Fórum dos Leitores

URBANISMO

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2015 | 02h03

Parque Augusta

Estarrecedora a notícia publicada no Estado de 28/1 sobre o Parque Augusta. Inicialmente, pela conclusão de que o Compresp é um órgão inoperante e, por tal razão, destinado à extinção. Os 25 mil metros quadrados do terreno da Rua Augusta entre Caio Prado e Marquês de Paranaguá têm condições excepcionais de ser preservados como reserva verde nesta cidade em que a população luta por cada metro quadrado passível de se transformar em área destinada ao convívio de moradores de todas as faixas etárias. (Aqui é inevitável a lembrança das áreas verdes parisienses. Afinal, civilidade e urbanidade não se improvisam.) As áreas foram liberadas à incansável especulação imobiliária, com o cuidado de preservar "700 árvores nativas da Mata Atlântica"! Eufemismo para que os urbanistas americanos reservam a expressão "put the frost in the cake", o que em português poderia ser entendido como "enfeitar o bolo". Confundir árvores nativas, que lá estão em seu hábitat, com "espécies nativas" é recurso a ser explicado. Esse terreno tem história no urbanismo paulistano. Foi ocupado pelo Colégio das Cônegas de Santo Agostinho, mais conhecido como Colégio Des Oiseaux, conceituado pela excelente formação dada a suas alunas, dentro do princípio de que "as famílias educam e as escolas formam". A população paulistana não é constituída por cidadãos ingênuos e apáticos capazes de engolir frases esdrúxulas tais como "foi por causa da 'comoção popular' que o órgão determinou, como contrapartida, que o espaço - que preserva 700 árvores nativas da Mata Atlântica - seja, apesar de propriedade privada, aberto ao público em geral". A decisão, como se constata, não foi fundamentada em nenhum critério urbanístico. Foi a "comoção", eufemismo para business. Esse critério pode pôr em risco todas áreas verdes da cidade. Nesse quadro, a defasagem do conselho de defesa não surpreenderá os paulistanos.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO, professor titular da FAU-USP, membro do conselho do Icomos da Unesco, ex- conselheiro do Condephaat, paulista e paulistano

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Liberação de prédios

Apesar de no momento atual estarmos passando por forte crise hídrica e de energia, o Conpresp libera a construção de três prédios no Parque Augusta. Parece que essa gente nada entende da necessidade de mantermos áreas verdes, com espécies da Mata Atlântica, com o risco de vida dos seres humanos. Parece que estamos mesmo sujeitos a seguir as ideias desses néscios que nada consideram e governam nossa cidade da maneira mais irresponsável possível. Estamos perdidos, submetidos a pessoas que não medem as consequências de tal atitude. Só posso acreditar que esses indivíduos nada sabem de mudanças climáticas ou fazem questão de ignorar que São Paulo já esta muito impermeabilizada. O espaço deveria ser destinado a ser preenchido com mais árvores. Isso, sim, é inteligente! Estudei lá nos idos de 1968.

MARIA DE MELLO

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

Vida difícil...

Há alguns anos eu poderia dizer que as silhuetas das rameiras produzidas no chão da Rua Augusta, pelas sombras das espécies nativas da Mata Atlântica, iriam passar a ser projetadas pelas árvores da fortuna, cujas sombras, por se estenderem além das calçadas do meretrício, exterminariam a difícil vida fácil de quem trabalha a silhueta de sol a sol. Hoje se pode dizer, em razão da quase extinção das damas oferecidas que labutam na Augusta (ao menos é o que ouço dizer por aí), que a pouca sombra que nos resta de espécies nativas da Mata Atlântica vai servir a projetos sombrios de proxenetas que a venderão, sem se preocupar com o prazer alheio, exterminando, assim, a difícil vida fácil de quem poderia descansar a silhueta da labuta de sol a sol nas sombras das espécies nativas da Mata Atlântica do Parque Augusta.

RODRIGO ABREU SODRÉ S. GOUVEIA

rsampaiogouveia@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO DILMA

Déficit

Conforme noticiado pelo Estadão, o governo de Dilma Rousseff fechou 2014 com um déficit de R$ 17,242 bilhões, ou seja, gastou mais do que arrecadou. Esse déficit do chamado governo central - Tesouro Nacional, INSS e Banco Central - foi o pior resultado desde 1997, e ainda teve as conhecidas "pedaladas fiscais", ou "contabilidade criativa" - contas do Tesouro que foram transferidas para a Caixa Econômica em 2014 e só serão contabilizadas em 2015. Afinal, qual a diferença entre essa contabilidade do governo e a fraude, que é ação praticada de má-fé? Fácil: se o governo federal manobra as contas, é contabilidade criativa; se isso for feito por pessoas comuns ou empresas, é fraude.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Bazófias

O governo Dilma, neste segundo mandato, não está cumprindo as promessas dos seus discursos eleitoreiros de campanha. Já no primeiro mês aumentou a taxa básica de juros (Selic), a eletricidade, mexeu na Previdência Social, no seguro-desemprego, aumentou a gasolina e cortou verbas de infraestrutura, o que nos está empurrando para uma recessão "nunca vista antes neste país". Como perguntar não ofende, onde estão os US$ 400 bilhões que o ex-presidente Lula, em seu governo, tanto se gabava de ter aplicados mundo afora, principalmente em títulos do Tesouro americano? Onde foi parar o tal Fundo Soberano, com seus bilhões de dólares? A população aguarda uma resposta. Esperamos continuar sendo credores do Fundo Monetário Internacional (FMI), como foi bazofiado por Lula, e não precisarmos virar devedores no atual governo, como se pode prever.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Devaneios

Onde está a coerência da presidente da República? O País atravessando sérias dificuldades e ela, em seus discursos, em boa parte enaltece a si própria e ao seu governo. Estamos cansados de ouvir as falácias da presidente, focadas quase sempre no culto à sua personalidade. A gravidade da situação, cremos, é incompatível com esses devaneios. A razão é imperiosa neste momento de crise nacional.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

PROTESTOS

Balas x balinhas

E se a Polícia Militar paulista resolvesse usar a força letal, e não balas de borrachas, como a "democrática" Venezuela mandou fazer contra protestos? Os black blocs desapareceriam. E agora, o que dizem os partidos de esquerda brasileiros?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

A CRISE DA ÁGUA

Segundo o "Estado" apurou, o rodízio de 5 dias sem água por 2 dias com água, cogitado nesta semana pelo diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, é considerado "inviável" dentro da própria companhia do ponto de vista operacional. Um rodízio de 4 por 2 (quatro dias sem água e dois com) é a saída mais provável que está sendo estudada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para tentar evitar o colapso completo do Sistema Cantareira. Já que o ponto de vista é "operacional", por que não adotar um rodízio de 4 por 3: segunda, terça, quarta e quinta sem água; sexta, sábado e domingo com água? Assim, o racionamento seria igual em todas as semanas, facilitando a programação dos usuários e da Sabesp.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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À BEIRA DO COLAPSO

Segundo admitiu esta semana Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp, poderia ser necessário um rodízio "muito drástico" na região, de 2 dias com abastecimento de água e 5 dias sem. Tudo para evitar um colapso no Sistema Cantareira, que pode ocorrer em setembro. Alguém precisa urgentemente acordar e/ou despertar o nosso governador, Geraldo Alckmin, há muitos anos no comando de São Paulo, para a realidade atual, pois há mais de um ano ele vive sonhando com chuva no Cantareira e não dá um passo no sentido de prevenir o seu colapso. Ele precisa saber que quem é brasileiro é Deus e que São Pedro é nordestino.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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SÃO PAULO SECA

A crise hídrica que desidrata o Sudeste há meses, em especial o Estado de São Paulo, secando rios e represas, prenuncia dias problemáticos, de grande sofrimento e desconforto para a população. Estejamos preparados para a sede, o suor e a escuridão. São Paulo, rogai por nós!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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HÁ UM ANO

Ano passado, ainda no primeiro semestre, quando as autoridades viram que as águas do período de chuvas não caíram como esperado ou desejado para restabelecer os níveis dos reservatórios, especialistas já falavam da gravidade do problema e de suas consequências, que estão aí. As autoridades, em campanha eleitoral, diziam que não era nada disso, que não havia risco, etc., etc. Passadas as eleições, eleitos ou reeleitos mudaram o discurso. Estão aí, agora, pedindo economia de água, alertando a população sobre o problema de abastecimento, sobre provável racionamento e outras medidas que no ano passado eram negadas. São Paulo vai ter de pegar água da Represa Billings, que é um esgoto, tratá-la e oferecê-la para o consumo. E é assim, de uma hora para outra? E qual será o custo disso? O Rio de Janeiro vai trazer água de onde? Mentem há 70 anos ou mais, e o povo não aprende. Acho que gosta de apanhar. Agora não adianta reclamar. Quando não se aprende por bem, se aprende por mal. A natureza castiga. Você, eleitor, tem grande parcela de culpa neste problema.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A MESMA LADAINHA

Catástrofes naturais acontecem em todo o mundo, às vezes impossíveis de prever, mas possuindo certa relação de causa e efeito determinada pelos climas e latitudes. Quase ninguém espera uma nevasca no Sudeste brasileiro, mas enchentes e estiagens são mais prováveis. Como a maioria dos recursos de infraestrutura destinada a proteger a população contra as desgraças climáticas mais frequentes pertencem ao poder público, seria previsível que os governos os despendessem prioritariamente na prevenção. Mas aí entra o fator político. Normalmente, são obras que não apresentam grife eleitoral e, assim, quando os desastres acontecem, os governantes responsáveis pelos investimentos que não foram efetuados não confessam sua falha. Preferem simplesmente afirmar que nunca na História choveu tanto ou que nunca houve uma estiagem tão intensa. O pior é que, de governo em governo, o povo, ao sofrer as consequências de tragédias esperadas, ouve deles sempre essa mesma ladainha e, pior, os reelege. É lamentável!

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro  

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COVARDIA INACREDITÁVEL

Explicação de um interlocutor direto do governador Alckmin: se o governo do Estado de São Paulo tivesse anunciado, "lá atrás", um megaprojeto bilionário para evitar um problema - falta d'água - que jamais ocorreu, seria achincalhado e processado por mau uso de recursos públicos. Pois é... quem diria que, passados quase 40 anos, reconheceríamos a clarividência e a ousadia de Paulo Maluf e Carlos Lacerda.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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AS ÁGUAS DA AMAZÔNIA

No princípio, mera politicagem; depois, uma hipótese ridicularizada por um governo néscio e desonesto; agora, certeza, bem exposta por Washington Novaes em "O calor e a seca que continuará" ("Estadão", 23/1, A2), que recomenda, como leitura obrigatória, o relatório Futuro Climático da Amazônia, do professor Antonio Donato Nobre, pesquisador do Inpe, MCT e Inpa: o desmatamento de 2 milhões de km na Amazônia tem tudo que ver com a seca que oprime não só paulistas, mas os brasileiros e, a médio prazo, os sul-americanos. Se o governo federal que nos infelicita tivesse cumprido sua obrigação, entre 2009 e 2015, estaríamos com desmatamento zero e chuvas "sob quaisquer circunstâncias". O PT nos levou ao precipício, a uma calamidade nacional de reversão extremamente desafiadora.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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ÁGUA EM ABUNDÂNCIA

Em Israel, que fica no deserto, não falta água porque eles devem fazer a "transposição do Rio Amazonas". Seria cômico, não fosse trágico...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  
São Paulo

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A VERDADE SOBRE A FALTA D'ÁGUA EM SP

Dá até arrepios quando vejo autoridades dizendo que o problema da falta de água e/ou de energia é a escassez de chuva nos reservatórios. Não é! A chuva que porventura cai sobre uma represa é apenas uma pequena parte da água necessária para mantê-la em níveis adequados. Quando se constrói uma represa, normalmente em vales, o volume de água e o tempo para enchê-la são calculados a partir dos rios que por ali passam ou que ali deságuam, e não da chuva que cai sobre ela. Isso equivaleria a construir uma piscina e ficar esperando que a chuva a enchesse. Ocorre que o volume dos rios que abastecem tais represas está diminuindo significativamente ao longo dos anos. E por quê? Por culpa de São Pedro? Não, meus amigos. Ele não brigou lá no céu com São Paulo, como andam dizendo. Os motivos são outros, mais terrenos. E os principais são dois: o desmatamento, feito criminosamente desde as nascentes até a foz, e o assoreamento, que vem a ser a diminuição do leito do rio, por terra e pedra que caem das margens, ou por lixo. A impermeabilização do solo nas cidades ribeirinhas e o desmatamento para agricultura também contribuem para a escassez de água. Ao procurarmos culpados, podemos iniciar por nossa própria irresponsabilidade no cuidado com bens finitos, acostumados que fomos à fartura da natureza que nos cerca, mas que está ficando meio cansada com tanto descaso. E terminar, como sempre, nos senhores políticos e governantes, que não cuidam, não fiscalizam, deixam que se construam favelas, condomínios, empresas ao longo dos rios, desmatando e poluindo a seu bel prazer. O resultado é isto que aí se vê: governantes pedindo a ajuda dos céus. Parem de se lamentar e façam o dever de casa, começando por liberar toda e qualquer área ocupada legal ou ilegalmente junto de mananciais e fiscalizando e punindo com rigor desmatamentos "clandestinos".   
 
Percy de Mello C. Junior percy@clubedoscompositores.com.br 
Santos 

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O QUE FAREMOS?

A Floresta Amazônia, na evaporação e transpiração de suas árvores, liberava imensa quantidade de água para o ar, mas, com a redução de sua área verde, foi diminuído o volume de água fornecida ao ar por vários anos e, com a participação dos gases de efeito estufa, está cada vez menor a formação de nuvens baixas, que contribuem com a redução da temperatura do planeta, pois refletem de volta para o espaço os raios solares que causam aumento de temperatura. Para garantir um clima melhor para o planeta e termos tempo de buscar uma solução segura para a eliminação dos gases de efeito estufa, devemos perseguir a recuperação de áreas verdes e garantir a integridade das áreas verdes remanescentes. Para melhorar o clima em curto prazo e melhorar a umidade do ar e maior oferta de chuvas para as Américas, devemos em emergência utilizar o vasto recurso de água da Região Norte, para abastecer de água o ar das Américas. O Rio Amazonas despeja no oceano de 100 mil m³ a 300 mil m³ de água, dependendo sempre da época do ano. Podemos utilizar uma pequena parte dessa água para ajudar a melhorar o clima, não fará falta para os oceanos, que estão tendo aumento de nível todos os anos, o que sugere que a água que falta nos continentes está nos oceanos. Existem muitos meios de abastecer o ar e distribuir a água de melhor forma pelas chuvas e recuperando os mananciais das cidades. Depois de tantas agressões, a natureza nos pede socorro. Qual será nossa atitude? Vamos esperar os problemas se resolverem sozinhos ou vamos ser pró-ativos e buscar as soluções dos problemas? Que atitude vamos tomar?

Nelson Mello sunnyvanette@hotmail.com
São Paulo

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APAGÕES E DESABASTECIMENTO

As cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro já sofrem a falta de água decorrente da falta de chuvas. Também o consumo de água nestas metrópoles é imenso e não há reservatórios suficientes para suprir a população e as indústrias que consomem, em poucos minutos, milhares de litros do precioso líquido. A energia elétrica, no Brasil, também depende da chuva, pois as hidrelétricas são as principais fontes dessa energia. Como não choveu, temos de economizar água e energia elétrica. Se não, teremos apagões e racionamentos. Caro leitor, não é uma questão de obrigação da restrição do consumo. É que pequenos atos podem evitar desconfortos maiores como racionamentos. Todos unidos para o bem de todos!

Paulo R. Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com 
Fortaleza

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O QUE SÓ OS GOVERNOS PODEM FAZER

Nossos governantes dos três níveis (municipal, estadual e federal) estão empenhados em fazer com que a população tome consciência da necessidade de economizar água. Pelas reportagens temos visto que existem condomínios que já tomaram medidas como a proibição de churrascos e de festas até que a situação se normalize. Muitas pessoas, como eu mesma, que moro em Guararema, já há alguns meses que não lavo mais meu quintal, que é bem grande, além de outras medidas que foram adotadas para que se economize nosso líquido precioso. Gostaria de saber: como podemos fazer para que nossos governantes também tenham a mesma consciência E tomem medidas que só dependem deles para economizar água? Exemplo: quando houve a Copa do Mundo, já estávamos em crise, e logicamente tal evento não deveria ter acontecido; em época de crise, de falta d'água, tal evento deveria ter sido cancelado para que se economizasse água. Quantas dependências de estádio foram lavadas antes, durante e depois do evento? Com que água? Quantas pessoas vieram de locais onde não está faltando água, para aqui, onde estamos ficando sem água? Será que não pensaram nisso? Aí chega o Natal: árvores enfeitadas com muitas luzes, enfeites de Natal para todos os lados, quanta energia perdida não se consumiu aí? E que poderia ter sido poupada sem nenhum prejuízo para o povo. Não sou de mal com o mundo, não. Gosto de festas, adoro Natal, mas, se estamos sem condições de realizar tal evento, o melhor que podemos fazer é cancelá-lo e esperar que no próximo ano as coisas estejam melhores, para que tudo aconteça. É preferível cancelar uma festa a fazer com que as pessoas fiquem sem água até para tomar banho. Agora vem o carnaval (do qual sempre gostei, até participei de muitos), mas o bom censo deveria prevalecer, e também essa festa ser cancelada, pelo menos no eixo Rio-São Paulo, onde a escassez de água está pior. Mas isso, infelizmente, não depende de conscientizar o povo, e, sim, os governantes, que precisariam tomar medidas antipáticas, mas úteis e necessárias para o bem-estar do povo.

Mari Bueno Geraldo mbgeraldo@gmail.com 
Guararema 

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TRANSPOSIÇÃO

Urge o governo ligar os rios do Norte com os rios do Sul para eliminar a falta de água no Sul. Quanto à energia elétrica, lamentamos o intercâmbio de Itaipu de governos passados.

José A. de Vasconcellos javc1925@terra.com.br 
São Paulo

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O VALOR DOS NOSSOS RIOS

Estou intrigado sobre a transposição do Rio Paraíba do Sul. Só se fala nisso. Por que não falam nada sobre o nosso querido Rio Tietê? Você saberia explicar por que não utilizar as águas do Rio Tietê? Será porque está muito sujo? Você não acha que passou da hora de despoluir o rio que serviu de rota para os bandeirantes?

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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SERÁ PARA SEMPRE?

Quando estive em Phoenix, Arizona, uma cidade dos EUA incrustada no meio do deserto, chamaram-me a atenção os jardins das residências. Eles estrategicamente tinham uma depressão para que ficassem inundados, conservando a umidade por mais tempo. Para ter um jardim bonito num meio tão hostil, era necessário repetir diariamente esse ritual. Molha e seca, molha e seca! A reportagem do "Estadão" de 25/1 (página A19) trouxe a estarrecedora notícia de que em apenas um ano a capacidade dos reservatórios de São Paulo caíram 74%. Será que os especialistas que insistem em colocar nas costas da população o excessivo gasto da água levaram em consideração a "evaporação"? Neste ultimo ano vimos diariamente níveis climáticos próximos ao do deserto, que pode ter contribuído expressivamente para a queda nos níveis das represas. Está na hora de os especialistas da Sabesp fazerem um intensivão em cidades cujo clima é tão hostil quanto o que enfrentamos, porque pode não ser uma fase transitória, e, sim, uma mudança climática perpétua.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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A CARNE E A ÁGUA

Ao ler as matérias sobre a falta de água (25/1), concluí que todos os motivos listados nas matérias são pertinentes, mas o mais grave deles ninguém ousa citar: a comilança de cadáveres de animais que os humanos insistem em perpetuar. Se não sabem, o gasto de litros de água para produzir 1 kg de carne é absurdo e infinitamente maior que o gasto para produzir 1 kg de feijão. Além disso, os milhões de hectares de florestas derrubadas para pastagem do gado e para o plantio de grãos para alimentar animais são algo inimaginável! Por que essas informações não entram na pauta da imprensa? 

Patrícia Dutra patydutra2007@yahoo.com.br 
Belo Horizonte

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COMO SERÁ?

Perguntas que não podem calar: como será a vida sem água nas torneiras e como será a vida com água nas torneiras depois do susto do momento, com a possibilidade de viver sem água definitivamente? Será que essa experiência vai trazer aprendizado?  Mesmo que volte a haver água em abundância, saberemos respeitá-la, preservá-la e usá-la com moderação?  

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Pouco a pouco, graças à crise hídrica que vivenciamos, estamos nos conscientizando de tomarmos medidas até em nível individual, de atitudes simples para economizar água e energia. Se essa tendência se ampliar, certamente influenciará a pressão da opinião pública junto às nossas lideranças governamentais e da iniciativa privada, no sentido de tomarem medidas estruturais que permitam dar solução duradoura e definitiva ao dito momento de crise da natureza, que, pelo que falam os cientistas, veio para permanecer.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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AINDA O DESPERDÍCIO

Eu só gostaria de entender por que todas as semanas, após a feira-livre que tem lugar na área defronte ao Estádio do Morumbi (rotatória da Avenida Giovanni Gronchi e João Jorge Saad), vejo o serviço de limpeza ser feito com um jato d'água capaz de apagar as labaredas do inferno. Um funcionário uniformizado faz esse (des)serviço regular sem dó. Quem é o responsável por tamanha barbárie ? 

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com 
São Paulo 

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MULTA INVERTIDA

A punição contra o desperdício de água proposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) às prefeituras da Grande São Paulo, que prevê multa de R$ 250 a R$ 1 mil na capital para quem for flagrado usando água tratada pela Sabesp para lavar calçadas residenciais ou comerciais, é no mínimo absurda. É inversão da multa, afinal o poder público tem por obrigação o fornecimento de água, luz e saneamento básico, e, se não o faz, quem deve ser multado é o poder publico, que tem a obrigação e se propôs a fornecer, mas jamais a penalizar o consumidor. A economia de água é uma questão de solidariedade e de respeito aos seus semelhantes diante da crise hídrica, mas nunca podem ser multados por essa razão. Podem, sim, ser advertidos pelo mau uso ou consumo excessivo. O conhecido refrão de que o cidadão só faz esse tipo de economia ou cumpre as leis ou determinações quando "dói no bolso" não estaria penalizando por demais os brasileiros pela comprovação do descumprimento do poder público aos mais básicos direitos dos cidadãos, que já pagam elevada carga tributária para ter os seus direitos e, ainda assim, serão punidos com uma "multa invertida"? Os brasileiros deveriam fazer valer os seus reais direitos, com ações judiciais coletivas contra os poderes públicos que não cumprem os direitos da população. Pena que o nosso Judiciário é muito lento e está abarrotado de processos. 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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OS CORTES DO GOVERNO FEDERAL
 
O anúncio da presidente Dilma de corte de verbas nos ministérios deve ser interpretado da seguinte forma: um terço de todos os benefícios e investimentos dos ministérios que seriam aplicados em obras ou qualquer tipo de benefício à população é cortado! As mordomias e os milhares de cargos, cartões corporativos, gastos com viagens, restaurantes, hospedagem serão mantidos. Este governo deveria acabar com dois terços dos ministérios e demitir todos os funcionários não concursados. Reduzir as mordomias dos parlamentares e cancelar o aumento indecente do final do ano. Sabem quando isso vai acontecer? Quando o Sargento Garcia prender o Zorro, nem que seja usando um disco voador. País rico é país com políticos sérios... Somos um povo miserável.
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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REUNIÃO MINISTERIAL

Apenas uma breve constatação: noticiou-se que 40 compareceram à reunião palaciana na terça-feira. Então, é óbvio que o Ali Babá não deu as caras... 

Gaber Lopes gaberlopes@terra.com.br 
São José do Rio Preto

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NOSSA PACIÊNCIA TEM LIMITES

Marcus Tullius Cícero pronunciaria seu célebre desabafo: "Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?" Até quando, dona Dilma, abusarás da nossa paciência? Se o cônsul romano estivesse em solo brasiliense hoje, é o que diria diante de tantas baboseiras recorrentes ditas pela presidente em sua volta aos trabalhos após longo e inexplicável silêncio. Em reunião com seu "seleto" e enorme grupo de ministros, Dilma afirmou, entre outras coisas, que "mostraremos que não alteramos um só milímetro do projeto vitorioso vencedor das eleições", referindo-se ao necessário ajuste fiscal que seu governo fará sob a coordenação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Pelo dito, para quem acompanhou as campanhas, acha que Dilma foi acometida de importante amnésia, pois esse ajuste fiscal era a proposta de Aécio Neves, seu concorrente atacado durante toda a campanha eleitoral à Presidência. A nossa paciência está no limite, já cansamos de fazer o papel de tolos.
 
Leila E. Leitão
São Paulo 

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MUDANÇA DE REGRAS

As mudanças nas regras para concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, anunciadas no final do mês passado como parte das medidas de redução das despesas públicas, foram decididas no governo Dilma Rousseff antes da eleição, encerrada em outubro de 2014. Se essa medida tomada pela presidente Dilma tivesse sido divulgada no período de suas campanhas eleitorais, provavelmente hoje o Brasil estaria sendo governado por outra pessoa.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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A POBREZA AUMENTOU

Mas o governo petista tem um consultor expert em manipulações estatísticas, o senhor Delfim Netto, daí que fatos e estatísticas valem estas manipuladas, essa é a política petista de governo. Afinal, quem vota nem sequer lê, e nisso se vale o PT para eleger seus energúmenos políticos. Quanto mais ignorante e atrasado ficar o povo, melhor para o PT.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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O ÚNICO TOM DO 'FÓRUM'

Para se corresponder com o jornal "Estado" é preciso sempre escrever cartas criticando a presidente ou o PT. Só estas serão publicadas. Este espaço deveria ser mais plural e não ficar repetindo esta única nota: fora PT, xô Dilma. Leio o "Estado" por causa do "Caderno 2" e do caderno "Aliás". Acho que são excelentes. Porém não consigo entender este jornal: o "Fórum dos Leitores" só publica cartas de pessoas atacando o governo Dilma ou a própria presidente (de forma muito desrespeitosa, aliás.) Lembro-me de que os editoriais deste "Estado" chamavam o principal mandatário do País de Excelência, ainda que o criticassem. Não se pode pôr toda a culpa do descalabro do País unicamente na atual presidente. Há que se saber historicizar. O que queriam? Aécio na Presidência? imprensa censurada e amordaçada. Não sou petista. Mas acho que todo este ódio (sentimento antipetista) não levará a nada.

Geraldo Magela geraldomaia.bh@gmail.com 
Belo Horizonte 

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O ROMBO DA CORRUPÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou o rombo de momento dos crimes denunciados por meio da Operação Lava Jato. R$ 2,1 bilhões é o valor da bagatela, e subindo. Apenas R$ 500 milhões recuperados. Lembrando que a sujeira permanece sendo investigada, aqui e no exterior. O MPF fez acordos internacionais com 12 países, mas esse número pode aumentar. Aviltado no coração de sua maior empresa, o Brasil é manchete no mundo inteiro novamente, por um motivo repugnante. O mensalão não foi suficiente, a corrupção precisou se superar. O dinheiro público no ralo do interesse, da ganância, enquanto o País passa por severa instabilidade econômica. Findo o caso da Petrobrás, o que virá adiante? Novos escândalos? Punição exemplar? Afinal, quanto dinheiro sujo precisa correr para se ver um pouco de honestidade nessa terra?
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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A MÁSCARA DE CERVERÓ

A ameaça de Nestor Cerveró processar quem produzir a máscara de carnaval de seu rosto é inócua e não deveria assustar ninguém. Se a Justiça não condena um dos principais criminosos que roubaram e desmoralizaram a Petrobrás, não condenará uma pequena fábrica que pretende vender suas máscaras como se estivesse cometendo um crime hediondo. Se a fábrica produzisse a peça com o rosto do ex-diretor da Petrobrás, seu faturamento seria muito expressivo e eu seria o primeiro a comprá-la. Cerveró deveria preocupar-se com a vergonha da mácula que marcará seu curriculum vitae per secula seculorum. 
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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AS CONTAS DA PETROBRÁS

Será que, após os resultados do balanço trimestral divulgado na calada da madrugada - sem contabilizar as perdas com a corrupção -, a atual presidente da Petrobrás terá moral para continuar fazendo Gracinhas?

César Araujo cesar0304araujo@gmail.com 
São Paulo

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BALANÇO TRIMESTRAL - ENJOO

Esse é o tipo de balanço que deixa o acionista mareadinho...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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A EMPRESA SUFOCADA

A Petrobrás precisa respirar, mas, enquanto as bactérias patogênicas, os vírus letais e os fungos corrosivos estiverem no domínio de suas funções reais, subjugando a honestidade, a transparência e a lucidez, ela não poderá resistir por muito tempo neste mundo hostil. Comparo, hoje, a diretoria e a gerência da Petrobrás a uma imensa Estação de tratamento de esgoto, tentando diluir, separar, decantar toda contribuição dos esgotos do Lava Jato. Se ficarem os mesmos na diretoria e na gerência e outros cargos de relevância contaminados, a estação continuará em sobrecarga.

José Penteado Neto jsopnx@gmail.com 
Araraquara

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O TURISMO SUBDESENVOLVIDO DO BRASIL

Comumente alguns que não têm conhecimento do que é o turismo o definem como "uma indústria sem chaminés", reproduzindo um clichê simplista que reduz substancialmente seu entendimento estratégico, seja para uma cidade, Estado ou país, afinal, um dos mais expressivos movimentos humanos da história, que se tornou uma das maiores atividades econômicas do planeta já há algumas décadas, também é muito mais do que uma indústria sem chaminés, pois o turismo demanda de várias outras indústrias, todas elas com grandes chaminés, além de milhões de pessoas, milhares de aeronaves, trens, automóveis, ônibus, navios, eventos, agências, meios de hospedagem, entre tantos outros fatores que envolvem este complexo setor. Pela perspectiva da indústria sem chaminés, vende-se a ideia de que o turismo só embute vantagens à localidade que o desenvolve, porém, em muitos casos, com mais frequência onde se desencadeia o turismo de massa, as consequências acabam sendo mais danosas do que vantajosas, ao menos para a maioria da população local, trazendo consigo forte majoração dos preços no comércio e nos serviços, superlotação de equipamentos e espaços públicos já subdimensionados e muita poluição sonora, visual e ambiental, além de outros pontos negativos do desenvolvimento turístico sem planejamento. Por causa disso, o turismo moderno, tratado científica e economicamente pelos governos responsáveis, é pautado na sustentabilidade socioambiental e econômica, com apoio de investimentos e profissionais do setor privado. Entretanto, no Brasil, historicamente o turismo tem sido interpretado e praticado de forma amadora, precária e descoordenada, tanto por entes públicos quanto privados, que, a despeito da evidente potencialidade nacional, continuam sem conseguir deslanchar o turismo receptivo, que apresenta números pífios diante das possibilidades e, principalmente, quando comparado aos de outras nações, inclusive várias menores em extensão, população e atrativos. Mesmo tendo a maior biodiversidade de fauna e a floresta mais extraordinária do mundo, praias e ilhas paradisíacas, cânions de tirar o fôlego, rios, cachoeiras, cavernas, grandes centros culturais, agrícolas e industriais, povo hospitaleiro, clima agradável, democracia, enfim, o País continua com um fluxo de turistas acanhado e há muitos anos estagnado. Nem a Copa do Mundo 2014 (com maquiagem dos números oficiais ainda frustrantes) conseguiu aumentar significativamente o número de visitantes. Se na natureza e hospitalidade somos imbatíveis, ainda deixamos a desejar na qualidade dos serviços turísticos, no que com raras exceções se oferece a prestação de um serviço mínimo pelo preço máximo, às vezes não havendo nem como buscar um concorrente de melhor qualidade, pois a prática da maioria é o nivelamento por baixo. E o viajante ainda tem de agradecer! Somados a violência urbana e a cultura imediatista, que deseja faturar na alta temporada o lucro do ano inteiro, emperram o progresso do setor no país, ou seja, no Brasil, ao invés de se explorar o turismo, só se explora o turista. Assim como a saúde, educação, infraestrutura, segurança pública, justiça e a política, o nosso turismo também permanece subdesenvolvido.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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BALAS PERDIDAS NO RIO DE JANEIRO

O uso de armas, seja de estilingues, arco e flecha e, principalmente, pistolas e fuzis exige uma regra básica: não se atira sem enxergar o alvo. Essa regra não é obedecida nem pelos bandidos nem pelos policiais do Rio. O que se observa na TV é um grande desperdício de munição, com ambos os lados atirando a esmo. Parece até um acordo tácito: os bandidos evitam fazer mira nos policiais, temendo represálias mais sérias, e a polícia revida se orientando mais pelo barulho dos tiros do que pela visão dos alvos. O resultado não poderia ser outro: pessoas são atingidas e mortas pelas balas perdidas. Parece que a polícia do Rio até conta com atiradores de elite. Então é necessário fazer maior uso desses profissionais, auxiliados por observadores munidos de binóculos, ou mesmo pelos helicópteros.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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ELEIÇÕES NO CONGRESSO

Nos países democráticos, os Três Poderes do Estado devem ser independentes e harmônicos entre si. No entanto, no Brasil, este governo, numa atitude de desespero e falta de ética, interfere nos demais poderes. Basta constatar a interferência de ministros de Estado, com autorização da presidente Dilma Rousseff, nas eleições para presidente do Senado e da Câmara dos Deputados,  para pedir votos para Arlindo Chinaglia e Renan Calheiros, este que poderá estar na lista de políticos de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, para investigação sob suspeita de corrupção na Petrobrás. Que essa mobilização não surta efeito.

José Wilson de Lima jwlcosta@bol.com.br  
São Paulo

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MAIS MAROLA DO QUE VOTO

Pega fogo o noticiário sobre as eleições para o comando do Senado e do Congresso. Não faltam candidatos para disputar o cargo com o atual presidente, senador Renan Calheiros, que pleiteia a reeleição, mas não abre o bico sobre o assunto. Já os adversários de Calheiros fazem marola. Querem passar a impressão de que estão no páreo. Na verdade, não têm chances. Por uma razão simples e elementar: não têm votos para derrotar Renan. Por fim, existe outro tipo estranho na disputa: senadores sem votos e sem coragem para enfrentar Renan, fantasiados de paladinos, preferem lançar, sem mostrar a cara, nomes de senadores para ver se fragilizam a candidatura de Renan, dividindo o PMDB. Coitadinhos. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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A ELEIÇÃO DE DOMINGO

O Senado não pode perder a grande oportunidade de demonstrar ao povo brasileiro que não pactua com o bandido do Planalto.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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AS CHANCES DE EDUARDO CUNHA

Voto secreto e total apoio da bancada do PSDB são fatores que aumentam as chances do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) ganhar a presidência da Câmara dos Deputados amanhã. A bancada do PSDB não está traindo o acordo feito em dezembro com o possível candidato Júlio Delgado (PSD), apenas está votando no que é melhor para o Brasil. É preciso expurgar o PT do poder.

Jose Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo

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A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA 

Se ser presidente fosse apenas uma função que demanda mais trabalho de profissional mais qualificado, haveria tanto empenho em "ser presidente" de alguma coisa? No Brasil, representa mais prestígio, mais propinas, mais corrupção, etc., etc. É problema de "partido", que vive disso. Entendem por que Sarney e Renan foram quase presidentes vitalícios como figurinhas do PMDB, que agora o PT quer desbancar? Imagine agora um presidente da República. Dá para entender por que disputa de foice mesmo. Se fosse mais trabalho qualificado, todos os presidentes seriam simplesmente reprovados.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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ELEITOR DESAVISADO

Não há que passar em branco a notícia de que Leamsy Salazar, ex-integrante da Casa Militar, órgão responsável pela segurança presidencial na Venezuela, desertou e delatou como chefão do narcotráfico ninguém menos que o "número 2" na hierarquia do chavismo, Diosdado Cabello, aquele que recentemente esteve em Guararema (SP) num encontro clandestino com a quadrilha do MST. Disse o delator - asilado nos EUA - que Cabello é o "chefão do cartel de Los Soles" e aduziu que Cuba dá proteção e assistência a algumas rotas do tráfico na Venezuela, rumo aos EUA. A droga colombiana é produzida pelas Farc, movimento narcoguerrilheiro comunista com o qual o PT tem muitas afinidades, tendo o movimento sido cofundador do Foro de São Paulo, a entidade fundada por Lula e Fidel Castro em 1990. Boa parte da droga produzida na Colômbia passa pela Venezuela (5 toneladas semanais). Petralhas se dão com todos: Farc, Venezuela, Cuba, etc. e, naturalmente, com o sr. Diosdado Cabello, havendo o PT enviado carta de solidariedade a Nicolás Maduro - o presidente venezuelano - por ocasião da sangrenta repressão contra manifestações populares de fevereiro último. Há pouco Dilma esteve na Bolívia prestigiando a posse de um cocaleiro - Evo Morales - cujo governo é unha e carne com os barões da droga locais. Evo tomou posse para um terceiro período sucessivo na presidência (jamais deixará a presidência; nem sei por que se dão ao trabalho de disfarçar). Enquanto apoia autocratas comprometidos com ilícitos dessa monta, Dilma reprova a conduta de países que endurecem com os traficantes. Será que o eleitor de Dilma - aquele que acha que o Brasil está em "boas mãos" - sabe dessas coisas?

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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CUBA-EUA

Eu concordo com Fidel Castro: não confio nos EUA. Também não confio em Cuba. Daí, eu acho que eles se merecem. 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com 
Bertioga

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