Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2015 | 02h04

Ajuste econômico

O governo Dilma Rousseff finalmente parece ter descido do palanque eleitoral e começa a cair na realidade da necessidade de ajuste na economia, antes negado com veemência e acusações a adversários. Já o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, parece ter assimilado rapidamente o modo de ser petista e, usando metáforas, negou que a série de medidas seja um pacote de maldades. O.k., como o ministro é mais moderno, podemos chamar isso de um diretório de maldades.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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'Saco de maldades'

Por que o ministro Levy não mira no combate à corrupção e na redução de altos cargos para atingir o objetivo de equilibrar as contas? Terá esquecido ele que o Brasil já é campeão em impostos? Em tempo: a França está na moda, é bom lembrá-lo do estopim da Revolução Francesa...

MARIA ISIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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Dinheiro para o ralo

De fato, já temos uma das cargas tributárias mais altas do mundo, que serve, principalmente, para manter um Estado mastodôntico e inútil. Aumentar impostos é retirar poder aquisitivo de quem trabalha e investe, para esterilizar na manutenção de pensões milionárias, altos salários de funcionários públicos ineficientes e no ralo da corrupção. Deixem o dinheiro com quem produz e gera empregos e reduzam e otimizem o Estado, origem de todos os nossos males! A curva de Laffer mostra que quando os impostos são excessivos, quanto maior o imposto, menor é a arrecadação. Isso está comprovado, pois desestimula quem gera riquezas.

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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Balde furado

O balde é o Brasil e o furo, a roubalheira dos políticos. Em vez de tapar o furo para estancar a roubalheira, o governo decide aumentar impostos?! Será possível que ninguém veja que não é o contribuinte que deve pagar essa conta? Que tal se, além de estancar a roubalheira, a presidente fizesse uma declaração em cadeia nacional e, como exemplo, começasse a cortar supérfluos, como festa de posse e excesso de ministérios? Não seriam medidas mais eficientes do que mais uma vez prejudicar o contribuinte, que paga seus impostos com tanto sacrifício? No momento não há nada a comemorar... Que desânimo, decepção, indignação, revolta e impotência! O Brasil teria tudo para dar certo, com uma vida digna para todos, se fossem tomadas medidas efetivas para tapar os furos. Que pena! Mas não vamos deixar toda essa vergonha cair no esquecimento. Tomem o caminho certo, srs. políticos!

ZAÍRA LUNARDELLI

zaira.lunardelli@uol.com.br

São Paulo

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Especialidades

A presidente Dilma tem um excelente ministro da Fazenda, o economista Joaquim Levy, especialista em aumento de impostos. Falta agora nomear mais um, especialista em diminuir despesas.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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Davos x Morales

A presidente Dilma cancelou a ida a Davos, na Suíça, onde pretendia promover o Brasil melhorando sua credibilidade, para ir à posse de Evo Morales, na Bolívia. O cancelamento da ida a Davos até que foi positivo para o Brasil. A presidente, com suas ideias absurdas e seu linguajar incompreensível, não iria contribuir em nada para melhorar a imagem do País. Deve-se notar que a troca de Davos por Morales dá uma clara ideia das prioridades deste segundo e malfadado mandato. Será que o Evo pode ajudar-nos em algum coisa?

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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Visão

Nossa presidenta não vai ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, para ir à terceira posse de Evo Morales e a uma conferência na Costa Rica. Por aí podemos concluir como será a condução do País nos próximo anos. Que mulher de visão...

RENATO JOSE ALDECOA

renatoaldecoa@gmail.com

Socorro

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EDUCAÇÃO

Resultados do Enem

É preocupante o desempenho dos alunos no Enem de 2014:529.374 candidatos tiveram nota zero em Redação e médias piores em Matemática e Redação, 7,3% e 9,7%, respectivamente, que em 2013. Se o lema "Brasil, Pátria educadora" não é golpe publicitário, como tantos outros, o governo deve declarar uma meta objetiva para a educação, a ser alcançada em prazo preestabelecido. Que tal o Brasil ocupar o primeiro lugar entre os países da América Latina no teste do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015? Há anos nossos alunos vêm ganhando medalhas nas Olimpíadas de Química, Física e Matemática. Ou seja, o problema não é de recursos humanos!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Pátria educadora...

Depois do último resultado do Enem, o sonho da "Pátria educadora" virou pesadelo.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Prova de Redação

Mais de 500 mil candidatos tiraram nota zero em Redação. Nada mais sugestivo que esse absurdo resultado para retratar a situação atual do ensino no "Brasil, Pátria educadora" de Dilma, depois de o MEC ter passado, por sua própria escolha, pelas mãos dos incompetentes Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha - e agora está entregue ao igualmente incompetente Cid Gomes.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Estagnação

Esse mais de meio milhão de estudantes que tiraram zero em Redação, resultado que enluta o País, desmascara os mitos governamentais sobre educação e desvela a incompetência que mantém o País no subdesenvolvimento. Estamos presos a um futuro que não chega, simplesmente porque não foi construído.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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Lamentável

O resultado do Enem é o retrato de hoje, e muito provavelmente dos próximos 20 anos, do Brasil: total e completa ignorância.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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O FRACASSO DO ENEM 2014 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 não foi nada diferente do de 2013 nem o será do de 2015. Entra ano, sai ano, as justificativas são as mais vazias possíveis para o fracasso, mas a cada ano nenhuma providência é tomada. Tomemos por base o Enem 2014: num universo de 5,9 milhões de candidatos, só 250 conseguiram gabaritar e 529 mil, mais de meio milhão, conseguiram o vexame de tirar nota zero em redação. Não é novidade, já evidenciada em exames anteriores, que a Educação no Brasil despencou no descaso. A maioria dos candidatos se defronta com um texto como se ele fosse um monstro horrendo pronto a devorá-lo. Aqueles que passam por essa malha acabam se diplomando em faculdades do tipo "pagou passou" e, então, passamos a conviver com médicos ou advogados que aparecem mais nas páginas policiais dos jornais do que nos hospitais e nas cortes de Justiça. Cid Gomes, o novo ministro da Educação, reconhece a má qualidade do ensino público. Bom começo para torná-la de boa qualidade.

Jair Gomes Coelho 
jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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FOI POUCO

O que esperavam os organizadores do Enem ao proporem um tema de redação tão sofisticado como "publicidade infantil na mídia"? Quinhentas mil notas zero até que foi pouco...

Luciano Harary 
lharary@hotmail.com 
São Paulo

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MANGAS DE COLETE

É difícil de dizer, muito mais de admitir, mas a educação pública brasileira transformou-se em uma grande formadora de idiotas incapacitados. A prova disso está aí, no resultado do Enem. Acreditem, quase 530 mil alunos tiraram zero em redação, e apenas pouco mais de 6.193 participantes conseguiram obter a pontuação máxima. Sem querer parafrasear, e já parafraseando, nossos governistas petistas, "nunca antes neste país" se viu tantos vestibulandos que mal sabem escrever seu nome, que sabem que 1 mais 2  são três, mas não sabem que 2 mais 1 também são três. Se minha mãe, Conceição Dotoli, professora por mais de 40 anos, ainda fosse viva, com certeza e com todas as letras, diria assim: qualidade , nas escolas públicas brasileiras, é como mangas de colete, não existem.

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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EU ACREDITO

O resultado do Enem mostra a realidade que acontece na Educação no Brasil. Agora disseram que a Educação vai dar um pulo de qualidade, que o governo vai gastar bilhões em Educação, e nisso eu acredito, porque, se a gente não acreditar nisso, vai ficar só acreditando no Papai Noel e no coelhinho da Páscoa. Eu só não acredito no escândalo da Petrobrás. É invenção da oposição. Boa noite, Fadinha do Dente.

Manoel José Rodrigues 
manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)

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CRISE HÍDRICA EM SÃO PAULO

Depois de passar o ano de 2014 negando qualquer hipótese de racionamento de água em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin afirmou agora que não há a necessidade de decretar oficialmente o racionamento, porque, segundo suas palavras: "Isso já está mais do que explicitado". Ao adotar essa postura, o mais alto mandatário paulista demonstra que, além da escassez de água, também há falta de vergonha na cara do nosso governante.

Sergio Saraiva Ridel 
sergiosridel@ig.com.br 
São Paulo

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RACIONAMENTO DE ÁGUA

Demorou, mas enfim o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reconheceu que há, sim, racionamento de água em São Paulo. É impressionante como os políticos brasileiros não são transparentes e subestimam a inteligência da população. Todos sabem que há racionamento de água na capital paulista já há alguns meses. Milhões de pessoas são prejudicadas e estão sofrendo com isso, tendo sua vida afetada diretamente pela falta de água em suas casas, trabalho, etc. Por que Alckmin demorou tanto para reconhecer e admitir o óbvio ululante? Só para ser reeleito? O mínimo que se espera das autoridades é que não tentem enganar o povo, digam a verdade e tenham respeito pelas pessoas. Muito melhor falar uma verdade amarga e desagradável do que tentar negar um fato notório, evidente e de conhecimento geral, como fez o governador paulista.
 
Renato Khair 
renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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PAÍS DO 'NONSENSE'

Sei que vivo num país do "nonsense", dominado pela politicalha. E essa verdadeira praga vem se revelando mais acentuadamente na atualidade, diante da maior estiagem que assola vários Estados brasileiros, entre eles aqueles da Região Sudeste. E, pelo fato de ter a maior população do País, a escassez de água em São Paulo se destaca entre todas as demais. Pois é exatamente em nossa capital que os governantes de ocasião procuram explorar a situação sob a ótica de sua carreira política e das eleições que lhes garantam as mais elevadas posições, entre eles o nosso prefeito. As represas que abastecem a metrópole paulista começaram a mostrar o tamanho do problema que se avizinhava desde o início de 2014. Mas, infelizmente, para nós, era ano de eleições e todas as "providências" tomadas pelos governantes envolvidos giraram em torno da mesma. Candidata à reeleição, a presidente da República atribuía à administração tucana a crise hídrica, como se o governo federal não tivesse a parcela maior de culpa por construir as hidrelétricas na Amazônia sem análise profunda de sua influência no regime de chuvas do País. Aliás, o governo federal até hoje procura capitalizar a questão. O governador Alckmin, naquela época, não decretou o racionamento e a aplicação de multas àqueles sem espírito cívico, para também não sofrer eventual desgaste eleitoral. Pois bem, as chuvas que deveriam minimizar a situação neste verão de 2015 também continuam abaixo da média histórica e, em consequência, o governador determinou agora a sobretaxa aos que não reduzirem o seu consumo. Entretanto, diante de uma calamidade jamais vista em nossa região, a Proteste impetrou liminar na Justiça e a juíza Simone Viegas de Moraes Leme deferiu o pedido. Disse a juíza: "A observação primeira que urge ser feita é técnica - os termos da mencionada deliberação vulneram o quanto disposto na Lei Federal 11.445/07, pois não houve, no Estado de São Paulo e em que pese a crise hídrica, decretação de racionamento oficial do fornecimento do serviço de água". "Desta feita, forçoso reconhecer que não há possibilidade de se contornar o texto legal, a partir de mera deliberação do ente regulador. Impõe-se, pois, a necessidade de franca declaração quanto à situação crítica de escassez e adoção do racionamento oficial". Como sou engenheiro, em minha opinião, a observação técnica primeira, como mencionou a juíza, deveria ser de que não está chovendo, as represas vão secar e não teremos onde ir buscar água no curto prazo. Não dá para abastecer 11 milhões de habitantes com poços e carros-pipa. Ora, dias atrás o "Estadão" publicou matéria demonstrando que, se o governador tivesse adotado tal atitude em 2014, o Sistema Cantareira estaria ainda intacto na segunda reserva técnica, popularmente conhecida como volume morto. Claro que o governador as deveria ter tomado no ano passado. Minha opinião? Eu penso que o governador ainda está sendo muito leniente com os maus cidadãos, que representam apenas 20% do total e se acham no direito de consumirem água ao bel prazer e interesse. Deveria, inclusive, cortar o fornecimento gradualmente aos renitentes até entenderem a gravidade da situação. Não há como querer respeitar uma lei quando está em jogo a nossa subsistência.

Gilberto Pacini 
benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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PRIVILÉGIO SOCIAL NÃO É JUSTIÇA

A liminar que suspende multa por consumo excessivo de água, pela juíza Simone Vieira de Moraes Leme, da 8.ª Vara da Fazenda pública, traduz na verdade uma tremenda injustiça. A juíza, em sua sentença, quer que antes da aplicação de multa deva ser decretado o racionamento oficial do fornecimento de água. Ora, 76% da população, consciente e civicamente, respondeu aos apelos promovidos pelas autoridades competentes, e com grande esforço economizou água. A decisão da juíza foi um tapa na cara destes 76%, pois a sentença beneficia apenas 24% de gastões de água, irresponsáveis, insensíveis e indiferentes à situação hídrica. Ou seja, desde que a água saia da torneira, pouco se importam de onde ela vem, e não enxergam motivo para serem penalizados com sua gastança irresponsável. A sentença da juíza também sinaliza o que vemos no cotidiano brasileiro, isto é, todo tipo de irresponsabilidade sendo avalizado pela Justiça. Justiça seja feita, resta esclarecer à população consciente (76%) de qual lado, enquanto cidadã, a juíza se encaixa: nos 76% ou nos 24%, aplicando igual critério à instância superior.

Celso Anaruma 
celsoanaruma@gmail.com
Jundiaí

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DOIS PESOS NA SABESP

Em conversa com sua Dilma "do bem" Pena, então presidente da Sabesp, Andrea Matarazzo foi flagrado, sem saber que os microfones estavam ligados, referindo-se ao colega José Police Neto como "aquele vagabundo" e dizendo que aquela CPI não iria dar em nada. A Dilma "do bem", por sua vez, não admitiu na CPI nem nunca a falta d'água nem a adoção de racionamento na região da Grande São Paulo. Agora, o atual presidente da Sabesp, Gerson Kelman, argumenta contra a decisão judicial de negar a adoção de multa para quem exceder a média de consumo de água, que isso soa como uma "enfermeira de emergência do hospital não dar a devida importância para a situação". Mas e as mentiras repetidas desde o início da crise de abastecimento, não são ainda piores? Se o consumidor pode ser punido pelo maior consumo de água no auge do verão de temperaturas recordes, pelo qual sempre foi cobrado todo mês, qual a punição a ser aplicada à administração da empresa pública no mínimo incompetente e mentirosa?

Paulo Ruas 
pstreets@terra.com.br 
São Paulo

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SISTEMA CANTAREIRA

Com os recentes temporais em São Paulo, a informação que nos chega é de que o nível das águas do Sistema Cantareira continua caindo. De duas uma: ou os números são imprecisos ou o Japão está fazendo gambiarra.
 
Marcos Catap 
arcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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ALIENAÇÃO

Parece-nos que o poste que está prefeito de São Paulo vive em Passargada: entra ano, sai ano e a metrópole sofre com enchentes e queda de árvores, mas nada é feito! Ou melhor, é feito, sim: o dito-cujo está muito empenhado em aplicar o dinheiro dos impostos dos paulistanos para pintar faixas para bicicletas - muitas levam de nada a lugar nenhum -, infernizando a vida da população e, agora, com parte da Avenida Paulista bloqueada, dificultando o acesso a dezenas de hospitais da região. Isso é ou não alienação?

Aparecida Dileide Gaziolla 
aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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MARCHINHA

São Paulo
Cidade que seduz
De dia falta água
De noite falta luz

Ronald Martins da Cunha 
ronaldcunha@hotmail.com
Monte Santo de Minas (MG)

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48 HORAS SEM ENERGIA

Moramos bem perto da Avenida Escola Politécnica, na altura daquelas árvores que caíram. Achamos que a falta de luz era por causa disso, mas não - a avenida foi liberada e a luz já voltou para a rua toda, menos para nós. O nome da rua é Inácio Manuel Álvares, fica no Jardim Esther, zona oeste de São Paulo. Caíram outras árvores na região também. Uma delas fica uma rua para cima da nossa, e atingiu uma casa e um carro. A fiação ali também sofreu estrago, mas ninguém ficou sem energia por mais de algumas horas. A energia acabou na segunda-feira à noite, logo depois daquele temporal, lá pelas 16h30, e não voltou mais. A água acabou na terça-feira pela manhã - como a bomba de água que leva para o prédio é elétrica, acreditamos que tenha sido isso (mas também ficamos sabendo que a pressão da água está menor, então não sei mais o que pode ser). A Eletropaulo só estava na região quando as árvores da Politécnica ainda eram problema. Na terça-feira e ontem, já não vimos mais ninguém trabalhando lá. Na terça-feira à noite a NET estava na região. Vimos que, na rua de baixo do nosso prédio, tem uma árvore caída em cima da fiação, mas ninguém foi fazer nada, até onde sabemos. Entendemos que é um problema atípico, mas o que nos irrita é faltarem informação e prazo de retorno. Duas vezes recebemos prazo da Eletropaulo (por SMS, é a única forma de ter algum retorno, mesmo que vago) que não se concretizou. Depois disso, é só a mensagem "vamos restabelecer o mais rápido possível". Ficamos mais de meia hora no telefone da Ouvidoria, mas não conseguimos falar com ninguém. Isso para uma central que, segundo o próprio presidente da AES, é uma das maiores do Brasil. Todos os alimentos da nossa geladeira estragaram. Isso significa mais de R$ 500 em prejuízo. E só uma casa com duas pessoas - imagino as famílias ou então os pequenos comércios da região. O prejuízo deve ser muito maior, e não temos ressarcimento, pois são alimentos, e não eletrodomésticos. A Eletropaulo não atende por telefone, nem por site, nem Twitter, Facebook, nada. Não temos NENHUM retorno. É um desrespeito, uma sensação de desamparo terrível. E revolta ainda mais saber que a conta vai vir 30% mais cara já no começo deste ano. Que tipo de serviço é este que pagamos? Mas, atualmente, nem queremos saber de conta. Só queremos a energia de volta. Ou pelo menos um prazo para que a Eletropaulo restabeleça a ligação elétrica. Não é possível que numa cidade grande como São Paulo nós precisemos ficar 48 horas sem energia por causa de um temporal. 
 
Danielle Sanches e Lucas Bessel 
carolmoliveiram@gmail.com 
São Paulo 

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REPOSIÇÃO DAS ÁRVORES

Quando novas árvores serão plantadas no lugar das que caíram em São Paulo? Eu sugeri à Prefeitura que começasse o plantio no aniversário de São Paulo, com 461 mudas, bem crescidas, num plantio planejado. Seria muito significativo para São Paulo se o novo presidente da Câmara, vereador Antônio Donato, e o prefeito Fernando Haddad (PT) pegassem na enxada e deixassem cair na terra sentimentos de amor e esperança pela cidade, com esse ato ecológico. Na Rua Maria Paula, bem próxima à Câmara, também tem espaço para novas plantas.

Devanir Amâncio 
devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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NO PAÍS DA PETROBRÁS

"Se Cerveró está preso, Graça Foster também deveria estar", deixou bem claro Edson Ribeiro, advogado do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (14/1). O clima na estatal brasileira, se já não estava bom, agora é que promete ficar pior. Além das fortes quedas no preço do barril do petróleo, o argumento do advogado de Cerveró teve forte peso nas ações da empresa, durante o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No período da tarde, as ações preferenciais da Petrobrás registravam queda de mais de 3,68%, cotadas a R$ 8,64, enquanto as ações ordinárias registravam o valor de R$ 8,43, atingindo o menor patamar do dia. Somado a isso, o atraso na divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2014 da Petrobrás até o momento tem causado grande apreensão nos investidores. A assessoria de imprensa da estatal, em comunicado emitido na terça-feira (13/1), informou que a divulgação do balanço está longe das pautas da reunião do Conselho Administrativo da empresa. Em meio à onda de escândalos de corrupção que ganhou as manchetes dos principais noticiários econômicos internacionais, a Petrobrás, por ironia do destino, parece repetir a mesma estratégia arquitetada pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) na divulgação dos resultados das últimas eleição para a Presidência da República, em outubro de 2014. Foi tanta demora na apuração dos votos que, ao final, veio a surpresa! Dilma novamente no poder - a contragosto dos mais de 51 milhões de brasileiros que votaram em Aécio Neves. Enquanto o balanço não é divulgado, as ações da Petrobrás seguem fritando no calor de 2015, e desabando com as chuvas de verão. E agora? Enquanto não sai o resultado, o que será que nos aguarda no País das Maravilhas e no reino desencantado da Petrobrás?

Emanuel Angelo Nascimento 
emanuellangelo@yahoo.com.br  
São Paulo

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A PRISÃO DE CERVERÓ

O advogado de Cerveró disse que, se seu cliente foi preso, Graça Foster deveria ter sido também presa, pois ela igualmente transferiu bens para o nome de parentes tão logo estourou a Operação Lava Jato. Será que a defesa de Cerveró não sabe que Graça não será nunca presa por esse motivo, usando o linguajar de sua protetora e cúmplice, "nem que a vaca tussa"?

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  
                         
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CADEIA

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró já está atrás das grades. Como perguntar não é ofensa: por quantos dias ele permanecerá preso?

Virgílio Melhado Passoni 
mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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TRÊS NA FILA

Coitado, depois de um longo e cansativo voo (mesmo sendo na primeira classe) entre Londres e o Rio de Janeiro, a Polícia Federal (PF) prendeu na madrugada de quarta-feira, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, mais um ladrão da Petrobrás. Trata-se do sr. Nestor Cerveró, sim, aquele que obteve uma visão estereoscópica dos cofres da Petrobrás. O Brasil ainda espera a prisão de mais três: o picareta que por muito tempo presidiu a empresa e comandou de perto a roubalheira; dona Dilma, que presidiu o Conselho Deliberativo; e, finalmente, Lula, o capo di tutti i capi. Esse ultimo terá feito inveja a todos os chefes da máfia siciliana. Nosso país tem se destacado em superar várias aberrações mundiais graças ao Partido dos Trabalhadores (PT), que consegue agregar o que há de mais podre na política nacional.

Humberto de Luna Freire filho 
hlffilho@gmail.com 
São Paulo 

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SEVERIDADE

Se a Polícia Federal não for severa com Cerveró, será mais um que nunca mais se verá.
  
Armando Favoretto Junior 
malhamania@dglnet.com.br 
São José do Rio Pardo

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TARDE DEMAIS

Queria ter visto a prisão de Nestor Cerveró antes de viajar a Londres, provavelmente para sumir com indícios comprometedores de roubo na Petrobrás. Agora não adianta mais, principalmente porque nesta ele lavou, colocou alvejante e até amaciante em toda a sujeira surrupiada da Petrobrás, livrando a cara do mentor, a presidenta da Petrobrás e do Brasil! Agora não dá mais, né, Polícia Federal? 

Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SEM ENSAIO

Como fará Nestor Cerveró, se não deu nem tempo de passar na sede da Petrobrás para ser preparado, como na CPI da Petrobrás?

Moises Goldstein 
mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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FERNANDO COLLOR

O Ministério Público vai indiciar o senador Fernando Collor, do vigoroso e pujante Estado de Alagoas, por ter levado um troco do doleiro Alberto Youssef. Espero que, com a prisão de Cerveró, a coisa seja definida e a prisão, declarada a partir de fevereiro. Não só de Collor, prepotente e corrupto, mas de todos os petistas envolvidos, independentemente de cargo e posição neste ético governo mentiroso e baixo da presidente Dilma.
 
Antonio Jose Gomes Marques 
a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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BOMBA-RELÓGIO

À medida que avançam as investigações sobre o amplo esquema de corrupção montado na Petrobrás, envolvendo a participação de agremiações políticas e empreiteiras, torna-se cada vez mais próxima a explosão da bomba refratária que poderá incriminar dezenas de políticos beneficiados com a roubalheira  na estatal, que chega a dezenas de bilhões. Estima-se que a maior parte dos recursos desviados teve como principal destino o financiamento de campanhas eleitorais de candidatos pertencentes aos partidos que integram a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional. Tentando jogar para a galera e embolar o meio de campo, notícia vazada fruto de interesses políticos para tumultuar investigações tentou jogar no mesmo fosso o senador mineiro Antonio Anastasia (PSDB). O próprio advogado do doleiro Alberto Youssef negou que seu cliente tivesse "negócios" com o senador tucano. A partir da divulgação dos nomes dos congressistas beneficiados pelo esquema de corrupção, estará confirmada, mais uma vez, a relação perniciosa estabelecida nas principais esferas de poder. Nesse sentido, cabe ressaltar o que já se previa, o PT venceu a quarta eleição presidencial consecutiva, tentando se tornar partido tão longevo e corrupto no exercício do poder quanto o mexicano PRI. As palavras que nós, brasileiros, gostaríamos que fossem deletadas dos dicionários de nossos governantes políticos no ano que se inicia, para que os erros não se repitam novamente, são: corrupção, falsificação, aliciação, extorsão, desvios, fisiologismo, nepotismo, clientelismo, suborno, perversão, venalidade, canalhice, depravação, podridão, decadência, deterioração, conspurcação, degradação, cinismo, deturpação, devassidão, ilicitude, prevaricação, mentira e mais um punhado delas. Pedimos nada mais que a volta das esquecidas moral, honestidade, retidão e ética. Será pedir demais?

Turíbio Liberatto 
turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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MARTA SUPLICY CONTRA O PT

As declarações de Marta Suplicy expuseram as dissidências dentro do PT e serviram como uma confissão geral de que houve "malfeitos" (roubalheira generalizada) em todas as áreas. O que não entendi é a incógnita subliminar em sua declaração: "Ou o PT muda ou acaba". Ela prega isso mesmo colocando-se ao lado de Lula. Será que ela não entendeu que o PT é Lula, e vice-versa, com todos os seus "malfeitos", ou ela despreza nossa inteligência ao propor que o PT e, principalmente, Lula mudem seu modo de governar e rapinar?

Claudio Juchem 
cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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'OU O PT MUDA OU ACABA'

Meus cumprimentos a Marta Suplicy! Pela primeira vez alguém da cúpula do partido faz uma crítica realista e profunda sobre o PT. O Brasil não merece ser dirigido por incompetentes e que, para se perpetuarem no poder, fazem "o diabo".
 
Roberto Hungria 
cardosohungria@gmail.com 
Itapetininga

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NÃO FOI SINCERA

As recentes declarações de Marta Suplicy sobre seu partido e seus integrantes não são sinceras. Depois de tanto apoio e oportunidades que teve, chegam a ser injustas. Parecem mais choro de falta de oportunidades maiores. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira 
ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ORÁCULO CIRCUNSTANCIAL

Foi-se o tempo em que consultávamos o oráculo para saber o futuro do País. Hoje, a corrupção, o novo ministério da presidente Dilma, os cortes na Educação, a projeção do PIB, o aumento do custo de vida e a volta da inflação facilitam a previsão de um primeiro semestre marcado por passeatas, greves e, sobrepujando as divindades, com possíveis notações de impeachment.

Ricardo C. Siqueira 
ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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DIFÍCIL SINTONIA

O governo estimou para 2015 crescimento do produto interno bruto (PIB) de 0,8%. Nem bem se completaram apenas duas semanas neste ano, a pesquisa Focus, do Banco Central, demonstra o tamanho do pessimismo do mercado, que da estimativa anterior, de um PIB de 0,5%, derruba-a para 0,4%! E de quebra indica a inflação acima do teto da meta em 6,6%, e a taxa Selic em dezembro, de 12,5%. Ou seja, mesmo com uma equipe econômica nova, porém competente, a sintonia do governo com os agentes econômicos privados continua desnivelada. E a leitura que se faz é de que as contas da gestão federal estão tão desorganizadas e desfiguradas que até o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve estar por enquanto com dificuldade de prever com mínima segurança os rumos possíveis da nossa economia.

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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CADÊ A CREDIBILIDADE?

Honestamente, não acredito muito no sucesso (ganho de credibilidade, volta de investimentos produtivos) das medidas anunciadas, de aumento de tributos e de corte de direitos trabalhistas, que serão em parte derrubadas na Justiça. Os cortes de despesas foram cortes de vento no Orçamento. O que teria merecido credibilidade teria sido, por exemplo, o bloqueio de aumentos estapafúrdios em cascata de salários de parlamentares, do Executivo e do Supremo Tribunal Federal (STF), coisas que não ocorreram por medo de afrontar os poderosos. Foi mais fácil cortar R$ 2,00 no aumento do salário mínimo e nem sequer repor a inflação oficial na remuneração dos aposentados. Estes não têm como ameaçar o governo Dilma Rousseff. Por enquanto.

Ademir Valezi 
adevale@gmail.com 
São Paulo 

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SACO DE MALDADES

Gostaria de fazer um pedido ao ministro Joaquim Levy. Quando V. Ex.ª participar de uma reunião ministerial com Dilma Rousseff, observe por alguns minutos os demais ministros (38, se estiverem presentes) e me responda: as medidas que V. Ex. ª está tomando vão contribuir para o desenvolvimento do País ou apenas vão garantir mais quatro anos de corrupção?

Maria Carmen Del Bel Tunes 
carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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LEVY, UM 'DIABO' MAIS INTELIGENTE

Sobre a entrevista "'Levy é um 'diabo' mais inteligente" (10/1, B4), com Luis Carlos Mendonça de Barros, gostaria de esclarecer duas coisas importantes: Dilma não fez doutorado nem na Unicamp nem em qualquer outra universidade. Ela tentou fazer mestrado na Unicamp, mas não passou nem no exame de qualificação. E mais, a política mais heterodoxa defendida por alguns professores da Unicamp não é a mesma adotada pelo governo Dilma. A política adotada por ela foi uma política baseada no autoritarismo e na irresponsabilidade fiscal. A maneira como o sr. Mendonça de Barros abordou o assunto denigre a imagem da Unicamp, uma instituição séria e com excelentes profissionais. 

Maria de F. Cavalcante Tosini
mtosini@abbc.org.br 
São Paulo
 
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UM ESTRANHO NO NINHO
 
Que o PT e partidos aliados quebraram o País, isso já não é mais segredo, e não há mais como abrigar embaixo do tapete o rastro da podridão, o racha é visível, é lobo comendo lobo, só não é maior pelo simples motivo de que seus rabos estão entrelaçados. Será que o sr. Joaquim Levy, mesmo sendo um "diabo" inteligente, vai encontrar espaço e estômago para pôr ordem nesse inferno? Tomara que sim!
  
Antonio Santos Ramos 
toninhoramos47@gmail.com
Atibaia

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LEVY, MINISTRO RISADINHA 

Toda imagem em que aparece, o ministro da Fazenda da presidente criatura está rindo, como que feliz em preparar medidas econômicas para, como sempre, pagarmos a conta da mão grande dos políticos no erário federal. Parece coisa de sádico e faz lembrar um dito popular impublicável aqui, que diz "com cuspe e jeito a gente". E, no caso do "ministro risadinha", ele troca cuspe por sorriso. 

Laércio Zannini 
arsenezanini@gmail.com 
São Paulo

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POUPANÇA

Boas ideias não faltam ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Todavia, para aplicá-las, deve levar em conta a teimosia explícita da presidente Dilma diante dos contínuos desastres na condução econômica de seu primeiro mandato, por exemplo na poupança fiscal. E as dívidas e "custos" políticos eufemisticamente chamados sociais. O partido dos corruptos irá aceitar os cortes em prejuízo dos votos, que é o que os preocupa? Segundo o ministro, não continuarão as pedaladas e os crimes como na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e, quanto ao Banco Central, em financiar o Tesouro, como proíbe claramente a Constituição em seu artigo 164, parágrafo 2.º? A propósito, continuaremos até quando arcando com o custo de 1/3 da dívida interna de R$ 3 trilhões estocados no Banco Central, uma vez o mercado não ter aceitado quando ofertados pelo emissor admitindo exigir mais juros? Poupar, não desperdiçar recursos públicos não é a tônica deste governo petista, como se tem mostrado até na troca dos verdadeiros interesses e necessidades do próprio País, para atender à ideologia bolivariana financiando Cuba, Venezuela e "los hermanos" argentinos. Será que o ministro Joaquim Levy é quem irá mudar os interesses do petismo na manutenção do poder, sob risco em tornar-se o salvador da Pátria? Acredite quem quiser.
 
Mario Cobucci Junior 
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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MAIS IMPOSTOS

Este governo deve ter ódio da figura da Princesa Isabel, mas devem entender que a escravidão foi abolida em 1888. Chegou ao insuportável o pagamento de impostos.

Luiz Frid 
uiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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COMISSÃO DA VERDADE DE DILMA
 
A presidente pode começar pelo conserto das contas públicas, virar o jogo, atirar para o ar os laços com a "herança maldita", desvinculando-se das amarras petistas, que levaram o Brasil para o buraco, e tomar as rédeas de sua vida política, vindo a constituir-se uma nova líder pós-Lula.
 
Euclydes Rocco Junior 
emteatro@uol.com.br 
São Paulo

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GASTANÇA

A gastança da presidente Dilma é típica de uma dona de casa que sente compulsão pelas compras e cujo marido não consegue controlar. A esposa sempre gastando mais do que pode. Dilma já se pronunciou dizendo que o consumo "é vida" e que por isso estimulou a economia desonerando alguns setores de produção. Este fato trouxe um falso sentimento de crescimento que em curto prazo transformou-se em inflação. O ex-ministro Guido Mantega parecia um "laranja" da presidente. O programa econômico do primeiro reinado transformou-se num retumbante fracasso. Lamento muito que a presidente não tenha a humildade que todo grande estadista deve ter e escutar os especialistas antes de tomar decisões intempestivas.
 
Mário Negrão Borgonovi 
marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro 

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DAVOS SEM DILMA

A presidente Dilma não participará da reunião internacional em Davos, em seu lugar mandará alguém com um pouco mais de credibilidade para discutir assuntos que, certamente, nos interessam. Não vai porque talvez tenha receio de sua exposição após os escândalos que aparecem às pencas em seu governo, sobretudo o da Petrobrás. Assim sendo, optou por participar da posse do companheiro Evo Morales, na Bolívia. Para ela, o índio "cocalero" é mais importante, talvez rende mais, o que é lamentável. 

Alvaro Salvi 
alvarosalvi@hotmail.com
Santo André

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NO MUNDO DA FANTASIA

Dona Dilma Rousseff sonhou com Davos, mas, sem cacife para encarar, resolveu ir para a Bolívia fazer pose na posse do aspirante a ditador bolivariano, Evo Morales.

Sergio S. de Oliveira 
ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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ATITUDE TUPINIQUIM

Enquanto as maiores autoridades mundiais estarão em Davos, dona Dilma estará prestigiando o cacique da tribo vizinha. Assim não dá...

Roberto A. Tassi 
bobtassi@terra.com.br 
São Paulo

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GREVES E VENEZUELIZAÇÃO

É com uma misto de espanto e desprezo que leio reportagens sobre os protestos e até da tristeza de metalúrgicos demitidos. Que classe privilegiada é esta, para quem uma demissão em tempos de crise é inadmissível e inaceitável? Garçons, vendedores, frentistas, jornalistas e tantos outros profissionais estão sendo demitidos aos magotes e não se vê nenhum deles tratando o fato de outra forma que não como um fato normal. É desagradável, preocupante, chato, mas faz parte! Anormalidade é uma categoria para quem o emprego numa empresa privada é tratado como intocável, faça chuva ou sol. Já não bastam os famigerados funcionários públicos, donos de empregos vitalícios, que tornam nossa vida um inferno sempre que querem aumento de salário e, por menos, mais devagar e pior que façam, jamais são exonerados? Querem o quê, que carreguemos mais estes nas costas? Só falta essa! O máximo que os metalúrgicos conseguirão é que as fábricas vão embora do Brasil para países em que o "papai Estado" não interfira nos seus assuntos de gestão. A venezuelização do Brasil já é um risco muito presente. Os metalúrgicos em greve são a prova.

Maria Cristina R. Azevedo 
crisrochazevedo@gmail.com 
Florianópolis

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NOSSO DIREITO DE IR E VIR

Esta semana, mais uma vez, trabalhadores da Volkswagen e da Ford, comandados pelos sindicalistas, fecharam a Via Anchieta por mais de 3 horas. Entendemos que o direito de reivindicação destes trabalhadores demitidos é legítimo, até o ponto de não interferir na vida de milhares de outros trabalhadores que não conseguiram chegar a seu destino. É lamentável que tais sindicalistas continuem com os mesmos métodos dos anos 60, e inúmeros trabalhadores perdem seus empregos, enquanto os líderes sindicais, ao fim, ficam todos numa boa (vide Lula, Vicentinho, Jair Meneguelli, Luiz Marinho, etc., todos pertencentes a uma elite em nosso país, com cargos e salários de dar inveja a qualquer um).

Luiz Roberto Savoldelli 
savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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É SEMPRE ASSIM

Com o pátio abarrotado de automóveis em virtude de forte queda nas vendas, tem diretor de montadora achando ótima essa greve de metalúrgicos. A produção é interrompida e, lentamente, o pátio vai se esvaziando. Isso já aconteceu em outros tempos.

José Piacsek Neto 
bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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TORRES EÓLICAS NO NORDESTE

Surpreendeu-me a reportagem especial de domingo ("Nordeste é a nova fronteira elétrica", 11/1, B6) tratar somente de um aspecto, o do benefício da fonte renovável de energia - a eólica -, sem contudo entrar no aspecto ambiental. Ela é menos poluidora, sem dúvida, mas contribui para a poluição sonora e muito, basta ficar perto de uma das torres. Elas também se assemelham a fantasmagóricos espantalhos quando seu barulho afasta as aves da região, inclusive as migratórias, além das tartarugas que desovam nas praias onde as torres estão instaladas. O que me chamou mais a atenção, porém, foi o alarde da reportagem que fala de benefícios como empregos e de pagamentos para o aluguel das torres. Perto de outros países, os valores são esmola, e não há contribuição nenhuma das construtoras para mitigar o impacto com obras sociais nas comunidades, diferentemente de outros empreendimentos do gênero, que arcam com essas obrigações de cunho social. Quanto aos empregos, o número de trabalhadores contratados após a construção é ridículo. O pior: quando alguém não quer vender ou arrendar suas terras para a construção das torres, o governo está cedendo áreas de preservação natural, como no caso das Dunas do Capim, uma espécie de Lençóis Maranhenses, em Galos/Galinhos, no Rio Grande do Norte, onde a construtora está pronta para terraplanar as dunas.

Heitor Reali Fragoso 
h.reali@uol.com.br 
São Paulo

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UM FRACASSO EM 2016

Acorda, Brasil. Próximo dos Jogos Olímpicos em nosso país, em 2016, o novo ministro do Esporte, George Hilton, sem o menor constrangimento, teve a petulância de declarar para a imprensa que não entende nada do assunto da pasta que vai comandar. Chamo a atenção dos responsáveis pelas entidades que comandam nossos esportes, principalmente o atletismo, futebol, futsal, vôlei, judô, natação, tênis de mesa, surfe, etc. Olimpíada de 2016, um fracasso pré-programado pela presidente Dilma Rousseff que vai contar com a ajuda de George Hilton e seus seguidores.
 
Leônidas Marques 
leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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MINISTRO DO ESPORTE

Que capacidade de gestão pode ter um ministro que não paga sua fatura de cartão de crédito?

Osmair Mancini 
osmair_mancini@yahoo.com.br 
São Paulo

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CRISE MORAL
 
Conforme noticiado, o novo secretário de Esportes, Jean Madeira (PRB), do novo governo do Estado de São Paulo, quando era vereador da Câmara Municipal de São Paulo, apresentou seis notas fiscais com valores diferentes para pagamento de reembolso do mesmo serviço prestado ao seu gabinete. Dá para imaginar as fraudes que acontecem nos 5.570 municípios pelo País afora? E mais, a crise econômica, quando atinge um país, ela é passageira, porém a crise moral que a política brasileira atravessa no momento levará um longo tempo para ser superada.

Edgard Gobbi 
edgardgobbi@gmail.com 
Campinas

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A DÍVIDA DOS CLUBES

A Medida Provisória (MP) 656/14 trata, entre outras coisas, da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. A dívida dos clubes é de R$ 3,7 bilhões. Há menos de dois anos, era menos de R$ 2 bilhões. Como não fizeram nada, chegou ao valor atual, e a MP continua não fazendo. Não estabelece uma contrapartida por parte dos clubes. A proposta é de financiamento por 20 anos, inclusive abatimentos dos juros e multa. É uma verdadeira festa com o dinheiro público, pois deixou de ser recolhido aos cofres do Tesouro para atender a outras áreas do governo. A proposta é indecente e imoral. Independentemente do cenário econômico brasileiro para este ano ser dos piores, aprovar uma MP dessa é uma afronta e uma total falta de responsabilidade, de respeito para com a sociedade que paga seus impostos, e vai contra, inclusive, o discurso de cortes e austeridade do governo e em particular da presidente Dilma. Não sei por que essa dívida não é cobrada judicialmente e fica, ano após ano, crescendo, e o governo concedendo benesses.

Panayotis Poulis 
ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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'JE SUIS BRASIL'
 
O ataque ao jornal francês "Charlie Hebdo" é inaceitável e sua violência, indigna a todos. O mundo inteiro, especialmente os brasileiros, precisam tirar lições disso e manifestarem-se também em favor dos próprios interesses. São igualmente terrorismo e atos de lesa-humanidade fatos que infelizmente aqui se tornaram corriqueiros e que, impotentes, presenciamos perante autoridades inertes, como o queimar vivos dentistas e outras vítimas de roubos, latrocínios, torturas, sequestros, saidinha de banco, assalto a carros fortes, arrastões, o crime organizado e o próprio sistema carcerário estatal, que não cumpre com o seu dever de recuperar presos. Esse espetáculo de horror só existe em razão da falta de compromisso cívico e da maldita corrupção que grassa nos diferentes níveis da administração pública e da vida empresarial. A sociedade brasileira precisa também indignar-se com esses nefastos comportamentos e usar o seu poder de mobilização - assim como se fez em Paris em favor do jornal e da liberdade de expressão - para dar um basta a todas essas ações e exigir dos governos e das autoridades policiais-judiciais a justa e exemplar reprimenda. Não basta protestar contra o aumento na passagem de ônibus, xingar as autoridades ou depredar instalações. Há que se lutar com todas as forças contra a impunidade, a corrupção, as mortes, o sofrimento, o medo e os traumas sofridos pela população no estado de barbárie cada dia mais presente em nossa sociedade.
           
Dirceu Cardoso Gonçalves 
aspomilpm@terra.com.br
São Paulo 

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ESCOLHAS RELIGIOSAS E POLÍTICAS

Por trás do atentado em Paris e da questão de intolerância religiosa está a falta de discussão na sociedade sobre o que realmente queremos. Precisamos fazer escolhas e não decidimos. Liberdade religiosa OU liberdade de imprensa? Sim, as duas são incompatíveis, pois, se uma religião não permite o uso de imagens de seu profeta e a imprensa as publica, ambas não podem coexistir. Mas preferimos a hipocrisia de afirmar que, sim, todos podem conviver em paz, desde que respeitados limites. Oras, não há limite quando o fundamento de um é justamente a inexistência do outro!

Adilson Roberto Gonçalves 
prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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