Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2014 | 02h04

Nova política econômica

Eles não usam estrelinhas vermelhas no peito. Que bom, isso é um alento para o futuro da economia brasileira. Joaquim Levy, Nelson Barbosa e até Alexandre Tombini, depois do contato de quinta-feira com a imprensa, deixam a impressão de que, se a economia brasileira não vai ser recuperada do dia para a noite, fica a expectativa de que neste segundo mandato a presidente encerre uma era de descrédito administrativo ao lado de auxiliares amadores e populistas, para reforçar seu governo com profissionais capacitados. Esses homens não vão produzir milagres instantâneos, mas dão ao País o alívio de saber que a área econômica está livre dos alquimistas e stalinistas bolivarianos. Isso proporciona à presidente a oportunidade de ela própria se demitir do posto de ministra da economia que ocupou de forma sofrível nos últimos quatro anos.

LEON DINIZ

leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

PIB sai da UTI

O Ministério da Fazenda sob nova direção, e com a difícil, mas não impossível, tarefa de recuperar a abandonada economia brasileira, vê, infelizmente, o produto interno bruto (PIB) do Brasil na 31.ª posição no ranking mundial. E sem muito que comemorar, acompanha, atento, também a divulgação pelo IBGE do resultado do terceiro trimestre, um pífio crescimento de 0,1%. Como um paciente que acaba de sair da UTI, seu estado inspira cuidados redobrados. Esse crescimento de 0,1% no terceiro trimestre deste ano não significa a garantia de um PIB positivo para 2014, já que contabilizamos números negativos no primeiro e no segundo trimestres - respectivamente, -0,2% e -0,6%. Mesmo porque depois de 11 anos também o consumo das famílias caiu 0,3%, o que demonstra que o bolso do trabalhador está vazio. Preocupa igualmente o resultado negativo do setor agropecuário, -1,9%, apesar do crescimento industrial de 1,7%. O que conforta neste momento é que teremos uma atitude de comunicação de respeito ao mercado com o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que analisando o resultado divulgado pelo IBGE afirma: "PIB baixo requer medidas de disciplina". Diferente da estratégia demagógica que nos fizeram engolir nos últimos anos o ministro Guido Mantega e a presidente Dilma Rousseff, que sem estofo republicano para assumir os seus erros culpavam a crise internacional, a elite, imprensa, etc. E certamente estariam comemorando esse medíocre crescimento de 0,1% no terceiro trimestre...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Plagiando Aécio

No palanque de sua candidatura à reeleição, Dilma discursava que a proposta econômica do candidato Aécio Neves era achatar salários, causar recessão, aumentar juros. O indicado por ela para o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy, em seu discurso de vislumbre ortodoxo indicou que é isso exatamente o que fará para consertar a economia do País. É plágio ou não é?

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Líder da oposição, Aécio interpreta a opinião dos brasileiros conscientes quando diz que Dilma mentiu na campanha eleitoral e está procedendo ao contrário de tudo quanto ela e o PT defenderam. A equipe escolhida para resolver os problemas econômicos da Nação vai proceder diversamente do que prometeu a candidata à reeleição; não estão na pauta de seus integrantes contemplações populistas nem continuidade de desajustes ou ausência de aperto fiscal. Entretanto, se conquistar a opinião dos investidores e empresários nacionais e alienígenas, veremos avanços no seu programa de governo - que não foi lançado nem analisado na campanha porque não existia. A Nação está curiosa para conhecer o resultado de seus improvisos.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Tucanou

Ao reconhecer, com injustificável e imperdoável atraso, o fracasso de sua gestão na condução atabalhoada e improvisada da política econômica do País, abaixo de qualquer crítica, a presidente chegou ao ponto de nomear para a Fazenda um declarado eleitor tucano. Seja bem-vindo, Joaquim Levy!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Rendição ao inimigo

Dilma não para de criticar Fernando Henrique Cardoso, mas quando precisou de uma pessoa com capacidade, que no PT não tem, para salvar economicamente o País apelou, na maior cara de pau, exatamente para um especialista criado por e discípulo de FHC. Que Deus o ajude!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Filosofando

Segundo Gilberto Carvalho, o novo ministro da Fazenda vai aderir à "filosofia econômica" do governo. Se isso for verdade, considerando os resultados nefastos dessa "filosofia" nestes últimos quatro anos, certamente Joaquim Levy terá de jogar a sua competência no lixo.

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

Tesouradas

Logo veremos se o ministro Joaquim Levi terá liberdade de ação no governo de Dilma Rousseff. Parlamentares e juízes estão reivindicando aumentos salariais que podem chegar a 25%.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Bodes na horta

A situação de corrupção e roubalheira nos órgãos públicos federais é de estarrecer qualquer cristão. Além dos Correios, dos escândalos da Petrobrás, das carteiras expedidas pelo Ministério da Pesca e outros tantos mais, agora, de lambuja, surgem os escândalos do Incra, com desvios de uso de terras destinadas à reforma agrária, terras indígenas e outras bandalheiras mais. Por último, até no Banco Central funcionários desviavam cédulas (dinheiro) que deveriam ter sido destruídas. É de pasmar! Conclusão: esse governo do PT nomeou um bando de bodes para tomar conta da horta.

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

walterrosa@raminelli.com.br

São Paulo

'Tutti buona gente'

Dois irmãos do ministro da Agricultura se entregam à Polícia Federal. Irmão do ministro Dias Toffolli, também. Irmão do ministro das Cidades, idem. Todos família de gente boa administrando o País.

ORIVALDO T. DE VASCONCELOS

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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NOVO MINISTÉRIO

De que adianta nomear novos membros da equipe econômica do governo – no caso, o ministro da Fazenda, o do Planejamento e o presidente do Banco Central –, se todos simplesmente tenderão a cumprir ordens da presidente Dilma Rousseff, aquela que destruiu a economia brasileira e fez vistas grossas para os desmandos e roubos da Petrobrás? Desde há muito tempo aprendi que um problema só é solucionado e/ou resolvido quando atacamos a causa dele, o verdadeiro cerne da coisa, que, neste caso, se chamam Dilma Rousseff e Luiz Inácio.

Arnaldo e Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ESCOLHA DELA?

Vamos ver se alguém explica se a escolha de novos ministros cabe à presidente Dilma Rousseff e é de sua inteira responsabilidade. Por que os partidos aliados ao governo escolhem o Ministério que querem e determinam quem vai ocupá-lo? Será por ser mais rentável? Claro, pois para ter mais trabalho ou por ter capacidade em administrá-lo que não é. Alguma dúvida?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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PRÉ-TEMPORADA 2015

Dilma está tranquila. Na impossibilidade de culpar FHC, estão mais que escaladíssimos Nelson Barbosa, Joaquim Levy e Alexandre Tombini. Guido Mantega, como se sabe, está com o passe à venda e, na pior das hipóteses, será doado a consultorias da série B.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O TRIO DA ECONOMIA

Enigmática a ausência da presidente Dilma na foto do trio – escolhido por ela ou imposto pelo seu criador? – que vai comandar os destinos da economia do nosso querido, amado e espoliado Brasil nos próximos quatro anos: Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini. Pelo começo do andar da carruagem, pode-se projetar, por esse fato, que o caminho da convivência entre o esperto e egocêntrico criador e a teimosa e raivosa criatura será difícil e tormentoso. De um lado, teremos o criador, veladamente, reorganizando a economia para, daqui a quatro anos, retomar o trono (será?), com as finanças em dia, e para isso começa a impor, desde já, sua vontade. E o que resta à criatura? Nada, apenas obedecer ou... renunciar ou “ser renunciada”. Pergunta: por que o criador não tomou as rédeas da economia antes? Simplesmente porque não interessou, mas não se interessou por causa do escândalo do Petrolão. Não fosse isso, o candidato teria sido ele. E, certamente, este cabresto deveria ser acionado na distribuição dos desnecessários 39 ministérios. Pobre Brasil!

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro

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A MISSÃO DA NOVA EQUIPE

As estatísticas não mentem, mas os mentirosos usam as estatísticas (ou os números das estatísticas). O “Estadão” diz que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de novembro subiu 0,98% e que os preços ao consumidor aumentaram 5,96% no ano e 6,69% em 12 meses. Mas o “Estadão” não diz que o IGP-M acumulado no ano foi de 3,04% e em 12 meses foi de 3,65%. Aliás, na página B14 de 28/11 verifica-se que a inflação medida por vários órgãos varia de 1,31% a 9,30%.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA E CREDIBILIDADE

Com as devidas escusas aos profissionais de Estatística por imprecisões conceituais, pode-se definir o intervalo  de credibilidade de um experimento de eventos, como sendo a probabilidade “a posteriori”, ou seja, a que, com base nos dados atuais, determina  a chance de determinado evento ocorrer dentro de uma faixa de resultados, num momento futuro. De certa forma, concluir que a probabilidade de chuva para a próxima semana é de 30%, equivale a afirmar que esta porcentagem dá a medida do intervalo de credibilidade da metodologia das medidas climáticas de hoje. Por outro lado, o intervalo de confiança traduz a chance de ocorrência no momento, através do emprego dos dados disponíveis. Seguindo a mesma analogia, dizer que a probabilidade de chuva no momento presente é de 70% exprime um intervalo de confiança. Tais definições, aplicadas ao caso prático referente à escolha da nova equipe econômica, sugerem que o intervalo de confiança dos selecionados é alto, mas o de credibilidade, para ser avaliado, terá de aguardar a chegada de resultados mais concretos sobre a ação do novo time. Lamentavelmente, no entanto, em Economia, no máximo aprende-se com as lições resultantes de experimentos anteriores, mesmo que mal sucedidos, não  sendo permitido  proceder como em Física, por exemplo, onde resultados inconclusivos desqualificam os experimentos correspondentes, possibilitando que se monte outro, com as mesmas condições iniciais do que não deu certo. Que os futuros gerentes da economia brasileira, vítima de experimentos desastrosos levados a cabo ao longo dos últimos governos, aproveitem os ensinamentos e, por meio da necessária liberdade de ação a ser garantida pelo governo central, sem a qual pouco farão, sejam eficientes na construção de um intervalo de credibilidade que recupere o prestígio do País junto aos investidores.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A LUTA DO BEM CONTRA O MAL

 

Finalmente, com a escolha da nova equipe econômica, o espaço maior da mídia é destinado às expectativas de futuro, e não aos criminosos esquemas de propina e roubalheira do dinheiro público revelados na Operação Lava Jato e outros malfeitos perpetrados por governantes, políticos, lobistas, empreiteiros e espertalhões de diferentes espécies e colarinho branco. Isso é positivo, pois o País não pode parar só nos maus exemplos e se esquecer de, no presente, construir o futuro. Preocupam-nos, no entanto, as notícias sobre a voracidade dos aliados no fatiamento do governo. No presidencialismo, o presidente é soberano para escolher seus auxiliares, mas, na prática brasileira, sofre todo tipo de pressão e é obrigado a lotear, a criar e dividir ministérios e cargos para satisfazer a voracidade dos aliados. Mudar essa servidão do governante – presidente, governadores e até prefeitos – deveria ser o ponto básico da proposta reforma política. Outra providência vital para a reforma é o financiamento e custeio das campanhas eleitorais. É preciso encontrar formas lícitas de obtenção de recursos. Se já existissem, talvez tivéssemos evitado os mensalões, as propinas e uma série de outros procedimentos que hoje mancham a imagem da classe política. Mas, para finalizar: as falcatruas e crimes – mesmo deixando de ser a manchete principal dos jornais – têm de continuar sendo apurados e seus responsáveis rigorosamente punidos. A maior reforma que se pode fazer neste país é afastar os ladrões e aproveitadores que se infiltram no poder e sangram os recursos que deveriam ser aplicados em benefício da população...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FACILITAR A COMPREENSÃO

Todos os analistas econômicos indicam a "contenção de gastos" como um dos fatores para a melhoria dos maus índices do governo. Para a maioria do povo seria melhor um exemplo concreto para sua compreensão, como, por exemplo: no governo Itamar Franco, havia 170 e poucos funcionários no Palácio da Alvorada. No governo de FHC, eram 150 e poucos. E, no primeiro  mandato de Lula, passavam de 320. Deve ser fácil obter os dados de hoje. É de melhor compreensão mostrar que um dos da elementos da "contenção de gastos" do governo é diminuir a quantidade de "aspones" petistas e aliados pendurados no governo.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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CORTE DE GASTOS

Será que, com a chegada do ministro Joaquim Levy “mãos de tesoura”, os “mãos leves” debandam?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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PEDINDO AJUDA AO MERCADO

Em meio a falcatruas e roubalheiras estratosféricas nunca vistas na história da humanidade, contabilidade criativa que parece querer revogar a lei da gravidade, é deprimente ver elementos do mercado e do agronegócio, que durante a campanha eleitoral eram a fonte de todos os males, emprestar sua credibilidade a um governo que a tudo consome sem nada produzir e vem mostrando competência apenas na destruição de valor devastando tudo por onde passa. Não deveriam esquecer, eles, agentes do mercado que é objetivo programático do partido do governo é antagônico aos seus, e tem como eixo o combate à propriedade privada e a destruição do capitalismo, para substituí-lo por qualquer outra coisa, nem que seja pelo escambo. Dessa forma, estão apoiando e dando forças justamente a quem desde cedo os tomou como inimigos. Mais um desastre a lamentar nesta terra bananeira de Macunaíma. O que falta a tais indivíduos, grandeza ou visão?

 

Antonio C. da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br 

São José dos Campos

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JOAQUIM BARBOSA

A presidente Dilma Rousseff daria uma grande demonstração de coragem no combate à corrupção se convidasse Joaquim Barbosa para ser ministro da Justiça.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com  

São Paulo

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ESCÂNDALO NA PETROBRÁS

Os procuradores brasileiros que estão na Suíça, paraíso fiscal de valores roubados, examinando devolução do dinheiro do sr. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, foram informados pela Justiça de lá de que há muito mais valores com nomes de corruptores e corrompidos. Isso deve tirar o sono de dezenas de parlamentares em Brasília, está chegando a hora de a onça beber água. Por um Brasil melhor!

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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TÍTULO ERRADO

"Preço do Petróleo ameaça Petrobrás" – título da matéria de 28/11 no caderno de Economia (página B4). Acredito que o título correto seria: "PT quebra a Petrobrás. Preço do petróleo é insignificante nesta equação."

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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DIRETORIA DE COMPLIANCE

Teria sido uma decisão da maior importância a criação desta nova diretoria da Petrobrás, uma espécie de Controladoria-Geral da União interna, se a empresa não estivesse na situação atual, em que todos os indicados pelo governo no passado, presente, quiçá no futuro são, liminarmente, suspeitos? O que foi feito foi criar algo à semelhança dos conselhos de ética que abundam no serviço público e nada mais fazem do que dar atestados de conduta ilibada aos pares. Agora, se se puser à frente do novo cargo, inamovível e por período certo, Joaquim Barbosa, o Barbosão ou Eliana Calmon, aí são outros quinhentos mil reis, como se dizia antigamente, ou outros quinhentos milhões de dólares, como se diz hoje em dia.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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A CARAVANA SEGUE

Ganha um panetone quem adivinhar quais os pensamentos que ocupam os atarefados cérebros dos líderes de todos esses escândalos surgidos nos últimos anos – Sanguessugas, Bancoop, Mensalão, Petrolão. Refiro-me aos verdadeiros líderes, não a estes nomes que estão nas manchetes. Esse panetone já é meu – eles não têm a mínima preocupação com a repercussão das investigações. A preocupação atual é bolar novos esquemas – alguns podem até já estar rolando neste exato momento. Pelo caminho, um ou outro gato pingado pode pegar cadeia, mas a caravana do verdadeiro crime organizado do Brasil vai seguindo em frente.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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ERA UMA VEZ

Até que enfim, parece que vamos deixar para trás a era maldita do “rouba e não faz”.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte santo de Minas (MG)

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PARALELEPÍPEDOS

É imperioso que as investigações no imbróglio Petrogate não deixem pedra sobre pedra, assim como as apurações da corrupção generalizada nas obras públicas do País não deixem paralelepípedo sobre paralelepípedo.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CREDO DOS INDULGENTES INOCENTES

CREIO piamente que as empreiteiras foram coagidas a doar propinas para os dirigentes da Petrobrás, aos políticos e aos partidos;

CREIO que tais empresas postas em relevo na mídia não formaram cartel para superfaturar os preços das obras públicas, para partilhar os contratos, e compartir o montante que amealharam;

CREIO que todos os executivos que foram presos são inocentes, tanto é verdade que as contas bancárias de alguns deles estão zeradas;

CREIO que a reflexão de certo ministro quando diz que a “corrupção faz parte da cultura brasileira” não se trata de mote para a defesa dos integrantes do “clube”, e que não está sendo repetida a estratégia de um predecessor que propagou outrora que o “mensalão não passava de simples caixa dois de campanha eleitoral”;

CREIO que o parecer favorável à compra da refinaria de Pasadena foi emitido de boa-fé, na certeza de que representava ótimo negócio para o Brasil;

CREIO, sem pestanejar, que Lula e Dilma, pessoas simples e ingênuas, confiaram na honestidade dos “profissionais” que nomearam, por isso não sabiam de nada, nem nunca foram avisados;

CREIO que a CGU sempre age e está agindo com todo rigor (assim como o TCU, as CPIs...) para punir exemplarmente todos os meliantes que delinquiram;

CREIO que o clã que nos “governa” está se esforçando ao extremo no sentido de desvendar as maracutaias, mutretas e malfeitos, objetivando eliminar de vez a “estarrecedora” corrupção, “doa a quem doer”;

CREIO que a despudorada reação da “elite” oposicionista não passa de vil tentativa oportunista de politizar os probleminhas atuais, montando palanque como se estivesse em campanha eleitoral;

CREIO, no fundo d’alma, que tudo isso que está aí é fruto das estripulias do saci de Botucatu, enciumado por não ter sido homenageado com monumento igual ao ofertado para o ET de Varginha, a quem nossa “ilustra presidenta” dedica enorme respeito e admiração;

CREIO, por fim, que essa praga rogada pela extrema direita radical se resolverá até o final do ano, pois Papai Noel está chegando de saco cheio para nos ofertar a recuperação da economia, o reacerto das contas públicas, a restituição da dinheirama desviada por mera distração, estancando a inflação, reduzindo a tributação, e assim, conforme o que foi prometido durante a campanha, haverá mudanças e a Nação será dirigida por “políticos aliados probos”, que terão por meta, tão somente, atender prontamente as necessidades do povo carente, e com dedicação inusitada, livrarão dos males o sofrido povo brasileiro... Viva o novo Brasil! Aleluia! Amém!

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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VERGONHA

Que vergonha tamanha roubalheira nunca vista em outros países. Será que somos os campeões em corrupção? Mas não foi para isso que milhões de brasileiros foram às ruas exigir a volta da democracia? Tanto discurso bonito, tanta luta para transformar o País neste mar de lama. Vidas foram sacrificadas para conquistar essa liberdade, e para quê? Para marginais travestidos de políticos assumirem o poder e montarem os mais sórdidos esquemas de corrupção; primeiro o mensalão e, agora, o Petrolão. O que virá depois? No governo e no Legislativo, acho que nada muda. Vamos torcer, vamos rezar e contar com a divina providência.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO PERIGOSA

A Operação Lava Jato revela um esquema de corrupção em escala maior que a do mensalão, iniciado pelo PSDB e continuado pelo PT, sendo também beneficiário o PMDB, que compõe com ambos. É triste e preocupante ver os maiores partidos políticos brasileiros, ícones da luta pela redemocratização do País, envolvidos em intermináveis escândalos de corrupção, como os que levaram o País ao golpe de 1964.

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Os corruptores existem porque antes há os corruptos, Corruptos são os funcionários  públicos, representantes do governo, ou de empresas estatais, que criam as dificuldades para vender as facilidades. Portanto, as prisões dos altos executivos das empreiteiras deveriam ocorrem depois das prisões dos corruptos. E para eliminar os corruptos tem que haver a reforma política, com o fim das doações, de pessoas físicas e jurídicas, em todos os níveis, nas campanhas eleitorais, porque nesses escândalos sempre há a participação de partidos políticos, e de seus membros.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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A CULTURA DA CORRUPÇÃO

Após criticar o sistema carcerário brasileiro quando o "mensalão" estava sendo apurado, e dar uma entrevista atabalhoada quando iniciada a Operação Lava Jato, agora o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vem dizer que a corrupção no País é cultural. E ainda tem gente que defende sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Por que será?

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Pois é, segundo o sr. Cardozo, petista que está ministro da Justiça, a corrupção faz parte da cultura brasileira. Deduzo que logo o PT mobilizará a sua quinta coluna de intelectuais, PhDs em boquinhas,  para elevar o mensalão e o caso Petrobrás à condição de contribuição do gênio verde-amarelo à cultura da humanidade. E pensar que esse senhor foi professor de Direito Constitucional. 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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UM MINISTRO EQUIVOCADO

 

Após tantos desacertos cometidos pelo PT, em toda a sua trajetória de governo, que culminaram com um país em frangalhos tanto na economia quanto na ética, estamos diante de um fato incontestável de sistema autoritário: investigar a Polícia Federal por fazer elogios (mais do que merecidos) ao candidato derrotado nas últimas eleições. Então, sr. ministro José Eduardo Cardozo, não se pode mais expor nossa opinião sobre os políticos, exceto se for para exaltar as marqueteiras qualidades dos governantes no poder? Então, sr. ministro, a censura voltou para valer e acabou mesmo a democracia em nosso país? Acho que os brasileiros, para oxigenar a memória e entender o que aqui se passa, precisam ler/reler a obra “1984”, de George Orwell.

 

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

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PRÓXIMAS OPERAÇÕES

Quando terminar a Operação Lava Jato, a Polícia Federal deveria iniciar uma operação Lava ONGs, Lava OSS, que com certeza encontrará outro esquema pesadíssimo de corrupção, que tanto tem minado este país.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO E ONG

 

A Lava Jato aborda uma das facetas nebulosas da Petrobrás, que estão sendo desvendadas, abrangendo dezenas de bilhões de reais e muita gente graúda, mas outro fato de suma importância, envolvendo valores menores, bem que também poderia ser esclarecido pela Polícia Federal. Trata-se das centenas de Organizações Não Governamentais (ONGs) mantidas em sigilo pela Petrobrás, e esses valores, intermediários e favorecidos não são do conhecimento dos acionistas minoritários, como autêntica caixa-preta. A Polícia Federal bem que poderia pôr isso a limpo, esclarecer tudo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O PAÍS À MERCÊ DA CORRUPÇÃO

A que ponto querem chegar Executivos, Legislativos e autoridades? Com tantos maus exemplos, agora também se chegou aos servidores da Receita Federal. A Polícia Federal (PF) iniciou em 25/11 a Operação Alcateia Fluminense, com a prisão de auditores federais acusados de desviar R$ 1 bilhão. Uma vergonha... Justo agora, que dona Dilma iria combater a corrupção... Será que ainda vamos ver toda e$$a “bandidagem” na cadeia?

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

 

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BOA CONDUTA

“STF autoriza Costa Neto a cumprir pena em casa” (“Estadão”, 11/11). Antes dele, outros condenados do mensalão receberam o benefício: José Dirceu (PT), José Genoino (PT), Delúbio Soares (PT) e Jacinto Lamas (PL). Eles foram para a cadeia por corrupção e saíram de lá por boa conduta.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DESONRA

O que há com a hombridade do Exército brasileiro? Será que o comandante, general Enzo Peri, está com medo de fazer cumprir a lei? Os mensaleiros José Genoino e José Dirceu continuam com a medalha de Grande Oficial da Ordem do Mérito Militar concedidas aos condenados. O Ministério Público cobrou do Exército que o decreto de 2002, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, explicita que o condenado pela Justiça por sentença transitada em julgado tenha a medalha cassada. Essas honrarias, de posse desses indivíduos, emporcalham a dignidade e a honra da Força Armada brasileira e a nós, cidadãos comuns.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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REFORMA POLÍTICA

“A proposta apresentada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quer o financiamento público de campanha”, disse o socialista Marcelo Freixo, que concordou com a pauta e ainda completou: “Com o financiamento público de campanha, empreiteira não compra mais prefeito e não compra mais governador!”. Ou seja, quem paga a banda escolhe a música. E se o povo quer ter seus próprios interesses defendidos pelos políticos (e não os interesses empresariais), então cabe ao próprio povo patrocinar os seus políticos – e não os megaempresários. Enfim, uma vez que a reforma política é a “reforma das reformas”, a pauta da proibição do financiamento empresarial é, sem dúvida, a pauta das pautas!

Wellington Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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FALTA PRESSÃO

Os partidos políticos, os políticos e seus parceiros não apregoam reforma que elimine o loteamento político das organizações do Estado (federais, estaduais e municipais), responsável pela ineficácia, ineficiência e corrupção das organizações. Em compensação, nós, da sociedade civil (associações de profissionais e empresariais, sindicatos, organizações religiosas, etc.), não fazemos a pressão necessária para que a reforma aconteça. Infelizmente, somos obrigados a concordar com o ministro Cardozo.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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PROMESSAS IMPOSSÍVEIS

Ao longo da campanha eleitoral, Dilma Rousseff fez inúmeras promessas, muitas bem vagas, nos discursos, nos programas eleitorais e nas entrevistas, para investir, se reeleita, na cultura, educação emprego, meio ambiente, segurança, reforma política e tributária, o que já deveria ter feito nos quatro anos do seu primeiro mandato, que se caracterizou pela corrupção e impunidade. Agora, que o País se encontra com a economia com crescimento quase negativo, ela deve estar rezando para que o mundo se acabe, porque será impossível manter o compromisso.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA

Que se altere a posse do presidente da República para primeiro de abril. Assim sendo, o dia da mentira passará a ser o "dia da verdade", contrapondo-se ao marketing político mendaz.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com 

Sorocaba

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RECONSTRUINDO O BRASIL

É evidente que se há de proceder a reformas, começando pela ministerial, por reduzir de 39 para uns 10 ou 15 no máximo. Para isso, precisa de competência, estadismo e apoio político. Dona Dilma tem qualquer das três coisas? Com muito custo, dona Dilma continuará como o Ali Babá e seus 40...

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O BRASIL E A DEMOCRACIA NAS AMÉRICAS

Participei de dois eventos distintos aqui, no Miami Dade College, neste mês de novembro de 2014: “Democracia nas Américas Simpósio 2014” e “I Encontro Democracia e Cidadania nas Américas”. Fiquei negativamente surpreso com a não participação de nenhuma autoridade brasileira que pudesse falar, discutir, debater, expor ou mediar todas as apresentações a respeito deste assunto de extrema importância para todos os países. Todos os países que compõem a América Latina, a Central e a do Norte estavam lá representados, inclusive países com raro histórico de democracia, como Cuba, Venezuela, Nicarágua, etc. Pergunto-me: não estamos representados por acharmos que já temos demais (a tal da democracia) ou não temos nada para falar a respeito e com que contribuir para melhores práticas? Confesso que fiquei preocupado, afinal de contas o nosso país deveria liderar este bloco de países e protagonizar as discussões. Infelizmente, estamos num momento de indiferença civil, em que o desencanto e desapego de ideias cria um abismo entre sociedade e classe política, cada vez mais carente de confiança, credibilidade e coerência.

Mario Alves marioaalves@terra.com.br

Miami, Florida, EUA

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ÔNIBUS INCENDIADOS

Novamente, na semana passada um bando de desordeiros incendiou ônibus em nossa cidade, numa prática de momento que assusta a população paulistana e tem se estendido para outras cidades e Estados – e seria mais bem classificada como atos de terrorismo, e como tal penalizada. Até quando vamos tolerar que bandos de terroristas, como devem ser classificados, saiam às “nossas” ruas na prática de depredações de bens particulares e públicos? Chega!

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Onde estão as ações contra a violência fartamente apregoadas durante os debates dos candidatos à Presidência da República? A insensibilidade das autoridades é imperdoável, beira à irresponsabilidade. Não seria nenhum absurdo declarar "situação de anormalidade", pois a criminalidade está muito próxima de impedir que o cidadão brasileiro leve uma vida normal.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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MAQUIAGEM NO DESMATAMENTO

Há poucas semanas o “Estadão” noticiou que houve aumento de 467% de desmatamento no Brasil. Pouco tempo depois, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vem a público noticiar diminuição do desmatamento, de 18%, entre agosto/2013 e julho/2014. Ao ser interpelada pela imprensa sobre essa discrepância nos índices de desmatamento, ela não teve dúvida: disse que a pesquisa oficial valida é a divulgada pelo Prodes, e a outra não. Terminou afirmando: “Está aí a taxa. Não posso misturar informações”. Quer dizer que é mais um puxadinho feito pelo governo federal? Basta fazer de conta que em determinado local não existiam árvores no meio de um mar de floresta? Os buracos foram vistos por satélites e fica difícil de contestar. Mais um puxadinho neste desgoverno da “presidenta gerenta” Dilma.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A ESTIAGEM

Finalmente os meios de comunicação estão dando a devida atenção à estiagem que se abate não só sobre a região de São Paulo, como em todo o Estado paulista. Depois de reportagens do “O Estado de S. Paulo” e da “Folha de S.Paulo”, agora é a TV Globo, no “Jornal Nacional”, que levou ao ar uma série de reportagens sobre a atual crise. Para quem conheceu São Paulo como a “terra da garoa”, como eu e todos os da minha geração, é estranho agora morarmos numa terra do semiárido. E não temos nenhuma dúvida de que a situação atual é devida ao descaso com que cuidamos do nosso meio ambiente. O desmatamento da Amazônia, fato comprovado pelos cientistas, bem como o próprio desmatamento da nossa Mata Atlântica, são as explicações para uma mudança tão radical no Sudeste do País e, em particular, na nossa cidade. Durante todos esses anos assistimos às demolições de residências com quintais arborizados para, em seu lugar, erigirem grandes espigões de concreto, ao mesmo tempo que o poder público completava a sua parte desmatando cada vez mais para dar lugar aos veículos de um tráfego cada vez mais congestionado, impermeabilizando o solo da cidade. Tudo em nome de um progresso ilusório. Hoje a natureza cobra a sua dívida. E, infelizmente, o atual prefeito da cidade, Fernando Haddad, segue a mesma filosofia, colaborando com o desmatamento e as invasões em áreas de preservação ambiental, e chega às raias do irracional, para dar lugar a moradias populares, que deveriam ser construídas em áreas já desmatadas. Ao contrário do que preconiza o atual governo, a exemplo dos anteriores, o que a cidade necessita não é adensar a população ao redor das linhas do Metrô e dos corredores de ônibus, já excessivamente lotados, mas proporcionar a sua população melhores condições de vida. E recuperar as suas matas e seus rios, que viraram simples cloacas nestes últimos anos, é a principal medida. Aliás, a recuperação das cidades e de seus rios é uma tendência mundial, que infelizmente os nossos administradores não estão adotando. Com relação à estiagem, a solução projetada e programada é utilizar água de reuso já no final de 2015, além de ir buscar água cada vez mais longe, como a interligação do Sistema Cantareira com a bacia do Rio Paraíba do Sul para 2016, agregar ao sistema o reservatório do Rio São Lourenço para 2018 e, no longo prazo, incorporar reservatório do Rio Juquiá, no Vale do Ribeira. A reforma das nossas canalizações também deveria ser levada em alta conta, dado o índice de vazamentos. O que os nossos políticos precisam entender é que o clima do planeta é um só, e as soluções para revertermos os estragos que fizemos nos últimos anos vão depender de uma política nacional harmônica entre o governo federal e os governos dos Estados e dos municípios. A população, por sua vez, precisa se conscientizar, ou ser obrigada a entender, que a água não é vassoura nem pano de limpeza e que banho de chuveiro não é lugar para ficar cantarolando e filosofando. O resto é demagogia barata, como a que foi amplamente utilizada na recente campanha eleitoral, por políticos que não têm a mínima ideia do que é ser estadista.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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IDHM E O BOLSA FAMÍLIA

O resultado das 16 áreas pesquisadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), considerando indicadores de renda per capita, educação e expectativa de vida,  mostra as melhores colocações e as piores. Sem surpreender, as três primeiras cidades citadas na pesquisa têm o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), São Paulo, Distrito Federal e Curitiba. Nesses Estados o candidato Aécio Neves foi o vencedor nas eleições, já nas piores cidades – Manaus, Belém, Fortaleza e Natal (empatadas em terceiro lugar) – dona Dilma venceu. O resultado mostra claramente que o beneficio do Bolsa Família não contribui para a melhora da vida das pessoas nos indicadores pesquisados. Em contrapartida, os mesmos indicadores apontam nas melhores cidades uma reação mais forte ao governo que aí está. O PT, que encomendou uma pesquisa para saber por que o partido tem um índice tão alto de insatisfação em alguns Estados, já tem a resposta. Em cidades onde as pessoas têm maior poder aquisitivo, melhor educação e maior expectativa de vida, a mentira não cola. Simples assim!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O ESTÁDIO DO GUARANI

Lamentável que o centenário Guarani, de Campinas (SP), tenha vendido o seu tradicional Estádio Brinco de Ouro da Princesa para a marca de relógios Magnum. O Bugre é o único clube do interior que já foi campeão brasileiro, em 1978, num timaço que tinha Zenon, Careca, Renato, Zé Carlos. Foi ainda cive brasileiro em 1986 e vice paulista em 1988 e 2012. Revelou grandes craques para a Seleção Brasileira, em diversas Copas do Mundo. Fundado em 1911, é triste ver um clube como o Guarani atolado em dívidas e tendo que se desfazer de seu maior patrimônio, que é o seu estádio, a sua própria casa. É mais um retrato da decadência do futebol brasileiro, comandado por cartolas incompetentes e/ou corruptos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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