Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2015 | 02h04

Tragédia em três atos

Discordando dos leitores srs. Edgard Gobbi (Prólogo e epílogo, 15/2) e Roberto Twiaschor (Prefácio, epílogo e epitáfio, 17/2), acho que o prefácio de nossa verdadeira tragédia não foi o mensalão, nem seu epílogo se dará com a abertura das caixas-pretas de estatais, como o BNDES. No meu entender, o prefácio se deu quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo a Lula (e ao PT) com excessiva cordialidade e sem defender com a devida firmeza as grandes conquistas conseguidas para o Brasil - Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações necessárias, etc. Aceitar passivamente a crítica de que entregou uma "herança maldita" foi o prefácio dessa tragédia. O epílogo só poderá ser elaborado quando voltarmos a ter um governo sério, de pessoas responsáveis, que estejam em sintonia com e respeitem as necessidades do povo, prestando contas com transparência de todo o dinheiro obtido por meio de pesados impostos e taxas. Quanto ao epitáfio de Lula e Dilma, deve ser simples: "Aqui jazem os que participaram de um projeto de hegemonia ideológica que afundou o Brasil na lama da corrupção alegando nunca saberem de nada". Nossa história, infelizmente, já passou de drama e pode ser caracterizada como tragédia grega. Todos sabemos que o fim será muito doloroso e trágico. Só não sabemos ainda quem serão os sacrificados no final: o governo hegemônico aliado à corrupção ou o cidadão honesto, que terá de pagar, sem maiores esperanças, a pesada conta que estão deixando como herança das piores e mais malditas! Os brasileiros conscientes e honestos aguardam, com preocupação, o desfecho nos atos finais e o fechar das cortinas.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

O ovo da serpente

Nos primórdios do reinado petista circulou um e-mail mostrando uma reunião da companheirada na qual José Dirceu, figura máxima do time - seu capitão, segundo Lula -, conclamava os presentes a "fortalecer o PT". Em sua visão, havia a necessidade de aportes financeiros para dar ao partido a supremacia nacional, garantir a governabilidade e a permanência indefinida no poder. Era a tenebrosa fecundação do ovo da serpente, felizmente interrompida pela ação antiofídica da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça.

HOMERO VIANNA JR.

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

Estendendo o chapéu

Com o propósito de fazer caixa para compensar a perda das doações de empresas privadas devida à Operação Lava Jato, o PT vai distribuir carnês à militância para contribuições mensais voluntárias (17/1, A4). Acho que se trata de encenação do PT, porque com o dinheiro arrecadado no escândalo investigado pela Lava Jato não será necessário pedir o "dízimo" a seus filiados.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

PT da felicidade

Era o que faltava, o PT vendendo carnês de porta em porta... O partido está falido, coitado. Dirigentes trocaram luxuosos aviões por carros ou ônibus de linha para suas viagens em território nacional, oh, dó! Isso está cheirando a mais uma jogada para desovar parte da vultosa quantia desviada da Petrobrás, que de 2003 a 2013, segundo o ex-diretor Pedro Barusco, arrecadou US$ 200 milhões em propinas. A Polícia Federal e o Ministério Público estão à procura desse tesouro escondido. Então, como mexer no baú dessa dinheirama toda sem levantar suspeitas? Ora, chorando penúria e ir comendo pelas beiradas, inventar um carnê aqui, uma vaquinha ali e até 2018 a fortuna estará toda esquentada para a campanha presidencial.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

PETROLÃO

OAB conivente

Quando o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprova o fato de o ministro da Justiça receber advogados para tratar de assuntos do interesse de seus clientes, acho que chegamos ao fundo do poço. Qual é o papel do ministro da Justiça, será dar consultoria advocatícia? Entendo que o ministro da Justiça deva zelar pela justiça do País e, conforme nossa Constituição, todos somos iguais perante a lei. Cabe, então, a pergunta: quantos advogados de ladrões de galinha ele recebeu desde que tomou posse? Perante a lei, que diferença há entre um ladrão de galinha e um corruptor dono de empreiteira? Nossos dirigentes perderam totalmente a noção da função dos cargos que ocupam. Tomaram o País de assalto e estão convictos de que estão acima das leis, da ética e dos bons costumes.

OSCAR SECKLER MÜLLER

oscar@mullermetais.com.br

São Paulo

Mancada

Deve o ministro respeitar o princípio da divisão dos Poderes, sendo o Judiciário e o Ministério Público os interlocutores naturais do advogado de causa sub judice. Mancada do professor de Direito José Eduardo Cardozo.

PAULO ROBERTO FARAT

prfarat@gmail.com

Praia Grande

Prepostos

José Eduardo Cardozo não é ministro da Justiça do Brasil, e sim o ministro defensor do PT, assim como Dilma Rousseff não é presidente do Brasil, mas a representante de Lula e o PT no governo. Precisamos de gente que pense no País e no seu povo, e não de pessoas carentes de visão e de cérebro curto.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Anarquia

Se o Brasil perder a confiança no Ministério da Justiça, caso os imbróglios do mensalão e do petrolão acabem em pizza, não haverá mais salvação. Estará instaurada a anarquia ampla, geral e irrestrita. Oremos...

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Barbosa x Cardozo

Aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não da decência que permeou sua gestão, que dignificou, e muito, a mais alta Corte quando a presidiu, o senhor doutor Joaquim Barbosa se esquece de algo muito simples: só se intenta corromper quando se demonstra receptividade, quando é muito evidente a disposição de ser corrompido. Talvez, em vista do cargo que ocupa, o sr. José Eduardo Cardozo, que almeja chegar aonde o dr. Joaquim Barbosa chegou, escolhido por seus méritos, só esteja tentando intermediar a aproximação das partes, uma vez que deve ter trânsito ágil dentro do STF, cuja maioria esmagadora dos ministros foi ungida nos governos do seu PT. Comportando-se assim como, digamos, algodão entre cristais.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

DA MAROLINHA AO TSUNAMI
 
O ano começou com o reajuste nos preços dos combustíveis, a volta do IPI “cheio” sobre os veículos zero quilômetro e, de quebra, reajustes elevados nas tarifas de eletricidade. Combustíveis e eletricidade impactam a inflação. Desde o Plano Real, há 20 anos, os governos têm lastreado a política no controle da inflação. Acabaram com a indexação de preços e nos impuseram a propaganda positiva, dando a falsa ideia de que havíamos encontrado as soluções para nossos problemas. As benesses eleitoreiras, as negociações políticas fisiológicas e a corrupção completam a farra. Hoje, a indústria reduz a produção e fecha postos de trabalho, o comércio vende menos e a inflação ameaça explodir. Está na hora de repensar o País. A sociedade e suas forças econômicas têm o dever de pressionar pelas reformas necessárias. O governo tem de fazer sua parte e reduzir o tamanho de sua perdulária máquina de 39 ministérios. Há que se cuidar para que o ajuste não seja um ônus exclusivo do povo, pois, se assim for, a explosão social será certa. É preciso muito juízo para enfrentar o ameaçador tsunami que demorou, mas já apresenta suas primeiras e ameaçadoras ondas.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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AS CONTAS NÃO FECHAM

Pelo andar da carruagem, o ministro Joaquim Levy poderá confiscar a poupança, assim como foi feito nos tempos de Fernando Collor. As contas não fecham, por mais que se use o arsenal de recursos sobre contenção de gastos do governo. Se este fato se consumar, se consumará também a possibilidade de haver o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A administração perdulária da presidente deixou um rombo de R$ 32,5 bilhões, que, somado ao racionamento de água e de luz, além da Operação Lava Jato, do PIB caminhando ladeira abaixo, da queda das receitas federais e da ajuda do Congresso para viabilizar a correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda, parece conduzir à mensagem subjacente de um confisco da poupança. Deus ajude os pobres velhinhos aposentados e demais poupadores a se livrarem deste drama.

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro       

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DO JEITO QUE AS COISAS VÃO...

Pensando bem, Dilma e Joaquim Levy teriam mais motivos para confiscar as cadernetas de poupança do que tiveram Collor e Zélia Cardoso.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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OBRA

O PT vai lançar um livro: “50 tons da coisa preta”.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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‘FILHO DO BRASIL ROUBÁVEL’

Estou com uma vontade danada, do tamanho da roubalheira petista fartamente demonstrada pela mídia, de comprar todos os DVDs do filmeco sobre a vida do ilustre ilusionista Lula e enviá-los a todos os que votaram nele e em Dilma e que perderam ou perderão seus empregos.

Klaus Reider vemakla@hotmail.com 
Guarujá 

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CRISE POLÍTICA E DE ÁGUA

Logo que as cinzas se acomodem, teremos no Congresso mais um embate entre Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, e Dilma Rousseff, presidente da República. Dilma carregando como pajem e fiel escudeiro o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em pauta, o reajuste da tabela do Imposto de Renda decretado por Dilma em 4,5%. O Planalto volta a cogitar um reajuste de 6,5%, com toda justiça, basta observar os números em “O Globo” de 17/2. Desde 2007 a correção estabilizou-se em 4,5%, enquanto o IPCA manteve-se na média de 6% a 6,5%. Nada mais justo que a correção seja de 6,5%. E do “Estadão” esta semana veio a notícia da superação da média de chuvas de fevereiro: Sistema Cantareira vai a 7,8%, maior alta em 13 meses. Essa “crise hídrica” está mostrando aos governantes que eles não podem mais ficar acomodados nas benesses da “mãe natureza”, que no caso do Brasil sempre funciona como um cronômetro suíço.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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CRISE HÍDRICA
 
Discordo da ótica explanada sobre a crise hídrica publicada no artigo “Crise hídrica e cooperação” (16/2, B2). Primeiro, a economia da água não se distingue por classe social ou entre rico e pobre, mas pelo cidadão consciente ou por aquele que é indiferente à utilização dos recursos hídricos. Essa distinção entre um e outro depende da formação da pessoa, e não da classe social dela. Outro ponto, já exposto neste espaço: autoridades e cidadãos, ambos, devem se conscientizar mais em manter vivos os mananciais de água, como o Rio Tietê, que sai de Salesópolis e em apenas 80 km vai recebendo tantas impurezas até chegar a São Paulo, não mais como um rio, mas como um canal de esgoto a céu aberto. Quanto ao tom do artigo, sigo o conselho de minha mãe, quando reclamei do comportamento alheio. Disse-me ela: “Você não tem nada que ficar olhando o que os outros fazem, faça a sua parte direito apenas.” Independentemente da atual crise hídrica e da classe social, sempre usei a água com responsabilidade, porque tenho consciência do quanto ela é preciosa. Sobre o do meu vizinho, isso é com ele e com quem regula este problema. Acrescento que, além da preservação dos mananciais, todos os que jogam lixo na rua devem ser punidos pelo descaso com os demais que vivem na sociedade junto com este indivíduo, independentemente de sua classe social.
 
Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com
Jundiaí

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CUIDADO COM NOSSOS MANANCIAIS

Senhor governador e senhor prefeito de São Paulo, como pode toda a chuva que cai na cidade não ser aproveitada, pois todo este volume de água se perde e outra boa parte vai para os Rios Pinheiros e Tietê, que também se perdem por serem tão poluídos, mas nada é feito, e muitos anos de promessas se passaram. Até quando isso vai durar e vamos conviver com este lixo a céu aberto e cartão-postal da entrada da cidade de quem chega via Aeroporto de Cumbica? A prova de falta de planejamento é a Represa Billings, que é maior que a Cantareira e durante anos foi esquecida. Até quando vão esperar para iniciar um trabalho de limpeza e cuidado com as invasões em suas margens, que não são poucas, e nada acontece?

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com 
São Paulo 

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APENAS PROMESSAS

Em 1993 o governo de São Paulo divulgava Plano de Recuperação do Rio Tietê, com metas para 1997 e anos seguintes e com origens diversas de recursos financeiros. Hoje, 22 anos depois dos planos e das promessas perdidas, assim como recursos financeiros desviados, o Rio Tietê e o Rio Pinheiros são esgotos ao ar livre, imundos e fedorentos. Aquele plano de 1993 não passou de promessa com fim eleitoral, assim como a recuperação do centro de São Paulo, quando, antes da confirmação da candidatura do então vice-prefeito Gilberto Kassab, o secretário Andrea Matarazzo tentou se lançar candidato a prefeito como pai do plano que, na realidade, originou a cracolândia na nossa capital.

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br 
São Paulo

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ATÉ QUANDO SERÁ NOTÍCIA?

Diante da regularidade das chuvas das últimas semanas e da paulatina recuperação dos mananciais, seria oportuno indagar: Até quando a imprensa terá interesse em noticiar a escassez hídrica? Suspeito que, antes de recuperarem um nível satisfatório, que assegure  a demanda de água para o consumo humano e energia para nossas casas, comércio e indústria, o assunto deixará de ser manchete. Com isso, os governantes deixarão de ser pressionados pela premência das obras projetadas no afogadilho da crise – postergando-as para as calendas – e, por certo, voltarão ao dia a dia sonolento das administrações. Também a população, vendo a água escorrer com regularidade pelas suas torneiras e chuveiros, pouco se importará em manter ou adotar o uso racional do precioso líquido. As cobranças e as acusações recíprocas de má gestão ou imprevidência pela falta de planejamento de médio e de longo prazos cairão no esquecimento e a prioridade se voltará para as próximas eleições – ou o próximo escândalo. Quem sobreviver verá.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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ACABOU O CARNAVAL

Acabou o carnaval e agora encaramos a nossa habitual anormalidade. Caracterizado pelo seu contexto barulhento, o carnaval é a festa da alegria por excelência e todo mundo pode viver a sua fantasia procurando um pouco de felicidade. O termo “carnaval” parece ter sua origem do latim “carnem levare”, expressão que indica a prescrição eclesiástica de não comer carne – e é uma festa caracterizada pela exasperação da sensualidade e alguns excessos em beber e comer. Nesses dias as pessoas procuram sair da normalidade, escondendo sua verdadeira identidade atrás de uma máscara. Na idade média as festividades terminavam com o processo, a condenação, a morte e o funeral de um boneco que representava o bode expiatório de todos os males do passado. Aqui, entre nós, existem muitos bonecos esperando ser julgados e condenados. Por enquanto, continuam escondidos atrás de suas máscaras no meio da sujeira do fim da festa. Depois do carnaval, tudo fica na mesma, com pouca ilusão e muito ladrão.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br  
Cachoeira Paulista

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A HORA DO BRASIL

Acabou o carnaval. É hora de tirar as máscaras dos envolvidos no petrolão para que a “Escola de Samba Brasil” saia da zona cinzenta da corrupção e da inépcia após a quarta-feira de cinzas. Basta de folia!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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NA AVENIDA

Acabou o carnaval. Está na hora de irmos para a avenida por motivos mais sérios.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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HOMENAGEM

Qual escola de samba se habilitaria a homenagear a Petrobrás? Componentes não faltariam e seria fácil formar a comissão de frente, a ala dos doleiros, a ala dos lobistas, a ala dos executivos, a ala das empreiteiras que seriam responsáveis pelos carros alegóricos...

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com 
Jacarezinho (PR)

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MANCADA DO MINISTRO CARDOZO

Numa de suas viagens diplomáticas, o presidente do Brasil – o nome do presidente não foi revelado – encontrou-se com o presidente da Bolívia e perguntou-lhe com ar de superioridade: “Excelência, como é que pode a Bolívia ter Ministério da Marinha, se o país não tem mar?”. O presidente boliviano – o nome também não revelado –, após coçar o queixo, respondeu: “Pelo mesmo motivo que o Brasil tem Ministério da Justiça e não tem justiça”. Eu não sei se é história ou piada, porém da mensagem final sobre a brandura da justiça brasileira ninguém tem dúvidas, ainda mais agora, com a notícia de que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebeu em seu gabinete oficial os advogados dos envolvidos na corrupção na Petrobrás e prometeu a eles, tranquilizando-os, que o rumo das investigações da Operação Lava Jato será outro depois do carnaval. Essa atitude do ministro Cardozo não é abuso do poder estatal para evitar que os delatores digam o que sabiam?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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O ALOPRADO DE PLANTÃO

Como se ouviria nos velhos tempos no Maracanã: “Suderj informa! Sai Mercadante, entra Cardozo!”. O banco de aloprados do PT é infindo. Tantas o aloprado Mercadante fez que um novo aloprado assume para cometer malfeitos e obrar uma verborragia indecente para justificá-los. O sr. Cardozo, militante petista em missão no Ministério da Justiça, está deixando-nos com saudades do “bigodón”. A última, do conchavo com os advogados dos empreiteiros da Lava Jato e a sua lularrogia para sair da enrascada, faz jus à sua condição de militante petista. Diante do espanto da Nação e do puxão de orelhas do ministro Joaquim Barbosa, saiu-se com uma pérola dilmiana: “Não discuto com ex-ministro aposentado”. Medíocre, mal educado, desrespeitoso. E pensar que a figura foi (é?) professor de Direito Constitucional... Engordou de bobagens, está emagrecendo de bom senso. Puro regime de dona Dilma.
  
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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MINISTRO DEMISSÍVEL
 
Em sendo positiva a afirmação de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, teria mantido conversações com empreiteiras investigadas pela Polícia Federal, fica difícil a sua permanência no cargo. Na verdade, as implicações que a situação pode apresentar não mais condizem com a posição de um ministro da Justiça, porque as empreiteiras investigadas pela Polícia Federal podem levar até o ministro tanto fatos não delituosos até a oferta de propinas, o que cobre de razões as observações de Joaquim Barbosa.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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OPERAÇÃO LAVA JATO
 
Feche-se o cerco ou que se feche o circo.
  
Carlos D. N. da Gama Neto cardel@cardel.com.br 
Santos

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XEQUE-MATE

Os advogados das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, nos três encontros havidos no gabinete do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tiveram uma conversa objetiva e franca. Levaram ao conhecimento deste a real situação dos empreiteiros presos. Em outras palavras, deram o xeque-mate: ou se transforma o caso numa grande pizza ou cabeças vão rolar. Não precisa falar mais nada, o Brasil inteiro já tem em mente todos os envolvidos. Até onde chegava o rateio do dinheiro desviado?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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AINDA TEMOS INSTITUIÇÕES

Lamentável, para dizer o mínimo, a manifestação de advogados a respeito da justa indignação do ministro. Joaquim Barbosa, provocada pela notícia de reclamações levadas ao ministro da Justiça, relativas à denominada Operação Lava a Jato. Se a reclamação é contra “juízes togados”, há as corregedorias locais e o Conselho Nacional de Justiça. Se há reclamações contra membros do Ministério Público Federal, há a corregedoria do órgão e o Conselho Nacional do Ministério Público. O ministro da Justiça, como o próprio deveria saber, não pode fazer nada. Agora, se aceita a função de despachante, o erro é dele. Se não sabe o seu papel, que seja substituído por alguém que saiba quais as atribuições da pasta.
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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CARDOZO EM DEFESA DO GOVERNO

Faremos “o diabo” para ganhar a eleição. E agora criaram o advogado do diabo.

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 
São Paulo

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OMISSOS

Se, como quer o ministro da (in)Justiça,  deve ser também investigado o período de governo de Fernando Henrique Cardoso, é de perguntar por que esse  insopitável desejo somente se manifesta agora,  após mais de 12 anos de seu partido no poder? Se, acaso, sabiam de delitos e nada fizeram, cometeram crime de responsabilidade e devem ser punidos com o rigor da lei! Ou então é melhor que o ministro se cale, passe a mão no seu paletó e no guarda-chuva e vá para casa.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 
Itanhaém

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NA LONA

O PT agora quer que se investigue a corrupção antes do início de seus mandatos. Como brasileira, não duvido de que antes do PT já houvesse na Petrobrás esquemas de corrupção. O que questiono é por que o PT não acabou com toda esta bandalheira quando a descobriu? Não era essa a proposta apresentada nas campanhas eleitorais? De um governo honesto, transparente e que iria acabar com a corrupção? O que estamos observando agora é que o PT preferiu tirar a sua fatia na roubalheira e acabou profissionalizando a corrupção. O partido do governo mostrou que é muitíssimo organizado quando se trata de organizar a corrupção e a roubalheira. Conseguiram, enfim, levar à lona a Petrobrás, a mais importante empresa brasileira e o orgulho do nosso país.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com 
Santo André 

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A MELHOR DEFESA É O ATAQUE

A tática do PT de que o ataque é a melhor defesa dos escândalos de corrupção, já é uma apelação de desesperados. A cúpula do partido esquece que só os eleitores desavisados dos maus procedimentos como mensalão, petrolão e Correios (e logo vão aparecer os do BNDES) acreditam nessa desculpa esfarrapada. Basta lembrar que nas eleições para presidente Dilma Rousseff teve menos votos que a soma dos votos de Aécio Neves, dos votos em branco, nulos e das abstenções.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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AS CONTAS DO PT

O PT afirma que as suas contas partidárias eleitorais foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A questão que cabe é saber se o TSE não acabou “lavando” dinheiro criminoso constante na contabilidade do tesoureiro  do  PT quando  aprovou  as referidas contas.

Paulo  Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com 
Rio de Janeiro

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VAI FALTAR ÁGUA NA LAVA JATO

Dona Dilma Rousseff voltou das férias e a primeira coisa que vai exigir, por orientação do excelentíssimo senhor digníssimo ministro da Justiça, é que a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, seja imediatamente suspensa para economizar água (o Bolsa Família vai entender). A sujeira será posta para baixo do tapete até que a sociedade esqueça e passe a se divertir com a próxima ação da PF, a Operação Adeus BNDES. Nesta veremos que a quadrilha surfou em R$ 1 trilhão.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS
 
O editorial “Teorias da conspiração” (17/2, A3) contém duas situações, uma expressando juízo do autor (“confundindo-se com o próprio Estado, o PT”) e a segunda, constante na última resolução do PT, publicada pelo Diretório Nacional do partido (“...e, inclusive, privatizar a empresa” – e por empresa entenda-se Petrobrás). A concepção na primeira passagem já ocorreu em outras épocas (Luiz XVI, “L’état c’est moi” ou O Estado sou eu), e no PT ela é latente. Antes de comentar a segunda passagem, a citação do provérbio português “quem engorda o boi é o olho do dono” faz-nos lembrar que a Petrobrás é uma sociedade sem dono – se por dono pretende-se entender a pessoa que cuida do boi. A presidente Dilma, não fosse a subserviência de sua companheira Graça Foster na questão do congelamento dos preços dos combustíveis, para segurar a inflação, que impossibilitou à Petrobrás de gerar os recursos necessários para os investimentos que havia planejado. Subserviente porque, se estivesse plenamente consciente de que sua responsabilidade funcional era lutar pelos interesses da empresa por ela administrada, e na impossibilidade de evitar a interferência da presidente da República, teria negado a imposição e imediatamente se demitido do cargo. Essa concepção de honradez é coisa de japonês, com atos de haraquiri e outras formas de expiar seus erros. Ela não se aplica no Brasil, não no que se refere à honradez, mas no sentido de como assumir as consequências de seus atos.  Combinando a confusão entre Estado e partido, que contribuiu para colocar na Petrobrás elementos que elevaram o montante de subornos a cifras nunca antes praticadas (por mares nunca antes navegados), qualquer cidadão com razoável senso crítico certamente concluirá que a melhor solução e definitiva para a Petrobrás é sua privatização. A existência de recinto privativo nas Igrejas Católicas para confissão de pecadores só se explica pelo reconhecimento de que sempre haverá pecadores. Na empresa privada também há e sempre haverá pecadores, realidade que a Operação Lava Jato já vem constatando em algumas construtoras. A maior diferença que se vislumbra entre uma Petrobrás estatal e uma Petrobrás privatizada é que na primeira os executivos são indicados por políticos, para atender a interesses de seus correligionários, e na segunda eles são decididos pelos donos, cujos olhos engordam o boi. Para concluir, é preciso ter em mente que a falta de respeito às leis dos Estados Unidos, a que passou a se sujeitar desde que decidiu colocar suas ações no mercado mobiliário daquele país, ocasionou processos pleiteando indenizações milionárias por portadores de títulos mobiliários de sua emissão, que se sentiram prejudicados por a Petrobrás não ter tempestivamente comunicado, como ato relevante, acontecimento com reflexos negativos no valor de mercado daqueles títulos e no patrimônio da empresa, que vinha ocorrendo por subornos – e associados a fraudes pela mídia – investigados pela Operação Lava Jato, que na própria opinião da presidente da empresa deverão ser contabilizados pela Petrobrás, quando determinada a extensão dos estragos. É irrelevante determinar a quem cabia a iniciativa de divulgar a ocorrência de ato relevante, pois o principal culpado evidentemente é quem o indicou para o cargo, que desde sempre sabemos ter sido o PT. As ações judiciais naquele país não estão prejudicando apenas a Petrobrás, mas também a reputação do nosso país, o que equivale a um crime de lesa Pátria.
 
Paulo Adolpho Santi pasanti@terra.com.br 
Vinhedo

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SUPERAÇÃO NA PETROBRÁS

Até agora o que vimos foi super... ação desonesta, super... ação fraudulenta, super... ação predatória.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 
Atibaia

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E O CASO DOS TRENS?

A Operação Lava Jato continua em destaque, com a exposição de manifestações de delatores, cujas declarações são vistas como verdades absolutas. E, se comprovadas futuramente, por certo devem levar os culpados a julgamento. Mas por que não se dá o mesmo destaque a outras situações, como no caso da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mantém a investigação contra um conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, por ter recebido propina até 2005 da multinacional Alstom? Por sinal, ele está afastado do cargo por decisão judicial. Sua vinculação é com o PSDB, que o indicou para o cargo. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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FUNDO PARTIDÁRIO SEM ORGIA 

A oportuna matéria do “Estadão” com o título “Efeito Lava Jato e pulverização do voto derrubam arrecadação dos partidos” sugere que os congressistas, se é que ainda lhes resta um mínimo de respeito por nossas instituições, sigam o modelo do ajuste fiscal que o ministro Joaquim Levy tenta emplacar nas devastadas contas públicas. Ou seja, um pente fino na utilização do fundo partidário e nas verbas de gabinetes, foco de orgia da nossa classe política, já que 32 partidos do País dividem de forma proporcional as suas bancadas eleitas nas urnas, verba anual em torno de R$ 320 milhões, e outros bilhões de reais para sustentar 513 deputados e 81 senadores. E agora, com a queda da arrecadação, querem elevar para muito mais o fundo partidário. Isso sem falar nas doações de pessoas físicas e jurídicas, além daquelas ilícitas como no caso do PT, do PMDB e do PP, desviadas com a quadrilha que instalaram na Petrobrás: R$ 10 bilhões. E parte vagando pelos paraísos fiscais, conforme investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. É urgente aprovar uma reforma política, com voto distrital puro para deputados federais, estaduais e vereadores, o que tornaria uma campanha eleitoral até 80% menos dispendiosa que a atual. Além de fazer prevalecer a cláusula de barreira, para que partidos pouco representativos não tenham o direito a essa verba do fundo partidário e também ao horário político eleitoral. Porém, se esse ajuste não ocorrer de forma célere e respeitosa, já que o povo não aguenta mais tanta indignação, a solução para essa importante questão ética virá pelas ruas e avenidas deste país. Precisamos dar um fim a esta picaretagem institucional.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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REFORMA POLÍTICA

Como bem disse Michel Temer, vice-presidente da República, em seu artigo “O ‘distritão’” (14/2, A2), “o momento é agora”. O Congresso não pode mais postergar algumas mudanças em nosso sistema político, que da forma como é hoje privilegia alguns partidos políticos de aluguel em detrimento da vontade do povo. Portanto, é urgente que o Congresso altere o sistema eleitoral vigente, principalmente no que tange à eleição das casas legislativas (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores), substituindo o voto proporcional pelo voto majoritário. Seria muito bom que o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se preocupasse menos com as opções sexuais dos brasileiros e mais com a reforma política.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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‘O DISTRITÃO’

O artigo do vice-presidente Michel Temer sugere que um dos primeiros temas para a reforma política é o da forma de eleição dos deputados federais, estaduais e vereadores, corrigindo apenas problema de interesse principalmente para os partidos e respectivos candidatos: o interesse dos eleitores e respectivas regiões, melhor atendido pelo sistema distrital e distrital misto não é mencionado. O problema grave do loteamento político das organizações do Estado, administração direta e indireta (federais, estaduais e municipais) causado pela indicação para cargos de confiança e em comissão, tornando-as ineficazes, ineficientes e corruptas, não existe. Quando limitaremos as indicações a “uns poucos” junto do presidente, vice-presidente, ministros, governadores, secretários de Estado, prefeitos e secretários de municípios, garantindo que as organizações do Estado se estruturem e se profissionalizem, resultando em aperfeiçoamento do serviço público e economia colossal? Reconheço que se trata de mudança de cultura que exigirá várias gerações e, naturalmente, visão dos nossos dirigentes.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo

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O JURISTA MICHEL TEMER

Finalmente nosso vice-presidente se manifesta e já o faz sobre um tema extremamente importante. A meu ver, com a clareza que um jurista de sua estirpe exige. Que ele se liberte do apequenamento com que este partido criminoso, também chamado PT, tentou (e tenta!) afundar o PMDB e o País. Este tema, dentro da reforma política, é só mais um necessário para que esta nação se liberte do lamaçal lulista.

Adriano Salgado adrianomsalgado@gmail.com
São Paulo

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VOTO DISTRITAL

Com duas colunas de double-talk, Miguel Temer inicia a balbúrdia dos incumbentes contra o verdadeiro voto distrital apresentado no excelente artigo de José Serra  (“Por uma democracia mais... democrática!”, 12/2, A2). Votantes – residentes dentro de uma região geográfica predeterminada – votariam apenas para os candidatos listados no seu distrito eleitoral. Assim, tanto a mídia local como o cidadão poderiam acompanhar o desempenho do seu vereador ou seu representante, estabelecendo um canal de comunicação.  O contrário (o “distritão” de Temer ou a atual votação a granel) favorece os candidatos mais fotogênicos e bem financiados por grupos de interesse.  A granel, não há meios com que o cidadão engajado possa acompanhar os 70 representantes de São Paulo no Planalto nem estabelecer um diálogo efetivo. Nem Lula, no auge da sua popularidade e com as mãos na rede dos partidos aliados, teria conseguido implantar o voto distrital para deputados que seria um grande benefício para a cidadania. Os incumbentes não querem ser controlados ou ameaçados de perder a próxima eleição. Parece inalcançável também via leis ordinárias, como Serra sugere, para vereadores nos municípios. Há uma outra maneira de alcançar este grande avanço que Serra sugere para o povo brasileiro:  Designação Distrital de Facto.  Aglomerando cidadãos engajados via redes sociais e internet, podem-se mapear distritos e arbitrariamente colocar os nomes dos atuais incumbentes. O grupo de residentes/ativistas dentro de um distrito podem, assim, “adotar” seu deputado, acompanhar seu recorde de votação e presença, iniciar diálogos e comunicar-se com a mídia local sobre o seu desempenho. Um exemplo é o Democracy for America, estabelecido com voluntários em Vermont na campanha do governador Howard Dean para a presidência dos Estados Unidos. Este grupo continua efetivo na cena política americana.

Arthur Dayton Trezise atrezise@madriver.com 
São Paulo

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MEUS APONTAMENTOS

A respeito da reportagem “Rivais do PMDB ganhariam mais com ‘distritão’” (15/2), assinada pelo repórter Daniel Bramatti, bem como das análises anexas e ainda da discussão sobre a proposta do “distritão” trazida a público pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), gostaria de fazer alguns apontamentos, sem a pretensão de transmitir a ideia de que há um único caminho válido para o aprimoramento do sistema político brasileiro: 1) a reportagem gera uma distorção grave para o conhecimento do leitor, pois a decisão dos partidos é tomada com base nas regras existentes. Tentar extrapolar os resultados é metodologicamente imprudente, para afirmar o mínimo. Seguramente, os resultados seriam distintos com outras regras em vigor; 2) o problema maior do sistema vigente não é em si o voto proporcional, mas sim a quase absoluta irresponsabilidade com que a lei facilita a criação de partidos políticos e de mudança partidária; 3) o “distritão” pura e simplesmente não poderia ser antecipadamente culpado por aumentar a “hiperindividualização” e “hiperframentação” do voto, como procede o cientista político Jairo Nicolau, sem que outras regras correlatas sejam simultaneamente discutidas. Assim, o possível agendamento legislativo de mudança nas regras atualmente vigentes precisar vir acompanhado de ao menos três procedimentos para parlamentares e cidadãos estarem mais bem informados: pontos fortes e fragilidades de cada sistema em termos matemáticos; listagem dos sistemas em vigor em outros países de indiscutível tradição democrática, bem como de largo tempo de vigência das regras; e arrolamento das regras correlatas vigentes que podem impactar a que é agora debatida.
 
Rui Tavares Maluf rtmaluf@uol.com.br
São Paulo

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PARLAMENTARISMO

O assunto político no momento é a reforma política. Distritão? Financiamento público ou privado? Voto em lista? Que tal pensarem também em parlamentarismo? Tentou-se há uns 50 anos, com Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes Lima, mas não deu certo. Por que não deu certo? Questões e pressão políticas. O presidente na ocasião, com a renúncia do Jânio Quadros, era Jango, que, claro, não queria o parlamentarismo. Acabou aceitando mediante pressão, mas o plebiscito convocado para a escolha do sistema optou pelo presidencialismo. O presidencialismo confere poderes ao presidente, e estes não querem ser uma espécie de rainha da Inglaterra, que reina, mas não governa, mas se esquecem de que estes poderes são limitados. O parlamentarismo tem mais jogo de cintura. Quem governa é o primeiro-ministro. É o chefe de governo e o presidente é o chefe de Estado. Se o gabinete do primeiro-ministro, composto pelos demais ministros, não obtiver um voto de confiança do Parlamento, como foi recentemente na Grécia, ele cai e convocam-se eleições. O partido com mais cadeiras indica o primeiro-ministro. É um processo muito mais rápido. Na Grécia, o gabinete anterior perdeu a confiança no fim do ano passado. Já estão com um novo premiê e gabinete. Não levou mais do que três meses. Mas quantos países adotam o parlamentarismo? O sistema não deve ser tão ruim assim a ponto de vários o adotarem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SUPLENTES

A farra das suplências no Senado, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais está demais, começou a preocupar o povo em geral. Os eleitores estão alvoroçados para saber  quais são as malandragens,  as tramas, armações, velhacarias, etc. que estão escondidas por trás dessas mudanças que aumentam no Senado, nas Câmaras e Assembleias Legislativas logo após uma nova eleição. Hoje, no Senado, num universo de 81 senadores temos 14 suplentes; na Câmara, dos 513 deputados, 29 são suplentes. Nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais a coisa não muda. Cada dia o nosso voto vale menos. Há algo de podre com a movimentação desses políticos hoje considerados pelo povo como sanguessugas e vampiros. Acorda, Brasil. Precisamos de reforma política já. 
 
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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O PT NA SUA MELHOR FORMA

A última resolução publicada pelo Diretório Nacional do PT, além de invocar a fantasias quase histéricas, se inspira no ditado popular “faça o que eu digo, e não o que eu faço”. Como dizia Mark Twain, é mais fácil enganar do que convencer o enganado de que foi enganado. Claramente, na tentativa de continuar a enganar o povo brasileiro, e nesse sentido não me refiro ao estelionato eleitoral, a cúpula do PT está se encastelando cada vez mais alto e distante da realidade e da população. Como diz outro ditado, quanto mais alto, maior o tombo.
 
Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 
Santana de Parnaíba

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LULA 2018

Lula disse e fez o diabo para reeleger Dilma, mentiu, mentiu, iludiu, enganou, mostrou um país que não existia aos ignorantes que votaram nela. Agora, que o barco está afundando, vai se apresentar como salvador da Pátria, aquele que não sabia de nada, e refundar um PT que é contra a corrupção. Já está fazendo outra campanha mentirosa para 2018, enganando de novo os ignorantes e desinformados. Enquanto isso, a nossa oposição ainda engatinha nessa tarefa. 
 
Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br
São Paulo

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IMPEACHMENT

Quem vivenciou  o governo do ex-presidente Fernando Collor deve lembrar que, quando do início da discussão sobre seu possível impeachment, havia um grande ceticismo em relação a essa possibilidade. Até o jurista Paulo Brossard declarou à época que o impedimento seria de difícil aplicabilidade. Deu no que deu. As condições atuais para impeachment da presidente da República são infinitamente maiores e mais concretas do que em 1992, tanto no plano jurídico como no político. Seria de bom tom os céticos atuais acostumarem-se com essa possibilidade.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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CASO HSBC

É por demais estranho o comportamento da mídia e das redes sociais brasileiras quando não comentam, não discutem o famigerado caso HSBC, que é similar ao antigo Caso Banestado, igualmente deixado de lado. Nenhum dos éticos e honestos parlamentares do Brasil propôs uma abertura de CPI, ficando claro que só o fazem para chamar a atenção da mídia quando o governo está no centro do furacão. É uma vergonha o comportamento de parte da mídia que não veicula matérias a respeito deste caso escabroso que sangrou milhões de reais do País para cofres de bancos e contas em paraísos fiscais. Cadê o Ministério Público? Cadê o STF? Cadê a Justiça brasileira? Rico ri à toa no País da criminalidade e paraíso da impunidade.
 
Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru

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CONTAS NA SUÍÇA

Será que alguém da turma do PT vai aparecer na lista dos “envolvidos” nas contas do HSBC na Suíça?
 
Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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TERRORISMO

Pouco depois do massacre no jornal “Charlie Hebdo”, seguido da matança perpetrada por Koulibaly num supermercado de artigos judaicos em Paris, o semanário  “Le Canard Enchainé” publicou uma charge em 14/1/2015. Nela aparece um descerebrado ordenando a dois outros descerebrados (o epíteto me pertence): “Matem caricaturistas e policiais, e judeus de todas as profissões”. O episódio dinamarquês do último fim de semana demonstra que as ordens foram seguidas. Em suma, desde a antiguidade, passando pela bula papal “Cum nimis absurdum”, continuando com o holocausto, para citar apenas alguns marcos históricos, qualquer que seja o momento em foco, haverá no meio das matanças que enlutaram a humanidade este abominável bônus macabro, resumido na charge de René Petillon “e os judeus de todas as profissões”.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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ARMAMENTOS

Uma matéria recente, publicada no site da BBC, mostra que a maior parte do armamento apreendida com terroristas do Estado Islâmico, na Síria, era de origem americana, russa e chinesa. Têm origem do comércio ilegal e de desvios de possíveis aliados, mas as munições acabam e alguém continua a fornecê-las. Como no filme “O senhor da guerra”, a ganância de poucos, com as guerras, se sobrepõe ao sofrimento de muitos.

Hugo Hideo Kunii hugo.kunii@terra.com.br
Campinas

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REVELAÇÃO FREUDIANA DO EI

O Estado Islâmico (EI) não tem nada de religioso nem honra a sagrada figura de Maomé. Na verdade, é um território livre para o sadismo brutal em que o prazer e o trabalho são as possibilidades de matar com crueldade, expor suas taras sangrentas, maltratar as mulheres. Todos os que vão se juntar ao Estado Islâmico não vão por religião ou para defender um ponto de vista, vão para um lugar onde podem fazer de tudo o que se imagina que seja crueldade sem ir para a prisão, para a forca ou para a cadeira elétrica. Esqueçam que são fanáticos religiosos, são todos psicopatas sádicos em campo aberto, como na inquisição, quando os padres homossexuais destruíam o corpo da mulher violentamente e as consideravam feiticeiras, mandando-as para a fogueira numa prova evidente de que, na verdade, estavam querendo se livrar de si mesmos, como fiéis cópias da imagem do demônio. 

José Penteado Neto jsopnx@gmail.com
Araçatuba 

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A QUESTÃO INDÍGENA
 
A Fundação Nacional do Índio (Funai) acéfala reportada pelo “Estadão” (“Dilma reduz estrutura da Funai e tem menor demarcação de terras desde 1985”, 16/2, A4) demonstra a permanência e o aprofundamento do descaso com os indígenas brasileiros. Os habitantes originais do continente americano foram por séculos espoliados. A luta pela democracia, desde o final da década de 1970 e, em particular, com o retorno do Estado de Direito, estenderam os direitos também aos indígenas. Situações como a atual demonstram que a privação de grupos humanos como os indígenas revela uma deficiente defesa da diversidade humana em nosso país, que a todos afeta, mesmo que não o percebamos. 

Pedro Paulo A. Funari ppfunari@uol.com.br 
Campinas

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EFEITOS DA DEMARCAÇÃO

Sempre que vejo textos sobre a reserva Raposa-Serra do Sol, lembro-me de um cassino que visitei nos Estados Unidos. É o Cassino Foxwoods Cassino and Resort, em Connecticut. Fica dentro de uma reserva indígena e pertence à reserva. É explorado pelos índios, que, segundo informaram, pagam 17% de todo o lucro ao governo dos Estados Unidos. O resto é deles. Cuidam da instrução, da saúde, do lazer do povo da reserva, inclusive da preservação da cultura dos antepassados, enfim, como um lugar de propriedade e responsabilidade deles. Há um museu, onde está retratada toda a história dos povos indígenas dos Estados Unidos e do Canadá. Os índios que vi usam ternos impecáveis, cabelos longos impecáveis e muitos têm títulos de PhD. Segundo a reportagem de segunda-feira do “Estadão”, a população indígena da área da Raposa-Serra do Sol, em torno de 20 mil pessoas em 2009, teria direito ao usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes na reserva, uma área com aproximadamente 1,7 milhão de hectares. Que riquezas naturais e que utilidades? Gostaria de saber o que foi feito para que os índios pudessem usufruir as riquezas e as utilidades naturais e quais seriam elas e como seriam exploradas e onde seriam aplicados os recursos obtidos. Os agricultores foram expulsos, a área plantada caiu para menos da metade e “não poucos índios se tornaram mendigos”. O que há por trás das ONGs que, segundo o antropólogo Edward Luz, querem um “retorno ao passado” com “povos indígenas brasileiros impedidos de produzir, explorar as riquezas de suas terras” e outros males mencionados na matéria em questão? Interessa a nossos índios viver para sempre na ignorância, na pobreza, contando com agricultura de subsistência, caça e pesca? 
 
Teresinha A. O. Carvalho teresinhaaoc@terra.com.br 
São Paulo

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CARNAVAL EM SÃO PAULO

São Paulo não para! No carnaval, foi inaugurado o mijódromo-cagódromo-drogódromo-traficódromo-transódromo do “Badernódromo” de Vila Madalena. Já passa da hora de dar um “pedala!” neste prefeito-pincel-lulopetista.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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VAI-VAI

Parabéns à tradicional Escola de Samba Vai-Vai, pela grande conquista do carnaval paulistano de 2015. A Vai-Vai, da Bela Vista/Bexiga, fez bonito no Sambódromo e conquistou o seu 15.º título, e é a maior campeã do carnaval de Sampa. A escola fez bela homenagem a Elis Regina no seu samba-enredo campeão e mereceu mais este caneco. São Paulo, ex-túmulo do samba, hoje tem um dos melhores carnavais do Brasil, com Sambódromo, blocos de rua, bailes e muita animação e samba no pé.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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