Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2015 | 03h16

De mal a pior

Dilma Rousseff segue irresponsável no comando do governo, depois de uma campanha eleitoral de promessas falsas. Falta de luz, aumento de impostos, Ministério inchado, tabela do Imposto de Renda desatualizada... E demanda tudo isso sem dar as caras na mídia - ela só aparece para mostrar umas merrecas de benfeitorias. A oposição precisa ser forte nesta hora e cobrar essas atitudes.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

O papel da oposição

Nunca antes neste país foi tão importante o papel da oposição - especialmente do PSDB, pela relevância que ganhou como resultado das eleições passadas. Deve controlar, cobrar e, a meu ver, até estimular o governo a tomar as medidas corretas e prementes, como foi a nomeação da equipe econômica, para evitar a crise profunda que se avizinha, com repercussões nas áreas política e social.

HELIO TEIXEIRA PINTO

helio.teixeira.pinto@gmail.com

Rio de Janeiro

Aumento de impostos

Num país onde não se aguenta mais pagar impostos, o novo ministro da Fazenda vem com uma ideia "criativa" para equilibrar as contas pública: aumento de impostos. Não sou expert no assunto, mas qualquer economista de bom senso que pretenda enxugar e equilibrar as contas de uma empresa ou, no caso, do governo tem de começar com a lição de casa, ou seja, cortar na própria carne, o que significa controlar ou extinguir os cartões corporativos, sanear os gastos do governo, fechar os ralos da corrupção, auditar todas as empresas públicas, notadamente a Petrobrás e o BNDES, rever todos os contratos já firmados pelo governo, etc. Não se limpa uma casa apenas com o espanador, é preciso faxina grossa. E muita seriedade. Se não conseguir isso por pressões políticas, o sr. Joaquim Levy que pegue o seu boné e denuncie o fato ao Brasil.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Saco de maldades

Como era esperado, o saco de maldades começou a ser aberto, ratificando o grande estelionato eleitoral do governo Dilma 2. De todas as medidas tomadas, ao menos duas vão pesar diretamente no bolso das categorias menos favorecidas: o aumento do IOF sobre empréstimos (pessoa física) e o veto presidencial à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda. Dentro da atual política econômica de tentar, a qualquer custo, fazer superávit nas contas públicas, tenho uma sugestão para o dr. Joaquim Levy: zerar as verbas publicitárias do governo federal e das empresas estatais. A economia seria significativa, sem trazer nenhum prejuízo à população, que já não acredita no "Brasil maravilhoso" que nos tentam vender.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

Remédio perigoso

O governo assemelha-se a uma organização parasitária e espoliadora, numa estrutura de poder que na prática pouco tem de democrática. O povo produz a riqueza do País. Transferida para o governo, este a desvia criminosamente em benefício próprio. Ciente do seu crime, ele o esconde durante campanha eleitoral e ludibria o ingênuo povo desinformado. Se descobertos, os crimes são atribuídos a "eles", os "ricos". Após as eleições, novamente garantido no poder, joga fora a máscara e aumenta a sangria dos súditos. Preocupado em manter a eterna exploração, lança projetos de controle da mídia. Assim, com a informação censurada, não dependerá do processo político democrático e se manterá no poder aos moldes venezuelanos e quiçá cubanos, seus afetos. Não é este o Brasil que o brasileiro de bem deseja para seus filhos e netos.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

Apagão

A construção das usinas de Santo Antônio, Jirau, Teles Pires, etc., além de superfaturada, está atrasada. Ademais, quando elas ficarem prontas, as linhas de transmissão que as ligarão aos centros consumidores ainda estarão em obras. Nos Estados do Nordeste (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará) existem numerosos parques eólicos prontos, mas sem as devidas linhas de transmissão. Enfim, passadas as eleições, o governo federal "descobriu" que a seca que esvaziou os reservatórios da Sabesp é a mesma que secou os reservatórios das hidrelétricas. Para ganhar a eleição os irresponsáveis acionaram a toda a carga as usinas termoelétricas, cuja energia, além de altamente poluente, é muito mais cara. E mais: contrariando suas promessas em Davos, conseguiram "sujar" uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta. Que Deus nos ajude!

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

O que me assusta mesmo, muito mais que os apagões de energia que ainda estão por vir, é o apagão do Brasil. Que, iniciado 12 anos atrás, mas camuflado e escondido, já começou - o que é inevitável - a sair do armário.

JOSÉ E. BARBOSA GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

'ESTADO', 140 ANOS

Felicitações

Por ocasião do aniversário do Estado, não poderia deixar de manifestar felicitações; meus laços com o grande jornal datam do tempo em que nele comecei a trabalhar, ainda ao tempo em que era dirigido pelo dr. Julio de Mesquita Filho e, depois, por seus filhos.

PAULO BROSSARD

Porto Alegre

Meus mais efusivos cumprimentos pelo transcurso dos 140 anos de existência de O Estado de S. Paulo. Mais que um jornal centenário, nosso respeitável Estadão recebe merecidamente parabéns por sua trajetória impecável em permanente defesa da liberdade de expressão e do aperfeiçoamento democrático do nosso país. Cumprimentos também pela edição histórica do caderno referente aos 140 anos de vida do Estadão, que apresenta um grande e oportuno apanhado de fatos da nossa História, registrada cotidianamente nas páginas do jornal, desde a primeira edição de A Província de São Paulo, em 1875, até os dias atuais.

ROBERTO BRAGUIM, presidente do Tribunal de Contas dos Município

São Paulo

Parabéns pelos 140 anos do Estado e pela primorosa edição histórica que registrou a memorável trajetória do jornal na vida do País, e de todos nós, durante esse período.

EDUARDO MARSON, presidente da Helibras

São Paulo

AUMENTO DE IMPOSTOS

É oito ou oitenta! Resolveram jogar tudo no colo do cidadão brasileiro de uma só vez. A cesta de maldades é enorme: aumento das tarifas de energia, aumento de impostos, aumento de combustíveis, apagão, corte de água, corte de direitos trabalhistas. Com isso, a Bolsa despenca, o desemprego pode crescer, o metrô para, o banho fica mais curto. Já pensaram se a indústria estivesse pelo menos à meia carga? Salve-se quem puder!

José Martin

jlmartin@estadao.com.br

São Paulo

*

CHUPANDO CASCAS

Os que, segundo Dilma e o PT, eram "pessimistas" ou que "torcem contra o Brasil" talvez atravessem 2015 com menos aflições e menos dívidas do que os 53 milhões de otimistas que nela votaram. Com apenas 20 dias de governo Dilma 2, todos já se deram conta de que ser "pessimista" e evitar endividar-se, poupar algum dinheiro e cortar despesas em casa, esperando pelo pior, foi o melhor negócio. Dá pena ver aqueles que acreditaram no mundo maravilhoso do PT e agora darão pulos para pagar prestações, empréstimos e ainda arcarão com os prejuízos do setor elétrico, do petróleo e da gastança do governo, além do aumento da inflação. Dá raiva ver que a conta é só nossa e que o governo não pretende cortar quase nenhuma despesa. Continuam os 39 ministérios, os milhares de cargos de confiança, a gastança nos cartões corporativos, os generosos aumentos de salários para os mandatários e seus colaboradores, a distribuição de mais cargos. Nem sequer a verba do abacaxi foi cortada. Segundo consta, foram empenhados R$ 86 mil em frutas, sendo 6 mil abacaxis, para a Presidência consumir em 2015. Aos pessimistas e otimistas das últimas eleições restará apenas descascá-los. Mas não se aflijam: será permitido chupar as cascas! Dilma "é uma mãe"!

M.Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@gmail.com

Florianópolis

*

ESTELIONATO ELEITORAL

Alguém se lembra de ter ouvido Dilma Rousseff em campanha para a reeleição mencionar algo a respeito de aumentar impostos, criar outros e recriar antigos? Sem dúvidas que não, pois não fazem jogo limpo, adoram nos surpreender. Porém sempre para o mal.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

DERRAMA CRIMINOSA

Todo brasileiro sabe que, se quiser ter uma assistência médica aceitável, deve contratar um plano de saúde particular; se pretende ter uma aposentadoria tranquila, deverá se inscrever num plano de aposentadoria privado; se pretende dar a seu filho uma formação que o credencie a uma vida profissional razoável, deverá matriculá-lo numa instituição de ensino particular. Recentemente, conversando com um corretor de imóveis, fui informado de que os prédios de apartamentos que não tiverem geradores próprios e seus poços artesianos sofrem uma sensível desvalorização. Assim, ficam as perguntas: para que servem os impostos? O que os governos municipais, estaduais e federal fazem com cerca de 40% de nossa renda, recolhidos como IPTU, IPVA, IRPF, IRPJ, ISS, PIS, Cofins, CSLL, etc.? Bem, creio que todos têm suas respostas para essa derrama absurda, criminosa e impune.

Luiz Antônio Alves de Souza

zam@uol.com.br

São Paulo

*

ALTERNATIVAS

Ao invés de aumentar impostos, contradizendo o que apregoou durante a campanha eleitoral, a presidente poderia, se ainda lhe restar um pingo de honestidade e vergonha na cara, adotar algumas medidas saneadoras para diminuir gastos: simplesmente fechar algumas espeluncas de Brasília, tais como Palácio do Jaburu, Granja do Torto, etc.; dispensar inúteis e nocivos personagens como o sr. Marco Aurélio Garcia e tantos outros "aspones"; reduzir à metade o número de ministérios; acabar com esta farra de farta distribuição de automóveis e motoristas para deputados, assessores, etc.; acabar com esta indecência de cartão corporativo para milhares de sanguessugas; instituir o regime de trabalho das 9h às 17h, de segunda a sexta, indistintamente, com desconto no salário de quem não cumprir a carga horária; acabar com esta indecência da figura de suplente de senador; etc.; etc.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

*

MENTIRAS NO PLANALTO

Dilma 2 e seu atual ministério, mormente aquele ligado à área econômica, têm dado o tom de sua ineficiência administrativa em todos os aspectos imagináveis. Aumentos diários de impostos sem o menor escrúpulo, corte de benefícios conseguidos à dura pena pelos trabalhadores e aposentados durante décadas, apesar de a presidente ter afirmado que nem que a vaca tossisse iria alterar tais direitos dos trabalhadores, e a não correção da já defasada tabela do Imposto de Renda, prejudicando todos os trabalhadores brasileiros que a duras penas ainda mantêm seus parcos empregos, pois o desemprego está batendo à porta da maioria da população brasileira, desmentindo todos os elementos deste desgoverno que insistem em afirmar que não existe desemprego no País. O escândalo na Petrobrás tem crescido como um bolo no forno que teve como condimento um exagero na quantidade de fermento e prestes a explodir, envolvendo toda a alta cúpula do PT de Dilma, Lula, Dirceu, Berzoini, Rui Falcão, Humberto Costa, Vaccarezza e outros tantos que, se eu fosse enumerar, não caberiam nesta página. Não adianta Marta Suplicy afirmar que "ou o PT muda ou acaba", pois ele já acabou por sua ineficiência, falcatruas recorrentes, corrupção em todos os níveis de gestão, mentiras recorrentes, promessas de campanha jamais cumpridas conotando estelionato eleitoral, passível de afastamento da atual comandante do governo nacional. Quem mente recorrentemente não pode governar um país, pois não é crível em nenhum momento, por suas atitudes e palavras ditas em campanha política e de maneira alguma cumpridas já nos primeiros dias de seu segundo mandato. Apagões em várias regiões do País, Cide, PIS/Cofins mostram bem a falta de capacidade de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda, pois aumentar impostos a esmo é facílimo, porém é difícil cortar gastos, como cortar ministérios inúteis, que em sua grande maioria são meros cabides de emprego para abrigar seus apaniguados políticos, cortar os milhares de cargos comissionados que são fruto de imensas irregularidades em todos os níveis de governo petista e de seus partidos de sustentação. Mas tomar essas medidas faria com que a gerentona eventualmente viesse a perder apoio de seus apaniguados e correria o imenso risco de não mais conseguir perpetuar o lulopetismo no poder e, assim, manter ou aumentar os níveis de roubalheira e corrupção desenfreadas existentes no Brasil, situação jamais, em tempo algum, vista aqui. Isso tudo já passou da hora de ter seu fim decretado, infelizmente temos uma oposição fraca, sem uma posição firme do confronto sistemático e diário indo às profundezas desta corrupção para que tudo seja investigado e trazido à tona para que os devidos culpados sejam punidos de maneira exemplar e nunca mais possam concorrer a cargos públicos e passem muitos anos cumprindo penas em prisão de segurança máxima e não acabe em pizza, como no caso dos mensaleiros, que foi uma grande palhaçada para com o povo brasileiro.

 

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

*

ANTIGO VÍCIO

A palavra do momento é austeridade. Mas, pelo jeitão das coisas, só vai valer para os mesmos: nós, que arcamos com as irresponsabilidades deste governo. Sem saber por onde começar a pagar as contas, manda a fatura para o contribuinte. Que tal se o governo olhasse para o próprio "rabo" e agisse com rigor em suas contas? Um bom começo seria a redução dos gastos com os cartões corporativos, que de 2013 para 2014 teve um acréscimo de R$ 3,1 milhões. Foram torrados R$ 65,3 milhões em "pequenas despesas", que é sua finalidade, sendo R$ 30,3 milhões de maneira sigilosa. A Presidência da República foi quem mais gastou, R$ 21,7 milhões, e, desse total, R$ 18,3 milhões (86%) foram camuflados. Por que tanto segredinho, afinal a presidente Dilma Rousseff não vive se gabando da transparência de sua administração? Será que o controle dos cartões é eficaz ou voltou a ser utilizado indiscriminadamente como em 2006/2007 (governo Lula), para fins prosaicos? Conserto de motor de piscina, compras de autopeças, ferragens, munição para seguranças, compra de tapioca e de mimos em lojas de importados, etc. Será que esse antigo vício de apropriar bens públicos por interesses privados voltou?

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

IMPOSTO DE RENDA

É natural que a maioria da população informada fique perplexa com o veto da correção do Imposto de Renda em 6,5%. A presidente Dilma governou quatro anos com erros em sua política econômica, com maquiagem nas contas públicas, com crescimento pífio do PIB, sem mencionarmos a desordem e falta de vergonha na administração da Petrobrás, entre outras mazelas, e, agora, quem deve pagar a conta são os trabalhadores assalariados e pequenos empresários. Isso é um absurdo e revela a falta de caráter de um chefe de governo que, vamos e venhamos, não merece o voto de ninguém e muito menos dos pobres e ingênuos que nele sulfragaram seu voto. Os descamisados também, injustamente, deverão pagar a conta, não via Imposto de Renda, mas, sim, pela inflação, que já corrói seus parcos rendimentos.

 

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

DESPESAS E RECEITAS JUSTAS?

Dilma Rousseff concedeu aumento a senadores, deputados, etc. Mas aumenta o Imposto de Renda. Os cidadãos se manterão calados?

 

Harald Hellmuth

hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

*

QUAM PAGARÁ AO DIABO

O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) será catastrófico para micro e pequenas empresas, que dificilmente têm reserva de caixa para tocar seus negócios, precisando constantemente recorrer a empréstimos bancários. São justamente essas empresas que geram 75% dos empregos formais, o que trará mais desemprego do que aqueles cujos sindicatos saem às ruas contra demissões. Serão milhares de desempregados silenciosos e cujo salário desemprego, com as novas normas estabelecidas pela equipe econômica, dificilmente conseguirá ajudar. É o caos previsto por todos os economistas do País e que a "presidenta gerenta Dilma" se recusou a ouvir! Depois de tomar posse no segundo mandato e, devidamente encastelada, quem pagará a conta ao diabo será... O povo, claro!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

A CONTA CHEGOU!

A vaca está morrendo! Me recuso a pagar sozinha a conta do hospital! Minha única responsabilidade nisso é ser brasileira e ter acreditado que não era tão grave assim!

Silvia M. Pinheiro Rezende

silviapr54@hotmail.com

São Paulo

*

CIDE SOBRE COMBUSTÍVEIS

Melhor do que ser um orgulho nacional, com gestão PTralha, a Petrobrás deveria ser privatizada visando à eficiência e custos baixos, fazendo inclusive menos propaganda.

Rodrigo Mattos

rodrigomattossilva@gmail.com

São Paulo

*

COLHENDO AS M...

Presentinhos de ano novo de dona Dilma presidente. Nós já sabíamos que viria "chumbo grosso" depois das eleições. Quer dizer que nos debates dizia que não haveria "tarifaço", mas agora o seu ministro Joaquim Levy anuncia que virão alguns "presentinhos" de ano novo? Bem feito, quem mandou votar no PT? Agora vamos colher as m... que fizeram no governo anterior.

César Roberto Alves Moreira

caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

 

*

ESCOLHA TOSCA

O deputado estadual e tesoureiro da campanha presidencial, Edinho Silva (PT/SP), é a nova Autoridade Pública Olímpica (APO) para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Quem é Edinho Silva e quais as suas credenciais e experiência para ocupar tal cargo? Ao que parece, é mais uma escolha tosca e injustificável da presidente Dilma Rousseff (PT), que está se especializando em escolher errado e em se cercar de pessoas inexperientes e sem competência para ocuparem cargos importantes no governo. Torço para que ele faça um bom trabalho, mas acho pouco provável. As obras para os Jogos Olímpicos do Rio 2016 já estão atrasadas, superfaturadas em bilhões de reais e isso não é nada bom para o nosso país.

 

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

PAIXÃO RECOLHIDA

 

Se com crescimento zero, em pleno horário de verão e com as usinas termoelétricas trabalhando a toda carga, o sistema não dá conta e produz um apagão, como o de segunda-feira, imagine o que acontecerá se, hipoteticamente, o País voltar a crescer e demandar mais energia. Lembro que foi essa gente que desancou o então presidente Fernando Henrique Cardoso por causa das restrições impostas ao consumo de energia em 2001 - à época impropriamente chamadas de "apagão". Paixão mal resolvida: admiram tanto FHC que, além de apropriarem-se das bandeiras tucanas (como vemos na economia), o imitam até em seus percalços na gestão energética...

 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

AVANÇANDO PARA O PASSADO

O País acaba de sofrer as consequências de um apagão decorrente da baixa oferta de potência elétrica em face da demanda determinada pelas altas temperaturas, cenário agravado pelos níveis críticos das hidrelétricas. O Operador Nacional de Sistemas (ONS), estatal responsável pela monitoração e controle do uso de energia, determinou o corte do fornecimento a várias regiões, o que transtornou a vida de milhões de pessoas. As justificativas oficiais foram desde o mau funcionamento dos chamados "bancos de capacitores", dos quais o cidadão comum não faz a menor ideia do que sejam, a falhas na transferência entre regiões, sem que fossem esclarecidos à sociedade os verdadeiros motivos. Em março de 2010 Lula, durante a cerimônia de inauguração da Usina Termoelétrica Euzébio Costa, obra do PAC, sob os holofotes da campanha para a eleição presidencial que iria elevar a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também à época designada por "poste", ao cargo máximo, reiterou que não haveria mais apagão no País como o de 2001, em clara alusão ao que ocorrera no governo do PSDB, acrescentando ainda que os investidores poderiam vir para o Brasil porque a oferta de energia estaria garantida face aos investimentos realizados pelo governo a partir de 2003, quando, segundo os cardeais e marqueteiros do PT, o Brasil foi descoberto. Quatro anos após, o que se verifica neste início do segundo mandato de Dilma, é um medíocre crescimento da economia, ocasionando atrasos fatais nas obras de infraestrutura ligadas à construção de hidrelétricas e usinas termelétricas, o que vem gerando sistemáticas advertências e sugestões oriundas do setor técnico, desconsideradas em função de um projeto de poder do partido do governo. Assim, estamos hoje no vestíbulo de uma crise energética semelhante ou pior que a de 2001, aquela que Lula assegurou que não se repetiria. Trata-se, portanto, de uma espécie de anti-simetria da obra prima de Spielberg "de volta para o futuro". Aqui, estamos encenando, sob a direção dos talentosos diretores a serviço do Planalto, o "avançando para o passado". Certamente não será o mesmo sucesso de bilheteria.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

QUE APAGÃO?

Indagados sobre o apagão, o diretor-geral do ONS declarou que não houve falha técnica, tampouco humana, enquanto o ministro de Minas e Energia afirmou que o sistema elétrico brasileiro é robusto. Conclusão: não houve apagão...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

*

E AGORA?

Muito nobre o Programa Luz para Todos, entretanto, por falta de planejamento, estamos convivendo com falta de energia elétrica para muitos. E agora, "presidenta"? Que tal um gato nas usinas venezuelanas?

Antonio Claudio Salce

claudiosalce@papirus.com

Indaiatuba

*

ENERGIA

Eu nunca ouvi tanta gente do governo dizer depois de 24 horas que apagão não houve, tentando convencer que houve apenas falta de energia, nunca esquecendo que a presidente Dilma cuidou da área desde o primeiro mandato de Lula. Ela sempre mostrou sua "competência".

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

TCHAU, 2015

Podemos dizer que a situação no Brasil está "afrodescendente": o ano mal começou e já estamos pedindo para que acabe logo, pois não está fácil ser brasileiro. A culpa, porém, é sempre dos outros. Um apagão que paralisou metade do País e nos tornou vítimas do Erac (Esquema Regional de Alívio de Carga) só aconteceu porque não há planejamento de longo prazo nem modernização no sistema elétrico desde os tempos em que Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia, ou seja, houve antes um apagão de gestão, mas os petistas dizem que a culpa é do calor e de FHC. Paramos por aqui? Não. Quando Joaquim Levy, que foi aluno de Armínio Fraga, foi anunciado para ministro da Fazenda, esperávamos um "Erac" econômico, significando um corte nas despesas sempre crescentes do governo e o consequente "alívio de carga" tributário para um contribuinte esbulhado pelos três níveis de governança: federal, estadual e municipal. Doce ilusão. Quase sem surpresa, nos deparamos com um sorridente "mãos-de-tesoura Levy" anunciando mais do mesmo, o aumento de impostos, que eles apelidaram de ajuste econômico, e que vamos adicionar ao aumento da conta de luz, de IPTU, de combustíveis, de segurança, das escolas, dos remédios, dos alimentos e por aí vai, enquanto diminui a qualidade de gestão, de vida, do ensino, do pensamento, das artes e de tudo o mais que já foi bom. Impossível, dona presidente, ser brasileiro hoje em dia e não ter complexo de vira-lata!

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

SÓ POR DEUS

O hilário ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que Deus é brasileiro e que temos de rezar. Será que no próximo apagão ele vai recomendar "relaxe e goze"?

Edgard Marques Filho

ed.marques@terra.com.br

Barueri

*

REALIDADE

Finalmente o governo declarou o que já sabíamos faz tempo: estamos nas mãos de Deus!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

DEUS É BRASILEIRO

Tem um mandamento que diz: não use meu nome em vão. Deus deixou de ser brasileiro. Usaram tanto Seu nome em vão que Ele resolveu dar um tempo, depois de tantos malfeitos.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

*

POLÍTICA ENERGÉTICA NÃO É PARA AMADORES

O professor José Goldemberg, que dispensa apresentações, em seu artigo de 19/1/2015 no "Estadão", coloca os "pingos nos is" com relação à energia no Brasil, tanto em relação à Petrobrás, assaltada desavergonhadamente, como à Eletrobrás, vítima de um governo demagogo e irresponsável, que preferiu aplicar uma "contabilidade criativa", termo utilizado pelo professor Goldemberg, em lugar de administrá-la corretamente. Ao citar o ex-ministro Edison Lobão, que a meu ver não entendia nada do setor que dirigia, afirma que ele confundiu racionalização com racionamento, ao afirmar, com outras palavras, que agiu bem em utilizar as usinas térmicas para evitar o racionamento. Concordo com o articulista quando diz que a escolha equivocada sobre a energia elétrica será responsável por um prejuízo maior que aquele causado na Petrobrás, vítima da gatunagem nunca antes vista em governo nenhum do Brasil. A Hidrelétrica de Belo Monte já alcançou o custo de R$ 30 bilhões e produzirá na realidade 4.500 MW, pois a sua produção não se mantém no ano todo, devido ao regime do Rio Xingu. E corre ainda o risco de se tornar antieconômica, a exemplo do petróleo do pré-sal. Ao contrário das nações mais desenvolvidas do planeta, que concentraram as suas ações nas energias eólica e solar, o governo petista resolveu jogar suas fichas, além do pré-sal, nas hidrelétricas da região amazônica, sem se preocupar em dimensionar os danos que elas poderão causar, além da própria floresta, nas mudanças climáticas nas Regiões Sul e Sudeste do País. E, coincidentemente, no mesmo dia da publicação do artigo do professor Goldemberg, as Regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste sofreram um apagão elétrico, causando vários problemas para as populações dessas regiões. Em São Paulo os trens do Metrô pararam por falta de energia elétrica. E, como não poderia deixar de ser, os jornalistas não conseguiram obter nenhum pronunciamento a respeito do ministro de Minas e Energia e muito menos do Palácio do Planalto. O artigo se mostrou milimetricamente profético.

 

Gilberto Pacini

Nbenetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

ELETRICIDADE - SOLUÇÃO EXISTE

 

Está mais do que evidente que o caminho para encontrar soluções para a economia do País passa urgentemente pela redução do gigantismo do Estado brasileiro. No setor elétrico, isso é gritante. Está mais do que na hora dos governadores e partidos políticos se empenharem na descentralização de poderes. O modelo "federativo" em que se concentra em Brasília todas as decisões sobre tarifas, fiscalização e concessões é anacrônico, ineficiente, caro e gera descontroles de toda ordem. O sucesso empresarial que foi para São Paulo a criação das Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp), empresa de ciclo completo (com geração, transmissão e distribuição), que se repetiu na Cemig em Minas Gerais e na Copel, no Paraná e outras mais é exemplar. Essa empresa paulista, na sua organização, se inspirou no fantástico exemplo da obra de múltiplos aproveitamentos (produção de energia elétrica, controle de enchentes, navegação fluvial, saneamento, turismo, piscicultura e irrigação) da Tennessee Valey, nos Estados Unidos. Porque, num país com as dimensões geográficas como o Brasil, os Estados não possam buscar as melhores soluções aos seus problemas, como fez São Paulo no passado? Com modelos próprios, ajustados à atender suas necessidades e grau de desenvolvimento?

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

*

APAGÃO ADMINISTRATIVO

O apagão administrativo comandado pela presidente de plantão é resultado da sua herança maldita em coautoria de ministros e conselheiros inaptos para a função pública. A crise bate à nossa porta e a geração vindoura cumprirá a pena. Não obstante, o apagão também reflete a crise na área da saúde pública, com hospitais e Santas Casas em estado de alerta. Ademais, não há política pública contra o aumento dos casos de aids e doenças sexualmente transmissíveis, o que gerou o aumento de infectados no ano de 2014. Já estamos em clima de carnaval e o Ministério da Saúde continua omisso. O Brasil está na UTI e o único remédio que o salvará é a manifestação popular.

João Zibordi Lara

joaozibordilara@hotmail.com

São Paulo

*

ENGODO ELEITORAL

Dona Dilma Rousseff deveria ser responsabilizada criminalmente, pelo caos no setor elétrico; e o senhor Geraldo Alckmin, pelo caos no abastecimento de água na grande São Paulo.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

OPERAÇÃO LAVA JATO

Não entendo o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Diz ter sido informado de que integrantes da cúpula da Polícia Federal forjaram, a mando do governo, gravação de diálogo com o objetivo de incriminá-lo e constranger sua candidatura (mais uma alopragem) e pediu ao Ministério da Justiça a abertura de inquérito para apurar o caso. Ora, quem mandou fazer a alopragem, segundo Cunha? O governo, certo? Quem é o ministro da Justiça? José Eduardo Cardozo, ministro que segue rigorosamente a cartilha do governo, certo? Resultado: está perdendo o tempo. É óbvio demais.

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

*

A MORTE DO PROMOTOR ARGENTINO

Por ocasião da grande comoção provocada pelo covarde assassinato político do promotor federal Alberto Nisman, em Buenos Aires, às vésperas de seu revelador e contundente depoimento ao Congresso do país sobre inúmeras provas do envolvimento do governo Kirchner no criminoso atentado iraniano à Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia) em 1994, que vitimou 85 pessoas e deixou mais de 300 feridos, cabe citar duas fortes declarações de jornalistas à imprensa local: "Há suicídios que não se dão por vontade própria", de Ricardo Roa ("Clarín") e "ele foi a última vítima do atentado à Amia", de Damián Nabot ("Perfil"). Yo soy Nisman.

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

*

ALBERTO NISMAN

Ledo engano, se interessados na morte do promotor argentino Alberto Nisman acham que seus problemas terminaram. Pelo contrário, agora é que vão piorar, pois experimentarão o "longo braço da Justiça de Israel". Aguardemos e veremos.

Frederico d'Avila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

*

COMOÇÃO NA ARGENTINA

Hitler, Perón e Cristina, assim como Mussolini e Vargas, ou Fidel, Chávez e Lula, enquanto estiverem no poder, alguém vai descobrir seus podres. São farinhas do mesmo saco, e só se sente o cheiro da podridão quando se abre o saco.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

CUBA E EUA

Bastou uma piscadela d'olhos do Tio Sam e Cuba, de quadro, com a liguinha de fora, obedece aos comandos do patrão. Nunca na história do planeta a frase "manda quem pode, obedece quem tem juízo" teve tanto que ver.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

São Paulo

*

BOLÍVIA E EUA

Após seis anos de rompimento das relações com os EUA, a Bolívia busca aproximação. Washington enviará uma delegação de alto nível para a posse de Evo Morales. A administração de Evo Morales melhorou a economia do país sensivelmente, deve crescer 5,5% neste ano, o que permitirá retomar a tentativa de abertura para o mar, com a ajuda dos EUA. A Bolívia percebeu que é importante a amizade com os EUA para mais rápido desenvolvimento do país, o que outros países não perceberam, inclusive o Brasil.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

A POSSE DE EVO MORALES

Lista dos chefes de Estado na posse do 3.º mandato de Evo Morales: Venezuela, Paraguai, Brasil, Equador, Trinidad y Tobago, Costa Rica e República Dominicana. O que seria a posse do Evo Morales sem estes países? Um fracasso.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

IRONIA

Que bela mensagem a presidente da República passa ao mundo: vamos a La Paz para a posse de Evo Morales e deixemos Davos, menos importante, para depois. São economias menores que ali se reúnem e assuntos sem importância. Aliás, para uma economia de Primeiro Mundo como a nossa, autossuficiente em tudo, em que a probidade administrativa é a lei, a infraestrutura é louvável, não falta água nem falta luz, para que ir a Davos? Bobagem.

Ary Braga Pacheco Filho

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

*

DILMA NA BOLÍVIA

No beija a mão do cocaleiro Evo Morales está programado o beija pé de Dilma Rousseff.

Wilson Lino

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

*

DÁ PARA DESCONFIAR

Dilma Rousseff deixa de ir a Davos participar de um encontro altamente interessante para a nossa economia para ir à posse de Evo Morales. A Bolívia é um dos países maiores produtores de cocaína do mundo. Dilma aciona toda a diplomacia brasileira para tentar salvar dois traficantes brasileiros da pena capital num país onde existem leis e elas são cumpridas, a Indonésia. O maior traficante de drogas de Goiás é libertado sem nenhum argumento judicial plausível. Não é muita coincidência?

Ronald Martins da Cunha

ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

A FRAGILIDADE DA NOSSA DIPLOMACIA

Ao chamar o embaixador do Brasil na Indonésia, Paulo Alberto da Silveira Soares, para uma "consulta", dona Dilma Rousseff mede as leis daquele país pela sua régua. É bom lembrar que o cidadão não foi fuzilado por ser brasileiro, e, sim, por ser traficante de drogas e em cumprimento à lei daquele país. Se tivesse conseguido passar a droga, seu lucro seria de US$ 3,5 milhões. Pouco dinheiro para quem tem amor à vida, e muita grana para quem arrisca a própria vida mesmo sabendo das consequências. Lamentável que nossa diplomacia seja tão vulnerável, mas, ao agir assim, o Brasil expõe a sua fragilidade diante do mundo, pois no Brasil a criminalidade tomou conta, os bandidos sabem que as leis não funcionam. Dona Dilma está chocada? Nós também, mas lei é lei naquele país, e não como no Brasil, onde a lei funciona à conveniência dos clientes.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

'DIPLOMACIA POR IMPULSO'

Perfeito o editorial "Diplomacia por impulso" (20/1, A3). Promotor de Justiça há mais de quatro décadas, deparei-me dezenas, quiçá centenas, de vezes com essa discussão sobre a adoção da pena de morte. Nunca encontrei uma razão que me convencesse de sua eficácia. Mas ela existe e, como bem sabemos, sobrevive mesmo nos Estados Unidos, tanto no nível dos Estados quanto no da União (agora mesmo discute-se a sua aplicação naquele caso da maratona de Boston, crime federal). O que pretendia a presidente Dilma: que o brasileiro fosse poupado e o cidadão indonésio (sim, havia um indonésio entre os executados) não? Transformar um episódio criminal, submetido regularmente às leis do país, numa questão de Estado e criar um incidente diplomático extrapola os limites da razoabilidade. Escalar o Brasil como centroavante de um jogo para a torcida é demais.

 

Paulo Reali Nunes

paulorealinunes@gmail.com

São Paulo

*

MÁ PERSPECTIVA

Fatos recentes: Dilma pede clemência para um traficante. Deputados federais aumentam seus próprios salários e dos magistrados que os julgam. Juízes ganham auxílio moradia de R$ 4.300,00 (mais que o salário da maioria dos brasileiros). Somando isso a fatos anteriores, a conclusão é: somos governados, legislados e julgados pelo que há de pior na nossa sociedade. Gente sem escrúpulos, corrupta e vagabunda. Nossa presidente é uma figura medíocre, cercada de inúteis. O Poder Judiciário está de costas para a população e o País. Os legisladores (deputados, senadores, vereadores) são mercenários e o funcionalismo público, em geral, não tem respeito pela população. Nossa crise de liderança se agrava ainda mais. Não há como ter futuro para um país assim? Sim, a população precisa de organizar e exigir das figuras acima um comportamento decente. Seria bom ter o apoio da imprensa, entidades profissionais (não contaminadas pelo petismo-banditismo), Igreja, etc. Falta aquela movimentação tipo Diretas Já para nosso país chegar ao Honestidade Já.

 

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

*

IMORALIDADE ABSOLUTA

Não há dúvidas de que somente o povo nas ruas poderá reverter a situação de imoralidade que reina em toda a administração pública brasileira, em todos os poderes e em todos os níveis. É a única conclusão a que se pode chegar ao ler as declarações do ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), que considera que todos os marajás daquele e de todos os tribunais do País têm direito a um auxílio-moradia de quase R$ 5 mil por mês, mesmo os que têm moradia nas localidades onde trabalham.

Ademir Valezi

adevale@gmail.com

São Paulo

*

DECÊNCIA?

Eduardo Paes dá emprego a enteado de Pezão, governador do Rio de Janeiro. Fernando Haddad oferece uma secretaria ao esclerosado "cumpanheiro" Eduardo Suplicy. Gilberto Kassab agora é ministro e oferece algo ($) a dois governadores para se mudarem para o partido dele. Então, por favor, vamos todos virar políticos, pois no nosso DNA não existe decência e na política somos todos canalhas.

 

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

SÓ MESMO NO BRASIL

Justiça do Rio de Janeiro condena donos de sítio à prisão por praticar trabalho escravo. O pai, o filho e o capataz. Mantiveram quatro pessoas em condições sub-humanas e sofrendo agressões por mais de 12 anos. O pai foi condenado a dez anos e seis meses; o filho, a sete anos e seis meses; e o capataz, a sete anos. Como assim? O mesmo crime com penas diferentes? Que atenuantes poderiam existir? Penas inferiores, por ironia ou tragédia, ao tempo total do crime?

 

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

ESCRAVIDÃO

"O Estado de S. Paulo" proporcionou, sim, colocação de trabalho a negros egressos da escravidão. Procuro matéria, da época, que aborde a indignação do jornal quanto à importação de colonos estrangeiros para chefiar os ex-escravos que, por direito, eticamente, eram os legítimos candidatos a colonos. Excetuando-se os urbanos que tiveram a sorte dos funcionários do "Estadão", a grande massa de negros do País foi marginalizada vergonhosamente. Foi um silêncio hediondo, não só do "Estadão", ou "Província", mas também dos ditos jornais republicanos "democratas" do Brasil. Hoje, o crime perdura nos livros de História, que omitem esse fato gravíssimo, que nenhuma cota logra compensar. Lamentável!

Henrique Alan

henriquealan@ibest.com.br

São Paulo

*

'O SOCO DO PAPA'

Considerando a complexidade do tema, acho muito interessantes os comentários publicados pelo jurista Fábio Ulhoa Coelho no "Estadão" (21/1, A2). Entendo que as palavras do papa Francisco expressam apenas um simbolismo, significando, em outras palavras, que no tão espalhado caso do "Charlie Hebdo" devíamos diferenciar a caricatura de afamadas personalidades com a eventual sátira de profetas sagrados, como de Jesus Cristo, Moisés, Buda ou semelhantes. Como seria a reação, em geral, se esse jornal tivesse também - com tão ampla difusão - publicado charges desses profetas? Reconhecemos o fato de que a adoração do islamismo por Maomé é intensa e explica as queixas das associações islamitas (não fundamentalistas) das caricaturas publicadas de Maomé, associações que, ao mesmo tempo, condenaram duramente as ações terroristas praticadas em Paris.

Pablo L. Mainzer

plmainzer@hotmail.com

São Paulo

*

FORA DE CONTEXTO

O artigo da página A2 de 21/1, do jurista Fabio Ulhoa Coelho ("O soco do papa"), nos mostra como é difícil de analisar as frases colocadas fora do contexto e da vida de quem a está pronunciando. O que significa dar a outra face? Para o cristão, nem sempre é uma atitude impulsiva e imediata, às vezes requer um esforço imenso e muita reflexão. O próprio Jesus expulsou os vendilhões do templo com um chicote, e isso não significa que ele não procurava a paz. O papa não estava justificando o crime hediondo do terrorismo, como alguns mal intencionados tentam fazer crer, e, sim, nos falando como devemos evitar de ser agressivos e insultar pessoas ou religiões.

Virginia H. R. Pecora

 virginiapecora@yahoo.com.br

São Paulo

*

PERDÃO

A respeito do texto do jurista Fabio Ulhoa Coelho ("O soco do papa"), publicado em 21/1, gostaria que o mesmo pudesse ler também o "Evangelho de São João" (2, 13-18), quando Cristo expulsa os vendilhões do templo com chicote de cordas: "O zelo da Tua casa Me consome". Quando o autor afirma que a liberdade de imprensa pode publicar o que deseja, os outros incomodados que não leiam, instiga a provocação sem limites do provocador, exigindo a santidade máxima de quem se sente agredido, oferecendo o perdão. O papa Francisco tem repetidas vezes falado do perdão, o que está implícito que somos homens nesta vida, com reações humanas, no esforço de atingir a meta da santidade no reino de Deus, mas conscientes de nossas fraquezas. Corrigir ao papa Francisco no que se refere ao perdão, homem reconhecido recentemente pelo diálogo EUA e Cuba, é, no mínimo, uma manifestação ousada de arrogância do saber teológico.

 

Valdir Reginato

vreginato@uol.com.br

São Paulo

*

ESTADO LAICO

Li o texto do jurista Fabio Ulhoa Coelho e fiquei com uma dúvida: ele assinala o perdão cristão como ponto essencial do processo civilizatório, e, na sua frase final, encontro uma contradição, pois ele exime o Estado democrático dessa atitude, já que é laico. Então, para nossa segurança, precisamos que algo ou alguém não perdoe tudo, não é? Fica fácil nos sentirmos virtuosos e perdoar se projetamos no Estado o dever de não perdoar, e, sim, combater duramente. Eu estou convicta, assim como o papa, de que cabe a mim combater os eventuais detratores de minha mãe, não ao Estado!

Sandra Maria Gonçalves

sandgon@terra.com.br

São Paulo

*

LIBERDADE DE EXPRESSÃO X VIOLÊNCIA

Quando Jesus expulsa os vendilhões do templo (Mt. 21, 12-13), não age de modo passivo, mas ativo. Perdoar está no coração, mas mostrar inconformismo com o desrespeito alheio também é liberdade de expressão. A violência ocorre por vias de fato ou pelo papel. Ambas condenáveis.

Patrícia Reginato

psr.pati@hotmail.com

São Paulo

*

SUMIÇO

 

A Agência Espacial do Reino Unido desvendou na última sexta-feira o mistério do desaparecimento há 11 anos da sonda Beagle 2, ao anunciar - com fotografias como prova - que a sonda europeia da Mars Express pousou em segurança na superfície do planeta vermelho no Natal de 2003. Como pode a sonda Beagle 2, desaparecida há 11 anos, ter sido encontrada em Marte, e ninguém ainda ter encontrado Rosemary Noronha, a amiga íntima de Lula acusada de corrupção e tráfico de influência quando trabalhou na Presidência da República?

 

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

A PRESIDENTE SUMIU

Como não poderia ser diferente, o sumiço da presidente Dilma Rousseff nos últimos dias retrata a atitude dos covardes e mentirosos, mais uma estratégia aprendida de seu tutor e ex-presidente Lula. Nas dificuldades, se escondem e ficam covardemente esperando algum fato positivo para então aparecer e despejar falácias para a população desavisada aplaudir. Aliás o adjetivo mentirosa para a presidente já era de conhecimento público desde sua posse como ministra do não menos falastrão ex-presidente quando da apresentação de seu curriculum vitae. O de covarde está se apresentando agora e de forma bem acentuada.

Marco Aurélio

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.