Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2014 | 02h03

República?

Mais um 15 de Novembro anódino. A maioria das pessoas nem sabe que se trata do nascimento da República e muito menos o nome de quem a proclamou. Diante do esgoto da corrupção que está correndo a céu aberto em todo o País, é oportuno lembrar que o governo provisório mandou entregar a dom Pedro II, já deposto, 100 contos de réis - vultosa fortuna na época - para custear as despesas dele e de sua família no exílio. E ele recusou! Infelizmente, entre nós o estudo da História do Brasil, e do mundo, está reduzido ao nível de quase ignorância. Talvez os diretores da Petrobrás e seus corruptores desconheçam esse e outros fatos históricos. Nem dom Pedro II, um descendente dos Habsburgos, e antes dele José Bonifácio serviram de exemplos. Os políticos e dirigentes posteriores do Brasil, até os atuais, preferiram imitar José Clemente Pereira, Gonçalves Ledo e o cônego Januário Barbosa, pais-fundadores da política tal qual a conhecemos e a seu tempo turiferários do primeiro imperador, conforme nos ensina Manuel Bonfim em sua admirável obra O Brasil Nação, certamente lida por poucos. A República nasceu sob maus augúrios. Pouco tempo depois, seu "pai intelectual" Benjamim Constant, arrependido, já dizia: "Esta não é a República dos meus sonhos". Há poucos anos saímos da ditadura militar para entrar na ditadura dos bancos (lembrem-se dos absurdos lucros diários e das taxas escorchantes de juros), agora aliada à sua gêmea, a ditadura da corrupção, cujos promotores estão sendo caçados pela Polícia Federal (PF). A maldição de 1889 continua até hoje, em nossos dias sustentada especialmente pelo voto obrigatório e pela promiscuidade entre os três Poderes, favorecida pela atual Constituição, que é a primeira da era republicana a não proibir que um membro de um Poder seja também membro de um dos outros dois.

ELIAS DA COSTA LIMA

preussen@uol.com.br

São Paulo

Gato por lebre

"O governo está atônito com a velocidade da Operação Lava Jato, que levou à prisão presidentes de grandes empreiteiras e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, indicado para o cargo pelo ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão. A maior preocupação, agora, é com a blindagem da presidente Dilma Rousseff e com a extensão do escândalo, já considerado no Palácio do Planalto como a pior crise política do governo petista desde a administração de Luiz Inácio Lula da Silva" (Estadão, 15/11). Diante disso, o eleitor tem o direito de devolver o produto estragado e receber o seu voto de volta!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Lembrete: quando toda essa corrupção estava sendo perpetrada, a presidente do conselho da Petrobrás era Dilma!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Vergonha no G-20

Dilma deve ter ficado muito envergonhada na reunião dos presidentes, porque as roubalheiras na Petrobrás de funcionários indicados por políticos do PT e da base estão repercutindo na imprensa do mundo inteiro. Que fiascão! Espero que os empreiteiros que dão gorjetas desde o primeiro governo Lula entreguem os do pico da pirâmide. E a "comissão" dos trambiqueiros não pode ser apenas de 3%, acho que falta um zero depois do 3.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Terceiro turno

O ministro da Justiça disse que a Operação Lava Jato não é terceiro turno. E realmente não é, pois é um caso de polícia.

MARCO ANTÔNIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

"Querem transformar a Operação Lava Jato em terceiro turno". O dr. ministro da Justiça está plagiando o ex-presidente Collor, de triste memória, hoje alinhadíssimo com o PT, que se valeu desse mesmo argumento quando, em face de um mar de lama de denúncias - aliás, quase que de somenos importância se comparadas com as mais atuais, é bom que se diga -, ele se viu com a corda no pescoço.

LUCIANO AMARAL

lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

Perto disso que está aí, o PC (Farias) foi trombadinha!

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Pelo tamanho do escândalo, quantos Celsos Daniel devemos esperar?

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Ministro da Justiça

Acho esse senhor equivocado e confuso, como todos os outros ministros da Justiça da era PT. São nomeados para defender o povo brasileiro, o País, as instituições, mas o que se vê é que eles, na realidade, defendem os componentes do seu partido político envolvidos em escândalos, inclusive os presidentes da República em exercício. E ainda tem a pretensão de ser nomeado para o STF, imaginem quantos pontos fora da reta. Sorte nossa que ele não participa das investigações e das ações da PF.

FERDINANDO PERRELLA

fperrella@hotmail.com

Sorocaba

PRÊMIO ESSO

Seriedade

Parece que o Estadão está tão acostumado a vencer concurso de jornalismo que apresentou singelamente essa notícia no dia 13. É uma honra muito grande, porque a gente sabe que é um concurso concorrido. Mas o Estado tem sua tradição. Meu pai já dizia que assinava o Estado porque era um jornal sério. Tão sério que faz a gente acreditar mais nele que na palavra da presidente da República. A presidente fala uma coisa, no outro dia se lê fato completamente diferente e, por coerência, a gente dá razão ao Estadão.ZILA CAMARGO PIRES DA SILVA

zilkpsil@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

VIOLÊNCIA NA USP

Retrato

O professor Paulo Saldiva é a personificação da mui digna Universidade de São Paulo (USP), aquela sonhada e realizada por Armando de Salles Oliveira, razão maior da liderança do Estado de São Paulo no conhecimento e na riqueza paulistas. Os que não concordam com os justos motivos de sua saída da nossa "escola-mãe" é que devem deixá-la, a bem da dignidade.

MOACYR CASTRO

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

ÀS FAVAS COM A COERÊNCIA

Mal terminou o período eleitoral e não houve tempo para comemorações: fomos obrigados a cair na real. O Banco Central aumentou os juros, o preço da gasolina subiu e a energia elétrica seguirá o mesmo rumo, o déficit primário alcançou R$ 20,4 bilhões nas contas do governo central em setembro – o resultado acumulado em 2014 passou de um superávit para um déficit primário de R$ 15,7 bilhões. É a primeira vez que isso acontece desde 1997. Os deputados já mandaram seu recado, ao derrubar o projeto de lei que instituía os Conselhos Populares, pomposamente chamado pela governante de Política Nacional de Participação Social. A relação da presidente com a base aliada não será fácil nos próximos quatro anos. Certa feita, quando chefiava a equipe de transição do governo FHC para o governo Lula, o ex-ministro da Casa Civil e do Planejamento Pedro Parente afirmou: “Se tem uma coisa que não podemos cobrar do governo Lula é coerência”. Parente, conhecido por sua responsabilidade, indicou o caminho. Lula tinha, então, assinado a famosa “Carta ao Povo Brasileiro” – que, na realidade, era direcionada ao mercado financeiro. O resultado foi a melhoria contínua da economia e da qualidade de vida da população, principalmente das classes D e E, que ascenderam à classe C. Lula 1 continuou o que FHC 2 fez pela economia, e conquistamos a estabilidade, com muito menos vulnerabilidade no âmbito macroeconômico. Lula 2 começou a se distanciar dos pilares de estabilidade, Dilma 1 acentuou essa distância. E o resultado é este que agora vivenciamos. Passados 12 anos de governos petistas, a política, caprichosa que só ela, “retorna” a 2002. Se a presidente reeleita se mostrar coerente com o que afirmou em sua campanha, os primeiríssimos prejudicados serão os mesmos que ela jurou defender, ou seja, os menos favorecidos. Se Dilma não tomar medidas corretivas nos rumos da economia, porá em risco todas as melhorias sociais conquistadas nos últimos 20 anos. Um claro sinal disso é a recente pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostrou o estancamento da diminuição da miséria e até seu pequeno, mas significativo, crescimento de 3,7% de 2012 para 2013. Presidente, os fatos estão aí, todos podem enxergar. Ideologia nunca melhorou a economia em lugar algum – mesmo a “comunista” China já abandonou seus dogmas e vêm conseguindo excelentes resultados econômicos e sociais. Na contramão, a política bolivariana da Venezuela e da Argentina segue pelo caminho do “nós contra eles”, mantra repetido à exaustão por seu partido. A escolha que cabia ao povo foi feita. Agora, cabe à senhora fazer sua escolha. Já que seu partido abandonou, há tempos, seus escrúpulos, como sugestão, adapto a célebre frase proferida pelo ex-ministro Jarbas Passarinho em 1968. Pelo bem do Brasil, presidente: às favas com a coerência!

Yussif Ali Mere Jr. redacao@sindhosp.com.br  
São Paulo

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GASTANDO SEM FREIOS

O velho ditado é verdadeiro: “Pau que nasce torto morre torto”. A presidente Dilma tenta driblar o déficit nas contas públicas e pede ao Congresso a legalização da esbórnia fiscal. Pretende nadar de braçada e cometer todos os possíveis desmandos em seu segundo mandato. Acostumada a manusear números e com a contabilidade criativa, quem ela pensa que é, a dona do Brasil?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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MAIS AJUSTES?

Até quando teremos de "engolir" esses "ajustes" que o desgoverno do PT tem nos aplicado cada vez com mais frequência? Já passou da hora de decretarem o impeachment de Dilma, que tanto almejamos.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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DELÍRIO FISCAL 

Para que o cidadão brasileiro tenha uma ideia de quão desconexo é este governo de Dilma com as regras macroeconômicas, basta ver que ela pretende, como num passe de mágica, por meio de um decreto lei, transformar um alto déficit primário, que é inédito na nossa história republicana, num saudável superávit. Como se fosse possível também transformar o colesterol ruim em colesterol bom ou ótimo num estalar de dedos. Ou seja, o governo perdeu não somente o rumo da nossa economia, mas principalmente o respeito pela nossa sociedade, acreditando que passivamente vamos engolir tal farsa contábil. E, na linha desta esquizofrênica e irresponsável administração, a presidente, quando questionada sobre a deteriorada situação fiscal, diz sem ruborizar que temos uma das menores dividas públicas líquidas do mundo. Por conveniência, Dilma não diz que nossa dívida está num patamar alto e perigoso de 4,9% do PIB e que pagamos 12% de juros ao ano sobre o total da dívida, enquanto países como os da zona do euro, mesmo atravessando crise financeira, têm uma dívida líquida média de 2,9% do PIB, mas pagam somente 1% ao ano de juro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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DRIBLE NA META FISCAL

Agora não podem dizer que não sabiam, que têm de averiguar, que têm de ler o conteúdo, etc. Não dá para driblar as notícias em tempo real.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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INADMISSÍVEL

É inadmissível que, após se reeleger vendendo uma imagem – agora, comprovadamente falsa – de que a economia brasileira estava sob seu controle, a presidente assuma indiretamente haver enganado o eleitor, mudando as metas do governo e fazendo o País arcar com a sua própria incompetência. Fico feliz e aliviado ao saber que o Senado – liderado pelo senador Aécio Neves – não irá permitir que a presidente Dilma Rousseff mude as taxas e as metas fiscais a seu bel-prazer, e, tendo havido um não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal por parte da presidente, faço um apelo às autoridades da Nação para que Dilma Rousseff seja punida como as leis assim determinam: a legislação brasileira prevê perda de mandato em casos de crime de responsabilidade.

Carlos da Silva carlos_dunham@yahoo.com.br
São Paulo

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CRÍTICA DENTRO DO GOVERNO

Será que Marta Suplicy, ao pedir demissão do cargo de ministra da Cultura, passou a ter bom senso, vindo até a cobrar do governo que resgate "a confiança e credibilidade" na política econômica, ou será que já está em campanha para candidatar-se a prefeita da cidade de São Paulo em 2016? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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JOGO DE CENA

Não nos enganemos com os movimentos estranhos de certos ministros do governo ao criticar a economia e a própria presidente.  Trata-se de jogo de cena no intuito de aquele que prometeu ir assar coelhinhos, mas que nunca o fez, pois é o presidente de fato, se apresentar como "o" salvador.  Quanto à presidente, está mais do que claro que apenas está na Presidência para assegurar o domínio do partido ao qual pertence. Além disso, a ministra do "relaxa e goza", Marta Suplicy, volta ao Senado para fazer número pelo partido, já que este perdeu espaço na Casa, sendo um deles o do operoso ex-marido da nobre senadora.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul

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A MAGIA DA IGNORÂNCIA

A investigação criminal movida nos Estados Unidos contra a Petrobras não vai aceitar o único argumento da defesa da presidente Dilma Rousseff. Dizer que não sabia de nada sobre a colossal corrupção que ocorria na empresa não será suficiente para livrar a cara da ex-presidente do conselho da empresa e ex-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No mundo civilizado, a ignorância é motivo de vergonha, pode ser até um agravante em crimes de responsabilidade. No Brasil, a ignorância ganhou o status de virtude redentora. A toda poderosa ignorância conseguiu manter o ex-presidente Lula fora da cadeia no caso do mensalão, a poderosa ignorância vinha fazendo um excelente trabalho para manter a presidente Dilma longe do escândalo da Petrobras e permitiu que ela se reelegesse usando apenas a ignorância como defesa, mesmo diante do maior caso de corrupção da história. A magia da ignorância está com os dias contados, ela só funciona no Brasil, nos outros países a ignorância não valeu nada. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESVIANDO-SE DA INVESTIGAÇÃO

Como Dilma tem dificuldade de ser aceita no Congresso, faz quase tudo o que for discutível por Medida Provisória, para ver se passa, e rapidamente. Agora ela não quer ser investigada nem ao PT e Lula. Assim, editou a Medida Provisória 657-14, pela qual estabelece, entre outras coisas, que o diretor-geral da Polícia Federal será indicado sempre pelo presidente da República. Assim, a presidente poderá mudar o diretor quando necessário impedir uma investigação. Isso é muito conveniente neste momento em que se investiga o “Petrolão”, em que estão mencionados nos inquéritos Lula e Dilma, dirigentes do PT, cerca de 50 parlamentares e vários empresários. Eles são acusados de desviar recursos, enfim, roubar a Petrobras o equivalente a R$ 10 bilhões. Com essa medida provisória e as relações da presidente e do PT com juízes de tribunal superior, a presidente provavelmente acha que ela, Lula e o PT serão excluídos de investigações, já que delatores premiados já mencionaram a participação dela e dos demais nesses roubos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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FRITURA

A corrupção na Petrobrás e nas grandes obras contratadas pelo PT fritarão o governo Dilma.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas 

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O TELEFONE CELULAR NA PRISÃO

Detentos do Paraná foram surpreendidos usando o Facebook. Já passou da hora de bloquear o sinal de celular nas prisões, para evitar que os aparelhos funcionem como “centrais” do crime. Há que usar o lado positivo da tecnologia e neutralizar o negativo. O sistema penitenciário brasileiro tem muitas normas e regulamentos, mas não proporciona ao apenado o treinamento e as oportunidades de ressocialização. Homens e mulheres são presos e abandonados à própria sorte e obrigados a receber os favores das organizações criminosas, tornando-se delas escravos. Todos eles têm o direito à recuperação e tudo deve ser feito para que readquiram a autoestima, o amor à liberdade e à vida familiar. O poder público, que já distribui “bolsas” sem nenhuma obrigação de retorno, deveria encontrar meios de garantir ocupação e renda aos egressos da prisão, pois a melhor bolsa é o trabalho, que, além dos benefícios imediatos, dignifica o indivíduo. Em vez de celular negligenciado, os encarcerados precisam de assistência e de oportunidades.
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
          
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POLÍCIA VIOLENTA

É estarrecedor que a Polícia brasileira tenha matado mais de 11 mil civis em apenas cinco anos, de 2009 a 2013. A Polícia dos EUA levou 30 anos – seis vezes mais – para matar o mesmo número de civis. Se compararmos com países da Europa e o Japão, o número de óbitos será infinitamente inferior. É um bom retrato da violência, militarização e despreparo da Polícia no Brasil. Ao invés de uma Polícia cidadã, investigativa, protetora e respeitadora dos direitos humanos, o que temos, via de regra, é uma Polícia violenta, arbitrária e despreparada, resquício dos tempos sombrios da ditadura militar que assolou o País por 21 anos. São fequentes as denúncias de corrupção, tortura e violações aos direitos humanos cometidos por policiais no Brasil. A Polícia – civil e militar – precisa de uma ampla reforma, para que passe a atuar ao lado e na proteção dos cidadãos, e não contra eles.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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NOSSA GUERRA BRASILEIRA

Vejam que notícia capciosa: estudo mostra que a “polícia brasileira” mata em média seis pessoas por dia. Um total de 2.190 pessoas mortas ao ano, provavelmente, em confronto com a polícia. Mas, pelas estatísticas, são mortas por bandidos 136 pessoas por dia, 50 mil por ano. Quem está ganhando mesmo esta parada? Com certeza eu não choro pelos bandidos mortos pelos policiais, e, sim, pelos milhares de familiares que vêm perdendo seus entes queridos com a falta de segurança pública no País. E não venha a “presidenta gerenta” Dilma dizer que a culpa não é dela, porque, se não entrassem armas e drogas pelas fronteiras brasileiras, essas estatísticas diminuiriam consideravelmente. Será que nesses estudos entraram os policiais mortos pelos bandidos também? Acho que estaria nivelado. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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POLICIAIS X MARGINAIS

Segundo o Anuário de Segurança Pública, a Polícia Brasileira matou em média seis pessoas por dia! E do nosso povo, que ficou à mercê da bandidagem, de sequestradores, estupradores, etc., quantos morreram?

Nelson do Nascimento Cepeda fazoka@me.com 
São Paulo

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BALANÇO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a polícia matou em média seis pessoas por dia entre 2009 a 2013, atingindo o impressionante número de 11.197 mortos. Cabe, então, perguntar quantos policiais sucumbiram vítimas do crime organizado no mesmo período no cumprimento do dever de proteger a sociedade, pois não?

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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BRASIL, JARDIM DE INFÂNCIA DE CRIMINOSOS

Dizer que não vivemos num regime democrático é um erro grosseiro. Nós cumprimos integralmente o 5º artigo da Constituição federal, que diz que “todos são iguais perante a lei”, especialmente quando a impunidade está em jogo.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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SEGURANÇA NAS MEGALÓPOLES

Um dos mais sérios e dramáticos problemas que nossas grandes cidades enfrentam é a dura realidade da violência urbana, que no Rio de Janeiro apresenta um ponto crucial com o enfrentamento que narcotraficantes fazem contra as Unidades de Política Pacificadora (UPPs). Urge que nossas autoridades maiores se unam para debelar e eliminar esse atual foco desesperado de resistência desses marginais, para que sirva de exemplo às outras megalópoles, para tranquilidade da população nacional. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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O QUE NOS RESERVA O FUTURO?

Como pai de adolescentes, fico cada vez mais preocupado e temeroso com o futuro que estamos construindo em nosso país. Três pontos me chamam a atenção: violência urbana, consumismo e falta de referência /caráter públicos. O primeiro é viver num país em guerra civil (130 assassinatos por dia), onde o tráfico de drogas e armas opera sem grandes obstáculos, dadas a displicência e a conivência do poder público. Os grandes criminosos (incluindo os de colarinho branco) contam com uma polícia desaparelhada e com um Poder Judiciário irresponsável e corrupto, transformando o crime numa atividade que vale a pena. Muitos jovens são atraídos por isso e outros tantos morrem por isso. Do ponto de vista do consumo, nossos jovens (nossos filhos) são bombardeados com ofertas de produtos e serviços de que não precisam, mas para fazer parte de um grupo, para “ser” alguém, precisam consumir bebidas (que estão matando nossa molecada), roupas caras, tênis de marca, etc. Parte dos pais acaba se comprometendo em seu orçamento para dar o que não é necessário. Os jovens perdem o senso do valor e conquista das coisas. E, por fim, como podemos transmitir valores éticos, morais e valorização do trabalho num país governado, legislado e julgado pelo que há de pior na sociedade? Como explicar para nossos filhos que as principais autoridades e lideranças do País são um bando de vigaristas? Que os altos funcionários das estatais são picaretas? Não há como ter um futuro promissor nesse ambiente. Será o “Deus nos acuda”? Não. Devemos tomar as rédeas da situação e exigir um país decente. Acho que entidades poderosas e de credibilidade, como a Igreja (todas os credos), as Forças Armadas, etc., devem entrar na luta com os cidadãos de bem deste país, antes que seja tarde.
 
André Coutinho arcouti@uol.com.br
Campinas

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JUSTIÇA INEPTA

Uma pessoa é assassinada a cada dez minutos no Brasil e a cada 1 minuto e 30 segundos uma pessoa é roubada na cidade de São Paulo, roubo que, se frustrado, virá latrocínio. Estamos vivendo, sim, uma situação alarmante de falta de segurança, e tudo isso tem um grande motivador: a total inépcia da Justiça brasileira.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com  
Casa Branca

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JUSTIÇA

Continuo com a ideia da extinção de nossa Justiça Maior, ou de internacionalizar serviços, para proteger o nosso patrimônio público das corrupções no Brasil. O País precisa ter uma Justiça de qualidade, independente e rápida, que confisca até o último centavo desviado, corrigido, e faça cumprir a pena na cadeia, sem mordomias. Chega de passar mel na chupeta de bandidos corruptos. 

Antonio de Souza D’Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br
São Paulo

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DEUSES DE TOGA?

O juiz estadual João Carlos de Souza Correa, do Rio de Janeiro, estava com sorte, precisou só dar uma carteirada na agente da lei seca do Detran-RJ, Luciana Silva Tamburini, e ainda levou um troco de R$ 5 mil (troco em comparação aos privilégios da magistratura). A história poderia ser bem diferente. Se o juiz infrator fosse parado por personagens que realmente mandam e desmandam no Rio de Janeiro, como traficante de morro, bicheiro, miliciano, diretor da Petrobrás e algum da turma do guardanapo, jamais João Carlos daria uma ordem de prisão, o mínimo que faria perante esses "deuses do Rio" seria uma oferta para engraxar seus respectivos sapatos.
  
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br 
Espírito Santo do Pinhal

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BOAS FRASES

O ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) falou e disse: “Nenhum magistrado é Deus” (nem com “d” minúsculo), mas muitos pensam que são, embora não ajam como tal. Daí até seriam mais bem vistos e interpretados pelos cidadãos brasileiros. Mas a melhor frase comprovada pelos últimos 12 (doze) anos foi escrita pelo jornalista Claudio Tognoli: “É impossível escrever corruPTo sem PT”. Literalmente e na prática, alguém contesta?
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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O JUIZ E A DEUSA

O juiz não é Deus. Agora, a agente de trânsito do Rio de Janeiro é uma deusa. Já já será capa de revista masculina.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava 

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O LUCRO DOS BANCOS

Muito se tem comentado o lucro dos bancos no terceiro trimestre deste ano, como o do Bradesco, de R$ 3,87 bilhões; o do Itaú Unibanco, de R$ 5,4 bilhões; e o do Banco do Brasil, de R$ 2,8 bilhões. Sempre é bom lembrar que para os bancos privados e públicos existe o depósito compulsório, que varia de 40% a 50%, e tem como finalidade evitar a multiplicação da moeda. Em outras palavras, para cada R$ 10,00 de depósito no banco, de R$ 4,00 a R$ 5,00 ficam parados no Banco Central com remuneração de 11,25% ao ano (taxa Selic atual). Como lucrar não é pecado e vivemos num regime capitalista, o que sobra de depósitos os bancos cobram o máximo possível para compensar o compulsório, como os 183,3% (outubro de 2014) ao ano no cheque especial. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com  
Campinas 

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DOMÉSTICOS E A PREVIDÊNCIA SOCIAL

É sabido que as incontáveis desonerações praticadas pelo governo Dilma Rousseff têm provocado um desconforto nas contas do governo. O Congresso aprovou projeto apresentado pelo Senado que reduz as alíquotas para a Previdência Social do empregador e empregados domésticos. Na decisão dos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a contribuição do empregador, que atualmente é de 12%, cairia para 6%. A parte do empregado, que varia entre 6% e 11%, também seria reduzida para 6%. O texto segue para a sanção da presidente Dilma, mas já se comenta nas ameias do castelo Rá-tim-bum do Planalto que o texto, como está, será vetado. Não deixa de ser um ato de pura demagogia dessa mediocridade política que, brandindo uma esfarrapada bandeira do social, pretende fazer média com uma classe que recentemente foi amparada. É evidente que essa desoneração, se aprovada pela presidente, vai engordar ainda mais o déficit já obeso da Previdência Social. Esses políticos que formam a tropa de choque do governo querem a gratidão da classe das domésticas, mas desprezam mais de 10 milhões de aposentados, principalmente aqueles que recebem mais de um salário mínimo. Triste da nação que não protege o seu passado e desampara o seu futuro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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LEGISLAÇÃO DAS DOMÉSTICAS

Sugiro que cada condomínio residencial providencie a montagem de escritório contábil e de RH, na área anteriormente ocupada pelo salão de festas, para dar conta de atender às exigências trabalhistas contidas na legislação das domésticas aprovada pelo Congresso. Dessa forma, quando, futuramente, regulamentarem “o emprego protegido contra demissão arbitrária ou sem justa causa, o seguro desemprego, o FGTS, a remuneração do trabalho noturno superior ao diurno, o salário família para o trabalhador de baixa renda, a assistência aos filhos e dependentes de até cinco anos em creche e pré-escola e o seguro contra acidente de trabalho, a cargo do empregador”, não faltará espaço para as ampliações necessárias.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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11% PARA A PREVIDÊNCIA

Gostaria de saber se os ilustres magistrados, promotores, procuradores e defensores públicos: aposentados estão sendo confiscados em 11% para a Previdência? Caso afirmativo, por que não reclamam? Estão satisfeitos em ser confiscados? Por favor, gostaria que alguém respondesse, pois pago previdência desde abril de 1945, na condição de servidor público, e não concordo com esse confisco criado por Lula em 2003. Alguém responde?

Newton Faro newtonfaro@yahoo.com.br
Rio de Janeiro

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CULPADOS POR VIVER DEMAIS

Nós, aposentados, temos de ser compreensivos e nos sentirmos culpados por viver demais. O governo e a previdência assumem o papel de vítimas da nossa longevidade. Que tal se nos matássemos?! Não seria maravilhoso?! Estaríamos ajudando a resolver um grave impasse nas contas públicas e realizando o sonho dos administradores: aposentadoria mais tarde e morte mais cedo.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br 
Porto Alegre

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PLANOS DE SAÚDE

Avanços tecnológicos com velocidade maior que o avanço da economia tornam impossível o equilíbrio dessas duas partes. Nas indústrias os avanços tecnológicos melhoram a eficiência e reduzem os custos. Na medicina, os avanços tecnológicos também aumentam a eficiência, mas aumentam os custos. Se o plano cobrar barato, inviabiliza o plano, se cobrar caro, inviabiliza o usuário. Sugestões para novos modelos de plano de saúde: 1) semelhante ao seguro de carro: franquia para pequenas despesas (consultas, exames, pequenos procedimentos), seguro cobriria despesas médico-hospitalares até um teto, proporcional ao valor das mensalidades. 2) Despesas médicas e hospitalares compartilhadas: 70% pagas pelo plano e 30% pelo usuário. Essas sugestões tornariam os planos mais baratos ao alcance de grande parte da população. Sugestões boas para os planos e boas para os usuários.

Salomao Faimberg Tessler, médico administrador hospitalar e de sistemas de saúde stessler@uol.com.br
São Paulo

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MULTAS DE TRÂNSITO

A partir de 1 de novembro 11 infrações de trânsito ficaram mais caras, algumas até 900%. As mudanças e as punições são necessárias, pois os veículos se tornaram uma “arma” mortal (sou contra radares escondidos). A mídia sempre divulga abusos, em que muitos motoristas nem precisam de bebidas alcoólicas ou drogas para cometer infrações, os sóbrios também são furiosos ou irados, e os naturalmente possuídos se acham donos das ruas, avenidas ou rodovias. No Brasil, na maioria das estradas a velocidade permitida é de 100 km/h, e são raras as de 120 km/h, porém qualquer carro popular atinge 150 km/h, então por que não limitar a potência dos veículos na fábrica? Creio que, com os altos valores das multas, os policiais rodoviários corruptos vão se esbaldar. Para a multa por ultrapassar na linha dupla amarela, que era de R$ 191,00, os bandidos fardados pediam R$ 50,00 para não multar, imaginem agora que o valor é cinco vezes maior. Reflexão: conscientização, infrações, multas e corrupção têm velocidades adversas.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 
Sumaré

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E A FISCALIZAÇÃO?

Uma das infrações de trânsito mais praticadas é não dar seta para a conversão. No entanto, é, seguramente, uma das menos multadas, pois depende da presença de um fiscal para surpreender a irregularidade. De nada adiantará o aumento estratosférico do valor das multas por ultrapassagem pelo acostamento ou em lugar proibido, se não for possível uma fiscalização adequada. Prova disso é que não dar seta é infração perigosa, que pode provocar e provoca acidentes e é absurdamente desdenhada por grande parte dos motoristas e pelas autoridades.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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FAIXAS E CICLOVIAS

Jilmar Tatto, secretário de Transportes, para o efeito ciclovia, compara São Paulo a Nova York (NY), onde foram feitos 320 km de ciclovias (“Estadão”, 8/11). Impossível tal comparação, pois NY é uma cidade praticamente plana com ruas retas e largas. Lá, em NY, rua estreita é exceção, e nestas certamente não há ciclovia. Como pretender, pois, transformar São Paulo numa NY? Não dá. Por exemplo: a Rua Arthur de Azevedo, que de rua secundária virou corredor de trânsito para desafogar a Avenida Rebouças, agora ganhou uma ciclovia. Continua corredor, mas o piso do leito carroçável, sobretudo onde foi pintada a ciclovia, é inteiramente irregular. Na entrevista com Jon Orcutt, ex-diretor de Transportes de NY, não lhe foi perguntado sobre as diferenças físicas das ruas de ambas as cidades. É pena. Mas ele informou que a velocidade máxima foi estabelecida em 40 km/h para a maior parte das ruas. Não passa de uma ilusão querer implantar aqui esse limite, pois dificilmente seria observado pelos apressadinhos e costureiros. E os ônibus, então? Será que os motoristas dos coletivos irão acatar trafegar com essa velocidade descendo a Avenida Rebouças pela faixa exclusiva, por exemplo? Na Rua Teodoro Sampaio já perdi a conta de quantas vezes vi três ônibus trafegando em paralelo, apesar da existência da faixa exclusiva para eles. Nada contra as faixas e as ciclovias: o fundamental é educar os motoristas e ciclistas para respeitarem as mais comezinhas regras de trânsito. Quando eles aprenderem a se comportar, então tudo fluirá mais tranquilamente e com mais segurança e as faixas e ciclovias serão muito bem-vindas. A propósito, também os pedestres devem ser educados para utilizarem sua faixa quando quiserem atravessar a rua, e não fazê-lo em qualquer ponto e correndo. São questões que, como já pude aquilatar, a CET parece que não tem autoridade para esclarecer.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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O AUTORITARISMO E AS CICLOVIAS

A visão que muitos cicloativistas têm sobre as ciclovias feitas pelo prefeito de São Paulo é linear. Para eles o que importa é que foi pintado o chão em qualquer rua e aí está implantada a ciclovia, e o resto que se lixe. Não há uma visão democrática do assunto nem para eles nem para a Prefeitura. Sou ciclista e uso bicicleta para me locomover. Mas não concordo com a confusão que estão fazendo em São Paulo e que, em vez de ajudar o uso da bicicleta, vai acabar tornando os ciclistas inimigos. Não é assim que as coisas devem ser feitas. Há ruas, avenidas e praças onde é impossível circular. Usa-se então um caminho alternativo, estudado e considerado. Seria um sonho ter ciclovia por toda a cidade, mas não é por isso que qualquer coisa serve, que pintar o chão resolve. O caso da Praça Vilaboim, por exemplo, é um deles. Tudo feito às pressas e, como todo este sistema, sem estudo de viabilização. Não é só a bicicleta que é importante para a população. Há que se considerar o pedestre, o cadeirante, o comércio e por que não os carros. Pintar o chão de vermelho e dizer que isso é uma ciclovia não é a solução. A prefeitura vive dizendo que há um plano, mas até agora ele não apareceu. Só o que se vê é a pintura vermelha no chão. Não se sabe por que foi feita naquela rua, não se sabe se foi considerado o fluxo de ciclistas e muito menos o de pedestres. Muito menos o fim daquela rua e os cruzamentos envolvidos. Nas cidades de outros países em que foi implantado um sistema para a circulação de bicicletas há outro tipo de raciocínio. Achar que é só o carro que é culpado de tudo não dá certo. As cidades são dinâmicas e compostas de várias diferenças. Saber conciliar o máximo possível é uma sabedoria que não funciona com autoritarismo.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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É BRINCADEIRA OU MALUQUICE?

O povo paulista e paulistano sempre foi conhecido e tem fama de trabalhador. Será que o nosso prefeito, Fernando Haddad, está brincando de ser “prefeito” ou é maluquice? Não tem o que fazer? Melhor explicando, falta-lhe trabalho ou não gosta mesmo? Está tentando fazer da terceira maior cidade do mundo, São Paulo, um ciclódromo e busómetro, mas onde colocar os automóveis? Há ciclovias até nos bairros (Z-1) e em frente de muitas residências – será que vai ter ciclovia em frente da sua residência ou da residência da sua mãe? Experimente e saiba como atrapalha... É brincadeira ou maluquice? É o PT atrapalhando os cidadãos brasileiros e paulistanos. Os PeTistas só se preocupam com “bolsas e bolsos”? Será que pactua da mesma “opinião” da dona Dilma de que o “paulista é ignorante”?
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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PARQUE DO POVO 

O prefeito Fernando Haddad deveria pegar agora o telefone e pedir para o subprefeito de Pinheiros mandar a empresa que cuida do Parque do Povo, no Itaim Bibi – ganhando um bom dinheiro com ele – trocar a bandeira da cidade de São Paulo e pintar o seu enferrujado mastro. A bandeira está caindo aos pedaços de tão suja, passando a sensação de uma cidade em decadência.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Fernando Haddad, em menos de dois anos de administração, fez muito mais que os oito anos da gestão Serra/Kassab. Sua conduta ética é inquestionável, pois nos sete anos e meio que esteve à frente do Ministério da Educação, administrou, de forma ilibada e eficiente, um orçamento que é o dobro do da cidade de São Paulo, sem surgimento de máfias e cartéis. Logo que assumiu a Prefeitura, criou a Controladoria-Geral do Município, que desbaratou quadrilhas instaladas nas gestões anteriores. Informatizou totalmente a administração municipal para evitar ao máximo novos casos de corrupção. Destarte, tendo em vista os escândalos, como mensalão e petrolão, na esfera federal, fica evidente que não é Haddad que atrapalha o PT em São Paulo, e, sim, o partido que o desfavorece politicamente. Mesmo assim, espera-se que no fim de seu mandato sua excelente administração seja devidamente reconhecida. 
 
Paulo Sergio Fidelis Gomes psf.gomes@ig.com.br 
São Paulo

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TEATRO JOÃO CAETANO

O Teatro João Caetano do Rio de Janeiro foi construído em 13 de outubro de 1813 e se chamava Real Theatro de São João, em homenagem ao príncipe regente Dom João VI. Neste espaço ocorreram vários acontecimentos históricos, entre eles a assinatura da primeira Constituição do País. É lamentável a desfiguração arquitetônica que ocorreu durante seus 200 anos de vida. Um teatro que durante muitos anos foi o maior teatro do Brasil transformou-se num caixote azul chocante modernoso e feio que agora faz parte do cardápio de obras históricas sob descuramento dos responsáveis por monumentos históricos. Trata-se de mais um ponto de mau gosto arquitetônico objeto de indivíduos travestidos de artistas e arquitetos que insistem em transformar a “cidade maravilhosa” em “cidade sinistra”. 
 
Sergio Portella Barrozo Netto sergio.barrozo@gmail.com
Rio de Janeiro

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