Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2014 | 02h02

Entrevista da presidente

"Eu não represento o PT. Represento a Presidência" - resposta da presidente Dilma Rousseff, publicada nos jornais de ontem, ao ser questionada sobre os ataques do PT a Aécio Neves. E eu pergunto: o que representa aquele blazer vermelho, cor do PT, que ela ostenta diuturnamente? Essa é a cor da Presidência?

DOUGLAS JORGE

douglasjorge@terra.com.br

São Paulo

Vernáculo e economia

A entrevista de Dilma não deixa nenhuma margem para qualquer dúvida: se ela maltratar a economia do País como maltrata a língua portuguesa, estaremos todos perdidos.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Mais do mesmo

A presidenta continua no palanque. Ao responder a jornalistas não revelou seguir algum plano de governo preestabelecido. Isso porque não existem planos preestabelecidos de governo... Segue, portanto, a cartilha do marketing de comunicação, falando o que o público representado pela mídia presente ao encontro gostaria de ouvir. O plano de governo, se abstrato para o público, é concreto para a elite política com a qual convive: um plano de poder. Dizer que não representa um determinado partido é uma falácia, já que foi eleita com recursos e apoio partidário e de políticos da sigla. O eleitor já foi usado para os fins necessários, o próximo passo será o retorno do investimento para os apoiadores, sejam os do aporte financeiro, sejam os puxadores de votos da campanha eleitoral. De resto, sabemos o que esperar: somente mais do mesmo.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Contraditório

Dilma até agora não conseguiu indicar um substituto para Guido Mantega, ministro da Fazenda, mas já começou a adotar medidas que dizia que seriam utilizadas por Arminio Fraga na área da economia.

RICARDO MOREIRA

motodesp@uol.com.br

Santos

Pinóquio, mais quatro anos

Quem votou no PT pare e pense. É sério. Durante a campanha eleitoral Dilma Rousseff disse que não ia conter a inflação "achacando" o povo. Demonizou o PSDB dizendo que o aumento dos juros é para banqueiro lucrar e que o dela foi o único governo que diminuiu a conta de luz. Agora, em uma semana seu governo aumentou os juros, a conta de luz e a gasolina. E o número de extremamente pobres é o maior desde 2005! Você acha que foi enganado? Sim, você foi. E não por falta de aviso.

WERLY DA GAMA DOS SANTOS

gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

GESTÃO HADDAD

Miséria em São Paulo

A sensação de uma cidade em decadência ultrapassa as fronteiras da Praça da Sé, a região mais pobre do Brasil, e ganha o centro expandido de São Paulo. Aglomerados em barracos, debaixo de viadutos no Glicério e na Avenida Celso Garcia, milhares de indigentes vivem a mais completa segregação social - centenas deles com aids, tuberculose e contaminados pelo crack estão morrendo desamparados. Qual a política social da Prefeitura para essa população? Ninguém lá jamais recebeu a visita de pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (o Ipea, ligado ao governo federal).

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Lei Seca e mensalão

A agente de trânsito Luciana Tamburini cumpriu o seu dever e o juiz, mesmo em flagrante delito, foi "agraciado" por seu colega com uma indenização. Essa é a "Justiça" do Brasil, em que também um condenado ilustre (do PT) recebe a "liberdade" antes da hora por uma mágica na contagem de tempo trabalhado, enquanto milhares de presos aguardam a análise de seus processos. Este é o país democrático que desejamos? Só nos resta esperar mais quatro anos...

HUGO HIDEO KUNII

hugo.kunii@terra.com.br

Campinas

Dirceu em casa

O ministro Luís Roberto Barroso autorizou a progressão de regime. Afinal, o juízo de execução penal transferiu-se para o STF? E os presos pobres como ficam?

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

A presidente frequentemente se gaba de não ter um "engavetador". Mas em compensação tem um "soltador" de primeira.

CANDIDA L. ALVES DE ALMEIDA

almeida.candida@gmail.com

São Paulo

Procurando resposta

O sr. José Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão. Saía de manhã e voltava à noite só para dormir. Cumpriu cerca de 10 meses e recebeu o direito de ir para casa. Minha dúvida, que creio ser a de muitos brasileiros: um desempregado que entra numa padaria, rouba três pacotes de café, um pacote de margarina e cinco pães, tendo o azar de ser apanhado em flagrante - e com mais azar ainda não é do PT -, vai gozar da mesma leniência?

MARCOS L SUSSKIND

eulerei@estadao.com.br

São Paulo

Desacreditado

Dirceu vivia dizendo aos quatro ventos que "este governo (do PT) não rouba nem deixa roubar". Agora, mediante tantas denúncias de corrupção, nem ele acredita na sua frase de efeito.

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Boletim pode?

Interessante ouvir que José Dirceu, agora em prisão domiciliar, não pode dar entrevistas. Não sei por que razão recebo diariamente um tal "Boletim do Zé Dirceu", que obviamente não abro, mas estava sendo enviado da cadeia. Qual é a coerência?

MARIA ESMENE COMENALE

comenale@mexma.com.br

São Paulo

CUMPRIMENTOS

Eleição presidencial

A Fiabci/Brasil e o Secovi-SP expressam em conjunto cumprimentos ao Estadão pela forma clara e corajosa como se posicionou nas eleições presidenciais deste ano. Foi um exemplo de opinião que veio fortalecer ainda mais a democracia, que se pauta, dentre outros valores, na liberdade de escolha e de expressão.

BASILIO JAFET, presidente da Fiabci/Brasil, e CLAUDIO BERNARDES, presidente do Secovi-SP

silvia.carneiro@secovi.com.br

São Paulo

AUMENTO DA GASOLINA

O aumento monstruoso de 2% para a gasolina é uma piada de mau gosto da Petrobrás. A estatal está caminhando para o buraco e levando junto os produtores de etanol. Acabando a produção nacional de etanol, todos os carros preparados para a mistura de 25% na gasolina, a Petrobrás será forçada a importar "mais" etanol dos EUA, que podem não dar conta da demanda. No fim do túnel está a placa nas oficinas especializadas: “Conversão de carros flex para gasolina”. Como são incompetentes neste governo! Administram uma empresa como políticos e usam a política como empresa. Até quando o Brasil aguenta?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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TRAPAÇA ELEITORAL

Baixar a tarifa de energia elétrica e congelar os preços dos combustíveis para reeleger-se.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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ESTELIONATO

E agora, você, que acreditou na campanha estelionatária de Dilma Rousseff, está feliz com os aumentos dos juros e da gasolina? E olha que isso é só o começo, a luz no fim do túnel sem dúvidas será uma locomotiva no sentido contrário. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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ANTES E DEPOIS DA ELEIÇÃO

Durante a campanha eleitoral deste ano, a candidata do PT, Dilma Rousseff, baforava Brasil afora que o desemprego era de apenas 4,9%, conforme Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Este modelo de pesquisa será extinto no fim deste ano, porque o levantamento é realizado em apenas seis regiões metropolitanas e não reflete a realidade do mercado de trabalho. A real situação de desemprego no País está refletida na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE (que vai substituir a PME e faz a coleta de dados em 3.500 municípios do País). Com base nesses dados, o desemprego no País é de 6,8% no segundo semestre deste ano, ante 7,1%, no primeiro semestre. Não por outra razão o PT usou todos os seus diabinhos para impedir a divulgação dessa pesquisa antes da eleição. Uma verdadeira fraude eleitoral. Assim também agiu o Planalto negando à população a informação de que o número de brasileiros vivendo abaixo do nível de pobreza aumentou. Em 2012, esse contingente era de 10,08 milhões de pessoas e, em 2013, subiu para 10,45 milhões, que vivem com menos de R$ 70,00 por mês. Ou seja, a este triste índice foram acrescentados mais 370 mil brasileiros que vivem ao relento social e econômico, ou de forma literalmente miserável. É provável que esse número seja ainda maior até dezembro, porque o nosso quadro macroeconômico piora a cada dia. Antes desta eleição, também o governo camuflou aos eleitores que iria aumentar os juros, como ocorreu logo depois do pleito, com a taxa Selic indo para 11,25% ao ano. E assim também com o preço do combustível, que deve ser reajustado, e idem para energia elétrica, com aumentos de 17% a 54% (como ocorreu em Roraima), que lembram o período da hiperinflação das décadas de 80 e 90 do século passado. A turma de Lula, no entanto, está muito feliz. Conseguiram mais uma vez passar a perna na sociedade brasileira ganhando mais quatro anos no Planalto. Certamente, para indignação do povo tupiniquim, vamos ter de conviver com mais mensalão, Operação Lava Jato, etc., de exclusivo patrocínio desta gente do Executivo federal.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos 

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MISERÁVEIS

Com a divulgação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que o número de miseráveis cresceu no Brasil, fica comprovada a má-fé da presidente Dilma proibindo essa divulgação em outubro, antes da eleição, ou seja, mais uma mentira de que a coisa estava melhorando, quando, na verdade, tudo piorou.  
 
Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br 
São Paulo

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HAJA CRIATIVIDADE

Como era esperado, as coisas estão sendo esclarecidas sobre o porquê o governo trancou a sete chaves os resultados das pesquisas do Ipea. O índice de miséria piorou no País. Isso sem contar os aumentos de preços que estão por vir, como o do combustível e o da energia elétrica, e a total desestruturação da indústria brasileira, que, certamente, levarão a inflação às alturas. Haja criatividade de Guido, Arno e equipe.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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BRASIL COM MISÉRIA

Mal terminou a eleição e as verdades começam a vir à tona. As verdades vociferadas por Dilma Rousseff a pelo menos 53 milhões de brasileiros que, agora, vêm se revelando absolutamente mentirosas. Logo nos dias seguintes ao resultado da mais óbvia prova de que a população não está nem um pouco satisfeita com o que aí está – haja vista a votação de Aécio Neves, os nulos e as abstenções –, a inflação dava mostras de continuar subindo, como também o dólar. As taxas de juros sofreram logo um reajuste, claro, a favor dos bancos. E até o número de miseráveis do País aumentou. Tudo o que a presidente, durante a campanha, disse que “não iria acontecer”. Vamos aguardar se a corrupção irá seguir os mesmos passos de tanto malfeito governamental e se a prostração de nossa economia também não será escondida ou maquiada como em toda propaganda petista.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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QUE DIFERENÇA FAZ?

Segundo dados do Ipea, aumentou o número de miseráveis no País. Os que são classificados na extrema pobreza, que significa renda inferior a R$ 70,00, se é que isso pode ser considerada renda, passaram de 10,08 milhões, em 2012, para 10,452, em 2013. Deixa ver se entendi: então quem ganha R$ 70,01 está fora da extrema pobreza? Certo? O cidadão que passou a ganhar mais um centavo deve estar soltando fogos e dando festa. Alguém pode me explicar a diferença entre pular do 40.º andar ou do 39.º andar de um edifício? No Programa Brasil Sem Miséria, adotado pelo governo, ficou pior ainda. O porcentual dos que vivem na extrema pobreza passou de 3,6% para 4%, representando 8 milhões de brasileiros.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A ESCOLHA DO CAMINHO ERRADO

Por que será que o Ipea fez tanta questão de segurar os dados sobre o número de miseráveis no período eleitoral? Que legislação eleitoral é essa que permite publicar dados favoráveis à eleição de Dilma em 2010 e neste ano foram divulgados só agora? “O objetivo foi evitar que os dados pudessem ser utilizados a favor ou contra qualquer candidatura.” Mas será que o objetivo do instituto não é exatamente informar ao povo brasileiro a conjuntura socioeconômica e aí, sim, escolhermos o melhor rumo para o nosso país? Agora seguiremos no caminho errado por mais quatro anos. O caminho em que Lula e companhia, quero dizer, quadrilha gastam nosso suado dinheiro em suítes presidenciais do Copacabana Palace, enquanto crianças e mulheres comem bolachas de água e barro para acalmar o estômago.

Pedro Dickson Rebelo dicksonrebelo@aluno.puc-rio.br  
Rio de Janeiro

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MAIS POBRES E MAIS RICOS
 
O lulopetismo sempre colocou na mesa o lema e o tema: os mais ricos contra os mais pobres e vice-versa. O Ipea, como mostrou o “Estadão” (24/10, A3), omitiu a diferença que se acentuou entre os mais ricos e os mais pobres, guardando os dados para depois do segundo turno. Houve pedido de demissão de servidor a demonstrar antecipação a eventuais punições pelas declarações. Tais denúncias merecem a apreciação de todos os brasileiros, a fim de que fiquem sabendo que ao lulopetismo interessa que o povo só saiba o que lhe convém. De outro lado, é a sinalização de que teremos negros e turvos dias futuramente. Metade dos votantes não está disposta a viver sob um governo de mentira ou sob uma ditadura populista e desconstrutora do progresso e do desenvolvimento. 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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AS VERDADES QUE AFLORAM

As verdades que afloram após as eleições: rombos nas contas públicas, crescimento da miséria, aumentos da taxa de juros, dos combustíveis, da energia elétrica e a roubalheira generalizada. Fui tachado de pessimista, mas no Brasil a diferença entre pessimistas e otimistas é o nível de informação. O otimista é um pessimista mal informado, na maior parte das vezes por acreditar no que o governo diz.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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EVOLUÇÃO DOS ‘BOLSAS’

Aécio Neves novamente defendeu, no Senado, que o Bolsa Família seja transformado em política de Estado (6/11, A1 e A6) – o que é importante para o beneficiário, a educação e saúde públicas e para a democracia. Além de votos para o PT, quais são os resultados do Bolsa Família e de outros programas? Há estatísticas quanto ao aumento do alcoolismo entre as famílias beneficiadas? E quanto ao aumento da gravidez juvenil? E quanto ao aumento do número de filhos por mulher atendida? Dilma diz ser a favor da emancipação da mulher, mas, se a gravidez na adolescência trunca a oportunidade de qualquer garota evoluir, retornando-a à condição feminina dependente de há muitos séculos atrás, e inúmeros filhos reduzem a mulher ao papel de “poedeira” e, ainda, encurtam a sua expectativa de vida, a real condição feminina sob o Bolsa tem de ser comprovada e, se necessário, corrigida. Cabe ao Congresso fiscalizar os bolsas, coibir resultados adversos, incluir deveres, promover políticas positivas para a evolução das famílias atendidas e, em especial, auditar resultados.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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CONSELHO DE ÉTICA

Passada a eleição, aparecem mais podres. Agora, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprecia as denúncias contra Rui Costa (PT), eleito governador da Bahia, por desvio de recursos do Minha Casa, Minha Vida. No caso, casas dele, mais de 1.700 moradias. Alguém dúvida do resultado final deste conselho sem ética?

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador

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INVESTIGAÇÃO PORTUGAL TELECOM

Terminada a eleição, Lula vai se apresentar finalmente a Polícia Federal?
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo  

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JOSÉ DIRCEU EM CASA

O Judiciário Superior decidiu pela liberação do petista José Dirceu, para cumprir em casa a pena a que foi condenado sob a acusação de ter participado do denominado mensalão. Mas fica uma pergunta ainda sem resposta, ou seja, quando será julgado o processo do mensalão mineiro, que levou inclusive o ex-presidente do partido tucano a renunciar ao cargo de deputado federal recentemente. As manobras jurídicas causam desgaste à classe política e, por extensão, ao Judiciário.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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BOAS E MÁS COMPANHIAS

Quando Ciro Gomes diz que a presidente Dilma precisa de melhores companhias, ele está coberto de razão. De fato e realmente, a presidente Dilma precisa mesmo de melhores companhias, a começar por...

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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AUDITORIA DA ELEIÇÃO 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por votação unânime de seus membros, a pedido do PSDB, decidiu conceder ao candidato derrotado a presidente, Aécio Neves, acesso aos sistemas de votação, apuração e totalização de votos das eleições, para que o partido possa realizar uma auditoria própria do resultado da eleição, pois que desconfiam da lisura da totalização dos votos. Eleição se ganha ou se perde, o que o PSDB deve fazer urgentemente é reciclar seus candidatos e apresentar novas caras na política, pois os que aí estão já deram sua contribuição. Cabe ressaltar que, se nada for encontrado quanto à lisura do processo eleitoral, o PSDB ratifica a reeleição que conduziu a presidente Dilma ao segundo mandato. 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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OS ANÉIS E OS DEDOS

O TSE entregou os anéis (liberar dados) para salvar os dedos (não à auditoria)?
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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CAMPANA

Estamos de olho aberto. Somos exatos 51.041.155 de eleitores. Todos auditores!

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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SABER PERDER

Dilma Rousseff sugeriu que o candidato derrotado Aécio Neves deve “saber perder”. Espero que a presidente Dilma saiba perder quando perder seu mandato presidencial por causa do escândalo da Petrobrás. Espero que ela saiba perder quando perder a sua liberdade e for conduzida a uma cela de prisão pelos crimes cometidos na sua gestão. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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ABAIXO A DITADURA

Manifestantes exaltados pedem a ditadura, “convocam” os militares a assumir o poder e exasperam-se em seus protestos. A turba queima ônibus para chamar a atenção. Oportunistas que, confessamente, querem derrubar o regime, fazem passeatas e invasões, tumultuando a vida da cidade e se confrontando com a polícia quando esta cumpre ordens judiciais de reintegração. Vive-se o sobressalto de, a qualquer instante, ser assaltado por aqueles que querem o dinheiro do nosso bolso, nosso celular ou nosso veículo. Os inconformados com os resultados das eleições ofendem pobres e nordestinos. O governo chama para o diálogo, mas parece já ter as fórmulas prontas. A título de serem “democráticos”, os governos e governantes das últimas décadas desmontaram o Estado, principalmente a ordem e a segurança pública. Num regime democrático, governa quem ganha a eleição. Aos que perdem resta o trabalho – não menos importante – de fiscalizar. Infelizmente isso não tem ocorrido no Brasil contemporâneo, onde os governos compram os votos parlamentares e a liberdade dos abatidos nas urnas e, com eles, formam as fisiológicas bases aliadas. Nossa democracia é frágil. Sob a carapaça democrática, muito se tem feito pela implantação do autoritarismo e do interesse de grupos em prejuízo ao povo. É preciso muito juízo aos integrantes do jogo do poder, não dando motivos e nem motivação aos militares para uma nova quebra institucional. Se essa quebra vier a ocorrer, não importa o nome que receba no momento. Será a volta da ditadura...  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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UMA ESTRELA VERMELHA

Na véspera do segundo turno da nossa fatídica eleição de 2014, o presidente do TSE apareceu com sua fala protocolar, a respeito do evento. Compondo um painel ao fundo, que depois foi parcialmente desfocado durante a fala, pude ver o brasão da nossa República, onde não deixei de reparar em algo que desconhecia. O símbolo da nossa Republica brasileira, cheio de detalhes românticos, mas muito sérios, possui um contorno central circular, composto também de uma grande estrela. O que me chamou a atenção foi ver, rapidamente, que aquela estrela era da cor vermelha, coisa que eu nunca havia registrado. Também desconhecia qualquer movimentação, notícia ou consulta para que aquela nossa estrela recebesse a mesma cor da estrela do partido que por terrível coincidência nos governa desde 2003. Talvez minha observação se devesse a uma desenvolvida alergia e implicância – das quais me declaro passivamente inocente –, mas já na primeira pesquisa no Google pude ver que existem “brasões” modernos com estrela vermelha e “brasões” com a estrela dourada. As mais antigas e algumas outras atuais, sem o vermelho das ciclovias, podem ser consideradas originais e com certeza protegidas pela nossa Constituição. Como é que isso foi possível? Será que alguém deste partido intervencionista e “entrão” tramou a corrupção de um símbolo nacional tão centenário como a nossa República?

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br
São Paulo

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NAS RUAS CONTRA O GOVERNO

Nunca fui eleitor do PT, não votei na presidente Dilma Rousseff, mas não concordo com o pessoal que foi à Avenida Paulista no sábado (1/11) pedir o impeachment dela. Não há nenhum indício, por enquanto, que justifique isso, e ela ganhou a eleição. Portanto, esse tipo de manifestação, para mim, é choro de mau perdedor. E ainda ter de aguentar alguns pedindo a volta dos militares é o fim da picada!  Felizmente, ao que parece, os líderes da oposição não embarcaram nessa, e espero que assim seja. Oposição, sim, mas dentro das regras do jogo.

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br 
São Paulo

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AÉCIO REJEITA IMPEACHMENT DE DILMA

Então, vai ser “balança, mas não cai”?
 
Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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JUÍZO

Aécio Neves rejeita tese de impeachment de Dilma Rousseff: Como é bom saber que em nosso país ainda há pessoas que têm juízo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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SALVE A CASA DA MÃE JOANA

A notícia de que o vice-presidente e ministro para o Poder Popular das Comunas e Desenvolvimento Social da Venezuela desembarcou no Brasil sem informar o governo brasileiro e tranquilamente assinar um convênio com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de outras ações de sua área de atuação, demonstra claramente que, sob a batuta da presidente da República, do PT, o Brasil se tornou uma verdadeira Casa da Mãe Joana. A atitude do venezuelano Elías Jaua foi tão acintosa em afrontar a soberania do País que somente a certeza da benevolência da presidente Dilma lhe daria o ensejo de tanta insolência. Percebe-se na própria ação do ministro das Relações Exteriores do governo brasileiro que em trecho de sua declaração de insatisfação pela atitude do estrangeiro, “isso poderia significar uma interferência nos assuntos internos do País”. Embora eu saiba que os diplomatas agem com “diplomacia”, chega a ser ridículo que o nosso ministro tenha usado a expressão “poderia significar uma interferência”. Ora, foi uma interferência descabida e tenho certeza de que, se tal atitude tivesse sido adotada por um ministro do governo norte-americano, ou do inglês, ou de muitos outros países, a presidente teria feito um escarcéu muito grande e de preferência discursaria na ONU contra tal infâmia, mas já sabemos que com os companheiros bolivarianos ficará tudo bem e ela só fará um beicinho. Afinal de contas, narcotraficantes e contrabandistas entram e saem deste país tranquilamente, aproveitando-se das ínfimas forças brasileiras na guarda de nossas fronteiras. Que venham outros ministros companheiros, que a Casa da Mãe Joana estará sempre à disposição.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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PARA BOI DORMIR

A manifestação do Itamaraty a respeito da assinatura de um acordo operacional entre o governo da Venezuela e o MST foi papo para boi dormir. Alguém acredita que esse ministro venezuelano veio aqui ao arrepio das mais comezinhas normas diplomáticas internacionais por conta própria? Claro que não, teve o aval e o apadrinhamento do sr. “top top” Marco Aurelio Garcia, que, aliás, está mais quietinho do que canário na muda. Outro vexame foi soltar na surdina uma traficante internacional de armas, presa em flagrante num crime inafiançável. Isso mostra que quem manda hoje no Brasil são Fidel e Maduro. Cada vez mais sinto vergonha de ser brasileiro.

José Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br 
Santos 

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AUSTERIDADE

José Mujica, o presidente do Uruguai, é o verdadeiro exemplo de austeridade que um cidadão que está em seu cargo deve dar. Um xeique árabe ofereceu US$ 1 milhão pelo seu fusquinha, que vale US$ 2 mil, e ele está pensando em vendê-lo e, com o dinheiro, construir casas populares. Infelizmente, o mesmo não ocorre no Brasil: nossa presidente e demais componentes de seu governo andam de avião, helicóptero, carros caríssimos, sempre à custa dos cofres da viúva, são arrogantes e ostentam uma sabedoria que não têm. Ninguém merece, vamos combinar!
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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QUANTO CUSTOU ELEGER DILMA

O déficit das contas públicas de setembro foi de apenas R$ 25,5 bilhões, um recorde. O governo deveria poupar R$ 99 bilhões e, até agora, não poupou nada e gastou a mais R$ 15,3 bilhões, o que implica a necessidade de R$ 114 bilhões. Esse resultado foi ocasionado pelo excesso brutal de gastos da presidente Dilma e pela paralisação da economia. A irresponsabilidade de Dilma fará não haver recursos para pagar os juros da dívida. A eleição custará o rebaixamento do Brasil pelas agências de risco, o que fará com que tenhamos menos potenciais emprestadores, que cobrarão juros mais caros de nosso país. Para Dilma, não interessa orçamento, interessou seu desejo de vencer eleição. Por isso o PT é considerado um partido irresponsável. Pena que nestas eleições petistas não perceberam isso.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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RECADO AO PT

Recado ao PT: o gozo sem culpa é obsceno!

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br 
São Paulo

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QUE ASSIM SEJA

Após a reeleição, Dilma disse: "Eu não represento o PT. Eu represento a Presidência da República. Eu não sou presidente do PT. Sou presidente dos brasileiros." A conferir no segundo mandato...

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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PRINCÍPIOS

Com ou sem reforma política, os tempos atuais exigem nova postura ética dos candidatos, que sintetizamos nos seguintes princípios: 1. Não te candidatarás a reeleição, em qualquer nível de governo e cargo. 2. Exercerás o mandato em nome dos que o elegeram, não dos que o financiaram. 3. Não aceitarás doações de pessoas jurídicas. 4. Iniciarás a carreira política pela vereança, sem remuneração. 5. Perderás o direito a elegibilidade ao completar 70 anos de idade. 6. Comparecerás a 50% das sessões ordinárias, no mínimo. 7. Não te licenciarás do mandato para ocupar cargo no governo. 8. Não praticarás o nepotismo, nem direto nem cruzado.  9. Não renunciarás ao mandato para evitar a cassação. 10. Não praticarás atos de improbidade administrativa.
  
Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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UM NOVO SISTEMA PARA A SAÚDE
 
Matérias do “Estadão” sobre planos de saúde (3/11 e 5/11) e o artigo “Saúde sem cabos de guerra”, do senhor Francisco Balestrin (4/11), presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados, não deixam dúvidas de que o sistema atual precisa ser urgentemente reestudado para criar outro sistema. Clientes das operadoras, hospitais, laboratórios e médicos, todos estão insatisfeitos. Restam as operadoras, que também devem ter suas queixas, embora não muitas, porque plano de saúde hoje é um produto do sistema financeiro e, portanto, seguradoras vendem um seguro-saúde para atuarem simplesmente como agentes intermediários junto aos prestadores, num processo mais parecido com o seguro de veículos. Só que com gente tem de ser diferente! E como ficam os casos de emergência e urgência com a população envelhecendo, para onde se dirigir diante de uma situação inesperada contra a resistência dos prestadores em atender pela remuneração oferecida pela operadora? Também médicos já estão cobrando o atendimento em separado do hospital, sob alegação de que podemos pedir reembolso ao plano, valores muito inferiores aos cobrados por eles. Diante dessa situação, se há um cabo de guerra entre as operadoras e os prestadores, no meio fica o usuário, sofrendo como o marisco na briga entre as ondas e o rochedo. A solução, então, parece ser uma só: uma nova legislação para quem quiser explorar planos de saúde terá de ter rede própria de hospitais, centros de referência devidamente aprovados e fiscalizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O BNDES poderia financiar a formação desses centros em todo o País, a juros baixos, e o governo fazer uma redução da carga tributária dos hospitais, laboratórios, médicos e dos insumos hospitalares, porque, conforme diz a Constituição, saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. Assim, quando se adquirisse um plano de saúde, o usuário estaria ligado a uma rede de hospitais terceirizada e o dinheiro das mensalidades do plano iria diretamente para a ponta do sistema, sem intermediação. Aliás, como ocorre com a educação particular, em que se contrata o ensino diretamente com as instituições, que por sua vez prestam uma educação de qualidade e têm estrutura física e corpo docente próprios, sem necessidade de intermediários. Outra vantagem seria a salutar competição que haveria entre essas redes de hospitais para fidelizar seus usuários com a prestação de bons serviços. Como opinião, tudo o mais poderá ser mero paliativo para solucionar esse grave problema dos planos de saúde, que  já abrange hoje  nada menos do que 50 milhões de pessoas  da nossa população.
 
Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br 
São Paulo

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QUEIXAS CONTRA PLANOS
 
Conforme o editorial “Queixas contra plano de saúde” (“Estadão”, 5/11, A3), aumentam as queixas contra os planos de saúde. O diretor-presidente da ANS, André Longo, afirma que uma das explicações para o aumento do número de queixas é que "o número de beneficiários de planos vem aumentando e algumas operadoras têm dificuldade de acompanhar essa demanda". Discordo, em parte, do diretor-presidente da ANS, porque é fato público e notório que a maioria das operadoras de planos descredenciam hospitais, médicos e laboratórios sem a devida reposição, como determina a própria Agência Nacional de Saúde Suplementar. 
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo

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PARA QUE GOVERNO?

O governo não cumpre com o seu dever constitucional: “todos têm direito a saúde”. Então o povo recorre aos planos. Os planos estão abusivos porque o governo não protege o povo contra esses abusos, principalmente nos planos empresarias em que o contribuinte está vinculado a um contrato entre partes, e, assim, quem perde sempre é a parte mais fraca: o povo. Para que serve o governo nesse item saúde? Só resta uma alternativa ao povo brasileiro: não ficar doente!

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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SERVIÇOS PÚBLICOS SUCATEADOS

Tanto planos de saúde como educação particular e segurança privada crescem cada vez mais no Brasil, graças ao sucateamento de tudo o que é público. Nossas escolas públicas, hospitais públicos e segurança pública estão um verdadeiro lixo. Empresas particulares dominaram essas três áreas no Brasil e, em consequência, mesmo sem poder, o povo, iludido por propagandas enganosas, está adquirindo planos que prometem cobertura total, mas na realidade oferecem, e muito mal, o básico dos básicos. Outro dia, acreditem, um velho amigo visitou um prédio de um famoso plano de saúde e notou que, dos 10 andares que havia, em 2 andares inteiros funcionava o departamento jurídico da empresa. É mole ou quer mais?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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VÍTIMA DO MAU SERVIÇO

É um absurdo a saúde pública no País. Para fazer uma cirurgia dos olhos, tem de aguardar a fila de espera. Há anos fico ansioso por esse atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), tão burocrático que é a desgraça da população carente no Brasil. Eu sou uma dessas vítimas do atual governo petista.

Manoel José de Santana manoeljs127773997@hotmail.com 
Recife

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POBRE CIDADÃO PROTEGIDO PELO ESTADO
 
O Estado brasileiro trata o cidadão como um ser incapaz e incompetente para se defender dos perigos da vida, de tal forma que precisa ser permanentemente tutelado. É tanta “proteção” que o pobre do cidadão acaba sem pai nem mãe, entregue aos perigos do mesmo jeito, e entre os principais perigos está o Estado protetor. Aos fatos: em 1992 passei num concurso público, assumi um cargo e aderi a um plano de saúde empresarial. Durante 18 anos tudo funcionou bem. Em julho de 2011 o valor da mensalidade era de R$ 687,24, para mim e uma dependente, minha esposa. Desde então o valor da mensalidade aumentou sucessivamente para R$ 845,84 (agosto/2011), R$ 898,89 (fevereiro/2012), R$ 1.510,07 (agosto/2012), R$ 1.817,18 (agosto/2013), R$ 2.131,70 (outubro/2013) e R$ 2.445,70 (agosto/2014). Um aumentinho de 255,8% em 37 meses. Ou um aumento acumulado de quase 60% ao ano. Nesse tempo, a minha idade avançou de 60 para 63 anos e a da dependente de 57 para 60 anos. O plano mudou de nome duas vezes, com adesão automática ao novo plano (ou melhor, novo nome), mas os serviços e obrigações mútuas não mudaram uma vírgula. Isso tudo já seria muito estranho, pois tudo foi feito com autorização da ANS. No mesmo período, o meu salário, pago pelo mesmo governo que comanda a ANS, aumentou menos de 20%, ou menos de 7% ao ano. Não posso mais pagar esse plano de saúde, que chegou a quase 30% dos meus rendimentos. Mas quando quis mudar de plano ou de operadora é que vi o quanto a tutela burra do Estado me “protege”. A operadora tem planos mais econômicos, mas estão com a comercialização suspensa (para me proteger, claro) e não posso migrar para outro plano dentro da mesma operadora. Tentei migrar para outra operadora. Deu certo? Claro que não! O Estado me protege. Meu plano original era empresarial, lembra? Para mudar para outra operadora eu não posso migrar para plano que não seja equivalente. Eu estou aposentado, não tenho nem quero ter outro emprego. Então eu só posso fazer um plano de saúde novo se for particular. E por que não migra para um plano novo, então? Ah, o Estado me protege contra isso também. Para fazer um plano particular novo eu tenho de abrir mão de todas as carências, não é possível a tal portabilidade. Ou seja, eu tenho tantos dias para poder fazer consultas, tantos meses para ressonância, tantos meses para o escambau. No caso de internação, que tem o prazo mais longo, a carência é de dois anos. Tenho 63 anos e minha esposa, 60. Se eu fizer um plano novo não podemos precisar de internação por dois anos, certo? Se precisarmos antes disso, estamos ferrados. Resumindo: a ANS aumentou (permitiu aumentar) o valor do meu plano de saúde em 3,5 vezes em três anos e fechou todas as saídas. Ateou fogo ao pavio e fechou as portas e janelas comigo dentro. Eu penso que nem eu nem qualquer cidadão brasileiro precisa desse tipo de tutela. Eu não tenho mais como pagar esse plano com esses aumentos autorizados pela ANS (em nome da proteção, não nos esqueçamos). E não posso ir para lugar nenhum, a não ser para a fila do SUS. Tem mais um detalhe bem surreal: em tenho 63 anos, sou estéril desde sempre, minha esposa fez histerectomia (retirada do útero) há 17 anos. Meu plano inclui obstetrícia, e não tem como mudar. O Estado me protege, porque eu posso ser um imbecil que vai abrir mão de uma proteção altamente necessária. Eu gostaria de fazer uma pergunta direta aos senhores da ANS, que gostam tanto de me proteger: Quem vai me proteger da estupidez de vocês? O Brasil paga centenas de repartições públicas caríssimas para que elas tratem o cidadão como um bando de incapazes, que não sabem ler um contrato. Senhores, eu sei ler um contrato. Se não soubesse, existem advogados que sabem “juridiquês” e médicos que sabem “mediquês”, com os quais posso me orientar. E que são muito mais confiáveis do que os senhores. Façam um favor a um casal de aposentados: não tentem mais nos proteger, não. Não queremos, não precisamos, não nos interessa. Precisamos, isso, sim, de alguém que nos proteja de vocês.

Walter Amadeu da Silva walter1950@outlook.com 
Maringá (PR)

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A DÍVIDA DE SÃO PAULO

Quando não se tem notícia alvissareira para dar, o PT a inventa. Escrevam no gelo, o prefeito Fernando Haddad di$$e que a dívida de São Paulo “pode” ser zerada até 2030. E quando estaremos “salvos” das faixas exclusivas e ciclovias? Só em pouco mais de 15 (quinze) anos... Comemorem já e agora!
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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FUTEBOL – COPA DO BRASIL

Justiça seja feita: Minas Gerais é ruim de voto, mas é boa de bola!

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília

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