Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2014 | 02h05

Ministro da Fazenda

Presidente Dilma Rousseff, seus problemas acabaram. Apareceu o ministro da Fazenda ideal: Romero Jucá. Se apenas mudando uma palavra na lei ele conseguiu transformar um déficit primário de bilhões de reais em superávit, trocando apenas letras ele vai conseguir fazer crescer o PIB, zerar a inflação e fazer com que a nossa economia fique igualzinha àquela da propaganda do PT. É só nomeá-lo e correr para o abraço do povo.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Meta de resultado...

Virou bagunça mesmo. Não há mais a obrigatoriedade de meta de superávit, agora é meta de resultado e, como tal, pode ter déficit ou superávit. Pois é, quando o PT era oposição defendia a meta de superávit, agora como governo... Deixa pra lá.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Orçamento variável

Já pensou se todo trabalhador pudesse, a exemplo do governo, alterar seu orçamento cada vez que ficasse no vermelho? Eu seria das primeiras a pleitear.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Mudanças na LDO

Mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) depois de esse desgoverno petista ter cometido o maior rombo nas contas públicas é o cúmulo da irresponsabilidade e do autoritarismo, coisa de ditador que se coloca acima das leis vigentes. Porém isso só engana os alienados e ignorantes, tal como a taxa oficial de desemprego. O Brasil está na maior pindaíba econômico-financeira, beirando a recessão, mas a taxa de desemprego fabricada pelo IBGE é a menor desde o governo do marechal Deodoro... Só mesmo no Brasil dos petistas e cumpanheros! Assim que o povo brasileiro acordar da comédia do "País da embromação petista", verá que está vivendo na realidade do terror do monstro da inflação.

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

Economia arrasada

A dupla que arrasou a economia do Brasil vai ficar na História, nunca mais serão esquecidos Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega. Parabéns...

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Lava Jato

O governo admite aos poucos a existência de "malfeitos", mas diz que ninguém vai conseguir atingir a Petrobrás denegrindo a sua imagem e que "todos os responsáveis serão punidos com rigor", querendo assumir a paternidade da investigação. Paralelamente anuncia uma boa notícia: o recorde na produção de petróleo. Acha que todos são idiotas?!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Verdades

Como cidadão brasileiro, quero agradecer aos jornalistas José Nêumanne pelo artigo Combate à corrupção não é obra de Dilma (19/11, A2) e Dora Kramer pela coluna Dilma, indevidamente (18/11, A6). Lavaram a alma dos brasileiros conscientes!

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

joaosilver45@gmail.com

São José dos Campos

O jornalista José Nêumanne, além de correto no que escreve, ainda diz mais. Nossa Justiça é absolutamente vesga. Se do "chefe da quadrilha" não se prova que foi parte no butim, ele não é culpado, mesmo que comprovadamente seja o chefe de fato. Eta, paisinho de leis e governos nanicos! Israel estava absolutamente certo.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

PeTrolão

Agora entendo por que nosso ex-presidente que um dia disse que o Congresso Nacional tinha 300 picaretas com anel de doutor defendia com unhas e dentes a não privatização da PeTrobrás. Com novas revelações e delações diárias, os bancos e consultorias tentam estimar a real perda, se é que isso será possível, da empresa outrora listada entre as maiores do mundo. Sem analisar a fundo os números, se a empresa tiver de reconhecer R$ 21 bilhões de perdas, ou seja, US$ 8 bilhões aproximadamente, temo que ela se veja numa situação de insolvência e acabe sendo privatizada, se é que alguma empresa internacional séria se candidate a fazer a chamada due diligence e tente estimar o possível passivo, em todos os níveis - fiscal, trabalhista, contábil, etc. E pensar que, em teoria, teremos mais quatro anos do mesmo... Realmente, é assustador o cenário, pra dizer o mínimo!

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Aperto

A Petrobrás está enfrentando aperto financeiro e precisa de R$ 2 bilhões, justamente quando os seus dirigentes desviaram R$ 21 bilhões...

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Sem inocentes

As evidências são "estarrecedoras". O chamado petrolão tem lugar garantido no Guinness dos malfeitos. O caso exige investigação e punição dos culpados. Nenhuma novidade até aqui. Para os investigadores, mais uma tarefa: descobrir, para efeito de dosimetria das penas, se as empresas acusadas foram de fato chantageadas, tendo de enveredar pelo caminho do crime para serem contempladas com contratos. É um enigma da coleção "quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?", ou "praticaram a corrupção ativa obrigadas ou por (de)formação moral e ganância?". Não há inocentes nesse jogo sujo.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

O cartel

Os empreiteiros presos na Operação Lava Jato defendem-se dizendo que houve extorsão feita por políticos com ameaça de perda de obras a serem contratadas caso não pagassem propina, do que não duvidamos. Mas por que, então, em vez de formarem cartel para determinar que empresa ganharia futuramente a licitação dessas obras, não formaram cartel para recusar o esquema criminoso? Unidos poderiam ter vencido o intento inescrupuloso dos políticos enredados eternamente em casos espúrios. E teriam dado contribuição inestimável ao País, que também é deles!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Hoje, 20 de novembro, comemoramos o Dia da Consciência Negra. Data para uma reflexão profunda sobre nossas raízes, sobre a importância de reconhecermos que somos um só povo. Nossos negros, com índios e brancos, formam o povo brasileiro, com todas as misérias e riquezas, alegrias e esperança de uma nação para todos que aqui vivem e sonham com um só Brasil. Se perdemos a nossa memória histórica, como um bem público que deve ser preservado, perdemos todas as referências.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com 
Campinas

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VALORES NACIONAIS

Posso antever que os jornais de hoje estamparão várias reportagens sobre o Dia da Consciência Negra. Muito justo! Só lamento que outras datas, tão ou mais importantes para a sociedade, em especial para a formação dos jovens, tais como o Dia da Bandeira e o Dia da Proclamação da República, só para citar duas recentes, passem absolutamente em branco. Nenhuma menção. Como estimular os valores da nacionalidade, se a imprensa não lhes dá atenção?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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PESO NA CONSCIÊNCIA

A consciência negra de corruptos e corruptores tem sacudido o Brasil com notícias as mais apimentadas possível, sobre os desmandos e desvios nas grandes estatais. Esses maus brasileiros, que carregam escuridão na sua consciência e advogam a Lei de Gérson, devem receber suas punições e pagar a peso de ouro o rombo causado nas contas públicas.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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A PF E O ERRO MATERIAL
 
“Polícia Federal (PF) afirma que errou ao envolver atual diretor da Petrobrás em escândalo”. Em Direito, erro material é a inexatidão desimportante (um número despropositado, uma data descabida, etc.). Dizer que erro material conduziu à ampla divulgação do nome do atual diretor José Carlos Cosenza como envolvido nos atos ilícitos da Petrobrás tem duas consequências extremas: 1) o citado pode reclamar uma exemplar indenização por danos morais; ou 2) forças superiores e ocultas agiram novamente na história do Brasil. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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NOVA DIRETORIA

Os eleitores que disseram não ao governo do PT agora, nas eleições de 2014, estão ansiosos para conhecer os membros da nova diretoria de Governança Corporativa e Compliance que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, pretende criar na estatal. Estamos sentindo o cheiro de mais uma manobra para amarrar as investigações que a Polícia Federal está desenvolvendo sobre as ilicitudes que aconteceram e continuam acontecendo na empresa.  
 
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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GRAÇA FOSTER

A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, defendeu em entrevista no Rio de Janeiro que são necessárias “informações avassaladoras” de crimes para justificar o encerramento de contratos com fornecedores suspeitos de corrupção, como empreiteiras. Se as delações à PF, do doleiro, do diretor de distribuição da Petrobrás e dos donos das empreiteiras, entre outros corruptores e corruptos, não são “avassaladoras” para essa senhora que ocupa a posição de presidência da companhia desde 2012, parece-nos que tal quais os governantes, pretende diminuir a importância dessa verdadeira devastação dos cofres da maior empresa do País. Os brasileiros estão enojados e envergonhados pelo desempenho dos dois últimos governos do Brasil, que não mostraram o menor empenho em cuidar de um patrimônio publico tão valioso para todos. Por mais que se empenhem, não dá para acreditar.
 
Leila E. Leitão
São Paulo

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PROMESSAS VÃS
 
José Dirceu, quando ministro-chefe da Casa Civil, bradava aos quatro cantos que “o PT não rouba nem deixa roubar”. Ora, o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, preso pela Operação Lava Jato, foi indicado por Dirceu e será investigado por ter enviado muito dinheiro de propinas para o exterior. Lembrar ao ex-ministro Dirceu que prometer e não cumprir é uma falta muito grave. É verdadeira traição a quem confiou, pois frustra expectativas. Certos petistas que se proclamavam arautos da moralidade estão agora em maus lençóis em razão desta criminosa ação de desvios de dinheiro da nossa ex-prestigiosa estatal. Falar sempre foi muito fácil. Promessas não cumpridas são marca consagrada de políticos de nosso país.
   
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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FERNANDO BAIANO

Quando um “mula” é pego pela polícia, ele sabe que, se denunciar o chefe da boca, corre sério risco de morrer. Por outro lado, se ficar calado, pode pagar o pato sozinho e mofar na cadeia. No caso da Petrobrás, os quadrilheiros têm a mesma filosofia. Se ficar calado, pega sozinho 30 anos, como Marcos Valério. Se abrir o bico, morre, como Celso Daniel.
 
José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com    
São Paulo

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DEFESA DA PETROBRÁS

Dilma Rousseff saiu em defesa da Petrobrás e declarou que não se pode condenar a empresa. É óbvio que não. A Petrobrás é uma pessoa jurídica, um ser que existe no papel e não tem condições de fazer nada sem a participação das pessoas físicas que a administram. Estas, sim, são as grandes culpadas dos desvios ocorridos na empresa e merecem ser condenadas. Mas só para lembrar e não deixar barato o discurso de Dilma, todos eles foram colocados lá pelo PT ou por partidos da base do governo dela.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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O QUE DIZ A PRESIDENTE

Definitivamente, dona Dilma pensa que todos os brasileiros são ignorantes e palhaços. Para quem venceu uma eleição com uma insignificante diferença de apenas 2,5% dos votos válidos, deveria medir bem suas palavras. Salvo se ainda pensa como nos tempos que empunhava armas de grosso calibre e atemorizava, pela violência, pobres guardas, vigilantes bancários e cidadãos comuns. Pois é, agora, numa cara de pau fenomenal e hipocrisia sem tamanho, diz no outro lado do mundo – na Austrália – que o Petrolão é o primeiro escândalo investigado da nossa história. E pensar que essa é a presidente do Brasil.

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 
Rio Claro

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RASGANDO O VERBO

A presidente Dilma me deixa pê da vida. Até alguns dias atrás, não havia corrupção, mas agora ela se apropria do combate à corrupção. Haja saco! Até os ácaros das cortinas dos palácios sabem que a corrupção tem a cara dela e de Lula. Os dois são os principais beneficiários da grana roubada da Petrobrás, do BNDES, da Eletrobrás, da CEF, do BB e... Falta a nós, brasileiros, coragem para reagir na devida proporção, sem essa de resolver no voto, porque aqui isso não funciona.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br  
Batatais 

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‘COMBATE À CORRUPÇÃO NÃO É OBRA DE DILMA’

Gostaria de cumprimentar José Nêumanne pelo artigo “Combate à corrupção não é obra de Dilma” (19/11, A2) e também mencionar alguns pontos adicionais para que se faça uma limpeza no Brasil. Quanto à presidente do Brasil, não tenho visto ninguém mais lembrar do caso Erenice. Para mim, trata-se de fato lapidar, pois as impropriedades efetivadas por esta senhora se deram quando ela estava "debaixo do nariz" de Dilma. Como esta senhora tem o desplante de se colocar como a incentivadora de investigações? Depois disso, ministros herdados de Lula, pegos em corrupção, foram defenestrados do governo Dilma, mas alguns meses depois os mesmos voltaram, ou puseram seus prepostos nos mesmos postos dos quais foram destituídos. Como ministra da Energia, como ministra da Casa Civil e como presidente do Conselho da Petrobrás, Dilma sempre disse que não sabia de nada do ruim que acontecia e aconteceu. Além disso, no caso Rosemary, nada, absolutamente nada foi feito dentro do governo a título de investigação e aplicação de responsabilidade-punição. Deus queira que a Polícia Federal esteja evoluindo e traga luz aos fatos. Importante sabermos por que ela era conhecida como Rose dos diamantes. É muita cara de pau. Ou incompetência total. Inadmissível que as coisas aconteçam debaixo dos olhos dela, e nada acontece. Nenhuma demissão, nenhuma recuperação de ativos. Ela então deve ser processada por irresponsabilidade (prevaricação nas funções desempenhadas). Indo a outro ponto do artigo, gostaria de me referir ao caso Celso Daniel e, de carona, colocar o caso de Toninho do PT de Campinas. Entendo e concordo com a crítica de Nêumanne aos representantes do PSDB, que, como governo do Estado de São Paulo, também nada fizeram. Ocorre que já ouvi manifestações de que ambos os casos foram chamados pelo governo federal, ainda ao tempo do analfabeto, e o governo de São Paulo nada mais poderia fazer. Louvável se o articulista esclarecer isso. Se ficar comprovada a incompetência do governo de São Paulo, deveríamos iniciar movimentos para que ambos os casos sejam esclarecidos, pois em ambos, pelo que corre à boca pequena, seriam atingidos muitos figurões do PT, talvez não deixando pedra sobre pedra. Seria bom fazer uma consulta à viúva de Toninho. Essa senhora não se conforma com o que deixou de acontecer em relação aos motivos e responsáveis pelo crime. O Andinho, a quem foi atribuída a responsabilidade, não teria motivadores para fazer o que foi feito e da forma como foi feito, sem estar patrocinado por alguém da política. Sugiro uma consulta ao site http://www.quemmatoutoninho.org/ para ter mais visão da cruzada que a pobre viúva ainda desenvolve na esperança de esclarecimentos.
  
Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 
Campinas

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PETROLÃO

Não há a mínima necessidade de investigação para juntar o fio da meada. Por qual razão o público e notório operador da roubalheira institucional do PT, sr. José Dirceu, nunca se preocupou em indicar ninguém para uma diretoria do tipo Recursos Humanos? Muito simples, porque lá não rola nada. O que se deduz é que o PT tem como política esse tipo de atitude e é humanamente impossível não depreender que o todo poderoso do partido não estivesse a par de tudo. 

José Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br 
Santos

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EXPLIQUEM-ME!
 
Considerando que a teoria do domínio do fato tornou-se fundamento para imputar responsabilidades, por que somente os presidentes de empreiteiras estão sendo presos? E a presidente Dilma, ex-ministra de Minas e Energia, ex-presidente do Conselho da Petrobrás, ex-chefe da Casa Civil e atual presidente do Brasil? Será que ela é tão incompetente a ponto de desconhecer esses fatos, mesmo tendo convivido intimamente com a área petrolífera por tanto tempo? No mesmo sentido, e o farfalhão Lula? Expliquem-me!
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto
   
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DILMA NO CONSELHO

Fado predileto de Dilma sobre suas atividades na presidência do Conselho de Administração da Petrobrás: “Nem às paredes confesso”.

Roberto Twiaschor  rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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O ABRAÇO NA PETROBRÁS

Alguém pode informar onde anda o cidadão que algum tempo atrás convocou uma cambada para abraçar o prédio da Petrobrás? Tenho a leve impressão de que também “elle” se afogou no mar de lama. Mas aviso: um dia terá de aparecer, e então terá de se explicar.
 
José Roberto Palma palmapai@ig.com.br
São Paulo

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O SILÊNCIO DE LULA

Por onde será que anda Lula da Silva? Com seu silêncio sepulcral, parece que está com medo de aparecer e que alguma coisa seja atirada para cima dele no episódio da Operação Lava Jato, conhecida como Petrolão. Ou será que ele está cuidando pessoalmente da defesa do caso de Rosemary? Como nunca na história deste país, um ex-presidente nunca esteve tão ocupado com coisas da República! Enquanto isso, nossas crianças e adolescentes são enviados para a Venezuela a fim de fazerem treinamento sobre a implantação do bolivarianismo, e ninguém dos Direitos Humanos deste desgoverno fala nada. Ou vão dizer que também não sabiam de nada?

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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SABIA OU NÃO SABIA?

As pessoas razoavelmente informadas estão cansadas de saber dos desmandos e das roubalheiras (digo malfeitos) nas estatais. Se a presidente não sabia de nada, ou está muitíssimo mal informada ou é incompetente para conduzir o País.

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com 
São Paulo

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PIADA DE MAU GOSTO

Reparem no “Fórum dos Leitores” do “Estadão” de ontem: 90% das cartas denunciam fatos de corrupção no atual governo, passiveis de impeachment, sem que alguém de direito tome atitude. A sra. Dilma declara que "as empresas que praticaram atos de corrupção pagarão por isso". Que piada de mau gosto! Os corruptores solicitando propinas, falando o contrário. Se a presidente sabia da corrupção, era conivente; se não sabia, era incompetente. E se sabia e fingia?

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com 
São Paulo

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JUÍZO FINAL

Será que Dilma Rousseff fez o diabo nas eleições, para não perder o foro privilegiado?
  
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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‘O ESTRANHO MUNDO DA PRESIDENTE’

No editorial do “Estadão” de 14/11, com o título “O estranho mundo da presidente”, ficou muito claro o despreparo da presidente, em entrevista em Doha. Perante o G-20, ela não sabia que eram 19... Depois, comparou as contas públicas em face das 17 das 20 maiores economias, que estão em situação de déficit e nós estamos no zero, nem superávit nem déficit, entre outros desastres. Assim, conclui o editorial: “Há motivos muito fortes de inquietação, quando uma presidente reeleita para mais quatro anos se mostra alheia a esse mundo, sendo certo que, desta vez, é verdade: ela não sabe mesmo”. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br
São Paulo

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AS SÍNDROMES DE DILMA ROUSSEFF

Não será a primeira vez que descrevo a minha percepção sobre a presidente da República – há anos seu comportamento fica aquém do cargo na administração federal, ou, melhor, de qualquer cargo público ou privado. A presidente tem duas síndromes crônicas: Déficit de Inteligência Emocional (DIM) e Déficit de Neurônio (DEN). Além disso, penso que foi parida pelo falecido Brizola e nutrida pelo Lula. Pensa e fala como Brizola (basta examinar antigos vídeos ou textos de Brizola); a presidente age sob a tutela e manipulação de Lula – o que seria inconcebível num país desenvolvido com democracia sendo praticada há centenas de anos, haver um ex-presidente tutelando e manipulando um presidente no cargo, pessoalmente nas dependências da administração federal, por telefone ou por mensageiro. A presidente não usa exatamente a expressão inócua do falecido Brizola, "perdas internacionais", mas utiliza palavras e frases sem nexo aprendidas quando iniciou-se com Brizola – o editorial “O estranho mundo da presidente” também mostrou evidências do comportamento da presidente em público. Se pudesse, recomendaria que a presidente buscasse auxílio médico com um terapeuta – um terapeuta especialista em "mind coaching"; não exatamente somente para o benefício pessoal da presidente, mas, muito mais importante, para o Brasil, para que a presidente da República possa governar com inteligência emocional. Se isso não acontecer, teremos anos negros à frente: uma crise após outra. Como já perdemos no mínimo 12 anos de governo de péssima gestão, se a presidente iniciar uma boa (nem precisa ser ótima nesta fase) gestão depois do dia de amanhã, no mínimo precisaremos de mais dez anos para voltarmos a ter novamente um país com governança e sistema político que sustentem a democracia brasileira. 

Joaquim C. Fernandes jucafernandes@terra.com.br
São Paulo

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ABALO

A incompetência de Dilma prestou um grande serviço à Nação: desestabilizou tanto Lula quanto o PT. Coisa que ninguém havia conseguido até agora. 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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COINCIDÊNCIAS

Já tivemos no passado um caçador de marajás, que, com esse lema e com a promessa de acabar com a fera da inflação com um único tiro, conseguiu ludibriar eleitores e se elegeu presidente da República. Fernando Collor. Não caçou nada, a fera continuou solta, confiscou a poupança e sofreu impeachment, graças a denúncias de corrupção feitas por um parente próximo e por um motorista que o “dedurou” pela “carroça” (como Collor se referia aos carros da época) que recebeu de presente. Eis que agora surge uma caçadora de corruptos, a presidente Dilma Rousseff, que tomou para si a glória da prisão de poderosos empresários, cujo mérito é da Polícia Federal e do Ministério Público. A inflação a presidente tem combatido com tiros de festim, por isso nem enjaulada consegue mantê-la. As coincidências são grandes nos dois governos: a mesma empáfia, a mesma arrogância e as mesmas arapucas, armadas com mentiras, para a caça de incautos eleitores, até um impeachment não está fora de cogitação. Vamos orar para que as coincidências não parem por aí e surja um herói que acabe com essa patifaria.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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O JUIZ SÉRGIO MORO

Está acontecendo algo inédito entre nós, brasileiros. Estamos envergonhados com a avalanche de escândalos de corrupção; primeiro, o mensalão, que condenou praticamente a cúpula do PT, agora, o ataque atingiu a nossa maior empresa, a Petrobrás. A lista dos envolvidos já é conhecida, principalmente as empreiteiras, que também participaram do esquema de corrupção no governo do ex-presidente Collor. Ao mesmo tampo, sentimos orgulho de ter um juiz como o sr. Sérgio Moro, competente, corajoso e íntegro. Enfim, em meio a tanta tristeza, um raio de luz no nosso horizonte.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ESTÁ TUDO ERRADO
 
Nos EUA, por causa de um grampo telefônico, o presidente Nixon, para escapar do impeachment, renunciou. No Brasil, na compra de votos de congressistas, um simples “não sabia de nada”, e a inexplicável proteção pelos envolvidos, foi suficiente para escapar do impeachment e sair limpo sem nem sequer ser arrolado no processo. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita os gastos públicos à arrecadação, com a “contabilidade criativa” e o subserviente Legislativo, foi burlada em 2013. Em 2014 a “contabilidade criativa” não consegue camuflar a centena de bilhões de reais para burlar a LRF e o Legislativo está em vias de alterar leis para aceitar a irregularidade, ao invés de providenciar o impeachment. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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IMPEACHMENT E DEMOCRACIA

O Art. 85 da Constituição estabelece os crimes de responsabilidade que podem levar legitimamente ao afastamento do presidente. Portanto, as manifestações que pedem o impeachment de Dilma são democráticas e expressam o sentimento de ilegalidade em muitos dos fatos hoje conhecidos de todos. As manifestações por si não derrubam ninguém e tentar impedi-las é, por sua vez, antidemocrático. Por isso peço ao PT e à mídia que parem de criticar os que se manifestam livremente dessa forma.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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CULTURA DA IMPROBIDADE

Uma sociedade que parece viciada em improbidade: é incrível que em países mais desenvolvidos a mentira de um governante ou uma fraude num trabalho de doutorado levem diretamente à perda do cargo por imposição da sociedade simplesmente porque o representante eleito comprometeu a confiança, enquanto, no Brasil, a mentira da presidente serve de arma de marketing na campanha de reeleição e a oposição não clama – com indignação – por penalização e perda de mandato. Agora a conivência do governo e mesmo o usufruto do PT da corrupção na Petrobrás estão evidentes, mas a comissão no Congresso aprova uma alteração da Lei Orçamentária para desfazer a ocorrência de uma improbidade administrativa. Trata-se de outro escândalo, que a mídia noticia como se fosse "procedimento lícito e normal", algo esperado. Só mesmo a vergonha e a indignação manifestadas nas ruas pela parcela mais instruída da sociedade poderão resultar na superação dos vícios de corrupção e mentira, ou seja, numa mudança cultural.
 
Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com
São Paulo

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A VENEZUELA DE AMANHÃ

Os dois grandes ganhos do pós-eleição: a participação da sociedade, ainda que de forma tímida, na rua, reivindicando o final da impunidade e do assalto à Petrobrás e demais instituições públicas. E a oposição finalmente mostrando a cara. Aécio, Alckmin e FHC marcando o ponto e participando dos principais eventos de protesto contra o governo. Essa combinação de sociedade e líderes, ambos atuantes de forma proativa, já conquistou as Diretas Já e o impeachment de Collor. Agora ensaiam que podem, e na verdade devem tirar o país dessa rota errática que põe em risco todo avanço econômico e social dos últimos 20 anos. Tomemos as frases de que "as consequências das decisões estratégicas de um presidente, quer seja de uma empresa, instituição ou país, só serão notadas como acertadas ou equivocadas 5 a 10 anos depois". E aquela de que um "líder é aquele que te leva a lugares que você não teria chegado sozinho”. FHC nos tirou da hiperinflação, do caos econômico e, consequentemente, social e nos colocou no trilho da prosperidade, da estabilidade. Parecia que finalmente o País deixaria de ter apenas um futuro promissor e assumiria de vez o protagonismo de país emergente. Mas a felicidade não durou muito e o governo dos últimos cinco anos está nos levando para uma instabilidade econômica, um populismo marqueteado pelo verdadeiro presidente João Santana, que nos deixa a certeza que logo, logo seremos uma potência ditatorial como Venezuela e Cuba. Esse é o desejo dos nossos dois últimos líderes presidenciais e nós já estamos sentidos suas consequências desastrosas. Acorda, Brasil! Muda, Brasil!

Jose Roberto Lazzarini Neves jrlazzarini@gmail.com
São Paulo

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POEMETO PARA O PT

“Dizia o sapo ao seu filho / tentando ensiná-lo nadar: Coaxa, meu filho ...coaxa! / E foi de tanto coaxar que ele aprendeu a nadar. / Dizia um sapo barbudo aos seus “cumpanheiros”: Ganhar, ”cumpanheiros”... ganhar! / E foi de tanto tentar que aprenderam a roubar!”

Adriles Ulhoa Filho adrilesfilho@uol.com.br 
Belo Horizonte

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SOLIDARIEDADE

O presidente Fernando Henrique e milhares de brasileiros, como eu, sentem-se envergonhados com o que acontece na Petrobrás. Fico imaginando o que estão sentindo os petistas, não os beneficiados pelas benesses do governo ou pela corrupção, mas os ideológicos, aqueles que acreditaram no discurso da ética e da justiça social. A esse grupo, cujas crenças sempre respeitei, hipoteco minha real solidariedade.

Evelina Holender eveholender@hotmail.com  
São Paulo

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PROTESTO

Exemplo de cidadania seria os petroleiros e eletricitários entrarem em greve para protestar contra o governo que provocou um rombo de R$ 10 bilhões na Petrobrás e na Eletrobrás constatados até agora pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com  
Limeira 

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E AGORA?

Quando o presidente FHC tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax durante seu governo, os petroleiros saíram às ruas para abraçar o edifício-sede da petroleira no Estado do Rio de Janeiro. Mas, agora, com a dilapidação da Petrobrás pelo governo petista, não aparece ninguém para abraçar o edifício e empunhar faixas de “Fora ladrões, o petróleo é nosso!”.
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
São Paulo

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SERIA OU NÃO SERIA?

A Petrobrax privatizada teria sido melhor? Talvez seria!  

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava 

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‘PETROLAMBANÇAS’

Cumprimentos ao colunista Celso Ming (“Petrolambanças”, 18/11, B2) pela claríssima e oportuna análise da atual situação da Petrobrás, imersa na maior depredação e dilapidação de patrimônio público de que se tem notícia na história deste país. Fica cada vez mais evidente a necessidade de privatizar a Petrobrás para que o petróleo volte a ser nosso, do povo brasileiro, e não de meia dúzia de políticos petistas e associados.

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com 
São Paulo

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IMUNIDADE?

Diariamente nos deparamos com cifras absurdas de desvios, enriquecimento ilícito, patrimônio incompatível com salários, etc. Fala-se em milhões, bilhões e por aí vai, então pergunto: cadê a Receita Federal/Imposto de Renda, ou estes casos só valem para os cidadãos comuns? Políticos, cumpanheiros, agregados estão imunes à fiscalização?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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A CONTABILIDADE DA PETROBRÁS

O balanço da Petrobrás respingará lama em muita gente...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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BALANÇO ATRASADO

Hoje aprendi que auditoria é aquele procedimento que atesta que todas as boas práticas contábeis foram aplicadas, inclusive nas falcatruas.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br 
São Paulo

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UNIDOS CONTRA OS CORRUPTOS  

Esse é o foco e o ponto de atração da sociedade em nome do interesse comum a exercer pressão que se faz necessária contra as instituições que não estão cumprindo o seu papel de conduzir os destinos do País sob os pilares do bem-estar coletivo. Advindo da arrecadação justa e aplicação consciente sem desvio de conduta, como assustadoramente se presencia desde a ascensão do PT ao poder. Começou e ainda não acabou com o mensalão do período Lula, que substituiu oito ministros acusados pelas pegadas dos malfeitos, de Benedita da Silva a José Dirceu, passando por Antonio Palocci e Luiz Gushiken, até cartões corporativos e ninharia com tapioca. Nos porões do governo Dilma, os desvios cunharam os malfeitos e marcaram as construções de estádios elefantes brancos. Do neologismo “mensalão” ao “petrolão”. As ruas vão externar o que a sociedade deseja, dar um basta no processo intenso e abrangente de corrupção, apurar, como vem fazendo a Polícia Federal, e que seja fundamento para as ações do Parlamento cobrado com veemência para cumprir o papel importante de fiscalizar o Poder Executivo. Previsto na Constituição: “Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: X – fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;”. Bem como, compete à Câmara dos Deputados (Art. 51) autorizar por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o presidente e o vice-presidente da República e os ministros de Estado, em especial nos crimes de responsabilidade contra a probidade na administração, passíveis da pena de perda do cargo. Importante atribuição do Parlamento, que não exclui o processo e julgamento do acusado pela Justiça competente. As manifestações de rua nesse sentido têm tomado vulto crescente e não devem parar, sob pena cair no esquecimento de mais um malfeito sem a devida responsabilização das autoridades maiores e verificação de enriquecimentos ilícitos. Embora firme nesse propósito, não pode impedir outras manifestações como apelos à intervenção militar, até desaconselhável, para se firmar em objetivo único de sanear a administração pública, apurar a corrupção e punir os responsáveis na esfera política, que é o meio mais rápido de afastar os corruptos dos postos de comando do Estado. Controlam as verbas, corrompem mais e mais e se fecha o círculo da impunidade, quando muito, fisgando bagrinhos e os tubarões livres, leves, soltos e mais ricos. Intervenção militar, entendido como previsto na Constituição, explícita no Art. 142, “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. Sob os holofotes, se aplaude a queda do Muro de Berlin, símbolo fundido com a foice e o martelo dos partidos comunistas, e se quer punir os presidentes do regime militar que impediram que neste país passasse por tais purgatórios e infernos de matança e tentativas de fuga como a História registra com milhões de vítimas por todo o globo terrestre. Chegam ao cúmulo de querer mudar o nome da Ponte Rio-Niterói, denominada Costa e Silva, que a fez tornar realidade. A nódoa sobre as Forças Armadas é mais um capítulo da desconstrução da sociedade já multifacetada nos campos social, político e econômico, da desigualdade regional à insegurança jurídica, com elevado poder do crime organizado e descrédito nas instituições. Ser firme na união do cidadão contra a corrupção, a favor da apuração e, por fim, exigir a punição e o ressarcimento do que surrupiaram; confisco dos bens ilicitamente adquiridos. 

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com  
Campo Grande

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EIKE BATISTA

Pelo que tenho acompanhado, Eike Batista está sendo julgado apenas pela prática de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada na petroleira OGX (rebatizada de Óleo e Gás Participações). Isso feito, como fica a situação de toda aquela “dinheirama” que ele recebeu do BNDES, milhões e milhões de reais? Para o bolso de quem foi toda aquela grana? O Tribunal de Contas da União (TCU) já fez o rastreamento de toda aquela fortuna ou teremos de aguardar a delação premiada após sua prisão?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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PARQUE DOS BÚFALOS
 
Parece-me insano no atual momento de crise hídrica vivida não só por nós, mas pelo mundo todo, que a gestão de Fernando Haddad, em São Paulo, inicie a construção de 3.800 moradias em área de mananciais no Parque dos Búfalos – Jardim Apurá, Cidade Dutra. Obviamente que ninguém é contra a construção de moradias populares, muito pelo contrário, mas tentar resolver um problema criando outro maior não condiz com a postura de um bom gestor público. No passado a falta de zelo com o meio ambiente resultou nas atuais mudanças climáticas, com secas prolongadas, piora da qualidade do ar e escassez de água; agora, nossa geração paga a conta, então vamos tentar entregar um mundo melhor para as gerações futuras, praticando o desenvolvimento com sustentabilidade. Senhor prefeito, com tantos outros lugares para realização de vossa empreitada, por que escolher justamente uma zona especial de proteção ambiental? Ainda há tempo para o senhor não entrar na história como um novo Nero, por favor, salve o Parque dos Búfalos.
 
Renato de Lima Rozenowicz rozenowicz.r@uol.com.br 
São Paulo

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ESTUPROS NA USP

Diante da repugnância que os estupros a que estudantes da Medicina da Universidade de São Paulo (USP) são submetidas, não podemos nos esquecer de que esse comportamento dos veteranos vem de longe. Como adiantou a reportagem do “Estadão” (18/11, A28), é um comportamento que já está arraigado na "cultura" dos estudantes daquela faculdade. Não devemos nos esquecer, por oportuno, do crime ocorrido anos atrás, durante uma recepção aos calouros daquela faculdade, na festa que aconteceu nas dependências do centro acadêmico. Um calouro de ascendência asiática foi encontrado morto, depois da festa, no interior da piscina. Alguns veteranos foram acusados de crime de homicídio, mas, ao fim, foram absolvidos e hoje posam de celebridades, todos médicos de sucesso. O calouro não sabia nadar – teria sido empurrado para a piscina, com outros novatos, ou induzido a atirar-se nas águas, sob coação dos veteranos, depois de levado a embebedar-se. Este registro é uma homenagem aos familiares do jovem morto, por terem a vida do ente querido ceifada estupidamente e o sonho de seus pais frustrado de ver o filho médico. Assim como seus algozes.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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PLANOS DE SAÚDE

Meu convênio há mais de dez anos é a Unimed Paulistana. De uns tempos para cá, médicos foram saindo alegando o baixo valor das consultas (cerca de R$ 25,00), laboratórios e hospitais suspenderam seus atendimentos ao convênio por falta de pagamento. Até quando vamos continuar pagando um plano caríssimo sem direito ao que foi oferecido no contrato? A Qualicorp pode tomar essa medida, cobrando preços exorbitantes dos clientes, tirando os serviços contratados e, quando oferece um serviço, ele é muito pior? Não sei quem pune esse abuso, visto que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem seu papel fiscalizador muito reduzido e nada faz nesse caso, mas, então, a quem recorrer? Qual o órgão que vai ouvir o cidadão pagante de plano de saúde e que atualmente vem sendo enganado e esfolado?
  
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PAZ NO ORIENTE MÉDIO

Quem poderia imaginar que, antes do dia 28 de junho de 1914, um terrorista sérvio pudesse desencadear uma guerra mundial? Antes daquela data fatídica, as tensões já estavam se acumulando e o estopim seria o assassinato do arquiduque Fernando da Áustria. Duas décadas depois, a política de Adolf Hitler polarizou as nações e em pouco tempo o mundo estava mergulhado na Segunda Guerra Mundial, cujo desastre humano sugeria que fosse o último conflito mundial. Hoje, as tensões estão acumuladas de novo numa região crítica. O foco desta vez é o Oriente Médio, onde se podem distinguir três fatores de vital interesse para todas as nações do planeta. Primeiro, sem embargo da energia nuclear de riscos calculáveis, todo o mundo industrializado, como aquele em desenvolvimento, necessita do petróleo do Oriente Médio; segundo, há três religiões que têm suas raízes e interesses vitais na região; terceiro, o uso de armas nucleares é uma possibilidade cada vez maior, se um conflito fugir do controle. No dia 2 de outubro de 1987 comemoraram-se 800 anos da tomada de Jerusalém pelo sultão Saladino (1187). Esse terrível golpe para a cristandade resultou na Terceira Cruzada. Em 1947, a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) decidiu por votação a divisão da Palestina em dois Estados independentes, um judeu e outro árabe, e Jerusalém como zona neutra internacional. A partir daí, a intolerância palestina deflagrou uma hostilidade ao povo judeu a cada dia em que o sol se punha nas colinas de Golã.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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VERÍSSIMO – ‘EM BERLIM’

Como assinante há muitos anos do “Estadão”, espero que ele siga a sua trajetória em defesa da democracia e do direito de opinião e publique este protesto, relativo ao lulopetismo e ao antiamericanismo de Veríssimo (“Em Berlim”, 16/11, C12) – embora ele tenha desfrutado do bem-bom morando nos EUA – e peça urgentemente uma junta médica para analisar se ele está com o juízo perfeito.

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br 
São José do Rio Preto

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O MURO EM PÉ

Sou admirador e leitor voraz daquilo que escreve Veríssimo, apesar de sua "esquerdice" pronunciada. Em seu último artigo na edição de domingo (16/11), ele menciona algumas viagens que fez à antiga Berlim Oriental e suas impressões ao retornar agora à Berlim reunificada. O que ele não menciona, certamente por má-fé, já que deve saber da verdade, é que o povo alemão "ocidental" teve de pagar (e paga até hoje via impostos) para que a outrora Alemanha Oriental se tornasse pujante e moderna. Certamente deve ser por isso que ele diz que a antiga parte oriental de Berlim hoje está melhor do que a decadente parte ocidental. Para a esquerda o Muro de Berlim continua intacto.
 
Roberto Ricci robertoricci@uol.com.br
Embu das Artes

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