Fórum dos Leitores

MUTRETA FISCAL

O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2014 | 02h04

Manobra nojenta

Triste madrugada em que um amontoado de Judas se vendeu em troca de 748 mil moedas. Foi essa a quantia, R$ 748 mil, que indecentes "representantes do povo" aceitaram para aprovar a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que livra a presidente de ser enquadrada em crime de responsabilidade. Dilma usou dinheiro - R$ 444 milhões! - que não é dela, é do povo, para subornar deputados e senadores despudorados a fim de que aprovassem o famigerado projeto. Useira e vezeira na prática do toma lá dá cá, desta vez ela foi além da conta, normatizando esse ato espúrio para se manter no poder. Mas como não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, a torre das vaidades, da corrupção, das mentiras deslavadas e do oportunismo nojento um dia vai desabar e toda a corja que lhe dá sustentação será soterrada. Aí, sim, não ficará pedra sobre pedra!

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Fraude constitucional

O brasileiro íntegro e de caráter está com vergonha e nojo desse Congresso Nacional. Foi com uma manobra indecente, a chantagem, que esse desgoverno conseguiu o seu intento de descumprir a meta da economia para o pagamento da dívida pública em 2014, o que não deixa de ser uma fraude constitucional. A única esperança é que esse vexame venha a ser anulado pelo Supremo Tribunal Federal.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

LDO complacente

Como diria aquele senhor, eram 300, mas agora são só 240 na Câmara e 39 no Senado.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

Gado marcado

Nunca antes neste país o Congresso ficou de cócoras como agora, como bem disse o senador Aécio Neves. Além disso, esse Congresso foi marcado como gado, vale R$ 750 mil por cabeça para aprovar a vergonha desse incompetente e corrupto governo.

ANTONIO JOSE G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Preço vil

Como é barato comprar um parlamentar neste país! Por quaisquer R$ 700 mil se embolsa um.

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

spinola.adv@gmail.com

São Paulo

Herança maldita

O ParTido e seus "quadrilheiros" sempre alegaram que FHC comprou votos para a reeleição, mas nunca comprovaram nada. Agora, com a mudança da LDO condicionando a liberação de verbas para parlamentares, que podemos alegar? Compra, doação, sobra de caixa no governo?

JOSE ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Corrupção escancarada

Agora é oficial, os subornos são oficiais: vote no que eu quero e passe no caixa para receber!

ANTONIO DE ARAUJO NOVAES

aanovaes@uol.com.br

São Paulo

Já tivemos o mensalão, o petrolão, e agora? Vamos ter o votão?

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Acaba de ser aprovado o dilmão. Pobre Brasil, ninguém pensa no nosso país.

SEBSTIÃO HETEM

sebahetem@ig.com.br

Taiuva

Expertise

Pelo menos a presidenta Dilma tem alguma qualidade e especialidade, "suborno", pois de gestão, economia, administração pública, relacionamento político com a base aliada nada entende.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Manifestação no Congresso

Se o sr. Arlindo Chinaglia pergunta a um manifestante quanto ele ganha para estar ali, questiona-se: quanto esse senhor está ganhando, direta e indiretamente, para defender um golpe nas contas públicas? O valor em emendas parlamentares já sabemos que passa dos R$ 400 milhões. Se dona Dillma quebrou o País para se reeleger, por que nós temos de pagar a conta?

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

Oposição combativa

Simplesmente notável a atitude dos congressistas da oposição na votação do famigerado PLN 36, na madrugada de quarta para quinta-feira. Espero que Aécio Neves e todos os oposicionistas mantenham essa combatividade sempre que o governo optar pela via da ilegalidade em seus atos - como nesse lamentável episódio em que a gestão petista, em vez de assumir seus erros, articulou bizarra manobra visando a jogar no lixo as metas fiscais e transformar déficit em superávit, arranhando ainda mais a credibilidade da economia brasileira e piorando as perspectivas de recuperação dos fundamentos macroeconômicos daqui para a frente - e honrem a confiança que milhões de brasileiros depositaram em suas propostas na última campanha eleitoral, em que sofreram duro revés, dada a desprezível diferença de pouco mais de 3 milhões de votos a favor da petista Dilma, num universo de mais de 140 milhões de eleitores. Torço ainda para que erros primários, como a aceitação sem maiores questionamentos do governista Vital do Rêgo para o TCU - ao que tudo indica, para dificultar maiores desdobramentos para a administração da presidente do escândalo da Petrobrás -, não se repitam. Nós, os brasileiros decentes, precisamos urgentemente de fiscalização forte e atenta dos desmandos do governo, que acabaram por deixar o País na delicada situação em que está. E não custa recordar: se este ano já forneceu vasto material para críticas pesadas dos oposicionistas, o ano que vem promete infinitamente mais: inflação, mais crescimento baixo, juros altos, alta de impostos, ameaça de racionamento de energia, risco de paralisia política pelo petrolão, e por aí vai...

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

GESTÃO HADDAD

Filho de peixe...

A escolinha do PeTelulismo que Fernando Haddad cursou lhe ensinou as malandragens e manipulações, pois quando propôs reajuste do IPTU da cidade omitiu, surrupiou a informação de ter em caixa R$ 748 milhões em 2013. Isso é muito feio, prefeito!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

NA CALADA DA NOITE

É na calada da noite que acontecem os crimes, assaltos, traições, etc. Foi exatamente na calada da noite que vários assaltantes travestidos de parlamentares, aqueles que elegemos e nem de dia trabalham, conseguiram aprovar no Congresso Nacional o texto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014. Isso mesmo, aprovaram uma lei para algo que já foi feito, dá para um ser humano entender? É o maior absurdo que eu já vi. No mesmo dia li que os brasileiros estão investindo em imóveis na Flórida, nos Estados Unidos. Afinal, que futuro existe num país que é uma ditadura suja, imunda, onde se faz o que quer e a hora que quer com o dinheiro do povo?
 
Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com 
São Paulo

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O DECRETO DA CHANTAGEM

Por meio do Decreto n.º 8.367, de 28/11/2014, o governo federal tentou “convencer” o Congresso Nacional a aprovar um projeto de lei (PLN 36/2014) que tem por objetivo flexibilizar o superávit fiscal, para o presente exercício, e que, como sabemos, não será cumprido. O referido superávit foi estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), proposta pelo Executivo e aprovada pelo Congresso Nacional. O citado decreto condiciona o aporte de verbas para as emendas dos parlamentares à aprovação do referido projeto de lei. A preocupação do governo petista se justifica, pois, ao não cumprir o superávit primário, ele incorrerá na desobediência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que entre outras penalidades prevê o impeachment do chefe do Executivo, no caso, a presidente Dilma Rousseff. O jornalista Gerson Camarotti, da Globo, que cobre o noticiário político em Brasília, comentou que em seus 19 anos exercendo tal função jamais viu um decreto desse tipo. E eu acrescentaria: tão imoral quanto. Tem razão o deputado Mendonça Filho, ao afirmar que o referido decreto é uma chantagem para pressionar os congressistas a avalizar a irresponsabilidade fiscal do governo. Depois de passar meses camuflando as contas do governo federal, esgotaram-se as espertezas que o ministro Guido Mantega tirava da sua cartola para maquiar o Orçamento federal, obviamente para não atrapalhar a reeleição da presidente. Mas agora, chegada a hora de pagar a conta, ao governo resta obter a aprovação dos congressistas. É evidente que a manobra é fruto do desespero que tomou conta do Palácio do Planalto. Mas, mesmo que os congressistas, por conveniência ou por irresponsabilidade, votem a favor do canhestro projeto de lei, na próxima semana, o fato de o governo federal não ter cumprido o estabelecido na LDO não mudará, apenas os parlamentares se tornarão cúmplices do ilícito. Não sou jurista, mas tenho a impressão de que alterar o superávit primário no apagar das luzes, além de imoral, deveria esbarrar em alguma proibição da Carta Magna, caso em contrário a LDO seria, a exemplo da marchinha de Assis Valente, uma brincadeira de papel.

Gilberto Pacini izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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JURISPRUDÊNCIA

Pelo andar da carruagem, dona Dilma Rousseff vai se livrar de crime de irresponsabilidade pela gastança desenfreada, com a aprovação do projeto de lei do calote. Pergunto: será que por tabela também posso dar o calote nos meus credores? 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com  
São Caetano do Sul 

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CHANTAGEM EXPLÍCITA

A presidente prometeu comprar os vagabundos do Congresso com verbas para serem usadas somente depois que os covardes representantes do povo aprovarem o PLN 36. Simplesmente negativo.

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br 
Presidente Epitácio 

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RENDENÇÃO

A presidente, ao invés de comprar a votação, pagando R$ 740 mil para cada deputado da base aliada e também intimidando os Estados e municípios com o não repasse de verbas, deveria vir a público, na tribuna da Câmara, pedir aos senadores, deputados e ao povo brasileiro desculpas pela falha do seu governo e de sua equipe em gastar além do permitido pela LDO e pedir para que aprovassem o PLN 36 em troca de ela enxugar a estrutura do seu governo, acabar com os cartões coorporativos e adotar critério mais rígido para a distribuição do Bolsa Família.  Tenho certeza de que não veríamos o que vimos, aquela baixaria dos deputados vendidos e da expulsão do povo das galerias do Congresso.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo

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PATRIOTISMO

Ontem, o "cofre do Adhemar". Hoje, a grana do contribuinte. São os mesmos patriotas fazendo tudo pelo bem do povo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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DE CÓCORAS

Palavras do senador Aécio Neves: “Dilma deixou o Congresso de cócoras”. Vaquinha para comprar penicos.

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com  
Avaré

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SUBORNO E SUBORDINAÇÃO

Dilma tenta subornar o Congresso Nacional para subordiná-lo ao Poder Executivo.
 
Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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CONGRESSO ESTUPRADO

Às 5 horas de quinta-feira, finalmente, consumou-se o estupro consentido e regiamente pago do Congresso Nacional. Como disse Aécio Neves, os parlamentares foram colocados de cócoras pelo governo federal. Agora basta esperar as consequências que poderão assumir a forma de centenas de bebezinhos de Rosemary.

José B. Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com 
Campinas

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MANIPULADOS

Aécio Neves disse que Dilma Rousseff pôs o Congresso de cócoras. Eu afirmaria diferente: o petelulismo fez dele uma extensão do Planalto, onde os senadores manipulados e coniventes com a politicagem suja fazem o que ele ordena e determina.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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ESTÁ CONSUMADO

Nem o mais cândido e patriótico brasileiro, por mais que desejasse a derrota do governo no PLN 36, no fundo não acreditava que uma minoria da oposição, com toda a sua estridente e entusiasta retórica, sabia que o resultado seria das forças de opressão que ainda não perderam o embalo da eleição de outubro. Na sessão de quarta-feira (3/12), no Congresso, a cada apresentação de um parlamentar da oposição intercalava-se um orador aliado do governo. Diziam que poderia haver situações tenebrosas se a burla explícita da lei não fosse aprovada. Que todas as obras em andamento seriam paralisadas, que os benefícios sociais seriam prejudicados. Enfim, o cenário rascunhado era de terror. Defendiam com fidelidade canina a burla à lei pela nossa presidente. Imaginemos o que deve vir por aí. “Podemos fazer o diabo.” “Eles não sabem do que somos capazes.” O Príncipe das trevas ainda vai fazer muitas. Então, fica assim: contra a força do PT não há resistência. Não somos mais um gigante adormecido, mas um gigante anestesiado, impotente, sem que outra força lhe sobreponha a esses arautos dos retrocessos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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CONTAS PÚBLICAS

Condicionar verba para parlamentares a troco de voto a favor do Executivo para não cumprir a meta fiscal do ano é coisa de gente mau caráter, ou pior: gente desqualificada e de péssimo comportamento (segundo dicionário: cafajeste). Tanto em relação a quem pede voto (Executivo) quanto a quem vota a favor (Legislativo). E pensar que, se este assunto for para o Supremo, o resultado já é conhecido depois das últimas nomeações do Executivo para aquela corte. Tudo está consumado. Só nos resta a rua, já que até no plenário estamos proibidos de protestar.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net
São Paulo

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O PT NÃO GOSTA DE SER CONTRARIADO

Vi na quarta-feira (3/12) o deputado federal por São Paulo Arlindo Chinaglia perguntando a uma manifestante quanto ela estava levando para estar no Congresso manifestando sua indignação contra a votação do PLN 36, aquele que autoriza Dilma a gastar sem prestar contas. Seria bom relembrar que o PT tem nas suas raízes o hábito usual de comprar as pessoas, paga R$ 10,00 e dá uma camiseta a quem vai às suas manifestações e distribui bolsas fazendo o eleitor refém, pois, como vimos na campanha, Dilma atemorizou os beneficiários do Bolsa Família dizendo que Aécio acabaria com o beneficio, caso ganhasse. E a compra não fica somente aí, há valores maiores, como se viu no Congresso, e inclusive, num ato publicado no Diário Oficial da União, a presidente chantageou os parlamentares, mas a maior compra de consciência é a propina revelada na delação premiada da Operação Lava Jato. Como podemos ver, o PT tem uma tabela de ofertas para comprar sua militância. Há pessoas que se vendem por R$ 10,00 e aquelas que se vendem por bilhões de dólares. Isso não surpreende Chinaglia? E mais, ele tem moral para questionar quem quer que seja que esteja se manifestando? O PT não foi acostumado a ser contrariado, desafiado e desmoralizado pelos adversários em 12 anos, mas o povo resolveu dar um basta. E daí? Por incrível que possa parecer, há milhões de brasileiros que saem às ruas sem receber nada, apenas por patriotismo. Isso ficou claro na eleição, quando 52 milhões disseram não a esta sujeira.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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EXTORSÃO ESCANCARADA

Num Estado de Direito, as leis precisam ser cumpridas. Cabem penas às infrações. O governo compra os votos de aprovação de uma lei que o absolve da infração à Lei do Orçamento e à Lei de Responsabilidade Fiscal com promessa de liberação de verbas. É a corrupção e a extorsão escancaradas. A base do governo tem a desfaçatez de aprovar e aceitar. Alguém impetrará inconstitucionalidade? A mudança de lei não desfaz a infração anterior, não é verdade?
  
Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com
São Paulo

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CADA VEZ MAIS EXPLÍCITO

Qual a diferença entre: 1) a maracutaia da Petrobrás, com conluios nos contratos, acordos safados, propinoduto e porcentagens para assinatura; e 2) a maracutaia da presidente, que só liberará recursos aos parlamentares se eles aprovarem a nova lei fiscal? Chamem como chamar, isso nada mais é do que um toma lá, dá cá, ou “é dando que se recebe”. É incrível, mas, mesmo com a descoberta do mensalão e do petrolão, a roubalheira e os acertos continuam, e cada vez mais explícitos. Ou não? É muita cara de pau. 
 
Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 
São Paulo

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DE MALFEITO EM MALFEITO
 
O Brasil já foi o país do futebol, mas agora somos o Brasil da impunidade. Na compra desastrosa da Refinaria de Pasadena Dilma ocupava a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, órgão que autorizou a aquisição. Em 2013, trapaceou para atingir a meta do superávit primário via “contabilidade criativa”. Em 2014, coagiu os deputados e senadores para fraudar R$ 81 bilhões e não ser penalizada na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Pelo menos em duas situações Dilma ficou impune, ao invés de sofrer impeachment.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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SEM MEDO DE SER PUNIDA

Dilma é indiferente a qualquer tipo de controle (ou prestação de conta). Por diversas vezes, nos mais variados cargos que ocupou, fez valer esse comportamento. Certa feita, o primeiro petista a ocupar o Ministério da Fazenda foi reduzido a um "ingênuo", simplesmente por ter posto em discussão a possibilidade de redução progressiva do déficit fiscal até alcançar o equilíbrio, zerando-o. Assim, não causou surpresa sua indiferença com o controle com os gastos públicos. Para ela, a responsabilidade fiscal é losteço, uma mera ficção, tanto faz existir como não existir. A maioria dos administradores observa a LRF não porque gosta dos limites por ela imposto, mas sim pelo receio de ter seu futuro político maculado. Não é o caso de Dilma.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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NUNCA FOI PIOR

Projeto de Lei 36/2014 – varrer a sujeira para debaixo do tapete. Nem na época da ditadura militar viu-se algo parecido, o presidente do Senado, Renan Calheiros, usa e vai usar de todos os argumentos espúrios e mentirosos para atender à presidente da República. Sai-se no poder pior que a cria que foi de Sarney.
 
Hans Dieter Grandberg h.d.grandberg@terra.com.br 
Guarujá 
 
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OFICIAL

PLN 36, a oficialização da chantagem ao Congresso e fraude fiscal do lulopetismo.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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O PREÇO DO CONGRESSO NACIONAL

Nova determinação em defesa do eleitor brasileiro, que é obrigado a votar nos comerciantes do poder: A tabela de preços dos parlamentares deve ser previamente divulgada no Diário Oficial. Como afirmou um certo ex-presidente, somos todos picaretas, a única diferença é que os picaretas contribuintes é que sempre pagam a conta. O dinheiro dos impostos compra votos para presidente e compra votos para livrar a presidente dos crimes de responsabilidade fiscal. Como serão tratados os outros incompetentes governantes, prefeitos, governadores, que já foram condenados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não puderam subornar os parlamentares? Os petistas têm razão quando dizem que o pessoal da oposição não desceu do palanque, por isso os petistas continuam agindo com a mesma truculência, mas agredir uma senhora de 79 anos já é demais. Se o povo brasileiro é impedido de entrar no Congresso Nacional, a Casa Democrática do Povo, por que somos obrigados a votar nestes políticos que são declaradamente comerciantes do poder?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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AGORA A CASA É DO POVO? 

"Precisamos de participação popular", "a casa é do povo", "existe direito de protestar" – esses clichês, tão usados pela esquerda, desta vez foram ditos não pelos “comunistas” do PSOL (como o deputado Marcelo Freixo), não pelos sindicalistas da CUT e os “bolivarianos” do MST, mas foram ditos exatamente pela direita: uma certa direita olavista, que inclui Bolsonaro e o cantor Lobão... Essa direita ficou indignada com o fato de manifestantes serem reprimidos pela polícia no Congresso durante uma das votações. Ou seja, a direita provou um pouquinho do seu próprio veneno (ela que sempre pede mais e mais repressão policial, inclusive contra os “vagabundos” que querem fazer protestos políticos) e, agora, que ela experimentou um pouco de repressão, então teve de apelar para falas típicas da esquerda: “A casa é do povo”, “a rua é do povo”, “a praça é do povo... como o céu é do condor!”.

Wellington Martins am.wellington@hotmail.com 
Bauru 

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MAU EXEMPLO

Dona Dilma ganhou a partida esta semana, como previsto. Será que humilhar o Congresso, como fez nesta chantagem explícita, pode deixar quem se considera democrata feliz? Não é possível. Os congressistas preferiram o pragmatismo aos valores éticos da importância de seus cargos como representantes do povo. A presidente deverá explicar por que o cidadão comum, o empresário que gastar mais do que deve e não puder pagar fica com o nome sujo e ela não. Não teria o cidadão/empresário o mesmo grau de responsabilidade social com suas famílias e empregados? Mau exemplo de quem deveria ser o espelho.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba 

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RUMORES

Comentam à “boca pequena”: “Só esperamos que não se concretize a aprovação das mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo Congresso para não lamentarmos os acontecimentos”. São fortes os rumores. Há um claro indicativo informado pelo Banco Central (BC), de que a saída de dólares supera a entrada em US$ 3,5 bilhões – pior resultado em 11 meses. É melhor o Congresso deixar como está para não ficar pior. Seria bom dona Dilma começar a arrumar as suas malas. O PT ultrajou e ultrapassou os limites. Será que estamos enganados? É um alerta. Ainda há no Brasil muitos brasileiros patriotas, não duvidem nem os subestimem!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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VOTAÇÃO

Senhores congressistas, rejeitem o vergonhoso decreto chantagista, em nome do Brasil e de suas próprias famílias e descendentes. Honrem os votos que receberam. Como bem sabem, o Executivo dependerá sempre de vocês, e o correto fatalmente acontecerá, queira ou não a presidente.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

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BAIXO NÍVEL

Nosso Congresso é constituído, com raras exceções, por pessoas sem traços de dignidade, escórias da raça humana. Inacreditável que tenha chegado a tal baixíssimo nível.  Estou perplexa.     
 
Claudia Figueiredo Leite claudia.f.leite@uol.com.br 
Lorena 

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CONGRESSO FECHADO

Proibir o povo de entrar no Congresso Nacional foi pior do que tirar doce da boca de criança. E ainda falam em democracia no Brasil?

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br 
São Paulo

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MENSALÃO II

Agora é oficial. O governo Dilma está comprando por R$ 444 milhões, em moeda corrente, a aprovação de um projeto de lei no Congresso Nacional. O Parlamento se avacalha ainda mais. Pobre democracia nas mãos dessa gente.
 
Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br 
São Paulo

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BAGUNÇA

Gente, o que foi aquilo que vimos na televisão na aprovação da lei das contas do governo?! Parecia gente na correria das compras de Natal. Que baixaria! É um que corta o que o outro está falando, o microfone é desligado. Alguns pedem a palavra só para puxar o saco do governo. E ganham uma bolada por mês.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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O PT CONSOLIDA O GOLPE

Se a Lei de Responsabilidade Fiscal, criada na gestão de FHC, era para garantir um ambiente importante de moralidade nas contas públicas, agora o governo petista, sob as ordens de Dilma, que em tempo algum se preocupou em respeitar a boa ordenação do Orçamento da União, joga no lixo esta conquista constitucional, porque consegue aprovar no Congresso, como que num toque de ilusionismo, a farsa de uma nova meta fiscal, em que transforma um déficit primário de mais de R$ 11 bilhões num pretendido superávit primário de R$ 10 bilhões. Toda essa tramóia antirepublicana ocorre no apagar das luzes deste exercício de 2014. E graças à literal compra de apoio dos ditos representantes do povo, “picaretas” de Lula, da Câmara e do Senado, que vão receber em troca R$ 444,7 milhões em emendas parlamentares. E sabe Deus para quê! 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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POLÍTICOS VENAIS

Não temos mais políticos honestos aqui no Brasil, pois, com a aprovação do texto do projeto que flexibiliza a meta fiscal na calada da noite, o Brasil, o povo honesto e decente, todos, estamos de joelho e à mercê destes corruptos.
 
Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 
São Paulo

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REVOLTA POPULAR

Na foto do “Estadão” (4/12, A12), vendo a imagem do ex-poderoso José Sarney, lembrei-me de uma passagem na história da França quando, após a tomada da Bastilha, a população enfurecida contra a monarquia, suas mordomias e gastanças se dirige ao Palácio de Versalhes, onde, apavorados com a cena do povo se aproximando do palácio, os reis Luís XVI e Maria Antonieta fogem para salvar a própria pele. Pode até parecer que são imagens muito distintas e não tenham nada que ver entre si, mas a cara de medo e pavor do senador Sarney, ao ver tão próximo um povo revoltado, é a mesma cara não só dos reis da França à época, mas de todos aqueles que não acreditam na efemeridade do poder nem que possam um dia seus "súditos" se rebelarem contra as suas muitas "bondades".
 
Mirna Machado mirnamac@uol.com.br
São Paulo

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NÃO É FAVOR

A presidente Dilma, ontem, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, durante a qual punha à disposição do Estado de São Paulo dinheiro para a crise hídrica do Estado, não perdeu tempo para puxar a orelha dos oposicionistas, dizendo que a disputa acabou e que a oposição perdeu as eleições. Ela evocou a República ao lado do governador Geraldo Alckmin, do PSDB, mesmo tendo ganhado as eleições na base da mentira e da enganação. Não foi uma vitória limpa, e ela sabe disso. Mas sua arrogância não parou por aí, foi quase como um “olha estou sendo boazinha enviando dinheiro, mesmo com a oposição fazendo o diabo contra meu governo”. Mas ela sabe que não existe favor nenhum em ajudar São Paulo, porque dos R$ 220 bilhões com que o Estado contribui anualmente para que a “presidenta gerenta” gaste o que quiser e até extrapolar, recebemos de volta apenas R$ 20 bilhões. Merecemos muito mais!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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RESPEITO
 
Dona Dilma, em seu discurso no Palácio dos Bandeirantes, falou em respeito a quem ganhou a eleição. Ela quer mesmo respeito, depois de tudo o que fez na sua campanha eleitoral, mentindo sobre seus adversários e, portanto, enganando os eleitores, inclusive os seus, adotando as políticas econômicas dos seus adversários depois de espezinhá-las, e exigindo a mudança da LDO por meio de chantagem por decreto? Então a oposição não pode rebaixar seu senso crítico, pois respeito não se compra ou impõe, mas conquista-se com atitudes.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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PETROLÃO

Após as declarações de Paulo Roberto Costa de que os recursos desviados da Petrobrás foram transformados em doações "legais" das empreiteiras ao PT, ficam algumas outras dúvidas. De onde teria vindo o dinheiro que pagou as multas impostas pela justiça aos mensaleiros? Teriam sido "doações legais" de empreiteiras via laranjas? Quem teria pago os honorários milionários dos advogados que  defenderam os mensaleiros no Supremo Tribunal Federal (STF)? Teria sido atuação "pro bono" dos melhores e mais caros juristas brasileiros, entre eles Márcio Thomaz Bastos? E, finalmente, por que a multa de João Paulo Cunha não foi beneficiada por nenhuma doação voluntária? Ele segue preso até hoje, não obtendo o benefício da progressão penal por falta do pagamento da multa. Que pecado ele cometeu, além do que a Justiça já puniu? Com a palavra, a cúpula do PT.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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DOAÇÕES AO PT

Se as doações oficiais feitas ao PT pelas empresas Setec, Pem Engenharia, Sog – Óleo e Gás não foram realmente doações, conforme permitido pela legislação eleitoral, mas pagamentos de propinas por obras conseguidas fraudulentamente pela Toyo Setal junto ao ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, conforme declarou em seu depoimento o executivo Augusto Mendonça, as eleições beneficiadas ilegalmente com isso não teriam de ser anuladas?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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O DINHEIRO DE VOLTA

Manchete do “Estadão” de 4/12: “Executivo de fornecedora da estatal acusa ex-diretor de receber propina também em dinheiro vivo”. Diante dessa acusação, cabe uma pergunta: E agora, Teori, o Brasil quer saber quando a dinheirama roubada pelo sr. Renato Duque será repatriada? Ou V. Excia. irá adotar  aquela máxima “para os amigos tudo, para os inimigos a lei”?
 
José da Silva jsilvame@hotmail.com 
Osasco

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TEORIA

Qual será a teoria do ministro do STF Teori Zavascki para libertar Renato Duque? Não vale dizer que é porque ele é do PT!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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A CASA DA ‘MÃE DILMA’

As estarrecedoras e surpreendentes revelações dos depoentes em regime de delação premiada sobre os bastidores do bilionário propinoduto que lubrificava as engrenagens do imbróglio na Petrobrás não deixam margem à dúvida: ao meterem a mão grande à tripa forra, servindo-se à vontade do bem público, como se privado fosse, o PT e a base aliada transformaram a Petrobrás na casa da “mãe Dilma”. Cadeia neles!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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PAULO ROBERTO COSTA NA CPI
 
Delator da Operação Lava Jato e ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa surpreendeu a CPI no Congresso (3/12) que investiga a estatal. Ele também confidenciou a dois deputados que o número de políticos envolvidos é de 35 a 40, e todos afiliados aos partidos PT, PP e PMDB. Ele também confirmou que enviou um e-mail em 2009, a pedido da Casa Civil, para a ministra na época, Dilma Rousseff, que queria informações de obras da Petrobrás que estavam sendo investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Agora segue a pergunta de um simples cidadão pagador de impostos, usuário de transporte público e do SUS: a delação do senhor Paulo Roberto Costa tem provas documentadas, gravações, ou são somente acusações verbais? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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TEATRO PATÉTICO

É estarrecedor que a dita oposição tenha se esquecido de perguntar ao falante delator Paulo Roberto Costa qual seria o papel da presidente da Petrobrás, Graça Foster, no escândalo que está arrasando a empresa. Definitivamente, não existe oposição ao governo Dilma, apenas um patético teatro. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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CAIXAS PRETAS

Tenho lido que o PMDB quer maior participação no governo. Provavelmente, quer passar de 3% para 5% nas comissões! E olhem que ainda falta abrir as caixas pretas da Eletrobrás, do Banco do Brasil, das carteiras de Previdência, da CEF, dos Jogos Olímpicos, da Copa do Mundo, da Infraero, da Anac e muitas mais. 

José Rubens Macedo Soares joserubens@federmacedoadv.com.br
São Paulo

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CAOS

Na Força Aérea, quando acontece um acidente mais sério, os ases logo promovem replicante revoada com ousadas manobras, para “espantar a bruxa”, como a dizer: “Voar é preciso. Nada detém nossa bravura!”. Já na seara dos malfeitores se nota versão transgressiva desse fato. Veja-se: considerando apenas as trapaças da hora, há uma ruma deles presos no Paraná; outros frascários enjaulados em Mato Grosso. Na terça-feira, enquanto dois ex-diretores da Petrobrás lavavam roupa suja na CPI, e o País a assistir a tudo indignado pela TV, a Polícia Federal promovia mais um barata-voa, desta vez no Maranhão, e recolheu ao xilindró mais uma leva. Quer dizer, os pelintras querem tornar corriqueira a gatunagem, inverter a ordenação do bem e do mal, como a dizer: “Devastar a Nação é preciso. Nada detém o nosso desavergonhamento!”. Se eu não tivesse a convicção de que o governo, como é de seu feitio, está levando a peito essas investigações, de que há agentes institucionais suficientes para o trato com os larápios e cadeias em bom número para encerrá-los, diria que o caos está instalado na Pátria amada.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga

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CARTA DE INTENÇÕES
 
A presidente Dilma Rousseff, após exame de consciência decorrente das últimas eleições, remete Luciano Coutinho, presidente do BNDES, para a leitura de sua carta de intenções ao J.P. Morgan, em cujo documento assume posturas ortodoxas e até reconhece que precisa ter, doravante, mais juízo na condução da economia do País. Como bem salientou editorial do “Estadão” (4/12, A3), o documento pode ser comparado à carta do PT quando Lula foi candidato em 2002, em cujas linhas prometeu posturas contrárias até às pregações do PT. Realmente, trilhou o caminho anunciado. Porém, precisamos ver e sentir o novo modo de agir da presidente reeleita, porque agora está brincando com fogo e é necessário que não erre, jogando de lado as posturas desenvolvimentistas adotadas no primeiro mandato. Vamos ver se o prometido ao J.P. Morgan será cumprido.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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PRAZO DE VALIDADE

Pelo que leio nos jornais, o novo ministro da Fazenda, o economista Joaquim Levy, é tido como pessoa séria e competente. Se assim for, dificilmente ficará muito tempo no governo. Não tem como um profissional qualificado e pessoa correta conviver com uma presidente medíocre e limitada, que está lá somente para atender aos desmandos de um partido corrupto. Isso tem prazo de validade. A menos que tais considerações sobre o novo ministro sejam apenas engano.
 
André Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas 

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FUTURO INCERTO

Acredito que Joaquim Levy terá vida curta à frente do Ministério da Fazenda. Vejamos: até o momento, não se tem notícia de uma reunião da presidente com o indicado, talvez pelo grude chamado Mercadante, para esclarecer o que significou “a autonomia, acho, foi dada” – afirmação lacônica dada por Levy em seu discurso de apresentação. Se lhe foi dada alguma autonomia, parece-me que ficou só no blá blá blá  e já foi cassada mesmo antes de sua efetiva posse, em janeiro de 2015. O resultado da reunião da alta cúpula do PT em Fortaleza, na semana passada, foi claro: não vamos aceitar a imposição de Levy; não vai haver mudanças no foco do governo em programas sociais e na garantia de emprego e renda, afrontando as medidas já anunciadas e que terão de ser adotadas pelo futuro ministro para começar o saneamento da economia. Na quarta-feira, a ministra da Fazenda “Dilma Rousseff” autorizou o Tesouro a fazer um aporte de R$ 30 bilhões ao BNDES, antes da política econômica anunciada por Levy, que em 2015 reduzirá essas injeções aos bancos estatais.  Homem inteligente, capaz e responsável não vai meter a mão em cumbuca, vai, como se diz na gíria, “pegar o boné”, pois tem um nome a zelar.     

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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LIÇÕES PARA O BRASIL

Como o Brasil está vivendo um momento de muitas expectativas, dúvidas, praticamente perdendo seu rumo, oportuno destacar os comentários de Roberto Macedo sobre o livro de Thomas Piketty “O capital no século XXI” (“Piketty e suas lições para o Brasil”, 4/12, A2). Ao contrário do articulista, concordo com Piketty, ao afirmar que, quando o lucro das aplicações financeiras excede o crescimento econômico, a riqueza herdada cresce mais que a da produção. O Brasil é um laboratório vivo dessa tese, iniciada com as capitanias hereditárias, origem da maioria das fortunas do país. O antigamente, permanece como estrutura econômica, moral e mandatária atual: a formação industrial foi um desdobramento de heranças; a indústria construtiva, inclusive a ocupação urbana, acompanha o mesmo processo (basta ver a origem de capital das grandes construtoras, à parte a corrupção, claro); nossas universidades agregam um pensamento patrimonialista-elitista, originário de grandes heranças e gestos políticos baratos; o modelo político ainda é de coronelato, agora acrescido das comunicações (jornais, TVs). Exemplos políticos emergem em programas como Minha Casa, Minha Vida, que valorizou a terra urbana, beneficiando os latifundiários urbanos, degradando as cidades com concentrações verticais de edificações e moradores sem serviço público que os atendam; o Prouni, apresenta resultados pífio naqueles formados em nível superior, porque a necessidade do mercado não coincide com os cursos oferecidos pelos novos capitães da educação. A mudança estrutural disso tudo, está na coragem política de um estadista (teremos um?) em mexer nessa torre de Babel chamada Brasil. Os formadores de opinião também podem fazer sua parte, revendo conceitos contaminados pelo passado histórico e, em alguns casos, porque também originários desse processo de heranças herdadas.
 
Honyldo R. Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

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O IPTU EM SÃO PAULO

O prefeito Fernando Haddad diz que é preciso receber o boleto antes de reclamar (do aumento do IPTU). Ele parte da premissa de que o aumento escalonado do IPTU não causará impacto significativo nas finanças das pessoas físicas e jurídicas. Esse conto é o que se poderia chamar, na linguagem popular, de "engana trouxa".

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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NÃO É JUSTO

O IPTU é baseado no valor venal do imóvel quando da aquisição e/ou construção dele e, portanto, nos anos seguintes, ele deve ser apenas reajustado pela inflação, e não pela valorização do imóvel, que pode ser fictícia. O valor venal, reajustado pela planta genérica de valores, deve ser usado somente para imóveis recém-adquiridos. Não é justo um imóvel adquirido em 1980, por exemplo, pagar hoje o mesmo valor de um imóvel de mesmo padrão adquirido atualmente. O imóvel mais antigo, além de ter pago IPTU durante esses anos todos, irá pagar ITBI sobre o valor atualizado e Imposto de Renda por "ganho de capital" quando da venda dele. É isso.

Victor Hugo
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Fernando Haddad, logo que assumiu a Prefeitura, criou a Controladoria-Geral do Município, que desbaratou quadrilhas instaladas em gestões anteriores. Em 2014, sem a máfia dos fiscais, a arrecadação de ISS aumentou em R$ 100 milhões e a repactuação de contratos proporcionou uma economia de R$ 800 milhões. Haddad conseguiu, com o governo federal, uma economia de R$ 748 milhões no repasse anual que faz para amortizar a divida com a União. Entretanto, a maior das suas vitórias foi ter contribuído decisivamente para a mudança do índice da dívida do município de São Paulo com a União, possibilitando uma diminuição de R$ 30 bilhões no estoque dessa dívida e o aumento dos investimentos. Agora, de maneira corajosa e inédita, contratou auditoria internacional da Ernst & Young para redesenhar o modelo de contrato com as empresas e cooperativas de transporte coletivo na licitação bilionária, que deve ser publicada no primeiro semestre de 2015. Com sua administração ilibada e eficiente, o atual prefeito tem contrariado muitos grupos com interesses espúrios, que se organizam para orquestrar ações que tentam inutilmente desqualificá-lo.  
 
Paulo Sergio Fidelis Gomes sergiofidelis2@gmail.com 
São Paulo

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ELIANE CANTANHÊDE NO ‘ESTADÃO’

Cumprimento o “Estadão” pela contratação de Eliane Cantanhêde como colunista do jornal. Trata-se de uma jornalista competente, séria, independente e que irá contribuir para levantar ainda mais o nível e a qualidade do jornal. Excelente reforço.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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