Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2015 | 02h05

Crise de gestão

Nada mais preciso do que a denominação de "apagão" para o ocorrido neste dia 19 de janeiro. Diante da limitação da capacidade de potência do sistema para atender à carga - que já deixava o sistema com instabilidades -, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) decretou o apagão. Danem-se os usuários, que foram convidados a expandir a carga com tarifas abaixo dos custos marginais. Agora não terão como atribuir a falha a erro de um operador de subestação ou a chave de proteção obsoleta. Foi falha de gestão mesmo. Falhou o planejamento e falhou a gestão da regulação econômica. As bandeiras tarifárias, agora acenadas em desespero, parecem ser o último recurso daquele tripulante que insiste em não abandonar o barco que afunda. A grande ironia, no momento em que cresce o número de brasileiros optando por emigrar, é que estão apagando a luz muito antes de o último sair.

JOSÉ SIMÕES NETO

jsmantrareg@gmail.com

São Paulo

Falha técnica?

Existe blecaute que não seja causado por "falha técnica"? Acho que não! Existe estelionato eleitoral "técnico"? Acho que sim!

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Paraíba

Apagão

Esse apagão é apenas uma amostra do que nos espera com petralhas nos ministérios, em vez de técnicos especializados. Infelizmente, é o Brasil que merecem os que votaram no PT.

BEATRIX NOGUEIRA BEHN

beatrixbehn@yahoo.com

Curitiba

Barbeiragens

Em 2009, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, declarou que "blecautes podem ocorrer, mas racionamento é barbeiragem". É bom a presidente Dilma preparar a população para uma série de barbeiragens que estão por vir.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Sinal vermelho

Quando o projeto político é muito maior que a vontade de governar, quem sofre e paga a conta é o contribuinte. Dilma ignorou ou não entendeu os sinais amarelos, e até vermelhos, que insistentemente piscaram à sua frente. Garantiu que não mexeria nos direitos trabalhistas nem que a vaca tossisse e fazendo gozação com a falta de água em São Paulo profetizou que o risco de apagão estava descartado. Com as medidas anunciadas por seu ministro liberal, Joaquim Levy, a vaca tossiu freneticamente e com o último apagão tomou o rumo do brejo.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

A conta está chegando

A petralhada quebrou o Brasil. Por vários meses não conseguiram nem fazer os repasses para pagar aos aposentados e o Bolsa Família, recorrendo a empréstimos na Caixa Econômica Federal. Agora os trabalhadores que tiveram vários de seus direitos cortados, com a vaca tossindo ou não, vão arcar com aumentos de impostos. A coisa está mais preta do que muita gente imagina. Pode-se preparar, meu povo, a conta está chegando.

RENATO JOSÉ ALDECOA

renatoaldecoa@gmail.com

Socorro

Mais impostos

Para que aumentar impostos? Para arrecadar R$ 20,6 bilhões? Poupem o nosso povo! Um valor muito maior do que esse poderia vir da recuperação do dinheiro desviado pelos políticos e empresários corruptos por este Brasil afora.

VALDIR PRICOLI

cambuci@yahoo.com

São Paulo

Cadê a presidente?

Para anunciar "bondades", com propósitos unicamente eleiçoeiros, Dilma usou e abusou de sua exposição na mídia, até convocando rede de rádio e TV para seus pronunciamentos edulcorados. Agora, depois da posse, na hora de consertar os estragos que ela mesma causou, manda seu ministro da Fazenda anunciar as "maldades" que, sem nenhum pudor, na campanha eleitoral ela atribuía ao candidato da oposição, se eleito fosse. Que líder é essa? Na hora de anunciar medidas amargas e indigestas, não tem coragem de dar a cara pra bater, reconhecendo seus próprios erros? Muito à moda do PT, mantém-se silente, esquivando-se da mídia, pretendendo, com esse comportamento pusilânime, passar a impressão de que nada tem que ver com as propaladas "maldades"!

JUNIA VERNA F. DE SOUZA

juniaverna@uol.com.br

São Paulo

Nossa presidente Dilma, tão visível na campanha eleitoral, depois de reeleita desapareceu e não dá satisfações a ninguém. Afinal, nós, brasileiros, só servimos mesmo para pagar impostos. Por isso apertem os cintos, a pilota assumiu e sumiu.

CLODER RIVAS MARTOS

closir@ig.com.br

São Paulo

'ESTADÃO', 140 ANOS

Felicitações

O aniversário é do Estado e os presenteados somos nós, seus leitores, amigos e parceiros, que ganhamos no domingo o caderno especial comemorativo de seus 140 anos. Um caderno que nos brinda com a história deste que é um dos mais importantes e respeitados veículos da imprensa brasileira e tem em sua trajetória a marca de sua coragem e independência editorial, a chancela de seu compromisso com a verdade, bem como a fidelidade a seus princípios e objetivos iniciais, sempre marcados pela defesa da liberdade de expressão, da democracia e da livre-iniciativa. Em nome dos Conselhos Diretor e Consultivo da Fiabci/Brasil, bem como de seus ex-presidentes - José Carlos Pellegrino (1975-1984), Luiz Carlos Pereira de Almeida (1984-1988), Romeu Chap Chap (1988-1994), Elbio Fernández Mera (1994-1997), Alvaro Coelho da Fonseca (1997-2001) e Raul Leite Luna (2001-2005) -, externamos nosso reconhecimento e rendemos nossas homenagens ao Estado, felicitando seu diretor-presidente, o estimado amigo Francisco Mesquita Neto, e toda a equipe de profissionais que fazem desse jornal um grande aliado da sociedade brasileira. Nossos sinceros cumprimentos pelo sucesso conquistado diariamente, e ao longo de todas essas décadas, com isenção e ética, e os mais sinceros agradecimentos pela importância que esse veículo concede ao mercado imobiliário nacional, ao posicionar-se como parceiro e se harmonizando com nossos princípios de defender, no Brasil, o direito à propriedade, essencial à produção imobiliária. Parabéns pela história do Estadão, sem dúvida um grande documento vivo da História do País.

BASILIO JAFET, RICARDO YAZBEK e RODRIGO LUNA, Fiabci/Brasil

fiabci@fiabci.com.br

São Paulo

O APAGÃO DE SEGUNDA-FEIRA

Vários Estados brasileiros ficaram sem energia elétrica na tarde de segunda-feira, 19/1, em virtude de uma determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). As distribuidoras receberam a ordem para cortar a energia de seus clientes, sem nenhuma informação adicional. Apenas uma determinação. O partido da presidente Dilma Rousseff negou durante os últimos 12 anos que houvesse a mínima possibilidade de racionamento de energia no seu governo. Ocorre, todavia, que mandar suspender a transmissão é, sim, uma forma de racionar o uso. O que vimos na segunda-feira foi a prova inconteste de que o setor elétrico brasileiro atravessa dificuldades em virtude da falta de investimentos. Poderíamos estar com o sistema a todo vapor, se tivéssemos fontes alternativas e mais baratas para a geração de energia elétrica, algo que os últimos governos não fizeram. A presidente e o ministro de Minas e Energia podem vir a público e dar explicações, mas contra fatos não há argumentos.
 
Willian Martins 
martins.willian@globo.com 
Guararema

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PRÉ-APAGÕES

A presidenta Dilma Rousseff só não entrou em estado de choque porque está faltando energia no sistema elétrico.

Sergio S. de Oliveira 
ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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SENÃO

Na "Pátria Educadora", a aula inaugural foi "como economizar energia", ministrada por dona Dilma. E, presidenta-gerenta competenta que é, levou a luz da cultura e saber a 8 Estados e ao Distrito Federal. O único senão foi o "apagão" durante a aula, mas isso, como todos sabem, é culpa do FHC...

A.Fernandes
standyball@hotmail.com 
São Paulo

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TERRA DOS APAGÕES

Imaginem a cena em que aquele chefe formado no MIT, com passagem pelo Vale do Silício, aperfeiçoamento na Alemanha e em outras fontes de excelência, sentado em sua confortável sala com o ar-condicionado comendo solto, é avisado por um de seus subordinados de que, em consequência do alto consumo de energia elétrica, há um rompimento "na grampola da parafuzeta". A resposta é rápida: "Corte a potência". Nem mesmo pensou nos hospitais, nas salas de cirurgia, nos berçários, no povo em pânico torrando dentro do metrô, etc., etc. "Devo avisar alguém?" "Não, isso é muito burocrático, além do que é um bom teste para nossos conhecimentos teóricos, porque não temos a mínima ideia do que pode acontecer e onde. Não se preocupe, isso já ocorreu no governo FHC e é comum em São Paulo graças à AES Eletropaulo. Além do mais, podemos dizer que sem a medida poderia ocorrer algo pior." Claro que isso é ficção. Afinal, aqui não temos apagões futebolísticos, hídricos, elétricos, de honestidade, na hora de votar e por aí vai.
 
Carlos Gonçalves de Faria 
sherifffaria@hotmail.com
São Paulo

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VAI FICAR MAIS CARO

O problema da falta de energia que sofremos esta semana foi só o começo. A coisa vai ficar bem pior. Sobre o preço da energia, nem vou comentar!

Laert Pinto Barbosa 
laert_barbosa@globo.com 
São Paulo

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QUEM VAI PAGAR O PATO?

Em apenas 20 dias do "novo" governo prometido por Dilma, só estamos vivenciando aumento de impostos, determinado por Joaquim Levy e sua equipe econômica. Notoriamente, esses impostos saem dos Estados pagadores de impostos, Sul e Sudeste. Então já passou da hora de os governadores desses Estados - e, como paulista, dirijo-me principalmente ao governador de São Paulo - nos defenderem do repasse do que aqui é arrecadado e enviado sem qualquer oposição a Brasília. Nós, cidadãos produtivos, estamos pagando o pato pela lambança de Dilma, sem nenhuma oposição. Governador, existe uma Constituição do Estado de São Paulo para nos proteger dessa extorsão. O senhor não vai fazer nada?

Glória Anaruma 
glória.anaruma@gmail.com
Jundiaí

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BOA VIAGEM, PRESIDENTE

É até bom que a presidente Dilma não vá ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Assim não corremos o risco de mais uma vez vê-la meter as mãos pelos pés em seus discursos e falar coisas de que até Deus duvida, tais como o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável, a pasta de dente não volta ao dentifrício ou que 20% dos portugueses estão desempregados, ou seja, um em cada quatro. E, afinal, como iria explicar o petrolão, a inflação, a corrupção, o aumentão dos impostos e tarifas, das mentiras e das enganações que ofereceu à Nação. Evo Morales que aguente.
 
Luiz Nusbaum 
lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

Depois do Fórum Econômico Mundial, vem a Rodada Uruguai, onde todas as conversações da Suíça viram realidade no mundo da economia global. Por que tanto descaso com nossa economiazinha, dona Dilma Rousseff?

José Guilherme Nantes 
joseguilhermenantes@hotmail.com
Franco da Rocha

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ONDE ESTÃO?

Lula-lá, onde estás? Escafedeu-se. Dilma-lá, onde estás? Escafedeu-se. Coitados de meu país e de todos os brasileiros.

Hans Dieter Grandberg 
h.d.grandberg@terra.com.br 
Guarujá

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PANCHO VILLA

O grande revolucionário mexicano, muito badalado, principalmente pelo cinema americano, era um homem iletrado e tosco. No entanto, depois de vencer a revolução, tornar-se presidente do México e, à frente de um governo considerado muito corrupto, produziu uma pérola: "No início, nossa revolução assemelha-se a uma donzela, cheia de charme e idealismos. Vitoriosa e, após uns tempos, ela se transforma numa bruxa e nós descobrimos que nos tornamos muito piores do que aqueles que combatemos". Alguma semelhança?

Sérgio Cunha 
scunha1001@yahoo.com.br
São Paulo

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DILMA TIRA O CORPO FORA

É lamentável a nota oficial da direção da Petrobrás que chega à triste conclusão, tardiamente, de que a culpa pelos altos custos da construção da Refinaria de Abreu Lima (PE) é do ex-diretor da empresa Paulo Roberto da Costa (este envolvido na Operação Lava Jato). Ou seja, com toda estrutura administrativa da estatal, incluindo empresas de consultoria, etc., ninguém percebeu irregularidades, inclusive gente do Planalto, que uma obra inicialmente orçada em US$ 2,4 bilhões (hoje ainda inacabada) já custa cerca de US$ 18,8 bilhões.  E os que compõem o conselho da empresa, estão lá somente para tomar seu cafezinho e receber gorda remuneração? A presidente Graça Foster parece estar no alto cargo que ocupa apenas para anunciar descobertas de novos poços e, principalmente, tentar isolar a presidente Dilma, que, ao lado de Lula, são na realidade os grandes responsáveis pela derrocada e o lamaçal da Petrobrás, já que os picaretas para os postos-chave da empresa foram eles que indicaram, no intuito de desviar para os cofres do PT e os bolsos de camaradas e aliados os R$ 10 bilhões, conforme sugere a investigação da Polícia Federal.

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A SEQUÊNCIA DE PIZZAS INDIGESTÍVEIS

Quando se tornaram públicos os detalhes da compra desastrosa pela Petrobrás da Refinaria de Pasadena, a presidente Dilma Rousseff prometeu investigação rigorosa "doa a quem doer". Graça (escudo) Foster prometeu o mesmo até que não sobrasse "pedra sobre pedra". Resultado? A auditoria interna da Petrobrás mostrou lista de atos lesivos nesta compra sem nem citar, sequer, a palavra "irregularidade" no relatório. Para completar, e apesar da roubalheira bilionária dos cofres da estatal, descoberta pela Operação Lava Jato, o ministro Eduardo Braga, de Minas e Energia, declarou que a presidente da Petrobrás "deve comandar processo para acabar com corrupção na estatal". Diante desse cardápio de pizzas, vale sugestão: enquanto a Polícia Federal e o Ministério Público terminam a parte criminal, o governo deve nomear uma comissão técnica, apolítica, independente, com alguns membros estrangeiros, para elaborar um sistema anticorrupção e transparente para o gerenciamento desta e as demais estatais. É melhor fazer isso antes de perder a credibilidade internacional ou ser obrigados por ações judiciais nos Estados Unidos, na Suíça, na Holanda e em outros países que surgirão.

Omar El Seoud
ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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A COMPRA DE PASADENA

Todos devem ser cobrados, inclusive a atual presidenta da República! Justiça seja feita!
  
Robert Haller 
robelisa1@terra.com.br 
São Paulo

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SEMPRE O BODE EXPIATÓRIO

Creio que mudança no nosso "sistema" democrático proibindo a indicação para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado, (administração direta e indireta federais, estaduais e municipais), isto é, eliminando o loteamento político, as organizações, à semelhança das dos países desenvolvidos, se desenvolverão tornando-se eficazes e eficientes. Infelizmente, qual é o partido que tem proposta para acabar com o loteamento, qual é o político eleito (ou candidato) que tem proposto acabar com o loteamento político? Creio que a resposta nos compromete a todos: aceitamos a cultura de "se servir do Estado" em prejuízo da maioria como natural. A mudança necessária, uma vez iniciada, exigirá décadas e décadas, é o que o exemplo dos países desenvolvidos mostra.

Darcy Andrade de Almeida 
dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo

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CHEIRANDO À PIZZA 

Sinceramente, depois de ler que a Controladoria-Geral da União, com o apoio da Advocacia-Geral da União, ambas subordinadas diretamente a dona Dilma Rousseff, estão empenhadas em convencer o Ministério Público Federal a aceitar um acordo de leniência para limitar a punição às empreiteiras envolvidas no escândalo do petrolão, começo a ter dúvidas do final desta história, e, com a força do PT e de seus aliados, infelizmente isso pode acabar em pizza e o País... ah, este que se dane!

Luiz Roberto Savoldelli 
savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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DELAÇÃO PREMIADA

Sugiro que José Sérgio Gabrielli e todo o Conselho de Administração da Petrobrás decidam pleitear na Procuradoria-Geral o benefício do instituto legal da delação premiada. Esta é a hora!

Orlando Cesar de Oliveira Barretto 
ocdobarr@usp.br 
São Paulo

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COINCIDÊNCIAS?

Estranha coincidência numérica indica que, há 13 anos, um helicóptero resgatou Dionísio Severo do presídio de Guarulhos. Ele, logo em seguida, participaria do "sumiço" do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Mas as coincidências não param por aí: segundo denúncias de Romeu Tuma Jr., que era delegado da Polícia Federal na época, mataram o delegado seu amigo, Josimar Ferreira de Oliveira, que foi o responsável pelo boletim de ocorrência do caso, justamente agora, às vésperas de este retomar as investigações desse episódio. Até hoje um mistério não "solucionado" pela Justiça brasileira. O mesmo se diga para o caso de Toninho do PT, em Campinas. E mais coincidências: o piloto do voo que matou o presidenciável Eduardo Campos foi eleito pelos investigadores da Aeronáutica o assassino em potencial, já que depois de tantas análises concluíram que as falhas foram da super bem preparada equipe de voo. E, já que nós "não sabemos do que eles são capazes", faz tempo que não ouço falar em Venina Velosa da Fonseca, a ex-funcionária da Petrobrás. Se ela ainda estiver na escuta, que se cuide.

Carmela Tassi Chaves 
tassichaves@yahoo.com.br  
São Paulo

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AUXÍLIO-MORADIA NO JUDICIÁRIO

Cada vez mais tenho a impressão de estar vivendo num país de quinta categoria. Ao ler no "Estado" de domingo (18/1) que integrantes da cúpula do Poder Judiciário receberam R$ 4,3 mil em auxílio-moradia mesmo tendo casa em Brasília (e que casa!), essa minha impressão se acentuou. Um mau exemplo de consequências deploráveis. Justificam-se, e são apoiados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em normas legais. Até mesmo numa Alemanha nazista mandavam sem pestanejar judeus para os fornos crematórios porque havia leis que amparavam a medida... Esquecem-se estes supremos representantes da Justiça brasileira que as leis morais pairam acima de tudo e de todos. Sugiro a esses senhores que leiam mais Montaigne, Rousseau e Santo Agostinho, e menos Maquiavel, e que se esforcem para que o Poder Judiciário adquira estatura e performance dignas de um país de Primeiro Mundo.

Décio José Balles 
telasballes@bol.com.br 
São José dos Campos

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LEGALIDADE E AMORALIDADE
 
Auxílio-moradia para servidores do Judiciário com imóvel próprio? Argumentos de legalidade fundamentando-se em decisão liminar, que pode ser modificada? Em Lei Orgânica da Magistratura e Lei Complementar, ambas infraconstitucionais? Por favor, ministros no Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais e Conselhos Superiores de Justiça e procuradores: mesmo lotados no Poder Judiciário e usando beca, não são uma casta à parte, e, sim, servidores públicos como quaisquer outros em igual condição. Se não estão satisfeitos, saiam do serviço público e venham para o mundo real brasileiro sentir a grave crise econômica que vivemos, com grande contribuição deste poder de postura fidalgal, do qual nós pagamos a conta. Mas, por favor, não nos julguem imbecis apresentando argumentos amorais, falando em simetria, uso da verba para pagar prestação de imóvel próprio. Nós somos brasileiros indignados por pagarmos esses privilégios sem fim. 
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto 
honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

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O MÍNIMO RESPEITO

O Brasil necessita mais do que nunca de poderes constituídos que tenham o devido bojo moral para recolocar este país nos trilhos. Eu pergunto: que moral tem um órgão que dá auxílio-moradia aos seus membros mesmo tendo eles casa própria, como é o caso do Supremo Tribunal Federal (STF)? Eu, por exemplo, diante de uma situação desta, não nutro o mínimo respeito por essa ou por qualquer outro poder constituído que aja dessa maneira insultuosa ao cidadão de bem.   

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos 
professortenorio@uol.com.br 
Monte Alto

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VALE-TUDO

A morte do surfista Ricardinho, uma das quase 60 mil mortes por homicídio que o Brasil vai registrar neste ano de 2015, poderia servir a todos para uma profunda reflexão. Aonde nós vamos chegar como sociedade? O que será que os historiadores contarão no futuro sobre a civilização brasileira? Provavelmente, mal influenciados pelos exemplos dos malfeitos praticados por aqueles que deveriam primar pelo trato da coisa pública e pelo bem-estar de todos, em todos os níveis e em todas as esferas, estamos partindo para um vale-tudo ou vale qualquer coisa, desde que eu tenha o meu pirão primeiro. Que se dane o meu vizinho, o meu colega de trabalho, a pessoa que casualmente está ao meu lado no transporte público, no trânsito ou no lazer. Urge uma campanha em nível nacional para que nós, os brasileiros, ponhamos um pouco de ordem no caos, sob pena de nos tornarmos bárbaros.

Marco Antonio Esteves Balbi
mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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EXECUÇÃO NA INDONÉSIA

Quero cumprimentar a deputada Maria do Rosário (PT-RS) pela sua declaração de que o brasileiro executado na Indonésia no sábado, Marco Archer, era um bandido, um traficante, e não um herói. Como ela, não sou adepto da pena de morte. Contudo, há que se respeitar, acatar a lei, ora a lei, das nações. É necessário a senhora que governa o Brasil parar com a sua indignação, seu propósito de estremecer as relações do País com a Indonésia. Se o código das leis de lá é assim, não se discute. Respeita-se sua soberania. Cumpra-se. Eduque, oriente os nossos patrícios a serem obedientes, acatarem as leis de todos os países. Agora só falta a referida senhora botar as cinzas do traficante num "panteão de glória". No Brasil de hoje, tudo pode acontecer.

Henrique Gândara 
clineurohenrique@uol.com.br 
Ribeirão Preto
                              
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PELO DIREITO À VIDA

A deputada federal e ex-secretária dos Direitos Humanos Maria do Rosário (PT/RS) perdeu boa chance de ficar de boca fechada. Ninguém disse que o brasileiro Marcos Archer, executado pela Indonésia por tráfico de drogas, era um herói. O que se combate é a aplicação da pena de morte, a barbárie e o desrespeito aos direitos humanos. Defende-se o direito à vida para todo e qualquer ser humano. Só isso. Essa senhora deveria ter mais sensibilidade e respeito antes de falar besteiras. O que a Indonésia fez ao executar covardemente um cidadão brasileiro é inaceitável sob todo e qualquer ponto de vista, e o Brasil deve romper relações diplomáticas com tal país bárbaro e selvagem.
 
Renato Khair 
renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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INDIGNAÇÃO

A sociedade brasileira aguarda com ansiedade a nota de indignação da presidente Dilma em relação à ameaça de decapitação, em troca de resgate, de dois reféns japoneses por parte do grupo Estado Islâmico, o mesmo com o qual ela defendeu abertura de diálogo.

Paulo Roberto Gotaç 
prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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FUZILAMENTOS

A presidente não aceita fuzilamento de traficantes na Indonésia, porém ignora o "paredón" cubano que fuzilou 20 mil democratas cubanos. Só comunistas podem fuzilar?
 
Marius Arantes Rathsam
mariusrathsam@hotmail.com 
São Paulo
 
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CLEMÊNCIA

Na página A13 de 19/1, havia uma pequena notícia informando que uma menina de 4 anos foi morta por uma bala perdida no Rio, durante tiroteio entre traficantes. No mesmo fim de semana, assistimos a Dilma Rousseff pedindo "clemência" e até a intersecção do papa para a Indonésia não fuzilar um traficante internacional de cocaína. Diante disso, gostaria de saber a quem os familiares da criança devem recorrer, uma vez que os criminosos já escolheram recorrer diretamente à presidente da República, que já demonstrou prestar-lhes solidariedade imediata.

Frederico d'Avila 
fredericobdavila@hotmail.com 
São Paulo

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MEIAS-MEDIDAS

A execução do brasileiro na Indonésia, embora lamentável, pode ter efeitos pedagógicos para o Brasil. Enquanto lá o presidente afirma que "a guerra contra as drogas não pode ser feita com meias-medidas", por aqui, com a cultura do coitadismo e do jeitinho, mesmo para crimes hediondos, só existem meias-medidas.

Gilberto Dib 
gilberto@dib.com.br
São Paulo

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BRASILEIRO EXECUTADO

Todo este movimento de indignação nacional em razão da execução de um brasileiro na Indonésia pode servir para a sociedade brasileira se autoanalisar, pois muito se fala em direitos humanos, em desproporcionalidade da pena em relação ao delito, etc. Fica patente que, mesmo a sociedade brasileira vivendo o flagelo das drogas e suas consequências, a permissividade brasileira insiste em se enganar. Seria melhor para a sociedade brasileira internalizar a ideia de que as pessoas devem arcar com as consequências dos seus atos, assim o brasileiro em questão, ao levar drogas para um país islâmico, onde se sabe que as penas cruéis são comuns, ele tentou a sorte e se deu mal, então deve arcar com a consequência de seu ato - e foi o que se deu sábado. Antes de criar uma celeuma, dever-se-ia pensar se a solução que os indonésios tomaram não seria ideal para a nossa realidade, quando pensamos nos megatraficantes que têm espaço no horário nobre do noticiário toda vez que sai da cadeia (muitas vezes de jatinho à custa do contribuinte) para ir a um tribunal responder por mais um delito, mesmo estando preso há alguns anos.

Luís Severiano Soares Rodrigues 
luisseveriano@bol.com.br 
Mesquita (RJ)

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REFLEXÕES

Com apelo de clemência pela vida do traficante executado na Indonésia, nossa presidente apenas expressou o sentimento dominante na cultura brasileira. Aliás, nossa leis são naturalmente reflexos dessa cultura. São permissivas, complacentes e, não por raras vezes, incentivadoras da continuidade na prática de atos criminosos. Ao interceder pelo perdão e não ter sido atendida, não se deu conta de como somos falhos na interpretação das leis e, sentindo-se ofendida, chamou o embaixador do Brasil naquele país para consultas, já proclamando que nossas relações estão comprometidas. Pelas leis brasileiras, um italiano que matou pessoas e foi condenado em seu país está vivendo livremente aqui. Da mesma forma, um assaltante, ladrão de trens do banco da Inglaterra, teve aqui o mesmo perdão e aqui viveu feliz, enquanto quis. Aqui um delinquente tem todo direito à defesa em infindáveis apelações, até que prescreva o julgamento por idade avançada. Já a vítima de morte, por exemplo, nenhum direito lhe é dado. A recusa do mandatário da Indonésia deve servir de reflexão, e não de repúdio.

José Sergio Trabbold 
jsergiotrabbold@hotmail.com 
São Paulo
  
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DIREITOS HUMANOS

Também somos contra a "pena de morte". A Anistia Internacional, mais enfática, diz que as execuções são "regressão dos direitos humanos". E as drogas, o que são? Matam inúmeras pessoas a todo instante e, principalmente, jovens. Afinal, o que é pior? Em razão de como caminha a humanidade, a pena de morte vai se estender para outros países, caso essas drogas não sejam banidas da face da Terra. É o que se espera! As drogas têm sido um flagelo para muitos jovens e famílias. O brasileiro executado na Indonésia, Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, quando entrevistado em 2005, já na prisão, disse ao repórter: "Nunca fiz nada na vida, exceto viver do tráfico". Portanto, de nada adianta chorar depois do leite derramado. O que foi feito feito está!
 
Luiz Dias 
lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo     

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CIRCO DIPLOMÁTICO

O pedido de clemência pela vida do brasileiro Marco Archer foi feito e não foi aceito, e assim deveria ter sido encerrado o triste assunto. Três dias de luto oficial não deixam de ser um regalo aos traficantes que sustentam tantas mortes diariamente em nosso país.

Leila E. Leitão
São Paulo 
                  
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VERGONHA

Lendo no "Estadão" (19/1, A11) o relato do cineasta Marcos Prado sobre as características do presídio onde se encontrava preso o condenado Marco Archer, na Indonésia, fiquei envergonhado com nossa realidade. Eis o que disse o cineasta: "O presídio onde ele ficava é moderno e não tem similaridade com as cadeias brasileiras. Tem quadra de tênis, sala de ginástica, três igrejas, um mercadinho, uma cozinha". É humilhante reconhecer nosso subdesenvolvimento e o descaso de nossos governantes com os mais comezinhos princípios de civilização. É pena que pouca gente neste país tome conhecimento dessa realidade que nos envergonha.

Mário Rubens Costa 
costamar31@terra.com.br 
Campinas

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ALBERTO NISMAN

O assassinato do promotor federal Alberto Nisman, às vésperas de seu contundente e revelador depoimento no Congresso argentino, é prova evidente, cabal e conclusiva do envolvimento direto do governo Kirchner com o covarde e brutal ataque terrorista iraniano à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994. "Yo soy Nisman".

J. S. Decol 
decoljs@globo.com 
São Paulo

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GOVERNO SUSPEITO

Um governo que cerceia a imprensa, corrupto e populista, como outros bolivarianos, sem dúvida que é mais do que suspeito pela morte de Alberto Nisman, que denunciou a presidente Cristina Kirchner por encobrir o Irã no atentado terrorista contra a Amia. A tese de suicídio é fraca, já que o denunciante pediu proteção policial. Quem quer morrer não se protege da morte. Foi mais um que se doou contra o terrorismo que se foi. Je suis Alberto...

José E. Zambon Elias
zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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CENSURA ESTÚPIDA

Tanto quanto a estupidez dos terroristas islâmicos em Paris procedeu o "editor" do "jornal" israelense "Hamevaserse" ao censurar e apagar da foto internacionalmente divulgada (adulterando-a) as mulheres na marcha em memória aos mortos no atentado de 7/1. Pior a sua explicação: "Incluir uma mulher em algo tão sagrado pode profanar a memória dos mártires" (18/1, E5). Porventura não teria ele mãe? Não foi parido por ela, mas defecado pelo pai? A discriminação entre o próprio gênero humano é tão ou mais abominável quanto o ódio religioso reinante entre muitos.

Paulo Busko 
paulobusko@terra.com.br 
São Paulo

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AS ARMAS

Mesmo enojado com a "justificativa" do editor Binyamin Lipkin, do jornal israelense "HaMevaser", ao apagar as mulheres da foto dos líderes mundiais na marcha em respeito aos mortos no ataque terrorista de Paris (caderno "Aliás", imagens da semana, 18/1, E5), com a preconceituosa e cretina "argumentação" de que "incluir uma mulher em algo tão sagrado pode profanar a memória dos mártires" (como se houvesse na Terra algum ser humano, letrado ou analfabeto, não nascido de mulher e de que não necessitou do ventre, do seio e do amor da mão para sobreviver), eu gostaria de buscar uma resposta coerente a que nenhum órgão de imprensa, nenhuma autoridade política ou policial, nem qualquer "núcleo de inteligência", nacional ou internacional, se prestou a esclarecer: "Sabedor de que arma de fogo só se presta para ameaçar, ferir ou matar pessoas, e sendo certo de que esse instrumento mortal possui marca de fábrica, país de origem e número de série, para seu controle e venda, exportação, importação e posse, como os terroristas, de "cérebros lavados", invasores do jornal "Charlie Hebdo", conseguiram seus fuzis AK-47, de quem os adquiriram, quando já eram "investigados" na França, e quanto os fabricantes e vendedores de tais armas e respectivas munições lucraram, juntamente com o fisco estatal, que também lucra com as mortes e o "silêncio" governamental? O povo não deve continuar anestesiado com as imagens, sem informação completa e correta dos fatos.  Pensar não ofende.
 
Bismael B. Moraes 
bismoraes@uol.com.br
Guarulhos

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O CARTUNISTA SINÉ

Sobre a matéria do brilhante Sérgio Augusto ("Os testículos de Siné", 18/1, E8), gostaria de complementar que foi Siné quem lançou a primeira publicação dando origem ao Hara Kiri, Charlie Hebdo, Actuel e até mesmo a Jueves, esta que se mantém na Espanha. Chamava-se Siné Massacre nos anos 60. A saída do Siné de Charlie tem também que ver com o mesmo espaço disputado por dois gênios com o mesmo estilo diferenciado dos demais: ele e Wolinski.

Cartunista Geandré 
brizio3000@uol.com.br 
São Paulo
 
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DIREITOS HUMANOS EM SÃO PAULO

A poderosa Secretária de Direitos Humanos (e dos manos) e Cidadania ganhou um novo secretário, o polêmico, aguerrido e dinâmico Eduardo Suplicy. Vamos acompanhar sua performance, torcendo para que não se assemelhe aos 24 anos do dito no Senado.  

J. Perin Garcia 
jperin@uol.com.br
São Paulo

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SOLIDARIEDADE DE 'CUMPANHERO'

Apeado do Senado por meio das urnas, depois de 24 anos envergonhando o povo paulista, o neto de nobre italiano, como gosta de frisar, Eduardo Matarazzo Suplicy, ganhou uma teta para chamar de sua no governo paulistano - a pasta dos Direitos Humanos. Como a amizade e a solidariedade são lindas!

Aparecida Dileide Gaziolla 
aparecidagaziolla@gmail.com  
São Caetano do Sul

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SANGUE NOVO

Suplicy é o novo secretário de Fernando Haddad. Agora ou vai ou racha.

Virgílio Melhado Passoni 
mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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SUPLICY SECRETÁRIO

Sem entrar no mérito da capacidade do sr. Eduardo Suplicy, nem no da necessidade de a Prefeitura ter uma Secretaria de Direitos Humanos, creio que seria de maior utilidade para os cidadãos paulistanos, contribuintes, se a enorme verba dessa secretaria (inclusive o salário e mordomias do secretário) fosse aplicada na recuperação das árvores carcomidas e abandonadas pelo poder municipal, que estão caindo às centenas a cada temporal que se abate sobre nossa capital. A destacar a inovação do "jeito petista de governar" no que se refere à criatividade em termos de cabides de emprego.

Elias da Costa Lima 
preussen@uol.com.br
São Paulo

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'BLOWIN IN THE WIND'

Suplicy é o novo secretário de Haddad. Se cantar "Blowin in the Wind" na posse, cai mais uma árvore na cidade. 

Léo Coutinho 
leo.coutinho@uol.com.br  
São Paulo

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SUPLICY EMPREGADO

Uma coisa temos de admitir: o PT não deixa nenhum camarada desempregado.

Silvio Leis 
silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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EMPREGO, NÃO TRABALHO

O PT, PMDB e partidos aliados transformaram os governos federal, estadual e municipal em verdadeiros cabides de emprego para beneficiar cada vez mais seus partidários, parentes e amigos mais próximos. Basta ver que Fernando Haddad, evidentemente a mando de Lula, deu um novo posto a Eduardo Suplicy: a Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo. Como são gentis entre si, né não? 

Angelo Tonelli 
angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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UFA!

Com um golpe de mestre o prefeito Haddad convocou o competente Suplicy a fazer parte do seu staff. Ainda bem que o Tiririca manteve o mandato.
  
Marcos Catap 
marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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CRISE HÍDRICA E ELÉTRICA

Um diagnóstico nacional sobre saneamento recém-divulgado pelo Ministério das Cidades revela que cariocas consumiram 75% mais água do que paulistanos em 2013. Enquanto os paulistanos gastaram 188,03 litros diários, os cariocas consumiram 329,14 litros por dia. A ONU determina que uma pessoa consuma 110 litros de água por dia. Mas essa cota não está sendo respeitada por ninguém. Os reservatórios estão secando, está acabando a água e, consequentemente, a luz fica mais cara e também vai escassear. Tristes tempos estes em que não se tem água nem luz, e daqui a pouco vão faltar alimentos, pois sem água é impossível plantar. Quando é que o ser humano vai se dar conta de que o assunto é sério? Quando a fonte secar?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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RACIONAMENTOS

Brasil que me seduz, de dia (noite) falta água, de noite (dia) falta luz! Sorte de dona Dilma (PT) que a Copa do Mundo foi no inverno.
 
Tania Tavares
taniatma@hotmail.com 
São Paulo 

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A SEMÂNTICA DO RACIONAMENTO

No início do século passado, quando da ocorrência de epidemia de cólera no Brasil, havia também uma discussão semântica por parte das autoridades da época de como aquela enfermidade deveria ser designada: algumas defendiam que deveria ser "a cólera" (em alusão à doença). Outras achavam que a melhor designação seria "o cólera" (em referência ao agente causador da doença, o vibrio cholerae ou vibrião colérico). Enquanto isso, a cólera grassava matando.

Jose Eduardo W de A. Cavalcanti 
cavalcanti@ambientaldobrasil.com.br  
São Paulo

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CONTO DO VIGÁRIO

Segundo a coluna de Eliane Cantanhêde, Alckmin e Dilma foram reeleitos porque seus eleitores caíram feito patos em suas campanhas fraudulentas. Discordo, pois eu não votei na Dilma, sabendo que sua campanha era baseada na mentira, ciente de sua incompetência e responsável pela crise econômica no País, e votei no Geraldo Alckmin para governador do meu Estado, mesmo sabendo que ele "negava" a crise hídrica e tendo consciência da gravidade da crise hídrica, pois sei que ele não é o culpado pela ausência da água, como queriam mostrar seus opositores, principalmente o poste n.º 3, Padilha. Alckmin precisou jogar "sujo", para competir em igualdade com seus opositores e eu votei nele, pois para mim, em time que está vencendo, não se mexe (plagiando um ex-presidente incompetente, que eu me recuso a falar seu nome). Portanto, os eleitores da Dilma, podem estar se sentindo enganados, mas os eleitores do Alckmin, estão conscientes que fizeram a melhor escolha. Essa é a diferença: Dilma foi reeleita por votos de pessoas ignorantes, sem acesso à informação e contentes por receber uma bolsa miséria, mas Alckmin foi reeleito por pessoas conscientes, assinantes de jornais e revistas, que não apenas leem as matérias, mas que a compreendem e se manifestam sobre elas.

Maria Carmen Del Bel Tunes
carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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GESTÃO E GERENCIAMENTO

O cientista político e professor do Insper Carlos Melo resumiu muito bem os motivos que contribuíram para que as agruras que a população brasileira vem sofrendo, falta de gestão e gerenciamento dos nossos governantes. Desde 2012, lembra ele, "já se sabia da crise da água e da energia, mas essas questões foram deixadas de lado por aspectos políticos". E as suas críticas são para presidente Dilma e a outros gestores, como o governador Alckmin coma crise hídrica em São Paulo. A gestão incompetente da presidente Dilma Rousseff já está mais do que comprovada, por todas as mazelas que são relatadas de longa data pela imprensa nacional. A queda generalizada de energia elétrica no dia de ontem nos Estados do sul, sudeste e centro oeste ocorrida ontem é muito mais grave se atentarmos para o fato que a produção da indústria brasileira está em queda, decorrente de uma política econômica desastrada que só daria certo na imaginação do ex-ministro Guido Mantega. Até eu que não sou economista sabia disso, simplesmente porque não tinha nenhuma lógica. A política energética não só da presidente Dilma, como do ex-presidente Lula pecou por relegar a um plano inferior as energias eólicas e solar, bem como aquela proveniente de uma fonte poluidora como o petróleo do pré-sal, em detrimento daquelas provenientes de fontes renováveis como o etanol. E o pior que a situação ainda vai piorar e muito. Já o governador Alckmin deveria ter instituído não só um racionamento de água nas regiões afetadas do Estado, principalmente São Paulo, no início do ano passado, como penalizado com rigor os esbanjadores, inclusive com o corte de fornecimento. Cabe aqui citar a frase do economista Francisco Pessoa da LCA Consultores, ao encerrar a sua participação no programa Globo News Painel de 17/1 "temos que esperar que os estadistas apareçam ou floresçam". E eis uma ótima síntese para a solução dos problemas que nos afligem há anos. Estão faltando verdadeiros estadistas, em todos os níveis de governo, para conduzir o nosso país em seu rumo correto.
 
Gilberto Pacini 
benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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