, na mesma tarde, seu PSDB se acerta com o PT para não convocar políticos para testemunhar na CPI da Petrobrás? Talvez seja muita cara de pau, só isso.
  
Abel Cabral abelcabral@uol.com.br  
Campinas

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‘MINEIRIM’

Votei em Aécio e quase fiquei doente com a derrota. Acho, contudo, que o “mineirim” está esperneando demais. Se quiser ser o grande nome da oposição para 2018, creio que se deve lançar a uma agenda mais propositiva, começando por resolver o sério problema que tem com os eleitores de seu Estado.  Simples assim.
 
Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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A VOLTA DE AÉCIO NEVES

A volta triunfal de Aécio Neves ao Senado na terça-feira mostrou um pouco de como serão os próximos quatro anos. Ovacionado por centenas de correligionários, o candidato do PSDB, derrotado por uma ínfima margem de votos (ele teve 48,36%, contra 51,64% da petista Dilma Rousseff), foi recebido como herói nacional. Militantes tucanos e parlamentares da oposição o receberam na entrada do Congresso Nacional gritando “presidente”, “fora, PT” e cantando o Hino Nacional. Exageros à parte, como falar neste momento até na interferência direta dos militares nas questões políticas (se bem que sua atuação deveria se intensificar no País totalmente à mercê da criminalidade), apesar da derrota nas urnas o resultado final representou a necessidade imediata de o governo e a presidente mudarem radicalmente sua postura de deuses, com onipotência, onisciência e onipresença, além da omissão diante dos muitos erros cometidos, que vêm significando uma população cada dia mais dependente do assistencialismo, uma falsa percepção de que há conquistas reais e duradouras e, claro, permitindo uma corrupção desenfreada nunca antes vista. Talvez tenham sido esses os principais motivos para a expressiva votação de Aécio e do grande afastamento dos eleitores das urnas. Erros que o senador, juntamente com todos de uma oposição que promete se avolumar, deve recomeçar a combater com maior rigor, pois eles, agora, são representantes de milhões de brasileiros e brasileiras.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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TRABALHO PELA FRENTE

Aécio recebido como um rei, no Senado, pela claque tucana. Enorme emoção. Lágrimas e gritos por todos os lados. Mas é hora de Aécio começar a trabalhar de verdade. Ficar sentado nos milhões de votos que ganhou, jogando conversa fora, voltado para a plateia, não vai levá-lo a lugar nenhum. Ao contrário do que diz Aécio, as oposições também têm a obrigação de apresentar propostas de interesse da coletividade. É saudável que Aécio e seguidores permaneçam atentos, com a faca nos dentes, como guerreiros que não fogem ao bom combate. Oposição forte e unida, tomara que desta vez seja esta a real disposição, faz bem para a democracia. Estimula o governo a trabalhar com rigor e vigor. Quem lucra é a população e isso engrandece o País aos olhos do mundo. 
 
Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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SINUCA DE BICO

Ao voltar ao Senado, Aécio colocou o PT numa “sinuca de bico”: ou limpa a Petrobrás e cumpre sua palavra de candidata ou o diálogo será impossível. Dialogar com quem é conivente com um dos maiores escândalos de corrupção, que dilaceraram a Petrobrás, transformando-a numa espécie de pomo da discórdia entre os dois Brasis que emergiram das campanhas para a Presidência, é praticamente ajoelhar-se diante da corrupção e da política antiga do toma lá da cá. Já não é mais possível adotar esse tipo de troca de cargos em detrimento das discussões reais dos interesses do País, como a inflação, a corrupção, o descaso, a dignidade e a decência diante dos problemas que afligem o povo brasileiro.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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ALIANÇA DOS OPOSTOS

“PMDB é insubstituível na relação com governo”, diz Renan Calheiros. “Estamos em meio a uma aliança que tende a ser mais produtiva do que já foi”, diz presidente do Senado, minimizando atritos entre o PMDB e o PT. Como cidadão brasileiro que preza muito a democracia brasileira conquistada com suor e lágrimas, solicito ao Exmo. senador da República Renan Calheiros que esclareça quais são os pontos da Resolução Política do PT com que o PMDB se alinha e apoia nesta aliança produtiva: 1) hegemonia da sociedade; 2) democratização da mídia; 3) desmilitarização da PM; 4) reforma política com plebiscito; 5) soberania sobre as riquezas nacionais; 6) regulamentação dos conselhos populares; 7) controle do Banco Central, da imprensa, Poder Judiciário e Legislativo, e outros pontos apresentado no documento “Resolução Política”, disponível no site do PT. Afinal, o PMDB (Partido do Movimento DEMOCRÁTICO Brasileiro) deveria estar em oposição ideológica a quase todas essas resoluções um tanto quanto ditatoriais, para dizer o mínimo. Ou seria essa aliança dos opostos?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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DISCURSO

Adorei o discurso de Aécio Neves no Senado. No dia seguinte, vejo no “Estadão” que está havendo uma articulação entre parlamentares da base aliada e da oposição para blindar seus políticos na CPI (Como Protelar Indefinidamente) da Petrobrás. Já começou o diálogo entre governo e oposição?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com    
São Paulo

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DILMA NO COMBATE À CORRUPÇÃO

Como é que Dilma quer combater a corrupção se todos os políticos envolvidos são blindados pelo governo?
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo  

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O ÓBVIO NA CENA

Dilma não mudará, porque as pessoas não mudam.  E ninguém quer se identificar com a política econômica do governo petista. Não haverá uma equipe convincente.  Dilma está pelada, e está difícil encontrar quem queira se prestar a segurar a toalha para escondê-la. Quem estaria à disposição?  Mercadante? Por outro lado, profecias são temerárias.  Haverá uma CPI de verdade sobre a Petrobrás? Resultaria em impeachment? A impaciência da população que se sente fraudada nas eleições aumentará?
  
Harald Hellmuth hhellmuth17@gmail.com
São Paulo

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O BARCO CHAMADO BRASIL

Em discurso no Planalto (5/11), a presidente Dilma declarou que “não se pode construir um muro no Brasil, para dividir quem está no governo e quem está na oposição”. Eu concordo com a presidente, porém, foi o ex-presidente Lula quem criou a beligerância entre a população brasileira, ao falar em “nós, os pobres do Norte/Nordeste” e “eles, os ricos do Sul”. O PT, desde a sua criação e até chegar ao poder, nunca ouviu e jamais admitiu qualquer posicionamento de quem não fosse do partido, e sempre se manteve alheio às opiniões de respeitáveis professores universitários e mesmo de cientistas em determinadas áreas. Como estou no mesmo barco chamado Brasil, ficarei na torcida para que os graves problemas atuais – herança maldita criada pelo próprio PT – do País possam ser solucionados, o que não será nada fácil para um país que tem 75% do orçamento federal comprometido com pagar salários e benefícios.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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FALÁCIAS 
 
A presidente Dilma enfatizou, antes do início da campanha eleitoral: “Em época de eleição podemos fazer o diabo para vencer”. Em outro momento, Lula alardeou: “Eles não sabem do que somos capazes”. Dilma, agora, diz que “é preciso saber perder”. Perguntamos, então, à digníssima presidente: o seu partido, o PT, se conformaria em perder a eleição de 5 de outubro, após tantas inverdades e ofensas desferidas contra seu adversário Aécio Neves?
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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‘CONDIÇÕES MÍNIMAS’

A carta “Condições mínimas”, do leitor sr. Athlos Cardoso, publicada em 6/11, é uma peça elegante, honesta e reflete de maneira inteligente e extremamente concisa tudo o que a sociedade brasileira sente neste momento. Mereceria ser publicada em local mais nobre no jornal e em tamanho muito maior. O toque sobre a violência gramatical foi mais que sutil.
 
José Rolim Valença jrolim@uol.com.br
São Paulo
 
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GILBERTO KASSAB

Gilberto Kassab, o novo parasita da política brasileira, esteve com Dilma Rousseff para ver se pode lhe sobrar algum ministério no novo governo, afinal, o apoio é bom, mas as verbas são melhores e maiores – e o Brasil e o povão ele quer mais é que se danem. Afinal de contas, no Brasil, político bom é político parasita de quem está no poder, e o PT sabe compensar isso muitíssimo bem. 
 
Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br  
São Paulo
    
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REFORMA POLÍTICA? (RISOS)

Pelo calendário político, faz 20 anos do início das discussões sobre uma reforma política no País, sempre emperradas por interesses menores dos inquilinos temporários do Parlamento. As discussões voltaram à tona em manifestações de rua recentes, mas se mostraram ingênuas porque se acreditou que os políticos cortariam na própria carne e abririam mão das regras leoninas sob as quais constroem suas custosas carreiras. É de uma ingenuidade imperdoável acreditar que um dia essa reforma seja concretizada, com ou sem consulta pública. De seu inferno, Dante exclama: deixai vossa última esperança no umbral do Congresso, vós que ainda sonhais com essa utopia. É para rir e para chorar. 

Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com 
São Paulo

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REFORMAS POLÍTICA E JUDICIÁRIA
 
Há algum tempo, uma pobrezinha ficou mais de um ano presa por furtar um pote de margarina. Hoje, os homens e mulheres de bem ficam indignados ao verem os bandidos do colarinho branco condenados no processo do “mensalão” sendo soltos para cumprir suas condenações em casa, desfrutando do conforto proporcionado pelos assaltos de milhões de reais aos cofres públicos. O mentor do esquema, condenado a quase nove anos de cadeia, e que já cumpria pena no regime semiaberto, foi solto para cumprir o restante da pena (7 anos e 11 meses) no conforto da residência. São esses maus exemplos do poder público que levam os bandidos comuns a nem se preocuparem em cobrir os rostos quando assaltam, matam, estupram, torturam, etc. Eles sabem que a impunidade reina no País. Por que os juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigem com urgência aumento de salário para R$ 30 mil mensais, não exigem também mudanças urgentes nas leis responsáveis pelos variados tipos de impunidade? 
 
Abílio Teixeira abilioteixeira@bol.com.br 
Brasília 

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MAIS ESSA, SENHORA PRESIDENTE?

Apesar das recentes promessas de investigar os “achaques” à Petrobras, à Pasadena, à Abreu e Lima, entre tantas outras, foi editada a Medida Provisória 657-14, que altera a Lei n.º 9.266/96, para que o diretor-geral da Polícia Federal seja indicado pela senhora presidente. Será que Dilma Rousseff quer ter o controle absoluto da Polícia Federal, da mesma maneira que está fazendo com o Supremo Tribunal Federal (STF), e, assim, possam investigar com “calma e a fundo os malfeitos” dos PTralhas? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 
São Paulo

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AS NOMEAÇÕES PARA O STF

Como membro da sociedade brasileira, venho contestar as afirmações do ministro Luís Inácio Adams de que não há subordinação do STF, pois, a meu modo de ver, os novos ministros do STF podem não ser subordinados, de acordo com a Constituição, porém seus procedimentos (ou julgamentos) até agora têm sido claramente subservientes aos interesses do PT e de seus filiados. Além disso, segundo o que já li em jornais, foi nomeado até um ministro que não havia passado em concurso para juiz. Quanto à afirmação de que um decano da Corte foi quem desempatou a votação dos embargos infringentes, também fico em dúvida por que ele assim agiu, se foi por convicção ou por ter recebido pressão, e, sabendo que iria ficar com a minoria da corte, com as recentes nomeações e outras que estivessem por vir, resolveu agradar ao governante de plantão e seus novos ministros para não ser posteriormente massacrado, como estamos vendo com o incorruptível  Joaquim Barbosa. Quanto às urnas eletrônicas, seria bom que se esclarecesse por que as nações mais desenvolvidas não as querem e até a Índia as aboliu, e somente os países "bolivarianos" as utilizam. Sabendo que os computadores mais seguros do mundo sofrem a ação dos hackers, alguém acha que o sistema é à prova de fraudes?

Vanderlei Saburi vande.saburi@hotmail.com 
Santo André

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CREDIBILIDADE A ZERO

Presidente do STF rebate Gilmar Mendes: ministros são independentes de quem os indicou. Ah tá! Papai Noel existe, cegonha traz o bebezinho aos pais no hospital, coelhinho elabora o ovo de Páscoa. Fala sério! É por estas que a credibilidade do STF está próxima de zero.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net
São Paulo

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O PULO DO GATO

O reajuste  do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá ficar em torno de   22%, que dará um salto de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil. Enquanto isso, grande parte dos aposentados do INSS que recebem o salário mínimo, ao que tudo indica, terá um reajuste em torno de 6%, e com isso passarão a receber em torno de  R$ 40,00 só de aumento. Como o quilo de picanha de boi está em torno de R$ 50,00, pelo menos 800 gramas mensais já estarão garantidas pelo menos até o novo reajuste da carne de boi.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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DILMA FAZENDO CONTAS

Um passarinho me confidenciou que a presidente Dilma declarou que os aposentados tiveram aumentos reais.  Hein?! Onde foi isso? No país cor-de-rosa em que ela vive? Seria má-fé ou burrice mesmo?  Dizem que dona Dilma é economista, mas me parece que a recomendação que ela deu no debate da TV Globo a uma senhora, economista de formação, para fazer um curso no Pronatec, a fim de conseguir trabalho, penso que o curso seria mais apropriado a “ella”, até porque faliu lojinha de quinquilharias e, diante das câmaras de TV, afirmou que 13-4=9. Socorro!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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A LEI DAS ONGS

A presidente Dilma adiou, recentemente, por seis meses, a entrada em vigor da lei das ONGs, aprovada pelo Congresso, que estabelece regras moralizadoras e rígidas para a contratação de entidades sem fins lucrativos. Sabe-se que as relações do governo petista com as ONGs são um mistério. Tais relações foram alvo de dezenas de denúncias de corrupção, além de CPI inconclusa no ano de 2009. Foram falcatruas envolvendo ONGs que deceparam a cabeça de três ministros da presidente no primeiro ano de seu mandato. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br  
Mogi das Cruzes

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DA VENEZUELA PARA O MST

Com o beneplácito do governo petista, o Brasil acaba de sofrer uma intervenção direta de uma país estrangeiro – a Venezuela – visando a treinar uma instituição sem existência legal – o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sustentado por repasses de ONGs que recebem recursos públicos e com longo histórico de atividades destrutivas – para destruir, por meio de uma “revolução socialista” (leia-se comunista), princípios pétreos de nossa Constituição federal, que dispensam enumeração. Como pano de fundo, o apoio da multinacional ideológica Foro de São Paulo, fundada em julho de 1990 por Fidel Castro – há 56 anos ditador de Cuba –, Lula e outros esquerdistas, para catar os cacos dos órfãos do comunismo que o mundo civilizado havia lançado ao lixo da História sete meses antes, ao derrubar o Muro de Berlim – espécie de “V Internacional” que hoje domina boa parte dos países latino-americanos. Nem na Intentona de 1935, nem no deletério quadro de agitação político-social de 1961-1964 o Brasil esteve tão próximo de cair nas garras do comunismo internacional. Como prelúdio, a tentativa petista, até agora abortada, de criar à força os Conselhos Populares – tradução do russo “sovietes”, ferramenta instituída por Lênin na Revolução de 1917 para tomar o poder e instituir, precisamente, a União Soviética. Ou reagimos agora ou em pouco integraremos uma União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL).
 
Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com 
Rio de Janeiro 

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ACORDO MST-VENEZUELA

Quem está patrocinando tal acordo? Quais os reais interesses desses grupos? Onde estão nossas Forças Armadas que deveriam estar zelando por nossa Constituição e democracia? Não precisa ser muito inteligente para perceber que esses grupelhos estão se estruturando para promoverem a instabilidade do nosso país num futuro próximo (que poderia ter sido agora), e pior, utilizando repasse de verbas públicas (o Congresso aprovou tais repasses?). Ressuscita, Brasil! 

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com 
São Paulo

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SEM LEGITIMIDADE

Como é possível que uma entidade que não possui personalidade jurídica assinar um convênio, ainda mais com uma entidade estrangeira? Claro que não possui legitimidade alguma! Fizeram bem alguns congressistas que representaram ao Ministério Público para apurar o fato. Aliás, seria de bom alvitre expandir a pesquisa para descobrir e descortinar para o público a ligação umbilical de uma associação denominada Anca com o MST. Qual o repórter investigativo que vai se habilitar?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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QUEM VAI PAGAR ESSA CONTA?

Sabe-se que milhares de “médicos” cubanos estão atuando na Venezuela cuidando da saúde dos menos providos (lá não são todos iguais?) e que a propaganda esquerdista enaltece a “excelência” da medicina praticada na capitania dos Castro. Fiel ao que pregava, o comandante Chávez (hoje, passarinho!) buscou a cura dos seus males na ilha caribenha, e deu no que deu... Tudo indica que a nova geração que se apropriou da Venezuela não acredita no que diz ao seu povo, tanto assim que o ministro da “Economia Popular”, companheiro Elias Jaua, não quis correr o risco, levando sua mulher ao Sírio-Libanês para se submeter a uma cirurgia. Pertencentes ao mesmo “saco de farelo”, os atuais “donos” do Brasil propagam aos seus pobres/crentes eleitores, em caríssimas campanhas publicitárias encenadas por alguns artistas engajados (quiçá pelo polpudo cachê), a “eficiência”, as “maravilhas” do serviço público de saúde, contudo, são clientes do Sírio, do Einstein. Em se tratando do ministro da “Economia Popular” da Venezuela, será que a conta do tratamento da mulher do “hermano bolivariano” também irá onerar o bolso do contribuinte brasileiro?
 
Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br 
Jundiaí

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OBRIGAÇÃO DO CONGRESSO

A elite burguesa bolivariana agora vem ao Brasil para usar o Hospital Sírio-Libanes (1/11, A22). Ainda mais, avião da Estatal Petróleos da Venezuela é colocado a serviço da família e da babá de um dos “príncipes” venezuelanos – ou seja, utilizam a estatal petrolífera como se fosse sua. Ao povo venezuelano, nem mais sobram as batatas. Por exemplo, o Brasil foi um grande exportador de peças para caminhões à Venezuela, mas, nos últimos anos, nada mais exporta e ainda espera receber pagamento das últimas vendas. Que eu saiba, caminhão é instrumento de trabalho e agora, sem manutenção, deve estar sendo puxado a jegue. Em ambos os aspectos, o PT abusa igual do patrimônio dos brasileiros – tanto nos cuidados médicos pessoais, disponibilizado sem limite pelo governo federal aos nossos príncipes, quanto na locupletação da Petrobrás investigada pela Polícia Federal. Essa viagem causa, sim, mal-estar entre os brasileiros que conhecem os objetivos verdadeiros do PT e a maioria não quer tal opção. A Venezuela é o país totalitário-modelo aonde o PT quer levar o Brasil só para uso pessoal de sua elite burguesa, e onde mesmo a majoritária base aliada não terá mais qualquer serventia. Que o Congresso em peso assuma a sua obrigação e faça oposição ao minoritário PT – o que acabou de se iniciar nesta semana, após 12 anos, ainda precisa aumentar e solidificar-se –, exercendo forte oposição de forma construtiva e continuada, a fim de salvar o Brasil e colocá-lo no devido lugar na comunidade mundial de países livres.  

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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O JUIZ E A SERVIDORA DO DETRAN-RJ
  
Muito se falou a respeito da servidora do Detran-RJ que foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais a um magistrado, tendo em vista sua abordagem numa fiscalização da Lei Seca. Segundo os noticiários, o magistrado não teria apresentado a documentação do veículo, exibindo somente sua identidade. A servidora, na conversa – e ela confirma –, teria dito que “juiz não é Deus”. Não compete a um servidor publico, em atividade, especialmente exercendo atividades fiscalizadoras, emitir comentários e piadas em relação a quem está fiscalizando. Se o juiz não apresentou a documentação completa, é um caso; mas não compete ao agente ou à autoridade se dirigir aos abordados de maneira desrespeitosa. Além do dano moral, a servidora incorreu em infração funcional. Se um fiscal se dirige de tal forma a uma autoridade, um magistrado, o que não faria em relação ao cidadão comum?
 
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)
 
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COMPORTAMENTO REPROVÁVEL

Pelas atitudes do juiz João Carlos de Souza Correa, que processou a agente Luciana Tamburini por abuso de poder, podemos concluir que ele também pratica abuso de poder. Haja vista que, após o incidente com a agente, o juiz foi flagrado em outra blitz e se recusou a soprar o bafômetro, além de circular com o seu carro com a luz azul no teto, exclusivo da polícia. Pelo visto, deve achar que está acima da lei. Acho que o desembargador que condenou a agente deveria rever sua sentença, ante o comportamento do juiz.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O PAPEL DA CORREGEDORIA

Se a Corregedoria Nacional da Justiça não tomar nenhuma atitude no caso da servidora do Detran  do Rio de Janeiro que foi condenada injustamente por ter parado na blitz da Lei Seca o semideus juiz João Carlos Correia, do tribunal do Rio, para que serve a corregedoria, qual é a finalidade deste órgão tão caro aos cofres do País?

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo 

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PUNIÇÃO ERRADA

Inacreditável! Punir uma das – por que não dizer – raras pessoas neste país que cumprem o seu dever e realizam o seu trabalho. É o cúmulo do abuso da autoridade. Aposto que o tal juiz disse: “Sabe com quem está falando?”. Cumprimento a dra. Luciana Tamburini. Precisamos de mais gente como ela.

João de Braz joão@cto.com.br
São Paulo

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CRISE HÍDRICA

Lendo o editorial “Crise hídrica exige colaboração” (3/11, A3), enfatizo que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não pode fazer chover na cidade de São Paulo, pois é obra do Divino, mas com os recursos de que o Estado dispõe ele já poderia ter mandado executar as obras necessárias para suprir a falta de água e não só explorar o volume morto que dispõe o complexo Cantareira. Isso, no meu entender, foi mais um paliativo. Penso que neste momento, como o caso trata-se de extrema emergência, para não haver racionamento e ter de utilizar os nossos próprios esgotos, deva-se ter uma agilização por parte do governo paulista em buscar água onde for necessário, seja da Represa de Jaguari ou de outra represa ou de algum rio. Neste caso da transposição da represa para o Rio Paraíba do Sul, estou de pleno acordo com o governador de utilizá-la, pois, por mantém uma hidrelétrica ociosa. O governador tem, sim, de buscar mais recursos junto aos órgãos federais, se necessários, e se mobilizar junto com os Estados vizinhos. Neste momento de necessidade vital, não há espaço para revanchismos partidários e estaduais. A população aguarda ansiosamente a busca por soluções mais rápidas e efetivas.

Claudionor Vieira dos Santos claudionorvs33@gmail.com 
Americana 

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REPRESA DE GUARAPIRANGA

A Represa de Guarapiranga foi inaugurada em 1908 para geração de energia, e em 1928 passou a abastecer a população com água  proveniente de rios que nascem na Serra do Mar. Além de espetacular manancial, a região recebeu incremento de serviços relacionados aos lazer: clubes náuticos, marinas, pequenos estaleiros, balneários, restaurantes,  etc. Décadas após, loteadores gananciosos e políticos corruptos e populistas se encarregaram de destruir o entorno, com empreendimentos sem qualquer infraestrutura de saneamento. Resultado: milhões de litros de esgoto diretamente na represa. Maluf, Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Serra e Alckmin, sucessivamente, prometeram resolver o problema e apresentaram diversos projetos e anunciaram investimentos, tendo contratado empréstimos no exterior por diversas vezes. O dinheiro sumiu, nada mudou e nenhum outro investimento foi feito para manutenção ou melhoria das condições de armazenamento deste formidável manancial urbano. Agora o governador vem a publico para sacramentar a falência gerencial de todos os governos que o antecederam, e do seu próprio, ao anunciar que esgoto “tratado”, impróprio para consumo humano, será lançado na Guarapiranga para, depois de ser novamente tratado, tornar-se “potável”. Não bastasse a podridão de nossos Rios Pinheiros e Tietê, o governador acaba de nos presentear com uma obra espetacular: uma nova cloaca. Não podemos nos esquecer das inúmeras vezes que o governador veio a público afirmando que o bom governo estava obrigatoriamente vinculado à excelência de gestão. Lamentável.
 
Ilan Rubinsteinn ilanrubi@uol.com.br 
São Paulo

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