Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2015 | 02h04

Gigante diplomático

Qualquer epíteto menos altissonante do que "grandiosa" seria pouco para retratar a manifestação de domingo em Paris. Dirão que os milhões que saíram às ruas repudiando o terrorismo não impressionarão os terroristas. Verdade. Talvez isso explique o fato de o Brasil julgar suficiente a participação de seu embaixador na França. Provavelmente os nossos dirigentes acreditam na capacidade de a presidenta mediar esse tipo de conflito, como ela assinalou em discurso na ONU. O mundo ainda se há de maravilhar conosco.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Estatura dos dirigentes

Nossa presidente permaneceu em silêncio a respeito dos terroristas na França, quando 40 presidentes foram a Paris demonstrar sua repulsa ao terror. Por sorte, não sugeriu que a polícia francesa deveria ter feito o possível para que fossem julgados, em vez de matá-los. Além disso, resolveu não ir a Davos, na Suíça, aonde iria para tentar melhorar a imagem do Brasil depois do descalabro de seu primeiro mandato, pois achou mais importante participar da posse de Evo Morales, nosso "muy amigo" que se apoderou das instalações da Petrobrás, com total desprezo ao patrimônio da empresa. Vê-se que temos uma grande estrategista ocupando a Presidência!

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Rumo ao precipício

De fato, em vez de prestigiar o Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde estarão reunidas importantes lideranças mundiais no fim deste mês, Dilma Rousseff prefere deslocar-se para a posse do reeleito Evo Morales, na Bolívia, e para a 3.ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na Costa Rica. Como se vê no início do seu segundo mandato, o Brasil continua desgovernado, rumo ao precipício. Haja estômago para mais quatro anos!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

CAOS EM SÃO PAULO

As chuvas chegaram

Dois anos de inutilidades e a confirmação de o inoperante prefeito nada ter feito de útil para a cidade. Ah, íamos esquecendo a "pintura de solo", que lhe deu o título de "prefeito suvinil". As chuvas com ventos fortes e raios mostraram aos munícipes a total falta de cuidados da Prefeitura com as árvores da grande cidade. Centenas de árvores caídas, isso é normal? O pior é que grande parte dessas árvores continua no chão, atrapalhando o trânsito de veículos e pedestres, sem contar os inúmeros semáforos apagados. Só para saber: ainda temos prefeito...?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

Ao deus-dará

Incrível como o prefeito Fernando Haddad consegue ser tão incompetente e sem rumo. Teve um ano inteiro de estiagem para desentupir bueiros e canalizações, verificar o estado das árvores na cidade e remover as inúmeras que estão condenadas, mas nada fez. Quanto aos semáforos, ele disse ter contratado empresa especializada para prepará-los a fim de que não houvesse mais panes quando chovesse, mas tampouco funcionam. Porém cuidou de atrapalhar o trânsito com faixas exclusivas, mesmo onde passa um ônibus a cada meia hora, lotou a cidade de ciclovias inúteis, pois utilizadas por número ínfimo de ciclistas, mexeu na cracolândia, esparramando viciados por vários pontos da cidade, e ainda premiou os munícipes com absurdos aumentos de IPTU e ITBI, além de deixar a saúde, escolas e as esburacadas calçadas ao deus-dará.

LUIZ CARLOS FERREIRA

lcfneg@hotmail.com

São Paulo

Creches, poda...

Fernando Haddad conta duas vezes o número de crianças no cálculo de vagas nas creches. E nem se preocupa com a poda das árvores condenadas porque as tempestades se encarregam de derrubá-las. Resta mesmo pintar, com maestria, ciclovias na nossa cidade...

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Pobre paulistano

Não bastassem as agruras provocadas pelo prefeito Haddad, a Eletropaulo está infernizando a nossa vida. Nos últimos oito dias, na Rua Aleixo Garcia, Vila Olímpia, tivemos 44 horas de falta de fornecimento de energia, a saber: dia 4/1, das 23 às 20 horas do dia seguinte; dia 8, das 19h20 à meia-noite e meia; dia 11, das 17 às 21 horas; dia 12, das 16h10 às 6 horas do dia seguinte. Socorro!

HORÁCIO MENDONÇA

horacio.mendonca@uol.com.br

São Paulo

'Faltança'

Moro há 39 anos no bairro do Morumbi, próximo ao Hospital Albert Einstein e ao Palácio dos Bandeirantes, e nunca havia tido tantos problemas com falta de luz como agora. Dia 29/12 foram horas de apagão. Segunda-feira, 12/1, a luz foi-se às 16h30 e só voltou nove horas depois, às 2 da madrugada! Falta segurança, falta água e agora falta luz! Quero ver se o meu IPTU, entre os mais altos da cidade, "faltará" no fim do mês na minha caixa de correspondência.

LÚCIA MENDONÇA

uciamendonca@terra.com.br

São Paulo

A mesma ladainha

Entra ano, sai ano, e a cada temporada de chuvas temos exatamente os mesmos problemas. Em vez de se preocupar em baixar artificialmente a tarifa de energia elétrica e causar rombos bilionários nas operadoras, o poste reeleito para o (des)governo federal poderia exigir das empresas ou a quem de direito o famoso aterramento da fiação. Já que não cuida das árvores da cidade, o poste municipal deveria encampar e também fazer a parte que lhe compete. Ontem deparei com alguns carros da Eletropaulo fazendo a manutenção corretiva da rede elétrica. Outro ponto sensacional é a falta de semáforos. Felizmente, só deparei com um no meu caminho de casa ao trabalho, mas imagino o que outros munícipes não devem ter sofrido para se deslocar pela cidade. Aliás, quando não veem seus carros, forçadamente, se tornarem anfíbios, apesar de não estarem preparados para tal. Enquanto isso, pagamos o glorioso IPVA, o IPTU e outros impostos, literalmente impostos. Já que eles são mal utilizados, posso dar-me o direito de não pagá-los? O governo que governa para os pobres não quer corrigir a tabela do Imposto de Renda. Pobres dos pobres que, além de verem a inflação comer suas parcas economias, ainda têm retenção mensal, quando deveriam estar isentos. Mas o ano está apenas começando e ainda teremos muito mais para "comemorar"...

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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CHUVAS EM SÃO PAULO

Com as chuvas fortes de verão nos últimos dias, ficou claro para todos em São Paulo o quanto os serviços públicos mínimos são ineficientes, de péssima qualidade: os semáforos ficam sem funcionar por dias, o atendimento da AES Eletropaulo é lamentável e se espalham os danos causados pela falta de energia diária. E pagamos impostos demais para ter essa contrapartida lamentável.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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CALAMIDADE

Tenho mais de 85 anos e resido na cidade de São Paulo, privada de água diariamente, e agora deparo-me com a falta de luz por mais de 24 horas. É um total desgoverno, que demonstra descontrole e nenhuma sensibilidade para com a cidadania. Milhares de pessoas foram afetadas pela falta de energia, muitas das quais doentes e necessitando da energia para tratamento, afora os prejuízos acumulados em residências e no comércio em geral, com a perda total dos produtos armazenados. Não obstante, não falham a leitura do relógio da água e de luz e a chegada de impostos a pagar. Será que nossa cidadania se resume ao pagamento de impostos? Lamentável.
  
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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SOLUÇÕES, E NÃO DESCULPAS

São Paulo vive o paradoxo das inundações diárias e da falta d'água. Já estamos cansados das desculpas esfarrapadas de sempre, de dizer que não choveu nos mananciais. Chega! É preciso encontrar soluções, não desculpas. Que tal uma lei que obrigue todas as edificações a terem sistemas de captação de água de chuva a partir de já? Por que não se fazem mais piscinões? Resolvem o problema das enchentes e a água, tratada, poderia ser usada para abastecimento. Com a palavra, as autoridades. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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ENCHENTES

São Paulo está para completar 461 anos e ninguém resolve o problema de alagamentos e enchentes. Ao ver a nossa cidade debaixo d'água, vejo um mergulho cada vez mais fundo na necessidade urgente de uma nova licitação para varrição, coleta e reciclagem do lixo. Uma licitação inclusive com a participação de empresas estrangeiras. E vêm falando sobre isso há dez anos...

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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AINDA A CRISE HÍDRICA

O "Estadão" vem publicando reportagens sobre a crise hídrica que assola a nossa cidade e regiões circunvizinhas que vêm nos mostrando que ela não é apenas um acontecimento atípico da região, mas, sim, a consequência de inúmeras agressões do ser humano contra a natureza. Assim ficamos sabendo que cientistas brasileiros e internacionais vêm realizando estudos mais aprofundados sobre o regime de nuvens da Floresta Amazônica, responsável pelo já há muito conhecido como "Rio Voador", que transporta o vapor de água emanado das árvores da gigantesca floresta para o Sudeste do País e o principal responsável pelo seu regime de chuvas. Há poucos dias foi abordado o que vem ocorrendo na bacia do Rio Jaguari, que nasce quase no topo da Serra da Mantiqueira, em Camanducaia, e é o principal afluente do Cantareira. E a situação atual naquela região é desanimadora, pois, apesar de as nascentes voltarem a brotar água, o solo ressecado absorve grande quantidade de água e o rio ainda não tem volume para atingir o Cantareira. E, a exemplo do que vem ocorrendo na Amazônia, ainda temos o desmatamento da mata ciliar daquele rio e as plantações de pinus e de eucaliptos em suas margens, culturas consideradas nocivas em áreas de proteção ambiental. De acordo com o técnico Hilton Silveira, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp, se chover dentro da média, o Jaguari vai demorar cinco anos para voltar ao normal. E neste ano, até agora, não está chovendo o normal. Então é evidente que estamos diante da pior crise hídrica de todas desde há 84 anos, quando começaram os levantamentos sistemáticos. Portanto, todas as ações que o governo de São Paulo possa adotar para evitar e penalizar o desperdício são mais que válidas e, em minha opinião, não é hora de a Protest, por exemplo, se apegar a legalidades superficiais ante o tamanho da encrenca. Mesmo porque, não tem cabimento 80% da população paulistana economizar água e 20% esbanjar no consumo de um líquido que se faz escasso e é de vital importância para todos. O ministro da Integração Nacional declarou querer colaborar com o governo de São Paulo, embora tenha utilizado uma frase infeliz. E sua intenção é muito bem-vinda, pois é preciso criar uma política de aproveitamento das nossas riquezas naturais, e que, além de realizar uma obra economicamente viável e necessária, se estude também até onde ela irá prejudicar seriamente outra região do País, como é o caso dos projetos na Amazônia e o das fazendas mineiras de eucaliptos aqui citadas. Por sua vez, o prefeito de São Paulo também deve desenvolver uma política séria de recomposição da Mata Atlântica em nossa cidade, e não continuar desmatando para loteamentos populares e construções de espigões sofisticados no que resta da mata e das nascentes em nossa cidade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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A LEITURA DA SABESP

A Sabesp, sem dúvida, é a grande responsável pela crise que vivemos, pois vinha sendo avisada há anos sobre a estiagem e nada fez para tentar remediar o problema. Pede que a população mude seus hábitos, mas ela não quer mudar nada em seus procedimentos. Se não, vejamos: tem sentido fazer leitura no dia 2 de janeiro, uma sexta-feira entre um feriado e um sábado, quando todos os noticiários informavam que mais da metade dos paulistanos estaria fora da cidade? Como resultado, tive minha conta (é claro que não fui o único caso) faturada pela média dos últimos 12 meses - durante muitos dos quais havia mais gente morando em casa, houve uma festa de casamento e ainda hospedei parentes -, o que pôs ralo abaixo todo o esforço de economia feito nos últimos quatro meses (consumo de 18, 18 e 16 m³ e ignoro qual seria o de dezembro, certamente menor, pois estive fora durante dez dias) ao ser cobrado pela média. A Sabesp, além do mais, ganha muito dinheiro com isso, pois recebe antecipadamente um valor que virá a ser compensado 30 dias depois. Talvez esteja aí a explicação para a falta de bom senso ao mandar fazer leitura aos sábados e em dias que, sabidamente, serão enforcados. E a justificativa para tal é pífia, burocrática. Em resumo, nós temos de mudar; aqueles que, teoricamente, nos servem e por nós são pagos, não.

Luis C. Amaral Kfouri cacalo.kfouri@uol.com.br 
São Paulo 

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MULTAS EM MAIO?

"Multa poderia ter evitado uso do 2.º volume morto." Diz o texto que, se aplicada a partir maio de 2014, o uso do segundo volume do Cantareira poderia ter sido evitado. Pergunto, então: quem poderia adivinhar que não choveria em 2014 inteiro? Os nossos precaríssimas serviços de meteorologia não conseguem prever sequer as condições do tempo do dia seguinte, que dirá de um ano! Fazer tal afirmação é posar de profeta dos fatos passados, o que, convenhamos, é bem fácil. Ademais, mesmo que fosse possível prever esta longa estiagem, se em maio de 2014 cogitassem a aplicação de multas pelo excesso do uso de água, o mundo jornalístico cairia sobre o governo de São Paulo como abutres em cima da carniça. Em ano eleitoral, todo cuidado é pouco num país em que tudo é tratado de forma a angariar votos para este ou aquele candidato. A seca prolongada era imprevisível e em 2014 não sabíamos ainda do gigantesco e pelo visto irreversível desmatamento na Amazônia dos últimos anos, que simplesmente mudaram o regime de chuvas no País. Este, sim, é fato grave e não cobrado de ninguém. Graças à destruição da Amazônia, em favor de sabe-se lá que grupos, o Brasil terá de aprender a conviver com pouca chuva para todo o sempre. Parabéns aos envolvidos e aos que compactuam e continuam compactuando com isso. 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@gmail.com 
Florianópolis

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DELAÇÃO PREMIADA OU PALHAÇADA

O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca e "carregador de malas" do doleiro Alberto Youssef, informou à polícia que entregou R$ 1 milhão em dinheiro nas mãos de Antonio Anastasia, ex-governador de Minas e senador. Em resposta, o doleiro Alberto Youssef nega a entrega do dinheiro para Anastasia, apenas admite que mandou Careca entregar R$ 1 milhão em Minas. Uai, para ter direito aos benefícios da delação premiada, Alberto Youssef não deveria informar o nome do "beneficiário" de R$ 1 milhão? Pelo menos o valor confere. Alguém está mentindo. Espero que nossa Justiça não caia no golpe da delação premiada e que um dos dois pague pelas suas mentiras, ficando alguns anos na cadeia. Já que está difícil chegar aos peixes graúdos, vamos nos contentar com a prisão dos peixinhos.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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ANASTASIA E O PETROLÃO

Depois que os "aloprados" lançaram lama sobre o senador do PSDB mineiro Antonio Anastasia, ligando-o ao petrolão, uma pequena nota do jornalista Jorge Bastos Moreno fez sair do noticiário qualquer alusão a respeito. Diz Moreno que consegue conjugar a sua admiração pelo governo Dilma com um jornalismo decente, que Oliveira Filho, o acusador, é considerado fanfarrão pelos próprios colegas da Polícia Federal, e preso e candidato à delação premiada teve desconsiderado o seu pleito pela justiça por falta de provas. Ainda assim, o vazamento do que não comprovou vem sendo comemorado nas hostes governistas, até porque os desmentidos, mesmo se amplamente divulgados - e não é o caso - deixam nódoas. Continuam fazendo o diabo e assassinando reputações, como já ensinaram Dilma e Tuma Filho, respectivamente.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br 
Brotas

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O LUCRO DA PETROBRÁS

Coisas que não entendo: os jornais noticiam que Petrobrás antecipa 13.º salário para compensar o adiamento da participação nos lucros (PL)! Que lucros, pelo amor de Deus?

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br 
Niterói (RJ)

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O CRIME PODE SER NOSSO

Interessante o artigo "O crime pode ser nosso e a punição também" (12/1, A2) de autoria de Antonio Claudio Mariz de Oliveira. "O crime é um fenômeno humano" e a lei penal "prevê uma sanção para quem o comete". Baseado nessas premissas, o autor conclui que o crime é "passível de ser praticado por todo e qualquer homem". Incluindo aqueles criminosos que o praticam durante anos a fio, repetida, cínica e impunemente (episódio do "petrolão", por exemplo), acredito eu. Adiante, diz ele que "esse sistema (Sistema de Justiça) está, atualmente, impregnado por uma cultura punitiva". A seguir aponta os "malefícios representados por certas medidas de força, dentre as quais se destacam as prisões cautelares". "As prisões, temporária e preventiva, estão sendo decretadas, há algum tempo, de forma absolutamente açodada...", continua o autor. De forma brilhante, conclui a seguir que "a sociedade, por intermédio de cada cidadão (...) entenda que o crime não é dos outros, mas, como uma possibilidade, é de todos nós". Para ser bem objetivo, o comum dos mortais acredita também que o crime seja de quem o cometeu. Essa história de que todos somos culpados já tem barba branca. Pelo teor completo do artigo, fica claro que o autor está do lado de alguns mensaleiros e petroleiros. Possivelmente, até esteja defendendo alguns. Finalmente, no mesmo dia de publicação desse artigo, vejo, na mesma página, carta do leitor Fábio Caio de Castro Missiroli em que relata que "dois menores de 17 anos são liberados após confessarem o assassinato frio de um colega, em São José do Rio Preto". Será que Antonio Claudio Mariz de Oliveira leu esta carta (e tantas outras semelhantes)?

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 
São Paulo

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NOVO MINISTÉRIO

Depois de conhecer algumas das qualidades do ministro do Esporte, sr. George Hilton, acho que consegui entender os critérios da presidente para definir seus colaboradores, senão vejamos: 1) Débito de R$ 30 mil em cartão de crédito e acionado pela Caixa Econômica (convenhamos, um indivíduo que não consegue pagar seus débitos em conta corrente não pode ser ministro de nada); 2) Responde junto à Justiça Federal de Minas Gerais a uma ação de execução tributária; 3) Em 2005 foi detido no aeroporto com várias caixas de dinheiro em espécie; 4) Conforme divulgado em um site nesta data, o "nobre" ministro, enquanto deputado, alugou por R$ 85 mil dois computadores que, se fossem comprados, custariam R$ 15 mil, com um detalhe: a loja de onde foram alugados tais computadores pertence a um empresário da mesma organização religiosa (Igreja Universal) em que o sr. Hilton é pastor. Mera coincidência, não acham? Com a Olimpíada se aproximando e com os expressivos valores envolvidos, com a criatividade deste ministro/pastor, entendo que vai sobrar dinheiro para este liquidar sua dívida no cartão de crédito e viver feliz para o resto da vida.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA

O senhor George Hilton vive problema de falta de pagamento de seu cartão de crédito na ordem de R$ 30 mil. A ordem superior, leia-se Presidência da República, foi para que a Caixa retirasse o processo de cobrança para permitir que a nomeação do "grande administrador" ficasse sem mazelas para assumir o Ministério. Já pensaram o que este senhor pode "realizar" com o cartão corporativo em seu poder? Por outro lado, que critério esta presidente que se autodenomina "contra a corrupção" emprega para escolher e nomear seus ministros?
 
Abel Cabral abelcabral@uol.com.br 
Campinas

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PROVAS

Ao assumir a pasta do Esporte, o pastor George Hilton reconheceu que entende pouco do ramo esportivo. Talvez não entenda muito também da gestão de verbas públicas. Como deputado federal, utilizou parte da chamada verba indenizatória do seu gabinete para alugar computadores. Entre junho de 2013 e dezembro de 2014, pagou pelo aluguel R$ 84.996. Numa boa casa de equipamentos eletrônicos, as máquinas podem ser compradas por menos de R$ 15 mil. Essa é mais uma eloquente prova da capacidade da presidente Dilma e de seu incrível e incompetente ministério. Que Deus nos proteja!

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Gabriel Chalita, que foi o preferido de Alckmin e ocupou a pasta da Educação no Estado de São Paulo, deixou a educação pior do que encontrou. O deputado mudou de partido, foi para o PMDB e hoje está no colo de Lula. Lula o indicou a Fernando Haddad para ser seu secretário da Educação e assim ficar atrelado ao governo municipal, quebrando as asas de Marta Suplicy. Pobre Educação, por onde andamos vemos raposas indicadas para cargos, cujo objetivo maior é a eleição. A Educação? Ora essa, quem está interessado em dirigir pessoas que pensam? Atenção, professores, o vira-casacas vem aí.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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CRISE NO PT

Após as graves e contundes denúncias envolvendo a cúpula do PT, a senadora Marta Suplicy denunciou, na Controladoria-Geral da União (CGU), seu sucessor, Juca Ferreira, que já havia ocupado a mesma pasta na gestão Lula, de graves irregularidades ocorridas naquela pasta. Já o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, rebatendo as críticas, disse que o PT é uma "metamorfose ambulante", sempre mudando, talvez para a autofagia. Cara de pau! A corrupção dentro deste partido tomou proporções nunca antes vistas neste país, agora, se a senadora realmente tivesse compromisso com o Brasil, suas declarações seriam de grande valia para a democracia por ocasião das eleições, agora é tarde. Talvez o grande remédio seja mesmo a implosão do partido.
  
Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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MAIS UM POSTE

A entrevista de Marta Suplicy ao "Estadão" (11/1) com certeza faz parte de um método. Como o "mentor" deu tremendo furo nas escolhas dos seus postes e não pode impedir a reeleição de Haddad, que tem a pior avaliação já dada a um prefeito em São Paulo, coordena a saída dela para outro partido "satélite do PT" e concorre como se fosse inimiga. Mas Marta não foi escolhida anteriormente por ter uma das maiores rejeições do Estado. Ainda não existe botox nem plástica para pessoas antipáticas, superficiais e incompetentes. Marta Suplicy não passa de outro poste sem nenhum carisma. Alguém se lembra do "Programa Belezura", carro-chefe de seu governo, cujos bancos de "mármore" inadequados para a função estão quebrados e imundos? Viadutos revestidos de granito que viraram local preferido de grafiteiros, em detrimento de cuidar das enchentes que até hoje assustam os paulistanos? Pois é, Marta Suplicy pode vir quente que nós não esquecemos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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O PT DE MARTA

Marta Suplicy é um animal político. Sabe que na situação atual do partido, dominado por Aloizio Mercadante e Dilma Rousseff, terá poucas chances de voltar a ser indicada e vir a disputar um cargo executivo pelo partido. Seu cacife eleitoral é relevante a ponto de desafetos solicitarem sua colaboração como cabo eleitoral. Marca posição na mídia para forçar o partido a tornar possíveis seus anseios. No curto prazo, esta possibilidade é pequena, já que como ela mesma admite não contará com apoio de Lula na empreitada, este mais empenhado em projetos próprios de chegar à Presidência novamente. Na próxima eleição para o Senado, um possível rival com chances de a derrotar seria o governador Alckmin. Já para outros cargos do Executivo, seja prefeitura ou governo de Estado de São Paulo, terá de enfrentar entre os postulantes mais fortes Fernando Haddad, hoje com alto grau de rejeição, Paulo Skaf, Gilberto Kassab e Alexandre Padilha. E, portanto, no ambiente local, paulista, que enxerga suas reais possibilidades de sobrevivência política e luta por isso, mais do que acredita, pode vir a acontecer com o PT.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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'OU O PT MUDA OU ACABA'

A senadora Suplicy falou sem necessitar. O PT mudou e acabou faz tempo.
 
Fausto Ferraz Filho  faustofefi@ig.com.br 
São Paulo 

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SAGA BRASILEIRA

A ex-ministra Marta Suplicy soltou o verbo e disse o que os tucanos queriam ouvir: "Ou o PT muda ou acaba". De fato, parece que o partido está se desconstruindo com a chamada traição de Rui Falcão. A briga entre a criatura e o criador, Dilma e Lula, exibe a disputa interna entre Mercadante e o ex-presidente para ocupar o trono da imperatriz. Tanto um como outro são arrogantes e estão destinados a entrar numa briga de foices. Mercadante, representante de Dilma, tem a vantagem de ter lido "dois livros", o que o coloca com vantagem cultural sobre o adversário. Por outro lado, Lula é mais esperto e não tem caráter, motivo que o autoriza a usar de qualquer jogo sujo para atingir seu objetivo. Assim o Brasil vai seguindo sua saga desde os tempos de Dom João VI, segundo o historiador Laurindo Gomes.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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SOB NOVA DIREÇÃO

Depois do "relaxa e goza", agora o "estapeia e provoca"...

A.Fernandes standball@hotmail.com 
São Paulo

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A VERDADE PREVALECE

A entrevista concedida pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) ao "Estadão" revelou um lado pouco ou nada positivo do partido da presidente Dilma Rousseff. Está mais do que evidente que existe, dentro do próprio partido, um descontentamento com a então candidata à Presidência da República. Isso demonstra, em grande parte, que nem mesmo os partidários acreditam no sucesso de seu segundo mandato. Não faltam motivos para lamentações: a economia está totalmente desequilibrada, inflação em alta, queda nas exportações, aumento dos preços, enfim, não há motivo para animação dentro e fora do PT. Se a entrevista fosse dada antes das eleições, os eleitores teriam a oportunidade de avaliar com mais propriedade a real situação do País e as perspectivas negativas (que agora se mostram concretas) em vários setores. Enfim, uma vez mais, a verdade prevalece. Será que culparão a mídia pela declaração da senadora petista?
 
Willian Martins martins.willian@globo.com 
Guararema 

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ANTER TARDE DO QUE NUNCA

Finalmente alguém do PT acordou e disse o que sabemos, mas eles tentam esconder. Marta foi corajosa em assumir tal atitude. Espero que o povo acorde e coloque o PT no seu devido lugar. Já estamos cansados e o Brasil não aguenta mais!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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O TROMBONE DE DONA MARTA

Como todo petista, o cuidado é com o tamanho do rabo, mas sempre haverá o recurso da "delação premiada". É isso aí, dona Marta, meta a boca no trombone. Imagine se Dilma se indispuser com a tal Graça! E agora a "cúpula petista" vai consultar Lula. Que cúpula? Dos ordinários como Falcão, Mercadante e outros? E Lula por acaso não é o chefe do bando todo? Será que até no PT o chefe não sabe de nada, não vê nada, não ouve nada, etc.? Se for isso, o velho já está na hora de ser colocado num asilo de esclerosados.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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DOR DE COTOVELO

"Por não ser indicada para o novo ministério de Dilma, Marta Suplicy cospe no prato em que comeu.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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HÁ CONTROVÉRSIAS

"Notas e Informações" de ontem (13/1) traz trechos da entrevista de Marta Suplicy ao "Estado". Não obstante, se conhecemos de sobejo como se "encontra" o PT, há uma assertiva de dona Marta, a meu ver, duvidosa: "Lula é um grande estadista".  Questão de opinião. Mas, posso afirmar, há controvérsias!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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FIGURINO

A entrevista publicada domingo desponta com a foto da política Marta vestida de preto. Estranha-se o fato de ter abandonado seu tradicional e chique tailleur vermelho. Será que agora ela se filiou ao Estado Islâmico?

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br 
São Paulo

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FORA COM ELA?

Se Marta está esperando ser expulsa do PT, está totalmente enganada. Basta ver os camaradas do mensalão.

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 
São Paulo

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CONSELHO

Não se apoquente, sra. Marta Suplicy, sua lição foi para relaxar e gozar. Bom proveito.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br 
Batatais 

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ELIANE CANTANHÊDE

Quero agradecer pelo presente sensacional que é podermos contar com a jornalista Eliane Cantanhêde neste jornal.

Therezza Terra therezz@uol.com.br 
São Paulo

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'ÁRVORES DA VIDA'

Comovente o obituário do pau-ferro que Eugênio Bucci escreveu domingo (11/1) no caderno "Aliás". Sigo o ciclo de vida de cada árvore do meu pequeno jardim, com admiração e profundo respeito. Observo diariamente esses seres, ao mesmo tempo humildes e majestosos (com seus hóspedes fixos ou sazonais) em seus espetáculos diários e a cada manhã bebo um pouco de paz, só pelo fato de estarem lá. Minhas mais sinceras condolências ao autor!
  
Marta Lecci Capelli leccicapelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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SOMOS NIGÉRIA TAMBÉM

No mesmo dia em que 12 pessoas foram assassinadas em Paris num atentado ao jornal "Charlie Hebdo", centenas de pessoas morreram num ataque do grupo radical islâmico Boko Haram, na Nigéria. Enquanto o terrível ataque na França mereceu o destaque principal na primeira página do "Estadão" e dos principais veículos da mídia no mundo, a notícia sobre as mortes na Nigéria praticamente não existiu. Por que a vida de uma dúzia de vítimas merece mais destaque do que a vida de centenas de vítimas? Afinal, se somos "Charlie", somos também Nigéria.
 
Anderson Borges Costa andbcosta@hotmail.com 
São Paulo

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MASSACRES

O grupo Boko Haram massacrou 2 mil pessoas na cidade de Baga na Nigéria. A Al-Qaeda é responsável pelo atentado em Paris. Qual outra religião, senão o islamismo, leva a tais atos de terrorismos?

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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EM NOME DA RELIGIÃO

As autoridades religiosas do islamismo vêm dizendo que as atividades criminosas dos terroristas nada têm de religioso, muito pelo contrário. Ora, estão proliferando pelo mundo atos terroristas realizados em nome do Islã. Então, é de ser indagado a essas autoridades o que têm feito e fazem para coibir as barbaridades praticadas em nome da religião que professam. Dizer que em seus discursos preconizam a tolerância com as demais religiões do mundo é um discurso vazio e insosso.  

PLCCV pedroluisvergueiro@gmail.com
São Paulo

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GUERRA CONTRA O FANATISMO

Há 70 anos, o mundo civilizado uniu-se numa frente única de combate à besta nazista e conseguiu vencê-la. Neste início de século, é imperioso que seja promovida uma nova união internacional para enfrentar o fanatismo religioso jihadista, antes que seja tarde demais. Que a impressionante e comovente "Marcha de Paris", que reuniu quase 4 milhões de manifestantes na Place de la République, seja o início deste chamamento à razão! Basta de terror!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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O HOMEM AINDA PRIMITIVO

O homem deveria ser um de produção de valores. Todavia, ele os negam. O ato mais agressivo ao próximo e a seu espírito está no ato de matar e, sobretudo, sob o revestimento selvagem e deplorável com que se deu a fúria contra o "Charlie Hebdo" e o morticínio que se lhe seguiu. Porém, os valores devem seguir uma escala. A liberdade irrestrita não é o segundo valor. À sua frente está o respeito às crenças distintas, às religiões e aos costumes dos povos. As charges contra Maomé e o Alcorão não fazem sentido algum, assim como não o fariam em relação à Igreja Católica. E não se trata o mal com vingança, mas com crescimento civilizatório, fundado na paz da compreensão e da tolerância. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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ATENTADOS DE PARIS

Neste período em que o islamismo tem sido assunto diário da mídia, devido aos atentados de Paris, temos ouvido e lido um pouco de tudo: desde defensores da "caça aos muçulmanos" até intelectuais contaminados pela "síndrome de Estocolmo", declarando que as vítimas fizeram por merecer. Afortunadamente, as opiniões oficiais de quase todos os governos têm sido de moderação. Entretanto, soa estranho que essas mesmas nações que pregam a liberdade de expressão e a defesa dos direitos humanos continuem apoiando regimes ditatoriais, antidemocráticos que condenam blogueiros a mil chibatadas e processam por terrorismo mulheres ao volante, para não falar de coisas piores. Enquanto a Rússia e a Venezuela recebem pesadas sanções internacionais, o regime medieval da Arábia Saudita continua internacionalmente intocável. O petróleo fala mais alto que os direitos humanos e a ONU finge-se de morta, sem tomar nenhuma atitude. É muito difícil combater o terrorismo de grupos criminosos, ao mesmo tempo que se aceita o "terrorismo de Estado".

Luigi Petti luigirpetti@gmail.com 
São Paulo

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JE NE SUIS PA CHARLIE

Eu, não, eu não sou Charlie! Vi algumas charges publicadas na revista em que símbolos e crenças cristãs e católicas eram desrespeitadas de maneira abominável. Não há como chamar tal impiedade de "liberdade de expressão". Seja qual for a orientação da revista e seus humoristas - comunismo, esquerdismo sem fronteiras, anarquismo, ateísmo ou simples porra-louquismo -, a liberdade de expressar suas perfídias, idiossincrasias, bobagens e idiotices engajadas termina onde começa a minha liberdade de crer e o direito de ver minha fé e minhas crenças respeitadas. Pobre França! Mas, por favor, não repitam o besteirol da idiotice politicamente correta que a solidariedade na tragédia pretende defender a liberdade de expressão. A "Charlie Hebdo" fazia um uso escatológico do principio da liberdade de expressão. Liberdade de expressão não é isso! Je ne suis pas Charlie!
 
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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CHARLIE, SER OU NÃO SER?

Ser Charlie não é ser a favor das tais charges, ser Charlie é ser contra a intolerância que oprime e mata!  Os que são Charlie estão também defendendo o direito dos não Charlie a poder cantar a marchinha "A cabeleira do Zezé" nos próximos carnavais. 

Jorge Thomas Schwarzenberg jorge.thomas1@hotmail.com 
São Paulo 

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CRENÇA NUM MUNDO DE PAZ

As milhões de pessoas que ocuparam as ruas e praças de Paris e de outros países no domingo deram uma demonstração de que a luta pela paz nesse mundo tão violento ainda é possível. Pena que o destaque tenha sido a ação de terroristas fanáticos desvirtuando o objetivo de uma religião. O islamismo não pode ser considerado como uma religião impositiva. Que o fato sirva para promover uma grande reflexão em todos os que acreditam num mundo de paz.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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ENFOQUE ERRADO

A meu ver, o enfoque sobre o terrorismo na França está errado: o que se vê é gente defendendo a "liberdade de imprensa". Ora, liberdade de imprensa é o que não falta na Europa. Lá é permitido não só dar sua opinião, mas também ofender, achincalhar, insultar, ridicularizar e por aí afora. Não é preciso respeitar as ideias dos outros, as suas convicções, a sua fé. Em nome da liberdade, vale tudo. Ninguém precisa defender tal liberdade. O que se deveria defender, sim, são a dignidade e o valor da vida humana. O que os terroristas fizeram foi destruir vidas preciosas. Contra isso é que se deveria debater.
A liberdade tem seus limites: esbarra na liberdade do outro. Já a vida humana não tem preço. Essa, sim, precisa e merece ser defendida.
 
Sarah de Castro Fontes Barbosa sarahbarbosa@ig.com.br 
São Paulo

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MARCHA NA FRANÇA

Quase 4 milhões de pessoas saíram às ruas em Paris para mostrar ao mundo que estão contra o terrorismo e a favor da liberdade de imprensa e de expressão. Amanhã quem sabe o mundo inteiro saia às ruas para lutar contra a corrupção, a impunidade, a demora da Justiça em atender aos seus cidadãos, a fome de milhões de pessoas, o mísero salário mínimo, o desmatamento da natureza, etc. Portanto, senhores governantes, senhores juízes, senhores parlamentares, fiquem atentos, pois o mundo está globalizado, então o povo se levantará um dia para lutar contra as injustiças existentes neste mundo.  

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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É DE ESTARRECER

Assistimos, assombrados, à maior passeata da história da França, que reuniu mais de 3,7 milhões de pessoas em Paris, comandadas por cerca de 50 chefes de Estados do mundo todo. O motivo foi o sangrento desfecho ocorrido naquele país de uma série de atentados terroristas realizados por muçulmanos jihadistas: a invasão do jornal parisiense "Charlie Hebdo" e de um mercado judaico, resultando num total de 17 mortos. Já no Brasil, as estatísticas acusam mais de cem cidadãos assassinados por dia, quer por armas de fogo, quer no trânsito, tudo sob o olhar complacente das autoridades competentes e de uma população subjugada e apática, abandonada à sua própria sorte, incapaz de reagir. Quiçá porque esta depende de uma legislação branda e de um Judiciário lento, além de um exército que passou anos servindo no Haiti, enquanto os 16 mil km de nossas fronteiras ficaram expostos ao contrabando de armas e de drogas, bem como à entrada de terroristas. Ou choramos ou acordamos...

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com
São Paulo

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O BRASIL NA MANIFESTAÇÃO

Pena que ninguém do Brasil representou o País neste histórico momento na França. Gostaria de ver Dilma dialogando com os terroristas pedindo para eles não ficarem matando gente, que é muito feio.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com   
São Paulo

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AS ESCOLHAS DA PRESIDENTE

Autoridades de todo o mundo estiveram em Paris no domingo. A nossa "presidente" representou-se por um funcionário do governo. Mas estaria presente na Venezuela, Argentina ou Cuba, se fosse o caso. Será que ela não vai convidar estes assassinos para uma visita aqui, no Brasil, para serem recebidos com "honras de Estado"? Deus salve a nossa pátria.

Anastacio Gabriel anastacioangola@terra.com.br 
São Paulo

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DILMA NÃO É CHARLIE
 
Em nome do governo brasileiro, a presidente Dilma, praticamente vestindo a camisa "eu sou Charlie" e fazendo eco às vozes que condenam a barbárie fundamentalista que perpetrou o atentado contra a sede do conhecido semanário parisiense, ordenou ao nosso embaixador na França, José Bustani, que marcasse presença na grande manifestação popular de domingo em Paris. Dilma, todavia, "não é Charlie". Seu ministro Ricardo Berzoini assumiu a Pasta das Comunicações prometendo, de cara, tocar o projeto petista de "regulação da mídia" (censura). Seu primeiro governo interferiu em vários veículos de mídia. Ficou claríssima a pressão sobre o SBT para calar a apresentadora Rachel Sheherazade. No mesmo grupo de mídia tiveram de tirar do ar o apresentador Paulo Martins, igualmente crítico do governo do PT. Não faz muito, a União da Juventude Socialista (UJS), aliadíssima de Dilma, atacou e depredou a sede da Editora Abril, responsável pela revista "Veja", por ter o magazine ousado publicar matéria dizendo que Dilma e seu antecessor sabiam do petrolão. Nenhuma palavra - seja de Dilma, seja de Lula - repudiando aquela ação contra a liberdade de imprensa. O desprezo do PT à liberdade de informação é notório: o Planalto patrocina blogs sujos para difamar veículos e jornalistas independentes, num verdadeiro "assassinato de reputações". O próprio Lula chegou a cogitar de expulsar do País o jornalista americano Larry Rother, por revelar hábitos etílicos do então presidente. Os ataques petistas à imprensa livre - um dos pilares da democracia - têm a mesma gênese intolerante que move os terroristas islâmicos, autores dos atentados em Paris - guardadas as devidas proporções relacionadas aos métodos empregados para calar as vozes divergentes. Dilma e seu PT, definitivamente, "não são Charlie".
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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AUSÊNCIA

Quantos caudilhos de todas as Américas participaram da maior marcha da história da França?

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com
São Paulo

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NÃO HÁ ENTENDIMENTO

O caderno "Aliás" do "Estadão" de domingo (11/1) estava interessante: Michael Lowl, Paolo d'Arcais e Jordan Weismann debatendo ainda o atentado à "Charlie Hebdo". Triste notar como a intelectualidade moderna não se entende: não há uma linha de ação comum ou busca de pontos de consenso. Só buscamos o particularismo. Reitero que, se baseássemos o debate a partir de critérios filosóficos válidos e aceitos por todos, como o teólogo catalão Raimundo Lulio já propunha em 1300, a discussão sobre o papel das diferentes minorias e maiorias melhoraria muito. Mas, como nos aferramos ao relativismo e o laicismo mais radical e ateu, o entendimento fica impossível.

Edison Minami edison.minami@hotmail.com 
São Paulo

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CONTROLE NOS AEROPORTOS

Conforme noticiado pelo Estadão (12/1, A1), para combater o terror a Europa decidiu ampliar controle em aeroportos, apesar do fato de que dois dos três terroristas autores do massacre em Paris eram de nacionalidade francesa, nascidos e residentes na Cidade Luz. Como costuma acontecer, vai sobrar para os turistas brasileiros e seus hermanos latino-americanos, quase sempre recebidos com desconfiança em muitos aeroportos europeus. E, quanto aos refugiados africanos, que de uma forma ou outra têm chegado aos milhares à Europa através de portos no Mediterrâneo, principalmente italianos? Não haveria entre eles terroristas infiltrados?

Flávio José Rodrigues de Aguiar flavio.daguiar@gmail.com 
Resende (RJ)

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ESTADÃO 140 ANOS

Ao comemorar 140 anos o jornal "O Estado de S. Paulo" faz com que os valores democráticos sejam uma constante na vida do povo brasileiro. Um jornal que representa a opinião do leitor é um jornal que representa o Brasil. Parabéns!

João Carlos da Silva trjc@bol.com.br 
Campo Grande

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