Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2014 | 02h03

Objetivo único do PT

Moradores da capital acionam o Ministério Público contra as ciclovias de Fernando Haddad (7/12, A24), do PT, e têm a lei a seu lado, porque ninguém foi consultado. Conforme a Constituição do Estado de São Paulo, artigo 180, "no estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano, o Estado e os municípios assegurarão a participação das respectivas entidades comunitárias no estudo, encaminhamento e solução dos problemas, planos, programas e projetos que lhes sejam concernentes". É estarrecedor constatar que o PT, que publicou o famigerado Decreto 8.243, federal, e ainda aprovou projeto de lei estadual similar (6/12 A3), paralelamente, impeça a participação local de moradores, trabalhadores e comerciantes! O PT demonstra assim que não permite a participação social onde ela cabe numa democracia, ou seja, em assuntos de vizinhança, mas pretende nebulosa participação soviética em níveis federal e estadual - certamente só dos 15% da população que é petista. Mais uma vez o PT demonstra seu objetivo de instaurar uma ditadura cubano-bolivariana no País. Todas as políticas restantes são somente táticas para atingir esse objetivo.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Muita incoerência

Sr. prefeito, sou microempresária, pagadora de impostos altíssimos, de um IPTU idem, e vou trabalhar de carro. É meu direito. Não sou obrigada a andar de metrô e ônibus, sem conforto e me arriscando a ser assaltada, a sofrer abuso sexual e outros constrangimentos. Seu partido, o PT, comemorou o grande feito do governo federal do carro ao alcance de todos. E agora o senhor quer coibir esse direito conquistado, tornando inviável a circulação de carros na cidade de São Paulo? Muita incoerência para um partido só! Entrem em sintonia e o senhor, por gentileza, governe para todos: com respeito, responsabilidade, coerência e maturidade. Não queira ser lembrado como um aloprado fazedor de auê, mas por uma gestão digna e correta.

MÁRCIA ROSSI SOARES

marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

Trânsito

Se quiser ter noção exata das consequências de sua intervenção no trânsito desta cidade, o prefeito deve pegar seu carro e, por dois dias, rodar o dia todo pelos mais diversos bairros. É o que fazem dezenas de milhares de profissionais de diversas áreas e mães buscando filhos em escolas e creches. E reze para não ter emergência médica (ou alguém de sua família), ou haver incêndio, ou ocorrência policial, pois os congestionamentos podem resultar em desgraças. Depois, por mais dois dias, use os ônibus em todos horários e linhas e verá que, após os picos, os coletivos transportam poucos e prejudicam centenas de milhares. Faça o mesmo como ciclista e seus pulmões agradecerão a inalação mais profunda do excelente ar paulistano. Aí o "poste" poderá bater palmas para si mesmo.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Para que servem?

Foram feitos alguns piscinões em São Paulo. Como está sua manutenção? Não poderiam servir de cisternas e auxiliar a cidade na falta de chuva, como água de reúso? Ou estão entulhados de lixo e numa chuva mais forte inundarão, não servindo para nada? No caso das ciclovias, o sr. prefeito e seu secretário Tatto já viram o estado das que foram feitas há uns dois meses? Pois estão se deteriorando, a tinta escorrendo, e isso sem muito uso por ciclistas e sem muita chuva. A tinta não só se deposita ao lado dos bueiros, como está escorrendo por eles, poluindo mais ainda as águas pluviais. Senhores, pensem e planejem um pouco mais antes de gastar o dinheiro do contribuinte. Acreditem, os paulistanos vão agradecer.

FERNANDO PASTORE JUNIOR

fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

Aumento do IPTU

O reajuste do IPTU - absurdo, diga-se de passagem - levou em conta a Planta Genérica de Valores, pois, segundo alegado, os imóveis subiram muito na capital nos últimos anos. Mas há um furo nesse cálculo: os preços dos imóveis estão despencando e o mercado imobiliário já sentiu isso. A pergunta que fica é: baixando o valor dos imóveis, o IPTU será recalculado para beneficiar o contribuinte? Nosso desgoverno, em vez de fechar a torneira dos gastos públicos, aumenta o diâmetro do cano.

EVERSON ROGÉRIO PAVANI

roger.advog@gmail.com

São Paulo

A polêmica do exagerado aumento do IPTU da capital via alterações na Planta Genérica de Valores, além das muitas discussões jurídicas e políticas, deixou em segundo plano o mais fundamental, que é questão técnica. Como sabido, os estudos técnicos necessários para a definição justa dos valores venais são complexos e deveriam ser totalmente transparentes e de conhecimento da sociedade. Onde estão esses estudos e quem são seus autores? Como divulgado recentemente, o IPVA, por exemplo, vai sofrer redução em 2015! O mesmo não deveria acontecer com o IPTU?

JOSÉ ELIAS LAIER, ex-conselheiro do Crea/SP

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Quando o sr. prefeito diz que reclamemos do aumento do IPTU depois de recebido o boleto, lembra as medidas "administrativas" do governo soviético: primeiro atire, depois pergunte.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Como escondeu?

Como é possível o prefeito Fernando Haddad ter "escondido" recursos no montante de R$ 748 milhões desde de 2013? Como explicar? Estamos no final de 2014, estranho, não? Para "eles" quase R$ 1 bilhão deve ser troco. Será que estão "perdidos", ou nós? Como esse vultoso valor deixou de ser enviado à União para amortizar a dívida da Prefeitura e só agora descobriram? É tão fácil assim entre os poderes públicos uma cifra dessas ficar esquecida? Ou alguém ficou na moita? Não paga e ninguém reclama se "desaparece"? Zero de transparência... Mais rombos à vista!

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

NO METRÔ

Iniciativa

Tudo o que puder ser feito para que sempre haja respeito às mulheres deve ser incentivado. Achei legal o que o vão fazer o Metrô e o Ministério Público. Têm meu total apoio.

SONIA REGINA RAMPINELLI

sonia.rampinelli@ig.com.b

Guarujá

DILMA E O DESCUMPRIMENTO DA LEI

Infringindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Dilma Rousseff (PT) agrediu a democracia brasileira. Acreditou que poderia fazer qualquer coisa impunemente, pois compraria a base aliada no Congresso. Trata-se de um golpe: troca da democracia representativa por um punhado de reais a representantes do povo destituídos de conhecimentos, de valores e de caráter.  Não se trata só da humilhação destes, mas também de seus eleitores. Os cidadãos envergonhados haverão de protestar. O Brasil só se levantará quando tais atos forem tão fortemente refutados que se tornarão impossíveis.  Agora cabem as penalidades cabíveis.
  
Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com
São Paulo

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UM GOVERNO GLUTÃO

É muito simples explicar ao brasileiro comum o que significa a aprovação pelo Congresso do projeto de lei PLN 36/2014, que tira a responsabilidade da “presidenta gerenta” Dilma pelo excesso de gastos em seu desgoverno, jogando no lixo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Faz de conta que Dilma, hoje visivelmente obesa, por extrapolar na comida, de repente se mira num daqueles espelhos mágicos cuja imagem refletida dá a impressão de que a pessoa é magrinha, camuflando toda a gordura. Trocando em miúdos: podem até ter aprovado a gambiarra nas contas de Dilma, mas a esbórnia da gastança continuará onde sempre esteve, dentro deste governo obeso e glutão. Mas a conta fica para o povo brasileiro pagar.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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LDO

Lei de Diretrizes Orçamentárias, ora a lei...

J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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A MESMA ESSÊNCIA

A lei brasileira proíbe a compra de votos em eleições convencionais. Por analogia, acredito que também se aplicaria tal proibição à compra de votos de deputados e senadores no Congresso Nacional. Antigamente, candidatos compravam votos com dentaduras; atualmente, os eleitos compram votos com emendas ao Orçamento. A essência do processo é a mesma. 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com 
Belo Horizonte

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CAFOFO

Dizem que “o Congresso é a casa do povo brasileiro”. Pelo visto, a maioria dos bordéis é mais bem frequentada...

A.Fernandes standyball@hotmail.com  
São Paulo

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ÀS VÉSPERAS DO NATAL

O Congresso Nacional é a “vaquinha de presépio” do Planalto! E o povo é o que paga a conta!

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas 

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VOTO CEGO

Nas barbas do sr. Joaquim Levy, o Congresso fez o que tinha de fazer: mediante polpudo pagamento (emenda parlamentar ou propina?), aprovou a pá de cal na credibilidade do País. A correção do voto dos parlamentares da base aliada pode ser avaliada pela declaração do senador Valdir Raupp (PMDB-RO): “Quando chegou 5 horas, eu não enxergava mais nada” (5/12, A5). É a nova modalidade de voto no Congresso: voto cego. Pêsames para o Brasil e sua sofrida população.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 
São Paulo

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DO MENSALÃO AO CONGRESSÃO
 
Na década passada, o PT se utilizou do camuflado mensalão para comprar pseudoparlamentares. Nesta década, utiliza da compra, às claras, de nossos representantes (sic), por R$ 748 mil per capita, em vergonhosa operação que podemos denominar “congressão”. Resta saber se os integrantes da “aguerrida oposição”, em atitude digna, vão recusar essa verba. Nesse ritmo, como será o restante desta década? Ou o brasileiro vai acordar?
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

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DICA PARA O NOVO MINISTRO

Há alguns anos, numa entrevista a uma rádio, o ex-jogador de futebol santista Tite disse que, quando jogava no Santos F.C, ele e Pelé ficaram concentrados e alojados num mesmo quarto às vésperas de um jogo. Tarde da noite, Pelé ligou o seu rádio de pilha e foi dormir, mas antes falou para o seu companheiro: “Tite, assim que eu pegar no sono, por favor, desligue o meu rádio para não gastar as pilhas”. Está aí um exemplo e tanto de pãodurismo do nosso querido rei do futebol para o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para controlar o gasto público e colocar ordem na casa. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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CRESCIMENTO MODESTO

Acentua o próximo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que a meta fiscal de 1,2% do PIB foi atribuída para o ano de 2015 em decorrência do baixo crescimento da economia ocorrido no ano em curso. Cumpre ressaltar que, mesmo a modesta meta fiscal perseguida pode não ser conseguida, caso os agentes financeiros e de investimentos não se sensibilizarem com as novas propostas governamentais. Na verdade, tudo irá depender da confiança que o governo inspirar nos empresários e nas classes produtoras do País, cuja posição de cautela é clara e patente. A luta deste governo e do futuro será bastante árdua e deverá se pautar na clareza e na transparência, como forma de reconquistar a confiança perdida. O posicionamento populista assumido neste governo, no próximo, deverá ceder lugar a uma política não paternalista e plenamente desenvolvimentista, com cortes de gastos e outras economias não feitas até aqui.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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JOAQUIM LEVY

Como pode uma pessoa com o seu perfil assumir o Ministério da Fazenda de um governo que é comandado por um partido que produz e produziu o pior que pode existir na política. Quando V. Sa. arrumar as finanças do Brasil, eles lhe darão um pontapé no traseiro e, o pior, graças ao seu trabalho, vão se vangloriar de tudo o que foi feito, e corremos o risco de eternizá-los no poder, assim teremos então um governo bolivariano (democracia camuflada de ditadura), com censura à imprensa e liberdades cerceadas. Dou-lhe um conselho: desista dessa missão, volte para o Bradesco, deixe o Brasil afundar, é a única maneira de nos livrarmos do PT. Como é que V. Sa. pode aceitar esta monstruosidade que é mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias no apagar das luzes de 2014?

Antonio di Stasi antoniodistasi@yahoo.com.br 
São Paulo

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SAÍDA TRIUNFAL

Enquanto isso, no país da Petrobrás, vem o ministro Guido Mantega e declara em alto e bom som que “não houve crise para os pobres”. Nem para os pobres, nem para os aposentados, nem para os moradores de rua. Sr. ministro, a falta de sua sapiência será sentida.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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APOSENTADORIA

Nova expectativa de vida do brasileiro segundo o IBGE é de 74 anos. Proposta do Delfim Netto para aposentadoria, 75 anos. Não é genial?!
 
Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com 
São Paulo

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ATENDIMENTO DA PMSP

É um absurdo a burocracia que acontece neste país e na nossa Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP). Refiro-me neste caso, à isenção do IPTU para idosos com benefícios inferiores a 3 salários mínimos. No início de 2014, segui as instruções pelo site para conseguir a isenção. Arrumei os documentos e, chegando à Prefeitura, fui informado de que alguns procedimentos tinham mudado. Voltei, arrumei, consertei. Dei entrada no início do ano, e me pediram, na subprefeitura de Pinheiros, para aguardar 60 dias. Passado esse tempo, voltei lá, e fui informado de que aquele atendente tinha se enganado e que a espera seria de no mínimo seis meses. Passados seis meses, fui à Secretaria das Finanças, na Rua Pedro Américo, e lá me informaram que eu brevemente teria uma resposta, que era demorado mesmo e me disseram como deveria proceder para ser ressarcido dos valores pagos. Recebi uma comunicação, a seguir, de que eu tinha outros imóveis além daquele em que eu residia. Fui ao posto de atendimento, no Vale do Anhangabaú, e mostrei que tinha vendido duas garagens que possuía e que não tinha outro imóvel além do atual. Informaram-me como proceder. Entrei em contato com os novos proprietários e pedi que dessem entrada nas atualizações cadastrais. Eles o fizeram e disseram que levaria um tempo, de acordo com a PMSP, para atualizar. Voltei ao posto de atendimento do Anhangabaú e me informaram que o atendimento somente poderia ser feito por agendamento. Abro o site e lá vem aquela longa explicação sobre como proceder e para informar que o objetivo principal é melhorar o atendimento, simplificar e blá blá blá. Maravilha, terminei o cadastro. Surpresa: fiquei pasmo, é necessário imprimir um formulário de “solicitação de desbloqueio da senha web” e (atentem para o principal) imprimir o formulário, assiná-lo e (agora é de cair da cadeira) reconhecer firma e levá-lo a uma das praças de atendimento. Nunca escrevi nenhuma missiva reclamando de nada neste país, porque sempre fui diretamente resolver os meus problemas nas autarquias e demais órgãos públicos. Agora esta é demais! Por esta e outras sempre falta pessoal, tudo demora e o povo sofre. Melhor não me exprimir quanto aos meus sentimentos sobre a nossa burocracia.

Anton Rymkiewicz antonrym@hotmail.com 
São Paulo

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BRASIL, PAÍS DA BUROCRACIA

É impressionante como o Brasil é o país da burocracia e como o cidadão honesto é punido, espoliado e maltratado pelo Estado por aqui. Agora, a cada cinco anos, somos obrigados a fazer a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que antes tinha a validade de 20 anos. O passaporte também tem de ser renovado a cada cinco anos. Claro que essas renovações não são gratuitas. Ao contrário. São pagas e caras. Perdem-se precioso tempo, dinheiro e energia de vida com isso, enquanto o Estado embolsa mais uma boa grana dos cidadãos, que ficam indefesos e reféns da situação. Enquanto em outros países o cidadão é tido como honesto até prova em contrário, as coisas são muito mais simples, diretas, rápidas e baratas; no Brasil, ao contrário, o Estado faz de tudo para dificultar a vida dos cidadãos, exige 1.001 documentos, carimbos, guias, taxas e sempre presume a má-fé do cidadão, numa evidente inversão de valores. Tom Jobim acertou na mosca quando disse que o Brasil não era para amadores.  
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br  
São Paulo

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CNH

A partir de 1.º de dezembro, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou mais caro no Brasil. Isso porque o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que, para tirar a CNH, todo aluno terá de fazer 25 aulas práticas, 5 a mais do que previa a lei anterior. Eu acho estranho o sistema para obter a CNH: o que adianta aumentar o número de aulas, se os alunos só aprendem a mudar ou engatar as marchas de 1ª à 2ª e ré, e que as marchas de 3ª à 5ª não são permitidas nas autoescolas? Entendo que a maioria aprende a passar na prova, e não a andar corretamente no trânsito, onde muitos não sabem estacionar, outros não sabem andar em rotatórias ou em filas duplas, onde não têm noção de espaço, ângulos ou circunferências. A minha amada cidade de Sumaré é um exemplo de péssimos “habilitados”. Reflexão: o sistema de obtenção da CNH é igual a diploma de escola, mínimo de aprendizado ou conhecimento. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com  
Sumaré

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MOBILIDADE URBANA

A linha amarela do metrô de São Paulo teve sua construção iniciada há nove anos e ainda está em obras, sabe-se lá quando será concluída. A China iniciou em abril de 2008 e concluiu em novembro de 2010 (27 meses) uma linha de trem-bala de 1.318 km. E aqui, em São Paulo, a mobilidade urbana é uma prioridade. Imaginem se não fosse.  
 
Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com
São Paulo

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AUTOMÓVEIS DEMONIZADOS

Nosso prefeito, Fernando Haddad, insiste em que andemos de bicicleta ou de transporte público. Nem todos têm a disposição do prefeito para andar de bicicleta, e nem mesmo no transporte urbano nas condições atuais. Muita gente tem problemas de saúde e outras limitações físicas, outros não podem tomar sol, as mulheres profissionais que visitam dezenas de clientes diariamente e eu e muitos outros similares a mim, médicos, com 70 anos de idade ou mais. Bem, não é preciso explicar que para ir de nossa casa para o primeiro hospital, passar visita no segundo hospital e, depois, ir para o consultório, fica evidente nossa incapacidade de fazê-lo sem automóvel. Aliás, os médicos mais moços também precisam do automóvel, porque rodam muito mais, pela variedade de empregos que precisam ter para sobreviver. Consulte seu assessor de saúde, sr. prefeito. A sua insistência em “demonizar” o automóvel, forçando a população a andar de bicicleta ou a usar o transporte urbano, é óbvia. Está cortando a Avenida Bandeirantes com semáforos para bloquear mais o trânsito local. Na Avenida Santo Amaro, os semáforos entre a Avenida Helio Pellegrino e a Rua Alvorada estão totalmente “não sincronizados”. Na Avenida Irai, a faixa de bicicleta está vazia. Só motoqueiros passam por ela. Na Rua Alexandre Dumas, perto do Carrefour, também tem uma faixa vazia. E também na Rua Arthur Ramos, prejudicando claramente os comerciantes. Acredito que existam muitas outras ciclovias vazias. O prefeito bateu o recorde, colocando uma ciclovia na Avenida Duque de Caxias, com duas mãos, diminuindo drasticamente a circulação de automóveis. Haddad quer que os frequentadores da Sala São Paulo dirijam-se aos concertos de bicicleta? Temos concerto todos os dias da semana. Mande o subprefeito da região verificar. Temos muitos ricos em São Paulo que têm dois automóveis para evitar o rodízio. E só vão trabalhar com motorista, para aproveitar o tempo para falar ao telefone ou ler o jornal. Aliás, suas mulheres também usam o mesmo esquema. Isso quando não usam seguranças que os escoltam com dois carros: um na frente e outro atrás.
Nossa classe média é enorme. Anda de ônibus todos os dias, mas detesta. Os ônibus estão lotados, perdem um tempão na fila, tomam sol, chuva e, portanto, seu sonho é comprar um carro. Pelo menos para ir passear no fim de semana. Aliás, o partido político ao qual o prefeito pertence incentivou a venda de automóveis. Prefeito, pense um pouco. A ideologia, às vezes, bloqueia nossa mente.

Sérgio Bruschini sergiob@dualtec.com.br 
São Paulo

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TUDO CONTRA

É tudo contra os automóveis, e já está na hora de automóvel pagar IPTU, de tanto que ficam parados. Mais radar e, agora também, ônibus-radar para multar ainda mais os automóveis. E em contrapartida dessas novas multas, qual será o beneficio para os automóveis e o trânsito em geral? Eliminar a cobrança do IPVA poderia ser uma alternativa.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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FALTA PLANEJAMENTO

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não apagou a faixa de ciclovia da Praça Vilaboim, em Higienópolis, pura e simplesmente por pressão dos moradores. Aquela faixa ficava praticamente deserta não só durante a semana, mas também aos sábados, domingos e feriados. Isso é clara demonstração da falta de estudo adequado e de planejamento na implantação das faixas exclusivas. No afã de diminuir seu índice de rejeição e, seguramente, por pressões partidárias, o prefeito Haddad mete os pés pelas mãos e expõe cada vez mais a fragilidade da sua gestão.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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MAU EXEMPLO

Os agentes da CET, a exemplo dos demais ciclistas, pedalarão livremente pelas calçadas, colocando em risco os pedestres (23/11, A32)?

Eduardo Menezes Serra Netto decimoserranetto@uol.com.br  
São Paulo

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E A CALÇADA?

Eu gostaria de saber se o prefeito "poste" Fernando Haddad viu o serviço de porco que foi feito na Avenida São Luis. Simplesmente, pintaram de vermelho uma parte da calçada e implantaram uma ciclovia ali, mas será que eles não viram que o calçamento da avenida, há anos, carece de manutenção? Além dos buracos, quando chove, aquilo vira um sabão, tornando uma ameaça aos transeuntes. Conseguiram estragar o pouco do charme que ainda restava no local. Parabéns pela incompetência!

Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com 
São Paulo

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CADA UM NA SUA

Concordo que os ciclistas têm direito a circular em locais próprios. Os veículos flagrados circulando nas ciclovias serão multados. Gostaria de saber como os ciclistas serão multados nas infrações perigosas para eles quando circularem fora das faixas, inclusive ofendendo com gestos os motoristas?

João Quartim Barbosa jquartim@uol.com.br 
São Paulo

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LIVRES E PERIGOSOS

Acho interessante favorecer a locomoção pela cidade em bicicletas. Os ônibus estão uma tragédia, lotados, demoram a passar, os corredores são uma utopia com e esquema que “funciona” hoje. As aspas são para conotar que na verdade tal esquema não funciona. Já diversas tive problemas com ciclistas, pela calçada, na contramão e passando pelo sinal vermelho. Duas vezes quase fui atropelado, com minha neta, atravessando a Avenida Angélica e com sinal verde para pedestre! Noutro dia, um ciclista desceu a Angélica e atravessou o sinal vermelho na minha frente, no momento em que eu ia atravessar com o sinal verde para mim. Quanto mais gente usando bicicleta, maior a probabilidade de ocorrerem infrações. O problema é que não existe fiscalização e não existem meios de identificar a bicicleta. No entanto, enquanto os carros pagam impostos e estão sujeitos a multas pelos radares, o ciclista vai livre, livre de tudo pelas ruas. Por que não existe uma placa para identificar as bicicletas? Por que os usuários não devem ter algum treinamento para dirigir em locais públicos? Pode ser tudo simplificado, mas deveria existir! Falando nisso, é triste ver o gasto de tinta para pintar “faixas para ciclistas” numa quantidade significativa de ruas, tinta vermelha cor de partido execrável. Quanto dinheiro foi gasto nessa tinta, que poderá durar pouco, mas gerou muito dinheiro nas meias e em outros lugares? Levam a lugar nenhum, como a da Rua Piauí, que termina perto do Mackenzie, onde não há lugar nenhum para deixar as bicicletas. Aliás, que estudante ou quem usa bicicleta em tal rua? Ou é propaganda? É melhor não tocar muito nesse assunto.

Luiz Gonzaga Mezzalira avaliadorluiz@gmail.com 
São Paulo

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DA ITÁLIA AO BRASIL

Em alguns dias na Itália, país que não conhecia, deparei com um sem-número de bicicletas e poucos quilômetros de ciclovias pintadas, mas lá os ciclistas são respeitados. Relendo os jornais desde então, a polêmica continua e me sinto no direito de comentar o absurdo que está sendo feito aqui, em São Paulo. Moramos numa cidade/país sem a menor educação e cujo relevo não permite o real modo de transporte de bicicletas, a não ser se o ciclista for um atleta. Portanto, não desperdice dinheiro, caro prefeito. Quanto à educação, sua chefe petralha que o diga.

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br 
São Paulo 

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COMO É FEITO

Uma parte das críticas às polêmicas ciclovias de São Paulo não diz respeito à ideia em si, de ampliar a rede cicloviária e instalar na cidade um padrão modal de deslocamentos urbanos mais equânime e ambientalmente amigável. Critica-se, sobretudo, o "como" a Prefeitura está fazendo isso: às pressas, sem qualidade técnica e física e sem consultas locais. Não se sabe sequer aonde a cidade quer chegar em termos de transferência de viagens do automóvel para a bicicleta – o que seria a base e o norte de todo o projeto. Além disso, faz-se uso sem cerimônia do patrimônio público, e deste ousado Plano de Ciclovias, para uma mal disfarçada veiculação subliminar de mensagem político-eleitoral. A cidade, calçadas, árvores e postes estão sendo impiedosamente cobertos com um pesado vermelho mal pintado (um verde-amarelo clarinho cairia bem melhor em nossa árida paisagem urbana). O jornalismo tendencioso e os adeptos do "cicloativismo a qualquer preço", por sua vez, insistem em dizer que toda essa gritaria e as reiteradas críticas às ciclovias são fruto de uma suposta resistência aos avanços da nova política pelos "reacionários" apegados ao transporte individual motorizado. Mas alguém em sã consciência poderia ser contra ciclovias, quando bem implementadas?
 
Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 
São Paulo

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PEDESTRES SEM ESPAÇO

Depois de pintar faixas para bicicletas em ruas esburacadas, a Prefeitura de São Paulo agora inaugura ciclovias em calçadas estreitas e em ruas sem calçadas. Quando Fernando Haddad vai pedir para os pedestres ficarem em casa também?

Renata Barretto D’Angelo renatadangelo2009@gmail.com 
São Paulo

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RISCOS

Nunca havia presenciado de perto a realidade das avenidas com ciclovias em São Paulo, até dirigir numa quarta-feira de manhã pela Rua Vergueiro. Durante os 30/40 minutos em que estive no trânsito por ali, eu vi passarem três ciclistas. Ao mesmo tempo, um sem-número de motociclistas passaram por mim e estão agora tendo de lidar com uma via ainda mais perigosa para transitar, pois estão ainda mais próximos aos carros. Por sinal, eu vi também um choque entre uma moto e um carro, porém tudo ficou “apenas” no bate-boca. Tem cabimento priorizar tanto assim um meio de transporte, expondo tantos outros cidadãos a riscos? Não parece no mínimo muita burrice determinar tal prioridade a este meio de transporte, quando de fato ela não existe? Neste momento, essa ação expõe um sem-número de cidadãos (motociclistas) a um risco ainda maior do que eles já estavam habituados a ter. A integridade física de três ciclistas vale tanto assim? Mais ainda do que a de dezenas de motociclistas? Por que eles foram priorizados e os outros foram tão expostos? Não tem cabimento isso...

José Pedro F. Guimarães jpedrofg@gmail.com 
São Paulo

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BRICS E CICLOVIAS

China envia veículo à Lua; Índia envia com sucesso uma sonda a Marte, gastando R$ 178 milhões; a Rússia já é macaca velha no ramo. Entre os países em desenvolvimento, só a África do Sul e o Brasil ainda não saíram do chão. O preço do satélite indiano é equivalente a uma ponte de 500 metros no Brasil. Mas qual país tem mais ciclovias em sua maior cidade, atazanando a vida dos motoristas? É aqui, na terra do “nunca”. Nunca vi tantos incompetentes na administração pública.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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DÚVIDA

Há mais ou menos 20 dias foi implantada ciclovia em frente ao Shopping Continental. Interessante, passo lá todos os dias e até agora não consegui ver nenhuma bicicleta circulando no local. Assim, gostaria de perguntar: essa implantação é para uso no longo prazo ou será que o sr. Fernando Haddad é dono de alguma fábrica de bicicletas? Em tempo, acho que ele também deve ser sócio ou coisa parecida de alguma fábrica de radares.
 
Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com 
São Paulo 

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NAVEGAÇÃO

O aplicativo Waze, se bem usado, faz mais pelo trânsito de São Paulo do que as faixas do poste Haddad. E só não faz melhor ainda por causa do péssimo estado de conservação e identificação das vias secundárias da cidade. 

Geraldo Alaecio Galo ggalo10@terra.com.br 
Guarulhos

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CADÊ O ZELADOR?

Casa suja, bagunçada e mal cuidada, sinal de abandono, desleixo e descaso. Essas são as impressões que temos hoje da cidade de São Paulo. Um simples passeio de bicicleta num dia de domingo pela Avenida São João, em Santa Cecília e na Barra Funda, comprova: há montanhas de sujeira e entulho para todo lado (não há coleta de lixo nesse dia?!). Na Avenida Paulista, cartão-postal da cidade, as calçadas estão tomadas por ambulantes, hippies e cartazes de “amarração espiritual” nos postes. Então eu pergunto: onde estão os chamados subprefeitos, gerentes e fiscais da cidade?

Ricardo Acedo Nabarro ricnab@gmail.com  
São Paulo 

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HOMENAGEM

O governo paulista gastou mais de R$ 8 milhões para reformar o Obelisco que homenageia os soldados constitucionalistas mortos, e, para os soldados constitucionalistas que ainda estão vivos, ou suas viúvas, os homenageia com o pagamento mensal de R$ 720,00. Por que não lhes dar uma pensão mais digna para poderem viver com maior conforto seus últimos anos de vida, sem precisar do auxílio de parentes ou amigos? 

Neide Gumbis de Souza Belluco neidebelluco@ig.com.br 
Piracicaba

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BRASIL NÃO ESTÁ PRONTO PARA GANHAR

Taylor e Fayol vêm para colocar regras aos avanços do capitalismo. O homem vira "cobaia" e começa a sofrer tortura da máquina industrial, tornando-se robô, agindo por repetição e perseguindo tudo o que pareça "porca e parafuso. O tradicional Clube de Regatas Tietê funcionou por 105 anos na Avenida Santos Dumont, 843. Fundada em 6 de junho de 1907 por um grupo de imigrantes portugueses para a prática de remo no Rio Tietê, a agremiação foi obrigada a encerrar suas atividades de forma dramática, por dívidas com o município. Houve reintegração de posse da área ocupada pela Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Recreação. O Clube de Regatas Tietê levou delegações a Olimpíadas e sediou o treinamento de atletas como a tenista Maria Esther Bueno (tricampeã mundial de Wimbledon em 1959, 1960 e 1964) e os nadadores Maria Lenk (recordista mundial dos 200 e 400 metros de nado peito) e Abílio Álvaro da Costa Couto (recordista mundial da travessia do Canal da Mancha), bem como o remador tricampeão brasileiro Juarez Malavazzi (1959, 1960, 1962). A agremiação abrigou a primeira piscina olímpica da América Latina e um dos maiores tatames latino-americanos para a prática de judô. Em sua sede, havia instalações em medidas oficiais para a prática de 23 modalidades desportivas. Em seu parque aquático havia "cinco piscinas", duas com medidas olímpicas, uma balneária, uma infantil e uma coberta e aquecida. Sua estrutura contava, ainda, com academia de ginástica, seis quadras abertas e uma coberta, três ginásios (ginásticas olímpicas, vôlei, basquete e futebol de salão), sete quadras de tênis, campo de futebol, pista de atletismo, sala de esgrima e salão social. Rio 2016, o que esperar? São Paulo é um município imediatista, desperdiça um espaço deste, que poderia se transformar num centro de treinamento de excelência, destrói piscinas, constrói pistas de corrida "sintéticas" e a pergunta que fica é: Por que o Brasil não é uma potência olímpica? Talvez a resposta venha da mesma forma de por que os paulistanos estão com aversão às ciclofaixas e às faixas de ônibus

Lucimar Malavazzi Penteado lucimar.mpenteado@gmail.com 
São Paulo

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RESTRIÇÃO NACIONAL AO FUMO

Começou a vigorar na quarta-feira (3/12) rigorosa restrição nacional ao fumo. Com a Lei 12.546, aprovada em 2011 e regularizada este ano, passa a ser proibido consumir cigarros, charutos, cachimbos, cigarrilhas, narguilés e similares em restaurantes, bares, clubes ou qualquer lugar de uso coletivo, mesmo que exista no ambiente uma separação por parede, divisória ou teto. Enfim, acabam os chamados fumódromos. Fumar, só na rua ou em casa, sem correr o risco de o estabelecimento ser multado ou perder a licença de funcionamento e pagar multa pesada, que pode chegar a R$ 1 milhão. Não é segredo que o tabagismo é uma doença crônica e perigosa e representa hoje a maior causa de morte evitável em todo o mundo – no Brasil 200 mil pessoas morrem todo ano. Parece absurdo, mas, mesmo com a disseminação dessa informação assustadora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ainda exista aproximadamente 1 bilhão de fumantes espalhados pelos cinco continentes. O fumo está relacionado com cerca de 50 tipos de doenças. No caso do câncer, ao redor de 30% das mortes são atribuídas a tumores ligados ao tabagismo. O cigarro, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não está relacionado apenas ao câncer de pulmão. Estudo recente mostrou que os maiores índices de tabagismo foram encontrados entre os pacientes dos setores de urologia e de cirurgia torácica, com 47% e 45% do total de atendidos, respectivamente. Entre homens, o índice é ainda mais impactante, com 61% de fumantes. Apesar de as estatísticas ainda serem estarrecedoras, é fato que o Brasil já avançou muito na luta contra o fumo. No período de 20 anos milhares de pessoas deixaram o vício. A lei que proíbe a propaganda de cigarros na mídia foi outra vitória importantíssima para o País, que extinguiu a promoção nos veículos de comunicação e em locais públicos. A indústria do cigarro também foi derrotada quando impedida de divulgar seu produto em eventos esportivos, o que, convenhamos, caminhava na direção contrária do que o esporte representa para a saúde. Uma coisa tem sido fundamental para chamar a atenção de quem fuma: as imagens de alerta nos maços e nas carteiras de cigarros sobre os riscos da saúde ligados ao tabagismo, como infarto agudo do miocárdio, câncer, trombose, aborto e impotência sexual, entre outros, também contribuíram para a conscientização de nossa sociedade, quando milhares de pessoas abandonaram o vício de fumar, deixando de consumir a droga que tanto incomoda e prejudica fumantes e não fumantes. Esperamos uma exemplar e rigorosa fiscalização da norma pelas autoridades, para que não caia na mesmice, no ostracismo de sempre.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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A LEI VAI PEGAR?

Veto ao tabaco passa a valer em todo o País, mas como no Brasil as leis não são cumpridas, pois somos um povo acostumado com o famoso “jeitinho brasileiro”, mesmo sendo proibido, o povo continua levando fumo. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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FISCALIZAÇÃO

A entrada em vigor – finalmente! – da lei antifumo com abrangência nacional é muito bem-vinda, mas, como sempre, sem uma boa fiscalização, não vai pegar. Aqui, em Pouso Alegre (MG), a proibição de fumar em bares e restaurantes é ignorada na maioria dos estabelecimentos, com a total conivência dos funcionários e proprietários. E não adianta ligar para a prefeitura ou para a PM. Sempre respondem que não há recursos para fiscalização. Em São Paulo, em terminais de ônibus há avisos, mas ninguém obedece. Do Terminal Tatuapé, por exemplo, já fiz várias reclamações no telefone 0800 771 3541 (protocolos P15508405500, em 16/7/2010; R36179616140 em 3/9/2010; r40208382674 em 16/4/2011). Qualquer pessoa que transitar por lá vai ver que reclamar é perder tempo.
 
Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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O FUTURO DO MUNDO

Um aumento de um ou dois graus na temperatura média da Terra, que hoje é de 15 graus Celsius, seria suficiente para transformar o mapa agrícola do planeta. Três graus a mais nos oceanos duplicariam o número de furacões. Cientistas alemães e americanos divergem quando os primeiros dizem que a humanidade será a principal responsável pelo aquecimento global. Para os americanos, não há uma prova científica definitiva das relações entre a produção humana de gases do efeito estufa e mais calor no planeta. O mundo industrial, pouco mais de 200 anos atrás, respirava 590 bilhões de toneladas de carbono. Há uma previsão de que no ano 2100 as 760 bilhões produzidas na década de 1980 dupliquem. Maior consumo de energia significa lançar mais gases carbono e, neste quesito, na América do Norte o consumo é sete vezes maior que a média mundial. Diferentemente do que se pensava, as erupções vulcânicas não são vilãs na história. Os vulcões lançam aerossóis que ficam suspensos na atmosfera e amenizam o efeito-estufa. O aumento do CO2 na atmosfera está diretamente ligado ao aumento da atividade econômica dos países. Se aumentar a atividade industrial, o bicho pega. Se ficar estagnado (como num país da América do Sul), o bicho come. “Não há nada de justo ou de injusto que não mude de qualidade ao mudar o clima” (Blaise Pascal).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

As diversas prorrogações da permanência das Forças Armadas no Complexo da Maré, além de ferirem as normas do emprego das Forças Armadas em operações de garantia da lei e da ordem, que devem ser por tempo bem determinado, caracterizam que o Estado do Rio de Janeiro não dispõe dos meios de pôr termo ao grave comprometimento  da ordem pública, requerendo a intervenção da União no  Estado, conforme estipula o artigo 34 da Constituição federal.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com 
Rio de Janeiro

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TRISTE SINA
 
A violência sem fim, nunca antes vista na história deste país, já de muito tempo estava a exigir do governo federal uma vigorosa política pública de segurança. Que se aplique o remédio prescrito na Constituição, posto sob o título da "Defesa do Estado e das Instituições Democráticas". A vida humana é coisa por demais sagrada para ficar apenas nas mãos dos governos estaduais, ou do jeitinho nacional. Precisa-se de verdadeiros estadistas, coisa rara no atual governo. Pelo andar da carruagem, agora agravado pelo extermínio sistemático de policiais, o morticínio de brasileiros, desgraçadamente, vai continuar. Triste sina.
 
Rui da Fonseca Elia ruielia@terra.com.br 
Rio de Janeiro
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