Fórum dos Leitores

MANIPULAÇÃO FISCAL

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2014 | 02h04

Dona Ruth

Ruth Gomes de Sá é uma senhora que aos 79 anos se propôs, e com coragem, a se indignar com a bandalheira petista, desta vez a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para encobrir incompetência e crime. Tivesse o Congresso pessoas com a responsabilidade e o respeito ao País dessa senhora, não chegaríamos ao extremado momento em que até de chantagem se utiliza o Executivo para obter a aprovação da corrupta lei, intencional, para anistiar os desmandos praticados pelo governo do "PT ladrão", como "ovacionado" na sessão parlamentar, terça-feira.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

PT, 'modus operandi'

A imagem de um brutamontes dando uma "gravata" no pescoço de uma senhora de 79 anos é por si só chocante. E fica pior ainda quando a comparamos com as divulgadas em manifestações de rua na Venezuela, no Irã, na China, em Cuba e tantas outras "democracias" admiradas pelo atual governo. Que sirva de alerta do que eles pretendem.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Demoniocracia

O que fazer quando o Congresso Nacional está vendido e a Constituição, à mercê de emendas e projetos de lei indecentes?

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Ditadura rediviva

Fechar o Congresso Nacional e mandar para casa deputados e senadores não é o que quer a Nação, mas o Congresso pode fechar suas portas para a população? O cantor Lobão, ontem, foi interferir e tentar garantir que as pessoas pudessem assistir nas galerias à votação do projeto sobre a mudança da meta fiscal. Onde estão outros cantores, atores, escritores, a OAB, que não foram ao Congresso para garantir o direito de livre manifestação? O Congresso presta-se ao papel de refém do governo, chama a polícia para bater nos manifestantes, enterra a democracia e ressuscita a ditadura, sob os olhares complacentes do Judiciário.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Assalariados

O presidente do Senado deve esclarecer à Nação o que quis dizer ao expulsar os brasileiros que lá estavam a fim de evitar a mais vergonhosa manobra política dos últimos tempos. Desde quando ser assalariado é vergonhoso ou sinônimo de baderneiros? Assalariado é aquele indivíduo que trabalha um mês para levar para casa o sustento da sua casa, não participa de maracutaias, não renuncia por corrupção e não tem o voto anulado por ser assalariado. Será que na próxima eleição o PMDB vai recusar os votos dos assalariados? Pelo que se viu anteontem no Senado, ser corrupto vale mais que ser trabalhador honesto.

ANTONIO FAVANO NETO

a.favano.nico@uol.com.br

São Paulo

O homem errado

Diante do quadro explosivo no Congresso em face dessa chantagem do governo para ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal - um avanço significativo para o País -, a pergunta que se faz necessária: tem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), autoridade moral para conduzir qualquer sessão na Casa das Leis? Como assevera o jargão já bem conhecido, Renan é "o homem errado no lugar errado".

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Voto por verba

Não é por falta de uma lei específica que o proíba que um ato será lícito. A chantagem e o suborno são eticamente reprováveis e condenáveis de qualquer forma, segundo o sentimento natural das pessoas. O governo pratica contra o Congresso uma chantagem e o recompensa com verbas para se livrar de punições por infração da Lei do Orçamento e da Lei de Responsabilidade Fiscal. No Congresso estão representantes do povo. Portanto, o governo está praticando ilícitos vexaminosos contra os cidadãos, contra o povo. É preciso conscientizar-se desta verdade.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth7@gmail.com.br

São Paulo

PLN 36/2014

Não entendo por que a Polícia Federal não vai ao Palácio do Planalto e prende Dilma Rousseff por tentativa de corrupção ativa, que, além de explícita, está por escrito. Não haverá nem necessidade do depoimento dela!

ALCIDES FERRARI NETO

ferrari@afn.eng.br

São Paulo

STF

Até tu...?!

O ministro Teori Zavascki liberou Renato Duque com a pérola de que ter dinheiro no exterior não é sinal de crime. Com tantos sinais e denúncias de corrupção desse "camarada", como é possível o ministro usar em seu parecer um argumento desse tipo? O ministro passa-nos atestado de idiotas! Não estou mais aguentando o tamanho de minha indignação com o que estão fazendo com este país. Será que o Supremo Tribunal Federal (STF), que gosta de se meter em assuntos políticos, vai tomar posição contra a manobra da Dilma para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal? Que país decente aprova no final do ano passado o porcentual de déficit para o ano seguinte e chega a dezembro, no apagar das luzes, querendo alterar esse porcentual somente para fugir das responsabilidades, e com aprovação do Congresso, que ganhará emendas no Orçamento? Até tu, Supremo, vais aceitar, passivo, essa manobra?

FRANCISCO LIMA

faugplima@gmail.com

São Paulo

BRASIL HOJE

Futuro sombrio

Parabéns ao jornalista Fernão Lara Mesquita por seu brilhante artigo Sobre sístoles, diástoles e otários (3/12, A2). Metáfora perfeita da conjuntura atual e de um futuro sombrio.

RICARDO DAVID DIBA

rdiba@ig.com.br

Campinas

Trem sem rumo

Digno de enquadramento, o artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita deveria ser leitura obrigatória para os que não percebem a degradação que o Brasil sofre em todos os setores. A crise moral está se somando ao crescente buraco econômico e se não houver reestruturação total a "estação Argentina" não será a última parada, pois o trem desgovernado seguirá em alta velocidade para as "estações Venezuela e Cuba", no não distante fim da linha.

LEONEL L. LUCARIELLO FILHO

leonellucariello@gmail.com

São Paulo

CASA DE NOCA

“O pau comeu” terça-feira na Casa de Noca, ou seja, no Congresso Nacional. A sessão conjunta que seria realizada por deputados e senadores teve de ser encerrada, mais uma vez, por determinação daqueles que querem acabar, definitivamente, com o que ainda resta de democracia no País: os presidentes da República, Dilma Rousseff, e do Senado, sempre ele, Renan Calheiros, e, pasmem, petistas e políticos da base de sugação, entre eles, pasmem novamente, o PCdoB das deputadas Jandira Feghali e Vanessa Grazziotin. Isso porque havia nas galerias pessoas indignadas com tamanha desfaçatez e arrogância do governo que queria, entre outras manobras, descumprir a meta da economia para pagamento de juros da dívida pública em 2014, o chamado superávit primário, e ainda queria levar tudo no grito, chegando ao cúmulo de “soltar” a polícia legislativa em cima dos manifestantes, lembrando a Roma antiga, quando os imperadores (e senadores) mandavam jogar aqueles que os contrariavam aos leões. Aí o tempo fechou, pois, queiram eles o não, existem a partir do último pleito dois Brasis, e dizer não é um direito universal e tem de ser respeitado. Tudo isso mostra por que eles, o PT e a base alugada desejam, por exemplo, a regulação da mídia. Para que não se veja, ao vivo e em cores, aquele espetáculo de terça-feira na Casa do Povo.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com  
Quissaamã (RJ)

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A COMÉDIA E O BALCÃO DE NEGÓCIOS

As cenas de comédia pastelão que o Congresso Nacional proporcionou ao Brasil (e ao mundo) na terça-feira demonstram o deplorável nível de nossos parlamentares. Em vez de discutir e convencer, como é da natureza do Parlamento, na falta de argumentos, partem para o embate físico e a ofensa verbal. Difícil de aceitar esses indivíduos como “nossos” representantes. Mas pior do que as cenas é a motivação que levou ao desentendimento. O governo, não cumprindo as metas econômicas e gastando mais do que pode, pressiona pela redução das obrigações e oferece vantagens aos parlamentares. De um lado, governo não poderia ter gasto mais do que tem e os parlamentares não poderiam ser movidos por cargos, benesses e vantagens, pois, quando se tornam “sócios” do governo, perdem sua condição de fiscalizar e legislar. A briga no plenário é apenas um ridículo episódio. Pior que, independentemente do resultado da votação do projeto de lei 36/2014, não se pode vislumbrar nenhuma mudança. O Brasil carece de ampla reforma política, que deveria começar pela forma de relacionamento entre Executivo e Legislativo. Pelo bem do País, o balcão de negócios tem de acabar... 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo

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GOVERNO X CONGRESSO NACIONAL

Com a morte de Roberto Gómez Bolaños, quem poderá nos defender?!

Paulo Barros dr.paulobarros25000@gmail.com
São Paulo

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NAS MÃOS DA PRESIDENTE

Aécio Neves pegou leve quando disse que Dilma Rousseff coloca o Congresso de joelhos e de cócoras. Na verdade, a posição de boa parte do Congresso, a base governista, é aquela célebre “posição em que Napoleão perdeu a guerra”, de joelhos, com as mãos espalmadas no chão e o bumbum levantado, para que a presidente faça o que melhor entender com cada um deles. E ninguém vai poder dizer que eles estão mal pagos.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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DESMORALIZAÇÃO

As imagens degradantes mostradas pela TV, de agressão a uma senhora idosa por seguranças do ilibado presidente do Senado, nos dão a medida da diferença de tratamento entre as pessoas pagadoras de impostos extorsivos e que lá estavam para exigir o cumprimento da lei, francamente afrontada pelo governo, em comparação aos baderneiros que já depredaram a casa do povo. Se as nobilíssimas excelências esperam continuar a fruir as delícias do poder, após cederem às claras  ameaças da presidente para salvar-lhe a pele com a aprovação do calote federal em troca de liberação às emendas parlamentares, não se enganem: após a desmoralização total do Congresso, não seria de duvidar que os chefões resolvam eliminar o Congresso, com a justificativa de que os “300 picaretas” de outrora contaminaram o resto do Parlamento. Aliás, não podemos nos esquecer de que, há algum tempo, "aquele que não se deve nominar" expressou esse desejo “em off” a um amigo empresário. Não é à toa que existem ene tentativas de amordaçar a imprensa, a imposição de “conselhos populares” e outras artimanhas de forma a eliminar qualquer divergência dos que se acham donos do País. Cuidado, excelências, depois não venham chorar pelo leite derramado!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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MAIS UMA VEZ, O ‘TOMA LÁ DÁ CÁ’

A concessão pelo Planalto de verbas para emendas individuais de alguns parlamentares desde que aprovada a proposta que modifica a meta fiscal de 2014 consolida a posição do Congresso como autêntico balcão de trocas e expõe a submissão de um dos poderes supostamente independente da República ao Executivo. É notória a existência do clima de "toma lá, dá cá" na atividade política, apesar de, quando explicitado, ela ruborizar hipocritamente alguns dos nossos políticos. Pode-se afirmar que é uma das fragilidades dos regimes que não se caracterizam por ações autocráticas ou ultimatos. Por outro lado, é  evidente que estes mesmos modelos de governo estabelecem espontaneamente um nível mínimo aceitável para a natureza dessas trocas e, ao perceberem ter sido esse limite inferior atingido, recolhem as iniciativas que poderão ultrapassá-lo, pois sabem que a partir daí pode-se desenvolver um processo de autodestruição que ameaça a própria saúde democrática. O que é perturbador aqui, no Brasil, no entanto, é que o sistema político dominante, tão necessitado de uma reforma que insiste em dormitar nos gabinetes dos caciques interessados em manter o poder a todo custo, não tem dispositivos de esbarro e o país não conta com um povo dotado de um nível educacional mínimo que lhe permita compreender o que está ocorrendo, sendo, assim,  incapaz de se fazer ouvir. Será que só vai despertar quando a tragédia estiver na sua soleira? Aí talvez seja tarde demais.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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SUBMERSOS SUBMISSOS

Numa política sem ideologia – na campanha presidencial: Dilma na centro-esquerda, Aécio na centro-direita e Marina Silva reivindicando ser de centro e que acabaria com a "bipolaridade" –, os partidos tratam de impor sobre seus membros a mesma posição de acordo com as alianças feitas em campanha. Querem impor aos que, quando candidatos, foram votados pela simpatia dos eleitores com suas facetas e trejeitos, o partido (dos mais de 32 existentes) pouco importava. 

Marcos Vinicius Fortes Pianovski marcosvfpianovski@gmail.com 
Curitiba

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BASTA À ARBITRARIEDADE!

Uma arbitrariedade o que se vê no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) manda esvaziar as galerias porque elas estão “partidarizadas”. E qual o problema? Não é essa a casa do povo, onde ele tem o direito de se manifestar? Na verdade, o PT se acostumou a lotar as galerias com pessoas compradas apenas para aplaudi-los. A ordem tem de ser restabelecida, assim como o direito de todos de protestar deve ser garantido. Muito bom lembrar aos congressistas que é o povo quem põe e também quem tira as excelências do poder. O senhor Renan Calheiros está sentado naquela cadeira porque também chantageou seus pares. Ocorre que 52 milhões de pessoas acordaram e não vão mais apanhar caladas. Chegou a hora de dar um basta nesta imoralidade. O Brasil acordou, só falta levantar!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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TRUCULÊNCIA

Observando ao modo truculento, a mando de Renan Calheiros, contra o povo que foi ao Congresso se manifestar contra a aprovação da lambança fiscal provocada pela presidente, mostra o PMDB que desonra os nomes que lhe deram origem. Hoje o PMDB é o partido daqueles que para serem obedecidos provou não ter escrúpulos de engravatar o pescoço de uma senhora de 79 anos. Tirem da sigla os nomes "Martins, Miraguaia e Dráusio", porque é uma desonra à ilustre memória deles. 

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí 

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CONGRESSO NACIONAL

É um absurdo o comportamento dos nossos representantes: no Congresso, o presidente Renan Calheiros, alienado ao PT e à presidente, manipula a conduta de tudo e de todos, retardando votações.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo

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REVOGUEM-SE AS LEIS

Governo do PT é isto: depois de mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para escapar da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), vai agora revogar a lei da gravidade por decreto e a lei do mercado por medida provisória.
 
C. Murilo Nogueira m-frade@uol.com.br 
Brasília

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TRANSPARÊNCIA E HONESTIDADE

Sinceramente, penso que a agenda econômica de um governo deva assentar-se sobre valores de transparência, credibilidade e, sobretudo, honestidade no trato do dinheiro público. Como o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, poderá imaginar conseguir reequilibrar as contas públicas e resgatar a credibilidade da política fiscal, se foi posta em votação no Congresso uma lei (PLN 36) que permitirá à presidente dar um calote fiscal, que consiste em camuflar o estouro dos gastos públicos com ares de legalidade, tornando sem efeito a Lei de Responsabilidade Fiscal, tão importante para a estabilidade da nossa moeda? Pergunto como o sr. Levy vai conviver com esse cínico "faz de conta" e imaginar que daqui para a frente vai poder resgatar a tal confiabilidade dos investidores apenas com o aval à sua pessoa. Será preciso que o ministro tenha muito estômago para conviver com tanta falta de honestidade por parte de um governo e de um Congresso que aprovem tal distorção não só fiscal, porém, mais do que tudo, moral. E governo que não preza valores éticos não pode dar certo. É o tal “ganhar perdendo” a que Marina Silva se referia. Sem isso, não há país que tenha um desenvolvimento verdadeiramente sustentável, já que é preciso, antes de mais nada, resgatar valores  há muito deixados de lado no seio de nossa pátria amada, idolatrada, Brasil! Estamos a precisar de nos pintar internamente de azul, verde e amarelo todos os dias para lutar com muita coragem pelo nosso desejo de mudança. Muda, Brasil!
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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AUTORITARISMO
 
Que vergonha a deputada Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara. Sua atitude contra as manifestações da galeria durante a votação dos aliados em favor da irresponsabilidade fiscal de dona Dilma (PT), contra a LDO, mandando que os manifestantes fossem retirados das galerias, é de um autoritarismo ímpar e típica da esquerda que é autoritária, quando contrariada. Estamos numa democracia!
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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A LADROAGEM PERMITIDA

Impressionante a atitude do vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, argumentando que "assalariados" estariam no plenário da Câmara para tumultuar a votação da lei sobre a "flexibilização da meta do superávit primário, a economia que o governo precisa fazer para o pagamento dos juros da dívida pública", e do presidente Renan Ca(na)lheiros dizendo que os manifestantes atrapalhavam os "trabalhos" de quem ali está para trabalhar. Bem, vejamos: assalariados deve significar pessoas pagas pela oposição (que ora é a maioria do País no que diz respeito a essa mudança a ser votada), que estaria seguindo o mesmo princípio do PT e do PMDB em suas manifestações. Muito já se soube de pessoas pagas para irem a passeatas. E dizer ali estão para trabalhar os deputados não parece ser tão verdadeiro. Os maiores salários por hora trabalhada por semana são pagos aos que começam a trabalhar na terça-feira e, na quinta-feira estão voltando para suas bases, à custa de verbas por eles mesmos votadas e aprovadas. O povo tem o direito de estar naquele plenário, para se manifestar sobre tudo o que ali acontece. Afinal, democracia e Constituição nos asseguram esse direito. Se as regras mudam, de acordo com as conveniências dos parlamentares e não do povo, quem deveria ser expulso do ambiente, seriam os parlamentares imorais e que esnobam honestidade em defender o indefensável: quem não trabalha como devia pode ser, sim, chamado de "vagabundo" e não sentir-se ofendido. Querer dar a entender que todo cidadão ou cidadã que se desloca até o plenário é corrupto ou corrompível como boa parte dos "nossos representantes", é não enxergar o que todo brasileiro está a exigir desses representantes: vergonha na cara e arrependimento por não nos representar dignamente.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br 
Campinas 

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ALTERAÇÃO DA LDO

Evacuem o plenário, determinou o presidente do Congresso. Isso para que os congressistas evacuassem “no” plenário. 

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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‘O CONGRESSO DE CÓCORAS’

O que o governo quer dá a entender que todos no Congresso são bandoleiros, assaltantes de fazer inveja ao bando de Lampião e seus seguidores. Fico imaginando o que os grandes líderes das nações desenvolvidas podem estar pensando de mais uma goleada sofrida pelo Congresso, desta vez pelo governo petista que ameaçou os congressistas dizendo que só liberaria a verba de R$ 444 milhões para pagamento de emendas se o Congresso aprovasse o PLN 36?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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O SIGNIFICADO DE ‘CONDICIONAMENTO’

O Ministério da Educação informa em edição extraordinária a mudança no significado do termo “condicionamento”. Condicionamento: m (condicionar+mento) 1. Ato ou efeito de condicionar. Conjunto das condições em que se realiza um fato; 2. circunstâncias. 3. Psicol Processo pelo qual uma resposta definitiva vem a ser provocada por um estímulo, objeto ou situação, diversa da resposta natural ou original; aprendizagem elementar por substituição de estímulos; O termo foi a princípio aplicado apenas a atividades reflexas, de onde o nome reflexo condicionado; hoje tem uso generalizado, aplicando-se também a reações complexas. A) da linha, Eletrôn e Telecom: conjunto de técnicas usadas para manter a qualidade das transmissões ou sinais de uma linha em um certo padrão. B) de ar: ato de purificar, umedecer ou secar o ar e regular a sua temperatura. C) da política: liberação de obras, pagamentos de contratos, direcionamento de votos no parlamento de interesse de partido político ou governo, mediante a uma quantia monetária sem contabilização. Na nova nomenclatura do dicionário português no Brasil, o termo condicionamento substitui os termos pejorativos: propina, suborno, corrupção, que serão excluídos integralmente do vocabulário nacional.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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CHANTAGEM

Chantagem é crime?

Edgard Mourão Filho edgardmourao@hotmail.com 
Santos

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MERCADO

Só falta uma faixa no Congresso: “Compra-se apoio político. Paga-se bem. Tratar no Palácio do Planalto”.

Luiz Frid
São Paulo

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A VOLTA DO MENSALÃO

Empurrões, safanões e xingamentos na Câmara dos Deputados. Tudo isso por puro patriotismo e respeito ao cidadão contribuinte, ou porque ainda não se chegou a um acordo quanto a um possível mensalão? É aguardar.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br
Itanhaém

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‘CHANTAJÃO’

Depois do "mensalão” veio o “petrolão". Agora entramos na terceira fase, o "chantajão".

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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HIENAS FAMINTAS

A presidente Dilma precisa entender que é Natal, o leitinho das crianças está caro e a mesada que vinha da Petrobrás está suspensa. Não é má vontade dos parlamentares, mas a merreca que a presidente Dilma ofereceu para que votassem a favor do governo não será suficiente para aplacar a fome das hienas famintas. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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OPOSIÇÃO NO CONGRESSO

Nunca antes neste país eles não acham que a mobilização era única e exclusiva deles. Agora me parece que teremos outros movimentos cívicos e morais neste país. Acorda, Brasil!

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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PROEZA

Dilma conseguiu uma proeza inédita: uniu o “nós e eles” contra “ella” nas primeiras medidas tomadas pós eleição.

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com 
São Paulo

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O QUE NOS ESPERA EM 2015

1. Escândalo do Petrolão deve ser aprofundado, com possibilidade de crise político-institucional e potencial "impeachment" da atual presidente. 2. Dadas as atuais condições meteorológicas, tudo indica que teremos potencial falta ou escassez de água no País, principalmente nos Estados do Sudeste e, mais especificamente, na cidade de São Paulo. 3. Como consequência da falta de água, teremos potencialmente um racionamento e aumento no preço da energia elétrica. 4. Aumento no preço represado dos combustíveis e derivados do petróleo, principalmente na gasolina, que já começou a subir. 5. Aumento já anunciado nos preços das tarifas de ônibus e metrô. 6. Consolidação na queda dos investimentos e na atividade industrial, dada a crescente desconfiança dos investidores. 7. Consequente redução nos empregos, que, como já vimos, começou a cair em outubro em razão do desaquecimento econômico. 8. Redução das exportações devido à queda no preço das commodities, consequentemente piora no balanço de pagamentos. 9. Inflação em alta dados os vários fatores citados e principalmente por conta da "nova matriz econômica" praticada pelo governo, que ao que tudo indica deve continuar. 10. Não disposição das megaempreiteiras envolvidas no Petrolão (a partir de agora) em participar de novas licitações públicas nas obras de infraestrutura necessárias ao País. 11. Início da tramitação do projeto de regulação da mídia. Tá bom? Se Deus realmente é brasileiro nos vamos saber em 2015...

Artur Lovro artlovro@hotmail.com
São Paulo 

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O BRASIL SACRIFICADO

A situação do Brasil sob o desgoverno lulopetista dos últimos 12 anos foi relatada, com rara e aguçada propriedade, pelo jornalista Fernão Lara Mesquita em seu artigo “Sobre sístoles, diástoles e otários” (3/12, A2). A cada ano que passa, “maior fica o Estado e menor fica o País”. Até quando?!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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‘SOBRE SÍSTOLES, DIÁSTOLES E OTÁRIOS’

O primoroso artigo de Fernão Lara Mesquita é um balde de realidade jogado com inteligência e ironia para minimizar o tamanho da tragédia retratada. O duro é que o país que ele descreve é o Brasil. E quem vai pagar a conta somos nós, os brasileiros otários que trabalham honestamente e pagam impostos.

Antonio Penteado Mendonça, presidente da Academia Paulista de Letras antonio@pmec.com.br 
São Paulo

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ENTRANDO NA ONDA

Tenha brio, senhor Joaquim Levy! V.S.ª, novo ministro da Fazenda, não precisa do projeto palaciano, que na prática desobriga o governo de cumprir a meta mínima de superávit primário, para consertar os malfeitos do primeiro mandato da dona Dilma.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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INTERREGNO

Hoje, quem é o ministro da Fazenda: Guido Mantega ou Joaquim Levy? O salário de Joaquim Levy referente aos meses de novembro e dezembro será pago pelo governo federal ou pelo Bradesco? Ou por ambos, em razão do acúmulo de cargos? Após o "anúncio oficial" da nova equipe econômica, Mantega está cumprindo aviso prévio? E Joaquim Levy, está cumprindo contrato de experiência, isto é, Dilma está verificando se ele tem "aptidão" para exercer a função para a qual foi contratado? Enquanto isso, a Bolsa de Valores está às moscas e os dólares estão deixando o País. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br  
Americana                      

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SERÁ EFEITO LEVY?

Parece que a presença de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda não somente será para recolocar os nossos fundamentos macroeconômicos, diga-se, em petição de miséria, no seu devido lugar. Pelo jeito, o ex-diretor do Bradesco também vai dar um corretivo nesta péssima vocação do governo petista de se comunicar com o mercado. E não é que pela primeira vez Dilma concorda com o que os analistas estavam prevendo há tempos, que a nossa balança comercial de 2014 seria deficitária? Um milagre! Isso porque o resultado de novembro, o pior desde 1994, carrega no ano um déficit acumulado de US$ 4,2 bilhões. E sem nenhuma condição de se reverter em dezembro. Na segunda-feira, também a previsão do PIB para este ano foi rebaixada para 0,19%, e a da inflação, mais alta, para 6,57%. Ou seja, acima do teto da meta... Porém, o que se espera é que o efeito Joaquim Levy siga prenunciando dias melhores para os 200 milhões de brasileiros.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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EMINÊNCIA PARDA

Levy na Fazenda ajudará relação com EUA (2/12, A2), desde que a nefasta eminência parda da diplomacia, “top top” Garcia, não faça parte do novo governo. Ou, se for assim sabotado, Levy não fará milagre! 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA

O que está contribuindo substancialmente a derrocada das indústrias neste país, levando-as à bancarrota, são as permissividades que a Justiça do Trabalho apoia e a enxurrada de ações trabalhistas que ocupam os Tribunais Regionais do Trabalho. O que está acontecendo neste país é um absurdo, ações trabalhistas com todos os conteúdos possíveis e imagináveis exigindo indenizações milionárias totalmente fora até mesmo da capacidade financeira da empresa. Sem parâmetro ou no mínimo orientação técnica, juízes do Trabalho sentenciam a ré a pagar valores absurdos por danos físicos e morais sem o menor critério: um dedo perdido, por exemplo, vale menos que uma perda de 10% do movimento do mesmo. Esse assunto é tabu. A situação faz vistas grossas porque é da base trabalhadora e a oposição não investiga porque perde voto. Aí, nomeiam um novo ministro da Indústria e Desenvolvimento com a missão de tornar o País competitivo. Gostaria que viesse a público indicar este caminho das pedras, que, como tantos outros, fica só no discurso.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 
Matão

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CORRUPÇÃO NO BRASIL

O Brasil apresenta uma posição no ranking mundial de corrupção da Transparência Internacional que nos envergonha (69.ª, entre 175 países) e prova que esta é uma “doença maligna” de difícil tratamento. Mas o que podemos esperar de atitudes de combate a esse grande mal, se os nossos comandantes governamentais, senadores, deputados e muitas vezes da Justiça, se da própria presidente da Republica vem uma atitude de corromper os seus pares para ajudá-la a burlar uma das leis mais cara aos brasileiros, a LRF, na maior caradura e sem o menor pejo? É com grande repudio que os cidadãos pagantes deste país estão assistindo ao roubo deslavado de dinheiro público que pipoca por todos os lados, implicando pessoas que por sua função deveriam dar exemplo de ética, honradez e demais qualidades obrigatórias no currículo, principalmente, entre os políticos em questão.

Leila E. Leitão
São Paulo

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FUGA DE RESPONSABILIDADES.
 
Na CPI da Petrobrás, durante o processo de acareação com Nestor Cerveró, o ex-diretor da petroleira Paulo Roberto Costa acentuou que se sentia enojado com o esquema de propinas na empresa. Entretanto, ressalta que a diretoria da empresa não tem poderes para realizar uma transação como a da refinaria de Pasadena, Texas (EUA), dependendo do aval do Conselho de Administração, à época presidido pela presidente reeleita. Assim, considera impróprio liberar o conselho de responsabilidades. Sabe-se, ainda, que, à época dos fatos, a presidente era também ministra da Casa Civil, com obrigações, portanto, de estar a par dos fatos ocorrentes na petroleira. Será que tamanha roubalheira irá sobrar só para o contínuo da Diretoria da Petrobrás?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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O ARREPENDIMENTO DE COSTA

“Amargamente arrependido.” Assim se definiu Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, em depoimento à CPI mista da estatal. Aos questionamentos dos parlamentares, Costa se limitou a dizer que todas as informações prestadas sob delação premiada à Justiça Federal são verídicas, sem revelar o conteúdo. A novidade fica na ampliação do espectro dos condenáveis. Segundo ele, “algumas dezenas de políticos” conheciam o esquema. Resta saber quem são. Com novos escândalos escancarados todos os dias, a única certeza do povo brasileiro é de que o tapete da corrupção ganhou uma senhora elevação após tanta sujeira varrida para baixo dele. Para curar tamanha ferida, entretanto, somente a punição exemplar servirá como alento. 
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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DECOMPOSIÇÃO
 
Durante a acareação na CPI que investiga corrupção na estatal realizada na terça-feira, 2/12, entre Costa e Cerveró, dois ex-diretores da Petrobrás, Costa, chamado de Paulinho por Lula, no contexto da delação premiada, fez graves declarações afirmando que o que acontece na Petrobrás se repete no País inteiro, envolvendo parlamentares, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrelétricas, tudo na base da propina. As declarações de Costa indicam que o Brasil está em adiantado estado de decomposição, clamando por impeachment ou a arriscada intervenção militar.
 
José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com
São Paulo 
  
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DEFESA

Êta emprego bom! Enquanto milhares de brasileiros estão trancafiados em celas degradantes por todo o País, simplesmente por não terem condições de pagar advogados que os defenda, os corruptos que atuaram na Petrobrás têm “seguro advogado” para defendê-los, tudo pago pela Petrobrás, isto é, pelo povo brasileiro.  Trocando em miúdos, pagamos advogados para defender bandidos que nos assaltam. Isso é Brasil!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br  
São Paulo
  
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MINISTRO MANDA SOLTAR RENATO DUQUE

Que me desculpem os ainda crédulos na justiça do Supremo Tribunal Federal (STF), mas sabem quando os político e ex-políticos envolvidos no Petrolão serão julgados tendo como responsável no Supremo o ministro Teori Zavascki, que até agora só soube emitir mandato de solturas de envolvidos? Em 2085 ou NUNCA, infelizmente. E considerar ainda quem está na presidência do STF e seus próximos presidentes só ratifica essa afirmação.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br 
São Paulo 

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UMA INDICAÇÃO INAPROPRIADA

A aprovação dos senadores para que o senador Vital do Rêgo Filho seja conduzido ao posto de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) não poderia ser mais inapropriada. O senador ocupa a presidência da CPI que investiga as falcatruas que ocorreram na Petrobrás e, sendo aliado do governo, vem conduzindo os trabalhos para que aquela Comissão retarde ao máximo os seus trabalhos e não chegue a uma eventual conclusão prejudicial ao governo da presidente Dilma Rousseff. E fica mais estranha ainda quando se sabe que, uma vez nomeado ministro do TCU, caberá a ele a condução do processo que analisa a compra da refinaria de Pasadena pela estatal e que causou um prejuízo que espanta a todos nós. Os políticos da base do governo a cada dia que passa, vão se mostrando mais e mais despudorados, jogando para debaixo do tapete a conduta ética que deveriam ter por obrigação ao gerir a coisa pública. Aliás, a sessão de ontem do Congresso Nacional, convocada para aprovar um projeto de lei do Executivo, que tenta livrá-lo de ser enquadrado no desrespeito à lei da Responsabilidade Fiscal, foi uma boa demonstração de tudo isso, não só pelo absurdo da propositura como os lamentáveis acontecimentos ocorridos, entre eles o do presidente do Congresso Nacional, que aos gritos, determinou que os policiais investissem contra os populares presentes, esquecendo que ali era a Casa do Povo. Ou não é mais?
  
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br  
São Paulo

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DA COTA DO PMDB

Como é possível o PMDB, envolvido até a alma com o desvio do dinheiro público, continuar  indicando seus partidários a cargos de responsabilidade pela administração do dinheiro público?

Washington B. Estoyanoff wa.botella@me.com 
São Paulo

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LIVRANDO DILMA ROUSSEFF

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está negociando com as construtoras delatadas na “roubalheira” em obras da Petrobrás e outras para que encampem a tese de “cartel”, para “salvar a presidente Dilma” de responsabilidades no caso e sua eventual prisão, eis que existem muitas provas de que ela não só sabia, como participou do esquema. Sua campanha em 2010 foi financiada com recursos roubados da Petrobrás, conforme denúncias de participantes dos esquemas de desvio de dinheiro. Janot alega riscos de “governabilidade”. O mesmo motivo foi alegado pelo procurador anterior, Roberto Gurgel, para não incluir Lula no processo do “mensalão”, quando havia indícios de que o ex-presidente havia participado, como está ocorrendo agora com Dilma. É muito estranho como os procuradores-gerais poderem deixar  de cumprir as leis por decisão própria, por um motivo não tão discutível. Esqueceram os procuradores que o País está em situação constitucionalmente normal, com a Constituição em plena vigência e tendo um vice-presidente eleito, assim como um Congresso e  um Supremo Tribunal Federal em perfeito funcionamento, os Três Poderes da República, como manda a Constituição (Art. 1.º). Qual a autoridade dos procuradores para tomarem essa atitude, em detrimento não só da lei, mas, principalmente, da justiça? No caso de terem autoridade legal para esse ato, é no mínimo estranho, pois como ficarão os demais envolvidos no processo por crimes cometidos tanto por Lula quanto por Dilma? O Brasil não é sério.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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O PETROLÃO AVANÇA

O tsunami do petrolão continua em seu avanço inexorável em direção aos mais altos escalões da República. A perda do grau de investimento não será surpresa.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br 
São Paulo            

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Pouco adianta tratarmos o vírus Corrupção, que se alastra pelo corpo da Petrobrás (e provavelmente em outras estatais), apenas pelas condenações. O remédio faz efeito, mas até tomá-lo, já fomos gravemente feridos. A melhor maneira de a combatermos é nos prevenirmos. Afinal, o que é mais eficaz contra uma epidemia, o remédio  ou a vacina? O primeiro, cura as feridas. O segundo, por outro lado, deixa-as de existir. O PT diz que em seu governo o combate à corrupção é maior. Mas, além das condenações não serem exercidas pelo poder legislativo, esqueceram-se que o próprio governo a criou. Os diretores corruptos foram indicados pelo PT e amigos do Clube da Propina. E o pior, ainda querem posar de heróis. O jeito é cortarmos o mal pela raiz. Nas próximas eleições, não podemos perder mais uma chance de nos prevenirmos. Afinal, tínhamos a vacina em mãos.Urnas eletrônicas frente a frente conosco, mas ficamos com medo da injeção.
Agora, a dor é, e será, ainda maior.

Pedro Dickson Rebelo dicksonrebelo@aluno.puc-rio.br 
Rio de Janeiro

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ENFIM  UMA BOA NOTÍCIA

O Diretório Nacional do PT, no fim de semana, em reunião em Fortaleza (CE), aprovou uma resolução de combate à corrupção que reza que qualquer afiliado que comprovadamente tiver participado de corrupção será expulso. Pelo visto não irá sobrar ninguém no PT, e isso deve ser muito comemorado no País.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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O FIM DA DESONESTIDADE?

Como a direção do PT resolveu expulsar os corruptos, acredito que será o fim do partido PT. Mas quem apagará as luzes? Acho que não sobrará ninguém para apagá-las. Quem não concordava com a desonestidade já se havia desligado do partido.
 
Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 
Ourinhos 

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EXPULSÃO

Conforme noticiado pela mídia, o sr. Rui Falcão, presidente nacional do PT, diz que o partido vai expulsar os petistas corruptos. Mas, pelo que temos lido, ouvido e visto ultimamente, será que vai sobrar alguém nesse partido?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br   
São Bernardo do Campo 

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VAI FECHAR

Caso Rui Falcão puna os corruptos do PT, fechará o partido!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

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HISTÓRIA PARA BOI DORMIR

Realmente não podemos considerar as promessas feitas pela presidente Dilma. Quando do advento do Petrolão, “surpresa” com os desmandos havidos, prometeu ser dura combatente da corrupção,  o que disse ser uma marca sua desde sempre. Levando em conta que foi beneficiária direta dos desvios de dinheiro. Aí, quando tem mais uma chance de moralizar o sistema, dentre muitas,  e pôr em prática sua promessa, com a ajuda do Congresso aprova para o TCU o nome de um parlamentar amigável a causas petistas, o senador Vital do Rêgo, justamente para relatar o processo da estatal do petróleo. Fiel aliado de Dilma, comanda atualmente as duas CPIs sobre a Petrobrás. Presidiu também a CPI do Cachoeira em 2012, cujo relatório terminou sem que qualquer pessoa fosse indiciada. A senhora presidente não entende que amigo é amigo, vai ajudar no acobertamento das falcatruas?  Ah, dona Dilma, quanta embromação!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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PARTIDO OU ‘ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA’?
 
Vou além, sr. senador Aécio Neves, essa “organização criminosa” já foi longe demais.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com 
Casa Branca

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PLÁGIO
 
A TV Globo está precisando urgentemente de profissionais inovadores, com ideias próprias. A sua música de final de ano, que reúne quase todos os artistas, este ano inovou. Um plágio escandaloso do projeto Multimidia Playing for Change. A fonte de inspiração deve ser mencionada ao fim da peça, sob pena de descrédito da equipe de criação.
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco
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