Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2014 | 02h03

PeTrolão e política externa

Agora que os EUA, por intermédio do Departamento de Justiça e da SEC (a CVM deles), resolveram investigar o PeTrolão, nossa presidente já mostra disposição para se reaproximar daquele país, até relegando a espionagem de que ela e a PeTrobrás foram vítimas. Ou talvez por isso.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Acionistas lesados

Como humilde e insignificante acionista que acreditou na aplicação na Petrobrás dos suados e honestos recursos do FGTS, fruto de muitos anos de trabalho, só me resta pedir, pelo amor de Deus, o meu dinheiro de volta. A propósito, vão devolver aos cofres púbicos R$ 500 milhões. Essa quantia não seria uma "propina de 3%" do total "arrecadado" pela quadrilha/facção criminosa ao longo dos anos? Ainda bem que a Justiça americana entrou para investigar e, assim sendo, é prudente que a nossa Polícia Federal acelere e conclua as investigações, pois será humilhante para o Brasil se os americanos chegarem antes com os resultados que ansiosamente aguardamos.

MICHELE CAPRIGLIONE

capriglione@uol.com.br

Santana de Parnaíba

Nome aos bois

Com relação ao petrolão, o que os brasileiros (e americanos) querem é que definitivamente seja dado nome aos bois e comece o julgamento, para ver os verdadeiros responsáveis pelo maior esquema de corrupção da História deste país na Papuda, "doa a quem doer". Por enquanto estão presos só os intermediários da fabulosa quantia movimentada. O desejo é ver os chefes da quadrilha, já citados por Alberto Youssef, julgados, condenados e cumprindo a pena integralmente em regime fechado.

HUMBERTO BOH

hubose@gmail.com

São Paulo

Doa a quem doer

Em vez de buscar "esqueletos" de Aécio em Minas, deveriam indicar Mário Spinelli (o controlador-geral da Prefeitura de São Paulo responsável pela descoberta da máfia do ISS) para caçar os abutres do PeTrolão, até a prisão do chefe da quadrilha.

FERNANDO J. DE QUEIROZ TELLES

fernando@docemotivo.com.br

São Paulo

Os mensaleiros

No calor do escândalo da Petrobrás e ainda engasgado com o resultado da eleição presidencial, o cidadão que foi voto vencido e terá de esperar mais quatro longos anos para ter uma nova oportunidade de desalojar o PT do poder nota que, sem muito alarde, os mensaleiros presos estão ganhando mais liberdade e cumprindo o resto da pena em casa. Provavelmente, o próximo passo será o indulto.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Mudança de regime

Segundo o artigo 33, inciso IV, do Código Penal, nos casos de crimes contra a administração pública (hipótese do mensalão), a mudança de regime do cumprimento da pena está condicionada à reparação do dano causado ou devolução do produto do ilícito. Gostaria que alguém explicasse, salvo se esse artigo tiver sido revogado, quanto José Genoino, Delúbio Soares, José Dirceu e Valdemar Costa Neto devolveram ao erário para obtenção dos benefícios. A mídia jamais mencionou a observância, ou não, desse requisito.

WALTER CÉSAR AUGUSTO

walteraugusto47@gmail.com

Santos

GOVERNO DILMA

Gastos sigilosos

Recorde de gastos - titulados como sigilosos - da Presidência da República com cartões de crédito corporativos! Afinal, viver bem com o dinheiro público sem prestar contas é uma das vocações do petismo no poder.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

SECA EM SP

'Non ducor duco'

O governo de São Paulo foi a Brasília pedir à "presidenta" R$ 3,5 bilhões para obras de combate à seca, quando, na verdade, deveria ir a Brasília cobrar! Afinal, somos nós, paulistas, que financiamos todos os tipos de bolsas caridade, incluída a Bolsa Família, que patrocina o ócio e serve para eleger petralhas que mentem para ter votos certos graças à ignorância e à permanente miséria. São Paulo, um Estado esquecido pelo poder central, antes de financiar a Federação deveria, primeiro, resolver os seus problemas internos. E depois, se sobrasse algum... Sr. governador, devemos cobrar o que nos é devido com veemência, e não aceitar a humilhação de chegarmos de pires na mão. Non ducor duco!WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Crise hídrica

Como o maior produtor e arrecadador de impostos da União, São Paulo não está pedindo favores. Exige-se o que nos é de direito. Oportuno lembrar a sra. Dilma Rousseff de que o Inpe divulgou que a crise hídrica no Sudeste se originou no desmatamento da Amazônia, que sem fiscalização do seu governo aumentou significadamente.

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

Que deselegância!

Foi de uma enorme deselegância, para não dizer arrogância, a ministra Miriam Belchior ao receber do governador Geraldo Alckmin o pedido de ajuda ao governo federal para o plano hídrico de São Paulo, apresentado à presidente Dilma. Além de se fingir preocupada com a situação de São Paulo, a ministra não deixou, como boa petista, de criticar o plano hídrico do governo paulista, para sair na imprensa essa desqualificação. Muito educado, o governador não colocou no seu devido lugar aquela que, como encarregada do planejamento no governo federal, recebe de São Paulo R$ 204 bilhões (o dobro do segundo colocado em contribuição à União) e devolve em gastos federais no nosso Estado "míseros" R$ 23 bilhões. Enquanto isso, Dilma e Miriam Belchior distribuem os restantes R$ 181 bilhões aos demais Estados de acordo com seus interesses político-eleitorais. Aí estão incluídos os recursos do Bolsa Família, que garantiram a reeleição da presidente.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

(IN)SEGURANÇA PÚBLICA

Cordura

A polícia mata 6 cidadãos por dia, 2.200/ano. A população (crimes e trânsito), 120 mil no mesmo período. O brasileiro é cordato, sua polícia é que é violenta...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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OS TIROS DE MARTA SUPLICY

Nenhuma novidade Marta Suplicy, ao deixar o Ministério da Cultura, sair atirando contra o desgoverno Dilma, dizendo esperar que nova equipe “resgate a economia do País”. Afinada com o mentor que hoje deve estar se estapeando por ter investido errado no primeiro “poste”, Marta quer limpar o campo para tentar a Prefeitura de São Paulo em 2016, já que o segundo “poste” também não vem agradando aos paulistanos. Vai depender de sua atuação na volta ao Senado, porque ela continua sendo a mesma Marta vice-presidente da Casa, tão chata que nem seus “companheiros” a suportavam. Foi um alívio quando foi nomeada ministra. A “relaxa e goza” continua com a mesma rejeição que a levou a não ser indicada pelo PT para a Prefeitura de São Paulo em 2012. Não é de admirar que entre ela e Dilma nunca tenha havido um bom diálogo. As duas são feitas da mesma fôrma.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo 

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RETORNO AO SENADO

Com seu jeito Suplicy, em que predomina uma altivez aristocrática herdada de sua árvore genealógica, que sempre manteve o relho nas mãos, a volta de Marta ao Senado promete tirar o sossego da bancada do PT e, “ipso fato”, do governo. Palavras de uma cabeça coroada do partido atestam que a ministra não terá assegurado lugar se destaque e que "ela pode até criar muitos conflitos, mas não vai chegar a sentar na janelinha, não. Ela só assumirá a Comissão de Assuntos Econômicos se ninguém tiver interesse". Com Eduardo Suplicy fora do influente cargo, ficará mais difícil para Marta alimentar o seu apetite político e permanecer nos holofotes, tendo em vista que ela está disposta a disputar prévias no PT contra o atual prefeito Fernando Haddad ou com voos mais altos, como o governo do Estado de São Paulo em 2018. Aqueles que assistem às sessões do Senado serão brindados com debates dos mais inflamados, pois na volta de Marta ela debaterá com integrantes do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e José Serra (PSDB-SP), contando ainda com Aécio Neves (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Na verdade, depois que o “general Pirro” venceu a eleição para Dilma, e pela herança maldita criada pelo PT e herdada por ele mesmo, o Palácio do Planalto não terá a partir de 2015 céu de brigadeiro. Marta espera que a presidente seja iluminada, já que no primeiro mandato não passou de um poste sem luz.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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DE OLHO EM 2018

Não bastassem os estragos sofridos nas disputas Geraldo Alckmin x José Serra em eleições passadas, enquanto o PT fortalecia as candidaturas de Lula e, posteriormente, de Dilma, o PSDB já dá indícios de que, mais uma vez, vai facilitar a eleição de Lula à Presidência da República. Já tem uma parte do PSDB se movimentando para lançar Alckmin como pré-candidato para as próximas eleições, ignorando o volume de votos conseguidos por Aécio Neves e sua projeção nacional. Com uma oposição como essa, quem precisa de aliados?

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br 
São Paulo

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TRABALHO EM CONJUNTO

“Aliados defendem Alckmin presidente” (8/11, A14). Com as disputas internas do PSDB, fica muito difícil para os tucanos voltarem à Presidência da República. Em cada eleição o partido apresenta um novo candidato, deixando de aproveitar o nome daquele que já disputou e ficou conhecido em todo o território nacional. Apesar da derrota, Aécio Neves teve a maior votação que o PSDB já recebeu numa eleição presidencial (mais de 51 milhões de votos). Em 2006, quando Geraldo Alckmin concorreu ao governo federal, o PSDB somou 37,5 milhões de votos no segundo turno (estranhamente, uma votação inferior à que tinha tido no primeiro turno: 39.967.990 de votos). José Serra, em 2010, conseguiu 43,71 milhões de votos no segundo turno. E com Fernando Henrique Cardoso, nas eleições vencidas em 1994 e em 1998, o partido teve menos votos que Aécio: 35,9 milhões e 34,3 milhões, respectivamente, embora naquele tempo houvesse menos eleitores que hoje. Para o PSDB vencer em 2018, o já declarado candidato Lula vai depender não só da oposição que o partido de FHC fará ao “novo” governo Dilma, mas também de uma solução para os conflitos entre os aliados dos “caciques” peessedebistas, que deveriam se lembrar de que o PT concorreu à Presidência com o mesmo candidato (Lula) por quatro vezes, até que finalmente os “defensores da ética, da moral e dos bons costumes” – enquanto oposição – venceram a sua primeira eleição para presidente da República do Brasil, em 2002. Seria melhor os aliados descansarem um pouco das turbulências nas últimas eleições e, novamente, em 2018, trabalharem em conjunto para “Aécio presidente”, que já projetou o seu nome entre os eleitores brasileiros, algo que requer muito mais que habilidade marqueteira de última hora. Vencer Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT) na reeleição ao governo de São Paulo foi fácil e era previsível, entretanto, para vencer Lula, falta ao governador paulista muita garra e muita convicção verbal.
 
Mirna Machado mirnamac@uol.com.br
São Paulo

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O GOVERNADOR E A CRISE HÍDRICA

Vem cá. O governador Geraldo Alckmin, quando em recente campanha pela reeleição, não disse, referindo-se ao problema hídrico em São Paulo, que não precisava de ajuda federal? Agora pediu ajuda em encontro com a presidente Dilma Rousseff? E o paulista o reelegeu. Não tinha um pior para eleger, não?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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FALTA DE PLANEJAMENTO

A crítica feita agora ao governador de São Paulo pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, deveria ter sido antecedida, há quatro anos, por veemente sugestão à presidente da República para que realizasse “obras mais estruturantes”, evitando, assim, a calamidade que foi o seu governo.

Odilon Otávio dos Santos
Marília

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SÃO PAULO SEM ÁGUA

Não entendi o governador de São Paulo pedir perto de R$ 4 bilhões para a presidente Dilma. Estranhei: São Paulo, o Estado mais rico da Nação, problema previsto mais dez anos atrás, e tudo isso? Se eles recuperassem o que foi desviado das privatizações; auditassem a alta grana desviada do suspeitamente ainda incompleto Rodoanel e mesmo o rombo do trensalão tucano (Metrô/Alstom), que até no exterior já flagraram, iria sobrar grana. E a tal Justiça chapa-branca de São Paulo, nada, se finge de morta. A Sabesp lucrou milhões para os seus acionistas, e São Paulo assim, no volume morto e na incompetência? Mais, empresas de pedágio ganharam R$ 800 milhões no ano passado, e o povo pagando o pedágio mais caro do mundo. Fica a questão: se Dilma emprestar, vai exigir um seguro especial do governo de São Paulo ou que o PSDB inteiro dê garantia de finalmente fazer bom uso da alta grana pública? Não tendo de dar o peixe, Dilma teria de ensinar o governador a pescar?

Silas Correa Leite poesilas@terra.com.br 
São Paulo

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DESCUIDO, DESPREPARO E LENIÊNCIA

A crise hídrica que estamos vivendo no Brasil – provavelmente a maior da história do Sudeste do País – tem como principal responsável a total falta de planejamento e a incompetência dos governos estaduais e federal, que não se prepararam e deixaram o barco correr. Muito fácil culpar a questão climática, a seca, São Pedro ou qualquer outro fenômeno da natureza. Sejam inundações, enchentes, seca e falta de água, no Brasil, por trás de todas essas tragédias mais do que anunciadas, há sempre o descuido, o despreparo e a leniência do poder público. A ONU já condenou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pela crise de falta de água em São Paulo. Seu governo se omitiu de forma irresponsável e não enfrentou o problema, que foi empurrado com a barriga até as eleições. Sem planejamento, organização e um mínimo de competência, continuaremos como eternas vítimas dos humores da Mãe Natureza.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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AVISO

Durante muito tempo se fala do problema ambiental no planeta e no Brasil. Desde a conferência de Estocolmo em 1972, confirmada pela ECO 92 no Rio de Janeiro, cientistas de renome e credibilidade internacional alertam os governantes para os problemas que advêm da poluição, das mudanças climáticas, da explosão demográfica mundial, da extinção de espécies, do desmatamento e do lixo, entre outras mazelas criadas pela humanidade. No entanto, parece que tudo era motivo para encontros políticos e festas demagógicas, e ninguém dava a devida importância a um tema tão sério, talvez o mais crítico dos últimos séculos. Agora os efeitos reais estão aparecendo. Espero que a crise da água na Região Sudeste do Brasil sirva como um alerta mais eficaz do que os avisos que ocorreram nas décadas passadas.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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RAZÃO AOS ‘CATASTROFISTAS’

Quando, há alguns anos, ecologistas alertavam sobre a necessidade de medidas preventivas para proteger o meio ambiente para evitar carência de água, eram tachados de “catastrofistas”. Agora, com a severa seca que vivenciamos, urge que revisemos todos os conceitos abúlicos que tínhamos sobre o tema e tratemos de, daqui em diante, tomar medidas sérias e precavidas que evitem o agravamento da carência desse recurso, vital para a sobrevivência de nossos filhos e netos. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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SURREAL

O título acima foi o adjetivo que me restou para resumir a reportagem do “Estadão” de 9/11, sobre o projeto da Sabesp de utilizar água de reuso para ajudar a minimizar a estiagem que castiga a nossa região. É lógico que o aproveitamento da água de reuso já deveria ter sido providenciado há mais tempo pela Sabesp. Embora ela custe o dobro daquela que consumimos atualmente, sua implantação não só é válida, como altamente recomendável para reduzir o consumo da água estocada em nossas represas. E agora, no sufoco, a estatal deverá providenciar a instalação de duas unidades para a reutilização da água servida, tratá-la e recolocá-la à disposição, com 99% de pureza. Mas a água com aquele porcentual de pureza será jogada na poluída Represa de Guarapiranga e passar por todo o processo normal de tratamento daquela represa, até torná-la potável. Entendo que a situação é emergencial, mas, se fosse possível enviá-la diretamente para o estágio final de tratamento na estação da Guarapiranga, ou ao da Cantareira, certamente contribuiria para diminuir o custo final da água de reuso. Como a Sabesp irá instalar duas estações para a purificação da água de reuso, uma na zona sul e a outra em Barueri, tal alternativa poderia ser vantajosa. A recuperação da rede de distribuição na metrópole, principalmente a do centro da cidade de São Paulo, também deveria ser objeto de uma intervenção a curto prazo. Afinal, a perda anual equivale ao volume de uma Cantareira abastecida, e isso tem de ser corrigido. A Sabesp alegou que a referida troca da canalização causaria o caos no trânsito da cidade, mas ainda é muito melhor do que a cidade ficar totalmente desabastecida de água.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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ÁGUA DE REUSO

Alckmin, o rei das gambiarras e dos pedágios, já deu um jeito na falta d’água em São Paulo: mandará para as torneiras águas que passaram pelo cocô, ou água de reuso. Simples assim.

Fernando Castellari castellarinando@yahoo.com.br 
São Paulo

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PREOCUPAÇÃO

Imaginem qual será o resultado do reuso da água pela Sabesp se nem o básico, que é o fornecimento, ela foi capaz de fazer. Preocupação com nossa saúde à vista.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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O MOSAICO DA CORRUPÇÃO

O doleiro Alberto Youssef revelou o “elo perdido” entre a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e o mensalão do PT; descobriu-se mais um escândalo entre construtoras e o PMDB em Alagoas; Paulo Roberto Costa recebeu R$ 3,8 milhões para “não atrapalhar” a compra da Refinaria de Pasadena; os EUA abriram investigação sobre os “malfeitores” da Petrobrás. O caderno de política do “Estadão” de ontem parecia um manual da corrupção.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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SÓ R$ 500 MILHÕES?

Pela previsão dos que investigam a Operação Lava Jato, conforme publicou o “Estadão”, apenas 5%, ou R$ 500 milhões do montante de R$ 10 bilhões desviados da Petrobrás, é que devem ser devolvidos pela quadrilha, que foi protagonizada no governo Lula e seguia incólume, infelizmente, na gestão Dilma Rousseff. Na realidade, o valor representa uma verdadeira merreca perto dos R$ 10 bilhões desviados. Os delatores, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, podem ter, no fim destas investigações, penas de prisão brandas do Judiciário e ou até anuladas com o benefício da delação premiada, e o PT, como promotor desse crime, se a oposição bobear novamente, pode sair ileso e confortavelmente continuar no poder da República, como ocorreu após o caso do mensalão. Isso apesar de pesar contra o partido de Lula a afirmação dos delatores na Justiça Federal do Paraná de que o PT recebia 3% de propina sobre o montante total dos contratos da Petrobrás, que resultaram em desvios de R$ 10 bilhões da estatal. Boa parte desses recursos foi parar em contas de paraísos fiscais. Lógico que confiamos na Justiça brasileira, mas é necessário que esses criminosos que afanaram impiedosamente os cofres públicos sejam penalizados. E sem que reste qualquer margem de dúvida de que Lula e Dilma foram coniventes com mais este escândalo. E, se comprovadas as denúncias, sejam eles também inapelavelmente sacrificados da vida pública. É o mínimo que a sociedade brasileira espera do Judiciário.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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GRANDE COISA

Segundo procuradores que atuam no esquema de corrupção que desviou R$ 10 bilhões da Petrobrás, um grupo de dez pessoas vai devolver R$ 500 milhões por meio de acordos de delações premiada da Operação Lava Jato. Alguns dirão, “melhor isso do que nada”. Eu pergunto: e a “quinquilharia” restante de R$ 9,5 bilhões será contabilizada como fundos perdidos? Fazendo uma continha rápida, se dez pessoas vão devolver R$ 500 milhões, R$ 50 milhões per capita, o esquema no mínimo envolve cerca de 200 pessoas, se obedecer à mesma proporcionalidade, que com certeza estão aflitas com medo da dura cana que vão ter de cumprir. Portanto, melhor seria entrarem na fila dos delatores e devolverem o valor surrupiado e aguardarem a decisão da Justiça. Não percam o sono, a Operação Lava Jato vai virar um simples teco-teco. Se com um magistrado sério, enérgico contra corruptos, como Joaquim Barbosa, e com um representante do Ministério Público Federal firme e com o libelo irrepreensível como o apresentado por Roberto Gurgel, o julgamento do mensalão levou uma eternidade e deu no que deu (a quadrilha está quase toda na rua e nem sequer pagou a multa milionária a ela imposta), os senhores estão com medo de quê? Serão homenageados em praça pública, com direito a padrinho e madrinha, pelo ato de “benevolência” praticado.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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O PETROLÃO NO STF

O “Estadão” nos informou de que o processo do Petrolão está parado – há semanas – no Supremo Tribunal Federal (STF), nas mãos do ministro Teori Zavascki. E ele atinge políticos... Será que teremos o “SPTF” e o ministro “PTeori”? Oremos...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com 
São Paulo

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MERRECA

A devolução de R$ 500 milhões dos investigados na Lava Jato proporcionará o retorno de 5% dos R$ 10 bilhões desviados.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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DELATORES

Os corruptos da Petrobrás vão devolver R$ 500 milhões. E os do PT?

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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EXPLICAÇÃO

Vão devolver R$ 500 milhões? Estou esperando Lula dizer que o Petrolão nunca existiu e que isso é apenas “dinheiro não contabilizado”.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  
São Paulo

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RECOPERÔMETRO

Antigamente dizia-se que a saúva acabaria com o Brasil. A saúva moderna é a corrupção. Hoje estamos saudando a recuperação de valores desviados. Sao 5% do total desviado estimado. Há, portanto, um trabalho grande pela frente e um alto potencial arrecadatório para o País. Junto com o Impostômetro, deveríamos ter um Recuperômetro. A evolução dessa prática incentivará o trabalho ético e certamente minimizará eventuais necessidades de aumentos da carga tributária ao contribuinte.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br  
Indaiatuba

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E O RESTO?

Custo inicial da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco: US$ 2,5 bilhões. Custo atual: US$ 18 bilhões. Custo inicial do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí: US$ 6,5 bilhões. Custo atual, US$ 44 bilhões. Soma dos custos: US$ 62 bilhões. A propina, segundo Paulo Roberto Costa, era de 3%, o que daria US$ 1,86 bilhão. Ele devolveu US$ 25 milhões ou 0,02% do total supostamente recebido. Isso não representa nada. Onde está o resto? 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com  
Rio de Janeiro

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O CÉU É O LIMITE?

Depois de toda esta gatunagem na Petrobrás, o PT anseia mais o quê?

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com 
Santa Rita do Passa Quatro

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FORA GRAÇA FOSTER

É estarrecedor que o Brasil vá recuperar R$ 500 milhões na Operação Lava Jato, referentes aos trocados que os quatro subalternos que estão no esquema de delação premiada se comprometeram a devolver. A pergunta que não quer calar é: Qual o tamanho total desse roubo? Como é possível que a presidente da Petrobrás não tenha percebido os petroleiros de dinheiro sujo navegando embaixo do seu nariz? É um acinte que a sra. Graça Foster continue na presidência da Petrobrás, pouco importa se ela sabia ou não dos desvios, ela simplesmente não tem mais nenhuma condição de continuar a exercer a presidência da Petrobrás. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br  
São Paulo

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AUDITORIA E PROATIVIDADE

A PriceWaterhouseCoopers, auditora dos resultados financeiros da Petrobrás, recusou-se a aprovar seus balanços, exigindo prévios procedimentos investigativos e outros da estatal, entre eles a contratação de duas firmas independentes de auditoria para esse fim, o que, em consequência, a Petrobrás programou apenas agora. Perante as graves irregularidades constatadas na empresa faz tempo, esses processos teriam de ter sido feitos espontaneamente, por suas máximas autoridades. A sua inexplicável omissão nesse sentido motiva interpretações de imperdoáveis envolvimentos suspeitos, argumentos que deveriam ter sido mais destacados pela oposição.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com 
São Paulo

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AS CONTAS DA PETROBRÁS

O Tribunal de Contas da União, analisando contratos de obras da construção da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás, encontrou alguma irregularidade e está em vias de embargar a continuação dessa obra. Ora, a Petrobrás não é uma entidade da administração da União, e, sim, uma sociedade anônima de economia mista, de capital aberto – embora seu maior acionista seja o governo –, e, portanto, como independe do Orçamento federal e de verbas públicas do Tesouro Nacional, nem é prestadora de serviços contratados pelo governo, me parece, salvo melhor juízo, como dizem os advogados, que isso é uma ingerência descabida, pois os controles seriam os mesmos aplicados às empresas particulares, como os da Comissão de Valores Mobiliários, da Bolsa de Valores, e os balanços contábeis, auditados por auditorias independentes e apreciados pela sua própria assembleia de acionistas, etc.  
 
Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com 
Brasília 

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ACORDO NO CONGRESSO

O que está acontecendo com os políticos deste país? O sr. Aécio Neves (PSDB) acabou de receber 51 milhões de votos de oposição à megaquadrilha dominante – recebeu inclusive o meu voto –, e  já começa, junto com a sua corja, a fazer conchavos para pôr toalhas quentes na CPI da Petrobrás junto da quadrilha petista? Será que a Petrobrás ainda tem tanto dinheiro assim para distribuir? Essa gentalha enoja o nosso país. Este Congresso Nacional não passa de uma fossa.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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SELEÇÃO NA CPI

O tal acordo, se é que houve, de seletividade em relação a envolvidos nos atos de corrupção, firmado entre o PT e o PSDB, evidenciaria uma situação que está latente em muitas consciências: a de que os dois partidos têm mais semelhanças do que diferenças. Além de introduzir uma componente inevitável de frustração, mostraria que a nossa oposição sempre foi de mentirinha e que se apresenta somente para exibir uma ilusória simetria que mantenha os eleitores em lados distintos, competindo e se exibindo aos caciques políticos. Com a palavra, o PSDB, a fim de esclarecer os fatos aos que acreditaram na emergência de uma oposição implacável após as eleições, como prometido.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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NO MENSALÃO, LIBEROU GERAL
 
“STF autoriza Costa Neto a cumprir pena em casa” (“Estadão”, 11/11). Antes dele, outros condenados do mensalão receberam o benefício: José Dirceu (PT), José Genoino (PT), Delúbio Soares (PT) e Jacinto Lamas (PL). Quando o STF vai soltar o Marcola (PCC)?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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PIZZA

O ministro Luís Roberto Barroso, atualmente conhecido como o ministro da “libertação”, mandou para casa o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado no mensalão. Valdemar vai cumprir em regime aberto o restante da pena de 7 anos e 10 meses  de prisão, afinal das contas, tanto Genoino como Zé Dirceu estavam precisando de companhia para dividir a pizza.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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MAIS UM BENEFICIADO

Lamentável, além de vergonhoso, o que está fazendo o Supremo Tribunal Federal com os envolvidos em corrupção no caso mensalão. Agora Valdemar Costa Neto também vai para casa. Triste, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESNECESSÁRIO

Após vermos a soltura do Valdemar “Baby” Costa Neto, a petralhada ainda que nomear para o STF o ministro José Eduardo Cardozo. Precisa mais?

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br 
São Paulo 

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JUSTIÇA E INSENSATEZ

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato afirma que a Justiça no Brasil é má. Afirmam os petistas, com Tarso Genro à frente, que a Justiça na Itália é falha. Cesare Battisti é condenado na Itália e vive liberto no Brasil, sob a alegação de que não teve oportunidade de se defender. Henrique Pizzolato é condenado no Brasil e vive liberto na Itália porque a Justiça italiana considera as prisões brasileiras inadequadas. São as Justiças tão diferentes ou são os homens tão insensatos? Ambos, Cesare e Henrique, preparam sua fuga muito antes de serem julgados, o que sugere culpa pelos crimes dos quais eram acusados. Será que a Justiça, para o bem da humanidade, não poderia ser mais coerente e aplicar as penalidades que ela própria indicou, contando com a responsabilidade dos magistrados, olhando as coisas por outro prisma, que seria o respeito mútuo? Triste a realidade política. Sem ideologia envolvida na Justiça, talvez não tivéssemos a situação presente no âmbito das especificidades do mensalão, diante do que todos os políticos, ou quase todos, já estejam fora da prisão e aqueles que não atuavam na política estejam liberados. Será que um mesmo crime tem graduações diferentes para políticos e não políticos?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 
Campinas

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QUEM ACREDITA?

Henrique Pizzolato disse que nada roubou e que vai viver na Itália com a sua aposentadoria. Como diria o italiano: “Chi credo ma non troppo”.

Victor Hugo renard-46@hotmail.com 
São Paulo

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O PRÓXIMO MINISTRO DO STF

A cada 10 minutos uma pessoa é assassinada no Brasil. Crime organizado lava milhões na Suíça. Grupos guerrilheiros do Oriente Médio têm conexão com traficantes brasileiros. Polícia do Rio tem tiroteio com traficantes nas favelas. Prisões brasileiras são cárceres medievais. O número de mortes violentas cresceu em 2013. Essas e muitas outras notícias horrorosas são corriqueiras no País. Jornais escritos e falados passam a maior parte de suas transmissões falando da violência no Brasil, que é muito pior do que em países em guerra.  O que o ministro da Justiça tem a dizer aos brasileiros? Que ações foram e estão sendo feitas para amenizar a sensação de impunidade e de violência que atinge toda a população brasileira? Quais são os planos para tornar as cidades do Brasil mais seguras? Quanto e onde foi investido para o bem-estar dos cidadãos comuns, aqueles que pagam seus impostos em dia e que são diariamente afetados pelos marginais que aterrorizam famílias inteiras? Quando um brasileiro poderá sair às ruas sem medo de ser sequestrado, assaltado ou assassinado? Essas e muitas outras perguntas gostaria de fazer diretamente ao sr. José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça e que tem sido cotado para assumir uma vaga no STF. Sem pelo menos responder satisfatoriamente ao povo essas perguntas, não se entende nenhuma qualificação para que ele exerça tão alto cargo. Pois, além do saber notório (que ele deveria nos provar), sua gestão no ministério deixa muito a desejar, é desastrosa. E mais, um partido político não pode se apropriar da Corte Suprema do País. Juristas independentes, com trajetória impar na área, com competência comprovada, é esse tipo de pessoa de que precisamos lá. Chega de protegidos que não têm comprovada autoridade no assunto. Que qualificações ele nos apresenta?
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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CHEGA DE QI

Há males que vêm para o bem. Os fins justificam os meios. Nem sempre são afirmações aceitáveis, mas, no presente caso, o “complô” de líderes do PMDB, como Sarney e Lobão pai e filho, para impedir a nomeação do atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para a vaga de Joaquim Barbosa no STF, é mais que bem-vindo. Chega de QI (quem indica). Respeito e critérios para cargos tão importantes são fundamentais.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

Ao invés de pleitear a elevação da idade-limite de aposentadoria no STF, o ministro Gilmar Mendes deveria votar matéria sobre financiamento de campanhas, na qual a maioria dos seus colegas já votou contra a doação de empresas. É preciso mudar urgentemente essa prática clientelista dominante no Congresso Nacional, pela qual dez empresas ajudaram a eleger 70% dos deputados federais. De uma vez por todas, os políticos precisam entender que devem exercer o mandato em nome daqueles que os elegeram, e não dos financiadores de suas campanhas.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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NOVO GOVERNO

Juros aumentaram, as tarifas da energia elétrica e o preço da gasolina também. José Dirceu foi solto, mas haverá combate à corrupção. O dinheiro do mensalão e da corrupção na Petrobrás serão devolvidos aos cofres públicos. Lula e Lulinha (a oitava fortuna do País) serão investigados. O dever de casa da presidente já começou. Só para lembrar: quem perde ou ganha uma eleição é o povo, sempre o povo.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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CONSOLO

Com os recentes aumentos dos juros, dos combustíveis e da luz, anunciados apenas uma semana após o resultado das urnas, entre os outros que virão a seguir, o único consolo dos mais de 51 milhões de eleitores que não votaram em Dilma é que os efeitos nocivos da carestia e da inflação no dia a dia dos brasileiros serão divididos, democraticamente, com os que a reelegeram. “Pau que bate em Chico também bate em Francisco...”

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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MINISTRO DE MINAS E ENERGIA

Por onde andas, Lobão? Por que te escondes, Lobão? Qual o teu receio, Lobão?

Filippo Pardini filippo@pardini.net 
São Paulo 

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GRANINHA A MAIS

Contido que foi até o dia das eleições, o boato tornou-se uma realidade: o preço da gasolina e do diesel subiu. Não esperado pelos cidadãos, diga-se, pois nenhuma promessa nesse sentido fizera a presidente em sua campanha. Alcançado o objetivo, a bomba é solta e, então, como não poderia deixar de ser, explode na cabeça – digo, no bolso – da população brasileira. Mas uma questão se põe: o preço desses produtos quando exportados vai ser mantido, ou aumenta também? Vai ser equiparado ao que é vendido para os donos dos postos e repassado aos consumidores brasileiros? Se o for, a Petrobrás terá uma graninha a mais em seu orçamento. E o governo, o que pensa sobre isso?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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EM 2015

Logo após a sua reeleição, Dilma Rousseff, em apenas duas semanas, já deu sinais de como ficará a economia de 2015: aumento de tudo o que é ruim, ou seja, o tarifaço, incluindo aumento da miséria e o desmatamento. Bem avisado: “mesma cozinheira, mesma receita, mesmo resultado”. O lado bom é que será atingido o apetite de todos os brasileiros, incluindo aqueles que reelegeram Dilma para garantir seus interesses. Ora, não havendo recursos para os que produzem, os que só recebem também amargarão a falta destes.

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí 

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A RÚSSIA IMITANDO O BRASIL

A Rússia resolve botar o rublo pata flutuar. No Brasil, o roubo já flutua há muito tempo.

Regina Bozon reginasbozon@uol.com.br 
São Paulo

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MURO DE BERLIM, 25 ANOS DA QUEDA

Pelo visto, foi mais fácil a derrubada do Muro de Berlim do que será derrubar a muralha do PT.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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MUROS

Eles podem ser de ferro e de cimento, com arame farpado e vigias armados, com ordens superiores para atirar em qualquer pessoa que ouse atravessá-los. Mas eles podem ser econômicos, sociais e/ou políticos, sem vigias, apontando armas para ninguém, ocultos, invisíveis, disfarçados.

Silvia Maria Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com
São Paulo

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A USP NO RANKING DO US NEWS & WORLD REPORT

Mais um ranking recente (http://www.usnews.com/education/best-global-universities/universidade-de-sao-paulo-500437) mostrando a Universidade de São Paulo (USP) bem colocada entre as universidades do mundo. Cada ranking usa parâmetros distintos e, assim, mais um que coloca a USP entre as 100 ou 200 melhores do mundo, sempre na frente na America Latina, corrobora que usando várias formas de medir o resultado continua o mesmo. A reflexão necessária é que isso foi alcançado apesar do Sindicato dos Funcionários não Docentes (Sintusp), da Associação Sindical dos Docentes da USP (Adusp Sindical) e das sucessivas diretorias do Diretório dos Estudantes da USP (DCE). Será que essa tensão, entre o esforço dos que tentam construir excelência e os que, em nome de uma pretensa “defesa do ensino público e de qualidade”, tentam destruí-la pode, de novo, passar em brancas nuvens? Este desabafo é um chamado às forças que constroem a excelência a uma ação coletiva que coloque, de uma vez por todas, a Academia no controle da USP.

Hernan Chaimovich, colaborador sênior do Instituto de Química da USP hchaimo@gmail.com 
Cotia

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MOBILIDADE EM SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, colocou uma ciclovia na Avenida Duque de Caxias, com duas mãos, diminuindo drasticamente a circulação de automóveis ali. Ele quer que os frequentadores da Sala São Paulo venham ao concerto de bicicleta? Na Avenida Irai, em Moema, há uma ciclovia deserta. Perguntem a um “pedinte” que não tem pernas e que frequenta essa ciclovia na esquina com a Avenida Ibirapuera. Os motoqueiros usam essa ciclovia e não dão esmola ao necessitado. Nós, os “demônios de automóvel”, damos.

Sérgio Bruschini sergiob@dualtec.com.br 
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

O povo de São Paulo, já cansado das mentiras do PT e das enganações, vaiou o fraco Fernando Haddad em Interlagos, no domingo. Que fique claro para o PT que, em São Paulo, gostamos de trabalho e não de corrupção.
 
Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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HÁ 59 ANOS

11 de novembro de 1955 é uma data histórica para a democracia brasileira. Em 1955, neste mesmo dia, houve um contragolpe aos revoltosos que queriam impedir a posse do eleito a presidente da República, dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, comandado pelo então ministro da Guerra, Marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott, que em 24 horas modificou todos os principais comandantes de unidades militares em todo o Brasil e impôs o cumprimento da Constituição federal, garantindo o direito a posse do eleito a presidente da República, dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira. Os revoltosos que haviam zarpado mar adentro com o navio Almirante Tamandaré e tinham pretensões de desembarcar no Porto de Santos foram dominados, acalmados com o esquema montado sabiamente pelo ministro da Guerra, Marechal Lott, e mais nenhuma questão de desentendimento prosseguiu até a posse presidencial, encerrando assim pacificamente mais um episódio histórico brasileiro.

Maria do C. Leite Alves m.carmo1946@bol.com.br 
São Paulo

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