Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2014 | 02h03

Do orgulho à vergonha

Em 3 de outubro de 1953 foi fundada a Petrobrás. Na época eu era um jovem que sentia imenso orgulho desse símbolo da pujança do nosso país. Depois ela construiu mais de dez refinarias, internacionalizou-se, montou filiais em dezenas de países e foi pioneira no desenvolvimento da tecnologia de produção de petróleo em águas profundas - em algumas plataformas suas bases estão fixadas a mais de 2 mil metros de profundidade. Ultimamente passou por muitas mudanças, tiraram o acento de seu nome, ela continua a produzir petróleo, mas se tornou inesgotável fonte de numerosos escândalos promovidos por seus diretores, que, em vez de se dedicarem à gestão dos negócios, se especializaram em desvios de recursos para campanhas eleitorais - e também para suas contas bancárias no exterior. Esses fatos nos envergonham! O que era símbolo de uma época se transformou em poço de "malfeitos" nas profundezas dos seus esgotos. A ponto de um simples lobista, Fernando Baiano - figura sóbria com ares de trabalhador comum e jeito de mochileiro, que entrava de camiseta em salas de estrelados com colarinho branco -, ter conseguido intermediar contratos cujo valor supera os R$ 100 milhões, proeza que o faz constituir-se num verdadeiro enigma. E isso é apenas o que foi descoberto na organização, pois, como disse Paulo Roberto Costa em seu depoimento à Polícia Federal, "isso não acontece só na Petrobrás, acontece em todas as estatais, é só investigar". Se investigar mesmo, a coisa vai chegar aos salões do Palácio do Planalto, porque os ilícitos já vinham desde o antigo morador, aquele que nunca soube de nada.

JOÃO HENRIQUE RIEDER

rieder@uol.com.br

São Paulo

Remédio

Contra a impunidade e a corrupção, Dallagnol!

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

A bolsa despenca

Antes do grandioso escândalo desvendado pela Operação Lava Jato, o governo federal usava e abusava da Petrobrás para compensar o péssimo humor do mercado e segurar a Bolsa de Valores sempre que esta despencava. Eram notícias de descobertas de mirabolantes reservas de petróleo no pré-sal e coisas no gênero, amplamente divulgadas pela mídia e que muitas vezes conseguiam reverter as quedas. Agora, com a bolsa em queda livre, arranhando os 47 mil pontos, se usarem a estatal, aí mesmo é que ela despenca de vez. Somente resta rezar e esperar por um milagre.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Severino sabia das coisas

Após a denúncia do Ministério Público, o PT nega qualquer envolvimento, já o PMDB repudia qualquer afirmação. Conclusão: só quem sabia das mutretas na Petrobrás era Severino Cavalcante, que quando deixou de ser presidente da Câmara dos Deputados pleiteou uma diretoria da Petrobrás, "aquela que fura poço", segundo o próprio.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Devolução da grana

Depois de os delatores Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e outros terem dito que vão devolver R$ 70 milhões um, R$ 250 milhões outro, R$ 100 milhões um terceiro, e de agora os executivos e funcionários das empreiteiras serem intimados a devolver R$ 1 bilhão, sinceramente estou muito ansioso para saber quando e quanto os políticos e os respectivos partidos (PT, PP e PMDB) envolvidos no esquema de dilapidação da Petrobrás vão devolver.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

E o Coaf?

Considerando que foram R$ 21 bilhões surrupiados da Petrobrás e que tal quantia não é passível de ser carregada em espécie pelas ruas sem chamar a atenção, será que não existe conivência e conluio de instituições bancárias e financeiras com a roubalheira institucionalizada? Será que a Lei Federal n.º 9.613/98 é aplicada somente a nós, os mortais? Com a resposta o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@outlook.com

Marília

GESTÃO HADDAD

As proezas do 'Malddad'

Na sexta-feira resolvi subir (incautamente) a Rua Augusta e deparei-me com um engarrafamento monstro. A causa? Que ingenuidade, agora há faixa de ônibus também na Augusta! Nosso prefeitinho, que infernizou a vida de milhões de estudantes brasileiros com as falhas do Enem durante sua gestão no Ministério da Educação, agora se dedica com afinco a torturar milhões de paulistanos que querem ir, vir e trabalhar em paz. Ele impõe suas ideias irrefletidas, populistas, simplistas e o cidadão que se dane! Mas o castigo vem a cavalo, ele que espere as próximas eleições...

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

Ciclovias

As dezenas de ciclovias pintadas pelo prefeito Fernando Haddad vivem praticamente às moscas o tempo todo. Mas ao passar pela Praça da República à tarde observei que marginais já descobriram uma "utilidade" para as tais ciclovias: ciclistas-bandidos utilizam-nas para assaltar pedestres, levando mochilas, bolsas, pacotes, etc. Espero que o próximo prefeito (que, claro, não será o atual) reveja esses absurdos.

HAROLDO LOPES

aluisantos@yahoo.com.br

São Paulo

Crime de lesa-pátria

Construir casas populares em área de manancial da Billings é crime de lesa-pátria. O prefeito ainda não percebeu o problema da água em São Paulo?!

MARIUS ARANTES RATHSAM

mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

A serviço do povo

Já que o Deutsche Bank da Suíça devolveu à Prefeitura o que Paulo Maluf levou durante sua administração, por que o prefeito Haddad não põe a serviço da população esse dinheiro, reduzindo os aumentos escorchantes do IPTU?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

De que adianta o Deutsche Bank pagar indenização de R$ 52 milhões à Prefeitura por conta de Paulo Maluf, se esse dinheiro vai para o PT?

MARCELO L. Z. BERNABE

zbernabe@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O ATOLEIRO DA PETROBRÁS

Notícias ruins envolvendo a Petrobrás não param de chegar: a dívida total da empresa, segundo a Consultoria Economática, é de aproximadamente R$ 310 bilhões; o valor de mercado da estatal em 10/12 era de R$ 199,74 bilhões; a Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de ações norte-americano, calcula que a indenização da ação contra a Petrobrás poderá chegar a US$ 100 milhões. Para completar este cenário desanimador, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sugeriu a substituição de toda a direção da estatal, o que chocou ainda mais a cúpula governamental. Se pensarmos na situação da Vale do Rio Doce antes e depois da privatização e observarmos a Exxon Mobil, que é a empresa privada número um do mundo no negócio de petróleo, reunindo os melhores recursos humanos e tecnológicos, a saída para a Petrobrás se livrar deste terrível atoleiro não seria também a privatização?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ALGUÉM ACREDITA?

Enquanto aqui, no Brasil, os acionistas da Petrobrás amargam os prejuízos da lambança praticada na companhia, lá, nos Estados Unidos, os acionistas movem ação coletiva contra a empresa. Aqui os responsáveis - presidente e diretoria - continuam fortes, firmes, leves, soltos e defendidos pelo governo. Lá, não só teriam sido demitidos, como presos. Alguém ainda acredita na seriedade deste governo?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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A PETROLEIRA SAQUEADA

Esta ação que está sendo movida contra a Petrobrás nos EUA vai agravar ainda mais a situação da empresa. Provavelmente, serão indiciados os diretores da estatal, membros do governo e até a presidente Dilma, que presidiu o Conselho de Administração da empresa. O acionista sabe que o mercado de ações é um mercado de risco. Perder ou ganhar faz parte. Perder por uma conjuntura econômica inesperada ou porque o preço do barril de petróleo caiu no mercado internacional é aceitável, agora, perder porque pagaram bilhões em propinas ou negócios escusos e mal feitos é diferente. Nesta questão, o que houve foi um saque, no melhor estilo Ali Babá e os 40 ladrões, só que aqui são muito mais que 40. Eu não sei o que falta para que se formalize o pedido de impeachment da presidente Dilma. Há 50 anos, as Forças Armadas, por muito menos, derrubaram um presidente.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O BICHO VAI PEGAR

O americano não é bobo para cair na lorota de que existem duas Petrobrás, uma da bandidagem e outra de profissionais competentes e responsáveis. A ação proposta pela Wolf Popper LLP, em defesa dos acionistas estrangeiros, até que demorou muito para ser impetrada. Eu, particularmente, a estava aguardando ansiosamente.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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S.O.S. PETROBRÁS

Pelo amor de Deus, tirem Graça Foster da presidência da Petrobrás. A empresa já está vivendo um momento ruim, em razão da queda do preço do petróleo no mercado internacional, mas graças à incompetência dessa mulher a empresa está à beira de um colapso financeiro. O governo (leia-se Lula) está querendo que a companhia pague os débitos trabalhistas dos funcionários terceirizados e/ou das empresas fornecedoras, e ainda terá de arcar com as indenizações dos investidores nacionais e estrangeiros, caso estes ganhem os processos que estão impetrando contra a companhia. Sabemos que a empresa está sem dinheiro em caixa, em consequência dos desvios que vêm ocorrendo nos últimos 12 anos, por isso a conta de todo esse prejuízo será repassada para nós. Eu trabalho para pagar as minhas contas, e não para pagar os prejuízos gerados pela incompetência de Dilma Rousseff e Graça Foster.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PODE PIORAR

Não sei se devemos insistir na troca da diretoria da Petrobrás. É provável que o governo federal coloque nova diretoria composta por José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, seguido com um anúncio na TV: estamos passando o Brasil a limpo. Duvidam?

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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ESTAMOS PERDENDO

As palavras mais usadas na imprensa escrita, falada, televisionada e da web são corrupção, propina, petrolão e impunidade. Na corrida "brasileiros versus corrupção", a corrupção nos ultrapassa.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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O PT NO COMBATE À CORRUPÇÃO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na Conferência Internacional de Combate à Corrupção, recentemente realizada em Brasília, disse que "a sociedade deve se envergonhar de casos de desvios". Não satisfeito com o óbvio, reconheceu que há "fortes indícios de corrupção na Petrobrás". A completar a manifestação surreal, fez ver que a postura da presidente Dilma Rousseff é de "combate a malfeitos com determinação firme e irretocável". Silenciou propositadamente sobre a manobra no Congresso aprovando na marra a alteração da Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), para eximir a presidente da prática de crime de responsabilidade. Como "grand finale", voltou-se ao autoelogio no comportamento de seu partido, o PT, no combate à corrupção promovido nos últimos 12 anos. É no mínimo estarrecedor o desrespeito ao País e aos cidadãos quando o ministro da Justiça propositadamente procura nos enganar, não distinguindo, pelo menos, indícios de crime de ações dissimuladas consideradas anticorruptivas. Melhor seria ter ficado quieto, em vez de desdenhar de nossa inteligência.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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FALANDO FRANCAMENTE

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que "não existem indícios que recaiam sobre Graça Foster". Então tem de sair por incompetência. Ministro, nós dois e o resto do País sabemos que não é nada disso.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O DISCURSO DO PROCURADOR

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aconselhou a presidente Dilma a demitir toda a diretoria da Petrobrás, atolada em denúncias de roubo, o que ela prontamente se recusou a fazer. A nós, brasileiros, donos da Petrobrás, essa recusa se assemelha quando num galinheiro os ovos começaram a sumir e o segurança recomenda retirar todas as raposas do galinheiro até prova em contrário, mas o responsável se recusa a fazê-lo, enquanto não pegar as raposas com a boca na botija. Existem duas possibilidades e, nas duas, Dilma nos parece culpada: ou por inocência de achar que raposas não comem ovos ou por ser parceira na comilança. E não foi a "presidenta gerenta" reeleita que prometeu em campanha não compactuar jamais com a corrupção? Mais uma mentira neste mar de mentiras contadas para se reeleger.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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APLAUSOS

Que o contundente discurso do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no Dia Internacional de Combate à Corrupção, seja aplaudido de pé pelo País. Os bilionários megaesquemas de superfaturamento, desvio do erário e assalto aos cofres públicos constituem uma verdadeira "caça ao Tesouro Nacional", devendo ser detidos e combatidos com o rigor da lei. Basta de roubalheira, bandalheira e impunidade! Que os canalhas sejam jogados no cárcere!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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PETROLÃO: 'CAPI DI TUTTI CAPI'

A Petrobrás deixou uma grande pista do principal algoz da empresa: batizou um de seus campos petrolíferos com seu apelido.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA NO BRASIL

A população brasileira valoriza a democracia, como demonstrado por recente pesquisa. No período da República, foram poucos os períodos seguidos, como agora, que pudemos viver em democracia plena. Isso fez com que fundamentos democráticos não pudessem ser suficientemente aprimorados para combater aqueles que querem se apropriar e se locupletar do poder público. Partidos são formados sem base ideológica e sem planos claros de ação voltados ao eleitor. Certos de que a impunidade será relativa, políticos agem com desfaçatez ao efetivar o malfeito, sabedores do foro privilegiado e entendendo que uma punição relativa poderá ocorrer no longo prazo. A sensação de impunidade percebida pela população leva à descrença nas instituições públicas. Abre também caminho para que pretensos salvadores da Pátria tentem tomar o poder em proveito próprio. Temos de realizar a alteração da prática política no Brasil e fundamentar melhor nossas instituições para continuar preservando aquilo que valorizamos.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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DESPOLITIZAÇÃO

A opinião de brasileiros sobre a importância da democracia na pesquisa Ibope poderia ter um porcentual maior de aprovação. Mas no momento atual o brasileiro está numa fase em que a despolitização, principalmente da juventude, é flagrante. Isso pode ser constatado quando meios eletrônicos são usados para convocar pessoas a fazerem manifestações onde não há debate, não há nenhuma discussão, mas tão somente a demonstração de oportunismo de grupos conservadores. Esse quadro precisa mudar, a população precisa ser incentivada a crescer em participação, em acompanhamento dos poderes públicos nas áreas como saúde, educação, habitação e segurança pública, entre outras. Assim teremos um novo Brasil, por certo, incluindo, no caso, o combate aos corruptos e corruptores.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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QUE DEMOCRACIA É ESTA?

A mídia nacional concedeu ampla repercussão ao resultado de pesquisa realizada por institutos avalizados na qual os brasileiros firmaram convicção sobre a democracia ser o melhor sistema de governo. Perfeito! Carece, entretanto, entender se o simples fato de realizarmos eleições a cada dois anos significa que vivemos numa democracia. Já é alguma coisa, mas pouco, muito pouco. Além disso, cabe-nos perguntar se essa democracia não está permitindo que os partidos no poder a solapem e a deturpem, ao ponto de até inviabilizá-la no médio prazo.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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MUITO ALÉM DO VOTO

Infelizmente, assim como "é sempre animador saber a que satisfação dos brasileiros com a democracia está em alta", é desanimador saber que a maioria dos brasileiros não sabe o que é democracia, pensando que a mesma se resume ao poder votar. Democracia é muito mais do que só isso.

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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PLEBISCITO

Enquanto a peãozada não apear da dócil montaria, chamada Brasil, na qual se acastelou como dona do poder, não é recomendável um plebiscito, com voto secreto, sobre o nosso sistema político. Há risco de não dar democracia.

 

Lígia Maria Venturelli Fioravante

São Paulo

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FARSA DO PETISMO

O discurso de que Dilma Rousseff combate implacavelmente a corrupção é uma verdadeira balela. Ou farsa do petismo... Fosse assim, a presidente não teria oferecido a importante vice-presidência do Banco do Brasil ao ex-governador do Rio de Janeiro Antony Garotinho, atolado que está até o pescoço por graves denúncias. E esta é a sensação da nossa sociedade, que revela em pesquisa do Datafolha que 68% dos brasileiros acham que a presidente Dilma tem responsabilidade pela corrupção reinante na sua gestão. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CRITÉRIOS

O critério para escolha de presidentes de bancos públicos passa longe da capacitação. A proximidade política, o apadrinhamento e a afinidade são o que mais contam para a presidente Dilma. Afinal, será ela quem ditará as regras. Aos escolhidos só caberá dizer "sim, senhora".

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ATÉ QUANDO?

Até quando o Brasil terá de suportar as indicações políticas para cargos técnicos? Não é possível que ninguém aprendeu nada com o desastre da Petrobrás e tantos outros que estão arruinando o País. A presidente Dilma insulta o País com a indicação de Anthony Garotinho para a vice-presidência do Banco do Brasil, um prêmio de consolação pela sua derrota nas urnas, uma forma de ele e de seu partido continuarem faturando mesmo sem ter sido eleito. Até quando?

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ENCASTELADOS NO PODER

O artigo "Sindicatos e política", de José Antônio Segatto (10/12, A2), conseguiu com muita clareza mostrar que a trajetória do sindicalismo brasileiro é bem pior do que os pessimistas imaginavam. Se na vizinha Argentina os sindicalistas conseguiram inviabilizar um país outrora rico, aqui o sindicalismo tornou rica uma casta privilegiada encastelada em cargos chapa-branca nababescos. Antes eles eram contra o imposto sindical, agora são seus maiores defensores! Ao contrário da lagartixa, que na hora do aperto não faz questão de perder parte do rabo, esse sindicalismo jabuticaba cria penduricalhos como as tais centrais sindicais, abocanhando sem cerimônia 10% da arrecadação daquele imposto. Até quando vamos ter de tolerar tais descalabros?

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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A NOVELA DA LDO

Finalmente terminou a novela sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na qual o Congresso Nacional autorizou a presidente Dilma Rousseff a descumprir o superávit primário. Na prática, deputados e senadores autorizaram o governo federal a descumprir a meta de poupança para pagar os juros da dívida e, assim, desrespeitar a legislação que, em princípio, poderia penalizar a presidente reeleita por irresponsabilidade fiscal. O que vimos na terça-feira foi uma manobra tosca e arbitrária. O governo descumpre a meta e, para evitar eventuais penalidades, mudou a lei. É o mesmo que mexer nas regras do jogo durante a partida. Não satisfeitos com a atrocidade cometida em plena Casa Legislativa, os cidadãos que se manifestaram contra a proposta foram impedidos de expressar seu descontentamento nas galerias do Congresso. Que democracia é esta, cujo eleitor é proibido de exercer o seu direito à liberdade de expressão, pensamento e manifestação? A presidente manda e os congressistas obedecem? Não é atribuição constitucional de o Legislativo fiscalizar as ações do Executivo e cobrar o respeito à lei? Terminou a votação e a União poderá gastar à vontade. Mas é evidente o abismo cada vez maior entre eleitores e eleitos.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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TEMPO

O tempo é o senhor da razão, ele esclarece dúvidas, prova e comprova verdades, muda nossos pensamentos e condutas, responde às perguntas que ficaram sem respostas. O tempo nos ensina. Essa é a mensagem que gostaria de deixar registrada para os deputados e senadores que se envolveram em discussão no Congresso Nacional para, no final, aprovarem a Projeto de Lei que muda a LDO (PLN 36/2014).

 

Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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DE ÚLTIMA HORA

Pergunta que não quer calar: como é possível mudar uma lei que estabelece "diretrizes orçamentárias" se o próprio orçamento está no último mês de execução? Seria como mudar a receita depois do bolo pronto. Com a palavra, a Justiça.

Renato Pires repires49@gmail.com

Ribeirão Preto

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MUDANÇA NA LDO

Se não estivesse em vigor a Lei da Palmada, a ilibada mamãe de cada um dos deputados e senadores que são a favor do PLN 36/2014 certamente daria uns tapinhas nos bumbuns de seus desmoralizados rebentos.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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VENCEDORES E VENCIDO

A reunião do Congresso que aprovou a mudança na LDO teve dois vencedores: o governo, que conseguiu o que queria, e a oposição, que conseguiu marcar posição e mostrar que pretende endurecer o seu discurso. E teve um grande perdedor: o povo brasileiro, que desde junho de 2013 nutria a esperança de que a nossa política podia mudar para melhor, mas que, nessa reunião, viu ela chegar ao fundo do poço da indecência e da imoralidade.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro  

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IMPASSES

Em 2013, a "contabilidade criativa" superou o impasse do superávit primário. Em 2014, com o "prestativo" auxílio do Poder Legislativo, foi contornado o impasse na LDO. A superação seguinte foi o impasse criado pelas graves irregularidades encontradas pelos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas contas de campanha da candidata reeleita presidente. Para quem se safou em 2013 e burlou a LDO em 2014, foi fácil superar o impasse no TSE.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CHAMEM O MARQUETEIRO

Acompanho todas essas reações contrárias, legítimas ou apenas convenientes à vontade da presidente recém-eleita dessa aprovação tardia da LDO a fim de fingir cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e supostamente safar-se de punições maiores. Imagino, então, que dona Dilma deveria urgentemente chamar seu marqueteiro, João Santana, para auxiliá-la nesta árdua tarefa. Será que ele teria o mesmo sucesso agora, como teve, ainda que por pouco, enganando a tantos incautos? Lamentável, mas este é mais um capítulo deste domínio petista que transformou o nosso Brasil no país do "faz de conta".

Renato de Rezende Pierri rrpierri@gmail.com

São Paulo

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DIA DO MACARRÃO

Ufa, que alívio! Finalmente nossa "presidenta" honrou com louvor o exímio trabalhador e criador do poste sem iluminação, assinando o decreto homenageando o fantástico macarrão, decretando o dia 25 de outubro como o seu dia. Parabéns, afinal alguma coisa tinha de ser positiva em seu governo neste ano que está chegando ao fim.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Na quarta-feira foi entregue à presidente Dilma o relatório final da Comissão Nacional da Verdade. No site da comissão, eles mesmos admitem que só um caso novo de execução de perseguidos políticos foi revelado. Foi muito pouco para uma comissão que tinha amplos poderes e recursos para isso, além de os seus integrantes terem sido muito bem pagos para o trabalho. Uma comissão que nunca contou com um arquivista de ofício e só integrou um historiador "a posteriori", na verdade, queria produzir um monumento, não um documento, muito menos a apuração imparcial da verdade. Pior, diante de alguns depoimentos claramente denunciatórios, como o do coronel reformado Ustra, que praticamente confessou seus crimes à comissão chegando ao ponto de dizer que "faria tudo outra vez", a comissão nada fez. Parafraseando o professor Daniel Aarão Reis (ele mesmo um ex-guerrilheiro), 1964 ainda se encontra no campo da memória, não dá história. Presidente Dilma, a história da ditadura ainda será escrita.

Edison Minami edison.minami@hotmail.com

São Paulo

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PREPARANDO A REVANCHE

Cumprimento o "Estadão" pelo cirúrgico editorial  "O trabalho de uma comissão" (11/12, A3).  Deveras, "não existem comissões oficiais da verdade. Uma comissão oficial da verdade é, acima de tudo, uma comissão da mentira oficial - e esta conclui seu trabalho desrespeitando a própria lei que a criou" (R. Azevedo). O comitê deveria, como ordenava a lei, investigar os crimes ocorridos entre 1946 e 1988. Fizeram isso? Diz a mesma lei que "não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que (...) não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da comissão". Ora, a referida foi sabidamente constituída por notórios esquerdistas escolhidos a dedo pela sra. presidente da República, que atuou em organizações que visavam a tomar o poder e estabelecer o regime comunista no Brasil. Desde o seu nascedouro, portanto, a "imparcialidade" da comissão foi zero. As esquerdas, naqueles idos, não estavam "nem aí" para democracia alguma, mas, sim, preocupadas em estabelecer no Brasil uma outra ditadura, a do proletariado. Dito comitê poderia, seguramente, chamar-se "comissão da inverdade", ou, na melhor das hipóteses, "comissão da meia verdade", tanto que esqueceu-se de enumerar os 121 assassinatos cometidos pela esquerda armada, a soldo de Moscou, Pequim e Havana, no ímpeto de abrir caminho, à bala,  rumo ao poder - quando, então, do Palácio do Planalto, ordenaria o fuzilamento de alguns milhares de dissidentes da "nova ordem" marxista - como fez Fidel Castro, seu grande inspirador, em Cuba, país que até hoje sofre as consequências do regime ali instituído em 1959.  Para o comitê da "verdade", as vítimas dos movimentos esquerdistas não contam na ordem das coisas; não são "humanos", assim como tampouco contam os atos violentos que aqueles grupos praticaram com o objetivo de tomar o poder. Ao fim e ao cabo, tudo o que pretendem agora, apresentado seu relatório unilateral da "verdade" oficial, é a revogação da Lei da Anistia (1979), para concluir seu desiderato revanchista. Nas armas, perderam felizmente, o que nos livrou de poucas e boas. Querem, agora, a revanche no bico da pena e, se possível, com o auxílio da toga amiga.  Observação: por ironia, no mesmo dia 10 deram os jornais que a Câmara dos Representantes nos EUA aprovou lei antichavista em repúdio ao desrespeito contumaz aos direitos humanos na Venezuela. No mesmo dia, os matutinos apontaram que a ditadura castrista prendeu 32 manifestantes que tentavam celebrar o dia internacional dos Direitos Humanos. Seja em Cuba, seja na Venezuela, os direitos humanos simplesmente não existem. O governo brasileiro, hoje comandado por ex-guerrilheiros marxistas, é aliado e apoiador desses dois regimes tirânicos e despóticos. Que cada qual reflita e tire suas conclusões.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com   

São Paulo

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OMISSÃO E INDENIZAÇÕES

A tal Comissão Nacional da Verdade omitiu os nomes de vítimas dos terroristas e guerrilheiros que brutalizaram, mutilaram e assassinaram inocentes. Pelo contrário, esses bandidos ainda reivindicaram polpudas indenizações, enquanto os familiares daquelas vítimas jamais receberam um real sequer pela perda de seus entes queridos.

Clênio Falcão Lins Caldas clenio.caldas@gmail.com

São Paulo

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CARNAVAL

Muito carnaval em torno do relatório final da Comissão da "Inverdade". Açodados do jogo político e indignados por oportunismo insistem em demonizar as Forças Armadas. Os excessos ocorreram dos dois lados. Dores profundas e sequelas também atingiram famílias de militares. Idiotas que nunca pegaram nem cascudos na cabeça, mas que ganham mesada graças à Lei da Anistia, agora aparecem como vítimas. A corja se esquece de que foram as Forças Armadas que evitaram que o Brasil acabasse dominado pela praga do comunismo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MILITARES VERSUS GUERRILHA

Rui Barbosa deixou célebre frase e nela sintetiza e resume o erro da visão unilateral pelo linchamento popular aos militares: "Não há tribunais que bastem, para abrigar o direito, quando o dever (do justo) se ausenta da consciência de seus magistrados". Entenda-se aqui por "magistrados" os integrantes da Comissão Nacional da Verdade, que amarra no pelourinho popular os militares da ditadura (?), condenando-os em julgamento claramente contra a legem (lei de anistia vigorante). Pois que, de análise objetiva, não se cuida de lacuna da lei, e as leis penais não podem abrir exceção retroativa. Fique, pois, claro, não estamos julgando a "Comissão", senão a forma parcial, dirigida, por que se houve na conclusão a que chega. Impossível não se trazer aqui a seguinte distinção: cuida-se aqui, perguntamos, de aconselhamento para fazer justiça, ou tribunal de vindicta, para homenagear e indenizar sentimentos?! Se, tribunal de sentimentos ou ressentimentos, amarrem-se os militares ao pelourinho! Já se for tribunal do justo, amarrem-se os criminosos (de parte a parte) ao pelourinho! Pois, diz a lei, "todos são iguais perante a lei".  (Art. 5º CF). Voltemos os olhos e a atenção para este: "todos". Este o apanágio do "estado de direito".  Arrombar a porta do vizinho é crime. Porém, arrombar a porta do vizinho, cuja casa está em chamas para salvá-lo, é heroísmo. (O fato é o mesmo; se virtude ou crime depende da intenção e circunstâncias que animam o ato.) Por isso todo o processo tem de obedecer a devida legalidade, para que se examine o animus e circunstâncias em que envolvidos os acusados. Não se pode julgar com o coração, senão e unicamente com a razão; pois os fumos da paixão, levam-nos a injustiças maiores, que as que tentamos corrigir. Certíssima a conclusão a que arribou o professor Ives Gandra Martins, no seu aconselhamento publicado no "Estadão" (11/12, A8): "Gostaria que se exigisse aos guerrilheiros... pedissem desculpas pelos inocentes que sacrificaram." Para que na Comissão se abrigue o justo, a imparcialidade, impõe-se como premissa maior, para credibilidade das conclusões, que os crimes (todos) sejam, de parte a parte, apurados, é o que se impõe por questão de justiça.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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'DUAS NOTAS PARA O DIA SEGUINTE'

Causou-me asco e indignação o artigo "Duas notas para o dia seguinte", do senhor Eugênio Bucci (11/12, A2). Não sou defensor de regime militar, mas simpatizo com os regimes de direita. Entretanto, este que se intitula professor de Ética perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Os manifestantes a quem ele chama de "fascistinhas de outlet de Miami" estão expressando democraticamente a sua opinião, garantida pela Constituição da República, contra os desmandos dos cleptocratas do governo de Dilma Rousseff e deste lixo social chamado PT. Esta Comissão da Mentira, que ele tanto preza, se ele tivesse o cuidado de ler a lei que a instituiu, certamente iria constatar que ela mandava apurar os delitos praticados por ambos os lados. Ao não fazê-lo, tornou-se uma lei inconstitucional, nas palavras do professor Ives Gandra da Silva Martins.

Abdiel Reis Dourado abdiel@terra.com.br

São Paulo

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RESPOSTA

Ao ler o artigo do sr. Eugênio Bucci, "Duas notas para o dia seguinte", achei que ele merecia uma resposta. Mas logo na página três o editorialista do "Estadão" fez brilhantemente o trabalho que eu me impusera.

Renato S Jacob rsjbr61@gmail.com

São Paulo

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DIAGNÓSTICO

Os "heróis do povo brasileiro" assassinaram 121 "opressores ditatoriais", esquecidos no tal relatório. Os "cumpañeros de la verdad" podem sofrer de amnésia... A História não.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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COMISSÃO DO PRESENTE

Ao receber o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), a "presidenta" Dilma Rousseff disse: Esperamos que esse relatório contribua para que os fantasmas do passado doloroso e triste não possam mais se proteger das sombras e da omissão. Muito embora achei o trabalho dessa Comissão da Verdade de suma importância para revelar o que de fato ocorreu no passado,  rogo que num futuro bem próximo seja criada também em  nosso país uma Comissão do Presente. Até porque, na  minha opinião, diante das milhares de famílias que choram a morte de centenas de pessoas que são assaltadas e mortas nas esquinas da vida, as dores que os parentes terão de arrastar pela vida não são inferiores à dor daquelas que perderam seus entes queridos na época da ditadura.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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LÁGRIMAS

As lágrimas da presidente Dilma na cerimônia da Comissão da Verdade devem ser vistas como um ato de "mea culpa" dupla: as torturas existiram como resposta a terroristas que mataram e roubaram, grupos dos quais ela fez parte ativa; e, em segundo lugar, lágrimas de vergonha pelos escândalos da Petrobrás.

Godofredo Soares caetano.godofredo@terra.com.br 

São Paulo

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LÁGRIMAS DE CROCODILO

A presidente do "povo" se emocionou e chorou com o relatório final da Comissão da Verdade. Dona Dilma deveria chorar, isso sim, pela famigerada corrupção em seu governo, pelo presente vergonhoso, e não pelo passado. No presente, nós carecemos de investimentos em saúde, segurança, educação, transportes (rodovias, ferrovias, portos), etc., a população chora de verdade pelo abandono e muitos morrem por falta de estrutura. Enfim, semelhanças entre Dilma e os crocodilos são as lágrimas.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 

Sumaré

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