Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2014 | 02h03

Confisco à vista?

A campanha eleitoral do PT foi marcada por mentiras deslavadas, tanto do criador como da criatura. Disseram que a economia estava bem, não precisaria de ajustes, e agora que ganhou as eleições o governo já anuncia medidas amargas que terão de ser tomadas. Começou com reajuste do preço dos combustíveis, aumento brutal nas contas de energia e, como se não bastasse, anuncia, entre outras medidas, a redução no auxílio-doença e na pensão por morte! Mais uma vez nós, aposentados e pensionistas, pagaremos a conta, pois a cada ano vemos diminuir nossos rendimentos, enquanto a corrupção rola solta nos vários escalões deste desgoverno. Quem sabe não virá aí um confisco de pensões e aposentadorias? Será que se o dinheiro roubado da Petrobrás fosse recuperado não daria para equilibrar as contas sem ter de tungar os mais pobres? Que tal se cada político tivesse confiscados 20% de seus polpudos rendimentos? Ficou provado que neste país o crime compensa: qual réu (petista) do mensalão ainda está preso? O PT conseguiu inverter o ensinamento cristão: tira dos que pouco têm para dar a quem já tem muito! Parabéns a quem votou no PT. A fatura chegou!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Conta do desperdício

Acabou a eleição, acabou a bondade da presidente. Dilma Rousseff desperdiçou tanto dinheiro com gigantescos estádios de futebol, presente a time de jogadores e outras benesses, e agora os aposentados e os assalariados é que vão pagar pelo desperdício. E dizer que o Aécio Neves é que ia cortar isso e aquilo...!

ZILÁ CAMARGO PIRES DA SILVA

zilkpsil@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

A dolorosa

É, a eleição já se foi e os problemas começaram. Aumento dos juros, da energia elétrica, da gasolina. Tudo o que a presidente disse que a oposição faria. Também disse que estávamos bem, que a inflação estava sob controle, assim como os gastos públicos. Agora vem a dolorosa, e justamente quando as pessoas estão mais vulneráveis: cortes no auxílio-doença e na pensão por morte. Ora, quando alguém morre, por acaso a despesa da família diminui? Aluguel, água, luz ficam mais baratos? E remédios? É um tapa no rosto dos que confiaram e acreditaram em tanta mentira. Agora, cortar gastos com a cumpanheirada, que são milhares, nem pensar, não é?

VERA LUCIA ALVES OGUMA

vera.oguma@uol.com.br

São Paulo

Corte de gastos...

Como mais um mentirinha, cortar gastos no PT significa aumentar gastos em escala menor que no período anterior. Nenhuma ditadura que se conheça consegue cortar gastos, no máximo, diminuir o aumento desses gastos. Claro que o economês transforma isso em dados estatísticos, e estamos conversados.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Trapalhada bolivarianista

Apesar do "excelente nível de relação com a Venezuela" apregoado pelo governo brasileiro, gostaria de saber como seria tratado um político brasileiro de oposição que fosse apanhado em flagrante após ter ido furtivamente à Venezuela dar um curso para aqueles que discordam das teses bolivarianistas. "Estranheza" é um termo usado para substituir "falta de ação". Não precisamos de cursos alienígenas para ajudar a afundar a nossa economia, pois já contamos com especialistas em nosso governo.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Brasil bolivariano

A reunião de terroristas brasileiros (MST) com os venezuelanos mostra o perigo que o nosso país corre, principalmente agora com a vitória petista. O governo até se manifestou contra o evento, mas sem efeito positivo. O Brasil vem gastando muito com essa união com a vizinhança, tudo visando o fim da democracia. Para completar, causam preocupação as medidas que o governo vem tomando para encerramento das investigações dos corruptos da Petrobrás. Pelo visto tudo vai dar em nada. E tem mais: um novo decreto dá poder à presidente de nomear os dirigentes da até agora principal fonte de esperança na investigação de corruptos, a Polícia Federal. Mais triste ainda é o silêncio da oposição, que já dura 12 anos!

PLÍNIO ZABEU

pzabeu@uol.com.br

Americana

CORRUPÇÃO

Segundo mandato

A gravidade e as ramificações do escândalo do petrolão, que se vai arrastar por um bom tempo, têm consequência previsível: Dilma terá de gastar boa parte de sua energia para se defender, enquanto praticamente tudo vai de mal a pior, ficando refém de seu partido e dos "aliados". Mesmo assim, um pouco mais da metade dos eleitores a elegeu para um segundo mandato. Nem Freud explica!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Transpetro

Deixa eu ver se entendi: o presidente da Transpetro, nomeado pelo governo do PT há 11 anos e acusado de corrupção pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás sr. Paulo Roberto Costa, pediu licença do cargo por 31 dias, mas somente após pressão da empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers. O que a presidente reeleita, Dilma Rousseff, aguarda para demiti-lo e por que esperou para afastá-lo do cargo durante a auditoria? Só pela suspeita de corrupção o presidente da Transpetro teria sido afastado de suas funções numa empresa privada.

WALTER LÚCIO LOPES

wll@uol.com.br

São Paulo

Tem coisa pior?

Lembram-se do slogan do desgoverno Dilma "País rico é país sem pobreza"? Os dirigentes petistas milionários... é o que intere$$a. Mas a pobreza, bem, a pobreza virou miséria desde 2013 e teria aumentado. Tem coisa pior? O dólar subiu à maior cotação em nove anos, a captação da poupança caiu quase 90% em um ano. O Banco Central eleva a projeção da inflação para 2015/2016, dona Dilma diz que vai fazer o "dever de casa"... E descarta a hipótese de racionamento de energia elétrica no próximo ano - preparem o estoque de velas! Quer mais? Tudo nos conformes, o desgoverno da reeleição só começa em janeiro.

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Fato e versão

Apagão nos olhos dos outros é "corte seletivo".

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

COMBATE À INFLAÇÃO

Dilma Rousseff agora afirma que vai ter de fazer o dever de casa e controlar a inflação. Antes da sua reeleição, ela fazia coro com seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, negando que a inflação era um problema e afirmando que ela estava dentro da meta. Por que só agora vamos poder esperar do governo medidas para enfrentar esta praga que é a inflação, quando o dever de casa que Dilma disse que fará teria sido bem mais fácil de ser feito se tivesse sido iniciado no começo do seu primeiro mandato? Quatro anos depois, já existe uma inflação inercial que vai ser muito difícil de ser combatida, além do outro grande problema para atrapalhar, que são os preços represados e que terão de ser liberados. Será que Dilma vai mesmo tomar as medidas impopulares que precisarão ser tomadas, prejudicando o discurso para a eleição de 2018?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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A PRESIDENTE E SEUS DEVERES
 
Assevera a presidente reeleita, Dilma Rousseff, que fará o dever de casa com referência à inflação. Entretanto, muitos outros são os deveres da presidente, inclusive os que se relacionam com a corrupção e com os malfeitos que se incluem no tema já designado como Petrolão. De outro lado, a presidente precisa ficar atenta ao fato de que não conseguirá desviar a atenção da oposição e dos 51 milhões de eleitores que votaram em Aécio Neves. Como bem disse e prometeu em sua campanha, precisa não só cuidar muito bem da inflação, como também fechar os ralos por onde corre o dinheiro público manipulado pelo PT e asseclas partidários, devendo ainda ficar alerta para o fato de que os brasileiros não irão suportar a censura à imprensa, embora mascarada de controle da mídia. Aliás, se não fosse ela, todas as maracutaias do mensalão e do Petrolão estariam encobertas e escondidas a sete chaves. Para dialogar, precisa agir e demonstrar com atos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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O PROBLEMINHA DO PT

Aliás, são dois. O primeiro é que ele não tem nem conseguirá facilmente ter maioria no Congresso, e a oposição será mais dura. O segundo é que o Brasil está quebrado. Surpreendeu-nos estarem todos os indicadores da economia péssimos. Com as informações sobre a economia divulgadas só agora, após as eleições, o País não tem condições de pagar  o “bolsa família” e muitas coisas mais, portanto, preparem-se. Por isso o presidente do PT pôs em discussão o término do Bolsa Família, que o governo não poderá manter, cortando 50% agora e mais 50% em 2019. Lá se vai o novo período de governo de Lula em 2018, se tiver de ser via eleição. Agora a coisa está feia. Dilma irresponsavelmente, com seu time na economia igualmente irresponsável, simplesmente tornou o País inviável, a menos que a população aceite um enorme aumento de impostos, o atraso de pagamentos e o corte de diversos programas até, como propôs Rui Falcão, a Bolsa. Voltamos a ser um país pobre, novamente, como convém a um regime socialista tipo Cuba e Venezuela.  Aliás, “após” as eleições o Intituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) confirmaram que desde 2004 aumentou o número de pobres no Brasil, renda menor do que R$ 70,00, num total de novas  370 mil pessoas. Um país rico e com a economia pujante não seria possível com as diretrizes socialistas petistas. Enquanto isso, Dilma, fingindo que não é com ela a responsabilidade pelas bombas que diariamente estão estourando em nossa economia, revelando a falta de honestidade e respeito do governo para com o povo, deu na quinta-feira entrevista ao “Estadão”, à “Folha”, ao “O Globo” e ao “Valor Econômico”. Declarou que agora vai “reduzir gastos”, “ajustar o controle da inflação”, vai “olhar o fiscal” e muitas coisas já prometidas repetidamente há anos, o que deve ter provocado gargalhadas contidas pelos jornalistas. Essa senhora era a que estava em campanha em “algum outro país” que não o nosso e aquilo que ela dizia era do país que ela queria nos fazer crer que fosse o nosso. Nessa nova condição é difícil de saber como salvar a Petrobrás e a Eletrobrás. Entretanto, é provável que a administração do País ande um pouco lenta, enquanto o pessoal encarregado fica digerindo as informações colhidas sobre o assalto petista à Petrobrás, usado também  para a campanha presidencial de Dilma. Depois governarão o Brasil, se sobrar algo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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MODELO ESGOTADO

Se a captação da caderneta de poupança despenca 90% em um ano, é porque a distribuição de renda estagnou, prejudicada também pela alta da inflação, hoje acima do teto da meta, o que fragiliza diretamente o orçamento familiar. Claro sinal de esgotamento definitivo deste modelo perverso do governo federal de somente privilegiar o consumo, em detrimento do nível de investimento em infraestrutura, que este, sim, poderia reduzir o custo da produção e aumentar a nossa produtividade. A economia em qualquer parte do mundo precisa ser respeitada pelos seus administradores como se fosse regida com a harmonia da melhor das sinfonias. E nesse quesito o governo petista desafina. E ainda, do alto da sua soberba, acha que toca o quadro macroeconômico de forma virtuosa. Na realidade, tudo despenca nesta gestão federal: desde a ética aos déficits de todas as contas do governo. Como não poderia deixar de acontecer, sua credibilidade também.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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OPOSIÇÃO JUSTIFICADA

A demagogia petista se supera a cada dia. Na campanha eleitoral de Dilma, ela afirmou que Aécio Neves não seria uma boa opção porque, entre outras coisas, o tucano iria aumentar a taxa de juro e não controlaria a inflação. Ocorre que, logo nos primeiros dias após a campanha, a presidente está tomando medidas que ela mesma julgava como ruins. Além de a taxa Selic ter aumentado, a inflação continua fora do controle. Dito isso, pergunto: quem estava certo? Acorda, Brasil.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com
São Paulo

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AGENDA

Dilma Rousseff não precisa ter escrúpulos. As propostas do então candidato senador Aécio Neves, do PSDB, assim como as da nobre Marina Silva, do PSB, podem e devem ser adotadas neste seu segundo mandato: Armínio Fraga no Ministério da Fazenda; independência do Banco Central; redução do número de ministérios pelo menos à metade; corte em 80% dos cargos “de confiança”; proposta de reforma política que inclua o fim da reeleição, voto distrital e mandatos de cinco anos (eu incluiria fim do voto obrigatório); reforma tributária; fortalecimento das agências reguladoras, com “desaparelhamento” do Estado, incentivando a meritocracia; prioridade à educação, saúde e segurança pública, com fim da política de incentivo ao consumo de drogas pesadas (crack e cocaína, sem medo de desestabilizar a economia da Bolívia); redução drástica dos perdulários gastos públicos, exigindo competência do funcionalismo público e imposição de eficiência na gestão pública, principalmente no andamento de obras de infraestrutura; controle da inflação sem artifícios contábeis fajutos, entre outras decisões e posturas que lembrem aos que têm acesso a verbas públicas ou de empresas estatais que, “doa a quem doer”, corrupção não mais servirá para enriquecimento ilícito nem para a compra de votos de parlamentares. Para facilitar sua tarefa de controle dos “auxiliares” que estão pensando que “tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes”, sugiro nomear Joaquim Barbosa para o Ministério da Justiça. Fique a senhora tranquila que o PSDB não ficará com inveja e tem orgulho de deixar este legado de propostas como herança bendita e benigna para todos os brasileiros.
 
Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 
São Paulo

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AUMENTOS EM CASCATA

Começou a época dos aumentos, como o da energia elétrica e o da gasolina. Este é o PT que alguns brasileiros não querem enxergar. Só esperou passar a eleição. Não é confiável.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br 
São Paulo 

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DESESPERO

Dilma nem sequer iniciou seu novo governo e veja o que já aumentou. Pensar no que ainda deve aumentar dá desespero. Pobre Brasil, um país sem futuro!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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SHOW DE INCOMPETÊNCIA

Diante da fraca economia e das despesas em alta, o déficit nas contas públicas em setembro, anunciado pelo Banco Central, foi de R$ 25,491 bilhões. Para complicar mais o cenário econômico, no início de novembro é votado no Senado Federal o projeto que muda o indexador da dívida dos Estados, que pode causar mais perda de receita para o governo federal.  Conforme os analistas econômicos, a saída para o governo federal será a diminuição dos gastos públicos e o aumento do faturamento, ou seja, aumento de impostos, que já ultrapassam 36% do produto interno bruto (PIB). Em suma, mais um show de incompetência do governo Dilma.

Márcio Rosário  mrmarcio_rosario@hotmail.com
Leme 

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BARBEIRAGEM

Enquanto outros países prosperam no comércio, na indústria, na educação, na segurança, na infraestrutura, na economia, nas patentes de invenções, no PIB, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e na ética, o Brasil desgovernado pelo PT pode ser comparado com um motorista barbeiro que só engata o ponto morto: continuamos essencialmente, como era há séculos, produtores de produtos básicos agrícolas e minerais. Atualmente produzimos muitos carros, TVs, eletrônicos, etc., mas nenhum é produzido por indústrias brasileiras. Até em supermercados os líderes são Pão de Açúcar e Carrefour (franceses) e Walmart (americana). O governo divulga na mídia paga que vai adotar novas manobras – mas a única manobra em que o motorista barbeirão petista é expert é engatar a marcha à ré. Sai de trás, para não se atropelado. 

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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A INDÚSTRIA EM APUROS

Até quando o governo brasileiro vai permitir a avalanche dos gafanhotos chineses nos setores industriais? A indústria têxtil faliu e não é de hoje. Mesmo que tomem medidas contra os chineses, será difícil que o parque industrial volte a ter o mesmo fôlego de anos anteriores. Hoje vemos a falência das indústrias metal-mecânica em geral. Fabricantes de máquinas e equipamentos, fabricantes de moldes de aço para as indústrias em geral, ferramentarias falindo, despedindo funcionários por falta de serviço, pois quem tem capital importa da China e da Índia. Siderúrgicas tendo concorrência nos preços das chapas de aço carbono de fora. Principalmente da China, da Rússia e da Índia. O que pergunto é o que estamos fazendo para corrigir este absurdo, ou vamos deixar o nosso parque industrial falir e ficaremos dependendo dos chineses, que serão nossos abastecedores? Eu fico pasmo. A cada dia uma notícia diferente sobre um segmento de mercado que está falindo, fechando. Até suicídios vamos ter dentro em breve, pois herdeiros de empresas de grande porte que começaram como uma empresa familiar e passaram de avô para pai, de pai para filhos e assim por diante, agora estão à beira da falência. É triste.

Ubiracy  M. Cavalcanti ubiracy@biassiofer.com.br 
São Paulo

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MISSÃO IMPOSSÍVEL

Restauração da credibilidade, só com a desideologização da economia.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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CREDIBILIDADE E A FALTA DELA

Nos rincões dos assistidos (e sem futuro?) com nosso suado dinheiro, a presidente ainda tem credibilidade. Se a economia patina (a inflação, não), em breve eles verão minguar o poder aquisitivo dos donativos, que, se elevados, diminuirão ainda mais o investimento. Os erros dos últimos quatro anos proliferam: na corrupção, nos atrasos de obras, nos erros de projetos e na multiplicação de custos, na diplomacia, nos acordos comerciais, nos “chupins” incompetentes, na infraestrutura deficiente, e tanto mais que, se comentado, não caberia nas páginas do “Estadão” de domingo. Todos nós pagaremos pela, para mim, decisão equivocada dos mal informados.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

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PEDINDO PARA SAIR

Os problemas econômicos e a corrupção envolvendo o seu governo farão Dilma renunciar.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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O TEMPO, SENHOR DA RAZÃO

A propósito do indevido "Fora Dilma", convém lembrar que, em 1999, logo após Fernando Henrique ser reeleito, o deputado petista Milton Temer propôs o famigerado "Fora FHC". Mais do que isso, Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul, defendeu em artigo na "Folha de S.Paulo" a renúncia de FHC. Para o PT, só há golpe quando seus interesses comezinhos e pecuniários são contrariados. Nada como um dia após o outro. 
  
Leão Machado Neto lneto@uol.com.br 
São Paulo

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OS LUCROS DOS BANCOS

Continuando como vai indo, em pouco tempo sobreviverão no mercado brasileiro só bancos e instituições financeiras. Basta ver que, após o recorde de lucro divulgado pelo Bradesco no trimestre, de R$ 3,8 bilhões, agora o Itaú declara ter tido um lucro de R$ 5,4 bilhões no mesmo período. E quem os sustenta e os mantém são a indústria e o comércio em geral, que deles dependem para manter seus negócios ativos, pagando juros, taxas e serviços exorbitantes. Uma pergunta: quando na oposição, o PT os condenava e combatia veementemente. Agora não. Por quê?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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CAÓTICA

A situação econômica brasileira está tão caótica, tão caótica, mas tão caótica, que até mesmo o sr. Paulo Maluf teria recusado o cargo de ministro da Fazenda.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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NOVO MINISTRO DA FAZENDA

Será que alguém do G-20 vai se habilitar ao cargo, depois da próxima reunião, esta semana?

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 
São Paulo

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TIME COMPLETO

Mudanças já! Política e vida novas para 2015. A presidente Dilma vai convocar o José Dirceu para ministro da Fazenda, José Stédile para ministro da Defesa, João Paulo da Cunha para presidir o Banco Central e André Vargas para ministro da Casa Civil. Na Petrobrás, sai Graça Foster, entra Sergio Machado. A família que reza unida permanece unida.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br  
São Paulo

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VAGA EM ABERTO

Procura-se um ministro da Fazenda para preencher um cargo em Brasília a partir de janeiro próximo, em data a ser informada. Os candidatos precisam ser obedientes à chefe presidente, fazendo tudo o que ela pede. Não importam os resultados, porque são apenas números que nada significam e podem ser convenientemente mudados a critério da chefe. Se por absurdo invejosos disserem estar tudo errado, a solução está em Cuba, com o cumpanheiro Fidel Castro, que soluciona quaisquer problemas ou culpa os norte-americanos, que dá no mesmo. O salário é ótimo, ainda mais para quem só obedecerá, tem plano de saúde nos melhores hospitais de São Paulo, viagens para onde precisar, mesmo não precisando, casa com todas as despesas pagas, escritórios idem, secretárias, assessores, aspones e ainda podendo ser presidente do conselho de administração de empresas estatais, para complementar o salário. E, se não descobrirem, dá para fazer até alguns biquinhos. Interessados devem habilitar-se e assinar o contrato de adesão nos escritórios do PT em todo o País, exceto no da Papuda, ora em reforma para futuros hóspedes, desta vez do Petrolão.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo 

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‘DYNAMO’ PARA MINISTRO!
 
O resultado primário do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), há pouco divulgado, é a prova do desastre fiscal do desgoverno Dilma Rousseff. Ao invés de superávit, tiraram da cartola um déficit primário da ordem de 0,5% do PIB (quase R$ 20 bilhões), para o período janeiro-setembro de 2014, o pior resultado desde 1991. Há anos que a  bancada da oposição, a mídia e os analistas econômicos responsáveis vêm alertando, tentando colaborar – coisa que o PT jamais fez em seus tempos de oposição, sempre jogando no “quanto pior, melhor” – , sem que dessem a mínima pelota e ainda tiveram o desplante de chamar os críticos de “urubus” e “pessimistas”, olvidando a máxima “quem avisa amigo é”. Quero ver agora qual vai ser o truque. Aliás, a palavra “truque” sugere  mágica. Quem sabe aquele mágico inglês Dynamo?! O rapaz é um prodígio, capaz de feitos impossíveis. Em tempos de Dilma II, a presidenta poderia nomeá-lo o seu 40.º ministro. A pasta poderia chamar-se Ministério da Resolução Mágica dos Pepinos Fiscais e o ministro viria da "quota do governo". Ao contrário dos demais, eu poria a maior fé no ministro Dynamo. O fato de subir o número de ministérios seria irrelevante dadas as expectativas promissoras que adviriam da chegada de um astro na arte do ilusionismo. Na pior das hipóteses, ainda que nada funcionasse, Dilma poderia alegar ter tentado algo novo e não ficado de braços cruzados vendo o País afundar. De outra sorte, um ministro a mais, um a menos, não faria a menor diferença e o número de auxiliares do 1° escalão ficaria redondo: “40”, já evocando as páginas de um popular conto das arábias que tão bem se coaduna com os fatos vistos em órgãos públicos e diretorias de estatais nos últimos 12 anos.  Por fim,  mesmo que os truques de Dynamo não resolvessem, teria valido a tentativa, porque o inglês ao menos nos divertiria, ao contrário do ministro (?) Guido Mantega, cujas alquimias só nos aborrecem.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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INDEPENDÊNCIA

O ex-presidente Lula entregou a Dilma Rousseff uma lista contendo sugestões para o futuro ministério. Sugestões ou imposições? Presidente Dilma, não está na hora de ter sua própria independência?

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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CONSELHOS DO EX-PRESIDENTE

Falta pouco para “elle” se mudar para o Planalto!
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo

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A CRISE EXISTE
 
Algumas cidades do interior do Estado do Ceará diminuíram sua população, segundo o último Censo demográfico. Isso acontece porque a educação é carente nesses lugares. A saúde pede socorro e a segurança é insegura. A população migra para a capital e cidades maiores em busca de segurança, trabalho, saúde pública e educação de qualidade. Na cidade grande não há nada disso. Mas se tem a ilusão de que se vive melhor. A população passou de 90 milhões para 120 milhões de habitantes em poucos anos. Temos um povo mais exigente de qualidade de trabalho, mas com muito desemprego e carestia. A crise existe! A solução primeira é aceitá-la.
 
Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com 
Fortaleza

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DESONESTIDADE NA POLÍTICA

A vida é feita de escolhas, porém a mentira não leva a lugar algum. Por que alguns políticos usam esse meio para levar vantagem sobre seus adversários? Foi o que se viu massivamente nas eleições, que acabaram sendo vencidas pela candidata do PT, que em sua campanha usou e abusou dessa tática nefasta, primeiro contra Marina Silva, depois contra o tucano Aécio Neves, que teve sua biografia política desconstruída à exaustão na internet e na propaganda gratuita de rádio e de TV. A pergunta que não quer calar é: a presidente Dilma Rousseff sabia? Embora o tivesse negado ao longo da campanha eleitoral, sabia, por exemplo, que as contas públicas estão sofrendo de anemia, quase na UTI, porque as despesas crescem 13,2%, enquanto as receitas, apenas 7,2%? Sabia que a inflação ameaça estourar o teto da meta e disparar para ainda mais alto? Que o crescimento do PIB deste ano e também o de 2015 será miserável? Que, apesar de mãe do PAC e dos leilões de serviços públicos, o investimento está em queda livre? Que as contas externas estão em deterioração e ameaçam a cobertura ao rombo crescente em transações correntes? E que o nível de confiança de quem produz é o mais baixo em muitos anos? A presidente Dilma sabia, ainda, que a indústria envelheceu e vai perdendo competitividade todos os dias? Que o setor de etanol está sendo asfixiado pelos preços represados dos combustíveis? Que enormes incertezas pairam sobre o setor de energia elétrica? Que, além de ter sido sangrada, saqueada em bilhões de reais, a Petrobrás não está dando conta das tarefas de que foi encarregada? Que mais da metade das exportações brasileiras está perdendo preço (queda das cotações das commodities)? Que há anos o Brasil não fecha nenhum novo acordo comercial e que está seriamente ameaçado de perder grau de investimento e, em consequência disso, provocar uma avalanche de problemas adicionais para a economia? A presidente Dilma sabe de tudo isso e, provavelmente, de muito mais, embora até agora tivesse preferido negar os problemas ou desclassificá-los como invenção da imprensa e exagero dos “pessimistas” de oposição. Em muitas dessas questões, possivelmente as soluções tenham ficado para depois, uma vez que a prioridade foi ganhar as eleições. Como a própria Dilma afirmou, faria “o diabo” para se reeleger. E fez.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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NINGUÉM SE SALVA

Petista e tucanos unidos para blindar seus pares na CPI da Petrobrás. Está na hora de a Polícia Federal cumprir o seu dever e fazer na Petrobrás uma operação como a que foi feita na Daslu: entrar na empresa de metralhadora em punho, prender toda a diretoria, nomear um interventor, resgatar a mais importante empresa do País das garras da quadrilha criminosa que foi instalada a mando da quadrilha criminosa que governa o País. Lula e Fernando Henrique deveriam dividir a mesma cela na Papuda, Lula pelo mensalão e, agora, pelo petrolão; FHC, pela compra da emenda da sua reeleição. Só assim o Brasil vai virar essa página negra da sua curta e triste vida democrática. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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O TÚNEL NO FIM DA LUZ

As ferozes disputas políticas que se avizinham; a economia periclitante que impede o crescimento do País em níveis compatíveis com o de outros emergentes; a política externa impregnada de ideologia que retira o Brasil do fluxo do grande comércio internacional e o condiciona a blocos decadentes como o Mercosul; a falência de serviços públicos básicos ligados à educação, à saúde e à segurança; a ameaça à livre expressão e às práticas democráticas que recorrentemente se manifestam por meio de iniciativas repentinas e surpreendentes originadas do enigmático Planalto; a inflação que insiste em estourar os centros das metas e flerta permanentemente com a fronteira limite, já deixando transparecer que penaliza a renda dos mais pobres; o clima de ressentimento que permaneceu após a mais agressiva e reles campanha eleitoral de que se tem notícia, tornando ilusória qualquer iniciativa de diálogo com as forças de poder; a ubíqua falta de transparência dos que governam; tudo isso faz parte do panorama que se descortina para 2015, dando a impressão de que a imagem da luz no fim do túnel está ultrapassada e que a mais fiel talvez seja a da carreira desenfreada do trem contra a montanha, ou seja, não há túnel no fim da luz. Ou se constrói um, em emergência, ou a colisão será inevitável, com consequências imprevisíveis, situação que só poderá ser aliviada por ações semelhantes à do velho marinheiro que prepara seu navio para mau tempo, peiando o material volante, pois, caso contrário, este corre o risco de se transformar em mísseis sem controle.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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REFORMA POLÍTICA 

Em 2005 quando iniciava a CPI do mensalão, o governo enfatizava a necessidade de uma reforma política. Após os movimentos populares nas ruas em junho e julho de 2013, outra vez o governo voltava a mencionar a tal reforma política. Agora, com o atual escândalo de propinas na Petrobrás e a alta da inflação, a presidente Dilma lembrou outra vez da necessidade de uma reforma política no País, porém o senador Aécio Neves já declarou (6/11) que essa conversa de Dilma é somente para desviar a atenção da população. Que a reforma política é importante, disso ninguém duvida, porém é muita ingenuidade acreditar que um dia essa reforma seja concretizada, pois os políticos, velhas raposas poderosas e nanicas,  jamais irão mudar as regras que acabariam com esse grande balcão de negócios.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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EMPREGO NO NORDESTE

O Nordeste responde por dois terços dos empregos criados no Brasil, com quase 1 milhão de vagas na região no segundo trimestre, enquanto no Sudeste registrou-se apenas 82 mil. Entretanto, observa-se que apenas 63,7% dos trabalhadores do setor privado têm carteira assinada, contra 78,1% da média nacional. O desemprego na região recuou de 10% para 8,8%, mas é o maior do País. O bom resultado do emprego nordestino não é pontual e está relacionado aos investimentos que foram levados para a região, como o Porto de Suape e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Concluídas as obras, como se comportará o desempenho da região no País? Os pífios índices de emprego no Sudeste e no Sul refletem a marcha à ré que essa região, a mais industrializada do País, está sofrendo com o desastre da política econômica do governo, que, como criança, faz uma arte e não sabe onde se esconder. Este governo, durante quatro anos, só cometeu erros. Recentemente, foram-lhe concedidos mais quatro anos para tentar alguns acertos. O povo lhe deu um voto de confiança que não veio das urnas eletrônicas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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REFORMA TRABALHISTA

Segundo Valério Arcary, da Direção Nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), a reforma trabalhista é ingênua. Por quê? O professor Celso Pastore afirma que a reforma trabalhista precisa ser aprovada, a fim de inserir uma quantidade maior de trabalhadores na economia formal. Segundo Pastore, partidos como PSTU, Partido da Causa Operária (PCO) e Partido Comunista Brasileiro (PCB) são responsáveis pela quantidade enorme de trabalhadores que estão na economia informal, pois são contrários à aprovação da reforma trabalhista. 

Luís Antônio Ney lantanioney@bol.com.br 
São Paulo

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PREVIDÊNCIA SOCIAL

Para que se paga a Previdência Social? É evidente, para custear o benefício de uma futura aposentadoria. Nada mais justo. Mas e quem já está aposentado? Por que deve continuar pagando? Para custear o que em seu benefício? Pois já contribuiu ao sistema, religiosamente, em prestações mensais que custearam essa aposentadoria que agora tem. E, importante, com pagamento sobre seus vencimentos totais. Sem nenhum teto de contribuição, como acontece com o setor privado. Em face dessa inquestionável injustiça, espera-se que o Congresso vote a favor da eliminação dessa inexplicável e vergonhosa contribuição (Proposta de Emenda à Constituição n.º 555-B, de 2006). Que já está em pauta. Ou submeter-se-á às ordens do  Executivo?

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br 
Ribeirão Preto
   
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ÁGUAS RARAS
 
Dilma Rousseff, na campanha, com Lula, em São Paulo, disse que o paulistano tinha de guardar um copo d’água como recordação. É muita ousadia com um Estado que sustenta todo o Brasil e que tem um governo ímpar. Então por que não pedir aos nordestinos que, eles, sim, guardem um copo d’água como recordação, pois até agora a transposição do Rio São Francisco está inacabada, com tantos desvios e desmandos, como sempre neste governo? Por isso, vimos um país acordado contra a inflação, o aumento de combustíveis e de energia, além do desemprego e da corrupção, exigindo reformas fiscal e política com mandatos de quatro em quatro anos, para o bem da democracia e do Brasil.
 
Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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