Fórum dos Leitores

ENERGIA ELÉTRICA

O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2015 | 02h05

Muito cara

A energia elétrica no Brasil é a sexta mais cara do mundo; 80% da nossa energia é gerada por hidrelétricas, que na sua maioria já estão totalmente depreciadas; a hidreletricidade é a forma mais barata de geração de energia. Pergunta: por que pagamos tão caro o kWh? São os impostos, má administração mesmo ou os dois?

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Rombo e lógica perversa

Se já não bastasse o lamaçal de roubos e desmandos em que se encontra o governo do País, surpreende-nos a resposta da Aneel sobre o rombo de mais de R$ 20 bilhões no setor elétrico, a sempre lógica perversa na fala de um de seus executivos, "ou paga o contribuinte ou paga o consumidor", até 2017 o povo brasileiro vai cobrir o prejuízo bilionário e eleitoreiro criado por Lula e Dilma Rousseff. Hoje o brasileiro minimamente atento aos noticiários tem três certezas: Lula, Dilma e o resto das criaturas no poder estão arruinando o País, o Poder Legislativo nos abandonou e o Poder Judiciário nos ignora.

FÁBIO HADDAD

fabhaddad@ig.com.br

Campinas

Aneel

Lamentável, absurda e sem bom senso a afirmação do diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, referindo-se ao reajuste do preço da energia, de que ou o contribuinte paga ou o consumidor paga, não tem segredo. Quem define a política é o governo e a Aneel executa. Não esqueçam de votar no PT na próxima eleição!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A conta chegou

É bom irem se preparando para começar a pagar "bastante" mais cara a conta de luz. O governo Dilma foi um fracasso para a indústria de energia, por descontrole total. Supostamente experiente no setor, Dilma deixou obras atrasarem, usinas prontas sem sistema de distribuição e muitos outros descontroles e omissões prejudiciais ao crescimento do setor. O pior foi com as usinas já em funcionamento, que passaram os últimos anos mal administradas pelo governo e atingindo estágio de tão grande falta de recursos que a maioria passou a não mais fazer manutenção corretamente. Essa é uma causa dos apagões e das grandes falhas no fornecimento de eletricidade quando das tempestades. Mas o mais grave é que, para se reeleger, Dilma destroçou o sistema de energia brasileiro com o desconto dado aos consumidores na conta de luz. Uma enganação da presidente, que foi alertada na ocasião, mas, obstinada, faria qualquer coisa para ser reeleita, como fez. Com o colapso do sistema, o governo passou a suprir-lhe recursos, agravando as finanças públicas, o que foi proibido pela Justiça. Mas a presidente nem está se importando, pois foi reeleita, como queria. A população vai pagar caro por essa irresponsabilidade presidencial, nos elevados reajustes das contas que estão chegando. Se isso tivesse ocorrido mais cedo, decerto Dilma não voltaria ao Planalto. Ela sabia disso.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

CAOS EM SÃO PAULO

Desligar a Eletropaulo?

Sem eletricidade em casa desde segunda-feira, telefonei inúmeras vezes para a AES Eletropaulo, fui duas vezes à sua agência de Santo Amaro, recebi vários telefonemas da empresa e muitas promessas de atendimento rápido. Até agora, tarde de quinta-feira, nenhuma providência. O cabo danificado durante a chuva continua sem conserto. Se eu religar as chaves elétricas de minha casa, só entrará corrente de 220 volts e haverá um desastre. Dependemos de uma concessionária ineficiente, incapaz de atender ao consumidor e parecida com as piores estatais. Seria hora de cassar a concessão?

ROLF KUNTZ

São Paulo

Fiação enterrada

Em meio a todo este caos pela queda de árvores e, como consequência, falta de luz, acho que está na hora de o tema "enterrar os fios" voltar à carga. Creio que se a Eletropaulo tivesse cumprido suas metas hoje nós não teríamos quase nenhum problema desse tipo. Não só neste momento de grandes tempestades, mas durante o ano todo, quando as raras chuvas caem, temos problemas pontuais de queda de energia elétrica pelo fato de os fios não estarem enterrados.

JOSE GHIOTTO NETO

joseghiotto@terra.com.br

São Paulo

Obras e votos

Obra que não dá voto fica engavetada, verdade verdadeira. No Brasil toda obra, mesmo que necessária, como arrancar árvores condenadas, que por estarem podres e infestadas de cupins põem em risco a vida humana, não é feita e fica na gaveta simplesmente por não dar votos. O que os políticos adoram mesmo é inaugurar estação de metrô, creche em avenida. Agora, arrancar árvores condenadas, aterrar a fiação, que são duas das principais causas do corte de fornecimento de luz na cidade de São Paulo, fazer galerias para o escoamento das águas pluviais e novas represas... Ah, isso fica para a próxima gestão!

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Árvores perigosas

Além de retirar as árvores condenadas (15/1, A3), é imprescindível que a Prefeitura paulistana retome as podas anuais, como era feito antigamente, incluindo voltar a aplicar proteção em seus troncos contra pragas. Dessa forma haverá um rebaixamento das copas e as árvores saudáveis ficarão mais equilibradas - e a cidade, mais protegida em época de ventos e chuvas. É também necessário só fomentar árvores nativas de porte pequeno e médio, adequadas às zonas urbanas. Temos um grande problema com as falsas seringueiras, ou fícus, importadas, que atingem alturas, troncos e raízes desmesurados, que não param de crescer e já requerem a ajuda dos veículos do Corpo de Bombeiros para sua poda. Já está em tempo de a Prefeitura encarar esse grave problema, conscientizar a população e retirar as perigosas falsas seringueiras da cidade, substituindo-as por árvores nativas de porte médio, simplesmente.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Crise hídrica

A cidade de São Paulo deveria seguir o modelo utilizado em Nova York, em que a prefeitura efetua pagamentos aos proprietários rurais que preservam as nascentes dos rios que servem à cidade. Ao invés de punir e multar, os nossos governantes deveriam estimular a preservação das nascentes por meio de bonificações e prêmios ou até mesmo isenção de tributos para quem preserva.

SERGIO DE AZEVEDO BARROS

sergioazevedobarros@hotmail.com

Dourados (MS)

GRAÇA FOSTER NO PODER

O atual ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, garantiu ontem (15/1) à imprensa que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, deverá permanecer no comando da empresa, afastando assim os rumores de que Henrique Meirelles assumiria o seu posto. A fala do ministro, ontem, soou quase como uma bomba para os investidores da Petrobrás, já que desde fevereiro de 2012, quando Graça Foster assumiu a presidência da petrolífera, as ações da estatal praticamente afundaram em meio aos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lavo Jato, comandada pela Polícia Federal (PF). Cotada à época acima dos R$ 20,00, as ações despencaram nesse período atingindo valor em torno da casa dos R$ 8,00 - o menor patamar desde 2005. A piada do dia ficou por conta do que o ministro ainda acrescentou, ao afirmar que acredita que Graça Foster é a pessoa mais adequada para realizar a limpeza na estatal e acabar com a corrupção. Mas essa fala do ministro não deveria causar espanto nenhum! Tampouco "graça"! Afinal, se até a presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que praticamente jogaram a imagem do País na lama desde o mensalão até o petrolão, disseram que não viram nada e não sabiam de nada, e ainda assim ambos permaneceram com o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder, não seria diferente, no País das Maravilhas, que Graça Foster também se mantivesse no poder, à frente dessa lambança nacional. Dorme com um barulho desses!

Emanuel Angelo Nascimento  emanuellangelo@yahoo.com.br  
São Paulo

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A PRISÃO DE CERVERÓ

O ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró foi preso no aeroporto do Rio de Janeiro, quanto retornava de uma viagem de Londres. Antes mesmo de chegar à sede da Polícia Federal de Curitiba, seu advogado deu declarações dizendo que Graça Foster também deveria ser presa. Advogado competente e contratado a preço de ouro, sabe que a melhor defesa é o ataque. Mas, mesmo tendo um bom advogado, caindo a ficha de Cerveró de que ele está tão enrolado quanto seu amigo Paulo Roberto Costa, será que vai aderir à delação premiada também? Será que terá informações importantes a acrescentar nas investigações da Operação Lava Jato? Será que está disposto a cancelar a transferência de seus bens, e restituir parte do dinheiro desviado nas corrupções praticadas por ele para os cofres públicos? Os próximos dias serão muito importantes para ele repensar suas atitudes. Mesmo estando muito quente, talvez ele saiba o que é um banho frio no inverno. Cenas do próximo capítulo.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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O SILÊNCIO DO EX-DIRETOR

O advogado de Nestor Cerveró disse que quem deveria ser presa é Graça Foster, presidente da Petrobrás. Também acho, inclusive Renato Duque e peixões de outras construtoras. Ocorre que Cerveró por várias vezes teve oportunidade de falar o que sabia. Ele optou por ficar calado, poupando a si e a turma do PMDB, entre outros. Tanto ele quanto Graça foram flagrados transferindo imóveis para o nome de familiares, providência que deve estar sendo tomada pelos que estão em liberdade. Nossa Justiça dá tempo de sobra para os ladrões fazerem seus roubos e esconderem seus produtos. A mentira tem pernas curtas, mas isso parece não valer para o PT, partido dos trambiqueiros. Se Cerveró tivesse dito tudo o que sabia, estaria livre de pagar uma fortuna para ser defendido. Ou o que levou lhe garantirá uma defesa, embora cara, compensadora? 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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DILMA, ESCUDO DE GRAÇA

Há coisas que são próprias do país da jabuticaba. O advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, definiu com uma pergunta a petulância deste governo petista: "Se o MPF pediu prisão para o Nestor, deveria pedir para a Graça, se não o fez, então está prevaricando". Dizia a manchete de primeira página do "Estadão" de ontem: "Corrupção na Petrobrás não foi estancada". O cheque em branco dado a Dilma para mais quatro anos de rapina dá a esta malta a garantia de impunidade, e todas as instituições, sejam de primeiro ou de segundo escalão, estão totalmente aparelhadas. Consagrada pelo pensador francês Montesquieu, a teoria dos Três Poderes independentes, Executivo, Legislativo e Judiciário, é coisa para francês ver. No Brasil só existe um poder, que é o Executivo. De forma ultrajante, submete o Legislativo e, covardemente, nomeia os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), numa flagrante coação indireta nos julgamentos de interesse do governo. Joaquim Barbosa, para não se transformar em mais um Celso Daniel, renunciou depois de colocar a cúpula do PT na cadeia. Hoje, a maioria está livre sem pagar a multa estabelecida. Quem acreditar em que estes bucaneiros da Petrobrás serão condenados e presos é porque acreditam que o conde Drácula doava sangue. Enquanto isso, a salvação da Pátria arrombada será o arrombamento dos nossos bolsos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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OS BENS DE CERVERÓ

A defesa de Cerveró justificou a venda de bens para familiares a preços subfaturados. Informa que ele sofre dificuldade financeira, por isso a realização rápida de bens. Pergunto: o preço é só para familiares, ou qualquer mortal pode comprar os bens desse senhor? Eu quero! Outra pergunta: o valor pago pelos familiares foi financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida?

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net
São Paulo

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FAZENDO CONTAS

A conta de Nestor Cerveró não fecha. Como ele não recebeu nenhuma herança milionária, com apenas os vencimentos recebidos na Petrobrás, mesmo que muito bem administrados e aplicados, não daria para ele ter amealhado o enorme patrimônio descoberto em seu nome, sem que ele tenha recebido muita, mas muita propina mesmo. Nem precisava da delação do seu colega de diretoria Paulo Roberto Costa para verificar isso. É só fazer uma simples conta.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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O ESQUEMA DAS PROPINAS

Agora surgiram as Sociedades de Propósito Específico (SPEs), criadas pela Petrobrás para burlar a legislação. Alguns projetos foram tocados por essas empresas, do gasoduto Gasene, por exemplo. E surge agora a denúncia de executivos de uma das empresas de que foram pagos R$ 11 milhões em propinas a diretores da Petrobrás, entre eles Pedro Barusco e Renato Duque. Maravilha. Recebiam propina pelos contratos diretos com a Petrobrás e indiretos pelas SPEs. Aliás, o nome das empresas é sugestivo: sociedades de propósito específico, ou seja, específico para pagar propina, mas "não somos ladrões", certo? Espanta-me, até agora, o corpo de funcionários da Petrobrás não fazer nada, ou sua associação representativa não fazer nada, e, quando há algum movimento na porta do edifício-sede, não aparece ninguém. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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NOVA DIRETORIA

O diretor para combate à fraude na Petrobras é da cota de quem: Sarney? Lobão? Renan? Lula? Gabrielli? Dilma? Agora vai!

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br 
São Paulo

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COLLOR E O PETROLÃO

A volta de Fernando Collor às páginas policiais dos jornais nos faz perguntar por que o Brasil é tão bonzinho com seus criminosos. Um sujeito que foi presidente da República, cassado por corrupção, deveria ser banido da vida pública para sempre, e não por apenas oito anos. Em muito breve o Brasil assistirá, estarrecido e impotente, à volta triunfal à vida pública de cada um dos criminosos condenados no mensalão. O quê o País ganha com isso? 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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CADÊ A OPOSIÇÃO?

A oposição não pode parar de martelar e esperar que o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e os procuradores façam o trabalho sozinhos. A fraude eleitoral não está nas urnas eletrônicas, está, sim, no caixa de campanha com recursos da corrupção, na propaganda enganosa de um mundo cor de rosa ao qual se seguiu o inferno que estamos vivendo. E tome vexames no Enem, e tome mortes nas filas do INSS, e tome corte de benefícios previdenciários e aumento de tarifas e corte de serviços. A primeira de todas as reformas é a eleitoral, pois é a legislação atual que permite a perpetuação do poder nas mãos dos que amam os bens públicos não para cuidá-los, mas para deles se apropriar. A Nova República cedo envelheceu. 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com  
Salvador

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O ENEM DA PÁTRIA EDUCADORA

Criado em 1998, na gestão FHC, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma pedra no sapato do governo Dilma, já que na sua campanha eleitoral, como um mote exclusivamente demagógico, pregava a promessa de que num segundo mandato levaria esta maltratada nação à condição de uma Pátria Educadora. Ledo engano! Esta Pátria, literalmente deseducada nos governos de Lula e de Dilma, e até por questões éticas, o desempenho deste último Enem, que o Ministério da Educação (MEC) acaba de divulgar, indica que 529.374 estudantes tiraram a nota zero em redação. Ou, 8,74%, entre os 6.193.565 participantes. Deste total, ainda para nossa indignação, apenas 250 estudantes conseguiram a nota máxima. É uma vergonha! E em Matemática, matéria tão importante para o desenvolvimento de um cidadão, outro vexame: em 2013 a média conquistada pelos estudantes em Matemática foi de 514,1 pontos e, em 2014, ridículos 476,8 pontos. Ou seja, regredimos. Fica, assim, mais do que evidente que é um delírio de marketing de quinta categoria idealizar transformar esta terra tupiniquim numa Pátria Educadora, jamais Dilma terá capacidade de entregar o que prometeu. Mesmo porque a presidente é cúmplice de um governo que em 12 anos no poder nada de extraordinário fez para melhorar o nível educacional dos filhos desta infelizmente "Pátria Deseducadora".

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O RESULTADO DO ENEM

Já que tivemos um resultado pífio do Enem 2014, concomitante ao lançamento pela digníssima presidenta Dilma do lema "Brasil, Pátria Educadora", que tal ressuscitarmos o plano "Mobral"? Quem sabe nossos jovens aprenderiam a ler e escrever. Mobral - Movimento Brasileiro de Alfabetização, criado em 1970, cujo objetivo era erradicar o analfabetismo.

Paulo Cesar Ferrari pferrari@zilor.com.br 
São Paulo

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EDUCAÇÃO E VERGONHA

Passamos o réveillon no Guarujá, tudo muito bonito, segurança, praia limpa. Mas o que será de nossa juventude? Nas madrugadas, muita bebedeira, drogas, chutes em sacos de lixo, etc. Crianças de 14, 15 anos pela rua, meninas nos braços de marmanjos, uma vergonha. Daí vêm as notas do Enem, nossos futuros médicos, dentistas, engenheiros, etc. 

Wilson R. Marques da Silva Wilson wrms54@yahoo.com.br 
Leme

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O BRASIL DE 'MARCHA À RÉ'

Ao ler "PT, a evolução do atraso" ("Estadão", 13/1, A2) e "a única coisa que evoluiu... foi o atraso" (idem), desencarna-se a figura do mítico Lula, despindo-o dessa auréola de "salvador da Pátria" para o de pai do engodo e da mentira. Cai-nos a talho e a propósito a "Teoria do Medalhão", de Machado de Assis, que trata do diálogo entre pai e filho, após o jantar comemorativo de 21 anos de seu pimpolho. (A portas fechadas) o pai (com grande intuição das massas) incentiva o filho a tornar-se Medalhão, ou seja, alguém que consegue conquistar riqueza e fama, só na lábia (por acaso alguém conhece sujeito parelho a este?). Lula, quer dizer, o pai, passa a tecer a milagrosa teoria de como iludir os pobres, enganar os ricos e ficar milionário e famoso. Regra um, mudar os hábitos e costumes - anulando gosto e opinião pessoal. Regra dois, manter-se sempre neutro perante tudo, possuir um vocabulário limitado, conhecer pouco e sempre preferir um humor mais simples e direto ao invés da ironia. (Para entender a ironia, precisa inteligência, raciocínio ou construção imaginativa.) Regra três. Reparta sempre a rapina; e sempre tire a sardinha da chapa ardente com a mão do gato;  nunca saber de nada. Negar sempre. Após muitos outros conselhos, o pai termina a conversa admitindo que suas palavras têm certa semelhança com a obra "O Príncipe", de Maquiavel, e diz, meu filho, pense nisso, comigo deu certo! Desse receituário irônico, Machado de Assis retrata os caminhos que vão do zero à esquerda, a "Medalhão". Da mata bravia a Brasília, fútil e próspero, com a aniquilação do indivíduo em favor de uma imagem e posição social considerada privilegiada. Eis por que estamos estagnados e de marcha à ré engatada. Salve-se quem puder - que o diga dona Marta Suplicy.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br
São Paulo

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A ESTRATÉGIA DE MARTA SUPLICY

Desculpem-me os incautos se não me deixei impressionar pela entrevista da senadora Marta Suplicy ao "Estadão" (11/1). É que José Sarney me fez ouvir a mesma cantilena quando bandeou-se em 1979 da Arena para o PP (Partido Popular) de Tancredo Neves - posteriormente fundindo-se ao PMDB -, e deu no que deu. A senadora Marta me aborrece com sua vassalagem, sua adoração ao quase divino Luiz Inácio. Agora, e só agora, demonstra sua indignação e/ou frustração com "os rumos do PT"? Rejeita Aloizio Mercadante e Rui Falcão, mas Gilberto Carvalho é o amigo do peito? Petrolão vale, mas e o mensalão? Que mensalão? Tal qual Sarney, busca uma saída legal - embora patética e cheia de contradições - de um partido que vai se afundando, como afundou a Arena, apenas para garantir sua sobrevivência política e viabilidade eleitoral. Mais do mesmo.

Marco A. M. Bettega mambtga@hotmail.com 
Santos

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'OU O PT MUDA OU ACABA'

Não sei por que tanto barulho com as declarações de dona Marta. Ela nunca disse coisa com coisa e, como se sabe, o PT faz tempo que morreu. Só falta enterrar. A novidade seria ela denunciar os desmandos de seu partido quando era prefeita de São Paulo, ou quando titular da Cultura. Mas aí não poderia ser candidata em São Paulo, não é mesmo?
 
Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br
São Paulo

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ANATOMIA

A fala de Marta revela o que é o PT, um Frankenstein político. Mas sem aquele parafuso, o da vergonha...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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'A VERDADE DE MARTA DÓI'

Eliana Catanhêde, no "Estadão", diz: "A verdade de Marta dói". Podemos dizer também que as "mentiras" de Marta Suplicy, que nós, paulistanos, conhecemos de longa data, também doem. Doem na alma e no bolso. Depois de sua desastrosa administração à frente da Prefeitura de São Paulo, quando deixou viadutos recém-construídos caindo, enchentes sem solução, PCC tomando conta da cooperativa dos perueiros, fora a troca "ilegal" de um grupo escolar num dos mais valorizados bairros de São Paulo, por um terreno na estrada Raposo Tavares que de nada interessava ao município, tendo como moeda de troca pela incorporadora a compra de sua residência no Jardim Europa. Fez pedaladas e mais pedaladas para não precisar responder pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e até hoje o município está sem verba para o básico dos básicos. Muito engraçado ver a "Martaxa" bancando a íntegra e honesta, denunciando ministros, etc., sempre de olho em voltar a brilhar. Seu sonho sempre foi chegar à Presidência do Brasil! Que o povo nos livre dessa praga. Amém! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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A CRÍTICA DE PADILHA

Pensei que Alexandre Padilha já tinha até morrido, sumido que está. Deveria se pronunciar sobre as lindas e maravilhosas palavras de Marta Suplicy sobre o PT, em vez de apontar o que Geraldo Alckmin fez de errado. Com que moral este perdedor amigo dos irmãos Castro, de Cuba, quer falar de alguém? E ainda mais sendo do PT?

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br 
São Paulo

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A CRISE HÍDRICA EM SP

A escassez de água na Região Sudeste tem vários culpados, particularmente na capital paulista. É lógico que a falta de chuva é uma delas, porém a cultura da infinitude dos recursos naturais, combinada com o comportamento perdulário da população, tem uma grande parcela de responsabilidade. A população mundial não havia chegado ao primeiro bilhão ao final do século 19, mas, depois de multiplicar por mais de seis em cerca de cem anos, pode-se compreender que a falta de água é a resultante de uma equação de várias incógnitas, como, por exemplo, o desmatamento desenfreado, a falta de proteção das nascentes, a falta de educação ambiental da população, o descaso com o meio ambiente, dentre outras. Creio que o governador Geraldo Alckmin está absolutamente certo em multar os esbanjadores de água. 
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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MENTIRA

Chove e inunda tudo aqui e acolá, só não chove no Sistema Cantareira. O homem público brasileiro, para o bem ou para o mal, tem o DNA da mentira incorporado em seu perfil.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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DILMA EM DAVOS

Tudo indica que a presidente Dilma não vai ao Fórum Econômico Mundial em Davos, mas vai à posse (terceira) de Evo Morales, presidente da Bolívia. Para quem conhece Dilma, não tem nada de estranho, é uma escolha pessoal. Ela vai ao ambiente onde se sentirá melhor, porque vai ser rodeada, paparicada, prestigiada. Em Davos, ela seria ignorada, abandonada e ficaria sem alguém para conversar. Sabe como é, falar bem outras línguas, além da nativa, é de suma importância nessas ocasiões. Com intérprete a tiracolo, ninguém lhe dá muita atenção.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br 
Piracicaba

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FALTA DE VISÃO

A ida à Bolívia em detrimento de Davos faz parecer que nossa presidente vive no "mundo da Lua". Diz que prefere retribuir a gentileza de Evo, que veio à sua posse. Acontece que o Brasil para Evo não se resume a Dilma nem ter que ver só com ideologia. Existem razoes financeiras importantes que o fizeram vir para cá na ocasião. Motivos que contribuem para que a Bolívia ostente um crescimento de PIB maior que o do Brasil, o que finalmente mantém seu prestígio político interno.  O exemplo de falta de visão de prioridades da presidente Dilma explica sua insensibilidade ao aprovar aumentos de impostos, no que já somos campeões, em detrimento da diminuição de gastos da administração pública brasileira e do combate real à corrupção. Para aumentar impostos, basta uma canetada, para diminuir gastos, há que se enfrentar ônus políticos da base que a sustenta. Não enxergando alternativas e fazendo valer seu conhecido voluntarismo, opta pela solução mais fácil. Veremos a resposta nas ruas.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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ESCOLHA

Ir para La Paz para ser exaltada ou ir para Davos passar vergonha? Claro que quem conhece a presidente Dilma Rousseff saberia facilmente a resposta. O Brasil que se dane...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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O BRASIL NÃO É DILMA

Como diria um gozador, amante de paradoxos, a ausência de dona Dilma em Davos "preenche uma lacuna". Um alívio para os demais participantes e para nós, brasileiros, pelos micos que deixaremos de pagar. Para que todo o mundo saiba, Brasil n'est pas Dilma.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br  
Salvador

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MISSÃO DE DIÁLOGO

A nossa presidente não vai Davos pela "marolinha" da economia. Ao invés de ir à posse do presidente da Bolívia, já que ela acha o diálogo tão importante, deveria ir à Indonésia tentar libertar o brasileiro condenado lá à pena de morte.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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CORREDOR DA MORTE

É inaceitável que o brasileiro Marco Archer Moreira Cardoso, 53 anos, venha a ser executado na Indonésia no próximo sábado. Ele já está preso naquele país desde 2004, por tráfico de entorpecentes. Já pagou ene vezes pelo crime cometido, por passar mais de uma década preso num país estrangeiro, com outra língua, cultura, costumes, a milhares de quilômetros de casa. Sua mãe morreu no Brasil durante seu longo período de prisão. Se a pena de morte já é uma aberração e se condena por si mesma, por ser um crime cometido pelo Estado contra o cidadão, mais ainda quando aplicada a um estrangeiro. Após mais de dez anos preso na Indonésia, ele deveria ser deportado para o Brasil e ponto final. A Indonésia revela-se um país bárbaro, atrasado, atávico e que não respeita os direitos humanos. Torço para que a presidente Dilma Rousseff consiga, pelas vias diplomáticas, cancelar até sábado a execução bárbara de Marco Archer, que já pagou bem caro pelo seu erro e agora deveria voltar para casa.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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EXECUÇÃO

A execução marcada para sábado, na Indonésia, por fuzilamento por tráfico do brasileiro Marcos Archer Cardoso Moreira é triste, mas não é novidade. É assim que aquele país age com maciço apoio da população diante dos traficantes. Não vale questionar se é certo ou errado, porque é uma lei deles, e, como todas as leis, é para todos, visando a preservar a sociedade local dos malefícios causados pelas drogas e não raro aproveitando a ingenuidade estimulando o consumo pelas novas gerações. Aqui ocorre ao contrário com a maconha, primeiro passo para outras drogas mais fortes, chegando ao extremo de passeatas e apoio de políticos como FHC em favor da liberação da erva, e ainda aproveitando do fato de em alguns e específicos casos ela possa ser utilizada como medicamento. A ocorrência com um cidadão brasileiro, por mais que possa doer, não deixa de ser uma lição àqueles que não acreditam em sérias consequências com penalidades, não raro fatais, em países onde a droga é considerada perversidade à sociedade.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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EXTREMISMOS

Muito se tem falado sobre o fanatismo de extremistas que causam morte e destruição em massa. Mas não vejo nem ouço nada sobre o fanatismo das nações que gestam e abrigam essas pessoas: a comunidade internacional parece totalmente apática, condescendente com regimes como os da Arábia Saudita e Irã, entre vários outros, cujas práticas institucionais bárbaras fomentam, justificam e até premiam com o Paraíso atos de violência e terror. Por que nem sequer se cogitam sanções aos países que literalmente produzem essas pessoas e que são, em última análise, responsáveis por suas ações?

Maria Julia Pacheco de Castro feliciaemana123@gmail.com 
São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Vários articulistas, dos mais diversos meios de comunicação, criticaram o fato da nossa sociedade não demonstrar cabalmente, por meio de passeatas, a repulsa aos ataques da semana passada em Paris. Eles se esquecem, porém, de que nossa sociedade, não tão sofisticada como a francesa ou a alemã, vive outras mazelas, as do dia a dia, que aquelas não sofrem, como a falta de água, luz, meios de transporte dignos, enchentes, secas, dignidade no SUS, etc. Enfim, povo que se preocupa, de certa forma, ainda com a própria sobrevivência. Já bastam os nossos "terroristas", que temos de sobra, a grande maioria políticos que usufruem do poder em causa própria, desviando recursos bilionários que poderiam salvar não uma dezena, mas milhões de vidas. Quem deveria se indignar mesmo com o ataque em Paris, mandando representante graúdo, pelo menos, para a caminhada de chefes de Estado nas ruas daquela cidade, era a nossa presidente. Mas, como é de praxe, ela relega a política externa ao último plano.

José E. Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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A REVOLTA DOS ISLÂMICOS

A charge do "Charlie Hebdo" desta semana mostra um criminoso terrorista enfeitado de "religioso islamita". E os chefes igrejeiros estão dizendo que se está satirizando Deus? Que deus, senhores islamitas? O deus dos terroristas e criminosos? Os senhores de fato têm de se explicar à humanidade, estão ou não estão por trás desses criminosos políticos, de guerra e simples criminosos mesmos?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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EQUIDADE

Aos atentados na França, todo o repúdio possível. Porém, o "Charlie Hebdo", que se especializou em ridicularizar as igrejas, por crerem em algum deus, deveria saber que o ateísmo, por descrerem de todos eles, também é uma delas, a qual, por equidade, deveria ser tema de suas charges, o que minimizaria a indignação dos radicais.

Luiz Ferreira dos Santos fersantos30@terra.com.br 
Presidente Prudente 

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O DISCURSO DO PAPA

"Liberdade de expressão não dá direito de insultar o próximo", disse o papa. Todo insulto deve ser retratado por meios legais, e não por assassinatos coletivos. É assim que funciona o mundo civilizado. E, por falar em assassinato coletivo, a Igreja Católica deveria se retratar e admitir sua culpa nos milhões de assassinatos durante as Cruzadas, a Inquisição e na catequização dos índios no Brasil - somente nesse episódio foram mais de 500 mil índios assassinados. Deveria se retratar por ter dizimado o Império Inca e Maia para introduzir suas crenças e convicções. Isso, sim, é insultar o próximo.
 
Armando Favoretto Junior afjsrf@ig.com.br 
Sao Jose do Rio Pardo 

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DOIS PESOS
 
O comediante Dieudonné MBala MBala, negro, muçulmano, já foi processado e multado por alegado "antissemitismo", por fazer piada de judeu, e, agora, foi preso na França apenas por exercer novamente a sua liberdade de expressão tal qual pratica o "Charlie Hebdo", para muitos um jornal racista, cujos chargistas, brancos e europeus, nunca foram multados ou presos por antiarabismo ou anti-islamismo, o que talvez tivesse evitado toda essa tragédia. Vergonha, França! Dois pesos e duas medidas! Sugiro a frase "Je Suis Dieudonné" em favor não da hipócrita, mas da verdadeira liberdade de expressão.
                     
Mauro Fadul Kurban maurofkb@gmail.com
São Paulo

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SILÊNCIO INCENTIVADOR
  
É preciso, é fundamental, focar as atenções nos clérigos islamistas. O silêncio conivente dos líderes espirituais islâmicos alcançou seu clímax no atentado ao "Charlie Hebdo". Não se vê no noticiário nenhum líder religioso islâmico se pronunciar com vigor contra as mortes. Isso é normal? Matança e violência, praticadas por extremistas, são, dessa forma, incentivadas e sancionadas por esse silêncio. Por que a mídia não entrevista líderes religiosos islâmicos? Pode, então, o Ocidente conviver com o atual islamismo que incentiva, mesmo que de forma indireta, matanças e violências? Talvez este seja o momento ideal para revisar o islamismo e o seu relacionamento com o Ocidente.
  
Marcio Moitinho Malta malta.contatos@gmail.com 
São Paulo

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TOLERÂNCIA

Li atentamente a edição de quarta-feira do "Estadão" e percebo cada vez mais a campanha laicista adotada pelo jornal: no artigo de José Nêumanne, o autor defende o direito de blasfemar; na reportagem sobre a nova edição da "Charlie Hebdo", comenta-se que os sobreviventes da revista fizeram charges ironizando o papa e insinuando que as freiras pensam em sexo, fora mais uma charge de Mohammed (Maomé) que enfureceu ainda mais os muçulmanos; o mesmo direito de blasfemar é citado na crônica semanal do professor dr. Roberto da Matta (embora o eminente professor faça um adendo alertando sobre o perigo de o laicismo radical ser intolerante). Aqui não quero defender a volta da censura. Não, nada disso! Mas alerto que neste momento noto que laicistas radicais e fundamentalistas religiosos estão fechando questão nas suas posições extremadas, cada um pensando que o outro precisa aceitar na íntegra seu ponto de vista sem concessões. Porque "o meu modo de viver é o ÚNICO CERTO". Isso é loucura! Aos ateus radicais da "Charlie Hebdo" e aos islâmicos radicais falta muito: aceitar o contraditório, aceitar que existem pontos em comum que precisam ser aceitos por todos, liberdade de expressão e respeito pelo contraditório, liberdade religiosa e a aceitação do bem comum como base do convívio social e entender que tanto o ateísmo radical quanto o fundamentalismo religioso radical sufocam a sociedade. Pensar em termos de doutrina social da igreja e de diálogo ecumênico é tão difícil assim? 

Edison Minami ediminami@gmail.com
São Paulo

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OPORTUNISMO

Impressionante o oportunismo de determinadas pessoas ou segmentos sociais para se apropriar de fatos relevantes como, agora, "je suis Charlie". Como anteriormente em atitudes contra escritores, desenhistas, editores, etc., vândalos, bestas alucinadas, usam o Corão como pano de fundo para a prática de atrocidades. Esses atos se assemelham aos frequentes assassinatos reles, imotivados, em nossas calçadas, em nossos veículos, diante dos quais nos acostumamos, amortecidos e anestesiados. E nossa conduta social irresponsável (conivente?) até releva a pena ou a identificação do criminoso por ser "de menor". Em "je suis Charlie", como nas ameaças e violências precedentes, os alucinados querem calar o Ocidente. Calar pelo medo. Pela violência suspensa no ar. Os "chefões" atraem as pessoas de fácil convencimento, crédulas, semelhantemente à cooptação pelo tráfico nas favelas, ou pelas religiões que "vendem" milagres até pela TV. Esse fenômeno não desqualifica os muçulmanos, os conhecidos cristãos ou os moradores das favelas e comunidades de baixa renda. A organização dos alucinados não depende de grande estrutura. Eles espreitam se valendo da fé levada pelo Corão. E na mesquita improvisada encontram seus "soldados", que atendem a um "chamamento" e agem por conta própria na Europa, na América e nos arredores. Assim, transmitem a sensação de uma ampla organização. Como o tráfico. São letais, como o tráfico, porque estão drogados. Não por uma substância, mas por uma dominação mental. Completamente diferente, foi a ocupação da Palestina pela guerrilha judaica para formação de Israel, finalmente reconhecido como Estado pela ONU. Agora, a ONU necessita aprovar o país da Autoridade Palestina. E Israel deveria apoiar o mesmo benefício que lhe foi concedido. Assim - com as personalidades de Israel e Hamas de braços dados na manifestação de Paris "je suis Charlie" -, marchamos pelo debate e pela convivência em paz. A análise parcimoniosa dos problemas permite encontramos uma solução.

Fabio Gino Francescutti fabio565@oi.com.br 
Rio de Janeiro

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'OS ESQUERDOPATAS'

Quero cumprimentar o professor Denis Lerrer Rosenfield (12/1, A2) pelo artigo corajoso em que colocou o dedo na ferida nas incoerências da esquerda mundial e, particularmente, na esquerda bolivariana festiva brasileira. A presidente Dilma não deu a devida importância ao gravíssimo massacre no "Charlie Hebdo" e ao mercado judaico em Paris (talvez por questões ideológicas), limitando-se a uma nota de repúdio protocolar e ordens para o embaixador do Brasil na França comparecer à manifestação de domingo. Que falta de solidariedade e integração com todas as lideranças mundiais! No mínimo deveria ter enviado o vice-presidente ou se fazer presente. Também desdenhou do Fórum Econômico Mundial para comparecer à posse do bolivariano Evo Morales. Isso é desinteresse com a política externa mundial. 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

1.935 dias de censura. "Je suis Estadão".

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com
Casa Branca

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ONDE ESTÁ MARINA SILVA?

A ex-ministra, ex-senadora e ex-candidata Marina Silva é como Copa do Mundo: a cada quatro anos, quando ocorre a eleição para a Presidência da República, ela tira da gaveta seus 22 milhões de votos e vai filosofar nos palanques sobre a "conjuntura socioeconômica e política atual e novos caminhos com a população inserida no processo de mudanças profundas necessárias". O blá blá blá sem nexo leva ao delírio a todos os que nada entendem e a meia dúzia que acha que entendeu. Surge agora uma dissidência da Rede, que já era uma dissidência do PT, e no final o círculo se fecha e tudo volta a ser PT, como sempre foi. É uma candidatura nociva, chapa branca, que visa a dividir o eleitorado embaçando sua visão e dando sempre a vitória ao PT. É um dos elos da corrente que nos prende ao Terceiro Mundo.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco 

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RANKING DE COMPETITIVIDADE

Mais um ranking negativo para o Brasil com o petelulismo no "pudê" - sai ano, entra ano e a história se repete. Agora, entre 15 países selecionados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), considerando "competitividade", estamos simplesmente em penúltimo lugar, apenas à frente da Argentina. Vergonha!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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SURREAL

Fantástico: com uma inflação "oficial" de 6,5% (ha ha ha), a energia elétrica terá reajuste de  até 40%. 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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CRUELDADE

Aumentar a energia elétrica no verão carioca, com sensação térmica de 50ºC, é uma crueldade sem precedentes.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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O BRASIL SEM ENERGIA

Começamos como terminamos o ano: sem luz! E vivam o desgoverno do PT e a Eletropaulo. Mas para "variar" estaremos pagando mais um aumento na conta de energia de 8,3%. Comemorem! Mas foi pouco, a Aneel concedeu outro aumento de 3,7% à Eletropaulo. Como o atendimento está tão ruim, eles "precisam" e nós merecemos, não é mesmo? Já estamos no alerta vermelho (PT), o próximo alerta será o "preto", ou melhor, na total "escuridão". Aos poucos, vamos nos acostumando com os "apagões". As "urnas" quiseram a$$im! Agora falam do "realismo tarifário" com um aumento de 30% na energia elétrica. Será que vamos suportar?
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br  
São Paulo

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AJUSTES X GASTOS

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anuncia aumento de impostos, penalizando a população. Do outro lado, uma liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina o aumento imediato dos salários dos magistrados, sem precisar encaminhar projetos de lei às Assembleias estaduais. O saco não é o mesmo?

Eliane T. Silva etsilva@uol.com.br 
São Paulo

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CLAREZA, POR FAVOR

Sr. Joaquim Levy, lendo a sua entrevista no caderno de Economia do "Estadão", ao admitir que o aumento dos impostos não é um "saco de maldade", consegui entender a sua metáfora: incompetência. É melhor falar às claras para o povo, que já está acostumado a pagar seus impostos.

João Ricardo Silveira Jaluks joaosilver45@gmail.com 
São José dos Campos

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PARA BOMBAR O TESOURO

O sr. Rachid poderia aumentar a  arrecadação fiscal com o juiz Lalau, com a Jorgina, com a conta no exterior que "não é" do Maluf, com os mensaleiros, com os da Operação Lava Jato... Vixe, vai abarrotar o Tesouro!

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campina

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CASO BANCOOP

Conheço ministro que deve estar tremendo e com a barba de molho com esta manchete de primeira página do "Estadão" de ontem, que diz o seguinte: "Coaf vê operação suspeita na Bancoop". Trata-se de movimentação, em 2009, de R$ 18 milhões envolvendo o sindicato dos bancários de São Paulo, a Bancoop, cujo diretor era o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e a Planer Corretora de Valores. A pergunta que não quer calar: neste ano de 2009, onde exatamente estava o ministro Ricardo Berzoini?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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O DINHEIRO DO PCC

Deu no nosso "Estadão", página A19 de 15/1/2015, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) envia dinheiro do tráfico para EUA e China. Aproveitando o tema, alguém poderia explicar como as facções do tráfico quitam os honorários advocatícios? Qual o procedimento da Receita Federal?

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo

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ATROPELAMENTO EM GUAIANAZES
              
A gari Nilza Moreira da Silva, de 40 anos, foi atropelada por uma perua de lotação e morreu na hora por volta das 4h30 da madrugada de quarta-feira (14/1), nas proximidades da Estação José Bonifácio, em Guaianazes, zona leste de São Paulo, onde morava. A varredora trabalhava na concessionária Inova, na região central da cidade, era separada e deixou quatro filhos menores. Até as 21 horas, o corpo ainda não havia sido liberado do IML Artur Alvim, para ser velado.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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