Fórum dos Leitores

PETROBRÁS SAQUEADA

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2014 | 02h03

'Roubaram nosso orgulho'

Os denunciados na Operação Lava Jato roubaram nosso orgulho, nas palavras de Rodrigo Janot. O chefe do Ministério Público Federal classificou o esquema na Petrobrás como uma aula de crime e garantiu que vai até o fim para que esses corruptores não cogitem de corromper novamente. Às palavras do procurador-geral da República acrescentarei que, além de roubar o nosso orgulho, mataram um pouco mais as nossas esperanças de um Brasil melhor e mais justo.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Massa falida

Na Conferência Internacional de Combate à Corrupção Janot discursou contra os desmandos na Petrobrás e cobrou a demissão e troca de toda a diretoria da estatal. Talvez fosse melhor atitude a nomeação de um síndico da massa falida para geri-la.

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

VOZES DA BOÇALIDADE

O homem da mala

A propósito da "boçalidade" referida no editorial de ontem (A3), entre o linguajar da extrema esquerda, representada por Gilberto Carvalho, e o da extrema direita, pelo deputado Jair Bolsonaro, lembrei-me dos depoimentos de dois irmãos de Celso Daniel segundo os quais Gilberto era a pessoa que transportava em mala o dinheiro vivo das empresas de ônibus para a sede do PT, causa da inconformidade do prefeito de Santo André, que estava fazendo prova de desvio parcial em proveito de dirigentes do partido. O tal linguajar "chulo" de Gilberto ajuda a acreditar na veracidade desses depoimentos.

JARVIS VIANA PINTO

jarvisvp@uol.com.br

Ribeirão Preto

Confissão

O seminarista está falando nome feio, que pecado! Precisa se confessar. Aproveite e confesse o que sabe da corrupção e do crime em Santo André (e em outros lugares também).

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Baixíssimo nível

Nas hostes do PT predomina esse tipo de manifestação. Lembremo-nos do "top-top" do sr. Marco Aurélio Garcia. O nível é o pior possível, visto só nas gerais dos estádios de futebol.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

COMISSÃO DA VERDADE

Perguntas chatas

Essa tal comissão, que deveria ser chamada de Comissão da Vingança, pode ser fonte de inspiração para jornalistas nas entrevistas com a presidente Dilma. Exemplos de questões a levantar: presidenta, é verdade que seu partido está afundado na lama no caso Petrobrás? É verdade que a Refinaria Abreu e Lima custou quase dez vezes o valor inicial? É verdade que os estádios da Copa foram superfaturados? É verdade que para governar é preciso saber mentir e fingir indignação diante das denúncias comprovadas de corrupção? Presidente Dilma, alguma das perguntas acima poderá ser contestada após a divulgação do nome dos políticos envolvidos? A palavra verdade é grande demais para qualquer político brasileiro.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

São Paulo

Conveniências

A presidente Dilma emocionou-se ao receber o relatório final da tal Comissão Nacional da Verdade, que recomendou o indiciamento de ex-agentes de Estado. Mas a CPI da Petrobrás, encerrada pelo petista Marco Maia, não recomendou nenhum. Afinal, a verdade que busca a presidente é apenas a que lhe convém?

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

E o garoto João Pereira?

Em depoimento na Câmara dos Deputados em 2005, o coronel Lício Maciel relatou a morte brutal de um jovem de 17 anos chamado João Pereira, durante a guerrilha no Araguaia. Esse garoto acompanhou o grupamento do coronel Lício durante seis horas. Foi o suficiente para os terroristas decretarem sua morte para servir de exemplo aos moradores da região. João Pereira teve as orelhas cortadas à faca, depois os dedos e as mãos, finalmente foi esfaqueado. Tudo isso diante de sua família. Ainda segundo o relato do coronel Lício, a mãe do jovem desmaiou logo que viu as orelhas do filho serem cortadas a sangue-frio. A Comissão Nacional da Verdade vasculhou até os restos mortais do ex-presidente João Goulart, visitou todos os presídios onde ficavam os presos políticos, mas ninguém visitou a família do garoto João Pereira, que, para eles, não tem o menor valor. Será que as lágrimas da presidente Dilma também eram para João Pereira?

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Respeito e credibilidade

Não entendo por que a ação proposta por essa comissão só envolve casos de graves violações de direitos humanos cometidos por agentes públicos. E as violações cometidas pela guerrilha socialista, financiada por agentes estrangeiros, que começou bem antes do início da repressão militar? Muitas delas contra cidadãos inocentes que perderam a vida de forma igualmente brutal. Enquanto essa comissão não fizer isso não terá a necessária credibilidade para se impor diante da opinião pública com o devido respeito. Continuará sendo uma Comissão da Meia Verdade.

PAULO T. SAYÃO

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Apuração tendenciosa

Como durante as investigações houve mudança de foco e apuraram apenas meia verdade, o relatório deixou de ser um documento histórico e se transformou em apuração tendenciosa, perdendo totalmente o valor. Se desrespeitar a Lei da Anistia já era um ato de revanchismo, incriminar apenas os integrantes do lado do governo é totalmente injusto. A presidente está certa em pôr uma pedra por cima do relatório da Comissão da Meia Verdade.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Indústria da indenização

Ainda a propósito do artigo O princípio do contraditório (10/12, A2), acrescentaria às propostas do general Rômulo Bini Pereira a revisão dos milhares de reintegrações e indenizações concedidas pelas três esferas do poder público àqueles que alegaram perda de cargo por perseguição política. Como advogado, vi diversas ações judiciais em que muitos desses haviam pedido exoneração de seus cargos e depois requereram indenizações...

GUILHERME SALIÉS

gsalies4@gmail.com

Rio Grande (RS)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

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CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS


No relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobrás, apresentado pelo deputado Marco Maia (PT-RS), só faltou constar um pedido de desculpas aos corruptos e corruptores. Não houve indiciamento de nenhum meliante, a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi um “negócio da China” e está tudo belezinha. Ainda bem que não optaram pelo indiciamento do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Será que não está na hora de fazer uma Operação Lava Congresso? Cadê o povo? 


Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 

Taquari (DF)              


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O RELATÓRIO DA CPMI


Se Marco Maia, deputado do PT e relator da CPI mista da Petrobrás, acredita nas próprias declarações, o caso é sério, talvez precise de internação.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo


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QUE VERGONHA, DEPUTADO


Com a maior cara deslavada e sem um pingo de constrangimento, o deputado Marco Maia (PT-RS) entregou relatório em que nenhum político e empresário tenha sido indiciado por envolvimento em escândalos da Petrobrás, delegando a outras autoridades os pedidos de punição. Com relação a Pasadena, nos EUA, ele afirmou que foi um ótimo negócio para o Brasil. Depois dessa declaração, só tomando uma mesmo.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo


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CONGRESSO NACIONAL


A coincidência da divulgação do relatório final da CPI da Petrobrás com a denúncia do Ministério Público nas apurações da Operação Lava Jato credencia o relator Marco Maia a ser companheiro do deputado Jair Bolsonaro num processo de quebra de decoro parlamentar.


Caio A. Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br 

São Paulo


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A CONIVÊNCIA DE GRAÇA FOSTER


Diante da revelação no jornal “Valor Econômico” de que a geóloga Venina Velosa da Fonseca, que era gerente-executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, ao tempo certo indicou para a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, as falcatruas que se perpetravam na empresa, e esta nada fez a respeito, não falta mais nada para concluirmos que a conivência de Graça foi patente. Por outro lado, e como adicional importante, o que faz a presidente Dilma que ainda não tomou ação nenhuma quanto à substituição da diretoria inteira da empresa? Mais parece conivência com os malfeitos ou, o que seria pior, que ela advoga em causa própria, pois, não mexendo com quem deveria, torna inócua a possibilidade de reação de alguém da diretoria mostrando que tudo o que ocorria na estatal era de, no mínimo, pleno conhecimento de Dilma, como presidente do Conselho de Administração da empresa. E, no pior caso, que os malfeitos tinham a inspiração, a aprovação e a participação de Dilma. Precisa-se de algo mais para reconhecer a classe de gente que essa senhora representa?

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 

Campinas


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EX-FUNCIONÁRIA É AMEAÇADA DE MORTE


Pelas denúncias de Venina, ex-funcionária da Petrobrás desde 1990, publicadas pelo jornal “Valor” (12/12), em que ela conta que alertava diretores e até a presidente Graça Foster sobre irregularidades em contratos na Petrobrás, vai-se fechando o cerco cada dia mais e confirmando o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que toda a atual diretoria da estatal seja substituída. A única resposta dada pela Petrobrás sobre a matéria foi que Venina, a ex-funcionária, foi demitida por justa causa por não corresponder positivamente como funcionária. Isso depois de 23 anos na empresa. Quer dizer que a diretoria demite delatores sumariamente e, como prêmio, ameaça de morte? Isso justifica por que depois dessas novas denúncias as ações da estatal caíram mais ainda e o dólar foi parar nas alturas. Dá para confiar nessa gente?


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo


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CORTINA DE FUMAÇA


Até mesmo o cidadão minimamente informado já desconfiava de que essa tal delação premiada não passava de uma bem elaborada cortina de fumaça para tirar de foco o fato verdadeiro, no caso, o escândalo da Petrobrás. Elegeram um bode expiatório e pronto! A propósito, o relator da CPI da estatal, o senhor Marco Maia (PT-RS), em seu relatório final concluiu que nenhum dos envolvidos nessa fabulosa trama de corrupção deverá ser indiciado. Bom, né? Bom para eles, é claro! Aliás, neste Natal, ao invés de fantasia de Papai Noel, deveremos todos usar nossos narizes de palhaço. Um feliz ano-novo, povo brasileiro. Com ironia, por favor!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br 

São Paulo


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CHEGOU AO FIM


A permanência de Graça Foster como presidente da Petrobrás segue o mesmo ritual que culminou com a saída de Guido Mantega: a presidente da Petrobrás fica no cargo, sabendo que vai ser trocada, mas, para manter as aparências perante o eleitorado, o PT culpa a elite, a seca, os EUA com a sua superprodução de petróleo, o governo FHC, o governo Sarney, Dom Pedro II e até o papa. Para o PT, nenhum dos seus integrantes errou. Quem erra são a Justiça, a Polícia Federal, a mídia, menos os mensaleiros e petroleiros ladrões. É o cinismo levado ao extremo, a falta de vergonha, o dinheiro sempre falando mais alto. Chega de roubar o Brasil. Chega! Este país não quebrou porque é muito maior do que os ladrões de plantão.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco


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DEMISSÃO


Coragem, Graça Foster, peça demissão já, para o bem da Petrobrás e do Brasil.


Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo


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NOMES


Já perdeu a graça a quantidade de denúncias envolvendo a Petrobrás. Estranho que na lista de Janot não conste o nome de nenhum dos políticos aos quais Alberto Youssef diz ter pago propinas. Por que não foram incluídos, senhor Janot? Alguma explicação plausível? Todo escândalo petista é cercado de nomes "estranhos", para dizer o mínimo. Lembram-se de Zuleido, Delúbios e outros? Agora aparece, no caso Petrobrás, a funcionária Venina. Segundo suas denúncias, agora, sim, a situação ficou “enveninada” de vez! Graça e José Sérgio Gabrielli orientando-a a fazer as denúncias para outro petista. Ou seja, não ficará "pedra sobre pedra". Sorte desta funcionária de ainda estar viva. Celso Daniel e Toninho de Campinas não tiveram a mesma sorte.


Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 

São Paulo


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QUADRILHA


Beira o impossível a Justiça descartar a acusação de formação de quadrilha, que certamente será inevitável. Só não sabemos ainda o tamanho dela e quem mais atingirá. Coerente a presidente, não demitindo a atual diretoria da Petrobrás, pois aí teria de se incluir na lista. E parece que o sr. José Dirceu, “que não fazia nada sem conhecimento do chefe”, voltará a levantar o braço; podiam colocá-lo num anúncio de desodorante.


André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 

São Paulo


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CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO


Nenhum país é mais ou menos corrupto que o Brasil. O que ocorre de diferente no nosso é que, além da impunidade aos políticos, no Brasil o governante considera seu aquilo que nos países do Primeiro Mundo pertence ao Estado. Daí a irritação que está deixando a presidente Dilma “com os nervos à flor da pele”, como disse o editorial do “Estadão” do dia 11/12. A Petrobrás não é dela, do seu governo e muito menos do seu partido. Na Électricité de France (EDF), a grande estatal francesa na área de energia, por exemplo, dificilmente um senhor como Paulo Roberto Costa, comparsa do doleiro Youssef, teria sido nomeado diretor e ocupado por 24 vezes a presidência da empresa. Por quê? Pela simples razão de que não teria passado pelo crivo de um Conselho de Administração independente em que o Executivo só pode – por lei – indicar um terço do seu quadro. Com tal blindagem, a estatal se mantém profissional, atrelada aos interesses permanentes do Estado e distante da corrupção. Trocar a direção da Petrobrás neste instante seria apenas um gesto para demonstrar isenção, mas o que se requer para combater o “incêndio” que se estende às estatais estaduais e municipais são reformas estruturais. Ou que sejam privatizadas. Como está, é alimentar o fogo da imoralidade.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br 

Valinhos 


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A COR DO PAPEL

 

Na abertura da segunda etapa do 5.º Congresso do PT, em Brasília, Lula previu tempos difíceis pela frente, comparou o escândalo na Petrobrás ao mensalão e disse que, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki for analisar a delação premiada, a imprensa já terá condenado o PT. Ao sustentar que a delação premiada foi aperfeiçoada no governo do PT, ele reclamou da interpretação dada às investigações feitas na Lava Jato. “Daqui a pouco vão querer saber a cor e  a qualidade do papel higiênico que se usa no Palácio”, afirmou. Pois eu já sei: o papel higiênico que se usa no Palácio é vermelho e de baixa qualidade!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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EM DEFESA DA PRESIDENTE


O ex-presidente Lula defende que seu partido saia em defesa da atual presidente. Nada mais justo. Mas algo me deixou meio constrangido ao ouvir o que ele disse, ou seja: “Daqui a pouco vão querer saber a cor e a qualidade do papel higiênico que se usa no palácio”. Isso eu não preciso saber, mas gostaria de saber por que o almoço no Palácio. Quem paga? O cartão corporativo, não é? Outro assunto é referente à comparação do PT a “um filho que cresce e começa a dar problema”. Qual deles deu problema, o que trabalhava no zoológico? Seria de bom alvitre se “elle” deixasse a presidente em paz.

 

Jose Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo


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SEM REVANCHISMO


O relatório da Comissão Nacional da Verdade, ao ser tornado público, motivou reações as mais diversas, levando em consideração a posição política de quem se manifestou. E a presidente Dilma, que foi aprisionada como militante de uma organização de esquerda na época da ditadura, sendo torturada e submetida a um tratamento desumano, em seu discurso ao receber o relatório entregue pela comissão, incluiu uma declaração muito importante. Disse ela que “a verdade não significa a busca da revanche e não precisa ser motivo para ódio ou acerto de contas”. É uma demonstração de alto nível e assim tem de ser compreendido o trabalho elaborado pela comissão.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos


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QUANTO CUSTOU AOS COFRES PÚBLICOS


Concluídos os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, aguardamos dos responsáveis a prestação de contas.


Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)


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QUEREMOS A VERDADE


Temos de cumprimentar o trabalho da Comissão Nacional da Verdade nestes mais de dois anos de trabalho, concluindo que 377 envolvidos são culpados pela morte e desaparecimento de 424 pessoas, que lutavam do outro lado, contra o regime militar estabelecido em 1964, ou seja, fatos ocorridos há mais de 50 anos. Todavia, nós, brasileiros que trabalhamos, geramos riquezas e pagamos escorchantes impostos, queremos saber quando será implantada a Comissão Nacional da Verdade da Petrobrás, para apurar definitivamente e sem ideologia política para onde foram os mais de US$ 10 bilhões desviados pela corrupção deslavada e implantada desde 2003 em nossa maior empresa pública, conforme investigações da Operação Lava Jato. 


Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 

Taubaté


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AS LÁGRIMAS DA PRESIDENTE

 

O relatório final da Comissão da Verdade deu ensejos à presidente da República se emocionar com a lembrança daqueles que lutaram pela democracia contra a ditadura. Mas a verdade é que a presidente chora por aqueles que morreram lutando contra a ditadura de direita para implantar no Brasil uma ditadura de esquerda. Seria mais honroso para a presidente admitir isso, porque, do contrário, ela está achando que o povo é totalmente ignorante. A tortura no período pós 1964 é mais um capítulo da estupidez republicana brasileira – inclusive para os guerrilheiros de esquerda o prejuízo foi pequeno, pois não chegam a 500 os mortos e desaparecidos, número muito inferior aos 10 mil da Revolta da Armada/Revolução Federalista e aos 25 mil de Canudos (os mortos da ditadura varguista não foram contabilizados, mas certamente não foram poucos, e nunca se ouviu uma palavra do presidente João Goulart contra a repressão no primeiro governo do seu mentor político). Além disso, qual a diferença entre os que faziam a guerra suja da direita contra aqueles que faziam guerra suja da esquerda? Nenhuma. Os vis e covardes torturadores queriam desmontar os “aparelhos” dos vis e covardes terroristas (que atacam em emboscadas e pelas costas), cada qual defendendo a sua ditadura. Moral da história: não havia mocinhos, todos eram bandidos. Verdade seja dita, a ditadura de direita venceu os terroristas e controlou até o fim o processo de transição para o fim do regime, inclusive anistiando os que lutavam para instaurar a ditadura de esquerda. Assim, a Lei de Anistia colocou no mesmo saco os estúpidos da direita e os estúpidos da esquerda, e ambos os grupos não valem nada. Quem queria a democracia de verdade ficou quieto, esperando mais um capítulo da estupidez republicana passar. E hoje, quando vemos os antigos guerrilheiros no poder, estamos vendo o que eles queriam fazer de verdade com o País, via mensalões e a espoliação da Petrobrás. Assim essa comissão da vingança, revelou só metade da verdade. A verdade que salta aos olhos é que a República, pela sua história, é um fracasso retumbante, basta olharmos a realidade republicana em que vivemos. Temos de pensar em pôr um fim a essa instituição anômala que foi imposta por via do golpe de Estado e fundou também a primeira ditadura sangrenta (Mal. Floriano). Então como ser contra o golpe de 1964 e não ser contra o golpe de 15/11/1889, ou será uma contradição da democracia? Nunca é muito relembrar que em 1889 não havia presos políticos nem exilados e a imprensa era livre (os republicanos usaram e abusaram dela), nem Dom Pedro II tinha conta numerada na Suíça. E, numa conta simples de 1889 a 1979, são 90 anos de prisões, exílios e torturas, permeados por pouquíssimos períodos de ilusão democrática. A República é uma lástima, não há quem chore por ela, e as lágrimas da presidente são uma mentira, ou uma meia verdade, como a da comissão que ela criou.

 

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br 

Mesquita (RJ)  


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RELATÓRIO


O relatório da Comissão da Verdade é tão sério quanto as eleições que escolhiam Saddam Hussein presidente do Iraque. Por exemplo, quem foram os assassinos do capitão Alberto Mendes Júnior e do sargento Mário Kozel?


Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br 

São Paulo


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TORTURA


As lágrimas de dona Dilma foram sinceras. Só não ficou claro o motivo. Isso porque, como pode alguém se emocionar tanto por mortes ocorridas no passado, num período de exceção, quando no presente milhões de crianças, jovens e idosos sofrem barbaramente nas filas dos hospitais do SUS sem atendimento, morrendo de dor, torturados que são pela falta de assistência? Quando mães choram lágrimas todos os dias pela dolorosa perda de seus filhos pela violência ou para as drogas, juntando seus cadáveres às 52 mil vítimas a cada ano em nosso país? Além disso, que este choro da presidente não sirva de cortina de fumaça para comover a sociedade com a intenção de encobrir os crimes que têm cometido contra o patrimônio do povo, protagonizando os mais vergonhosos episódios de corrupção jamais vividos pela Nação. Que dona Dilma se compadeça com a mesma intensidade pela vida perdida diariamente de crianças e adolescentes em consequência de um presente mal gerido e cheio de descaso pela população. Estamos cansados de ver esse punhado de gente dessa elite de esquerda que recebeu enorme indenização do Estado, enquanto os maltradados e torturados de hoje só recebem descaso sem piedade nem choro emocionado. Nem sequer menciono a falta de perspectiva de futuro para chamar de seu que os impede de sonhar e desejar. Jamais esquecerei a fala de uma menina pobre que num diálogo comigo disse algo que, sim, me levou às lágrimas: “Sabe, dona, nóis nunca vai podê sonhá porque nóis somo pobre”. Isso é tortura também, dona Dilma! Chore, então, por eles que daí, sim, a aplaudirei de pé, como fizeram aqueles elegantes senhores na cerimônia da entrega do relatório da Comissão da Verdade, cheio de um orgulho blasé. 


Eliana França Leme efleme@terra.com.br 

São Paulo


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TORTURADORES


Pegando o bonde da condenação a qualquer tipo de tortura, afirmo a minha solidariedade com todos os torturados. Julgo necessário, neste momento, reivindicar a extensão do entendimento de tortura para evitar que, ao olharmos o passado maldizendo-o venhamos a colocar panos quentes nos acontecimentos que hoje vivenciamos. A tortura psicológica que sofremos diariamente com as contínuas denúncias de corrupção, de impunidade, das mentiras... aquelas mais absurdas que o governo da sra. Dilma nos impõe. O drama de ver as nossas instituições tão sagradas banalizadas e relativizadas em benefício dos políticos que deveriam zelar gratuitamente pelos nossos direitos e deveres. O descaramento de afirmar que o indutor da corrupção é o empresariado, sugerindo que todos estes gatunos eleitos ou indicados pelo sufrágio popular são inocentes. Que sofreram dos empresários um ataque de surpresa exigindo propina e se renderam a tamanha violência. A tortura de ouvir a “presidenta” se posicionar contra a corrupção e nada fazer para contê-la. Ela sempre soube de tudo. O saber induz a responsabilidades, não com o grupo de apoio, mas com toda a sociedade brasileira. Vamos sair às ruas pedindo punição para estas torturas psicológicas. Abaixo estes torturadores.


Jaci Manoel de Oliveira Jaci.oliveira@terra.com.br 

São Paulo 


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A MENTIRA COMO NORMA


A presidente reeleita Dilma Rousseff deu mais uma mostra de que não tem compromisso com a verdade. Curiosamente, o fez numa solenidade para receber o relatório final da Comissão Nacional da Verdade. Disse ela que devemos "reverenciar as pessoas que lutaram pela democracia no País". Uma pessoa sensata citaria que o que movia aqueles jovens era a falta de conhecimento dos fatos e da História, além da óbvia falta de experiência. Uma pessoa séria jamais admitiria que aqueles grupos lutaram pela democracia, simplesmente porque não é verdade. Senão por outros motivos, porque democratas não se dedicam a construir bombas, muito menos as detonam em aeroportos e em ruas movimentadas, sabendo que vitimarão várias pessoas. Democratas tampouco aprendem técnicas de guerrilha e as usam indiscriminadamente contra cidadãos inocentes. Democratas ao redor do mundo não têm o costume de sequestrar, matar e torturar quem quer que seja. Mais uma vez, a presidente da República dá péssimo exemplo à Nação, distorcendo os fatos como forma de exaltar um bando de alienados que não mediam as consequências de seus atos, ela própria uma entre esses alienados sem noção, que lutaram contra a ditadura militar, sim, com a claríssima intenção de implantar no Brasil a ditadura do proletariado, a mesma que matou milhões e milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil precisa saber o que realmente aconteceu, não precisava de um circo em que a verdade tem ideologia e é apenas meia verdade.

 

José Alfredo de T. Andrade tolosajaa@uol.com.br 

Santos


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INDENIZAÇÕES


Não se iludam, caros brasileiros, o objetivo real da Comissão “da Revanche” é alimentar a continuidade da milionária indústria das indenizações e, assim, fazer a fortuna de alguns advogados petistas espertalhões, que já ganharam muito, mas querem mais. 


Renato Pires repires49@gmail.com 

Ribeirão Preto


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INDENIZAÇÃO E LÁGRIMAS 


Gostaria de saber quem será o próximo presidente ou "presidenta" que indenizará as famílias que estão sendo torturadas e mortas por bandidos armados que cometem crimes sem escrúpulos, violando nossos direitos humanos com o aval dos governos estadual e federal, que não investem numa política rigorosa de segurança. Será que esta pessoa também cairá em prantos quando ler os relatórios enviados por autoridades policiais? Quero viver para ver...


Teófilo A. J. Stevenson chevy15@ig.com.br 

São Paulo


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HOMICÍDIOS DE BRASILEIROS


Relatório inédito da ONU, relativo ao ano de 2012, registra que 10% dos homicídios mundiais num período anual ocorrem no Brasil: 47 mil. Nosso imenso território não nos leva ao lamento de não ter onde enterrar nossos mortos, como no Faixa de Gaza. A maioria das vítimas foi de pobres, hoje reduzidos a meras fotografias embaçadas. Na eternidade, devemos compor o maior contingente dos que, neste século, aportam ao reino desconhecido.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo


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UM PAÍS VIOLENTO


Em 2012, 10% das mortes por homicídio no planeta aconteceram no Brasil, diz relatório da ONU. Das 475 mil pessoas que foram assassinadas no mundo inteiro naquele ano, 47 mil foram mortas em território brasileiro. Na Europa inteira, foram cerca de 10 mil mortes por homicídio. Por aí se vê o tamanho da violência, barbárie e selvageria que assolam a sociedade brasileira. A América latina é a região mais violenta do planeta e com maior índice de homicídios per capita. O Brasil, marcado pela desigualdade, injustiça social, falta de cidadania, violência policial, corrupção, impunidade, desrespeito aos direitos humanos, exclusão social e por tantas mazelas sociais, é um dos países mais violentos do mundo. O número de prisões aumentou no país em progressão geométrica neste século e já temos a 3a maior população carcerária do planeta. Ao mesmo tempo, a violência só aumenta cada vez mais no país, mostrando a falência do sistema prisional e repressivo e a falta de inclusão social, cidadania e respeito aos direitos humanos no País.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo


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INSEGURANÇA PÚBLICA


A Organização Mundial da Saúde divulgou informações sobre a violência no mundo e, infelizmente, o Brasil ocupa as primeiras colocações. Há anos a sociedade brasileira adia discutir modificações no modelo de segurança pública, unificando as polícias e melhorando as condições de trabalho e salário aos profissionais de segurança. O sistema carcerário está falido. Faltam vagas nas penitenciárias e a própria legislação penal prevê benefícios absurdos àqueles que praticam todo e qualquer tipo de crime. Teríamos de punir com rigor. O sistema deveria recuperar o preso, e não torná-lo ainda mais agressivo e nocivo. Mas a falta de vontade política ainda predomina quando o assunto é ampliar o rigor da lei. O Judiciário também tem culpa. Processos demoram anos para chegar à instância final. Inocentes aguardam suas sentenças e culpados usufruem da morosidade excessiva e da falta de condições investigativas (periciais) das polícias. Enfim, ou reavaliamos o modelo de segurança ou em pouco tempo estaremos numa verdadeira guerra civil. Resta saber qual lado o Estado defenderá.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com 

Guararema


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REFORMULAÇÃO


A confissão de um assassino que ceifou 42 vidas em 9 anos é uma amostra inquestionável de que o Estatuto da Criança e do Adolescente tem de sofrer reformas urgentes. O primeiro homicídio foi cometido quando ele tinha 17 anos. Apreendido, foi levado à Delegacia de Polícia, onde recebeu benefícios de medidas socioeducativas. O custo benefício dessa anomalia traduziu-se na morte de 41 inocentes.


Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com  

Rio de Janeiro


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A CASSAÇÃO DE ANDRÉ VARGAS


Se há algo a não comemorar foi a cassação do deputado André Vargas pela Câmara dos Deputados. Cândido Vaccarezza (PT-SP) saiu em defesa do amigo. É bom lembrar que o nome de Vaccarezza, como o de Vargas, constam da Operação Lava Jato. Os petistas bem que tentaram adiar a votação para ganhar mais tempo, mas a oposição reclamou e, por fim, o ex-vice-presidente da Câmara e ex-secretário Nacional de Comunicação do PT foi cassado. Ficara bons oito anos longe do poder. Vamos ver qual será a reação do deputado. Ficará calado ou vai contar o que sabe? Se não falar agora, falará no momento oportuno da Lava Jato. Aguardemos.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com   

São Paulo


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BOI DE PIRANHA


O deputado André Vargas nada mais é do que um boi de piranha. Sacrificaram um para salvar um monte de petistas nas mesmas condições.


José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo


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PARLAMENTO E PRODUTIVIDADE


A produção do Congresso Nacional é tão grande que caiu 80,8% durante o período eleitoral, e ninguém se deu conta.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)


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O CONGRESSO SEM PEDRO SIMON


O senador Pedro Simon se despede do nosso Parlamento depois de completar 62 anos de vida pública. Toda uma vida servindo com dignidade o nosso país. Votou com ou sem o seu partido, o PMDB, somente nos projetos relevantes para nossa sociedade. Jamais em tempo algum foi conivente com a corrupção. Inclusive, em sua despedida do Senado, na tribuna fez questão de demonstrar sua indignação com o que este governo petista faz com a Petrobrás, emporcalhada que está na sua administração, como demonstra a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Pedro Simon vai fazer muita falta na política brasileira. Porém deixa um legado extraordinário. Respeitou como ninguém nesta República cada voto que recebeu nas urnas. Devemos a Simon que nos momentos turbulentos desta Nação pela melhor solução para o País prevaleceu sua capacidade incansável de dialogar. Vida longa a este brasileiríssimo gaúcho Pedro Simon.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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CONTRADIÇÕES


Contradições existem em todos os países mas possuí-las trágicas e lesivas à sociedade, em número igual ao das que ocorrem por aqui, certamente é apanágio nosso. Só para citar duas. A primeira, a  crescente imaturidade e falta de preparo de alguns dos nossos juízes, ao distribuírem carteiradas com frequência crescente, território brasileiro afora, como a que se verificou recentemente, quando o magistrado Marcelo Testa Baldocchi deu voz de prisão a três funcionários da companhia aérea que opera no Aeroporto de Imperatriz (MA), por ter chegado atrasado para o check-in e, consequentemente, ser impedido de embarcar. É evidente que qualquer categoria profissional tem representantes que não a dignificam, mas, em se tratando de juízes, que deveriam se apresentar como cidadãos exemplares, com elevado grau de confiabilidade, a questão adquire tons dramáticos e até ameaçadores, em virtude de repercussão sobre a população, que deixa de ver neles modelos de imparcialidade e serenidade e, consequentemente, passa a ver com desconfiança a prática da justiça no País. A outra, a incrível facilidade com que bandidos comandam do interior de cadeias, até de segurança máxima, ações criminosas que atualmente colocam em pânico os habitantes das grandes cidades e até mesmo das de menor porte. É inacreditável que, com o nível de tecnologia de que se dispõe hoje em dia, a ponto de ser possível, por exemplo, descobrir o número de uma placa de automóvel a mais de 400 metros de distância, não se consiga blindar as penitenciárias os sinais de celulares de dentro ou de fora delas. Os brasileiros ficam vulneráveis, assim, a ameaças diretas de delinquentes que são mantidos pela sociedade, o que forma um quadro de inquietação e insegurança, a ponto de ser legítimo o questionamento sobre a quem interessa tal situação. Diante desses dois exemplos, entre muitos, acrescidos do ambiente formado pela macabra impunidade e pelos montantes gigantescos da endêmica corrupção que envolve empresas, políticos e funcionários, pergunta-se: há no mundo um recorde de contradições trágicas superior ao nosso?  


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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PUNIÇÃO OU PRÊMIO?


O juiz Marcelo Baldochi chega atrasado ao aeroporto, perde o voo e dá voz de prisão aos funcionários da TAM pelo seu atraso! E esse mesmo juiz já foi investigado, duas vezes, por trabalho escravo! Como poderemos aceitar uma decisão de um processo pelo mesmo? A Corregedoria da Justiça examinará o caso e, pelo jeito, o mesmo ganhará aposentadoria precoce, recebendo o mesmo salário e benefícios, como inúmeros outros casos. Isso é prêmio ou punição?


Milton Bulach mbulach@gmail.com 

Campinas 


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EXAGERO?


Juiz chega atrasado para embarque em voo da TAM, no Aeroporto de Imperatriz (MA), é impedido de viajar e dá voz de prisão aos funcionários da empresa aérea, tem cabimento? Claro, além de ser um cidadão diferenciado e privilegiado em todos os sentidos, entendemos que o Judiciário deveria oferecer um jatinho ou tantos quantos fossem necessários para as eventuais viagens dos nossos muy dignos magistrados, para que não passem por tais constrangimentos. Afinal, já são direito dos mesmos veículo com motorista, verba para moraria e outras tantas “mordomias” para o cargo que ocupam, etc., etc., etc.. Nós, os humildes brasileiros, de nada devemos reclamar. Essa é a nossa atual conjuntura, tudo para as nossas “autoridades” e, para o povo, bem, deixa para lá... Já não chegam os programas sociais? E está bom demais? Deveríamos voltar aos velhos tempos de “beijarmos a mão” dos juízes ao comprimentá-los, com todo o respeito, para que sejamos abençoados. Arrogância que nada! São as prerrogativas do “sábio saber”. Desculpem-nos pela ignorância se deixamos de mencionar outros detalhes de grande relevância! A TAM precisa instruir melhor os seus funcionários, que devem pedir desculpas e perdão ao magistrado pelo contratempo causado. É assim que deveria ser ou exageramos... só um pouquinho? Valha-me Deus!

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 

São Paulo


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OS EXEMPLOS DE JUÍZES

 

Oportuno o artigo “Os exemplos dos bons e dos maus juízes”, na edição do “Estadão” de 12/12, do desembargador aposentado Aloisio de Toledo Cesar. Como sabemos, a Justiça deve constituir a viga mestra que sustenta os fundamentos institucionais de qualquer democracia que se preze, principalmente aquele de que todos são iguais perante a lei. Para que não paire na sociedade, como atualmente, a sensação de que nossa Justiça só existe para os poderosos. E não há dúvida de que pelos fatos que vêm ocorrendo a nossa Justiça, salvo exceções, anda mesmo sob um processo de julgamento da opinião pública, conforme avalia o eminente desembargador. Cabe, então, as suas excelências da toga demonstrar o contrário para que principalmente o cidadão comum possa  acreditar, pelos fatos, que o sistema judiciário de nosso País é realmente de todos e para todos. A começar pela punição  desses maus juízes.

 

Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br 

São Paulo 


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A JUSTIÇA CEGA


É urgente que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) comece a tomar providências mais drásticas contra esses déspotas que se julgam semideuses. Primeiro, um juiz manda prender a agente de trânsito que estava cumprindo o seu dever de fiscalizar. Agora, um outro dá ordem de prisão à equipe da TAM, por não poder embarcar após o encerramento do procedimento de embarque. Os funcionários que cumpriam o seu dever de acordo com as suas normas de trabalho foram encaminhados para uma delegacia de polícia. Enquanto isso, o "semideus" nem sequer prestou depoimento e embarcou em outro voo.   Saliente-se que ambos os "semideuses" têm precedentes que não condizem com a sua condição de julgadores. Tudo indica que a Justiça está ficando mais cega do que já era.


Marco Antonio R. Nunes nunesmarcelao@hotmail.com 

Pindamonhangaba


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JUÍZES SÃO JUÍZES, NÃO DEUSES


Esses dois juízes, em especial João Carlos de Souza Correa, dirigindo sem carteira de motorista e sem placas, e Marcelo Testa Baldochi, tentando entrar no avião depois de encerrados os procedimentos de embarque, têm de passar urgentemente por um processo de reciclagem, para entenderem que são juízes integralmente dentro de suas salas de audiência, fora delas também são juízes, mas com as prerrogativas de boas condutas e de cidadania mais apuradas de que qualquer outro cidadão. São os juízes os primeiros a cumprirem as normas e as disciplinas e a respeitar as leis. 


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com  

São Paulo


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MÉRITO JUDICIÁRIO


No dia 8/12 comemorou-se o Dia da Justiça e, consoante, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro homenageou diversas personalidades do mundo jurídico ou colaboradores do Poder Judiciário. Infelizmente, mais uma vez, pecou ao ignorar cerca de 15 mil serventuários da 1.ª Instância que, com denodo, são a mola mestra na tramitação dos feitos. Essa omissão incentivadora faz com que ignorados dignifiquem e honrem seus cargos nas serventias judiciais. Quem sabe em 2015 o futuro presidente, desembargador Luiz Fernando, não se lembre dessas formigas anônimas?

 

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 

Rio de Janeiro


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ATÉ TU, RAUL? 

 

Terei entendido bem? Quer dizer que até Cuba já fala em "isenção total de tarifas" para atrair investimento externo? O que, afinal, deu nos comunistas, meu Deus? Não eram eles que sempre se opuseram à mais valia e aos “odiosos” capitalistas? Não eram eles que sempre foram contra o “império” e seus acólitos do mundo financeiro? Que guinada, hein? Barrabás! E aqui? Quando é que o desgoverno do PT, que vive fazendo genuflexões a Fidel e Raul Castro, vai seguir a nova orientação de Cuba e ser menos hostil aos investidores privados? Será que agora, que tucanaram com Joaquim Levy, a coisa anda ou vão continuar com a cantilena de "morte ao neoliberalismo", coisa e tal?

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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NÃO FOI UM ‘CONFRONTO’


Em 10/12 o ministro palestino Ziad Abu Ein, 55 anos, morreu após ser agredido por um policial israelense. As imagens liberadas mostram claramente o policial com as mãos no pescoço do ministro, que se encontrava numa manifestação pacífica para o plantio de oliveiras na Cisjordânia. Mas a matéria do “Estadão” chamou o ocorrido de um “confronto” (“Ministro palestino é morto em confronto com militar israelense”, 11/12)? Ora, um confronto se dá entre duas forças minimamente equilibradas, armadas ou não, que se atacam mutuamente, podem ser dois exércitos, milícias, combatentes, etc. Mas como pode haver um confronto entre um soldado jovem e fortemente armado e um ministro desarmado de 55 anos? A não ser que as oliveiras tenham virado armas poderosas, a desigualdade da situação e a ilegalidade da ocupação jamais poderiam nos permitir chamar de “confronto” semelhante agressão. Chamemos as coisas pelo nome. No ocorrido, houve um agressor e uma vítima, lamentavelmente.


Arlene Clemesha aeclem@gmail.com 

São Paulo

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‘ESTADÃO’ SOB CENSURA

Ao tempo em que o Brasil vive em pleno Estado Democrático de Direito, a tão duras penas conquistado, é imperioso registrar que o “Estadão” nosso de cada dia acaba de romper a absurda e inacreditável marca de 1.900 dias (!) sob censura. Até quando? 


J. S. Decol  decoljs@globo.com 

São Paulo

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