Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2014 | 02h04

Mais um trambique

Dilma Rousseff quer mudar lei a fim de cumprir a meta fiscal. Para quem usou durante quatro anos o jeitinho, a contabilidade criativa toda vez que índices não eram alcançados, mais um trambique não é de estranhar. Não economizou um tostão, ao contrário, gastou tudo a que tinha direito e não cumpriu a meta fiscal (R$ 116 bilhões). Ou seja, estourou o limite do cheque, quebrou o Brasil, mas foi reeleita. Grande "vantagem", se quem vai pagar os juros desse enorme saldo devedor somos nós, contribuintes. E agora, com paúra das agências de risco, que podem tirar o Brasil da classificação de "grau de investimento" (baixo risco de inadimplência), disse que vai fazer o dever de casa, o que em quatro anos não fez. Aluna relapsa e desobediente, se lhe fossem atribuídas notas, com certeza o seu boletim estaria repleto de zeros.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Eleição do tipo 171

O projeto de lei, enviado pela presidente ao Congresso Nacional, que altera a lei orçamentária, obviamente, tem como principal objetivo isentá-la das penalidades impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sendo uma delas a perda do mandato. Se esse entendimento for correto e o Congresso não aprovar o projeto, estaria a presidente correndo o risco de perder o seu mandato? E, nesse caso, estaria também impedida de assumir o novo mandato, com a consequente posse do vice-presidente eleito? Em tais hipóteses, os parlamentares do PMDB, que são a maior bancada no Legislativo nacional, poderão escolher entre dois caminhos: ou aprovam o projeto e cobram o favor pelo seu respectivo valor, com cargos e emendas ao Orçamento, ou se afastam do governo e aproveitam a oportunidade ímpar de o partido assumir a Presidência da República. A esse quadro nada auspicioso para Dilma se soma a publicação pós-eleições de indicadores desfavoráveis ao seu governo, como os dados do Ipea sobre o aumento da miséria e os índices econômicos, entre eles o da inflação, que vai ultrapassando o teto da meta, agora que os grilhões impostos à Petrobrás foram retirados e os combustíveis, reajustados. Temos também o pedido de demissão da ministra Marta Suplicy, do PT, que saiu atirando para todo lado e passando recibo de que só esperou o término da campanha eleitoral para dizer o que realmente pensa e deseja. Não sou nenhum adivinho, mas estou com a forte sensação de que Dilma, de uma maneira ou de outra, não vai exercer o cargo de presidente até 2018. O que ficou agora caracterizado, sem nenhuma dúvida, é que a última eleição foi um tremendo 171 que o PT aplicou no eleitorado brasileiro, como se diz no jargão policial.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Dilmágica x Martaxa

Começou mal o novo governo de Dilma. Em vez de admitir que gastou mais do que arrecadou, lança mão de mais uma mandracaria, propondo lei para driblar a meta fiscal. Como disse sua companheira de partido Marta Suplicy, o governo precisa resgatar a credibilidade. Quem perde com essa medida é o País, que daqui a pouco perde seu grau de investimento e os investidores vão sacar o dinheiro, agravando mais o quadro fiscal. Se a ex-prefeita ficou conhecida como Martaxa por criar várias delas, a presidente vai entrar para a História como Dilmágica pelas magias fiscais no seu governo. O brasileiro quer mais responsabilidade de seus governantes, mas parece que o resultado apertado da última eleição já foi esquecido.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Preço da credibilidade

Em sua carta de demissão do Ministério da Cultura, Marta Suplicy solicitou o resgate da confiança e credibilidade do governo. Quantos ministérios será que custa essa tal credibilidade?

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

Resgate moral

Os machistas que me desculpem, mas o problema não é de gênero, já que até a petista Marta Suplicy critica a inflexibilidade da presidenta em não nomear logo um ministro da Fazenda sério, independente e comprometido com a coisa pública. Em sua carta de demissão, Marta surpreendeu-nos positivamente ao cobrar o resgate da credibilidade na área econômica. Que mais petistas tenham um pouco desse bom senso e ajudem a presidenta a resgatar também a credibilidade moral de seu partido, se é que isso ainda seja possível.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

Eu só queria entender

Dona Marta Suplicy pertence ao PT, certo? Era ministra da Cultura de Dilma, que é do PT, certo? E muy amiga de Lula, líder do PT. E agora sai do governo petista atirando, cobrando coerência, transparência e credibilidade? E reivindicando a candidatura a prefeita de São Paulo? Deus nos livre de políticos desse nível!

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Oportunismo e politicagem

Marta Suplicy sai do governo de forma ruidosa. Apenas oportunismo e tentativa de angariar eleitores para a sua candidatura à Prefeitura da cidade de São Paulo nas eleições municipais, em 2016. Não vai trazer nada de positivo à política nem fazer oposição ao PT. Ela sai do governo porque viu que esse barco está cheio de buracos, fazendo água por todos os lados, e quer se salvar. Politicagem típica.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Coincidência...?

Por que será que essa debandada dos "velhos cumpanheros" do governo Dilma Rousseff me faz lembrar dois velhos provérbios: "Os ratos são os primeiros a abandonar o navio quando este começa a afundar" e "cuspiu no prato em que comeu"?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

REFORMA POLÍTICA

Recall, ovo de Colombo

Desde o primeiro artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita publicado no jornal O Estado de S. Paulo me convenci do importante papel do recall - a retomada do mandato (político-eleitoral) pelo povo. James Madison dizia que a democracia depende de três regras básicas. A primeira estabelece que os governados têm de respeitar os governantes. A segunda diz que os governantes devem respeitar os governados. E a terceira reza que os governados devem controlar os governantes. Aí está o remédio proposto: recall.

JOSÉ PASTORE, professor da Universidade de São Paulo (USP)

j.pastore@uol.com.br

São Paulo

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O 'JEITINHO' DE DILMA ROUSSEFF

O governo brasileiro perdeu definitivamente o rumo. Sem ter mais instrumentos que lhe permitam camuflar o superávit primário (dinheiro que o governo consegue economizar), já que até esta data existe um inédito déficit primário de quase R$ 20 bilhões, já que o governo federal não economizou um centavo, agora, para nossa indignação, Dilma Rousseff envia um projeto de lei ao Congresso que lhe permita descontar do superávit todos os gastos com o PAC e as desonerações fiscais. Pode? A meta para 2014 era economizar pífio 1,9% do produto interno bruto (PIB).  Se a falta de credibilidade desta gestão petista já estava no fundo do poço perante o mercado e investidores, com esse total abandono da política fiscal a presidente dá uma rasteira na nossa expectativa de que ela poderia, num segundo mandato, pelo menos tirar da estagnação em que se encontra a nossa economia. Ou seja, Dilma literalmente apela para a ignorância e dá um golpe mortal nos fundamentos macroeconômicos do País. A cúpula do PT mostra que age como se a nossa sociedade tivesse a obrigação de dizer amém ao Palácio do Planalto. É por essa razão que é chegada a hora de a oposição e parte da base aliada do governo no Congresso recusarem essa indecente e indecorosa proposta de maquiar o superávit primário de 2014. E também de o povo sair às ruas para exigir que Dilma respeite e assuma responsabilidade com as contas públicas.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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CRIATIVIDADE DO MAL

Para os espertos na língua de Camões e Machado de Assis que decifrem o que jaz nas entranhas do que disse Miriam Belchior, ministra do Planejamento: “Não temos como cravar uma meta neste momento, porque a receita está muito errática”. O governo lança na praça mais uma das suas contabilidades criativas para evitar o descumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e fica desobrigado a realizar o superávit primário. O que esse amontoado de irresponsáveis/incompetentes pretende é que todas as despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e desonerações tributárias sejam abatidas da meta de superávit primário, que é uma poupança para o pagamento da dívida pública. R$ 54 bilhões do PAC e R$ 84 bilhões com desonerações somam R$ 138 bilhões, valor maior do que a meta definida na LDO, que é de R$ 116,1 bilhões. Miriam disse ser impossível dizer qual será a meta de 2014, mas garantiu que, mesmo havendo um déficit, que já está em R$ 15,3 bilhões até setembro, “o Brasil vive em melhores condições do que outros países”. Deve ter recorrido aos seus conhecimentos de geografia e lembrado de países como Serra Leoa, Níger, Eritréia, Somália, Burundi e Zimbábue. Gerar um déficit primário e dizer que é superávit, só mesmo a equipe econômica deste arremedo de governo ou Merlin, o mágico de Camelot, do Rei Arthur. “Na atual legislatura nós vamos fazer mil diabos.” De quem será essa frase?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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GAMBIARRA

A tentativa de burla da meta fiscal só mantém o velho “padrão-gambiarra” do modo lulopetista de governar.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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ABANDONANDO O BARCO

O segundo governo da presidente Rousseff já está um caos antes mesmo de começar. Nem mesmo a agora ex-ministra da Cultura Marta Suplicy está tolerando a confusão da política econômica da presidente, tanto que preferiu se demitir a continuar participando deste governo desorganizado. Agora, é preciso que todos os brasileiros, principalmente a população paulistana, tomem especial cuidado com o que isso pode significar: a demissão de Marta Suplicy pode muito bem significar uma tentativa de se tornar simpática perante a população de São Paulo – Estado onde Rousseff sofreu sua segunda maior derrota nesta eleição – já visando às eleições municipais de 2016. O gesto da ex-ministra em repudiar a política econômica de Rousseff, se a princípio parece simpático, não pode sugerir que, após a sua administração caótica entre 2001 e 2004, Marta Suplicy tenha condições de voltar a governar a maior cidade do País.

Carlos da Silva Dunham carlos_dunham@yahoo.com.br 
São Paulo

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OPORTUNISMO

Dona Marta(xa), ao escrever sua carta de renúncia, já está em campanha para 2016? Por que não opinou sobre a economia antes?

Tânia Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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ÉTICA DO PT

A ex-ministra Marta Suplicy e o ainda ministro Gilberto Carvalho não pouparam críticas à personalidade e à gestão de Dilma Rousseff esta semana. Outros ex-integrantes do governo também têm externado publicamente sua decepção com a presidente. Seguramente, esses críticos não manifestaram sua opinião às vésperas da eleição por fidelidade ao partido, mas poderiam muito bem tê-lo feito antes da indicação de Dilma como candidata à reeleição pelo PT. Fazer campanha e votar nela para depois jogar pedras é, eticamente, muito questionável, para dizer o mínimo.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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COMPLICANDO O NOVO GOVERNO

A senador Marta Suplicy acrescenta mais um problema para o grupo da presidente Dilma resolver. É sabido que a então ministra da Cultura defendia a candidatura Lula, e não a reeleição da ocupante do cargo, que veio a ser reeleita. A questão exige uma posição firme das demais tendências petistas no sentido de diminuir as divergências e não dar mais argumentos a quem torce por dificuldades na formação e condução do novo governo a começar no dia 1.º de janeiro. Um quadro por demais complexo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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EX-MINISTRA DA CULTURA

A demissão de Marta Suplicy representa um duro golpe na escalada do desenvolvimento cultural do País. Ou não.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo
 
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CARTA DE DEMISSÃO

Finalmente a Marta relaxou e gozou!

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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DÁ PARA ACREDITAR?

“Martaxa” se demite e cobra “resgate de credibilidade”. Justo ela que é fervorosa adepta da volta do molusco-beberrão e chefe da maior quadrilha de bandidos que o País já viu. Dá para acreditar? Dá, afinal, este é um povo realmente babaca.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 
São Paulo

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MARTA SE DEMITE E COBRA CREDIBILIDADE

E o prêmio Moliére de melhor atriz de 2014 vai para... “Martaxa”!

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com 
Pirassununga

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OS RATOS E A NAU

Diz o ditado popular que os ratos abandonam o navio antes do naufrágio. A “nau dos insensatos” petista dá sinais de que está a caminho de fazer água. Uma ratazana, das mais felpudas e brilhosas, deu no pé com sibilosos guinchos quando a comandanta estava distraída. O vate oficial da nau diria, quem sabe, em “tenebrosas transações”. Outros ratos já guincham despudorados. E la nave va.
 
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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CHEIRO DE MARKETING

Estranho, pois no PT rato não abandona navio, rato anda na prancha. Isso me cheira a jogada de marketing de um tal de Duda, visando às próximas eleições.

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com 
Santo André

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DE VOLTA AO SENADO

Marta e Dilma se engalfinham publicamente. Marta faz críticas à economia da presidente e sugere que seu cursinho de ciências econômicas não tenha sido suficiente para mandar no ministro Guido Mantega. O pobre executivo serviu de “testa de ferro” e acabou com a imagem de “bobo da corte”. Que coisa feia! Agora Marta volta ao Senado, que dá aos executivos o conforto de ter um lugar ao sol ao sair do governo. É preciso acabar com essa história. Aquele que sair do Legislativo para o Executivo deve perder o seu posto. A saída de Marta foi cruel e ferina. Ela mostrou as unhas depois do movimento “volta Lula”.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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SALVE-SE QUEM PUDER

Durante 12 anos o califado petista apresentou ao mundo o Brasil como um avião supersônico, que do alto do seu céu de brigadeiro voava inatingível, jogando seus mísseis certeiros sobre qualquer alvo que se movesse nas trincheiras da oposição ou em direção de ex-aliados que já não fossem mais úteis ao seu propósito de dominação e projeto de poder. O lema empregado é a rendição ou o destroçar de reputações. Ganhou a Prefeitura de São Paulo contando com a ajuda de um marqueteiro que transforma água em vinho, pau em pedra, cuspe em mel, que é o pastor João, o coordenador de propagandas da seita petista.  O tal prefeito esqueceu a limpeza da cidade, não governa e passa o dia desenhando faixas para ciclistas até em vielas e ruas sem saída. Mas agora que a ferrugem da corrupção transformou o jato Brasil numa sucata desgovernada, o que se vê é uma comissária de bordo do porte de Marta Suplicy procurando se ejetar após seguir à risca o manual vermelho que prescreve: “Se o voo vai dar perda total, salte e salve-se quem puder!”. 
 
Leon Diniz leondinizdiniz@gmail.com 
São Paulo

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RENAN E A LICITAÇÃO SUSPEITA

Empresas suspeitas de fraude em licitação doaram, em 2010, R$ 400 mil para o PMDB de Alagoas, de Renan Calheiros, presidente do Senado. E tiveram uma sorte surpreendente, pois três meses depois da doação elas venceram licitação da Transpetro, na época presidida por Sergio Machado, indicado por Renan para o cargo. A licitação, no valor de R$ 432 milhões, é equivalente a simplesmente mais de mil vezes o valor doado. Tudo leva a crer ter sido mera coincidência, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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RENAN TODO-PODEROSO

Mais uma vez ele, Renan Calheiros, envolvido em falcatruas, desvios de dinheiro, empreiteiras fraudulentas e outras “cositas más”. Mas continua como se fosse um todo-poderoso, sentado e plantado na cadeira da presidência do Senado, como se fosse merecedor. Senhores, mais uma vez o Brasil pede e merece respeito.
 
Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 
Avaré 

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RECORDE
 
Renan Calheiros está em todas! Como ele consegue?

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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CONTA DE POLÍTICO

O peemedebista Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, gastou mais de R$ 6 milhões para se reeleger. E ainda diz que quer ficar fora do controle do Planalto? Só deveria dizer como irá pagar parte dessa enorme conta com salários menores que R$ 30 mil mensais. Essa é uma conta de matemática dificílima de fazer e entender, só os políticos a entendem. E como!
 
Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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MENSALEIROS EM PRISÃO DOMICILIAR

Não dá para acreditar, mas, como divulgado esta semana pela mídia, o mensaleiro Valdemar Costa Neto, que acabou de ser agraciado com prisão domiciliar, já está tratando de indicar alguém do PR, seu partido, para o Ministério dos Transportes! Quando será que nossas autoridades vão criar vergonha e acabar com esta barganha política que só traz prejuízos ao País, estimula a corrupção, etc.?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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BALA DE PRATA

Acabo de ler e aplaudir o artigo de Fernão Lara Mesquita na segunda página do “Estadão” de ontem (“A ‘bala de prata’ existe, sim”). Se o político que elegemos faltou com as suas promessas pré-eleitorais, se age em oposição ao que prometeu antes de ser eleito – por que não podemos fazer o mesmo que com um veículo novo que falha? “Recall” nele. Que tenhamos aprovado, e urgentemente, o “voto distrital puro”. Será a única maneira de deixarmos de ser o país de políticos corruptos. Brasil e os brasileiros o exigem.
               
Pirjo Annikki Lehto nickylehto@uol.com.br 
São Paulo

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A SOLUÇÃO

Sobre o excelente artigo de ontem, escrito pelo jornalista Fernão Lara Mesquita, o jornal “Estadão” prestaria um grande serviço ao povo brasileiro se iniciasse uma campanha de esclarecimento e conscientização da população sobre o tema abordado.
 
José Varlese Filho jvarlese@uol.com.br 
Mairiporã 

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O PETROLÃO EM ESCALA MUNDIAL

“O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a companhia que tem recibos de ações negociados em Nova York. Enquanto a Securities and Exchange Comission (SEC, órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais) realiza uma investigação civil.” Esse é um trecho da reportagem que o jornal “Financial Times” publicou sobre as falcatruas da Petrobrás, o Petrolão, que agora é de conhecimento mundial, já que há a suspeita de que funcionários graúdos e miúdos – incluindo a própria Dilma Rousseff, que, na época, era presidente do conselho de administração da empresa – tenham violado o Foreign Corrupt Practices Act, uma lei americana contra a corrupção que torna ilegal o suborno a funcionários estrangeiros com o objetivo de obter ganhos ou de mantê-los. Graças à NSA, os EUA devem saber muito mais sobre o Brasil do que a vã filosofia petralha imagina. A mediocridade do governo brasileiro é tão grave que não conseguirá sequer vislumbrar “esse raio de democracia deles, que não faz acepção de pessoas e todos são iguais perante a lei”: Dilma, independentemente de ser presidente, pode sofrer investigação e ser processada pelos EUA, esse vilão capitalista que não respeita os comandantes dos países bolivarianos, que assumem a frágil concepção de que são intocáveis também para os de fora.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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EFEITO ORLOFF

Na antiga propaganda dizia-se “eu sou você amanhã”. Com a Justiça dos EUA começando a investigar a Petrobrás pela compra da Refinaria de Pasadena, eles serão tachados de “abutres”.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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EXÍLIO

Será  que  o caso Petrobrás não poderá  se tornar a Batalha de Waterloo do PT? A velha guarda imperial  fazia tremer os adversários,  o que não impediu a derrocada. É aguardar. Enquanto isso, quem sabe alguém se dispõe a oferecer uma ilha para futuro exílio...

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 
Itanhaém 
  
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FAMÍLIA LULA EM ALERTA

Agora, com as notícias sobre provável investigação do PeTrolão pelo governo dos EUA, começo a entender a razão dos passaportes italianos que a dona Marisa Letícia tanto almejava.

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com 
São Paulo

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JUIZ NUNCA FOI DEUS

Quanto ao editorial “Juiz é Deus?” (9/11, A3), foi possível levar ao conhecimento de grande parcela da população de como o lamentável corporativismo do Judiciário atua em certos casos. O juiz João Carlos de Sousa Correa não foi vítima de desacato pelo simples fato de o crime de desacato só ocorrer quando o servidor público estiver no exercício da função ou em razão dela (Código Penal, art. 331). O que não era o caso. Naquele momento ele não estava na função de magistrado. A decisão do desembargador que condenou a agente de trânsito deve ser reformada pelo Superior Tribunal de Justiça. Espera-se que alguém cumpra a lei. Na verdade, quem foi condenada, a agente de trânsito, parece-me que neste caso foi a única pessoa que cumpriu a lei. O que poderá gerar alguma punição é uma sindicância instaurada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não acredito. Tem-se de atuar de forma dura contra as pessoas que não conseguem separar a sua função pública da sua situação de cidadão, comum como todos os demais e que tem obrigação de cumprir a lei como todos.
 
Carlos Rodrigues berodriguess@yahoo.com.br
São Paulo

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CARTEIRADA

Um juiz de Direito é parado numa blitz e é constatado que não portava carteira de habilitação. Em seguida, o juiz se apresenta (dá uma carteirada) e a resposta da agente de trânsito é que ele “não é Deus”. O desembargador, num corporativismo de classe, condena a funcionária a pagar R$ 5 mil de danos morais a Deus, digo juiz. Assim como o juiz-Deus, o desembargador reitera que, sim, todos juízes são deuses.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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ESTAMOS MAL

Além de não ser Deus, juiz que se preze deve cumprir a lei, com toga ou, mais ainda, sem a mesma. Pior foi o sr. José Carlos Paes, desembargador, que condenou a agente do Detran srta. Luciana Tamburini. Estamos mal de Judiciário e, de moral, pior ainda. Espero que o CNJ cumpra seu papel.

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br
São Paulo

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O PREDESTINADO

Tempos atrás um predestinado recebeu de sua mãe o vaticínio de que, quando crescesse, haveria de se tornar Deus. Passada a adolescência, o predestinado decidiu se tornar juiz de Direito, pois assim teria poderes para julgar o próximo e, depois, em outro estágio, cumpriria o vaticínio materno. Bem, esse predestinado costumava dirigir, na Terra, sem habilitação e já havia sido autuado uma vez. Irritado com o fato, decidiu que na próxima ocorrência se tornaria Deus. E assim fez, quando, numa blitz, foi autuado por não ter documentos nem placas no veículo que dirigia. Desceu do céu, ou, melhor, do veículo e se intitulou Deus, mandando prender a mortal que lhe desafiou a divindade. Isso posto, contou com o corporativismo celeste do Pai, que aplicou um severo castigo na pobre mortal, exigindo a penitência de R$ 5 mil, a ser entregue ao neo Divino. Ocorre que alguns mortais se rebelaram e estão exigindo que a Corregedoria Celeste investigue este Deus togado e o Pai que lhe foi solidário. Como Deus, segundo dizem, é brasileiro, o neo Divino e seu Pai serão, quando muito, advertidos e os próximos mortais agentes do trânsito terrestre nunca mais ousarão desafiar a ira divina.

Jose Eduardo Bandeira de Mello jbandeiramello@bol.com.br 
São Paulo

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A POLÍCIA BRASILEIRA

Polícia brasileira matou 6 pessoas por dia, 2.190 por ano e 11.197 em 5 anos, entre 2009 e 2013, no Brasil, mais que a polícia americana em 30 anos. E pensar que há quem diga que somos um país pacato, onde reina a paz, país de povo manso e calmo. É mole ou quer mais?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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CRIMINALIDADE

O Brasil é o país de maior criminalidade do mundo. Mais de 55 mil pessoas são assassinadas por ano. Em 5 anos, mais de 275 mil! É ridículo que em 5 anos só tenham sido mortos pelos policiais 11.197 criminosos. O Rio de Janeiro é o campeão em número de vítimas. Por quê? Pobre Brasil!

Paulo Ferraz Costa Negraes paulonegraes@trident.com.br 
Itapui 

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ATÉ QUANDO?

A criminalidade banha de sangue e de morte cidadãos brasileiros. O que é feito no País, senão só politicagem e corrupção, para pôr fim a esse estado cruel em que está mergulhada a família brasileira? Recentemente, por ocasião dos debates políticos, a presidente reeleita teceu comentários de que a responsabilidade pela segurança pública brasileira é dos Estados, porque assim está na Constituição. Grande equívoco, pois a inteligência correta, do Art. 144 da Constituição federal, é que a responsabilidade é compartilhada entre a União, Estados-membros, Distrito Federal e municípios. É lamentável que alguém que esteja na direção do país venha se eximir de culpa quando assiste à sociedade brasileira ser assassinada diuturnamente. Como a presidente é cercada de segurança por todos os lados, inclusive para a sua família, não lhe toca nenhuma compaixão a dor sofrida por aqueles que são atingidos por balas e ficam paraplégicos ou por aquelas famílias que diariamente perdem os seus entes queridos num país de total falta de segurança pública. Ora, a Constituição não impede nenhum governo federal, se assim entender, de destinar recursos aos Estados e municípios com objetivo de complementar a despesa com segurança pública dos cidadãos. Pode não chocar os defensores dos direitos humanos dos bandidos – verdadeiros hipócritas e burocráticos dos direitos sociais – ver bando de deliquentes juvenis ou de maiores estuprar, seviciar, assassinar, enfim, agredir de todas as formas a família brasileira trabalhadora. E, ainda assim, esses pseudodefensores têm a pachorra de julgar que os malfeitores são apenas vítimas da omissão social? Ou seja, a sociedade contributiva “é culpada”, os delinquentes não são delinquentes porque querem: eles são “produtos das injustiças sociais”. E por que o poder público não executa as políticas ditas inclusivas?  Assim, engessados, não podemos endurecer com a bandidagem solta até que a última família morra, para gaudio dos farisaicos doutores ou defensores dos direitos humanos. Alguns criticam que a mídia televisa só noticia e mostra o mundo-cão brasileiro de violência e assassinato diário. Mas essa é uma realidade nacional que não pode ser escamoteada e pela qual até agora pouco ou nada foi feito pelos nossos políticos e governantes para reverter a situação. Mas o que me revoltou e ensejou a escrever esta carta foi a notícia de que mais uma vítima da insegurança nacional foi registrada: a empresária Vanessa Rodolpho Garcia Baroni, 39 anos, assassinada com um tiro na frente dos três filhos durante um assalto, na zona oeste de São Paulo, quando se dirigia para o carro da família. Quando é que estes políticos e governos corruptos vão tomar vergonha e se preocupar com a segurança da sociedade, que paga alta carga tributária para sustentar o salário de mequetrefes políticos, mas não recebe serviços públicos de qualidade?

Júlio César Cardoso juliocmcardoso@hotmail.com 
Balneário Camboriú (SC)

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MAIORIDADE PENAL

“Di menó” de 17 anos, acompanhado da namorada de 15 anos, mata a mãe, esquarteja o corpo e espalha pedaços pelo bairro. Alguém em sã consciência acredita que esta besta travestida de ser humano tem recuperação? Não sabiam o que faziam? Com a resposta, nossos legisladores.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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CRIME E TERROR

Quer dizer que talvez o Primeiro Comando da Capital (PCC) tenha contatos com o Hezbollah? Com o regime dos nossos presídios, talvez estejam importando mísseis. Onde está o eficiente Ministério da Justiça?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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OS DRAMAS DAS GRANDES CIDADES

Sinto-me mais uma vez colocado diante da incoerência da governança municipal, desta feita voltada à questão da mobilidade/trânsito de uma megalópole, sem previsão para habitação social (uso e ocupação do solo). A avaliação das soluções discutidas pela governança ressentem-se pela falta de credibilidade, o que torna as ponderações do articulista Washington Novaes (7/11, A2) um pesadelo para quem transita, como formador de opinião, num tenebroso cenário da São Paulo de 2014. “As questões não têm fim. Como se conjugará a solução sem pensar no drama das infraestruturas urbanas.” A leitura e releitura dos alertas do “Estadão” passam a ser um pesadelo que só poderá ser “processado”, ficando “no pé” de quem administra, ou deveria pugnar por soluções viáveis (Prefeitura, Executivo e Legislativo). Uma razoável qualidade de vida poderá ser a recompensa.
 
Gunter W. Pollack gunterwp@uol.com.br
São Paulo

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A DÍVIDA DE ESTADOS E MUNICÍPIOS
 
A redução das dívidas de Estados e municípios perante o governo federal abre, sim, uma porta para que estes entes federados façam mais despesas e muitas vezes com pessoal. Alguns Estados, como Minas Gerais e o Distrito Federal, entre outros, já editaram leis que progressivamente concedem generosos reajustes a policiais militares. Tais remunerações, em 2015 e 2016, propiciarão remunerações muito maiores a coronéis, PMs, em relação ao ganho por um general-de-exército e ultrapassarão os R$ 21 mil mensais. Em alguns Estados, como o Rio de Janeiro, quando um servidor efetivo (como um oficial PM) passa somente alguns meses num cargo comissionado, leva para sempre a remuneração desse cargo, que passa a fazer parte da sua regular. Por isso recentemente ficou à mostra a remuneração de R$ 26 mil mensais, de um tenente coronel da PMRJ, que fora condenado pela morte de uma juíza. Facilitar para Estados e municípios significa abrir mais caminho para a gastança destes, inclusive na contratação de shows e festas de todos os tipos, bem como publicidade.
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)

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DESEQUILÍBRIO

Há algo de profundamente desbalanceado ao constatar a enorme discrepância entre a quantia de R$ 204 bilhões, recolhida anualmente pelo Estado de São Paulo aos cofres da União em impostos federais, e os R$ 23 bilhões que o Estado recebe de contrapartida do governo federal em investimentos. Não pode haver equilíbrio quando o enviar é 10 vezes (!) superior ao receber, pois não?

J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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PARCERIA PELA ÁGUA EM SÃO PAULO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi a Brasília propor uma parceria com o governo federal para investimentos em recursos hídricos. Trataram-no como a um prefeitinho lá dos confins do Brasil e vai ficar na fila de espera como um paciente do SUS, até que a “presidenta” obtenha alguma vantagem política com isso. Governador, eles querem que o senhor morra afogado nas águas do volume morto do Sistema Cantareira, pois para eles somente interessa tomar São Paulo pelo seu projeto de poder e, por ora, pelas riquezas que gera para eles aparelharem completamente todas as atividades no Brasil.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br 
São Paulo

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PIRES NA MÃO

Fica surreal ver nosso governador, Alckmin, reeleito com quase 60% dos votos, pedir dinheiro para o governo federal para resolver o sério problema hídrico por que passa nosso Estado, e ainda ver as ministras de Dilma praticamente dando bronca de gestão no governador. Justo eles, cujo problema econômico vem levando o País para perto da bancarrota, enquanto nós, paulistas, sabemos que o Estado de São Paulo envia ao governo federal em impostos a bagatela de R$ 200 bilhões ao ano e recebe de volta apenas R$ 22 bilhões.  O resto eles distribuem de acordo com a ideologia do Estado que o irá receber. Quando nosso Estado precisa, o dinheiro não vem, desdizendo a “presidenta gerenta” Dilma em propaganda política. Faz 12 anos que o Estado de São Paulo se desenvolve com recursos próprios, continuando a alavancar o desenvolvimento do País. Por isso os petistas não se conformam de nunca terem sido eleitos em São Paulo para colocar as mãos na joia da coroa. Tudo graças ao povo paulista, que não cai no conto do “nunca antes neste país”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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NÃO É HORA DE POLITICAGEM

O governador Geraldo Alckmin apresentou à presidente Dilma Rousseff um conjunto de obras para enfrentar a crise hídrica, mas saiu do Palácio do Planalto sem nenhuma garantia, como informou reportagem do “Estadão”. Mas, por meio das ministras Miriam Belchior, do Planejamento, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, o governo federal não perdeu a oportunidade de criticar a administração tucana. A primeira declarou que “a presidente viu com bons olhos o conjunto apresentado”, mas essas obras são mais de curto e de médio prazos. Essa proposta não apresentou nada que se refere a obras mais estruturantes de longo prazo”; ao passo que a segunda declarou “que a situação em São Paulo é crítica e preocupante”. Ambas jogaram para o governador a culpa pela falta de água no Estado. Como sempre, em se tratando do PT, foi criado um grupo de trabalho para estudar o problema. Como bem observou o jornalista Gerson Camarotti, da Globo News, já na reunião de segunda-feira ficou claro que os dois partidos irão disputar os louros da solução do problema da falta d’água em São Paulo, cada um tentando ser o pai da solução salvadora. Se, por um lado, a Sabesp não conseguiu corrigir a tempo a rede de abastecimento, o governo federal, que também sofre do mesmo problema com as suas hidrelétricas do Sudeste, igualmente foi pego de calça curta. E ainda cabe pesquisar quanto o desmatamento da Amazônia influenciou e irá influenciar no regime de chuvas do Sudeste, pois não são poucos os cientistas que defendem essa tese, que, aliás, tem lógica. Não é hora de politicagem dos ministros do governo federal, principalmente em se tratando da maior cidade do País e responsável por 20% do PIB nacional.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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URGÊNCIA URGENTÍSSIMA

Se o financiamento de R$ 3,5 bilhões solicitado ao governo federal para aplacar a sede dos paulistas depender de estudo de impacto ambiental, que demora, em média, 28 meses para ser aprovado pelo Ibama, o meio ambiente será preservado para quem mesmo?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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NÃO HÁ RISCOS
 
Segundo a matéria “Alckmin diz que pior da crise já passou” (“Estadão”, 7/11), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, em Santos, que o período da estiagem já passou e a crise hídrica está com os dias contados. Questionado sobre uma eventual falta de água na baixada santista e no litoral, o governador descartou qualquer risco. “A Sabesp investiu em obras de grande porte na região, que vão garantir água para as cidades”. Isso me faz lembrar do filme “Tubarão”, em que na pequena cidade de Amity, em Arkansas, nos EUA, um tubarão branco começa a se alimentar dos turistas. Embora o prefeito (Murray Hamilton) queira esconder os fatos da mídia, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um especialista em peixes (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam e o prefeito não pôde esconder os fatos da mídia, como pretende agora o governador de São Paulo (Geraldo Alckmin).
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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RISCO DE RACIONAMENTO

A reportagem da edição de domingo (2/11) que abria o caderno de Economia & Negócios do “Estadão” foi muito útil para a população, pois muitos pensam que o racionamento de água é uma realidade distante (“Usinas do Sudeste têm menor nível em 20 anos e cresce risco de racionamento”). A necessidade de planejamento é urgente, já que, segundo os dados apresentados no texto, o perigo é próximo. Economizar água e energia é imprescindível, afinal, os dois setores sustentam a economia. Assim, a falta de apenas um deles ou de ambos pode causar uma crise. Caso isso ocorra, a falta de responsabilidade das indústrias, mesmo a da população, pode nos prejudicar de um modo praticamente irreversível. Essa reportagem, portanto, torna-se importante para a conscientização de todos sobre o assunto.
 
Bruna Marino e Camila Gonçalves c.nath.goncalves@gmail.com
São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   Que país é este, que tem 15% das reservas de água potável do planeta e convive com a seca? Que país é este, que destrói os próprios rios da maior bacia hidrográfica do mundo? Que país é este, que perfura em alta profundidade o petróleo em alto mar, mas não faz perfuração nos aqüíferos? Os nossos reservatórios de rios subterrâneos, gigantescos e caudalosos, de água potável em alta profundidade, o Alter Chão (Pará ao Amapá) e o Guarani (São Paulo) dão, cada um, para abastecer toda a população do planeta por cinco séculos. 500 anos de fartura mundial. Petróleo pode, água não pode. Que país é este? Democrático? Realmente, somos o país dos contrastes... e da contradição! Assim foi na eleição, votar pode, acompanhar a apuração não. Votar pode, recontar os votos não pode. Ah, sim, a urna eletrônica... O contraste ou o desastre? Democracia? Acabou a ditadura militar e veio a ditadura da base aliada. O toma lá dá cá.

Luiz Fernando de Franciscis D’ávila lfd_avila@hotmail.com
Rio de Janeiro

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NOVA CENSURA

Houve censura nas pesquisas eleitorais, já que no segundo turno das eleições não houve pesquisa de boca de urna – que certamente sinalizaria eventual fraude. Agora, “parlamentares e juízes defendem a adoção de regras mais rígidas para a divulgação de pesquisas eleitorais, quando não a sua proibição nos 15 ou 20 dias anteriores ao primeiro turno” (11/11, A3), ou seja, propõem óbvia censura – inaceitável. De fato, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deveria oferecer sistema eleitoral confiável e auditável, e o Congresso deveria resguardar a democracia. Simples assim.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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FRAUDE NAS PESQUISAS

O problema não é só fraude nas pesquisas. É a falta de confiança no governo. E aí, por que só as urnas escapariam? Isso é a democracia igual à de nossos hermanos da América do Sul.

Alice  Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com 
São Paulo

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INVADINDO TERRENO ALHEIO

As pesquisas têm grande influência no eleitor brasileiro, que vota como se estivesse fazendo o jogo da loto e diz “não vou desperdiçar o meu voto”. A pesquisa não precisa ser falsa, basta ser dirigida. Proibir a divulgação da pesquisa e que ela seja restrita ao partido ou ao candidato, medida que contraria o interesse da mídia e dos Ibopes.

Aurélio Batista Paiva aureliobpaiva@gmail.com 
Brasília

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SEPARAÇÃO

No último domingo ocorreu uma votação (não oficial) sobre a separação de um novo país (Catalunha), que não deseja mais fazer parte da Espanha. Será que não podemos nós, brasileiros, fazer algo semelhante, em forma de consulta não oficial, para sabermos se os Estados do Sul e do Sudeste desejam aguentar mais quatro anos do PT e suas vergonhosas mentiras? 

Fioravante Fabri Filho fff@dglnet.com.br 
Americana

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O MURO DE BERLIM

O mundo acaba de comemorar 25 anos da queda do Muro de Berlim, que separava a Berlim comunista da Berlim livre. Tão bom era o regime implantado na Berlim comunista que foi preciso construir um grande e extenso muro para ninguém sair e ninguém entrar. Os que tentavam sair eram mortos pelos guardiões do “paraíso”. Aquele era o mesmo regime que na ocasião, alguns políticos brasileiros, asseclas do socialismo internacional, tentaram implantar em nosso país, pela força e pelo engano, e o teriam conseguido não fosse a ação patriótica de nossas Forças Armadas. Quanto a isso a tal Comissão da Verdade, que o mais certo seria ser chamada de “Comissão da Meia Verdade”, guarda silêncio absoluto. Por que será?

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com
Campinas

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