Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2014 | 02h04

Nova lei 'criativa'

Uma lei de flexibilização "criativa" para driblar a meta fiscal é proposta agora pela presidente reeleita para mascarar os desastrosos resultados das contas públicas tanto de 2014 como os esperados para 2015. O déficit nominal deste ano será o maior em 11 anos, ainda acelerado pela autoflagelação da alta taxa de juros (Selic). Essa escabrosa evolução econômico-financeira, e mais ainda o fato de ser disfarçada, não escapará à atenção das agências internacionais de classificação de risco, motivando um novo rebaixamento da nota do Brasil e aprofundando a incredibilidade interna e externa da administração econômico-social do País. E a presidente diz que vai "fazer o dever de casa"... Que Deus nos ajude!

PABLO L. MAINZER

plmainzer@hotmail.com

São Paulo

'A farra sem limites'

Esse é o título de editorial do Estadão de ontem (A3), de leitura obrigatória. Confirmando mais uma vez o que todos (ou quase todos) já sabiam antes da eleição, o desgoverno de Dilma Rousseff dá mais um passo rumo ao total descontrole econômico-financeiro das contas federais e, portanto, ao futuro sombrio que nos aguarda (talvez só aos pobres mortais brasileiros). Os defensores da mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano alegam que, pelo baixo crescimento econômico, o governo vai arrecadar menos e, portanto, não tem como atingir a meta fiscal estimada. Daí a "necessidade" de serem descontados os gastos do PAC e das desonerações tributárias. Com isso o governo passaria de descomunal déficit primário a superávit. A verdade é que de janeiro a setembro houve um aumento da receita líquida do governo, de 6,4%, mas nesse mesmo período houve um aumento da despesa de 13,2%. Isto é, o desgoverno dilmista está torrando o dinheiro público e vem culpar fatores alheios pelo descontrole. Não pode existir ninguém em pleno juízo que seja capaz de explicar a necessidade de descumprir a LDO e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) só para o governo aparecer bem na foto. O superávit primário era - e é - necessário para pagar o serviço (os juros) da dívida pública, que há muito já passou de R$ 2 trilhões! Se o governo não consegue nem pagar os juros, para onde vai a dívida? São juros sobre juros. É cheque especial que, assim como faz com milhares de brasileiros, vai levar o Brasil ao fundo do poço. Aos maus administradores públicos devem ser aplicadas as sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Lei é para todos. E para ser cumprida!

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Irresponsabilidade fiscal

Pobre Brasil. Até aqui tínhamos uma LRF que nos garantia o pagamento da dívida pública. Rasgaram a LDO, que regula o Orçamento do País! Na verdade, virou uma bagunça generalizada. Espero que as agências de risco estejam de olhos bem abertos.

MARIA DE MELLO

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

O governo age como o médico incompetente que, não conseguindo debelar a febre e para não perder o cliente, esconde o termômetro.

ALFREDO MARIO SAVELLI

a.m.savelli@uol.com.br

São Paulo

Objetivando acabar com a farra irresponsável com os recursos públicos, sem nenhuma restrição ou punição para quem gasta mais do que arrecada, é que desde 4 de maio de 2000 existe a LRF. Ao Legislativo compete, sem flexibilização, manter a LRF; ao Tribunal de Contas da União, apontar os transgressores; e à Justiça, puni-los, sejam lá quem forem. Só assim se conseguirá disciplinar a administração pública, dar um basta nos inconsequentes gastos superiores à arrecadação. A LRF é a melhor lei já aprovada pelo Congresso.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

A LRF, editada no governo FHC, deixa bem claro no artigo 4.º que obter o equilíbrio entre receitas e despesas é um dos principais objetivos da LDO. Esse mesmo artigo diz em seu § 1.º: "Integrará o projeto de LDO o anexo de metas fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais em valores correntes e constantes, relativas a receitas e despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes". Parece que a reeleita não tem o saudável hábito de ler contratos, nem de se inteirar do conteúdo de leis criadas por gente competente para ajudar o País e seu povo, e não para os governantes. Essas diretrizes esvaziam o discurso dos situacionistas de que obras do PAC e desonerações tributárias esvaziaram o Tesouro. Em suma, na impossibilidade de parar de gastar Dilma mandou a tropa de choque para criar mais do mesmo, a pressão terrorista de que não haveria investimentos, gerando desemprego, pois os subsídios seriam cortados e os impostos, aumentados no País que é recorde em arrecadação federal! Não haverá investimentos mesmo que esse projeto seja aprovado, pois ninguém é louco de acreditar neste governo. Paralela à LRF há a Lei 1.079/1950, cujo capítulo VI trata dos "crimes contra leis orçamentárias" e no artigo 10.º enumera esses crimes - o item 4 é bastante elucidativo: "infringir, patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária" teria como pena máxima o impeachment. Que se cumpra a lei e não se aceite em hipótese alguma que ela seja modificada por manobras espúrias de quem não merece - e não tem - a nossa confiança. Democracia já, a Papuda foi feita para todos.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Ministros caem fora

Parece que começou a revoada de ministros. Esses senhores são tão importantes que o País nem percebe. Já se os carteiros, os soldados, os garis, etc., fizerem greve, será um deus-nos-acuda.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Demissíveis 'ad nutum'

Essa história das cartas de demissão dos ministros de Dilma, invenção de seu conselheiro Aloizio Mercadante, é a coisa mais ridícula dos últimos tempos - e olhem que a concorrência é grande! Não sabe ele que os cargos de ministro estão sempre à disposição do (da) presidente, que quem tem a prerrogativa de nomear ou desnomear é o (a) chefe de Estado? Não é preciso nenhuma carta para deixar o (a) comandante à vontade. Um ministro pode ser demitido a qualquer momento, a bel-prazer do (da) chefe. Tudo isso, na verdade, só foi feito porque a ex-ministra Marta Suplicy saiu atirando para todos os lados. E dizendo coisas que só a oposição diz. Que coisa pobre e sem a menor consistência! Querem o quê, esconder o sol com a peneira?

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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INTRANSIGÊNCIA OU LENIÊNCIA?
  
Como sabemos, a presidente Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral, empunhava o cetro da moralidade em seus discursos, enfatizando que era ferrenhamente contrária a atos de corrupção, doesse a quem doesse. Muito bem. Agora nos chega a notícia de que a empresa holandesa SBM Offshore, fornecedora de embarcações, pagou US$ 139 milhões em propinas a funcionários das Petrobrás. O que nos intriga é que esta megaquadrilha que se incrustou na estatal brasileira agia criminosamente e com ampla liberdade, pois não era fiscalizada por ninguém. Caracterizou-se, assim, o maior escândalo de desvio de dinheiro da história de nosso país. Onde estava a intransigência da presidente Dilma no combate à corrupção? Que habilidade em proferir mentiras ao povo brasileiro. Após as eleições, estamos tomando ciência de todos esses desmandos cometidos pelo governo do PT, que só proclama aos quatro ventos que dirige a Nação visando exclusivamente aos interesses do povo, o que não é verdade, como se vê.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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ERA ÓBVIO

“TCU sugeriu barrar obras da Petrobrás. Corte recomendou em 2009 que governo bloqueasse repasses para 4 empreendimentos; Lula alegou que paralisação daria prejuízo” (“Estadão” digital, 13/11). Então um presidente da República, advertido por um órgão técnico da suspeita de irregularidades em obras sob sua administração, não toma providências e quer que acreditemos que de nada sabia? Nem sua chefe de gabinete? Fizeram um estardalhaço quando a revista “Veja” publicou as declarações do doleiro Alberto Youssef de que Lula e Dilma sabiam das “maracutaias” na Petrobrás. Pensam que todos os brasileiros são idiotas. Ora, qualquer indivíduo letrado, no uso de seu juízo crítico, jamais pode admitir que um gestor da coisa pública ignore o que se passa “sob suas barbas”, mormente com a assessoria de que dispõe. Essa notícia apenas confirma o óbvio.  

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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SE GRITAR...

Todos os dias os jornais publicam tramoias na Petrobrás: Pasadena; Abreu e Lima; Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj); doleiro Youssef; Paulo Roberto Costa; Sergio Gabrielli; Nestor Cerveró; entre muitos outros. Portanto, “se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”. Aliás, segundo consta, corre e-mail de duas páginas alertando o delator Paulo Roberto Costa para os desmandos e a blindagem financeira e fraude contábil nos balanços dessas empresas, que poderão gerar ações judiciais, pondo em risco a criatura Dilma Rousseff e seu criador, Luiz Inácio Lula da Silva. Será que nossas preces estão sendo ouvidas?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br
São Paulo

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DA CPI PARA O TCU

“Presidente da CPI da Petrobrás será indicado para o Tribunal de Contas da União” (reportagem no portal “O Globo” do Rio de Janeiro). Está aí mais um tipo de político: o que usa o seu mandato para servir de massa de manobra para quem está no poder. Digo isso porque há muito tempo venho acompanhando a atuação do senador Vital do Rego no Senado Federal e, sinceramente, não sei como os eleitores do Estado da Paraíba têm a coragem de eleger um político desse naipe para ser seu representante no Senado. Esse senador, por estar presidente da CPI, acha que pode fazer o que bem entender para impedir os trabalhos da Casa e, com isso, beneficiar os apaniguados. Fique o senador Vital do Rego sabendo que a sociedade brasileira está acompanhando tudo isso e, com certeza, não vai compactuar com esse tipo rasteiro de fazer política em beneficio próprio. A meu ver, a vaga que será aberta no TCU com a aposentadoria do ministro José Jorge deveria, sim, ser preenchida por um técnico competente, e não por um político cuja competência é somente atender ao rei.
 
José da Silva  jsilvame@hotmail.com 
Osasco 

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O RELATOR DO CASO PETROBRÁS

É no que dá fazer indicações meramente políticas – sem atenção ao “amplo saber e reputação ilibada” – para ministro dos nossos tribunais superiores: José Múcio, que pelos bons serviços prestados a Lula como ministro das Relações Institucionais foi alçado ao TCU e recebe a missão de relator do gigaescândalo da Petrobrás. Deveríamos esperar celeridade e isenção, mas, sendo muito otimistas, esperemos que livre a cara dos dois graudérrimos, mas pese a mão nos peixes miúdos, que o STF de Lewandowski mandará libertar em uns poucos meses.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br 
Salvador

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DILMA ABANDONADA

Não sou seguidor de “teorias da conspiração”, mas conheço bem o forte instinto de sobrevivência do PT e da sua elite. Logo, acho extremamente sintomático que dois membros dessa elite, em duas semanas seguidas, critiquem abertamente o governo Dilma sem pudor ou ética. Refiro-me à entrevista de Gilberto Carvalho à BBC e à carta de demissão de sra. Marta Suplicy. A esta altura, o PT sabe melhor que ninguém onde vai parar a irreversível apuração do escândalo da Petrobrás. Creio que o partido irá ao pouco afastar-se da presidente e deixá-la isolada no Planalto. Abra seu olho, presidente, pois a conta do Petrolão pode cair no seu colo. 

Angelo Raposo angelo.raposo@uol.com.br  
São Paulo
   
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INIMIGOS INTERNOS

Tanta preocupação com o PSDB de Aécio Neves, que prometeu ferrenha oposição ao governo nos próximos quatro anos, que a presidente Dilma Rousseff não percebeu que oposicionistas disfarçados habitavam a soleira do gabinete presidencial. A de novo senadora Marta Suplicy soltou o verbo em sua carta de demissão do Ministério da Cultura. Entre cobranças e “conselhos”, pichou a atual equipe econômica e desejou que a presidente fosse “iluminada” ao escolher a nova equipe. Será que fez alguma alusão ao “poste” instalado há quatro anos em Brasília, porém inoperante até o momento? Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, também de malas prontas, não ficou atrás, puxou o saco do criador (Lula) e detonou a criatura. Quem tem amigos desse naipe não precisa de inimigos. De qualquer forma, pelo menos desta vez merecem aplausos, pois reafirmaram o que durante quatro anos exaustivamente cobramos. Bem feito à presidente, que tem “relaxado e gozado” da cara dos brasileiros.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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O ELEFANTE DA RIFA

Esses PeTralhas são mesmo descarados. Agora querem transformar a “presidenta” em “boi de piranha”, como se ela não tivesse nada que ver com eles. Cretinos. É pura safadeza política. O que eles querem mesmo é viabilizar a candidatura do boquirroto Lula para 2018. Ademais, a “presidenta”, em relação ao novo mandato, está tal e qual o sujeito que ganhou o elefante na rifa. Não sabe o que fazer com ele. Pobre Brasil.

Antonio Molina molinaengenharia.santafe@gmail.com 
Santa Fé do Sul 

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UM RISCO PARA SUAS PRETENSÕES

A posição da ex-ministra Marta Suplicy ao deixar o cargo de ministra da Cultura difere do comportamento do ministro Gilberto Carvalho. Ele fez colocações equilibradas em relação à forma de encaminhamento das negociações para a formatação do conjunto que vai participar do futuro governo. Por certo a atual senadora vai ter dificuldades dentro do próprio partido em relação às suas possíveis pretensões na eleição municipal.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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AS PAREDES DO PALÁCIO

Quanto mais muda, afinal teremos um “novo” governo, mais fica igual. Numa carta de Marta – a rima foi involuntária –, a ministra saiu do ministério, tascando votos de sucesso à presidente. Para os amadores de Química, o pH da carta situa-se perto de zero. Para os menos iniciados, trata-se de alta acidez. Apesar da aparente tranquilidade da destinatária, ao afirmar ter-se inteirado previamente do conteúdo da missiva, essa acidez deve ter causado um uso adicional de Maalox ou outro antiácido disponível no Catar. Dizia Marta, entre as demais fórmulas protocolares, que desejava a Dilma que “seja iluminada” – suprema ironia ao se dirigir a um poste – e que escolhesse uma equipe econômica independente, experiente, etc., comprometida com uma “nova agenda de crescimento e estabilidade”. Ora, direis, mas o que mais se ouviu e viu durante a campanha foi um desmedido autoelogio à sábia política econômica, que aparentemente, com alguns retoques, um ajuste fino, vá lá, será matéria obrigatória dos textos de Economia daqui para a frente. Mas a carta de Marta insinuava algo diferente. Talvez tenha sido escrita a quatro mãos com o marqueteiro do candidato derrotado. Procurando satisfazer à curiosidade dos repórteres quanto à composição da nova equipe, a presidente desautorizou boatos supostamente plantados por fontes palacianas: “O Palácio não fala. O Palácio é integrado por paredes mudas”, desmontando a prosopopeia insinuada pela audiência ávida por um furo. Logo, é errado atribuir a uma construção, por mais vistosa e pouco funcional que seja, qualidades humanas. Perfeito. As paredes são mudas, embora haja quem jure que tenham ouvidos. Dizem que alguém teria pensado com seus botões: além de paredes mudas, não haveria por acaso um telhado de vidro?

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

Turbulências psicológicas, que não deixam ninguém em paz, são estritamente pessoais. Não se pode dizer o mesmo, porém, num presidencialismo que se encarna na vontade quase que incontrastável do chefe do Executivo federal. O otimismo do medo sempre recorre a eufemismos, que há para tudo, como menciona o editorial de “O Estado” (“Ofendendo com a verdade”, 13/11, A3) ao analisar a reação da presidente à saída intempestiva de Marta Suplicy do governo. Podem cair tempestades de pedras gigantes que Dilma não se abalará. Provavelmente por episódio atroz de seu passado, ela não encara adversidades. E crê no que diz. Como candidata, valeu-se dessa obnubilação do real e passou confiança aos desinformados. Nesse estado, como disse Jung, “...somos como o judeu errante. Todas as coisas são como se fossem. Coisas reais são efeitos de algo desconhecido (...) Além do mais não existem coisas reais que não sejam relativamente reais. Não temos ideia da realidade absoluta, pois “realidade” é sempre algo “observado” (“Cartas”, I, 73). Por isso o atual futuro de nosso país é uma incógnita. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br  
São Paulo

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MUDANÇA URGENTE

O editorial “Ofendendo com a verdade” (13/11, A3) revela que as “intenções” sempre impressionam, sejam boas ou não, mas que os fatos expressarão a conclusão verdadeira. De fato, como Marta Suplicy trocou sua disputa pela Prefeitura de São Paulo com a exigência de um cargo ministerial, fez-se valer a regra de negociação usual entre políticos ávidos por notoriedade e poder, o toma lá dá cá. Como, parece, o toma lá não deu certo, Marta exonerou-se (talvez até fosse melhor que fosse demitida, como queriam notórios membros da classe artística e intelectual) batendo de frente com a chefe imediata e também com o chefe mediato. No privilégio decorrente, aí está o fato errado da sistemática política: tendo caído em desgraça, por vontade própria ou alheia, Marta tem a prerrogativa de permanecer servidora política por ainda mais quatro anos: ela era uma senadora licenciada que agora, de direito, pode reassumir este cargo e dele até afastar-se novamente para disputar a Prefeitura de São Paulo. Esse é o imenso privilégio de que desfrutam os políticos eleitos para um corpo legislativo: quando mudam de casa, podem retornar à casa antiga com todos os privilégios, tenham ou não feito um bom trabalho na casa nova. Esse é o fato posto numa regra constitucional que precisa ser mudada urgentemente, na qualidade de uma imprescindível pequena reforma política, assentando-se na Constituição que, nomeado para um cargo no Executivo, obriga-se o parlamentar nomeado a renunciar ao mandato para o qual foi eleito, ou então, o que é mais adequado, perder o mandato para o qual foi eleito. É simples, pois para tanto basta retirar ou modificar o inciso I e o parágrafo 3.º, do artigo 56 da Constituição. Coragem!

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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SINCERICÍDIO

Não poderia haver crítica mais tucana e contundente ao governo de Dilma do que as últimas declarações públicas de Gilberto Carvalho (PT) e Marta Suplicy (PT), contrárias à política vigente. O partido que tem em suas fileiras militantes sinceros como eles dispensa oposição, pois não?!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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DECLARAÇÃO DE MINISTROS DEMISSIONÁRIOS

Finalmente o PT está contra o PT.
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo  

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CARTA DE DEMISSÃO

O que há de revelador nas palavras da Marta? Não há nada de que já não se sabia.  Ela só se pôs em cena.
  
Harald Hellmuth hhellmut7@gmail.com
São Paulo

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VENERAÇÃO

Há dois anos, quando Marta foi nomeada ministra da Cultura, ela exclamou: “Lula é um Deus”. E agora, essa veneração acabou?

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br  São Paulo

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FINAL DO PRIMEIRO MANDATO

As vísceras apodrecidas do governo federal estão sendo expostas e o tecido social do País está se esgarçando.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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MARTA E O PT

A senadora Marta Suplicy parece que acordou. Realmente, se sair do PT, terá o meu voto. Gosto dela, gosto de sua postura, não baixa a guarda, não é corrupta, quando assume uma postura a cumpre, mesmo tendo errado feio ao estragar a Avenida Rebouças. Foi seu único erro, de resto fez bem para a cidade, tem boas iniciativas, briga com máfias de corrupção na Prefeitura, briga em favor dos LGBT, dá a cara a tapa, é propositiva, mas no PT, sem chance. Não sei nem como aguenta ficar no PT. Espero, sinceramente, que vá para outro partido. Eu apoio.
 
Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br
São Paulo

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OS PROJETOS DE ‘MARTAXA’

Essa da “Martaxa suplício” pedir demissão e sair atirando contra seus parceiros petistas é pura sacanagem: pressente o barco petista ameaçado de afundar, pula fora e critica como se não tivesse parte no desastre. Age assim para escapar de punição do eleitorado seu com este teatro para ficar numa boa e competir em 2016 (à Prefeitura de São Paulo) ou para governadora, em 2018. “Martaxa” continua uma gozadora.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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DILMA NUMA ENCRUZILHADA

A velocidade com que o quadro macroeconômico do País vai se deteriorando, aliada aos últimos sinais de que a campanha eleitoral de 2018 já começou, trazem uma explosiva combinação que vai testar definitivamente a vocação da “gerentona” a justificar a recondução de Dilma Rousseff no comando do País. Com credibilidade zero entre o mundo empreendedor (a gota d’água foi o reconhecimento oficial do fracasso da política fiscal de seu atual governo), com elevadas apostas em que ela não terá capacidade para transpor a enorme tormenta que se avizinha, Dilma se vê (ao menos deveria ter esse tipo de percepção) numa terrível encruzilhada. Seguir o atual plano de voo será suicídio. Deixar-se seduzir, por exemplo, pelos palpites infelizes proferidos por pessoas próximas, como é o caso notório de seu ministro-chefe da Casa Civil, será meio caminho andado para a tragédia anunciada. Dito isso, ou ela “chuta o balde”, adotando medidas que têm de ser tomadas na base do doa a quem doer, ou corre o risco de passar para a história como a pior mandatária que o País já teve. Virar o jogo implicaria, evidentemente, a montagem de uma costura de natureza político-institucional para a qual, infelizmente, ela parece não estar preparada. Para fazer o certo, teria de cortar a carne (começando por diminuir o absurdo número de ministérios e reduzir, consequentemente, o peso do endividamento do setor público, um clamor nacional), afastar gente incompetente e parar de fingir que combate a corrupção. Coisas difíceis de conseguir. A futura “base aliada”, cujos partidos já enviam sinais de que a fatura será alta, previsivelmente irá querer fazê-la de refém dentro do nefasto “toma lá, dá cá”. O PT, visivelmente influenciado pelo projeto do “Volta Lula”, dá sinais de que pode deixá-la na mão, se isso for interessante, haja vista as recentes manifestações de “fogo amigo” vindas de Marta Vasconcelos (ex-Suplicy) e Gilberto Carvalho, um claro indício de que os ratos já ensaiam abandonar o navio. Diante de um quadro tão sombrio assim, resta somente parafrasear esta última e desejar que Deus ilumine nossa presidente.

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br 
Mogi Mirim

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CAOS NO GOVERNO

Pela atual situação do governo atual, “corremos o risco” de até a Dilma entregar o cargo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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OS CREDORES FICAM FORA

A presidente está negociando com os partidos para trocar vários ministros no novo mandato. Pelas notícias, estão negociando para atender aos interesses do Planalto, dos partidos e de seus políticos. O povo, que sustenta essa corja, é que deveria ter seus interesses atendidos, mas para estes políticos só seus próprios interesses é que contam.

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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INSISTEM NO ERRO

Apesar de ser advertida pela maioria dos economistas brasileiros e vários do exterior, Dilma Rousseff e Guido Mantega continuaram seu caminho desastroso na economia. Para não prejudicar a campanha à reeleição, números da “verdade” foram “escondidos” nos institutos governamentais, sob pena de “desgostar a presidente”, e também em entidades privadas protegidas pelo governo. O pior que poderia ocorrer com a administração desastrosa da presidente Dilma seria o desemprego. Pois o “Estadão” de13/11 (página B1) trouxe um triste retrato do desastre que está acontecendo num dos muitos setores que ainda não estavam expostos. Vem a público a demissão da indústria automobilística nos últimos 12 meses, até setembro: 12.637 funcionários. Hoje, há 6,4% menos empregados do que há um ano, ou menos mil a cada mês. Há muito se constata que o País começou a gerar poucos empregos, o que está se acelerando. A política econômica de Dilma resultou na redução na produção da indústria automobilística em 16%, as exportações de veículos caíram 40% e as de autopeças, 17%, apesar de ser uma indústria altamente favorecida por incentivos do governo. Um quadro triste apresenta essa indústria, uma das principais do País e que afeta um grande número de revendas e oficinas com milhares de trabalhadores, também sujeitos a demissões. O presente que Dilma deu a muitos que devem ter votado na sua reeleição foi o desemprego sem a possibilidade de contratação em breve. E a soberba da presidente não permite admitir que está fazendo um péssimo governo, como a oposição e mesmo seus aliados estão achando e os números o demonstram.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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REMENDO NA ECONOMIA
 
Contando com o auxílio e a intermediação política do vice-presidente, Michel Temer, a presidente Dilma Rousseff deseja, via Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), no Poder Legislativo, a alteração da meta fiscal para 2013, com o que o superávit primário, com déficit de R$ 15 bilhões, ficaria menor, porquanto não atingiu 1,9% do PIB. Sem dúvida que se trata de irresponsabilidade na gestão da economia por parte da presidente reeleita, como bem salientou no Senado o líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira. Aliás, doravante, veremos a presidente reeleita tentar tapar os buracos de sua gestão, devendo suportar e gerir a herança maldita que ela própria deixou.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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PROPOSTA INDECENTE

A “presidenta” gastou tudo o que não poderia ter usado durante as eleições e agora vem com uma proposta no mínimo indecente para que o Congresso aprove um projeto que diminui a meta fiscal, mostrando sua incompetência em cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Com esse pedido, Dilma mostra que foi incompetente e mentiu durante a campanha, afirmando que estava tudo sob controle. Os controladores de nossos papéis lá fora devem estar com as barbas de molho, pois a situação do Brasil se mostra descontrolada. Até os próprios ministros demissionários estão se mostrando “decepcionados” com o andamento da administração do governo. Mesmo sendo do mesmo partido da presidente. 

Leila E. Leitão
São Paulo

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LEI TAPETÃO

Por não saber, nem cumprir, a lição de casa, a dona Dilma propõe uma lei “me engana que eu gosto”. Engula mais essa, Brasil!

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas 

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CRIAÇÕES E INVENÇÕES

A dita Contabilidade Criativa desenvolvida há não muito pelo Tesouro Nacional tem sua teoria agora desenvolvida e adotada também nas contas da chamada meta fiscal. Nem o Frei Luca Pacioli, criador da contabilidade convencional, geralmente adotada e aceita, daria conta de tamanha invenção criada nos laboratórios de pesquisas do planalto central.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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GOROROBA

Ô, dona Dilma, essa sua receita de burla da meta fiscal não dá prá engolir nem mesmo com Mantega...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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NO VERMELHO

Finalmente a cor vermelha vai triunfar, nas ciclovias, na bandeira do partido, nas vestimentas dos camaradas e na meta que não será cumprida.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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BURRO NA SOMBRA

Pelo raciocínio de nossa mandatária Dilma Rousseff, que não considera como dívida toda a grana consumida no PAC, todos o brasileiros que compraram fiado e devem na praça estão com o burro na sombra.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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MINISTRO DA FAZENDA

Lula tem de ser macho, foi ele quem colocou a sra. Dilma no poder e agora é sua vez de impor sua vontade: Henrique Meirelles na Fazenda já. Assim não sendo, o Brasil vai quebrar.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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FENÔMENO

A presidente Dilma está levando sua filha para o encontro do G-20 na Austrália. Pode estar surgindo um outro fenômeno, tipo “Lulinha”, vamos ver os gastos na pessoa física. De qualquer forma, ela vai escapar com certeza dos problemas de inflação, do PIB ridículo, dos juros do cheque especial e os da taxa Selic, todos estes problemas para o povo “comum”, ela tem blindagem especial.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br   
São Paulo

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A CAMINHO DA AUSTRÁLIA

Imaginem o desastre ou a catástrofe que será se o Catar aceitar ajuda proposta por Dilma Rousseff para organizar a Copa de 2022, se a Fifa mantiver o evento. Os catarianos envolvidos aprenderão a roubar, desviar e superfaturar.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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MAIS SURPRESAS

Com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para divulgação dos gastos no cartão corporativo da ex-siamesa lulista Rosemary Noronha, vamos ter mais surpresas, quero dizer, maracutaias, reveladas. O PT não para de nos surpreender cada dia. Já passou da hora de a base política de Dilma cair fora e tomar vergonha na cara, senão acaba sendo conivente com a imoralidade que nos cerca.
 
Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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CARTÕES CORPORATIVOS

Houve aumento de quase 10% nos gastos com o cartão corporativo neste ano, e, apesar de a “presidenta gerenta” estar visivelmente obesa, com certeza não foi somente na sua alimentação que os gastos extras foram parar. Em ano eleitoral, nós, brasileiros, com certeza pagamos as contas extras do ex-presidente Lula, que em campanha chegou a se hospedar até na suíte máster do Hotel Copacabana Palace, que custa a bagatela de R$ 7 mil por dia. Claro que nada poderá ser comprovado, já que a melhor forma de camuflar esse tipo de despesa está nos saques milionários na boca do caixa. Quem paga em dinheiro vivo no Brasil de hoje ou é sonegador ou político. Esperamos que a oposição consiga a devida apuração pelo TCU, porque depois de anos continua tudo muito “sigiloso”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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AÍ TEM
 
O elevado valor despendido com o cartão corporativo pela Presidência da República dá margem à imaginação. No início do governo Lula, esses gastos eram transparentes, mas, quando se viu a aquisição de “lençóis egípcios” e outras coisinhas mais, e o presidente ficou em maus lençóis, daí não mais foram divulgados tais gastos, sob a desculpa de envolver “segurança nacional”.  Convenhamos, o caso está distante de envolver “segurança nacional”, mas o uso abusivo desses cartões, num país carente de tudo, pega mal. É preciso transparência, mostrar gastos exagerados ou mesmo à revelia (diz-se que, no retorno de Lula para São Paulo, em sua mudança foram utilizados 11 caminhões-baús, sendo um deles climatizado, e isso não foi contestado). Aí tem, truta.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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AUDITORIA

Após 15 dias da tragédia eleitoral, a justificável e merecida auditoria solicitada pelo PSDB nos votos do segundo turno, autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já parece morta por inanição. Por outro lado, os fatos já ocorridos e as promessas não cumpridas pelo cambaleante governo reeleito acrescentam um “obrigatória” à auditoria. Enquanto em 2005 o PSDB resolveu tolerar o impossível “não sabia” do macunaímico Lula, a tolerância sobre os inúmeros indícios de fraude nesta eleição soará como irresponsabilidade, conivência e cumplicidade da recém-inaugurada oposição. Após o histórico discurso de Aécio, o que se espera é tolerância zero, para que o resgate do que resta da Nação brasileira brava, livre, ordeira e progressista seja finalmente vitorioso.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

No Brasil, infelizmente, existem 3 tipos de eleitores, a saber: I.  Os esclarecidos; II. Os do estômago, associados aos analfabetos e semianalfabetos; e III. Os que têm interesse financeiro, que atuam subrepticiamente, de forma direta ou indireta, junto à administração pública. O plebiscito não será lícito, e, sim, um engodo. Muitos nem sequer sabem do que se trata, portanto sem condições de decidir. 

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com 
São José dos Campos

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MEDIDA PROVISÓRIA 657/2014

Parece positiva a Medida Provisória (MP) 657, editada pela presidente Dilma, atribuindo independência à Polícia Federal, dando poderes para que somente os próprios membros da corporação participem da eleição do diretor-geral, e que terá de ser obrigatoriamente um delegado de carreira, e que haverá participação da Ordem dos Advogados do Brasil (representando a sociedade) na condição de exercer a fiscalização nas fases dos concursos públicos para o cargo de delegado federal. A MP 657 exige também três anos de atividade jurídica ou policial para assumir o cargo. Porém, será que em seus termos a MP 657 dará também a total independência, como há hoje, de a Polícia Federal iniciar as investigações sem a ingerência da presidente? Será que a presidente está dando com uma mão e tirando com a outra?
 
Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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FLEXIBILIDADE

Ao tomar posse em agosto de 2013, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, declarou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve ser mais “flexível”. A sua atuação até o momento deu provas indiscutíveis de sua flexibilidade, ao se posicionar em relação a várias questões ligadas ao mensalão e a outros assuntos polêmicos. O que o nobre substituto de Roberto Gurgel, cujo procedimento, não muito flexível, ficou gravado na memória dos brasileiros, é que flexibilidade em demasia pode provocar a quebra.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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A CRISE HÍDRICA EM SP

Durante a campanha eleitoral para governador de São Paulo, os adversários do então candidato e agora governador reeleito Geraldo Alckmin enfatizaram com requintes de crueldade a crise de água que atinge o Estado (e não só São Paulo, como também outros Estados, governados por aliados do governo federal). Agora, quando o governador leva ao Palácio do Planalto uma solicitação de investimento para resolver essa crise, a ministra do Meio Ambiente dá a entender que não irá auxiliar o maior Estado do País, ao dizer com todas as letras que não vê a crise de água em São Paulo como “questão essencial”. Pergunto: será que tudo o que consta no relatório do governador, e que informa a situação do maior Estado brasileiro, não é suficiente para que a ministra se conscientize da urgência desses investimentos? E, se não fossem essenciais, por que o então candidato do PT, Alexandre Padilha, fez tanto terrorismo psicológico com a população paulista durante as eleições, sugerindo que a água do Estado corria risco de acabar? A meu ver, tal postura só deixa entrever uma decisão do governo federal em deixar São Paulo abandonado, como um revide pela derrota de Dilma Rousseff nas urnas daqui – um gesto antidemocrático que, sem dúvida, corre o risco de se repetir nos outros 11 Estados onde a presidente foi derrotada nas urnas, e que têm necessidades de melhorias que não podem prescindir de investimentos nem pagar pelo capricho vingativo de Dilma Rousseff.

Carlos da Silva Dunham carlos_dunham@yahoo.com.br 
São Paulo

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‘DOA A QUEM DOAR’

Ao invés de buscar “esqueletos” de Aécio em MG, deveriam indicar Mário Spinelli (o controlador-geral da Prefeitura de São Paulo responsável pela descoberta da Máfia do ISS) para caçar os abutres do PeTrolão, até a prisão do chefe da quadrilha.

Fernando Junqueira de Queiroz Telles fernando@docemotivo.com.br  
São Paulo

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ENEM

Para contribuir ainda mais com as discussões sobre a prova de Ciências Humanas do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e me aproximar das críticas feitas pelo professor Cezar Menezes e Márcio Branco, o artigo do professor e sociólogo Demétrio Magnoli, no jornal “O Globo” (10/11), é claramente ideológico e fraco no que diz respeito aos argumentos utilizados. Sobre a menção à questão 42 (Prova Branca), que aborda o tema do ensino de História e Culturas Africanas e Afrobrasileiras, candente na História do Brasil e que se tornou obrigatório no ensino através da Lei 10.639, de 2003, o sociólogo utiliza o argumento que a Frente Negra Brasileira tinha “proximidade doutrinária” com a Ação Integralista Brasileira, partido de cunho fascista liderado por Plínio Salgado. A Frente Negra Brasileira tinha como propósito de organização a luta contra a discriminação racial no contexto de pós-abolicionismo no Brasil. Claro, pois uma massa retumbante de “homens de cor” deixava legalmente de ser escravos e se tornavam, aos olhos da mídia da época, qualquer coisa, menos trabalhadores. Outro ponto óbvio no contexto de época era que a Frente tinha um caráter nacionalista, pois lutava por uma integração da população negra na sociedade. Caso o professor Magnoli esteja se referindo ao caráter integracionista e de cunho nacionalista com a comparação a AIB, poderíamos até concordar se estivéssemos apontando o período e a data corretamente.

Pedro Beja Aguiar, professor de História pedrobejaaguiar@gmail.com
São Paulo

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PRÊMIO ESSO

Como assinante, fico feliz em saber que o Prêmio Esso de Jornalismo de 2014, o principal da categoria, ficou com o “Estadão”, graças a competente matéria publicada sobre crimes políticos, do jornalista Leonencio Nossa.  Este é mais um reconhecimento de que produzir informação com qualidade sempre vai prevalecer. Diferentemente destes que estão no poder, que não admitem a liberdade de expressão e de imprensa. Mesmo porque o jornalismo é a trincheira das mais nobres em defesa da democracia. E parabéns a todos os envolvidos neste merecido Prêmio Esso.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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‘SANGUE POLÍTICO’

Totalmente merecida a conquista do Prêmio Esso de Jornalismo para a publicação do caderno especial “Sangue Político”, do repórter Leonencio Nossa. Jornalismo simplesmente brilhante.

Fernando Moreno frodg434@hotmail.com
São Paulo

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ESCÂNDALO NO FUTEBOL

Com as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo em curso, já se sabendo que houve corrupção no caso Héverton (“Lusa escalou Héverton por dinheiro”, 12/11, A24), como fica o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nessa história? Faz-se necessário uma investigação, também, nesse órgão, e o procurador Paulo Schimidt deve abrir sindicância para que a sociedade brasileira fique a par do que ocorreu de ilícito nessa trama sórdida para livrar Flamengo e Fluminense do rebaixamento à Série B do Brasileirão. Caso contrário, a lama que escorre nas valas de esgoto atingirá em cheio os “nobres julgadores”.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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LEANDRO KONDER (1936-2014)

Quando morre um intelectual do porte de um Leandro Konder, o País fica mais pobre. Num momento em que nos debatemos em discussões radicais de opiniões divergentes em todos os seguimentos do pensamento comportamental, a figura desse mestre e humanista fará muita falta à inteligência nacional, que mesmo assim poderá se inspirar em sua postura, que respeitava as diferenças, para pacificar os grandes debates sobre a nossa atual realidade.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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O BONDE DA HISTÓRIA

Leandro Konder teve tempo e fortes motivos para uma autocrítica em vida, vacilou e não aproveitou, perdeu o bonde da história.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MANOEL DE BARROS (1916-2014)

Manoel de Barros vai para o infinito trajando luz e ornamentado com flores, sentimento, emoção, pássaros, vento, chuva, ternura e beleza. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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GRANDES PERDAS

Foi-se “o sorriso do lagarto”, partem as “cantigas para um passarinho à toa”. Insistem por ficar “os marimbondos de fogo”.
  
Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br
Santos

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