Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2014 | 02h03

Novos ministros

Joaquim Levy para a Fazenda e Nelson Barbosa para o Planejamento? Tomara que seja uma boa escolha e com eles o Brasil consiga sair do atoleiro. Porém boa escolha mesmo, um imenso favor ao Brasil e um gol de placa seria Dilma Rousseff fazer uma mistura desses dois nomes e convidar Joaquim Barbosa para a Justiça, uma unanimidade na preferência nacional.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Ministério da Fazenda

Desta vez não será uma pura e simples escolha, indicação ou nomeação, como deveria de ser. Que engrandeceria o convidado. Na atual conjuntura econômica vai ser uma imposição ou intimação. Quantos nomes de expressão já ocuparam essa pasta tão importante para a Nação... É, dona Dilma, a que inversão de valores temos assistido! Quem será o "cristo salvador" disposto a se queimar? Joaquim Levy ou Nelson Barbosa, quem aceitar será "de favor", para não desrespeitar ou perder a amizade (ou o emprego). Se pudessem escolher, certamente eles prefeririam o Ministério da Pesca, é ou não é?

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Por que não Armínio?

Sem novidades: em duas semanas Dilma fez tudo o que disse que Aécio Neves faria se eleito. Só falta reconhecer que é incompetente até para formar um novo Ministério sem a "ajuda" do presidente de fato, que não descola. Então, por que não continuar imitando o PSDB e chamar Armínio Fraga para a Fazenda? E, claro, se ele aceitasse tal fardo, ela que nem pensasse em meter a colher de pau na tigela de cristal que ele, sem dúvida, iria fazer da economia falida que ela deixou (no primeiro mandato).

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Como o Titanic

Dilma estaria estarrecida com a falta de candidatos ao seu Ministério da Fazenda? Depois que alardeou na campanha eleitoral que o Brasil era um país cor-de-rosa, será difícil convencer pessoas competentes e que saibam da real situação econômica a encarar o desafio de um país quebrado e afundado na lama da corrupção. Quem aceitar o cargo sabe que vai encontrar uma bomba. A economia do governo Dilma foi construída tal qual a prepotência do Titanic, considerado um navio inafundável. Mesmo tendo sido avisado do perigo, o comandante do navio ignorou os alertas e o inafundável afundou, matando 1.517 pessoas. Dilma também foi avisada de que a sua economia caminhava para o buraco, mas ignorou os avisos e ainda chamou de pessimistas os que a alertavam para o perigo. Os prejuízos são visíveis: alta dos juros, aumento da inflação, do preço da gasolina, rombo na PeTrobrás que será pago pelos contribuintes e queda na indústria, o que comprometerá o emprego. Tudo isso foi previsto, somente a arrogância de Dilma e a de sua equipe não viram.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Fumacê

Esse papo de equipe econômica para dar confiabilidade ao mercado, abrir investimentos, retomar crescimento, etc., etc., é tudo blá-blá-blá. Fumacê para tapear os economistas de plantão. Tonto quem ainda acredita nas propostas desse governo. Pelas declarações do novo porta-voz econômico, sr. Aloizio Mercadante, em entrevista a Miriam Leitão, está mais do que evidente que não querem mudar nada, vão seguir com a nau da forma que está, não vão atracar em porto algum para reparos. Se afundar, saberão em quem pôr a culpa, como sempre fazem. A máquina está aparelhada, não se trata mais de um ou dois que mandam, o interesse é do partido e das instituições que lhe dão sustentação, não vão mudar a filosofia por que sempre lutaram. Consertar o quê, por quê, para quê, se à vista de quem dirige o Hindenburg estamos em céu de brigadeiro...?

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Caos instalado

Primeiro, a ministra da Cultura pede demissão criticando a presidente; depois, os demais ministros, em massa, põem seus cargos à disposição; agora, o banqueiro que a presidente queria para o Ministério da Fazenda recusa prontamente. Pelo visto, o caos na segunda gestão de Dilma Rousseff já está instalado antes mesmo de começar - e quem paga as contas é o povo brasileiro, com hiperinflação, claro!

CARLOS DA SILVA DUNHAM

carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

Está difícil

As imposições da presidente Dilma para o futuro ministro da Fazenda - como "quem manda sou eu", "sempre ouça o Lula", "o Zé Dirceu ainda é do nosso time", dentre muitas outras - fazem com que ninguém queira topar essa parada. Essa é que é a verdade. Afinal, existem muitos brasileiros competentes para o cargo.

JOSE PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Amadorismo puro

Dona Dilma e mister Lula vieram com a ideia de chamar Luiz Trabuco (para o Ministério da Fazenda). Não funcionou, o banco (Bradesco) disse não. Quem será que virá agora, para destruir o já furado bolso do cidadão? Está difícil, hein? Mas tem o "clube do bilhão", Graça Foster, etc.

HELIO NOGUEIRA

helio.nogueira@icloud.com

São Paulo

Trabuco, fora

Quando até banqueiros estão pulando do barco, é que a coisa está de fato feia.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Paulo

Caixa baixa

De uma coisa, porém, nós temos certeza: se os cofres do governo federal estivessem cheios, não faltariam ministros.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com

São Paulo

Volta, Mantega

Já que a nossa presidenta está com dificuldades de encontrar um ministro da Fazenda, ela deveria reunir-se com o seu patrão, Lula, e o sr. Guido Mantega e convencê-lo a continuar no cargo. Tenho certeza que ele aceita.

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

Sem futuro

Imaginem o futuro do Brics se o PT conseguir a inclusão de Mantega entre seus colaboradores...

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PROCURA-SE UM MINISTRO

A recusa do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, em aceitar o Ministério da Fazenda já era esperada por muitos no mercado, talvez a maioria. Há muitos motivos para os bons executivos de competência reconhecida não aceitarem. Em primeiro lugar, a economia do País está muito ruim, inflação subindo, crescimento quase zero, indústrias fechando, desemprego, enfim, a pior situação possível, além do esperado rebaixamento de nota de agências classificadoras de risco. Chegou-se a esse ponto porque a presidente Dilma, incompetente, interferiu tanto na administração da Fazenda como no Banco Central. Em segundo lugar, consta, por informação de assessores e funcionários do Planalto, que Dilma é uma pessoa de difícil convivência. É um sofrimento para auxiliares e ministros que são recebidos com pouco caso e falta de consideração. A opinião dela é o que vale, ainda que esteja errada. A questão é qual executivo capaz e bem colocado vai querer submeter-se.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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RECUSA

Meus cumprimentos a Luiz Carlos Trabuco. Os acionistas agradecem sua permanência no Bradesco. Mais vale a credibilidade na mão do que um governo indo para o inferno.

Ina Ouang inaouang@gmail.com

São Paulo

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QUEM MANDA NA FAZENDA

Quem diria, Lula, quando na oposição, sempre atacou o modo abusivo e agressivo da atuação dos bancos no Brasil. Agora, no governo, autoriza e determina que Dilma Rousseff convidasse o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para ministro da Fazenda. Mas este recusou, pois não quer meter a mão nesta cumbuca, por saber muito bem quem é que manda no Ministério.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA E OS BANQUEIROS

Na campanha eleitoral, dona Dilma execrou os banqueiros de todas as formas. Disse até que tiravam a comida do prato dos pobres. Como, agora, com a maior cara de pau, ela sondou um presidente de um grande banco para o cargo de ministro da Fazenda? E a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o que achou disso?

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CULPA DO SUCESSO

A presidente Dilma, questionada sobre a dificuldade de nomear um ministro da Fazenda, atribuiu a culpa ao sucesso do pleno emprego.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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O GOLPE DOS SINAIS TROCADOS

A presidente Dilma enviou ao Congresso Nacional mais um projeto de lei que eu qualifico de bolivariano, ou de caráter totalitário. Em qualquer organização minimamente responsável, quando as contas começam a sair do controle, fazem-se cortes de modo a equilibrar as finanças, pois existe responsabilidade. Já a presidente, passando-se por Robin Hood - só que às avessas -, gastou nosso dinheiro despudoradamente, inclusive com não brasileiros (cubanos, africanos, etc.), e, em final de mandato, tenta mudar o resultado econômico de deficitário para superavitário por meio de uma alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). E o povo brasileiro que se exploda mais à frente. Esse partido que tomou o poder há mais de 12 anos e tanto mal já fez ao País, quer pela quantidade absurda de escândalos financeiros, quer pela troca de valores - os morais por amorais, como transformar bandidos condenados pelo STF em heróis -, providencia agora mais um golpe insano e ditatorial ao tentar trocar os sinais do resultado econômico deste ano. Até quando o brasileiro que banca este elefante branco que não o serve, serve-se dele, vai suportar tanta avidez destes desgovernos petistas para consolidar nosso lema de "ordem e progresso" em "bagunça e atraso"?

Artur Larangeira Filho artur_larangeira@uol.com.br

Rio de Janeiro

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MUDANÇA INDECENTE

No mínimo indecente a mudança proposta pelo governo Dilma na redução do porcentual disposto na LDO, para atender exatamente o contrário do que a lei dispõe em metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas para o exercício financeiro subsequente. Não obstante os alertas, que não foram poucos, no governo petista, os primeiros ao desatender a ordem econômica em favor da demagogia aos votos, no desespero infringem textos legais enganando a si próprios e, como de hábito, felizes quanto aos resultados, enquanto a sociedade paga as contas da incompetência, como se não bastassem os extorsivos impostos que em nada retornam, excetuado as bolsas, que a torna hereditária do Estado e em eleitores do corrupto.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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NO LIMITE

Não sei qual será o tom que o deputado Danilo de Castro (PSDB-MG), que chamou de mentiroso o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do projeto que autoriza o governo a fechar suas contas de 2014 no vermelho, dará na comissão mista de Orçamento do Congresso. Esbravejou o senador: "Eu tenho um limite na minha vida. Meu limite é dois palmos. Se vier com carinho, é mais dois palmos de carinho. Se vier com porrada, é dois palmos de porrada. Vossa Excelência escolhe o tom". Espero que o nobre deputado oposicionista não desafine, mas sem se acovardar escolha o tom da cordialidade, seja educado, não seja chulo e mal educado. Apenas mostre ao senador que este projeto é um escárnio, um verdadeiro acinte para quem realmente quer o bem do País. Mostrar fidelidade à inquilina do Palácio do Planalto, que gastou mais do que devia, à nossa custa, é puro estelionato eleitoral, "nunca antes visto na história deste país". É, é, é senador, nós também temos um limite, a paciência, e ela já se esgotou há tempos.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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O PETROLÃO E O GOVERNO DILMA

Discursando na TV, Dilma Rousseff disse que o Planalto não está interferindo para livrar a cara dos indicados pelo PT e pelo ex-presidente das ações sujas na Petrobrás (o dilúvio) nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Dilma e Lula são culpados, porque indicaram pessoas de sua "confiança", os trambiqueiros. Logo, diz-me com quem andas...

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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VALE A PENA?

Não sei por que se tenta salvar a pele de dona Dilma e do sr. Lula pela corrupção na Petrobrás. Afinal, o que são essas duas pessoas? Inventores da vacina Sabin? Por que valeria a pena?

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

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FALA LULA!

Por que o falastrão está tão quieto? Resolveu seguir o conselho do rei espanhol ao colega Hugo Chávez?

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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FISCALIZAÇÃO

Quase R$ 1 bilhão movimentado em dinheiro vivo na corrupção da Petrobrás e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não detectou nada? Mas R$ 50 mil de um tal caseiro foram logo flagrados. Estamos num país justo?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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EU ACREDITO

A troco de que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef delatam comissões pagas por empreiteiras que mantinham volumosos contratos com a Petrobrás, aos diretores Renato Duque, Nestor Cerveró, José Carlos Cosenza e tantos outros agentes políticos, ligados ao PT, PMDB e PP, e ainda propõem a devolução de altos valores em dinheiro por eles recebidos e bens oriundos de corrupção? Seria mentira? Se mentem, não sabem que só têm muito a perder, visto que, não comprovadas as delações, não vão colher nenhum fruto além do aumento da pena a eles atribuídas. Quanto à devolução à estatal de tanto dinheiro, parte em caixa, outra parte depositada na Suíça, nas Ilhas Cayman, entre outras, seria mera colaboração financeira com recursos dos próprios delatores, sensíveis ao estado do caixa da Petrobrás, visivelmente estrangulado? Considerando tanto dinheiro surrupiado dos cofres da Petrobrás a eles destinado, meros colaboradores ou administradores do sistema, qual será o montante total do esquema que envolve o negócio (desvio) e quem é o número um do esquema? O homem bomba, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, será peça-chave do próximo desdobramento da Operação Lava Jato. Por último: assim como no mensalão, ninguém da cúpula do governo sabia de tamanho rombo? Falta muito pouco para aparecerem os responsáveis por tudo isso. Sejam severamente punidos e o total dos recursos, devolvido para investimentos em saúde, segurança e educação do nosso povo. Eu acredito!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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DO MENSALÃO AO PETROLÃO

Será que a Suprema Corte de nossa Justiça continuará a colocar mel na chupeta dos principais corruptos da Petrobrás, como fez com os mensaleiros, quando os condenados foram liberados da cadeia para cumprir e pena em casa. Uma beleza, nem confiscos foram feitos.

Antonio de Souza D'Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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GARFADAS

A operação da PF denominada Juízo Final deveria ser o título da última etapa da investigação do Petrolão, aquela na qual estão envolvidos os políticos e membros do governo, e não o título da sétima etapa, da qual fazem parte executivos de construtoras. Todos praticaram atos lesivos ao País, mas os piores são os que, fazendo parte do governo, enriqueceram ilicitamente por meio das propinas que lhes foram destinadas. Quantas destas "figurinhas" carimbadas mantêm contas em bancos no exterior? Enquanto isso, muitos que tiveram suas economias "garfadas" pelos planos econômicos lançados no passado aguardam uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as diferenças da poupança que lhes são devidas. No governo Dilma certamente isso não ocorrerá, porque, como diz ela, isso quebraria os bancos, o que, como sempre, não é verdade.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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CORRUPÇÃO

Um forte alerta não levado a sério foi minha decepção quando, há nove anos, Roberto Jefferson causou o estouro do "mensalão" sem as consequências benéficas intencionadas visadas por ele. Havia pensado que finalmente iríamos chegar ao fim daquela grave doença nacional, da corriqueira e tão bem tolerada corrupção, levantada por José Dirceu ao esquema a ser seguido e praticado pelo PT. Na verdade, já foi o segundo alerta, após o tão vergonhoso e muito mal disfarçado assassinato do prefeito Celso Daniel, por sinal antes de Lula chegar ao poder. De inúmeros compartilhantes, havia eliminado apenas um único cúmplice. O PT havia afastado depois o inventor do esquema, mas continuou praticando sua invenção. Faltava a esse partido de sindicalistas um homem de elite, de estirpe FHC. A corrupção é, por natureza, de instinto íntimo e clandestino entre um e outro, ou entre poucas pessoas. Nunca deveria e poderia ser partidarizada, pior ainda, entre vários aliados. Dirceu deveria devolver seu diploma de advogado, por ter cometido um erro tão crasso de avaliação. Sair quase incólume de um susto como o mensalão já foi um excepcional milagre. Mas continuar por tantos anos neste mesmo esquema, já uma vez provado falho, foi um descuido previsivelmente suicida, fatal. E, em vez de assumir finalmente sua culpa e pedir perdão à Nação lesada, agora a presidente Dilma, Petrobrás e PT tentam jogar a culpa sobre os delatores dos crimes. Afinal, sem estes crimes, nem delatores haveria, e sem os corruptos, nem corruptores. Ao governo não adianta mais abafar, esconder ou justificar seus próprios crimes. Por tê-los cometido, já se autocondenou.

Gerhard Fink gerhardjfink@gmail.com

Atibaia

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POVO INDOLENTE

É incrível como o povo brasileiro vem se tornando uma massa amorfa, cada vez mais idiotizada pela classe política e - bem a contragosto, tenho de recorrer ao bordão lulista - pelas "elites". Sim, não podemos responsabilizar somente o governo e a classe política pela ignorância do povo. Aqui os mais abastados não investem nada em educação, deixando tudo por conta do governo. Nos países desenvolvidos, é comum os mais ricos investirem na construção de escolas, universidades, centros de pesquisa, etc. E então o que vemos é esta falta de indignação do povão contra todos esses escândalos. A cultura do povo piorou tanto que hoje é difícil de acreditar que Collor e seu bando de amadores foram derrubados pela vontade popular. Não sei qual foi a fórmula mágica utilizada para produzir tanta indolência.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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SANEAMENTO OU PRIVATIZAÇÃO

Está provado: governantes e seus prepostos nas estatais não se corrompem sozinhos. Portanto, que corruptores e corrompidos apodreçam na cadeia. Mas vamos à origem dos problemas: se o modelo estatal atual - sem a presença do Estado - vai continuar, com Conselhos de Administração totalmente descompromissados com a perpetuidade e os resultados financeiros da empresa, nomeando para os cargos de direção quem bem entendem, os problemas vão se repetir seja na esfera federal, estadual ou municipal. Não tem saída: ou se privatiza ou se moraliza. Exemplos de boas estatais nos países do Primeiro Mundo não faltam. Por que o Congresso, em vez das inúteis CPIs, não se aprofunda no exame de uma solução estrutural para o aperfeiçoamento de nossas instituições, deixando-as protegidas da ação de políticos e governantes inescrupulosos? Esse é o verdadeiro sinal - apartidário - que o mercado e o povo esperam do Congresso Nacional. O resto deixa por conta da polícia.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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PARA SANEAR A ESTATAL

Após denúncias, Petrobrás vai criar diretoria de Governança Corporativa. As primeiras medidas a serem tomadas nesse sentido, na área de implementação de projetos de investimentos: 1) Re-enquadramento da Petrobrás nos termos da Lei 8.666, de licitações do setor público, com a variante desburocratizante de ter uma prequalificação permanente para fornecedores idôneos de bens e de serviços, conforme suas respectivas especialidades. 2) Proibição de licitar "pacotes" fechados, de valor superior a US$ 50 milhões a US$ 100 milhões, em que os fornecedores repassam nos seus contratos serviços terceirizados (subpacotes) auferindo margens indevidamente excessivas. 3) Contratação de engenharia consultiva para gerenciamento próprio de implementação de projetos, para evitar a contratação de grandes "pacotes" junto de empreiteiras, objetivando economias relevantes de custos. 4) Revogação da norma legal que força a Petrobrás a maximizar suas compras de itens de investimentos no mercado nacional, criando margem de preferência para esses fornecedores. E 5) abertura de todas as licitações para fornecedores e empreiteiras internacionais, vedada a qualificação de subsidiárias de empresas brasileiras no exterior.

Elie R. Levy elierlevy@gmail.com

São Paulo

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MÁRCIO THOMAZ BASTOS (1935-2014)

Márcio Thomaz Bastos faleceu aos 79 anos de idade, deixando um grande legado como advogado criminalista - atividade que abraçou com muita dedicação e competência, o que lhe permitiu vivenciar de perto também importantes momentos da nossa história, em que primou pelo fortalecimento da nossa democracia. Umbilicalmente, como era, ligado ao PT, conseguiu convencer o País em 2005, com o seu livre trânsito entre as figuras políticas mais expressivas do País, para que Lula não sofresse impeachment pelo evento do mensalão. Principalmente quando o publicitário Duda Mendonça, na época, confessou na CPI que recebeu do PT R$ 10 milhões em paraísos fiscais. Embora lamentando sua morte, provavelmente Deus o tenha livrado dos imprevisíveis desdobramentos da Operação Lava Jato, que coloca como patrocinador o PT, afundado até o pescoço neste lamaçal que envergonha o País. Vá em paz, Márcio Thomaz Bastos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A presidente Dilma, ao se referir à morte de Márcio Thomaz Bastos, afirmou ter perdido um grande amigo. No fundo, é mais do que isso. Dilma perde o renomado criminalista que, com sua astúcia e profundo conhecimento dos inúmeros meandros no nosso complicado Código Penal, poderia livrá-la do enrosco dos roubos na Petrobrás, assim como livrou os mensaleiros. Mas com certeza ele em vida conseguiu formar vários discípulos, tão ou mais eficientes. Este ano poderíamos dizer ser o ano das bruxas. Deus anda chamando muitos. Bons e maus cidadãos. Ser renomado criminalista não exime Thomaz Bastos das escolhas feitas em vida. Ele não foi defensor do sofrido povo brasileiro, muito mais vulnerável do que os bandidos que defendia. Portanto, não é por que morreu que virou santo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O PT acaba de perder o seu mais fiel e irrestrito defensor, o ex-ministro da era Lula, Márcio Thomaz Bastos. Dispensa comentários.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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O velório a que Dilma deveria ter ido não é o de Thomaz Bastos, mas ao da decência e da ética, que há muitos anos já tinham sua morte anunciada, mas que acabaram por morrer tragicamente neste seu final de governo, deixando o Brasil órfão e desesperado, sem a menor esperança de se ver saindo dessa triste situação em que se encontra.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O falecimento de Márcio Thomaz Bastos impõe uma grande perda não só para os amigos, mas para a República. Inteligência sem empáfia, elegância sem afetação, autoridade sem arrogância, poder sem abuso, ponderação sem omissão, mestre sendo colega, líder sendo amigo.

Arthur Sanchez Badin, advogado, foi presidente do Cade arthur.badin.privado@gmail.com

São Paulo

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Já imaginaram se um dia o falecido advogado Márcio Thomaz Bastos tivesse acordado, digamos, com uma profunda crise de consciência e resolvesse procurar a imprensa para contar tudo, exatamente tudo, o que sabia dos malfeitos de toda a corja dos petralhas? Quem restaria impune? Eu acho que Dilma foi ao velório para ter certeza mesmo do falecimento, e poder respirar aliviada. Um risco a menos.

João Batista Coube Neto joaocoube@tiliform.com.br

Bauru

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Com todo o respeito à família do falecido, por que tanta louvação ao causídico que se foi, se o que ele fez em vida foi só defender ladravazes da Pátria e articular estratégias para livrar os petralhas das malhas da lei?

Ruy de Jesus Marçal Carneiro ruycar88@uol.com.br

Londrina (PR)

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Morreu o amiguinho e defensor dos mensaleiros e do Petrolão. A partir de hoje, ele dará expediente na assessoria jurídica do tinhoso.

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira

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O ministro Luiz Barroso, quando do falecimento do ilustre advogado Márcio Thomaz Bastos, foi um tanto infeliz, pois referiu-se ao falecido como sendo "do primeiro time". Desconhecia eu o fato de existir castas na advocacia, já que todos são inscritos.

Iracema M. Oliveira mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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Até anteontem, Thomaz Bastos era o advogado dos corruptos e das bandalheiras no governo, agora é o "santo advogado". Que Deus o tenha, pois santo realmente nunca será.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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Surpreendido, em tão curto espaço de tempo, pelo passamento de dois personagens tão participativos da vida brasileira (Márcio Thomaz Bastos e Samuel Klein), rendo-me à crença da existência do céu e do inferno.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SAMUEL KLEIN (1923-2014)

Não vou enaltecer o empresário Samuel Klein - muitos o farão. Vou centrar no homem Samuel Klein. Durante sua vida, foi um doador frequente para as mais diversas causas: escolas, hospitais, doentes, instituições beneficentes. Não o conheci, mas conheci dezenas de pessoas (na maioria funcionários das Casas Bahia) que puderam educar seus filhos graças à sua generosidade. Conheço pelo menos duas pessoas tratadas em hospitais de primeira linha bancados por ele. Sei de suas contribuições a entidades que cuidam de órfãos, de crianças da periferia, de pobres e de doentes. O Brasil perdeu mais que um empresário, perdeu um homem que soube deixar um nome e uma obra (pouco conhecida). Sua benemerência foi pouco conhecida porque nunca o fez com estardalhaço, mas à sombra, seguindo os mandamentos de sua fé judaica: contribuir sem saber a quem vai a doação, e quem recebe ignora quem é o doador. Que tenhamos a ventura de ver outros seguirem seus passos na ajuda ao próximo.

Marcos L. Susskind eulerei@estadao.com.br

São Paulo

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Eu não conheci Samuel Klein, mas ouvi inúmeras histórias a seu respeito, pois meu pai foi amigo dele logo que ambos chegaram ao Brasil. Há alguns anos, ambos estiveram internados no Hospital Albert Einstein em quartos porta a porta. Quando ele soube do meu pai, fez questão de visitá-lo. Meu pai sempre dizia que o Samuel tinha muitas virtudes: uma delas era ser um bom homem e com um coração de ouro, sempre disposto a ajudar quem necessitava. Meu pesar aos familiares e tenho certeza de que ambos estão recordando sua juventude ao lado de Deus.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

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A Associação Cultural Religiosa Brasileira Israelita (Acrelbi), mantenedora do Colégio I. L. Peretz, lamenta profundamente o falecimento do senhor Samuel Klein, que foi um homem discretíssimo, mas muito generoso. Sua presença era, ao mesmo tempo, edificante e inspiradora. Neste momento de dor, solidarizamo-nos com a família e os amigos.

Associação Cultural Religiosa Brasileira Israelita - Colégio I. L. Peretz www.peretz.com.br

São Paulo

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O País perdeu um grande brasileiro. Morreu o empresário Samuel Klein, que certamente fará falta a muitas pessoas e sempre será motivo de orgulho para seus familiares.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

São Paulo

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Na reportagem do "Estado" ("De mascate em São Caetano a 'Rei do Varejo'", 21/11, B12), é informado que a Casas Bahia, quando decidiu atuar no Rio Grande do Sul, abriu uma loja na rua onde morava Adelino Colombo, fundador da Lojas Colombo. A reportagem não informa que alguns anos depois a Casas Bahia deixou de atuar no Rio Grande do Sul nem os motivos para essa decisão. "A gente conta as pingas que toma, mas não os tropeções que leva."

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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CONTRA OS ESTUPROS NA USP

Fiquei agradavelmente surpresa com as prontas medidas que o dr. José Otavio Costa Auler Jr., diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), está tomando para acabar com os abusos que vêm ocorrendo nas festas realizadas pelo centro acadêmico no campus: suspensão imediata da festa que ocorreria esta semana, sindicâncias e investigações para todos os casos formalmente relatados pelas vítimas e adoção de medidas disciplinares rigorosas quando constatadas as ocorrências. Quanto aos trotes aos calouros que adentrarão à FMUSP, disse-me em reunião na Diretoria que serão acompanhados com enorme zelo.

Marilene Rezende Melo, presidente da Associação Brasileira de Mulheres Médicas marilenermelo@uol.com.br

São Paulo

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O CARDEAL E OS PROGRAMAS SOCIAIS

O cardeal de São Paulo declarou corretamente que "os programas sociais deveriam ter uma entrada, um meio e um fim" (20/11, A14). Gostaria de conhecer a opinião da Igreja sobre o Bolsa Família propiciar a gravidez na adolescência fora dos laços matrimoniais, incluindo gravidez múltipla, com diferentes parceiros, e até sem eles, e, ainda, as estatísticas governamentais a respeito desse e de outros resultados perpetuadores da pobreza e da ignorância - de interesse só do populismo autoritário petista.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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DA AJUDA À DOENÇA

"Sem saída, benefício é doença." Muhammad Yunus, economista bengalês, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006 por criar programas de crédito para os pobres (crédito vinculado à poupança), critica o Bolsa Família por não ter porta de saída (25/11, A14). Mas é exatamente esta a intenção dos atuais detentores do poder, para nele se perpetuarem. Aproveitando-se da indolência de grande parte da população brasileira, criam, mantêm e ampliam as famigeradas bolsas, que, na minha visão, são verdadeiros programas de exclusão social, pois seus beneficiários, acomodados, deixam de ter participação socioeconômica no País. Estabelecidos no conformismo, caminham para a indigência cultural e arrastam a Nação para o atraso secular.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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O SONHO ACABOU

Muita gente está de luto, pois o sonho definitivamente acabou. O PT, suposto paladino da moralidade, é farinha do mesmo saco, cujo projeto para o Brasil se resume em permanecer no poder, mesmo por suborno direto (mensalão) ou indireto (Bolsa Família). A "Mãe do PAC", a gerentona eficiente da coisa pública, sucumbiu às demandas da base aliada (alimentada?). Ela não pode se eximir da responsabilidade no escândalo do Petrolão, pois ocupou cargos ligados diretamente à Petrobrás, ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil de Lula e presidente da República. Sra. presidente, para diminuir tamanha corrupção, compre uma das suas muitas promessas de campanha: promover a tão conclamada reforma política via plebiscito popular.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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MÃO DE OBRA QUALIFICADA

Com o governo do PT e o que vem ocorrendo neste país nos últimos anos, entendo por que os especialistas dizem que falta mão de obra qualificada e especializada no Brasil. Principalmente no Palácio do Planalto, nos Ministérios, na diretoria da Petrobrás, etc. Falta mão de obra qualificada, honesta, ética e competente.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

 

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