Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2014 | 02h03

Que comam brioches...

Na mesma página do Estadão de ontem (A4|) Dilma Rousseff anuncia um pacote para resgatar a credibilidade fiscal do governo e logo abaixo é anunciado projeto prevendo 26% de aumento no contracheque dos vencimentos da própria Dilma, do seu vice, Michel Temer, dos 39 ministros e, claro, dos deputados federais e senadores, acrescidos dos demais auxílios. Mas se o Brasil está no vermelho, de onde sairá a verba para sustentar a corte em Brasília? O novo ministro nomeado pela rainha da corte brasileira vai aumentar a carga tributária dos súditos, como se fazia na França? Se o dinheiro sair do lombo dos trabalhadores, plebeus pagadores de impostos, estão procurando uma nova queda da Bastilha em pleno século 21.

GLÓRIA ANARUMA

glória.anaruma@gmail.com

Jundiaí

PT incomodado

Ainda na mesma página o Estadão dá conta de que cerca de 3 mil correligionários de Dilma promovem abaixo-assinado cobrando da presidenta o cumprimento de promessas de campanha, em face da anunciada escolha de Joaquim Levy para a Fazenda e da cogitada seleção de Kátia Abreu para a Agricultura. Os argumentos são um rol de preconceitos. Entendem os subscritores que Dilma deve governar para quem lhe deu a vitória na eleição - pouco mais de um terço dos eleitores, exatos 38%. Os petistas vivem se proclamando "republicanos", mas não querem que Dilma faça nada que agrade aos 62% do eleitorado que não lhe deu o voto. Querer que Dilma se restrinja a cumprir o que prometeu significa ser a favor do "quanto pior, melhor".

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Salvador da Pátria

Será que a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda trará credibilidade ao País perante o mercado financeiro e os investidores, com Dilma na Presidência da República, Graça Foster na presidência da Petrobrás, o PMDB no comando do Congresso e o STF com a maioria dos ministros nomeados pelos governos petistas?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Dos bons

A intenção de dona Dilma de oficializar a indicação de Joaquim Levy para a Fazenda é uma boa. O histórico dele é muito bom: foi pupilo de Arminio Fraga, apoiou a candidatura de Aécio Neves e dizem que tem o apelido de Tio Patinhas, indicativo que sabe cuidar do dinheiro. Precisa mais? Esse é dos bons.

FERNANDO SILVA

lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

Perfeita simbiose

Agora é que entendi, a presidente é a Dilma Neves, o ministro da Fazenda é o Levy Fraga e o partido a que pertencem é o PTSDB.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

MUDANÇA NA LDO

A farra continua

Ainda nem sequer conseguimos elaborar o tamanho do assalto à Nação praticado pelos integrantes desse governo no petrolão, em prol única e exclusivamente da causa do lulopetismo em seu projeto perene de poder, e já estamos diante da tentativa de derrubada das conquistas do passado, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, por meio do PLN 36, que Dilma empurra para esconder o que todos nós já sabemos: a sua participação direta em tudo de obscuro que ocorre nas ações do atual governo e a garantia de que a farra vai continuar para mantê-los no poder.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Irresponsabilidade fiscal

Pergunto: onde está a sociedade civil organizada, onde está a oposição, onde está a OAB, onde estão os movimentos sociais que foram às ruas em 2013 que não se estão manifestando contra mais esse atentado à nossa democracia e à já combalida estabilidade fiscal? O governo federal precisa calçar as sandálias da humildade e admitir que foi incompetente na administração da coisa pública e, portando, deve sofrer as consequências da Lei de Responsabilidade Fiscal. Caso esse casuísmo seja aprovado pelos nossos competentes legisladores estaremos, com certeza, pavimentando nosso futuro para sermos uma Argentina e Venezuela de amanhã. Este governo não tem escrúpulos para se manter no poder. Eu não concordo e não aceito a proposta de alteração da LDO. O sr. Aloizio Mercadante está mais para mascate bolivariano do que para ministro.

MARCIO MARCELO PASCHOLATI

marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

Esmero

Ora, ora, dona Dilma teve esmerada educação em sua escola de Economia, o que lhe propiciou o desenvolvimento de uma técnica revolucionária para as contas públicas. Agora, graças à fórmula inventada por nossa presidente, os países poderão realizar "superávits negativos" e assim encerrar o exercício sob aplausos!

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Pode ser a gota d'água

A manobra desesperada do governo para mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e reduzir a meta fiscal pode ser a gota d'água que fará o Brasil finalmente perder seu valioso grau de investimento. Afinal, quem teria coragem de recomendar que se invista numa empresa administrada de forma criminosa como a Petrobrás, num país que não respeita suas próprias leis?

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Lei 'adaptável'

Só no Brasil, e talvez em outros países aqui por perto, a lei se ajusta ao interesse do jurisdicionado. Para que não haja punição de algum poderoso a lei se adapta ao caso concreto. Isso talvez explique por que o País não consegue decolar como potência!

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

De infração e pena

Entende-se que uma nova lei não tem efeito retroativo. Então, uma mudança na LDO, se é que seja cabível depois de infringida, não pode livrar o infrator das penas previstas.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

PETROLÃO

Pergunta inocente

Petrobrás cria cargo de diretor contra corrupção. Será da cota de que partido?

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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ESCÂNDALO NA PETROBRÁS

“Empresas da Operação Lava Jato doaram R$ 109 milhões para Dilma e Aécio” (“Estadão”, 26/11). Se confirmada a doação de dinheiro do esquema do Petrolão para a campanha vitoriosa de Dilma Rousseff em 2010, que aparentemente ocorreu mesmo, não seria o caso de a oposição pedir a convocação da presidente na CPI da Petrobrás? Não seria o caso de pedir o impeachment da presidente, como ocorreria em qualquer país do mundo civilizado, por receber doação de dinheiro ilegal? Metade dos eleitores deste país espera uma resposta.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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PODE PIORAR

Quem se assustou com o roubo do mensalão ficou estarrecido com os números da corrupção no caso da Petrobrás. Aguardem, porque, se investigarem os fundos de pensão dos funcionários das estatais, descobrirão que o buraco é bem maior que o roubo da Petrobrás e vem de longa data, bem antes de o PT assumir o comando do País. Os fundos de pensão das estatais sempre foram feudos dos políticos que os comandavam e foram sistematicamente saqueados ao longo do tempo.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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VAQUINHA
 
Como a vaquinha do mensalão rendeu ótima ordenha, logo veremos a vaquinha da Petrobrás. Sobram-nos a Vaca Louca ou os dedos a mamar. 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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HIENAS E LEÕES

O Petrolão, um dos maiores roubos da história do Brasil, envolve empresários, diretores e gerentes da estatal, além de políticos – estima-se que sejam 40 ou mais. Para que a roda girasse, as empreiteiras deveriam ser contratadas e os diretores da estatal aliados aos políticos cobravam um pedágio que variava de 2% a 3% (estimado). Na natureza, os leões matam a presa e frequentemente as hienas roubam as carcaças, pois o bando ataca com muita ferocidade e os leões acabam abandonando a caça e partem para outra. No Petrolão, as hienas e os leões caçam e repartem a caça: as hienas, que são os diretores, gerentes e políticos, escolhem a caça e informam aos leões (as empreiteiras) quando e onde estão. As empreiteiras têm apenas o trabalho de matá-las, e, juntamente com as hienas, repartem as mesmas carcaças. É a união impossível na natureza, mas como se trata de dinheiro fácil, nada é impossível. Como exemplo, até o diabo se afastou do inferno para participar ativamente do dia a dia da política brasileira. Isso não é uma vergonha, é fétido, nauseante e, como as urnas eletrônicas e o Bolsa Família, já faz parte do dia a dia do País. A que ponto chegamos! Um país quebrado financeiramente, moralmente afundado na lama e querem nos fazer acreditar que está tudo bem, que é uma questão de fazer pequenos ajustes e voltamos a crescer. 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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O PIOR NEGÓCIO DO PLANETA

Em certa ocasião, John D. Rockfeller declarou, sobre o fantástico mundo dos negócios, que a melhor empresa no mundo era uma companhia de petróleo bem administrada e que a segunda melhor empresa do mundo era uma companhia de petróleo mal administrada. Ele tinha razão, só não conhecia o PT, que transformaria uma companhia de petróleo na pior das empresas deste planeta. Se estivesse vivo, mudaria sua percepção sobre corrupção e roubo numa petrolífera.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com 
Curitiba 

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PETROBRÁS INADIMPLENTE

A que ponto o PT chegou! Com a sua ingerência nociva, promove a total desmoralização da Petrobrás. Com caixa reduzido, a estatal tem tido dificuldades para honrar os devidos pagamentos aos seus fornecedores – e a Alumini, contratada pela Petrobrás, para as obras da refinaria de Abreu Lima, é um deles e, por estar com dificuldade para receber R$ 1,2 bilhão pelos serviços prestados à Petrobrás, não teve outra alternativa senão recorrer à Justiça de Pernambuco, conseguindo o bloqueio de até R$ 126 milhões das contas da estatal, para que seus 4 mil funcionários não ficassem sem receber seus salários. Este é mais um triste legado desta era petista, em que sua cúpula consegue a façanha de desestruturar uma das empresas mais bem administradas e respeitadas do mundo na área de energia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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OPERAÇÃO PAULO FRANCIS

Paulo Francis foi imolado por falar a verdade. Mais que oportuna, é justíssima a referência à sua memória em artigo de Sérgio Augusto sobre a Petrobrás (“Suíça connection”, 23/11, E8). As delações em curso mostram que o jornalista estava correto ao dizer que diretores da empresa mantinham contas no exterior. De fato, bem que as investigações poderiam se chamar Operação Paulo Francis, para lavar a honra do jornalismo nacional. A começar pela infâmia da Petrobrás haver recorrido a tribunal americano para condenar um brasileiro por falar a verdade. Os organismos internacionais de defesa da imprensa precisam colocar o tema em destaque.

José Roberto Sant’Ana jrsantana10@gmail.com 
Rio Claro 

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NA SUÍÇA

Espero que os procuradores federais que foram à Suíça atrás de repatriar dinheiro de propinas pagas pela Petrobrás aproveitem e acertem também o repatriamento das propinas pagas aos políticos e administradores do Metrô de São Paulo, que, embora devidamente bloqueadas por lá, os procuradores de São Paulo nunca se interessaram em ir atrás.

Clóvis Deitos clovis@ardcontabil.com.br 
Campinas 

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ELOGIO AO JUIZ

Muito comovente a foto do sr. Adarico Negromonte Filho em prantos na primeira página do “Estadão” de terça-feira. Ele era uma das peças usadas dentro da Petrobrás para fazer a lavagem e distribuição do dinheiro da corrupção. A dúvida que fica é: será que seu chororô representa o arrependimento de alguém que ajudou a tirar, “via roubo de dinheiro público”, a comida da boca de muitas crianças carentes, negando-lhes também um serviço de saúde minimamente decente, ou foi o vislumbre de uma futura vida luxuosa ir para o espaço logo após sua prisão? Como a presidente Dilma vem lembrando ultimamente sobre o alto número de casos de corrupção apurados em seu governo, não seria o caso de a soberana vir a público, em cadeia de rádio e TV, anunciar e elogiar o excelente trabalho desempenhado pelo juiz Sérgio Moro, que graças a sua competência e independência está conseguindo, mesmo a contragosto do PT, prender aqueles que vêm assaltando impunemente a Petrobrás durante a última década?  

Peter Cazale  Pcazale@uol.com.Br 
São Paulo 

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OS CORRUPTOS

Nem 5% serão confiscados ao rombo da Petrobrás. Agora, quando aparecerão os principais políticos corruptos envolvidos?

Antonio de Souza D’Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br 
São Paulo

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SILÊNCIO

Depois da queda vertiginosa de valor, dos desmandos e escândalos revelados na Petrobrás, onde está sua Associação de Engenheiros, sempre tão ciosa e empenhada em defender com ênfase patriótica a honra e a soberania da empresa quando esta eventualmente pudesse ser ameaçada de perder seu poder? Onde está sua Associação de Funcionários ativos e Funcionários Aposentados também, sempre tão preocupadas em defender a grande empresa petrolífera e os respectivos empregos e benefícios de seus funcionários e aposentados? Até agora, completo silêncio. Silêncio contra o descalabro, a roubalheira generalizada e de alto alcance, mas, principalmente, silêncio pela incompetência e desfaçatez da presidente da empresa, que admite, oito meses depois de negá-lo, que houve pagamento de propinas gigantescas e, agora, docemente constrangida, sugere a implantação de uma Diretoria de Compliance, como se uma empresa desse porte já não devesse ter uma há muito tempo. Além disso, o que fez a diretoria anterior da empresa nestes 12 anos?
 
Renato R. Pierri rrpierri@gmail.com
São Paulo

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A BANCARROTA DA HONESTIDADE

O Brasil está no fundo do poço, sujeitando-nos, inclusive, ao risco de perdermos a nossa democracia. O maior escândalo de corrupção da história do País e, talvez, do planeta conta com pouca reação dos congressistas e da população em geral. Por muito menos, Fernando Collor foi cassado. Como disse um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), os desvios do mensalão, comparados ao volume do furto da Petrobrás, poderiam ser julgados na Justiça das pequenas causas. As Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e governadores a tudo assistem com irritante indiferença, salvando-se apenas a mídia. Aonde chegamos! Lembro, para concluir, de Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com 
São José dos Campos
  
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DEFESA

Triste para o Brasil vermos advogados das empresas envolvidas no Petrolão defenderem seus patrocinadores alegando que, nas ocasiões em que as propinas foram pagas, ou se acatava à solicitação ou o negócio estava perdido. Parece-me que no código de ética que deve ser obedecido pelos advogados deve haver algo que os obriga a obedecer às leis e a Constituição. As propinas são atos ilegais. Onde estavam estes mesmos advogados ao tempo em que as propinas foram pagas, que não recomendaram a seus clientes não aceitar os pagamentos de propinas e anular as licitações? Por que não acusaram os corruptos que “impunham” tais benesses? Não é o caso de a própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) levar tais advogados à Comissão de Ética e julgá-los pela falta de profissionalismo e desrespeito à ética e à moral? Para onde o País seguirá, se mantivermos advogados com tal maneira de pensar e agir?
  
Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 
Campinas

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O SALÁRIO DAS AUTORIDADES

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), admite e defende a elaboração do projeto para que deputados, senadores, ministros e presidente da República articulem aumento de salário de 26%, alegando ser constitucional. Perguntamos ao ilustríssimo sr. presidente se não seria “constitucional”, também, a população ter direito a saúde, educação, segurança e transporte públicos. O que esperam para nos atender?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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VAI SECAR O LEITINHO

Aumento dos salários dos congressistas, ministros e presidente. Será que os deputados, senadores, ministros e presidente querem mesmo aumentar os seus salários em 26%, porque isso vai secar o leitinho da vaca Petrobrás? Cadê a aposição, vai ficar em silêncio? O aumento dos salários dessa cambada de sem vergonhas tem de ser condicionado ao aumento dos salários dos professores, policiais e aposentados.    
 
Clézio Donizete Goulart clezio_goulart@yahoo.com.br 
São Paulo

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REDUÇÃO SALARIAL

Só rindo para não chorar, pois os “nobres” deputados estão pleiteando um aumento em seus vencimentos para passar dos “míseros” R$ 26.723,00 para R$ 33.769,00, que corresponde a um aumento de 26%. Proponho: por que não repassar esse aumento porcentual aos aposentados, que a cada ano têm seus vencimentos carcomidos pela inflação, e aplicar ao deles o aumento concedido aos aposentados? Aliás, pelo que recebem e pelo que fazem em prol do País, na verdade deveriam ter é uma redução de salários!

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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PRIVILÉGIOS

Deputados articulam aumento de salário no Congresso e no Executivo. Uma “modesta” elevação de 26,33%, passando de R$ 26.723 para R$ 33.769. Eles merecem? Os trabalhadores e os aposentados também, e até aceitam mais e$$a afronta, se os reajustes observarem a mesma taxa de aumento, para todos. Afinal, todos somos iguais perante a lei. Ou não? Chega de privilégios para alguns e/ou quase nada para os demais. País rico é país sem corrupção!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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A CONTA

Os parlamentares, também conhecidos como agentes políticos, querem aumentar os próprios salários passando de cerca de R$ 26 mil/mês para algo em torno de R$ 33 mil/mês. São mais de 500 deputados e mais de 80 senadores. O total de gastos só com salários será de cerca de mais de R$ 230 milhões/ano. Com as mordomias, a conta vai longe. Enquanto isso, a reforma política para valer é empurrada com a barriga. Olhe que já foram mais de 50 legislaturas desde o império, em 1826. Como não acreditamos em Papai Noel, nem no Saci Pererê, nem na Cuca, nem no Boitatá, nem no Lobisomen, nem na Curupira, nem na Mula sem Cabeça, nem no bicho-papão, a sociedade continuará pagando a conta. Durma com um barulho destes.

José Luiz Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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ELES MERECEM?

Os nobres deputados e senadores querem aumentar os próprios salários em 22,6%! Será que merecem? E para o povo, a conta!

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas 

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EFEITO CASCATA

A mídia publicou que os ministros do STF querem um aumento de 22%, mais auxílio isto, auxílio aquilo, etc. Esta semana, o Congresso Nacional informou que tem um estudo para majorar os vencimentos do Executivo e do Legislativo em 26%. A incidência de ambos os pleitos gera um efeito cascata em que todos os poderes em todos os níveis tenham automaticamente aumentos nas mesmas proporções. Penso que, de acordo com o artigo quinto da Constituição, esses aumentos seriam justos se fossem estendidos a todos os brasileiros. Porém de onde tirar tantos recursos? O País, virtualmente quebrado, iria definitivamente para o buraco. Então não custa lembrar aquela máxima “ou se restaura a moralidade ou locupletemo-nos todos”.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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INTERVENÇÃO

A sessão conjunta destinada à apreciação de vetos presidenciais e projetos de leis que aconteceu na terça-feira (25 de novembro de 2014) deixou-nos a clareza de que o interesse da maioria dos deputados e senadores é implantar uma ditadura branca no País. Foi sem dúvidas a sessão do Congresso mais bagunçada e anarquizada que já vi durante os meus 81 anos de vida. Sem um mínimo de escrúpulo, o senador Renan Calheiros e sua gangue passaram o rolo compressor por cima da Constituição federal e do Regimento Comum do Congresso Nacional. O Congresso está precisando de uma intervenção já. Venha de onde vier.
  
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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CONSELHO TRIBAL

O que se viu nesta semana na Comissão de Orçamento e na sessão do Congresso é digno de um conselho tribal entre aborígenes dos mais atrasados do planeta. O Congresso e as comissões estão totalmente aparelhados e abduzidos pelos donos do poder. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dirige o Congresso como se tivesse às mãos um azorrague. Impõe a sua vontade, que de fato é a vontade do Planalto. A oposição argumenta, escandaliza-se, esperneia, mas prevalece no painel a força da maioria. Muda-se a lei vigente para facilitar a má gerência do governante. Mente-se, calunia-se, um autêntico vale-tudo. O governo venceu a batalha de 26 de outubro, mas as escoriações são tantas que a sua idoneidade nunca esteve tão nua. O governo tem dificuldade para compor o gabinete e demais cargos do Executivo. O anúncio de Joaquim Levy (Fazenda) e de Kátia Abreu (Agricultura) movimentou intelectuais e ativistas em manifesto contra a indicação de ambos. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) acusa a senadora de promover arrecadação ilícita. Pede a inelegibilidade de Irajá Silvestre Filho e de sua mãe, Kátia Abreu. Os maus se destroem pelas suas próprias honras.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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OPOSIÇÃO INCANSÁVEL

Pelo menos alguém no Congresso fez aquela tal “oposição incansável e sem trégua” ao governo: o deputado Mendonça Filho, do DEM de Pernambuco, peitou Renan Calheiros e conseguiu tumultuar a sessão e adiar a votação da proposta que muda a meta fiscal de 2014 para a próxima terça-feira. Por falar em oposição incansável, alguém viu Aécio Neves por lá? Tá mais difícil de ser encontrado do que o Wally.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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GOVERNO GASTA DEMAIS E QUER PERDÃO

O governo federal deseja que o Congresso Nacional aprove o mais rapidamente possível a flexibilização da meta do superávit fiscal, para se livrar das penalidades previstas na Lei da Responsabilidade Fiscal (LRF), uma “herança maldita” do governo FHC. Para justificar a aprovação de tal irresponsabilidade, o governo alega que o gesto serviria para passar uma mensagem de tranquilidade ao mercado às vésperas do anúncio da nova equipe econômica. Será que o poste n.º 1 (Dilma) e o deus Lula realmente acreditam que o mercado financeiro e os investidores são burros ou menos informados, como os beneficiários dos programas sociais, ou malandros, como os que recebem indevidamente benefícios graças a uma carteira de pescador? Será que Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, segundo a mídia, concorda com essas maracutaias? Com certeza, pois aceitou o cargo. A oposição está fazendo o seu teatrinho e dificultando a aprovação dessa maracutaia. Mas sabemos que tudo vai acabar em pizza, né? 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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SUPERÁVIT PRIMÁRIO
 
Tia Dilma gastou demais e recebeu de menos. Faltam R$ 81 bilhões para cumprir o “superávit primário”. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei de Responsabilidade Fiscal foram ignoradas. Merece um exemplar puxão de orelhas: impeachment, mas o subserviente Congresso, que nos custa R$ 23 milhões/dia, que tem o dever de fiscalizar e punir os infratores, está alterando a LDO para aceitar a transgressão. Existem duas saídas: fechar o Congresso e economizar R$ 8,4 bilhões/ano ou impeachment na presidente. Fechar o Congresso é mais difícil, mas para o impeachment basta os deputados e senadores cumprirem a lei.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br  
Vila Velha (ES)

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ESCULHAMBAÇÃO GERAL

Alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias no final do exercício para eximir Dilma por infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal pela gastança sem limites é uma esculhambação geral.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br  
São Paulo

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DESPREZO PELAS LEIS

Qual seria a credibilidade da Justiça de um país, se o próprio governo não respeita as leis?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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INEXPLICÁVEL

Com a possível mudança da LDO, o governo quer nos convencer de que a economia do País não está encolhendo. Se o ministro Mantega pudesse explicar, ele nos diria: o que está acontecendo é uma defasagem transitória relativa do aumento da economia.
 
Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com 
São Paulo

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ZERO A ZERO

A mudança do coeficiente da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) permitindo o descumprimento da meta da economia, o superávit primário, para pagamento de juros da imensa dívida pública por obra e graça do petismo, poderia ter evitado todas as discussões com as mais pueris e calamitosas justificativas ao ato. Bastava adotar: 1) o que o cumpanheiro Nicolás Maduro faz ao considerar “muito malvadas” leis que não são de seu agrado, e daí a mudança; 2) alterar para positivo todos os sinais resultantes nas contas públicas em negativo; 3) zerado o PIB, qualquer referência a ele será igual a zero, portanto tudo fica no zero a zero e viva o governo Dilma!
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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CONTAS PÚBLICAS

Nos primeiros nove meses do ano, o governo federal gastou mais do que arrecadou, tendo o primeiro déficit primário desde 1994, o que eleva a preocupação com as contas públicas, mesmo porque não há crescimento da economia que possa dar respaldo aos investimentos necessários. Agora, com a economia brasileira estagnada, a presidente Dilma enfrenta pressão para reduzir a intervenção do Estado na economia e a maquiagem (manipulação) das contas públicas. Com absoluta incomPeTência, resolve reduzir o tamanho do BNDES, banco de fomento brasileiro que impulsiona a economia (verdadeiro tiro no pé), quando deveria somente corrigir progressivamente distorções de subsídios, além de reduções de custos que há décadas foge ao controle do governo. Cito somente algumas das principais sugestões, caso fosse um governo sério: redução quantitativa de ministérios dos 39 hoje existentes pela metade, ainda ficaria com excesso; redução dos 513 deputados federais, quando a metade seria mais do que o suficiente; unificação da Câmara dos Deputados e do Senado (81 senadores) em uma só Casa, trabalhando sério, atrapalharia menos e menor seria o conflito e negociatas por cargos; redução de férias de parlamentares e ministros, hoje acima de 55 dias por ano, quando 30 dias seriam considerados a média superior para qualquer trabalhador; extinção de cartões corporativos – verdadeiros sacos sem fundo e sem controle; eliminação de apadrinhados (políticos ou não), que não entendem nadica de nada da pasta, lotados em cargos de diretoria de estatais e ministérios, por profissionais competentes (os melhores do setor), sem interferência política ou selecionados em concurso público, responsabilizados perante a lei, caso decidissem pelo malfeito (desvios); restituição ao cofre público de 100% do valor dos desvios, além de punição rigorosa para coibir a prática; utilizar verdadeiramente a expressão “doa a quem doer”, hoje tão usada e não praticada na política. Pelo bem dos nossos filhos e netos.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net
São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

O lulopetismo e aliados estão transformando Lei de Responsabilidade Fiscal numa mais que completa Lambança de Irresponsabilidade Total.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Procuro saber e não tenho resposta: existe algum parlamentar da base do governo honesto?

Ronald Martins da Cunha  ronaldcunha@hotmail.com 
Monte Santo de Minas (MG)

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RESERVAS CAMBIAIS

A presidente Dilma Rousseff vive “roncando papo” de que o Brasil está tranquilo contra crises internacionais, pois possui um colchão recheado de dólares para enfrentar esse mal. Em novembro essa reserva somava US$ 375 bilhões.  Desse total, estima-se que US$ 90 bilhões são em “swaps” cambiais (venda de dólar no futuro), portanto, podem sair da reserva a qualquer momento; fazendo o ajuste, chega-se a uma reserva líquida de US$ 285 bilhões. Essa arma (swap) vem sendo usada pelo Banco Central há tempos e não vai parar por aí, pois o panorama econômico e fiscal para os próximos quatro anos não é nada animador e poderá comprometer ainda mais as reservas. Essa é a última gordura acumulada do tempo das “vacas gordas” e também está com os dias contados, pois, com as continhas de “chegar” para fechar índices prometidos, contas no vermelho, pífios crescimentos projetados para o futuro, credibilidade nacional e internacional totalmente comprometida e a quase certa perda do “grau de investimento”, o capital será atacado, e quem dormia em berço esplêndido vai ter pesadelos ao enfrentar o que restou, a cama de espinhos da irresponsabilidade. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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O ESQUEMA BNDES

Lendo ontem a coluna de Celso Ming no “Estadão”, entendi que o governo federal pede emprestado nas instituições financeiras empréstimos a juros de 11,25% ao ano e repassa para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para fazer empréstimos a empresários (amigos) à taxa de 5% ao ano, e a diferença quem paga somos nós, o povo brasileiro. Isso é um assalto a mão armada. Aos amigos tudo e ao povo migalhas.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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QUEM MANDA É ELE

O martelo, aparentemente, está batido: Joaquim Levy será o novo ministro da Fazenda. A nomeação, a meu ver, segue uma destas lógicas, ou a união de todas elas: 1) Dilma encontra-se em desespero e com medo de ser tragada pelo escândalo da Petrobrás, o que requer urgentemente a criação de uma imagem de mudança com credibilidade para fazer o governo sair das cordas e se fortalecer politicamente neste momento de grave crise; 2) finalmente a presidente, que raramente deu mostras de sensatez desde que chegou ao governo federal, ainda na gestão Lula, foi acometida por um lapso de bom senso e adotou uma linha de raciocínio inteligente para o novo mandato, que conquistou à custa do tremendo sufoco imposto à sua candidatura pelo tucano Aécio Neves: a indicação de um economista ortodoxo para consertar as lambanças que ela e Mantega vêm produzindo desde 2010; 3) obediência a Lula, que é o candidato petista à Presidência em 2018 e, como tal, precisa evitar de qualquer maneira que o País vá para o buraco no próximo quadriênio. A hipótese da união dessas lógicas não me parece muito plausível – tenho muita desconfiança quanto ao item 2, pois não enxergo praticamente nenhum vestígio de sensatez na presidente e ex-empresária que quebrou uma loja de R$ 1,99. Se tivesse de apontar a variável de mais peso nessa formulação, sem dúvida ficaria com a número 3. Tal como Vladimir Putin afirmou há alguns dias, que deve se candidatar novamente à presidência da Rússia em 2018, consolidando de vez suas chances de se eternizar no poder, Lula pensa exatamente no mesmo cenário para o seu PT, partido que conduz com mãos de ferro. Ele não admite que a sigla seja derrotada nas eleições presidenciais. Como já se falou muito por aí, tem devaneios de fazer do PT um congênere do PRI mexicano, que ocupou e se locupletou do aparelho de Estado daquele país por longínquos 71 anos. Lula acha que revolucionou o Brasil e que o povo lhe deve ser eternamente grato por isso nas urnas, ignorando assim todas as mazelas que o regime petista não apenas não eliminou, como piorou enormemente – e a corrupção que anualmente tira um oceano de dinheiro dos mais necessitados é o maior exemplo do mal que o PT vem causando ao Brasil. Foi Lula quem nomeou o competente Joaquim Levy (que, segundo dizem, ironicamente colaborou com a campanha de Aécio) para tentar fazer com que a conjuntura econômica de 2018 não lhe seja tão desfavorável e não prejudique o projeto político totalitário que prevê sua volta formal ao poder na próxima eleição. A indicação confirma que quem manda, hoje, é ele. Não estamos às vésperas do segundo mandato de Dilma. Já vivenciamos, isso sim, o terceiro mandato de Lula.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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A OPOSIÇÃO E O NOVO MINISTRO 
 
Não importa que Joaquim Levy trabalhe no Bradesco nem que tenha sido aluno de Arminio Fraga, da mesma forma que não importa ser ele amigo pessoal de Aécio Neves ou que tenha participado da campanha oposicionista. Na verdade, o que importa é que atue no Ministério da Fazenda de forma técnica, ouvindo situação e oposição, mas sempre imprimindo uma diretriz técnica e de verdadeiro interesse nacional. Certamente que não agirá como Guido Mantega, sempre tolhido por dona Dilma, que impunha seus desejos, mesmo que incompatíveis com diretrizes técnicas. Passou a ser, na verdade, um prestidigitador da economia, caindo no descrédito. Entretanto, é bom que se aguarde o desempenho doravante.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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MAUS COSTUMES

Congratulo-me com o professor Ives Gandra da Silva Martins pelo artigo “Um governo de maus costumes” (26/11, A2). Claro, direto, objetivo e didático, o artigo faz excelente análise dos maus governos de maus costumes dos últimos 12 anos. 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com 
Belo Horizonte

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‘UM GOVERNO DE MAUS COSTUMES’

Com muita propriedade, o erudito jurista Ives Gandra Martins foi muito longe para responder à pesquisa do PT sobre o seu atual estágio de desapreço, junto aos leitores, quando lembrou a origem greco-romana das palavras “ética” e “moral”. Pelo respeito que tenho a este nobre articulista, digo que “queimou cera com mau defunto”, pois é sabido que nosso povo está exaustivamente cansado de ser ludibriado por este desgoverno petista.

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com 
São Paulo

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PODER E MORAL

Cumprimento o ilustre professor dr. Ives Gandra Martins pelo artigo de 26/11. Eleita de forma mentirosa e vil, nossa presidente governará com o poder que o cargo lhe garante, porém sem moral perante a Nação.

Pedro Ivo Satyro Marlene marlene.pedroivo@hotmail.com 
São Paulo

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MAPEANDO O ANTIPETISMO

É estarrecedor que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteja preocupado em saber por que não é mais querido por todos. A única coisa que mantém a presidente Dilma e o ex-presidente Lula fora da cadeia é a alegação patética e mentirosa de que eles não sabem nem nunca souberam de nada do que ocorre e ocorreu em seus governos. A estarrecedora verdade, que está ficando cada vez mais insuportavelmente clara, é que não só Lula e Dilma sempre souberam de tudo o que ocorria, como foram os mandantes dos crimes que ocorreram no mensalão de Lula e no Petrolão de Dilma. Não acredito que exista previsão institucional para lidar com a enormidade do que está acontecendo no governo brasileiro e com o que está por vir. Deus tenha piedade do povo brasileiro quando a hora da verdade finalmente chegar. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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A PESQUISA DO PT

Enquanto o PT contrata pesquisa para tentar mapear o antipetismo, o PMDB e a oposição não precisam contratar pesquisa alguma, porque elas já foram feitas. Uma, promovida pelo Senado em 2011, e outra, com resultados muito semelhantes, promovida pela Confederação Nacional da Indústria em 2013. Caso queiram atualizá-las, irão verificar, com certeza, que os resultados serão muito semelhantes àqueles registrados nas pesquisas anteriores. Essas pesquisas apontam aquilo que o povo, o eleitor, quer, contudo nenhum político até agora teve coragem de aproveitá-las, de fato são muito radicais. É muito estranho que essas pesquisas não foram aproveitadas por partido algum. Basta o PMDB e a oposição terem coragem de fazer aquilo que o povo quer e proclamar que esse é o seu programa político para, nas próximas eleições, saírem vitoriosos.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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‘RETRATOS DO BRASIL’

A série de artigos veiculados no “Estadão” de ontem, “Retratos do Brasil”, suscita a reflexão sobre que tipo de igualdade queremos construir em nossas cidades. Queremos igualar os defeitos ou as virtudes urbanísticas? Nesse sentido, é espantoso que a região metropolitana de São Paulo tenha o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) 2010 brasileiro, com 0,794, principalmente por se tratar de valores relativos a 2010, portanto bastante defasados diante da percepção de piora da qualidade de vida que acomete qualquer um que enfrenta o caos urbano paulistano cotidiano. Basta percorrer os bairros da cidade de São Paulo, por exemplo, para constatar que as virtudes urbanas, ou seja, ruas arborizadas e amplas, bairros planejados, lotes espaçosos, saneamento básico, coleta, varrição e reciclagem de lixo bem feitas, transporte público e mobilidade aceitáveis, segurança pública, saúde e educação são exceções à regra do caos urbano que aos poucos se instaura. Se levarmos em conta que os aglomerados subnormais cresceram 150% nos últimos dois anos, chegaremos à triste constatação de que, infelizmente, a igualdade que se instala nas metrópoles brasileiras é mais baseada nos defeitos urbanísticos e sociais, com o crescimento da especulação imobiliária, da favelização e da falta de planejamento para o crescimento populacional das cidades. Enfim, do oposto às virtudes urbanísticas mencionadas. Diante desse quadro, os prefeitos e suas equipes precisam cumprir com seriedade o papel de gerentes urbanos, evitando se enlevar por discursos demagógicos, lembrando que o desenvolvimento urbano virtuoso não pode ser tão rápido para atender a discursos eleitoreiros nem tão lento a ponto de uma geração inteira não vislumbrar a sua implantação, mas precisa contar com um planejamento duradouro e eficaz para que a sociedade possa usufruir da igualdade com qualidade de vida a que no fundo todos anseiam. 
 
Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br 
São Paulo

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TERROR NAS RUAS DE SP

Na terça-feira, mais um bando de criminosos invasores de uma área na qual montaram uma favela, perdão, moradores honestos de uma comunidade, porque é o termo que os sociólogos nos obrigam a usar para não ofender os “coitadinhos”, com a desculpa de protestar contra a polícia, que deteve um seu morador por suspeita de estupro, invadiram a pista na região de Osasco perto do Rodoanel, incendiaram duas carretas, um automóvel e o terror causado resultou na morte por atropelamento do ajudante de um dos veículos. Primeiro, aqueles invasores não têm direito algum de ocupar a área e cabe à prefeitura ou a quem de direito ir à Justiça para de imediato desocuparem o local. Em segundo lugar, não sei por que ainda não há uma lei que enquadre como terroristas esses bandos e aplique a eles uma condenação com no mínimo 30 anos de cadeia, sem direito a diminuição de pena. Terceiro, com câmeras filmando o local, por que a demora da polícia em chegar ao local e deter todos os que participavam do terror a que submeterem aqueles passavam ali no momento? Se haveria demora em chegar via terrestre, por que de imediato não enviar um helicóptero e deste fazer o bando bater em retirada, e, se não obedecessem, meter bala neles, porque são bandidos e, como tal, devem ser tratados? No mesmo dia, outro bando incendiou um ônibus na zona norte, imitando o costume de momento. Até quando vamos tolerar que bandos de terroristas saiam às “nossas” ruas fazendo depredações em bens particulares e públicos e também incendiando ônibus? Chega!

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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DESORDEM INACEITÁVEL

Sr. governador Geraldo Alckmin, as eleições já passaram e chega de benevolência com aqueles que perturbam a ordem pública e atemorizam a população, como foi o caso mais grave acontecido no Rodoanel, quando, por motivo fútil, os desordeiros de plantão incendiaram veículos e bloquearam a estrada, causando pânico aos motoristas que por ali passavam e até a perda da vida de um trabalhador. A população ordeira e pacífica, aterrorizada, espera uma ação enérgica do governo para pôr fim a esses desmandos.

Jose Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo 

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ESTRADAS, O TOR E A SEGURANÇA PÚBLICA
 
A Polícia Militar já substituiu, pelos soldados temporários, grande número de policiais que antes era mantido em funções administrativas e burocráticas. Recentemente, o governador anunciou que vai contratar policiais da reserva para liberar mais soldados que ainda estão em trabalhos internos. Estamos sugerindo que remaneje para o Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) os policiais hoje empregados na fiscalização de trânsito e passe essa tarefa à Guarda Civil Metropolitana ou às Guardas Municipais. Trânsito é serviço burocrático e é um desperdício nele manter servidores que foram treinados para o combate ao crime. Em 1987, quando criou o TOR, o coronel Ralph Solimeo já argumentava que o insumo para a prática de crimes nos centros urbanos – armas, drogas, descaminho de mercadorias, etc. – transita pelas rodovias antes de chegar ao seu destino. É por isso que o grupo tem efetuado a prisão de bandidos, de mulas transportadoras e de farto material criminoso e ilegal. Se puder contar com a integração ou o apoio de mais policiais, o volume de prisões e apreensões nas estradas será maior e as cidades se tornarão, automaticamente, mais seguras. O ideal seria também equipar o TOR com viaturas blindadas e helicópteros e integrá-lo ao sistema de câmeras e radares para acompanhar o trânsito de veículos, pessoas suspeitas e as emergências nas estradas, como já reivindicava o fundador, há quase 30 anos. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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INVASÕES NA CIDADE

Realmente a reintegração de posse não é da alçada da prefeitura, como disse o prefeito Fernando Haddad, mas, diante de tantas invasões de propriedade na cidade de São Paulo desde que ele assumiu a prefeitura, podemos avaliar que quem comanda os invasores é ele. Se não, como entender esse aumento avassalador de invasão de propriedades desde que assumiu? O povo que invade é apenas manipulado e fez disso sua profissão, mas o resto da população odeia e sente que a próxima casa invadida poderá ser a sua. Depois Haddad não entende por que tem a mais baixa avaliação, como “nunca antes em São Paulo”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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MICTÓRIOS NO CENTRO DA CAPITAL

Esta é a última do sr. Haddad: sem consultar comerciantes e a população, resolveu empestear a Praça Dr. João Mendes, orgulho dos paulistanos, sede do Tribunal de Justiça, envoltório da Catedral  Metropolitana, da Igreja de Santo Antonio e de outros órgãos tradicionais, colocando no lugar das flores mictórios públicos, sabendo que os já existentes, nos arredores, Viaduto Dona Paulina e na Estação Sé do Metrô, foram fechados por causa da imundície e do fedor causados pelos seus ocupantes. Uma medida porca.

Adriano Julio de Barros Vicente de Azevedo adrianojbv@uol.com.br 
São Paulo

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A MÁFIA DOS INGRESSOS DA COPA

O STF derrubou a decisão que deu liberdade a acusado de chefiar a máfia dos ingressos na Copa do Mundo, Raymond Whelan. Agora, que ele está na Inglaterra? Por que permitiram que ele viajasse? Vocês acham que ele vai voltar ao Brasil, para ser preso? É de lamentar todo o trabalho muito bem feito pela Polícia Civil. Quando se tem um Judiciário que rema contra, fica difícil. Não são apenas as leis que precisam mudar neste país, não. No Judiciário também tem de ter mudanças. Quando ele estava para ser preso e fugiu por uma porta lateral do hotel onde estava, já dava para ver que tipo era. E permitiram que ele saísse do País. É brincadeira.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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INTENTONA COMUNISTA
 
Hoje (27/11) faz aniversário o levante comunista de 27/11/1935, liderado por Luís Carlos Prestes e sua mulher, Olga Benário, quando, no 3.º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, Rio, inúmeros militares foram assassinados na calada da noite, ainda dormindo. Na minha adolescência, quando cursava o Colégio Militar, tive um professor de História Natural que fora vítima do covarde massacre. Franzino, perdera um pulmão devido a um tiro pelas costas, enquanto dormia, e, discreto, como bom militar, nunca comentara o assunto, que todos sabiam. Pois bem, o sangrento levante, orientado diretamente de Moscou, foi duramente repelido por Getúlio Vargas. Olga, uma alemã, grávida de Prestes, foi entregue à polícia de Hitler e acabou morrendo, depois do parto, numa câmara de gás nazista, emblematicamente, no Dia da Páscoa de 1942. Apesar de tudo isso, a “moral revolucionária” de Prestes, aquela de que os fins justificam os meios, justificou seu apoio a Getúlio nas eleições de 1950. Hoje, as memórias de Prestes e do herdeiro político de Vargas, Jango, são largamente festejadas pela nossa esquerda radical. Olga Benário é nome de Escola Pública no Rio de Janeiro. E daí?
 
Rui da Fonseca Elia ruielia@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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HANNAH ARENDT E OS PROTESTOS NOS EUA

“A história conhece muitos períodos de tempos sombrios, em que o âmbito público se obscureceu e o mundo se tornou tão dúbio que as pessoas deixaram de pedir qualquer coisa à política além de que mostre a devida consideração pelos seus interesses vitais e liberdade pessoal. Os que viveram em tempos tais, e neles se formaram, provavelmente sempre se inclinaram a desprezar o mundo e o âmbito público, a ignorá-los o máximo possível ou mesmo a ultrapassá-los e, por assim dizer, procurar por trás deles – como se o mundo fosse apenas uma fachada por trás da qual as pessoas pudessem se esconder.” Esse texto foi escrito em 1968 por Hannah Arendt, que em seu livro “Homens em tempos sombrios” procura analisar através de ensaios biográficos histórias de homens e de mulheres que, apesar de viverem em tempos sombrios, sempre lutaram por um mundo melhor. A frase “e o mundo se tornou tão dúbio que as pessoas deixaram de pedir qualquer coisa à política” nos mostra que o pensamento da historiadora continua tão atual como nunca. Os protestos que estão acontecendo nos EUA são uma grande prova disso: os protestos pela morte de um jovem negro norte-americano já se espalhou por mais de 100 cidades de pelo menos sete Estados. Confiar em políticos, como diz Arendt, já não serve para mais nada, tendo em vista o pronunciamento do presidente Barack Obama ainda na terça-feira (25/11), quando pediu calma e que os manifestos deviriam ocorrer de forma pacífica. O presidente Obama sabe muito bem – isso desde a época em que era jovem e militante político – que a situação racial nos EUA sempre foi tensa e rancorosa. “Nessa humanidade, por assim dizer, organicamente evoluída, é como se, sob pressão da perseguição, os perseguidos tivessem se aproximado tanto entre si que o espaço intermediário que chamamos mundo (e que evidentemente existia, antes da perseguição, mantendo uma distância entre eles) simplesmente desapareceu.” Parece que Arendt cometeu um erro ao dizer isso, afinal de contas, parece que a cada ano, a cada década que passa, ao invés de nos aproximarmos, estamos cada vez mais nos separando de toda aquela história de igualdade, liberdade, e fraternidade, que tanto foi usada durante a Revolução Francesa e está ficando a cada dia que passa mais e mais amarelada nos livros de História. 

Mauro Alexandre Pereira de Almeida mauroperer2014@gmail.com 
Rolândia (PR)

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