Fórum dos Leitores

PETROLÃO

O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2014 | 02h04

Luta anticorrupção

Talvez por orientação do marqueteiro João Santana, Dilma Rousseff tenta se apossar da bandeira da luta contra a corrupção. E, como de hábito, falta à verdade. O petrolão não é o primeiro caso apurado. Houve, por exemplo, o mensalão, em que muitos amigos políticos da presidente acabaram na Papuda. O caso Collor foi também investigado e a corrupção no governo Vargas (1951-1954), apurada. À maneira de Stalin, os petistas adoram falsificar a História para adaptá-la aos interesses presentes.

CLODER RIVAS MARTOS

closir@ig.com.br

São Paulo

Mudar para sempre

Caso Petrobrás mudará o Brasil para sempre... A sra. Dilma, que foi presidente do Conselho de Administração da Petrobrás durante toda essa roubalheira, fala como se nada tivesse com isso!

SERGIO DIAMANTY LOBO

diamanty18@gmail.com

São Paulo

Presidenta Dilma, poupe-nos desta rima: tornar um crime benfeitoria é muita hipocrisia.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Concordo com a presidente Dilma: o caso Petrobrás deverá mudar o País para sempre. Principalmente se for apurada sua responsabilidade nos "malfeitos", quando presidente do conselho da empresa. Ser conselheiro não é só receber jetons, tem a responsabilidade das decisões. Leia o Código Civil: a ninguém é dado o direito de desconhecer a lei (artigo 3.º da LICC). Na mosca!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Domínio do fato

De acordo com os autores do relatório da Comissão da Verdade, os ex-presidentes militares sabiam das "torturas e execuções cometidas pelo aparato da ditadura", asseverando: "A tortura, é preciso ficar sempre claro, não surgiu porque um capitão fanático resolveu torturar alguns"... Com base nesse raciocínio, é de indagar aos nobres advogados José Carlos Dias e Rosa Maria Cardoso se essa ilação se aplica a Lula e Dilma no rombo da Petrobrás, pois é óbvio, também, que nenhum aloprado diretor fanático resolveu cobrar comissões e desviar dinheiro sujo para os cofres dos partidos da base aliada. Ubi eadem est ratio ibi idem jus.

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

Instrutivo

Aprendi, assistindo ao julgamento do mensalão, a noção de domínio do fato e, a meu ver, aplica-se bem, no petrolão, aos que tiveram o poder de nomear as raposas que cuidaram do galinheiro.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Prisão de empreiteiros

Injusta e descabida. Eles deveriam mostrar-se surpresos e declarar, com certa emoção, que foram traídos por alguns aloprados dentro de suas empresas; que gerentes de nível médio foram responsáveis por atos irresponsáveis que deram origem ao escândalo e serão severamente punidos, doa a quem doer. E deveriam ser libertados imediatamente com pedidos de desculpas. Afinal, se esse argumento funciona para Lula e Dilma, é justo que se aplique a todos.

ALBERTO BARRETO

alberto@columbiaintegracao.com.br

São Paulo

Piadas de salão

Acho que Delúbio tinha razão, tudo virou piada de salão - do mensalão ao petrolão. Pra que perder tempo e dinheiro com prisão, como a dos diretores de empreiteiras? Já, já, estarão todos soltos, tal qual os mensaleiros.

CARLOS R. GOMES FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

O buraco pode ser maior

A presidenta Dilma, após o G-20, afirmou que não se devem investigar os contratos das empreiteiras com outras instituições, exceto a Petrobrás. Acontece que o mesmo modus operandi da Petrobrás pode estar enraizado em mais órgãos do governo. Aí o petrolão, apesar de milionário, seria só a ponta do iceberg. Foi, portanto, posta por ela a dúvida no ar. E agora?

NELIO ESQUERDO

nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

Herança maldita

Em pleno andamento da Lava Jato, nossa competente Polícia Federal (PF) já dá início a nova operação (quiçá Curto-Circuito) para apurar falcatruas na Eletrobrás, o novo eletrão. Vai-se confirmando com isso que Lula estava certíssimo ao dizer que recebera uma herança maldita do governo anterior. Ou alguém duvida que FHC deve estar se maldizendo por não ter privatizado Petrobrás, Eletrobrás e outras estatais que acabaram totalmente aparelhadas por cumpanheiros, o que resultou no butim estratosférico a que hoje assistimos? Aliás, tal aparelhamento tem facilitado muito o trabalho da PF, que nem precisa esforçar-se muito para encontrar "malfeitos". É só averiguar onde há cumpanheiros e lá encontrará o que busca.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Humorista

Mais dois dias no estrangeiro e a presidente jogaria a roubalheira da Petrobrás no colo de FHC. Fora lembrar-nos personagem do saudoso Chico Anysio que repetia: "Sou, mas quem não é?".

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

VIOLÊNCIA NA USP

Faculdade de Medicina

Sobre o editorial Medicina violenta (17/11, A3), a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) gostaria de reafirmar seu compromisso com o combate a qualquer tipo de abuso, seja físico ou moral, que ocorra em seu câmpus. Medidas nesse sentido já vêm sendo adotadas pela diretoria da instituição, que abriu sindicâncias a respeito de todos os casos que chegaram ao seu conhecimento e instituiu comissões para apurar a situação e propor soluções. Entre elas, está a criação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, que contará com assistência jurídica, psicológica e de saúde e na qual as denúncias poderão ser feitas de forma anônima. A FMUSP é solidária às vítimas e está aberta ao diálogo com todos os que queiram colaborar para avançar na criação de um ambiente de tolerância e respeito. E não compactua com nenhum tipo de violação. Nos casos em que houver comprovação, os culpados serão punidos de acordo com o regulamento da universidade, podendo até ser expulsos.

TIAGO VARELLA, assessor de Imprensa da FMUSP

tvarella@diretoria.fm.usp.br

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Tem efeito muito impactante a prisão de grandes empresários envolvidos em casos de corrupção na Petrobrás, na mais recente etapa da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal, considerada como uma forma de constranger os envolvidos para obter confissões espontâneas e delações premiadas. Sair abruptamente do mundo despreocupado da impunidade e da cumplicidade para se sentar, muitas vezes algemado, no chão de um camburão, temporariamente sem a quem apelar, sob a mira de armas de fogo, faz a maioria se borrar nas calças. Encarcerados, muitas vezes em celas coletivas, passam mal implorando por cuidados médicos. Se interrogados competentemente, entregam até a mãe. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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AS RUAS E O FIM DA PROPINA

Empresários presos pela Operação Lava Jato pedem delação premiada e devem dar os nomes dos beneficiários de suas propinas. Eles viram o que aconteceu ao publicitário Marcos Valério – que não declinou os nomes de seus parceiros do mensalão e foi condenado a pena elevada, enquanto os políticos receberam condenações mais brandas e já estão saindo da cadeia. A Operação Lava Jato é a oportunidade de saneamento econômico e moral do País. A firmeza do juiz federal Sergio Moro, o comprometimento do Ministério Público e o profissionalismo e a determinação da Polícia Federal dão as bases para uma verdadeira profilaxia e levarão aos tribunais um vasto conjunto de provas para o julgamento dos envolvidos, mesmo os detentores de foro privilegiado. Oxalá as apurações desse nível se estendam às obras de hidrelétricas, aeroportos, estradas, trens, metrôs e a contratos de prestação de serviços, e alcancem também os Estados e os municípios. Enganam-se os que entendem a operação como ação de governo, assim como os que com ela pretendem derrubar o governo. São coisas distintas. É, sem dúvida, uma ação encampada pelo povo, que sai às ruas em seu apoio. Acabar com a corrupção está acima de todo viés político ou ideológico. É prioridade nacional.  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
                                                                                                     
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BOM PARA QUEM?

Por mais de um século o melhor negócio do mundo foi uma petroleira bem administrada. O segundo melhor, uma petroleira mal administrada. Nos últimos anos, os dois se encontraram na Petrobrás. Foi bom (para poucos) enquanto durou. 
 
Léo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br 
São Paulo

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A VERDADEIRA QUADRILHA

Só agora, com o avanço da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, vamos tomando conhecimento da magnitude da corja que atuava no governo federal. Com as prisões efetuadas na sexta-feira, de vários empresários das grandes construtoras do País, começamos a tomar ciência da dimensão do grupo de criminosos cujo butim até agora conhecido, sabidamente parcial, é de fantástico R$ 10 bilhões. Enquanto a população, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário se debruçaram sobre os malfeitores do mensalão, que diante da verdadeira quadrilha que atuava na Petrobrás pode ser agora comparado a um bando de trombadinhas e o produto do roubo, a uma “saidinha de banco”, a verdadeira quadrilha ia rapando o patrimônio da estatal com tal volúpia que, socorrendo-me das palavras de um contemporâneo filósofo tupiniquim, nunca antes neste país um governo permitiu uma roubalheira dessa grandeza.  E a impressão que se tem é de que as delações não vão parar por aí e o governo já se preocupa em blindar a presidente, que foi ministra de Minas e Energia e ministra da Casa Civil do presidente Lula, além de presidente do Conselho de Administração da Petrobrás. Aliás, pelo menos em termos da Refinaria Abreu e Lima, o próprio ex-presidente Lula deveria ser chamado para explicar não só esses acontecimentos agora em destaque, como qual o objetivo e como terminou o acordo do Brasil com a Venezuela, que ele assinou para a construção da citada refinaria, pela qual aquele país se desinteressou, deixando a Petrobrás na mão. E o que se espera desta vez é que o Poder Judiciário desempenhe o seu trabalho com eficiência, presteza e que seus juízes não se intimidem com as pressões que com certeza irão sofrer. Esse crime deveria ser considerado como crime hediondo, pois a quantia desviada da estatal, que pertence a todos nós, com certeza fez falta para inúmeras atividades do governo em prol do bem-estar da população brasileira, principalmente daqueles que padecem e até acabam morrendo nas filas dos hospitais. Nesta oportunidade, os juízes brasileiros não podem se apequenar ante as pressões que com certeza enfrentarão, para condenarem com rapidez, utilizando as penas mais rigorosas de que podem dispor num Código Penal esclerosado como o nosso.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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ANTROPOLOGIA CRIMINAL

Verificando as fotos dos operadores e empreiteiros implicados no Petrolão, alguns já recolhidos à prisão, trouxe à lembrança Cesare Lombroso (1835/1909) e sua teoria em relacionar características físicas à psicopatologia criminal ou à tendência inata de indivíduos sociopatas e com comportamento criminal. Embora desacreditada, a teoria não deixou de chamar a atenção para o estudo científico da mente criminosa hoje conhecido como antropologia criminal, à qual nossos “ilustres” gatunos do dinheiro público deveriam submeter-se para análise, incluídos os do mensalão, e, quem sabe, dando razão ao cientista veronense.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo 

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CORRUPÇÃO

A Petrobrás tem de ser investigada diuturnamente. Não é só nos grandes contratos das empreiteiras que existe corrupção. Até na compra de papel higiênico alguém leva os 10% de comissão.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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CONTROLE INTERNO

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, diz agora que vai criar uma Diretoria de Governança para controlar os contratos da empresa. Hahahahaha.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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ESBANJAR É A REGRA

A presidente Grassa Foster, da Petrobrás, ao invés de adotar posturas de seriedade e parcimônia diante dos assustadores escândalos da estatal, cria mais uma diretoria e copia o exemplo de esbanjamento do dinheiro público de Lula e Dilma. A justificativa refere-se à obrigatoriedade e controle para que a empresa cumpra a lei. Ora, o que é isto? Fazer uma diretoria para que a empresa cumpra a lei? “Vamos combinar” que isso é mais um absurdo que enriquece o elenco de absurdos do governo do PT. Cumprir a lei é condição “sine qua non” para todos os cidadãos, pessoa jurídica ou física, que habitam este país. Então estamos assim? O cumprimento da lei é algo incomum? É coisa de gente exótica? Deve ser assim que a presidente pensa. Melhor seria Foster pedir demissão, economizar alguns centavos do dinheiro público e livrar-se do arresto de seus bens já passados aos filhos e parentes para evitar algum desassossego em sua família.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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EMPRESÁRIOS PRESOS

Agora, os corruptos querem provar que foram “vítimas” dos corruptores!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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SAÚDE PARA ROUBAR

Corruptos surrupiam dinheiro público esbanjando saúde. São cheios de avidez, perversidade e sustança. Metem as mãos sujas no erário com vigor e têm robustez de sobra para desviar recursos que deveriam ser destinados às necessidades básicas da população, como tratamento médico, merenda escolar e saneamento básico. Mas esses criminosos – que “assassinam” indireta e violentamente seus concidadãos, aos deixá-los desassistidos e à míngua –, quando se tornam réus e são encarcerados, como se vê no desenrolar da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, recorrem a expedientes jurídicos para se livrar da prisão alegando que têm a saúde debilitada. Ou seja, vitalidade e saúde para roubar os nédios corruptos têm (e muita!). Mas, para pagar por seus crimes, não.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 
Belo Horizonte

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JOGO DE CENA
 
Nenhuma instituição de países capitalistas, especialmente nos Estados Unidos, tem poder contra grandes empresários e banqueiros. Essa história de prender, no Brasil, grandes e ricos empresários, nos parece um tanto cinematográfica e fictícia – salvo se estes não interessam mais ao grande capital mundial. Quem manda no mundo capitalista são empresários e banqueiros. Sabemos que eles executam diversas operações ilegais e não há juiz, nem na Suprema Corte, que tenha poderes contra estes. Certo que de vez em quando processam e prendem um ou outro, que geralmente não interessam mais ao dito “sistema” e servem para enganar o público no sentido de que rico pode ser processado e preso e de que são os poderes institucionais que mandam.
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)
 
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A VEZ DAS EMPREITEIRAS 

As mesmas empreiteiras envolvidas no Petrolão são as que tocam as maiores obras públicas no País: construção/reforma de aeroportos, construção/reforma de estradas com a devida e legalizada exploração dos caríssimos pedágios que somos obrigados a pagar até num simples deslocamento dentro de nosso país. Aliás, toda vez que pago pedágio fico imaginando para qual (quais) conta(s) e em qual paraíso fiscal vai parar uma parte do que pago. Quando todos esses contratos serão vasculhados e quanta sujeira ainda virá à tona? Se a lição de casa for bem feita e houver a punição e a exigência de devolução de tudo o que foi pago/recebido indevidamente nesses contratos, teremos uma belíssima quantidade de dinheiro para ser investida no atendimento dos que usam o serviço médico público, por exemplo. Desde que, assim sendo, não haja também o desvio desse dinheiro e o mesmo seja criteriosamente utilizado.

Darcy R. T. Martino darcymartino@hotmail.com 
São Paulo 

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O BRASIL VAI PARAR?

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse: “Dentro da normalidade, você teria de declarar inidôneas (as grandes empreiteiras). Se isso acontecer, para o País”. Então a conclusão parece-me óbvia: as empreiteiras que trabalham para o governo não vivem na normalidade, visto que não podem ser declaradas inidôneas para que o País não pare. Então?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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CINCO ESTRELAS

Com toda essa prisão de presidentes de grandes empreiteiras e mais o que vem por aí, é muito provável que tenhamos, rapidinho, prisões cinco estrelas por todo o Brasil.
 
Reynaldo Catalano tr.catalano@uol.com.br 
São Paulo

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PAC

Descoberto o verdadeiro significado do PAC: Plano de Aceleração da Corrupção. Quem será o “pai”, a “mãe”, o “gerentão” ou a “gerentona”?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br 
São Paulo

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O BOM AMIGO DA BASE 

O fruto que o Petrolão está amadurecendo é de “Temer”, hein?

Moyses Friedheim m.friedheim@uol.com.br 
São Paulo

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MUDAR O BRASIL

Após reunião do G-20, na Austrália, Dilma Rousseff declarou que a Operação Lava Jato, na Petrobrás, pode mudar o Brasil. Para onde? Outro continente ou outro planeta? Acho melhor, mais fácil, mais racional e menos traumático mudar os políticos (principalmente os do PT e do PMDB) e privatizar todas as empresas públicas. O País ficaria livre da imundície.

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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SEM INTERFERÊNCIA

Agora a presidente diz que o Brasil nunca mais será o mesmo, porque está pondo um fim na impunidade. Será? Se não fosse a imprensa escrita e falada denunciar e a Polícia Federal fazer o seu trabalho, este bando de corruptos não seria nunca desmascarado. Então, senhora presidente e PT, não interfiram nas investigações, para que o Brasil esteja limpo de tanta sujeira.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo 

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APESAR DO PT

Há que se concordar com Dilma: nunca houve uma investigação tão grande neste país. Mas aí dizer que é por causa do seu governo... não é não, sra. presidente. Estas investigações estão sendo feitas porque, apesar de tudo, ainda temos instituições que funcionam no Brasil. Não é por que o PT é governo, mas, sim, apesar de o PT ser governo. Afinal, estão lá desde 2002 e só agora é que resolveram investigar roubalheiras? Falando sobre escândalos anteriormente não investigados, a lógica salta aos nossos olhos. Se antes havia tantos escândalos assim, como é que em 12 anos ninguém do governo mandou investigar? Deixaram de lado por quê? E quando se tem a informação de que o assistente de um petista ex-diretor da Petrobrás já concordou em devolver R$ 252 milhões ou US$ 97milhões, aí nem precisamos mais da lógica. Vemos que a roubalheira realmente é de abalar a Nação. Esta investigação não é uma virtude do seu governo, como faz parecer crer a presidente, até porque o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), já havia alertado o presidente Lula das irregularidades quando Dilma era da Casa Civil. E nada fizeram. Se o Brasil vai mudar agora não se sabe, mas tomara que sim, para o bem das próximas gerações.
 
Maria Tereza Murray  terezamurray@homail.com
São Paulo

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CASCATA FEDERAL

Toda vez que o excelente trabalho da Polícia Federal leva à prisão envolvidos em roubos bilionários, como este em que a Operação Lava Jato prendeu executivos e donos de empreiteiras, a presidente Dilma Rousseff alega empenho de seu governo no combate à corrupção. Ela só não explica quais os motivos que levaram seu partido e sua base aliada a se empenharem tanto em inviabilizar várias CPIs no Congresso propostas desde 2005 pela oposição para evitar que a Petrobrás chegasse ao vermelho do PT.

Peter Cazale Pcazale@uol.com.Br  
São Paulo 

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LULA SUMIU

O sorriso de Dilma na reunião do G-20 na Austrália mostra tudo. Parece mais uma careta do que sorriso. Será medo de que o tal impeachment pedido nas ruas venha a se confirmar depois das novas prisões da Polícia Federal? Prender assessor do assessor é fácil. Eles foram programados para levar a culpa. Mas prender donos de construtoras é outra coisa, e com certeza não sobrará pedra sobre pedra. Só falta também distribuir as investigações para outras estatais, com as quais tais empreiteiras também têm projetos. Aí estará evidenciado que o PT subiu ao poder para roubar e se perpetuar no poder. A democracia nunca foi a intenção deles. Onde será que está a tal “verborragia do mentor” nessa hora? Sumiu? Pelo jeito Lula não acha plausível apenas roubar banqueiros, mas o povo brasileiro também. Cadeia para todos sem exceção! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SE ARREPENDIMENTO MATASSE

O tucano Aécio Neves perdeu a disputa presidencial por pouco mais de 3 milhões de votos, uma margem absolutamente desprezível diante do universo de quase 143 milhões de pessoas que compõem o eleitorado brasileiro. Durante a campanha, Dilma, Lula e João Santana colocaram o adversário como o inimigo dos pobres e traidor da Nação, além de outras delicadezas. Só faltou dizerem que o mineiro era adorador do capeta, o que não seria muito conveniente, pois do coisa ruim quem entende mesmo é a presidente... ou não foi ela que até já admitiu fazer “o diabo” para ganhar a eleição? Ademais, a campanha se encarregou de mostrar que isso era uma ameaça verossímil, e não apenas mera bravata. Pois bem, e se a eleição fosse hoje? Qual seria o resultado? O que diriam as urnas depois da divulgação dos aumentos de juros, tarifas elétricas, combustíveis, desmatamento e do número de miseráveis no País? A maioria ainda votaria no governo que promoveu um rombo recorde nas contas públicas e nas contas externas, e ainda expôs a maior empresa brasileira a um vexame de proporções literalmente globais? A presidente petista seria reconduzida ao cargo mesmo diante das cada vez mais clamorosas evidências de que, junto com seu tutor, sabia da roubalheira na Petrobrás, como afirmou o “Estadão” em brilhante editorial publicado na sexta-feira? Ela ganharia depois que Renato Duque, camarada do chefão petista José Dirceu, foi preso pela Polícia Federal, órgão, aliás, que quando atua com independência o faz por obrigação constitucional, e não pela boa vontade dos poderosos de turno? É evidente que as investigações na Petrobrás seguem a todo vapor não por causa do seu governo, mas apesar do seu governo – afinal, as manobras do PT para esvaziar a CPI sobre a estatal falam por si. A maioria dos eleitores, hoje, pesaria isso tudo quando estivesse diante da urna? Pelo voto que dei em 26 de outubro, não tenho motivos para reclamar. Mas suspeito que, passadas três semanas da eleição, muita gente deve estar pensando: se arrependimento matasse...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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ESPERANÇA

Rezemos para que a até certo ponto surpreendente ação da Polícia Federal que resultou na prisão de altos executivos de empresas corruptas e corruptoras marque o início de um processo que permita ao País livrar-se das convulsões estrepitosas que o acometem desde o mensalão e comece a trabalhar dentro de um clima de relativa normalidade a fim de que os graves problemas que estão à porta clamando por soluções sejam encarados e resolvidos. Inadmissível é a continuação da presente paralisia imposta por situações anômalas que impedem o entendimento mínimo entre as componentes do poder em prol do povo brasileiro, que deveria ser o grande beneficiário das disputas políticas. Esperemos ardentemente que a esperança, sepultada tão cedo no período petista, renasça o quanto antes e se transforme em virtuosa fênix.   

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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NUNCA ANTES...

A presidente, na Austrália, na reunião do G-20, e o Brasil ardendo em chamas, explorando os verdadeiros achaques dos cofres públicos, favorecimentos e medindo o corruptômetro que bate recordes jamais vistos na história da República. A dimensão é surpreendente e a cidadania está segregada, o País navegando em mares bravios, a crise batendo de frente e nada de governabilidade, as circunstâncias nos impelem a dizer que sem a reforma ética e moral o Brasil afunda em crises de credibilidade e confiança, envergonhando a sociedade civil com esquemas e maltratando o dinheiro público. Que a Justiça vá fundo e coloque todos os responsáveis nas prisões, e que eles devolvam aos cofres do Estado o que sugaram.
 
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br  
São Paulo

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LAMBUZADOS

Corrupção sempre existiu em nossa história, mas não nessa escala. Diz um velho provérbio: “Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br  
Atibaia

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ELES VÃO DRIBLANDO

Nunca se roubou tanto ne$te país. Há quem diga que é endêmico no Brasil desde a sua descoberta. Embora o ato de roubar R$ 1,00 real ou R$ 1 milhão seja injustificável e o crime seja o mesmo, roubar do erário é por demais grave e causa enorme prejuízo à população, que já não tem os seus direitos respeitados. Quanto maior o roubo, mais fácil se torna a corrupção, que, para não ser descoberto, vai “comprando” coniventes políticos e inclusive membros do Judiciário. Alguma duvida? Enquanto eles vão driblando, o povo brasileiro e o País vão se afundando na impunidade geral. É a no$$a triste realidade.
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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O RECIBO DO POVO

Esta Operação Lava Jato está mostrando o esgoto fétido a céu aberto que corre pelo País. Bilhões e bilhões de reais de corrupção, num país faminto e miserável. E a presidente Dilma não sabia de nada. Ninguém se abala no governo ou no Congresso. Agem como se nada estivesse acontecendo. E o que o povo faz? Nada. Uma insignificante reforma no Congresso, reconduzindo a maioria dos parlamentares. Deixaram de fora uns gatos pingados. Como esperar alguma reação, se o comportamento do povo nas urnas foi de reconduzir a maioria? Passaram recibo. Parece que devem estar satisfeitos por não terem saúde pública decente, escolas públicas de qualidade, saneamento, transporte público, moradia, etc.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PÉ-JUNTO

Na Petrobrás a roubalheira corria solta. “Lulla” nunca soube de nada. E dona Rose confirma. Se precisar, em juízo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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RELAXAR E GOZAR

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de olho naquela vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), defende Dilma Rousseff dizendo que ela mandou continuar a investigação da Operação Lava Jato, doa a quem doer. Pergunto ao ministro: o que mais ela poderia fazer nesta altura do campeonato? Se não há mais a menor chance de colocar panos quentes, como foi feito na CPI controlada pelo governo, a única solução é mandar seguir o enterro, relaxar e gozar, conforme aconselhado por sua “amiga” Marta Suplicy.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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LAMPIÃO DE GÁS

Ministro Cardozo, “doa a quem doer” só será uma pós-farsa quando chegar ao poste e seu notável no-break.

Luiz E. G. Barrichelo legbarri@gmail.com
São Paulo

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TIRO NO PÉ

O ministro Cardozo e Dilma tentaram intimidar a Polícia Federal e a resposta foi fatal: surgiram 27 mandados de busca e apreensão e mais 6 ordens de prisão. Isso é o que eu chamo de um verdadeiro tiro no pé.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br  São Paulo

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BLINDAGEM OFICIAL

Depois de mandar investigar delegados por expressarem opiniões desagradáveis, só falta o Zé da Justiça advertir o juiz Sergio Moro.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com 
Presidente Epitácio 

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DELEGADOS INVESTIGADOS

Ministro José Eduardo, mandar investigar delegados da Polícia Federal só porque estão prendendo e investigando corruptos? Onde está seu caráter? O senhor virou um pau mandado do governo PT e deixou de lado os valores morais? Ou nunca os teve? Se isso é atitude de ministro da Justiça, o que esperar dos demais?

Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com 
São Paulo

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IMPASSE

Fernando Henrique Cardoso tem razão: tem de sentir vergonha e de respeitar a Constituição. Mas isso não é a verdade toda. Não cabe suportar um governo causador de vergonha para a Nação. Nos países com sistema democrático-parlamentarista, teria havido um voto de desconfiança com mudança de governo.  Um impeachment, por ter criado uma situação insustentável, seria uma inovação. Mas não tiraria o PT/PMDB do poder. Trata-se de um impasse não previsto na Constituição.
 
Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

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SEM CONDIÇÕES

Não há mais as mínimas condições técnicas e morais para a sra. Dilma Rousseff continuar presidente do Brasil. Pelo tamanho da rede de corrupção descoberta pela Polícia Federal na Petrobrás, não é possível que ela de nada sabia. Não há mais condições! Dilma era a presidente do conselho daquela empresa quando houve a compra da Refinaria de Pasadena, um exemplo crasso de superfaturamento, um escândalo; não há mais condições pelo descalabro com a coisa pública e pela tentativa de desfigurar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) junto com seus abutres; etc. Motivos para o impedimento da sra. Dilma Rousseff não faltam. Faltam políticos, principalmente peemedebistas, que sobraram quando o presidente da hora era o sr. Fernando Collor de Mello, que por muito, mas muito menos mesmo sofreu o impeachment. Mas desta vez estão com o rabo preso, na mesma nau que o PT nos escândalos da Petrobrás. E eu, cidadão comum, vejo o meu país indo para as profundezas abissais da incompetência, da insolvência, da esperteza e da corrupção. Aceitamos as urnas, mas não dá mais para aceitar uma presidente que em seus primeiros dias de mandato continua a afrontar os princípios democráticos e da boa gestão pública. 

José E. Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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IMPEACHMENT DOS BONS

Por muito menos Fernando Collor foi defenestrado. Mas cadê gente para enfrentar o exército petista? Está chegando o momento em que vão decretar o impeachment dos brasileiros que carregam o piano.
 
Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br 
Teresópolis (RJ)

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ONDE ESTARÁ A FIAT ELBA?

Será que desta vez, com todo o trabalho da Polícia Federal, aliado ao pânico das empresas de auditoria para validarem números claramente manipulados nos balanços da Petrobrás, estamos próximos a achar aquela Fiat Elba? Ressuscita, Brasil!

Ariovaldo Marques arimarques.sp@gmail.com 
São Paulo

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CRISTAL QUEBRADO

O governo PT perdeu o respeito da maioria dos brasileiros. O cristal quebrou e nunca mais será o mesmo. Só nos resta que eles aos poucos saiam da política e da vida pública, entregando seus cargos a quem represente com dignidade o povo brasileiro.            

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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SEM SAÍDA

Governo Dilma, o último que ficar apaga a luz.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo 

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IMPEACHMENT, SIM OU NÃO?

Como tucano de carteirinha, tenho a maior admiração pelo nosso governador, Geraldo Alckmin, e desde muito tempo sinto como ele fica encastelado, distante da voz das ruas, longe do povo, que é o maior sustentáculo e o principal objetivo de um governo. Ao dizer que é totalmente contrário ao impeachment da presidente Dilma, ele está muito distante do pensamento de 48 milhões de brasileiros. Se a polícia e a Justiça provarem que a mesma tinha conhecimento, e não é possível dizer que não tivesse, do que ocorria na Petrobrás, sobrarão motivos legais para o impeachment, e ele, como líder dos paulistas, deverá conduzir nossa bancada no Congresso para a aprovação dessa medida, para o bem do País.

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com 
São Paulo

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AINDA POUCO TRABALHO

Custa acreditar no que vem acontecendo no País. Dilma, acorde! Você “ganhou” a eleição, o que está esperando para começar a governar?
 
Ricardo Moreira motodesp@uol.com.br
Santos

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OPORTUNISMO E POLITICAGEM

No encerramento da relação entre Marta Suplicy e Dilma Rousseff, quem disse para quem “relaxe e goze”? Mas concordo com os leitores que acreditam ser uma manobra de Marta para recuperar eleitores paulistas para concorrer à Prefeitura de São Paulo. Xô!

Victor Hugo
São Paulo

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A SITUAÇÃO DE MARTA

Recado a dona Marta Suplicy: o que foi que a senhora sugeriu a quem estivesse em apuros, não tivesse saída e não gostasse da situação? Então, dona Marta, agora a senhora relaxe e goze.
  
Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 
São Paulo

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ADIB JATENE (1928-2014)

Merece as nossas homenagens o dr. Adib Jatene (1928 – 2014) , um dos maiores cirurgiões cardíacos do Brasil de todos os tempos, ao lado dos drs. Eurípedes Zerbini e Waldir Jazbik. Adib Jatene saiu de Xapuri, no Acre, para o mundo. Dedicou sua vida à Medicina e é um exemplo de dedicação, talento e competência e referência do melhor exercício da Medicina para as futuras gerações. Um gigante. Descanse em paz.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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A morte do cardiologista Adib Jatene por enfarte agudo do miocárdio é uma dessas agudas ironias da vida que não se consegue explicar nem entender.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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Acreano de Xapuri, generoso por vocação, Adib Jatene se despede, aos 85 anos de idade, deste Brasil que muito amou. Como cardiologista dos mais reconhecidos, pioneiro que foi na operação de ponte de safena no País, e de outras 20 mil cirurgias feitas em toda a sua brilhante carreira. E como ministro da Saúde de FHC, também lutou muito para melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes nos hospitais públicos. Inclusive sensibilizou a nossa sociedade para a aprovação no Congresso da CPMF, objetivando aumentar os recursos para a saúde. Adib Jatene fará muita falta para esta terra tupiniquim, apesar do grande legado que deixa como médico e do cidadão digno e detentor de um coração de ouro. Vá em paz, mestre Adib Jatene!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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Depois de dedicar-se a vida toda à cura de corações enfermos, o coração de Adib Jatene decidiu parar. A família enlutada aceite meus pêsames.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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A morte do cirurgião Adib Jatene na noite de sexta-feira (14/11) deixa um vazio enorme na Medicina brasileira e também mundial, por ser um inovador na cirurgia do coração. Comove o amor pela Medicina que tinha esse médico, nascido no Acre em 4/6/1929, que chegou a São Paulo em 1945 com 16 anos de idade, e formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP em 1952. Toda a sua pós-graduação foi feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, sob a orientação do professor Euryclides de Jesus Zerbine. No Hospital do Coração (Incor) ele realizou cerca de 20 mil cirurgias, entre elas a primeira ponte de safena realizada no Brasil. Numa entrevista a uma emissora de TV, há muitos anos, ele falou que tinha um pequeno torno mecânico no fundo da sua residência, onde nos fins de semana ele torneava pequenas peças de próteses metálicas para desobstruir artérias. Na época, uma de suas filhas ficava muito preocupada com que o pai pudesse machucar as mãos, o que poderia dificultar futuras cirurgias. Ele chegou a operar sete pacientes por dia, e as equipes formadas por ele foram responsáveis por 120 mil operações cardíacas. Quando ele perdia algum paciente por complicações durante a cirurgia, ele fazia questão de ir ao velório confortar a família e explicar que ele tinha feito o máximo para que tudo corresse bem. Adeus, Adib Jatene, e muito obrigado pela sua dedicação ao trazer de volta à vida milhares de corações mal tratados e combalidos. Descanse em paz.   

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas

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FALTA DE ÁGUA
 
O problema da falta de água no Brasil, em particular em São Paulo, passa por um mau trato na natureza pelo homem. Somos dependentes da chuva e o clima somente está equilibrado quando a natureza está em harmonia. Destruímos as matas, poluímos o ar e a água e a mãe natureza responde com a falta de água. A solução é longa e requer uma tomada de consciência de todos. O Nordeste deve tratar a natureza com tecnologia própria do semi-árido. São Paulo deve parar de poluir e queimar petróleo sem limites. Todos unidos no bem! E o clima voltará a ser equilibrado. Voltando a água e o ar limpos.
 
Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com 
Fortaleza 

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EXAMES SUSPENSOS NA SANTA CASA

Na matéria do “Estadão” de ontem (17/11), que reportava a interrupção de exames na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo por falta de material, o provedor da instituição, que é a mais filantrópica da América Latina, respondeu: “Não está faltando nada, está tudo em ordem, isso (funcionários reportando a falta de materiais) é conversa”. E o clínico-geral do Hospital das Clínicas, ao comentar a lista de exames suspensos, disse que “ninguém vai morrer pela falta de exames”. Inacreditável!

Angela Maria almeidacarneiro@uol.com.br 
São Paulo

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