Fórum dos Leitores

TERRORISMO

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2015 | 02h04

Ataque à 'Charlie Hebdo'

O ataque terrorista a uma revista, que matou 12 pessoas, incluindo os cartunistas mais famosos da França, demonstra a fragilidade do mundo contra ataques dessa monta e a intolerância contra a liberdade de expressão.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Atentado em Paris

Lamentável o atentado terrorista em Paris, com a morte de 12 inocentes, indefesos, além de vários feridos, na sede de uma revista por causa de uma charge de Maomé feita três anos atrás. Os terroristas islâmicos são fanáticos religiosos, intolerantes e bárbaros que não têm um pingo de senso de humor e, muito pior, não respeitam a democracia, a liberdade, a tolerância, a pluralidade de ideias nem mesmo a vida humana. Sua obtusidade e seu primitivismo são chocantes e grotescos, verdadeira aberração. Mais uma vez nos encontramos na luta da barbárie contra a civilização, com resultados nefastos.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Radicalismo islâmico

A audácia do terrorismo deixa em choque não só a França, mas o mundo. Em suposto nome de Maomé, terroristas mataram 12 pessoas. Especializada em sátiras, a revista Charlie Hebdo já fora alvo de motivação islâmica em 2011, por causa de charges sobre Maomé. E como se fosse justificável, terroristas desafiam novamente, como crápulas que são, a liberdade de expressão e de imprensa! Sabemos que é difícil combater essa gente, mas o mundo não se pode calar ante tal afronta, que parte de uma minoria radical e ousada, financiada até por governos déspotas.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

INSEGURANÇA PÚBLICA

Escalada da criminalidade

Imediatamente após o ataque em Paris que resultou na morte de 12 pessoas, o presidente François Hollande reuniu-se com seus ministros, foi ao local do crime e se pronunciou contra essa barbárie. Também o primeiro-ministro britânico logo condenou o ato terrorista. No Brasil, mais de cem pessoas morrem diariamente de morte violenta e nenhum político, nenhum ministro fala ou faz coisa alguma. É como se isso fosse banal, habitual. Assaltantes matam para roubar, criminosos se matam entre si em brigas por territórios, nas prisões muitas vezes se vê matança e até decapitação. Mortes no trânsito, em brigas de família ou de vizinhos, policiais contra traficantes, arrastões nas praias, nos congestionamentos. A morte no Brasil é corriqueira. Não há indignação da sociedade. E aí entra o ministro da Justiça (no cargo desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff) e diz que precisa de um plano de gestão! Agora ele ainda precisa ter um plano? Não havia pensado nisso? Inacreditável! Explica bem por que estamos neste caos total. Nem as autoridades sabem o que fazer.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Nossa guerra civil

De fato, diante do atentado terrorista ao Charlie Hebdo, em Paris, que deixou 12 mortos, imediatamente se reuniu o Ministério e Hollande foi a público manifestar a posição não de seu governo, mas da França. No Brasil morrem assassinados mais de 120 cidadãos por dia e esses números não param de crescer. A situação só fica mais bárbara e sem sentido, como no arrastão sofrido pelas vítimas presas às ferragens no acidente dos trens no Rio de Janeiro. Estamos há muito no meio de uma inacreditavelmente feroz guerra civil e é inegável o constrangimento do governo federal para tomar medidas impopulares. Ao contrário, muito se fala na guerra santa dos pobres e contra os ricos, seja lá o que isso possa significar. Em nome do "Brasil sem pobreza", o "Brasil de todos" (quem?) criado pelo PT, cada um faz o que quer, principalmente as organizações criminosas. Ou organizações terroristas? A quem interessa esta nossa guerra civil?

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

MORDAÇA

Lavagem cerebral

O PT busca o controle social da mídia. Isso somado ao (des)governo dizendo que vai dar prioridade à educação (que seria louvável se bem conduzida), não consigo deixar de pensar que o resultado será uma lavagem cerebral.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

Para não precisar de censura

Eu tenho a solução para essa insistência do PT na regulamentação da mídia. É só os petistas pararem de fazer "malfeitos".

MOISES GOLDSTEIN

moisesgoldstein1@gmail.com

São Paulo

REFORMA POLÍTICA

Tarso Genro

Tarso Genro prega a reforma política e defende o voto em lista (4/1, A10). Imagino a lista do partido dele (PT): Zé Dirceu, Genoino, o próprio Tarso, etc. Não haverá mais mudanças de parlamentares. O público não percebe os perigos que uma reforma política pode trazer. O sistema atual, por pior que seja, é o mais democrático - e melhor, ainda que permita a eleição de figuras esdrúxulas. Reforma não necessariamente significa melhora.

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

ECONOMIA

Aumentos de impostos

Vejo como muita preocupação a fala dos ministros do "novo" governo Dilma sobre aumentar impostos, incluído novo tributo para custear a saúde. O Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo e não ouvi nenhum dos ministros que assumiram falar em combater a corrupção nem em gerenciamento adequado das pastas para as quais foram escolhidos, que são os grandes problemas em nosso país. O combate à corrupção e a escolha de técnicos comprovadamente competentes, e não políticos sem nenhuma experiência, certamente nos livrariam de um aumento da carga tributária e poriam o País no rumo certo.

CARLOS ALBERTO MACHADO

carlosam@cardiol.br

São Paulo

Corte de despesas

O governo antecipa corte de despesas para recuperar a credibilidade fiscal. Se fosse um governo sério, há anos já teria reduzido o Ministério para menos da metade, fechado as torneiras das estatais - Petrobrás, Eletrobrás, etc. -, contratado profissionais capacitados para substituir "aspones" que não agregam absolutamente nada e, principalmente, não teria leiloado cargos entre a base de apoio (puxa-sacos).

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

TERROR EM PARIS

Em nome do Conselho Consultivo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, venho manifestar o nosso mais veemente repúdio ao atentado terrorista ocorrido ontem em Paris, contra o semanário "Charlie Hebdo", que resultou em 12 mortes e outros feridos graves. A revista, que tradicionalmente ironizava a intolerância política islamita, foi covardemente assaltada e fuzilada. O humor gráfico tem como traço principal, historicamente no mundo todo, a sua não subserviência a quaisquer tipos de ditaduras, sejam políticas, militares ou religiosas. Lançamos, por ocasião dos 40 anos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o livro "Balas não matam ideias", em coautoria com a acadêmica do Curso de Publicidade Leticia Ciasi. Infelizmente, nunca o título do livro esteve tão atual. Que as autoridades francesas e a comunidade política e artística internacional manifestem seu profundo repúdio a um atentado à livre manifestação do pensamento, uma das maiores conquistas da sociedade contemporânea.

Adolpho Queiroz, presidente william.prado@viveiros.com.br 
Piracicaba

*
PERPLEXIDADE

O ataque em Paris (7/1) de um grupo radical contra a revista francesa "Charlie Hebdo" deixou o mundo todo perplexo com a morte de 12 jornalistas e outras tantas pessoas feridas. É um crime contra a humanidade, uma tragédia para o jornalismo mundial e mais uma tentativa contra a liberdade de expressão.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com    
Campinas 

*
ATO COVARDE

Atos terroristas sempre têm um objetivo preciso: como o próprio nome diz, o de aterrorizar, impactar, deixar todos se sentirem indefesos diante de ações abruptas e violentas. Ontem foi na França, antes nos EUA, na Inglaterra, na Espanha, na Austrália... Amanhã ninguém sabe, pois o mundo ocidental está na mira dos fanáticos islâmicos. Espero que desta vez nossa política externa consiga ser veemente no seu repúdio a mais esta ação de terror, ainda que dona Dilma tenha proposto há pouco tempo coisas como "dialogar" com os decapitadores do Estado Islâmico. O terrorismo é um mal com o qual não se pode transigir. Assim, temos de ter em mente que nenhum ato terrorista, venha de onde vier, seja justificado ou tomado como luta heroica, porque não é. Nada pode ser mais covarde. E é sempre covarde porque mata inocentes, destrói famílias, deixa crianças órfãs, mães perdem filhos e maridos, uma tragédia! Quando vemos um ato como o que acaba de ocorrer na França, não podemos aceitar terrorismo por motivo algum, nem por questões ideológicas, nem religiosas ou mesmo raciais. Isso precisa acabar, porque é desumanamente inconcebível. 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

*
DIÁLOGO

Só lembrando a presidente Dilma Rousseff de que a barbárie - como ela se referiu ao assassinato de 12 jornalistas da revista "Charlie Hebdo" por fanáticos islamistas em Paris - é a mesma do grupo terrorista Estado Islâmico, com quem nossa presidente de forma pueril na ONU sugeriu que o mundo dialogasse, quando EUA, Inglaterra e França prometeram combatê-lo. Que tal ela, a presidente, iniciar o diálogo proposto?
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

*
LUTO

O mundo livre e democrático está de luto pela perda de todas as pessoas, principalmente de jornalistas que defendem a liberdade de expressão! Ver agora dona Dilma Rousseff mandar condolências ao presidente da França, lembrando que em 24/9/2014 na ONU ela condenou ataques militares contra extremistas muçulmanos que matavam cristãos, inclusos aí jornalistas, é muita desfaçatez. "Liberdade é o que ninguém nota quando existe. Mas que todo mundo sente quando falta (ANJ)."
  
Tânia Tavares taniatma@hotmail.com  
São Paulo 

*
DESRESPEITO

O atentado ao jornal francês "Charlie Hebdo" é tragédia mais que anunciada. Há anos que o jornal publica sátiras estúpidas e de mau gosto ridicularizando o profeta Maomé, apesar dos protestos da comunidade islamita. Foi um atentado terrorista absolutamente condenável. Entretanto, o jornal parece confundir liberdade de expressão com desrespeito. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

*
CISMA
 
Pessoas e entidades não cansam de mexer com a religião dos outros. E acontece o que aconteceu, como no recente atentado em Paris. A cisma é sempre a mesma: mexer com o islamismo, com o protestantismo e mesmo com o espiritismo. Liberdade de expressão deve haver, contudo por que fazer brincadeiras com a religião de terceiros? No Brasil, o "fogo" sempre foi concentrado contra o bispo Edir Macedo.
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)

*
HUMOR E AS RELIGIÕES

Todas as religiões têm sido alvo de piadas e charges sem que ninguém tenha saído matando por causa disso. O problema com os muçulmanos é que eles não aceitam brincadeira com a religião deles. Seus princípios religiosos são levados a ferro e fogo. Por que, então, mexer com eles?

Luiz Rapio lrapio@yahoo.com.br 
Rio de Janeiro 

*
GREVE NO ABC

É, o feliz ano novo já começou para os metalúrgico do ABC. Duas montadoras já demitiram mil metalúrgicos. É claro que é ruim, ninguém gosta, tem chefes de família no meio, mas é o quadro do setor, que teve um dos piores anos, além das incertezas e da crise no cenário internacional. No Brasil, o quadro para este ano não é nada bom. Os cortes orçamentários afetarão a produção e o consumo. Particularmente, acho que o setor automotivo tem de procurar se autoajustar. Benesses do tipo alíquotas zero ou reduzidas tiram dinheiro de outras demandas mais importantes do governo, em áreas em que realmente é preciso investir. Carro não mata fome. Qual a participação da indústria automobilística no produto interno bruto (PIB)? De 0,2%. Ora, há setores muito mais significativos. Lamento pelos desempregados, mas o governo é o culpado disso.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
GREVE NA VOLKS

No governo Geisel também se negava ajuda ao setor automotivo nesse tipo de situação; dela, com a ajuda de "padim" Golbery e em meio a altas taxas de inflação - inimagináveis para as gerações mais novas e acostumadas a rápido consumo de tudo - emergiu triunfalmente Lula, o esvaziador-mor de pátios abarrotados de veículos novos sem mercado, até então um inimaginável promotor de vendas. Será que teremos de reviver aqueles tempos, agora sob a batuta de agentes politicamente travestidos com sinais trocados que ocupam a ilha da fantasia? É interessante poder perceber que aumentos salariais dessa categoria privilegiada, desde aqueles tempos, podem ser decorrentes de ganhos de produtividade obtidos, quiçá, com o uso cada vez maior de robôs nos processos industriais. No entanto, esses benefícios se propagam para outros segmentos que são impossibilitados de aplicá-los em suas operações fabris, corroendo suas economias. Além disso, nossos carros estão cada vez mais caros, quando comparados aos preços praticados no exterior, e devem consumir combustível genuinamente nacional, ecologicamente correto, mas com preço deficitário para quem o produz, o que vem forçando o fechamento de destilarias e gerando desemprego crescente no setor sucroalcooleiro. Realmente, nós, a maioria que não pratica os caminhos das pedras denunciados diuturnamente pela imprensa, seja para se manterem no poder, seja para se locupletarem financeiramente, estamos quase todos falidos ou por eles escravizados. Aos sobreviventes, feliz 2017 a todos.

Frederico R. Hrdlicka frh@techmaster.ind.br 
Atibaia

*
NOVO TRIBUTO

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, já está "chiorando" por um novo tributo. E o caminho ao qual se referiu para garantir a sustentabilidade do sistema não tem nada de novo: trata-se da nossa velha conhecida, a CPMF, batizada inicialmente em 1993 de IPMF e que durou até dezembro de 1994, quando foi extinta. Mas a alegria durou pouco. Em 1996, voltou com o objetivo de atender a área da Saúde, à época comandada pelo ministro Adib Jatene, e perdurou até 2008, quando o então presidente Lula sofreu sua maior derrota no Senado com a extinção da famigerada contribuição. Até que esteve vivo, esse tributo arrecadou R$ 201,2 bilhões e a Saúde foi com certeza a pasta que menos se beneficiou disso, pois, se os recursos tivessem sido honestamente utilizados, o sistema não estaria tão deficitário como se encontra atualmente. Com o estado lastimável em que se encontram todas as contas do governo federal, em razão da desastrada administração Dilma Rousseff, se aprovado essa aberração, a Saúde novamente vai ficar a ver navios e a contabilidade criativa vai estar a todo vapor.
 
Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 

*
NÃO!

Prezado ministro Arthur Chioro, não onere os brasileiros, uma vez mais, com aquele nefasto tributo ineficaz, hipoteticamente destinado à Saúde. Não tente encobrir a ineficiência do governo federal neste campo à nossa custa. Reorganize a casa. Limpe a sujeira - deve haver muita. CPMF, de novo, NÃO!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz 

*
QUE TAL?

O ministro da Saúde, sr. Arthur Chioro, como todo bom petista, declara que para manter a sustentabilidade do nosso caótico sistema de Saúde precisaremos de um novo tributo! Que tal sugerir à presidente para reduzir uns 25 ministérios, indicar pessoas técnicas, e não apadrinhados, para comandar os 14 restantes, gastar menos com propaganda enganosa, acabar com as comissões de 3% nas estatais que certamente vai ter dinheiro suficiente para atender e melhorar o que está aí. Vale lembrar que, dos 39 ministérios, no ano passado 11 (onze) ministros nem sequer conseguiram uma única audiência com a sra. Dilma. Precisamos de algo mais redundante para confirmar que não há necessidade de tantos ministérios?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

*
IDEIA SURRADA

O ministro da Saúde, o petista Chioro, mantido por Dilma neste seu segundo mandato, defendeu um novo tributo para financiar o setor e reparar o baque do fim da CPMF. O que mais poderíamos esperar de uma pessoa despreparada como ele, além dessa surrada e sempre ressurgente ideia, já que um aumento da produtividade no setor, fiscalização para evitar os imensos desvios de recursos, corte de comissionados e apadrinhados não passam na cabeça dele? É mais um ministro que começa com o pé esquerdo e contraria o discurso de campanha de Dilma.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

*
PREPAREMO-NOS

Tudo indica e caminha para recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que será chamada de Contribuição Permanente sobre Movimentação Financeira (CPMF). Preparemo-nos, pois os aumentos de impostos, taxas, tributos, etc. estão encaminhados e virão a todo vapor.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
PARA PT, SOLUÇÃO É A CPMF

Lamentável sob todos os aspectos a postura administrativa dos petistas! Para esta gente a questão nunca passa pela eficiência de gestão para melhorar os serviços públicos. O discurso recorrente é sempre sobre aumento de impostos, como afirmou em entrevista ao "Estadão" o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que assim como seus pares do Planalto sonha com a volta da CPMF. Corte de gastos, nem pensar! Fiscalizar e reduzir os desperdícios, que são elevados, para esta gente é palavrão. E os superfaturamentos nas compras de medicamentos, os médicos que não comparecem aos plantões, equipamentos, ambulâncias, etc., adquiridos para os hospitais e postos da saúde, abandonados e sem uso, enquanto os pacientes deixam de ser atendidos, até como se lixo fossem, jogados pelos seus corredores, etc.? Não, isso para a turma de Lula é irrelevante! Tal qual uma criança arredia que chora pedindo chocolate, os petistas incompetentes por natureza pedem mais impostos. É uma vergonha!  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam
São Carlos
 
*
NÓS SABEMOS

Ora, o sr. Arthur Chioro devia saber que todos os brasileiros têm conhecimento de que o problema do sistema de saúde brasileiro é a corrupção. Todos os dias vemos exemplos como o da Santa Casa de São Paulo, com um rombo de quase R$ 1 bilhão, porque comprava medicamentos pagando preços até cinco vezes superiores aos de mercado, além das centenas de funcionários-fantasma em sua folha. No domingo passado, um programa de TV denunciou mais uma máfia no sistema, envolvendo hospitais e fabricantes de próteses. Essa corrupção no sistema de saúde existe em nível federal, estadual e municipal. Todos sabem e nada é feito para administrar com competência e honestidade esses recursos, que são mais do que suficientes para que os brasileiros tenham uma assistência à sua saúde proporcional ao montante gasto de maneira totalmente irresponsável. Mas é mais fácil, como parece querer o atual ministro da Saúde, criar mais um imposto para aumentar o volume dos recursos que, com certeza, continuarão a ser mal administrados enquanto não houver competência e vontade política para tal. E lá vem de volta essa ideia de ressuscitar a famigerada CPMF, criada no governo tucano sob a inspiração do finado dr. Jatene, grande cirurgião, mas sem qualidades para administrar este cipoal que é a saúde pública brasileira. E deu no que deu: o governo
engordou seus cofres com a cobrança e a saúde continuou piorando. 

Fernando Franco de Sá Bomfim fbomfim71@gmail.com 
Araçariguama

*
'NOVO TRIBUTO É O CAMINHO'

O ciclo se repete na história brasileira. Com raras exceções, os governos (desta vez, com desonroso destaque, o PT) incapazes, desonestos, corruptos e criminosos apropriam-se das riquezas do País e dos tributos espoliados do povo. Após exaurida a Nação, surgem safardanas travestidos em seriosos "salvadores da Pátria", convencendo o povo da necessidade de mais sacrifícios para promover a "sustentabilidade" do governo. Claro que o País permanece subdesenvolvido, enquanto este ciclo se mantém.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com 
Capão Bonito 

*
DINHEIRO PÚBLICO

Esperava programas mais avançado do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Mas ele vem com o usual dos governos lulopetistas: ao invés de diminuir os gastos do governo, mais impostos sobre a população. Precisam de mais grana para comprar apoios no Congresso Nacional? Estão falando, inclusive, em contratar mais 25 mil funcionários públicos...

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

*
ECONOMIA DOMÉSTICA

Eu não sou economista nem tampouco pHd no assunto, mas na minha economia caseira, se estou sem grana, corto despesas, agora o sr. Levy deixou bem claro que vai aumentar impostos. Por que não corta os gatos do governo? É bem simples assim...

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

*
PLANO A OU B?

Para salvar o País, o ministro Joaquim Levy apresentou dois planos para a presidente Dilma. Plano A: cortar gastos públicos. Plano B: aumentar a carga tributária. Eu apostei na vitória do plano B. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

*
CANDIDATA

Ofereço-me para ser a ministra da Fazenda no lugar do sr. Levy, pela metade de sua remuneração, porque cortar benefícios previdenciários somente dos afiliados do INSS, cortar direitos trabalhistas somente dos trabalhadores da CLT e aumentar a carga tributária em cima dos empresários e seus empregados, ora, isso eu também sei fazer, rapidinho. Num vapt-vupt encho os cofres públicos para manter a gastança dos Três Poderes e seus afiliados. Faço com maestria malabarismos com apenas R$ 788,00 por mês. Precisa de maior referência que essa?

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí 

*
LEVY, O TAXADOR

A palavra "levy", em inglês, significa taxação, ou o ato de taxar. O novo ministro da Fazenda é Joaquim Levy. Nada mais apropriado para este governo, que pretende executar um ajuste fiscal à base de aumento de impostos, em vez de corte de gastos. O mais lamentável dessa história, aliás, é perceber que o tal ajuste não estaria sendo visto como algo imprescindível para o crescimento econômico voltar a dar as caras por aqui se Dilma Rousseff não tivesse sido tão incompetente, arrogante e atrapalhada nos últimos quatro anos. É ela, Dilma (e não a monstruosa crise internacional que só existe na sua cabeça delirante e na daqueles que abaixam a cabeça a tudo que diz a ex-empresária que quebrou uma loja de R$ 1,99, com medo de suas "broncas"), a maior responsável por arruinar a nossa economia e por produzir feitos realmente notáveis como o saldo da balança comercial em 2014, que ficou no vermelho pela primeira vez desde o longínquo ano 2000. Agora, com os aumentos de impostos de Levy, aquele que tem taxa até no nome, Dilma está pronta para oferecer mais um presente amargo aos contribuintes no final do primeiro ano de seu segundo mandato: uma recessão. Será que os brasileiros cansados de tanta estupidez não vão se dispor a dar umas belas broncas na "presidenta" em 2015?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

*
PARADOXO DILMÁTICO
 
O ministro Joaquim "Mãos de Tesoura" Levy anunciou (e ainda não foi desmentido pela presidente Dilma) rigorosos cortes nas despesas públicas para começar a consertar as lambanças petistas. Entretanto, é paradoxal que a presidenta Dilma continue mantendo 39 ministérios, um verdadeiro Exército Brancaleone que mais parece uma trupe circense ambulante. Lança em riste, dentes incisivos à mostra, a presidente comanda montada em um cavalo verde, esperando para nomear mais dois ministros caso eles não venham a ser presos pela Operação Lava Jato. O Exército Brancaleone é uma sátira notável, enquanto o Exército Dilma é uma triste pantomima.
 
Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br
São Paulo

*
O NÓ DA ECONOMIA

Um governo com tendência estatizante, mas que não tem a menor competência gerencial e ainda é presa fácil de grupos que o saqueiam. Quando resolve ceder um pouco, parte para a chamada "privatização envergonhada" na qual quer "vender o burro, mas não largar as rédeas". Assim não teremos saída!

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 
Atibaia

*
A MISSÃO DE LEVY

Um grande problema do economês é falar muito e não dizer nada, exatamente como o "advogatês". Claro que o editorial do "Estado" (7/1, A3) também sofre dessa doença. Levy tem a missão de "re-estatizar o setor público"? O que quer dizer isso? Que o setor público virou casa da mãe Joana dos petistas? E por que não diz com clareza o que é óbvio? E o que o artista Levy vai fazer que contrarie o partido que o coloca no poleiro do próprio governo? A "rainha" já não disse ao outro fantoche Nelson Barbosa o que quer de "seus" ministros? Claro que Levy está pisando em ovos quando fala à imprensa para não levar uma porretada como seu colega da área financeira, e é claro que abaixará a cabeça como o colega, ou pegará seu boné e vai cantar em outros terreiros. E dizemos que temos liberdade de imprensa. Liberdade para dizer o quê?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

*
AUTONOMIA DOS MINISTROS

O ministro Barbosa levou um "chega pra lá" de dona Dilma. Porém creio que, se ela tentar fazer o mesmo com o ministro Levy, ele pega a mala, a cuia e vai embora. E nós vamos para o fundo do poço.

Beatrix Nogueira Behn beatrixbehn@yahoo.com 
Curitiba 

*
COMO ESPERADO

Menos de 24 horas depois de sua posse como presidente de todos os brasileiros, Dilma demonstra, em termos práticos, que a equipe econômica que ela empossou estará aí para "inglês ver". Assim, cai por terra o único resquício de competência no seu medíocre ministério. Sinto muito, sr. Nelson Barbosa, mas o mero título de ministro do Planejamento não paga a vergonha de ser obrigado a dar o dito pelo não dito.
 
Filippo Pardini filippo@pardini.net 
São Paulo 

*
QUEM TEM MEDO DE DILMA?

Se Dilma Rousseff estivesse na zaga da seleção brasileira na Copa do Mundo, os alemães não teriam, só no primeiro tempo, dado um passeio na nossa atordoada seleção. No seu segundo desgoverno, Dilma, em poucos minutos de jogo no Planalto, já mostrou as travas da chuteira a dois invasores da sua área. O primeiro foi o ministro Nelson Barbosa, que mudou a sua ideia de reforma para não ser mandado para o banco de reservas. O segundo foi o ministro da Aviação Civil e ex-governador do Rio, Moreira Franco, que até o primeiro dia de janeiro estava cotado para permanecer no cargo. Dilma entrou de carrinho no tornozelo de Moreira Franco, tirando-o do jogo. Qual foi afinal a jogada de bola murcha do ministro? Deu declarações apoiando mudanças profundas na administração da Petrobrás, o que sinalizava a necessidade da demissão da presidente da estatal, Maria Graça Foster. A ordem é bico calado. Com esse ministério Brancaleone, surpresas nos esperam nos próximos dias, que serão mais de 1.400, se chegarem até lá.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*
MINISTÉRIO 

A composição de um ministério deve partir do pressuposto de que há um mínimo de entendimento entre os indicados. Afinal, os ministros respondem por encaminhamentos das propostas de quem os indicou. Mas pelo visto o governo Dilma terá muitos problemas, além da previsível crise da economia. Algumas manifestações públicas mostram divergências na equipe, que deveriam ser superadas em reuniões internas, o que pelo visto não aconteceu. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

*
A PATRANHA DE PATRUS

Começou mal o ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário. Enquanto os radicaloides do MTST e do MST pintam e bordam, desrespeitando o direito de propriedade, vem o ministro botar pilha relativizando a importância do instituto e fazendo ouvidos moucos ao claríssimo recado dado nas últimas eleições em que Dilma venceu por pouco e o PT perdeu 17 deputados federais. Numa quadra difícil em que só o setor agrário vive no azul, o ministro dá a senha aos vândalos para tocarem sua agenda de esbulhos e usurpações. Essa demagogia de reforma agrária não levará o País a lugar algum. Já são mais de 80 milhões de hectares distribuídos aos sem-terra, com resultados pífios em termos de produção e produtividade - salvo pontuais exceções. Somada a quantidade de lotes já distribuída à conta da reforma agrária, veríamos que ela é bem superior, em extensão, a todo o território do Chile, país que, malgrado a ocorrência de montanhas, cordilheira dos Andes, picos, geleiras e desertos - locais inóspitos -, tem uma expressiva produção agrícola e desponta como um país próspero economicamente e equilibrado socialmente no contexto latino-americano. O PT precisa, urgentemente, reciclar seus quadros e rever seu discurso jurássico e demagógico, porque, salvo os militontos da igrejinha, já não engana mais ninguém.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

*
REFORMA AGRÁRIA

O senhor ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, utiliza como argumento favorável à reforma agrária o Artigo 5.º, Inciso XXIII, da Constituição federal, que prevê que "a propriedade atenderá a sua função social". Ocorre que, no já referido documento, Artigo 5.º, Inciso XXII, o legislador previu que "é garantido o direito de propriedade". Não há embasamento jurídico para argumentar que o Inciso XXIII fundamenta uma reforma agrária. É necessário bom-senso e, além disso, observância ao ordenamento jurídico como um todo. Tomar o todo pela parte é um equívoco muito grande. A propriedade deve, sim, atender a sua função social, mas isto jamais significa dizer que o Brasil deve passar por uma reforma agrária. Além disso, é notável o fato de que muitos dos favoráveis à reforma não pretendem produzir absolutamente nada na terra, haja vista o que ocorreu com diversos terrenos obtidos pelo MST ou pelo MTST nos últimos anos. O que é necessário no Brasil é uma reforma para fazer com que as pessoas que não tem moradia possam trabalhar para conquistá-las, e não uma reforma agrária!

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com
São Paulo

*
BEM-SUCEDIDO

Do ministro ainda se saberá, mas, como "animador de invasões", Patrus Ananias começou bombando...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

*
LATIFÚNDIO

Dona Kátia Abreu, ministra da Agricultura, afirma que não mais existe latifúndio no Brasil. Mudou o sentido da palavra ou a forma de medição das grandes propriedades rurais brasileiras, verdadeira afronta aos verdadeiros minifundiários? Pois latifúndio existe, sim, minha senhora. Comece analisando a extensão de suas terras!

Jose Wilson Lopes jwlopes@uol.com.br 
Garça

*
CHUVA E CONSEQUÊNCIAS

São Paulo tem um PIB de Primeiro Mundo, mas a cidade, quando chove, demonstra a falta de leis municipais e estaduais que obriguem a fiação das empresas de telefone e energia elétrica a ser enterrada, como nos países de Primeiro Mundo. É um caos. Falta luz, e a Eletropaulo, levianamente, culpa a queda de árvores na rede elétrica como motivo principal, como aconteceu recentemente, quando um hospital teve de usar luz de celular para operar uma pessoa.

Arlindo Oscar Araújo Gomes da Costa araujodacosta@gmail.com 
São Paulo

*
POR QUÊ?

Três dias sem energia elétrica, com perda total de alimentos, incluindo os tradicionais da passagem de ano. Por quê? Porque caíram quase 300 árvores, 3 na rua onde moro, de apenas 200 metros. Evidentemente, sobre os fios de eletricidade, provocando um estrondo atemorizante e a imediata escuridão na rua e em casa. Na terça-feira, no "Fórum dos Leitores" do "Estadão" na internet, a leitora Irene Kantor relembrou a poda anual (preventiva) de árvores que a Prefeitura fazia no inverno, isso há mais de 10 anos. E hoje, o que faz o prefeito pinta-faixas? Faz as inúteis ciclovias pois, trata-se de um transporte individual, destinado exclusivamente a jovens e a esportistas. Ao misturar ônibus, carros e bicicletas, põe em risco a integridade física de ingênuos ciclistas e a integridade física e criminal de infelizes motoristas, estressados e engarrafados em vias cada vez mais estreitas. E tome mais tinta vermelha do prefeito pinta-faixas. Ah! Ia me esquecendo: agora aumenta o IPTU para, com certeza, comprar mais latas de tinta.
 
Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

*
TAREFAS

Sr. prefeito, enquanto o senhor acabar de destruir a Avenida Paulista, seria bom: 1) preparar uma equipe que verificasse quais as árvores que podem matar pessoas e cortá-las. 2) Criar uma frota municipal de taxis porque os de frotas ou particulares andam sumidos. 3) Aumentar o número de ônibus para que todos deixem seus carros em casa, evitando assim que morram ciclistas. 4) Mandar tapar os buracos em todas as ruas.

Luisa Regina Andrade luizandrade2006@gmail.com 
São Paulo

*
A TARIFA DO TRANSPORTE PÚBLICO

Para ver como foram "espontâneas" as manifestações populares de 2013 contra o aumento das tarifas de ônibus - até agora não houve um pio sequer contra as tarifas que passam a vigorar a partir desta semana (R$ 3,50). É que não estamos mais num ano eleitoral e não vale a pena tentar prejudicar o governo estadual. Então os promotores de quebra-quebra e suas bandeiras vermelhas estão devidamente contidos pelas lideranças partidárias.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

*
DINHEIRO HÁ

Sou a favor da tarifa zero. Ninguém pega ônibus ou metrô para se divertir ao usá-lo. Usa porque precisa.  A economia exige que as pessoas se desloquem. A sociedade, para existir, precisa se deslocar. Em meios urbanos, isso é feito por meio de transporte público.  Sendo público, pode ser gratuito, pago pela própria sociedade, através de regras claras de uso (tempo de uso gratuito, número de usos por dia, etc.). Vamos avançar um pouco em termos de cidadania, de humanidade, e pensar menos em termos pecuniários? A sociedade tem dinheiro, sim, para essa atitude. 
 
Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br 
São Paulo

*
GASTANDO MAL

Ao reconhecer que o seu desgoverno gasta mal, o glorioso ministro Cardozo poderia se reunir com a sua chefa e propor reduções de custo ou discutir maneiras de aproveitar melhor a avassaladora arrecadação que nós, contribuintes, somos obrigados compulsoriamente a recolher aos cofres públicos. No dia 6/1, o Impostômetro já computava R$ 30 bilhões arrecadados. É de chorar. Agora recebo o IPVA do carro, a ser pago em três parcelas. Por que mesmo? Só faltava o poste criador de ciclovias propor o pagamento de IPTU em três parcelas também. Aliás, cobrar, arrecadar e aumentar os impostos todos os governos em todas as esferas sabem fazer, quanto ao retorno aos cidadãos, bem... Felizes impostos novos!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

*
SOCORRO

A esburacada, suja e mal cuidada cidade de São Paulo procura e pede ao seu prefeito petista, Fernando Haddad, mais conhecido como idealizador de ciclovias próprias para a fuga de assaltantes motorizados, que mantenha equipes extras de prontidão para solucionarem mais rapidamente os problemas causados pelas chuvas. A população agradece pelas providências tomadas.

Jose Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo  

*
GOVERNO PT

Então a gente combina assim: em São Paulo, quem anda de bicicleta vota no PT de Haddad. E quem ama ficar pagando muitos impostos e depois mais impostos para pagar as contas da corrupção vota no PT de Lula e Dilma, o.k.?
 
Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br 
São Paulo

*
DESABAFO

Aos 56 anos já passei da idade de engolir incoerências sem me manifestar. Viver em São Paulo esta ficando cada vez mais difícil e, entre os muitos problemas conhecidos, o trânsito tem sido um dos que mais contribuem para as reclamações da população. É inquestionável que o nosso transporte público não está preparado para atender a demanda dos usuários. Como estamos muito aquém de metrópoles do Primeiro Mundo, tais como Nova York, Paris ou Londres, somos obrigados a utilizar o automóvel para nos locomovermos na nossa cidade. Primeiro surgiram as faixas exclusivas de ônibus. Seriam perfeitas, se fossem suspensas ou ocupassem canteiros centrais de avenidas, como ocorre em vários lugares civilizados, mas não, aqui elas estão dentro das ruas e avenidas. Não bastasse isso, que até se pode dar um caráter lógico ao tema, surgiram as famosas ciclovias, e estas também estão nas ruas e avenidas dos pobres dos automóveis. Só pode ser uma piada. Cem, 200, 300 ciclistas no máximo, numa cidade de 12 milhões de habitantes. Esses pouquíssimos usuários, em geral jovens sem grandes compromissos com horário, com cobranças de chefe, com coordenação de funcionários, com filhos na escola, etc. Acho que nem pediram por isso, não queriam isso, e com certeza nem usam isso. É justo?

Antonio Ignacio Zurita Junqueira aijunqueira@uol.com.br 
São Paulo

*
EXTINTOR ABC

Tempos atrás nós, proprietários de automóveis, tivemos de adquirir um estojo de primeiros-socorros. Ninguém nos socorreu, milhões foram comprados e milhões de reais lucrados. Depois, tivemos de mudar todas as tomadas elétricas das nossas casas e empresas, e adquirir milhões de tomadas-jabuticaba. Novamente, os fornecedores, agora das ditas seguríssimas tomadas, lucraram milhões. Também os bilhetes de estacionamento de nossos automóveis estranhamente têm validade, e perderemos os que não tivermos usado, mesmo que, quando os adquirimos, não havia prazo de validade. Milhões para nossos governantes. Agora, temos de adquirir os novos extintores para veículos, mesmo que os que já adquirimos ainda estejam com validade. Milhões de extintores serão obrigatoriamente adquiridos, e obrigatoriamente os fornecedores faturarão centenas de milhões. Realmente, o subdesenvolvimento manifesta-se em todas as oportunidades...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com
São Paulo

*
DE NOVO

Conforme mostrado em recente reportagem na TV, de um modo geral, os motoristas brasileiros desconhecem o funcionamento dos extintores que equipam seus autos e, em caso de necessidade, não saberiam aplicá-los, o que os torna quase inúteis em termos de segurança veicular. Na mesma matéria, um especialista esclareceu que os carros modernos, mundo afora, não os possuem mais, tendo em vista que, após o advento da injeção eletrônica de combustível, que veio substituir o carburador, o risco de incêndio caiu sensivelmente, não justificando, portanto, sua necessidade. Como vivemos numa atmosfera de falta de transparência e desconfiança, com desdobramentos de corrupção generalizada e beneficiamento a uns poucos, é provável que, relativamente aos tipos A,B,C, ora na berlinda, estejamos diante de mais uma jabuticaba que poderá não pegar mas que, até caducar, terá drenado recursos dos contribuintes sugando-lhes também tempo e bom humor. Quem não se lembra da caixinha de primeiros socorros, de porte obrigatório nos carros, por uma resolução do Contran, de 1998, assinada pelo sr. Renan Calheiros, então ministro da Justiça, ainda hoje nos labirintos do poder. À época, para não serem multados, os motoristas correram às lojas para adquirir o item que começou a faltar, o que fez os preços dispararem. Um triste espetáculo que, após mais de quinze anos não produziu ensinamento algum. Tudo leva crer que ontem, como hoje, o que se procura atender são interesses particulares enquanto o interesse público, que deveria ser o alvo da administração oficial, passa ao largo. É de desanimar. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

*
PREVENÇÃO

Se formos assaltados, a sugestão policial é não reagir. Se o carro pegar fogo, a ordem deve ser sair de perto. São raríssimos os casos de incêndio em veículos, e não conheço ninguém que tenha salvado o seu com um extintor. Tem cheiro de lobby de fabricantes.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

*
EXTINTORES

Quem ganha com isso? As multas começaram, mas não se acha no mercado - certamente voltarão com preços exorbitantes. Mas o maior absurdo é descartar um artefato de aço com seus apetrechos para aumentar a poluição. Por que não recarregar?

Eurico C. de Oliveira oliveiraeurico499@gmail.com 
São Paulo

*
ESTADÃO, 140 ANOS
 
Os 140 anos de vivência e existência digna do "Estadão" deviam servir de exemplo para quantos governam este país, tergiversando, mentindo e até roubando. Se não tivéssemos o "Estadão", teríamos uma democracia mentirosa e adaptada aos interesses escusos de centenas de políticos. Na verdade, um órgão de imprensa competente e digno, quando atua, é como um canhão derrubando a indignidade e a indecência. Daí entendermos ser o periódico o "Marco da Dignidade".

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.