Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2015 | 02h03

Realinhamento

A inflação arrefeceu e encerrou 2014 dentro do limite de tolerância (6,41%), informou o IBGE. Que bom se fosse verdade! Esse índice divulgado claro que é fantasioso, em razão do represamento artificial das tarifas de energia elétrica, combustíveis, transportes urbanos e outros tantos, aproximadamente 25, que camuflaram a inflação e a empurraram de barriga para este ano. Nem bem começou o ano e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, já mandou a velha frase, largamente conhecida por todos: "A autoridade monetária fará o que for necessário para que a inflação chegue ao centro da meta (4,5%)". Há quatro anos estamos ouvindo essa balela e não se fez nada. Salários corroídos, preços dos alimentos e serviços em ritmo acelerado, endividamento em alta, e com uma agravante: vem aí o realinhamento de preços e tarifas estancados nos últimos anos com o firme propósito eleitoreiro de reeleição da presidente Dilma Rousseff. A vaca já tossiu e agora a boiada toda vai para o brejo.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Credibilidade

A presidente Dilma Rousseff vai a Davos, na Suíça, para reconquistar a credibilidade da economia, que está em queda, e evitar uma perda maior do grau de investimento concedido pelas agências internacionais de classificação de risco. A simples presença de um chefe de Estado pode conquistar essa credibilidade para seu país, no entanto, no momento a realidade que se apresenta é outra. As atitudes da presidente não colaboram para essa conquista. Com a crise da Petrobrás, com os investidores vendo o preço de suas ações indo à míngua e Dilma teimosamente mantendo na presidência da Petrobrás a sra. Graça Foster, prevê-se que a almejada credibilidade dificilmente seja conquistada.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

País das ficções

O Estado de sábado noticia que a tabela do Imposto de Renda está defasada em 64,3% e, em editorial, que a defasagem da tabela do SUS, para remunerar as Santas Casas, causa déficit de R$ 5,1 milhões/ano. Por outro lado, só a contabilidade criativa fecha as contas do governo. Várias despesas não são consideradas despesas. O próximo Orçamento foi aprovado sob chantagem do Congresso Nacional. Num mundo de bruxarias, os fatos mais plausíveis são fogueiras.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Cartão corporativo

À oportuna abordagem do leitor sr. Vicente Muniz Barreto (Dias piores virão, 10/1) cabe acrescentar o cartão de crédito corporativo às aberrações concedidas aos apadrinhados do poder.

WILFRIDO VERONESE

wilfridoveronese@hotmail.com

Brotas

Pátria educadora

A presidente Dilma em seu discurso de posse resolveu usar a educação para se promover, pois viu que em economia foi reprovada. Até lançou o lema do novo governo velho: "Brasil, pátria educadora". E menos de 15 dias depois anunciou um corte de R$ 7 bilhões na educação, a prioridade do seu governo! Mas por que investir em educação, para deixar o povo mais sabido? Que governo quer um povo bem informado? Povo bem informado dá trabalho. O PT conduz a manada sem ser incomodado. Sorte do partido e azar do País. Brasil, um país de tolos deseducados.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

INSEGURANÇA PÚBLICA

Menores assassinos

Dois menores de 17 anos são liberados após confessarem o assassinato frio de um colega, em São José do Rio Preto. O que leva a isso é a certeza da impunidade. O Brasil precisa, urgente, de uma revisão na lei da maioridade.

FÁBIO CAIO DE CASTRO MISSIROLI

fabiomissiroli@yahoo.com.au

Ilhabela

Federalização das policias

O motivo por que Dilma (e Lula) buscam federalizar as polícias dos Estados é a existência das Polícias Militares, armadas, sob o comando dos governadores. Não deter o controle dessas forças é um risco para o PT, tendo em vista as manifestações públicas. Mas, principalmente, para o caso de Lula resolver concretizar seu "satânico" desejo de transformar o Brasil numa Venezuela. Só para dar uma ideia do problema para Lula, a Polícia Militar de São Paulo tem um efetivo armado maior que o do Exército Brasileiro. Esse é um dos motivos que fizeram Lula criar uma polícia militar federal extremamente bem armada. Esse é, também, o motivo de o governo federal não investir nas polícias estaduais, algumas das quais estão caindo aos pedaços. O ministro Eduardo Cardozo, da Justiça, a toda hora diz que não tem recursos para melhorar as polícias. A pergunta que sugere essa afirmação é: como o governo federal absorveria as polícias dos Estados se não tem dinheiro?

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

A represália

A "presidenta" Dilma rejeita licença para gastos excepcionais da Polícia Federal. Estava demorando, mas a represália chegou. Perdemos as esperanças. Em quem confiar? Só a "presidenta" pode ter gastos sem limites... Será que a Operação Lava Jato vai continuar? E a investigação no BNDES, nem pensar? Mais do que nunca são necessários os trabalhos da Polícia Federal. Estamos confiantes!

FERNANDO SILVA

lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

MARCHA PELA LIBERDADE

Retrocesso

Enquanto na França 1 milhão de pessoas foram às ruas para protestar, em face da violência praticada contra a liberdade de expressão, no Brasil "iluminados" petistas querem estabelecer o "controle social da mídia"...

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

Manifestações

Que maravilha ver um povo, embora revoltado, realizar uma manifestação pacífica com milhões de participantes! Quando nos livraremos dos black blocs para podermos manifestar em massa nossas revoltas, quem sabe contra o assassinato de 50 mil brasileiros por ano, quem sabe contra a destruição da Petrobrás?

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Por que será que os black blocs só aparecem quando o Movimento Passe Livre sai às ruas? Dissidência ou coincidência?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

JE NE SUIS PAS CHARLIE

Eu não sou Charlie, embora não aprove o massacre feito em Paris. Andei vendo alguns exemplares deste tabloide "Charlie Hebdo" e confesso que não achei graça nenhuma nos cartoons de diversos exemplares. Os cartunistas quiseram fazer piadas com as crenças religiosas de povos do mundo inteiro. Pessoalmente, eu não me senti ofendido porque eu não tenho religião, mas tenho religiosidade. Creio num único Deus, creio em Cristo e creio no Espírito Santo. Os desenhos publicados no tabloide mexem com coisas divinas como Deus, Cristo e o Espírito Santo num triângulo sexual. Fazem o mesmo com o papa, com rabinos, mas seu alvo predileto é Maomé. Só esse fato me parece significar que os cartunistas são xenófobos. Sabemos que alguns países da Europa, como França e Inglaterra, por exemplo, são locais de refúgio dos povos muçulmanos e principalmente argelinos - aliás, durante anos a Argélia estava anexada à França, que só reconheceu sua independência em 1962. A Argélia considerou em sua Constituição o islã, os árabes e os berberes (povos nômades) como componentes fundamentais do povo argelino. Para eles o Corão é um livro sagrado e todo ser humano deve respeitar o que é sacro. Muita gente acha que os muçulmanos querem dominar o mundo e impor sua religião a todos. É verdade que há muitos muçulmanos espalhados por muitos países da Europa, Ásia, Estados Unidos, Israel e também aqui, no Brasil. Não é difícil de esbarrar neles nas ruas de São Paulo. Não são todos fanáticos religiosos nem terroristas. Alguém poderá dizer que eles são bárbaros porque queimam pessoas, matam gente inocente. Mas nossos traficantes não fazem o mesmo por aqui? Não acontecem coisas semelhantes em diversos países, incluindo estes que mencionei aqui? Existe uma lei que é a lei mais precisa que existe, a Lei da Ação e Reação. Não defendo o massacre, mas não sou Charlie. Et vous? Êtes-vous Charlie?

Ivan Jubert Guimarães ivanjug@uol.com.br
São Paulo

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LIBERDADE ACIMA DE TUDO

A liberdade de pensamento e de expressão é a mãe de todas as liberdades. Dela não se pode abrir mão por nada, sob o risco de aprisionamento do direito sagrado à livre manifestação. Não ao terrorismo! Sim ao humorismo! "Charlie" vive. Viva!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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O BRASIL E O ATAQUE EM PARIS

Será que a presidente Dilma Rousseff - que defendia o diálogo com os terroristas do Estado Islâmico - já enviou condolências às famílias dos terroristas "cruelmente" assassinados pela polícia francesa?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br  
Americana

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HORA DE ACERTAR AS CONTAS
 
A indústria automobilística no Brasil, que serviu de escudo para o governo transformar o tsunami da crise econômica mundial de 2008/2009 na "marolinha" que Lula previu para o Brasil, é a primeira a acusar a crise que hoje vive a economia nacional. No ano de 2014, mesmo ainda vigorando a desoneração de impostos, foram produzidos 15,3% menos veículos que em 2013. O mesmo processo deu-se com os eletrodomésticos, cujas vendas também estão em retração. A indução de economia por meio do endividamento do consumidor foi uma temeridade cometida pelo governo. Com os pátios lotados e as vendas em queda, as montadoras começaram agora o processo de demissão e enfrentam os trabalhadores, que fazem greve em busca da manutenção do emprego e vantagens. As greves pipocam e o discurso salvador do governo parece ter chegado ao seu limite. É preciso muito trabalho, comprometimento e patriotismo de todos os atores desse complicado teatro, para não botarem fogo no Brasil. Há de se ter juízo e bom desempenho, até porque, se não fosse Dilma, Aécio Neves também teria de tomar medidas duras de ajuste da economia.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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DEMISSÕES NA INDÚSTRIA

Muito embora já imagine a resposta, gostaria de saber quantos dos demitidos da Volkswagen votaram na dona Dilma para presidente.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br 
São Bernardo do Campo

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RESSACA

Mesmo antes do início do carnaval muitos operários que trabalham nas montadoras de veículos já começaram a dançar.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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EM TEMPO DE VACAS MAGRAS

Sem que ainda o Congresso Nacional tenha aprovado o Orçamento de 2015, a nova equipe econômica se antecipa e define aos 39 ministros de Dilma o tamanho do corte nas despesas deste exercício. O objetivo é economizar R$ 1,9 bilhão por mês, ou R$ 22,7 bilhões no ano. Lógico que, para alcançar um superávit primário de 1,2% do PIB, ou R$ 66,3 bilhões, como prometeu o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, esse número de redução de despesas de R$ 22,7 bilhões está ainda muito distante. Porém Levy conta com significativa redução no total dos pagamentos de benefícios previdenciários já anunciados, e no mínimo a reedição do imposto sobre combustíveis, a Cide. E torcer muito para que a arrecadação cresça, incluindo também um resultado positivo na balança comercial, que em 2014 foi deficitária depois de 14 anos... E como para a nova equipe econômica não faltam disposição e experiência, se Dilma deixar, certamente não terá dificuldade de encontrar outros meios de redução de despesas do governo federal. Já que as gorduras acumuladas nesta era petista são excessivas.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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BALANÇA COMERCIAL

Lula governou de 2002 a 2010 com o mundo inteiro crescendo com taxas expressivas e é lógico e fácil o País ter crescido uma média de 4% ao mês e tido um superávit de R$ 32,5 bilhões. Mas agora, com a marolinha que passou por aqui, temos um crescimento pífio e um déficit na balança comercial. Qual será a opinião do nosso superex-presidente sobre isso?

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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AUTOSSUFICIENTES

Uma das razões utilizadas pelo governo para justificar o primeiro déficit anual em 14 anos é o rombo na "Conta Petróleo". Mas Lula não afirmou pelos quatro cantos do Brasil que seríamos autossuficientes até 2010?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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COMÉRCIO EXTERIOR

Foi mais um erro a ideia da presidente Dilma Rousseff de dar prioridade ao Mercosul. Bastou a Argentina diminuir as importações do Brasil que nossa balança comercial sofreu o impacto. Espero que a atual equipe econômica pense no Brasil, e não sejamos reféns políticos de escolhas erradas. 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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ECONOMIA E AJUSTES

A dura realidade econômica que enfrentaremos neste 2015 que se inicia - dizem os economistas - é preocupante. Por outro lado, a apuração e a punição dos desvios da corrupção, inibindo que tal sangria do dinheiro público possa continuar no nível em que está, poderão contrabalançar as dificuldades que enfrentaremos. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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MÁGICA

Para tirar o País do vermelho e da corda-bamba, será preciso tirar a cartola de dentro do coelho! Boa sorte aos "três magos" da equipe econômica!

J.S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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SEM FUTURO

Nossa economia está sem futuro! Trocaram a equipe econômica e, na primeira medida, que alteraria a fórmula de cálculo do salário mínimo, a presidente mandona (que não sabe de nada, razão da situação do País), num ato vergonhoso e costumeiro de "poder", fez o ministro mudar a declaração.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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NOSSOS VIZINHOS

Do jeito que vai, será que vamos chegar à situação dos nossos vizinhos? Na Argentina já falta "absorvente íntimo", na Venezuela faltava "papel higiênico". É i$$o que chamam de regime socialista/comunista, que o PT quer implantar no Brasil? O que falta aos nossos vizinhos "muy amigos" e aos petistas é vergonha mesmo, não é não? 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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GRÉCIA E EURO

Está se aproximando a hora de ficar provado que Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e talvez Itália nunca deveriam ter entrado na zona do euro. Se a Grécia abandonar o barco, outros virão a seguir e aí ficará provado que existem duas ou três Europas. Uma da Alemanha e Inglaterra e as outras: me ajudem a dividir.

João Israel Neiva Jneiva@uol.com.br
São Paulo

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BOLSA-MINHA-FAMÍLIA

A governadora de Roraima, Suely Campos, tão logo tomou posse, nomeou quase toda a sua família para cargos do governo. São 19 parentes - irmãos, primos, duas filhas e sobrinhos -, que passarão a custar ao rico Estado cerca de R$ 400 mil por mês. Tem de ser muito insensível e extremamente sem vergonha para fazer isso. Ela ouviu falar no Bolsa Família e resolveu rebatizar o programa de Bolsa-Minha-Família.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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A FALTA DE ESPÍRITO PÚBLICO
 
O segundo mandado da presidente Dilma se inicia com a tradicional disputa pelos 39 ministérios - criados como forma de reforçar a base do governo no Congresso -, e a discussão de projetos para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros acaba ficando em segundo plano. Esse "jeitão" de governar, dito presidencialismo de coalizão, não fica somente restrito ao governo federal, basta dar uma olhada no governo do Estado de São Paulo de Geraldo Alckmin, que tem 25 secretarias e 14.731 (IBGE) cargos comissionados, ou chamados cargos de confiança. Para finalizar, segue o trecho de editorial do "Estadão" de 8/1 (A3): "Nenhum dos atores dessa ópera que se apresenta em Brasília tem espírito público, ou está interessado em promover o bem comum. Estão todos comprometidos com seus projetos pessoais ou de grupo". Pobre Brasil. 
 
Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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SECRETARIAS PRA CHUCHU

Caramba! Li no jornal "Estadão" que o Estado do Pará tinha 73 e passará agora para "míseras" 61 pastas. O Estado do Tocantins tinha 56 e deverá cair agora para "irrisórias" 43 pastas. Gostaria de saber como é possível um Estado possuir tantas secretarias.

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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O TSE E AS CONTAS DOS PARTIDOS

É evidente que a inovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornando pública a movimentação bancária dos partidos políticos, é uma medida saudável - ninguém pode negar, igual a outras como a defesa das nossas florestas e o desvelo com as crianças. Mas não deixa de ser um paliativo, beira a ingenuidade e não provocará mudança significativa na movimentação financeira dos partidos políticos. É uma questão cultural - mesmo carcomida, indecorosa e eticamente intolerável. Para controle da movimentação bancária já existe o Coaf, que deveria cumprir sua finalidade, mas, impregnado pelo aparelhamento, reclama reformulação para voltar a atual com eficiência. Não é difícil de adiantar que a medida do TSE praticamente se aterá a acompanhar o dinheiro público, oriundo das cotas partidárias, que irriga os cofres partidários. E ainda querem introduzir a subvenção pública para as campanhas eleitorais. É um escárnio, que só interessa àqueles que buscam a hegemonia política, servindo-se do controle social do Estado brasileiro. A ninguém é dado ignorar que o "grosso" do dinheiro utilizado pelos partidos políticos não advém das "cotas partidárias", tampouco das doações lícitas, tanto das pessoas jurídicas como físicas, mas sim do produto das malfadadas "emendas parlamentares" e do fruto que escorre da corrupção com abundância. É cristalino como a água da mina, caso esse dinheiro passasse pela contabilidade bancária não teria como irrigar as "grandes fortunas" que os parlamentares acumulam impunemente. Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) caminha na mesma direção - suprimir as doações das pessoas jurídicas é outra medida inócua. Mera ingenuidade imaginar que o dinheiro por baixo do pano deixará de encher os cofres partidários - quem não se lembra como o PT pagou Duda Mendonça na campanha de 2002? - o caixa 2 continuará a existir. Por certo haverá outros meios de controlar o fluxo de doações, por exemplo limitando os gastos. Outras possibilidades são: o voto facultativo, menos assistencialismo e informações mais claras e honestas aos eleitores.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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ABSURDO

Como cidadão, advogado e há oito anos consecutivos presidindo a Ordem dos Advogados do Brasil em Tietê, não posso silenciar diante de mais um absurdo de responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral, que acaba de decidir por quebrar o sigilo bancário de todos os partidos políticos do Brasil. Sabemos que sem partido político não há candidatos e, portanto, de um órgão colocado sob suspeita pela instituição que o homologa em seu nascimento não podem merecer credibilidade os candidatos por ele apresentados à escolha da população, mesmo que pelas urnas eletrônicas. O TSE usurpou prerrogativa do Congresso Nacional, legislando ao quebrar o sigilo bancário, que é garantia constitucional. Como apenas para fins investigativos e com ordem judicial pode ser quebrado o sigilo bancário, a partir de 30 de dezembro de 2014 os partidos políticos estão sob suspeita no Brasil e sob suspeita estarão todos os que vierem a ser eleitos, pois só poderão candidatar-se por um partido político. E aqui mais uma afronta à Constituição federal, que nos assegura a presunção da inocência, o que também alcança o partido político como pessoa jurídica. O TSE reconhece sua incompetência fiscalizadora, mas opta por "retirar da sala o sofá", causando um mal maior ao lesionar a Constituição Cidadã de 1988, conforme a denominou Ulisses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte que a promulgou, contando com a participação e presença, relevante, de Michel Temer, atual vice-presidente da República. Espero que o TSE reveja essa infeliz resolução ou que se vista de brio quem o tiver para reagir.         

Paulo de Souza Alves Filho advocaciapauloalves@terra.com.br 
Tietê

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DINHEIRO VIVO

Com a quebra do sigilo bancário dos partidos políticos, as ações das companhias de transporte de valores certamente terão expressiva alta na Bolsa de Valores.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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JEITINHO

Que me perdoe o presidente do TSE, ministro José Antonio Dias Toffoli, mas no país do jeitinho, como é o Brasil, de nada adiantará acabar com o sigilo bancário dos partidos políticos. A grana continuará sendo distribuída, em espécie, para as pessoas físicas e será contabilizada num "caixa dois" da vida, que todos os partidos têm, enquanto somente o que for interessante para o partido será oficialmente contabilizado. Ou será que o prezado ministro, ex-advogado do PT, reprovado em exame para juiz estadual, desconhece a prática mais antiga da maioria dos políticos brasileiros roubadores e corruptos espalhados por todas as esferas do Brasil, que é o famoso "PF", ou seja, por fora?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Os políticos são eleitos pela população eleitora, portanto é ilegal, imoral, indevido colocar qualquer político indevido pelos partidos no aproveitamento do excesso de votos de um outro político eleito nas urnas. 

Antonio de Souza D'Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br
São Paulo

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O CÂNCER DESTE PAÍS

Triste demais saber que a Polícia Federal apreendeu o computador de Jose Aldemário Pinheiro Filho, presidente do Grupo OAS, a mesma construtora que assumiu as obras do apartamento de Lula no Guarujá, onde contratos bilionários eram tratados diretamente com a Casa Civil e o Ministério da Fazenda. Se a Operação Lava Jato quiser de fato punir esta quadrilha infiltrada no governo e nas construtoras, vai sobrar pouca gente. Seria uma forma de passar este país a limpo. Vendo a nomeação do ministério de Dilma, não dá para ficar nada animado. Os corruptos estão em quase todos os setores e nomeados por partidos políticos. O câncer deste governo e dos anteriores são os partidos. Se houvesse homens com vontade de consertar este país, a primeira coisa a fazer seria pedir a extinção dos partidos envolvidos no lamaçal da corrupção, pois existe até lei que prevê esse crime. Que sobrem apenas dois partidos, como nos EUA. Mais triste ainda é saber que toda a barulheira vai acabar em pizza e os altos funcionários não serão pegos. Basta ver o que aconteceu com Palocci.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PASSAR A POLITICALHA A LIMPO

A Controladoria-Geral da União (CGU) precisa aparelhar-se para melhor fiscalizar as estatais, contando já com o exemplo da Polícia Federal, cujos trabalhos são dignos dos maiores elogios. Entretanto, a tarefa que começou precisa continuar, porque passar o Brasil a limpo significa apontar onde estão os dedos sujos da politicalha que dirige este país. Deve servir de lição para dona Dilma, dado que suas escolhas não podem mirar-se nos partidos políticos de sua base de apoio, porque muitos dos escolhidos serão processados, porque estão na politicalha e precisam dar sua colaboração maléfica para passar o País a limpo. Espera-se que um dia os presidentes da República fujam dos corruptos e não aconteça como na atualidade: convivem todos como se anjos fossem!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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HORA DOS AJUSTES

Chegou a hora de a onça beber água. A gastança no período eleitoral dá lugar ao corte de gastos. Parece que todo mundo vai ter de enxugar ao máximo as suas despesas. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, foi o primeiro a sentir a necessidade e tudo indica que será o grande exemplo a ser seguido. Começou cortando a festa de final de ano. Seguiu cortando as secretarias, passando de 38 para 23, os cargos comissionados serão reduzidos em 60%, foram cancelados repasses para o carnaval e olimpíada universitária. Outro grande exemplo de contenção de gastos partiu do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, que reduziu o seu salário pela metade. Será que os outros governantes do Poder Executivo seguirão os exemplos acima?

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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MENOS MINISTÉRIOS

A presidente Dilma determinou corte de gastos em todos os ministérios, da ordem de 30% nas despesas não compulsórias, e defendeu que essa medida resultaria numa economia significativa aos cofres públicos. Isso é ótimo. Por que, então, ela já não reduz logo de uma vez 30% do seu ministério, aí maximizaria o resultado e ficaria menos problemática a administração federal? É, mas aí falta muita coragem, né?
Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo 

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DESESTÍMULO

Será que a dita competência do ministro Joaquim Levy vale apenas para a criação de novos tributos como a provável tributação nas atualmente isentas LCI e LCA? Por que isso, se esses instrumentos de captação trazem recursos para o financiamento da agricultura e habitação, duas das nossas prioridades? É mais um desestímulo para um país tão carente de poupança, prática fundamental para o seu desenvolvimento.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com
Rio de Janeiro

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MÁ GESTÃO NA ENERGIA

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, informou que há possibilidade de novo reajuste na tarifa de energia elétrica, devido ao socorro que a União deverá fazer às distribuidoras. O governo federal mostra, uma vez mais, sua incompetência na gestão do setor elétrico. A falta de planejamento em buscar outras fontes de energia (energia eólica, por exemplo) fez com que o Brasil se tornasse dependente das hidrelétricas. Temos, sim, uma das fontes de geração de energia mais limpas do mundo, mas passou da hora de diversificarmos a matriz e evitar que situações climáticas adversas abalem os preços e comprometam a já abatida renda do trabalhador. Até quando suportaremos tanta incompetência na gestão de um setor tão importante para o desenvolvimento do País? Até quando aceitaremos que a União determine aumentos sem que a população tenha condições de arcar com esse custo? A péssima gestão deste governo está cada vez mais evidente.

Willian Martins martins.willian@globo.com 
Guararema

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SALÁRIO DE FOME

Aumentaram o ônibus, a barca, a tarifa do táxi, o pedágio, o frango, as carnes, os hortifrutis, a energia... Queria perguntar aos sabidos da economia: qual foi o ganho do meu salário mínimo?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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FAZENDO CONTAS

O povo brasileiro não deve saber fazer contas. Não é possível que haja mobilização popular contra o aumento da tarifa do ônibus, se que ninguém se deu ao trabalho de protestar contra os enormes prejuízos dos roubos da Petrobrás. É inacreditável que nenhum trabalhador tenha visto quanto foi roubado do seu fundo de garantia. Com o dinheiro que foi roubado pela quadrilha criminosa que dirige a Petrobrás, esse povo todo poderia comprar carro próprio e ignorar o preço da passagem de ônibus. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo 

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MANIPULAÇÃO

Pelo volume de impostos que pagamos, acredito que muitos serviços públicos deveriam ser gratuitos. Mas o dito Movimento Passe Livre se restringe ao reajuste no transporte público. Num País onde a maioria dos serviços públicos é um desastre e a velha presença dos mascarados aparece como por encanto, quebrando tudo, claro que é manipulação.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com
São Paulo

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CICLOFAIXAS

No governo municipal anterior, a cidade de São Paulo teve as faixas para carros estreitadas para formação de faixas para motos. O estreitamento das faixas, apesar de ser ruim para carros grandes, trouxe a vantagem de oferecer segurança para os motoqueiros/motociclistas, que não tinham de navegar entre os carros, diminuindo, assim, o risco de acidentes. Com a chegada do prefeito atual, as motofaixas foram transformadas em ciclofaixas, devolvendo as motos para as faixas de carros, aumentando imensamente o risco de acidentes envolvendo carros e motos. Não satisfeito com as faixas já existentes, esta prefeitura está criando mais ciclofaixas diminuindo metade das faixas de carros, o que na realidade significa tirar a faixa inteira, uma vez que o carro não tem a capacidade de encolher para passar pela metade da faixa restante. Agora, para piorar a situação, a ciclofaixa está sendo criada na Avenida Paulista, onde o trânsito já é caótico. Essa avenida é a principal avenida para chegar aos melhores hospitais de São Paulo. Ou este prefeito carece de bom senso ou inteligência, ou é o prefeito com crueldade extrema que se diverte em ver grandes congestionamentos de carros com motoristas desesperados tentado chegar ao destino - ou de ver motociclistas e ciclistas sendo atropelados. 
Observe a posição de faixas de ciclistas! Elas estão localizadas nas últimas faixas à esquerda de quaisquer ruas e avenidas. Vamos supor que o ciclista tenha de entrar numa transversal à direita - com toda a lerdeza de um ciclista, ele/ela terá de atravessar todas as faixas à sua direita. Atropelamento? Parece coisa natural. A ciclofaixa, como a maioria do povo já percebeu, é um imenso pedaço de terra tão inútil quanto o órgão que a criou! Rodamos quarteirões e quarteirões para encontrar um ciclista a utilizando. Poderíamos chamá-la de terreno baldio. Ter prefeito sem capacidade é culpa do povo que o elegeu. Mas todas as cidades devem ter o departamento chamado "engenharia do tráfego/transito". Será que os funcionários que lotam este departamento que deve ter como função a melhoria do trânsito não percebem o caos que isso vai causar? Agora vamos falar sobre a dúvida que paira sobre a cabeça do povo paulistano que tenha o mínimo de discernimento. Qual é a comissão que todos os envolvidos recebem por uma obra tão inútil - uma casa, um terreno, dinheiro? Gostaria também de saber para onde foram todos os vereadores que conseguiram os votos prometendo fiscalizar ações da prefeitura quanto ao uso do dinheiro público. Sumiram!

Satiko Motoie Simmio satiko.motoie@hotmail.com 
São Paulo

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