Fórum dos Leitores

LIBERDADE X TERROR

O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2015 | 02h04

'Charlie Hebdo'

Hoje são os cartunistas, amanhã serão os escritores, os professores, os pensadores, depois os indiferentes e por fim vamos todos nos ajoelhar cinco vezes por dia em direção a Meca.

HARRY RENTEL

harry@citratus.com.br

Vinhedo

Verdadeira razão

Se ainda restasse alguma dúvida quanto à bestialidade de alguns seres ditos humanos que usam argumentos religiosos inaceitáveis como justificativa para assassinatos frios e cruéis, as imagens da execução do policial ferido por um dos terroristas mostra a real vocação desses sádicos anormais: matar por matar.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Obscurantismo

O atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo perpetrado na terça-feira e que custou a vida de 12 pessoas é apenas mais uma forma de agressão à liberdade de imprensa e de expressão das que têm ocorrido em diferentes lugares do planeta, embora a mais cruel. Neste caso, uma ação aparentemente autônoma e de fora do Estado contra a sociedade. Outras formas, como na Venezuela, se dão sob a modalidade de um recorrente atentado perpetrado pelo chefe de Estado ao mesmo princípio tão caro a todos nós que prezamos o regime democrático, a partir de uma ideologia diferente da que atingiu a França. Apesar de origens, ideologias e credos distintos, todas procuram alcançar o mesmo objetivo: pôr fim à liberdade de pensamento, de expressão e de imprensa, substituindo-a pela intolerância e pela uniformização. Que as democracias e os democratas de todo o mundo estejam vigilantes e não recuem ante os covardes e o obscurantismo.

RUI TAVARES MALUF

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

'Je suis Charlie'

Esse episódio grotesco na França contra jornalistas deixa um alerta para nós, no Brasil. Líderes políticos do PT, liderado por Lula, seu principal representante, vira e mexe atacam a imprensa, intimando e jogando os leigos partidários fanáticos em práticas violentas contra jornalistas e empresas do setor. Exemplo mais recente: a revista Veja denunciou, na capa, práticas de corrupção dos líderes desse partido e, logo após, partidários do PT atacaram a sede da empresa. Portanto, é preciso fazer algo para que isso acabe de vez. Qualquer partido ou indivíduo tem de sofrer punições severas quando coisas assim acontecem.

TIAGO HOMEM DE MELO E SILVA

tihmcs@ig.com.br

Campinas

Variante do terrorismo

A liberdade de expressão está em crise. Estamos involuindo nas relações entre os povos e suas culturas. Discordância, desarmonia, falta de compreensão e desejo de impor suas convicções ao outro estão gerando fatos inaceitáveis, que chegaram ao ápice com o atentado terrorista ao Charlie Hebdo, em Paris, e a morte de 12 pessoas. E nem assim o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, desiste da tal regulação da mídia. Essa atitude é uma variante da ação terrorista que se consumou na França e agrediu toda a imprensa livre do planeta. A presidente Dilma Rousseff não se vai pronunciar a esse respeito? Vai ficar em silêncio? A oposição deve acabar de vez com tais pretensões do governo antes que a coisa evolua para um confronto nas ruas, como em 2013 por causa do aumento das passagens de ônibus.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Alienados

Crescem os indícios de que o atentado em Paris tem ligações com os terroristas do Estado Islâmico - a rádio da organização chamou os monstros que atacaram a sede do Charlie Hebdo de "heróis". E pensar que foi com gente que decepa a cabeça de inocentes e promove barbáries como a de anteontem que Dilma Rousseff pregou o diálogo, tão pouco tempo atrás. O grau de alienação das nossas autoridades, em especial da presidente da República, quanto ao que acontece no restante do mundo é simplesmente vergonhoso.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Diálogo

Tenho a curiosidade de saber se Dilma vai propor diálogo também com os responsáveis pelo massacre no jornal francês, assim como sugeriu fazer com os terroristas do Estado Islâmico.

FREDERICO D'AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

DESEMPREGO

Prazo curto de validade

Durou pouco o "pleno emprego" do discurso ufanista de posse da presidente Dilma. Esta semana as montadores já iniciaram processo de demissão significativo de funcionários. Haja Pronatec para tanto desempregado, mesmos porque a vaca tossiu e os benefícios do seguro-desemprego diminuíram.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Pagantes e recebentes

Na Volkswagen Anchieta, 800 demissões; no salário de deputados & Cia., 15% de aumento. Alguém saberia dizer quantos desses 800 demitidos poderiam continuar recebendo seus salários com o dinheiro pago a mais a parlamentares e seus gabinetes? Enquanto sindicatos e industriais se digladiam, os nobres parlamentares se fartam!

PEDRO M. PICCOLI

pmpicc@terra.com.br

Curitiba

Velha história

A situação de desemprego que começamos a enfrentar, iniciada na Volkswagen no ABC, já foi vista anteriormente, quando o Lula, então presidente de sindicato, exigiu tantos absurdos para os trabalhadores (em termos de salários e benefícios) que as empresas promoveram demissões em massa. Na época prefeita da capital paulista pelo PT, Luiza Erundina liberou espaço na cidade e grande parte dos demitidos do ABC veio para cá. Então eles montaram barracas de camelô, que se alastraram pela cidade e, sem documentação fiscal (irregulares), hoje fazem concorrência desonesta ao comércio legalmente estabelecido. Por coincidência, atualmente a nossa cidade é governada pelo PT, o que deve facilitar essa "solução" mais uma vez. Esperem e verão!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ globo.com

São Paulo

Demissões nas montadoras

Dica para os eleitores do PT: apertem o cinto, o emprego sumiu. Para os demitidos que votaram em Dilma: vão chorar na Cantareira. Assinado, Coxinha.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

AMBIGUIDADE

Ao tomar conhecimento do atentado terrorista perpetrado em Paris contra o periódico francês "Charlie Hebdo" - deplorável sob todos os aspectos -, a presidente Dilma Rousseff apressou-se em manifestar sua indignação contra o ato, condenando-o e qualificando-o como uma barbárie e um ataque contra um dos pilares do regime democrático, a liberdade irrestrita de imprensa. Não nos esqueçamos, porém, de que quem assim ora se posiciona é o mesmo mandatário máximo que, em setembro de 2014, na ONU, defendeu o estabelecimento de um diálogo amigável com os sanguinários decapitadores do chamado Estado Islâmico, constrangendo o Brasil diante da comunidade internacional. Tenhamos em mente também que se trata da mesma autoridade máxima de um governo que recorrentemente dá sinais de ter o nítido desejo de impor um controle da mídia, solertemente já em execução, como o demonstram os amordaçamentos de vários jornalistas e formadores de opinião, afastados de seus horários e espaços habituais, que ousaram, com assertividade competente e estilos próprios, formular pontos de vista contrários às políticas e procedimentos originados nos recônditos do Planalto. Finalmente, lembremo-nos da recente declaração do ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, ao afirmar ostensivamente ter intenção de avançar dispositivo de regulamentação dos meios de comunicação, mediante consulta a grupos sociais, como sindicatos e partidos políticos. Estejamos atentos, portanto, às ambiguidades deste governo, que impedem que a sociedade saiba quais são suas verdadeiras linhas de ação e intenções.  

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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CONDENAÇÃO

Cumprimento a presidente pela manifestação de pesar pelo atentado terrorista em Paris. Espero que ela se manifeste também contra os atentados dos governos da Venezuela, do Equador e da Argentina contra jornalistas e jornais que criticaram a situação econômica e política nesses vizinhos. Na Venezuela não há liberdade de expressão e os adversários vão para a prisão. E o presidente pede apoio do Brasil para a crise econômica - e é capaz de dona Dilma emprestar alguns milhões de dólares para o presidente que, de Maduro, já está podre.

José Paulojp.ruzzante@uol.com.br
São Paulo

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EXTREMISTAS
 
Extremistas assassinos de cartunistas e extremistas decapitadores de jornalistas são da mesma laia. Por que uns são bárbaros e outros, "dialogáveis"? Poupe-me, dona Dilma!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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ASSASSINATOS EM PARIS

Depois do advento do Estado Islâmico, nada mais me escandaliza.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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CEGOS

Cartunistas do jornal francês "Charlie Hebdo" e civis foram brutalmente assassinados por homens encapuzados, que juraram vingar o profeta Maomé. Uma vez mais, assistimos - estarrecidos - ao horror do terrorismo de inspiração islâmica, cujo ódio alimentado pela ignorância, intolerância e o fanatismo religioso provocou mortes. Espertos e macabros, os terroristas aproveitam-se da ignorância e da censura de notícias e fatos para plantar - à sua própria vontade - o ódio contra o Ocidente e os "infiéis". Até quando faremos vista grossa a estes que semeiam o mal entre os pobres de espírito, tornando-os soldados fanaticamente cegos, que causam massacres como o desta semana?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 
Porto Feliz 

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ATENTADOS DIÁRIOS

Vivemos sob uma liberdade de expressão teórica e a consequência de exposição prática. Somos reféns de oposições e evitamos alguns assuntos para estarmos libertos e ilesos.

Felipe Lucchesi felipe_lucchesi@hotmail.com 
São Paulo

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TOLERÂNCIA E INTOLERÂNCIA

Está na hora de os líderes mundiais sentarem e discutirem o que fazer para recolocar os valores humanos no lugar. O terrorismo tem de ser evitado, e não só lamentado. Seus motivos têm de ser abertamente contestados, sejam de ordem política ou religiosa. A intolerância extrema não pode ser tolerada, da mesma forma que a tolerância extrema tem de ser revisada. A clareza da diferenciação entre o que é certo e o que é errado tem de ser recuperada. A moral, restabelecida. A ética, valorizada. A vida, reconduzida ao pedestal de criação suprema da natureza, não disponível para ser ceifada em nome de seja lá o que for! Há evidências científicas de que num futuro não muito distante um encontro do homo sapiens com seres inteligentes de outros planetas poderá dar-se e, a continuar como estamos, nossos descendentes se envergonharão ao apresentar aos visitantes o que foi feito da suprema criação neste canto deprimido do universo.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 
São Paulo

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AÇÃO COVARDE E VERGONHOSA

O ataque terrorista que deixou 12 mortos na sede da revista "Charlie Hebdo", em Paris, na quarta-feira (7/1), gerou comoção e indignação em todo o mundo. A ação, covarde e vergonhosa, mostra mais uma vez a que ponto pode chegar a violência do ser humano. Posto que jovens fanáticos se dispõem a praticar atos tão bárbaros contra a liberdade de imprensa, em prejuízo da própria vida. Que mundo é este, que não admite uma convivência pacífica entre os que pensam de maneira diferente? Não se trata de um crime contra a revista ou contra os jornalistas que nela trabalhavam, e, sim, contra a liberdade de expressão e o direito de todo e qualquer cidadão se manifestar. Enquanto mundo afora todos condenam a tentativa de calar a imprensa, em nosso país alguns querem amordaçá-la por meio de subterfúgios da regulação. A Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo (Fadesp) repudia toda e qualquer tentativa de controlar a imprensa e calar a voz do cidadão.

Raimundo Hermes Barbosa, presidente noticias@adcompress.com.br 
São Paulo

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COMEÇAMOS MAL 2015

Que 2015 será um ano difícil, especialmente para nós, brasileiros, já era mais do que esperado. Infelizmente, porém, este brutal e hediondo ataque ao jornal francês foi um golpe duríssimo não apenas na imprensa francesa, mas para todos aqueles que prezam pela liberdade de expressão e pela não existência de censura de qualquer natureza ou qualquer patrulhamento ideológico. O assassinato dos jornalistas e policiais é um ato de não aceitação, como se o islamismo defendido por estes terroristas fosse a única "religião" a ter razão e que todos nós, cristãos, espíritas, judeus, evangélicos, ateus ou não, fôssemos obrigados a dizer amém a tudo o que estes radicais afirmam fazer em nome de Alá ou Maomé. Aliás, duvido que os fundadores dessa religião pregariam e aceitariam tamanha barbárie. Não é dessa forma que chegaremos a qualquer tipo de entendimento. Profundamente triste este início de ano.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

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EM NOME DO PROFETA

Se toda a barbárie é em nome do profeta, que Alá substitua seu porta-voz.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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CRENÇAS E INTERPRETAÇÕES

É incrível a capacidade do ser humano de criar e acreditar em lendas e mitos. Parece que durante a evolução alguma coisa aconteceu, criando esta necessidade de crença no sobrenatural. A fascinante mitologia judaica acabou inspirando a criação do Cristianismo e do Islamismo. Até aí, nada de errado, pois as três religiões trazem entre outras coisas excelentes noções de ética. O problema é a também humana tendência infinita de criar diferentes interpretações para os escritos. Religiosos mal intencionados vivem levando seus "rebanhos" a pensar que a religião é a coisa mais importante de sua vida. Fico imaginando como seria se fôssemos hostilizar todos os que não acreditam em Saci, Mula sem Cabeça, Papai Noel, etc., que também são mitologia.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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UM FAVOR AOS BONS

Por que toda a imprensa, toda a mídia, não mudou até hoje a prática de referir-se aos autores de atentados usando os rótulos que eles mesmos, os criminosos, adotam para si? Não está sendo dada a eles a oportunidade de, indiretamente, receber toda a publicidade que querem ao associar às suas crenças (paranoias?) radicais e ações a qualquer linha religiosa? Eles apenas, neste novo e lamentável evento, se dizem islâmicos, como poderiam considerar-se ou dizerem-se fiéis seguidores e defensores de qualquer crença. Mas, como todas as vozes autorizadas se apressaram a manifestar, não há no islã nada que sirva de justificativa para violências como esta. Como não seria possível encontrá-la também em tantas outras crenças e práticas de fundamentação religiosa. Portanto, acredito que, com a mesma agilidade e unicidade na sua reação no dia de hoje, ao adotar o "je suis Charlie", toda a mídia, no mundo todo, deveria definitivamente passar a adotar a prática de referir-se a terroristas e afins como terroristas ou afins "que se dizem" ligados ou esta ou àquela crença. Seria um favor a todos os que tentam fazer algo por um mundo de mais entendimento entre pessoas e povos. E um favor a menos a todos os que lutam por impor o contrário.

Fernando Vasconcellos vasconcellos.fj@gmail.com
São Paulo

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TERROR

Li na página A5 da edição de 8/1/2015 a indignação da sra. Cecilia Coimbra a respeito da manutenção do professor Roberto Blanco dos Santos nos quadros de ensino de universidade. Após o atentado terrorista de Paris, diante do qual todos nos indignamos, seria oportuno lembrar que muitos dos atuais mandatários de nosso país são nada mais nada menos que terroristas, semelhantes a estes de Paris, e ela aparentemente não se indigna que os mesmos sejam mantidos nos quadros atuais de nossa pobre República. A diferença provável é que, após a captura dos terroristas fanáticos, os mesmos serão julgados e penalizados, diferentemente dos brasileiros, que viraram heróis.

Rubens Sousa Pinto Filho rubanfilho@hotmail.com 
São Paulo

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'NOUS SOMMES CHARLIE'

O que aconteceu em Paris, a Cidade Luz golpeada pelas trevas do terrorismo islâmico, é o mesmo que se fez em Havana, em Caracas, o mesmo que se arquiteta em Buenos Aires, em Quito, o mesmo que se trama em Brasília: a tentativa e/ou a prática de calar a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, com ou sem o brutal assassinato de jornalistas independentes e livres. A intolerância sectária confeita com a mesma baba odiosa a mente doentia de tiranos, tiranetes e a de seus fanáticos seguidores ensandecidos, intolerantes. Nenhuma ditadura, aberta ou camuflada com simulacros de eleições livres, desiste de tentar amordaçar a imprensa que não babuja na gamela do poder. De Lula da Silva a Dilma Rousseff, são 12 anos de reiteradas tentativas de amordaçar revistas, jornais e jornalistas que não põem no bolso a honra ou se tornam inocentes úteis das dissimulações do Planalto do tipo "marco regulatório da mídia". O PT quis amordaçar o Ministério Público. O PT tem o Congresso Nacional sob controle, explicitado na recente edição de nauseabundo decreto para compra de voto de parlamentares - desonrados e descompromissados com ideais republicanos - a fim de que validassem, com novo mandamento sob medida palaciana, a infração da Lei de Responsabilidade Fiscal pela presidente da República. Do aparelhamento ostensivo da cúpula do Judiciário os brasileiros guardam memória dos votos de Lewandowski, Toffoli, Zavascki e Barroso na fase final do julgamento do mensalão. Desmantelada por um delator, a organização criminosa montada no mensalão rapidamente se rearticulou no petrolão. O tamanho do assalto à Petrobrás não tem precedente no Ocidente. O que aconteceu em Paris é o mesmo que se trama em Brasília, com metodologia diferente. Apenas. "Nous sommes Charlie."

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com 
Belém

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A QUEM INTERESSA

Não é um exagero fazer a comparação entre o abominável ato de terrorismo de Paris e a intenção que o PT sempre teve de censurar a imprensa. Porque este controle da mídia a que se referem os petistas engalados nada mais é do que censurar órgãos da imprensa e jornalistas para que estes só publiquem coisas que interessem ao seu plano de poder. O silêncio de órgãos nacionais da imprensa ou/e a débil manifestação da presidente Dilma não esconde as intenções de quem não quer a liberdade de dizer e escrever o que se pensa no Brasil. A censura à liberdade de expressão é deplorável e sua forma mais aguda é matar quem disser o que não se quer ou gosta de ouvir. Este dito controle social da mídia, que, em outras palavras, quer dizer censura, é só uma forma mais branda com evidente parentesco com o ato terrorista de Paris. Valores duramente conquistados ao longo da história estão em risco. Valores democráticos estão em risco do mesmo modo que estiveram no começo do nazismo, quando jornais foram atacados pelo partido de Hitler. Controle social da mídia só interessa ao PT e aos petistas, a ninguém mais.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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PENA HERDADA

Hoje é dia de charge dos cartunistas Charb, Cabu, Wolinski e Tignous, apesar do atentado em Paris. Vamos acender as luzes e tocar as máquinas, herdamos o poder da pena e sua dor. Vocês não conseguiram, estamos aqui, "somos todos Charlie".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
São Paulo

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O MUNDO DIVIDIDO

A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são a alma da democracia e a luz que clareia o mundo. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do sul (PR)

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CHARGE FATAL
 
O mundo está inundado de hipócritas dizendo que a morte dos chargistas franceses foi um atentado à liberdade de expressão. O direito de qualquer indivíduo cessa diante do direito do outro. Eu posso tudo, mas algumas coisas não me são lícitas fazer. Aqui no Brasil há "humoristas" que invadem a vida alheia e até esculacham tudo em nome da liberdade de expressão. Ledo engano, procuram, sim, minutos de fama e fortuna. Abomino toda forma de violência, espero que estes facínoras sejam presos e, a eles, as duras penas da lei. Certo é que o "Charlie Hebdo" decerto desconhecia o ditado popular brasileiro que diz para não cutucar o cão com vara curta.
 
Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br 
Guarulhos

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LONGE DEMAIS

Estou vendo o mundo inteiro se indignar com "um atentado contra o direito de expressão do cartunista". Ora, meus amigos, este cartunista postou, ao longo dos anos, muitas charges de religiosos em situações homossexuais. A hora em que ele postou Maomé, deus dos islamitas, religiosos ultraradicais, beijando outro homem, achou o dele. Pelas charges que eles vinham veiculando há anos, com certeza em breve publicariam uma charge de Maomé, ou outro mito religioso qualquer, praticando sexo oral com outro homem. Eu não sei por que essa necessidade de alguns em pautar suas atividades no tema homossexual. Foram longe demais!

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br  
Monte Alto

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UMA PERGUNTA

Em se tratando de liberdade de expressão, cabe ofender a terceiros? Talvez os que não entendem o que seja liberdade de expressão se ofendam! Ou não?

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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LIBERDADE E LIMITE

Defendo a liberdade de expressão e condeno veementemente o covarde ataque ao "Charlie Hebdo". Mas não considero a liberdade de expressão - como, aliás, qualquer liberdade - um direito absoluto, sem limites ou restrições. Quem publica suas opiniões está sujeito, em primeiro lugar, à sua própria avaliação sobre a justeza e a oportunidade do que publica. Em seguida, está ainda sujeito à avaliação da sociedade diretamente impactada pela publicação. Existe uma censura social e moral, que impede ou limita a apresentação e publicação de incitações neonazistas, de excessos de violência ou pornografia, de apologia ao crime, da defesa de opiniões racistas, etc. O radicalismo islâmico é um dos problemas mais sérios do mundo atual, com gravíssimas consequências e inúmeras vítimas, principalmente de atentados terroristas, mas também de reações de ódio contra a grande maioria de muçulmanos pacíficos. Os extremistas de ambos os lados não têm senso de humor. Publicações, mesmo que satíricas, que estimulem reações de ódio de parte a parte fazem mal à sociedade e deveriam ser evitadas, ainda que à custa de um sentimento de censura... e de menor publicidade e menores vendas das revistas.

César Garcia cfmgarcia@gmail.com 
São Paulo

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SENSO DE HUMOR

Exibição de filme sofrendo ataque cibernético e ameaça terrorista por conter sátira contra um ditador. Jornal sendo atacado por retratar o humor de forma inteligente por terroristas extremistas. A pergunta é: onde está o senso de humor?  

Giovani Lima Montenegro giovani.limamontenegro@gmail.com 
São Paulo

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EU NÃO SOU

E quanto às adolescentes e mulheres sequestradas pelo Boko Haran na Nigéria, ninguém se pronuncia por elas? "Je ne suis pas Charlie."

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com 
São Paulo

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SILÊNCIO

Uns tentam silenciar a imprensa a tiros. Outros, mais sofisticados, com "controle social da mídia". Ambos os métodos são condenáveis.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 
Atibaia

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REGULAÇÃO DA MÍDIA

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou que a sociedade precisa ser protegida contra os abusos da mídia. Ora, sr. ministro, se assim fosse, a sra. Dilma Rousseff não seria eleita presidente da República.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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RICARDO BERZOINI

Esta não! Ele de novo? Agora o patrono dos idosos assumiu o Ministério das Comunicações. A presidente retardou a escolha de alguns "ministros", esmerou-se e, com Berzoini, acertou direto na canela. Bravo, presidente!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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OBTUSOS

Os petistas são tão obtusos nas suas convicções quanto os islamitas terroristas.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

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DILMA 2

Ouvindo os novos ministros do novo governo, a impressão que da é de que o PT chegou agora no poder. Vamos fazer isso, fazer aquilo, mudar tudo o que está errado. É blá blá blá para todo lado. Só não perceberam que quem tem pelo menos dois neurônios já concluiu que o PT continua, como disse Gilberto Carvalho, uma quadrilha.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo 

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'NÃO SOMOS LADRÕES'

Quando Gilberto Carvalho, em seu discurso de despedida da Secretaria-Geral da Presidência da República, declarou que "não somos ladrões. Tenho orgulho de pertencer à quadrilha dos pobres", estava querendo se diferenciar de que outro grupo de petista? Referia-se a José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e José Genoino, ou estaria se afastando de Lula e Dilma?

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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GOVERNO DILMA

"Nós não somos ladrões." Só os nomeamos.

Geraldo Modesto de Medeiros gmm1931@hotmail.com 
São José do Rio Preto

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PERSPECTIVAS PARA 2015

Dona Dilma nomeou para a Fazenda e o Planejamento duas pessoas aparentemente com capacidade técnica, mas a primeira fala do ministro do Planejamento teve de ser desdita porque a grande economista (que faliu lojinha de quinquilharias), com a "finesse" que lhe é peculiar, deu-lhe uma bronca pública. O ministro da Fazenda diz que ajuste (na Economia) já começou e cogita "mexer" em tributos. Trocando em miúdos, o "ajuste" mexeu diretamente no bolso de aposentados e pensionistas, além dos desempregados. Quanto aos tributos, a "mexida" há de ser, sem dúvida, mais um assalto aos nossos bolsos! Cortar ministérios e centenas de cargos comissionados, nem pensar! O grande amigo, ministro da Saúde, com a chorumela da falta de recursos, já ameaça com o retorno da famigerada CPMF, provavelmente travestida com pomposo nome. O ministro das Comunicações (o aloprado e um dos responsáveis pela derrocada da Bancoop) já ameaça com o tal controle da mídia. Os políticos mercenários (incluídos ex-ministros e derrotados nas urnas) já se estapeiam pelas boquinhas, digo cargos, no segundo escalão. Enquanto isso, as montadoras já começam a demitir e o ministro do Trabalho vai tomar satisfações com as diretorias das empresas. A conclusão a que chegamos é de que existe muiiiito, mas muito $$$$ à disposição. O que não existe é comPeTência para administrá-lo. Então, quais as perspectivas para 2015, mesmo?!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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ESPERANÇA ABALADA

A esperança, virtude que nos dá força para enfrentar turbulências, foi ligada no início do segundo mandato da presidenta Dilma. Quem sabe ela se recuperaria do fracasso retumbante que foi seu primeiro governo? No entanto, a escolha de seus numerosos ministros, entre fracos e fraquíssimos, abalou profundamente essa esperança. A pá de cal veio com a reprimenda pública que fez contra um de seus pretensos alicerces. Neste caso, lamentavelmente como é de esperar entre os políticos brasileiros, o apego ao cargo superou o brio que se deve ter em momentos como esse. 

J. Treffis jotatreffis@outlook.com 
Rio de Janeiro

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ERA SÓ O QUE FALTAVA!

Relembrando a saudosa memória do dr. Adib Jatene, o PT, do "contra" na época, agora quer re$$uscitar a CPMF, depois de terem "limpado" os cofres públicos? Como "obrigação", não é mais lógico e fácil conseguirem e procederem à devolução dos valores apropriados do erário e estatais pela corrupção do PT e aliados, nos últimos 12 anos? Mãos a obra!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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CAMINHO FÁCIL

Se todo o dinheiro arrecadado da CPMF tivesse ido para a saúde, ela não estaria um caos, como está. Mais um ministro querendo que o povo pague pelos gastos exorbitantes do governo.

Regina Moreira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com 
São José dos Campos 

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CORTES

Tenho esperança de que estejam contando com a redução de despesas mencionadas pela presidente, e que a redução seja por meio da eliminação do aparelhamento resultante do loteamento político das organizações do Estado (federais, estaduais e municipais), que as torna ineficazes, ineficientes e corruptas!

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo

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CPMF

Exmo. sr. dr. ministro da Saúde, peço-lhe que não pressione a sociedade dizendo que a Saúde vai falir caso não reeditemos a CPMF. Por favor, dirija-se ao seu governo questionando onde foram parar os trilhões de reais arrecadados ao longo de 12 anos.  Enquanto as burras estavam cheias, enquanto o marketing dominou e enquanto a corrupção correu solta e ninguém viu, nós chorávamos. Agora a festa acabou, o pano baixou, a realidade chegou. É bom vocês se virarem como for, nossa parte sempre foi muito bem feita, e assim, como disse sua chefe, "nem que a vaca tussa" pagaremos mais.

Edson Gomes edsoncontec@uol.com.br 
Lençóis Paulista

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ENFRENTANDO A REALIDADE

Acabou o tempo de amadorismo administrativo para o Planalto. Assim também os privilégios das benesses para setores amigos do governo! E, como reflexo desta nova ordem e da fragilidade da nossa economia, a Volks, com a queda nas vendas de seus veículos, dispensou 800 funcionários e enfrenta a primeira greve do ano. Como dizem os profetas, estava tudo escrito... Porém Dilma, infelizmente, não quis respeitar.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O BALANÇO DA PETROBRÁS

A Petrobrás comunicou ao mercado ter conseguido negociar com seus credores a divulgação de balancete do terceiro trimestre de 2014 sem a auditoria obrigatória pela PriceWaterhouseCoopers, que se negou a liberar as demonstrações contábeis, diante das denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, exigindo que a petroleira desse baixa nos valores dos investimentos em ativos inflados por propinas. Em outras palavras, as roubalheiras perpetradas na estatal para a auditora PwC, de tão sérias, negaram-se a assinar o balancete, a não se tornar cúmplice do crime, porque as leis nos EUA são duras.  Por aqui, a presidente da estatal, Graça Foster, tem o apoio da cumpanheira presidente Dilma, mesmo tendo mentido no depoimento à Câmara alegando desconhecer os pagamentos de propina por empresa locadora de plataformas, réu confessa na Holanda do crime cometido. A quem recorrer se não à própria sociedade, uma vez que os Três Poderes estão envolvidos: no Executivo os maus exemplos que vêm de cima, no Legislativo a subserviência e a cumplicidade, e no Judiciário o tribunal maior libera petralha para passar férias na praia?
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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OPERAÇÃO TAPA-BURACO

Com a queda do preço do petróleo, os combustíveis no Brasil estão, pelo menos, 30% mais caros que os internacionais. Ou seja, nós já estamos tampando o buraco da roubalheira!

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas

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EDUARDO CUNHA E A LAVA JATO

Se a abertura de inquérito pela Procuradoria-Geral da República para apurar o envolvimento de Eduardo Cunha na Operação Lava Jato não acontecer até 1.º de fevereiro, certamente o deputado será eleito nessa data presidente da Câmara dos Deputados, e isso lhe dará muito mais cacife político para se defender das acusações. Aí, então, vai ser muito difícil derrubá-lo do cargo. Eduardo Cunha é profissional do ramo e não foi por acaso que chegou até onde chegou. Já mostrou que tem preparo e munição suficientes até para encarar a presidente Dilma.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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JUSTIÇA E PRODUTIVIDADE

Cumprimentos ao desembargador José Renato Nalini, por seu "A era da produtividade" (6/1, A2). Impressionante a habilidade deste presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo com os magistrados mais morosos, muitas vezes mais cuidadosos, exortando-os à objetividade e concisão para enfrentar a inaceitável morosidade a fim de agilizar a distribuição da Justiça. Seria oportuno que o procurador-geral da República e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seguissem o modelo, lembrando que tanto promotores como advogados podemos colaborar, e muito, sendo menos prolixos, com objetividade e concisão.

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@uol.com.br
São Paulo

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NALINI E A PRODUTIVIDADE

O desembargador Nalini está certo: cada macaco no seu galho. Ao jurista cabe fazer doutrina e ao juiz cabe julgar. Em princípio, os advogados das partes já apresentaram os argumentos doutrinários e a jurisprudência mais favorável a seus respectivos clientes. Inevitavelmente, cada norma legal comporta uma pluralidade de interpretações; diferentes aplicadores da lei darão à mesma norma interpretações divergentes, conforme as diferentes premissas adotadas e a diversa valoração dos princípios aplicáveis. Mas é exatamente por essa razão que o Poder Judiciário tem uma estrutura piramidal: juízes ou tribunais podem adotar interpretações divergentes, mas até que a jurisprudência, paulatinamente, vá se consolidando na adoção de uma determinada interpretação, que deverá ser havida como formalmente correta. Como dizia o velho mestre Oswaldo Aranha Bandira de Mello, "a lei diz aquilo que o juiz diz que ela diz". Não se está pretendendo dizer que o juiz deve ignorar as peculiaridades de cada caso, mas, sim, apenas, que em situações corriqueiras, repetitivas, usuais, não há por que o juiz se estender em considerações doutrinárias, que lhe tomam um precioso tempo, em prejuízo de ambas as partes. Entre uma justiça ideal e uma justiça possível é melhor optar por esta, para que se evite o pior: a denegação de justiça.

Adilson Dallari, professor titular da PUC/SP adilsondallari@uol.com.br 
São Paulo

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ANO NOVO, VELHOS PROBLEMAS

O povo brasileiro acordou em 2015 preocupado. O começo vem sendo marcado por uma grande quantidade de problemas na área econômica do País, estagnação da economia e a indústria demitindo funcionários em massa, além de um sem-número de aumentos que terão grande impacto direto no bolso do consumidor, dos trabalhadores. Exemplos não faltam: combustível, transporte público, energia elétrica, água, táxi, alimentação. Em contrapartida, também se teve o aumento do famigerado salário mínimo, que passou de R$ 724 para R$ 779,79, a partir de janeiro de 2015. Tendo um ganho real para a população, mas irrisório no atual momento, com o porcentual de correção de 7,71%. Uma outra preocupação é o aumento de impostos e a criação de outros, como a CPMF, cuja volta é agora sugerida pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que defendeu outro tributo para financiar o setor e reparar o baque do fim da CPMF (contribuição provisória sobre movimentação financeira), agindo na contramão do discurso de campanha de Dilma Rousseff. Então, diante de tudo isso, como fazer para não se endividar? O momento é não só de reflexão, como também de preocupação, mas não adianta desespero, e, sim, planejamento. É hora de repensar nossos hábitos de consumo, principalmente em relação aos produtos que estão tendo aumento abusivo, lembrando que existem levantamentos que apontam que cerca de 20% do que as famílias gastam é excesso. Cortando-o, não só se adequará a essa realidade de reiterados aumentos, como também se poderá poupar para realizar velhos sonhos neste momento crucial por que passa o País. Entretanto, só quando se tem uma meta a atingir é que as pessoas realmente se dedicarão e realizarão os cortes necessários, o que vale também lembrar para os governantes do País, que costumam gastar mais do que arrecadam.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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EXPERTISE PARA A COPA

Rússia, em crise, tem parceria com o Brasil num protocolo de cooperação para a Copa de 2018 a ser lá realizada. Aquelas pessoas que aqui se envolveram no evento vão compartilhar a experiência adquirida na organização do torneio realizado no ano passado. Ou seja, os russos aprenderão a técnica de corromper e de ser corrompidos. Coitados, né?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  
São Paulo

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CRISE HÍDRICA EM SÃO PAULO

Quando os senhores chamarem para uma entrevista o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ou o secretário da área de abastecimento de água, gostaria que fossem feitas algumas perguntas: 1) tem chovido bastante em dezembro/2014 e janeiro/2015 até agora, então por que o nível da represa Cantareira não sobe? 2) Será que existe algum vazamento por algum canal? 3) As cidades do interior possuem represas nos moldes do reservatório de Jundiaí? 4) A Embrapa elabora para os produtores rurais construírem, a baixo custo, lagos que são impermeabilizados com lona plástica e podem ser usados conforme as necessidades locais. Por que não pedir ajuda para a Embrapa, que é uma das melhores instituições brasileiras? 5) Daria para fazer cisternas nos prédios das cidades?

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS

Faz tempo que o assunto "sacolas plásticas" se arrasta indefinidamente. Por que não utilizar sacos e sacolas de papel kraft e dar fim à especulação a respeito? Nos EUA, é comum o uso de sacolas e de sacos de papel. Por acaso, há preocupação com o preço? Ora, quem paga é o cliente! Preocupação com a perda do fabricante do material de plástico? Que se dane! Qualidade de vida é o que mais importa e interessa! O "Estadão" bem que poderia lançar uma campanha de educação e de orientação para a utilização de material de papel. Lembro que, antigamente, nos açougues, a carne era embrulhada em papel. E agora vem em filme plástico... Fica a sugestão.

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br 
Ribeirão Preto                     

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