Fórum dos Leitores

BRASIL LULOPETISTA

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2015 | 02h05

Um conto de fadas

Neste ano de 2015, quando todas as manhãs, sem exceção, lemos nosso jornal e assistimos aos televisivos, estragamos o dia definitivamente. Dificilmente somos surpreendidos com alguma notícia alvissareira, muito ao contrário. Durante a campanha eleitoral o marqueteiro petista e o apresentador Lula, provavelmente inspirados nos filmes da Disney, criaram uma imagem da presidente Dilma Rousseff como uma espécie de fada que iria salvar o povo sofrido das garras dos lobos da oposição. A inflação estaria sempre controlada, o PIB cresceria e os empregos estariam garantidos. E, pasmem, o petrolão era uma farsa criada pelos inimigos do povo. Depois da eleição já começam a ser divulgados valores do bilionário roubo na Petrobrás, que causou prejuízo ainda não aquilatado no futuro da empresa e vem arrastando para a beira do precipício seus fornecedores, que estão demitindo às pencas. Sabemos agora que o PIB será negativo por dois anos, o débito do País cresceu, a balança comercial vai mal e a crise da energia elétrica já se faz presente, em boa parte pela incompetência do governo federal. E ficamos sabendo também que as empreiteiras incriminadas na Lava Jato estão procurando Lula e cobram interferência política. Reportagem do Estadão conta que um diretor da Constran, empresa do grupo UTC, foi recebido por Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula. Ele buscava orientação do ex-presidente e a conversa foi tensa. A UTC doou R$ 21,7 milhões para campanhas do PT e R$ 7,5 milhões em apoio à reeleição. E eu jamais soube - muito menos presenciei - de empresário que empregasse uma importância que não lhe desse retorno. Agora eu sei... Está cada vez mais difícil acreditar que toda essa roubalheira foi cometida na Petrobrás e Lula e Dilma jamais souberam ou sequer desconfiaram. Salvo para a maioria, ainda que parca, de eleitores brasileiros que em outubro de 2014 acreditou num conto de fadas.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Por debaixo dos panos

Uma simples passada d'olhos nas notícias da hora dá a dimensão da situação em que se encontra o Brasil. Empreiteiras enroladas na corrupção sob apuração na Operação Lava Jato tentam "embargos auriculares" com Lula, procurando, provavelmente, algum tipo de intervenção política nas investigações do maior escândalo de que se tem notícia no País. De seu turno, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fora da agenda, recebe representantes dessas mesmas empreiteiras, num verdadeiro encontro às escondidas. O objetivo é o mesmo: apelo político para aliviar a barra dos delinquentes. Devem saber o que fazem, já que Lula sempre legitimou o caixa 2 e Cardozo, até ontem, não via nada errado na Petrobrás. Também "às escondidas" se pode considerar a empurrada, pelo governo Dilma, de um papagaio de R$ 17,9 bilhões para 2015. A razão foi escamotear os números da verdadeira débâcle de 2014 e, assim, facilitar a reeleição jogando areia nos olhos do eleitorado. Enquanto o País se dá conta de tantas e tamanhas barbaridades perpetradas por suas maiores autoridades, somos informados de que na Câmara dos Deputados "ainda é carnaval", posto que, por "debaixo dos panos", os srs. parlamentares decidiram que só voltarão ao batente - se é que se pode chamar aquilo ali de batente - após (pasmem!) 11 dias de folga. E por falar em carnaval, Neguinho da Beija-Flor, puxador de samba da campeã do desfile no Rio admitiu que "se não fosse o dinheiro da contravenção" não haveria o "maior espetáculo audiovisual do planeta". A escola é acusada de receber patrocínio espúrio da Guiné Equatorial, uma ditadura já longeva com quem Lula & Cia. têm ótimas relações. E aí eu pergunto: tem condições este país?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Onde há fumaça, há fogo

As notícias circulam na imprensa e se tornam voz corrente do povo, principalmente entre os que acompanham o tour de force dos protagonistas da nova (e incendiária!) trapalhada armada no cenário lulopetista, tentando disfarçar o indisfarçável. Primeiro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apanhado com a boca na botija, confessou ter recebido advogados de dirigentes da Odebrecht presos na Operação Lava Jato. Mas disse que o assunto, mesmo constando da agenda do ministério, era sigiloso por estar sub judice, para logo após revelar que recebeu queixas sobre vazamentos naquela operação. Depois admitiu ter recebido também o defensor do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, tido e havido como coordenador do grupo de empresários cartelizado no escândalo das propinas do petrolão, como se fosse um encontro "casual" na antessala do gabinete ministerial (?!), quando o advogado marcou encontro com o ex-deputado Sigmaringa Seixas justo nas dependências do ministro da Justiça! Sabe-se que o leque se abre cada vez mais, com gente de alto coturno da base lulopetista se imiscuindo no imbróglio - que mereceu até reparos do juiz Sergio Moro em despacho no processo. O próprio Lula, agora se sabe, saiu do esconderijo e acabou vindo a campo, supostamente "a pedido" das empreiteiras, para "ajudar" a apagar o grave incêndio nas posições do governo lulopetista. Pelo andar da carruagem, há coisa muito grossa a ser revelada se os grandes empresários trancafiados na cadeia resolverem não pagar o mico sozinhos.

LUIZ CARLOS SOARES FERNANDES

luiz68017@gmail.com

São Paulo

Dúvida cruel

Por que será que nem o FHC "peita" o Lula? Já passou da hora de ele ser desmascarado! No Brasil atual somente o FHC tem cacife para isso.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

E o Zé tinha razão

Há alguns anos o sr. José Dirceu disse algo como "o PT não rouba e não deixa roubar". Hoje entendo e concordo com sua afirmação. A pessoa jurídica Partido dos Trabalhadores não rouba, quem rouba são componentes (pessoas físicas) do PT.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

POLÍTICA EXTERNA

Amadorismo

Se o objetivo do governo era condenar à morte o outro traficante brasileiro preso na Indonésia, pode-se afirmar sem a menor possibilidade de erro que o intento foi plenamente alcançado. Ao recusar as credenciais do embaixador indonésio, Dilma e seus assessores internacionais, representados pelo notório "top top" Garcia, mandaram o meliante das drogas pro paredão. Não sinto a menor pena desse bandido, mas a política externa do governo do PT é primária e um verdadeiro lixo.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CARNAVAL

Teodoro Obiang, há 30 anos no governo da Guiné Equatorial na qualidade de ditador, doou à Escola de Samba de Nilópolis Beija-Flor R$10 milhões. Parece que deve haver um certo bairrismo nesse imbróglio. Observe-se na tabela do resultado final da apuração que as 6 primeiras agremiações se distanciaram apenas 5 décimos uma da outra, numa disputa acirrada em que uma delas poderia ser a campeã. Supondo que, não fosse a Beija-Flor, não haveria qualquer comentário sobre a doação do país africano. As escolas de samba sempre estiveram sob a tutela financeira do jogo do bicho e jamais foram questionadas. É preciso cuidado para que a discussão não embarque mais numa questão de preconceito racial do que numa disputa carnavalesca. Nesse carnaval que passou, ressalte-se a performance das escolas de samba de São Paulo, capital, que em nada ficam a dever às escolas da Cidade Maravilhosa.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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NEGAÇÃO

Não entendi por que a Beija-Flor quer e está negando a origem do dinheiro, fala-se em R$ 10 milhões, que ela teria recebido da Guiné Equatorial, país africano com uma das mais sanguinárias ditaduras, como se todas as escolas de samba do Rio de Janeiro, historicamente, não fossem mantidas com dinheiro da contravenção...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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PATROCÍNIO

Depois do milionário e controvertido patrocínio da ditadura da Guiné Equatorial à Beija-Flor,campeã do carnaval carioca deste ano, não será surpresa se no desfile de 2016 o seu patrono for o Estado Islâmico, ou a Al Qaeda, ou o Boko Haram, ou o PCC, ou...

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CHAMPANHE SEM GELO

Falta tão pouco para que todas as verdades sobre a Petrobrás, o BNDES e outras estatais venham à tona com a revelação dos nomes dos principais envolvidos, os mentores e cabeças do esquema de desvio de valores bilionários que pode ser comparado a uma garrafa de champanhe Dom Perignon sem gelo, com o lacre retirado. Bastam apenas alguns poucos movimentos e a rolha “estoura” e toda a verdade é revelada. Este momento está chegando. Quem vai querer ser um segundo Marcos Valério e ser condenado a 40 anos ou mais de prisão para acobertar o “grande mentor”? Por que os cabeças não fazem uma boa oferta para o ditador da Guiné Equatorial e compram o país? Com US$ 5 bilhões com certeza o velho ditador se aposenta morando na Europa e os outrora terroristas e hoje sonhadores com uma república bolivariana realizam o sonho de ter um país só para eles, deixam os brasileiros e seus bolsos em paz e vão curtir uma ditadura comunista em grande estilo. Parodiando Roberto Jefferson, vai logo, porque o bicho vai pegar e agora não vai dar para segurar a barra de ninguém.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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LULA E A OPERAÇÃO LAVA JATO

“Empreiteiras da Lava Jato pedem ajuda política a Lula.” O texto publicado no “Estadão” de sexta-feira mostra a todos quem continua a governar o País. Ninguém duvidava.

Lucia Helena Flaquer  lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

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TRÂNSITO LIVRE

O poder de Lula parece não ter limites. É um absurdo as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato recorrerem a ele em busca de ajuda política no caso. Que conceito dar a um país que está nas mãos de um só homem, sem cultura, corrupto, especialista em desvio de dinheiro e, incrível, livre e com todo trânsito no Planalto, além de tudo "cabeça" da presidente da República? Dá para imaginar o país em que vivemos?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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AVE LULA!

Sempre que a chapa esquenta na Operação Lava Jato, todos correm para o ex-presidente Lula. Das duas, uma: ele é o próprio Deus ou tem muito mais do que uma colher e meia nisso tudo.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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LULA DEBOCHADO

 

A foto de Lula no “Estadão” (20/2, A4) é a própria figuração do deboche. No contexto, perfeitamente cabível a legenda "calma, que tudo será resolvido". A plateia, claro, os pedintes da Operação Lava Jato. Por que não vai para casa, Lula, e deixe-nos resolver essa herança maldita, coberta de lama putrefata que nos legou? Ah, e leve junto seu poste, antes que ela enterre definitivamente nosso Brasil.

 

Honyldo R. Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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PEREGRINOS

Hoje o Instituto Lula virou ponto de peregrinação dos envolvidos na Lava Jato

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PARA BOI DORMIR

O sr. Paulo Okamotto entregou o ouro: a admissão dos encontros dele e de Lula com empresários envolvidos na Operação Lava Jato é prova cabal da relação espúria entre o lulopetismo e as empreiteiras. Qualquer outra explicação será mais uma conversa para boi dormir. Nem o boi aguenta mais!

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MÚSICA, MAESTRO MORO!

Lula foi convidado para animar o baile das empreiteiras. Pelo número de dançarinos, a coreografia é de quadrilha.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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LEGITIMIDADE

Neste lamaçal que estamos vivendo, temos de reconhecer a legitimidade das empresas envolvidas na Operação Lava Jato a procurar o sr. Lula, pra interceder politicamente para aliviar a situação por que estão passando. O principal responsável por tudo isso quem é?  Lula, é claro, que sempre sonhou com a perpetuação do poder para o PT, e isso custa caro.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS

Os advogados da Odebrecht têm todo o direito ao “jus sperneandi”.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ENCONTROS NÃO TÃO SECRETOS

Interessante. Primeiro, os advogados procuram Lula. Em seguida, o ministro da “Justiça”. Pouco depois, os acusados desistem da delação premiada. O pior é o modo como debocham da inteligência alheia.

Daniel Bayerlein danielbayerlein@icloud.com

Jandira

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ACERTOS FUTUROS

Aquela "visitinha" dos advogados das empreiteiras envolvidas no petrolão foi o inicio dos "acertos" a serem feitos futuramente. Tanto é verdade que hoje o ministro da Justiça (do PT)é o preferido a ser indicado pela nossa presidente para ser o próximo ministro do STF (do PT). Quem sobreviver a essa falta de vergonha na cara (do PT) verá!

João Luiz Tavares joao.luiz15444@hotmail.com

Mairiporã

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A QUE PONTO CHEGAMOS!

A que ponto chegamos! O ministro da Justiça e políticos acham normais os pedidos de intervenção formulados por emissários e advogados de empreiteiros   investigados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Embora haja previsão legal para a punição de empresas envolvidas em corrupção, a presidente da República diz que elas não podem ser punidas. A presidente da República recusa-se a receber as credenciais de embaixador da Indonésia em represália pela condenação à morte de dois traficantes brasileiros, e diz publicamente que resolveu aguardar para ver como evolui a relação com aquele Estado. Espera que a Indonésia se aproxime de seu nível de tolerância com o que chama de malfeitos... Onde foram parar a respeitabilidade e a dignidade do cargo? A das pessoas envolvidas dispensa especulação.

Heloisa Gonçalves Bartoli hgon.bart@gmail.com

Santa Cruz do Rio Pardo

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EU TE ACUSO, Ó JUSTIÇA!

Dois notórios exemplos abrem-se às escâncaras por todos os meios de comunicação do descalabro preocupante dos caminhos ou descaminhos, por onde envereda a Justiça brasileira. Um, o “encontro às escuras” (“Estadão”, Dora Kramer, 20/2, A6) do ministro da Justiça com os defensores dos criminosos corruptos apontados na Operação Lava a Jato. Outro, de Thor Batista, o nobre dirigindo em alta velocidade sua Mercedes-MacLaren e decepando a vida de um de nós, os comuns. O nobre versus o pobre. Um caso aponta para o outro. No primeiro arruma-se a “justiça” pela antessala e conclave, por onde se tecem os argumentos de defesa, buscando o aval do ministro; aqui, também arruma-se a justiça, aparelhando argumentos, diríamos, não jurídicos, pois que não é crível que a justiça seja tamanhamente daltônica e insensível de não ver malfeitos em ambos os casos. Crimes praticados a céu aberto. Émile Zola, sensibilizado com a grave injustiça da condenação de desterro do capitão Alfred Dreyfus, escreveu o livro no qual reverbera a Justiça Francesa, lançando ao mundo o famoso grito: “J’acuse!”  Eu te acuso, ó Justiça, tão manto protetor, e mãe gentil para os criminosos (desde que ricos e famosos);  e tão madrasta insensível para nós os sem nome. J’acuse!

 

Antônio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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ATOS E RETÓRICA

O sr. Cardozo até que tenta, por meio de eventuais retóricas, ser um ministro da Justiça isento, imparcial e justo. Mas os seus atos não acompanham a sua retórica. Tenta através de seu cargo influenciar nas decisões da justiça no caso da Operação Lava Jato. Sao ações do tipo "por debaixo dos panos" ou do tipo "quinta coluna", inspirada pelos que foram treinados na guerrilha em Cuba. Prevalecem a sua verdadeira faceta política e sua subordinação aos ditames e dogmas autoritários e controladores de seu partido, cujo objetivo é controlar os outros poderes através de aparelhamento e do "dando que se recebe". Valem os atos. Seria uma agressão ao bom senso, à democracia e a nossa inteligência citá-lo como um candidato a ministro do STF. A sociedade já está apreensiva com as nomeações do PT para o Supremo. No currículo destes predominam as ligações com o partido e com sindicatos. O saber jurídico, a isenção e a sua ilibada reputação jurídica estão em segundo plano. Alguns destes, hábeis na retórica, são defensores de penas brandas a graves crimes, transformando pecados mortais em veniais. Enfraquecem o Poder Judiciário e, consequentemente, a democracia, que já cambaleia com um Legislativo que opera subordinado e dependente das vontades do governo. As atitudes do ministro candidato, provavelmente atendendo aos pedidos da cúpula de seu partido, nos sinalizam sobre o risco que o PT nos proporciona. O controle do Judiciário. Certamente o Brasil de todos não quer seguir o exemplo da Venezuela nem ter o sr. Cardozo como ministro do STF.

Manoel Sebastião de Araujo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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A MISSÃO DO ADVOGADO

 

A missão do advogado é defender seu cliente, mas respeitando as leis vigentes, a ética e os bons costumes. Deve postular em juízo sempre que os interesses de seu cliente exijam, podendo agir, ainda, de forma suasória, junto às autoridades competentes para o decisório do caso. Entretanto, buscar apoio político ou interferência para amenização de casos parece que não mais é tarefa do advogado, mas do lobista profissional. No caso da Operação Lava Jato, nada impediria que os advogados endereçassem ao ministro da Justiça as suas reivindicações ou protestos sobre a atuação da Polícia Federal, por escrito, porque estariam cumprindo a sua missão de postular claramente e com abertura pública. Entretanto, as ingerências, juntamente com apelos políticos, fogem (s.m.j.) ao quanto é satisfatório e lícito para o ministério privado do advogado (art. 133 da Carta Magna) e Estatuto da Advocacia.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O ENCONTRO

 

Perdõe-nos o sr. ministro, mas se ele não nos ajudar, seremos forçados a dividir esta conta com os demais convivas.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

                                   

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QUESTIONANDO A LEGALIDADE

Srs. advogados, não há que se questionar sobre a legalidade de informações vindas do exterior e queixar ao sr. ministro. Há que se questionar ao sr. ministro por que roubaram o dinheiro do povo brasileiro. Há que se questionar ao sr. ministro  por que tamanho corporativismo patrocinado pela nossa OAB. Somos ou não somos todos iguais perante a lei?

 

Armando Favoretto Junior malhamania@dglnet.com.br

São José do Rio Pardo

 

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MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Não me consta que o Ministério da Justiça faça parte do Poder Judiciário.

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva 

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ERA SÓ O QUE NOS FALTAVA

 

Que pouca-vergonha é essa? As empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato pedem ajuda política ao senhor Lula? Foram coniventes com todo tipo de atos ilícitos que afundaram a nossa Petrobrás e agora querem se socorrer daquele que julga ser o dono do Brasil? Onde está o respeito às nossas instituições? Por um dever de ofício e a bem da moral, a nossa presidente já deveria ter demitido este ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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O ESQUEMA

Ninguém quer perder a “boquinha” – principalmente os contratantes, afinal as empreiteiras entraram no esquema de corrupção dos desgovernos PTistas, resta apelar a tudo e a todos. Tanto é que agora recorrem ao Lula, o chefão, para pedir e cobrar interferência política. Nada mais lógico, mas será que Lula está a par do assunto? Com certeza vai alegar que “não sabe e não viu nada” e pode indicar alguém... O ministro da Justiça não, já se queimou. Só se for o Zé, o “lobista” do PT para e$$es a$$untos, daí o esquema poderá continuar. E a Operação Lava Jato, como fica?

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

   

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O QUE CARDOZO NÃO DIZ

Entre idas e vindas da versão do sr. José Eduardo Cardozo sobre o seu encontro com os advogados dos petrosujos, tem ficado de fora o real motivo da "visita" ao ministro da Justiça. Simplesmente foram avisar de que, se não houver ação política do governo para melar a Operação Lava Jato, vai sobrar para as emplumadas aves do Planalto, atuais e anteriores. Aliás, Lula já foi convocado/intimado pelas empreiteiras. Uma espécie de "dá ou desce". Vamos ver como ficam a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e a Justiça Federal. O juiz Sérgio Moro está ameaçado de "paredão"?

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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LAVA JATO AMEAÇADA

Conforme matéria do “Estadão” (19/2), o ministro Luís Roberto Barroso (STF) negou os dois recursos do Ministério Público de São Paulo para reabrir a Operação Castelo de Areia, investigada entre 2009 e 2011, e que era um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses de dinheiro para políticos envolvendo a empreiteira Camargo Corrêa. O ministro Barroso indeferiu os recursos por considerar que as escutas telefônicas tinham sido obtidas ilegalmente. Como a anulação da Operação Castelo de Areia tem muito que ver com a Operação Lava Jato, Camargo Corrêa, os advogados ligados ao petrolão agora vislumbram como uma saída para livrarem os executivos envolvidos no caso da Petrobrás. Porém, muitos juristas afirmam que no caso petrolão não há uma questão específica que possa ser questionada, como escutas telefônicas, e sim 13 delações premiadas que descrevem com detalhes e provas todo o esquema dos denunciados. Sendo assim, como um simples cidadão, só me resta ficar na expectativa  para que os envolvidos na roubalheira do dinheiro público, agora amparados pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o aval da presidente Dilma (uma vergonha), devolvam todo o dinheiro desviado da sociedade brasileira, e que sejam punidos com rigor.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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INVEJA

Marcha do silêncio em Buenos Aires contra a impunidade no caso do assassinato do promotor argentino Alberto Nizman: mais de 400 mil pessoas. Panelaço em São Paulo contra José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça que conspira contra a justiça brasileira: 50 pessoas. Que inveja...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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O MARKETING SALVA

Sobre as últimas declarações da Exma. presidente Dilma, somente nos resta dizer que nosso ouvido não é penico. Povo do Brasil que votou em dona Dilma, você errou feio, pois o verdadeiro candidato ao Planalto se chama João Santana, vulgo “marqueteiro”. Mais uma pérola solta em nossa vida. Acorda, PT!

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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MENTIRA NA POLÍTICA

Escreveu Machiavel que a primeira preocupação do príncipe é a de se manter no poder. Então, para este fim, a mentira teria sido um recurso válido. Acontece que então os regimes de governo eram autoritários, quer dizer, ditatoriais. O príncipe dependia só do apoio de poucos seguidores interessados na sua regência. Essa situação perdura nas ditaduras contemporâneas. Nos regimes democráticos o príncipe é eleito representante dos cidadãos e encarregado de cuidar do bem-estar dos eleitores. A mentira então é infração contra a credibilidade, a confiabilidade. Trata-se de um desserviço à democracia. A cidadania tem então o direito de retirar a autoridade de representação. Isto se chama impeachment. Não faz diferença se o recurso à mentira ou ao sofisma acontece durante o exercício do cargo ou durante campanhas eleitorais. O desenvolvimento da democracia resulta do desenvolvimento da cultura política da sociedade.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ENTREVISTA IRRITANTE

Foi irritante ler a entrevista do senador Jorge Viana (PT-AC) na quinta-feira no “Estadão”, dado o cinismo com que se posicionou. Condena o governo Fernando Henrique Cardoso, sem provas, das falcatruas na Petrobrás, enquanto, na verdade, conforme a Operação Lava Jato tem revelado, foi nos governos petistas que foram desviados bilhões de reais para o seu partido e outras legendas aliadas. Além disso, vai organizar um jantar na sua residência com Lula e a bancada petista para montar uma estratégia no intuito de reagir contra os adversários, principalmente contra os políticos do PSDB, condenando-os, sem saber da lista dos parlamentares suspeitos que a Procuradoria-Geral da República vai enviar ao Supremo Tribunal Federal. O pior, ainda condena a instalação da CPI da Petrobrás, alegando  que é um açodamento.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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‘PÁTRIA EDUCADORA’

Acho que estou ficando velha. No meu tempo de criança, ensinavam-nos que uma pessoa de bem deveria ser honesta, honrada, íntegra, ética, e guiar-se por sólidos princípios morais. Isto se aplicava sobretudo aos políticos, que deveriam representar o povo com dignidade e honradez. Isto já não existe mais, estes (bons) costumes estão em desuso e chegam a ser até ridicularizados. Hoje os políticos só se preocupam com seus próprios interesses, já não representam mais ninguém e só estão na política para se locupletar. Recebem propinas de milhões (de dólares), fazem tudo às claras, sem nenhum constrangimento e depois se valem de delações premiadas para não serem punidos. A educação e a saúde estão uma calamidade, a corrupção tornou-se endêmica, está realmente institucionalizada, como disse um dos delatores.A presidente mente, rouba e deixa roubar (ao contrário do que dizia José Dirceu a respeito do PT) e, reeleita, ainda tem o desplante de declarar que vai transformar o Brasil em "pátria educadora". Mudei eu, ou mudou o País?

Anna Carolina Meirelles annacmeirelles@gmail.com

São Paulo

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OFENSA AOS TRABALHADORES  

 

O PT deveria ser obrigado a mudar de nome, já que o “dos trabalhadores” usado para designá-lo ofende aos trabalhadores. Nesse caso, quais os termos que melhor o designariam? Partido dos Consultores? Partido dos Mentirosos? Partido dos Parasitas? Partido dos Trambiqueiros? Que tal PMPT (Partido dos Mentirosos, Parasitas e Trambiqueiros)? Quanto a “Partido dos Consultores”, melhor deixar de lado para não ofender aos consultores de verdade.      

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br 

São Paulo

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MONARCA TROGLODITA

A presidente Dilma Rousseff se comportou forma ridícula ao não receber o embaixador da Indonésia e credenciá-lo, em face da pena de morte de um traficante brasileiro em questão naquele país. Ela se comporta como um ditador ou um monarca ignorante. Ela deveria ter consciência de que tudo o que faz ou deixa de fazer é representando o Brasil – esse país não é uma Venezuela (ainda) e ela tem um cargo executivo em uma República, a opinião pessoal dela não interessa. E esperar ajuda ou colaboração de Aloizio Mercadante ou José Eduardo Cardozo dá nisso, não soma nada.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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ESQUIZOFRENIA

Dilma azeda a diplomacia entre Brasil e Indonésia ao buscar livrar traficante de drogas brasileiro de execução. O governo brasileiro pretendia usar a doença (esquizofrenia) para tirá-lo da lista de próximos executados. Caso o governo indonésio cedesse ao pedido do governo brasileiro, os esquizofrênicos seriam selecionados no mercado nacional a peso de ouro.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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TESTE

Grande teste para a diplomacia brasileira: Brasil recusa credenciais do embaixador da Indonésia; e agora, se a Itália recusar-se a extraditar Pizzolato?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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BRASIL-INDONÉSIA

Dilma não aceitou o embaixador da Indonésia por execução? Então peça para sair, pois a "senhora", além de assaltar bancos, fez atentados que mataram inocentes. Lembra-se de quando ajudou a matar Mario Kozel Filho, então com 18 anos?

Roberto Tavares robertocps45@hotmail.com

São Paulo

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COMPLEXO DE VIRA LATA, EU?

Acabo de ouvir no rádio que o frentista preso em flagrante que matou, com dois tiros, um motoboy desarmado, com uma arma clandestina, foi solto. Aguardará em liberdade o processo que correrá, um dia quem sabe, na Justiça. Quando nós, brasileiros mais atentos, reclamamos e criticamos o Brasil, sempre tem por perto um sabichão, filósofo do paraíso tropical, dizendo que somos coxinhas com complexo de vira-lata que odeiam o País e denigrem sua imagem. Coxinha pode ser (na verdade, não sei exatamente o que esse termo bobo significa), mas vira-latas são mesmo os que se conformam placidamente com este ambiente leniente,  este caos social, com as situações esdrúxulas que vêm se tornando normais e aceitas nesta cultura do “lixo para todos”. E quem gosta mesmo de lixo é cachorro vira-lata, eu não.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 

Cotia

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SUGESTÃO AO FUTEBOL

Para ajudar e tentar acabar com a violência no futebol, sugiro a volta das partidas preliminares entre aspirantes e juniores, como ocorria antigamente, com partidas interessantes em que se viam garotos bons de bola, como o caso de Rivelino. Eram partidas que tinham atrativos, e assim os torcedores tinham o que assistir antes da partida oficial e, ocupados com o jogo preliminar, têm menos tempo para ficarem se ofendendo e também menos tempo para ficarem ingerindo bebidas alcoólicas fora do estádio.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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