Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2014 | 02h03

Solução 'Lava Jato'

As deprimentes e surpreendentes revelações da Operação Lava Jato (tem até quem paga propina e passa recibo!) apenas confirmam o que estamos fartos de saber: para o governo e aliados a coisa pública (os recursos de Petrobrás, Eletrobrás, DNER, PAC, BNDES, etc.) é oportunidade para encher os caixas 2, com sobra para seus políticos. Acontece que toda essa roubalheira está sendo debitada em nossas contas interna e também externa, por meio de vexatórias investigações nos EUA e na Europa. Como o (des)governo não tem vontade de mudar este quadro, o caminho seria diminuir a presença do Estado na economia, privatizando, ao menos parcialmente, as estatais e abrindo o mercado à concorrência internacional nos grandes projetos de construção. É o único caminho para não termos Lava Jato 2, 3, 4...

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

A petrojabuticaba

É inevitável lembrar o jargão "seria cômico se não fosse trágico": no meio do petrolão, notas fiscais das propinas... Não há jabuticaba igual!

PAULO MELLO SANTOS

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

Vergonha nacional

Sentimento de vergonha acomete hoje a Nação brasileira, ao sermos inquiridos pelo governo dos EUA sobre denúncias da corrupção ora reinante em nosso país. Como cidadã, meu mais absoluto repúdio a todos os autores e coautores, protagonistas deste e de outros episódios que rebaixaram moralmente o Brasil.

MARISA CARDAMONE

mcardam@terra.com.br

São Paulo

Pizzabrás ou Petrobrax

A única solução para acabar com a corrupção epidêmica na Petrobrás é a privatização total, sem fundos de previdência nem grandes conglomerados chapa-branca. Os compradores devem ser as gigantes do petróleo mundial, as americanas, as britânicas ou a francesa, para limpar, mudar tudo e gerar tributos bilionários para o Tesouro Nacional. A Petrobrás é uma aberração tupiniquim, que já nasceu corrupta e de um pai tirano, o ditador Getúlio Vargas. A única hipótese de comprovar que Dilma e Lula estão envolvidos no petrolão é a Justiça dos EUA ir até as últimas consequências, senão será mais uma pizza no cardápio da corrupção endêmica no Brasil.

JOSÉ FRANCISCO PERES FRANÇA

kyko.jf@gmail.com

Espírito Santo do Pinhal

Filosofia petista

Há tempos um prócer do PT declarou que um pouco de inflação faria bem ao Brasil. Não tardará que um iluminado desse partido venha a público afirmar que um pouco de corrupção é salutar para a Nação. É esperar para ver.

JOSÉ MARIA BOTURA

zezobotura@yahoo.com.br

Itirapina

GOVERNO DILMA

Semântica financeira

O governo do PT, após gastos desordenados, com foco na campanha de reeleição de Dilma Rousseff, quando se fez "o diabo", e em programas demagógicos, caçadores de votos, vai iniciar um novo mandato com o País financeiramente quebrado e incapaz de atingir as metas estabelecidas em lei. Trata-se, portanto, de um grande paradoxo que põe em risco até a credibilidade do País perante a comunidade internacional. Qual o recurso empregado pelos estrategistas do Planalto para contornar a situação? Em vez de corrigir rumos, resolvem, em mais uma exibição de contorcionismo de fisiologia política do mais baixo quilate, posto que contam com a maioria no Parlamento, propor uma alquimia sob forma de nova legislação, aniquilando a já existente, e, mediante a aplicação de uma espécie de semântica financeira, em que os termos "déficit" e "superávit" são englobados sob a denominação difusa de "resultados", legitimar um regime de vale-tudo segundo o qual os gestores do dinheiro público estarão sempre no caminho certo e não mais se sentirão na obrigação de cumprir metas. É evidente que se trata de um processo autofágico que, naturalmente, tem suas limitações e com a continuação pode levar o País à insolvência. E o desinformado povo brasileiro, inerte, sem saber muito bem o que se passa, parece não se importar com o fato visceral de que toda essa manobra é realizada com recursos seus, por cuja aplicação criteriosa os agentes públicos encarregados de custodiá-los são responsáveis.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Existem duas maneiras de transformar algo negativo em positivo. A primeira é pela matemática: quando se multiplicam dois números negativos, temos um positivo. A segunda vem dos ensinamentos do PT: é só mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que um orçamento negativo vira positivo.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

Mudança na LDO

Nós, os brasileiros que votaram na oposição, estamos todos de olho para ficar sabendo se temos uma oposição de fato neste país ou se continuaremos a ter uma turma mancomunada com o Palácio do Planalto disfarçada sob o manto da oposição, pois deve ter vergonha de dizer que é governo, para aprovar tudo o que o governo quer, como dantes no quartel de Abrantes. O Brasil vai querer saber onde estavam os parlamentares da oposição em todas as sessões que trataram e ainda vão tratar desse assunto.

TERESINHA A. O. CARVALHO

teresinhaaoc@terra.com.br

São Paulo

Rumo do Brasil

Basta ler dois editoriais do Estadão de ontem (pág. A3) para ter a percepção do rumo que o Brasil está trilhando. A consagração da farra fiscal mostra a desfaçatez do governo brasileiro, com o escancarado apoio do Congresso, de maquiar as contas públicas, com o objetivo de enganar o povo. Dever-se-ia perguntar quem ainda acredita nessa balela. Já O enésimo pacote de Maduro - perdoem-me a ironia, mas esse cidadão está caindo de podre - versa sobre os 28 decretos-leis que ele baixou com o intuito de contornar a falência do seu país e também, é claro, de enganar o povo venezuelano. A comparação é inquestionável, o que as diferencia é somente o estágio de cada uma das nações.

CARLOS FERNANDO BRAGA

cafebraga@yahoo.com.br

São Paulo

IDH

Dentre as regiões com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estão aquelas a que o governo petista tanto se dedicou e onde obteve as maiores votações. Seria mera coincidência?

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

MINISTÉRIO DA FAZENDA

A se confirmar a escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda – aliás, o pobre coitado nem assumiu e já sofre com o fogo amigo de petistas e membros do governo, como o conspícuo Aloizio Mercadante –, Dilma Rousseff terá incluído mais um fato para a sua interminável temporada de estelionatos eleitorais, lançada alguns dias após a sua apertada vitória contra o tucano Aécio Neves. Ora, o perfil de Levy é praticamente idêntico ao de Armínio Fraga e de Neca Setúbal, demonizados pela indecorosa e rancorosa campanha petista conduzida pelo todo-poderoso João Santana: tal como a dupla, ele também tem origem no sistema financeiro e uma linha de pensamento que converge com a de economistas mais ortodoxos. Na linguagem da campanha de Santana – aquele segundo quem uma mentira, repetida insistentemente, transforma-se em verdade –, Levy, Armínio e Neca poderiam facilmente ser caracterizados como farinhas de um mesmo saco que despreza os pobres e governa apenas para os ricos e especuladores. Nada mais falso. Para Dilma, que não tem mais perspectiva de reeleição, só restou uma alternativa para o comando da Fazenda: obedecer à ordem de seu tutor, Lula, e indicar um técnico apreciado pelo mercado para tentar consertar os estragos que ela provocou na economia brasileira nos últimos quatro anos. Afinal, o dono do PT já é o candidato do partido à Presidência da República em 2018. Ou então a nomeação de Levy segue outra lógica: a do desespero de criar um fato positivo, ainda mais à luz da capa da última edição da revista “Veja”, que divulga um e-mail de 2009 de Paulo Roberto Costa para Dilma, então chefe da Casa Civil, alertando sobre paralisações de obras da Petrobrás em razão de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Prova de que ela sabia do que se passava de errado na estatal. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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UM FENÔMENO

Já que esta tão difícil de escolher um ministro para a vaga de Guido Mantega, que nunca convenceu e foi incompetente na Fazenda, gostaria de sugerir o nome de Lulinha, aquele que o papai chamou de “fenômeno das finanças”, que, de mísero monitor do zoológico ganhando R$ 650,00, tornou-se um megaempresário da telefonia e da agropecuária. Quem sabe ele não consegue conter a inflação e fazer crescer o PIBinho de hoje?
 
Carlos R. Gomes Fernandes  crgfernandes@uol.com.br 
Ourinhos 

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O FOCO É O BANCO

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, “não pode” aceitar o Ministério da Fazenda, mas conseguiu uma associação do Bradesco com o Banco do Brasil numa parceria na empresa Movera, para financiamentos de microcréditos. O foco é banco, ministério não... Por que será? Esperto hein! 
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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A NOVA ECONOMIA CRIATIVA

O governo brasileiro poderia patentear a “nova economia criativa”. A receita não auferida pelo governo por causa da renúncia fiscal vira superávit virtual, ou seja, poderia ser, mas não foi. Os contratos superfaturados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) viram investimento, isto é, quanto maior o superfaturamento das obras, maior é o investimento do governo em obras eternas, com orçamento flutuante, sempre para cima – sem falar que várias obras do Petrolão fazem parte do PAC. Então a propina está oficializada e ajuda o governo a escapar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) original. Depois do crime orçamentário confirmado, muda-se a lei, simples assim. O crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2014 deve ser de praticamente zero, e o de 2015 deverá estar em torno de 1%; e as indústrias sucateadas não contratam há vários meses, mas a taxa de desemprego é a menor da história da República – o milagre do pleno emprego, o maior milagre da era moderna, e a justificativa é de que os brasileiros não estão mais procurando emprego, a “nova classe média” está rica. Para completar, a mais recente inovação brasileira: empreiteira pagou R$ 8,8 milhões de propina “com recibo”. Começo a acreditar na declaração de Delúbio Soares no início das investigações do mensalão: no futuro, isso será uma grande piada de salão. Será que alguém vai achar graça dessa piada?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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CANGACEIRA LOUCA

Um repórter foi até o sertão nordestino para apurar a história de que existia um cangaceiro louco que nunca errava um tiro. Descobriu que ele, primeiro, atirava e, depois, desenhava o alvo com um furo de bala bem no centro. Entendeu, então, por que o cangaceiro nunca errava e por que era chamado de louco? No Brasil de hoje, no final do ano, depois de disparado o obus das contas públicas, vem nossa presidente e solicita ao Congresso que redesenhe a LDO de modo a acertar bem no centro do alvo. Será que os brasileiros, mal informados, elegeram uma cangaceira louca? Essa culpa eu não tenho.

Délcio Nogueira dos Santos delciosantos@gmail.com 
São Paulo

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PETROBRÁS INVESTIGADA

Notificada pela Securities and Exchange Comission (SEC), o rigoroso órgão regulador do mercado de ações dos EUA, sobre as investigações que apuram denúncias de corrupção, superfaturamento e desvio de dinheiro público nos últimos anos, a Petrobrás, maior estatal brasileira, com ações listadas na Bolsa de Valores de Nova York, respondeu em nota oficial que “reitera seu compromisso de atender às autoridades americanas com o mesmo empenho com que vem atendendo às autoridades brasileiras”. Ora, pela maneira como as CPIs da Petrobrás vêm sendo conduzidas no Congresso Nacional, é difícil de acreditar que a SEC se contentará com “o mesmo empenho” prometido. Como se sabe, no multibilionário mercado norte-americano de ações não há espaço, vez e cotação para empresas estatais ou privadas envolvidas em ilícitos e malfeitos de toda natureza. Fazendo uso de expressão chula, nos EUA, “the hole is more below”.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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LENHA NA FOGUEIRA

A coisa vai esquentar mesmo quando se juntarem ao Petrolão as denúncias já em andamentos nos EUA. Com certeza, teremos impeachment sem precisar de caras-pintadas na rua.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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IMPEDIMENTO

Republicanos mais radicais falam em abrir processo de impeachment contra Barack Obama por este ter livrado, por decreto, 5 milhões de imigrantes ilegais da deportação. Ainda que se possa questionar a forma e o conteúdo do ato, sua essência política e o intuito de beneficiar uma parcela significante de trabalhadores em situação ilegal na maior democracia do mundo são manifestos. Enquanto isso, aqui, abaixo da linha do Equador, falar em impedimento de uma presidente legitimamente recém-reeleita, mas que, quando integrante da alta cúpula do governo anterior, autorizou, juntamente com o ex-presidente, a liberação de bilhões de reais para obras indicadas pelo órgão fiscalizador competente como irregulares e superfaturadas, é sacrilégio.  

Luiz França Guimarães Ferreira luizfgf.adv@gmail.com 
São Paulo

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CARDOZO E A CORRUPÇÃO
 
Muito interessantes as palavras do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre a cultura da corrupção no País. Devo admitir que, ao menos em parte, o petista tem razão em apontar que muitos brasileiros criticam os políticos (corruptos), mas são autoindulgentes em relação a seus próprios “malfeitos”, como o síndico que superfatura a compra do condomínio, o empresário que suborna o fiscal da Receita ou o motorista que oferece uma singela “cervejinha” para se livrar de uma multa de trânsito. O que o ministro não explicou, todavia, é por que o PT – aquele partido que, quando na oposição, a todos criticava e garantia que tinha vindo para “mudar tudo isso que está aí!” –, em vez de procurar superar essas ancestrais mazelas, tratou de aperfeiçoá-las ao longo do tempo, esquecendo toda a sua pregressa peroração sobre a moralidade na vida pública. No poder, os petistas cambiaram 180°, a ponto de hoje não terem pruridos em chamarem de “moralistas”, “udenistas” ou (até mesmo) de “golpistas” todos quantos apontem a pilhagem que aflora com frequência cada vez mais preocupante na vida nacional. “É evidente que temos de punir todos os corruptos, mas temos de atacar frontalmente as causas da corrupção”, sentenciou, de forma quase acaciana, o ministro. Será que petistas pensam assim? José Dirceu, José Genoino, etc. – apenados por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Ação Penal 470 – seguem sendo queridos, reverenciados e até mesmo tidos como “heróis do povo brasileiro” dentro do PT, que não os expulsou, contrariando norma estatutária, fato cuja eloquência contradiz as teses sociológicas do ministro sobre os “malfeitos” no Brasil. Ao fim, Cardozo procurou associar a corrupção à forma (atual) de financiamento de campanhas eleitorais, aproveitando a deixa para advogar o financiamento público, velha bandeira da sigla. Não é de estranhar ver o ministro dizendo isso, já que petistas veem tudo e pautam todos os seus atos sob a ótica eleitoral. Cardozo também não explicou como, com a “cultura da corrupção” introjetada desde as caravelas portuguesas no País, o financiamento público de campanha porá fim ao famigerado caixa 2.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     
São Paulo

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A INOCÊNCIA DO PARTIDO

O ministro da Justiça, num claro propósito de defender seu partido, querendo eximi-lo de culpa pelo mar de lama de corrupção revelado pela Operação Lava Jato, afirmou que a corrupção no País é cultural. Em outras palavras: o povo que o PT, no passado, bajulou para angariar votos é o mesmo que hoje, ingratamente, o ministro, em desespero de causa, faz de bode expiatório, jogando sobre suas costas a responsabilidade pelas sujeiras que emporcalham o partido. Todo governo anárquico-populista, quando acuado e sem defesa, faz uso da tática de jogar a culpa de suas mazelas na sociedade.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br 
Mogi das Cruzes

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QUEREM RELATIVIZAR O CRIME

Esta semana fomos surpreendidos pelas afirmações nada delicadas do ministro José Eduardo Cardozo, que jogou a lama da corrupção para cima de todos os síndicos deste país ao dizer “vivemos numa sociedade que até síndico de prédio superfatura quando compra um capacho”, e do advogado de Fernando Soares, Mario Oliveira Filho: “Sem propina não se faz obra pública no Brasil”. Já a GloboNews culpou o sistema e Ricardo Semler arrematou: “Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha a um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?” Todos tentaram de uma forma ou de outra relativizar o roubo e banalizar o crime. Senhores, falem por si, e não joguem a lama nos brasileiros honestos que pagam seus impostos em dia, trabalham para conquistar seus bens, não dependendo da sujeira ora posta em público. Não nos meçam pela sua régua. É bem verdade que os políticos têm a cara dos eleitores, mas para tudo há exceções. Exigimos respeito!    

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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LEI ANTICORRUPÇÃO

Conheço porteiros de prédios que exercem a mesma profissão há mais de 30 anos. Portanto, se fossem corruptos até na compra de capachos, por certo não seriam mais porteiros, e, sim, ministros da Justiça do “Brasil aloprado”, o país formado após 12 anos de governo do PT. Conhecemos o “modus operandi” da petralhada para fugir das punições e continuar roubando o Tesouro: desqualificam os adversários, nunca sabem de nada e ou mudam as leis contrárias aos erros que praticam. Desde o início de 2013, a Lei Anticorrupção não é regulamentada pela engavetadora Dilma Rousseff, que parece pretender salvar os “cumpanheros” e também a si mesma. Acontece que, como vimos no artigo de 22/11 do jurista Modesto Carvalhosa (“A Lei Anticorrupção aqui e agora”), essa lei está vigendo desde 1.º de fevereiro deste ano, pois o artigo 31 garante sua vigência após 180 dias a partir de sua publicação, que foi em 1.º de agosto de 2013. Portanto, desprezamos o paralelismo que o desprezível José Eduardo Cardozo fez como justificativa da corrupção deslavada que todos eles praticam, alinhando todos os brasileiros a essa máfia inescrupulosa. Ora, um navio que tem Dilma como comandante e um ministério padrão Cardozo não precisa de iceberg para afundar. Portanto, antes do naufrágio total, que a lei se cumpra para todos, que somos iguais perante ela.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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‘CORRUPÇÃO É CULTURAL’

Se roubalheira é cultura, a Petrobrás seria franquia da Academia Brasileira de Letras.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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AS CABEÇAS DA HIDRA

Aqueles que assistem às seções plenárias do Senado já estão habituados com os inflamados discursos do líder do PT, senador Humberto Costa, que a qualquer ataque da oposição ao governo Dilma, tal qual um “cavaleiro da triste figura” saído da obra de Miguel de Cervantes, mostra a sua fidelidade canina e encontra argumentos anêmicos em defesa de sua chefe. Cada petista tem a propina que merece, e por isso, na sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa declarou que o senador recebeu R$ 1 milhão para a campanha eleitoral ao Senado em 2010. Como se estivesse na tribuna do Senado, Humberto Costa negou: “Totalmente fantasiosa”. O senador cobra apresentação de provas pelo delator. Ora, direis ouvir estrelas. A enxurrada de dinheiro despejada para eleger políticos petistas e aliados jamais poderia ser provada com recibo, por ser dinheiro sujo, produto da sangria que fizeram na Petrobrás. É evidente que a defesa dos políticos petistas é centrada em dois pilares: “Eu não sei de nada” e “só recebi doações legais e todas foram declaradas à Justiça”. No último mandato de Fernando Henrique Cardoso, a hidra tinha só uma cabeça. O presidente, às portas da aposentadoria política, permitiu que a hidra criasse mais seis cabeças. A Hidra de Lerna de sete cabeças é trabalho de Hércules.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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OPERAÇÃO LAVA JATO

É impressionante a cara de pau de alguns políticos. Ao serem acusados de receberem dinheiro da lavanderia Petrobrás, fazem cara de indignados, prometem ir à Justiça contra os delatores, sobem nas tribunas do Senado e da Câmara para atacar a imprensa livre, acusando-a de golpista, conclamam a militância para ir às ruas para defendê-los e, por fim, posam de honestos. Todos nós sabemos que o político esperto nunca irá deixar rastro, suas contas na Justiça Eleitoral são um primor, ou seja, tudo corretamente contabilizado. O dinheiro por fora, fruto dos mensalões e petrolões, é recebido em espécie e transportado por mulas em malas, e o pagamento das despesas de campanha é feito sem nota. Quanto às empreiteiras, que fazem parte deste círculo vergonhoso, são tão culpadas quanto os políticos desonestos, pois se submetem ao jogo sujo para conseguir obras, e não por competência. Portanto, todos devem pagar, inclusive Lula e Dilma, que, se não utilizaram das propinas, foram no mínimo negligentes e devem ser enquadrados em crime de responsabilidade. Talvez eu esteja pensando estar num país sério para que tal fato ocorra, e não no Brasil, da Justiça que tarde e falha.
  
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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E A ODEBRECHT?

Por que nos noticiários escrito e falado não aparece, na Operação Lava Jato, o nome da Empreiteira Odebrecht nem seus executivos são indiciados neste processo? Ou será que ela não pagou propina a ninguém e, portanto, não está indiciada? Alguém pode esclarecer esse fato estranho?

Sergio B. Penteado penteado.sergio@ig.com.br 
Piracicaba 

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ROUBALHEIRA NA PETROBRÁS
 
Solução: privatização já!
 
Braz Juliano bjuliano@uol.com.br
São Paulo

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ELAS NÃO SABIAM?

Uma coisa é realmente intrigante: Dilma Rousseff e Graça Foster não sabem quanto custa uma obra? Uma, ministra de Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, ministra-chefe da Casa Civil e presidente da República. Outra, executiva de carreira da Petrobrás, diretora de Gás e Energia da empresa, hoje presidente da mesma, tendo sido classificada pela revista “Fortune” como a mulher mais poderosa do mundo fora dos Estados Unidos, em 2013. Tá! E não sabiam que a Refinaria Abreu e Lima foi superfaturada? Nunca desconfiaram do superfaturamento? Surreal! Mas o Tribunal de Contas da União alertou sobre o sobrepreço. Ainda assim, continuaram boiando no assunto e agora querem parecer pegas de surpresa? Ah, não! Não somos esses idiotas que imagina toda esta trupe instalada no poder.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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O CULPADO É COSTA E SILVA

Bingo! Eu sabia que a culpa só poderia ser dos militares. Em dezembro de 1969, o então presidente Costa e Silva assinou um decreto concedendo uma espécie de reserva de mercado para as empresas brasileiras que prestavam serviços de consultoria técnica e de engenharia em detrimento das estrangeiras. 45 anos depois, com o fim do regime de exceção em 1985, anistia concedida e uma Constituição escrita e publicada em 1988, eis que alguém tem a cara de pau ou a malandragem de tentar culpar este remoto episódio pelas maracutaias de hoje. Nem os governos ditos neoliberais dos tucanos, nem os petistas e cumpanheiros encastelados nos postos mais importantes responsáveis pela movimentação de vultosos recursos a serem desviados para o caixa dos partidos e os bolsos de alguns. Afinal, a carne é fraca, tomaram a iniciativa de abrir o mercado para as empresas estrangeiras. Acho bom os familiares de Costa e Silva se acautelarem: a conta pode sobrar para eles.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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NUNCA ANTES...

Ao que assistimos no Brasil nos últimos 12 anos de desgoverno PT é algo nunca visto na história do mundo em termos de corrupção, de roubalheira, de escândalos, de falta de ética e vergonha na cara desta gente nefasta, que em tudo o que toca algo de errado acontece. A Floresta Amazônica está sendo dizimada, as empresas públicas, como é o caso da Petrobrás, estão sendo assaltadas na mão grande. Como disse Aécio Neves no último debate na TV Globo antes do segundo turno das eleições, só existe uma maneira de acabar com a corrupção no País: “É tirar o PT do poder”.
 
Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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ESCÂNDALO APÓS ESCÂNDALO

Eu não sei como os petistas conseguem conviver com tanta corrupção.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

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INIQUIDADES
 
“Dilma luta contra a corrupção dia e noite”, diz Gilberto Carvalho. Lembrar ao secretário-geral da Presidência que ela nada fez para impedir o avanço astronômico do escândalo da Petrobrás, da qual tinha conhecimento desde 2010, conforme provam vários editoriais expostos pelos jornais e revistas. Gilberto é useiro e vezeiro em fazer o uso da palavra para falar tolices sem o menor fundamento. Somos atentos ao que está acontecendo, senhor secretário. Desmontaram a maior empresa brasileira. As consequências devastadoras virão.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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GOVERNO DO PT

Luz no fim do túnel: não há bem que sempre dure nem PT que nunca acabe.
 
Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com 
São Paulo

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O GOVERNO ‘TRANQUILÍSSIMO’

Para extrair a verdade do atual governo, o brasileiro precisa dominar a neurolinguística. Os adjetivos, em regra, ficam por conta do homem, e não dos fatos. A realidade, não raro, é alterada pelas impressões e expressões do observador. E, ao empregar de modo superlativo um adjetivo, veja-se tentativa de substituir o real pelo irreal, por meio do incêndio de palavras que mais ocultam do que revelam. Michel Temer diz que o governo está “tranquilíssimo”. O superlativo o desmente. Caso contrário, é a leniência com o caos, a temeridade dos indiferentes.
  
Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br
São Paulo

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O BRASIL DAS PROPINAS

O editorial “A meia-verdade do pedágio” (24/11, A3), muito bom, explica uma realidade. Acredito que a forma de acabar com isso é: conclamar todas as empresas a denunciarem esse tipo de coisa. Claro que algumas não participarão, pois ganham muito com o atual sistema. A mídia falada e escrita também tem essa responsabilidade de denunciar, mas claro que algumas também não o farão, pois têm muito a perder. Estou certo ou não? Acredito que a situação atual, com os escândalos da Petrobrás e do mensalão, é o momento oportuno para que se traga à baila essa discussão.

Jose Roberto Oliveira jroliveira7@terra.com.br 
São Paulo

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‘A MEIA-VERDADE DO PEDÁGIO’

Como advogado, foi vergonhoso assistir ao pronunciamento feito pelo criminalista Mario de Oliveira Filho – segundo o nobre causídico, a corrupção em nosso país é endêmica e, para as empresas de infraestrutura sobreviverem, não tem outra alternativa senão pagar propina até para colocar um paralelepípedo na rua, o que enche os bolsos dos corruptos e os corruptores recebem de volta em superfaturamento das obras que assumem, em prejuízo dos impostos que pagamos e dos benefícios que esperamos receber em troca. Nosso Rui Barbosa deve estar se revirando em sua cripta na Bahia.

José Eduardo Medrado jevmedrado@terra.com.br
São Paulo

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CIDADÃOS REVOLTADOS

A sucessão de escândalos e roubalheiras dos impostos que pagamos sem retorno, exibidas diariamente na mídia impressa e televisiva, e o imobilismo dos poderes públicos que deveriam dar um basta nisso (Congresso, Judiciário, tribunais de contas, Receita Federal, Coaf, etc.) revoltam os cidadãos pagadores de impostos. A presidente deveria sofrer o mesmo impeachment de Collor. Fica a impressão de que todos estão “irmanados” na corrupção, mas esperamos estar enganados.

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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ONDE ESTÃO?
 
Em tempos idos, instituições como UNE, OAB, CNBB, ABI se manifestavam com contundência – não sem algum viés, é claro – acerca de acontecimentos até muito mais amenos do que os casos de corrupção que ocupam o noticiário do momento e estarrecem a Nação. Diante da pasmaceira atual, é de perguntar: elas ainda existem?
 
Jaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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MINISTÉRIO ANTICORRUPÇÃO

Tivemos no passado o Ministério da Desburocratização do País, que estava paralisado pela burocracia. Hoje, diante da estupefação e comoção causadas pelo nível de corrupção encontrado na Petrobrás, proponho à presidente Dilma que crie outro ministério em seu próximo governo: o Ministério Anticorrupção. Talvez a primeira dificuldade fosse encontrar um titular da área política para comandar a pasta, tendo em conta o número de políticos mencionados no caso Petrobrás e na afirmação de nosso ex-presidente Lula, quando se referiu aos 300 picaretas do Congresso. Mas vamos lá, escolha feita, com o mercadológico sempre em perspectiva, haverá uma grande publicidade da decisão, como nunca antes neste país. Creio que esse tipo de projeto encurtaria os prazos para o saneamento ético do Brasil. Por favor, pense no assunto.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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AS INVERDADES REPETIDAS

Carlos Alberto Di Franco, no excelente artigo “Cinismo e reação tardia” (24/11, A2), a propósito da prisão de dirigentes de empreiteiras no escândalo da Petrobrás, faz referência ao inacreditável pronunciamento da presidente Dilma Rousseff de que “pela primeira vez na história do Brasil” o governo está investigando a corrupção naquela estatal, como se não soubesse que, ao contrário, o governo é que está sendo investigado. A exemplo do que ocorreu na recente campanha eleitoral, essas e outras declarações da presidente Dilma Rousseff, embora sejam inverdades, politicamente sempre funcionam, porque uma enorme parcela da população acredita. Afinal, é o que interessa para ela e para o seu partido.

Fausto Rodrigues Chaves faustochaves@uol.com.br
São Paulo

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CORRUPÇÃO NA CRUZ VERMELHA BRASIL

Se não fôssemos um país extremamente corrupto, provavelmente já seríamos um país desenvolvido. A Cruz Vermelha Internacional ameaça, e com razão, suspender a nossa corrupta cruz vermelhinha. Que vergonha! Quem vai nos respeitar, se continuarmos a ser uma republiqueta?

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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ESQUECIMENTO

Diante de tanta corrupção, malfeitos e desvios de conduta de agentes públicos, publicados diariamente na mídia, não poderemos deixar de cobrar como andam as investigações sobre a morte do ex-candidato à Presidência Eduardo Campos. O vidente Juscelino Nóbrega da Cruz garante que previu o acidente aéreo e avisou o governo de Pernambuco. Ele alertou que haveria a queda da aeronave, no dia 13 de agosto de 2014, proveniente de uma sabotagem. O que o governo federal tem a dizer? O ex-presidente Dutra dizia que “o esquecimento é uma das maiores virtudes dos brasileiros e também um dos seus piores defeitos”.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com 
Rio de Janeiro   

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AINDA A CUBANIZAÇÃO DE DIRCEU

Circulam insistentemente na internet notícias preocupantes e muito bem fundamentadas sobre o eterno projeto do PT de “cubanizar” o Brasil. Sonho maior de José Dirceu, discípulo ardoroso e incondicional de Fidel Castro. Evidentes fatos atuais apontam claramente para isso. Entre eles podemos destacar: arrecadação expressiva de verbas via corrupção em estatais; compra de parlamentares para aprovar projetos; indicação para o STF de juízes simpáticos ao partido; instalação de câmaras populares; cerceamento da imprensa; compra de apoio popular via Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida; apoio sistemático a países com viés autoritário; antiamericanismo emblemático; aparelhamento contundente do Estado, com colocação de filiados políticos, em vez de pessoas competentes. É fundamental que o lado de cá esteja atento e atuante para tentar impedir essa catástrofe, que nunca esteve tão perto. 
 
J. Treffis jotatreffis@outlook.com 
Rio de Janeiro

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A INSPIRAÇÃO DO NOSSO GOVERNO

O Brasil é mesmo um país azarado. Muito depois do “boom” socialista, eis que temos um governo dessa orientação. Só que, ao invés de um socialismo moderno de inspiração europeia ou mesmo chinesa, os nossos líderes se espelham em figuras folclóricas. Por exemplo, aquela dupla formada por um bonitão, de olhos tristes e boina – Che era um verdadeiro gato, tanto que detestava banhos, mas adorava torturas e execuções –, e o barbudo Fidel Castro, fã de discursos intermináveis, hoje decrépito, mas ontem cruel e sagaz, tanto que eliminou as demais lideranças revolucionárias e transformou sua ilha numa Ilha da Fantasia, lembram daquela série de TV com Ricardo Montalban. A esses juntaram outros líderes, igualmente meia-boca – o boquirroto Hugo Chávez, que segundo seu fiel imitador, Nicolás Maduro, transformou-se em passarinho (tragam-me um estilingue), e o esperto Evo Morales. Tudo isso está resultando em que temos agora uma verdadeira Internacional Socialista, mas bem ao gosto petista – privatizam o lucro resultante da corrupção e socializam os custos para o resto da população (basta ver como andam a dívida pública e as piruetas contábeis para escondê-la). A desculpa é de que essas práticas são “antigas neste país”, o que é verdade, mas também é verdade que nunca foram tão intensificadas e que corremos o risco de uma verdadeira “mexicanização”, com o envolvimento de representantes de todas as camadas sociais na corrupção generalizada – só está faltando a violência brutal do modelo mexicano.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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O DESVIO

Metaforicamente, digamos assim, constata-se no Brasil e, de um modo geral, na chamada América Bolivariana, sob a inspiração de velhos e gastos ditadores e de paladinos de uma esquerda ultrapassada, a ocorrência de curva inversora realizada por um longo trem no interior de um túnel. Os países sul-americanos, mais pobres, representados pelos últimos vagões, num determinado momento começam a ver a locomotiva e os da frente a ela ligados saindo do túnel e correndo em sentido contrário. Recusando-se a aceitar o fato óbvio do que algo radical sucedeu lá dentro, os pobres sul-americanos, Brasil incluído, estimulados por alguns passageiros demagogos, desengatam-se do restante da composição e resolvem seguir, até parar, em linha reta, por um desvio antigo, pouco seguro, ignorando as mudanças de rumo impostas pelo túnel ao longo do qual os mais ricos e prósperos decidem seguir. A analogia, com as restrições de toda analogia, serve para ilustrar, entre outras questões nacionais, a dinâmica equivocada da nossa política externa, carregada de tintas ideológicas e que, em vez de praticar uma diplomacia que venha de encontro aos reais interesses do País e que premie o desenvolvimento do seu comércio exterior, resolve enveredar por caminhos incertos que conduzem a locais abandonados e sem perspectiva de crescimento. Surpreendentemente, os passageiros desviados resolveram apoiar os desengatadores populistas por mais quatro anos.   

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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PEC DOS PRECATÓRIOS, A PEC DO CALOTE

É uma vergonha para o mundo jurídico brasileiro a aprovação da chamada PEC dos precatórios, ou seja, a Emenda Constitucional n.º 62, de 9 de dezembro de 2009, que alterou o artigo 100 da Constituição federal da República e acrescentou o artigo 97 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), instituindo o pagamento de “precatórios”, como são chamadas as dívidas de União, Estados, Distrito Federal e municípios. Isso significa que os débitos dos órgãos públicos poderão ser pagos até em 15 anos. É uma afronta à dignidade do cidadão que, após sofrer a longa tramitação dos processos judiciais contra os entes públicos, não tem esperanças de receber o que lhe é devido por força de uma decisão judicial transitada em julgado, contra a qual não cabem mais recursos. É a desmoralização completa do Poder Judiciário, que não tem meios para fazer cumprir suas decisões. Estabelece o vergonhoso texto constitucional que os municípios devem reservar entre 1% e 1,5% de suas receitas líquidas para o pagamento dos precatórios. Estabelece, ainda, que os Estados-membros devem reservar também de suas receitas líquidas o porcentual entre 1,5% e 2%. É um verdadeiro deboche e escárnio à ordem jurídica esse monstrengo criado pelo Congresso. Somente um Congresso Nacional do nível do atual – claro que com as honrosas exceções de alguns senadores e deputados – poderia impor à Nação uma legislação que coraria de vergonha qualquer país democrático e civilizado. A única esperança agora para revogar essa iniqüidade está na alçada do Supremo Tribunal Federal, que é julgar várias ações de inconstitucionalidade propostas pela Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação dos Magistrados Brasileiros e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, expurgando da Constituição federal de 1988 essa aberração. Tenho a certeza de que o deputado Ulysses Guimarães, presidente da Constituinte de 1988, se envergonharia e protestaria com veemência, caso estivesse vivo, contra a aprovação dessa PEC que macula a Carta Magna. Falo com certeza, pois tive a honra e o privilégio de conviver com esse grande parlamentar, que engrandeceria qualquer nação civilizada como seu representante. Nossos pêsames àqueles que se esqueceram de seus compromissos com a Nação e aprovaram essa vilania.

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com 
Belo Horizonte

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‘CALOTEIRO, NÃO!’

Pela matéria “Caloteiro, não!” (“Aliás”, 23/11, E9), que tratou da atitude de juízes com suas “carteiradas” ou “você sabe com quem está falando?”, cheguei à conclusão de que o juiz tornou-se no novo senhor de senzala e o Judiciário, o novo Pelourinho, prática corroborada pelo corporativismo de outros “juízes” ou “senhores de senzala”, como preferirem. Falta-nos indagar: Quem será a nova Princesa Isabel?

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí 

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MÁRCIO THOMAZ BASTOS (1935-2014)

A turma 58 das Arcadas se reúne, via de regra, uma vez ao ano. Na próxima, respeitado que era, sentiremos – e muito – a sua falta. Não é preciso dizer mais.

Aldo Thomaz tudo.para.arte@hotmail.com 
Santo André 

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O DIÁRIO DO ADVOGADO

O advogado Thomaz Bastos, recém-falecido, deixou entre seu legado um diário com 17 volumes, mantido num cofre, com a recomendação de ser revelado 50 anos após a sua morte. Certamente, entre seus registros pessoais, haverá assuntos, talvez segredos, de interesse estritamente familiar e outros relativos à sua intensa e exitosa atuação profissional. Por certo também trará anotações e comentários sobre sua longa atividade política – como os bastidores da campanha das Diretas Já, a formulação, discussão e aprovação da atual Constituição pela Assembleia Constituinte e, por último, sua atuação como ministro da Justiça e seu envolvimento profissional com as questões petistas. Talvez os registros, observações e comentários sobre este último período é que agucem a curiosidade da população brasileira. Por isso, achamos que o prazo de 50 anos é por demais alongado para esperar a abertura do testamento do pranteado jurista. Por certo não haverá tempo para cobranças e desmascaramentos sobre trapaças e manipulações do poder – isso no caso de o diário trazer detalhes reais do submundo dos sucessivos governos petistas. 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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SAMUEL KLEIN (1923-2014)

Agradecemos os registros feitos pelo jornal em homenagem ao nosso patriarca, Samuel Klein, e também o respeito à privacidade da família neste momento tão doloroso.  Nossa gratidão.

Família Klein sonia.mitaini@grupocb.com.br
São Paulo 

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VIOLÊNCIA NA USP

Sou ex-aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) – 61ª turma. Tenho saudade dos tempos de faculdade; as colegas e os colegas sempre se trataram com fraternidade, lealdade e respeito. Pois fiquei absolutamente estarrecido ao ler a notícia veiculada em primeira página pelo “Estadão”, tradicional defensor da ética e da moralidade, sobre estupros e outras violências na mencionada faculdade. Se às vítimas de cafajestes e criminosos só restou procurar assistência na Assembleia Legislativa de São Paulo, é porque no âmbito da faculdade não receberam a atenção e o cuidado que mereciam. Num passado recente, já ocorreu a morte de um calouro, afogado na piscina da Associação Atlética Acadêmica Osvaldo Cruz (AAAOC). Esse evento já foi motivo de sofrimento e de consternação. O que dizer agora? Como não ficar constrangido e envergonhado diante da sociedade? Quem são estes que, supostamente alunos, apresentam comportamento criminoso? Vivemos atualmente um momento de licenciosidade, com estímulo por uma parte da mídia, e há a sensação de impunidade, de que “tudo pode porque não vira nada”. Isso não justifica em absoluto os atos cometidos. Que papel estão desempenhando o Centro Acadêmico Osvaldo Cruz e a Associação Atlética Acadêmica Osvaldo Cruz, que no passado eram motivo de alegria e orgulho? Urge que a Diretoria e a Congregação da Faculdade tomem as medidas cabíveis, acolhendo as vítimas, apurando as responsabilidades dos malfeitores, saneando este ambiente, que já foi bom, muito bom, em dias passados. E que as notícias deste saneamento sejam estampadas na primeira página do jornal, como prova de melhoria. 

Ulysses Vasconcellos de Andrade e Silva santannaesilva@uol.com.br
Barretos

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A IMAGEM DA UNIVERSIDADE

A que ponto chega a irracionalidade de alguns estudantes universitários, verdadeiros irresponsáveis. Fazem curso de Medicina visando a cuidar da vida humana e agem como animais, desgastando a imagem e o nome de uma universidade que tem fama internacional. A USP não merece ter em seus quadros estudantis essas figuras grotescas. E os demais colegas e professores precisam agir, buscando resgatar o nome que lhes vai dar respaldo numa atividade de tamanha envergadura que é a medicina.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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USP, UM NOVO CENÁRIO

Há algum tempo a Universidade de São Paulo (USP) tem sido matéria jornalística e, posso salientar, que de uma maneira não muito elogiosa. Sim, a USP tem problemas, muitos problemas, como a demais instituições públicas, que tem diferentes gestores/gestões e estabelecimento de prioridades diversificadas. Entretanto, dada a sua característica em ser uma universidade, apresenta a particularidade ímpar de ter como tríade de sustentação o ensino, a pesquisa e as atividades de extensão. Trabalho há 33 anos na instituição e causa-me grande constrangimento a maneira como está sendo tratada, no enaltecimento de suas falhas e na perpetuação de uma imagem deturpada que tem sido passada como característica da instituição, em detrimento de tudo o que é feito em relação à sua tríade. Sim, a USP tem problemas, mas também tem ações louváveis, como a criação de modelo de atuação da Farmácia-Escola do Departamento de Farmácia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP), denominada de Farmusp. Sou a farmacêutica responsável da Farmusp, que se configura numa atividade de extensão, ensino e pesquisa, conforme estabelecido pela USP, e tenho uma história que precisa ser conhecida. Até 2008, as atividades da Farmusp eram voltadas para a dispensação e manipulação de medicamentos (modelo tradicional ou biomédico). Entretanto, novo modelo de atuação foi delineado, segundo a tendência mundial de tratamento humanístico ao paciente/usuário de medicamentos (modelo biopsicossocial plasmado nas diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS), visando a torná-la um polo de referência no ensino, pesquisa e extensão à comunidade nas áreas de assistência e atenção farmacêuticas, com ênfase nas atividades clínicas do farmacêutico, derivadas do seguimento farmacoterapêutico de pacientes. Cabe ressaltar que a prática do seguimento farmacoterapêutico baseia-se na adoção de método que possibilite o registro e a avaliação de parâmetros fundamentais para a otimização da farmacoterapia do paciente, em comum acordo com o próprio paciente e com os demais profissionais da saúde relacionados ao seu tratamento. Para tanto, este seguimento requer infraestrutura apropriada para a entrevista do paciente pelo farmacêutico, o que demanda local adequado e exclusivo para tal finalidade (consultório farmacêutico), no sentido de preservar a confidencialidade das informações e fortalecer a relação paciente – farmacêutico. Para viabilizar o novo modelo foram estabelecidas parcerias com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e com o Hospital Universitário da USP, além da participação da FCF-USP no Projeto Região Oeste da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Atualmente, a Farmusp está constituída por: área de acolhimento aos pacientes, três unidades de consultórios farmacêuticos para o seguimento farmacoterapêutico, espaço do idoso e o Centro de Informação de Medicamentos (CIM-Farmusp), além de almoxarifados e área administrativa. O modelo atual viabiliza a integração do aluno de graduação, pós-graduação e residência farmacêutica em equipes multiprofissionais de saúde, tendo o paciente como foco principal do cuidado e o medicamento como insumo aplicável ao seu tratamento, promovendo, assim, o uso racional de medicamentos. As atividades desenvolvidas relacionam-se a projetos de pesquisa dos quais derivam o ensino e a extensão à comunidade. No CIM-Farmusp os acadêmicos estão envolvidos em projetos inovadores para a maximização da segurança do paciente, a educação em saúde e a Farmacovigilância. O novo modelo/infraestrutura da Farmusp também possibilita a realização de parcerias para o desenvolvimento de programas de capacitação de recursos humanos nas áreas de Assistência/Atenção Farmacêuticas, de modo a colaborar com a formação/capacitação de farmacêuticos que possam atuar no contexto do SUS. Em suma, o novo modelo da Farmusp constitui-se em grande avanço na área, permitindo a adequada formação do farmacêutico, capacitado, inclusive a colaborar com a formulação de políticas públicas na área de saúde. Reitera e, ao mesmo tempo, avança com relação à contribuição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas à sociedade. Foi um trajeto árduo até chegarmos onde estamos, mas todo o esforço foi direcionado por acreditar que a Universidade de São Paulo propõe ações de vanguarda, como a que acabei de citar, para que o cenário brasileiro possa ser melhorado e que a sociedade possa receber o investimento que nela deposita. Sim, tenho orgulho de fazer parte desta instituição e podemos ter um olhar promissor para ela, se reparamos nossas falhas, mas também nossas virtudes deverão ser enaltecidas. 

Maria Aparecida Nicoletti nicoletti@usp.br 
São Paulo

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APOSENTADORIAS
 
“‘Acho razoável’, diz Fernando Henrique Cardoso sobre o salário que recebe na USP” (“Estadão”, 25/11). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aposentado em 1968, com 37 anos de idade, afirmou que a aposentadoria que recebe da USP, de R$ 22,1 mil não é alta. “Comparado com o que se ganha no setor privado, aí significa muito, porque a aposentadoria do INSS é muito baixa”, opinou. Perfeitamente, mas Vossa Senhoria se esquece de que governou o Brasil durante oito anos, de 1995 a 2002, e nada fez para mudar essa desigualdade.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo 

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VIOLÊNCIA

Acrescento a violência – principalmente contra a mulher (a cada 10 minutos uma mulher é estuprada no Brasil) – e os inúmeros assassinatos de jovens à reportagem sobre a intolerância política, religiosa ou relativa à orientação sexual, na capa do caderno “Aliás” de domingo (23/11). Há 12 anos no poder o PT criou inúmeras secretarias e ministérios que deveriam existir para prevenir essas tragédias, mas parece que elas só pioraram. Não há projetos, nem cobranças, nem fiscalização dessas secretarias e ministérios, e, principalmente, não parecem ser ligados à educação, saúde e cultura. Acredito que é somente melhorando esses três setores que a liberdade e o respeito avançarão, e não criando ministérios e secretarias.

Regina Moretti ferrari@tavola.com.br 
Santana de Parnaíba

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TRÁFICO INFANTIL E ESCRAVIDÃO

Ao ler a reportagem “‘Tráfico infantil está ligado à globalização’” (23/11, A26), restaram-me um nó na garganta e um grande sentimento de indignação. O que estamos fazendo? Que mundo é este? Somos uma geração perdida que permitiu e permite atrocidades em pleno século 21 e com o conhecimento de todos... Caberá aos que virão reconstruir o que destruímos na ânsia e ganância desenfreada. Caberá a eles construir a paz e as pontes. Quanto a nós, resta-nos a culpa da omissão e da covardia diante de tanta dor, descaso e alienação.

Maria Isis M. M. de Barros misismb@hotmail.com 
Santa Rita do Passa Quatro

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FALTA DE ÁGUA EM SÃO PAULO

Muito se fala da falta de água em São Paulo e que o governo do Estado é culpado por não ter tomado providências. Entretanto, com o crescimento desordenado da capital, que tinha 11.253.500 de habitantes no Censo de 2010, e agora tem 11.895.893, conforme o IBGE, nenhum Estado tem condições de atender a contento às necessidades da população. Teremos de buscar água em locais muito distantes. E temos onde formar represas? Esse crescimento populacional em quatro anos equivale a uma São José dos Campos. São 642.390 habitantes a mais em quatro anos. E esse é o crescimento só na capital. Se formos ver a área metropolitana, será um Deus nos acuda. São Paulo não pode crescer mais tanto.

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br 
São Paulo

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CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 

Parabéns ao Cruzeiro, pela brilhante e mais do que merecida conquista do bi/tetra do Brasileirão 2014! O Cruzeiro faturou mais um grande título por causa de sua organização, profissionalismo, planejamento e competência. E hoje ainda vai decidir com o arquirrival Galo o título da Copa do Brasil 2014. Curioso que, de 1971 para cá, o Cruzeiro foi o último dos grandes do futebol brasileiro a conquistar o Brasileirão, em 2003, após longos 32 anos. De lá para cá, no entanto, na era dos pontos corridos, virou bicho papão e já levou para a Toca da Raposa três Brasileirões (2003/2013/2014) e um vice (2010). Sensacional!
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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PROTESTO

Palestrino histórico desde 1942, faço meu protesto público em razão da pífia e vergonhosa campanha do Palmeiras no ano do seu centenário. Diretoria de futebol incompetente e jogadores medíocres, exceção feita ao goleiro Fernando Prass.

Clovis Corrêa Filho correathome@terra.com.br 
São Paulo

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JORNALISMO PREMIADO

Enquanto há 1883 dias o “Estado” está sob censura, tanto o fotógrafo Fábio Mota, da sucursal do Rio, foi premiado na categoria Fotojornalismo, com o trabalho em defesa a democracia, como a reportagem “Sudão do Sul: a guerra esquecida”, de Adriana Carranca, foi escolhida como a melhor cobertura internacional. Cumprimento Fábio Mota, Adriana Carranca e o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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