Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2015 | 02h06

Petrorroubalheira

É incrível que somente uma voz se tenha levantado, em todo o meio jurídico brasileiro, para denunciar a prática de crime de responsabilidade pela presidente Dilma Rousseff, consistente em declarar, por duas vezes, no discurso de diplomação e no discurso feito na primeira reunião de seu novo Ministério, que devem ser punidas as pessoas, mas não as empresas envolvidas na petrorroubalheira. Essa voz foi a do respeitado (e destemido) professor Modesto Carvalhosa, no artigo A virgindade da Lei Anticorrupção, publicado no Estadão de ontem (A2). O crime está capitulado no artigo 8.º (7), da Lei 1.079, de 1950, que define os crimes de responsabilidade, in verbis: "permitir, de forma expressa ou tácita, a infração de lei federal de ordem pública". Pergunto eu: onde anda a OAB, antes tão loquaz? E onde anda a oposição, que silencia diante de mais este ilícito cometido pelos governos do PT?

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

esc@scvs.adv.br

São Paulo

Fuga para o Caribe

Coincidência ou não, o fato é que no mesmo dia em que a Petrobrás divulgava aquele malfadado balanço trimestral atrasado e sua presidente, Graça Foster, anunciava que a estatal pode ter perdido mais de R$ 82 bilhões com a corrupção, a presidenta gerenta Dillma fugiu para o Caribe, para ir à reunião da Celac, pasmem, para discutir, entre outras coisas, se Cuba entra ou não em acordo com os EUA! Enquanto as ações da Petrobrás viram pó, ela prefere ajudar los hermanos Castro. Também, depois de tanta mentira dita em campanha e com tanto desastre caindo no colo do segundo mandato, só Dillma fugindo para Marte!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Peça de ficção

Um balanço para colecionador, esse último da Petrobrás, segundo o criativo editorial do Estado (29/1, A3). Não dá para acreditar, é estarrecedor e faltam predicados. Com a falta de constrangimento de quem desconhece o significado de credibilidade na vida pessoal e nos negócios, ainda se justifica a fraude, que a auditora rejeitou assinar, como medida de evitar piores consequências para a empresa. Que profissional ainda poderá justificar um crédito à Petrobrás. Qual a justificativa de um cidadão para dar crédito a Dilma e ao governo do PT? Como se sustentarão a direção da empresa, que diz não saber quantificar o montante desviado, e os políticos - do governo - beneficiados?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

Prejuízo oculto

O balanço referente ao terceiro trimestre da Petrobrás apresenta lucro (3%), ao invés de demonstrar o prejuízo de mais de R$ 90 bilhões. É o que se pode chamar de prejuízo oculto, obviamente com o fito de engodar e enganar analistas, além de manipular acionistas, embora, como resultado, as ações tenham caído de valor na bolsa. Trata-se, na verdade, de verdadeiro estelionato acionário, que deveria ser levado ao conhecimento do Poder Judiciário, a fim de que a empresa cumpra seu dever de bem e exatamente informar os acionistas e o povo deste país, desde que se trata de empresa estatal e com o controle acionário do poder público. Outrossim, a diretoria e o conselho deliberativo, que permitiram esse absurdo, deveriam ser processados criminalmente por falsidade e demais delitos pertinentes. É o mínimo que se pode esperar.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Ponto fora da curva

Sobre o mensalão o "novato" ministro Luís Barroso, do STF, à época disse que as penas imposta aos PeTralhas, em especial, foram um ponto fora da curva. Pois é, agora temos o petrolão e o ministro, certamente, vai julgar os políticos envolvidos. Então, perguntamos eu e tantos milhões de brasileiros que têm sido tratados como se néscios ou papalvos fossem por essa quadrilha que domina o poder: será outro ponto fora da curva ou desta vez será apenas um ponto, de acordo com o rigor da lei? Só o tempo dirá. Acorda, Brasil!

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Caixa 2

É consenso e notório que a Petrobrás tem ativos valiosos, alta tecnologia e profissionais qualificados. Mas o balanço da empresa publicado na madrugada, um autêntico Frankenstein com carimbo do governo federal, e o cancelamento de duas refinarias, cuja paternidade tem o DNA de um ex-ocupante do Palácio do Planalto, constituem provas mais que suficientes de que a maior empresa do Brasil não tem condições de sair da atual situação ruinosa sem ficar livre dos atuais donos, que ganharam eleições desde 2002 e fizeram da Petrobrás o seu caixa 2.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Relembrando

Lembram-se do acordo entre o Brasil e a Venezuela sobre a refinaria de Abreu e Lima (PE)? Até hoje os venezuelanos não desembolsaram nada. Será que eles já sabiam que a grana entrava por uma porta e saía por outra?

MOISES GOLDSTEIN

moisesgoldstein1@gmail.com

São Paulo

Fundo sem fim

Começo a crer que retirar petróleo do pré-sal nas profundezas do mar está mais fácil que chegar no fundo do escândalo do petrolão. Isso não terá fim? Não bastasse o enorme prejuízo financeiro, com notícias ruins todo dia, o prejuízo moral cresce perante o mundo. Que horror!

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

A Petrobrás para o povo

A Petrobrás transformou-se num monumental abacaxi para a União e o BNDES, seus grandes acionistas. A União provavelmente terá de honrar parcela de suas dívidas e recursos terão de ser injetados na empresa para o cumprimento de obrigações financeiras e de investimentos. É chegada a hora, portanto, de promover sua privatização, transferindo, gratuitamente, todas as ações em poder do setor público para o povo brasileiro, com base nos CPFs devidamente habilitados. O mercado se encarregaria, com o correr do tempo, de definir uma nova estrutura de controle, livre de ingerência e ganância dos governantes de plantão. Uma expressiva valorização das ações da empresa seria decorrência natural da privatização. É óbvio que a proposta não é de fácil nem de imediata implementação, mas deve ser encampada como objetivo a ser alcançado no médio prazo, após afastados impedimentos legais e financeiros.

RUBEM DE FREITAS NOVAES

rfnovaes@uol.com.br

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PETROBRAX

O PT vive dizendo que Fernando Henrique Cardoso queria mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax, que seria mais fácil de ser pronunciado no exterior. A estratégia tem o objetivo de colar no tucano FHC a imagem de traidor da Pátria, subserviente aos nefastos interesses do capital estrangeiro e entreguista, pelo seu suposto interesse em privatizar a empresa. Pois não é que hoje, após 12 anos de comando de Lula, José Sérgio Gabrielli, Dilma Rousseff e Graça Foster na petroleira, essa parece ser uma ótima ideia? Sim, claro, Petrobrax, com esse X no final, tal como as empresas do falido e desmoralizado Eike Batista.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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BALANÇO, MAS NÃO CAI

Este balanço do terceiro trimestre de 2014 publicado pela Petrobrás lembra aquele famoso edifício: é o balanço, mas não cai. Não cai na real, ao mostrar uma situação que não existe, pois não considera os enormes prejuízos com a corrupção que mais cedo ou mais tarde terão de ser incorporados no balanço da empresa, queira o governo ou não, por força das ações movidas pelos acionistas prejudicados pela roubalheira ocorrida. O mercado sabe disso e deu uma pronta resposta a mais essa maquiagem feita a mando de Dilma.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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BILHÃO PARA LÁ, BILHÃO PARA CÁ

A espera pelo balanço auditado da Petrobrás com o parecer da Price WaterhouseCoopers lembra a peça "Esperando Godot", o que jamais veio. É simplesmente impossível fazer um ajuste preciso em função dos sucessivos malfeitos praticados nos últimos anos pela administração ou, sendo indulgente, sem o conhecimento dela. Rever contratos desde a aquisição de papel higiênico a plataformas e eliminar os impactos das irregularidades praticadas é muito mais difícil do que limpar as estrebarias do rei Augias. Haja Hércules! Como identificar com precisão os superfaturamentos, como corrigir as depreciações de ativos inflados e seu impacto na conta de resultados e no recolhimento de tributos? A única saída será um "balanço político" fazendo tábula rasa de maneira arbitrária, pagar as multas impostas aqui e alhures e, como dizem nossos craques "levantar a cabeça e partir para outra".

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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INCOMPETÊNCIA PERDOADA

Gostaria de entender como a sra. Graça Foster e seus diretores não foram demitidos. São eles que vão recolocar a empresa no rumo certo? Se não são coniventes, são incompetentes. O que estão esperando? Onde estão OAB, CVM, acionistas,  etc.?

Aloísio Santos anavarro@superig.com.br 
São Paulo

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NOTÓRIA INCAPACIDADE

A presidente da Petrobrás deveria ser deposta imediatamente pela sua notória incapacidade de gerir a empresa, bem como ser imediatamente contratada pela Globo para participar no programa "Zorra Total".

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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BALANÇO MASCARADO

Nem os balancetes anuais dos clubes de Chicago são tão "mascarados e suspeitos" como foi este balanço do terceiro trimestre de 2014 da Petrobrás. Não dá para acreditar numa conta a que ninguém quis dar fé sobre os valores publicados, muito menos uma auditoria externa contratada. Só falta o senhor Lula da Silva esbravejar babando e apregoar tal balanço à oposição ou à imprensa conservadora, aliás, como de costume pelo  "ex" ainda no poder. Acorda, Brasil, 2018 está logo aí.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté
 
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JOGO DE PODER PETISTA

No tabuleiro do jogo de poder petista, havia vários reis e rainhas e uma imensidão de peões, tais como Alberto Youssef, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, José Sérgio Gabrielli, entre outros. José Dirceu entra no jogo, sem dúvida, mas com maiores poderes que o doleiro Alberto Youssef. Era o bispo importante do xadrez. Desejavam todos o xeque-mate na Nação, com a implementação do regime por eles desejado e assemelhado ao bolivarianismo. Odeiam a imprensa livre, porque foi ela que possibilitou aos brasileiros o conhecimento dos malfeitos do "Partido da Traição". Mas não desistem da ideia de controlar a imprensa por meio de uma falsa e hipócrita regulação da mídia. Entretanto, Ricardo Berzoini vai encontrar uma Nação pronta a desbaratar sua pretensão de censura ao noticiário dos malfeitos dos assaltantes petistas. Lugar de traidor larápio é na cadeia e lugar de "Partido da Traição" é no lixo.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br 
Rio Claro

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REUNIÃO MINISTERIAL

Na primeira reunião ministerial de seu novo governo, inflado em 39 ministérios para acomodar os aliados, a presidente Dilma Rousseff informou o que já sabemos: o ano de 2015 será duro. E prometeu o que é incerto: 2016 será melhor se for feito o "dever de casa". Essa frase é o código para o que vem por aí: aumentos de preços e tarifas de insumos básicos (eletricidade e produtos de petróleo) e aumentos nos juros e impostos (IOF, PIS/Cofins, IPI, IRPF). A parte do governo ficou no geral. Vai melhorar seu desempenho sofrível e ineficiente; pretende-se combater a corrupção nas estatais, mas sem mexer no modelo gerencial (raiz da corrupção) e sem trocar os comandos atuais (leia-se os escudos). Nas entrelinhas, ficou claro que o governo manterá e pode aumentar seus gastos crescentes nos programas ditos "sociais", pois tal estratégia, obviamente, garante votos na próxima eleição. Ou seja, sobrou para os contribuintes pagarem a conta da irresponsabilidade fiscal do governo Dilma 1. Queremos que a reforma política se torne realidade ainda no primeiro semestre de 2015, como prometido. A esperança é a última que morre.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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CARÁTER CORRETIVO OU NOCIVO?

Durante a reunião com os seus 39 ministros de Estado, a presidente Dilma Rousseff defendeu os ajustes econômicos e afirmou que eles "têm caráter corretivo". A presidente esqueceu, contudo, que modificar de forma drástica as regras na concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários foi, sim, extremamente nocivo para o contribuinte brasileiro. Além disso, houve aumento de impostos. Outro tema esquecido por Dilma diz respeito ao discurso adotado durante a campanha presidencial, no qual ela mesma afirmou que jamais mexeria no "bolso" do contribuinte brasileiro, incluindo a inexistência de um eventual tarifaço. Durante os 27 dias de seu segundo mandato, os brasileiros foram presenteados com um verdadeiro e incontestável "pacote de maldades". Aumento de impostos, mudanças em direitos trabalhistas e na Previdência Social, reajuste bem acima do tolerável nas contas de luz e, por incrível que pareça, o risco de racionamento está cada vez mais próximo. A economia do País está à beira do colapso graças ao seu péssimo desempenho. O seu governo não fez nada de corretivo, pois o nome disso é nocivo.

Willian Martins martins.willian@globo.com 
Guararema 

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A FARSA DO PROJETO VITORIOSO

Sinceramente, a presidente Dilma, perdeu o juízo ou o senso do ridículo. Não é que na sua primeira reunião ministerial, depois de um mês de abandono de poder, ela teve a coragem de afirmar "mostraremos que não alteramos um só milímetro do projeto vitorioso vencedor das eleições", referindo-se ao duro e necessário ajuste fiscal que seu governo finalmente imprime, sob a coordenação do ministro Joaquim Levy, neste início de seu novo mandato! Dilma, mais magra, deve estar com amnésia profunda, porque faz como sendo "o seu" ajuste fiscal a exata proposta de governo apresentada pelo seu concorrente do PSDB, Aécio Neves, que a presidente criticava veementemente. Esta soberba da presidente tem um destino, ou seja, um novo fracasso, porque não é portadora da grandeza e da humildade de um estadista. E não vai suportar, como presidente da República, possessiva que é, ficar como subalterna de um ministro da Fazenda competente como Joaquim Levy.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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MAU TEMPO À VISTA

Sobre a primeira reunião ministerial do segundo mandato da presidente Dilma, durante a qual, imagina-se, somente imagina-se, pois ocorre nas dependências da Granja do Torto, uma espécie de monastério, sem acesso da imprensa, ser determinado aos 39 paladinos, que se unam em torno das medidas de austeridade delineadas pela equipe econômica, impronunciáveis na campanha presidencial, e se esforcem para enfrentar os problemas ocasionados pela crise hídrica que afeta todo o País, em grande parte causada pela incapacidade de concluir, durante o primeiro mandato, obras de infraestrutura destinadas a aumentar a oferta de energia - "apagão nunca mais" - e por aclamações populistas e eleitoreiras que estimularam a população a esbanjá-la. Preparemo-nos para mau tempo. 
Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro  

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BATATA QUENTE

A fala da presidente Dilma na reunião ministerial reflete seu estado de espírito do momento. A reeleição para o segundo mandato acabou com suas preocupações. Chegou ao ápice de uma carreira política, sem atributos necessários para ocupar uma posição de tamanha responsabilidade. Foi eleita por um marketing vendedor eficiente que escamoteou com metáforas as realidades evidentes. Por que terá de modificar a tática vencedora neste momento? Seremos, portanto, bombardeados por uma retórica metafórica até o final de seu mandato. Sorte terão os contribuintes se o governo federal conseguir economizar gastos supérfluos ao invés de gastar da forma atabalhoada e perdedora como ocorreu no primeiro mandato. Seu ocaso parece se assemelhar ao do ex-presidente Figueiredo: o esquecimento. Neste cenário medíocre, a batata quente da herança maldita ficará para o ex-presidente Lula, que hoje come e dorme sonhando em ser presidente novamente. Daí sua preocupação atual. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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CADEIRA FORTE

Perguntar não ofende: a cadeirinha em que a presidente e os ministros sentaram na terça-feira na reunião ministerial é forte o suficiente para aguentar a barra de 2015?

José Martin jlmartin@estadao.com.br
São Paulo

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NO PAÍS DAS MARAVILHAS

De posse de um momento de fantasias desenfreadas, a presidente Dilma, em primeira reunião, pede aos seus 39 ministros que tenham atitudes dificílimas de serem executadas com firmeza, muito antes de os mesmos entenderem quais seriam seus deveres de ofício dentro dos cargos que ocupam. Determinou aos ministros do novo governo que enfrentem o "desconhecimento", a "desinformação" e "reajam aos boatos" e à "falsa versão"; de certa forma, pede que seus novos ministros acreditem que todos os escândalos de corrupção em andamento são obras da direita golpista, da imprensa rebelde, dos contra os pobres ou talvez dos "eventos internos e externos". Em nenhum momento apresentou metas e programas que devem ser perseguidos por todos em razão de um único objetivo: crescimento com combate à inflação, corrigir os desvios da economia, entre inúmeros outros problemas que afligem o povo brasileiro. O país que Dilma apresentou ao grande grupo de novatos foi o País das Maravilhas de Alice dos contos de Lewis Carroll.
 
Leila E. Leitão
São Paulo

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CLARIVIDÊNCIA
 
Durante a reunião ministerial de 27/1, dona Dilma não via os seus 39 ministros. Ela estava vendo, em clarividência, os 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família que ela alega existirem.
 
Celso Vicente Fiorini celsofiorini@ig.com.br 
São Paulo 

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SÓ MESMO NO VISUAL

Em 40 minutos de discurso na reunião com seus ministros, percebi claramente as mudanças da presidente Dilma Rousseff em relação ao seu primeiro mandato.  Está de cabelos aloirados e um pouco mais magra. Será que não prestei atenção em sua fala, ou foi realmente a mesma balela de sempre? 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 

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A GRANDE FARSA

Primeira reunião ministerial numa mesa enorme, como escreveu Roberto DaMatta, "quase do tamanho de uma pequena cidade", com "teleprompter", discurso ensaiadinho, redigido, possivelmente, pelo "ghost" marqueteiro João Santana, como se nada houvesse acontecido nos quatro anos do primeiro mandato. Faz-me sentir uma besta quadrada.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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REUNIÃO DOS 40

A presidente do País e mais 39 ministros, só faltou o chefão, alguém viu? A apresentação dos 40 foi um espetáculo apenas visual, uma ilusão para o povo. Diz uma coisa e, se faz, faz outra. Já teve quatro anos para mostrar do que era capaz e foi um desastre - até o cidadão mais humilde sente as consequências desastrosas. Ou desconhece a atual situação do País? Para a presidente e companheiros, tudo deve estar muito bem, os saldos das contas bancárias nacionais e internacionais estão elevados e é o que intere$$a! Agora o povo começa a ter pressa... Para que servem mesmo as nossas instituições? Estão demorando muito para entrar em cena. O povo está perdendo a paciência. Será que vão esperar a próxima reunião?  
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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QUANTO CUSTOU

Qual foi o custo da repone presidencial de 27 de janeiro com os 39 ministros e a presidente? Quem ousar calcular deve ultrapassar os R$ 500 mil, considerando todas as despesas de translado, comilanças e bebidas, pagamento das horas paradas dos 39 "ministros". Qual foi o resultado efetivo desta repone presidencial para o povo brasileiro? Mais arrocho e vergonha.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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ANALOGIA

Analogia ao gosto do ex: o time "presidência" com seus 39 jogadores (ministros), com altos salários e mordomias, tem vários pernas-de-pau, talvez caia rapidamente de categoria. Sua sede, o Planalto, já tem sub-sede na Papuda, e, em breve, em Curitiba. Seu diretor de marketing, João Santana, foi fundamental para enganar seus torcedores. Mas as rendas continuam altas. Ah, o emblema do time não poderia ser outro: o cifrão. Fomos goleados. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo 

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PEIXE FORA D'ÁGUA

Na primeira reunião ministerial protagonizada pela presidente Dilma após 30 dias sumida, com todos sorridentes como se o Brasil estivesse em seus melhores dias, mas sutilmente mostrando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como se fosse um "peixe fora d'água"! Está na cara que, depois de colocada a casa em dia, Levy será chutado como se fosse cachorro morto, porque o interesse dessa gente é apenas acalmar investidores. Como o DNA entre presidente, seguidores e Levy não batem, será despedido via imprensa! Quer apostar?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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RINDO DE QUÊ?

Na foto estampada na capa do "Estadão" de quarta-feira (28/1), Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jacques Wagner (Defesa) e Joaquim Levy (Fazenda) se escracham de rir durante a reunião em Brasília, e com certeza riam da nossa cara de otários, por terem conseguido burlar a população pela quarta vez consecutiva e, desta forma, ficar mais quatro anos no poder. Não há nenhum outro motivo plausível, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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NÃO ENTENDI

O retrato da primeira página do "Estado" (28/1) indica plena alegria dos protagonistas. Confesso, considerando o "status quo", que não entendi nada. Talvez o saudoso Rolando Lero "captasse" a mensagem.  

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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RISO

A foto estampada na capa do "Estadão" de 28/1 é autêntica. Os governantes estão rindo jocosamente da nossa cara, como, e também, da cara daqueles que acreditaram nas falácias da presidenta de que não iria aumentar nenhum preço ou tarifa.

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 
São Paulo

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O ESCÁRNIO DE DILMA

A foto estampada na capa do "Estadão" de quarta-feira (28/1) é um escárnio aos brasileiros. Dilma e seus "ministros" se encontram todos rindo de orelha a orelha. Por que tamanha alegria? Essa foto retrata o menosprezo e zombaria ao povo brasileiro de Dilma e do Partido dos Trabalhadores.

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí

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DELÍRIO?

Ao ver a foto da presidente Dilma e seus ministros, todos sorridentes na primeira reunião ministerial, e escutar atentamente seu discurso, tenho a nítida impressão de que vivemos num país que não é o Brasil...

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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SORRISO FALSO

A foto da capa da edição do jornal de quarta-feira me incomoda muito. A presidente e seus principais ministros sorriem, como se exprimissem uma alegria própria de quem acabou de aprontar alguma para ferrar com muitos. Num momento tão delicado do País e do próprio governo que está aí, eles sorriem como se estivessem de férias na Ilha da Fantasia. A presidente ri do quê? Talvez seja um tique nervoso! O ministro Mercadante faz tempo que ri de todos nós! O ministro Jacques Wagner, como bom baiano que é, acha graça de tudo! E o ministro Joaquim Levy talvez ria agora porque sabe que vai chorar muito num futuro próximo. Ou não? Ou será que nós é que, além de água, devemos abastecer a casa de lenços de papel? 

Rodolfo Carlos Bonventti rbonventti@superig.com.br 
São Caetano do Sul

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ECONOMIA

Na foto do Economia & Negócios de 28/1,  Joaquim Levy expressa exatamente o tamanho que vamos levar em 2015. Aguardem. 

Orélio Andreazzi  orelio@andreazzi.com.br   
Suzano

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ANOTEM AÍ

Foto na primeira página do "Estadão" de 28/1 mostra quatro postes rindo escancaradamente. Você, que como eu não passa de um bobo da corte, precisa  saber o motivo de tanta graça, anote aí: imaginem uma violenta tempestade, nós na encosta de um morro, enquanto eles estão no topo do mesmo morro, o que significa que, quando a água bater nas partes íntimas de cada um deles, nós, todos, já morremos afogados. Entenderam agora o motivo de tanto riso e graça?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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'AUTOCRÍTICA ZERO'

Primorosa a análise de Eliane Cantanhêde ("Autocrítica zero", 28/1, A8). Respeitosa até, quando ao final sugere uma Dilma desinformada, ao considerar que deveria ter ouvido os alarmes de especialistas e da mídia. Respeitosa, porque há a inegável sensação de que o governo não só tinha plena informação, mas que participava ativamente das extorsões e dos desvios do patrimônio público e da riqueza popular, praticado com o objetivo da permanência plena e permanente no poder do Partido dos Trabalhadores, num projeto político que se assemelha ao dos seus afetos, os demais países da esquerda sindicalista sul-americana.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com 
Capão Bonito 

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'DOIS MIL E CINZAS'

O artigo "Um 'dois mil e cinzas' com sede, suor e trevas" (28/1, A2), de José Nêumanne, acertou na mosca, faltou dizer que o tal Levy já se enquadrou na cartilha petista de dona Dilma. Mentir, mentir e mentir - até o Maluf é "conselheiro" dos petistas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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DILMA MENTE

Para sair da rotina e variar um pouco, a presidente Dilma mente na maior cara de pau. Disse que não mudou nada da campanha, apenas mudou a verdade, só isso? Os otários da CUT do ABC que o digam... Será que só ela está louca ou tem mais alguém junto? Até Joaquim Levy, que não era do grupelho dela, foi convocado. Aí ela vai dizer que quem aumentou tudo e mexeu com os benefícios dos aposentados e das viúvas foi a oposição. Agora ficou claro, mais uma baixaria petista. Assumir nunca é fazer malfeito, sempre.
 
Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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MÁ FASE

Dilma defende medidas corretivas e pede que ministros reajam a boatos. Incrível que a presidente em seu discurso só justifica a má fase de nossa economia a problemas externos pelo clima, e não pela sua incompetência e total letargia de ações coerentes para garantir o desenvolvimento e a produção. Sugiro que ela tome sérias providências para resgatar os milionários valores desviados da Petrobrás através da recuperação dos bens móveis, imóveis e espécies, de todos os gatunos diretores, doleiros, empresários, lobistas, partidos, políticos, os valores desviados ou doados por meio do BNDES, parar as sangrias desviadas a países vizinhos, chamados de bolivarianos, por motivos ideológicos, etc. Posso garantir que, com essas medidas, o governo arrecadará valores muito maiores que o recente pacote econômico lançado pelo ministro Levy prevê. Dessa forma não seria necessário aumentar ainda mais a carga tributária da população. Sugeriria, ainda, incentivar a retomada do crescimento econômico através da redução dos impostos de importação para equipamentos de bens de serviços e de exportação para manufaturados. Abertura para empresas estrangeiras para a construção de infraestrutura como portos, aeroportos, estradas rodoviárias e ferroviárias, trocando os investimentos dessas empresas pela respectiva exploração do seguimento de negócio por prazo compatível para garantir o retorno do investimento com o respectivo lucro esperado. Abrir para empresas estrangeiras a construção de infraestrutura para construção de geração e transmissão de energia. Incentivar a indústria do Turismo séria e com treinamentos de mão de obra e preços e qualidades compatíveis com os mercados internacionais. Deixar o empresariado trabalhar exigindo apenas qualidade e seriedade. Simplificar a política fiscal de fato e redução de impostos proporcionais ao aumento da competitividade e produtividade. Redução radical dos gastos públicos do Executivo (principalmente redução de ministérios) e planejamentos competentes, redução de salários e despesas do Legislativo (sugerir que sejam atendidos os anseios da população) e da mesma forma a redução de salários e das despesas do Judiciário com melhoria das logísticas e eficiências dos processos, mesmo que sejam necessário uma reforma das leis vigentes no sentido de reduzir os infinitos recursos jurídicos. Colocar profissionais competentes e conhecedores dos seguimentos a que vão dirigir e operar. Devo ressaltar que todas essas ações traduzem a melhor forma de política social e de distribuição de renda através do trabalho e da eficiência. Essas medidas seriam emergenciais e não excluem ações eficientes e inteligentes nos seguimentos Educação, Saúde, Segurança, do agronegócio e na produção agrícola. 

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br 
São Paulo

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FATOS E BOATOS

A presidente Dilma Rousseff defende medidas corretivas e pede que ministros reajam a "boatos". "Presidenta", os números que indicam nosso PIB nanico, a alta da inflação e os apagões constantes não são boatos, são fatos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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PITOS E REPRIMENDAS

Os semanais puxões de orelhas e desmentidos impostos pela presidente Dilma ao seu ministério mostram a falta de entrosamento dela com a equipe. Planos, projetos e seus anúncios devem ser discutidos em reuniões ministeriais. Puxões de orelhas e desmentidos desgastam o governo e desacreditam a equipe...

Roberto Cardieri Ferreira roberto1283@terra.com.br 
Ilha Solteira

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DILMA E AS PROMESSAS DE CAMPANHA

Segundo se nota, a presidente Dilma, agora reempossada, segue rumo diametralmente oposto àquele indicado em sua campanha política. Todas as acusações imputadas a seus adversários estão sendo postas em prática por seu governo, demonstrando efetivamente que não tinha um programa de governo, mas, sim, um programa de maldades. Os ocupantes dos ministérios serão meros fantoches de Dilma, estando no cargo por meros interesses políticos partidários, negociando cargos em troca de migalhas. Ao invés de procurar enxugar a máquina pública e reduzir despesas, o que vemos é uma enxurrada de aumento de tributos, surrupiando ainda mais o parco rendimento do povo brasileiro. Os aumentos até agora praticados (e diga-se de passagem outros virão) como o da gasolina, do óleo diesel, do PIS/Cofins para importados, da energia elétrica e outros velados como o veto a correção da tabela do Imposto de Renda demonstram que o único interesse de sua excelência é aumentar a arrecadação do governo. Iremos tapar o rombo da Petrobrás, das empresas de energia elétrica, das obras que agora estão paralisadas e que se deteriorarão no decorrer das CPIs e inquéritos e custarão mais ainda para terminá-las, dos desmandos em gabinetes e ministérios e engoliremos calados o amargo licor de uma má administração já prevista, porém não entendida por grande parte da população quando da campanha política. Não se assustem se mais dinheiro for remetido para países "amigos" vizinhos; se as benesses das "bolsas" não forem alteradas; se o controle da mídia se tornar igual aos tempos dos anos de chumbo (agora usado para pagamento de belas indenizações e aposentadorias) e outras tantos benefícios aos amigos do rei. Também não duvidem de que todas as CPIs e inquéritos a respeito da Petrobrás, Lava Jato, Pasadena e outras não caírem na vala comum e terminarem em pizza ou, quando muito, sejam punidos os denunciantes e os mandantes fiquem ilesos. E a nave vai...

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 
Salto

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'NÃO TEM SOLUÇÃO'

É o nome de um samba que, aliás, se aplica muito bem neste governo. O discurso de Dilma é utópico e muito distante da realidade. Vamos continuar ouvindo barbaridades por mais quatro anos e ainda fomos ameaçados: ela prometeu ganhar a eleição de 2018.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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CRISE DA ÁGUA

Muito ingênuo o diretor metropolitano da Sabesp admitindo adotar um rodízio "muito drástico", com dois dias de abastecimento de água e cinco sem (28/1). Racionamento, racional, seria sete dias da semana, em regiões e horários comunicados aos consumidores, que poderiam se prevenir. Felizmente, o presidente da Sabesp informou que os próximos passos ainda estão em estudo.

José Erlichman  joserlichman@gmail.com
São Paulo

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INCAPACIDADE ADMINISTRATIVA

Depois de passar o ano de 2014 sem aceitar qualquer hipótese de racionamento da água em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin persistiu na mesma direção em 2015, salvo por curto período no início de janeiro, quando admitiu a possibilidade, vindo, porém, desmentir a si próprio no dia seguinte. Já o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, subordinado ao governador desde a gestão passada, informou no último dia 27 que poderá ser adotado um rodízio muito drástico na região metropolitana de São Paulo, com dois dias de abastecimento de água e cinco sem. Um dos dois está mentindo ou não tem capacidade para exercer o cargo que ocupa. Neste caso, apurado qual deles se equivoca, é de esperar deste que se retrate publicamente para, ao menos, demonstrar um pouco de pudor.

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@ig.com.br 
São Paulo

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DESESPERO

Agora estamos vendo que a da situação da Sabesp, além da cultura do brasileiro (que sempre desperdiçou), é complementada pela falta de capacidade dos seus responsáveis. A declaração do sr. Paulo Massato (Diretor Metropolitano) sobre possíveis procedimentos a serem tomados (5 dias sem e 2 com água), além de incoerente, nunca deveria ser feita no momento. Só serviu para desespero ainda maior dos paulistanos.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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A CRISE HÍDRICA E O PAC

Esta ideia de incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) as obras para minimizar a crise hídrica em São Paulo me deixa ainda mais apreensivo. Pelo exemplo que é a transposição do Rio São Francisco, ficaremos sem água e com muitas mentiras, corrupção, desvios e incompetência.
 
André Luis de Oliveira Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas 

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EM BUSCA DE ÁGUA

Fala-se todo dia sobre falta de água. Proporia aos srs. do "Estadão" perguntarem às autoridades por que não abrem poços no leito da represa da Cantareira, ou façam a dessalinização da água do mar. O mar está a 60 km de São Paulo, se bombeiam óleo e petróleo do litoral para a capital e grande São Paulo, podem fazer o mesmo com a água. Se não vem água do céu, vamos buscá-la na terra e no mar! Ou estou errado?

Walter João Chessa walterchessa@yahoo.com.br 
São Paulo

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ENCHENTES NA GRANDE SÃO PAULO 

"Querido, vai chover! É melhor levar a boia!"
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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PROTESTOS EM SÃO PAULO

Mais uma vez, na terça-feira (27/1), integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) infernizaram a vida dos paulistanos justamente na hora do congestionamento vespertino, quando os trabalhadores voltam exaustos para casa, enfrentando horas não só nas filas de espera da condução como no trajeto demorado pelo trânsito caótico de nossa cidade. Na terça-feira, os passageiros tinham de descer dos ônibus e caminhar na chuva até achar outra maneira de se livrar da confusão. E uma grande parcela desses trabalhadores ainda enfrentará mais uma jornada noturna, estudantes nas escolas, mulheres e homens com as suas tarefas caseiras, etc. Pois justamente nesse horário os integrantes de um MPL, que deveria ser conhecido como MAT, Movimento Atravanca Trânsito, saem em uma passeata nonsense, em horário escolhido a dedo para perturbar bem mais, reclamando do aumento das passagens da condução, enquanto calam-se ante os 40% do aumento da energia elétrica. E se calam diante da falta de água e energia elétrica, decorrente de um planejamento prioritariamente político no lugar de técnico, e do aumento da inflação, que corrói os nossos salários, diminuindo muito mais o nosso poder aquisitivo do que o aumento de R$ 0,50 nas passagens. Cabe aqui salientar que trabalhadores dispõem do vale-transporte, os idosos não pagam a passagem e os estudantes gozam de vários tipos de isenções. E essas passeatas incomodam a quem? Ao prefeito? Claro que não, atingem apenas a população, como descrito acima, que, além do aumento da passagem, tem de aguentar a encheção de paciência daqueles que dispõem de um tempo ocioso para desperdiçar com o menor dos nossos problemas. A Polícia Militar deveria começar a proibir tais manifestações, pois, se por um lado a Constituição nos garante o direito de manifestação, por outro lado nos garante o direito de ir e vir.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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NÃO EXISTE PASSE LIVRE

O transporte público está novamente nas primeiras páginas dos jornais brasileiros, e o assunto consegue ser polêmico, dividindo opiniões e por vezes gerando outras questões a serem discutidas, como foi em 2014. No meio de tudo, a pauta do passe livre, ou até a gratuidade como um todo, é dada pelos movimentos de esquerda, os quais defendem a estatização de todo o serviço como o método necessário a se alcançar o que chamam de "transporte público, gratuito e de qualidade". Evidente que soa como uma causa nobre, onde os mais pobres poderiam gozar livremente deste benefício. Contudo será que o passe livre seria de fato um benefício? Milton Friedman, economista liberal da Escola de Chicago, é dono de uma expressão bem famosa no meio econômico: "Não existe almoço grátis". Esta frase é comumente repetida em diversos círculos de debate, e às vezes de modo muito errado, contudo, é a simplificação máxima da desmistificação dos serviços providos pelo Estado: nada é provido de graça, alguém sempre está pagando a conta. E isto é fatídico, ainda mais no Brasil com sua alta carga de impostos taxando praticamente tudo o que um indivíduo faça. A nossa carga tributária é focada em produtos de consumo, em média 40% de tudo o que é produzido e comprado aqui, vai para o governo. Além, é claro, de impostos diretos como IPVA. Toda esta gorda fatia vai para o Estado, o qual chega arrecadar cifras inimagináveis, tudo para manter os serviços por ele prestados, a educação, a saúde, segurança... E os impostos, não escolhem este ou aquele para espoliar, recai, invariavelmente, sob as camadas mais baixas da população, a qual sofre com média de ganho mensal muito baixo para comprar produtos de consumo. Ou seja, quando existe aumento de impostos, mesmo que estes são direcionados às empresas, ou os mais ricos, por exemplo, sempre haverá o reajuste financeiro para que as mesmas continuem arcando com seus custos. Se um novo imposto é criado sob algum serviço ou produto, sempre haverá a necessidade de reajustar os preços para que a empresa mantenha seu orçamento no azul, uma vez que o custo de produção aumentou. E se preços sobem para reequilibrar os custos, novamente, os com menores poderes aquisitivos, irão sofrer. Se não é desta forma, alguém terá que descer do barco para que ele não afunde, no caso, demissões ocorreriam, e não são executivos que são demitidos. Afinal, não é em toda a esquina que se esbarra com executivos desempregados. Assim, caso os pedidos da estatização do transporte público sejam atendidos, o Estado passaria a ter mais uma responsabilidade em suas costas, o que implica em mais dinheiro necessário para arcar com mais este custo, traduzindo: mais impostos, o que acabaria por taxar mais pesadamente a população. De modo que o passe livre se tornaria mais um vilão para o povo, pois além de mais um peso nas costas, a evidente ineficiência do Estado em gerenciar seus serviços (reclamamos diariamente deles; da situação da educação, da saúde...), seria algo a mais a ser suportado pela população. O que deve ser motivo de luta, é a quebra do monopólio, o qual é fundamentado pelas forças estatais: burocracia, excesso de regras, processos de concessão, e demais medidas que atrapalham a entrada de novas empresas no mercado, encarecem o serviço a ser prestado e impede a livre concorrência. Em Cascavel a situação é semelhante, por mais que as duas empresas não atendam a demanda em níveis satisfatórios, continuam no domínio do mercado, protegidas pelas intervenções do governo local. Portanto, a defesa do passe livre, ou mais atuação do Estado no transporte coletivo, estão longe de medidas benéficas, são as cordas dadas aos poucos para o enforcamento do povo, que não deixaria de arcar com o serviço, apenas mudaria o modo de pagamento para pior.  Como diria outro economista, o francês Frédéric Bastiat: "O Estado é a grande ficção da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo". 

Thélio dos S. Caudinski theliocaudinski@hotmail.com 
São Paulo

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ARRUACEIROS

O Brasil tem leis penais vergonhosas e uma Justiça vergonhosa! A educação do País é feita para não funcionar, assim como o nosso destroçado sistema prisional. Produtos e serviços aqui são caríssimos e da pior qualidade possível por causa de impostos altíssimos e de um mercado fechado. Os empregos não remuneram ninguém. Nossos salários são vergonhosos! Os preços dos imóveis no Brasil, sem comentários! Preços absolutamente irreais! O País está falido! E, com todo este quadro, ficam estes arruaceiros de plantão discutindo passagem de ônibus! 

Paulo R. da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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LEI ANTIFUMO

Li com interesse o artigo publicado por Lenio Streck sobre a Lei Antifumo ("Lei Antifumo", 28/1, A2). Sou a favor das liberdades individuais, mas gostaria de ressaltar que o nosso direito acaba quando começa o direito do próximo. O tabagismo passivo é responsável por muitas mortes por câncer de pulmão, particularmente o adenocarcinoma. Cerca de 200 mil pessoas no Brasil, incluindo crianças, morrem anualmente por causa das doenças relacionadas ao tabagismo passivo e ativo. Já passou da hora de a sociedade ter leis antifumo que zelem pela saúde da população. 

Igor Bastos Polonio, médico pneumologista da Santa Casa de São Paulo igbpolonio@me.com 
São Paulo 

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ABSURDO

É completamente absurda a opinião de Lenio Streck (28/1, A2). O autor se empenha em defender unicamente os direitos dos fumantes. Eu o desafio a indicar na Constituição da República onde está assegurado o direito de fumar. Lembro ao autor, já que ele nem se dá ao trabalho de falar sobre isso, que nenhum dos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta precisa fumar para viver. Por outro, nenhuma destas pessoas pode deixar de respirar, por um minuto que seja. Uma vez que os fumantes interferem no direito de quem respira, fica claro que o direito mais fundamental é que deve ser protegido. Afirmar que alguém tem o direito de fumar onde bem entenda é como afirmar que todos têm direito de jogar lixo na via pública ou na casa de outra pessoa. Sobre a produção de produtos fumígenos, qual é a sugestão do autor? A proibição imediata da produção, comercialização e consumo? Ainda que as consequências no médio e no longo prazos fossem absolutamente benéficas para toda a população, ninguém precisa ser doutor em Direito para entender a total impossibilidade desta utopia.
 
Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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EM DEFESA DO FUMO

O sr. Lenio Luiz Streck faz o papel de advogado do diabo ao defender o direito de fumar em locais públicos.
 
Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br
São Paulo

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LIBERDADE DE ESCOLHA

Brilhante o artigo sobre a Lei Antifumo de Lenio Luiz Streck (advogado, doutor em Direito). É tão evidente que deveria caber ao empresário escolher se seu estabelecimento seria para fumantes ou não fumantes, e a cada frequentador escolher aonde ir, que este parecer jurídico veio mesmo a calhar. Essa intromissão do governo nos negócios privados e na liberdade de escolha de cada indivíduo me desespera.

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br 
São Paulo

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