Fórum dos Leitores

DILMA 2

O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2015 | 02h04

Levy começou mal

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tomou posse dizendo que "o ajuste fiscal já começou" e deixando no ar que poderá mexer em "alguns tributos". O começo do "ajuste fiscal" por ele mencionado teve seu ponto de partida - conforme ressaltou o próprio ministro - nas "restrições à concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas, como seguro-desemprego, abono salarial e pensões por morte", tudo isso prejudicando os sofridos trabalhadores brasileiros e as viúvas desses trabalhadores, golpeadas sem piedade num direito que deveria ser sagrado, pois lhes é assegurado por lei consolidada e pela Constituição. Se o ministro, a seguir, "mexer em alguns tributos" - vale dizer, aumentar impostos -, estará seguindo o caminho mais fácil para tentar consertar o caos a que chegou a economia brasileira nos governos petistas de Lula e dona Dilma. Creio que, como eu, a maioria do povo brasileiro esperava de Joaquim Levy uma palavra de repúdio à gastança desordenada do governo que ele, agora, concordou em integrar; à recente elevação imoral de salários de 26% (!) que o Congresso decretou a favor dos altos servidores dos três Poderes (enquanto os aposentados receberam aumento inferior a 6% em 2014!); e à permanência da absurda estrutura de governo, com 39 ministérios de acomodação política, cheios de mediocridades e patrulhados pelo PT, com uma infinidade de ralos por onde escoa parte da escorchante carga tributária que já temos hoje. Mas o ministro silenciou sobre essas e outras coisas do gênero que ocorrem no âmbito do governo e deprimem o povo. Além disso, Joaquim Levy confessou interessante "afinidade de pensamento" com a presidente. Será que vai ser-lhe submisso? Ainda é cedo para ver aonde tudo isso vai dar. Apesar de Henrique Meirelles dizer que o discurso do ministro "foi na direção certa", considerando a forma como começou o ajuste fiscal, a possível "mexida" em "alguns tributos" e a ausência de crítica à esbórnia oficial, somos tentados a dizer que Levy começou mal.

A. FERNANDES DE AZEVEDO

az3.azevedo@terra.com.br

São Paulo

De mal a pior

Com a carga tributária atingindo recordes mês a mês, a maior dívida interna de todos os tempos, o número de ministérios, o aparelhamento explícito e incontrolável, programas sociais que levam ao ócio, a gastança com o Congresso, aposentadorias milionárias de uma classe que só afunda o Brasil, aí vem o ministro da Fazenda falar em aumento de tributos... Só pode estar brincando! O Brasil não aguenta mais pagar a conta dos que legislam em causa própria e se mantêm autoimpunes. Triste futuro do gigante adormecido, que pelo jeito não acordará, pois está em coma.

JOÃO HELOU

helouhelou@gmail.com

São Paulo

Corte de gastos

Em vez de "mexer em tributos", deveriam seguir de maneira prática o exemplo de uma residência familiar onde os cônjuges são equilibrados: quando os gastos estão acima do que ganham, eles cortam despesas. A sociedade deve exigir isso do sr. Joaquim Levy e sua equipe. Chega de sustentar gastos públicos sem retorno para a população.

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

Difícil missão

Com a notícia do saldo negativo de US$ 3,9 bilhões na balança comercial de 2014, o pior desde 1998, e a recente demissão de 800 trabalhadores da Volkswagen quando estavam em férias coletivas, inicia-se como previsto o complicado ano de 2015 para a economia brasileira. Isso ocorre logo após a fala do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que "apenas o trabalho pode criar riquezas". Como não existe progresso social sem progresso econômico, somente nos resta torcer para que Joaquim Levy tenha sucesso nessa difícil missão de tentar pôr a economia brasileira nos trilhos.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Mentira venceu a esperança

Pelo que foi apresentado até agora, o "novo" governo Dilma não será diferente do desgoverno que se encerrou. Mais aportes financeiros do Tesouro ao BNDES, que continuará financiando os "cumpadres" a juros baixos, enquanto aumenta o endividamento público (mais de R$ 2 trilhões!); o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, tendo de engolir suas primeiras palavras sobre o que fazer na sua futura pasta (deveria pedir a conta); manutenção da monstruosidade da máquina pública; mais aumentos de tributos e tarifas públicas; arranjos ministeriais e em outros altos cargos para apadrinhados. É isso aí. Para isso nunca se gastou tanto em propaganda oficial em 2014 visando a reconduzir a chefa ao poder. Venderam mentiras e esperanças. Acreditou quem quis. Venceram as primeiras. Pobre Brasil!

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Barbas de molho

Estarei vendo coisas ou realmente Joaquim Levy foi extremamente cuidadoso com as palavras no seu discurso de posse, por conta do efeito Barbosa?

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Controle oficial da mídia

Será que a dona Dilma aprovou previamente o discurso de Joaquim Levy?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Sorrisos

Até quando o sorriso amplo bailará nos lábios de Joaquim Levy?

HELGA BAST BELL

helga.rod.bell@hipernet.com.br

São Paulo

Núcleo duro

Li no Estadão que a presidente Dilma constituiu um "núcleo duro" de governo, com o qual discutirá os rumos a serem seguidos, o qual é composto pelos srs. Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Miguel Rossetto, Pepe Vargas e José Eduardo Cardozo. Esses nomes me causaram tristeza, pois nenhum desses senhores serviria ao menos para servir um cafezinho aos saudosos Roberto Campos, Otávio Gouveia de Bulhões, Mário Henrique Simonsen e nem sequer ao ainda atuante Antônio Delfim Netto.

CELSO VICENTE FIORINI

celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

Transparência

Noticiou-se: Dilma veta item da LDO sobre transparência. Já está cansativo lembrar os discursos. O Congresso Nacional derrubará o veto?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

NOVO MINISTÉRIO

Com gente de todos os matizes e tendências, o novo ministério de Dilma Rousseff é um saco de gatos. Primeiro, foi ela mesma a divergir do seu ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, sobre aquele comunicado a respeito do reajuste do salário mínimo. Agora, Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, em sua posse, rebate o discurso de Kátia Abreu, ministra da Agricultura, a respeito dos latifúndios e enaltece a função social da terra. Será que, além da majoritária incompetência desta nova equipe montada por Dilma com o único objetivo de lhe dar sustentação no Congresso Nacional, vamos ter ministros remando em direções opostas, para que não se chegue a lugar algum? 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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GOVERNO DESNORTEADO

Enquanto a sociedade brasileira anda preocupada com os destinos da nossa fragilizada economia, ministros recém-empossados de Dilma divergem entre si e aumentam a desilusão com o futuro da Nação. Kátia Abreu (PMDB), atual ministra da Agricultura, em seu discurso de posse afirmou que não tem mais latifúndio no Brasil. Mas, contrapondo a senadora, que também é agricultora e fervorosa defensora do campo, o petista Patrus Ananias, que assumiu o ministério do Desenvolvimento Agrário, irresponsavelmente fala em derrubar cercas de latifúndios e, empolgado, acrescenta que o direito de propriedade não pode ser “inquestionável”. Ou seja, este ministro, que ficaria melhor como um radical dirigente do MST, talvez queira incendiar de vez a vida dos nossos agricultores e prejudicar a produção de alimentos no País – setor da economia que há anos sustenta um dos melhores índices de produtividade do mundo. Esse gesto deplorável de Ananias não é, porém, isolado, mas reflexo de um desgoverno sob a incompetência e a soberba de uma presidente como Dilma, que, mal começando sua nova gestão, desautorizou publicamente o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Um mau prenúncio, infelizmente, para os próximos quatro anos, porque continuaremos com um governo desnorteado e repleto de egos desprezíveis. “Na casa de Noca, o pau comeu” (referência à música de Ivon Curi).

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam
São Carlos

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OS MINISTROS DE DILMA

Um ministro do Esporte que sabe ouvir; um da Educação que pensa que os professores devem trabalhar por amor, não por dinheiro; outro da Defesa que já começou bem, defendendo a aposentadoria vitalícia para ex-governadores; o da Cultura foi detonado por Marta Suplicy; Nelson Barbosa já foi enquadrado pela presidente da República, que não pestanejou em humilhar o economista; e Aldo Rebelo, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, com posições contrárias aos interesses da comunidade científica. Agora o Brasil vai!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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ALDO REBELO

O tartaruga está muito prestigiado e preservado no governo brasileiro. Foi ministro do Esporte com uma atuação bastante opaca, não conseguiu efetuar nenhuma mudança estrutural no esporte brasileiro nem implementar novas políticas públicas para atender às crianças menos favorecidas. Agora a tartaruga é premiada com o Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação. É um ministério superimportante para o Brasil formar cientistas, procurar dar um salto em tecnologia e pesquisa e que, portanto, necessitaria de um ministro técnico, arrojado intelectualmente, com visão de futuro aguçada e dinâmico. No entanto, para atender a partidos amigos, se escolhe um ministro retrógrado nos pensamentos, lento nas ações e que quer estar bem com todo mundo. No Esporte virou até amigo de Marin! Mais quatro anos perdidos no desenvolvimento do Brasil.

Francisco Lima faugplima@gmail.com
São Paulo

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INSUCESSO DO FISIOLOGISMO

O sistema de compra de votos no Congresso, distribuindo ministérios e cargos dos demais escalões, não está dando muito certo. O apetite dos partidos políticos está cada vez mais voraz. De fato, PT, PMDB e PROS já demonstraram insatisfação. Apesar de a maioria dos ministérios terem sido distribuídos com critério político (fisiológico), e não técnico, de competência, estão aparecendo nuvens negras no horizonte quanto ao apoio dos “aliados”. Assim a presidente Dilma, possivelmente, deverá inventar mais alguns cargos para aplacá-los.      

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com 
Botucatu

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À DERIVA

Analisando a lista dos que estão “ministros súcubos submissos” (“Estadão”, 3/1), com raras exceções como o Armínio Fraga “genérico” na Fazenda, Joaquim Levy, e o “já-enquadrado-na-regulamentação-da-presidenta” no Planejamento, Nelson Barbosa, lembro-me do sábio Ruy Barbosa, quando disse “de tanto ver triunfar as nulidades...”. E lembrei-me ainda de “País Educador”, como bem lembrou Dora Kramer em “Faltou a Verdade”, afinal temos um ministro da Educação sem expertise no assunto (como tantos outros...). Mais do menos, estamos à deriva.

João P. Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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MINISTROS FALADORES
 
Ministros de Estado são auxiliares diretos dos presidentes da República, e não uma espécie de “copresidentes” ou “minipresidentes”, que podem fazer o que bem entendem, inclusive emitindo certas declarações sem consultar um presidente. Não existe autonomia para um ministro fazer o que bem entende. É correto um presidente exigir que para certos assuntos tenha o ministro de consultá-lo, mesmo para meras declarações – mormente sobre matérias de largo alcance e que atingem toda ou quase toda a população. Ademais, o que uma pasta faz pode afetar as demais.
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)

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FICHAS SUJAS

Segundo os entendidos em Direito, a presidente Dilma Rousseff cometeu um equívoco quando disse que iria consultar o procurador-geral da República antes de nomear alguém para compor o seu novo ministério. Que tal se Sua Excelência consultasse os Tribunais de Contas, os Tribunais de Justiça dos Estados, onde com certeza encontraria fichas-sujas com contas não aprovadas, multados por atos ilícitos e já condenados em segunda instância e que disputaram as eleições deste ano sub judice, ou seja, com liminares concedidas por meio de mãos amigas, que hoje também se fazem presentes no meio judiciário. Se a senhora presidente tivesse adotado também essa providência, teria evitado nomear alguns dos nomes já anunciados como seus futuros auxiliares. A presidente está correta, querendo ser zelosa, pois precisa mesmo fechar a entrada pelos portos, aeroportos ou fronteiras de seu governo para evitar a presença de fichas-sujas.

Cássia Moreira cassiamoreiras@yahoo.com.br 
Campinas

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PADRÃO MALUF

Finalizada a formação do novo ministério de dona Dilma Rousseff, fico imaginando se Paulo Maluf não cairia bem como presidente da Casa da Moeda. Pelo menos nossa poupança interna alcançaria cifras invejáveis tanto pela União Europeia como pelos Estados Unidos. Quem sabe na próxima faxina não sobra alguma coisa para o Maluf, não é?
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté 

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LEGITIMIDADE E COMPETÊNCIA
 
A legitimidade foi outorgada à sra. Dilma pelos votos que obteve na eleição presidencial. Entretanto, a competência, formada pela estrutura individual, experiência vivencial e formação acadêmica, definitivamente, esta sra. não tem. À parte a formação histórica do Estado brasileiro, com seus privilégios político-familiares, o viscoso viés patrimonialista, servidores encastelados em pouco servir e muito receber, buscando corroborar minha afirmação, limito-me a destacar a gestão do período petista. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é mais do mesmo: um conjunto de obras que seriam realizadas pela demanda natural de necessidades do País, acrescidas das corrupções já conhecidas. O Prouni está sendo positivo no enriquecimento dos donos de conglomerados educacionais e negativo para os formandos, jogados no mercado de trabalho após formados em profissões de demanda saturada. O Ciência sem Fronteiras mandou para o exterior jovens sem conhecimento da língua inglesa, com verbas desviadas da pesquisa, prejudicando a ciência brasileira. E, arematando os “malfeitos”, o Minha Casa, Minha Vida, programa que os proprietários de terrenos urbanos agradecem por valorizar seus imóveis, e os construtores mais ainda, com os bilhões disponíveis, deixa restar aos infelizes adquirentes desses pombais o ônus da desorganização urbana, por inobservância dos eixos de crescimento das cidades e deficiências de mobilidade, além de afastá-los dos locais de trabalho e isolá-los em periferias desprovidas, em sua maioria, da infraestrutura de ensino, saúde, segurança e lazer. Assim, nos últimos oito anos, fomos governados por um falante de palavrões, que mandou f... a Constituição, flagrado fumando em seu local de trabalho e que nada sabia do mensalão, seguido por mais quatro anos por esta sra. que continua nada sabendo (Erenice, Pasadena, Petrobrás, etc.), ambos escondendo a incompetência gerencial para governar o Brasil atrás de postura arrogante, prepotente, sem humildade em ouvir e refletir, carente de criatividade e de iniciativas inovadoras. Que me desculpem os eleitores desses governantes, mas os quase 70% de eleitores que neles não votaram não merecem esses desplantes.
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

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A VOLTA?

Reportagem do jornal “O Globo” de 4 de janeiro dá conta de que o governo Lula criou empresa de fachada para construir um gasoduto milionário no Nordeste, o Gasene, disfarçado de obra da iniciativa privada, financiada pelo BNDES e posteriormente  “incorporada” pela Petrobrás. O sobrepreço de apenas um trecho, inaugurado por Lula e Dilma em 2010, foi de módicos 1.800%. Os detalhes da transação beiram a mais completa imoralidade. Um dia saberemos o preço que o País pagou pela megalomania de Lula. Sim, Lula, o já cantado pré-candidato a presidente em 2018, que é o responsável direto pela construção de estádios megalomaníacos, usinas megalomaníacas, trens-bala megalomaníacos, transposição megalomaníaca, todos eles enormes fracassos, sumidouros de dinheiro público. Lula e sua claque ainda têm a cara de pau de falar em voltar? É muita desfaçatez!

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@gmail.com 
Florianópolis

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PETROLÃO

Como diria Hebe Camargo: cadê aquela gracinha?

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com
São Paulo

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A PRESIDÊNCIA DA ESTATAL

Graça Foster ficará para a história como a mulher que quebrou a Petrobrás.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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ESPECIFICIDADE DOS ‘CUMPANHEROS’

A Transportadora Gasene S.A. foi criada pela Petrobrás como uma SPE (Sociedade de Propósitos Específicos), propósito que pode ser interpretado, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), como específico superfaturamento de 1.800% na construção de trecho de gasoduto em solo baiano, solenemente inaugurado em março de 2010 pelo presidente Lula, estando presentes Dilma, ministra-chefe da Casa Civil da Presidência, Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobrás, Graça Foster, então diretora de Gás e Energia e atual presidente da empresa, e outros “cumpanheros” da quadrilha, segundo confissão “psicológica” de Gilberto Carvalho ao deixar o cargo de secretário-geral da Presidência da República no final do primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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QUADRILHA

Com a mais nova descoberta dos aloprados no gasoduto (Gasene), pelo TCU, Aécio Neves está completamente certo: é uma quadrilha, não são “ladrões”.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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‘NÃO SOMOS LADRÕES’

Foi o que disse Gilberto Carvalho ao deixar a Secretaria-Geral da Presidência. Seriam, então, gatunos, larápios, trapaceiros, ratoneiros, ladravazes? Que são quadrilha, disso não há dúvida. Mas esta história de quadrilha dos pobres... quem é pobre nesta quadrilha? Essa apelação para o populismo é essencial para eles. Precisam dos pobres para se perpetuar no poder, precisam dos pobres porque estes são o instrumento para que continuem mandando num país onde este populismo e esta retórica messiânica ainda funcionam. Abusam da ignorância dos menos favorecidos, usam carentes como massa de manobra, usam os inocentes úteis para se tornarem nababos, enriquecidos com dinheiro roubado destes que dizem proteger. Agem como os piores coronéis nordestinos de antigamente e de agora. Não só roubam a esperança, como roubam o futuro de quem nada tem. E se locupletam de vinhos caros, de viagens em jatinhos especiais, frequentam os lugares mais caros do mundo, compram coberturas triplex, têm contas de valores inimagináveis no exterior e se utilizam dos hospitais mais caros do País. É, não são ladrões, são muito mais do que isso.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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CONFUSÃO MENTAL

Palavras de Gilberto Carvalho: “Me orgulho de pertencer a esta quadrilha” e “não somos ladrões”. São declarações conflituosas. Uma verdade e uma mentira. Não existe quadrilha sem ladrões. E assim foi a carreira dele ao longo de sua vida pública desde os tempos do finado Celso Daniel. Sempre muito mistério. Algum dia tudo virá à tona. É uma personalidade interessante para estudos psicológicos e, certamente, policiais.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO COM JAMEGÃO?

O que diabos o “maior doador de campanhas eleitorais em 2014”, o grupo J&F, controlador da Friboi, está fazendo em documento encontrado no computador do delator Paulo Roberto Costa, com indicativo de que ambos firmaram um “contrato” com validade de cinco anos prevendo pagamento de comissão de 2,5% nos negócios fechados? A J&F apressou-se em distribuir nota jurando que “não tem, nem nunca teve, contrato assinado com o sr. Paulo Roberto Costa”. Pode ser... Não estou acusando nem prejulgando. Aproveito para lembrar, já que a nota falou em “assinatura”, que contratos escusos – exatamente por serem clandestinos – costumam dispensar jamegão, reconhecimento de firma e registro em cartório. Carne confiável tem nome, mas cheira muito mal esse frigorífico – campeão das doações a políticos – aparecer naquele computador cujo HD está com temperatura alta, imprópria para quem pretende conservar sua reputação... Será que a campeã das doações a políticos vai ser abatida nessas investigações?

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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DILMA 2 E A PETROBRÁS

Ao analisar discursos proferidos por Dilma, é oportuno cotejar as maravilhas ditas por ela com o atual estado em que de fato se encontra a Petrobrás: 1) sua produção hoje é muito próxima à de dez ou mais anos atrás, ou seja, ela pouco ou nada evoluiu nesse período; 2) sua dívida atual é superior a três vezes sua capacidade de geração de caixa, ou seja, sem auxílio do governo, quer dizer, dos impostos que todos nós pagamos, ela está virtualmente quebrada, falida; 3) enquanto isso, para sobreviver, deixa de pagar fornecedores e prestadores de serviços, provocando queda na sua produção e desemprego em massa; 4) seu valor de mercado hoje é inferior à metade de seu valor patrimonial, quando o normal para uma empresa sadia deveria ser até superior ao valor do patrimônio; 5) o dinheiro que foi saqueado de seus cofres é superior ao PIB de alguns países europeus, só para ter noção da grandeza dessa espoliação. Ficou flagrante que, antes de assegurar ao nosso povo o controle de nossas riquezas petrolíferas, este governo tem usado a Petrobrás para satisfazer os desejos do PT e dos demais partidos associados, o que resultou neste saqueamento criminoso de longe o maior da história do Brasil. Com o barril de petróleo em U$ 50,00 e caindo, dificilmente o produto do nosso pré-sal será competitivo, muito menos com a Petrobrás nesse estado. Para salvar essa empresa, não adianta só trocar diretoria e funcionários-chave, além de punir os culpados todos. Não adianta trocar as moscas, se a massa continuar a mesma. É preciso mudar radicalmente tudo, a começar pelo tipo de gestão da empresa, livrando-a das interferências do governo, com suas políticas de mercado absurdas, e de seus políticos vorazes. É preciso deixar a Petrobrás livre dessas amarras para disputar o mercado lastreada em suas virtudes e potencialidades, como qualquer outra grande empresa do setor, gerando riquezas e empregos para os brasileiros. É preciso fazer com a Petrobrás o mesmo que foi feito no passado com as usinas siderúrgicas do antigo e falido grupo estatal Siderbras, o mesmo com a Embraer, com a Vale do Rio Doce, com as teles do grupo Telebrás e tantas outras que hoje são empresas privadas, livres e pujantes, geradoras de riquezas e empregos para os brasileiros. É preciso PRIVATIZAR a Petrobrás, para que ela volte a crescer, gerar riquezas e empregos, para que ela volte a recuperar credibilidade, respeito e confiança aqui e lá fora. É preciso que iniciemos já um debate sério e consistente nesse sentido, sem tolos preconceitos, insustentáveis ideologias e baratas demagogias.

Paulo Teixeira Sayão psayaoconsultoria@gmail.com 
Cotia

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A LEI E A CORRUPÇÃO

Concordo com o dr. Miguel Reale Júnior (“A lei? Ora a lei...”, 3/1, A2). No Brasil, o respeito às leis é desimportante e explica a complacência com a corrupção. Mas faltou dizer o principal: a raiz é a Justiça que não pune. A meu ver, é fundamental reformar o instituto do recurso. O recurso é um direito, mas, se perder, a pena deve dobrar. Não creio que o assunto tenha sido abordado na recente reforma proposta. 

Enio Guedes enio.guedes@uol.com.br
São Paulo

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‘A ERA DA PRODUTIVIDADE’

Queria cumprimentar o desembargador José Renato Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), pelo artigo “A era da produtividade”, no “Estadão” (6/1, A2). É confortador saber que alguém com a responsabilidade de administrar o TJSP tem a mesma percepção dos problemas que a população esclarecida de nosso Estado. Nalini colocou no artigo todos os pontos relevantes envolvidos nesses atrasos catastróficos a que estão submetidos os processos. E cobrou a única solução possível a cargo dos desembargadores e seus assessores: mais produtividade. Diria eu, mais organização objetivando juntar os recursos humanos e materiais em torno de um objetivo: tirar o atraso.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo

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A DÚVIDA DE 2015

A grande incógnita para 2015 é o que bate primeiro em R$ 5,00: a gasolina, o preço do dólar ou o preço das ações da Petrobrás. Nenhuma será boa notícia, mas do jeito que vem, vai...

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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DÉFICIT NA BALANÇA COMERCIAL

Lula governou de 2002 a 2010 com o mundo inteiro crescendo com taxas expressivas e foi lógico e fácil o País ter crescido uma média de 4% e tido um superávit de R$ 32,5 bilhões. Mas agora, com a marolinha que passou por aqui, temos um crescimento pífio e um enorme déficit na balança comercial. Qual será a opinião do nosso super ex-presidente?

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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DÉFICIT E SUPERÁVITS

É plenamente aceitável que venha esse churrilho de aumentos de preços, diante do déficit de 2014. O que é deplorável é nós não sabermos o que foi feito com o superávit dos outros 14 anos.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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BRASIL SEM GESTÃO

Há quatro anos vivemos num país sem gestão. A inexistência de um projeto nacional, o aparelhamento parasitário do Estado pelo partido que está no poder e a quantidade surrealista de 39 ministérios, a maioria sem razão alguma de existir, produziram resultados assustadores no Brasil: na Economia, a volta da inflação e caos nas contas públicas; na Educação, os ainda níveis baixos de qualidade, de acordo com a Unesco; na Saúde, a tragédia de sempre; a infraestrutura que ainda é típica do Terceiro Mundo; no Esporte, a humilhação dos 7 a 1; e assim vai... E isso tudo vai continuar.  Serão os mesmos ministérios loteados entre os mesmos sugadores das tetas do Estado. Alguns irão até continuar como ministros, apesar, por exemplo, da vergonhosa estatística de 56 mil mortes por ano causadas pela impotente segurança pública no País e um dos piores sistemas carcerários do mundo. Como todo exemplo vem de cima, a crise da gestão pública vem contaminando Estados e prefeituras do País, independentemente dos partidos que os governam. Vejam São Paulo, onde agora de dia falta água e de noite falta luz. Onde uma simples chuva na capital revela o abandono em que a cidade se encontra, com a exposição da sujeira, árvores podres caindo, semáforos apagados e outras muitas ineficiências da administração pública municipal e estadual. Somos um barco à deriva num mar turbulento. A única gestão por aqui é a gestão da mentira oficial de um Brasil maravilhoso que não existe.

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com 
São Paulo

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DIREITOS AUTORAIS

Quem fez o Brasil de hoje foi a presidente Dilma, que já mandou recado de que não quer retoques em sua grande obra. Se os novos ministros que não são da “casa” tiverem um mínimo de amor próprio, derrubem as cadeiras e peçam demissão. 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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AUMENTO DE IMPOSTOS NÃO

Só espero que o ministro da Fazenda não faça com que inocentes paguem pelos pecadores, aumentando impostos para compensar o enorme desperdício do dinheiro público ocorrido nos governos petistas, com inchaço da máquina pública, aparelhamento do Estado, políticas econômicas equivocadas, inúmeras obras financiadas a perder de vista em países latino-americanos e africanos, 40 ministérios, com a corrupção mais deslavada, do mensalão à maior de todas da história deste país, o petrolão, gastos com cartões corporativos nunca revelados e outros inumeráveis malfeitos, sem contar o luxo desnecessário a que se permitem em viagens internacionais em comitivas enormes numa ostentação de fazer doer o coração quando se vê a pobreza dos que ainda vivem em condições precárias de moradia, saúde, saneamento e educação, tragédias climáticas, entre outras mazelas. Seria injusto demais com o povo brasileiro, que, em contraste, tanto se esforça para ganhar seu sustento e superar dificuldades, enquanto os autores destes crimes saem ilesos e vitoriosos, quando não aclamados como heróis do povo brasileiro. Não, sr. Joaguim Levy! Pode ser até que ajude a resolver a grave situação econômica do País, mas não o faça à custa de quem tem sofrido as consequências de tantos desmandos, arrogância e irresponsabilidade. Não nos remeta aos tempos de Luiz XVI da França, quando a rainha sarcasticamente dizia ao povo que comesse brioches, se estivesse faminto. 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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O QUE VALE MAIS QUE R$ 0,40?

É ou não uma incoerência essa esquerda brasileira? Desde que Dilma ganhou as eleições, ela vem tomando medidas contrárias ao que prometera durante o período eleitoral. Foram o aumento de juros, o aumento da gasolina, o da luz, mexeu em direitos trabalhistas, nomeou um ortodoxo para a economia, ou seja, mentiu para os seus eleitores. Não bastasse isso, todo santo dia sai algo nos jornais sobre a corrupção na Petrobrás. Sempre tem algo novo! Dessa estatal estima-se que foram desviados bilhões e bilhões de reais. Uma parcela significativa da sociedade (a que votou em Aécio Neves ou não votou em Dilma) foi às ruas cobrando das autoridades competentes por esses desmandos. Por conveniência (ou conivência) ou pautas mais “importantes”, a grande mídia não deu a visibilidade que devia. Por outro lado, temos agora o necessário aumento das passagens do transporte público, contestável em alguns casos, é verdade, mas não prescindível. Nesse quesito, aparece a esquerda, cujo mote é contestar tal aumento, que deve estar em torno dos R$ 0,40. A pergunta fulcral que se faz é por que esse movimento não sai às ruas contra os desmandos citados no início do texto? A resposta, evidentemente, já é sabida: porque são idiotas (úteis). 

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br 
Rio de Janeiro

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CICLOVIA NA AVENIDA PAULISTA

Prometi a mim mesma que reclamaria menos em 2015, mas com as notícias que saem no jornal, fica difícil. Enquanto a cidade de São Paulo sofre as com enchentes por causa das chuvas, que, aliás, acontecem todos os anos, o prefeito faraônico irá gastar R$ 15 milhões para implantar 3,8 quilômetros de ciclovias na Avenida Paulista, com obras de duração prevista de seis meses. Com esse valor, não seria melhor ele investir em obras para combater os alagamentos na cidade?

Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com
São Paulo

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INJUSTIÇA SOCIAL

Cheguei a São Paulo, capital, no domingo (4/1) ao meio-dia, saindo da região de Ubatuba às 4 horas, certo de que seria o único na estrada. Enganei-me, pois eram dezenas de milhares de automóveis já naquele horário da madrugada, que fizeram com que a viagem que habitualmente leva três horas (220 km) demorasse oito. Das oito horas consumidas, quase quatro foram no circuito Ubatuba-Caraguatatuba (40 km), sendo certo que não foi avistado policial militar rodoviário algum a coibir os abusos dos maus motoristas que circulavam pelo acostamento e que, sem dúvida, muito contribuíram para o caos verificado. Os paulistas já não podem gozar o merecido descanso a que têm direito. É a incompetência do governo estadual, que vive apenas de fazer promessas sem qualquer ação. Foram 30 anos para que fosse duplicada a Rodovia dos Tamoios. Quanto tempo levará para a segunda pista da serra? Quanto tempo passará até a duplicação da Rodovia Mario Covas (Rio-Santos/BR101) sob a administração estadual? Onde está a infraestrutura? No meu retorno, no entanto, sem atraso algum, já se encontravam em casa os malfadados carnês do IPVA. Trata-se de uma injustiça social. Proponho a desobediência civil: só se paga mediante ações efetivas dos administradores.

Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br        
São Paulo

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O DINHEIRO DE SÃO PAULO

São Paulo contribuiu com 40% das receitas da União em 2013. Como paulista e contribuinte, expresso minha indignação diante de tamanha discrepância – para não dizer violência, contra nós, paulistas! – na voracidade da União. Estamos sendo massacrados pela gigantesca carga de tributos e afins... Até quando? É lei, mas não deixa de ser imoral tamanha covardia. Precisamos de uma postura mais dura de nosso governador perante a União.

Alexandre J. Franzini ajfranzini@hotmail.com
Araras

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ERRO NA PUBLICIDADE

Está na página A16 de 6/1/2015 publicidade do Banco do Brasil estampado a frase “a verdadeira riqueza de São Paulo está na força da sua população”, com uma foto escura e tosca do Palácio dos Bandeirantes morrendo ao fundo. Pois bem, faço aqui uma correção a essa frase, típica de um Jânio Quadros de saias: a força de nosso Estado se encontra na sua administração bem conduzida e gestão profissional, mesmo com os erros e problemas inerentes ao cenário nacional. Afinal, população forte existe em todos os Estados do Brasil.

Pedro Ernesto Silveira pedro.silveira@segurosunimed.com.br  
São Paulo

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CERCO ÀS CONTAS DOS PARTIDOS
 
A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que exige dos partidos políticos contas bancárias, identificação de doadores e extrato mensal (“Estado”, 5/1) pode ser o começo da solução para a farsa criada pelos ladrões do dinheiro público que, descaradamente, dizem roubar para custear campanhas. A proibição das doações ocultas é um grande avanço, pois elimina do meio empreiteiras, lobistas e outros interessados em obter obras públicas superfaturadas. O parlamentar que recebe além do seu subsídio para exercer o mandato é corrupto. Há que se fechar o cerco sobre a movimentação financeira e a evolução patrimonial de todos os políticos. Dessa forma se evitará que o dinheiro público, arrecadado com a finalidade de sustentar o governo e os serviços deste para a população, seja desviado. Apurando irregularidades, elas devem ser encaminhadas à Justiça. As apurações da Operação Lava Jato, do cartel do trem e outros escândalos prometem lances graves para os próximos meses. É preciso que todos os envolvidos – corruptores, corrompidos e lenientes – sejam identificados, processados e recebam a devida punição por sua ação ou omissão. Com a transparência agora ditada pelo TSE, não poderão mais dizer que desviaram para campanha...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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SIGILO BANCÁRIO DOS PARTIDOS
 
A resolução do TSE que determina a abertura de três contas distintas para receberem todos os dinheiros, inclusive do Fundo Partidário, elimina o sigilo bancário que as agremiações políticas tinham e era de seu interesse. Com a discriminação dos nomes de todos os doadores ou colaboradores, todos podem saber a origem do numerário usado pelos partidos políticos, impedindo, assim, que o mistério sobre o assunto seja uma arma partidária, da mesma forma que as movimentações em favor de interessados serão de conhecimento do tribunal, porquanto os três extratos das contas deverão ser apresentados com regularidade.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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À ESPERA DA REFORMA

Enquanto a secular reforma política não chega, o TSE toma uma decisão importante acabando com o sigilo bancário dos partidos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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PARTICIPAÇÃO POPULAR

O Judiciário mais uma vez dita regras na questão política, ao determinar a quebra dos sigilos bancários dos partidos políticos. Isso pode estimular discussão de efetiva reforma política e que não seja controlada por caciques ou grupos familiares. A situação atual não estimula a participação popular.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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SEGUNDA INTENÇÃO

Não dá para ver na atitude do ministro do TSE Dias Toffoli, ao quebrar o sigilo bancário dos partidos, um ato de bem à Pátria. Um gesto para impedir uso de caixa 2 e outros desvios nada republicanos. Deve existir um método nessa atitude para ajudar o PT, por melhores intenções que sejam. Em breve o motivo virá à tona e com certeza será para ferrar com os opositores. Nós sabemos de qual fonte Toffoli bebe água.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo
 
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‘ESPELHOCRACIA’

A conclusão do artigo “Espelhocracia” (5/1, C8), de Lúcia Guimarães, de que a solução para a mediocridade não é o darwinismo social, é o perfeito exemplo da sequência de raciocínios que fundamentam o ditado “os idiotas têm apenas certezas, enquanto os inteligentes, muitas dúvidas”. Ignorando o fato de que o próprio presidente norte-americano ou de que uma das mulheres mais ricas da América (Oprah Winfrey) são negros, e que foi um sistema social sem dúvidas meritocrático que permitiu essa permeabilidade, a autora sugere, baseada em estatísticas, que apenas homens brancos e asiáticos têm mobilidade social no sistema norte-americano e que por esse motivo não há, de fato, meritocracia. Referida linha de raciocínio é que pode permitir que quadrilhas se instalem no poder, a pretexto de implantar uma justiça social eletiva balizada por obscuros critérios de raça e condição econômica, por pessoas que nem sequer dominam o conhecimento básico necessário para atuação em suas respectivas áreas e que só têm gerado corrupção e malversação no uso de recursos públicos. A grande questão é como deixar a sociedade livre de tal ônus para que, mais leve, atinja resultados mais produtivos e eficazes, preservando-se o sistema democrático, mas diminuindo o peso representado por tal desserviço? Fazendo um corte linear no número de cargos parlamentares?

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br 
São Paulo

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DESIGUALDADE RACIAL

Recente índice divulgado mostra maior chance de morte de negros no Nordeste. Alguns já começam com o velho discurso de criar mais “políticas de inclusão”: as cotas. Sabemos que a verdadeira inclusão só ocorrerá com uma educação de qualidade, por que então não criar bolsas nos ensinos fundamental e médio em escolas particulares (até melhorarem as públicas)? Dar emprego com salário digno é outra solução, já que com bolsa família não dá para pagar escola...

Hugo Hideo Kunii hugo.kunii@terra.com.br
Campinas

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A REVOLTA DOS BOLSA-FAMÍLIA

Dia destes, junto a uma lotérica, ouvi o comentário de algumas senhoras e senhores que estavam revoltados com o prefeito da cidade porque ele se recusa a implantar zona azul na cidade, porque eles não têm onde estacionar seus carros para buscar o Bolsa Família.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com
Monte Santo de Minas (MG)

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EDUCAÇÃO – CURRÍCULO NACIONAL
 
Tem razão Alexandre Schneider (“Estadão”, 5/1, A2). A construção de um currículo para todo o País, estabelecendo as expectativas de aprendizagem para os ensinos fundamental e médio, pode ser de grande valia. Todavia, não basta. A política educacional para a educação básica não pode se alicerçar numa única variável. Aliás, desde o ano de 2008 a rede pública estadual conta com um currículo unificado (São Paulo Faz Escola), que vai ao detalhamento das atividades de aprendizagem a serem trabalhadas pelos docentes com seus alunos. Desde o ano de 1997 as escolas brasileiras contam com os Parâmetros Curriculares Nacionais, sem falar nas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica. Nem por isso vêm melhorando os indicadores avaliados pelas inúmeras aferições que são realizadas, pelo menos a cada dois anos (Ideb), no caso do Estado de São Paulo, ou todo ano (Idesp). É preciso levar em conta outros parâmetros, como, por exemplo, a qualidade da formação docente, programas de formação continuada, inexistentes de forma sistemática em muitos sistemas de ensino, condições de trabalho, material pedagógico adequado para cada nível de ensino e, por último, mas não menos importante, planos de carreira que efetivamente valorizem o exercício profissional daqueles que atuam nas escolas públicas de todo o Brasil. Em se tratando de reforma curricular, é essencial que os profissionais da educação, pais, mães e estudantes sejam ouvidos.
 
João Cardoso Palma Filho jcpalmafilho@uol.com.br  
São Paulo

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‘O REATAMENTO WASHINGTON- HAVANA’

Há um pequeno engano no brilhante artigo supra mencionado, do embaixador Luiz Felipe Lampreia publicado ontem no “Estadão”. Não é da autoria do sobrinho Tancredi a famosa frase, mais ou menos assim, “é preciso que tudo mude para que tudo fique como está”, mas, sim, do próprio tio o príncipe de Salinas, que, diga-se, tinha uma visão ampla tanto econômica como política da unificação da Itália. Aliás, uma forma de sobrevivência de classe.

Fernando Sobral da Cruz fernando@sobraldacruz.com.br 
São Paulo

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ACIDENTE E VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

É incompreensível, desumana e revoltante a notícia de que criminosos invadiram uma estação de trem para saquear as vítimas que aguardavam socorro deitadas nos chãos da plataforma e dos trens envolvidos no acidente ferroviário em Mesquita, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br 
Mogi Mirim

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PROTESTO EM SANTA CATARINA

Manter o canal do Rio Itajaí-Açu obstruído no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, protesto de 140 barcos pesqueiros, impedindo a saída do navio transatlântico Zenith, com 2 mil passageiros a bordo, é outra vez uma das tentativas do PT e de seus dirigentes de desestabilizar as cidades e os Estados onde foram derrotados com grande maioria. Onde estava a Marinha do Brasil, com suas naus para a liberação do canal/porto? A Polícia Federal deu ordem de prisão aos donos e marinheiros destes barcos, após atracarem no píer de descarga de peixe?   

Werner August Sönksen wsonksen@hotmail.com 
São Paulo
  
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MATA ATLÂNTICA

Em nome da Fundação SOS Mata Atlântica e de todos os envolvidos e mobilizados na luta pela proteção da Mata Atlântica, congratulamos e agradecemos pelo editorial “Preservar a Mata Atlântica”, publicado no dia 5 de janeiro de 2015. A atenção dedicada pelo jornal à agenda ambiental brasileira, sobretudo aos temas relacionados ao bioma Mata Atlântica, seja em reportagens ou espaço para publicação de artigos, sempre foi fundamental para dar visibilidade a esta causa tão essencial à qualidade de vida e ao futuro da sociedade brasileira. Ao abordarem a questão em editorial, posicionando-se a favor da proteção desse bioma, o “O Estado de S. Paulo” oferece importante contribuição à nossa luta, fortalecendo nossa missão e estimulando a reflexão dessa temática por outros importantes atores e formadores de opinião. Aproveitamos a oportunidade para saudarmos o 140.º aniversário do jornal, comemorado no domingo 4 de janeiro. Nossos votos de sucesso e vida longa à instituição!

Marcia Hirota, diretora-executiva Fundação SOS Mata Atlântica marcia@sosma.org.br 
São Paulo

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ESTADÃO, 140 ANOS

Cumprimento a direção e os profissionais do “Estadão” pelos 140 anos de excelentes serviços prestados à comunidade.

Ruy Martins Altenfelder Silva, Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) presidenciadoconselho@cieesp.org.br 
São Paulo

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Meus cumprimentos ao “Estadão” pelos seus 140 anos em defesa da democracia, da verdade e da liberdade de expressão. 140 anos mantendo sua postura independente e com a coluna dura, sem se curvar para nenhum interesse. Que assim continue.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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Parabéns pelos 140 anos deste jornal que eu assino, amo e admiro! Todas as manhãs, após ler principalmente as páginas de política, comento com nossos funcionários os assuntos tratados, para que eles tomem conhecimento deles e para que vejam e acompanhem, junto comigo, os acontecimentos do nosso país. E sugiro a eles que comentem essas notícias com seus amigos e vizinhos que não são assinantes de nenhum jornal. Comento sobre o que esperar após ler alguma notícia e, depois, acompanhamos para ver se tínhamos ou não razão, se realmente foi como prevíamos ou se alguma coisa mudou e por quê. Acho que seria interessante que mais leitores pudessem tirar pelo menos 10 ou 15 minutos para que mais pessoas pudessem ter acesso a informações e se interessar mais pela política de nosso país e ver como, realmente, os atos do governo afetam a vida de cada um de nós em todos os aspectos: educação, saúde, segurança, etc. Parabéns pela luta diária de todos vocês!

Teresinha A. O. Carvalho  teresinhaaoc@terra.com.br 
São Paulo

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O jornal “O Estado de S. Paulo”, antigo Jornal da Província, acaba de comemorar o seu 140.º ano de existência. Neste longo período de profícua vida jornalística em defesa sem fronteiras (como até hoje) de um governo democrático, transparente, respeitador dos direitos humanos, livre do câncer de uma corrupção, quer ativa, quer passiva, mesmo sofrendo invasões e depredações ditatoriais em sua oficina gráfica, nunca se intimidou e nunca teve pusilanimidade em seu mister, em seu trabalho em prol da causa pública. Diante destas indiscutíveis qualidades corajosas e patrióticas, deste orgulhoso periódico da imprensa nacional, não há necessidade de tecer comentários elogiosos a seu respeito, porque sua própria e longa vida de quase um século e meio de lutas pela democracia já constitui um autopanegírico, um laudatório, que se faziam necessários. Minhas merecidas e sinceras congratulações ao “Estadão” por seu natalício e por tão relevante serviço que presta ao nosso espoliado Brasil! O grande pensador Sócrates já dizia: “Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis

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Cumprimento o “Estadão” pela sua brilhante trajetória de 140 anos. O mais tradicional veículo de comunicação brasileiro merece todos os cumprimentos pelos relevantes serviços que prestou, ainda presta e continuará prestando ao País.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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