Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2014 | 02h04

Roubos sem medida

Envolvidos na Operação Lava Jato, que se emendou com o petrolão, estão prometendo devolver em torno de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Como vivemos num país onde as pessoas não têm muita noção de quantidades e medidas, vamos tentar quantificar isso na noção popularizada pela mídia, ou seja, "mega-senas" e "carros populares" - só não vamos falar em "campos de futebol" porque essa é uma medida de área. Então, R$ 500 milhões significam umas dez mega-senas superacumuladas, dessas que causam filas nas casas lotéricas. Se falarmos em carros populares, de uns R$ 30 mil cada, daria para comprar 16.666 e ainda sobraria troco - só não sei o que fariam com tanto carro ruim. Tudo isso para concluirmos que essas pessoas são meras operadoras do sistema e esses valores a serem devolvidos se encontram disponíveis, tratando-se, portanto, de "merrecas" ou comissões recebidas. E a bolada maior, paga a partidos, a políticos e demais apaniguados? Alguém será intimado a devolver? Como o maior beneficiário foi o partido cujos líderes estão falando que quem reclama é mau perdedor, acho que a coisa vai parar nesse nível mesmo. Esses operadores nem podem ser chamados de "bodes expiatórios", porque, além do que prometem devolver, eles devem ter muito "capim" escondido para os dias de inverno.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Merreca

Se essa turma está disposta a devolver R$ 500 milhões, imaginem quanto deve ter roubado.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

O esquema

A Petrobrás foi classificada não como uma empresa, mas como um "esquema", segundo um dos gestores do mais conhecido fundo de hedge americano, Jim Chanos (Estadão, 8/11, B8). Esse gestor, porém, está mal informado. Não é só a Petrobrás que é um esquema, todo o Brasil é um apavorante esquema da maioria dos partidos instalados no poder que o governa. Haja vista as denúncias da mídia nacional e internacional.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Índice sugestivo

Será que foi força do hábito a escolha do índice de 3% que estabeleceram para o reajuste do preço da gasolina? Esse índice é bem familiar à Petrobrás, vocês não acham?

MARIO GHELLERE FILHO

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

Reforço americano

Informa o jornal britânico Financial Times que o Departamento de Justiça dos EUA e a Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado de ações americano) abriram investigação sobre a Petrobrás. Esse é um bom sinal, pois quem praticou corrupção na empresa será atingido tanto pela legislação brasileira quanto, agora, pela americana e, assim, as investigações têm tudo para chegar a bom termo. E se os partidos envolvidos - PT, PP e PMDB - pensam em esconder as denúncias (jeitinho brasileiro), a sociedade poderá saber dos detalhes pelo relatório oficial que será enviado aos americanos. Resumindo, a presença americana na investigação do petrolão é a certeza de que não será possível esconder ou segurar nada - os envolvidos já devem estar preocupados.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Acionistas

A Petrobrás está fazendo de idiotas os seus acionistas, tanto no Brasil como no exterior.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Pedra sobre pedra

No jeitinho americano, diferente do brasileiro, pau é pau e pedra é pedra, doa a quem doer. E o relapso governo petista vai sentir na pele o que isso representa, porque o governo dos EUA já abriu investigação para apurar os desvios de recursos na Petrobrás, que se prenunciam em R$ 10 bilhões, como flagrado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Se há 12 anos o governo do PT só embroma para se manter no poder e "se lixa" para a defesa da nossa sociedade, incluídos os que - na maioria, trabalhadores - investem nas empresas listadas na Bolsa de Valores, o governo americano não abre mão de proteger os seus cidadãos de maracutaias no mercado de ações. Pelo jeito, milhares de investidores dos EUA que compraram ações da Petrobrás estão se sentindo lesados nestes últimos anos por causa do escândalo de corrupção que assola a estatal, já que os papéis da nossa petroleira se depreciaram em quase 60% do seu valor negociado. Se o Planalto passou a tremer nas bases depois que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef decidiram delatar todos os envolvidos na Lava Jato à Justiça Federal do Paraná, agora, com a decisão do governo dos EUA de investigar, talvez não sobre pedra sobre pedra na vida política do PT... Mesmo porque, para os americanos, as regras de mercado são sagradas!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

GOVERNO DILMA

Maldades

Ao discurso da volta de Aécio Neves ao Senado, prometendo levar a fundo as investigações do petrolão, Dilma reagiu mandando-o "descer do palanque, pois as eleições já acabaram". Essa afirmação da "presidenta" era o anúncio do pacote de maldades que ela já tinha preparado enquanto demonizava, nos palanques, os outros candidatos.

PAULO RUAS

pstreets@terra.com.br

São Paulo

Mentiraço

Desmontados os palanques e desdizendo sua campanha, Dilma disparou um "mentiraço" sobre os brasileiros. Mas, e o povo? Ora, o povo é mero detalhe, como dizia Zélia Cardoso de Mello, ministra de Fernando Collor, aliado de Dilma. Ponham as barbas de molho, não é improvável dormir hoje e acordar com apenas R$ 50 no banco, posto que sabemos que os bolsos da União estão arregaçados.

GLÓRIA ANARUMA

gloria.anaruma@gmail.com

Jundiaí

Uma fábula nada fabulosa

A todo-poderosa cigarra vermelha está diante de um problema. A formiga azul cresceu e ameaça a sua soberania. Mas o que fazer? Se deixar, a formiga azul vai tomar conta de seus domínios; se atacá-la, pode exterminá-la, porém é a formiga azul com seu trabalho que sustenta a cigarra vermelha. Que dilema!

NELIO ESQUERDO

nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

DESOBEDIÊNCIA, ATÉ QUANDO?

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que 81% dos brasileiros acham ser fácil desobedecer às leis no Brasil (“Estado”, 10/11). É impossível uma sociedade viver e se desenvolver ao arrepio do ordenamento jurídico. As leis nada mais são do que um conjunto de normas criadas para tornar possível a vida em sociedade, sem que o forte subjugue o fraco e de forma que todos possam ter convívio pacífico, produtivo e solidário. Negar a lei é desconhecer a própria estrutura social e abrir brechas para os males que, infelizmente, temos visto: impunidade, corporativismo, crime organizado, corrupção, etc. É um grande desperdício termos instituições e centros de alto saber e não aproveitar seus conhecimentos, e termos leis preparadas pelos governos e exaustivamente passadas pelo Congresso Nacional para, depois, não cumpri-las. Esse procedimento é – o que se diz na visão popular – o mesmo que dar tiros no próprio pé. Só teremos o sonhado Brasil de grande destino no dia em que todos, instituições e cidadãos, cumprirem rigorosamente as leis. Vamos, todos, trabalhar nesse sentido.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo             

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IMPUNIDADE E INJUSTIÇA

A desobediência às leis brasileiras, primeiro, se deve obviamente à sensação histórica de impunidade que recai sobre os mais ricos, políticos e poderosos; e, ato-contínuo, à demora absurda da Justiça brasileira.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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JUDICIÁRIO SEM PRESTÍGIO

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas indicando que desobedecer às leis é fácil para 81% dos brasileiros demonstra o quão difícil será alcançar o tão sonhado grau de nação desenvolvida. Bem ou mal, as leis existem e estão aí para serem cumpridas. Mas essa não é a realidade, porque os amigos do poder são especiais perante as leis e corriqueiramente privilegiados por intermináveis manobras judiciais. Então por que um cidadão que rouba um pacote de leite de um supermercado passa anos na cadeia, enquanto outros, como José Genoino, José Dirceu, etc., que participaram da quadrilha do mensalão, em que se comprovou o desvio de milhões de reais dos cofres públicos, ficaram presos apenas menos de um ano e agora estão confortavelmente em sua residência? Não por outra razão que somente 32% da população acredita na Justiça brasileira. E para comprovar que responderam bem os entrevistados que participaram da pesquisa da FGV, os partidos políticos têm a confiança de míseros 6% da nossa sociedade e o Congresso Nacional, 17%. O Ministério Público, por sua vez, que vem investigando com competência os desmandos nas nossas instituições, tem a aprovação de 48%, um pouco menos que a Igreja Católica, com 55%, e as Forças Armadas, em 1.º lugar, com 68%.  E, como real produto do meio, dos que moram no Distrito Federal, ou seja, bem próximos do Palácio do Planalto, 84% acreditam que funciona mais no País a regra excrescente, mas famosa, do “jeitinho brasileiro”. Provavelmente, o PT de Lula, que se lixa para a ética, seja o responsável direto por esse descrédito que atinge o povo brasileiro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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PODERIA TER SIDO PIOR

Muito interessante a matéria do “Estadão” referente à pesquisa da Fundação Getúlio Vargas sobre instituições públicas, em que, como sempre, destacam-se como mais confiáveis as Forças Armadas (1.º lugar), a Igreja Católica (2.º) e o Ministério Público (3.º). Se essa pesquisa fosse feita somente com as pessoas que mais leem jornais e assistem a noticiários haveria, certamente, alguns desvios na visão geral. A imprensa escrita perde a confiabilidade em alguns jornais que, segundo a própria imprensa, trabalham a serviço de governos e partidos políticos que lhes contratam publicidade, algo semelhante ao que ocorre nas TVs.  Na Justiça a confiança não leva em conta a nomeação dos principais magistrados do Supremo Tribunal Federal ser feita pelo presidente da República, por vezes em benefício de pessoas ligadas ao partido que está no governo. No julgamento do “mensalão”, por exemplo, novos juízes abrandaram as penas de seus companheiros de partido já condenados. Esse tribunal também “agrada” irregularmente a parlamentares e ao Congresso que lhe vão aprovar as verbas. Em consequência, há no Congresso, segundo a imprensa, 570 membros condenados por roubo ao erário e até por homicídio, cujos processos estão paralisados ou andando lentamente no Supremo. Outra situação que reduz a confiança na magistratura é os juízes julgarem interesses próprios, o que deu margem a grandes irregularidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, recentemente, com aparentemente recebimentos injustificáveis por juízes. Se a maior parte da população tivesse acesso a essas informações, os órgãos ligados à Justiça seriam muito pior qualificados. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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CREDIBILIDADE

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas revelou, como era esperado, que governo federal, Congresso Nacional e partidos políticos tiveram o pior índice de credibilidade entre os brasileiros. Por outro lado, parabéns às Forças Armadas, que obtiveram o primeiro lugar, certamente pelas suas qualidades de honradez, abnegação e patriotismo.              

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com 
Botucatu

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JEITINHO BRASILEIRO

Sobre a reportagem do “Estadão” de ontem, um fato sui generis sucedeu-se comigo: estava na fila de idoso para fazer um jogo da Mega Sena quando uma moça com não mais do que 21 anos me abordou solicitando que pagasse a sua conta – visivelmente a fila das demais pessoas estava enorme. Se nessa idade já se tem a premissa de que o jeitinho brasileiro é o vale tudo na vida, onde iremos parar? Não atendi ao seu apelo, disse que não era ético, e ela me rogou uma praga dizendo que Deus me castigaria. Bem rogada ou não a praga, três minutos mais tarde um tremendo raio derrubou o sistema da loteria e ficamos todos a ver navios, rogado e rogadora.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 
Matão

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A PETROBRÁS SOB INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou ser “indispensável” o depoimento formal do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa – delator da Operação Lava Jato – para apurar incompatível aumento de renda do presidente licenciado da Transpetro, Sergio Machado. À Justiça Federal, em outubro, Costa disse que recebeu de Machado R$ 500 mil referentes a propinas atrasadas. Agora, a pergunta que não quer calar: para que tudo isso, se, na realidade, na hora da punição, tudo acaba em pizza no Supremo Tribunal Federal (STF), onde várias cabras travestidas de ministros apenas cuidam da horta plantada e muito bem regada pela presidente Dilma Rousseff?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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MANCHETES

Não resisto à vontade de comentar duas manchetes do “Estadão” de sábado (8/11). Primeira: “Investigados na Lava Jato vão devolver R$ 500 milhões”. Comentário: e o que o governo pretende fazer para que esses milhões não sejam roubados de novo? Segunda: “Fugitivo do mensalão, Pizzolato vê ‘política suja’”. Comentário: nem só a política, às vezes, é suja. Ele também, e principalmente porque fugiu com grana alta e passaporte em nome do irmão morto...

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br
São Paulo

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DILMA CONTRA A CORRUPÇÃO?

Dilma Rousseff vem dizendo, recorrentemente, ser incansável combatente de atos de corrupção, mas mobiliza seu partido e sua base alugada para impedir o avanço das investigações das CPIs da Petrobrás e outras no Congresso e mantém nos quadros de seu partido próceres condenados pelos mesmos crimes que jura combater. E, ainda, foi no seu governo e no de seu antecessor macunaímico que aconteceram os maiores escândalos de corrupção jamais vistos desde o descobrimento do Brasil. Cadê a coerência? Ainda, para nossa indignação, num de seus pronunciamentos, Dilma disse que “nosso país também precisa ter um compromisso com aqueles que desviam dinheiro público”. Resumindo, ela é contra ou a favor da corrupção no governo petista? Não está claro. Mas, diante dos fatos, podemos inferir que é a favor. Ou sou disléxico?

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com 
São Paulo

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LOROTA
 
Rui Falcão, o presidente do PT, pisou na bola. Com relação ao rombo na Petrobrás, conhecido como Petrolão, declarou que, após conhecidos os fatos e feitas as defesas, “os que estiverem implicados, pisado na bola, estão fora do PT”. Tal declaração não merece crédito. Explico. Alguns dos componentes da quadrilha de malfeitores do mensalão eram e são do PT. O processo tramitou na mais alta corte brasileira (STF) durante sete anos, os réus foram defendidos pelos mais hábeis e caros advogados e, mesmo assim, foram apenados e não foram expulsos do PT. Cito três deles: João Paulo Cunha, José Genoino e José Dirceu. Rui Falcão, seja coerente com o que fala, expulse os petistas mensaleiros.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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O ‘PETROLÃO’ NOS EUA

Apesar das declarações do governo e da dita “oposição” de que as irregularidades na Petrobrás, o já famoso Petrolão, seriam investigadas a fundo, na primeira oportunidade para mostrar aos brasileiros que o que estavam falando era sério foi feito um acordo que atendia ao interesse de ambos os lados, o que nos deixou convencidos de que nada vai mudar no Brasil atual e de que a impunidade vai continuar solta. Não contavam, porém, com o que foi noticiado pelo influente jornal “Financial Times”: que os EUA abriram investigação criminal sobre os desvios na Petrobrás, já que as suas ações são negociadas no mercado americano, o que também sujeita a empresa às leis americanas. Será que os partidos Democrata e Republicano vão fazer algum conchavo por lá, tipo PT e PSDB, para que a investigação não dê em nada?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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CORRENDO CONTRA O TEMPO

Justiça dos EUA investiga Petrobrás, diz jornal britânico. Quando o escândalo da Petrobrás estiver desvendado e publicado na capa do “The New York Times”, o PT vai mandar retirar os jornais das bancas de Nova York e de Londres? É por isso que em Cuba só existe um jornal, o “Granma”, e os jornais estrangeiros são todos proibidos. O PT corre contra o tempo para implantar o controle da mídia no Brasil. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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NAS MÃOS DOS ‘IMPERIALISTAS’

Consta que a Petrobrás é alvo de dupla investigação nos EUA: do Departamento de Justiça e do órgão regulador do mercado de capitais daquele país. Consta também que o relator do caso no STF é o ministro Teori Zavascki, e dizem as más línguas que a papelada que chegou a seu gabinete, referente às delações premiadas, está lá como chegou, não saiu do lugar. O mentor do esquema bilionário da Petrobrás já foi denunciado por Alberto Youssef e, por ter foro privilegiado, deve ser investigado e julgado pela Suprema Corte. O.k. Já pensaram que desagradável se os EUA terminarem a investigação antes do Brasil? Vexame, hein, ministro Teori. É o que vai acabar acontecendo se o ritmo lento do ministro não mudar.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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FEITA A CORREÇÃO

No programa Globo News em Pauta (6/11), a jornalista Sandra Coutinho, em Nova York, afirmou que o telefonema de congratulações enviado à presidente Dilma Rousseff pela vitória na eleição foi do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e não do presidente Barack Obama, como divulgado à imprensa pelo Planalto. Eu acho que Barack Obama, se fosse cidadão brasileiro, teria votado em Aécio Neves para presidente do Brasil.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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A VENEZUELA E O MST

Cumprimento este conceituadíssimo jornal pelo editorial “Trapalhada bolivariana” (8/11, A3). Será que Lula e Dilma, a exemplo da corrupção na Petrobrás, também não ficaram sabendo do encontro na cidade paulista de Guararema, entre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o ministro Elias Jaua, chefe das milícias bolivarianas da Venezuela? Ou a resposta está no cofre da Polícia Federal (PF) em Guarulhos?

Antenor Batista abtempo@uol.com.br 
São Paulo

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VISITA ESTRANHA

Acho que matei a charada: o pessoal da Venezuela veio ao Brasil para ensinar os membros do MST a economizarem papel higiênico.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br  
São Paulo

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‘TRAPALHADA BOLIVARIANA’

Um vídeo editado por venezuelanos da oposição que circula pela internet nos dá conta de que, após exaurir toda a riqueza de Cuba, Fidel Castro se "apropriou" mentalmente de Hugo Chávez com o objetivo de sacar-lhe a riqueza advinda do petróleo, já que Cuba estava à míngua, criando o mito bolivarianista e oferecendo ajuda, com o envio de médicos cubanos e de "assessores" para auxiliar o governo. Hoje, são esses "assessores" que ditam as regras na Venezuela, sob as ordens dos tiranos irmãos Castro, mais ou menos o que está acontecendo na pátria amada, idolatrada, que o editorial “Trapalhada bolivariana” (8/11, A3) mostrou, usando o MST como massa de manobra. A alegria de Nicolás Maduro com a vitória da companheira Dilma Rousseff não poderia ser mais sintomática de que, com a Venezuela também exaurida de suas riquezas, onde falta até papel higiênico, Fidel está promovendo o Brasil como seu provedor de fundos a título perdido. Então, este é o insight: o domínio de um velho ladino sobre presas fáceis de serem conduzidas que, por sua vez, já estão imersas no suposto ideal da dominação do proletariado. Qualquer indivíduo menos esclarecido vai perceber que na liderança desses países – que eles querem hegemônicos – o que não tem em hipótese alguma é proletário. Lula, que já frequentou as filas do bandejão quando era metalúrgico, depois que virou presidente se tornou o 8.º homem mais rico do Brasil, segundo a revista “Forbes”, enquanto o número de miseráveis cresceu mais de 10%. Portanto, não há estranhamento sobre a intromissão do governo venezuelano/cubano em nossos assuntos internos, eles seguem a cartilha do Foro de São Paulo. O Brasil, com a conivência e permissividade petista, se transformou no quintal não dos EUA, como eles dizem, mas desses paisecos bolivarianos, que deitam e rolam sobre os anseios do povo brasileiro, rindo de nós pela péssima representação de nosso governo e de nossas Relações Exteriores.  "Uma vez que uma nação começa a pensar, é impossível fazer com que pare", disse Voltaire.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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FORO DE SÃO PAULO

Enganam-se os colegas aqui, do “Fórum” do “Estadão”, quando dizem que a Venezuela está invadindo o Brasil com suas posições comunistas e revolucionárias importadas de Cuba. O projeto foi desenhado pelo PT e Cuba, e chama-se Foro de São Paulo. Ele é orquestrado hoje de dentro dos palácios brasileiros. Venezuela e outros países da América do Sul e Central são apenas laboratórios na implantação de uma pátria maior, em que nossa pátria brasileira será extinta e nossas riquezas serão entregues aos psicopatas despudorados que vivem como magnatas à custa da escravidão, submissão e perda de liberdades e de sonhos de todas as populações. Queremos de volta nosso país, nossa nação brasileira como ela é: de fartura, de liberdade, de oportunidades, onde depositamos todos os nossos sonhos.
 
Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@Hotmail.com 
São Paulo

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ASSUSTADOR

Assusta, assusta mesmo. O “Fórum dos Leitores” de 9/11 inicia a coluna publicando as cartas dos leitores srs. Marco Antonio Esteves Balbi (“E o Foro de São Paulo?”), Gustavo Guimarães da Veiga (“Bolivarianismo aqui”), Candida Barros (“Casa de Noca”) e José Carlos Thomaz (“Para variar...”). São quatro óticas precisas sobre o triste fenômeno que ocorre no Brasil atual. Tais manifestações são a expressão indignada e sofrida da maioria da população que não desejava a continuidade da falsa e hipócrita governança petista. Que sua leitura valha como alerta a todos os brasileiros de bem para que, sempre que puderem, à maneira que puderem, se pronunciem contra as barbaridades que se fez e que ainda podem fazer. Aliás, Dilma Rousseff já começou a fazer aquilo que dera a entender que não faria. Enfim, que mentiu em sua campanha para os eleitores que lhe deram o voto.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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PSICOPATIA LATINA

Os 25 anos da queda do Muro de Berlim, leia-se, do comunismo, são festejados (8/11, A1 e A32). Paralelamente, alguns países da América Latina estão tomados por uma real psicopatia comunista-fascista-bolivariana-peronista eivada de incompetência econômica e corrupção. Psiquiatras recomendam cuidar-se de familiar psicopata por ser doença não tratável. Mas o minúsculo PT está conseguindo obter a convergência dos aparentemente antagônicos comunismo e fascismo, internamente, e, ainda, prestar subserviência a esses vizinhos. Cabe à enorme base aliada e à oposição assegurar a preservação e o fortalecimento da economia, das instituições democráticas e da independência do Brasil. 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br  
São Paulo

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DEFASAGEM HISTÓRICA
 
Com grande satisfação tomamos conhecimento do júbilo da população alemã comemorando nas ruas os 25 anos da queda de um absurdo muro, construído 28 anos antes pelos soviéticos para impedir que os alemães orientais fugissem do opressor socialismo russo. Segregou irmãos, famílias e amigos que se viram impedidos de continuar mantendo os laços afetivos com seus entes queridos. Por outro lado, entristecidos constatamos que um grupelho de assaltantes dos valores pátrios encetam a construção de um muro virtual neste nosso querido Brasil, separando os brasileiros pela cor, pela classe social e pela região em que vivem, com o único intuito de se manterem no poder para instalarem o regime político de sua ultrapassada ideologia, que tantas vítimas contabilizou mundo afora, mormente na União Soviética e em Cuba. Portanto, com 53 anos de atraso, pressentimos para nós o mesmo triste destino dos infelizes seres humanos desses três países que viveram 28 anos sob o jugo do comunismo internacional.   
 
Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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GOVERNOS PERMANENTES

Não outorgamos a ninguém mandatos para mudanças nas instituições democráticas. Não queremos socialismos baratos de quadrilhas latino-americanas. Não queremos governos permanentes, seja comunistas ou socialistas.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com 
Itapevi

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A QUEDA DO MURO

Seria inoportuno sugerir ao governo brasileiro que cumprimentasse, se acaso ainda não o fez, o governo alemão pelo 25.º aniversário da queda do Muro de Berlim e também pelo sucesso da reunificação da Alemanha? Contribuiria esse gesto diplomático para, quiçá, reanimar o Itamaraty, ignorado como está pela chefe do Executivo (“Estadão” de 10/11, página A8) e pelo  tão prestigiado governo da Venezuela?

Ariovaldo Santini Teodoro asanteo@hotmail.com 
São Paulo

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UM MURO A DERRUBAR
 
No mesmo mês, novembro de 1935, novembro de 1989, novembro de 2014. No tempo mais longe, no dia 27, a Intentona Comunista, Natal, Recife e no Rio de Janeiro, a tentativa de se instalar no Brasil o comunismo irradiado da União Soviética para o mundo. No mais próximo a queda do Muro de Berlim, marco da ruptura com a opressão comunista simbolizada pelo tacão das botas vermelhas da polícia secreta Stasi, cópia da KGB russa, a subjugar o cidadão alemão residente na parte oriental da capital do seu país até então dividido. Famílias apartadas à força, as que viviam na democracia progressista, fraterna, livre, das oprimidas, no retrocesso da economia de estado, bloqueadas do direito de ir e vir, de pensar e dizer, progredir pelo esforço próprio e independente. Muro infame, maldito, fronteira separatista que vai além do concreto de cimento e pedra, alimento da luta de classes, insuflando o rancor entre irmãos; dividir para mais fácil vencer e dominar. No presente, 9 de novembro de 2014, o júbilo do povo alemão a pontilhar os meios de comunicação do mundo com imagens comemorativas dos 25 anos da Queda do Muro de Berlim e reverência às vítimas das metralhadoras, fuzis, cães, arame farpado, que se rebelaram com a falta da liberdade e os enfrentavam para fugirem do inferno e obscuridade daquele meio retrógado. O memorial em homenagem a esses mártires e o Portão de Brandemburgo são testemunhas indestrutíveis do sofrimento e sangue derramado pelo povo alemão submetido ao regime comunista. Segundo a Wikipédia, o número de cidadãos que fugiram da Alemanha Oriental atingiu 197 mil em 1950, 165 mil em 1951, 182 mil em 1952 e 331 mil em 1953. Já fase de distensão em discurso no Portão de Brandemburgo, 12 de junho de 1987, Ronald Reagan fez um apelo a Mikhail Gorbachev da União Soviética: “Damos as boas-vindas à mudança e à abertura, pois acreditamos que a liberdade e segurança caminham juntos, que o progresso da liberdade humana só pode reforçar a causa da paz no mundo... Secretário-geral Gorbachev, se você procura a paz, se você procura prosperidade para a União Soviética e a Europa Oriental, se você procurar a liberalização, venha aqui para este portão. sr. Gorbachev, abra o portão. Sr. Gorbachev, derrube esse muro!”. O Muro virou pó e o povo alemão, hoje, comemora. No Brasil, a Intentona de 27 de novembro de 1935, embora com assassinatos feitos por “colegas” de farda infiéis ao Juramento de defender a Pátria, foi derrotada. Os traidores, condenados. Ensaio do que iria ocorrer no pós Segunda Guerra Mundial com a expansão do comunismo de forma sangrenta em todos os continentes. No continente americano, Cuba de Fidel Castro fez célebre o “paredón” com o fuzilamento dos contrários e ainda sob a ditadura dos irmãos Castro. Mais ao Sul as ações terroristas e de guerrilha urbana e rural foram tão sangrentas como as que o mundo vive nesses dias sob o fundamentalismo islâmico. Os movimentos comunistas das várias linhas não lograram êxito na América; foram derrotados na luta armada. Muitos foram condenados, se regeneraram e entraram na via política. Outros na mesma senda, mas não se afastaram do ideário marxista e confiam na via pacífica de transformação da sociedade no socialismo que denominam do século 21. As comemorações da queda do Muro de Berlim precisam ser expostas de modo mais claro. Não foi a demolição de um muro que separa uma cidade, o apagar de um paralelo ou meridiano que divide uma Nação. Há que se denunciar os malefícios do marxismo-leninismo dos milhões de cidadãos assassinados por seus seguidores, alunos de Joseph Stalin. Derrubem esse muro das mentes. A união virá sob a nova luz.    

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com 
Campo Grande

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MISÉRIA POUCA É BOBAGEM

Não se pode negar que o governo que se instalará em janeiro de 2015, para completar 12 anos de poder, a exemplo dos governos militares, sempre se esmerou em criar slogans pomposos, uma breguice ímpar. Nos governos militares tivemos o intimidativo “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Nos governos petistas tivemos “Brasil, um país de todos” e o mais pomposo “País rico é país sem miséria”. Sim, o governo afirmava que havia erradicado a fome e que a miséria havia dado lugar a uma classe média emergente de 40 milhões de brasileiros com apenas R$ 70 mensais, como se o Bolsa Família tivesse o dom de Jesus Cristo na multiplicação dos pães e dos peixes. “Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”, diz o velho ditado. Passadas as eleições, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou que o número de brasileiros miseráveis voltou a subir no ano passado. Em 2012, o País tinha 7,188 milhões de miseráveis. Em 2013 esse número foi acrescido de 870.676, resultando num total de 8,059 milhões. O porcentual de extremamente pobres subiu de 3,6% para 4%. Desde 2004 a miséria diminuiu gradativamente, mas, a partir do governo Dilma, talvez por força dos altíssimos investimentos na Venezuela, na Bolívia e em países africanos, a miséria voltou a subir em 2013. Parodiando o Ibope, a ministra Tereza Campelo, do Desenvolvimento Social, afirmou: “Trata-se de uma flutuação estatística que está dentro das margens de erro”. Tá bom.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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TEMPOS SOMBRIOS

Para aqueles que reclamam da alta do preço dos combustíveis e da energia elétrica, é bom irem se acostumando. 2015 e 2016 serão tempos de muitas dificuldades para a economia brasileira. Presumo que em 2017 as coisas começam a se ajustar, até porque em 2018 haverá eleições presidenciais e, como é sabido, nossos políticos nesta época não perdem tempo principalmente com promessas vazias e alguns pacotes de bondade.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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DEPOIS DA REELEIÇÃO

A presidente Dilma Rousseff, logo após sua reeleição, confirmou uma série de medidas que, em sua campanha, disse que não tomaria. Aumentou os juros; os preços da energia elétrica (no Norte/Nordeste os aumentos poderão atingir até 50%, uma boa forma de agradecer a maciça votação que teve lá); a gasolina; e, a mais neoliberal de todas as medidas, disse que o governo irá reduzir seus gastos sociais, como, por exemplo, o auxílio-doença, o auxílio-funeral (teremos de combinar com os moribundos?), o auxílio-desemprego e outros mais. Quer cortar onde não deve e onde precisa não irá mexer, para não contrariar os companheiros. Ela está seguindo à risca a cartilha de Fidel. Quem tem um presidente desse naipe não precisa de China para derrubá-lo, já está falido.

Artur Larangeira Filho artur_larangeira@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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TAPEAÇÃO

Dilma, a tapeadora, começou tomar as medidas impopulares que atribuía ao Aécio.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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ERA TUDO MENTIRA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo prepara ajustes com cortes de gastos e menos subsídios, mencionando também reduções nos pagamentos de auxílio-doença e na pensão por morte (8/11, B1). O governo de dona Dilma está caminhando para fazer o que ela dizia, durante a campanha, que o senador Aécio Neves faria, mentiras que ela não cansava de repetir. Só falta, agora, ela própria vir a público para dizer que haverá reduções nos gastos com o Bolsa Família, deixando enraivecidos aqueles que ajudaram na sua reeleição. Vamos aguardar. 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André 

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A RAINHA ESTÁ NUA

Como dizia o título de um filme nacional da década de 1970, “toda a nudez será castigada”, como a nudez política de dona Dilma Rousseff. Ao subir os juros três dias após o resultado das eleições, reajustar o preço dos combustíveis e da energia elétrica, e divulgar o aumento da miséria no País, além de mais maldades que estão esquentado no forno do Planalto, ficou patente o engodo do estelionato eleitoral que foi comandado pelo marqueteiro de Dilma Rousseff, com o apoio daquele que fala pelos cotovelos, de nome Lula da Silva. Portanto, a nudez da “presidenta” ficou bem clara para os brasileiros.
 
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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O COMANDO DA ECONOMIA

O novo ministro da Fazenda já vai entrar com a pecha americana de pato manco, pois não terá a menor importância, uma vez que quem manda mesmo na economia é a própria presidenta. Deverá manter o estilo Mantega, ou seja, falar demais e não acertar uma.

J. Treffis jotatreffis@outlook.com 
Rio de Janeiro

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PREVISÕES

Uma das qualidades exigidas de um ministro da Fazenda é fazer previsões com um razoável porcentual de acertos. Portanto, recomendo Delúbio Soares como candidato ao cargo, por ter acertadamente previsto que o mensalão se tornaria piada de salão.
 
Gerald Misrahi gersilm@hotmail.com 
São Paulo

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2018 EM PAUTA

Dilma Rousseff não terá vida fácil na Presidência até as próximas eleições. O resultado das urnas em 2014 ainda não foi bem digerido pela oposição. Apesar da derrota, o crescimento do PSDB, capitaneado pelo senador Aécio Neves, abalou os pilares do atual governo. O PT teve grandes conquistas no País, especialmente em políticas que acalantaram a redução da pobreza e das desigualdades. Entretanto, em razão de uma série de acontecimentos, o partido parece estar perdendo sua unidade. Tanto é que, para o próximo pleito, as bases da coalizão tendem a sofrer severas baixas: o PMDB, do vice-presidente Michel Temer, especula o lançamento de um presidenciável – algo que não faz desde 1994. Caberá a Dilma, portanto, realizar um mandato satisfatório, aprimorando programas sociais e cessando o castigo que é a inflação no Brasil. Caso contrário, o cenário aos petistas não é nada animador para 2018.
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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O GRANDE DOADOR

Leu-se no “Estadão” de sábado (8/11): JBS Friboi foi a empresa que mais doou para políticos em geral (R$ 61,2 milhões) nas eleições deste ano. Até onde eu sei, essa empresa está totalmente endividada, precisando de e pegando empréstimos altíssimos do BNDES para sobreviver. Daí eu pergunto: com que dinheiro e com qual finalidade eles fazem essas doações? Não caberia uma investigação nisso, não?

Daniel Martins Cavaco tccomercext001@terra.com.br 
São Paulo

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OS DEZ MAIORES

Não é de estranhar a JBS estar na primeira posição entre as dez maiores empresas doadoras da última campanha eleitoral – todos sabem os reais motivos para tanto. Como também Bradesco e Itaú entre os quatro primeiros, pois nunca tiveram tanta liberdade para fazer o que querem no mercado financeiro, como tem tido nos últimos 12 anos. E, para finalizar a lista, seis construtoras entre eles. Por que será?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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O PODER DE LULA

Depois de vermos quem foi o principal doador das campanhas nas últimas eleições, entendemos por que o ex-presidente Lula domina a política neste pobre país – compra tudo e todos. Sabemos que o maior “acionista” da JBS Friboi é o gênio de seu filho Lulinha.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com 
São Paulo

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TROCA COM TROCO

Lula apoiou Dilma com veemência e até com baixarias na eleição. Agora ele vai indicar pelo menos três ministros para o novo governo. O PT e Lula não perdem a mania de fazer troca com troco? E ainda querem criticar os outros?

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br 
São Paulo

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NOVO MINISTÉRIO

Dilma de fato tem um problema. Precisa trocar seu ministeriozinho de “40 fracos”, mas onde achar qualquer luz no PT? Se juntar toda a cáfila petista, nem sequer dá um “meio estadista”, e onde encontrar um único petista que seja ao menos meio estadista? Lula foi honesto quando deixou seu governo, não queria nenhum cargo público, no máximo a presidência da Petrobrás, e agora todos sabemos por quê. E agora ele reaparece dizendo que será o candidato do PT nas próximas eleições, reconhecendo a rataiada miúda de seu partido. Dilma está de fato com um grande problema: ficar ou não ficar? Porque sair já está definido pelo próprio “chefe”.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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EM BUSCA DE CREDIBILIDADE

A única forma de Dilma conseguir transmitir alguma credibilidade – ainda a ser verificada pelas demais medidas necessárias – é com a redução pela metade dos seus ministérios com consequente redução do aparelhamento político-partidário. Caso contrário, será apenas uma tentativa de cooptar emocionalmente o mercado e o Congresso para evitar pressões e manter sua militância pressionando politicamente para que nada mude!

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
Jaú

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ELEIÇÕES SOB SUSPEITA

Definitivamente, o “gobierno” cubo-petista não para de conspirar sobre a higidez das eleições presidenciais passadas. Sob o insustentável argumento de que a divulgação do resultado das eleições poderia ser influenciado por 0,38% dos eleitores (Acre), considerando a diferença de fuso horário de três horas em relação a Brasília, efetivamente o resultado só foi tornado público às 20 horas daquele domingo. Ou seja, houve uma folga de 3 horas para eventuais manobras de resultado. Sábado e domingo, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tiveram como início o horário de Brasília para todo o País. Depois é a imprensa que “pega no pé” dos petralhas, quando são os próprios que insistem em pensar que todo o povo brasileiro é ignorante – esse o adjetivo usado pela quadrilha em tachar os brasileiros que querem ver o Brasil gigante pela própria natureza e que não fazem parte do butim.

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 
Rio Claro

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A OPOSIÇÃO INCONFORMADA

Semanas passadas das eleições presidenciais, mais de 50 milhões de perdedores ainda não conseguem digerir a derrota. Não é uma questão, como diz a presidente, de saber ganhar ou perder, mas, sim, de saber competir de forma honesta e leal. Será que só nos resta mesmo o sal de frutas?

Eduardo de Almeida Carneiro almeidacarneiro@uol.com.br  
São Paulo

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TERCEIRO TURNO

Que é suspeito o resultado desta eleição não resta dúvida. Com troca e substituição de urnas eletrônicas a todo instante, o que se podia esperar na apuração final? Contrário ao que a maioria do eleitorado esperava, uma vez que o candidato da oposição crescia vertiginosamente a todo instante próximo ao pleito eleitoral, em razão dos vários apoios recebidos. Se nosso modelo de votação fosse o mais prático e confiável, países de Primeiro Mundo já teriam adotado o sistema. Será que a intenção petista é mesmo perpetuar-se no poder?

João Rochael jrochael@ibest.com.br
São Paulo

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DEFINITIVAMENTE

Para encerrar a questão e o Congresso não precisar mais de desculpa: a eleição foi legítima, assim como Hugo Chávez empalhado e Nicolás Maduro dizendo que ele estava vivo. 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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BEM NA FOTO

Apesar de ser uma análise subjetiva, observem os únicos momentos em que dona Dilma aparece descontraída e com semblante de felicidade: é exatamente quando ela está ao lado de Fidel Castro, José Mujica, Lula e, não podemos esquecer, do falecido Hugo Chávez. Sugestão: Dilma, se estás tão feliz ao lado destes seus camaradas, por que não vais morar num desses países ditos socialistas?

João Ricardo Silveira Jaluks joaosilver45@gmail.com 
São José dos Campos

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UM AVIÃO MAIOR PARA DILMA

Dizem em Brasília que a presidente Dilma quer comprar um avião presidencial maior, e eu entendo: aumentou tanto o número de vagabundos à sua volta que não cabem mais no antigo Aerolula. Para acomodá-los, é preciso um A380 para 500 passageiros.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br 
Garça

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BANCOS PÚBLICOS

Uma auditoria nos bancos públicos seria muito mais reveladora do que na Petrobrás. Qual a razão de o Banco do Brasil investir R$ 56 milhões na indústria da Fórmula 1,  que, sendo movida por combustíveis não renováveis, contraria a política socioambiental do banco? Alternativamente, essa quantia, investida no social, permitiria a construção de 2 mil casas populares. 

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo 

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RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA DE SP

Li alguns comentários de leitores do “Estadão” colocando o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), num pedestal em virtude da renegociação da dívida do município. Vale ressaltar que o Senado aprovou a renegociação por ter uma forte base do governo petista e seus aliados. Lembrando que os antecessores (Serra e Kassab) tentaram a renegociação, mas, por não serem da base governista à época, não obtiveram sucesso. Força de marketing. 
 
Pedro K. Moriya pedro.moriya@superig.com.br 
São Paulo

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PRESO RESGATADO

É estarrecedora a notícia do preso de alcunha Bebezão, no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói (RJ). Já não é a primeira vez, e, certamente, não será a última. Deixo aqui uma sugestão: por que não levar esses meliantes para serem tratados nos hospitais militares (PM, HCE. HCA, Hospital Marcilio Dias, etc.)? Pelo menos lá os resgatadores não teriam audácia de invadir, pois seriam prontamente rechaçados. Fica aí a sugestão. Não pode é o Estado deixar à mercê médicos, enfermeiros, paciente, PMs e demais pessoas nesses hospitais vulneráveis.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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ENEM 2014

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do fim de semana, além de questionar sobre o Ebola e o golpe militar, deveria incluir na prova mentiras e devaneios políticos visando a interesses partidários. E por que não falar sobre comportamento pessoal e moralidade no que se refere às roubalheiras quando se deve cuidar do patrimônio público. Não seria exagero mostrar que é amoralidade uma pessoa pública indicar que “para ganhar as eleições, pode-se fazer o diabo”. Esses seriam temas a serem abordados para não desenvolver uma geração de brasileiros iguais aos que nos governam hoje.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo 

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A REDAÇÃO DO ENEM

Não há dúvida de que o tema da redação deste ano do Enem, Publicidade Infantil na Mídia, é, em si, de suma importância. Entretanto, é do conhecimento de todos que, por deficiências graves no ensino fundamental, a imensa maioria das pessoas, no nosso meio, escreve muito mal. Exigir de um candidato que, por hipótese, não tem conhecimento adequado da Língua Portuguesa uma dissertação que, pela complexidade e delicadeza do assunto, requer tempo e certo grau de elaboração e sofisticação é muita pretensão. Na atual conjuntura do nosso ensino, o tema deveria ser mais ameno e abrangente, para avaliação mais adequada. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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