Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2014 | 02h04

Respeito às escolhas...

Durante cerimônia de assinatura de contrato com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na quarta-feira, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff afirmou: "Depois de eleito, nós temos de respeitar as escolhas legítimas da população brasileira". A quais escolhas legítimas Sua Excelência se refere, uma vez que a grande maioria dos votos na atual presidente veio da população mais carente do País? Ou seja, se o governo, além da distribuição demagógica de Bolsas Família, investisse um pouco mais na educação dos brasileiros mais pobres, resolveria dois problemas ao mesmo tempo: alimentação e educação. Mas teria perdido um sem-número de votos na última eleição, porque o eleitor esclarecido jamais votaria num governo repleto de escândalos, corrupção, fraudes e falcatruas como as que estão vindo à tona nos últimos dias.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

O resultado das eleições, como quer a dona Dilma, nós respeitamos. Só não confiamos nos petistas e seus apoiadores. Dona Dilma acredita que vai poder melhorar o Brasil cercada de corruptos e aproveitadores? E acredita que mudar as regras durante o jogo é coisa de gente séria?

VITÓRIO F. MASSONI

suporte@eam.com.br

Catanduva

... e à população

Quem deve respeitar a população é Dilma, porque ao enviar ao Congresso Nacional uma lei para quebrar outra lei, somente para atender ao seu interesse de fugir da responsabilidade fiscal, dada a gastança desmesurada, e, ainda, para dar uma forcinha, decretar que os congressistas que aprovassem a quebra da lei levariam R$ 748 mil, isso nos desrespeita, pisoteia nossa honra e espanca nossa dignidade. Prefiro um mineiro brigando no Congresso Nacional a um paulista de pires na mão pedindo de volta uns tostões de impostos enviados para o ralo de Brasília. Que vergonha, governador!

GLORIA ANARUMA

glória.anaruma@gmail.com

Jundiaí

Conciliador

E o nosso governador, Geraldo Alckmin, acredita que se o PSDB tivesse ganho a eleição presidencial o ParTidinho viria com tom conciliador... Acorde, governador, tem de ser oposição, dura e aguerrida, como esperam 51 milhões de brasileiros.

PEDRO PAULO DE BARROS SOUSA

eng.pedropaulo@gmail.com

Ubatuba

Incoerência a mil por hora

A presidente Dilma espanta-se por, segundo ela, o PSDB não descer do palanque. Pura incoerência. O lulopetismo usou essa prática de forma escandalosa, a ponto de o TSE confundir totalmente período de campanha e fora dela. Como candidata, Dilma usou de argumentação do diabo, inesquecível e intragável desempenho, e agora quer que esqueçamos? Apela para o fato de ter sido eleita pela maioria da população. Total incoerência. Dos 126 milhões de votantes habilitados, ela não alcançou a maioria, uma parcela preferiu omitir-se atrás da abstenção, votar em branco ou nulo. Assim como necessitamos de um governo sério, precisamos de uma oposição ativa, consistente e presente. Desejamos força e perseverança ao PSDB e demais partidos não adesistas. Para não despencarmos no abismo com essa corrupção que solapa as bases da governabilidade do País precisamos de oposição consequente, procurador-geral da República eficaz, Executivo e Legislativo depurados da escória, desses que usaram recursos escusos para se elegerem, e Supremo Tribunal equilibrado. Enquanto o voto distrital com recall não nos permitir agir de outra forma, nossa militância vai crescer e nos levar a protestar nas ruas, buscando incentivar alternativas a toda essa iniquidade que está aí, para todo mundo ver.

JOSE SIMÕES NETO

Jsmantrareg@gmail.com

São Paulo

De manifestações

O Brasil parou por R$ 0,20. Mas por mensalão, Petrobrás, inflação, saúde falida, insegurança generalizada, desaceleração do crescimento da economia, corrupção nunca antes vista, etc., etc., etc. (são muitos os etcs.)... Não é de estranhar que tenha havido muito por tão pouco? E agora que é necessário uma mobilização nacional pelos mandos e desmandos do PT no poder os manifestantes se calam? As últimas manifestações não tiveram "quórum" tão significativo. O que está acontecendo? Será que aqueles manifestantes de antes concordam com tudo isso que está aí? Precisamos acordar e ir para a rua exigir que nossos funcionários trabalhem corretamente, pois os governantes nada mais são do que nossos funcionários nos representando, e são muito bem remunerados para isso. Portanto, devem ser demitidos se não correspondem à expectativa da população. São trabalhadores como todos nós. Não estão trabalhando direito, têm de ser demitidos, não importa o cargo (incluindo a Presidência da República): demissão a bem do serviço público, como previsto em lei.

MÁRCIA ROSSI SOARES

marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

POLÍTICA ECONÔMICA

Migalhas e mentiras

O IPCA de novembro (índice de inflação "oficial" do governo) ficou em 0,56% e o acumulado de 12 meses, acima da meta máxima (teto): 6,56%. E daí? Nada que o atarefado Ministério da Maquiagem de dona Dilma não possa ajustar. Isto é, vão fazer "conta de padeiro" e atingir o número mágico: 6,49%. E assim, com mais esse ardil recorrente, cumprir o que determina a Resolução 4.095/2012 do Banco Central, com base na Lei 4.595/1964. Quanto ao objetivo de reduzir a inflação para o centro da meta, de 4,5%, o que efetivamente melhoraria a vida do povo, tão caro ao partido da "presidenta", já foi jogado no lixo há muito tempo. Pena que a maioria se contente apenas com migalhas e mentiras deste governo.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

Apertem o cinto

Se este ano o governo projetou crescimento do PIB de 2,5% e estamos quase a zero, imaginem onde iremos parar com a projeção de 0,8% para 2015... Melhor o povo não gastar e poupar. Mas guardando debaixo do colchão, antes que copiem o Collor e raspem a nossa poupança!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Que ajuda é essa?

O governo fala em ajudar a indústria. Será que passou batido pela imprensa que a indústria têxtil está falindo e, mesmo assim, a vencedora da licitação para confecção de mais de 100 mil uniformes para a Olimpíada de 2016 foi uma empresa chinesa?

JOSÉ RUBENS MACEDO SOARES

joserubens@federmacedoadv.com.br

São Paulo

AINDA NÃO ACABOU

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, disse em depoimento o que todos nós sabíamos: a corrupção está por toda parte na Petrobrás e no Brasil ("nas ferrovias, nos aeroportos, nos portos, nas hidrelétricas"). E nós não acreditamos que tenha acabado, pois ainda tem corruptos interessados em raspar o fundo do taxo, surrupiando o que ainda resta. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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NÃO JUSTIFICA

O sr. Paulo Roberto Costa parece querer justificar sua história pregressa e a ciranda da propina pelo fato de, segundo ele, a corrupção estar espalhada pelo País. Ou seja, pela sua explicação, não haveria outra saída para os corrompidos a não ser a de se submeter à vontade dos corruptores. Isso não é verdade. Alguém oferecer propina não implica que ela deva ser aceita. O ex-diretor da Petrobrás, assim como outros, poderia negar-se a se submeter a este esquema, demitir-se do cargo ou mesmo denunciar a corrupção.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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SOB DOMÍNIO DO CRIME

Num depoimento estarrecedor à CPI mista da Petrobrás, Paulo Roberto Costa disse, em alto e bom som, que "os esquemas de desvios de verba pública são generalizados no País e atingem obras de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas. É só pesquisar". Essa é, portanto, a triste realidade em que o Brasil se encontra sob o desgoverno de turno. Como se diz no crime organizado, "tá tudo dominado!"
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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CORRUPÇÃO GENERALIZADA

Paulo Roberto Costa disse: "O que acontecia na Petrobrás acontece no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, portos e aeroportos. É só pesquisar". Só faltou ele dizer que na construção dos estádios da Copa também.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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É SÓ PESQUISAR...

A balança comercial brasileira tem déficit recorde, e nem poderia ser diferente. Na terça-feira, no Congresso Nacional, o sr. Paulo Roberto Costa denunciou que a corrupção não se restringe só à Petrobrás, mas também está na Eletrobrás, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, nas hidrelétricas, nas obras da Copa, no PAC, ou seja, no Brasil inteiro... 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br
São Paulo

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CARECAS DE SABER

Parece que agora será oficializado aquilo que já estamos carecas de saber: nas estatais brasileiras só há desvios. Se gritar "pega ladrão", não fica um.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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RITMO ALUCINANTE

A delação premiada conferiu um ritmo alucinante ao processo do escândalo na Petrobrás. Suspeitos confessaram os crimes, se tornaram réus, devolveram o produto do roubo, entregaram as contas no exterior, detalharam todo o esquema de desvios de dinheiro e superfaturamento de obras, delataram os demais envolvidos, foram soltos e cumprem prisão domiciliar, como prêmio pela delação. Só o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não percebeu o novo ritmo e corre o risco de ser atropelado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que também investiga o caso e provavelmente dará seu veredito muito antes do STF. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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EM LIBERDADE

Apesar das acusações que pairam sobre Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, foi ele posto em liberdade condicional pelo ministro Teori Zavascki, do STF, sob o fundamento de que "manter valores tidos por ilegais no exterior, por si só, não constitui motivo suficiente para a decretação da prisão preventiva". Então ter obtido dinheiro de maneira ilegal e escondê-lo no exterior não constitui comportamento ilícito? Afinal, se não cabe decretar a prisão preventiva, isso significa que esse fato somente tem leve aparência de ilícito. Isso apesar de profissionalmente o autor não ter condições de acumular tanto dinheiro oculto no exterior. Aliás, esta é a questão que se põe: onde e como foi conseguido tanto dinheiro para ser guardado do exterior? Evidentemente, Renato Duque não vai contar (pelo menos por enquanto), pelo que a prisão, preventiva ou provisória ou definitiva, constitui a metodologia certa para chegar bem mais próximo da realidade da coisa.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo
 
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BILIONÁRIOS

A quadrilha organizada de políticos quer legalizar as dezenas de bilhões desviados da Petrobrás como dinheiro de campanha eleitoral, distribuído em paraísos fiscais, como direito adquirido dos políticos "raposas velhas", ocultos até então. A sociedade brasileira exige de nossa Justiça a repatriação destes bilhões roubados, além de punições severas.

Antonio de Souza D'Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br
São Paulo

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DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

Em tempos de mensalão e petrolão, o filme "Sindicato de ladrões" (Elia Kazan, 1954, "On the waterfront") é obrigatório. Conta a história da luta contra a corrupção que tomou conta do sindicato dos estivadores de Nova York na década de 1950. O sindicato, que deveria ser dirigido pelos trabalhadores, está nas mãos de uma máfia que controla as operações, embolsando lucros milionários. Propinas e superfaturamento fazem parte do cotidiano. Ninguém mais consegue trabalho se não se submeter às chantagens e extorsões dos chefões. Para garantir seus privilégios, estes são implacáveis com qualquer um que critique ou se oponha a seus projetos pessoais. Os "traidores" são sumariamente eliminados, sem que os mandantes dos crimes sejam punidos. O clima é opressivo e deprimente. O efeito psicológico desse sistema corrupto é que os trabalhadores se tornam apáticos, se atemorizam, perdem a dignidade e a esperança num futuro melhor. As coisas começam a mudar quando uns poucos inconformados se mobilizam para recuperar a autonomia do sindicato. No começo, com medo das consequências, os estivadores hostilizam os colegas que denunciam o esquema e tentam desmontá-lo. Aos poucos, na medida em que recuperam a autoestima e a esperança, descobrem que são muitos contra poucos. Vencem a inércia e a apatia, saem da passividade e passam a se responsabilizar plenamente pelo que é deles. É difícil, mas não é impossível.

Marion Minerbo luciana@m2press.com.br 
São Paulo

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DIAS PIORES

Em 17 de dezembro completa um século a frase que eternizou Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus - o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". Se ele ressuscitasse hoje, constataria que vivemos dias piores. No Brasil, a honestidade deixou de ser obrigação para ser virtude; aqui, a esperteza é a norma e a retidão, ingenuidade; a verdade é punida e a mentira, enaltecida; o bem é chamado de mal e o mal, elevado à condição de bem; aqui, viver de esmolas governamentais é melhor que trabalhar; ética, brio, caráter e vergonha são palavras arcaicas; o crime impera porque a Justiça é uma falácia; políticos reinam soberanos porque estadistas não existem. Resumindo: vivemos num país onde a desordem tripudia sobre a ordem, mudando o lema de nossa bandeira para "desordem e retrocesso". Que legado deixaremos para os futuros brasileiros?

Paulo Lahud Cury pcadvog@terra.com.br 
Catanduva

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PENAS MAIS DURAS

Dos 5 países menos corruptos do mundo, 4 são escandinavos, mais a Nova Zelândia. Ou seja, país desenvolvido é país com baixos índices de corrupção. Aqui, em terras tupiniquins, ela grassa como nunca dantes na história deste país, como diria um ex-presidente da República. Há que endurecer a lei, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão, que é o máximo permitido pela nossa legislação, tanto para corruptos como para corruptores, sem direito a progressão e em regime fechado. Aí eu quero ver quem vai arriscar o pescoço.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br 
São Paulo

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PAÍS RICO

O Brasil deve ser um dos países mais ricos do mundo, para suportar o que estão roubando dele...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo      

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'A CORRUPÇÃO É CULTURAL NO BRASIL'
 
A declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que corrupção é "cultural" no Brasil (22/11, A7), infelizmente, está bem próxima da realidade. Quantas vezes conversando com pessoas no meu bairro, e mesmo numa cafeteria no centro de Campinas (SP), sobre a corrupção desenfreada na política brasileira, no final da conversa a pessoa  termina com a conhecida frase: "Quem me dera ter essa boquinha também". 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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PRAGA

Gostaria de esclarecer ao ministro José Eduardo Cardozo que a corrupção pode ser "cultural" no PT. A imensa maioria dos brasileiros, que trabalha e paga impostos, odeia todo tipo de corrupção e adoraria ver o Brasil livre dessa praga endêmica.

Luigi Petti luigirpetti@gmail.com 
São Paulo

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SEQUELA DA UMA ELEIÇÃO

O senador Aécio Neves, em entrevista que concedeu ao jornalista Roberto D'Avila, na GloboNews, sem nenhum constrangimento afirmou: "Eu perdi a última eleição presidencial para uma organização criminosa". Sinceramente, não dá para discordar dessa definição do candidato do PSDB. Mesmo porque Dilma Rousseff, que venceu o pleito, é do PT, partido que promoveu o mensalão e autorizou que camaradas e aliados desviassem R$ 10 bilhões da Petrobrás, como consta na Operação Lava Jato. Grave constatação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos 

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RESPEITO

Dilma Rousseff pede respeito às escolhas da população... Que população e que escolhas? 51 milhões de brasileiros escolheram vê-la fora do poder e essa população é ela que não respeita. Melhor faria a mídia se não divulgasse os impropérios que a presidente diz e faz. Aliás, tudo o que ela e Lula dizem e fazem são maus exemplos para aqueles a quem ela chama de população, os incautos que votam neles e que se deixam iludir com falsas promessas. Não passam de grossas mentiras, mas que, quando assim se revelam, como ocorreu nestes 30 dias, já não se tem condições de evitar. O lulodilmapetismo é uma praga que está dizimando a população produtiva do País, esta, sim, merecedora de respeito, principalmente deles, que lhes roubam descaradamente a esperança de dias melhores. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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DISCURSO EM SÃO PAULO

Veio carregado de recalque e ódio o discurso da presidente pedindo respeito às "escolhas do povo" e ao "resultado das urnas". Até porque o governador paulista, Geraldo Alckmin, foi um dos políticos do PSDB que a defenderam dos idiotas e inoportunos que pediam a cabeça dela. Deviam ser ex-petistas desacostumados com a democracia. Do governador podemos criticar a falta de política de saúde, educação e segurança, mas não de ética e respeito à democracia. Esperamos que mude nas faltas reclamadas. Dela esperamos menos "petrolão" e inflação. Equilibre os gastos sem mágica, sra. presidente.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com 
Bertioga

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POR FALAR EM RESPEITO...

A presidente pede respeito à escolha da população. Refere-se à sua eleição em outubro? Fique tranquila, em 1.º de janeiro a senhora assumirá o novo mandato. Respeitaremos a escolha soberana das urnas. Mas não é disso que a senhora trata, quando pede respeito. A senhora quer que aceitemos, sem contestar, todas as suas decisões de governo. Isso, presidente, não pode ser pedido e não será por nós aceito. A democracia, para ser plena, pressupõe o contraditório. Deixados claros os limites do respeito que dedicaremos à senhora, passemos a tratar do respeito que a Presidência da - ainda - República tem de ter para com nossa Pátria: respeito para com o Congresso Nacional, que não pode ser chantageado baratamente; respeito para com as leis do País, em particular com a de Responsabilidade Fiscal; respeito para com a Constituição; respeito para com a Petrobrás, esbulhada em seus cofres e violentada em sua estrutura administrativa; respeito para com seus ministérios, aparelhados por incompetentes e corruptos. Respeito, presidente, para com quem paga impostos e leva um país cada vez mais pesado nas costas. Por fim, repito as palavras de meu saudoso avô, leitor do "Estadão" por seis décadas: "Respeite antes, para ser respeitada um dia".

Julio Cruz Lima Neto limaj@plastekbrasil.com.br 
São Paulo

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ELEIÇÕES E DIREITO

O vice-presidente, Michel Temer, no tom do discurso governamental, compara eleições aos negócios jurídicos. Depois de realizados, estão encerradas as discussões. Em termos. O artigo 147 do Código Civil prevê o dolo como causa de anulação dos negócios jurídicos. "Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra haja ignorado constitui omissão dolosa, que sem ela o negócio não se teria celebrado." Em face das omissões, mentiras de campanha e atos presidenciais imediatamente seguintes ao pleito, basta pesquisar se boa parte dos eleitores de Dilma manteria seu voto. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br   
São Paulo

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SUPERSTIÇÃO

Li que, por reaproximação, o governo americano vai enviar o seu vice-presidente para a posse de Dilma Rousseff. A última vez que isso ocorreu foi em 1990, quando Fernando Collor assumiu. Para quem é supersticioso, como eu, essa é uma notícia alvissareira.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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ROSEANA SARNEY
 
Do Maranhão para o Brasil: Roseana Sarney, em razão de provável envolvimento no petrolão e com pretensões políticas para as próximas eleições, para não ser atingida pela inelegibilidade, às vésperas de encerrar o mandato de governadora, renunciou. Foi a saída para se livrar da inelegibilidade, o que, perante a opinião pública, não deixa de ser mais um caso de impunidade.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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A LEI DA FICHA LIMPA

Nesta semana será votado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o Recurso Ordinário 528-122014.6.19.0000. A questão trata de se o alcance da Lei da Ficha Limpa será de oito anos, como previsto e já decidido no Supremo Tribunal Federal e mesmo na jurisprudência do TSE, ou se teremos um retrocesso com o entendimento de que a inelegibilidade será de três anos, abrindo uma porta enorme para que candidatos que tiveram suas candidaturas barradas por serem fichas-sujas possam pleitear adequação da penalidade de acordo com esse novo alcance da lei. Um beneficiado seria, por exemplo, o sr. Paulo Maluf. O ministro Gilmar Mendes, que é o relator do referido Recurso Ordinário, já votou pelos três anos, e atualmente o processo encontra-se no gabinete do ministro Luiz Fux, que tem demonstrado entendimento de que devem prevalecer os oito anos, tendo sido inclusive o relator da Ação Direta de Constitucionalidade sobre essa matéria no STF e defendido em plenário os oito anos. Se a maioria dos ministros compartilhar o voto de Gilmar Mendes, teremos um grande retrocesso em nosso país e veremos muitos corruptos sentados nas Câmaras, Assembleias e prefeituras. 

Renata Maia renatamaia2@gmail.com 
Rio de Janeiro

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NÃO FOI UM CHEQUE EM BRANCO

Nossa presidente acredita que, por ter ganhado a eleição, pode tudo. Quando não pode, compra sem pudor. Alguém precisa alertá-la de que obteve dos eleitores um voto de confiança, e não um cheque em branco. Ela é presidente de uma República, e não uma imperatriz absolutista. Deve, sim, satisfação de seus atos à Nação, a começar pelo eleitor que a elegeu e os demais que estarão sendo obrigados a pagar a conta. Utilizar o termo "golpista" para identificar os que têm opinião contrária é um argumento velho. É hora de sair do palanque.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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A CANHESTRA LÓGICA DILMISTA
 
Redarguindo críticas da oposição, Dilma defendeu o respeito ao "resultado das urnas" como forma de se eximir das responsabilidades pelo descumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na questão da pirueta fiscal que nos ofereceu neste final de seu primeiro mandato. Para a presidente, não importa o que ela  e seus acólitos façam ou deixem de fazer no exercício do mando; se trocam os pés pelas mãos; se cometem delitos mais ou menos graves ou até mesmo se incorrem em crimes de responsabilidade - como visto agora -, já que o resultado das urnas, a vitória eleitoral, segundo essa  canhestra leitura, os purifica, de antemão, de qualquer pecado que tenham cometido ou que porventura cometam, e, assim postas as coisas, qualquer cobrança que a eles se faça por causa de "malfeitos" que tenham cometido passa a ser "golpista". Petistas agem sempre com dupla moral: uma apropriada para "eles" e seus cupinchas e outra para os "outros", seja dentro ou fora do País, tanto que idolatram ditadores e ditaduras mundo afora. Esquecem-se de que, num Estado Democrático de Direito, todos, a começar pelo presidente da República, devem acatar e cumprir a lei, e numa democracia não há lugar para alguém acima do bem e do mal. Quando empunharam a bandeira do "Fora Collor" e puseram seu bloco na rua para derrubá-lo, Dilma, Lula e sua grei não se viam como "golpistas" nem julgavam que as urnas tivessem santificado o então "caçador de marajás", que, ao fim, sofreu o impeachment, em que pese seus crimes fossem risíveis, vistos sob a perspectiva destes 12 anos de PT.  

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     
São Paulo
 
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VAI HAVER DEVOLUÇÃO?

Seria digno que os deputados federais que disseram  não ao PLN 36/2014, a "Lei do Calote", que altera a LDO de 2014, tentando manter a moralidade econômica do Brasil,  devolvessem  o dinheiro a que tenham direito referente aos recursos adicionais de emendas parlamentares individuais, cuja liberação Dilma condicionou à aprovação do PLN, no valor de R$ 747,5 mi.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com 
São Paulo

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O CONGRESSO DE JOELHOS

Na semana passada, Dilma Rousseff colocou os congressistas de joelhos na mais vexatória posição de servilismo da história da democracia brasileira. Dilma não tem o mínimo de escrúpulo ao pressionar esses lacaios, que obedecem cegamente às ordens de Michel Temer, Dilma, Sarney e Renan. Os deputados e senadores que se alinham ao o crime da presidente na mudança da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que tem o propósito de salvá-la do crime de responsabilidade e do iminente impeachment, estão traindo de maneira sórdida a si próprios, sua família e todo o povo brasileiro. Como vão explicar a seus filhos e netos que agiram covardemente sem nenhum resquício de coragem de enfrentar a presidente para dizer não? Como vão explicar aos seus eleitores esse exacerbado medo de nos defender na hora que mais precisamos? 

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com
Curitiba

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PLN 36/2014

Se Dilma está fazendo isso com o Congresso na cara dura, imaginem o que Dias Toffoli fez com as urnas eletrônicas a portas fechadas.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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CEGUEIRA CONVENIENTE

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que faz parte da base aliada, portanto votou a favoravelmente ao projeto, aprovado na madrugada de quarta-feira, que mudou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e flexibiliza a meta do superávit primário, disse: "Quando chegou 5 horas eu não enxergava mais nada". Fique tranquilo, senador, a sua cegueira foi passageira e já está novamente apta para votar outros projetos espúrios que o governo, com certeza, enviará ao Congresso para a aprovação de "vossas excelências". O que preocupa é a cegueira endêmica que há 12 anos, desde que o PT assumiu o poder, acometeu principalmente as Regiões Norte e Nordeste, sem cura aparente para próximos quatro anos. Nós, 51% dos eleitores não coniventes com trambiques e calotes fiscais, estamos de olhos bem abertos e de posse da lista de deputados e senadores "trombadinhas" que atentaram contra o povo brasileiro, avalizando a gastança sem limites da presidente Dilma Rousseff.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 
 
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DESDE TEMPOS REMOTOS

O tsunami de notícias sobre roubalheira em quase todos os setores da vida pública do Brasil, bem como o começo do uso da palavra impeachment em setores da oposição e dos movimentos populares, nos dá a impressão de que a metástase está instalada na sociedade brasileira. A manobra do governo para escamotear o déficit das contas de 2014, com a chantagem e instituição do toma lá dá cá no Congresso Nacional nos remete à corte de Dom João VI, com a falta de dinheiro para sustentar a postura perdulária da corte e a troca da ajuda da iniciativa privada pelos títulos de marqueses, viscondes, barões, condes e o famoso jeitinho brasileiro, que já acontecia desde o final do século 17 e início do século 18. 
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro 

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'PAÍS CAMINHA PARA A DESORDEM'

Foi o que disse Fernando Henrique Cardoso para o jornal "El País", da Espanha. Acrescentou, em relação à economia: "Agora, tudo novamente caminha para a desordem. O imbróglio político é mais delicado que o econômico, porque o econômico sabe-se como solucionar. Um país com vinte e poucos partidos no Congresso e 40 ministérios esconde a receita do fracasso", relatou Polibio Braga. Muito educadamente, FHC delineou a situação problemática do Brasil. Deixou de dizer que a problemática é muito maior do que delineou. Deveria acrescentar: o Brasil é um país que está no final de um mandato desastroso de uma arrogante e incompetente presidente, que derrubou a economia a um crescimento de 0,2% neste ano, subiu a inflação para quase 7%, iniciou um período de indústria decrescendo em produção e exportação e deixando voltar a subir o desemprego. Politicamente, a presidente está em má situação por ter participado da compra irregular e desonesta de uma refinaria nos EUA. Foi citada também como conhecedora e beneficiária em 2010 da grande corrupção que ocorreu na maior empresa brasileira, a estatal Petrobrás. Está também a caminho de ser afastada da Presidência da República por ter infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mesmo tendo prometido dinheiro aos congressistas para votarem a favor de "dispositivo ilegal" que a absolveria. É espantoso ter a presidente Dilma Rousseff sido reeleita com resultados tão ruinosos no mandato atual. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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TRAGÉDIA

A venezuelização e argentinização do Brasil estão em ritmo acelerado neste desgoverno Dilma Rousseff (PT), com o aval do PMDB, justamente o partido que ajudou a restabelecer a democracia no País. E pensar que vêm mais quatro anos de incompetência, inépcia e corrupção por aí. A maquiagem de números e de dados oficiais denigre a imagem do País e compromete a estabilidade econômica, conquistada a duras penas pela sociedade brasileira com o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Não foi por falta de aviso, afinal, quem faliu uma lojinha de R$ 1,99, o que não poderia fazer com um país complexo como o nosso? Só o impeachment nos salva dessa tragédia anunciada.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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DEPOIS DA CAMPANHA

A "presidenta gerenta" Dilma, contrariando novamente promessas de campanha em que afirmava não mais socorrer bancos públicos, edita medida provisória disponibilizando R$ 30 bilhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que, mesmo aumentando os juros que cobra, não chega aos pés do que paga o governo para rolar a dívida pública. Isso tudo antes de a nova equipe econômica assumir o rolo compressor das contas públicas. Mas não tem problema. Se não der certo e a equipe econômica dita ortodoxa não conseguir tirar dinheiro da cartola, colocarão a culpa na oposição. Mas uma coisa é certa: Dilma, depois daquela campanha política mentirosa e degradante, anda sumida, aparecendo pouco em reuniões oficiais, preferindo enviar representantes. Será vergonha ou medo de vaia? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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'CARTA COMPROMISSO'

A "Carta Compromisso" da "presidenta" (adoro essa aberração da língua portuguesa) é mais uma anedota contada aos incautos eleitores. Desde o início de seu desgoverno, vem assumindo compromissos e não os cumprindo. Até quando seremos governados por mentiras?

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com 
São Paulo 

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RAINHA DA INCOERÊNCIA

A presidente Dilma passou esses últimos tempos criticando e agredindo Marina Silva e Aécio Neves. Após ganhar a eleição, o que, na opinião do presidente do PT, "foi um verdadeiro milagre", Dilma adota a política dos dois adversários e vergonhosamente afirma que as ideias são dela. É realmente a campeã da incoerência.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com 
Itapetininga

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REFORMA MINISTERIAL

Joesley Batista (grupo JBS/Friboi) reuniu-se com o ministro Aloizio Mercadante na semana passada e já começou a cobrar os serviços da presidente Dilma, que recebeu R$ 70 milhões da Friboi como doação de campanha. Ora, me engana que eu gosto. Seria doação se não houvesse interesse nenhum envolvido. Caso contrário, é pagamento por serviços contratados. Joesley/Friboi simplesmente não concordou com a indicação para o Ministério da Agricultura da senadora Kátia Abreu, sua adversária política, e não será de estranhar caso ela não venha a ser nomeada. O mais incrível e nefasto nisso tudo é que essas "doações", que chegam a quase meio bilhão de reais, podem ter sido feitas com dinheiro público, via BNDES (banco público de fomento a quê?), pois ao que se sabe o Grupo Friboi tomou do banco a bagatela de R$ 8 bilhões. 

Candido P. Vallada cvallada@uol.com.br
São Paulo

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OBSTÁCULO A KÁTIA ABREU

Por ter colaborado com o PT em expressivo montante de R$ 70 milhões, o Grupo JBS é contrário a que Kátia Abreu seja ministra da Agricultura. Vamos analisar o comportamento de dona Dilma Rousseff, porque Kátia Abreu fez um bom trabalho em favor do agronegócio e dos ruralistas deste país, quando presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Não é justo que a vontade de um só grupo tolha a possibilidade de trabalho que venha a ser realizado pela senadora, que, aliás, é pecuarista e conhecedora dos inúmeros problemas que perturbam os ruralistas da Nação. O veto imposto pela empresa contribuinte não é justo nem pode ser aceito pela presidente.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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CHURRASCO AMARGO

Sabendo das doações para campanhas e do lobby, já sei de quais frigoríficos não comprar! Aliás, há tempos sabia.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com 
Casa Branca

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AO PONTO

Para a JBS (Friboi), a senadora Kátia Abreu é carne de pescoço. Mas, mesmo assim, querem fritá-la.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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OS BILHÕES DO BNDES

Com doação de R$ 70 milhões para a campanha da presidente Dilma, agora entendemos por que a JBS Friboi recebeu bilhões do BNDES. E pensar que inúmeros pequenos e médios empresários poderiam ter acesso a um volume destes com juros subsidiados e contribuir com uma melhor distribuição de renda no País.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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