Fórum dos Leitores

BRASIL HOJE

O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2014 | 02h01

Cortina de fumaça

Estamos desiludidos com este país, como atestam as publicações pedindo punição dos envolvidos nos escândalos financeiros e políticos e a quantidade de manifestações populares. Movidos pela emoção e pelo nojo, alguns de nós apelam para os mais insanos desatinos, a pretender travestir de legitimidade as mais variadas formas de golpe. Enquanto bradamos nossa indignação, porém, a camarilha do grande Politburo montado em Brasília lança sua proverbial cortina de fumaça para aplacar os ânimos. Os olhos ofuscados pela maquiagem da LDO, pela falácia da investigação doa a quem doer e pelos ecos da propaganda eleitoral adiam a adoção de medidas condizentes com o que o processo civilizatório impõe. A humanidade conseguiu enxergar coisas que - apesar das tentativas da nuvem situacionista - não serão eternamente ignoradas. Assim, apesar do não consentimento dos olhares limitados pelas tapas da ignorância, o mérito será instalado na res publica e essa mesma coisa pública assumirá seu papel de servir à sociedade, e não dela se locupletar para concretizar projetos de mando. Certamente a verdadeira reforma política não será implantada por plebiscito ou decreto, mas pela observação da quantidade de erros que nós, povo, cometemos em tantas eleições. Os cargos públicos, hoje chocados pela galinha chamada corrupção, estão com os dias contados não à custa da boa vontade, mas da vigilância da sociedade. Não queremos que os envolvidos nos petrolões, mensalões e demais azeites dos vícios públicos sejam simplesmente punidos. Antes pleiteamos que não haja mais condições para que voltem a existir. Queremos sepultar a chance do delito fácil e não podemos mais esperar que isso aconteça em virtude da consciência de quem esteja no poder, até porque tal atributo não é inato.

MANOEL ILDEFONSO PAZ LANDIM

milandim78@gmail.com

Jales

Adeus às ilusões

O Circo Brasil apresenta a maior ilusionista do planeta: ela faz sumir tudo. Já fez sumir trocentos mil empregos, dezenas de usinas de álcool, indústrias e fábricas, obras que somem e só existem nas planilhas das empreiteiras, fez petróleo virar pó. Acompanhada de seu partner João iludiu 52 milhões de brasileiros. O seu manager está até hoje querendo colocar luz na cabeça dela. Uma dupla já percebeu o segredo das mágicas e pulou fora. Agora chegou a nossa vez, os palhaços que não acham graça em nenhuma de suas ilusões. Vamos derrubar a lona desse circo.

HAMILTON PENALVA

hpenalva@globo.com

São Paulo

Ideias e soluções

O caderno E&N Fóruns Estadão Brasil Competitivo dessa sexta-feira, 21/11, nos mostra o que tinha de ter sido discutido, durante a corrida eleitoral, entre os candidatos a presidente. Estudo sério e competente, com ideias e soluções para o Brasil, e não aquela ação do "marqueteiro oficial" que incluiu mentiras para o pleito e os menos esclarecidos. Esse tipo de discussão de nada serve para os que querem a perpetuação no poder. Mas para quem trabalha e quer uma Nação justa faz todo o sentido.

JOÃO HELOU

helouhelou@gmail.com

São Paulo

PETROLÃO

Paulo Francis

Por uma questão de justiça, a Petrobrás deve um pedido de desculpas formal ao falecido jornalista Paulo Francis por ter ele sido injustamente processado por essa empresa ao expor falcatruas que, atualmente, estão escancaradas e mais do que provadas. Também deveria reembolsar aos herdeiros de Paulo Francis todos os custos advocatícios com que o jornalista teve de arcar para sua defesa.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

Soa familiar?

Vamos admitir que as "pobres" empreiteiras tenham sido "forçadas" a pagar propinas, submetidas a processos cruéis de extorsão e, impelidas pelo instinto de sobrevivência, aceitaram. Mas precisava superfaturar tanto, cobrar tantas vezes mais o custo real da obra? Isso me fez lembrar de uma piada. Um prefeito procura um político para pedir apoio financeiro para reformar o hospital da cidade. Usando de seu prestígio, consegue a verba e abre-se a concorrência. Três empresas apresentam propostas. Uma, chinesa, apresentou proposta ao custo de 2 milhões e faria a obra em um ano. Outra, alemã, faria em seis meses, mas por 4 milhões. A terceira empresa, que, descobriu-se depois, era do próprio político, mas em nome de um laranja, propôs 6 milhões pela obra. Ao prefeito foi dito que deveria escolher a brasileira, mesmo sendo a mais cara, com a devida explicação do político: "São 2 milhões para o sr. prefeito, 2 milhões para mim e os outros 2 milhões para a empresa chinesa, que fará o trabalho".

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Paralelepípedos

Quando um advogado expõe as feridas vivas da realidade brasileira, que os hipócritas não gostam de ouvir, dizem que o que ele pretende e só expor argumentos para sua tese de defesa.

JOSÉ SERGIO TRABBOLD

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

Delação

No mensalão foi dito que Lula sabia de tudo. Até vídeo mostrando Lula se escondendo da câmera foi postado. Nada aconteceu. Agora, no petrolão, foi dito que Lula e Dilma sabiam de tudo. E aí? Como ficar? Vai dar em pizza novamente? Por que as investigações sobre Lula nunca vão em frente? Será que tem tanta gente assim com o rabo preso?

LUCIO MAZUREK

luciomazurek@hotmail.com

São Paulo

Pira perene

Os homens passam, a sua obra fica. O "tudo não passou de mero caixa 2 de campanha" (eleitoral) é para sempre.

JOSÉ CARLOS V. FLEURY

zkfleury@uol.com.br

São Paulo

USP

Indiferença do reitor

É com profundo pesar que deixo registrada no Fórum minha tristeza diante da situação em que se encontra a minha querida USP. A tristeza culminou com a referência feita por Tutu Vasques na seção de humor (nada contra o Tutty). Acredito que se o magnífico reitor se propusesse a esclarecer tanto mal-entendido nossas vísceras não estariam tão expostas. Pergunto: se o atual reitor era pró-reitor da gestão anterior, por que agir como o ex-presidente Lula, alegando que não sabia de nada? Magnífico reitor, fale por nós!

MARIA LUIZA MOREIRA ARANTES FRIGERIO, docente da USP

mlmafrig@usp.br

São Paulo

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PETROLÃO

Nunca antes na história deste país a roubalheira e a bandalheira estiveram tão ativas e instituídas nos bastidores do projeto petista de poder. O banco norte-americano Morgan Stanley estima que a sangria provocada pelo assalto à Petrobrás pode atingir estratosféricos R$ 21 bilhões, o que dá por volta de 200 mensalões. Como se vê, em termos de assalto ao erário, praticado à luz do dia com canetas de grosso calibre, os mensaleiros não passam de trombadinhas do jardim de infância quando comparados aos trombadões empreiteiros, propineiros e petroleiros envolvidos no imbróglio "Petrogate". Que o juiz federal Sérgio Moro, a exemplo do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, não se deixe intimidar e siga adiante em sua árdua missão de julgar e condenar a bilionária bandidagem praticada contra a maior empresa do País, num crime de lesa-Pátria sem paralelo em nossa história. O Brasil precisa ser passado a limpo.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O ICEBERG INTEIRO É SÓ A PONTA

Mesmo na utópica e totalmente improvável hipótese de que a Operação Lava Jato e seus desdobramentos consigam fazer estornar todo o dinheiro desviado pela corrupção, seja ele oriundo dos acordos de delação premiada já concordados ou a concordar, ou ainda das condenações de futuros réus com as inevitáveis multas que lhes serão impostas, nunca se saberá de fato qual é este astronômico montante. Uma instituição estrangeira, o banco americano Morgan Stanley, arriscou estimar este verdadeiro iceberg em R$ 21 bilhões, calculados como "comissão" de 3% para os partidos da base sobre a soma dos valores contratados com as empreiteiras da Petrobrás nos últimos anos. Parece muito? Pois piores serão as consequências sobre o País e a sociedade em geral. A ex-joia da coroa brasileira, talvez futuro espólio, é hoje uma empresa suspeita, sem credibilidade e sob rigorosa investigação aqui e no exterior. Seu valor de mercado é fração do que já foi, assim como o dinheiro do FGTS de milhões de trabalhadores que nela aplicaram convencidos por Lula. Inevitável é a consequente paralisação de obras, determinadas ou não por órgãos de fiscalização, com o desemprego disso resultante, como já ocorre em Pernambuco, com mais atraso, mais prejuízos e aumento dos custos. O crescimento econômico no próximo ano será afetado, com rebaixamento da nota do País, favas estas já contadas pelo próprio governo. A partir da Lava Jato, todo e qualquer contrato de obra ou serviço das empreiteiras envolvidas é suspeito, como se deduz da afirmação do advogado de Fernando Baiano, que praticamente chamou de ingênuo quem acredita que há contrato sem "comissão". E como tais empreiteiras têm contratos não somente com a Petrobrás, mas também com outras empresas públicas ou órgãos federais, estaduais e municipais, a Lava Jato, na verdade, pode estar simplesmente puxando o fio de uma imensa meada. Será, como diz o caipira, na simplicidade de sua sabedoria: "Cada enxadada uma minhoca". O mal que atinge a Petrobrás é um câncer cuja metástase o fez espalhar-se violentamente pela administração pública do País inteiro durante o reinado do PT, consequência direta da banalização da corrupção, esta, sim, o maior legado de Lula. Infelizmente, o enorme iceberg calculado pelo banco americano é só a ponta. Será que temos solução?

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

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INGENUIDADE

A Justiça encontrou seis contas bancárias de empresários acusados na Operação Lava Jato zeradas. Esperavam o quê? Por que não bloquearam as contas e os bens? Muito ingênuos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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JUSTIFICANDO O INJUSTIFICÁVEL

 

O criminalista Mário de Oliveira Filho, que defende o suposto operador do PMDB, Fernando Soares, no esquema de propinas da Petrobrás, fez uma reflexão sobre as relações entre o poder público e os empreiteiros e declarou que "a imprensa publica diariamente atos de corrupção envolvendo o poder público e empresários". "Infelizmente, isso faz parte de uma cultura enraizada no País, segundo publicam os jornais", declarou o advogado. E completou: "Quem desconhece essa situação não lê jornal". Como advogado experiente na área criminal, Mário de Oliveira Filho deveria saber que um erro não justifica outro.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CADEIA, SIM

O dr. Mário de Oliveira Filho, advogado criminalista do sr. Fernando Soares, lobista do PMDB, diz que "a corrupção faz parte de uma cultura enraizada no País" quando se acredita num ser superior do governo federal que diz "não vai dar em nada". Só que, prezado advogado, dá cadeia, sim!

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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A CULTURA DA CORRUPÇÃO

A praga da corrupção já chegou a 5% do produto interno bruto (PIB) brasileiro em décadas passadas. Hoje, caiu para 0,8% do PIB, e esperamos que caia para zero, o quanto antes. É um problema cultural, do País, e não só de um partido, como alguns insistem em dizer, de forma totalmente equivocada e tendenciosa. A corrupção é um mal que deve ser combatido sempre, independentemente do partido que for, e o povo brasileiro precisa aprender a deixá-la de lado no dia a dia, nas pequenas coisas da vida cotidiana.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SEM LIMITES

Com todo respeito à classe dos advogados, o que os leva a aceitar defender corruptos, assassinos ou traficantes poderosos, mesmo sabendo que o delito praticado pelo seu cliente é real, tem provas concretas? Só pode ser por ganância, exposição na mídia e desrespeito pelo cidadão de bem. Isso só prova que quem tem dinheiro tem mais direito neste país sem governo e sem limites para a criminalidade.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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COMO EXPLICAR?

Em seu discurso antes de voltar ao Brasil, já presentinho que o escândalo na Petrobrás, que atingiu seu partido (PT), poderia atingi-la pessoalmente, a presidente Dilma Rousseff adiantou-se ao declarar que nunca se puniu tanto a corrupção como agora. Se isso é verdade, como explicar tanto empenho próprio, de seu partido e de sua base aliada em desmontar várias tentativas propostas de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Petrobrás no Congresso, todas duramente criticadas por Lula, que via nelas uma atitude antipatriótica, incitando, inclusive, a pelegada a "partir pra cima" para evitar o mesmo desfecho da CPI dos Correios, que levou vários ícones do partido à prisão?

Paul Forest Paulforest@uol.com.br

São Paulo

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DILMA E A OPERAÇÃO LAVA JATO

Pelo que disse na Austrália, parece que Dilma Rousseff está querendo para si a glória pela investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O seu governo nada investigou. Ao contrário, tentou dificultar a criação das CPIs sobre o assunto. A Polícia Federal e o Ministério Público é que investigam. Os dois são órgãos do Estado, não do governo de plantão. O problema é que, agora, as notícias circulam livremente por todos os veículos de comunicação. Mas não há como ela se eximir da culpa, seja por ação ou por omissão. Afinal, nesse período de apuração sobre os desmandos na estatal, ela foi ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da estatal e, depois, presidente da República. Já desde 2008 o Tribunal de Contas da União (TCU) havia advertido o governo sobre as irregularidades na Petrobrás.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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PONTO DE VISTA

A presidente da República firmou, na Austrália e para o mundo, que as investigações de corrupção na Petrobrás mostram que o Brasil está acabando com a impunidade. "Acho que isso pode, de fato, mudar o País para sempre". Data vênia, acho que mais próximo da verdade seria dizer que as investigações de corrupção na Petrobrás mostram que o Brasil, nunca antes em sua história, teve corrupção tão vergonhosa e humilhante quanto nos governos petistas.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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CULPA NO CARTÓRIO

O Planalto está preocupado em como preservar a imagem de dona Dilma em relação à máfia que se instalou nos corredores da Petrobrás. Foi ela quem exterminou as ratazanas? Quem foi que as colocou lá? Segundo consta, foram seu partido e os demais que fazem parte do grupo que a apoia. Se dona Dilma, que ocupou o Ministério de Minas e Energia, foi presidente do Conselho de Administração da estatal e presidente da República durante todo o período da bandalheira, não tiver "culpa no cartório", quem a terá? Será que o culpado é o seu criador, que colocou esta corja para levantar fundos e administrar a rapina para os partidos da base? Façam-me o favor! Desliguem os ventiladores, porque, se ainda sobra um mínimo de decência nos responsáveis em julgar tanta gatunagem, vai sobrar para todo lado.

Gilberto Farina farinagr@gmail.com

Itatiba

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A CARONISTA DA VEZ

"No G-20, Dilma diz que Lava Jato mudará o Brasil." Certamente, não por vontade dela, que aqui está exercendo seu papel preferido - o de caronista. Como os demais membros do PT, ela adora pegar carona na obra dos outros. Embora fossem contra o Plano Real no governo Itamar, tiveram a cara de pau de declarar que foram eles que controlaram a inflação. Para os eleitores simplórios, Dilma declarou durante toda a campanha eleitoral que era ela que ordenava as investigações da Polícia Federal, como se tivesse essa vocação para atirar no próprio pé. Nossa sorte é que a Polícia Federal e o Ministério Público, por enquanto, estão conseguindo fugir ao solapamento bolivariano que está atingindo até o Supremo Tribunal Federal (STF).

Nestor R. Pereira Filho rodriguepereirafilho.nestor@gmail.com

São Paulo

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MUDAR PARA SEMPRE

Se realmente a Operação Lava Jato fosse mudar a política no Brasil, como diz a presidente Dilma Rousseff, o primeiro e grande corolário dessa tão inesperada quanto bem-vinda atuação da Polícia Federal seria o fechamento do PT.

J. Treffis jotatreffis@outlook.com

Rio de Janeiro

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DIGNIDADE

A nossa presidente poderia ter a dignidade de não tentar nos impingir a falaciosa versão de que seu governo é o responsável pelas investigações do escândalo de corrupção na Petrobrás. Ora, senhora Dilma, dê-se ao respeito, a quem a senhora quer enganar? Se fosse pela senhora e seus cúmpl..., digo cumpanheros, esta vergonha jamais viria a público. Preserve o pouco que lhe resta de sua credibilidade. Embora a senhora tenha sido reeleita, este ainda não é um país de idiotas.

Cesar Araujo cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

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MÁ GESTÃO

Pergunta do meu filho: Qual é a perspectiva do governo e do País com a comprovação do envolvimento de grande parte dos políticos no escândalo de corrupção da Petrobrás, inclusive de Lula e Dilma? E minha: Crime de responsabilidade na condução do Orçamento não é também motivo para impeachment pelo Congresso?

 

Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

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A RESPONSABILIDADE DA PETROBRÁS

Palavras de Dilma: "Não se pode pegar a Petrobrás e condenar a empresa. O que nós temos de condenar são pessoas". Ah, entendemos. A presidente opina que a Petrobrás não devia ser responsabilizada, condenada e presa.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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ENTENDI

A presidenta Dilma não falou, mas acho que já entendi. Acho que, neste caso da Lava Jato, ela gostaria de ver punidos exemplarmente todos os corruptos que não forem do PT ou da chamada base do governo.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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A RAZÃO DO FRACASSO

O escândalo da Petrobrás pode finalmente explicar por que o Brasil, um país potencialmente tão rico, nunca conseguiu sair do estado de subdesenvolvimento de Terceiro Mundo em que vive. Saber que cada escola, cada hospital, cada ponte construída no País nos últimos 5oo anos foi superfaturada, como os contratos da Petrobrás, dá vontade de desistir de ser brasileiro. Saber que cada deputado, senador e ministro só levanta da cama se receber o sua parte no negócio dá vontade de pegar em armas e fazer a revolução sangrenta que faltou em nossa história. A esperança de mudanças respira com a ajuda de aparelhos, só a cavalaria americana poderá nos salvar.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO

Relendo certos trechos do "Inferno", de Dante Alighieri (obra escrita no início do século 14), chamou minha atenção o fato de que os piores e horrorosos castigos são reservados àqueles que pecaram por cometer, tolerar, assistir indiferente a práticas imorais (falcatruas, etc.). O fato de declarar que "não sabia de nada" já tem uma avaliação histórica muito antiga. Que se cuidem certas pessoas...

 

Giovanni Pennesi pennesi27@hotmail.com

Lins

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PENA

Além das devoluções pecuniárias e detenções baseadas em julgamentos sem interferências apadrinhadas, uma obrigação "sui generis" poderia ser anexada às penas a serem impostas aos réus bilionários: lavagem do jato da Polícia Federal, a seco.

 

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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QUESTÃO DE HONRA

Se comprovadas falcatruas no Japão tais como as que teriam ocorrido na Petrobrás, políticos, empresários e funcionários japoneses iriam sem demora colocar-se em fila, publicamente, para praticar o harakiri. Já os brasileiros, sorrateiramente, correrão aos aeroportos para praticar o "fugidaqui". Se a Polícia Federal não abrir os olhos, vai ser um "sayonará" geral.

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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NACIONALISMO BARATO

Agora entendo o nacionalismo barato do ex-presidente Lula. Ele quer as estatais sob o domínio do Estado para seu partido se locupletar. Até na Vale do Rio Doce, hoje privatizada, o ex-presidente Lula meteu a mão, tirando de controle o ex-presidente sr. Roger Agnelli, sob cuja gestão a empresa dava entre R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões de lucro e colocou o sr. Murilo Ferreira. E o que aconteceu? Este ano a empresa deu um prejuízo de R$ 4 bilhões. Que estranho, né?

Washington B Estoyanoff wa.botella@me.com

São Paulo

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CERTEZA DA IMPUNIDADE

Vários petistas convictos, entre eles o chefe de todos, o sr. Lula da Silva, costumam, sempre que podem, dizer que o mensalão nunca existiu e que tudo o que se descobriu e se julgou foi obra de grandes conspiradores da oposição. Entrevistas do ex-presidente comprovam essa tese de que eles, o PT e seus seguidores, se dizem perseguidos pelos maléficos juízes da Suprema Corte. Agora o doleiro investigado na Operação Lava Jato, que também fora enroscado no mensalão, confirmou não só a existência deste (como se precisasse), mas também que havia uma relação com o Petrolão. Confirmou em inquérito para o juiz Sergio Moro que havia propina proveniente de empreiteiras e que, pela relação com o deputado já falecido José Janene, o mensalão era só a ponta do iceberg do propinoduto. Os dois esquemas tinham vasos comunicantes e é de arrepiar saber que, enquanto um estava sendo julgado, o outro corria livremente e, pior, muito mais forte. Sem nenhum medo de punição, com a certeza de que tudo iria funcionar como eles queriam. Espantoso pelas cifras enormes e pelo desprezo total pelas leis, parece que o esquema que montaram sobre a Petrobrás era tão firme que nada os intimidava, nem o STF e a condenação de muitos. Por que será que havia toda essa despreocupação? O que os deixava tão despreocupados? Haveria uma garantia ou acordo com alguém que os deixasse tão seguros? Quem?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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QUADRINHA PRA QUADRILHA

 

Dos cumpanhêro foi-se embora a paz / A Federal tá prendendo de montão / Era poço de dim-dim na Petrobrás / Sujou! C'est fini vida boa e Petrolão.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ERRO NAS PARTIDAS DOBRADAS?

As contas não batem. O balanço da Petrobrás, que já deveria ter sido publicado, teve sua divulgação suspensa até segunda ordem. A propósito, não batem também a conta com os valores que os implicados no escândalo da estatal prometem devolver. O furo foi de bilhões e a devolução não chega nem a R$ 500 milhões. Alguém pode explicar?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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O BALANÇO REAL

Petrobrás diz que denúncias podem afetar resultados. É a confissão de que agora terão de apresentar os reais resultados financeiros da Petrobrás, sem Dillmágicas!

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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AS CONTAS DA ESTATAL

A empresa declarou que, se comprovadas as denúncias, o balanço poderá ser alterado. Putz, descobriram a pólvora!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL

 

A casa caiu. Pudera, foi projetada por incompetentes e desonestos, com materiais de péssima qualidade, escolhidos por desinformados e estava infestada de ratos. Só nos resta remover esse entulho para um aterro bem distante e começar tudo de novo, com materiais de qualidade e um bom projeto. Mãos à obra, moçada, ou terão um futuro indigente.

 

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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SUBSTITUIÇÃO

Para defender a Petrobrás do ataque dos ladrões, só colocando Deus no gol. E toda a diretoria, incluindo Graça Foster, no chuveiro. Para tirar a lama...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESGRAÇA

Petrobrás: sai Graça, assume a desgraça. Em tempo: desgraça não se assume, se anuncia.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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O BOM TRABALHO DA POLÍCIA

Se essas prisões fossem feitas antes das eleições, certamente iriam dizer que se tratava de perseguição política. E agora, o que irão dizer? Barbaridade! Pois é, país rico é país sem pobreza e sem roubalheira. Para o trabalho ficar completo, falta a devolução dos valores furtados.

Eugênio Dias eugniodias9@gmail.com

Suzano

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BANQUETE MACABRO

Há 12 anos o Brasil do PT só faz acumular desastres econômicos e sociais. Há 12 anos o Brasil é vítima de um partido que só pensa em cargos e em manter-se no poder. Há 12 anos pagamos impostos para os corruptos se esbaldarem nas torpezas de uma cleptocracia que nem mais consegue atender aos desmandos de seus apadrinhados, tão na bancarrota está. Há 12 anos liquidam o nosso patrimônio estatal por terem feito dele propriedade particular de uma quadrilha que não é presa, muito pelo contrário, é solta pelas barbas da Justiça, em cuja balança pesam interesses inconfessáveis e tendenciosos. Há 12 anos clamamos por uma oposição clara, forte e vigorosa, sem pudores nem medos. Se não se fizer presente agora, será jamais, pois o que vemos pela frente são quatro anos miseráveis, de encarniçada luta pelo próximo pleito. Só! Enquanto nos horrorizamos com o desmonte sistemático da uma nação, não irão largar o osso até que termine este banquete macabro do qual fazemos parte como repasto.

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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O QUE NOS ESPERA

Qualquer pessoa mais bem informada sabe que no próximo ano o cinto vai apertar para o governo poder colocar a casa em ordem e atrair novamente os investidores, como também os investimentos de quem já opera no Brasil. Se Aécio Neves tivesse vencido, ele iria pagar uma conta que não fez. Sobrou para Dilma danar-se pelas suas próprias lambanças. Mas não irá se conformar e tentará prorrogar ainda mais os necessários controles de gastos. Isso só protelará e agravará o esperado sufoco que será sentido pela falta de dinheiro em circulação, pela falta de mercadoria e consequente inflação. Quero só ver no vai dar a coisa na mão dessa gente que só sabe gastar. Quero ver o que vão fazer com o sugadouro do BNDES, com o Bolsa Família, com o sustento das ONGs, com as obras que já andam enroladas e de onde, então, irão desviar mais dinheiro. Não tenho dúvidas de que irão se sujar com a própria lama, ficando mal com os eleitores e também com os aliados, que verão as tetas secarem. O outro caminho será controlar tudo, como já vem sendo tentado aos poucos e que é o sonho dos radicais, bolivarizando o sistema. Mas aí tenho a certeza de que os verdinhos voltarão com tudo. É esperar para ver.

Miguel Pellicciari emepe01@uol.com.br

Jundiaí

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LIBERDADE DE IMPRENSA

Pelo editorial "Lula e Dilma sempre souberam" (14/11, A3) somos informados de forma irrefutável sobre o conhecimento da atual e do ex-presidentes do Brasil com respeito aos escândalos financeiros e de gravíssima corrupção na Petrobrás. Essa denúncia de mais um importantíssimo órgão, se não bastasse ser uma das principais fontes da liberdade de expressão em nosso país, nos preocupa e muito, pois tenho a impressão de que nos encaminhamos para um governo sem a mínima condição de estabilidade moral, serenidade e ética para nos conduzir. Esse editorial, reitero, é um marco histórico jornalístico assumindo corajosamente uma posição, que não possibilita ser refutada nem sofrer intimidações pelos envolvidos. Uma contribuição democrática e de uma imprensa livre. Destaco, entre muitos trechos: "Até um cego enxerga que os governos petistas permitiram, quando não estimularam, as irregularidades na Petrobrás". Creio com toda minha convicção, aos meus 70 anos, que se escancara a porta jurídica até para um afastamento do cargo. Em ocorrendo, o que convenhamos já ser possível, não o será por meio das oposições, que também não podem atirar a primeira pedra, porém por meio da correta e isenta apuração dos fatos pela nossa Justiça, que sempre será o nosso porto seguro de cidadania.

Claudio A. S. Baptista clabap@ip2.com.br

São Paulo

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COBERTURA

Gostaria de registrar os cumprimentos aos jornalistas Fausto Macedo e Ricardo Brandt e demais colaboradores que vêm cobrindo o escândalo da Petrobras no "Estadão". O trabalho está excelente.

Angelo Raposo angelo.raposo@uol.com.br

São Paulo

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O ASSALTO CONTINUA

Operação da Polícia Federal em Rondônia envolve governador em desvio de dinheiro público. Até quando a Pátria amada irá suportar tanta roubalheira?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INSEGURANÇA PÚBLICA

 

A então candidata Dilma Rousseff afirmava que a segurança pública era obrigação dos governos estaduais e que iria propor emenda constitucional transferindo a missão para o governo federal. Ora, sob o Título V - Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas -, a Constituição afirma: "A segurança pública, dever do Estado e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio" (Art.144). Elenca ainda os meios à disposição do Estado (Estado federal, é claro) para preservar a ordem pública quando ameaçada por grave perturbação. Será que a calamitosa situação de insegurança, que há anos assombra a Nação, já de muito não configurou a grave perturbação da ordem pública de que fala a Carta Magna? Ou será que a candidata estava confundindo Estado federal com estado da Federação?

Rui da Fonseca Elia ruielia@terra.com.br

Rio de Janeiro

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DESARMAMENTO

Dizer que é válido o cidadão recorrer a uma arma de fogo para se defender é temerário. Destitui o Estado de sua função de assegurar segurança e deixa a população à mercê de destemperados e violentos de arma na mão. Além do mais, entre um bandido armado e um cidadão armado, salvo raríssimas exceções, o bandido levará a melhor. O desarmamento é uma bandeira que não deve ser engavetada, tendo em vista que o aumento do número de armas na sociedade gera considerável aumento de crimes letais.

Maria Isis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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CADÊ O AMARILDO?

A pergunta é recorrente, sem resposta. Mas eu gostaria mesmo é de saber onde anda a "amiga íntima" Rose.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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PONTE RIO-NITERÓI

Discordo da troca de nome da Ponte Rio-Niterói por Ponte Herbert de Souza - Betinho. Concordo 100% que Betinho seja homenageado com uma obra monumental, como foi sua luta pelo social. Alegam, para a retirada do nome do general Costa e Silva, que ele foi um ditador. Ora, com o mesmo argumento deveria ser trocado o nome da principal avenida do centro do Rio de Janeiro, bem como de todos os logradouros do País com o seu nome. Os que querem a troca "se esquecem", por conveniência ideológica, que Getúlio Vargas governou como ditador por muitos anos. Na cabeça de alguns, existem ditadores maus e outros bons, com quem estão alinhados. Coerência, senhores. O Muro de Berlim já caiu, bem como está enterrada a falecida URSS.

 

Dirceu Rocha de Vasconcellos dirceurocha1956@globo.com

São Lourenço (MG) 

 

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