Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2014 | 02h04

Credibilidade

O triunvirato escolhido pela presidente Dilma Rousseff para o comando da economia do País fala em cumprir metas. A presidente manda para o Congresso Nacional projeto para não cumpri-las. Alguém acredita que este "novo" governo vai dar certo?

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

Nova LDO

Nossa presidenta sabia das implicações legais que a gastança lhe custaria caso ultrapassasse seus limites. Se por vontade própria ou orientada por economistas ditos desenvolvimentistas, foi além do que deveria. A irresponsabilidade pública tem um preço e deve pagar por isso quem incorre em falta. Escudada no PMDB e com a mão na " burra", quer ganhar no tapetão. Não é possível que nossos representantes no Congresso façam papel de subalternos no "é dando que se recebe". Pagam os cidadãos o pacotaço para o necessário saneamento das finanças públicas pelas burradas anunciadas. Não haverá palavras para definir quem aprovar essa alteração.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

O que poderá fazer o novo titular da Fazenda, de perfil ortodoxo, após aprovada a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)? Será pau-mandado?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Lua de mel

Será que já acabou a lua de mel do novo trio parada dura - Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini - com o mercado financeiro? O Ibovespa caindo e ações da Petrobrás vendidas a preço de banana. O mês de dezembro começou bem... E Graça Foster continua firme e forte em seu cargo.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Lamaçal

Não são apenas nomes que levam ao êxito de uma obra, quer seja ela artística, financeira ou de engenharia. Mas, sim, o resultado final. Dessa forma, os nomes divulgados pela presidente Dilma para dirigir as finanças do Brasil - Levi, Barbosa e Tombini - não melhoram a expectativa do brasileiro, que é a saída do lamaçal financeiro em que se encontra o País. Não será fácil até remover toda a "lama", vai levar um tempo e muita coisa ficará atolada, a começar pelas empresas estatais e empreiteiras.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

De louros e culpas

Se o novo ministro da Fazenda vai salvar a economia, só o tempo dirá. A única certeza é que, se ele conseguir, a dona Dilma e o seu criador se apresentarão para receber a medalha; caso contrário, jogarão a culpa em FHC e no PSDB, que o criaram!

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Herança bendita

A herança bendita de FHC, de reorganização do Estado, do sucesso no combate à inflação, da lisura, da honestidade, do respeito às estatais, da política externa invejável, foi substituída por uma herança maldita causada pelos 12 anos de lulopetismo, de desorganização política do Estado, de desmoralização do nosso Parlamento, da corrupção em todos os níveis, do uso de nossas estatais como fonte de corrupção, da política externa equivocada que envergonha nossas tradições. Vejamos se o trio Levy, Tombini e Barbosa será respeitado pela "presidenta", mas outras áreas do governo precisarão de expurgo e sanitização. Há esperanças?

ORLANDO CESAR O. BARRETTO

ocdobarr@usp.br

São Paulo

Tábua de salvação

A guinada da presidente Dilma para o lado da "economia de banqueiros", que demonizou na campanha eleitoral, só pode ser entendida como procura desesperada de uma tábua de salvação para si própria, já que está claro que sabia da corrupção que grassava na Petrobrás e, ao que tudo indica, em outras empresas públicas e órgãos governamentais.

JARVIS VIANA PINTO

jarvisvp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Projeto PT

Caso a Operação Lava Jato não produza os resultados esperados pela sociedade brasileira, o importante e louvável trabalho do trio altamente qualificado para salvar a nossa economia e restaurar a credibilidade do governo estará, involuntariamente, dando condições para o sucesso do projeto do PT de permanência no poder.

FABIO DUARTE DE ARAUJO

fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

PETISMO EM AÇÃO

Expulsão dos malfeitores

A "decisão" do Diretório Nacional do PT de expulsar, "se houver", membros do partido envolvidos em corrupção é digna de fazer parte do anedotário nacional. Não bastaram os já condenados em processos anteriores que ainda estão cumprindo penas e são tratados como heróis para desencadear tal reação purificadora? Foi preciso mais... Que partido maravilhoso, purificador dos "malfeitos" da Nação! Agora, com essa sábia decisão divulgada por seu presidente, podemos ficar tranquilos, pois enfim se descobre que "no País ainda há pessoas de bem".

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

SAÚDE PÚBLICA

Santa Casa

A crise que assola a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo constitui uma ofensa aos nossos padrões de cultura, particularmente considerados os milhões e milhões desviados dos cofres públicos, como diariamente noticiam os jornais. E esse governo alienado e detentor do poder vai permanecer indiferente?

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Vaquinha

A dívida atingiu a cifra de R$ 12 milhões e o Museu de Arte de São Paulo (Masp) conseguiu arrecadar R$ 15 milhões em doações, quantia que resolverá os atuais problemas da instituição (A virada do Masp, 30/11, A3). Pois é, a política da "vaquinha" dá mesmo certo. É como ocorre também com rifa de quermesse da igreja do bairro. Por que a Santa Casa de Misericórdia não faz o mesmo? Afinal, ao que parece, há sempre gente disposta a dividir o seu com quem está em dificuldade. Deu certo até com condenados do mensalão, não deu?

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

PETROLÃO
 
Após a declaração do doleiro Alberto Youssef de que o Partido Progressista (PP) tem envolvimento quase total no sistema de propinas da Petrobrás, há necessidade de que haja uma completa e implacável reformulação dos partidos políticos, reduzindo o número deles e exigindo que adotem uma programação ética e moral definida, o que só se poderá conseguir por meio de uma reforma política rápida e eficaz. Não se pode conceber que partidos políticos, que representam o povo, dele retirem o dinheiro que deveria ser endereçado à melhoria da saúde, da educação, da segurança pública, etc. Tais procedimentos imorais e antiéticos conspurcam o regime democrático, demonstrando nenhum respeito a ele e ao que ele representa para a Nação.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro 

*
PARABÉNS AO PP

Conforme declaração do premiado doleiro delator, “só sobram dois no PP”. Pouco provável que os demais partidos envolvidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, cheguem a tanto.

Lazar Krym lkrym@terra.com.br  
Sao Paulo 

*
PROJETO PRIORITÁRIO
 
Finalmente entendemos o porquê de o Partido Progressista (PP) ter sido fundado. Ganhou o Ministério das Cidades, coroado de verbas robustas, e, pelo amor ao Brasil, o projeto patriótico e prioritário posto em prática pela sigla foi promover o  progresso de propinas para o bolso da maioria de seus membros. Não é este um caso de “tirarmos o chapéu” pela eficiência de nossa Lei Eleitoral? Essas pletoras de siglas não ajudam a governabilidade? Ou continuaremos sendo vítimas de tanta corrupção?
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

*
A VEZ DOS POLÍTICOS

Na edição de domingo, 30/11, o editorial “Vem aí a vez dos políticos” (página A3), expressa a esperança de todos nós de que os políticos venham a ser julgados. Entretanto, e se o Supremo Tribunal Federal (STF) virar mesmo SPTF (o que parece já estar acontecendo)? Haverá punição? Oremos...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com
São Paulo

*
PUNIÇÃO

Debaixo de chuva, um morador de rua  foi preso na Avenida Paulista. Crime: lavagem de dinheiro. Portava uma cédula de R$ 10,00 toda molhada no bolso.

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br
São Paulo

*
O PETRÓLEO NÃO É NOSSO

Não é possível esta situação da Petrobrás continuar como está. Não adianta só punir os culpados por inacreditável dilapidação de patrimônio publico, patrocinada pelos políticos do PT e partidos associados. Enquanto essa empresa estiver sob tutela do governo e seus políticos interferindo danosamente na sua gestão, definindo políticas absurdas de atuação no mercado, o petróleo nunca será nosso, do povo brasileiro. Ele continuará servindo primordialmente aos interesses dessa gente, e não aos do País. Fica cada vez mais evidente que, para servir ao Brasil e seu povo, a Petrobrás precisa ser depurada de seus vícios, de suas deseconomias, e isso só acontecerá quando ela tiver de disputar o mercado como qualquer outra empresa, sem monopólio, sem tutela do governo e com concorrentes em igualdade de atuação. Até que isso aconteça, o petróleo continuará não sendo nosso.

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com 
Cotia

*
PRIVATARIA PETISTA

Além da privatização da Petrobrás, da Eletrobrás, dos Correios, da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB) em favor da "cumpanherada", os desgovernos do PT também legaram ao País a privatização dos estádios de futebol, ou “arenas”, como preferem os insensatos que depois reclamam de violência no futebol. Resultado disso é o que vimos no Mineirão, na final da Copa do Brasil, e nos demais estádios País adentro: os melhores lugares do estádio vazios, em razão dos preços extorsivos cobrados pelos "consórcios" que administram as tais arenas. O legado da Copa foram estádios superfaturados por empreiteiras já “famosas” e, depois, privatizados para Eikes Batistas da vida, com dinheiro do BNDES, ou seja, nosso. Até as cadeiras cativas do Maracanã entraram na privataria petista. No Brasil atual, o placar está 7 a 1 para a bandalheira. O único gol a nosso favor foi marcado pelo juiz federal Sérgio Moro, mas o PT ainda tem "Pelé" no banco de reservas, como diz aquele ministro metido a técnico do escroque petista.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

*
CAÇA AO TESOURO

Dona Dilma conseguiu emplacar o Ministério da Fazenda, a secretaria do Planejamento e o Banco Central. Agora, resta ao PT brincar de caça ao “tesouro” para poder controlar o BNDES, a CEF e o BB.

Sergio S. e Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*
PERDENDO DINHEIRO

Na linha do perguntar não ofende, Lula, Zé Dirceu, Dilma e Graça Foster têm ações da Petrobrás? Acorda, Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
SILÊNCIO ENSURDECEDOR

Que esquisito! Ao longo dos anos, vimos o sindicato dos petroleiros assumindo posições muito firmes em resposta àquilo com que não concordavam na vida da Petrobrás. No entanto, há um silêncio ensurdecedor a respeito do que vem sendo publicado agora. Não interessa mais? Ou alguém deu ordem de silêncio? Estão destruindo a empresa, mas há "interesses maiores" a proteger?

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br 
São Paulo

*
MAIS UM

Sem sombra de dúvidas vivemos num País que deveria chamar-se Ilha da Fantasia, pois a cada dia surgem novidades no âmbito da corrupção. Agora foi a vez do irmão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), José Ticiano Toffoli (PT), envolvido na prática de corrupção. Ele ficou apenas dez meses à frente da prefeitura do município de Marília, interior de São Paulo, entre 2011 e 2012, e conseguiu surrupiar R$ 57 milhões. O ato está sendo classificando como "desvio",  pois dessa forma, se condenado – no que não acreditamos –, a pena é de três meses a três anos. Dessa forma, completado 1/6 da pena, ou seja, quatro meses, estará em liberdade.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
NINGUÉM

No PT não escapa ninguém, nem a família Toffoli. 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

*
CORRUPTOS EXPULSOS

Na reunião do PT em Fortaleza foi decidido que todos os corruptos serão expulsos do partido. Espera-se que até o fim deste ano, para o bem do Brasil, o partido esteja extinto.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com 
São Paulo 

*
SEM COERÊNCIA
 
Rui Falcão, presidente do PT, declarou em 29 de novembro, em Fortaleza, que os petistas comprovadamente envolvidos em corrupção serão expulsos do partido. Rui Falcão, seja coerente no que diz, expulse imediatamente os mensaleiros petistas João Paulo Cunha, José Genoino e José Dirceu, todos os três condenados pelo STF.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

*
FIM DE LINHA
 
Se for mesmo verdade que o PT irá expulsar todos os que cometeram “malfeitos”, tenho a leve impressão de que o partido vai acabar.
 
Maria Cecília R. Araujo Opromolla opromolla@uol.com.br 
São Paulo
 
*
FUNDO DO POÇO

A corrupção não chegou ao fundo do poço porque roubaram o poço!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br
São Paulo

*
DESATENÇÃO

A declaração do senador Aécio Neves, em recente entrevista, dando conta de que não perdeu a corrida eleitoral para um partido político, mas para uma organização criminosa existente em empresas apoiadas pela presidente Dilma, deveria ser contrabalançada não só pela imperdoável falta de sensibilidade do seu partido ao escolher o candidato para o governo de Minas Gerais, como também pela desatenção, por parte dos seus organizadores de campanha, com os eleitores do Estado, um dos maiores colégios eleitorais do País e que, conforme anunciado reiteradas vezes como uma das suas mais importantes bandeiras, creditou ao candidato tucano uma aprovação de 92% quando o governou. Talvez a pequena diferença de votos observada no resultado da eleição presidencial pudesse ser eliminada se não fosse esquecida a lição simples de que, em política, toda conquista deve ser preservada, nunca garantida.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

*
A CORRUPÇÃO NO BRASIL

Muito se tem lido, ultimamente, que a corrupção nos governos, em todos os níveis, nas empresas, na sociedade em geral, vem acontecendo no Brasil desde o descobrimento. E é verdade. Qualquer pessoa medianamente inteligente sabe que o ser humano é corruptível e a “Bíblia” descreve a corrupção humana desde tempos imemoriais... Mas, assim como nos tempos bíblicos, hoje também temos belos exemplos de incorruptibilidade. As histórias sobre santos e mártires que deram a vida para não se entregar ao mal não são meras lendas. E muitos, na atualidade, pautam sua vida pela ética. Milhões de brasileiros, que vivem e trabalham dignamente, têm razão em sentirem-se revoltados com declarações como a do ministro José Eduardo Cardozo: “A corrupção faz parte da cultura brasileira”; e a da própria presidente da República: “Nenhuma pessoa está acima da corrupção”. Tais palavras, vindas dos governantes, são chocantes, pois é justamente sua obrigação colocar-se ao lado dos cidadãos de bem e, dando o exemplo de virtude, corrigir os vícios da sociedade. Choca, acima de tudo, constatar que o partido há 12 anos no poder  (que afirmava não roubar e não deixar roubar, de militantes puros, sem mácula) tornou-se, no dizer do sociólogo Zander Navarro, "o partido mais corrupto da História brasileira" (“A tragédia petista”, 26/10, A2). Pobre Brasil.

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br 
Santos 

*
MINISTRO DA JUSTIÇA

É o fim! Um ministro da Justiça do Brasil,  sustentado por todos os brasileiros, que pretende uma vaga no STF,  como um office boy, a serviço de um partido político. José Eduardo Cardozo estava em pessoa, sábado, dia 29/11, nas imediações da  Avenida Paulista, abordando pessoas, tentando convencê-las a não participar da manifestação que lá ocorreria contra os desmandos neste desgoverno. Falta de senso, noção e vergonha para a importância do cargo que ocupa. Um ministro de Estado! Em que mãos colocaram nosso País!

Heloisa A. Martinez heloisa_martinez@hotmail.com 
Mogi das Cruzes   

*
O NOVO MINISTRO DA FAZENDA

Em breve saberemos se Joaquim Levy, indicado para o Ministério da Fazenda, “Dilmou” ou se realmente usará as “mãos de tesoura”, como é conhecido, para acabar com a farra dos gastos públicos. É só observar se usará presidente ou “presidenta” em suas entrevistas. Se presidente, é porque seguirá realmente o caminho da ortodoxia, ou seja, seguirá à risca o que aprendeu; e, se “presidenta”, é porque se juntará à legião de capachos da base governista e obedecerá aos mandos e desmandos da chefe mor.   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotail.com 
Jundiaí 

*
JUSTA CAUSA

Guido Mantega está caindo, sem cumprir o seu papel.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

*
NINHO TUCANO

Se o Brasil quebrou três vezes nas mãos dos tucanos, segundo afirmou a senhora presidente repetidas vezes nos debates eleitorais com Aécio Neves, por que então convidou agora para ministro da Fazenda alguém que já fez parte da equipe do ex-presidente FHC e que, por ser competente, chegou a integrar também a equipe econômica do governo Lula? Vamos refrescar a memória de dona Dilma, lembrando-lhe que Henrique Meirelles, ora eleito deputado pelo PSDB, foi o presidente todo-poderoso do Banco Central durante a era Lula, com total autonomia para o controle da inflação, fato este que deu credibilidade à agenda econômica do ex-presidente. Estranho como dona Dilma briga com os fatos! Pois é, por essas e outras, somos obrigados a concluir que, na hora do aperto, os petistas costumam ir buscar no ninho tucano – o PSDB, partido que tanto criticam – aqueles únicos que podem dar credibilidade a seus governos. Mas estes petistas têm uma mania tão feia de cuspir no prato em que se servem...
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

*
AS CONTAS DO GOVERNO

“2015 será o ano do ajuste, sem recessão”, entrevista com Luiz Fernando Figueiredo (30/11, B5). O ano do ajuste devia ter sido 2014, mas do ajuste de contas, com o governo Dilma.

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br 
São Paulo

*
‘SUPERÁVIT NEGATIVO’

Só mesmo no surrealista e macunaímico País da jabuticaba e da piada pronta o governo petista conseguiria inventar o “superávit negativo” para camuflar o déficit nas contas públicas. Parece piada de português, mas é de brasileiro mesmo. E não tem a menor graça.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*
RESPONSABILIDADE FISCAL

Todos os dias a mídia nos mostra quadros degradantes. Gente morando em condições miseravelmente subumanas, ou chorando nas portas de hospitais (quando eles existem), ou aguardando um aparelho para tratar de doenças sérias, desde uma pneumonia até um câncer. Vemos também famílias esquálidas com fome revirando latas de lixo em busca de alimentos. Vemos escolas sem teto, sem quadros negros, carteiras – afinal elas são desnecessárias quando também não há livros ou cadernos. Diante dessa pintura negra e nevoenta, o governo federal demonstra total insensibilidade e pensa que pode alterar a lei como lhe convier, como esta, de Responsabilidade Fiscal, esquecendo-se completamente do povo que o mantém no poder. Porém, como a Constituição diz que nossos direitos são iguais, os governos estaduais e municipais deveriam usar o mesmo argumento para ajeitar seu caixa e tratar da saúde, da segurança, da educação, etc. do seu povo, e só depois disso repassar ao governo federal a sobra de dinheiro (o oposto do que ocorre hoje no Brasil). 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 
São Paulo

*
AGORA, A CRISE AUTOMOTIVA

O setor automobilístico está em crise, mesmo depois de beneficiado pela desoneração fiscal com que o governo enfrentou a crise econômica dos últimos anos. O embate eleitoral e as denúncias de esquemas de corrupção tomaram a cena brasileira do último ano. Pouco repercutiram as advertências dos setores econômicos quanto ao fraco desempenho da economia nacional. Essas informações foram desdenhadas e irresponsavelmente atribuídas à propaganda eleitoral oposicionista, quando, na verdade, não eram. Hoje, Dilma Rousseff tem nas mãos o grande problema de fortalecer as “pernas” da economia. Oxalá a nova equipe econômica, tida como competente, e ela própria tenham condições de fazer as mudanças de curso e, principalmente, conseguir o equilíbrio entre a contenção inflacionaria, a volta da atividade produtiva e a manutenção do emprego. Além do automotivo, muitos outros setores produtivos sofrem estagnação. Até os Correios hoje enfrentam problemas e, pela primeira vez em 20 anos, deixarão de cumprir a tradição de antecipar o pagamento do salário de dezembro a seus funcionários para o dia 19. Isso sem falar que o órgão enfrenta denúncias e investigações de corrupção dentro da mesma Operação Lava Jato, que revelou os esquemas e prendeu diretores, atravessadores e empreiteiros da Petrobrás. Precisamos de estabilidade econômica e – acima de tudo – de honestidade e regularidade nos negócios. Se não acabarmos com as más práticas administrativas e a corrupção, elas acabarão com o Brasil.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
                                                                                                     
*
GOVERNANÇA DAS ESTATAIS

Excelentes e oportuníssimas as propostas contidas do artigo “Sobre a governança das estatais” (27/11, A2), dos senhores Arminio Fraga e Marcelo Trindade. Pelas leis brasileiras, cabe ao Conselho de Administração das empresas escolher, com base (supõe-se) na idoneidade técnica e moral dos candidatos a sua diretoria executiva. O senhor Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e diversos outros nomes colocados na direção da Petrobrás foram ali colocados, hoje comprovadamente se sabe, por interesses que nada têm que ver com os dos acionistas ou dos interesses sociais do Estado. Nessas condições, estaria a instância máxima da Petrobrás, que aprovou seus nomes, preocupada com os resultados financeiros da empresa ou com a sua perpetuidade? Pois julgo que é colocando regras e condições para a ocupação dos cargo no Conselho Administrativo – sejam as empresas municipais, estaduais e federais – que qualquer reforma deve ser iniciada! Esses colegiados têm de representar o capital público ali alocado pelo Estado, e não pelos governos e seus aliados. Trata-se de matéria que qualquer estudo de Direito Comparado com países do Primeiro Mundo pode fornecer valiosos subsídios ao Congresso Nacional, se pretender proteger as nossas instituições das “aves de rapina que teimam em nos perseguir”, como disseram os ilustres autores do artigo. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 
Valinhos 

*
FINAL DOS TEMPOS

Faltou aos autores Arminio Fraga e Marcelo Trindade comentar explicitamente sobre o absurdo que é a recente criação de uma Diretoria de Governança na Petrobrás. Se assim fosse, seria necessário criar dentro de cada empresa uma “Diretoria das Leis”, de modo a controlar que não se faça ou pratique nenhum crime ou ilegalidade. Aqueles deveres e obrigações inerentes a qualquer cidadão ou administrador passaram a ser qualidades extraordinárias. É realmente o fim dos tempos e dos valores!
 
Paulo Roberto Gozzi paulo.gozzi@namisa.com.br 
São Paulo

*
O FIM DE UM ‘DIREITO’

O artigo dos srs. Arminio Fraga e Marcelo Trindade destaca que não é necessário inventar a roda para pôr fim ao descalabro instalado nas estatais: a adoção dos princípios adotados por empresas privadas de êxito (profissionalização, órgão independentes de controle, auditorias, etc.) possibilitará a eficácia e eficiência necessárias. Infelizmente, a Constituição permite a indicação para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado (federais, estaduais, municipais), administração direta e indireta, tornando as organizações ineficazes, ineficientes e corruptas. A extinção desse “direito”, oriundo da era colonial para a imperial e posteriormente para a republicana, prejudicará os partidos cujos “negócios” têm como base o loteamento das organizações, que é o grande estímulo para a proliferação dos partidos. Enfim, o descalabro está ligado à nossa cultura, cuja mudança exigirá reconhecimento e pressão da sociedade.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo

*
MAIS UMA DESPESA NAS LAVOURAS

É simplesmente um abuso a presidente Dilma Rousseff vetar o Projeto de Lei que garantia a isenção de licenciamento e emplacamento dos tratores e das máquinas agrícolas, onerando ainda mais os produtores rurais que já trabalham com prejuízos e não conseguem contratar mão de obra para as lavouras, e certamente incluirão mais essa despesa no preço final dos alimentos. A obrigatoriedade de emplacamento e licenciamento só seria justificável se o governo conseguisse garantir o mínimo de segurança para o homem do campo e seus equipamentos, entretanto, nem sequer vigia as empresas e propriedades do governo descaradamente furtadas e sucateadas. Caberá às associações de ruralistas e empresas do agronegócio derrubar essa lei inconstitucional e injusta, visto que todos os produtores rurais são obrigados a pagar contribuição sindical rural e pouco recebem em contrapartida, ou aguardarem a atuação da senadora e provável ministra da agricultura, Kátia Abreu.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com
Virginópolis (MG)

*
FIM DO ‘GLOBO RURAL’ DIÁRIO

Transmito meu pesar à direção da TV Globo pelo fim do noticiário “Globo Rural” diário. Como sempre noticiado, é a agricultura que sustenta a balança comercial de nosso país. Nós, produtores rurais, nos sentimos mais uma vez ignorados pela grande mídia. Sou telespectador desde a edição do primeiro programa...

Dirceu Roberto Aguero aguero@estadao.com.br 
Ivinhema (MS)

*
COMISSÃO DA VERDADE – RETA FINAL

Muito bom e oportuno o artigo “Tabus e verdade”, de Denis Lerrer Rosenfield, no “Estadão” de 1/12 (página A2). Já chegando a hora da apresentação de seu relatório final,  pelo que se divulgou, parece que a Comissão da Verdade, na verdade, não vai apresentar toda a verdade. Embora aqui muito  repetida, a palavra verdade (total) deveria nortear qualquer relatório histórico imparcial. Mas, pelo que já nos mostrou, a comissão se preocupou tão somente com "a verdade" de um dos lados, isto é, só com o "crimes", abusos, etc. cometidos pelos agentes do Estado. Como bem mostrou o nobre professor Rosenfield nesse artigo, também há preocupação de milhares de brasileiros com a verdadeira História: o que se apurou dos abusos e crimes cometidos pelos "revolucionários" que visavam à implantação da ditadura comunista no Brasil? O que se falou, ou vão falar, sobre os assassinatos do tenente PM Mendes, do soldado do Exército Mário Kozel pelos movimento de esquerda? Tem ainda o mal contado caso de Orlando Lovecchio, que teve a perna destroçada em frente ao Consulado Americano em São Paulo. Nem militar ele era. Enquanto hoje ele recebe mísera pensão, o terrorista que o atingiu com uma bomba ganha uma quantia infinitamente maior, paga com o nosso dinheiro. Fazer de herói e promover como coronel, com proventos de general de brigada, o capitão desertor do Exército, aí já é demais. Haja dinheiro para pagar as milhares de bolsas ditadura. A última pergunta: o que se apurou de verdade sobre o período de 1946 a 1964? Afinal, esse período também deve  fazer parte da pesquisa. Ou não?

Ellis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha 

*
‘TABUS E VERDADE’

Até que enfim uma visão macro da "verdade"! Quero cumprimentar o articulista Denis Lerrer Rosenfield pelo artigo publicado ontem, “Tabus e verdade”, bem como o “Estadão”, pela coragem de publicar o outro lado da verdade, pois, como sabemos, os responsáveis pela investigação dos fatos ocorridos no Brasil entre 1964 e 1985 são tendenciosos e míopes, tentando assim criar uma outra realidade, em que marginais e assassinos são idolatrados, e não repudiados, como deveriam ser. A verdade sempre estará do lado da lei, e não quem quer "ser a lei". 
 
Ricardo Jacob Coronel jacob.ricardo@uol.com.br 
São Paulo

*
JANGO

E aí, golpistas? E aí, Comissão Nacional da (In)verdade? Jango não foi envenenado? O pior é que nosso povo colocou todos esses guerrilheiros no governo. Vamos investigar o atentado no Aeroporto do Recife (que matou inocentes) ou o atentado ao quartel da Aeronáutica, que matou um recruta inocente. Ou, ainda, os assaltos a 154 bancos e carros fortes. Cadê o dinheiro? Com a palavra, os guerrilheiros que ficaram ricos com a ditadura.

Roberto Tavares robertocps45@hotmail.com 
São Paulo

*
URUGUAI X BRASIL
 
No domingo, 30/11, o “Estadão” nos trouxe uma matéria sobre Jose Mujica, presidente do Uruguai. Nela, fomos informados de que ele anda de Fusca, mora em sua chácara e transformou o Uruguai de tal forma que a revista britânica “The  Economist”, em 2013, elegeu este pequeno país da América do Sul o melhor do ano. Politicamente, sabe dar marcha à ré, isto é, recuar e avançar, sempre que necessário. Enquanto isso, no Brasil, nossa presidente anda em carros de luxo, mora e trabalha em palácios e nossa economia só despenca no placar mundial. Politicamente, dirige um trator sem marcha à ré e cujo avanço destrói tudo à frente. E depois o PT quer fazer pesquisa para identificar o afastamento dos eleitores do partido. Não precisa, observem o presidente uruguaio Mujica: ele tem muito a ensinar.
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

*
SECAS E ENCHENTES

A crise hídrica se aprofunda e o desmatamento da Amazônia continua a pleno vapor, sem fiscalização. Discutem-se águas do Sudeste, muito disputadas. Já está em tempo de analisar a região oeste e o caudaloso Rio Paraná para o abastecimento de água do Estado. Temos ainda a opção de analisar reequilibrar enchentes sulinas com as secas do Sudeste e evitar as perdas de água doce no oceano. De fato, Paraná e Santa Catarina sofrem enchentes, enquanto a seca aumenta em São Paulo. Por exemplo, o Rio Itajaí Açu tem inúmeras barragens, insuficientes para as épocas de chuva, as quais representam uma oportunidade para transferir o excesso de águas para outras regiões e assim lá evitar enchentes cada vez mais frequentes – haja vista que aquele Estado nada faz contra o assoreamento do rio. Ah, não me venham dizer que é longe para construir adutoras, já que temos dutos de gás vindos da Bolívia e dutos de petróleo entrecortando diversas áreas. Ou, por que não, podem-se analisar usinas de dessalinização de água com custo mais elevado.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

*
MAIS ÁGUA PARA SÃO PAULO

A descomunal seca que assola a região, com duração difícil de prever, exige da Sabesp ações capazes de sustentar a oferta d’água, o quanto possível, na região metropolitana. Seja pelo uso de membrana filtrante, seja por aumento da reversão do Taquacetuba para Guarapiranga, o volume dado por 2 m3/s cada pode ser considerado pequeno. Assim, sugerimos investir esforços na ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Grande, com água proveniente da Billings. Em volume pode ser de 10 m3/s a 15 m3/s. Quanto à qualidade, a água do reservatório está completamente limpa, pois há mais de 20 anos não recebe água do Tietê. O bombeamento, em princípio, só ocorre na bacia do Rio Pinheiros em ocasião de grandes chuvas, para evitar inundações e, portanto, com diluição da poluição. O segundo argumento é de que um volume de água que entra na Billings em Pedreira, leva mais de quatro meses para chegar ao Summit, ponto de saída, de onde desce para Cubatão. Nesse tempo, a água estará limpa naturalmente. Aliás, posso afirmar que, mesmo nas condições piores da represa, a descarga para Cubatão servia, também, para a ETA da Sabesp da baixada santista. Então, se a ampliação da ETA for para 10 m3/s, o volume do reservatório Billings, de cerca de 1 bilhão de m3, para ser esvaziado, levaria mais de três anos. Para esse sistema tornar-se permanente, se a contribuição eventual do Rio Pinheiros e dos demais afluentes não ultrapassar 10 m3/s, somada à necessidade de descarga para Cubatão, deverá ser autorizado um pequeno bombeamento em Pedreira para compensar a captação. O tratamento para remoção de nutrientes não será necessário, de imediato; só com o tempo, quando as condições da Billings o justificarem. O uso de efluente de Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) para fins mais nobres exige um tratamento complementar. Aliás, diferente do que sucede com os esgotos da região, a Sabesp faz milagres no tratamento de água de abastecimento; basta conhecer as más condições de qualidade da água que chega à ETA do Baixo Cotia.

Rubens Monteiro de Abreu rubensmabreu@ig.com.br 
São Paulo

*
ESCASSEZ E ÁGUA POTÁVEL

No vizinho Paraguai existe vasta região ao norte denominada Chaco. O solo é arenoso, com baixa fertilidade. A topografia é quase plana, com vegetação semelhante à do nosso Cerrado. A temperatura é elevada, com pouca chuva, concentrada em dois meses, somando apenas 600 milímetros anuais. Não há rios ou outra fonte de água potável, pois no solo ela é salobra. Terminada a primeira Grande Guerra Mundial, houve imigração de uma comunidade de alemães que o governo paraguaio assentou no Chaco, distante mais de 300 km da capital, Assunção. Isolada nesse quase deserto, com incrível obstinação, essa comunidade de imigrantes alemães sofreu e trabalhou para sobreviver à fome, à doença e à hostilidade dos habitantes locais. Certa vez, o exército boliviano invadiu o Paraguai passando, ida e volta, em cima dessa comunidade. Depois de radicada, a comunidade progressista fundou a cidade de Filadélfia. A cidade utiliza a água que vem da escassa chuva da região, captada de cada telhado. No campo, o gado leiteiro bebe água da chuva em depósitos escavados e impermeabilizados com plástico. Produzem grande parte do leite comercializado na cidade de Assunção. A agricultura produz soja, e dela, o óleo para a cozinha e o subproduto, a torta. Cultivam também o algodão que, industrializado, fornece o tecido e a torta da semente. Parte da produção agrícola industrializada é exportada para o exterior. A serviço para o governo Paraguaio e para a FAO, nos anos de 1995 e 1997, estive com frequência na cidade de Filadélfia. Dotada de admirável desenvolvimento, a comunidade conta com escola, igreja Menonita, comércio, indústrias e também um centro de pesquisas, ensino e extensão agrícola. Uma rádio difusora transmite em castelhano e em alemão. Fala com os habitantes mantendo-os aglutinados. Muitas vezes dirigindo a determinada pessoa. Hospedei-me algumas vezes num ótimo hotel da cidade consumindo água sem restrições, nem mesmo para o banho de chuveiro.

Célio Soares Moreira mmoreira@cena.usp.br 
Piracicaba

*
IPTU EM SÃO PAULO

Não é só em São Paulo que o valor do 050Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) é extorsivo. Na baixada santista, em especial em Peruíbe, um lote de terreno com valor venal de R$ 18 mil vai ter de pagar R$ 1 mil de IPTU e uma casa de R$ 130 mil de valor venal vai pagar R$ 1.300,00. Valores proporcionalmente muito maiores do que em São Paulo. Temos de impedir esse descalabro.

Victor Hugo
São Paulo

*
‘BOLSA IPTU’

Ao liberar bairros da cobrança do IPTU, o prefeito Fernando Haddad não só está deseducando o paulistano que não dá a mínima se joga lixo na calçada, entulho no rio, quebra patrimônio público e não se sente responsável pela cidade em que vive, como também está criando o “Bolsa IPTU”. Nem se fosse R$ 5,00 o IPTU deveria ser cobrado. Essa é mais uma descarada compra de voto da população menos esclarecida. A única coisa que resta à população que arcará com os altíssimos IPTUs, será o boicote de compras. Comprando menos, o prefeito arrecadará menos também e tomará consciência de que ser prefeito é governar para toda a cidade. Pode discriminar quem paga imposto, mas não pode nos obrigar a comprar para gerar mais receita. Não se governa de olho apenas num dos órgãos vitais da cidade, porque a cidade morre. E São Paulo está prestes a morrer.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*
FLAT, STUDIO OU QUITINETE? 

Na década de 70, havia moradias em prédios de apartamentos com área  útil de até mesmo uns 30 metros quadrados e eram conhecidas como quitinetes, apelido oriundo do inglês “kitchenette”, ou pequena cozinha. Os tempos mudaram e hoje, nas imobiliárias, chovem ofertas de moradias com espaços até menores, mas oferecidas com apelidos sofisticados de studio, flat e mesmo apartamento (apertamento) para chegar a custarem mais de R$ 300 mil, porque, se tituladas “quitinete”, não achariam compradores. Uma questão de conceito, porque o espaço continua sendo de uma pequena cozinha.  

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo 

*
‘A DESATIVAÇÃO DO MINHOCÃO’

O editorial sobre o Minhocão (“A desativação do Minhocão”, 1/12, A3) afirma que ele tem um fluxo médio de 6 mil veículos por hora em cada sentido. Na verdade, o fluxo máximo que consegue passar em cada sentido não passa de 3.300 veículos por hora. Quanto ao fluxo médio por sentido, ele beira os 2 mil veículos por hora. O maior problema da sua demolição reside na etapa de obras, quando seria interrompido tanto o fluxo em cima, no Minhocão, como em baixo, na Avenida Gen. Olímpio da Silveira, durante um prazo considerável. Uma vez demolido, não me parece que ocorreria uma situação tão grave assim. No lugar das colunas de sustentação, é possível acrescentar uma faixa de rolamento por sentido. Como seria uma faixa semaforizada, perderíamos por sentido uma capacidade de 2.400 veículos por hora, em vez dos 3.300.  Numa cidade em que ocorrem 1,6 milhão de viagens só de automóveis por dia, não me parece que seja impossível remanejar 2.400 veículos por hora. Acho que já deu para perceber que sou torcedor da demolição. É uma intervenção cara e complexa de operacionalizar, e o editorial tem toda razão ao defender que deve ser abalizada por estudos técnicos confiáveis. Mas acho que vale muito a pena avaliar a sua viabilidade técnica a fim de extirpar este trambolho que degradou uma histórica região central da cidade a ponto de aparecer ali a triste cracolândia.
 
Luis Molist Vilanova vila@sinaldetransito.com.br 
São Paulo

*
‘CRIME’ NO FUTEBOL

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), num preciosismo um tanto olímpico, fala em penalizar o goleiro Fernando Prass, do Palmeiras, por ter dito que já recebeu mala branca no passado. Mala branca, para quem não sabe, é um incentivo em dinheiro oferecido por um time para que jogadores de outro time se esforcem para ganhar uma certa partida, beneficiando assim o time doador em sua colocação na tabela do campeonato. Bem, se o STJD, ao que tudo indica, considera isso um ato de corrupção, gostaria de saber se a entidade pretende retroagir e penalizar também os demais jogadores e o próprio clube corrompido. Idem em relação ao clube corruptor. E se vai ser oferecida delação premiada caso Prass dê mais detalhes sobre o “crime”. Aguardemos.
Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br 
São Paulo

*
PALMEIRAS – CAMPEONATO BRASILEIRO

Parodiando a música "Alma Gêmea" (Fábio Jr.): "Caiu uma, caiu duas / Será a terceira vez / Paulo é nobre, só no nome / Um banana, um burguês / Uma equipe, tão medíocre / Cuja sina é perder / Meu Palmeiras, tô cansado de sofrer..."

Vadinho Doreto vadinhodoreto@hotmail.com 
Marília

*
CAIXA DE BRINCAR

É brincadeira! Vejam bem: a reportagem deste domingo no “Estadão” (página D5) fala sobre patrocínio no futebol. Em resumo, fala da Caixa Econômica Federal que despende a bagatela de R$ 122 milhões com os clubes, apenas os abençoados, pela cúpula magnânima dos responsáveis pelo marketing da Caixa. No Olimpo das grandes ideias, um grupo de pessoas acha correto pegar o dinheiro público, ou seja, de todos os brasileiros, e gastar com propaganda com alguns times de futebol. A lógica levantada para a ação “bondosa” seria a de tornar o nome do banco visível aos brasileiros. Vamos lá: um banco público pega dinheiro público e distribui para um clube privado, tendo como retorno a subjetividade de expor o nome do banco. Para quem? Ah, sim! Para todos os brasileiros. Mas de que modo? O clube agraciado com o dinheiro público, claro, agradece e, por consequência, a sua torcida vê com bons olhos a oportunidade de seu time gastar mais e mais nas contratações cada vez mais milionárias de jogadores. Bacana, alguns vibram. Mas e os outros brasileiros? Aqueles que não foram “ungidos” para receber a “benção” do banco público para resolverem os problemas de caixa, problemas esses de uma empresa privada, pertencente a um grupo de pessoas com problemas particulares. Bom, esses pobrezinhos terão de começar a trabalhar corretamente, fazer um plano de gestão de curto, médio e, principalmente, de longo prazo, para tornar autossustentável seu negócio. Em outras palavras, trabalhar como profissional, sem depender de qualquer “bolsa futebol” do governo. O princípio que rege o pessoal de marketing da Caixa passa a ideia de visão míope, com discernimento limítrofe do que seja um banco público e suas atribuições para com todos os brasileiros.  

Moacir de Vasconcelos Buffo moacirbuffo@gmail.com
Campinas 

*
PATROCÍNIO NO FUTEBOL

Essa turma, por egoísmo clubístico e/ou por má-fé, não se sabe, está acabando com o futebol brasileiro, esquecendo-se de que este é um patrimônio cultural/artístico de todo o seu povo, e não apenas dos clubes das “zelites”. “A quem tudo tem, tudo lhe será dado, a que nada tem, tudo lhe será tirado.” Esse é o lema dos ignorantes, esquecendo-se também de que, acabando com a “galinha dos ovos de ouro”, que são os clubes menores e os do interior, por consequência, acabarão com os maiores. Os “ricos” não poderão viver sem os “pobres”, que trabalham para eles, já que não se alimentam, na acepção real da palavra, do “vil metal”. 

Manuel Ribeiro Pires m.r.pires@ig.com.br 
São Paulo

*
VIOLÊNCIA

Muitas vezes ninguém se dá conta, noutras fingem que nada está acontecendo, porém é visível demais que temos violência em excesso. São muitos crimes, roubos, furtos, golpes e fraudes acontecendo diariamente sem que as autoridades do País se insurjam contra essa epidemia. Em breve teremos mais criminosos no País do que gente honesta e trabalhadora. Estão diminuindo os níveis dos reservatórios, caem os índices de pessoas procurando emprego, mesmo entre desempregados, procura por vaga escolar está caindo, mas só não caem os índices de violência no País. Dos chamados pés de chinelo aos corruptos do colarinho branco, a sociedade não tem paz, não pode ficar tranquila dentro de suas casas nem fora delas. Onde há dinheiro, há golpe, falcatruas e corrupção ativa e passiva. Pare para pensar, se isso não é uma epidemia, é o quê? Só pode ser falta de vergonha na cara do Poder Executivo e do Judiciário – o Legislativo nunca teve isso na vida (vergonha). Penas brandas, benesses em demasia, Justiça lenta e omissa, tudo corrobora para que tenhamos um país em perigo, com a criminalidade e a corrupção em alta constante. A sociedade tem de dar um basta contra essa imoralidade, mas fica com medo e se afasta sem saber do seu poder.  

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru 

*
A CULPA É DAS LEIS

O noticiário das TVs mostra uma sequência interminável de crimes: roubos, assaltos, roubos de carros, cidadãos mortos ou feridos a balas, traficantes atacando policiais, etc. A novidade das câmeras filmando os crimes não tem ajudado muito na prisão dos criminosos, quase sempre reincidentes. Quando são presos em flagrante, prestam declaração nas delegacias e são soltos. É a lei. E os congressistas do (desa)foro privilegiado não mudam as leis – só mudam quando solicitados pelas “presidenta”. Os guises têm férias longas e não assinam ponto (eletrônico) para trabalhar. 

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

*
ROBERTO BOLAÑOS (1929-2014)

Em homenagem a um gênio da TV que morreu na sexta-feira, respeitando as opiniões em contrário, alguns petistas e peemedebistas conversavam sobre o petrolão e o tamanho do assalto dos aloprados. Um deles disse ao outro: foi sem querer querendo.

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br 
São Paulo

*
Há que deixa legado fazendo as pessoas rirem, como Roberto Bolaños (o eterno Chaves), e há outros que deixam legado fazendo as pessoas chorarem.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos Leitores

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.