Fórum dos Leitores

COMISSÃO DA VERDADE

O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2014 | 02h04

Novos trabalhos

A Comissão da Verdade terminou os trabalhos com relatório entregue à Nação. Creio que muita coisa importante possa sair daí. Já agora podia aproveitar e iniciar diligências para apurar casos mais recentes, como os mal esclarecidos assassinatos dos prefeitos do PT Antônio Costa Santos, de Campinas, e Celso Daniel, de Santo André, mais o caso do "acidente" fatal do candidato à Presidência Eduardo Campos. Acho que a ideia da comissão tem seu valor, mas atirar pedras no passado, descobrir culpados que já morreram não tem sentido. E se vierem com a ideia de mais indenização para vítimas da ditadura, a comissão perde sua credibilidade e abre perigoso precedente para desvios (ainda mais) de dinheiro público.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Fraqueza

Ao assistir à presidente da República chorando na Comissão da Verdade me veio à lembrança o que ela disse outro dia sobre Marina Silva: "Presidência não é para os fracos"...

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Espetáculo midiático

Antecipando-se à entrega oficial do relatório da Comissão dita da Verdade à presidente da República, cópias foram distribuídas aos jornalistas, com embargo de 48 horas, de modo a garantir ampla repercussão do evento na mídia. Pautas foram preparadas com antecedência. A cerimônia oficial, antes reservada, teve de se tornar pública, posto que as informações "vazaram"... Mas será que a opinião pública comprou mesmo o espetáculo? Ou continuam todos mais preocupados com o descontrole das contas públicas e as consequências para o seu dia a dia, e também se o petrolão será apurado e os responsáveis, punidos, devolvendo os recursos apropriados?

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Sob o domínio do medo

Muito próprias as colocações do general Rômulo Bini Pereira (O princípio do contraditório, 10/12, A2). Só quem viveu nos anos 1960/1970 pode falar sobre o clima mundial da época, de crise entre as grandes potências, que quase nos levaram à guerra nuclear. Pergunto se alguém já leu alguma coisa sobre a Revolução Cultural proletária na China de Mao Tsé-tung e Lin Piao, quando milhares foram sacrificados em nome de uma ideologia transformadora da sociedade. Que modelos inspiraram os "revolucionários" que dizem ter lutado pela democracia e faziam treinamento em Cuba? Lembrando também a intervenção cubana na África. Vivíamos uma guerra não declarada entre capitalismo e comunismo e sob o domínio do medo. Era esse o regime que as esquerdas queriam implantar no Brasil. Estudei na USP na década de 70, fui barrado várias vezes na saída do câmpus pela Polícia do Exército e nunca fui destratado. Não podemos transformar a verdade, houve erros de ambos os lados, não podemos condenar só um. Se queremos passar nossa História a limpo e deixar um legado de conhecimento para o futuro, é melhor que a verdade não seja parcial.

JOSÉ ANTONIO MOREIRA

rsbrasil@real-soft.de

São Paulo

OBELISCO DE 1932

Democracia paulista

Indiscutivelmente, o mais importante monumento de São Paulo é o Obelisco-Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no Ibirapuera. Como bem disse o governador Geraldo Alckmin por ocasião de sua reinauguração, após restaurado, "esse é um dos monumentos mais fundamentais da História paulista (...) com o próprio sangue foi firmada a aliança perpétua entre o nosso povo e o regime democrático". Non ducor duco.

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

PETROLÃO

Pau-mandado

Vergonhosa a atitude do ainda ministro da justiça (minúsculas mesmo) José Eduardo Cardozo após tomar posição quando do pronunciamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pedia a demissão de toda a diretoria da Petrobrás, declarando aos jornalistas presentes haver "indícios veementes de corrupção na Petrobrás e quem ainda não foi demitido será". Sua chefa deve ter ficado mordida de raiva diante da concordância de seu subalterno com a fala de Janot. Pouco depois Cardozo, como pau-mandado, convocou a imprensa e fez a defesa da presidente da Petrobrás, que já deveria ter recebido o bilhete azul, e dos demais membros da diretoria da estatal, num papel humilhante de mero office-boy, e não de um verdadeiro ministro da Justiça. Cardozo, pede pra sair!

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

Paladino 'lullopetrolífero'

A "defesa" do ministro da Justiça atesta, confirma e reitera que a administração da Petrobrás é mesmo e de fato caso de polícia.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Janot no Pronatec

A peitada histórica que o procurador-geral da República deu na presidente Dilma só pode significar que ele tem elementos que sustentem suas afirmações. Cometer a heresia de falar da companheira Graça Foster, colocá-la no mesmo balaio que os criminosos presos no escândalo da Petrobrás, onde já se viu?! Ou Rodrigo Janot se garante ou vai ser mandado direto para o Pronatec mais próximo para arrumar outro emprego.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

Tolerância

Quanto tempo será que Joaquim Levy vai aturar a interferência da presidente Dilma Rousseff na área econômica?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Enchente

Com a chuva de ontem a zona leste ficou debaixo d'água, muitos moradores foram prejudicados. E a Prefeitura pintando faixas nas ruas... Excelente administração, sr. prefeito lata de tinta!

CARLOS ALBERTO DUARTE

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

Indústria da multa

Quem não se emociona ao ouvir o badalar dos sinos das igrejas, um sinal de glória, não tem Deus no coração! Agora, multar a Paróquia São João Maria Vianney por ter excedido o toque em 16 segundos é, no mínimo, ridículo.

PEDRO FELICE PERDUCA

pfperduca@terra.com.br

São Paulo

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O RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE

Dilma Rousseff chorou quando recebeu o relatório da Comissão Nacional da (meia) Verdade. Porém nele não constam os assassinatos de militares, inclusive de um capitão do Exército americano, do qual Dilma foi cúmplice; os assaltos a banco; os sequestros; o terrorismo e outros tipos de crimes. Eu conheci pessoalmente Noracildo Martins de Oliveira, que era caixa de um Banco Itaú em São Paulo e que sofreu um assalto praticado por Dilma, quando ela quis matá-lo por ser “um burguesinho”, no dizer dela. Só não o matou porque seus companheiros não deixaram. Como consequência desse terror a que foi submetido, ele não teve mais condições de trabalhar naquela função. Foi transferido para Guaxupé, onde pouco tempo depois faleceu. Deixou três filhos pequenos e esposa. Estes nunca receberam nenhum tipo de ajuda, como os bandidos do outro lado receberam e recebem.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas  (MG)

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RESPONSABILIZADOS

O “colegiado” da Comissão Nacional da Verdade responsabilizou 377 agentes de Estado, a serviço, “por violações na ditadura” – que não aconteceu, o que houve foi um regime militar para livrar os brasileiros de um regime comunista. A presidente Dilma Rousseff diz que “a verdade não significa revanchismo”. Então é por isso que mente tanto? Estamos vivenciando idêntica situação ou muito pior do que àquela época. É o que o atual desgoverno do PT/PMDB e aliados quer nos impingir. Nos últimos anos, “torturam” o povo brasileiro de maneira vergonhosa, além da enorme roubalheira do erário e do patrimônio público, o que também mata inúmeros cidadãos. A estatística mostra que a cada dez minutos um brasileiro é assassinado hoje. Querem mais?

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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SOFRIMENTO

Não consigo avaliar a intensidade do sofrimento experimentado pela presidente Dilma durante seu discurso ao receber o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, mas imagino que deve ter sido terrível. Será que também se lembrou dos ideais que a levaram à luta armada e que, em nome da governabilidade, foi obrigada a conviver com alguns de seus antigos “algozes” (Sarney, Maluf, Delfim) e a suportar o mar de lama em que se transformou a área pública brasileira?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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OPORTUNIDADE JOGADA FORA

O chororô deve ser de arrependimento, provavelmente por ter participado desse enfrentamento, nos duros anos da ditadura, como se expressam os nobres defensores da causa, e ter conseguido chegar ao poder e deixar a Nação em frangalhos, como assistimos hoje. Se pela luta armada nossa “presidenta” perdeu anos de sua vida, com certeza a oportunidade que lhe foi oferecida não justificou tal desempenho.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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AOS PRANTOS

A presidente Dilma chorou ao ler o relatório da Comissão Nacional da Verdade. Gostaria de saber se ela chorou quando viu o relatório sobre as investigações da roubalheira na Petrobrás. Gostaria de lembrá-la de que milhares de brasileiros que aplicaram seu suado dinheirinho do FGTS na Petrobrás estão se esvaindo em lágrimas pelo prejuízo de mais de 90% que estão tendo por causa do assalto que petralhas e companhia limitada levaram a cabo na empresa. Que tal, agora, a presidente trabalhar em assuntos mais importantes para tentar tirar o Brasil da lama em que seu governo o colocou, em vez de perder tempo com fatos ocorridos há 50 anos?

Sérgio Luís dos Santos sersan@netpoint.com.br

São Paulo

 

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COERÊNCIA

 

As lágrimas da presidenta Dilma não convencem, pois ela não se pronunciou contra a matança de estudantes em Caracas, por exemplo, e apoia o presidente Nicolás Maduro. Com relação a Cuba, apoia a mais antiga ditadura, que matou dezenas de milhares de cubanos que não concordavam com ela, isso sem falar no retrógrado Foro de São Paulo, ideia de Lula e de Fidel Castro para transformar a América Latina numa grande ditadura à cubana. Coerência, dona Dilma.

 

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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AS FACES DA MOEDA

A Comissão da Verdade revelou nominalmente os responsáveis envolvidos no assassinato do jovem soldado Mário Kozel Filho, morto à bomba na entrada do quartel general em São Paulo na noite de 26 de junho de 1968? Imaginando que a luta entre os militares e os guerrilheiros fosse representada por uma medalha, surge a pergunta: qual das faces da medalha foi examinada por essa comissão tendenciosa: a cara, a coroa? Ambas, com certeza, não foram. Com a revogação da Lei da Anistia, para que a Justiça seja feita, é preciso que sejam investigados e penalizados os torturadores e assassinos que atuaram do lado da ditadura militar e os que cometeram crimes do lado da guerrilha de esquerda. Caso contrário, a Comissão da Verdade deve ser rebatizada com o nome do que realmente representa:  Comissão da Vindita.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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LEMBRANÇAS AMARGAS

Dilma chorou ao receber do “cumpanhero” Pedro Dallari o relatório da Comissão da “Inverdade”. Nenhum terrorista comunista foi convidado para a cerimônia. Talvez se tivessem sido convocados esses “heróis” que queriam implantar a democracia cubana por meio das armas no Brasil, Dilma tivesse se lembrando da sua época na luta armada e teria chorado muito mais.

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br

Taubaté

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CHORO

Vejo a presidente chorando (hipocritamente) pelos torturados. Mas não há notícias nem dos militantes quando ela praticava os mesmos atos contra pobres civis e militares.

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

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O OUTRO LADO

A chamada Comissão da Verdade – conveniente – poderia ampliar seu profícuo trabalho incluindo aqueles supostos combatentes contra a ditadura que também mataram, roubaram e aqueles que se serviram do regime militar ao conforto pessoal, como Lula, informante do Dops. E ainda sem prejuízo de incluírem os ladrões e cúmplices do petismo que se instalaram em empresas como a Petrobrás. Assim, tal qual Dilma, será a nossa vez de chorar, de alegria.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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DESCRÉDITO

É difícil de precisar o que mais falta aos membros da Comissão da Verdade: vergonha na cara ou coragem. Pretender reescrever a história, esquecendo todas as atrocidades praticadas pelos grupos terroristas contrários ao regime militar, desacredita por inteiro o trabalho que realizaram. E, convenientemente, lhes poupa apontar Dilma Rousseff como líder de um daqueles bandos criminosos.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@ig.com.br

São Paulo

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REVANCHISMO NUNCA MAIS

Quantas mães, pais, filhos, irmãos, esposas de militares, civis e até de estrangeiros mortos no combate ao terrorismo comunista dos anos 60 e 70 choraram e ainda choram a perda dos seus amados em cumprimento do sagrado dever de defender a Nação brasileira? Quantos cidadãos e cidadãs brasileiras chorariam agora, se esses heróis não tivessem defendido a Pátria da investida comunista financiada pela extinta URSS? Sou brasileiro democrata com muito orgulho, com muito amor. Sem o terrorismo comunista não haveria a ditadura militar, ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil republicano e democrata. Revanchismo nunca mais.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Vicente 

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‘O PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO’

Leiam e divulguem o desabafo do general Rômulo Bini Pereira (“O princípio do contraditório”, 10/12, A2). Agora teremos a oportunidade de saber dos “delação premiada”, guerrilheiros de mãos erguidas (a esquerda), e hóspedes da Papuda o que fizeram para serem presos e soltos “com vida”. Que sejam detalhados todos os diferentes  crimes – mais de 200 – perpetrados por essas organizações de esquerda nos anos do regime militar. Alvíssaras ao general R1 pela coragem de falar.

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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HISTÓRIA DISTORCIDA

Mais uma vez o general Rômulo Bini Pereira nos presenteia com uma verdadeira aula de História e Justiça em seu artigo de ontem. É incrível que alguns segmentos da imprensa e da sociedade se mantêm obcecados em encontrar "culpados" a qualquer custo, sem ao mesmo tempo mostrar o que os ditos "perseguidos" fizeram. Mais um episódio da nossa história que é distorcido e utilizado como trampolim para a promoção pessoal de poucos, em detrimento da desconstrução da imagem de uma classe. Algo ridículo e covarde.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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SEGUNDA COMISSÃO

Sobre o artigo do general Rômulo Bini Pereira: mais uma vez uma alta figura de nosso Exército, de forma tranquila e sensata, mostra para nossa população a posição de nossas Forças Armadas. Num artigo sereno e elucidativo, o insigne militar diz tudo o que desejamos: uma segunda Comissão Nacional da Verdade. Nada mais do que isso.

José Carlos Moraes Alvarenga cap.alvarenga@hotmail.com

Peruíbe

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DIREITOS HUMANOS?

Sobre o artigo 4.º da Constituição federal, inciso II, da “prevalência dos direitos humanos”: qual direito humano tiveram as pessoas que sofreram com ataques covardes com bombas ou quem estava nos aviões sequestrados e desviados? Ou, ainda, quem morreu com um tiro na cabeça covardemente? Artigo 5.º, XLIX, inciso LV: “são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”. Qual foi a defesa que os militares tiveram? Só vale a palavra dos guerrilheiros... Uma pergunta que não quer calar: por que, no meio de toda essa corrupção no Brasil, a maioria é praticada pelos antigos combatentes comunistas?

Roberto Tavares robertocps45@hotmail.com

São Paulo

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GUERRILHEIROS

Esperemos que com o fim dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade os jornais passem a dedicar seus espaços nobres a assuntos mais urgentes e importantes para a vida do povo brasileiro, como a nossa combalida economia e a corrupção que grassa em nosso país, por exemplo. Vamos deixar que os livros de História tratem desse assunto e que fiquem à disposição de quem por ele se interessar. Só uma correção: foram incluídos na lista de mortos pela ditadura dois novos guerrilheiros, e não dois estudantes. Estudantes encontravam-se estudando em escolas ou universidades. Quem estava combatendo era guerrilheiro.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PETROLÃO – NINGUÉM AGUENTA MAIS

Até o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, conhecido pela comunicação serena, afirmou estarrecido que o nível da corrupção no País é alarmante e que urge a troca de toda a diretoria da Petrobrás. Essa é também a indignação da nossa sociedade, ao perceber que a estatal de petróleo vem sendo administrada por dirigentes em sua maioria vis, indicados pelo Planalto. E não adianta o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sair a campo, como fez após as declarações corajosas de Janot, para defender a presidente da Petrobrás, Graça Foster. Se a presidente da estatal não sujou suas mãos com os desvios de recursos da empresa, de R$ 10 bilhões, ao menos boa parte desta bandidagem oficial ocorreu durante a sua administração. Isso posto, Graça não está apta a continuar no cargo.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ULTIMATO DO PROCURADOR

Como perguntar não ofende, gostaria de saber, afinal, o sr. José Eduardo Cardozo é o ministro da Justiça do Brasil ou porta-voz do governo Dilma Rousseff, garoto de recados do PT ou, ainda, advogado dos executivos da Petrobrás que praticaram a avalanche de escândalos nunca antes vista na história? Não é a primeira vez que o ministro vem a público fazer a defesa do indefensável, querendo tapar o sol com peneira, como se essa gente do atual governo fosse ingênua para não ver nada da roubalheira que na Petrobrás se praticava há muitos anos. No mínimo, foram coniventes com os erros lá praticados por diretores. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi lacônico ao dizer que não haverá jeitinho ou perdão para os envolvidos no assalto aos cofres da Nação, e que todos irão sofrer o peso da mão da Justiça aqui, no Brasil, e nos Estados Unidos. Há tempos a sociedade brasileira se vê enojada, indignada pelas falcatruas e denúncias de corrupção que quase todo dia vêm fazendo parte do noticiário policial envolvendo políticos, funcionários públicos e empresários. Chega, não suportamos mais!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Em que planeta vive o ministro da Justiça, o sr. José Eduardo Cardozo, ao defender, a mando da presidente Dilma, a diretoria da Petrobrás? A sra. Graça Foster, se sabia das ilicitudes diversas, teria de tomar providências enérgicas, sob pena de conivência com os malfeitos. Se não sabia (pouco verossímil) de todos estes fatos – rombos gigantescos, contratos fraudulentos sem licitações, corrupção desenfreada, etc. –, é incompetente e deveria se afastar do cargo, espontaneamente. Sr. ministro, o que não faltam são indícios de corrupção, e fica impossível desconhecê-los, estando à frente da empresa.

Walter Lúcio Lopes wll@uol.com.br

São Paulo

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RESPONSÁVEIS

Graça Foster está para os acionistas da Petrobrás assim como João Vaccari Neto está para os mutuários da Bancoop...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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OS RATOS E O QUEIJO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse em discurso que corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere. Concordo plenamente com o procurador, mas quem é o maior culpado por toda a quadrilha que assalta os cofres públicos estarem fora da cadeia? Não são nossas leis e a bondade de procuradores e ministros que engavetam os crimes? Tivessem todas as pessoas tratamento igual ao que reza a Constituição, as cadeias estariam superlotadas de colarinhos brancos. Ou, na pior das hipóteses, os exemplos de punição serviriam para que outros bandidos temessem a Justiça. O caso da Petrobrás ilustra como caminha a impunidade no Brasil. É um crime que pessoas inescrupulosas estejam à frente da estatal. Nas primeiras denúncias apuradas na Operação Lava Jato já era para toda a diretoria ser afastada e deixar que as investigações tivessem êxito. Mas os ratos continuam roendo o queijo, enquanto se fala em armar ratoeiras. Pobre Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LEÃO DE CHÁCARA DO PARTIDO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, precisa parar de agir como advogado de defesa do PT. Dizer, a esta altura do campeonato, que "há fortes indícios de corrupção na Petrobrás" ofende a inteligência do brasileiro médio, que está há meses assistindo ao maior escândalo de corrupção da história do País. É preciso afastar e prender os corruptos, mas também tem de afastar e punir os incompetentes dirigentes que não viram a avalanche de dinheiro saindo dos cofres da empresa, a começar pela primeira companheira, a presidente da Petrobrás, Graça Foster.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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POÇO SEM FUNDO

Não compactuo com as empreiteiras e acho que seus dirigentes devem pagar por condicionar trabalho com roubo aos cofres públicos. Mas o governo condicionar liberação de verba das empreiteiras contratadas a “delação premiada” não tem classificação. Quem denunciar os verdadeiros mandantes deste assalto à Petrobrás não receberá pelo serviço prestado nas obras em andamento. Não falta mais nada. Já compraram o Congresso e agora deixam milhares sem salário, caso os empreiteiros deem com a língua nos dentes? Não existe mais fundo para este poço mal cheiroso de malandragem e descaramento. Se for para amargar cadeia, que todos sigam junto. Doa a quem doer. Seja trabalhador, seja empresário, mas o que não pode mais é deixar livre esses ladrões do dinheiro público do PT, PMDB e PP. Pelo bem do Brasil, precisamos de um Roberto Jefferson das empreiteiras.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LULA

Nesse momento do Brasil “convulsionado”, como disse o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pergunto: onde está Lula? Por que anda tão quieto e omisso?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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RESPONSÁVEIS PELO PETROLÃO

A corrupção é resultado de atos programados de agentes públicos e privados que visam, normalmente, a enriquecer com o dinheiro que é do povo por direito. No Brasil redemocratizado, a farra parece não ter fim. Primeiro veio o mensalão, que demonstrou a opulência imoral das relações políticas. Depois, surge o caso da Petrobrás, um atentado cujas cifras ultrapassam a casa dos bilhões. Aliás, o escândalo foi utilizado incessantemente como factoide eleitoral durante a campanha de 2014. Até onde se sabe, Dilma não aparece nas investigações, diferentemente do que afirmaram certos veículos de imprensa, quando sedimentaram o conhecimento do esquema por parte dela e de Lula. Os críticos ponderam outro aspecto: a incipiência com que a presidente e o PT têm combatido os corruptos, afinal, os dois maiores registros no País aconteceram durante governos do partido.

Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br

Porto Alegre

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BLINDADOS

O que atinge mais diretamente os brios do brasileiro, um banho de bola com uma goleada de 7 a 1 para os alemães ou a notícia de que a maior empresa estatal do País e uma das maiores do mundo está sendo processada nos Estados Unidos por declarações falsas e enganosas aos acionistas, ao não divulgar o esquema multibilionário de corrupção, suborno e lavagem de dinheiro que existe desde 2006 na companhia? O escritório de advocacia norte-americano observa que as ações da Petrobrás caíram de US$ 19,38, em 5 de setembro, para US$ 10,50, em 24 de novembro. Um advogado comentou que, além de correr o risco de perdas milionárias em indenizar a investidores estrangeiros, a empresa pode ser alvo de uma enxurrada de ações do mesmo tipo. Quando afirmam os acionistas que foram enganados no esquema de corrupção, os americanos estão nos chamando de trapaceiros. Cabe à outra parte provar o contrário. Na ação proposta pelos americanos, é mencionado que este esquema funciona desde 2006. Aí vem a pergunta que sufoca, se não for feita: José Sérgio Gabrielli, Dilma Rousseff e Maria da Graça Foster sempre estiveram em cargos de decisão dentro da empresa, sempre foram responsáveis pelo que ocorria nos negócios, então por que até agora se mantêm blindados sem que uma gota de óleo neles respingue? Mistérios da meia-noite, que só o absolutismo bolivariano responde.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MIDAS ÀS AVESSAS

 

Diz o dito que o melhor negócio do mundo é uma petroleira bem administrada e o segundo, uma petroleira mal administrada. Mas parece que a máxima vale para os outros. Aqui, no país das jabuticabas, o barril que vale ouro mesmo é o de chope. Assim é que a Ambev, produtora de bebidas, há muito desbancou nossa Petrobrás, com valor de mercado de R$ 251,2 bilhões. Já a antiga “joia da coroa” vai, paulatinamente, perdendo terreno na esteira da queda dos preços do óleo, da péssima administração, do intervencionismo desastroso e dos escândalos produzidos “interna corporis” na estatal – como este agora, o “petrolão”. Em queda livre, seu valor em Bolsa acaba de ser igualado pelo Bradesco (R$ 153,9 bilhões). E já havia sido superado pelo Itaú Unibanco (R$ 191,7 bilhões). Em condições normais, a Petrobrás já haveria de ter quebrado, mas, como tem um bom “avalista” (o Tesouro Nacional), ela se sustenta e vai levando – sabe-se lá até quando. É, hoje, a corporação mais endividada do mundo, malvista no mercado em razão de sua precária governança corporativa, perdendo posições nas agências internacionais de “rating” e com seus papéis em queda livre na Bolsa. Castelo Branco dizia que a esquerda é boa para duas coisas: promover manifestações de rua e desarrumar a economia. Estando o PT (esquerda) no poder, não admira o que esteja acontecendo com o Brasil e suas estatais. O partido de Lula provou que possui o “toque de Midas” às avessas: tudo em que põe a mão deteriora. Por que a Petrobrás seria exceção?

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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TRISTE LEGISLATIVO, TRISTE JUDICIÁRIO, TRISTE PAÍS

O caso Petrobrás nos dá oportunidade de sentir imensa vergonha. Uma legislação que não garante o ressarcimento de perdas para os acionistas, mesmo diante das falcatruas que a famigerada empresa permitiu, claro que com a conivência da petralhada. Um Judiciário que não julga as coisas com celeridade devida nem com a isenção devida. Resultado: entidades e pessoas brasileiras recorrem à Justiça americana para tentar reaver seus prejuízos. Lamentável!

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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O DISCURSO DA PRESIDENTE

Dona Dilma Rousseff, com a sem-cerimônia de um currículo que inclui fé petista, roubo à mão armada, assalto a bancos e invasão e roubo de domicílios, afirma que tem “uma vida inteira que demonstra meu repúdio à corrupção”. Fico no aguardo das declarações de Marcola... 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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CONSULTORIA DIRCEU – CAMARGO CORRÊA

O ex-detendo José Dirceu só deu consultoria, depois de fazer parte do governo, a empresas que conseguiram contrato com estatais e/ou a Petrobrás. Antes, nunca ganhou dinheiro com isso. O PT recebe doações, dizendo serem legais, do mesmo tipo de empresas. O dinheiro que o doleiro Alberto Youssef mandou para a cunhada de João Vaccari Neto ela nega ter recebido e diz não ter relações de amizade com ele. Só os petralhas descobriram a América da corrupção. Al Capone (EUA) e PC Farias eram trombadinhas perto dos petralhas.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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REPÚBLICA SINDICAL CORRUPTA

Será que não se deram conta de que Lula montou um sindicalismo corrupto na República brasileira? Faz o que quer, como sempre fez o que quis quando era sindicalista. Ele e seus filhos estão ricos. Zé Dirceu, de novo, surge nos escândalos de corrupção. Faltam abrir as outras caixas pretas, como a Eletrobrás, a Caixa Econômica Federal (CEF), o Banco do Brasil, a Infraero, a Anac e muito mais. Não roubaram, eles pilharam! O pré-sal virou um sistema de pós-riqueza pessoal. Quem vai dar um fim nisso? Quem vai colocar esta gente na cadeia? Seria o ex-advogado de Zé Dirceu? Seria o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que é amigo íntimo de Lula desde São Bernardo? Um já se foi, o advogado dos bandidos. Um homem que nunca advogou para uma pessoa honesta sequer e é tido como um grande homem da Justiça. Poderoso, sim, ele foi, mas um grande homem não.

José R. Macedo Soares joserubens@federmacedoadv.com.br

São Paulo

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FRUTO DA POLÍTICA ECONÔMICA

Nossa presidente da República vetou a redução da contribuição de domésticas ao INSS dizendo que tal redução "não é condizente com o momento econômico atual", que ela mesma criou com a sua forma de comandar a política econômica, não aceitando nenhuma interferência.

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 

São Paulo

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ENGOLINDO SAPOS

No estertor do exercício fiscal de 2014, R$ 30 bilhões para o BNDES e R$ 1 bilhão para o Banco Basa, na contramão das promessas feitas por Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, sem que este demonstrasse a mínima reação, me leva a crer que há algo de “bem combinado” com o reino do Bradesco, liderado pelo senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MAIS QUATRO ANOS

Há muito que venho lendo os artigos assinados pela jornalista Suely Caldas e considero-os claros, objetivos e coerentes. Escrevo para cumprimentá-la pelo excelente artigo de 7/12, intitulado “O novo ministério de Dilma”. Eu o recortei e pretendo mostrá-lo aos meus filhos e amigos. Infelizmente, não vislumbro bons prognósticos para os próximos anos. Em minha opinião, o povo brasileiro cometeu um erro "imperdoável" ao optar pelo PT no comando do Executivo. Duvido, e muito, de que essa equipe econômica consiga fazer algo de bom realmente, e não acredito em nada que este governo mentiroso apregoa. Mas democracia é isso, não é? Aguentemos o tranco mais quatro anos. Com certeza, quatro longos anos de corrupção, fisiologismo, nepotismo, bolivarianismo e quetais.

Sérgio Martins sergio.bomtexto@gmail.com

São Paulo

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GILBERTO CARVALHO X AÉCIO NEVES

Ministro Gilberto Carvalho, se Aécio Neves é um “playboyzinho”, como V. Exa. o qualificou, o senhor o que é? Não era o senhor que recolhia as propinas que eram obrigatoriamente dadas ao PT quando era secretário da prefeitura de Santo André?

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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‘PLAYBOYZINHO’

O secretário-geral da Presidência, com status de ministro, Gilberto Carvalho, também conhecido por “sabujo” do PT (bajulador ou puxa-saco), chamou o senador Aécio Neves, ex-candidato à Presidência, de “playboyzinho”, em razão de a oposição fazer propaganda com o caso de corrupção na Petrobrás. Acaso o ministro queria elogios?

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

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ESPERNEIOS

As atitudes e declarações do sr. Aécio Neves parecem o esperneio de uma adolescente frustrada em seu desejo de ir ao baile e só servem para prejudicar sua imagem de político. Ele está se inviabilizando para 2018.

 

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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BAIXARIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

O pronunciamento do deputado Jair Bolsonaro, referindo-se a uma colega de Parlamento dizendo que não a estuprava porque ela não merecia é apenas e tão somente o reflexo do machismo ridículo e da indigência moral, mental, espiritual e legal que domina o Congresso Nacional, salvo honrosas exceções. Um golpe sujo contra a parcela feminina da população brasileira.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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OS EXCESSOS DE JAIR BOLSONARO

A referência ao estupro da deputada Maria do Rosário (PT-RS) na Câmara dos Deputados envolve o deputado Jair Bolsonaro e seu pronunciamento, que, de fato, foi excessivo. O motivo foi a sua irritação diante dos desregramentos nas defesas de bandidos acobertados pelos dispositivos legais que tratam dos direitos humanos. Diante deste fato, a deputada Jandira Feghali (RJ), na defesa de sua colega, argumentou que Bolsonaro afirmou que, se “Maria do Rosário não merece ser estuprada”, é porque alguma mulher pode merecer ser agredida desta forma. Feghali usa um sofisma para atacar Bolsonaro e, como mulher que é, não percebe que a ofensa insinua que, pelos dotes físicos de Maria do Rosário, nenhum homem teria ânimo para cometer o crime, segundo Sua Excelência.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONTENDA

“Quem desdenha quer comprar.” Esta contenda entre os parlamentares Jair Bolsonaro e Maria do Rosário, para mim, parece ser um caso de amor mal resolvido.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CRIME

São comentários como o feito pelo deputado Jair Bolsonaro que aumentam ainda mais e instigam a violência e a intolerância contra mulheres, homossexuais, negros, etc., e o mínimo que deveria acontecer era o deputado ser imputado em crime.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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‘DESIGUALDADE INSUSTENTÁVEL’

Um dos editoriais da edição de 8/12 (A3) fala da “Desigualdade insustentável” entre o sistema previdenciário do setor privado e o do setor público. E diz que “não seria de todo mal que se pudesse diminuir essa abissal desigualdade que continua existindo entre os brasileiros que trabalham sob o regime da CLT e os brasileiros servidores públicos e militares”. Acontece que isso tem sua explicação. Mostrando que o sistema não privilegia os que trabalharam no setor público. Pois, enquanto no setor privado o máximo da contribuição se limita a um teto, no setor público a cobrança mensal para constituir o fundo atuarial previdenciário incide sobre o total da remuneração. Sem nenhum teto ou limite. Isto é, a contribuição previdenciária do funcionário público e do militar é maior do que a do trabalhador sujeito à CLT que recebe o mesmo valor remuneratório. Assim, injustiça seria retribuir igualmente dois setores que se desigualaram na hora de contribuir para sua aposentadoria.

 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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A INVESTIGAÇÃO DO CARTEL DO METRÔ

Em matéria do “Estadão” de 7/12 (página A10), o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) declarou que, se for comprovada a formação de cartel (as empresas) no sistema metroferroviário paulista e algum agente público estiver envolvido, haverá punição e o Estado será ressarcido. Como a Polícia Federal já concluiu o inquérito com o indiciamento de 33 investigados e a Suíça irá transferir para o Brasil todos os processos criminais existentes contra os suspeitos, detalhes de contas bancárias já bloqueadas, os paulistanos e os brasileiros em geral terão muitas novidades nos próximos meses sobre mais esta picaretagem feita com o dinheiro público.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ALÉM DA POLÍTICA PARTIDÁRIA

A mais recente manifestação do Ministério Público de São Paulo determina que as empresas incluídas no chamado "trensalão paulista" devolvam R$ 418 milhões aos cofres públicos. Finalmente, vemos que o combate à corrupção está ultrapassando o limite da política partidária. No caso paulista, fica sem resposta uma questão, ou seja, como é que esses empresários conseguiram agir de 1998 a 2008 sem que os organismos públicos estaduais tomassem qualquer atitude?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SUPERIORES

Em soberbo editorial (“Os passageiros da armação”, 8/12, A3), “O Estado” aventa a hipótese, na verdade uma certeza, de que houve consentimento tácito das matrizes das empresas multinacionais envolvidas em negociatas orquestradas e na corrupção na compra e manutenção de trens da CPTM e do Metrô em São Paulo, durante os governos de Franco Montoro, José Serra e Geraldo Alckmin. A questão é se o editorial não deveria igualmente ter considerado a possibilidade de consentimento superior também da outra parte contratante, qual seja, o governo estadual.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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‘NÃO SEI DE NADA’

O Deutsche Bank está devolvendo à Prefeitura de São Paulo R$ 47 milhões oriundos de desvios de dinheiro público. Feito de quem disse que nunca teve dinheiro fora do País: Paulo Maluf.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RUA PIRES DO RIO

Gostaria de convidar os repórteres do “Estadão” a visitarem a Rua Pires do Rio, ao lado do Viaduto Bresser e bem em frente à Subprefeitura da Mooca. O local está tomado por barracas de moradores de rua, que as montaram sobre as calçadas e o canteiro que separa a via da Radial Leste. São centenas! Estudantes e moradores que utilizam o acesso precisam caminhar pela rua, porque as calçadas estão intransitáveis. Além disso, o bairro virou um grande acampamento. O pior de tudo é que, junto com os moradores de rua, começam a surgir usuários de drogas e traficantes, pois nem a Prefeitura nem o Estado os incomoda. Enquanto isso, o cidadão que paga imposto tem seu bairro transformado em favela. A forma como a Prefeitura de São Paulo "atende" os moradores de rua é deixando que eles montem barracas sobre espaços públicos e praças. É assim que a Prefeitura não os incomoda e transforma São Paulo no maior acampamento de sem-teto do Brasil.

 

Breno dos Reis reis.breno@gmail.com

São Paulo

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FUTEBOL – A VOLTA DE EURICO MIRANDA

Lamentável o retorno de Eurico Miranda à presidência do C. R. Vasco da Gama. Mal assumiu o cargo, Miranda já começou com as suas jogadas de bastidores, a tumultuar o ambiente, a criar conflitos e brigas com clubes coirmãos e a dar maus exemplos de conduta aos torcedores, como se o futebol fosse uma guerra em que vale tudo para vencer e se dar bem. Como ele mesmo disse certa vez, para ele, “ética é coisa para filósofos”. São cartolas como ele que levaram o futebol brasileiro ao fundo do poço e aos humilhantes 7 a 1 que tomamos da Alemanha na Copa do Mundo de 2014, em pleno Mineirão lotado. Não surpreende que ele tenha sido elogiado e recebido de braços abertos pela cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Tá tudo dominado. Eurico Miranda representa o que há de mais atrasado, autoritário e retrógrado no nosso futebol. Já levou o Vasco para uma profunda decadência e para a Série B em 2008, e agora deve levar o clube ainda mais para baixo. Pobre Vasco da Gama!

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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OS EMPRESÁRIOS

Quando é que os clubes deixarão de ser reféns dos empresários? A menos que os diretores estejam ganhando por fora, nós, os que pagamos ingresso, não conseguimos entender. Com os maravilhosos centros de treinamento (CTs) existentes, é só proibir a entrada de empresários e usar os CTs, para a finalidade à qual foi destinada. Ou seja: criarmos os nossos craques em casa e sem interferência externa. Aí, sim, nós, os clubes, seremos fortes novamente.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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