Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2015 | 02h05

Hora de cair na real

Com as contas públicas debilitadas, a previsão de crescimento zero - de novo! - do produto interno bruto (PIB) para 2015 e a Operação Lava Jato tomando as páginas da nossa imprensa pelo lamaçal que a Polícia Federal aponta, de desvios de R$ 10 bilhões da Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff, alheia a tudo isso, incomoda, também, por seu silêncio, ou abandono de poder. Mas hoje a presidente deverá comandar a imensa reunião ministerial (39 ministros!) para tentar cair na real e, quem sabe, finalmente tirar sua primeira foto ao lado do ministro Joaquim Levy. O único que, no fio da navalha, pode recuperar os fundamentos macroeconômicos perdidos e incentivar investidores a voltarem, pelo menos, a pensar no Brasil.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Cobrança indevida

Imaginava que a presidente reeleita tivesse projetos para o País. Qual nada! Ao conduzir a primeira reunião do superministério (em tamanho), de qualidade duvidosa, ela não terá nada a dizer, nenhuma diretriz ou plano a destacar. Só vai enfatizar o que todos já sabem: restrições orçamentárias absolutas. Mas vai exigir resultados e projetos de cada pasta. Pergunta-se: para chegar aonde? Qual o rumo, qual o norte? Que falta faz um estadista!

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Absolutismo

O governo Dilma será conhecido por ter inaugurado o modelo presidencialista imperial absolutista de governar. Ganha no voto, silencia na vitória, centraliza decisões, não tem plano de governo (ao menos de conhecimento público) e faz do titular da Fazenda o primeiro-ministro de fato. Aliás, o único a elaborar tática consistente em sua área de atuação. Plano imposto goela abaixo aos militantes do partido vencedor. Reality show puro, no qual o povo eleitor, após o pleito, se torna mero espectador, apesar de pagar a conta. Que inveja dá ver Barack Obama ou a rainha da Inglaterra irem ao Parlamento para discorrer oralmente sobre os planos do governo!

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

'171' eleitoral

Esse desgoverno perdulário e corrupto já tinha seu plano de tarifaço pronto antes das eleições. Dilma mentiu duplamente, pois disse que não mexeria nos direitos dos trabalhadores e ainda culpou o candidato da oposição de ser ele o algoz dos brasileiros. Como pode o Brasil ser "pátria educadora", quando a chefe do País mente e nem fica vermelha? Agora que se sabe das atrocidades planejadas contra os contribuintes - a tesoura já cortou investimentos e verbas, aumentou juros e impostos -, onde está o corte na carne que o governo deveria ter feito? Poderia ter diminuído os ministérios e fechado cargos em comissão. E se olhasse para o próprio umbigo enxergaria excessos e desperdícios. Mais fácil taxar o contribuinte, o burro de carga que está sempre pronto a acreditar em promessas e pagar a conta. Pobre Brasil!

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Para o brejo

Diante da situação crítica do Brasil, não só econômica, mas geral - energia, água, saúde, gestão pública, segurança (balas perdidas no Rio) -, constata-se que Dilma é sinônimo de crise, calamidade, despreparo, insensibilidade. Se tivesse ficado na atividade privada, já estaria falida. Mas, infelizmente, prepotente e gerentona ela quer arrastar para o brejo mais 150 milhões de brasileiros.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

CONSPIRAÇÃO

PT x PT

Na maioria da vezes, tudo o que vem de mal vem de perto. Marta Suplicy não está sozinha. Lula já articula contra Dilma e até José Dirceu ousou criar um bunker de conspirações. Ou seja, quem vai tomando forma de oposição a Dilma é o próprio PT. É um conjunto explosivo de mensalão, Petrobrás, empreiteiras, créditos mais caros, juros acima de 12%, aumento da conta de luz, apagão, risco de racionamento de energia, PMDB em pé de guerra, etc. Falta só uma fagulha para tudo explodir: as ruas. É o PT contra o PT. A coisa está feia para Dilma, mas ainda pode piorar.

CARLOS IUNES

carloiunes@gmail.com

Bauru

Prisão domiciliar

Considerando a desenvoltura do mensaleiro José Dirceu em constantes reuniões com comparsas, seria de bom alvitre que a sociedade conhecesse as limitações que lhe foram impostas quando da autorização para cumprimento da prisão domiciliar (Lei 5.256, de 6 de abril de 1967).

FLAVIO BATISTA

f22batista@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Crise interna

Lula prega uma reforma estrutural no PT. Perda de tempo. Para acertar o passo basta riscar o nome dos corruptos.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

Enriquecimento ilícito

Concordo com o conteúdo do editorial A sanha petista (26/1, A3), mas acrescento: o esquema foi montado pelos notórios bandidos que, pela ganância, não ficaram apenas em angariar recursos ilícitos para os partidos e partiram para o enriquecimento da trupe. Alguns caras de pau alegam que seus vastos patrimônios são fruto de consultorias. Nem a Velhinha de Taubaté acredita numa idiotice dessas.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

PSDB

Lastimável sumiço

Sempre acreditei na capacidade e na honestidade dos comandantes do PSDB, com figuras como José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin, e sempre dediquei o meu voto a eles. Entretanto, estou começando a me sentir traído pela maneira omissa como se têm portado. Se a memória não me falha, Fernando Collor de Mello sofreu toda aquela carga sobre o seu governo por ter omitido US$ 1 milhão que sobrara da campanha presidencial e comprado com dinheiro público uma Fiat Elba (algo em torno de R$ 40 mil em nossos dias). Hoje desaparecem bilhões de dólares e a oposição, que deveria ser capitaneada pelo PSDB, simplesmente não existe. Se o partido está sentado sobre "a quase vitória e a quase metade dos votos" da última campanha eleitoral, comete erro gravíssimo, pois elas pertencem à oposição, que neste momento está sem líder.

WALDYR SANCHEZ

waldyrsanchez@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com

PERIGO IMINENTE

Na tentativa de sair do fogo cruzado de empresários aliados do governo que não digeriram as medidas de ajuste fiscal e monetário anunciadas pela equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff quer anunciar um plano para melhorar o ambiente econômico. Segundo a reportagem ("Estado", 24/1, B4), na reunião de coordenação política do governo Dilma discutiu pontos do pacote com os ministros presentes, porém sem Joaquim Levy, da Fazenda, o linha-dura, que estava em Davos, na Suíça. Aí é que mora o perigo! Será que discutiu ou impôs suas ideias mirabolantes, como lhe é peculiar? A probabilidade de que a segunda hipótese aconteça é de 99,99%, pois "o lobo perde o pelo, mas não perde o instinto".

Sérgio Dafré 
sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí
   
*
ONDA DE REAJUSTES

Enquanto o PSDB dorme como oposição, vocês já imaginaram o que o PT e seus aliados estariam fazendo se o candidato Aécio Neves tivesse sido eleito e promovendo reajustes de tarifas de energia elétrica, combustíveis, freado a correção da Tabela do Imposto de Renda, etc.? Teríamos passeatas nas ruas, quebra-quebra todos os dias, greves e por aí vai. Que tal a oposição vir a público no rádio e na TV e dizer para a grande maioria do eleitorado petista que não lê jornal nem revista que a presidente Dilma, não cumprindo compromissos de campanha, está jogando para a população um saco de maldades? É preciso mostrar que boa parte desses reajustes poderia ser evitada se se acabasse com uns 20 ministérios, se diminuíssem os gastos com propaganda oficial - aliás, enganosa na maioria das vezes -, reduzissem os cargos dos milhares de apadrinhados, etc.

Luiz Roberto Savoldelli 
savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

*
APERTAR OS CINTOS?

É justo, no momento que atravessamos, Petrobrás e Banco do Brasil gastarem dinheiro com a Fórmula 1?

Fernando Moreno 
frodg434@hotmail.com
São Paulo

*
FORA DE QUALQUER PADRÃO

Interessante: o lulopetismo, para se manter no poder, arrombou a Nação no mensalão, no petrolão e em outros ãos que virão. Na hora de corrigir o rombo, aumenta impostos, corta benefícios sociais, onera alíquotas de energia, enquanto os gastos públicos permanecem inalterados. Ou seja, o povo, além de roubado, ainda é obrigado a pagar a conta do conserto da sua casa assaltada. Thomas Piketty, no maior dos seus devaneios sobre a relação entre capital e distribuição de renda, não conseguiria enquadrar o Brasil em nenhum dos cenários pesquisados ao redor do mundo e ao longo do tempo! 

Francisco José Sidoti 
fransidoti@gmail.com 
São Paulo 

*
SEMÂNTICA ECONÔMICA

O rombo nas contas externas do País com o déficit de US$ 90,95 bilhões, equivalentes a 4,17% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, é mais uma das façanhas alcançadas pelo governo da excelentíssima presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Não bastasse o rombo de R$ 25,5 bilhões em setembro do ano passado, o pior da série histórica do Banco Central, a péssima administração econômica do País vai registrando feitos cada vez mais catastróficos. Primeiro, a presidente Dilma prometeu combater veementemente a política de elevação de impostos e o aumento da taxa de juros. Segundo, priorizou investir, sobretudo, em Educação, bradando aos quatro ventos o slogan do Brasil como "Pátria Educadora". Terceiro, garantiu que em seu governo não haveria mais apagão. Entretanto, não é o que estamos assistindo. Além de ter editado o decreto presidencial do dia 8/1 que assinalou o corte de R$ 7 bilhões na área da Educação, a presidente assinou embaixo com o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na questão do aumento dos juros básicos da economia de 11,75% para 12,25% ao ano. A economia brasileira vai sofrendo, assim, apagão atrás de apagão, juntamente com o vergonhoso gerenciamento das usinas de energia do País, que estão praticamente sucateadas. Nesse sentido, fica impossível ter de engolir o discurso do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, agora porta-voz de Dilma, garantindo que o governo não pretende apresentar à sociedade brasileira nenhum "pacote de maldades". Pois, no dia seguinte, neste início de 2015, ele mesmo revelou a sua face mais cruel. No objetivo de corrigir as medidas econômicas erráticas do governo Dilma e do PT ao longo dos últimos anos, Levy não conseguiu esconder que o governo, de fato, pretende recolocar a economia do País nos trilhos, porém com desmedida austeridade, exonerando a população com uma forte carga de impostos, taxas, tributos e juros abusivos. Ou seja, quem vai pagar essa conta, quem vai arcar com a incompetência do governo no mau uso das verbas públicas, com os rombos nas contas externas, com os exorbitantes desvios do dinheiro público em razão dos inúmeros casos de corrupção que envergonham o Brasil há tempos e com a péssima administração da economia do País, mais uma vez, será o brasileiro trabalhador, consumidor e contribuinte. É sobre ele que sempre recai a tarefa de recolocar a economia do País nos eixos. As promessas, a retórica, os malabarismos e os discursos políticos são outros quinhentos!

Emanuel Angelo Nascimento 
emanuellangelo@yahoo.com.br  
São Paulo

*
DEPOIS DAS ELEIÇÕES

Os problemas que vivemos hoje com a falta de água, de energia, na Petrobrás, com os excessos de gastos do governo, excessos de arrogância dos que se julgam blindados mostram como são incompetentes as campanhas e perguntas em debates. Se alguém falar com simplicidade sobre os problemas, não veremos novamente um discurso tão populista e antagônico como o de quem venceu as eleições.

Mauricio L. Bianchi 
mauricio@brealty.com.br  
São Paulo

*
REPÚDIO À IRRESPONSABILIDADE
 
Matéria publicada por este prestigioso jornal no dia 24/1/2015 trata da entrevista ao "Financial Times" do ministro da Fazenda do Brasil, Joaquim Levy, em que ele declara de forma irresponsável que o modelo atual do seguro-desemprego está "completamente ultrapassado" e também critica a necessidade de cortes em diversas áreas e benefícios sociais e trabalhistas. Reiteramos que a classe trabalhadora já viu esse filme antes. O passado mostra que políticas de recessão, com taxas de juros altas, diminuição do consumo, redução do acesso ao crédito e retirada de direitos trabalhistas e previdenciários só favorecem o desemprego, trazendo benefícios e vantagens para os bancos, entidades financeiras e o mercado especulador. Tudo isso em detrimento da produção nacional e do próprio desenvolvimento social e econômico da Nação. O que o ministro faz questão de ignorar é que no próprio país do jornal para quem ele deu a entrevista as coisas não são vistas do mesmo modo. A Inglaterra é uma verdadeira mãe para os ingleses quando se trata de benefícios, como, por exemplo, seguro-desemprego, apoio aos portadores de deficiência física e mental e auxílio-moradia, entre outros. O movimento sindical está em alerta máximo contra a fala desse senhor e contra todas as medidas anunciadas, que, se forem efetivadas, irão prejudicar todos os trabalhadores, sua família e a própria sociedade. Chega de retrocesso! 
 
Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar e 1.º secretário da Força Sindical 
paulopress@yahoo.com.br
São Paulo

*
DE VOLTA AO PASSADO
 
Com o estouro do custo máximo de geração estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - acima de R$ 1.420 -, o cenário passou a indicar ser melhor a adoção de medidas imediatas para reduzir o consumo de energia em até 5% da demanda total. Trocando em miúdos, se não chover - e bem -, haverá racionamento, como o ocorrido no ano de 2001 sob FHC, quando Lula desancou o tucano prometendo que, com o PT no governo, aquilo jamais voltaria a acontecer. Nas contas externas o País apresentou, em 2014, rombo da ordem de 4,17% do PIB, e também nesse "front" - o da conta corrente do balanço de pagamentos - retrocedemos, em números absolutos, ao ano de 1947. E no campo laboral, com ridículos 397 mil empregos formais criados, 2014 foi o pior ano desde 2003. Em 2002 (último ano de FHC) esse número havia sido de 974 mil. Nem mesmo o discurso ufanista da "geração de empregos" ficou em pé no desgoverno Dilma Rousseff. Nunca antes na história deste país se viu tanto retrocesso.
 
Silvio Natal 
silvionatal49@gmail.com     
São Paulo

*
APAGÃO

Acredito que todos se lembram de quando Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não teria racionamento de energia elétrica, muito menos estaria sujeito a um blecaute, e, portanto, poderíamos ficar tranquilos. Portanto, além de nos enganar e burlar como o petelulismo tem feito nos últimos 12 anos no "pudê", a presidente também deve ter enviado uma ordem ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga: "Minta, se for necessário, mas que não seja divulgado que, quando as reservas de água atingirem 10% de sua capacidade nos reservatórios, este será o limite para o início do racionamento de energia".

Angelo Tonelli 
angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
PERDIDO

Alguém já viu criatura mais perdida no universo do que Eduardo Braga? Nem Deus, sendo brasileiro, há de ajudar essa incompetência!
 
Candida M. Menezes Barros 
candy.barr@uol.com.br
São Paulo

*
A EXPERIÊNCIA DO MINISTRO

Será verdadeira a informação de que o ministro de Minas e Energia era, até pouco tempo atrás, vendedor de carros usados? Viria dessa atividade a sua competência para gerenciar um dos mais importantes ministérios?

Frederico Fontoura Leinz 
fredy1943@gmail.com 
São Paulo

*
VAMOS POUPAR JUNTOS

A população, que ainda tem pouca água e energia elétrica, já está poupando. O governo ainda não começou a poupar. Um bom começo, que serve de exemplo, seria reduzir essa desnecessária quantidade de ministérios. Acorda, Brasil! Ou vamos continuar pedindo à natureza mãe?

Helio Nogueira 
helio.nogueira@icloud.com 
São Paulo

*
A INSISTÊNCIA DE GERALDO ALCKMIN

O governador Geraldo Alckmin, mesmo vendo a estiagem que assola São Paulo, insiste em não decretar oficialmente o racionamento de água, apostando na redução do gasto.  Apesar da crescente demanda de água, nenhuma providência eficaz durante o governo do PSDB, que se alongou nos últimos 20 anos, se fez presente, só usufruíram do já arcaico sistema que já estava em funcionamento - desde o governo Maluf -, não planejando, como também não providenciaram novas barragens. Mas  dizem que Deus é brasileiro. Vamos aguardar.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho
arluolf@hotmail.com 
Itapeva

*
OPERAÇÃO LAVA JATO

Existe um brocardo no serviço público que diz que todo trambique na administração pública consegue ir bem, a menos que alguém denuncie a maracutaia por escrito e assine embaixo. Neste instante as engrenagens da máquina burocrática começam a se movimentar e vão triturando um a um todo aquele envolvido no que a presidente eufemisticamente chama de malfeito. Pois foi o que aconteceu com o que conhecemos agora como Operação Lava Jato. A denúncia inicial partiu de um empresário para a Polícia Federal em 2008, quando um grupo da quadrilha tentou levar dinheiro de sua empresa de componentes eletrônicos. Em abril de 2014 a investigação já contava com 46 pessoas indiciadas pelos crimes de formação de quadrilha, crimes contra o sistema financeiro, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, e 30 delas já presas, entre elas o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Coincidência ou não, em março de 2014 o "Estadão" já publicara que Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás quando foi aprovada a aquisição da refinaria de Pasadena, por um preço muito acima do que valia, e a presidente declarou pela primeira vez que havia sido induzida a erro por um relatório incompleto. Foi realizando buscas em empresas de sua família que a Polícia Federal encontrou indícios que o incriminavam, e aí ele resolveu colaborar valendo-se do recurso da delação premiada. Fez uma declaração e assinou embaixo. E depois dele vieram o doleiro Alberto Youssef, empresários e outros servidores da Petrobrás e, à medida que as engrenagens vão se movimentando, novos membros da quadrilha e beneficiários do esquema vão sendo incorporados. E até agora os prejuízos já totalizaram cerca de R$ 10 bilhões para a estatal. Ora, um botim de tal magnitude não é crível que tenha passado desapercebido pela alta cúpula tanto do governo Luiz Inácio Lula da Silva como do governo Dilma Rousseff. Nesta semana tomamos conhecimento de que a Polícia Federa já investiga José Dirceu, suspeito de estar envolvido nessa patranha, além do mensalão. E, pelo andar da carruagem, as engrenagens da administração pública têm muito o que percorrer ainda, até colher todos os membros da quadrilha que realizou botim aos cofres públicos. O lema de Lula se mostrou profético neste caso, nunca em governo nenhum houve um roubo tão grande. Isso não vai acabar nada bem para a presidente e para o PT.
 
Gilberto Pacini 
benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

*
JOSÉ DIRCEU NO PETROLÃO?

Não se deve condenar o ex-ministro José Dirceu somente por ilações. Afinal de contas, não se pode condenar ninguém somente pelo seu passado. Entretanto, se ficar provado que a JD Consultoria é somente uma empresa de fachada, tem de ser louvada a ousadia do apenado ex-ministro. Seria mais uma prova do apreço que a figura em questão tem pela Justiça brasileira. 

João Israel Neiva 
jneiva@uol.com.br 
Belo Horizonte

*
A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM?

Que ninguém tenha a menor dúvida. O senhor José Dirceu está de volta. E, cá entre nós, em grande estilo. Primeiro, já aparece na mídia como investigado na Operação Lava Jato, ou petrolão, e, depois, como possível dissidente do Partido dos Trabalhadores (PT), que ajudou a criar. É esperar os próximos capítulos, que, com certeza, serão emocionantes!

José Marques 
seuqram.esoj@bol.com.br 
São Paulo

*
HOMEM DE SORTE

No curto período que José Dirceu permaneceu "preso", ele ganhou tanto dinheiro que a maioria da nossa gente não conseguiria nem contar.

Virgílio Melhado Passoni 
mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

*
AS NOTAS FRIAS DA JD ASSESSORIA

O que falta para a Polícia Federal levar novamente à prisão o mensaleiro, "consulteiro" e emissor de notas frias Zé Dirceu?

J. S. Decol 
decoljs@globo.com 
São Paulo

*
DE VOLTA À ATIVA

Se o condenado, hoje solto, José Dirceu voltar aos braços do povo petista como herói e interferindo nos destinos deste país, só nos resta debitar esse escândalo, essa vergonha, ao STF, que tudo indica está nas mãos do PT. Com todas as provas contundentes contra o cara, ele está solto articulando novos golpes. A quem vamos recorrer? A Deus?
 
José Roberto Iglesias 
rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

*
PERSONALIDADE DO ANO

Em 2012, no Prêmio Faz Diferença instituído pelo jornal "O Globo", o ministro Joaquim Barbosa foi eleito a personalidade do ano por sua atuação à frente do STF no processo do mensalão. Em 2013 foi eleita a personalidade do ano a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, pela sua luta para tornar públicas informações de extrema relevância para o povo brasileiro e que, de outra forma, nunca seriam divulgadas. Agora, em 2014, a personalidade do ano foi o juiz Sérgio Moro, por sua firme atuação na Operação Lava Jato. Premiações merecidíssimas, mas que mostram o quanto o nosso Brasil vai mal de ética e honestidade, onde ardentes defensores dessas duas virtudes fundamentais para a vida de qualquer país acabam aparecendo como heróis.
 
Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

*
SÉRGIO MORO

A escolha do juiz Sérgio Moro como personalidade de 2014 do Prêmio Faz Diferença mostra bem o caráter e a competência de um jovem juiz com qualidades e atributos raros em nossos dias no Brasil. Ele foi o algoz de criminosos internacionais como Fernandinho Beira-Mar por meio do rigor implacável de suas sentenças. Em suas mãos está a Operação Lava Jato, que trata de um dos crimes de corrupção mais nocivos ao País, pelo descrédito da Petrobrás e por vitimar a empresa com prejuízos imensuráveis. A defesa dos réus solicitando a transferência dos seus processos para o Supremo Tribunal Federal desmoraliza a mais alta corte do País, na medida em que exibe o sentimento de que lá a chance de se livrarem da cadeia é maior. A independência moral, coragem, obstinação, perseverança, discrição e rigor, entre outras características de Moro, colocam-no em destaque e renovam a esperança que Marina Silva e Eduardo Campos apregoavam na campanha de 2014 para a Presidência da República: "Não vamos desistir do Brasil".
 
Mário Negrão Borgonovi 
marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

*
GOVERNO DE MINAS GERAIS

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), já começou a implantar a administração petralha na Cemig. Removeu o presidente que todos os governos anteriores mantinham graças a sua competência por petista desempregado, cuja capacidade é bem duvidosa. Removeu diretores competentes para empregar o filho do vice-governador e outros petralhas do mesmo naipe.

Ronald Martins da Cunha 
ronaldcunha@hotmail.com
Monte Santo de Minas (MG)

*
POR ONDE ANDA A SEGUNDA-DAMA?

A revista "Veja" desta semana conta que só duas pessoas - o empresário José Carlos Bumlai e Marisa Letícia - entravam no gabinete presidencial sem bater na porta, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva era presidente. Ou por esquecimento ou por discrição, a revista não citou que uma terceira pessoa também tinha esse privilégio e acessava a qualquer hora o gabinete de Lula: a segunda-dama, dona Rosemary Noronha. Isso acontecia no gabinete presidencial de Brasília, no escritório da Presidência em São Paulo e no gabinete presidencial do Aerolula.
 
Humberto de Luna Freire Filho 
hlffilho@gmail.com 
São Paulo

*
SÃO PAULO 461 ANOS

Como paulistano, envio os meus parabéns pelo aniversário de 461 anos de São Paulo. É como dizia o cantor e compositor Billy Blanco: "Cidade que não desperta, apenas acerta a sua posição". 

Edgard Gobbi 
edgardgobbi@gmail.com 
Campinas    

*
TEMPO DE PLANEJAR

A hospitaleira cidade de São Paulo está em festa, comemora seu 461 aniversário de fundação e precisa rapidamente ser alvo de um grande planejamento com sustentabilidade no seu crescimento, ao lado do desenvolvimento mais igual entre os diversos povos que habitam a megalópole. Em tempos de crise de racionamento de água, de apagão, de um trânsito caótico, de transportes públicos insuficientes e caros, já chegou o tempo de a cidadania ser respeitada e de limitar a entrada de estrangeiros, assim também reduzir a migração criando formas inteligentes de melhor distribuir essa enorme população superior a 11 milhões de habitantes. Alguns diziam que São Paulo precisa parar, mas não é verdade, ela necessita se planejar e encontrar um padrão de vida minimamente humano para todos os que a escolheram como terra dos sonhos e, muitas vezes, de intensos pesadelos.
 
Carlos Henrique Abrao 
abraoc@uol.com.br 
São Paulo

*
O QUE SÃO PAULO OFERECE

São Paulo completou 461 anos. Tinha tudo para ser uma Nova York. Infelizmente, não tivemos um prefeito que implantasse a Tolerância Zero e botasse a marginalidade para correr. Não bastasse ser uma cidade muito violenta, pela primeira vez a cidade que vem sendo maltratada por anos a fio vai deixar a população sem água. Para completar o azar, podemos ficar também sem energia elétrica. Em grande parte por falta de chuva, mas principalmente por falta de investimentos e falta de consciência dos cidadãos. Enfim, quem visita São Paulo, atualmente, pode perceber os maus tratos nessa cidade. Ruas sujas, esburacadas, faróis sem funcionar, corredores em toda cidade, faixas vermelhas nas ruas sem nenhuma bicicleta, poluição, trânsito caótico, rodízio e radares. E, se chove, enchentes. Qual a qualidade de vida que essa cidade oferece? Nenhuma. Nossos governantes estão preocupados com a próxima eleição e em taxar o contribuinte. Pagamos para viver numa Suíça e moramos em Caracas.

Izabel Avallone 
izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
'A CIDADE INIMIGA'

"Aos 461 anos de vida, São Paulo está carregada de trunfos e coisas positivas. O que falta nela são políticas continuadas, uma ideia urbana que sirva de matriz geradora e produza adesão popular, servindo assim de parâmetro para a conquista da cidade pela população. Não é só um problema de bons ou maus governos. Mas, sim, de arte política superior: construção de uma cidade como pacto de convivência." O professor Marco Aurélio Nogueira, autor desse trecho do artigo "A cidade inimiga" (24/1, A2), véspera do aniversário da cidade de São Paulo, deve entender de urbanismo, mas parece desconhecer que a qualidade do alcaide e de seus recém-nomeados auxiliares (Gabriel Chalita, Eduardo Suplicy e Alexandre Padilha, além do resto do bando - nomeados exclusivamente por interesses próprios, e não dos cidadãos) está muito aquém do que se poderia pensar em termos de "arte política superior". Haddad, o segundo poste de Lula, está conseguindo, sem muito esforço, tornar a cidade inimiga de seus próprios concidadãos. Sem ânimo para festejar.

Carmela Tassi Chaves 
tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

*
NUNCA ANTES...

Nunca na história de São Paulo, nestes 461 anos, se viu tamanha ineficiência em sua gestão. Parabéns, prefeito Haddad. Pêsames, cidadão paulistano.

Luiz Frid 
luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

*
SP SEM RUMO CERTO

Infelizmente o prefeito Fernando Haddad (PT), como se nada mais fosse importante e prioritário para nossa querida capital, pinta freneticamente faixas na cor vermelha (de seu partido) mesmo sabendo que a vocação do paulistano não é por ciclovias. Um absurdo! Se a ausência de ônibus nos horários de pico é uma realidade, sobram desnecessárias faixas de corredores para esses coletivos, que mais complicam o já caótico trânsito. Uma contradição! Mesmo com a necessidade de combater poluição, o prefeito simplesmente despreza e acaba com o eficiente programa de inspeção veicular (que ninguém reclamava...). Suspendeu a obrigatoriedade dos proprietários de imóveis comerciais e residenciais de reformar as calçadas da cidade, foco de insatisfação e de acidentes dos transeuntes. Mesmo prometendo criar 150 mil vagas nas creches - hoje deixa quase 200 mil crianças fora delas -, Haddad não alavanca essa promessa e ainda faz um corte brutal no Orçamento de 2015, o que certamente impedirá tais investimentos. Lógico que comemoramos com orgulho a data de 25 de janeiro de 2015, aniversário da cidade, porque nela nascemos e reconhecemos a sua importância também para o País. O consolo, apesar da angustiante falta de água, é que o governo do Estado imprime um grande programa de novas linhas do Metrô, construção de monotrilhos, reforma das estações dos trens da CPTM e finaliza os 200 quilômetros do Rodoanel. 

Paulo Panossian
 paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

*
SÃO PAULO, QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

Sinto o mesmo que o leitor Nilson M. Autran, que em carta de título "São Paulo, quem te viu, quem te vê" (25/1) descreveu sua infância na mensagem de aniversário de nossa capital, porque, assim como ele, eu também vivi parte de minha infância e juventude em São Paulo (depois morei muitos anos no interior) e desfrutei da qualidade de vida então existente na capital, o que nos leva a perguntar: por que a qualidade de vida em São Paulo decaiu tanto? Porque hoje não se pode viver sossegado e desfrutar ocasiões de verdadeira paz, como certa ocasião em que eu, aos meus 14 anos, passeava pelo Jardim da Luz e, para descansar, sentei-me num banco à sombra das árvores, adormeci por cerca de duas horas e, ao acordar, estava no mesmo lugar, com meus poucos cruzeiros no bolso e meu relógio no pulso. Na década de 1960, eu tomava um ônibus ou bonde da CMTC em Santana, onde morava, para ir até a Praça Clóvis Bevilacqua (apelidada de Praça da Sé) assistir a dois filmes nos cinemas ali existentes, e, após as sessões terminarem, por volta das 23 horas, descia a praça tranquilamente para tomar a última condução para casa, sem medo, sem sustos. Hoje, em pleno dia, nesses dois locais, corremos riscos vários, porque estão eles tomados por malandros, vagabundos, drogados e outros que infestam a região. 

Laércio Zannini 
spettro17@hotmail.com 
São Paulo

*
AGRADECIMENTO

O aniversário é da cidade de São Paulo e quem comemora e agradece são as pessoas que aqui nasceram, somando-se às tantas outras que descobriram nesta cidade o encanto e o acolhimento diário que ela proporciona. Obrigado, São Paulo! É com orgulho que falo que sou paulistano!

Felipe Lucchesi 
felipe_lucchesi@hotmail.com 
São Paulo
 
*
ME DÊ MOTIVOS

No aniversário da nossa cidade os problemas são tantos que não vejo motivos para comemorar. Falta segurança, o trânsito é infernal, há problemas com água, luz, impostos extorsivos... Onde encontrar motivos para festa? Para completar, como aposentado, não tenho condições financeiras para assumir gastos para sair de casa, tamanho o absurdo dos preços em nossa cidade.

Laert Pinto Barbosa 
laert_barbosa@glbo.com
São Paulo

*
CAPITAL DE TODOS OS POVOS

A cidade de São Paulo, capital de todas as nações, completa mais um ano, esbanjando os princípios da liberdade, da fraternidade e da igualdade. Em São Paulo há liberdade para todos, inclusive para os que não respeitam a liberdade dos outros; São Paulo é fraterna, recebe a todos quantos precisam de ajuda, sem distinguir credo, raça, sexo ou idade; e recebe a todos igualmente sem nenhuma distinção. Enfim, São Paulo foi, é e sempre será a capital de todos os povos. Parabéns, São Paulo. Parabéns, Brasil, por abrigar São Paulo.

Carlos B. Pereira da Silva 
carlosbpsilva@gmail.com 
Rio Claro

*
CIDADE ABANDONADA
 
O editorial "Paulistanos muito insatisfeitos" (26/1, A3) demonstra que a cidade está em completo estado de abandono. A falta de zeladoria faz com que muitos paulistanos sintam-se desmotivados e insatisfeitos. Serviços essenciais são imprescindíveis para que a capital fique organizada, limpa e com as calçadas em ordem. Sabemos que a desordem urbana (ruas escuras, sujas e com bagunça) facilita a prática de crimes. Temos de atuar forte na manutenção, com ações firmes que tornem os espaços agradáveis para o cidadão.
 
Coronel Alvaro Batista Camilo, vereador 
contato@coronelcamilo.com.br
São Paulo

*
FILA

Em publicação deste "Estadão" em dezembro de 2014, a fila de espera para uma vaga em creche apontava 187.535 crianças. O sr. secretário Gabriel Chalita fala de um plano mirabolante de disponibilizar 150 mil vagas em creches com participação de entidades particulares e outras como o Sesc, que já atuam  em outros setores. Já que estamos misturando finalidades, pergunto: qual a fila de espera para ciclovias?
 
Carlos Gonçalves de Faria 
sherifffaria@hotmail.com
São Paulo

*
(DES)COMPLICANDO

Não bastasse a pintura das impostas e superutilizadas ciclovias, percebo que nosso glorioso alcaide encontrou novas maneiras de (des)complicar a nossa "fácil" vida na cidade de São Paulo. Ao consultar os valores disponíveis para crédito na Nota Fiscal Paulistana (NFP), sou informado de que meu nome está inscrito num tal de Cadin. Ao consultar o tal órgão, descubro que devo R$ 4,49 para a Prefeitura paulistana. Não é sensacional?! Nem Fellini nem Dalí seriam capazes de surrealismo maior que este. Como regularizar? Devo me dirigir até a Avenida Liberdade. Bastante fácil a maneira proposta de regularizar meu "enorme" débito, que, diga-se de passagem, nem sei como foi gerado. Os valores da NFP estão retidos, na minha modesta opinião, indevidamente. Criaram novos precatórios ?!

Renato Amaral Camargo 
natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

*
O MENTOR

O sr. Fernando Haddad é mentor das frequentadíssimas ciclofaixas; mentor de implantar faixas em locais de risco para enchentes, ao invés de  tomar atitudes para evitá-las, como limpeza de bueiros e córregos e obras minimamente necessárias; é mentor de criar mais uma sacolinha plástica, ao invés de diminuí-la; é mentor por falta de manutenção da queda de cerca de mil árvores, causando inúmeros transtornos aos paulistanos; e é mentor do aumento do IPTU. Essas são algumas das "magníficas" demonstrações de como governar uma cidade. Aproveitando aquele chavão em que se pede para uma pessoa tomar uma decisão em benefício de uma coletividade que merece um pingo de respeito, imploro: Haddad, pede para sair!
 
Hilo de Moraes Ferrari
hiloferrari@hotmail.com 
São Paulo

*
PODA DAS ÁRVORES

Sempre choveu e nunca antes nesta cidade caiu tanta árvore na fiação. Donde se conclui que as podas preventivas e a remoção de árvores podres não são feitas. Será que a Eletropaulo diminuiu as equipes de poda preventiva visando ao maior lucro, ou é incompetência mesmo?

Gustavo Guimarães da Veiga 
ggveiga@outlook.com 
São Paulo

*
SÍNDROME DE JÂNIO QUADROS

Esta síndrome de Jânio Quadros que assolou o alcaide de plantão é lamentável. Tem-se falado das ciclovias, mas ainda não vi ninguém falar dos semáforos que foram postos no contrafluxo dessas ciclovias. Tenho uma aqui, perto de casa - Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro/Boninas -, que a cada esquina tem um semáforo no sentido contrário da via para o ciclista (?) que vai nesse sentido. Outro dia eu e meu filho fomos testemunhas dos dois únicos ciclistas que passaram por ela em meses. Desativaram, "para o bem" do uso do transporte coletivo ou das empresas de estacionamento privado, as vagas de estacionamento para os carros. Com tantos faróis não funcionando, a cada pingo d'água que cai na cidade, como vão ficar esses faróis para ciclistas? Mais insegurança, já não bastam os cerca de dois motoboys que morrem por dia na cidade ou, talvez, no fim, se esteja mesmo querendo acabar com essa classe média que sonha que está numa cidade plana da Europa e que dá apoio a essa arbitrariedade...

Amaury Cesar Moraes 
acmoraes@usp.br
São Paulo

*
GESTÃO ATRAPALHADA

O prefeito Fernando Haddad quis porque quis aumentar o IPTU na cidade de São Paulo e, agora, conseguiu liminar para este aumento, mas, por causa da reação péssima de toda a sociedade paulistana, resolveu dar um desconto e o espertalhão agora está fazendo propaganda em todas as rádios dando uma de bonzinho e na maior cara de pau querendo tirar proveito da situação. "É a Prefeitura fazendo o que tem de ser feito." Coisas da petralhada... Ciclovias inúteis, corredores de ônibus mal planejados, etc. Descobri a profissão secreta do prefeito: químico, pois onde põe a mão tudo se transforma em m... 

Henrique Schnaider 
hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

*
CADERNO ESPECIAL

Cumprimento o "Estadão" pela linda homenagem a São Paulo, com o caderno especial "SP 461". Folheando o caderno, fiz duas constatações: a primeira foi a emoção que os moradores sentiram nesta viagem sentimental no tempo, e a segunda foi a descoberta do quanto estou velho, pois afinal das contas eu também estava lá.

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

*
A CIDADE E O JORNAL

Parabéns à cidade de São Paulo na comemoração dos 461 anos, dos quais o principal informativo brasileiro e paulista, o jornal "O Estado de S. Paulo" já participou por 140 anos e vai longe. Parabéns. Caminhem juntos para a "ordem e progresso" do Brasil.
 
Luiz Dias 
lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

*
'ESTADÃO' 140 ANOS

Magnífica a trajetória do jornal "O Estado de S. Paulo". Se 140 anos já são uma longa jornada para qualquer empresa do ramo no Velho Mundo, tal feito num país jovem, como é o Brasil, multiplica demais a sua importância. Seu sucesso, aliás, só pôde vir com a prática diária da seriedade, profissionalismo e defesa das liberdades. Parabéns! E que nos próximos 140 anos nossas futuras gerações possam também desfrutar deste veículo, sempre brilhante no registro da história da humanidade, sempre um baluarte para os ideais republicanos e democráticos. 

José E. Zambon Elias 
zambonelias@estadao.com.br 
Marília

*
EDIÇÃO COMEMORATIVA

Realmente fantástica a edição dos quase século e meio do nosso jornal (18/1). Vou encadernar e legar aos meus netos essa verdadeira pesquisa histórico-cultural. 

Jair Freire 
assim.soja@gmail.com 
São Paulo

*
'O PRINCÍPIO DA IGUALDADE'

Leiam no "Estadão" de ontem (26/1/2015) o artigo do dr. Ives Gandra da Silva Martins "O princípio da igualdade". Vejam, segundo essa sumidade intelectual, até onde pode ir a chamada "liberdade de imprensa" versus direitos à "dignidade da pessoa humana" e bom senso e responsabilidade no exercício das atividades, de qualquer natureza, da imprensa, falada, escrita, radiofonizada, televisada e desenhada, além de outro qualquer meio de comunicação de massa. Caso a dignidade da pessoa humana fosse respeitada, não teríamos o massacre dos profissionais de imprensa da França nem os gastos acentuados desse país e de outros tantos em face da reação absurda, porém marcante, de fanáticos do islamismo.

Edson José Meneghetti 
meneghetti@aasp.org.br 
Piracicaba

*
DEMOCRACIA E ARÁBIA SAUDITA

A morte do rei Abdullah da Arábia Saudita fez com que praticamente todos os líderes das democracias ocidentais tecessem rasgados elogios ao falecido monarca e seu governo. Há um velho costume de santificar os defuntos, independentemente de seu passado, mas, mesmo assim, não precisaria exagerar na dose. É importante lembrar que a Arábia Saudita é uma monarquia absolutista, de molde feudal, que não respeita liberdade de expressão e direitos humanos. Recentemente tivemos dois exemplos explícitos: a condenação de um blogueiro a mil chibatadas e o enquadramento de uma mulher como terrorista por estar dirigindo um automóvel. Não resta dúvida, o petróleo fala mais alto que a democracia.

Luigi Petti
 luigirpetti@gmail.com 
São Paulo

*
CONFLITOS CONTEMPORÂNEOS

"Deus é grande! Quem seria seu profeta?" ("Estadão", 20/1, A2). Gostei muito do artigo mencionado acima, redigido por Oliveiros S. Ferreira. Trata-se de uma visão com argumentos fortes, especialmente na documentação histórica, e também de uma  lúcida condução do texto.

Renato Rangel 
renurangel@gmail.com 
São Paulo

*
ELEIÇÕES NA GRÉCIA

A "esquerda radical" vence eleições na Grécia, país berço da "democracia"! Nenhuma novidade quando aquele belo país menosprezou princípios básicos do capitalismo e agregou 50% da população como "funcionários públicos", entrando numa crise econômica sem precedentes. Metade da população usufruía do trabalho da outra. Quando essa discrepância não pôde mais se sustentar, para sair da crise econômica a União Europeia (UE) deu suporte financeiro com uma condição: "consertar contas públicas, acabar com desperdício e diminuir funcionários". Osso duro de roer quando metade da população estava comodamente empregada sem risco de demissão. Resultado? Com as medidas restritivas exigidas pela UE, os gregos foram vítimas fáceis para a "esquerda radical milagrosa", que deve ter prometido mundos e fundos com o dinheiro capitalista da União Europeia. Vai ser engraçado observar esse embate, para servir de lição aos esquerdistas brasileiros que sonham com uma América Latina bolivariana/cubana unida. Quem pagará a conta? 

Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*
EUROPA E ESQUERDA RADICAL
 
A vitória de Alexis Tsipras na Grécia preocupa a Europa, porque o radical de esquerda eleito promete não cumprir os acordos de estabilização que a Grécia vinha mantendo com a União Europeia. Entretanto, a estabilidade da União Europeia já permite enfrentar o esquerdista radical de frente, impondo-lhe sanções econômicas que dificilmente poderá explicar a seus eleitores. Na verdade, o apelo a esquerdistas ocorreu pelas dificuldades enfrentadas pelo país, cujos fatores e elementos de produção deixam muito a desejar se comparados com os da Alemanha, França, Itália, Espanha e outros. A tática da esquerda de prometer os céus ocorre aqui, no Brasil, a exemplo do que se viu antes das eleições, em completa contradição com a política econômica ortodoxa atual. Na Grécia, talvez, ocorra o mesmo.

José C. de Carvalho Carneiro 
carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.