Fórum dos Leitores

DILMA 2

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2015 | 02h05

Agora vem a conta

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, assumiu oficialmente a pasta ontem e já deixou claro que haverá aumento de impostos. A justificativa é reequilibrar as contas públicas e possibilitar um novo ciclo de crescimento ao País. O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do planeta e, ainda assim, é incapaz de oferecer serviços públicos de qualidade e de financiar os benefícios trabalhistas e previdenciários. O motivo para o descompasso é um só: a má gestão. Desde o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff a Nação presenciou uma gastança sem precedentes, sobretudo se somarmos os volumes desviados nos escândalos de corrupção. Aumento de tributação significa aumentar a receita no curto prazo. Acontece, porém, que cidadãos e empresários estão com a corda no pescoço. Pagamos mais de 35% só de impostos e contribuições e temos uma infraestrutura de péssima qualidade, sem contar a precariedade dos demais serviços essenciais. Enfim, o que vimos na cerimônia de posse do novo ministro foi o que a presidente negou em sua campanha eleitoral. Teremos aumento de impostos, sim, ajustes na economia, desemprego e, na melhor das hipóteses, algum crescimento econômico em 2015.

WILLIAN MARTINS

martins.willian@globo.com

Guararema

Esperança

Que Deus ajude o ministro Joaquim Levy a destrinchar as "pedaladas" criadas por Arno Augustin, secretário do Tesouro da equipe econômica que afundou o País, sob o comando de Guido Mantega.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Dúvida

Será que está dentro dos planos do nosso novo ministro da Fazenda, sr. Joaquim Levy, ajudar a reerguer a caótica situação econômica da Venezuela?

WALTER DIAS DE CARVALHO

walterdc@uol.com.br

Jundiaí

Espinha dobrada

Joaquim Levy que pule fora enquanto é tempo! Nelson Barbosa já foi desmoralizado, o próximo pode ser ele.

CELSO VICENTE FIORINI

celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

Vaca de presépio

Não poderia ter sido pior o início do segundo mandato da truculenta Dilma Rousseff. Nelson Barbosa começa a mostrar que se identifica muito bem com Guido Mantega como vaquinha de presépio. Tivesse um pouco de fibra e opinião própria, pediria o boné.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Chefona

No Ministério de Dilma diálogos não são admitidos. Continuará ministro apenas quem cumprir as ordens emanadas dos monólogos da chefa.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Façam suas apostas

Quantos ministros cairão nos três primeiros meses deste novo mandato de Dilma?

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Mais do mesmo

Não bastou a dona Dilma nos colocar em situação econômica trágica. No primeiro dia de governo desmoralizou "sua" nova equipe econômica, nosso último fio de esperança. Brasileiros, acordem!

SÔNIA MARIA BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São José do Rio Preto

Cor da moda

Em 2015, até o Ibovespa aderiu à cor da moda: não sai do vermelho. O PT está finalmente colhendo o que plantou.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

PETROBRÁS

Novo slogan

Com a ação da Petrobrás cotada a menos de R$ 9, seu novo slogan, "a gente é mais Brasil", cai como uma luva na atual situação do Brasil de Dilma, cada vez mais desvalorizado, desacreditado e se aproximando do fundo do poço.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Gasene

A Petrobrás criou uma empresa "só no papel" para construir e operar a rede de gasodutos Gasene, segundo constatação da ANP, reproduzida em auditoria sigilosa do TCU. A auditoria apontou também custos superfaturados em mais de 1.800%. Mas "não somos ladrões". O.k?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Fundos de pensão

Além da Petrobrás atolada em corrupção, agora é a vez do Petros, o fundo de pensão dos empregados da estatal, que os informados sabem como está ligado às bandalheiras em geral. Se abrirem a caixa-preta dos fundos de pensão de todas as empresas estatais, só nos restará uma coisa: tapar o nariz!

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@gmail.com

São Paulo

Abutres

Os abutres americanos sucederão aos da base aliada, cujos representantes agora se encastelam no novo Ministério da presidente Dilma. Que as vítimas da rapinagem na Petrobrás - seus funcionários de carreira, acionistas privados e contribuintes - procurem novos caminhos de solução. Pressionem suas associações representativas para que interpelem os políticos honestos que possam comprometer-se com a estatização - de fato - das agências reguladoras, com a subordinação dos conselhos de administração das estatais ao Estado, e não apenas aos governos, e/ou com a privatização. Como está, o Brasil vai, logo, logo, se transformar numa Argentina ajoelhada aos novos abutres.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Balanço

A aprovação do balanço do terceiro trimestre de 2014 das contas da Petrobrás, pelo andar da carruagem, ainda vai longe. Mas não se discutem os balanços dos trimestres anteriores e os balanços gerais dos últimos cinco anos, pelo menos. Quem os auditava? Se foi a PricewaterhouseCoopers que os auditou, imagino que faltam estrofes para fechar essa linda poesia.

JOSÉ WILSON LOPES

jwlopes@uol.com.br

Garça

ESTADÃO, 140 ANOS

Cumprimento toda a equipe de “O Estado de S. Paulo” pelos 140 anos de existência do jornal, que mantém o compromisso de bem informar e defender as liberdades democráticas e a correta utilização dos recursos públicos. O noticiário de “O Estado de S. Paulo”, acompanhando a gestão pública e os diversos segmentos da sociedade, é imprescindível para quem deseja estar bem informado.

Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com
São Paulo

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Parabéns ao “Estadão” pelos seus 140 de existência.

José Wilson Lopes jwlopes@uol.com.br 
Garça

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Assinante do “Estadão” há algumas décadas, faço parte daqueles que o cumprimentam pelas 14 décadas em defesa da liberdade de expressão e pela divulgação correta da notícia, essência do verdadeiro jornalismo investigativo, responsável por reportar os fatos que constituirão a história de uma nação. Nesse sentido, permito-me sugerir a inserção no jornal de uma seção na qual seria reproduzida uma página do “Estadão” de uma edição do passado. Como exemplo significativo, a primeira página da edição de 20 de março de 1964, importante documento histórico desconhecido da imensa maioria dos brasileiros que não viveram aqueles dias. O título, “Enquanto há liberdade”, encimava a foto de manifestação no centro de São Paulo quando 500 mil pessoas se reuniram na Marcha da Família com Deus pela Liberdade e registrou, para a História do Brasil, o momento de apreensão que vivíamos às portas do comunismo, temerosos diante da perda dos nossos direitos democráticos.
 
Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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Um muito obrigado com o tamanho de 140 anos. Pode soar cabotino um elogio a um grande órgão brasileiro da comunicação no dia de seu aniversário. Mesmo quando se comemoram 140 anos, o que não é pouco quando se cobra dos meios de comunicação compromisso com a verdade, com o direito amplo e irrestrito à informação e no limiar de um tempo em que o governo federal esforça-se para impor um controle ideológico sobre os meios de informação em nosso país. Nem sempre defendemos as mesmas posições. Episodicamente, estivemos em campos opostos, ideológica e politicamente, mas confesso que sempre respeitei o “Estadão” pelo seu apego à liberdade e aos direitos individuais e da livre iniciativa. Quando jovem, muitas vezes julguei-o conservador em excesso e comprometido com o capital mais do que com o social, mas me apaziguei com o jornal quando corajosamente se opôs as abusos da ditadura militar de 1964, que apoiou em seus primeiros momentos. Poemas de Camões e receitas eram o sinal de que algo havia sido censurado e, com algum esforço, logo descobríamos o fato que os censores tentavam ocultar. Hoje, tanto quanto ontem, precisamos de uma imprensa independente e escrava da verdade e do fato que se torna notícia. A informação é a única e verdadeira forma de emancipação dos cidadãos brasileiros oprimidos e manipulados pela sua falta e pelas notícias e resultados fabricados, sobretudo em anos de eleição. Que possamos continuar comemorando este compromisso e a dignidade de sua história, porque ela se confunde com a história da democracia do nosso Brasil.

Milton Flavio M. Lautenschlager, presidente do Diretório Municipal do PSDB-SP miltonflaviol@gmail.com 
São Paulo

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“Estadão”: 140 velinhas iluminando nossas manhãs
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net  
São Paulo

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Parabéns pelos 140 anos do jornal “O Estado de S. Paulo”! Um marco histórico na busca constante pela excelência em jornalismo.
  
Rodney Vergili rodney@digitalassessoria.com.br    
São Paulo

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Parabéns, “Estadão”, pelos 140 anos. Só espero que o PT não dure tanto.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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SEGUNDO GOVERNO DILMA

Com o cenário internacional ruim e o interno pior ainda, e com Dilma Rousseff repetindo a receita que no seu primeiro mandato fez com que tudo desse errado, o Brasil irá enfrentar a pior crise de toda a sua história, com a volta inexorável do povo às ruas tão logo passe a anestesia do carnaval e ele caia na realidade dos enormes aumentos de preços que lhe cairão sobre as costas. Transporte público, IPTU, IPVA, alimentos, luz, mensalidades escolares e tudo o mais cujo aumento ficou represado em 2014 para favorecer a reeleição da presidente ou terá de ser reajustado agora pela inflação real. Não vai ter marqueteiro para conseguir dourar essa pílula.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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AÍ VEM PANCADA

Os ministros nomeados por Dilma Rousseff para o seu segundo mandato que preparem o dorso, porque vem pancada por aí. Jamais o gabinete de um presidente conseguiu reunir uma equipe tão heterogênea no que diz respeito à familiaridade com os problemas da pasta. Na área da Economia, Joaquim Levy e Nelson Barbosa são considerados os suprassumos dessa equipe, os morubixaba diante de um grupo de aprendizes de ministério. Nelson Barbosa resolveu mostrar serviço e anunciou a mudança no sistema de cálculo do salário mínimo. A madrinha de casamento da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, não gostou e Barbosa teve de mudar o teor da notícia. Essa equipe econômica já merece uma UTI. Pretendem economizar R$ 18 bilhões em 2015. Sabem quem foi vampirizado? Como sempre, o trabalhador, o beneficiário da Previdência Social tão defendido por Dilma antes da eleição. O Brasil está atolado em problemas de saúde, educação e segurança, com uma ladroagem jamais vista desde que aqui aportou Pedro Álvares Cabral, e vem esta equipe econômica e começa tropeçando nas próprias pernas... Gostaria que Dilma, seus ministros e auxiliares tivessem o êxito de que o Brasil precisa, mas tenho de citar o Barão de Itararé, quando disse: “Tudo o que pode dar errado acaba dando errado mesmo”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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TUDO IGUAL

Só as primeiras 48 horas do “novo” governo Dilma mostraram mais do mesmo. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, foi obrigado a desdizer medida anunciada em sua posse, de “propor uma nova regra para o salário mínimo a ser enviada ao Congresso nos próximos meses”. Substituiu-a por “a proposta de valorização do salário mínimo de 2016 seguirá a regra de reajuste atualmente vigente”. Excluídos os petistas e outros apaniguados com o poder, será que alguém em sã consciência acredita que o governo recém-iniciado será diferente do anterior?
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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MAU PRESSÁGIO

O desânimo que acorre aos jovens de hoje não pode ser um bom presságio para o Brasil. As afirmações da presidente Dilma e os fatos que ocorreram no primeiro dia de seu governo, quando ela desautorizou seu ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, expondo-o ao vexame de ser repreendido em público, mostram-nos o horizonte sombrio que nos espreita. A inflação voltando aos infernais problemas de proteger nosso poder aquisitivo não pode ser confortável para quem já sentiu o alívio da realidade do Plano Real, de ver um filho feliz ao saber que o dinheiro de sua merenda na escola não precisaria mais ser corrigido para que ele comprasse o necessário na escola. Espero que o ministro Levy não engula nenhum sapo e que não precise engoli-lo, porque infelizmente a presidente Dilma, que se acha a melhor economista do mundo, já foi obrigada a aceitar a elevação dos juros que ela mesma ordenou que baixasse. Sua soberba é imensurável, inaceitável e, principalmente, prejudicial ao povo, que é obrigado a sofrer com a inflação acima do teto da meta. 
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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O SALÁRIO MÍNIMO E O PT

O Partido dos Trabalhadores, que defende os interesses do lulopetismo, tem mostrado como é amigo e protetor dos trabalhadores no quesito salário mínimo: ele o tem mantido no mínimo dos mínimos. Enquanto isso, os “poderes” comandados por lulopt ganham o máximo. A propósito, há vários partidos que têm trabalhadores no nome, só no nome.

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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MAU COMEÇO

Nem bem assumiu direito o cargo, o novo ministro Nelson Barbosa já começa a ver a “putaria” que irá enfrentar se continuar no posto. Sim, porque passará a ser uma nova marionete sob a vara da presidente. Salve-se quem puder.

Antonio Boer toboer@uol.com.br 
Americana 

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A PRIMEIRA RAQUETADA DE DILMA

Muito antes do que se esperava a presidenta Dilma cortou o barato do seu novo ministro Nelson Barbosa. Parece que ele assimilou bem esse primeiro golpe. Será que aguentará os próximos? Cuidado, presidenta, cortar o barato pode sair caro.

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br 
Teresópolis (RJ)

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O GALO SE MATA NA PRIMEIRA NOITE

A colisão sra. presidente versus seu ministro Nelson Barbosa lembra bem a historinha acima. Ainda se vislumbra alguma chance para o trio de ministros da área econômica?

Carlos H. W. Flechtmann chwflech@usp.br 
Piracicaba

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PONTO COM NÓ

Tudo bem se somente Luiz Carlos Trabuco Cappi estivesse presente na posse da dona Dilma, para prestigiar Joaquim Levy. Mas também estiveram por lá o senhor Lazaro Brandão e, quem sabe, até Márcio Cypriano e Alcides Lopes Tápias, convenientemente disfarçados. Resta saber se o espírito do senhor Amador Aguiar também baixou por lá para comemorarem juntos o rendimento incondicional do petismo ao capital privado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DESEJOS PARA 2015

Sucesso para a equipe econômica em sua “missão impossível”, pôr a casa em ordem sem impor sacrifícios para ninguém, especialmente o governo e seus aliados (a retração do ministro Nelson Barbosa sobre o reajuste do salário mínimo é emblemática). Notas 10 para o ministro de Educação, Cid Gomes, se o alcance do “Brasil Pátria Educadora” (lema do novo governo) não se limitasse à alfabetização das crianças brasileiras, e para a ministra Kátia Abreu, se conseguisse “segurar” o avanço das motosserras nas matas brasileiras e da turma do MST sobre as áreas produtivas do País. O “homem da mala”, George Hilton, substituiu Aldo Rebelo no Esporte. O Brasil será julgado pelo trabalho de Hilton, na organização da Olimpíada de 2016, e pela posição de Rebelo, agora no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, sobre o aquecimento global, que não é “incompatível com o conhecimento contemporâneo”. Desejamos verdadeira mudança nas estatais, pois o poço cavado pelos companheiros para a Petrobrás foi mais fundo que o do pré-sal. Deve dar certo, pois para a presidente Dilma “o impossível se faz já; só os milagres ficam para depois”.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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FUNÇÕES DE MINISTRO

Ontem pela manhã tive o desprazer de assistir a uma rápida entrevista com o ministro da Educação, Cid Gomes, na TV. Pelos menos no caso deste senhor, descobri que ele não sabe qual sua verdadeira utilidade para a Nação. A todo o momento ele dizia que obedeceria às ordens da presidente. Mesmo sabendo que nossa educação básica, média e superior que aí estão, na maioria dos casos, é de péssima qualidade. Qual é sua função, mudar ou seguir as ordens sem pé nem cabeça da chefe?

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 
São Paulo
 
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FÁBULA

Para quem acredita em fábulas, o PT acabou de contar uma afirmando que porá no prazo de um ano 2,9 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola. Por favor, não é para rir. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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MINISTÉRIO DO ESPORTE

Agora entendi a nomeação do pastor George Hilton como ministro do Esporte. Para sair da péssima situação do esporte no Brasil, só com muita oração.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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‘INOVAR NA POLÍTICA’

Fernando Henrique Cardoso é, sem dúvida, um homem culto. E vaidoso. Por isso, vale-se da mal disfarçada superioridade intelectual que julga ter para defender as suas posições político-ideológicas, que não são, em grande parte, as mesmas do seu e do meu partido. Diferentemente do que afirmou em artigo publicado neste domingo (“Inovar na política”, “Estadão”, 4/1, A2), PSDB e PT não são próximos em termos ideológicos. Foram! E estão a anos-luz de distância na prática política. No concerto do afrodescendente alienado que ele cometeu – correspondente ao samba que detesta –, ele delira como Dilma. Ambos os partidos caminharam para a direita. O PSDB conservador e o PT republicano-ditatorial, 1.ª República, claro. É sinal de senilidade ou alheamento à realidade, tão em voga entre presidentes passados e atuais, afirmar que a direita refugia-se no clientelismo (balcão de cargos e verbas!) e a esquerda no romantismo (terrorismo e romantismo só rimam, sem dar poesia!). Ou FHC cala-se e mantém o respeito e os eleitores do PSDB ou muda de partido.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br 
Salvador

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POR UMA OPOSIÇÃO CONTUNDENTE

Nominar o PSDB como partido “primo” do PT, mesmo no contexto de um artigo com propósitos de um reposicionamento político para influenciar nas atitudes do partido, nos explica por que temos carência de uma oposição contundente ao PT. A denominação “primos” justifica o meu pensamento de que não pode haver uma oposição verdadeira quando todos são originalmente “farinha do mesmo saco”. Pelo artigo publicado, concluo que por parte do PSDB não há contraponto ideológico profundo entre PSDB e PT para que se possa ter uma oposição eficaz. O PT não pensava assim quando estava na oposição. Cada vez mais acho que o Brasil neste momento precisaria muito de um partido de centro-direita. Por falta dele é que aparecem manifestações que criam a figura da “direita golpista”, como citada pelo nosso respeitado FHC.

Manoel Pedrosa link.pedrosa@gmail.com 
São Paulo

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DESSERVIÇO

Direita seria a inovação da política brasileira. O ex-presidente Fernando Henrique presta um desserviço à política brasileira ao classificar a direita como clientelista e golpista, inclusive porque seu próprio governo se apoiou na direita (PFL, PMDB, PPB). Este tipo de discurso que faz com que ideias liberais e conservadoras (de direita) sejam excluídas do debate político brasileiro, ainda que exista um grande contingente de eleitores adeptos das mesmas. Outro desserviço foi prestado ao seu próprio partido. Se PSDB e PT têm a mesma gênesis, não há como isso representar algo nem positivo nem progressista ao tucanato.

Fernando Faneco fhbfaneco@gmail.com 
São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

O artigo de Fernando Henrique Cardoso de domingo (4/1) neste jornal só veio a confirmar o que 30% dos brasileiros que não votaram já sabiam: PT e PSDB são farinha do mesmo saco.

Armando Duarte armandoduartep@gmail.com 
Santo André  

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A DEFESA DE GILBERTO CARVALHO

Na saída do governo, o ex-secretário-geral da Presidência Gilberto Carvalho gritou: “Não somos ladrões!”. Depois, saiu pelas portas do fundo. Será que entregou o cartão de crédito corporativo? A conferir.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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SEM EXPLICAÇÃO

Concordo com Gilberto Carvalho. Quando chamamos o PT de quadrilha, sabemos por que o fazemos. Até agora, ninguém – da sua quadrilha – explicou a morte de Celso Daniel (na qual ele estava envolvido). Ninguém – da sua quadrilha – explicou o que foi feito na Petrobrás. Ninguém – da sua quadrilha – explicou como a JBS cresceu de maneira desmesurada nos últimos governos. Ninguém – da sua quadrilha – explicou como foi investido dinheiro público nas empresas de Eike Batista (que Lula dizia ser o maior empresário do planeta). À custa de quem viajava em jatinhos para o mundo inteiro? Ninguém – da sua quadrilha – consegue explicar por que nenhuma obra do PAC consegue ser finalizada. Ninguém – da sua quadrilha – consegue explicar por que a transposição do Rio São Francisco não consegue sair do chão. Enfim, Gilberto Carvalho não consegue ao menos explicar o que fez em todos estes anos no Palácio do Planalto.

Geraldo Roberto Banaskiwtz nadia.zy@terra.com.br 
São Paulo 

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LADRÃO OU CORRUPTO?

Diz o dito popular: “Quanto mais alto se grita, menos razão”. Acredite, senhor Gilberto Carvalho, nessa verdade. E, se quer gritar, sugiro esta frase parafraseando a militância: “PT dinheiro do povo brasileiro”.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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A MENTIRA DESEDUCA

A presidente Dilma Rousseff disse que seu lema de governo é “Brasil, Pátria educadora”. Pois bem, a presidente precisa ser avisada de que a mentira deseduca, portanto, senhora presidente, comece seu governo falando verdades. Não esconda os assaltos na Petrobrás, os ajustes que terá de fazer para colocar o Brasil nos trilhos, de onde foi tirado por seu próprio governo. Dilma também terá de enfrentar a herança maldita deixada pelo PT. Falar a verdade significa encarar de frente os problemas e não se esconder atrás deles. Todos os brasileiros sabem que quem ganhou a eleição foi João Santana, expert em mentir. A presidente comportou-se como uma aluna bem mandada, foi lá e mentiu. E agora? Disse que não mexeria nos direitos sociais dos trabalhadores e já mexeu. Dilma pode fazer um bom governo? Até poderia, se tivesse priorizado a escolha de seus ministros. Não escolheu pelo mérito, priorizou o apoio de seus companheiros. Com isso garantiu emprego aos que não se elegeram. Boa parte dos que aplaudiram Dilma em sua posse está envolvida na Operação Lava Jato. Essa operação  promete muitas emoções. Aguardemos o desenrolar dos fatos.

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Nas minhas elucubrações, a Polícia Federal foi brilhante ao levar a Operação Lava Jato ao âmbito da Justiça Federal do Paraná, para desespero dos criminosos. Se o desdobramento atingir um prejuízo de centenas de bilhões de reais, não me surpreenderia. Uma avaliação grosseira, pois não conheço os números exatos, leva-me a considerar, nos quatros anos da presidente Dilma, investimentos na ordem de R$ 1 trilhão e não acredito em desvio inferior a 10% – considerando os absurdos erros de projeto, de orçamento, atrasos nas obras e soma dos prejuízos, a equivocada interferência no setor elétrico, além da obrigatoriedade de produtos, componentes e navios fabricados aqui para o pré-sal, que retardou a produção e multiplicou custos (o que explica por que os venezuelanos “pularam fora”), mais “aspones” e privilégios, inclusive em aposentadorias. Ou seja, uma auditoria ampla, independente e competente nos levaria, creio, a exigir providências claras e punibilidade. A sorte dos bandidos e irresponsáveis é de que não estamos na China.
 
André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

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PETROBRÁS EM QUEDA NA BOLSA

Na semana passada, a Bovespa reduziu o peso das ações da Petrobrás no Índice da Bolsa. Não se preocupem. O próximo passo é virar segunda linha e, depois, pó. Quedas da Bolsa de Valores e das ações da Petrobrás à parte, não sei que otimismo é este da presidente Dilma com relação à economia e às contas do País. Eles, petistas, deram um nó neles mesmos, por incompetência. Agora não sabem o que fazer e ficam alugando o ouvido do povo com abobrinhas. O cenário mundial, em razão do cenário europeu, por causa da instabilidade política grega, que pode levar o país a abandonar o euro, uma desaceleração maior na economia chinesa, a queda do preço do barril do petróleo, os problemas na estatal e as preocupações com o quadro fiscal projetam um cenário dos piores para o Brasil em 2015. Mas o discurso deles, para os neófitos, é de que o País está protegido. Protegido por quem, cara pálida?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PAPÉIS DESVALORIZADOS

Antes que dê perda total, aconselha-se aos acionistas da Petrobrás que reciclem suas ações e, depois de transformadas em papel higiênico, exportem-nas para a Venezuela, onde tal artigo, devido à escassez e grande demanda, tem comercialização com lucro garantido.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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‘INIMIGOS EXTERNOS’

A afirmação da presidente Dilma de que é preciso defender a Petrobrás de inimigos externos é uma tentativa rasteira de desviar o foco da atenção da questão principal, que é a corrupção sistemática interna. É óbvio que a corrupção e a falta de seriedade deixam a Petrobrás vulnerável a interesses especulativos externos. A solução é muito simples, presidente: demitir toda a diretoria, colocar gente honesta na empresa e recomeçar do zero. Só isso. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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NOVO BORDÃO

Depois de repetir continuadamente o bordão criado por seu partido, o PT, de “imprensa golpista”, dona Dilma está criando agora um outro, que denominou em seu discurso de posse de “inimigos externos” da Petrobrás, evitando em benefício próprio admitir que quem causou o maior estrago na empresa foram seus “cumpanheros”. Quem são os inimigos externos? Provavelmente quem vai levar a culpa, agora, é o Império do Norte. Por conveniência. Outro ponto a destacar em seu discurso foi a afirmação de que “o governo do PT mudou o País”. Sobre isso não há dúvida, só que para pior. Afirmou ainda que o ex-presidente Lula é “o maior líder popular da história do Brasil”. Lula está, portanto, superando grandes homens, patriotas, que existiram desde o ano de 1.500. Dilma devia se informar melhor sobre a história do Brasil. 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com
Santo André

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DILMA BONAPARTE

Vestindo a faixa presidencial, dona Dilma me lembrou Napoleão Bonaparte ao se autocoroar imperador.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br 
São Paulo

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NOTÍCIA INDIGESTA

Anos atrás, pelas reportagens, qualquer bom entendedor percebia que havia mais do que “velha amizade” entre Lula, José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobrás, e o governador da Bahia, Jacques Wagner. Sabíamos também da proximidade de Jacques Wagner com a presidente Dilma, quando em Salvador ela passeava na lancha particular do governador. Agora o jornal “O Globo” publica que o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou uma empresa de fachada criada pela própria “Petrobrás em 2010” para construção de gasoduto, com investimento de R$ 6,3 bilhões, e diagnosticado superfaturamento de 1.800%. No lançamento dessa empresa de fachada, todos eles estavam presentes, inclusive Dilma e Graça Foster. O problema quando existe “poder” é que a sensação de punição fica anulada nas mentes predatórias, achando que jamais serão descobertos. Mas na era da internet, só com o “controle da mídia”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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LIBERDADE DE IMPRENSA

O novo governo tomou posse no dia 1.º de janeiro e, desde então, iniciou as discussões sobre a proposta que visa a regular a mídia no País ou, segundo os defensores do projeto, democratizar a imprensa brasileira. A ideia é defendida pelo partido da presidente Dilma Rousseff desde os tempos do ex-presidente Lula, mas nunca avançou. Agora, depois dos inúmeros escândalos de corrupção que mais das vezes foram denunciados pelo jornalismo brasileiro, o governo federal decidiu levantar a bandeira da regulação midiática. A proposta é duplamente perigosa. Primeiro, pelo fato de ser uma ideia que, direta ou indiretamente, afeta a liberdade de expressão. Segundo porque a regulação econômica da mídia tem, em minha opinião, o objetivo de tornar as empresas de comunicação mais dependentes das verbas publicitárias do Estado e, assim, possibilitar a ingerência política dentro das redações. A própria Constituição brasileira tem dispositivos que autorregulam as comunicações no País, tornando a proposta um absurdo sem precedentes numa grande democracia como a nossa. Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, o Brasil corre um sério risco de cercear o direito à liberdade de expressão. A ideia é semelhante ao que aconteceu na Argentina e na Venezuela, ou seja, limitar a atuação dos jornalistas. Respeito aqueles que defendem a necessidade de uma modificação na legislação que trata da comunicação social, mas a maioria dos brasileiros quer que as liberdades duramente conquistas sejam mantidas.

Willian Martins martins.willian@globo.com 
Guararema 

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ILUSÃO
 
Sr. Ricardo Berzoini (PT), ministro das Comunicações, qualquer tentativa de “regulação da mídia” é um pontapé na porta da democracia! 
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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CIÊNCIA SEM ‘FRONTEIRAS’

O governo federal, que fez do programa Ciência sem Fronteiras outra das notáveis meninas dos olhos de seu governo populista, fica a dever respostas, igualmente judiciosas, ao editorial do “Estadão” “Ciência sem verba” (5/1, A3), especialmente às indagações: os fundos do Ministério de Ciência e Tecnologia desviam recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior, drenando-os de sua atividade-fim para o dito programa? As verbas para pesquisa mínguam, em razão dessa distorção, conforme declarou a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)? Perdemos na produção de tecnologia e patentes? Pode estar comprometida, por falta de verbas, pesquisa nacional anti-HIV já em estado avançado, pelo mesmo motivo? Alunos de graduação, sem experiência em inglês, não conseguem acompanhar aulas e experiências laboratoriais? As contas (para variar) estão desequilibradas e muitas bolsas foram pagas com atrasos, o que deixou jovens sem recursos para comer e pagar aluguel no exterior? Não cremos que sobrevenham justificativas à “imprensa burguesa”.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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‘CIÊNCIA SEM VERBA’

É a cara do PT, para eles o programa representa apenas os votos que o partido contabilizaria, em nenhum momento se pensou nos benefícios que o País teria com o real aproveitamento dos bolsistas quando do seu retorno. Mandar pessoas para estudar fora do País sem que tenham fluência pelo menos básica em inglês (por exemplo) não pode nem ser considerado incompetência (outra marca desse partido), é má-fé mesmo, é o desprezo pelo nosso dinheiro, é muito fácil jogar dinheiro fora quando nunca trabalhou seriamente para se sustentar. Sem falar no desvio de verba de pesquisas importantíssimas para ajudar a financiar um desvario desse tipo. Quando ficaremos livres desse tipo de gente, eu me pergunto diariamente?
 
Auta T. Garcia Cares auta.cares@yahoo.com.br 
Osasco

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ENFOQUE ELEITOREIRO

Como todos os projetos do PAC, o Ciência sem Fronteiras é também um programa demagógico que têm apenas o enfoque eleitoreiro.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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BOLSAS E BOLSAS
 
Consta que Dilma Rousseff levou um baita susto com o resultado de pesquisa mostrando que quase 70% dos bolsistas do Prouni declaram-se contra o Bolsa Família. Por causa disso, está convencida de que precisa melhorar a comunicação do governo. Tanto o Prouni quanto o Bolsa Família são programas assistenciais do governo federal. Ambos sofrem críticas relacionadas à gestão. A diferença de fundo entre um e outro, todavia, é que o primeiro é virtuoso; apoia os que se propõem a queimar as pestanas para conquistar um lugar ao sol, sem a dependência do Estado. Já o segundo, distribuído sem maiores controles e sem contar com a dignidade de uma “porta de saída” – já que o governo do PT nada faz para resgatar da miséria esses contingentes –, dá força ao coitadismo e induz à dependência parasitária, constituindo grande ativo eleitoral. Sem qualquer horizonte que não o fim de mês, os beneficiários do Bolsa Família, amanhã, nutrir-se-ão das riquezas a serem criadas pelos hoje bolsistas do Prouni e assim marcarão sua existência pela contínua dependência do Estado. Como se vê, há bolsas e bolsas... Uma convida ao saber, gera conhecimento e é produtiva. Outra induz ao parasitismo, gera indolência e é improdutiva. Mas, se o governo – hipoteticamente falando, claro – tivesse de abrir mão de uma das duas, alguém duvida qual dentre elas descartaria?
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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CONLUIO CRIMINOSO

Conforme reportagem exibida no “Fantástico”, da TV Globo, no domingo, formou-se uma máfia constituída principalmente por médicos, advogados e empresários para explorar, maltratar, ferir e até matar no setor da saúde. Especificamente na área da ortopedia. É, de fato o Brasil está moribundo. O pior a constatar são a incúria do governo, que não detecta tamanha distorção no sistema de saúde, e a acomodação da população, que não reage contra tal situação e às ações dos governos corruptos e mal intencionados. Nossa esperança de dias melhores se restringe à imprensa livre, que denuncia; e ao Ministério Público e ao Judiciário, que se revigoram no combate à bandidagem.    

José G. Sérvulo da Cunha g_servulo@comsaude.com.br 
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Nosso prefeito “Suvinil” Fernando Haddad (PT), além de pouco ter apresentado até a metade de seu governo, além das ciclovias executadas sem planejamento e superfaturadas, neste ano quer aumentar o valor dos impostos prediais, arrecadar bastante, para fazer o quê? As árvores que caíram com as chuvas sobre os postes da Eletropaulo nos últimos dias custaram para ser removidas, e deixaram muitos sem energia (dois ou mais dias, no caso da Rua Bélgica), e nada foi feito sem que as pessoas que pagam altos impostos municipais suplicassem. Afinal, o que funcionou até agora? Eu nada vi. Na Chácara Santo Antônio, as ruas estão cada vez mais esburacadas, a tinta de ciclovias que ninguém usa já está pipocando, os bueiros continuam entupidos, e o prefeito, sempre com cara de dorminhoco, nada faz, nem o programa especial para acabar com a cracolândia. Petralha é mesmo uma lástima. Ainda bem que Padilha ficou na rabeira.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 
São Paulo

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POR QUE AS ÁRVORES CAEM

Nos últimos meses lemos continuamente nos jornais sobre a queda de árvores. Estes dias, chuvas e ventos violentos coincidem com essas notícias, mas é preciso atentar para as reais causas da maioria das quedas: 1) o serviço de parques e jardins da Prefeitura de São Paulo, que deveria cuidar delas, nada faz, ou, quando faz, faz tudo errado: quando poda, faz isso em época imprópria (no verão!). Há anos as árvores não são podadas no inverno para equilíbrio das copas, quando suas folhas caem e a seiva está baixa. Outra coisa: as árvores jamais são tratadas contra cupim, tratamento eficaz que devia acompanhar a poda racional e regular. O que se vê é o “terrorismo” de podas drásticas e corte (sim, “remoções” muitas vezes arbitrárias em plena era da defesa do verde no mundo e consciência do seu papel). 2) A Eletropaulo, que não enterrou até hoje os fios elétricos, que junto com outros fios (de telefone, cabos, etc.) dão às nossas ruas uma visão de “gambiarra” de “quarto mundo”, até nos bairros “nobres”, é também responsável por podas que desequilibram as árvores para deixar livre a fiação. 3) Moradores e lojistas, com raras exceções, “não gostam de árvores”, as temem e não fazem nada por elas, ou, pior, quando reformam calçamento de passeios, cortam as raízes (a Sabesp também as corta, diga-se de passagem), para aplainar  os pisos das calçadas, e reduzem o terreno da árvore, asfixiando-a pelo concreto; ou cortam logo a árvore, no caso dos lojistas (ou na frente de flats e hotéis),  para desvendar suas fachadas comerciais; e, quando as replantam, são arbustos que substituem as espécies que traziam sombra e frescor. E então devemos nos perguntar: por que algumas árvores caem? Antes de tudo, porque não têm sustentação das raízes, como já observei na maioria das quedas, e porque não há cuidado algum dos poderes públicos, ou seja, uma política correta de poda, tratamento e reposição (em último caso) da mesma espécie, nossa bela Tipuana. Nem os órgãos responsáveis pela urbanização (sic) da cidade nem os condomínios (aliás, limitados pelo poder público, que é ineficiente em seu papel) fazem o necessário. A sistemática derrubada de árvores em muitos bairros de São Paulo, inclusive bem sadias, as podas fora de época que desequilibram as espécies, os cortes arbitrários e tantos outros procedimentos absurdos a que há anos assisto e contra os quais protesto sem escuta se repetem sem solução. E as ruas de São Paulo, especialmente nos quarteirões dos Jardins, antes sublinhadas pelas Tipuanas-tipo (nossa mais bela espécie), estão ficando “banguelas”, quentes, peladas, irregularmente mal arborizadas. E a “culpa”, repito, quando acontecem “sinistros” como as quedas, não é apenas das chuvas e ventos.

Heliana Angotti angotti@usp.br      
São Paulo

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DESCASO DA PREFEITURA

Há mais de dez anos, todos os sábados, durante muitos anos uma equipe da Prefeitura corria o bairro de Higienópolis verificando as árvores e podando seus galhos podres. Por acaso, eu até conhecia o motorista do caminhão, apelidado Gaúcho, taxista durante a semana, fazia ponto na Praça Ramos e frequentemente me trazia do trabalho para casa. Infelizmente, isso faz parte do passado. Há dias uma árvore caiu na Rua Itacolomi e matou uma pessoa. Pouco depois, outra caiu na porta do meu prédio, mesma rua, felizmente atingindo apenas automóveis – presente de Natal para os proprietários dos veículos. Cadê a Prefeitura? Pintando faixinhas vermelhas...

Irene Kantor irene.kantor@terra.com.br 
São Paulo

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FURACÃO EM SÃO PAULO

Furacão Andrew é a incomPeTência do prefeito Fernando Haddad, que pinta faixas vermelhas nas vias congestionadas e esburacadas, mas não faz manutenção das árvores dos Jardins, comprometidas por infestação de cupins, nem limpeza de bueiros.   Assim, continuamos esperando uma chuva matar os contribuintes com alagamentos ou árvores matando para, então, ouvirmos mais “planos de prevenção” ao invés de manutenção efetiva.

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br  
São Paulo

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VERGONHA NA CARA
 
A prefeitura paulistana só tomará vergonha na cara quando alguma família que tiver a desgraça de sentir a dor de perder um parente atingido por queda de alguma árvore destas que estão apodrecendo em ruas de São Paulo entrar na Justiça, pedir e conseguir uma indenização de pelo menos uns R$ 50 milhões e o prefeito ser processado por irresponsabilidade e pegar cadeia. A partir da condenação do prefeito, a punição em cadeia descerá até os funcionários responsáveis por acompanhar a conservação das árvores plantadas na pauliceia.  

Laércio Zannini zanini.edna@hotmail.com 
São Paulo

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O RISCO DAS BICICLETAS NAS PRAIAS
  
Minha filha de 2 anos de idade, já faz algum tempo, saiu da beira da água na praia correndo para junto dos pais. No mesmo momento, um ciclista bateu com o pedal da sua bicicleta no rosto da criança. O ferro do pedal perfurou a face e ficou preso no interior da boca. A sorte de todos nos, com a graça de Deus, foi que minha mulher, com os seus conhecimentos de enfermagem, com muito, mas muito cuidado, além do grande sofrimento da criança, foi retirado o ferro para não lhe rasgar a face. Ela foi em seguida levada ao pronto-socorro e levou pontos no interior da boca. Ficou apenas com a marca, pois ela era pequenina.
 
Manuel Rodrigues Simoes angola1934@hotmail.com 
São Paulo 

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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL – HÁ PENAS?
 
Sobre o editorial “Preservar a Mata Atlântica” (5/1, A3), muito bem desenvolvido no contexto preservação, é preciso observar outros aspectos que “visceralmente” estão promovendo esta devastação inconsequente. O Código Florestal, Lei 12.651/2012, foi deverás falho ao permitir uma “moratória ambiental” descabida, promovendo a adequação e consequente legalidade ao que já foi danificado anteriormente a julho de 2008, quando em seu artigo 3.º caracteriza área rural consolidada. No caso, mesmo em situações de Áreas de Preservação Permanente (APPs), havendo perdas de florestas anteriores à data, é permitido (permissivo!) aos proprietários manterem as áreas em estado de degradação “aparente”. Com isso, estando a Mata Atlântica inserida numa região de elevada densidade populacional (72% da população brasileira), com uma extraordinária especulação imobiliária, necessidades de: abastecimento crescente de água, commodities agrícolas para produção animal, consumo de produtos agrícolas (hortifrutigranjeiros) e outras práticas que desprezam a coerente ideia da sustentabilidade, fica impraticável a proposta preservacionista. Ainda mais que não é apenas o preservar, devemos considerar a tríade preservar-conservar-recuperar. A lei da Mata Atlântica promoveu a caracterização do bioma com toda certeza, mas as regulamentações, principalmente nos municípios, não estão ocorrendo como deveriam, por vezes devido à inépcia de seus gestores ou falta de comprometimento com a causa. Vejamos o caso do Estado de São Paulo, onde temos como municípios de maior “grau preservacionista” para o bioma em questão Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião. Nos três casos é preciso fazer a associação direta entre o processo e os Parques Ambientais Estaduais implantados. Será que sem este “freio” na vontade particular dos municípios a preservação ocorreria em tão elevada estima? Esses mesmos municípios buscam recuperar áreas já degradadas? Moro no Vale do Paraíba, o “produtor de águas”, gerando bem-estar aos nossos confrades cariocas, entre duas Serras (do Mar e da Mantiqueira), caracterizadas plenamente dentro do bioma Mata Atlântica, e não observo, talvez por falta de maiores “expertises”, tomadas de posição sérias e limitadoras do desmatamento e/ou do reflorestamento comercial (via monocultura de eucalipto), não observo a necessidade de preservar e recuperar nascentes das cabeceiras dos afluentes do Rio Paraíba do Sul, não observo atitudes de vontade implícita (senhores gestores...) nas práticas ambientais buscando a qualidade de vida, enfim, estamos cada vez mais reféns das normatizações de “bem-aventuranças” do governo estadual, seja em novas unidades de conservação ou em tombamentos das ainda existentes, únicas reais condicionantes ao preservar o pouco que nos resta (8% da área original), buscando ativar o não menos correto e coerente recuperar. Educação Ambiental formal e informal, pesquisa (a academia está distante), fiscalização plena e capaz, rigidez na aplicação da lei e, principalmente, ter consciência absoluta e, por que não, globalizada dos princípios básicos da prevenção e precaução, tendo como máxima “in dúbio pro natura”! Mas, num “país continente” avesso às legalidades e rico em impunidades, só tendo muita fé... Afinal, a cor da esperança é verde.
 
Humberto Alckmin halckmin@hotmail.com 
Guaratinguetá

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EM TEMPOS DE ESCASSEZ DE ÁGUA

No vizinho Paraguai existe vasta região ao norte denominada Chaco. O solo é arenoso, com baixa fertilidade. A topografia é quase plana, com vegetação semelhante ao nosso Cerrado. A temperatura é elevada, com pouca chuva, concentrada em dois meses, somando apenas 600 milímetros anuais. Não há rios ou outra fonte de água potável, pois no solo ela é salobra. Terminada a primeira grande Guerra Mundial, houve imigração de uma comunidade de alemães que o governo paraguaio assentou no Chaco, distante mais de 300 km da capital, Assunción. Isolada nesse quase deserto, com incrível obstinação, essa comunidade de imigrantes alemães sofreu e trabalhou para sobreviver à fome, à doença e à hostilidade dos habitantes locais. Certa vez, o exército boliviano invadiu o Paraguai passando, ida e volta, em cima dessa comunidade. Depois de radicada, a comunidade progressista fundou a cidade de Filadélfia. A cidade utiliza a água que vem da escassa chuva da região, captada de cada telhado. No campo, o gado leiteiro bebe água da chuva em depósitos escavados e impermeabilizados com plástico. Produzem grande parte do leite comercializado na cidade de Assunción. A agricultura produz soja, e dela, o óleo para a cozinha e o subproduto, a torta. Cultivam também o algodão que, industrializado, fornece o tecido e a torta da semente. Parte da produção agrícola industrializada é exportada para o exterior. A serviço para o governo paraguaio e para a FAO, nos anos de 1995 e 
1997, estive com frequência na cidade de Filadélfia. Dotada de admirável desenvolvimento, a comunidade conta com escola, igreja menonita, comércio, indústrias e também um centro de pesquisas, ensino e extensão agrícola. Uma rádio difusora transmite em castelhano e em alemão. Fala com os habitantes mantendo-os aglutinados. Muitas vezes dirigindo-se a determinada pessoa. Hospedei-me algumas vezes num ótimo hotel da cidade, consumindo água sem restrições, nem mesmo para o banho de chuveiro.

Célio Soares Moreira, engenheiro agrônomo mmoreira@cena.usp.br 
Piracicaba

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