Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2015 | 02h06

Na PeTrobrás

Enfim, parece que o reinado da sra. Graça Foster está chegando ao fim. Mesmo depois de tantas denúncias e delações premiadas sobre episódios infindáveis de corrupção em nossa maior estatal, ela manifestava enorme vontade de se perpetuar no cargo, alegando que nunca soube de nada e combateria toda e qualquer manifestação de corrupção que pudesse ocorrer na PeTrobrás. Discurso, aliás, em linha com o do sr. Lulla da Silva e da dona Dillma, ambos afinados na cartilha petralha bolivariana. Quem sabe agora, no início da nova fase da Operação Lava Jato, os políticos envolvidos sejam efetivamente identificados, acusados e julgados pelos "malfeitos" cometidos, com mais rigidez do que se viu na Ação Penal 470, vulgo mensalão... Estaremos de olho vivo não só no Ministério Público, mas também no Supremo Tribunal Federal e nos Poderes Executivo e Legislativo.

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Queda de Graça

Com o anúncio da saída de Graça Foster as ações da Petrobrás subiram ontem 15,5%. Já imaginaram de quanto seria a valorização se fosse anunciada a queda dos verdadeiros responsáveis pelos desvios?

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Obscurantismo sinistro

Graça Foster está para cair, murmura o mercado. E as ações da estatal do petróleo disparam. A hemoptise econômica, financeira, operacional e mercadológica da Petrobrás estarrece o mundo e choca o País pela indiferença com que o Palácio do Planalto se comporta, como se o câncer corrupto dispensasse intervenções reparadoras urgentes. A Petrobrás sangra e se degrada melancolicamente. As presidentes da República e da estatal dançaram, até agora, minueto semelhante ao popularizado na corte de Luís XIV, no compasso do capricho e da provocação. Nos EUA, um promotor especial já teria sido nomeado para investigar os presidentes atual e anterior da República para definir quem fez o quê nesse megadesastre chamado Petrobrás, porque a democracia é um governo de responsabilidade legal, assentado em valores éticos, e não uma súcia de ladrões, arrivistas, áulicos, boquinhocratas, fraudadores, malfeitores em geral e apaniguados. Aí está o abismo conceitual que separa a modernidade democrática do obscurantismo político sinistro do tipo bolivariano.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

josemarialealpaes@gmail.com

Belém

Estoque de nulidades

O Brasil comemora antes da hora a saída da presidente da Petrobrás. Antes de abrir o champanhe e estourar os rojões, resta saber, primeiro, quem vai entrar no lugar de Graça Foster: Mantega, Mercadante, Tiririca? A presidente Dilma tem uma vasto estoque de nulidades para escolher. Depois é preciso saber que compensação vai receber a companheira predileta da presidente Dilma. Será que, além da pensão vitalícia e dos bônus bilionários, Graça Foster vai ser agraciada com o 40.º ministério?

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Caixinha

A cada dia deparamos com novas informações sobre o descalabro na Petrobrás e ficamos com a impressão de que a corrupção na estatal é muito maior do que imaginamos. Depois que os escândalos apareceram, a empresa reduziu seus investimentos em 22%. Em contraposição, o preço da gasolina só sobe, num momento em que o barril do petróleo está em queda, o que, segundo Graça Foster, serve para fazer caixa para a companhia. Já estamos sentindo na pele o resultado desse desgoverno.

ANGELA SOARES

angelsdort@hotmail.com

Ribeirão Preto

URBANISMO

'Arcos do Jânio'

Uma desagradável surpresa foi reservada ao paulistano ao transitar pela Avenida 23 de Maio e deparar com pinturas cobrindo os vãos dos arcos conhecidos popularmente como "Arcos do Jânio". Tal denominação decorre do bom senso desse prefeito ao mandar remover algumas residências que impediam a visão dos arcos. Foi um presente à paisagem urbana. Esses arcos são testemunho da arte da construção em tijolo, característico de um momento da história das construções da cidade. Em certa época todas as construções eram executadas na sólida técnica de taipa de pilão, em que os paulistas eram insuperáveis. Um viajante chegou a declarar: "São Paulo é uma cidade de barro". Restam dessa época poucas edificações, a exemplo das Casas Bandeiristas. À era da taipa de pilão sucedeu a das construções de tijolo, das quais subsistem projetos devidos a notáveis arquitetos cujas obras se beneficiaram da presença de imigrantes estrangeiros, a exemplo dos capomastri. Os arcos em questão são autênticos documentos da técnica de tijolo por sua requintada execução. Agora somos surpreendidos com uma desastrosa intervenção. Algumas questões se colocam: 1) Tratando-se de obra pública, a população foi consultada? 2) Tratando-se de "arte plástica" em espaço público, houve concurso para escolha do projeto? 3) A qualquer cidadão que tenha elegido a pintura como sua ocupação cabe a prerrogativa de escolher livremente o local para exercer seu talento? Torna-se igualmente grave autoridades se arvorarem em críticos de arte, com tanta obra pública à espera de quem as execute.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Deboche

Acompanho com tristeza a atuação do atual alcaide paulistano. Acabou com as avenidas da cidade. Gasta um dinheiro imenso para fazer ciclovia na recém-restaurada Avenida Paulista, prejudicando milhares de pessoas. Sempre acreditei que isso se devia à natural incompetência que ele demonstra desde os tempos em que não conseguiu fazer um exame decente para o Enem. Agora, ele pichar monumento tombado da cidade já é deboche. Mostra a total falta de amor à cidade que ele devia minimamente respeitar e que fez 461 anos. Mostra a falta de respeito ao cidadão que não é seu eleitor. Com tanta coisa grave acontecendo em nossa cidade, os vereadores não poderiam fazer um movimento para o impeachment dessa nulidade?

MOACYR CAMPOS

mjacf@terra.com.br

São Paulo

Pedalando

Emblemática a foto no caderno Metrópole de segunda-feira mostrando o pior prefeito de nossa cidade dando suas pedaladas nas ruas sem usar as ciclovias mal feitas, mal planejadas, mal estruturadas que ele construiu de qualquer jeito e em qualquer lugar.

JOSÉ RENATO NASCIMENTO

jrnasc@gmail.com

São Paulo

A DEMISSÃO DE GRAÇA FOSTER

Foi só espalharem rumores sobre a saída de Graça Foster da presidência da Petrobrás que as ações da petroleira dispararam na Bolsa... Tá aí, dona Dilma, é só “renunciar” que o Brasil entra nos eixos e volta a crescer. São quase 200 milhões de brasileiros esperando pela sua decisão, ansiosamente.

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

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ESTRELA NOVA, ENREDO VELHO

O governo Dilma espalhou rumores de que a presidente da Petrobrás deve, enfim, ser substituída. O motivo seria a avalanche recente de más notícias causada pela divulgação do último balanço trimestral da empresa, quando se falou até em perdas de até R$ 88 bilhões em ativos por causa de corrupção e má gerência. Duvido. Primeiro, porque más notícias por lá não são novidade. Depois, consta que a própria Graça Foster já pediu baixa várias vezes – e Dilma não aceitou. Dizem que é por causa da amizade. Aceito. mas amizade de Graça por Dilma, não o inverso. Ora, mudar o ator sem mudar o enredo não teria outro efeito se não oferecer uma estrela nova para as mesmas vaias. O raciocínio tem por base a tentativa frustrada de criação de um conselho de notáveis. Qual pessoa séria emprestaria seu nome a uma entidade obscura como a Petrobrás de hoje? A exceção boa viria de um abnegado disposto a dar “sangue, suor e lágrimas” para salvar a estatal. Porém isso dependeria de transparência total, falar e mostrar a verdade, expor o plano de recuperação à sociedade e ao mercado. E não é preciso saber muito para enxergar que isso implicaria novas notícias ruins, especialmente para Dilma e sua trajetória pública desde que foi ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho da Petrobrás. A exceção ruim seria insistir em mais do mesmo e deslizar o problema escalando alguém como o famigerado Guido Mantega, que subiria ao palco com o figurino ainda sujo pelos tomates da Fazenda e os ouvidos acostumados às vaias.

Leo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

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GRAÇA FOSTER VAI DEIXAR PETROBRÁS

Será que ela sai de graça?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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ALÉM DA DEMISSÃO

Não é só mandar embora, é tornar público qual era seu patrimônio quando entrou na presidência da Petrobrás até sua definitiva saída do cargo. Estamos de olho.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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PROCESSO DE CURA

O diagnóstico já estava dado: a Petrobrás sofria de metástase e precisaria urgentemente ser medicada e  seu câncer, extirpado, sob o risco de morte certa. O governo demorou a acreditar na doença, mas caiu na realidade agora e resolveu se mexer. Infelizmente, parece que começará extirpando o tecido bom, Graça Foster, mas, como em toda metástase, algum tecido bom sempre é tirado junto com o câncer – esse preço ela teve de pagar. Que venham a quimioterapia, a radioterapia, etc. Precisamos da Petrobrás viva!

 

Mario Augusto Lima e Silva malsilva@uol.com.br

São Paulo

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DESPOLITIZAÇÃO DA EMPRESA

O anúncio de página dupla que a Petrobrás publicou no “Estadão” de 3/2/2015, sob o título “Petrobrás recebe o prêmio Offshore Technology Conference 2015”, atesta a qualidade e a competência das áreas técnicas da empresa. Esse corpo técnico deveria se organizar e pressionar a míope e tinhosa Dilma para profissionalizar as demais diretorias da empresa, recrutando, no mercado, os melhores executivos, para eliminar a  deletéria influência política do PT, que gerou o maior escândalo de corrupção de que se teve notícia na história do País, reduzindo a capacidade de investimento da companhia e afetando o patrimônio de milhares de seus acionistas. Só assim a Petrobrás vai recuperar seu valor no mercado de capitais.

Joubert Rovai joubert.rovai@gmail.com

São Paulo

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PETROBRÁS? NÃO, OBRIGADO!

Nem a crise expondo o antro de corrupção e incomPeTência em que se transformou a Petrobrás a constrange de continuar com sua enganadora campanha publicitária custeada com recursos públicos. Em 2008, ouvíamos que quem comprasse ações da Petrobrás ficaria milionário. Ontem, saltaram-me aos olhos as duas páginas, em “O Estado de S. Paulo”, dedicadas à propaganda enganosa da mais bem chamada Petrossauro, gabando-a por um tal de “Prêmio Offshore Technology Conference”, em Houston, a 30 minutos da famosa cidade de “Pasadilma”. É sem dúvida muita desfaçatez tentar exaltar esta “empresa” à beira da bancarrota. A Petrossauro deveria, isso sim, ganhar a medalha Zé Dirceu, o Nobel da corrupção! Tenho ideia até para uma camiseta: “Sou careta. Ações da Petrobrás? Tô fora!”.

Daniel Arjona de Andrade Hara daniel.arjonadeandradehara@stud.tu-darmstadt.de

Griesheim, Alemanha

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O QUE QUEREMOS

O brasileiro não quer nem precisa saber que a Petrobrás vai receber um prêmio de tecnologia, nós queremos saber é quando ela deixará de ser espoliada, roubada e desfigurada pela quadrilha política e empresarial que há muito lá se instalou. O que causa surpresa é que até agora nenhuma associação de funcionários da Petrobrás se engajou na luta contra a corrupção lá existente.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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A PETROBRÁS SOBREVIVERÁ?

É muito sério para o Brasil o rombo na Petrobrás. Embora sem confirmação, há fortes indícios de que Lula sabia dos desvios, assim como Dilma, cuja eleição (2010) foi financiada pela petroleira. A Petrobrás terá de ajustar-se a uma nova realidade de muito menos recursos. Segundo informações, o caixa da empresa não ultrapassa 2016, segundo previsões atuais das perdas. Haverá crédito bancário para a petroleira depois disso? Há, no entanto, nuvens mais negras no futuro da empresa, que são as multas “bilionárias” que a Petrobrás receberá nos Estados Unidos e que, na melhor hipótese, a reduziria a uma pequena empresa petroleira, se conseguisse sobreviver a todos esses percalços. A questão que os brasileiros devem querer saber é como Lula e Dilma criaram esses prejuízos para a Petrobrás e o que poderá ser feito para reembolsar os acionistas das perdas enormes que tiveram. Entretanto, há uma possibilidade muito grande – com as multas e indenizações para estrangeiros e, agora, o petróleo a US$ 40,00 o barril – de que a Petrobrás não sobreviva.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DANDO PARA COMER, QUEM SE IMPORTA?

Acerca da coluna de Eliane Cantanhêde de domingo (1/2), “A galinha dos ovos de ouro”, quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Não sei! Quem se importa? O importante é que ambos podem ser fritos, cozidos e comidos. A ordem não faz diferença, pois os dois são PraTos comuns da cultura brasileira.

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de janeiro

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PATROCÍNIO AO CARNAVAL

Vejo no noticiário que a Petrobrás, mesmo em crise, mantém patrocínio ao carnaval. Não é um contrassenso? Não deveria cortar ou suspender qualquer tipo de patrocínio? Passa a imagem de que está tudo bem. Fala em não pagar dividendos e mantém patrocínio? Sinceramente, não é postura de empresa séria e profissional.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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É PIOR

O título do editorial do “Estadão” em 1/2 dizia “Corrupção e incompetência”. Deveria ser “Corrupção e indecência”.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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A PETROBRÁS É DELES

Sempre ouvimos que “o petróleo é nosso”, que a Petrobrás é nossa, e partidos como PT, PMDB, PP e sindicatos pelegos – que diziam “privatizar jamais” – tomaram posse dela, distribuíram cargos, e o que levou 60 anos para ser construído eles implodiram em apenas 12. Sem patrimônio líquido, sem caixa, sem crédito e com muitas dívidas, hoje não serve nem para privatizar, não tem valor. Sobram para todos os brasileiros a gasolina e o álcool caríssimos (os mais caros do mundo) e, talvez, pouco à frente, quando tornar-se totalmente insolvente, a conta a pagar. Temos de responsabilizar esta gente inconsequente, acéfala, com transtornos mentais, que diz que o balanço da Petrobrás é totalmente transparente, claro e correto. Até quando vamos esperar para depurar, expurgar, implodir esta gente que só fez mal ao nosso país?

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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PRIVATIZAÇÃO

A presidente da Petrobrás anunciou redução da exploração de petróleo ao “mínimo necessário”, corte de investimentos e desaceleração de projetos.  A Petrobrás vai fechar para balanço? Melhor seria catar os cacos do que sobrou e entregá-los aos acionistas da empresa, que já tiveram prejuízos enormes. A Petrobrás deve ser privatizada. Somente assim terão fim a incompetência e a corrupção.

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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QUEM SABERÁ?

O povo pode fazer um plebiscito para renovar a presidência e a diretoria da Petrobrás? (Pelo que sei, se Graça Foster continuar, ninguém vai saber o que está acontecendo de verdade na Petrobrás nem com a presidenta Dilma.)

Penteado Neto jsopnx@gmail.com

Araraquara

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LAVA JATO? NUNCA MAIS!

As investigações que tratam dos assuntos do petrolão tiveram a denominação identificadora:  Lava Jato. Tantos fatos e transformações de todas as maneiras já aconteceram que Lava Jato sofreu inúmeras mudanças operacionais e envolveram muitas pessoas da iniciativa privada e especialmente dos governos, a maioria ligada à Petrobrás, a empresa símbolo do Brasil em grandeza, hoje transformada numa questão de desagrado e desconforto para  brasileiros de todas as qualidades. O fato se tornou mais grave a partir do momento em que o Ministério Público Federal (MPF), na busca de encontrar caminho para solução do grande problema nacional, anunciou que ia declarar os nomes dos envolvidos criminalmente no “maior escândalo nacional de todos os tempos”. Então surgiu a oportunidade de a Petrobrás apresentar seu balanço do terceiro trimestre de 2014. Na ocasião (janeiro de 2015), esperava-se a declaração dos prejuízos pelos inúmeros erros de gestão. Pasmem: a presidente da Petrobrás, Graça Foster, declarou: “Impossível dizer o tamanho do prejuízo. Se fosse declarado, poderia dar oportunidades para vários processos contra a Petrobrás e seus dirigentes”. Lava Jato, nunca mais! Será que teremos agora Lava Lento (e de graça)?

      

Raimundo Nonato Veloso veloso@secrel.com.br

Fortaleza

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MAROLÃO

Em 2013 foi o mensalão, em 2014, o petrolão, em 2015 estamos presenciando o marolão, que está varrendo de forma cruel a empresa que diziam ser o orgulho dos brasileiros. Nela há um grande ninho de ratazanas, que abriga a corja dos irmãos metralhas e suas crias. A indignidade do povo brasileiro está no limite, porém o que esta sendo feito para exterminar estes animais malignos?

Antonio Boer toboer@uol.com.br

Americana

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ESSÊNCIA

Não bastava roubarem até o último centavo da Petrobrás. A essência deste governo é a corrupção. Agora a gente descobre desvios nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Onde vamos parar?

Arlete Cristina Abreu cristinagamas8@gmail.com

São Paulo

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RUMINAÇÕES DE CHINAGLIA

 

Ainda ruminando a derrota para Eduardo Cunha (PMDB), que levou “fácil” em primeiro turno a presidência da Câmara dos Deputados, o candidato petista ao posto, Arlindo Chinaglia, disse não acreditar que o peemedebista vá agir como oposição – “inimigo” foi a palavra por ele usada – ao Palácio do Planalto. “Ele rompeu alguns cercadinhos que eu não rompi, mas ninguém pode sentar na cadeira de presidente da Câmara e virar oposição”, disse o petista. Está aí o PT leninista velho de guerra (“xingue-os do que você é; acuse-os do que você faz”) deixando sua indefectível marca de cinismo e hipocrisia. Qualquer um que tenha acompanhado esse processo eleitoral na Câmara dos Deputados haverá de se lembrar – já que está tudo ainda muito fresco na memória – dos “cercadinhos e cercadões” pulados pelo PT, com seus golpes abaixo da linha da cintura, chegando ao cúmulo de forjar acusações contra o opositor e instrumentalizar a Polícia Federal  –  como naquele episódio fajuto da gravação com o fito de minar a candidatura de Cunha fazendo-o chafurdar na lama do petrolão, exatamente o escândalo em que petistas de escol estão metidos até o pescoço. Espero que esta seja apenas a primeira de muitas derrotas que o PT haverá de ter daqui para a frente.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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NEGOCIAÇÃO

Dilma Rousseff procurou Eduardo Cunha para negociar? Qual será o valor dele? Será que foi por isso tanta briga para ganhar algo mais além da presidência da Câmara? Vamos acompanhar o desenrolar desta nova novela política em Brasília.

 

Antonio José Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RELACIONAMENTO CÂMARA-PLANALTO

Com a vitória de Eduardo Cunha e o alijamento do PT da Mesa da Câmara, toma lá dá cá muda para dá cá pra não tomar lá.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OPOSIÇÃO AO GOVERNO

Finalmente uma “cunha” começa a rachar o PT. Agora é só martelar!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DE OLHO

Conselho a Eduardo Cunha, o novo presidente da Câmara dos Deputados: que cessem as insubordinações, que se respeite a Constituição e que o Congresso rechace em definitivo estas ideias tresloucadas de socialismo comunista. E que a corrupção seja banida em nome da paz, da ordem e do progresso. O povo brasileiro está de olho.

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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COMPRADORA E COMPRADOS

 

Derrotada na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, em cujo pleito Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve o dobro dos votos de Arlindo Chinaglia, candidato do PT, a presidente Dilma Rousseff vai ao ataque ofertando cargos do segundo e terceiro escalões da República. Atua como compradora, e os brasileiros gostariam de saber quem serão os comprados, ressaltando-se que estamos diante de corruptora e corruptos, cujos resultados da transação certamente não serão satisfatórios para a Nação. Não é certo nem justo fumar o cachimbo da paz à custa dos brasileiros!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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‘O DIABO’ E MEIO

Com a vitória do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na eleição para presidente da Câmara, em surpreendente e acachapante primeiro turno, Dilma Rousseff, que fez o diabo para reeleger-se, terá de fazer o diabo e meio para governar o País. O “PTitanic” chocou-se contra um gigantesco iceberg. S.O.S.!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MESMA PLUMAGEM

O PT e o Planalto sempre foram contra, mas decidiram se aliar a Sarney, a Collor, a Maluf, a Renan, entre outros, e somente agora perceberam que sempre foram “aves da mesma plumagem”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RENAN PRESIDENTE

A quarta eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado tem potencial de um verdadeiro tiro no pé. Tudo indica que a Operação Lava Jato ligará mais uma vez o calejado Renan a falcatruas com o dinheiro público. Assim como em 2007, quando se descobriu que uma construtora pagava pensão a uma amante do parlamentar, o resistente Renan sangrará até a última gota antes da renúncia ou cassação.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                    

Rio de Janeiro

 

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APESAR DE TUDO...

Renan Calheiros foi reeleito presidente do Senado, apesar de boatos de sua participação na Operação Lava Jato. Não seria novato no tema, já que renunciou ao cargo no passado por receber verba indevidamente. Pior foi constatar que a maioria do Senado o apoiou, mesmo sabendo de seu passado e de seu possível envolvimento futuro. Verbas públicas movem nosso moinho do poder, que se torna cego a preceitos éticos. Precisamos de corajosos que se oponham. Precisamos de tribunos como Ibrahim Nobre, Sobral Pinto, Ulysses Guimarães, Carlos Lacerda para acender a chama da moralidade pública. A forca popular no final é determinante.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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RENAN VENCEU, O BRASIL PERDEU

Com a vitória de Renan no Senado, nós (os que pagamos impostos) chegamos à conclusão de que não basta poupar água, o importante é racionar os políticos

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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DINHEIRO JOGADO FORA

Vendo a foto de Renan Calheiros no “Estadão” de ontem (3/2), dá para ver que o implante de cabelos que nós pagamos não ficou essas coisas.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CADÊ A OPOSIÇÃO?

 

Aécio Neves aparece com longas barbas e com cara “de petista”. A oposição se cala em face das ações cabeludas do Planalto. Ué, será que Aécio também pôs suas barbas de molho?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DO TROCO

Marina Silva demorou para definir apoio a Aécio Neves após a morte de Eduardo Campos. Só o apoiou quando a esposa de Campos se manifestou a favor do PSDB. Marina, ex-petista, calculou o tempo exato de silêncio para que seu eleitorado entendesse que o seu apoio não era espontâneo e migrasse para a candidata Dilma. Tudo calculado. E agora vem a hora do troco: o partido de Marina não serve para o PSDB, para o PT e para o PMDB e não será útil nas próximas eleições, pois o eleitorado em quatro anos vai evoluir o suficiente para ter a certeza de que, uma vez PT, sempre PT. Uma vez nanica, cada vez mais nanica.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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SÓ AGORA?

Depois de 12 anos aguentando passivamente a crítica de que deixou para o PT uma “herança maldita” e vendo desmoronar tudo o que os governos seu e de Itamar Franco fizeram em benefício do Brasil, Fernando Henrique Cardoso finalmente acha que “Chegou a hora” (1/2, A2).  Não será “pouca bala” um pouco tarde?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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‘CHEGOU A HORA’

Estupendo o “Chegou a hora”, de Fernando Henrique Cardoso (1/2, A2). Deixa-nos saudosos da sua postura de estadista no comando desta nação, fazendo-nos cair num vácuo infinito diante das ridículas e desintegradoras figuras que o sucederam. Sintetiza com conhecimento de causa as mazelas causadas pelo atuais detentores do poder. Abro um parêntesis para declarar que não sou seu correligionário e até teria razões para detestá-lo, por ter sido vítima de “pegadinha” de seu governo. Prefere buscar soluções: reforma política e reforma dos políticos que, nos dias de hoje, tornou-se essencial diante “disto tudo que está aí”, escancarado no artigo “A galinha dos ovos de ouro” de Eliane Cantanhêde (“Estadão”, 1/2, A8), do qual tenho apenas uma observação a fazer, por experiência própria: tudo começa no agente público, que, se não der brecha, não existe corrupção.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE PARADIGMAS

 

A leitura do artigo “Chegou a hora” (1/2, A2), de FHC, nos leva a reflexões. O Brasil não precisa de “conselheiros” que nos mostrem obviedades e afirmam "meu governo" ou achem que o caminho é o secular Poder Judiciário. Absurdo! Falta-nos um estadista que mude paradigmas enfrentando nosso persistente colonialismo, que faça o Estado ser apenas normatizador e regulador do processo econômico, sem interferências de estatais e indicações políticas; que promova uma reforma política, iniciando-a pelos municípios, celeiro dos futuros políticos desde outrora dominado por caciques eternamente reeleitos, figuras de mídia e sobrenomes que fazem da política o meio de vida; que extinga municípios deficitários; que corrija as distorções funcionais, prerrogativas excessivas e remuneração dos agentes públicos, adequando-as à realidade brasileira; que descentralize a União e o papel do ente estadual, focando o município, onde nascemos, somos formados, trabalhamos, formamos a família e somos enterrados. Esses, “ex”, eleitos tiveram a oportunidade de fazer, mas se perderam no devaneio do poder, seja pela arrogância, prepotência, consciente omissão ou atitude imperial. A estes, aconselho mirarem-se no exemplo do Uruguai e de José Mujica: um pequeno país, com um grande estadista. Ele simplesmente fez. E humildemente deixa o poder.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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A HORA DE QUÊ?

Lula, quando se manifesta, fala ao povo. Fernando Henrique Cardoso é tão cheio de dedos que seus artigos não repercutem. É o caso deste seu “Chegou a hora”, no “Estadão”. Poderia não tê-lo escrito, de tão superficial, dissimulando críticas, amenizando adjetivos, substituindo indignações.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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O TRIUNFO DAS NULIDADES

A lucidez do artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos leva a pensar: sairemos deste lamaçal? Quando se refere ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tínhamos um destemido Joaquim Barbosa, meu pensamento se volta para outro Barbosa, Ruy Barbosa, quando disse que “de tanto ver triunfar as nulidades, o homem sente vergonha de ser honesto”. Gostaria de estar errada, mas assim caminha nosso país.

Celia H. Guercio Rodrigues aleguercio@gmail.com

Avaré

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SOCIEDADE INDIGNADA

FHC expressa a preocupação de que o Brasil perdeu o rumo. Essa preocupação muitos compartilham. Perdeu o rumo da economia, da gestão econômica e do desenvolvimento político. Fizeram-se experiências desastradas motivadas por “desorientação” com toques ideológicos. A correção de orientação não é a mais difícil das correções de rumo. As práticas de corrupção, de chantagem, de desvios de recursos públicos para fins de manutenção do poder são de natureza criminosa. Requerem “apenas” as punições devidas em qualquer sociedade que se pense civilizada. Que os poderosos envolvidos sejam depostos de seus cargos. A disposição ao sofisma, à mentira desavergonhada, à calúnia e à ameaça requerem a rejeição pela comunidade da sociedade. A manifestação de indignação da sociedade impulsionaria todas as correções.

 

Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com

São Paulo

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A PROPOSTA DE FHC

Como sair da crise, não de uma crise qualquer, mas de uma crise fatal? Em seu artigo em “O Estado”, Fernando Henrique Cardoso não culpa os que derruíram nossa nação, fazendo-os beijar a cruz ao recorrer aos métodos de seu governo; como homem do pragmatismo sadio e generoso, não corre atrás dos responsáveis pelos erros, mas das soluções. A primeira delas, diz com acerto, é a reforma política, que jamais será feita a partir do interior (Executivo e Legislativo), em face do óbvio humano de que ninguém costuma atirar no próprio pé. Só pode advir uma reforma política minimamente razoável, posto que a ideal não rebenta sua redoma utópica, do Judiciário. Vejamos se o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se mostram à altura de tirar o Brasil do profundo poço onde se encontra soterrado.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DA TABELA DO SIMPLES

Fantástico e estimulante o artigo de FHC (“Chegou a hora”), que nos encoraja também a dizer que chegou a hora de os governadores de Estado do nosso país, liderados pelo Estado de São Paulo, deixarem de se posicionar contra a correção da tabela do Simples Nacional, bem como de cobrar substituição tributária das micro e pequenas empresas, setor que está levando nas costas a nossa economia, sendo que é o único segmento que ainda cresce. Ficar, hoje, contra o Simples Nacional, que gera a grande maioria dos empregos em nosso país, é um verdadeiro crime de lesa Pátria.

Laercio Bonora Esteves laerciomarcia2009@hotmail.com

Cambé (PR)

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A ECONOMIA GREGA

O mundo acompanhou, estarrecido, a trajetória da Grécia rumo ao caos. Excessos de benefícios demagógicos, regalias e outros desacertos estavam entre as causas. O Brasil tem, em certa medida, seguido trajetória semelhante. E tem colhido resultados semelhantes: um crescimento de produto interno bruto (PIB) humilhante. Causa espanto o elogiado novo presidente da Grécia, que está cansada do regime de austeridade com que se comprometeu para receber vultosa ajuda da União Europeia, anunciar que vai seguir modelos da esquerda na América Latina, em especial de Venezuela, Bolívia e Brasil. Alexis Tsipras participou do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, e foi seduzido pela hábil propaganda, que anunciou grandes feitos na área social. E agora está empenhado em implantar programas dos tipos Bolsa Família e Fome Zero. Não parece estar a par do destino do Fome Zero. E talvez não saiba que temos uma carga tributária que beira os 40%, que viabiliza certos "benefícios". E se é para se inspirar, talvez ele deva saber que temos Bolsa Reclusão, Bolsa Prostituta, Bolsa Pescador, Bolsa Campeões de Futebol e Vale Cultura, Vale Transporte, e por aí vai. Tsipras precisa saber que, com as escolhas de Lula/Dilma, chegamos ao crescimento econômico zero em 2014. Vejamos até onde ele se guiará por Lula, Chávez (in memoriam) e Evo.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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REPORTAGEM ESPECIAL

Importante reportagem sobre Roraima (“Índios de Roraima têm apoio e verba de ONGs estrangeiras”, “Estado”, 1/2, A10 e A11) denuncia como o povo brasileiro vem sendo prejudicado em seus direitos, pois aquele Estado não pertence apenas aos indígenas, mas ao território nacional e, portanto, a toda a população brasileira. Assistimos a mais um crime de lesa-pátria neste país, sem que se esbocem providências oportunas e enérgicas da parte das autoridades competentes.

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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RORAIMA, ÍNDIOS E ONGS

 

Será que as ONGs estrangeiras “preocupadas” com os nossos índios não estão interferindo em assuntos internos do Brasil? Elas, que tanto se importam com nossos índios, que fome não passam, se preocupam da mesma maneira com o lastimonioso estado de fome de tribos africanas?

 

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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SUPLICY E OS BLACK BLOCS

Depois de 24 anos mamando nas tetas do Senado, sem apresentar um projeto relevante ao Estado que o elegeu, Eduardo Suplicy, agora “pendurado” na Secretaria de Direitos Humanos da nossa cidade, quer dialogar com os black blocs e participar de passeatas com esses vândalos. Meu desejo é ser PM por um dia e estar nas ruas exatamente quando uma dessas passeatas acontecer.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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SUJANDO A BIOGRAFIA

Que é isso, ex-senador Suplicy? Só porque deixou o Senado não vá sujar o seu nome participando de “diálogos” ou passeatas com este bando de baderneiros, vândalos, etc. Embora petista, seu conceito entre os eleitores de outros partidos era de moderado, conciliador, racional. Agora, perdendo a condição de parlamentar, vem aceitar uma secretaria municipal que certamente só lhe trará dor de cabeça? O sr. está muito acima disso. Certamente, não precisará desse dinheiro. O ex-senador teve origem política no MDB, como outros bons brasileiros, então que mantenha a coerência e não venha a sujar sua biografia se envolvendo com indivíduos daquela espécie.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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DIÁLOGO

O recém-ex-senador “Suplício” e atual secretário quer dialogar com os black blocs. Realmente, é mais fácil, porque estão aqui em São Paulo. Ir dialogar com o Estado Islâmico é bem mais longe.

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com

São Paulo

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TROLOLÓ

O ilustre Suplicy quer “diálogo com os black blocs”. Petista geralmente não tem mesmo o que fazer...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A RECÍPROCA NÃO É VERDADEIRA

O sr. Eduardo Suplicy parece que vive em outra dimensão. Eu duvido que os tais black blocs estejam dispostos a qualquer diálogo, seja com ele ou com qualquer outro político.

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

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MASCARADOS

Cobrir o rosto será obrigatório ou facultativo para os participantes de tentativas de diálogo com o novo secretário de Direitos Humanos?

Eduardo Menezes Serra Netto decimoserranetto@uol.com.br

São Paulo

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BLOCOS DE RUA

A volta dos blocos de rua com marchinhas de carnaval resgata uma folia simplista e que garante a alegria dos foliões, fugindo da compra de ingressos e das taxas de conveniência abusivas.

Felipe Lucchesi felipe_lucchesi@hotmail.com

São Paulo

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