Fórum dos Leitores

BRASIL HOJE

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2014 | 02h04

Vergonha

Há um ditado que diz que cada povo tem o governo que merece. Confirma-se: a corja que se hospedou no Congresso Nacional acaba de se autoconceder reajuste salarial superior a 25%; Paulo Maluf, graças a uma manobra espúria do TSE, virou ficha-limpa, mas se sair do País vai para a cadeia; depois dos escândalos a Petrobrás, empresa orgulho dos brasileiros, está com seu valor patrimonial reduzido à metade graças ao assalto generalizado que vem sofrendo, ininterruptamente, desde que o PT assumiu o poder - e "ninguém sabia nada"... E a nossa "presidenta" tem avaliação positiva de seu (des)governo da ordem de 50%! Só nos resta, pois, esperar que Deus seja mesmo brasileiro e nos dê um pouco de esperança de que isso tudo um dia vai mudar, a fim de que possamos deixar para nossos netos (para os filhos não dá mais tempo) um País melhor.

ROBERTO LUIZ P. E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Direto na cara

Depois da liberação de criminosos do mensalão para cumprimento das penas em casa, depois da anulação do processo do caso Celso Daniel, depois de tantos absurdos cometidos pelo Judiciário brasileiro, sempre respaldados por uma legislação falha e complacente, recebo esse direto na minha cara: Maluf é ficha-limpa e vai tomar posse como deputado federal. Me dá o meu boné que eu vou embora!

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

TSE - o exemplo

O único lugar do mundo onde Paulo Maluf é ficha-limpa é o Tribunal Superior Eleitoral.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Dúvida cruel

Quem é mais cara de pau, Paulo Maluf ou os juízes do TSE que o absolveram?

ROBERTO A. KIRSCHNER

kir.robertoa@gmail.com

São Paulo

Ficha Limpa no lixo

Afinal, o que pretende o nosso Poder Judiciário? Jogar no lixo a Lei da Ficha Limpa por ter sido uma iniciativa do povo, e não dos "donos" do poder e dos benefícios? Tornar nosso país uma piada no exterior? O homem é procurado pela Interpol, tem dinheiro posto à disposição por banco no exterior, banco no exterior paga multa por ter aceitado transferências estranhas, e ele ainda é livrado da cassação de sua candidatura às vésperas da diplomação! Parece até que correram com o processo para não prejudicá-lo... Ou eu sou muito ignorante? Já me disseram isso e não acreditei. Mas prefiro continuar ignorante, porém com a minha capacidade de indignação!

M. MENDES DE BRITO

voni.brito@gmail.com

Bertioga

PETROBRÁS

Graça e a 'Ruivinha'

Com a confirmação da Controladoria-Geral da União (CGU) de que a compra da refinaria de Pasadena, conhecida como "Ruivinha", deu prejuízo de R$ 1,8 bilhão, fica cada vez mais difícil a situação da presidente da Petrobrás, Graça Foster, que defende a tese de que a compra teria sido um bom negócio.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Delação premiada na CPMI

Por ter mudado súbita e substancialmente o relatório da CPMI da Petrobrás, agora pedindo o indiciamento de 52 pessoas, até parece que o relator petista Marco Maia (RS) resolveu fechar, de última hora, acordo de delação premiada.

YOSHITOMO TSUJI

y.ts@hotmail.com

São Paulo

EUA E CUBA

Quebra de paradigmas

Com uma decisão pragmática os EUA não apenas reatam relações com Cuba, mas resgatam a ilha para a sua influência e reduzem a dos países ditos bolivarianos - cujas ações, somente centradas em solidariedade incondicional a Cuba, pouco contribuíram para a solução destes 53 anos de isolamento. E, principalmente, retiram destes a "muleta" do antiamericanismo radical que alimenta seus anseios de implantação de regimes totalitários de esquerda, que nos afligem internamente e nas vizinhanças. Parabéns ao presidente Barack Obama! O capitalismo e a democracia moderna quebram paradigmas e abrem perspectivas para a falência do ideologismo burro e retrógrado.

MANOEL S. DE ARAÚJO PEDROSA

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

O impossível acontece

Quem diria, os EUA compondo-se com Cuba com vista à ampliação do comércio, das comunicações e do turismo bilaterais! E o Brasil abandona o Tio Sam, seu tradicional parceiro econômico, para sonhar com a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), sob o patrocínio da China e da Rússia, em troca da miséria de sua ideologia ou da ideologia da miséria da esquerda bolivariana... Não merecemos tanto!

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

Agradecimento

Após 53 anos de embargo econômico dos EUA a Cuba e com as relações diplomáticas entre os dois países reatadas, os norte-americanos agradecem aos contribuintes do Brasil pelo porto de Mariel.

WALTER ANGELO CAROTTI

waltercarotti@yahoo.com.br

Indaiatuba

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Aloisio de Toledo César, Andrea Matarazzo - líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Carlos Gomes da Silva, Ataliba Monteiro de Moraes Filho, Carlos Henrique Giordano, Carlos Vogt, Equipe Conecte Comunicação, Ernesto Caruso e família, Evandro Gomes, Fernando Silva, FGV Relações Internacionais, Fundação Abrinq, Gaudêncio Torquato, Humberto Schuwartz Soares, Informa Economics FNP, Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), José Carlos de Carvalho Carneiro, José Nello Marques, Leleco e Maninha Barbosa,

Leonidas Ronconi, Luiz Dias, Luiz Felipe Dias Farah/Renata Violante Farah e Pedro, Luiz Gonzaga Bertelli (Ciee), Marcelo Leonardo Advogados Associados, Marco Aurélio Nogueira, Marcos Jank - BRF, Maria Teresa Amaral, Norman, Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas da USP, Panayotis Poulis, PUC Campinas - Assessoria de Imprensa, Sérgio Approbato Machado Júnior - Sescon-SP, Silvia Carneiro - Assessoria de Assuntos Institucionais do Secovi-SP e Silvio Ciampaglia - Sindicato da Indústria de Construção Pesada do Estado de São Paulo.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A REAPROXIMAÇÃO DE EUA E CUBA

Uma saraivada de comentários sobre a inusitada atitude do presidente Barack Obama, que após 53 anos de bloqueio a Cuba decide reatar relações oficiais com o governo de Raúl Castro, fica a impressão de que o gesto do americano tem menos que ver com a ilha e mais com a Rússia. Se Obama está pensando em tirar proveito político desse ato, pode tirar sua águia da chuva, porque o lobo pode perder o pelo, mas não perde a sua natureza. Que essa elogiável atitude não seja alimento para o comunismo dos Castro. Sem dúvida, a medida mais impactante neste afago dos EUA é a possibilidade de os cubanos receberem capitais financeiros internacionais, financiamentos e empréstimos de organismos como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Bancos estrangeiros que financiassem Cuba estariam sujeitos a pesadíssimas multas. Essa aproximação pode não ser bem recebida pelo povo cubano que sempre nutriu um orgulho ímpar em enfrentar os EUA. Fica o paradoxo de o campeão da democracia no planeta "namorar" com uma ditadura comunista. Moral da história: pagamos a construção do Porto de Mariel para favorecer os americanos no seu comércio exterior com Cuba e para atracar os seus transatlânticos em cruzeiro de férias.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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VIRANDO A PÁGINA

Demorou, mas enfim EUA e Cuba retomaram relações diplomáticas e de aproximação, após longas cinco décadas. O bloqueio e embargo econômico imposto a Cuba pelos EUA é criminoso e mais do que condenável. Verdadeira aberração e coisa de imperialistas e autocratas, que não respeitam a liberdade e a autodeterminação dos povos. Felizmente, Obama acordou de sua letargia e tomou uma atitude digna e decente. O Muro de Berlim caiu há 25 anos e a guerra fria é um espectro de um passado distante. É preciso virar a página, deixar o passado para trás e começar a escrever uma nova história, baseada no respeito pelas diferenças, tolerância e civilidade.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br  
São Paulo

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É O FIM DA GUERRA FRIA

O prudente Barack Obama, que não deseja ver novamente os EUA embarcando afoitamente em conflitos internacionais, como ocorreu com Iraque, Afeganistão, etc., surpreende o mundo anunciando medidas de aproximação com Cuba - com quem tinha relações suspensas desde 1961. O importante é que essa decisão da Casa Branca tem o apoio do presidente cubano, Raúl Castro. Estes países vizinhos, separados somente por 150 quilômetros de distância, podem finalmente se irmanar reparando um triste episódio histórico, que, por culpa principalmente do ditador Fidel Castro, fez o povo cubano sofrer grande humilhação e ser privado de qualquer liberdade de expressão. O provável desenvolvimento da ilha de Cuba poderá proporcionar também ótimas oportunidades de negócios para os investidores da terra de Tio Sam.  Lógico que esse acerto com Cuba faz parte da agenda de Barack Obama para isolar ainda mais a Rússia, ex-grande aliado da ilha, fragilizada que está com a sua economia. De qualquer forma, não deixa de ser uma notícia auspiciosa a reaproximação de EUA com Cuba, em pleno final do ano de 2014. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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ENFIM

Durante o funeral de Nelson Mandela, Barack Obama apertou a mão de Raúl Castro, abrindo caminho para um abraço apertado entre as nações.  Agora, com a bênção do papa Francisco, EUA e Cuba poderão, enfim, deixar a humanidade invadir seus corações. Amém!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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O SOFRIMENTO DO POVO CUBANO

Alguns analistas apaixonados pela ditadura que vigora há mais de 50 anos em Cuba assinalam o fato de que o sofrimento de seu povo decorre diretamente do bloqueio imposto pelo poderoso vizinho americano, injustificável, na opinião deles, uma vez que o regime lá reinante não constitui mais ameaça ao poder da potência. Não ressaltam, porém, que este mesmo sofrimento advém, talvez em maior intensidade, das opções políticas adotadas, sem considerar a vontade popular, ao longo de todo esse tempo, pelo grupo governante, pétreo. Não se deve esquecer também de que, ao menos uma vez, seu icônico ditador quase incendiou o mundo e despendeu vultosos recursos na tentativa de exportação de seu sistema, agindo militarmente em algumas partes do mundo, como em Angola, onerando a sociedade e acarretando hordas de veteranos de guerra, muitos inválidos, recebendo pensões que mal os mantêm no nível de miséria. Seria inconsistente, portanto, se a anunciada decisão, com indisfarçáveis objetivos marqueteiros, do presidente Obama, no sentido de restabelecer as relações, não vier acompanhada da exigência de uma abertura política sistemática que permita uma manifestação mais representativa dos anseios do povo cubano. Caso contrário, constituirá mais uma trapalhada diplomática com consequências parecidas com as que a Casa Branca tem plantado mundo afora.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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A INTERVENÇÃO DE PAPA FRANCISCO

Tal como João Paulo II interveio e cooperou muito com a queda do Muro de Berlim, pondo um ponto final na Rússia e em seus títeres comunistas, o papa Francisco cooperou e muito para o fim do isolamento imposto a Cuba. Atitudes como essas devem ser elogiadas não só pelos católicos, mas por todos os credos e religiões do mundo. É motivo de júbilo num mundo tão conturbado.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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'CUBA LIBRE'

Vivam o papa Francisco, Barack Obama e Raúl Castro! Viva "Cuba libre"!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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FOTO

As duas fotos de capa da edição de 18/12 são por demais expressivas: a foto nítida de Barack Obama e a de Raul Castro, embaçada; Barack Obama, de pé; Raul Castro, sentado; Barack Obama em trajes civis; Raul Castro com vestimentas da caserna; Barack Obama com discurso espontâneo; Raul Castro com roteiro escrito. E muitos da esquerda festiva nacional festejando EUA terem reconhecido que precisam de Cuba! Agora gostaria que o governo brasileiro informasse o preço real do Porto de Mariel, se o negócio foi tão bom para o País. 
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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PROFUNDAS DIFERENÇAS

Não sei se os editores do "Estadão" fizeram de propósito, mas ficou ótimo o Obama de terno, à esquerda, e o irmão do Fidel de farda militar, à direita. E que bela farda! Quatro estrelas em cada ombro e uma infinidade de miniaturas de condecorações no peito. Caso típico do general especializado em mandar recrutas mal preparados para fronts no estrangeiro ou em formar policiais militares para cercear o próprio povo cubano.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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VISÃO

A nossa estadista e sua diplomacia se apresentaram. Com o restabelecimento das relações EUA e Cuba, o Porto de Mariel poderá ser pago. Que visão, presidente!

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br 
São Paulo 

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RETÓRICA BOLIVARIANA

Sobre o restabelecimento das relações diplomáticas entre EUA e Cuba, quero, por meio das páginas deste centenário jornal, cumprimentar o sr. Marco Aurelio "top top" Garcia pelos relevantes serviços prestados na causa. Retórica bolivariana, meu amigo, não leva a lugar nenhum.

J. S. Morel Filho zzmorel@icloud.com 
Santos

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REVIRAVOLTA

O reatamento das relações diplomáticas entre EUA e Cuba deixou atônitos os simpatizantes de uma esclerose chamada comunismo. E afônicos também. E aí, PT, PCdoB, PCB, PSOL? Cuba em breve será mais um país caribenho, talvez paraíso fiscal. Neste caso, para a turma do PT, tudo bem. Transfeririam seus fundos da Suíça para lá. Que reviravolta! Comunismo já era.
 
Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A VEZ DE DILMA ROUSSEFF

A presidente Dilma está recebendo a presidência do Mercosul. Meus sentimentos...

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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TRISTE FINAL DE 2014

Anteontem os parlamentares brasileiros decidiram aumentar os seus proventos em mais de 200% acima da inflação. Ontem, Joaquim Levy avisou que vai aumentar impostos. Desse jeito dá para entender por que tem gente querendo a volta dos militares... 
 
Pedro M. Piccoli pmpicc@terra.com.br 
Curitiba 

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PENSÃO MILITAR

O noticiário nacional dá conta de que o senhor Levy pensa em começar seu programa econômico cortando as pensões das filhas de militares. Melhor o novo ministro se aprofundar no assunto e preparar-se para um ressarcimento espetacular. Em 1998, houve uma mudança, negativa e ilegal, imposta pelo comando da Fazenda e aceita pelo Exército, neste benefício: os familiares dos militares já mortos mantinham o direito, os ainda vivos pagariam para mantê-lo. Muitos abriram mão de fazê-lo, outros aceitaram pagar o plus (20%), que não é pouco. Os que ingressaram no Exército após 1998 já não se enquadram na antiga lei. Vai ser bom receber, em vida, 16 anos de continuados descontos, com juros e correções. Por outro lado, acabar com aposentadorias imorais do Legislativo e seus planos de saúde, nem pensar; com as gratificações dos conselheiros das estatais (na Petrobrás, mais de R$ 70 mil por mês, para uma reunião de trabalho mensal), de jeito nenhum. Esqueça os militares, sr. Levy, salvo se quiser aumentar seus miseráveis salários.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador 

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'OS DOIS LADOS'

Veríssimo, em crônica à página C8 de 18/12 ("Os dois lados"), alude ao fato de agentes públicos, "pagos por todos nós", terem torturado e matado dentro de prédios públicos. Mário Kozel Filho, a soldo do Exército brasileiro, explodido por bomba atirada à porta do quartel por terroristas, também era pago "por todos nós". E Sônia Racy, na página C2 da mesma edição, aponta para o "outro lado" do governo atual: a falta de transparência na construção do porto cubano de Mariel, que, a exemplo de financiamentos a outros países, foi pago com dinheiro "de todos nós", mas carimbado de "sigiloso". Veríssimo é genial, mas não é Deus.

Luiz C. Bissoli tiocaio17@gmail.com 
São Paulo

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LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

A meu ver, erra o articulista quando diz que não havia igualdade de forças (18/12, C8). Se eu aceitar essa tese, cabe a ele também aceitar e colocar na balança para uma reflexão, que o lado da lei atuava fardado, tinha endereços (residencial e profissional) certos e sabidos, portanto total vulnerabilidade. O lado dos terroristas atuava na clandestinidade, não tinha endereços conhecidos, era absolutamente dissimulado (o terrorista poderia estar ao seu lado e você não se dava conta de quem ele era e o que podia fazer, de surpresa). Desejar que haja um só peso e uma só medida para ambos os lados é necessário, pois no balanço geral os dois lados estavam numa guerra, e em guerra há que se ter considerações especiais. Muito fácil, no calor de Ipanema ou no frio de Porto Alegre, sair-se julgando coisas das quais só se sabe por informação, não da vivência. Além de todos estes fatos, a Anistia foi geral, portanto aplicável a ambos os lados da guerra, se há revisão de um lado, tal revisão tem de ser aplicada a ambos os lados.

Abel de Mattos Cabral Neto abelcabral@uol.com.br 
Campinas

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VERÍSSIMO E A POLÍTICA

Veríssimo precisa restringir-se à sua especialidade, que é o fino humor, no que é um mestre. Suas análises políticas são um desastre incompatível com sua cultura. 

Godofredo Soares caetano.godofredo@terra.com.br 
São Paulo

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COMISSÃO DA QUASE VERDADE 

A Comissão Nacional da Verdade, principalmente em sua última fase, coordenada pelo ex-petista Pedro Dallari, se notabilizou por procurar uma verdade unilateral. Ou seja, investigaram apenas as denúncias de tortura e crimes, provocados pelas Forças Armadas e organizações paramilitares ligadas à ditadura. Embora monstruoso o número de 432 vítimas encontrado, não se compara com as milhares de vítimas em países menores como Argentina, Uruguai e, principalmente, Chile. Outra coisa a ser considerada é que a violência atingiu não apenas guerrilheiros armados que morreram atirando, mas pessoas pacíficas, como Vladimir Herzog, porque simplesmente tinham outra visão política. Mas a grande falha, em meu entender, deste trabalho foi que num dado momento e, principalmente, na coordenação final de Dallari, a comissão quis mudar seu rumo da verdade, atraída pelos cinco minutos de glória, para a vingança, tentando entre outras coisas anular a Lei da Anistia, mas de forma unilateral, apenas com os crimes cometidos pelos militares, e não pelos crimes comuns cometidos pelos de esquerda. E ainda não se preocuparam com outras 119 vítimas inocentes de responsabilidade das organizações de esquerda; guardas civis, vigias, soldados, motoristas de taxi e bancários e até moços idealistas como outro bauruense Márcio Leite de Toledo, "justiçado" por ter supostamente opiniões divergentes de seus líderes, e planejar sair da luta armada. O número 119, comparado com os 434 do outro lado, é pequeno, mas tem de ser considerado, pois essas vítimas eram tão ou mais inocentes que Herzog, apenas faziam seu trabalho, sem defender nenhuma facção política e sempre na defesa de pessoas ou patrimônio, sendo surpreendidas por ataques. Além disso, essas vítimas foram totalmente esquecidas, suas famílias não foram indenizadas e nem sobre elas se escrevem livros ou filmes, como acontece com seus algozes. A tortura é hedionda e principalmente a que é proveniente do Estado. No entanto, o terrorismo, seja por que motivo for, também é. A lição que deve ficar para a história é de que nunca "os fins justificam os meios" e que a violência do terrorismo levou ao endurecimento do regime e que o endurecimento do regime levou a mais terrorismo, assim fechando o ciclo malévolo. As duas partes lutavam pela ditadura, uns de esquerda, outros de direita. Nenhuma delas tinha heróis, como hoje querem nos fazer crer, e, sim, pessoas cruéis a ponto de nada sentir ao torturar ou matar quem atrapalhava seus objetivos. A sociedade brasileira ficaria melhor se, ao invés de Médicis e Costa e Silva ou Marighellas e Lamarcas, tivéssemos mais Tancredos e Ulisses, que lutaram de maneira democrática e foram em última análise os responsáveis pela derrota da ditadura e pela redemocratização no Brasil.

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com
Bauru

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TERRORISTAS E ATERRORIZADOS

Quem é essa mulher / Que canta sempre esse estribilho / Só queria embalar meu filho / Que mora na escuridão do mar... Qualquer excesso cometido pela Comissão da Verdade é pequeno diante das atrocidades cometidas pela ditadura que, como denunciou Zuzu Angel antes de morrer: "transformaram em terroristas os aterrorizados".

Maria Isis M. M. de Barros misismb@hotmail.com 
Santa Rita do Passa Quatro

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A DOR DAS FAMÍLIAS

Insulto e desonesto é pensar que a dor das famílias dos guerrilheiros de esquerda é maior que a dos mortos "da direita", além de pagarmos pensões milionárias aos familiares dos de esquerda, muitos inclusive com militância na imprensa e que não seriam famosos com o pouco talento se não tivessem a badalação decorrente dos fatos ocorridos na época da repressão aos comunistas.

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br 
São José do Rio Preto

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CASO CELSO DANIEL

Na próxima Comissão da Verdade, daqui a 50 anos, talvez saberemos as circunstâncias da morte de Celso Daniel.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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QUEM TEM MEDO DO SOMBRA?

Em 2002, a morte de Celso Daniel foi uma tragédia grega para o PT. Lula, próximo de uma vitória, foi obrigado a optar: família ou Estado, amigo ou poder? Os diálogos telefônicos com a participação de Greenhalgh, Gilberto Carvalho e Sérgio Sombra revelam com clareza qual foi a escolha.
  
Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br 
Rio de Janeiro 

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MORTO NOVAMENTE

Você, aí, que está duvidando da segunda morte de Celso Daniel, fique sabendo que, se preciso for e para defender a máfia do PT infiltrada no governo, Celso Daniel terá a segunda, a terceira e até a quarta morte. Aguarde os próximos capítulos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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MALUF, UM FORAGIDO, VEM AÍ
 
A parte emporcalhada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidida pelo pequeno Dias Toffoli, de "reputação ilibada e notável saber jurídico", segundo o PT, concede registro de candidatura a Paulo Maluf, ladrão, ficha suja e procurado pela Interpol ("TSE devolve votos a Maluf, que terá mais 4 anos na Câmara", "Estadão", 18/12, A9). O corrupto, eleito por 250.296 coniventes, foi favorecido por uma reviravolta no TSE que já o havia barrado. Aproveitando a ausência do ministro Ademar Gonzaga, e com a presença do substituto Tarcísio de tal, mais Mendes, Otávio de tal e o pequeno, conseguiram virar o jogo. Como acreditar na Justiça brasileira, se o indigitado foragido da Interpol disse textualmente: "Sempre confiei e continuo acreditando na Justiça brasileira"?
 
Otoni Gali Rosa otoni.ogrcom@uol.com.br 
São Paulo 

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PESADELO

Após ler no "Estadão" as declarações de Graça Foster e de Paulo Maluf, vou me recolher para dormir, se é que consigo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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BRASIL, UM LUGAR ESTRANHO

O Brasil é o país mais surreal do planeta. As denúncias de Venina Fonseca comprovam de uma vez por todas que Graça Foster sabia, há mais de cinco anos, de todo o descalabro desenvolvido pela organização criminosa que havia se instalado na Petrobrás. Mesmo diante desse fato escandaloso, a presidente da República, Dilma Rousseff, não demite a sua amiga querida da petroleira que, hoje, encontra-se reduzida à condição de piada mundial. Outra coisa: discute-se, por aí, se Dilma sabia ou não sabia do circo de horrores da Petrobrás, como se essa fosse uma dúvida pertinente - com todo o respeito, é ridículo admitir que a condutora (com mãos de ferro) do setor energético brasileiro não tenha percebido nada de errado com a empresa cujo valor de mercado vem minguando sem parar mês após mês, e já não é de hoje. Por que não se conduziu uma operação verdadeiramente séria e profunda sobre as suspeitas levantadas por Venina e sobre o pífio desempenho da Petrobrás nos últimos tempos? É admissível que uma empresa dessa relevância caia de um valor de mercado de mais de R$ 700 bilhões para R$ 130 bilhões (e com dívida de mais de R$ 300 bilhões) e fique o governo olhando para isso como se nada fora do convencional estivesse se passando? Não, não é admissível, pois é evidente que quem tramou o petrolão foi o próprio governo, para sugar a empresa até a última gota de óleo e amealhar apoio político da base alugada no Congresso. Além disso, num país normal, a atuação de Dilma e os fatos que vieram a público até agora já seriam mais do que suficientes para sacramentar a configuração de crime de responsabilidade e posterior abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Por muito menos, Fernando Collor teve seu mandato interrompido. Mas, para muita gente (só não sei se a maioria do País), discutir impeachment no caso da petista Dilma é "golpismo". O Brasil, de fato, é um lugar extremamente esquisito. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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QUEM SÃO ELES?

A geóloga Venina Fonseca, ex-gerente da Petrobrás, disse que antigamente tinha imenso orgulho de trabalhar na Petrobrás e que este sentimento deu lugar à vergonha. Após suas denúncias sobre a roubalheira que existia na estatal nada foi feito, ao contrário, foi demitida por justa causa. Que absurdo! Demitiram a funcionária cujo motivo foi ser honesta? Ela comportou-se como uma empregada séria, digna, com elevação de caráter, honrada e passou a informação a sua superior, a presidente Graça Foster, que nada fez e, o que é pior, mentiu publicamente dizendo que não sabia do desvio de dinheiro. Venina deveria ser readmitida e indenizada pelo dano moral e físico a que foi submetida, inclusive com uma arma na cabeça e com ameaças à sua família. Afinal, quem são estas pessoas dirigentes da Petrobrás? 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro
  
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VENINA VENENO
 
As declarações da gerente da Petrobrás Venina Veloso Fernandes, desterrada para Cingapura após denunciar aos superiores as falcatruas na empresa, envenenaram definitivamente a permanência na presidência de Maria das Graças Foster, que depois do tsunami de bandalheiras vindas a público tornou-se uma Maria Desgraças. Sua amiga presidenta da República reluta em demiti-la, apesar de só o fato, conhecido há muito tempo, de a empresa de seu marido, sr. Foster, deter 43 contratos com a Petrobrás, 28 deles sem licitação, ser bastante e suficiente para ejetá-la do cargo. Mas acima da moralidade administrativa Dilma coloca a solidariedade guerrilheira.
 
Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br 
São Paulo

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DEMISSÕES

"Presidenta", como sugeriu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, demita imediatamente toda a diretoria da Petrobrás, mesmo que não haja indícios da participação dela, como disse o ministro José Eduardo Cardozo, na maior e comprovada roubalheira continuada do País. Pergunto ao ministro: o que fazia essa diretoria que permitiu toda essa falcatrua e não viu nada? Não percebeu sequer a decadência da outrora grande Petrobrás. Foram no mínimo incompetentes, o que justifica plenamente a sua demissão. Aproveite também, "presidenta", e demita o seu ministro da Justiça, pelo mesmo motivo.

Eduardo Alves Duarte ibiunaimoveis@gmail.com 
Ibiúna

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PARA CUMPRIR A PROMESSA

Em sua recente campanha para reeleição, a presidente Dilma se autoproclamou a defensora do "petróleo é nosso", da Petrobrás e de tudo o que se relacionava a essa companhia, que seria teoricamente do povo brasileiro. Esqueceu-se de dizer que o prejuízo é do povo e que o lucro é da PeTrobrás. Assim, para fazer prevalecer as promessas ao povo brasileiro, deveria em primeiro lugar demitir a diretoria toda, pois em qualquer multinacional do petróleo do mundo, se houvesse negligência (sabendo dos "desmandos'" e não tomando providencia) ou má administração (incompetência, pois não perceberam ou detectaram a sangria do dinheiro da empresa em 12 anos), em qualquer país sério, seriam ou por um motivo ou pelo outro imediatamente substituídos. A propósito, as empresas de petróleo no mundo nos últimos quatro anos cresceram em média 20%, enquanto a brasileira diminuiu seu valor em 60% Até agora. Assim, no mundo inteiro, com a queda do preço internacional do petróleo, diminuiu o preço da gasolina; aqui, no Brasil, teremos alta, para não deixar falir nossa empresa, que era o grande orgulho nacional. 

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com 
São José dos Campos

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BREJO
 
A presidente Dilma não tem escolha, ou substitui urgentemente a sra. Graça Foster e seus "homens de confiança", objetivando a restabelecer a credibilidade, ou nosso "orgulho nacional" vai para o brejo, a exemplo do império de Eike Batista. Basta ver os resultados na Bolsa de Valores.

Mauro Roberto Ziglio  mrziglio@hotmail.com
Ourinhos 

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'GRACINHA'

A cada dia que passa, a Petrobrás fica mais parecida com a sua presidenta.

Julio Cruz Lima Neto limaj@plastekbrasil.com.br 
São Paulo

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HONORÁRIOS

Nem pagando se conseguiria a defesa de Graça...

A.Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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ATÉ QUE TUDO SE APURE

A Petrobrás não é Ministério, não é agência reguladora, autarquia ou universidade. Portanto, somente com a demissão de toda a diretoria da empresa, para que tudo seja apurado imparcialmente, e para que a faxina seja real, feita por técnicos competentes e de fora da organização, se poderá salvá-la. O mercado é racional! É claro que, tão certo como afirmar que o sol brilhará amanhã, uma atitude dessas porá em risco os governos do PT, porque, como foi dito alhures, "tem digital espalhada para todo lado na companhia". Lembremo-nos de Itamar Franco, que afastou seu chefe da Casa Civil, cujo nome havia sido mencionado numa CPI, para, depois de tudo apurado, tê-lo de volta com atestado de lisura e reputação ilibada.
 
Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília

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RATEIO

Apelo aos 54,5 milhões de eleitores de Dilma que a ajudem a tirar a Petrobrás da crise em que se encontra. Como sugestão, doem parte daquilo que receberam ao longo destes 12 anos de governo. Se cada um doar R$ 10 mil, em média, o que é muito pouco, relativamente ao que ganharam injustamente, uma receita extra de R$ 545 bilhões entraria nos cofres da empresa. Isso é suficiente para pagar suas dívidas e ainda financiar o programa do pré-sal pelos próximos anos. 

Iria se Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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A ÚNICA SAÍDA

Com uma dívida da Petrobrás atualizada (15/12) de US$ 135,3 bilhões ou R$ 365 bilhões, valor de mercado de R$ 114 bilhões e mais uns US$ 100 milhões de ações judiciais em andamento nos Estados Unidos, a única saída é a transferência para a iniciativa privada. Em suma, a missão do governo deve se restringir à regulação dos setores da economia com agências de regulação fortes, com pessoal técnico especializado e sem qualquer influência partidária. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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'OS COMPANHEIROS'

Em 2008 o banco norte-americano Lehman Brothers quebrou e foi o estopim da crise financeira que afetou a economia mundial, inclusive o Brasil, mas aqui, segundo o presidente no poder à época da hecatombe econômica, Lula da Silva, não passou de "uma marolinha" e continuou a gastar irresponsavelmente; ao contrário de países da zona do euro, governados com responsabilidade e que adotaram medidas austeras de ajustes fiscais e reformas antipopulares, hoje, a maioria já respira sem a ajuda de aparelhos. Então, o cetro do poder foi passado à atual presidente, Dilma Rousseff, que a exemplo de seu antecessor, padrinho e guru, em nome do populismo e do oportunismo, visando à reeleição, não poupou esforços para limar ainda mais nossas economias e, de pires na mão, comprou o Congresso Nacional para cobrir contas devedoras, resultado de sua compulsividade e irresponsabilidade em gastar dinheiro que não lhe pertence. Exemplo claro desse desleixo com o dinheiro público, a Petrobrás, hoje, em vez de ocupar noticiários econômicos como empresa bem-sucedida, é manchete nas páginas policiais e, sem dinheiro para honrar seus compromissos, está a um passo da insolvência. Lá os Brothers quebraram um banco, aqui, os "companheiros" conseguiram detonar uma Nação inteira e entregar o seu orgulho maior a bandidos.  

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 

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PRIVATIZAÇÃO

O PT, desde a campanha eleitoral do 1.º mandato de Lula, sempre acusou o PSDB de querer privatizar a Petrobrás, como se fosse sua grande guardiã. Agora, com notícias diárias sobre o mar de lama que atinge a estatal em ralação ao assalto perpetrado aos seus cofres, sendo que 3% de todos os contratos da Petrobrás eram desviados para o PT, PMDB e PP, percebe-se agora o real motivo dessa infâmia. Por acaso, a cúpula do partido nada sabia da entrada dessa dinheirama?
 
Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br 
São Paulo

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CHANCE PERDIDA

Sr. FHC, os brasileiros "deveremos" acreditar na dupla Lula/Dilma caso venha a culpá-lo pela falência da Petrobrás durante a próxima campanha presidencial. Afinal, o sr. foi o único a ter a chance de privatizá-la!
 
Fábio Alexandre F. Pessuto fabio_pessuto@hotmail.com 
Santana de Parnaíba

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OS DESAFIOS DA PETROBRÁS
 
A Petrobrás é a preocupação dos brasileiros. A conjuntura internacional do petróleo, cujo preço caiu para menos de US$ 60,00 o barril, nos impacta. Os planos de investimento e estruturação no pré-sal e em outras fontes levam em consideração o barril oscilando em US$ 100,00. Como consequência, poderemos produzir, na prospecção própria, um petróleo mais caro do que o existente no mercado. Apesar de todos os problemas, a petrolífera é um grande empreendimento. Sua criação, na década de 1950, foi resposta a uma grande aspiração nacional. Agora, no entanto, carece de modernização de propostas e matriz de trabalho. Precisa desvencilhar-se do noticiário policial, voltar-se mais ao seu objetivo fundamental de suprir o mercado energético nacional, sem servir de instrumento de política governamental, de contenção inflacionária e muito menos de sustentação partidária. A atual diretoria, independentemente de ter ou não ter culpa nos malfeitos, já não reúne credibilidade e precisa ser substituída. A queda do preço do petróleo é um sensível ente da economia mundial. Importante compreendê-la e dela tirar proveito. Se for mais vantajoso, temos de consumir o óleo importado e guardar o nosso para as épocas de escassez. Do petróleo também depende o álcool combustível que, para ser viável, não pode custar mais que 70% da gasolina. O Brasil tem de salvar a Petrobrás e rediscutir a matriz energética nacional.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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EM CRISE

A Petrobrás vive, hoje, sua maior crise. Não técnica, pois muitos têm sido os avanços promovidos por sua valorosa e competente força de mão de obra. Mas moral, pois está, literalmente, mergulhada num poço de escândalos e sucessivas provas incontestes de corrupção para lá de qualquer camada que possa sustentar o que alguns vêm fazendo com a empresa até pouco tempo uma das primeiras do mundo. Os brasileiros estão envergonhados, não com sua indiscutível performance em relação à descoberta e prospecção de petróleo, e sim com o que a banda podre do governo Dilma Rousseff, petralhas e demais lulopetistas vêm fazendo para destruir a imagem da Petrobrás e, consequentemente, a do País. O mercado internacional começa a dar sinais de querer voltar àquela época de total desconfiança em relação a se negociar com o Brasil, sem falar na desvalorização diária das ações e da teimosia do governo em manter toda a diretoria, aliás, o grande marco para sua decadência. Manter na presidência Graça Foster e, ao seu lado, fiéis diretores que viam tudo e, passivamente, nada faziam, ou permitiam a roubalheira, ou, na pior (se é que existe algo pior do que os exemplos de corrupção nestes últimos 12 anos) das hipóteses, se locupletavam com ela, só nos leva a inferir que existem "forças ocultas" torcendo - e muito - para a decretação da falência múltipla dos órgãos dessa quase moribunda chamada Petrobrás para, quem sabe, encaminhá-la a um CTI de ponta, quem sabe, na Bélgica, Holanda ou mesmo Pasadena (EUA) por preço de banana? Ou morta, para ser enterrada na Venezuela ou em Cuba? Depois, que ninguém reclame, se instituições de defesa da soberania nacional recomeçarem a se alvoroçar por causa de tanta corrupção, pela dilapidação do patrimônio e perda do orgulho de ser brasileiro incompatíveis com os níveis de violência, desemprego, baixos salários e serviços públicos de baixa qualidade para quem possui tantas riquezas, inclusive, offshore.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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CONSELHEIROS

Como temos sido informados pela imprensa, várias pessoas estão detidas para esclarecimento da megacorrupção ocorrida na Petrobrás. Dentre elas encontramos o engenheiro João Auler, que ocupou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa. Como já existem ocorrências semelhantes, o conselho poderia ter recebido relatórios incompletos, de diretores incompetentes ou corruptos, da mencionada empresa, que teriam levado o mesmo a decisões lesivas, equivocadas ou mesmo corruptas. Por isonomia com cargos semelhantes, ocupados na própria Petrobrás, ele não deveria estar em liberdade aguardando uma investigação dos malfeitos dos diretores, ou alguns são mais presidentes de conselhos do que outros?
 
Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br 
São Paulo

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OPERAÇÃO LIMPA FOSSA

Rumores dão conta de que a Polícia Federal tem indícios de mais problemas, agora em ferrovias, portos, aeroportos, hidrelétricas, etc. Agora vem aí a "Operação Limpa Fossa", porque no poço não tem mais nada no fundo para ver ou limpar.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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APROVAÇÃO DO GOVERNO

Se este desgoverno medíocre e desastroso de Dilma Rousseff tem 52% de aprovação, imaginem o caos que estaria o País se essa porcentagem fosse pior, que é a realidade. Está cheirando a pesquisa manipulada e encomendada.  

Silvério V. Fagá silverfaga@hotmail.com 
São Paulo

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ALTERNÂNCIA PARTIDÁRIA

Mais de 12 anos de PT no poder em Brasília produziram o mensalão e o petrolão. Mais de 20 anos de PSDB no poder em São Paulo produziram o trenzão. Isso considerando só os escândalos mais famosos. Mesmo desprezando aqueles que, com toda a certeza, ainda surgirão, é vergonhosa a superioridade da competência do PT sobre a do PSDB no assunto. Haja eficiência. Em pouco mais da metade do tempo, conseguiu muito mais que o dobro do resultado. Parodiando o procurador-geral, Rodrigo Janot, são, sim, verdadeiros professores. Mas se há um partido ganhador nesta triste competição, todos sabemos que o verdadeiro perdedor é o cidadão, que paga esta conta. Este lamentável cenário põe em questão se a atual obrigatoriedade de alternância no poder não deveria, de alguma forma, incluir também a alternância partidária. Melhor ainda se de oposição. A limitação no tempo que um partido fica no poder impediria, quiçá, que apodrecesse. 

Lazar Krym lkrym@terra.com.br 
São Paulo

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ANTÔNIO DONATO

Pessoalmente, nunca acreditei nas denúncias contra o vereador Antônio Donato (PT). A primeira pessoa a se solidarizar com ele publicamente, em nota, quando deixou a secretaria, fui eu. À época, até sugeri a um pessoal da Subprefeitura do Campo Limpo, zona sul, que fosse feito um grande ato de solidariedade a ele. A ideia foi levada adiante pelos seus apoiadores do Capão Redondo, ligados ao deputado federal Carlos Zarattini (PT). Antônio Pardinho e Antônio Carneiro, da ONG Reviver Capão, são testemunhas disso. A professora Maria Stela Graciani, da PUC -SP, também. No início de 2013, num encontro no Sindicato dos Engenheiros, no Centro, dei o livro "O Contrato Social", de Rousseau, ao então secretário e disse: Donato, os atuais contratos de limpeza urbana e transporte público ferem os direitos da coletividade paulistana - por que não fazer uma licitação internacional para resolver a questão? E o secretário respondeu: "Vamos pensar no assunto". Antônio Donato, vítima de velhos quadrilheiros, reúne qualidades para ser o melhor presidente que a Câmara Municipal já teve. Conheço algumas de suas propostas e ideias de inovação e modernização da administração municipal. Se não for assassinado, será o futuro prefeito de São Paulo. Isso porque na Prefeitura existem vários complôs contra quaisquer mudanças que beneficiem os mais pobres. 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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BAIXARIA NO CONGRESSO

Ora, senhores, vamos acabar com este cinismo politicamente correto! O deputado Jair Bolsonaro excedeu-se, sim, em sua resposta à deputada Maria do Rosário, que, por sua vez, passou dos limites ao rotulá-lo de estuprador. O contexto não vem ao caso, o que interessa é a postura de ambos. Mas fiquei curiosa em saber onde estava esta senhora quando Paulo Maluf, em sua inocência pueril, soltou aquela famosa pérola: "Estupra, mas não mata"? Ele, aliado da vez, pode e tem licença para incitar ao crime? E o que dizer daquele que foi denunciado por um dos mais antigos fundadores do PT, hoje fora do partido, lógico, de ter tentado abusar do "menino do MEP" durante temporada de um mês que passou na prisão nos anos de chumbo? Tratava-se de um rapaz de apenas 17 anos e, mesmo tão menino, felizmente conseguiu escapar do assédio sexual deste grande líder adorado por parte de uma esquerda intelectual acostumada a passar suas férias em Paris e por militantes menos graduados. E talvez por este mesmo abuso hediondo, mais admirado ficou por gente que acredita que tudo vale a pena quando é praticado por este "herói", exemplo de integridade, que responde pelo nome de Lula da Silva. É de fato um disparate! Chega de dois pesos e duas medidas. Este país precisa cair em si. Caso contrário, nunca haveremos de ter paz e muito menos democracia de verdade. 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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RANÇO IDEOLÓGICO

Faz tempo que os petralhas querem a cassação de Jair Bolsonaro e, para tanto, devem ter contratado a deputada Maria do Rosário (PT-RS) para levá-lo ao máximo, já que o povo carioca deposita nele sua confiança para representá-los no Congresso. Assim como ela, Bolsonaro tem sangue quente e não leva desaforo para casa, já que é "um dos poucos honestos" entre mais de 500 naquela casa. Mas, se é para cassar, os dois deveriam ser julgados, porque meses atrás ela também faltou com decoro ao chamá-lo de estuprador, e isso atinge também todos os homens honestos do País. Na verdade, o querem fora da Câmara há anos e, como estamos numa democracia, acharam um jeito para enxotá-lo de vez. Bolsonaro representa os "militares", precisa desenhar? O julgamento não será pelas palavras proferidas por Bolsonaro no Congresso, e, sim, "quem ele representa". Esse ranço ideológico já deu! Fora os dois!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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ESTÍMULO REVERSO

Ao entender que o deputado Jair Bolsonaro, ao dizer que não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ela "não merecia", instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, mostrou alguma disposição para não reconhecer que o deputado estava usando de sentido figurado. Poderia ter entendido que nem ela nem qualquer outra mulher merece ser estuprada. Mas preferiu interpretar a afirmação dele pela conotação reversa, oculta e subjetiva. Então, já que o tema passou a ser instigação de estupro, uma pergunta: será que a vice-procuradora-geral já denunciou algumas novelas, filmes e programas da TV ou alguns sites da web pelo mesmo motivo? Senão, quem, na opinião dela e do Ministério da Justiça, seriam os grandes responsáveis pela média nacional de registros policiais de estupro, que anda na casa de um a cada dez minutos?
Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br 
São Paulo

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