Fórum dos Leitores

APAGÃO

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2015 | 02h04

Incompetência

Não chove, mas cai a tempestade perfeita... As mentes lúcidas que previram o Brasil submetido a uma tempestade perfeita, raios e trovões provenientes de todos os pontos cardeais, lamentavelmente, acertaram em cheio. Todos os dias há um monstro a superar. Ontem fomos atacados pelo dragão da incompetência energética, que acossou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a ponto de determinar um apagão à tarde nas principais cidades do País. Sempre vivemos em crise, mas nunca sob tanta inépcia, imoralidade, incapacidade, desonestidade. E com a brutal certeza de que navegamos, aflitos, numa nau temerária, no mais revolto dos mares, sem porto ou terra à vista.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

SECA EM SÃO PAULO

Sabespão, com certeza

Aos petistas que vivem me escrevendo sobre a falta de água em São Paulo respondo que, se o Estado estivesse sendo governado pelo PCC (Partido Comandado por Condenados), estaríamos sem água há muito mais tempo e a Sabesp estaria quebrada, aparelhada e mundialmente famosa pelo escândalo do sabespão.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

AINDA A PENA DE MORTE

País de hipócritas

No Brasil noticiou-se com destaque o movimento de apelos pela comutação da pena de morte de um traficante de drogas brasileiro na Indonésia. O governo, por intermédio do ex-presidente Lula e da atual presidente, apelou ao governo indonésio para que não fuzilasse o brasileiro, alegando até que aqui, no Brasil, não existe pena de morte. E chegou a pedir a interferência do papa! Tudo isso por um traficante de drogas... David Miguel é um bebê que nasceu com uma doença rara no intestino e só um transplante nos EUA poderá salvar sua vida. No colo da mãe e com fios pelo seu corpinho, o lindo menino pode morrer muito em breve. Isso porque o Tribunal Regional Federal cancelou a liminar que havia sido concedida pela Justiça Federal de Franca obrigando o SUS a custear todo o tratamento da criança. Só faço uma pergunta: no Brasil temos ou não temos pena de morte?

IVAN JUBERT GUIMARÃES

ivanjug@uol.com.br

São Paulo

Dois pesos

Fez bem Dilma em pedir pela vida do contumaz traficante de drogas brasileiro. Cabe ao presidente de um país defender seus cidadãos. O erro gritante e ideológico da diplomacia do PT é ameaçar romper relações com o governo da Indonésia. Afinal, em 2010, quando o cubano Orlando Zapata Tamayo fez greve de fome e veio a falecer nos porões da ditadura dos irmãos Castro, o então presidente Lula declarou: "Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas em razão da legislação de Cuba, como quero que respeitem o Brasil". O que vale para Cuba tem de valer para a Indonésia.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

CASO AMIA

Queima de arquivo

Depois de receber inúmeras ameaças, parece que o promotor argentino Alberto Nisman, que investigava o ato terrorista contra a associação israelita Amia, cometido em 1994, "foi suicidado". Nisman acusava o governo Kirchner de encobrir fatos nebulosos desse atentado e ontem, dia seguinte ao da sua morte, ele faria um depoimento bombástico. Não sei por quê, relacionei esse caso com o de Celso Daniel. Mas é simples: queima de arquivo.

JUSTINO MARCIO A. DE OLIVEIRA

jmarao@hotmail.com

Pindamonhangaba

Tristes trópicos...

Na Venezuela encarceram-se os opositores dos bolivarianos, com o beneplácito de um Judiciário de cócoras. Na Bolívia expropriam-se propriedades da Petrobrás na ponta das baionetas, e fica tudo por isso mesmo. No Equador cria-se a Presidência da República vitalícia, e tudo bem. No Brasil matou-se Celso Daniel e tudo foi encoberto, também sem reação do Judiciário. Agora, na Argentina, assassina-se, na véspera de seu depoimento, o promotor que ousou denunciar Cristina Kirchner e seus acólitos, e a polícia diz que foi suicídio! Tristes trópicos...

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

esc@scvs.adv.br

São Paulo

'ESTADÃO', 140 ANOS

Congratulações

Participei, como leitor, de metade dessa trajetória. Quando abri os olhos para o mundo e para a leitura, já cultivávamos em casa o slogan "café da manhã com O Estado de S. Paulo". Parabéns pelos brilhantes 140 anos do jornal, que se confundem com a própria História do País.

JÚLIO MEDAGLIA, maestro

maestrojuliomedaglia@gmail.com

São Paulo

Parabéns pela publicação comemorativa aos 140 anos de O Estado de S. Paulo. Excelente!

FRANCISCO PAES DE BARROS

fpbarros@radiocapital.am.br

São Paulo

Belíssima a edição especial dos 140 anos. O Estadão está duplamente de parabéns. Como o título mesmo sinaliza, a história do jornal se mistura com a do Estado e do Brasil. Importantes artigos, depoimentos originais. E uma reflexão triste, mas inevitável: o que era a USP no seu nascimento e o que é hoje. Nós estamos possivelmente mais distantes dos centros do conhecimento e da cultura hoje do que naquela época.

SERGIO AMARAL

sergiosamaral@yahoo.com

São Paulo

Ao Estado, baluarte na luta pela liberdade de imprensa, efusivos cumprimentos pelo 140.º ano de vida e pela edição especial.

ALMIR PAZZIANOTTO PINTO

pazzianottopinto@hotmail.com

São Paulo

Parabéns pelo belíssimo caderno de 140 anos, que demonstra a importância de manter a memória da eterna luta pela democracia e pela República. O exemplo histórico da defesa do constitucionalismo e do Estado de Direito demonstra a importância do jornal para a consagração democrática do Brasil e ensina as novas gerações a nunca se calarem perante a ditadura, a opressão e o desrespeito aos direitos constitucionais e à livre manifestação de pensamento.

ALEXANDRE DE MORAES, secretário de Estado da Segurança

Publica de São Paulo, professor de Direito Constitucional da

Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP)

alexandremoraes@sp.gov.br

São Paulo

'SUICÍDIO' NA ARGENTINA

Na nossa vizinha Argentina, denunciar a presidente Cristina Kirchner resulta em "suicídio". Pergunta singela: por que o promotor que há dez anos investigava o atentado à associação judaica Amia, em 1994, esperaria tantos anos e somente após denunciar a sra. Cristina Kirchner por encobrir os autores do ataque se "suicidaria"? Isso tem cheiro de ranço militar ou esquerdismo bolivariano. Se você concorda, então diga amém para tudo. Se não concorda, você pode acabar vítima de "assalto", como Toninho de Campinas, ou ser "sequestrado", como Celso Daniel, em Santo André.
 
Renato Amaral Camargo 
natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

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QUEIMA DE ARQUIVO

Queima de arquivo na Argentina: assassinaram Alberto Celso Daniel Nisman.

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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CONFLITO COM O PODER

É assim que agem os bolivarianos... O promotor argentino Alberto Nisman, que denunciou a presidente Cristina Kirchner por acobertamento na investigação que envolvia o Irã num ataque a bomba na Argentina que deixou 85 mortos e mais de 300 feridos, foi encontrado morto em sua residência poucas horas antes de seu comparecimento ao Congresso para esclarecimentos.  Não é à toa que os executivos das empreiteiras envolvidos na Operação Lava Jato querem entrar com delação premiada em conjunto, porque, na hora em que colocarem o "mentor" Lula da Silva e a presidente Dilma como mandantes dos roubos na Petrobrás, ficaria muito mais difícil de matarem todos juntos. Já denúncias individuais...

Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SEM DISFARCE

Na Argentina nem disfarçaram... Executaram o promotor Alberto Nisman, que denunciou a presidente Cristina Kirchner pouco antes de ele depor no Congresso. Que violência! Será que deixaram um cartão de condolências? Até nos lembra a execução do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. É recente e logo após a reabertura do processo fizeram mais uma vítima, o delegado que acompanhou o processo. Que coincidência! Quando são incomodados, aplicam a "pena de morte" deles, sem julgamento e divulgação. Enquanto isso, na Indonésia, apenas cumprem as suas leis, não é, dona Dilma?
 
Fernando Silva 
lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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EXECUÇÃO NA INDONÉSIA

Um brasileiro foi executado na Indonésia pelo crime de tráfico internacional de drogas. Houve apelos do governo brasileiro, assim como de entidades que combatem a pena de morte, todos pelo mesmo motivo: razões humanitárias. Mas, indo mais além, a presidente do Brasil emitiu nota, após a consumação do ato, asseverando que o fato lança uma sombra nas relações entre os dois países, tanto que o embaixador daquele país foi convocado para dar explicações (?), como pela chamada do nosso embaixador, que voltará ao Brasil para mostrar o descontentamento dos nossos governantes. Tais pronunciamentos são pífios e distorcem a realidade, pois, se o Brasil abomina a pena de morte, essa é uma decisão válida intramuros, para nós, aqui dentro do País. Nada nos dá o direito de querer intervir no sistema legal de outro país, para impor nossa vontade, no sentido de que prevaleça o nosso entendimento. Essa pretensão, além de inepta, é temerária e audaciosa, pois tivemos algo igual no Brasil quando a Itália forçou a barra para tentar obter a extradição de Cesare Battisti. No Direito Internacional, há o princípio sagrado do respeito à autodeterminação dos povos, regra fundamental que a diplomacia brasileira parece ignorar. Nos Estados Unidos, há alguns brasileiros no corredor da morte, aguardando execução. Estarão nossos furibundos governantes, sempre em cima do palanque, dispostos a lançar a tal sombra sobre nossas relações com os ianques? Por outro lado, o governo tupiniquim passa a impressão de que é um ardoroso defensor de traficantes, o que não tem o beneplácito do povo brasileiro. O que disse o representante da Anistia Internacional, por seu turno, no sentido de que o tráfico de drogas não é um crime violento, é surpreendente, pois uma prática que destrói carreiras e as vidas das pessoas, das famílias e coloca em risco os valores de toda uma sociedade não é um crime violento? A dominação de territórios pelo narcotráfico, no Rio de Janeiro, por exemplo, onde a polícia e o Exército são combatidos de igual para igual, não é sinal claro de incontrolável violência? A execução sumária de milhares de jovens viciados, que não pagam suas dívidas para com os traficantes, que são obrigados a roubar, assassinar e a se prostituir, não é violento? Você, cidadão, quando está nas mãos desses bandidos, sua vida não vale nada e eles, por simples prazer ou tédio, poderão dar fim à sua vida. Ou seja, eles têm o direito de vida e de morte sobre as pessoas, mas a sociedade brasileira, por uma postura governamental autista, não pode se defender, aplicando a mesma medida. E se amanhã o Brasil passar a adotar a pena máxima (não estamos muito longe disso), como é que ficamos? Veja-se ainda que a pena de morte, negada pelo Direito brasileiro, é consumada diuturnamente pelas forças policiais em todo o País. E algumas decorrem de tortura e/ou maus tratos. Basta ler os jornais ou ouvir os noticiários. Chega de hipocrisia! 
 
Dagoberto Loureiro 
dagoberto.loureiro@gmail.com 
São Paulo

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COMOÇÃO NO BRASIL

De acordo com levantamento da Anistia Internacional, na Indonésia existem 160 pessoas no corredor da morte para serem executadas por homicídio, terrorismo e tráfico de drogas. Destas, 63 são estrangeiros de 18 países (Austrália, China, Estados Unidos, França, Gana, Holanda, Indonésia, Índia, Irã, Malásia, Nepal, Nigéria, Paquistão, Serra Leoa, Tailândia, Vietnã, Zimbábue e Brasil). A execução do brasileiro Marco Archer, no sábado, parece ter causado grande comoção por aqui. A presidente do Brasil manifestou sua "consternação" e "indignação" pela morte do traficante e até já mandou retirar o embaixador brasileiro daquele país. Outras autoridades e entidades também manifestaram a mesma indignação contra a morte do traficante. Mas tudo parece fazer sentido: num país onde um bandido preso não fica muito tempo na cadeia; onde um criminoso condenado e preso controla o comércio e até o funcionamento de escolas numa cidade; onde os traficantes comandam suas quadrilhas de dentro da própria prisão para venderem suas drogas, praticarem sequestros-relâmpago e assaltarem pessoas nas ruas, como tem sido comum nos últimos 12 anos; uma condenação dessa só pode gerar sentimento de indignação nesses samaritanos de araque. Uma grande indignação, também, para aquelas pessoas do mais alto escalão do governo que estão depondo em CPIs para explicarem seus crimes de corrupção, certos de que vão sair impunes. Num país onde as pessoas não têm certeza de que vão voltar para casa depois de saírem para passear ou fazer compras, onde se corre o risco de morrer de bala perdida e onde a segurança do cidadão não é garantida pelo Estado, uma condenação dessa a que foi submetido o brasileiro não pode ser motivo para consternação. É por essas comoções baratas que estamos, há 12 anos, convivendo com um índice de criminalidade só comparado ao de um país em guerra. Quando eu vejo a maior autoridade do meu país se sentindo indignada com a condenação de um traficante ou terrorista, eu logo entendo por que os amigos e os apaniguados do poder saqueiam o País, num verdadeiro arrastão de corrupção e de impunidade.

Francisco Ribeiro Mendes 
mendes.brasilia@gmail.com   
Brasília

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LÁ E CÁ

A execução do traficante na Indonésia causa pruridos no lulogoverno. Aqui, por ano, 130 mil cidadãos morrem assassinados ou no trânsito! A começar por dona Dilma, em Brasília ninguém sequer se coça...

A.Fernandes 
standyball@hotmail.com 
São Paulo

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A CERTEZA DA PUNIÇÃO
 
A condenação do traficante carioca na Indonésia causou estranheza e comoção em boa parte dos brasileiros. Essa reação nada mais é do que o costume de convivermos com a impunidade. O tráfico é um dos piores crimes que existem e que acaba com famílias inteiras. Sim, podemos não concordar com uma pena tão severa, mas é direito de um país seguir as leis sem qualquer clemência. Concordo com a punição de traficantes, é um exemplo ao nosso país para que isso não se repita.
 
Alvaro Batista Camilo, vereador 
contato@coronelcamilo.com.br
São Paulo

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SERÁ QUE A INDONÉSIA NÃO ESTÁ CERTA?

Sinto muito pelos que morreram e seus familiares, sinto mais pelos que aqui morrem vítimas de crimes que envolvem drogas, milhares por ano em todo o Brasil. A criminalidade está muito ligada às drogas. Por leis mais rigorosas e penalidades mais fortes (serviços pesados, chibatadas, palmadas, dietas temporárias de pão e água, solitárias e até pena de morte). Junto com as punições, aulas para educação, ressocialização e cursos técnicos profissionalizantes. Pelo fim das leis que protegem os menores, menor que comete crime de gente grande que pague como gente grande. Lei por cinco anos e após avaliação.

Salomao F. Tessler 
stessler@uol.com.br
São Paulo 

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FUZILAMENTO

O Brasil é responsável pelo fuzilamento na Indonésia. Se o Brasil não educasse seus cidadãos de que leis são para serem "descumpridas", eles não se arriscariam morrer na Indonésia, onde lei é lei e não tem progressão para prisão perpétua.

Roberto Nascimento 
robenasya@yahoo.com.br 
São Paulo

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RELAÇÕES ROMPIDAS
 
Dois brasileiros foram condenados à morte na Indonésia. Um já foi morto. Não há dúvidas de que cometeram crimes, mas a punição é desproporcional ao delito. Centenas de pedidos de clemência foram feitos, não só pela nossa presidente, mas por milhares de pessoas, e não foram atendidos. O chefe de Estado indonésio deve estar feliz com sua dureza, mas dia virá em que ele também enfrentará o pelotão de soldados quando for afastado do governo, como acontece nestes países, e então não receberá também clemência. A nossa presidente chamou de volta o embaixador brasileiro, e a meu ver não deve romper relações com o governo bárbaro, mas não mais enviar representante brasileiro, pois aquele governo não merece.
 
Roberto Banhara Dias Cardoso 
rbdc@terra.com.br 
São Paulo

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BÁRBAROS

Em pleno século 21, é imperdoável a conduta da Indonésia, que executou o cidadão brasileiro Marco Archer, 53. Trata-se de um país bárbaro, selvagem e covarde, que não merece manter relações diplomáticas com o Brasil. O mínimo que se espera é que o governo brasileiro reaja à altura e exclua a Indonésia de suas relações. Se a pena de morte condena-se por si mesma, mais ainda quando aplicada a um cidadão estrangeiro e que não praticou nenhum crime violento. Uma aberração, crueldade e desumanidade é o que vimos da lamentável Indonésia ao executar o nosso compatriota.
 
Renato Khair 
renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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TRÁFICO DE DROGAS

A resposta que a Indonésia tinha de dar sobre as críticas pela morte dos condenados por tráfico de drogas em seu país foi dada: respeitem nossas leis. Pronto. É isso aí. O recado curto e objetivo. Aproveitando, já que a presidente Dilma se mostrou indignada com a execução do brasileiro Marco Archer e vai à posse do cocaleiro Evo Morales, que dê um recado a ele sobre a Bolívia ser um dos maiores fabricantes da pasta de coca. Não vai dizer nada a ele? Recrimina quem combate o tráfico de drogas e não tem recado nenhum para quem as produz, presidente? 

Panayotis Poulis 
ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PAÍS VIRA-LATA

Algo simplesmente vergonhoso a senhora Dilma ficar intercedendo na defesa de um bandido e afrontando a soberania de um outro país por causa da nacionalidade brasileira. Uma vergonha para todos nós, brasileiros. No Brasil, crimes bárbaros e cruéis ocorrem todos os dias. Simplesmente mais de 53 mil brasileiros são assassinados todos os anos. E nossas leis apenas beneficiam marginais de todos os matizes. Nossa Justiça, a casa da injustiça, uma justiça que não pune ninguém e libera geral! Sobram as vítimas e as famílias enlutadas. Jamais governo algum enfrentou no Brasil a realidade de leis covardes que apenas beneficiam os criminosos. Nosso sistema prisional é outra vergonha há décadas! Preso nem sequer trabalha no Brasil. Aliás, o descaso com as coisas sérias é uma realidade eterna no Brasil, um país vira-lata. O indecente posicionamento brasileiro é a cara do País, um país sem vergonha e sem moral!

Paulo R. da Silva Alves 
pauloroberto.s.alves@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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A ESCOLHA DE JACARTA

A Indonésia esteve à beira do caos como país por causa do domínio dos traficantes e do uso indiscriminado de drogas, e aí resolveu radicalizar condenando à pena de morte quem se envolve com o narcotráfico. Isso é de conhecimento de todos que lá desembarcam e consta no carimbo do visto de entrada naquele país (sic). Entretanto, um pedido pessoal de uma presidente da República para outro deveria ter tido melhor acolhida, ou com a deportação do acusado para ser julgado e cumprir  pena no Brasil ou revertendo-se a pena de morte para  prisão perpétua. O Brasil fez bem em chamar o seu embaixador de volta, mas só o fez depois do fuzilamento já consumado. Será que o Itamaraty  não falhou na condução desse caso? Resta saber como fica a  relação entre os dois países agora, até porque ainda temos um outro brasileiro condenado à pena de morte lá pelos mesmos motivos.

João Manuel Carvalho Maio 
clinicamaio@terra.com.br 
São José dos Campos 

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LEI NÃO SE DISCUTE, SE CUMPRE

Não sou favorável à pena de morte para racionais ou irracionais, mas, como brasileiro, sinto muita inveja do cumprimento das leis na Indonésia.

Wilson Lino 
wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo

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LAMENTO

Desistam das CPIs e deixem a corrupção rolar no Brasil. É esse o recado que eu vejo com a postura da presidente Dilma mandando chamar o embaixador brasileiro na Indonésia de volta ao Brasil em retaliação ao fuzilamento do brasileiro que claramente entrou naquele país como traficante. A incapacidade de esta mulher em seguir normas e condutas e obedecer às leis é a mais clara ilustração da conduta do governo brasileiro. Só temos de lamentar.

Raquel Sanches 
sanches.quel@gmail.com
São Paulo 

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QUANTAS VIDAS POUPADAS?

Sei que não é assim que as coisas devam funcionar, mas uma questão não deixa de instigar: quantos milhares de vidas humanas foram poupadas de assassinatos e do vício na Indonésia com a simples existência de penas tão severas e rígidas para traficantes de drogas naquele país?  
 
Milton Bonassi 
mbonassi@uol.com.br
São Paulo

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PENA DE MORTE

Diziam os romanos: Dura lex, sed Lex (a lei é dura, mas é a lei).

Luiz Henrique Penchiari 
luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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O 'JEITINHO BRASILEIRO'

Shakespeare definiu bem: ser ou não ser, eis a questão. Ser desfavorável à pena de morte não é ser a favor do tráfico de drogas e muito menos do traficante. Saibamos respeitar a lei, senão aqui, no nosso Brasil, pelo menos a lei de outros países. Onde está a soberania de cada nação? Onde está o amor ao próximo? Quem trafica 13 kg ou 1.300 kg de cocaína merece punição branda ou forte? Quantos indivíduos, quantas famílias são destruídas pela droga?  O que busca o traficante, além de um lucro alto e fácil? O Brasil e, consequentemente, seus atuais governantes deveriam preocupar-se mais com o estado lamentável dos hospitais, das escolas, das polícias, das moradias, do povo e do País, enfim, e não interferir (ou tentar interferir) na pena dada a um mero traficante. Já muito se gastou em tinta, papel e polêmica. Basta! Basta de tentar influenciar o mundo com o célebre "jeitinho brasileiro".

Osvaldo Costa Souza 
osvaldocostasouza@terra.com.br
São Paulo

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DILMA ESTÁ INDIGNADA

Esse é o título das notícias. A presidente Dilma conseguiu uma cobertura fantástica para sua indignação pela execução de um brasileiro na Indonésia. Chegou a falar com o presidente indonésio. Chamou nosso embaixador de volta, não se sabe para quê. Depois, botou a boca no mundo para chamar a atenção para sua bondade. Acontece que o referido fuzilado não era um esportista que iria participar de um torneio e, inadvertidamente, levou uma pequena porção de coca na bagagem. Foram 14 kg de cocaína, é muita droga. Dilma fica tão entusiasmada quando se olha no espelho que não leu bem a notícia, porque só estava pensando no que diria à imprensa. O mártir esportista era, na verdade, um velho traficante de drogas, a única coisa que ele fez na vida. Isso faz parte da confissão feita a um jornalista brasileiro. O fuzilado nunca trabalhou, só traficava drogas e vivia nos melhores lugares do mundo. Curioso é que nossos esportistas que ganham competições no exterior não são nem um pouco bajulados na imprensa pela presidente Dilma.

Fabio Figueiredo 
fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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CORREDOR DA MORTE

Por que matam pessoas que matam pessoas para provar que matar é errado?
 
Cláudio Moschella 
arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo

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A INDONÉSIA NÃO É O BRASIL

Marco Archer sabia que corria muitos riscos, que as leis da Indonésia não eram e não são complacentes com o crime, mas a grana valia o risco. Será que ele pensou em quantos poderiam morrer com sua mercadoria maldita? Será que pensou que muitas mães chorariam ao ver um filho morto? Ou só pensou nos prazeres que teria por cumprir sua missão? A presidente Dilma disse que as relações entre o Brasil e a Indonésia foram afetadas, mas... pela morte de um traficante? Vale a pena o nosso hoje medíocre Itamaraty nos envergonhar ainda mais? Se fosse por um ideal político, ainda se justificaria. Sou totalmente contra a pena de morte, por não haver condições de reparo após consumada, mas, quando se corre o risco de isso acontecer por um crime comum, que se assuma esse risco. Marco Archer, os sinos não dobram por você, mas que Deus tenha pena de sua alma! 
 
Alberto Souza Daneu 
curtasuasaude@uol.com.br 
Osasco

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EXAGERO
 
"Dura lex, sed Lex", ou a lei é dura, mas é lei, prescreve o brocardo latino. Todavia, nosso ver, a pena de morte imposta ao brasileiro Marco Archer pelo crime cometido foi um exagero de punição. No momento em que as civilizações mais adiantadas do universo trabalham pela extinção da pena de morte que ainda vige em suas legislações, o nosso compatriota é apenado severamente pelo delito, cuja gravidade é incompatível com a punição imposta. Lembrar que a pena máxima tem vigência em alguns países democráticos somente quando há homicídio qualificado.
  
Francisco Zardetto 
fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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AS LEIS INDONÉSIAS

A nossa presidente deveria é se espelhar no governo da Indonésia e fazer o mesmo aqui, protegendo a Nação e aplicando a lei, não abrindo exceções na esfera da aplicabilidade. Isso mostra que é um país sério e comprometido. Ela não sabe o que é isso! E, pelo apelo ridículo, não o quer.

Silviah Costa 
silviah@estacaosegura.com.br 
São Paulo

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DILMA, A PIEDOSA

Este traficante brasileiro condenado à morte na Indonésia, alvo da piedade de Dilma (tão impiedosa, quando terrorista, nos anos 70), não merece nada, nem mesmo uma oração. Quantas vidas ajudou a ceifar, adubando o vício mortal? E se fosse o Beira-Mar? Aí seria diferente: o "nosso" Fernandinho é pobre, é preto e, em vez de surf, é, no máximo, peladeiro.

Roberto Maciel dos Santos 
rvms@oi.com.br 
Salvador

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DIÁLOGO

Creio que nossa presidente não conseguiu demover o presidente indonésio pois se limitou a uma conversa telefônica. Recomendo que, quando for dialogar com o Estado Islâmico, o faça cara a cara, ou seria mais correto dizer pescoço a espada?

Ely Weinstein 
elyw@terra.com.br 
São Paulo

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O TEATRO DE DILMA ROUSSEFF

O governo brasileiro é especializado em factoides, como os do tipo "Dilma indignada", "sombra nas relações entre os países". Este, então, duvido que qualquer brasileiro normal tenha entendido. E o pior: mandou chamar o embaixador na Indonésia. Não sei para quê. Quanto ao traficante, foi lamentável aquele país demorar tanto no cumprimento da pena, pois deu margem a reivindicações absurdas.

Paulo H. Coimbra de Oliveira 
ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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AS LÁGRIMAS DA PRESIDENTE
 
Fico me perguntando se há verdadeiro sentimento de Dilma com a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, na Indonésia. Os governos petistas sempre viveram de mãos dadas com tiranos mundo afora, desses que matam e esfolam sem piedade e, há pouco, S. Exª pregou o "diálogo" com decapitadores do Estado Islâmico... É cediça a camaradagem de petistas, por exemplo, com a ditadura cubana, a mesma que, após a tomada do poder em Havana (1959), fuzilou milhares de inocentes em improvisados "paredões". Então, por que tudo isso agora? Brasília  já sabia - ou deveria saber - que a probabilidade de Jacarta livrar a pele de Marco era, praticamente, nula: lá, a pena de morte para traficantes é, antes de tudo,  instrumento de uma política - sancionada pela população - de combate radical às drogas. É como tratam esse assunto em alguns países da Ásia. Nós, ao revés, somos excessivamente compassivos, não faltando até mesmo quem pregue a "descriminalização" das drogas, muitos albergados no PT.  Como resultado dessa leniência, colhemos a proliferação das cracolândias e a violência, em particular a explosão de homicídios relacionados ao tráfico e ao consumo dos entorpecentes. Algo me diz que, doravante, por via das dúvidas, traficantes brasileiros excluirão a Indonésia da rota de seus "negócios". Outros - de terceiros países - deverão fazer o mesmo se prezam a vida.  É, exatamente, o que querem as autoridades de Jacarta. Quanto a Brasília, é certo que continuará fechando os olhos para a matança que, hoje, ceifa a vida de 150 brasileiros/dia. Sem que Dilma derrame uma só lágrima.
 
Silvio Natal 
silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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PEDIDO DE CLEMÊNCIA

Parece que a presidente Dilma não tem muita experiência em "diálogo".

Luiz Frid 
luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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ANÕES DIPLOMÁTICOS

Em vez esbanjar recursos implorando clemência pela vida de um traficante, e agora demonstrando indignação por não ter sido atendida, dona Dilma deveria envidar esforços implorando aos milhares de traficantes brasileiros clemência pela vida de milhões de inocentes que são levados ao uso de drogas. Isso porque o "projeto político vitorioso" que ora encabeça não consegue ao menos amenizar os efeitos danosos causados aqui por eles.

Edison Ribeiro Pereira 
edisonribeiro@hotmail.com 
São Paulo

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CREDIBILIZADE ZERO

A presidente Dilma mostrou-se "consternada e indignada" com o fuzilamento do brasileiro Marco Archer, condenado por tráfico de cocaína, não obstante o conhecimento das consequências, que se comprovaram. Curiosamente, a presidente perde a credibilidade quando condena o governo da Indonésia na aplicação da lei e, hipocritamente, admira outros governos como o cubano, que assassinou milhares de pessoas por contestarem a ditadura lá existente, assim como os terroristas das Farc no atendimento ao Foro de São Paulo. Entre tantas, em matéria de cumprimento de leis, não parece ser vocação da presidente como no caso paraguaio, ocasião em que foi defenestrado do poder o ex-presidente Fernando Lugo, ex-bispo com muita dedicação sexual. E não fica por aí a ideologia petista bolivariana que orienta nossa presidente e o seu antecessor, que não sabe de nada, apoiando governos radicais violentos como o do Irã e outros esquerdistas.
 
Mario Cobucci Junior 
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo 

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DEMAGOGIA

Pior do que a morte de Marco Archer (que lamentei, e muito) foi ver a "presidenta" tirar proveito da situação ao querer mostrar para o mundo um sentimento que não tem. Será que ela nunca se sentiu chocada e até mesmo arrependida pelas mortes que provocou quando terrorista? Que rompa relações com o país, e fim de papo. No que a Indonésia é tão importante para o Brasil comercialmente? É um país com políticos altamente corruptos. Rico em recursos naturais, mas a grande maioria da população vive na pobreza.

Maria Eloiza Saez 
m.eloiza@gmail.com 
Curitiba 

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A HUMILHAÇÃO DE DILMA

Quando a governanta de um país não entende nem pratica as leis do próprio país que diz governar, como esperar que entenda e ou aceite as leis de outro, como as que determinaram a execução do brasileiro traficante? Foi humilhante vê-la suplicando clemência a Joko Widodo, chefe de Estado da Indonésia. O chamado para que o embaixador brasileiro retornasse a Brasília deve ter sido hilário para os indonésios, que devem estar muito preocupados se as relações com a "pátria educadora" forem cortadas. 

Carmela Tassi Chaves 
tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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PENA DE MORTE INFORMAL
 
O governo e a presidente Dilma Rousseff fizeram o que lhes era de dever no caso do brasileiro executado na Indonésia. Como não temos pena de morte, apelou-se pela não execução, independente do crime praticado, que aqui seria punido com prisão. O acontecido trouxe de volta a questão do tráfico e a necessidade de medidas para a sua contenção. Setores mais radicais defendem a adoção da pena de morte aqui, ignorando sua inexistência como questão pétrea da Constituição. Do clamor há de se tirar providências. O governo e a sociedade não podem ignorar o grande mal que o crime organizado, o tráfico e as drogas causam à nossa população. Milhares de brasileiros já morreram e um incontável número tem a vida desgraçada. Há que se lutar para impedir a chegada das drogas ao nosso país; identificar e punir exemplarmente os traficantes e os financiadores do tráfico; estabelecer um regime carcerário onde os presídios tenham o efetivo papel recuperador dos apenados; e trabalhar para evitar que indivíduos seja cooptados pelo crime e que ex-detentos seja obrigados a delinqüir como meio de sobrevivência. Temos de fazer tudo para evitar que, um dia, ainda sejamos obrigados a instituir a pena de morte como recurso extremo à criminalidade. De outro lado, é fundamental impedir que a morte continue presente na esquina, na saída do banco, na cidade, no campo e, inclusive, dentro dos lares, em razão da falência do Estado e das instituições. 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves 
aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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DISPARATE

O empenho da presidente em tentar obter a suspensão da pena de morte do brasileiro pode ser questionado - como o foi neste "Fórum" -, já que não se atribuiu qualquer falha ao devido processo legal da condenação. Mas, o mais grave é a sra. Dilma ter sugerido ao presidente indonésio "que o fato poderá abalar as relações diplomáticas entre os dois países", como noticiou o "Estadão". Na mesma linha, o "Jornal Nacional" de sábado apresentou trecho de entrevista do assessor Marco Aurélio Garcia afirmando que este episódio poderá causar uma mancha nesse relacionamento. Não poderia haver maior disparate. Tento me colocar no lugar do presidente indonésio e da diplomacia daquele país: só poderia concluir que essa ameaça velada é uma tentativa indevida de interferir em questões internas. Mais uma vez, fica demonstrada a completa falta de bom senso da presidente e de sua assessoria. 

Fernando Procópio de A. Ferraz 
fernando@procopioferraz.com.br 
São Paulo 

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UMA 'SOMBRA'

Que o povo brasileiro ache que é privilegiado com inteligência e esperteza maior que os demais povos, tudo bem, somos mesmo um bando de iludidos. Mas o governo ir nessa onda e querer interferir na Justiça de um país estrangeiro, isso se chama falta de inteligência, para não dizer burrice. Os dois brasileiros condenados à morte na Indonésia foram condenados por suas próprias escolhas - eles conheciam perfeitamente os riscos a que estavam sujeitos. A Indonésia vem condenando e executando criminosos dos mais diversos países, portanto não tem sentido abrir exceção só porque os traficantes são brasileiros. Também não tem o menor sentido a presidente dizer que foram criadas "sombras" no relacionamento entre os dois países - afinal, a Indonésia não tem culpa por nossas leis serem tão frouxas, a ponto de que, se tais fatos delituosos tivessem ocorrido no Brasil, os dois personagens já  estariam livres e fagueiros.

Nestor Rodrigues Pereira Filho 
rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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PUNIÇÃO

A Procuradoria da República em Brasília entrou, em sigilo, com uma ação de improbidade administrativa contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na ação, noticiada pela revista "Época", os procuradores pedem a perda do cargo e a cassação dos direitos políticos do senador. Renan é acusado de usar indevidamente um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB). Como se sabe, o "nobre" senador fez uso de uma avião da FAB (a Força Aérea Brasileira virou taxi do Congresso) para se deslocar da Ilha da Fantasia até a cidade do Recife, onde faria um implante capilar. Eu, se procurador da República, não pediria somente a cassação dos direitos políticos desse cidadão. Pediria a prisão, a raspagem total do couro cabeludo e que fosse também aplicado um produto químico para que no local jamais nascesse um único fio de cabelo.

Humberto de Luna Freire Filho 
hlffilho@gmail.com 
São Paulo 

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REFORMA NO LEGISLATIVO

O artigo "Legislativo, a outra reforma", de Murillo de Aragão ("Estadão" de 18/1, A2) é, ou deveria ser, de leitura obrigatória de todos os brasileiros que se importam com o Brasil atual e com o futuro. Do jeito que está, o Legislativo é apenas mais um mostro gastador que está ajudando o desgoverno federal lulopetista a empurrar o País rumo ao buraco. Sem fundo. Sem volta.

Éllis A. Oliveira 
elliscnh@hotmail.com 
Cunha 

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CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Lendo a nota com uma fala de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a garantia de "tratamento isonômico" aos políticos envolvidos na roubalheira do petrolão, fico pensando que, entre Josés e Celsos e Luízes e quetais, confunde-se (convenientemente) o público com o privado, dinheiro roubado em contas particulares e em contas do partido, interesses particulares e gerais. Mas, o que talvez seja ainda mais grave, confunde-se (convenientemente) imunidade com impunidade, a letra e o espírito da lei, provas com evidências. E corre-se o risco, entre um juridiquês tão incompreensível aos leigos quanto ao bom senso, de - mais uma vez - deixar escapar, por entre os dedos lisos do sistema penal e jurídico, a Justiça.

Marly N. Peres 
marly.lexis@gmail.com  
São Paulo 

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PARTIDO SEM PATRÃO

Nada mais sintomático para evidenciar os desvios de rota do PT, tão bem colocados por Marta Suplicy, que a foto que estampou a capa do caderno "Aliás" do "Estadão" de domingo. Um único cartaz afirma: PT, partido sem patrão. Pergunto, o que é Lula senão o patrão, dono e suserano do PT? Se alguém acredita que o PT pode mudar, não conhece Lula ou então supõe que a mudança se dará sem ele. Possível? Só depois de morto.

Cláudio Juchem 
cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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DILMA NA POSSE DE EVO MORALES

Para os brasileiros de boa cepa e com alguma inteligência, é muito melhor Dilma Rousseff fazer bonito com os bolivarianos comerciantes de folhas de coca do que fazer papel de sonsa com pessoas esclarecidas em Davos, no Fórum Econômico Mundial. Chega de sermos ridicularizados em fóruns importantes.
  
Leão Machado Neto 
lneto@uol.com.br 
São Paulo

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MUSEU SARNEY

Cumprimento o governador Flávio Dino, do Estado "miserável" do Maranhão, legado da família de José Sarney, pela tentativa de fechar a Fundação da Memória Republicana, que abriga o acervo de José Sarney. O governo do Estado deve extirpar tudo o que lembre essa pessoa que manteve em grau de miserabilidade durante 50 anos os coitados maranhenses. O governador deveria ainda passar um pente fino nas contas do Estado nos últimos 50 anos. 
 
Jorge Peixoto Frisene 
jpfrisene@zipmail.com.br
São Paulo

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SARNEY E O SUBDESENVOLVIMENTO

Em outros países, políticos doam bibliotecas e laboratórios a universidades. No Brasil, fazem museus de autoelogio, mantidos pelo Estado. Acrescentando a isso presidentes da República que nunca leram um livro, temos a explicação do nosso subdesenvolvimento educacional.

Elder Gadotti 
elder.gadotti@gmail.com
Campos do Jordão

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ESCÁRNIO E REPARAÇÃO

Perguntar não ofende: a família Sarney vai ressarcir aos cofres públicos as despesas desse inútil museu?

João Ricardo Silveira Jaluks 
jr.jaluks@hotmail.com 
São José dos Campos 

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PROTESTOS CONTRA TRANSPORTE MAIS CASO

Sobre esta turba que inferniza, alegando defender a redução das tarifas de transporte público, julgo que na verdade são baderneiros e desocupados, quando não movidos por outros interesses. Tenho 70 anos e ainda trabalho, com muito orgulho, e não tenho tempo para arruaças. Aliás, o que uma agência bancária ou uma concessionária de autos tem que ver com aumento de passagem, para terem suas instalações depredadas? Cadeia neles!

Sergio Cortez 
cortez@lavoremoveis.com 
São Paulo

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O ANO MAIS QUENTE
 
Li no "Estado" (17/1) a manchete: "2014 foi o ano mais quente já registrado". Explico: a causa disso é o desmatamento global. A solução: reflorestamento global. Possível? Não, a estupidez humana é poderosa!
 
Braz Juliano 
bjuliano@uol.com.br
São Paulo
 
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POLUIÇÃO E AQUECIMENTO GLOBAL 

2014 foi o ano mais quente desde 1880. Quando uma espécie põe em risco o futuro das demais, a natureza rebela-se e, aí, sim, a vida humana corre perigo.  

Luigi Vercesi 
luigiapvercesi@gmail.com 
Botucatu

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IMORALIDADE ADMINISTRATIVA

Multa de até R$ 1 mil em São Paulo para quem lavar calçada (17/1, A1 e A16). E como e por quem será autuado o desleixo das prefeituras em coibir fazedores de "filé-miau" e de outras frituras nas calçadas que promovem a infestação de roedores, insetos e doenças no entorno, e que não mais poderão ser higienizadas pela população vitimada por essa imoralidade administrativa?

Suely Mandelbaum 
suely.m@terra.com.br 
São Paulo 

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O MAU SERVIÇO DA ELETROPAULO

Como perguntar não ofende, diante dos desmandos da AES Eletropaulo ao longo de muitos anos (só eu tenho três cartas de desculpas da AES Eletropaulo) e, principalmente, no momento atual, pergunto: será que o sr. presidente Britaldo Pedrosa Soares, digníssimo presidente da concessionária, não tem algo a dizer ao público paulistano e circunvizinhos? Não tenho conhecimento de nenhuma manifestação do ilustre dirigente.
 
Carlos Gonçalves de Faria 
marshalfaria@hotmail.com
São Paulo

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