Fórum dos Leitores

BRASIL 2015

O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2015 | 02h03

O País está quebrado

Em 2014 alcançamos quase R$ 2 trilhões em impostos arrecadados. Não consigo acreditar que todo esse dinheiro se esvaiu. Brasília não paga a seus funcionários, estudantes não recebem suas bolsas desde novembro, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo está sangrando e não consegue mais honrar seus compromissos. Ou seja, o País está quebrado. Temos um governo de tiranos e a todo dia um político é indiciado, o povo está refém, escravizado pelas tantas bolsas esmolas existentes, e pior, acreditando que estas são doações do governo, esquecendo-se de que o dinheiro que as constitui sai diretamente dos impostos que paga. Os valores deste país estão invertidos: bandidos recebem auxílio-reclusão, mensaleiros são aplaudidos como guerreiros, nosso ex-presidente defensor ferrenho dos pobres hoje é milionário, invasores de terras têm o aval do governo, metade do Supremo Tribunal Federal foi constituído pelo PT, a sra. Dilma Rousseff, o sr. Lula e seus asseclas consideram a saúde pública brasileira invejável, mas frequentam hospitais privados e caríssimos. Estão acabando com a Universidade de São Paulo (USP), que todo ano despenca nas avaliações. A Petrobrás, maior empresa do Brasil, responsável por 10% do PIB nacional, não vale mais nada. Nosso país conseguiu ficar atrás do Azerbaijão em produto interno bruto, taxa de juros anual, inflação, desemprego e renda per capita. E não podemos esquecer que esta última eleição (presidencial) foi tida como fraudulenta - até carteiros estavam a serviço da "monarca" Dilma. Gostaria que a lista parasse por aqui, mas está muito longe de estagnar. Onde vamos parar?

EVERSON ROGÉRIO PAVANI

roger.advog@gmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2014 em 6,41%, portanto, abaixo do teto da meta, que é 6,5%. Os números foram divulgados na sexta-feira pelo IBGE. Muito bem. Só falta avisar os supermercados, os açougues, as padarias, a Eletropaulo, a Sabesp, as escolas, os taxistas e outras centenas de fornecedores. Das duas, uma: ou eu estou equivocado ou a bateria da calculadora do IBGE está fraca!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Cadê as medidas?

Lendo os principais jornais e vendo na TV as entrevistas dos ministros econômicos sobre as medidas que pretendem implementar para equilibrar as contas públicas, reduzir a inflação e retomar o crescimento do PIB, até agora estou com a impressão de que eles apenas confiam em seu currículo mercadológico para tentar mudar as expectativas e convencer os agentes empresariais de que algo mudou ou, com o quase nada que anunciaram até agora, tudo vai mudar. A estratégia é, no mínimo, arriscada.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

Corte de despesas

Incoerência ou incompetência? Quando, no final do segundo mandato do presidente Lula, o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, estruturaram um plano de contingenciamento de despesas do governo para propiciar superávit primário, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, abortou o plano, com sua habitual arrogância, alegando que seria "enxugar gelo". Agora que o gelo da economia já derreteu todo, ela aceita idêntica sugestão, partida da nova equipe econômica. Seria ela incoerente ou se trata de pura incompetência para o cargo que ocupa?

CELSO VICENTE FIORINI

celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

DEFESA NACIONAL

Ameaça interna

Na edição de 8/1 fomos informados da compra, por muitos bilhões de dólares, de caças sofisticados, submarinos nucleares e mísseis modernos de longo alcance. Para podermos usar tais armamentos de alto nível será necessário encontrarmos um inimigo externo que esteja ameaçando nosso país, o que vai ser difícil. O Paraguai e a Argentina agora são amigos do Mercosul, que, diz o governo, um dia dará bom dinheiro. Na realidade, nossa maior ameaça está aqui dentro mesmo, com milhares de assassinatos e roubos todos os anos. Não seria melhor unificar as nossas polícias e equipá-las (armamento e equipamento muito mais baratos que os da defesa nacional), bem como pagar salários dignos àqueles que arriscam a vida diariamente para nos defender? Quantas vidas seriam poupadas?

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

TERRORISMO

Queima e depredação

Ainda não chegamos ao nível da França, que sofre crimes cometidos por fanáticos religiosos como o atentado contra a revista Charlie Hebdo, que causou 12 mortes. Mas chegaremos lá. Essa impressão está baseada na falta de atitudes contra algo que virou esporte praticado por "nossos" terroristas, que é incendiar ônibus. Felizmente, ainda mandam os passageiros descer antes de torrar o coletivo, mas certamente essa atitude não vai durar, porque a falta de reação drástica contra esses criminosos os estimula cada vez mais a praticar o que podemos chamar de atentado terrorista, penso eu e muitos concordam. Não sei se há legislação para enquadrar esses criminosos como terroristas, mas se inexiste urge a tomada de decisão dos governantes de criar uma lei que defina como atos de terrorismo práticas como a frequente queima de ônibus e a depredação de bens públicos e privados para promover a anarquia.

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

Censura

Mesmo com o impacto negativo do atentado terrorista ao Charlie Hebdo, na França, com a morte de 12 pessoas, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, insiste no projeto de censura à imprensa. Com o nome de "regulação econômica da mídia", não deixa de ser um atentado aos meios de comunicação no Brasil. A esperança é que essa proposta não seja bem-sucedida no Congresso Nacional.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Aqui é diferente

Se os atentados ocorridos na França fossem no Brasil, não seria nada estranho que passadas algumas décadas fosse criada uma nova Comissão Nacional da Verdade para apurar apenas e tão somente os crimes e excessos praticados pelos agentes do Estado contra os indefesos terroristas muçulmanos.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

 

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O ATENTADO DE 7 DE JANEIRO

O bárbaro atentado terrorista desferido contra a sede da revista "Charlie Hebdo", culminando na morte de 10 jornalistas e 2 policiais, mancha de sangue os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, princípios basilares e norteadores da Revolução Francesa, de 1789. O radicalismo insano, a cada dia mais, dá provas cabais de que ameaça o mundo e a paz social. O terrorismo e o extremismo radical puseram de luto, na manhã de 7 de janeiro de 2015, em Paris, a arte, a democracia e a liberdade de expressão. Nada, nem a provocação aos islamitas com caricaturas do profeta Maomé, justifica executar, sem nenhuma possibilidade de defesa, seres humanos no pleno exercício da nobre profissão jornalística. O fanatismo daqueles terroristas, que nasceram na França, é o culpado pela tragédia sem nome. O próprio mundo islâmico condenou, com veemência, o ato bárbaro. Por isso não valem agora discursos de ódio contra os muçulmanos. Dois ou três terroristas não representam o mundo islâmico, que tem de ser respeitado em suas crenças sagradas, como qualquer outro povo. Não vale a xenofobia odiosa de alguns franceses contra o outro, nem prosseguir discriminando imigrantes de qualquer nacionalidade. A França, hoje em decadência econômica, com taxas consideráveis de desemprego, não é o centro do mundo nem a dona da verdade, como imaginam alguns franceses. Por outro lado, teria sido muito melhor, poupando-se preciosas vidas, se sua agência nacional de inteligência tivesse detectado, numa ação proativa, a possibilidade real da ação terrorista deste 7 de janeiro. Quando a ação terrorista é bem-sucedida, é porque o trabalho de inteligência falha. Tal e qual os norte-americanos falharam no fatídico atentado de 11 de setembro de 2001. Não acreditaram que aquilo pudesse ser real. O elemento surpresa venceu a inteligência dos EUA naquele episódio. A partir dali, restou provado que todo o sistema de segurança no mundo, por maior planejamento que possa existir na segurança pessoal, física, patrimonial, naval, aérea, nuclear, sempre será relativo. Não há mais no mundo segurança plena. O atentado deste 7 de janeiro de 2015 provou mais uma vez: contra extremistas radicais, todos somos vulneráveis. Só a ação proativa permanente, na antecipação do que provavelmente possa ocorrer, pode minimizar ações terroristas. Ficam, a meu ver, ante o perigo real do radicalismo de terroristas fanáticos, duas importantes reflexões. A primeira refere-se à indagação sobre a qual deve-se discutir até onde vão o limite da liberdade de expressão e a ofensa à crença sagrada. Vale a pena prosseguir provocando, com sátiras, a ira de fundamentalistas, ainda que em forma de arte caricaturista? A outra é de que as agências de inteligência no mundo têm de aprender a lição de que é preciso prever o imprevisível e imaginar o inimaginável. O mundo permanece sob ameaça constante do terrorismo fanático e covarde. Perigosa e incômoda realidade.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

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SOLIDARIEDADE

A charge não morreu. "Charlie Hebdo" vive! "Je suis Charlie".

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ATENTADO CONTRA A LIBERDADE

Um atentado que chocou o mundo pela barbárie e intolerância. É inacreditável admitir que a liberdade de expressão ainda seja reprimida por meio de ações violentas e assassinatos de grupos extremistas. Afinal, diversos foram os avanços que o Ocidente obteve em prol da livre expressão e da democracia nas últimas décadas. No entanto, o evento ocorrido na quarta-feira provou o inverso. Paris presenciou um atentado contra a liberdade. Um evento que tragicamente se desencadeou no país-símbolo do liberalismo revolucionário e corrompeu os ideais de liberte, egalité e fraternité. Até quando a intolerância e o extremismo perdurarão impedindo, a liberdade de expressão?

Ana Luisa Giamberardino anagiamber@hotmail.com

Curitiba

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SEM PALAVRAS

Não há palavras que descrevam o absurdo do atentado à revista "Chalie Hebdo" em Paris, como não há palavras que possam descrever os absurdos que o terror já causou em tantas outras partes do mundo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O LIMITE DO HUMOR

Já que a liberdade de manifestação é constitucional e vem sendo nos últimos dias exaltada na imprensa mundial, em face dos acontecimentos na França, onde infelizmente 12 pessoas foram tragicamente assassinadas, 10 por pertencerem a uma pequena publicação dedicada a charges variadas, principalmente políticas e religiosas, peço licença para deixar registrada parte de minha opinião a respeito. O humor irônico e satírico é salutar na medida em que não venha a enxovalhar a honra das pessoas e as crenças religiosas, ainda mais de grupos que não se coadunam com a chamada cultura ocidental. Não se vê na grande imprensa esse tipo de ofensa, até porque seguem um tipo de manual em que o que não faltam são restrições. O caso do humorista (vá lá) Rafinha Bastos, condenado civil e criminalmente por expressões incompatíveis com uma artista grávida e seu feto, ilustra bem o caso no Brasil.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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O LIVRE ARBÍTRIO

A liberdade, o poder de decisões ou escolha, etc. expressam o livre arbítrio. E isso não implica a vontade de Deus, como muitos acreditam. Segundo a "Bíblia", Deus, sabe de todas as coisas, contudo não interfere em nossas deliberações. Escrever esta carta é fruto do livre arbítrio, algo maravilhoso! Porém, alguém pode não gostar e me criticar e/ou ate alimentar um furor contra minhas opiniões. Não é verdade? No caso do ataque em Paris, na redação de uma revista, chargistas foram assassinados por causa de inúmeras charges que fizeram do profeta Maomé e do livro sagrado dos muçulmanos (Alcorão). Há anos os radicais da crença prometeram vingança, e ela se concretizou no dia 7 de janeiro. No Brasil, em 1995 um pastor da Igreja Universal chutou a imagem da padroeira do Brasil, e os católicos e seus devotos ficaram furiosos. Fé ou crença são algo muito sério que deixa muitos cegos ou alienados na ignorância.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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SIGAM O DINHEIRO

O mundo está ficando refém dos radicais islâmicos. Evidentemente, eles não sobreviveriam sem ajuda financeira. Por que não há um movimento para cortar este fluxo de dinheiro? Claro que é sabido quem fornece. Só tentar salvar os efeitos é muito pouco.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A IMPRENSA CONTROLADA

Quando se amordaça a imprensa, se cala uma Nação. Na França, tentaram à bala. Aqui, querem por decreto. Que Alá olhe pelo Brasil e ilumine o aiatolá Berzoini...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

1.º tempo, orgulha-se do seu passado terrorista, quando, entre outras ações, ajudou a explodir um jovem de 18 anos. 2.º tempo, conclama as lideranças ocidentais a buscarem o diálogo com o Estado Islâmico. 3.º tempo, condena veementemente os terroristas que explodiram os cartunistas da "Charlie Hebdo". Deveria oferecer-se para mediar o diálogo, com a sua conhecida habilidade.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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DILMA QUER DIÁLOGO

Condenado pelo mundo todo o ato terrorista ocorrido na França. E pensar que esta senhora que preside o governo do Brasil alardeia pretender estreitar o relacionamento do País com os representantes dos governos que defendem a filosofia religiosa dos criminosos... Será que ainda ela pensa assim?

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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INTOLERÂNCIA E LIBERDADE

Terror é sempre terror, qualquer que seja sua roupagem. A intolerância religiosa é uma das mazelas humanas, advinda da dificuldade de livre convívio em sociedade. Porém, lembremo-nos de que por trás de supostos motivos para os atentados em Paris há apenas mentes humanas, cujos raciocínios levaram e levam a tais atos. Quando a imprensa sofre, o mundo todo sabe. Quando o mundo sofre, nem sempre a imprensa está lá para noticiar.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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NOSSOS TERRORISTAS

Horroroso e repugnante o atentado em Paris que matou 12 pessoas. Os movimentos de solidariedade e apoio estão corretos e devemos lutar para preservar a liberdade de expressão. Mas uma coisa me preocupa muito mais: no Brasil são assassinadas 120 pessoas por dia. Como vamos terminar essa guerra civil? Quem vai se solidarizar com as famílias das vítimas diárias que temos em nosso país? Enquanto na França há a ameaça do terrorismo, aqui, no Brasil, temos nossos próprios terroristas travestidos de autoridades e administradores públicos, coniventes com essa realidade.


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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SEM TEMER

A propósito do atentado terrorista que matou 12 pessoas em um órgão de imprensa na França, perpetrado por dois fanáticos da religião muçulmana, é oportuno e lamentável destacar que esses fanáticos desobedientes do que o profeta Maomé prega e ensina no Alcorão, não temem o castigo da morte, uma vez que acreditam que matar pela causa do islã não é pecado e que terão suas almas glorificadas ao lado do Profeta, comendo uvas brancas e com mulheres virgens à disposição.

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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EM NOME DE DEUS

Os últimos anos estão servindo de treinamento para que a humanidade, ou o que se convencionou chamar de humanidade, determine como será seu fim. Todos perderão a liberdade não por cercas, barreiras, mas pelo medo do terror, da morte indiscriminada que pode vir dentro de um tanque de guerra, um avião bombardeio ou uma simples boneca de pano largada em um canto qualquer ou nas mãos de uma criança. As armas atômicas são o artefato de guerra mais obsoleto do arsenal mundial pois apenas destrói, não tem o poder de tirar a liberdade, não causa pavor, ansiedade, pânico, apenas mata centenas de milhares de pessoas, a chamada arma burra. O que se busca hoje são armas de destruição em massa que causem sofrimento, que castiguem os inimigos como bombas "sujas" de urânio enriquecido. Quem está orquestrando o terror sabe que uma dezena de mortos paralisa um país e causa pânico em todo o planeta e, se houver um contra-ataque, agradecem a "Deus" pelas mortes, pois isso é o alimento de seu ódio.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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GUARDA NACIONAL

Igualmente como faz dona Dilma, sempre que possível o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, sistematicamente também tem exaltado a necessidade de termos no Brasil uma união das policias estaduais junto às forças do governo federal, com a justificativa imaginaria de que na Copa do Mundo o sucesso alcançado com essa medida foi enorme e notório. Só que ambos se esquecem de esclarecer, ou não querem, que na Copa do Mundo esta "Guarda Nacional" enfrentou apenas torcedores comemorando entre si vários momentos de alegria, vitórias, viagem de turismo, congraçamento, sempre regados a muita cerveja, no mínimo, mais festa do que encrenca. Entretanto, para enfrentar o crime organizado e o tráfico de drogas, policiando nossas enormes áreas fronteiriças, o buraco é bem mais embaixo, e a formação de uma "Guarda Nacional" séria, necessitaria de muito mais treinamento, estrutura e equipamentos ultramodernos, se caso fosse realmente este o pretexto. Todavia, como todos podemos imaginar, a ideia desta dupla e do PT nada mais é do que formar uma "Guarda Nacional" para atender de maneira ortodoxa e sem nenhuma vulnerabilidade às ordens do governo federal, assim como ocorre em Cuba e na Venezuela, apenas para citar dois países bolivarianos inspiradores do partido político há 12 anos no poder do Brasil, caminhando para 16 anos, sendo, neste caso, que a maior determinação desta pseudo "Guarda Nacional" seria unicamente a de eliminar toda e qualquer oposição e desagravo ao regime bolivariano em franca implantação em nosso país. Juntamente com a "democratização da mídia", esta pseudo "Guarda Nacional" seria a certeza de que o bolivarianismo estaria decretado e finalmente implantado em nosso querido Brasil. Deputados, senadores e principalmente os governadores, abram os olhos, cuidado para que não caiam no canto da sereia e depois lamentem dizendo que mais uma vez foram enganados.


Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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SEGURANÇA PÚBLICA

Os governadores do Sudeste se reuniram para traçar metas referentes à segurança pública, ou melhor, para falar da criminalidade que ninguém suporta mais. A iniciativa, embora recorrente toda vez que se inicia um mandato, merece aplausos desde que não venha cercada apenas de blá-blá-blás como melhor aparelhamento e remuneração de profissionais e apoio do governo federal. Como políticos pra lá de experientes, que usam bem a mídia para conseguir chamar a atenção, eles deveriam aproveitar o momento e fazer algo de mais efetivo como pressionar seus parlamentares a modificar as leis, estas sim, que vêm provocando o aumento dos crimes e surgimento de criminosos, devidamente protegidos por elas e pelo tal dos direitos humanos, inclusive, para assassinos desumanos, estupradores, motoristas bêbados e, claro, ladrões de dinheiro público e privado.


João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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INFLAÇÃO DE 6,41% EM 2014

Com um cenário de baixo ritmo de crescimento da atividade econômica, e um déficit acumulado das contas públicas de R$ 18,319 bilhões de janeiro a novembro, a inflação de 6,41% em 2014 anunciada pelo IBGE, abaixo do teto da meta do Banco Central, de 6,5%, causou surpresa para muitos analistas econômicos. Para os observadores internacionais fica a dúvida: será que o Brasil passou a adotar a metodologia do governo argentino para o cálculo da inflação?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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ESTOUROU

Os jornais insistem em divulgar que a inflação de 2014, de 6,41%, ficou abaixo da meta. Não ficou! Ficou apenas abaixo do teto que considerava a possibilidade da enorme margem de erro de 2%, e isso após muitos represamentos e maquiagens. A meta da inflação era 4,5% e foi estourada.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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MEXER NA CARGA TRIBUTÁRIA


A nossa carga tributária representa por volta de 38% do PIB e, sem dúvida, considerado o princípio do custo/benefício, é uma das maiores do planeta. Joaquim Levy, ministro da Fazenda, cogita em mexer em tributos, sem dizer como e em quais. Entretanto, o aumento de tributos, certamente, irá repelir a confiança empresarial e dos contribuintes de um modo geral, razão por que cortar despesas é o quanto esperam os brasileiros, porquanto existem centenas de ralos a serem fechados na administração pública. Quanto à carta branca recebida pelos ministros da área econômica, após o entrevero com Nelson Barbosa, virou carta cinza, no dizer deste. É esperar para ver!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DISCIPLINA FISCAL

No seu discurso de posse, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a disciplina fiscal é a chave para a confiança. Pois é, ministro. Aí é que mora o perigo. Os xiitas do PT não estão nem aí para disciplina fiscal. Se o País quebrar, não estão nem aí, desde que eles não quebrem. Boa sorte, ministro. Vais precisar muito dela.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATÉ TÚ, LEVY?

Joaquim Levy, novo ministro da Fazenda, nomeia Jorge Rachid para comandar a Receita Federal. Normal, se não se tratasse de réu em um processo de improbidade administrativa, na Justiça, há quase dez anos, demitido pelo então ministro da fazenda Guido Mantega. Pior, este senhor, segundo o Ministério Público, foi acusado de obstruir investigação da Corregedoria da Receita, da qual o mesmo era suspeito de irregularidades na autuação de uma grande construtora, a OAS, a qual está envolvida até o pescoço no mais recente e maior caso de corrupção brasileira. Será possível que somente gente com péssimas marcas são merecedoras de cargos de tamanha responsabilidade (confiança)? Ou será que se trata de mais uma tenebrosa transação para ocultar (engavetar) informações importantes de gente ligadas ao maior escândalo da história da república brasileira - o petrolão?

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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NOVO GOVERNO

No primeiro tempo do mandato, o governo Dilma levou humilhantes goleadas da inflação, PIB, câmbio, juros, contas públicas, corrupção, etc. Para o segundo tempo, Dilma convocou um economista do mercado de capitais, Joaquim Levy, e montou uma defesa de alto nível. Mas para o meio de campo e o ataque prevaleceram as escolhas medíocres, com ministros sem experiência e muitos pernas de pau. Com essa formação, se Levy não desistir, esse time pode não levar goleadas, mais não vai fazer muitos gols.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CORTE DE GASTOS

Sem orçamento aprovado, Dilma manda cortar gastos. Nem Freud explica!

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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'PATRIA EDUCADORA'

Na nova 'Pátria Educadora', o Ministério da Educação é penalizado com 31% dos cortes, e os demais 38 ministérios com os restantes 69%. Dá para entender?

Cristiano Walter Simon cws@amcham.com.br

Carapicuíba

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INTERESSE SOCIAL?

Não sei se os alemães, com o padrão educacional que têm, precisam incluir na sua Constituição temas como Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Educação e outros incluídos na nossa Carta Magna no seu último título "Da Ordem Social", mas eles conseguem produzir gasolina da água, conforme reportagem do "Jornal do Carro" de 7/1/2015. Por aqui, não obstante as credenciais do nosso ministro da Ciência e Tecnologia, o governo corre e atropela esses direitos, em tese, assegurados pela nossa Constituição, para costurar um acordo para "viabilizar" as megausinas no Rio Tapajós. Por que tanta pressa? Para abocanhar uma parcela dos 250 bilhões de solares que os chineses prometem investir na América Latina? Ou para meramente ressarcir as construtoras, hoje notoriamente suspeitas, de suas contribuições de campanha? E tudo em nome do "interesse social"?

Caio Quintela Fortes caioqf4@hotmail.com

São Paulo

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GREVE NAS MONTADORAS

Como as famosas greves dos anos 1977/1978, não passam de greves de "compadres", hoje de forma pior. Os pelegos sindicalistas não são mais dos empresários, mas do próprio governo. A greve é a única forma de justificar a existência de um sindicato, e quando o empresário precisa de dispensar emprego direto (que transfere na realidade para a terceirização), se abre uma "vaguinha" para uma greve, agora de forma "light", se faz uma grande propaganda para se paralisar o que de fato já está parado, por um dou dois dias. O cinismo empresarial com o sindicalismo comunista. Está na cara que empresas como VW, MBB, Scania, GM etc., as velhas montadoras, ainda carregam "excesso" de gente depois da implantação de terceirização, e que esse ajuste politicamente precisa ser feito de forma lenta e gradual. Os sindicatos são os meios, agora sustentados hoje descaradamente pelo peleguismo do próprio governo.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DESEMPREGADOS E PROMOVIDOS

O leitor sr. Pedro Piccoci observa e aponta no "Fórum dos Leitores" que 800 operários são demitidos na economia privada, enquanto os deputados se autoconcedem aumento de 15% nos vencimentos, bem acima da inflação. Tudo foi noticiado, mas pouco salientado e menos ainda comentado por articulistas na mídia. Os cidadãos em geral estão gozando férias. Acontece que desta forma a democracia não passa de uma fórmula vazia, ou melhor, de uma fórmula para decidir quem tem acesso ao coxo dos recursos públicos. Os cidadãos e a imprensa bem que poderiam reclamar a diminuição do número de vereadores, deputados e senadores.


Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Mais uma vez, teremos que suportar as velhas frases feitas, ei-las: "não existem provas", "querem me desestabilizar politicamente", "isto não passa de intriga da oposição", "não conheço e nunca vi essa pessoa", e por aí vai. Não é mesmo, senador Antonio Anastasia e deputado Eduardo Cunha?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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'REPILO VEEMENTEMENTE'

Repilo veementemente. É a reação normal de todo cidadão que é citado envolvido em falcatruas de qualquer espécie. Tudo começou com José Dirceu, quando o consideraram suspeito no mensalão. E tais palavras são repetidas diariamente e gravadas pela mídia. Delas só aproveito a designação "mente" que se adequa mais a estes marginais do poder, como os considera o ministro do STF Celso de Mello. Faço minhas suas palavras.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO

As investigações sobre a Petrobrás caminham para o indiciamento dos envolvidos em acusações sobre desvio de verbas da principal estatal brasileira. Mas como fica a situação do denominado cartel do setor metroferroviário de São Paulo, com investigações entre os anos de 1998 e 2008? Ou corrupção estadual é diferente de federal?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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POLÍCIA FEDERAL

A "presidente" Dilma rejeitou licença para gastos excepcionais da Polícia Federal (PF). Estava demorando, mas a represália chegou. Trabalhando bem, às vezes há reveses. Só a "presidente" pode ter gastos sem limites, enquanto o Ministério Público Federal (MPF), o procurador-geral da República e a OAB fizerem vistas grossas. Operação Lava Jato a todo vapor, comecem a olhar também para o BNDES, que precisa, mais do que nunca, dos trabalhos da PF. Mãos à obra!


Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

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OPORTUNIDADE PARA O BRASIL

O "Estadão" publicou em 30/12 (pág. B7) a lista das 23 empreiteiras bloqueadas pela Petrobrás para obras, por pertencerem ao cartel que cometeu irregularidades (desonestidades) em obras da empresa. Dentre elas estão algumas que eram muito conceituadas como Promon, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Mendes Junior e Camargo Correa. Essas empresas certamente continuam fazendo obras para o governo federal e seus órgãos, assim como para os Estados e municípios. Há muito essas empresas têm sido acusadas de irregularidades na Petrobrás. É, pois, necessário verificar a situação em outros setores federais, Estados e municípios, já que as empresas formaram um cartel. Haverá certamente falta de empreiteiras no Brasil, o que exigirá, com vantagens, a contratação de empresas estrangeiras. Isso será certamente útil ao Brasil para importarmos novas tecnologias e mais qualidade nas obras com menor custo, o que normalmente é impedido quando há cartéis operando. O atual sistema de contratação de obras existe há muito tempo o que justifica obras de má qualidade em rodovias principalmente, assim como, em aeroportos e obras urbanas, além de custos muito elevados. É uma oportunidade do Brasil adotar nova metodologia de contratação de obras públicas proposto por estudo de grupo de juristas, durante o governo Itamar e abandonado nos governos subsequentes. Trata-se de um modelo adotado nos EUA em 1897 e copiado por outros países, pelo qual o governo não tem contrato com as construtoras, eliminando as fraudes. Aqui não foi adotado provavelmente por "interesses" de políticos e construtoras. Infelizmente hoje no Brasil, em quase a totalidade dos setores públicos para onde se olha, há irregularidades (desonestidades) em serviços, fornecimentos e empreitadas. Temos a técnica para melhorar, o problema é os políticos a aceitarem. A sociedade civil deve pressionar para que tenhamos um custo menor e um fornecimento melhor para as obras públicas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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AS EMPREITEIRAS

O artigo "A grande sombra do anão" evidencia que a preocupação daqueles com a eventual declaração de inidoneidade das grandes empreiteiras certamente não é com a paradeira do País. Seria, por acaso, com a morte da galinha dos ovos de ouro?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

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ORGULHO OU VERGONHA DE SER BRASILEIRO?

Quando assisti às declarações da geóloga da Petrobrás, veio-me a lembrança das ameaças e retaliações que sofri, por ter feito denúncias de corrupção na Petroquímica Brasileira, pois eu era presidente do sindicato das indústrias plásticas do Rio Grande do Sul, isso na época em que os preços eram controlados pelo governo (CIP). Tenho atualmente 78 anos, continuo trabalhando na ordem de 10 horas por dia e lembro-me do orgulho que tinha de ser brasileiro quando participava de feiras internacionais. Lá estava eu usando camisa com o nome Brasil, bons tempos aquele em que acreditava ser possível melhorar nosso país. A podridão continua desenfreada, e as ramificações são muito longas, como se constata em tudo o que se mexe e nos tentáculos da Petrobrás, que vão longe, como acontece hoje com o monopólio das resinas póliolefinicas comandado pela Braskem, que tem como sócia a Petrobrás. Pagamos valores altos pelas resinas, pois sua importação é taxada em 20% de Imposto de Importação para proteger a "indústria brasileira" (Braskem/Petrobrás). Por que será que a Braskem fez grande contribuição para a campanha política? O povo, ao comprar produtos embalados ou plásticos, está pagando a "proteção" imposta para proteger Braskem/Petrobrás. Por que as indústrias brasileiras não podem comprar pelo preço que exportam acrescido naturalmente dos tributos? Será que fica algum lá fora ou se perde pelo caminho? Será que existe alguma ou algumas manobras nestas maravilhosas exportações, ou vão dizer que precisam cumprir contratos? Precisamos de pessoas corajosas que denunciem a corrupção, que enfrentem esta corja de ladrões que tomaram conta do Brasil. Hoje posso dizer que tenho vergonha de ser brasileiro, e só não saio do País pela minha idade.

Sergio Mendes Ribeiro Sergio@neoform.com.br

Porto Alegre

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CORAGEM E REPUTAÇÃO

Há mais de um mês nossos jornais, revistas, sistemas de rádio e televisão ocupam relevante parte de seus espaços de trabalho e divulgação com tudo ligado à Petrobrás, na chamada Operação Lava Jato, empreendida pela Polícia Federal. Em decorrência deste fato o País parcialmente parou, cabeças começaram a rolar na Petrobrás e seu valor patrimonial, que já estava desgastado pelas ingerências presidenciais vindas do Planalto, despencou ainda mais. Quem no Brasil ou em outro país pensou que estava investindo numa empresa sólida, garantindo a terceira idade com uma aposentadoria condigna, viu seu esforço de poupança desaparecer. À medida que as investigações avançam, há rumores de direto envolvimento de políticos na tão respeitada empresa, evidenciando decisões de honestidade questionável, em intervenções de honestidade questionável e desastrosas. Estas vão desde compras e construção de refinarias com "ágios" diversos, obras atrasadas de propósito, para permitirem manipulação de preços e oportunidades de negociatas. O mundo passa por uma guerra econômica onde a estratégia de cada nação desenvolvida é, tornar-se sólida tecnologicamente, manter-se dentro do livre comércio com ofertas diversificadas que possam resistir aos cartéis, como por exemplo, o do petróleo. Os políticos destes países olham a melhor forma de garantir a população protegida das influências de grupos amorais e de cunho ideológicos que colocariam a nação em risco. Durante o século 20 tivemos várias guerras, duas mundiais e a guerra fria que ainda invade e têm reflexos no presente século. Na segunda guerra mundial em 1941, os Estados Unidos da América estavam definitivamente envolvidos com ela. Ficou evidente a denúncia de caso de corrupção na fabricação e entregas de arsenal bélico, que faria diferença no conflito devastador envolvendo toda a Europa. Aí apareceu a "Truman Committee", comissão liderada pelo senador Harry S. Truman, do Missouri, caracterizado pela sua integridade e capacidade de trabalho. Esta comissão sob sua liderança despiu e desembrulhou o caso e resolveu o problema, poupando naquela época milhões de dólares aos Estados Unidos, dólares estes, que fizeram diferença para a população americana, parte ainda pobre àquela época, e seria crucial no resultado final da sangrenta guerra. Sua ação patriótica é referência nas aulas de histórias nas escolas Americanas, um homem com espírito cívico, um político descente. Ao contrário da comissão bipartidária liderada por Harry Truman, no Brasil, os políticos olham para seus currais partidários e suas contas pessoais, não conseguem, e não querem enxergar um centímetro à sua frente e somente vêm a si mesmos. Tentam blindar líderes políticos despreparados, aproveitam-se do privilégio de sua posição eleita pelo povo. Não há espirito cívico, esquecem da força que faz o país crescer vem daqueles que apertaram o botão da "inviolável" urna eletrônica que deram a eles o direito de zelar por nós cidadãos comuns. Como professor universitário, médico e pesquisador há mais de trinta anos, tenho influenciado a vida de vários jovens. Estes, frente ao presente quadro questionam minha fé no país. Acredito que para existir a democracia, têm de haver respeito e ordem, e sinto que estamos longe de ver isso acontecer. Sempre tive fé em nosso futuro, espero que os cidadãos outorgados com a responsabilidade de fazer valer a lei o façam, e não se espelhem em alguns políticos desbriados que nos lideram. Estes estão empurrando a culpa de tudo para os empresários, cujo papel é fazer este país crescer. Esquecem que para tocar uma empresa no Brasil e gerar empregos e ver o seu negócio sobreviver têm de entrar dentro da lama de uma criação de suínos, formada de políticos e maus gestores, e lá se emprenharem com seus odores e seus hábitos. Criou-se um clima de culpados que deverá ter terríveis repercussões, afetando partidos, empresários e carreiras promissoras. O país parou, as obras de construção de infraestrutura estão a menos de um quarto de vapor, ou desacelerando. Em resposta dos líderes atuais temos que ouvir bravatas em discursos de posse, em suntuosas cerimônias, totalmente dispensáveis, reapresentando-se ministério gigante indicando não darem a menor atenção à situação do país. Não há sinais de reais mudanças, manteve-se o mesmo sistema de loteamento dos órgãos de administração, nomeando indivíduos de reputação questionável para comanda-las. Talvez devêssemos olhar a história dos países que estão gerando qualidade de vida e situação econômica equilibrada ao seu povo, aprender com seus erros e também como respeitar a cidadania, tão bem refletida na atitude de Harry Truman. Este chegou à presidência dos Estados Unidos, pois sua coragem e reputação fizeram diferença naquelas horas tão críticas, como àquelas da segunda guerra mundial. Estamos vivendo momento semelhante ao de um conflito global, exigindo dos nossos novos Congressistas e homens de Toga, a postura de exercer seus papeis, liderarem, olharem para o futuro, aprender com o passado, e com espírito de grandeza construir este país. Deem uma chance ao futuro dos nossos jovens, que necessitam se espelhar em pessoas que lutaram para estudar, se instruir, vencer se tornarem cultas e preparadas. Em cidadãos que busquem a cultura para melhorar a qualidade de vida do povo e não a usem para se perpetuarem no poder. Nosso país precisa valorizar lideres corajosos, de caráter e reputação, e estes não precisam ser vistos e valorizados pelos seus cargos políticos, títulos universitários e suas posses. É apropriado relembrar uma das inúmeras citações de Abraham Lincoln, que diz: "O caráter é uma árvore, a reputação é sua sombra".


Paulo de Assis Melo pamelo09@hotmail.com

Niterói (RJ)


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CRISE HÍDRICA NO SUDESTE

Aguardam-se medidas responsáveis do novo gestor da Sabesp, para dizer simplesmente: estamos em alerta máximo, o risco de uma tragédia socioambiental é enorme, e agora a coisa é para valer. Medidas de guerra contra o desperdício. Ou vai continuar demorando para cair a ficha? Estamos à beira de uma catástrofe ambiental, numa área conurbada de mais de 20 milhões de pessoas! Acordem! Ou serão culpados por negligência!


Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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OS EXTINTORES ABC

Mais um golpe, falcatrua e sacanagem para os proprietários de automóveis no Brasil, conforme resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), pois alguém nesse meio já deve ter uma fábrica de extintores pronta e homologada para a finalidade, onde todos deverão trocar o atual extintor de incêndio por um denominado "ABC", o qual teoricamente controla incêndios produzidos por diversos tipos de materiais, isso vale a partir de 1° de abril de 2015. Porém conforme reportagem mostrada no jornal "Bom Dia Goiás", da Globo, o referido extintor não foi eficiente pois nem o bombeiro que é um profissional treinado e capacitado conseguiu apagar o incêndio provocado num veículo para teste, sendo que o mesmo aconselhou após a tentativa fracassada ligar imediatamente para o 193.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A IGREJA DE FRANCISCO


Fortes críticas ao consumismo, à ganância dos mais abastados, ao rentismo capitalista, ao luxo individual, à apologia da ostentação... O Papa Francisco é um testemunho e pregação da humildade moral (em seu semblante sincero), da simplicidade material (em seus sapatos velhos), da valorização do que é natural (em seu nome franciscano). A Igreja de Francisco quer ser a Igreja de Cristo. E, para isso, precisa viver como Cristo viveu: em meio aos pobres e marginais, acolhendo ladrões ao seu lado e tomando partido de prostitutas. Jesus Cristo é o Deus da manjedoura, da partilha dos pães e vestes, da dura crítica da riqueza. Jesus foi um homem simples, forte e amoroso que, com sua humanidade, atraiu os olhos do mundo para Deus. O papa, por isso, trocou o anel de ouro por um de prata; o papa não quer usar carros luxuosos; o papa por vezes faz questão de almoçar em meio a funcionários do Vaticano. Por quê? Que moral e que valores Francisco está querendo defender? Nenhuma moral nova. Nenhum valor novo. O papa Francisco quer uma paradoxal revolução: que não almeja inovações éticas desconhecidas, mas que retoma o ápice do progresso da virtude humana que ele crê estar na pessoa de Cristo. Mas, para exemplificar, vejamos a História: houve momentos históricos nos quais o mundo fechou os olhos para os pobres, marginais e doentes. Na Idade Média, parte da Igreja Católica refletiu isso e viveu períodos de opulência e arrogância. Mas não tardou para que surgisse um São Francisco de Assis, que questionasse e reformasse a Igreja, para trazê-la de volta ao povo, à simplicidade, à moral cristã originária. Já no século 20 - o grande século do Capitalismo -, o mundo voltou-se novamente para o apego e escravidão aos bens materiais. E parte da Igreja Católica, outra vez, viveu momentos nos quais se entregou a um 'materialismo'. Mas não tardou para que surgisse, agora no centro do poder da Igreja, um novo Francisco, para novamente questionar e reformar a Igreja de Cristo, para relembrá-la da sua vocação para o povo, sua opção preferencial pelos pobres. Enfim, bem sabemos que grandes são os castelos da Igreja, suas belíssimas catedrais góticas. Entretanto a Igreja que Francisco está construindo tem as pedras como meio e o coração humano por finalidade, ou seja, o trono tem servido como suporte de onde se fala que a verdadeira riqueza está na alma dos seres humanos - e não nos seus bolsos.


Wellington Martins am.wellington@hotmail.com

São Paulo

 

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